Bula do Renitec 20 mg (Anti hipertensivo)

Renitec-20-mgBula do RENITEC® 20 mg:

(maleato de enalapril), MSD

Identificação do medicamento

O que é RENITEC® (maleato de enalapril), MSD?

Formas Farmacêuticas e Apresentações
RENITEC® (maleato de enalapril), MSD comprimidos é apresentado em caixas com 30 comprimidos
de 5 mg e 10 mg e em caixas com 10 e 30 comprimidos de 20 mg.
Uso Oral
Uso Adulto

Ingredientes Ativos:
Cada comprimido de RENITEC® contém 5 mg, 10 mg ou 20 mg de maleato de enalapril.

Ingredientes Inativos:
Cada comprimido de 5 mg, 10 mg ou 20 mg de RENITEC® contém carbonato ácido de sódio, lactose,
amido de milho, estearato de magnésio e amido de milho pré-gelatinizado. Cada comprimido de 20
mg contém óxido amarelo de ferro e óxido vermelho de ferro e cada comprimido de 10 mg contém
óxido vermelho de ferro.

Informações ao Paciente
Como este medicamento funciona?
RENITEC® é um medicamento que pertence ao grupo de fármacos denominado inibidor da enzima
conversora de angiotensina (inibidores da ECA).
RENITEC® age dilatando os vasos sangüíneos para ajudar o coração a bombear sangue com mais
facilidade para todas as partes do corpo. Essa ação ajuda a diminuir a pressão alta. Em muitos
pacientes com insuficiência cardíaca, RENITEC® irá ajudar o coração a funcionar melhor.

Por que este medicamento foi indicado?
Seu médico prescreveu RENITEC® para controlar a sua pressão ou melhorar o desempenho do seu
coração (tratamento da insuficiência cardíaca).
Em muitos pacientes com insuficiência cardíaca que apresentam sintomas, RENITEC® retarda a
piora da insuficiência cardíaca, reduz a necessidade de internação hospitalar por insuficiência
cardíaca e ajuda alguns desses pacientes a viverem mais.
Em muitos pacientes com insuficiência cardíaca em estágio inicial, antes do desenvolvimento dos
sintomas, RENITEC® ajuda a prevenir o enfraquecimento do desempenho cardíaco e a retardar o
aparecimento de sintomas (por exemplo, falta de ar, cansaço após atividades físicas leves, tais como
caminhada ou inchaço dos tornozelos e pés). Esses pacientes poderão precisar de menos
hospitalizações por insuficiência cardíaca.
Ao tomar RENITEC®, alguns pacientes com insuficiência cardíaca podem ter risco mais baixo de
sofrerem ataque cardíaco (infarto do miocárdio).

Informações ao Paciente com Pressão Alta
O que é pressão arterial?
A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do seu corpo é
chamada de pressão arterial. Sem a pressão arterial o sangue não circularia pelo seu corpo. A
pressão arterial normal faz parte da boa saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o
transcorrer do dia, dependendo da atividade, do estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta por dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte por
oitenta). O número mais alto mede a força enquanto seu coração está bombeando sangue. O
número mais baixo mede a força em repouso, entre os batimentos cardíacos.

O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta (ou hipertensão) quando a sua pressão arterial permanece alta mesmo
quando você está calmo (a) e relaxado (a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos
sangüíneos se estreitam e dificultam o fluxo do sangue.

Como faço para saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem hipertensão
é medindo sua pressão arterial. Por isso, você deve medir sua pressão arterial regularmente.

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, tais como o
coração e os rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a hipertensão
pode causar acidente vascular cerebral (derrame), infarto do miocárdio (ataque cardíaco),
insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou cegueira. A pressão alta pode ser tratada e controlada
com o uso de medicamentos, tal como o RENITEC®.
Seu médico pode lhe dizer qual a pressão arterial ideal para você. Memorize esse valor e obedeça
ao que o médico lhe recomendou para chegar à sua pressão arterial ideal.

Informações aos Pacientes com Insuficiência Cardíaca
O que é insuficiência cardíaca?
Insuficiência cardíaca significa que o músculo cardíaco não consegue mais bombear o sangue com
força suficiente para enviar para todo o corpo todo o sangue necessário. Insuficiência cardíaca não é
o mesmo que ataque cardíaco. Alguns pacientes apresentam insuficiência cardíaca após terem um
ataque cardíaco. No entanto, também existem outras causas de insuficiência cardíaca.
Pacientes nos estágios iniciais da insuficiência cardíaca podem não apresentar nenhum sintoma.
Conforme ocorre a progressão da insuficiência cardíaca, os pacientes podem sentir falta de ar ou
podem cansar-se mais facilmente após atividades físicas leves, tal como caminhada. Pode haver
acúmulo de líquidos em diferentes partes do corpo, freqüentemente notado primeiramente ao redor
dos tornozelos e nos pés. Na insuficiência cardíaca grave, os pacientes podem apresentar sintomas
mesmo em repouso.

Por que a insuficiência cardíaca deve ser tratada?
Todos os sintomas da insuficiência cardíaca podem restringir suas atividades diárias. Seu médico
pode recomendar vários medicamentos que podem melhorar os sinais e sintomas da insuficiência
cardíaca (por exemplo, RENITEC® e/ou um diurético). Se você seguir as orientações de seu médico,
sua capacidade física pode melhorar. Você poderá respirar com mais facilidade, sentir-se menos
cansado e apresentar menos inchaço.
Em pacientes com insuficiência cardíaca sem sintomas, o tratamento com medicamentos, tais como
o RENITEC® pode ajudar a retardar a progressão da doença e o início dos sintomas. Em alguns
pacientes com insuficiência cardíaca que apresentam sintomas, RENITEC® reduziu a piora da
insuficiência cardíaca e ajudou estes pacientes a viverem por mais tempo. Em muitos pacientes,
RENITEC® também reduziu o risco de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e a necessidade de
internação hospitalar por insuficiência cardíaca.

Quando não devo usar este medicamento?
Contra-indicações
Você não deve tomar RENITEC® se:
• For alérgico (a) a qualquer um de seus componentes (Veja o item O que é RENITEC® ?).
• Foi tratado (a) com medicamentos do mesmo grupo do RENITEC® (inibidores da ECA) e
apresentou reações alérgicas, tais como inchaço da face, dos lábios, da língua e/ou
garganta, que dificultaram sua respiração ou sua capacidade de engolir. Você não deve
tomar RENITEC® se tiver apresentado alguma dessas reações alérgicas sem causa
conhecida ou se tiver nascido com esse tipo de alergia.
Contate seu médico, caso não tenha certeza se deve iniciar o tratamento com RENITEC® .

Advertências
Uso na Gravidez e Amamentação
Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), incluindo RENITEC®, podem prejudicar
o desenvolvimento e até causar morte do feto se for tomado durante o segundo e o terceiro trimestre
de gravidez.
Ainda não se sabe se o uso de RENITEC® apenas nos primeiros três meses de gravidez também
pode causar esses efeitos prejudiciais.
RENITEC® é excretado no leite materno em quantidades muito pequenas. Avise seu médico se
estiver amamentando ou se pretende amamentar.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Uso Pediátrico
RENITEC® foi avaliado em crianças. Para mais informações, pergunte a seu médico.

O que devo dizer para o meu médico antes de tomar RENITEC®?

Precauções

Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas médicos que esteja apresentando ou tenha apresentado e sobre quaisquer
tipos de alergias.
Informe ao seu médico se tiver qualquer tipo de doença cardíaca, problemas do fígado ou dos rins,
gota, estiver sendo submetido à hemodiálise ou sendo tratado com diuréticos. Também informe se
estiver fazendo dieta com restrição de sal, tomando suplementos de potássio, agentes poupadores
de potássio ou substitutos do sal da dieta que contêm potássio ou se tiver apresentado recentemente
episódios de vômito ou diarréia excessivos. Nesses casos, pode ser que seu médico precise ajustar
a dose de RENITEC®.
Informe ao seu médico se já apresentou reação alérgica, como inchaço da face, dos lábios, da língua
e/ou garganta com dificuldade para engolir ou respirar.
Informe ao seu médico se tiver pressão baixa (você pode perceber isso se já sentiu tonturas ou
desmaios, principalmente em repouso).
Antes de cirurgia e anestesia (mesmo no consultório odontológico), diga ao médico ou ao dentista
que está tomando RENITEC®, pois pode ocorrer queda repentina da pressão arterial associada à
anestesia.

Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver tomando RENITEC®?
As respostas ao medicamento podem variar de pessoa para pessoa. Alguns efeitos adversos
relatados com o uso de RENITEC® podem afetar a habilidade de alguns pacientes de dirigir ou
operar máquinas (veja Quais efeitos adversos RENITEC® pode causar?).

Posso tomar RENITEC® com outros medicamentos?
Interações Medicamentosas
Em geral, RENITEC® pode ser tomado com outros medicamentos. No entanto, é importante informar
ao seu médico ou dentista os outros medicamentos que estiver tomando, incluindo os que são
vendidos sem receita, pois alguns medicamentos podem afetar a ação dos outros. Para prescrever a
dose correta de RENITEC®, é muito importante para o seu médico saber se você está tomando
outros medicamentos para controlar a pressão, diuréticos, medicamentos que contenham potássio
(incluindo substitutos do sal da dieta), lítio (medicamento utilizado para tratar um tipo de depressão)
ou certos medicamentos para dor em geral e dor nas articulações.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
Não há contra indicações relativa a faixas etárias, entretanto RENITEC® não é recomendado
para recém-nascidos (veja Uso pediátrico).

Como devo usar este medicamento?
Aspectos físicos
RENITEC® 5 mg: comprimido branco, em forma de barril, de um lado sulcado e gravado 712/712 e
do outro liso.
RENITEC® 10 mg: comprimido vermelho ferrugem, em forma de barril, de um lado gravado 713 e do
outro liso.
RENITEC® 20 mg: comprimido pêssego, em forma de barril, de um lado gravado 714 e do outro
sulcado.
Características organolépticas
Veja Aspectos físicos

Dosagem
Tome RENITEC® diariamente, exatamente conforme a orientação de seu médico. É muito importante
que continue tomando RENITEC® pelo tempo que o médico lhe receitar.

Hipertensão
Para a maioria dos pacientes, a dose inicial usual recomendada é de 10 a 20 mg uma vez ao dia.
Alguns pacientes podem necessitar de uma dose inicial mais baixa. A dose habitual para uso
prolongado é de 20 mg uma vez por dia.

Insuficiência cardíaca
A dose inicial usual recomendada é de 2,5 mg uma vez por dia. Seu médico irá aumentar esta
quantidade gradativamente até atingir a dose correta para o seu caso. A dose habitual para uso
prolongado é de 20 mg ao dia em dose única ou dividida em duas tomadas.
Tenha muito cuidado ao tomar a primeira dose ou ao aumentar a dose. Avise seu médico
imediatamente se apresentar tontura ou aturdimento.

Como usar
RENITEC® pode ser tomado durante ou entre as refeições. A maioria das pessoas toma RENITEC®
com água.

O que fazer se eu esquecer de tomar uma dose?
Você deve tomar RENITEC® conforme a receita médica. Se você deixou de tomar uma dose, deverá
tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na hora regular e sem dobrar a dose.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.

Quais efeitos adversos RENITEC® pode causar?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos inesperados ou indesejáveis, denominados efeitos
adversos. RENITEC® em geral é bem tolerado. Os efeitos adversos mais freqüentes são tontura,
cefaléia, cansaço e fraqueza. Outros efeitos adversos que ocorreram com menos freqüência são
sensação de aturdimento (pela queda brusca da pressão arterial, que pode ocorrer quando você se
levantar rapidamente), fraqueza, náuseas, diarréia, cãibras musculares, erupções cutâneas e tosse.
Raramente também podem ocorrer outros efeitos adversos, e alguns deles podem ser graves. Peça
mais informações sobre efeitos adversos ao seu médico. Ele tem uma lista mais completa.
Informe ao seu médico imediatamente sobre a ocorrência dos sintomas acima e de qualquer outro
sintoma pouco comum.
Pare de tomar RENITEC® e entre em contato com seu médico imediatamente se:
• Apresentar inchaço da face, dos lábios, da língua e/ou garganta que possa dificultar sua
respiração ou capacidade de engolir.
• Apresentar inchaço das mãos, pés ou tornozelos.
• Apresentar urticária.
Pacientes negros correm maior risco de apresentar essas reações aos inibidores da ECA.
A dose inicial pode abaixar mais a pressão do que ocorrerá durante o tratamento contínuo. Essa
queda de pressão pode ser percebida como desmaio ou tontura e pode ser amenizada se você se
deitar. Se ficar preocupado (a), entre em contato com seu médico.

O que fazer se utilizar uma dose muito alta do medicamento de uma só vez?
Avise seu médico imediatamente para que ele possa prestar atendimento de urgência. Os sintomas
mais prováveis serão sensação de aturdimento ou tontura em razão de queda repentina ou
excessiva da pressão arterial.

Onde e como devo guardar este medicamento?
Mantenha RENITEC® comprimidos, em temperatura inferior a 30°C e evite temperaturas superiores a
50°C. Mantenha a embalagem bem fechada, em lugar fresco, protegida da luz e da umidade.
Não tome este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.
Produto sensível à umidade e manuseio: os comprimidos somente devem ser retirados da
embalagem no momento do uso e não devem ser cortados, pois essa prática pode resultar em
quebra ou esfarelamento dos mesmos. Não cortar o blister ou armazenar o produto em locais que
possam danificá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Informações ao profissional de Saúde

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
RENITEC® é o sal maleato do enalapril, um derivado de dois aminoácidos (L-alanina e L-prolina).
Após administração por via oral, o enalapril é rapidamente absorvido e, a seguir, hidrolisado a
enalaprilato, que é um inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA) não-sulfidrílico, de longa
ação, altamente específico.
RENITEC® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão essencial e para
tratamento da hipertensão renovascular. Pode ser usado isoladamente, como terapia inicial, ou
simultaneamente com outros anti-hipertensivos (particularmente diuréticos).
RENITEC® também é indicado para o tratamento e a prevenção de insuficiência cardíaca.

Mecanismo de ação
A enzima conversora da angiotensina (ECA) é uma peptidil-dipeptidase a qual catalisa a conversão
da angiotensina I à substância pressora angiotensina II. Depois da absorção, o enalapril é hidrolisado
a enalaprilato o qual inibe a enzima conversora da angiotensina. A inibição da ECA resulta na
diminuição da angiotensina II plasmática que aumenta a atividade da renina plasmática (em razão da
remoção do feedback negativo de liberação da renina), e diminui a secreção de aldosterona.
A enzima conversora da angiotensina é idêntica à cininase II. Portanto, o enalapril pode também
bloquear a degradação de bradicinina, um potente vasopressor peptídico. Entretanto, ainda não foi
esclarecido como isso gera o efeito terapêutico. Apesar de se acreditar que o mecanismo pelo qual o
enalapril diminui a pressão arterial seja essencialmente pela supressão do sistema reninaangiotensina-
aldosterona, o qual desempenha importante papel na regulação da pressão arterial, o
enalapril é anti-hipertensivo mesmo em pacientes hipertensos com renina baixa.

Farmacocinética
Maleato de enalapril
O maleato de enalapril oral é rapidamente absorvido e as concentrações máximas plasmáticas de
enalapril ocorrem em uma hora. Com base na recuperação na urina, a taxa de absorção do enalapril
do maleato de enalapril oral é de aproximadamente 60%.
Após a absorção, o enalapril oral é rápida e extensivamente hidrolisado a enalaprilato, um potente
inibidor da enzima conversora de angiotensina. As concentrações máximas plasmáticas do
enalaprilato ocorrem 3 a 4 horas depois de uma dose oral de maleato de enalapril. A excreção do
enalapril é principalmente renal. Os principais componentes na urina são: enalaprilato, que contribui
com 40% da dose, e enalapril intacto. Exceto pela conversão a enalaprilato, não há evidência de
metabolismo significante do enalapril. O perfil de concentração sérica do enalaprilato exibe uma fase
terminal prolongada, aparentemente associado à ligação com a ECA. Em indivíduos com função
renal normal, as concentrações séricas em estado de equilíbrio do enalaprilato foram atingidas por
volta do quarto dia da administração do maleato de enalapril. A meia-vida efetiva para acúmulo do
enalaprilato após múltiplas doses de maleato de enalapril oral é de 11 horas. A absorção do maleato
de enalapril oral não é influenciada pela presença de alimentos no trato gastrintestinal. A extensão
da absorção e a hidrólise do enalapril são semelhantes para as diversas doses na faixa terapêutica
recomendada.

Farmacodinâmica
Maleato de enalapril
A administração do maleato de enalapril a pacientes hipertensos resulta na redução da pressão
arterial tanto na posição supina como de pé sem aumento significativo da freqüência cardíaca.
Hipotensão sintomática postural não é freqüente. Em alguns pacientes a redução ideal da pressão
arterial pode requerer várias semanas de tratamento. A retirada abrupta de maleato de enalapril não
foi associada ao rápido aumento da pressão arterial.
A inibição efetiva da atividade da ECA usualmente ocorre 2 a 4 horas depois da administração oral
de uma única dose de enalapril. O início da atividade anti-hipertensiva geralmente foi observado em
uma hora e as reduções máximas, em 4 a 6 horas após a administração. A duração do efeito é
relacionada à dose. Entretanto, nas doses recomendadas, demonstrou-se que os efeitos antihipertensivo
e hemodinâmico se mantêm durante 24 horas, no mínimo.
O tratamento anti-hipertensivo com enalapril induz regressão significativa da hipertrofia ventricular
esquerda, preservando o desempenho sistólico do ventrículo esquerdo.
Em estudos hemodinâmicos que envolveram pacientes com hipertensão essencial, a redução da
pressão arterial foi acompanhada de redução da resistência arterial periférica e aumento do débito
cardíaco bem como a pequena ou nenhuma alteração da freqüência cardíaca. Após a administração
do maleato de enalapril o fluxo sanguíneo renal aumentou e a taxa de filtração glomerular não se
alterou. Entretanto, em pacientes cujas taxas de filtração glomerular eram baixas antes do
tratamento, geralmente ocorreu aumento.
A administração crônica de RENITEC® para pacientes com hipertensão essencial e insuficiência
renal pode estar associada a melhora da função renal, evidenciada pelo aumento da taxa da filtração
glomerular.
Em estudos clínicos de curta duração envolvendo pacientes nefropatas com e sem diabetes, foram
observadas reduções da albuminúria, da excreção de IgG e das proteínas totais na urina após a
administração de enalapril.
Quando administrado com diuréticos tiazídicos, os efeitos redutores da pressão arterial de
RENITEC® são, no mínimo, aditivos. RENITEC® pode reduzir ou evitar o desenvolvimento da
hipocalemia induzida pelos tiazídicos.
O tratamento com RENITEC® geralmente não está associado a efeitos adversos no ácido úrico
plasmático.
O tratamento com RENITEC® foi associado a efeitos favoráveis nas frações lipoprotéicas no plasma
e favorável ou sem efeito nos níveis totais de colesterol.
Em pacientes com insuficiência cardíaca sob tratamento com digitais e diuréticos, o tratamento com
RENITEC® foi associado à redução da resistência periférica e da pressão arterial. O débito cardíaco
aumentou, enquanto a freqüência cardíaca (geralmente elevada em pacientes com insuficiência
cardíaca) diminuiu. A pressão capilar pulmonar também foi reduzida. A tolerância ao exercício e a
gravidade da insuficiência cardíaca, de acordo com os critérios da New York Heart Association,
melhoraram. Esses efeitos se mantiveram durante o tratamento crônico.
Em pacientes com insuficiência cardíaca leve a moderada, o enalapril retardou a dilatação/aumento
e insuficiência progressivos, como evidenciado pelos volumes finais diastólico e sistólico do
ventrículo esquerdo e pela melhora da fração de ejeção.
Os dados clínicos demonstraram que o enalapril reduziu a freqüência de arritmias ventricular em
pacientes com insuficiência cardíaca, embora os mecanismos subjacentes e a relevância clínica não
sejam conhecidos.

RESULTADOS DE EFICÁCIA
Um estudo multicêntrico, duplo-cego e controlado com placebo sobre disfunção ventricular esquerda
(SOLVD) avaliou os efeitos de RENITEC® em 6.797 pacientes; destes, 2.569 pacientes com todos os
graus de insuficiência cardíaca sintomática (principalmente leve a moderada, classes II e III da New
York Heart Association – NYHA) foram distribuídos de modo randômico para o braço de “Tratamento”
e 4.228 pacientes com disfunção assintomática do ventrículo esquerdo, para o braço de “Prevenção”.
Os resultados combinados demonstraram redução do risco global dos principais eventos isquêmicos.
RENITEC® reduziu a incidência de infarto do miocárdio e o número de hospitalizações decorrentes
de angina instável em pacientes com disfunção ventricular esquerda.
Além disso, no braço de “Prevenção”, RENITEC® preveniu de forma significativa o desenvolvimento
da insuficiência cardíaca sintomática e reduziu o número de hospitalizações por insuficiência
cardíaca. No braço de “Tratamento”, RENITEC®, como adjuvante ao tratamento convencional,
reduziu significativamente a taxa global de mortalidade e hospitalização por insuficiência cardíaca e
melhorou a classificação funcional de acordo com os critérios da NYHA.
Em um estudo semelhante que envolveu 253 pacientes com insuficiência cardíaca grave (classe IV
da NYHA), demonstrou-se que RENITEC® melhorou os sintomas e reduziu a mortalidade
significativamente.
As propriedades cardioprotetoras de RENITEC® foram demonstradas nesses estudos pelos efeitos
benéficos na sobrevida e no retardamento da progressão da insuficiência cardíaca em pacientes
com insuficiência cardíaca sintomática, no retardamento do desenvolvimento de insuficiência
cardíaca sintomática em pacientes assintomáticos com disfunção ventricular esquerda e na
prevenção de eventos isquêmicos coronarianos em pacientes com disfunção ventricular esquerda,
especificamente na redução da incidência de infarto do miocárdio e de hospitalização por angina
instável.

INDICAÇÕES
RENITEC® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão essencial, tratamento da
hipertensão renovascular e todos os graus de insuficiência cardíaca.
Em pacientes com insuficiência cardíaca sintomática, RENITEC® também é indicado para aumentar
a sobrevida, retardar a progressão para insuficiência cardíaca e reduzir as hospitalizações por
insuficiência cardíaca.
Prevenção de insuficiência cardíaca sintomática
Em pacientes com disfunção ventricular esquerda assintomáticos, RENITEC® é indicado para
retardar o desenvolvimento de insuficiência cardíaca sintomática e reduzir as hospitalizações por
insuficiência cardíaca.
Prevenção de eventos coronarianos isquêmicos
Em pacientes com disfunção ventricular esquerda, RENITEC® é indicado para reduzir a incidência de
infarto do miocárdio e reduzir as hospitalizações por angina instável.

CONTRA-INDICAÇÕES
RENITEC® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade a qualquer um de seus
componentes, pacientes com histórico de edema angioneurótico relacionado a utilização de
inibidores da enzima conversora de angiotensina e pacientes com angioedema hereditário ou
idiopático.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Mantenha RENITEC® em temperatura inferior a 30°C; evite temperaturas superiores a 50°C. Os
comprimidos devem ser protegidos da luz e da umidade.

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
Uma vez que a absorção dos comprimidos de RENITEC® não é afetada pela ingestão de alimentos,
os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições.
Hipertensão essencial: a dose inicial é de 10 mg a 20 mg uma vez ao dia, dependendo do grau de
hipertensão. A dose inicial recomendada para a hipertensão leve é de 10 mg ao dia. Para outros
graus de hipertensão, a dose inicial é de 20 mg ao dia. A dose usual de manutenção é de um
comprimido de 20 mg ao dia. A posologia deve ser ajustada de acordo com a necessidade do
paciente até o máximo de 40 mg ao dia.
Hipertensão renovascular: uma vez que a pressão arterial e a função renal nesses pacientes
podem ser particularmente sensíveis à inibição da ECA, o tratamento deve ser iniciado com uma
dose menor (por exemplo: 5 mg ou menos). A posologia, então, deve ser ajustada de acordo com a
necessidade do paciente; espera-se que a maioria dos pacientes responda a um comprimido de 20
mg ao dia. Para os pacientes hipertensos que receberam recentemente diuréticos, recomenda-se
cautela (veja a seguir).
Terapia diurética concomitante na hipertensão: pode ocorrer hipotensão sintomática após a dose
inicial de RENITEC®, principalmente em pacientes tratados concomitantemente com diuréticos;
portanto, recomenda-se cuidado nesses casos, pois esses pacientes podem apresentar depleção de
volume ou de sal. A terapia diurética deve ser descontinuada por 2 a 3 dias antes do início da terapia
com RENITEC®. Se isso não for possível, a dose inicial de RENITEC® deve ser baixa (5 mg ou
menos) para determinar o efeito inicial na pressão arterial. A posologia, então, deve ser ajustada de
acordo com as necessidades do paciente.
Posologia na insuficiência renal: geralmente, o intervalo entre as doses de enalapril deve ser
prolongado e/ou a posologia diminuída.
Disfunção Renal Depuração Plasmática de
Creatinina (mL/min)
Dose Inicial
(mg/dia)
Leve Menor que 80 e maior que 30
ml/min
5 mg – 10 mg
Moderada Menor ou igual a 30 e maior
que 10 ml/min
2,5 mg – 5 mg
Grave
(normalmente
esses pacientes
estão EM diálise†)
Menor ou igual a 10 ml/min 2,5 mg nos dias
de diálise††
† Veja ADVERTÊNCIAS – pacientes em diálise.
†† O enalaprilato é dialisável. Nos dias em que o paciente não for submetido à diálise, a posologia
deve ser ajustada à resposta da pressão arterial.
Insuficiência cardíaca/disfunção ventricular esquerda assintomática: a dose inicial de
RENITEC® para pacientes com insuficiência cardíaca sintomática ou disfunção ventricular esquerda
assintomática é de 2,5 mg e deve ser administrada sob rígida supervisão médica para se determinar
o efeito inicial na pressão arterial. RENITEC® pode ser utilizado para o controle da insuficiência
cardíaca sintomática, geralmente com diuréticos e, quando apropriado, com digitálicos. Na ausência
de hipotensão sintomática após o início da terapia de insuficiência cardíaca com RENITEC® ou após
o controle efetivo da hipotensão, a dose deve ser aumentada gradualmente até a dose de
manutenção usual de 20 mg, administrada em dose única diária ou dividida em duas doses,
conforme tolerado pelo paciente. Essa titulação da dose pode ser realizada em um período de 2 a 4
semanas, ou menos, quando a presença de sinais ou sintomas residuais de insuficiência cardíaca
indicarem. Em pacientes com insuficiência cardíaca sintomática, esse esquema posológico foi eficaz
para reduzir a mortalidade.
A pressão arterial e a função renal devem ser rigorosamente monitorizadas antes e depois de se
iniciar o tratamento com RENITEC® (veja ADVERTÊNCIAS), pois foram relatadas hipotensão e
(mais raramente) insuficiência renal conseqüente. Em pacientes que utilizam diuréticos, a dose
deverá ser reduzida, se possível, antes de se iniciar o tratamento com RENITEC®. O aparecimento
de hipotensão após a dose inicial de RENITEC® não implica que ela voltará a ocorrrer durante a
terapia crônica e não impede o uso continuado de RENITEC®. O potássio sérico também deverá ser
monitorizado (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).

ADVERTÊNCIAS
Hipotensão sintomática: foi observada hipotensão sintomática raramente em pacientes com
hipertensão não complicada; em pacientes hipertensos tratados com RENITEC®, existe maior
probabilidade de ocorrer hipotensão quando houver, por exemplo, depleção de volume conseqüente
à terapia diurética, restrição de sal na dieta, diálise, diarréia ou vômitos. (veja INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS e REAÇÕES ADVERSAS). Observou-se hipotensão sintomática em
pacientes com insuficiência cardíaca, com ou sem insuficiência renal associada; essa
ocorrência é mais comum em pacientes com graus mais avançados de insuficiência cardíaca,
conforme indicado pelo uso de altas doses de diuréticos de alça, hiponatremia ou comprometimento
da função renal. Nesses pacientes, a terapia deve ser iniciada sob supervisão médica e quaisquer
ajustes da dose de RENITEC® e/ou do diurético devem ser cuidadosamente monitorizados.
Considerações semelhantes podem aplicar-se a pacientes com doença isquêmica cardíaca ou
vascular cerebral, nos quais a queda excessiva da pressão arterial poderia resultar em infarto
do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, receber
infusão intravenosa de solução salina. Uma resposta hipotensora transitória não representa contraindicação
para novas doses, as quais podem ser administradas, geralmente sem dificuldade, depois
que a pressão arterial responder à expansão de volume.
Em alguns pacientes com insuficiência cardíaca, cuja pressão arterial é normal ou baixa, podem
ocorrer reduções adicionais da pressão arterial sistêmica com o uso de RENITEC®; esse efeito é
esperado e geralmente não constitui uma razão para a interrupção do tratamento. Se a hipotensão
tornar-se sintomática, podem ser necessárias redução da dose e/ou descontinuação do diurético
e/ou de RENITEC®.
Estenose aórtica/cardiomiopatia hipertrófica: a exemplo de todos os vasodilatadores, deve-se ter
cuidado ao administrar inibidores da ECA a pacientes com obstrução da via de saída do ventrículo
esquerdo.
Comprometimento da função renal: em alguns pacientes, a hipotensão decorrente do início da
terapia com inibidores da ECA pode ocasionar certo grau adicional de deterioração da função renal;
foi relatada, nessa situação, insuficiência renal aguda, em geral, reversível.
Pacientes com insuficiência renal podem requerer doses mais baixas e/ou menos freqüentes
de RENITEC® (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO). Em alguns pacientes com estenose da
artéria renal bilateral ou estenose da artéria renal de rim único, foram observados aumentos dos
níveis séricos de uréia e creatinina, geralmente reversíveis com a interrupção da terapia. Isso é
particularmente provável em pacientes com insuficiência renal.
Alguns pacientes sem patologia renal preexistente evidente apresentaram aumentos geralmente
discretos e transitórios de uréia e creatinina sangüíneas quando receberam RENITEC®
concomitantemente com um diurético; pode ser necessária a redução da posologia e/ou a
interrupção do diurético e/ou de RENITEC®.
Hipersensibilidade/edema angioneurótico: edema angioneurótico de face, lábios, língua, glote
e/ou laringe e extremidades, que pode ocorrer em qualquer momento do tratamento, foi
relatado raramente em pacientes tratados com inibidores da ECA, inclusive com RENITEC®.
Nessas situações, RENITEC® deve ser imediatamente descontinuado e o paciente deve ser
observado até a resolução completa dos sintomas antes de receber alta. Quando o edema
restringiu-se à face e aos lábios, geralmente houve regressão do quadro sem tratamento, embora os
anti-histamínicos tenham sido úteis para o alívio dos sintomas.
O edema angioneurótico associado a edema de laringe pode ser fatal. Quando houver envolvimento
de língua, glote ou laringe e possibilidade de obstrução das vias aéreas, o tratamento adequado, que
pode incluir a administração de solução de adrenalina 1:1.000 (0,3 a 0,5 ml) por via subcutânea e/ou
medidas que assegurem a desobstrução das vias aéreas, deve ser instituído imediatamente.
Foi relatada incidência mais alta de angioedema em pacientes negros que recebiam inibidores da
ECA do que em pacientes de outras raças.
Pacientes com histórico de angioedema não relacionado ao tratamento com inibidores da
ECA correm maior risco de apresentar angioedema durante o tratamento com esses agentes
(veja CONTRA-INDICAÇÕES).
Reações anafilactóides durante dessensibilização com himenóptero: pacientes que recebiam
inibidores da ECA raramente apresentaram reações anafilactóides com risco de vida durante
dessensibilização com veneno de himenóptero. Essas reações foram evitadas com a suspensão
temporária do inibidor da ECA antes de cada dessensibilização.
Pacientes sob hemodiálise: foi relatada a ocorrência de reações anafilactóides em pacientes
submetidos a diálise com membranas de alto fluxo (por exemplo: AN 69*) que recebiam
concomitantemente um inibidor da ECA. Nesses pacientes, deve-se considerar a utilização de
um outro tipo de membrana de diálise ou de uma classe diferente de agente anti-hipertensivo.
Tosse: foi relatada tosse com o uso dos inibidores da ECA. Caracteristicamente, a tosse é não
produtiva, persistente e desaparece com a descontinuação do tratamento. A tosse induzida por
inibidores da ECA deve ser incluída no diagnóstico diferencial de tosse.
Cirurgia/anestesia: em pacientes submetidos a cirurgias de vulto ou sob anestesia com
agentes hipotensores, o enalapril bloqueia a formação de angiotensina II conseqüente à
liberação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão atribuível a esse mecanismo, a pressão
arterial poderá ser normalizada pela expansão de volume.
Potássio sérico: veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS.

Gravidez
Categoria de risco D – O uso de RENITEC® durante a gravidez não é recomendado. O
tratamento com RENITEC® deve ser suspenso o mais rápido possível depois da confirmação
de gravidez, a menos que seja considerado vital para a mãe.
Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando administrados
a mulheres no segundo e terceiro trimestres da gravidez. A utilização de inibidores da ECA durante
esse período foi associada a danos para o feto e para o recém-nascido, incluindo hipotensão,
insuficiência renal, hipercalemia e/ou hipoplasia de crânio no recém-nascido. Ocorreu oligodrâmnio
materno, presumivelmente representando redução da função renal fetal, podendo resultar em
contraturas de membros, deformidades craniofaciais e desenvolvimento de pulmão hipoplásico. Se
RENITEC® for utilizado nesses casos, as pacientes devem ser devidamente informadas sobre o risco
potencial que o medicamento acarreta para o feto. Esses efeitos adversos para o embrião e para o
feto não parecem ter ocorrido quando a exposição intra-uterina ao inibidor da ECA restringiu-se ao
primeiro trimestre.
Nos raros casos em que a utilização de inibidores da ECA durante a gravidez for considerada
essencial, deve-se solicitar ultra-sonografias seriadas para avaliação do meio intra-amniótico.
Se for detectado oligodrâmnio, o tratamento com RENITEC® deve ser suspenso, a menos que seja
considerado vital para a mãe. Pacientes e médicos devem, contudo, estar cientes de que o
oligodrâmnio pode não ser detectado antes do feto ter sofrido danos irreversíveis.
Os recém-nascidos de mães que tomaram RENITEC® devem ser observados cuidadosamente,
a fim de verificar a ocorrência de hipotensão, oligúria e hipercalemia. O enalapril, que atravessa
a placenta, foi removido da circulação neonatal por diálise peritoneal com algum benefício clínico e,
teoricamente, pode ser removido por exsanguineotransfusão.
Amamentação – o enalapril e o enalaprilato são secretados no leite humano, em quantidades
virtuais. Deve-se ter cuidado ao prescrever RENITEC® a mulheres que estejam amamentando.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso pediátrico: a segurança e a eficácia de RENITEC® foram estabelecidas em pacientes
hipertensos de 1 mês a 16 anos de idade. O uso de RENITEC® comprimidos nesse grupo etário é
apoiado por evidências de estudos adequados e bem controlados de RENITEC® em pacientes
pediátricos e adultos, bem como por estudos publicados que envolviam pacientes pediátricos.
Em um estudo de farmacocinética de dose múltipla realizado em 40 pacientes pediátricos
hipertensos (excluindo neonatos), RENITEC® foi geralmente bem tolerado. A farmacocinética após
administração oral do enalapril foi semelhante nesses pacientes e comparável aos valores históricos
em adultos.
Em um estudo clínico que envolveu 110 pacientes hipertensos com idade entre 6 e 16 anos, os
pacientes com peso <50 kg receberam diariamente 0,625 mg, 2,5 mg ou 20 mg de enalapril e os
pacientes com peso ≥50 kg receberam 1,25 mg, 5 mg ou 40 mg também diariamente. A
administração do enalapril uma vez ao dia diminuiu a pressão sangüínea no vale de modo
dependente da dose e a eficácia anti-hipertensiva foi consistente em todos os subgrupos (idade,
estágio de Tanner, sexo e raça). Entretanto, a eficácia anti-hipertensiva parece não ter sido
consistente com as doses mais baixas estudadas: 0,625 mg e 1,25 mg, correspondentes a uma
média de 0,02 mg/kg uma vez ao dia. A dose máxima estudada foi de 0,58 mg/kg (até 40 mg) uma
vez ao dia. Neste estudo, RENITEC® foi geralmente bem tolerado.
O perfil de experiências adversas em pacientes pediátricos não é diferente do observado em
pacientes adultos.
RENITEC® não é recomendado a neonatos e pacientes pediátricos com taxa de filtração glomerular
<30 ml/min/1,73 m2, haja vista que não existem dados disponíveis para essa população de
pacientes.
RENITEC® injetável não foi estudado em crianças.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Terapia anti-hipertensiva: a administração de RENITEC® com outro anti-hipertensivo pode causar
efeito aditivo.
Potássio sérico: em estudos clínicos, o potássio sérico geralmente permaneceu nos limites da
normalidade. Em pacientes hipertensos que receberam apenas RENITEC® durante até 48 semanas,
foram observados aumentos médios do potássio sérico de aproximadamente 0,2 mEq/L. Nos
pacientes que receberam RENITEC® associado a um diurético tiazídico, o efeito espoliador de
potássio do diurético foi, em geral, atenuado pelo efeito do enalapril. Se RENITEC® for administrado
com um diurético espoliador de potássio, a hipocalemia induzida pelo diurético pode ser atenuada.
Os fatores de risco para o desenvolvimento de hipercalemia incluem insuficiência renal, diabetes
melito e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona,
triantereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio. O uso
desses agentes, particularmente em pacientes com comprometimento da função renal, pode resultar
em aumentos significativos do potássio sérico. Caso essa conduta seja considerada apropriada,
esses agentes deverão ser usados com cuidado e o potássio sérico, monitorizado com freqüência.
Lítio sérico: a exemplo de outros medicamentos que eliminam sódio, pode ocorrer redução da
depuração do lítio; portanto, os níveis séricos de lítio devem ser monitorizados cuidadosamente se
houver necessidade de se administrar sais de lítio.
Antiinflamatórios não esteróides: em alguns pacientes com comprometimento da função renal que
estejam recebendo antiinflamatórios não esteróides, a co-administração de inibidores da ECA pode
resultar em deterioração adicional da função renal. Em geral, esses efeitos são reversíveis.

REAÇÕES ADVERSAS
Em geral, RENITEC® é bem tolerado. Em estudos clínicos, a incidência global de reações adversas
não foi maior com RENITEC® do que com o placebo. Na maioria dos casos, as reações adversas
foram leves e transitórias e não requereram a interrupção da terapia.
Os seguintes efeitos adversos foram associados ao uso de RENITEC® (Maleato de enalapril,
MSD/Enalaprilato, MSD): tontura e cefaléia – que foram os efeitos mais comumente relatados; fadiga
e astenia, que foram relatadas por 2% a 3% dos pacientes. Outros efeitos adversos ocorreram em
menos de 2% dos pacientes e incluíram hipotensão, hipotensão ortostática, síncope, náuseas,
diarréia, cãibras musculares, erupções cutâneas e tosse; menos freqüentemente, houve relatos de
disfunção renal, insuficiência renal e oligúria.
Hipersensibilidade/edema angioneurótico: edema angioneurótico de face, lábios, língua, glote e/ou
laringe e extremidades foi relatado raramente (veja ADVERTÊNCIAS). Em casos muito raros, foi
relatado angioedema intestinal com inibidores da enzima conversora de angiotensina, inclusive com
o enalapril.
Reações adversas que ocorreram muito raramente em estudos clínicos controlados ou após a
comercialização incluem:
Cardiovasculares: infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (possivelmente decorrentes de
hipotensão excessiva em pacientes de alto risco [veja ADVERTÊNCIAS]), dor torácica, distúrbios do
ritmo cardíaco, palpitações, angina pectoris e fenômeno de Raynaud.
Gastrintestinais: íleo paralítico, pancreatite, insuficiência hepática, hepatite (hepatocelular ou
colestática), icterícia, vômitos, constipação, estomatite, dor abdominal, dispepsia, anorexia.
Sistemas nervoso/psiquiátrico: depressão, confusão mental, sonolência, insônia, nervosismo,
parestesia, vertigem, anormalidades do padrão de sonhos.
Respiratórios: infiltrados pulmonares, broncospasmo/asma, dispnéia, rinorréia, dor de garganta e
rouquidão.
Pele: eritema polimorfo, dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica
tóxica, diaforese, pênfigo, prurido, urticária, alopecia.
Outros: impotência, alteração do paladar, visão embaçada, glossite, rubor facial e do pescoço e
zumbido.
Foi relatado um complexo sintomático que pode incluir alguns, ou todos, dos seguintes sintomas:
febre, serosite, vasculite, mialgia/miosite, artralgia/artrite, fator antinúcleo positivo, VHS elevada,
eosinofilia e leucocitose. Podem ocorrer erupções cutâneas, fotossensibilidade ou outras
manifestações dermatológicas.
Achados de testes laboratoriais: alterações clinicamente importantes dos parâmetros laboratoriais
padrão raramente foram associadas com a administração de RENITEC®. Foram observados
aumentos de uréia sangüínea e creatinina sérica e elevações das enzimas hepáticas e/ou da
bilirrubina sérica, geralmente reversíveis com a descontinuação de RENITEC®. Ocorreram
hipercalemia e hiponatremia.
Foram relatadas reduções de hemoglobina e hematócrito. Após a comercialização, foram relatados
alguns casos de neutropenia, trombocitopenia, depressão de medula óssea e agranulocitose, para
os quais não se pôde excluir uma relação causal com o uso de RENITEC®.

SUPERDOSE
Há poucos dados disponíveis sobre a superdose em seres humanos. As principais características de
superdose relatadas até o momento consistem em hipotensão acentuada que começa cerca de 6
horas após a ingestão dos comprimidos, simultaneamente com bloqueio do sistema reninaangiotensina
e estupor. Após ingestão de 300 mg e 440 mg de enalapril, foram relatados níveis
séricos de enalaprilato 100 e 200 vezes mais altos, respectivamente, do que os observados
usualmente depois de doses terapêuticas.
O tratamento recomendado para a superdose é a infusão intravenosa de solução salina normal. Se
disponível, a infusão de angiotensina II pode ser benéfica. Se a ingestão for recente, deve-se induzir
o vômito. O enalaprilato pode ser removido da circulação sistêmica por hemodiálise (veja
ADVERTÊNCIAS, Pacientes sob hemodiálise).

ARMAZENAGEM
Mantenha RENITEC® em temperatura inferior a 30°C e evite temperaturas transientes superiores a
50°C. Os comprimidos devem ser protegidos da luz e da umidade.

Dizeres legais

“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”

Número de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos – CRF-SP nº 16.243
Registro MS – 1.0029.0031
Produzido e Embalado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 1.161, Sousas, Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/0003-04 – Indústria Brasileira
Para:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815, Sousas, Campinas/ SP
CNPJ: 45.987.013/0001-34 – Indústria Brasileira
® Marca registrada de Merck & Co., Inc., Whitehouse Station, NJ, EUA.
IPC 032003
MSD On Line 0800-0122232
E-mail: [email protected]
www.msdonline.com.br

Bula do Renitec 10 mg (Anti hipertensivo)

Renitec-10-mgBula do RENITEC® 10 mg:

(maleato de enalapril), MSD

Identificação do medicamento

O que é RENITEC® (maleato de enalapril), MSD?

Formas Farmacêuticas e Apresentações
RENITEC® (maleato de enalapril), MSD comprimidos é apresentado em caixas com 30 comprimidos
de 5 mg e 10 mg e em caixas com 10 e 30 comprimidos de 20 mg.
Uso Oral
Uso Adulto

Ingredientes Ativos:
Cada comprimido de RENITEC® contém 5 mg, 10 mg ou 20 mg de maleato de enalapril.

Ingredientes Inativos:
Cada comprimido de 5 mg, 10 mg ou 20 mg de RENITEC® contém carbonato ácido de sódio, lactose,
amido de milho, estearato de magnésio e amido de milho pré-gelatinizado. Cada comprimido de 20
mg contém óxido amarelo de ferro e óxido vermelho de ferro e cada comprimido de 10 mg contém
óxido vermelho de ferro.

Informações ao Paciente
Como este medicamento funciona?
RENITEC® é um medicamento que pertence ao grupo de fármacos denominado inibidor da enzima
conversora de angiotensina (inibidores da ECA).
RENITEC® age dilatando os vasos sangüíneos para ajudar o coração a bombear sangue com mais
facilidade para todas as partes do corpo. Essa ação ajuda a diminuir a pressão alta. Em muitos
pacientes com insuficiência cardíaca, RENITEC® irá ajudar o coração a funcionar melhor.

Por que este medicamento foi indicado?
Seu médico prescreveu RENITEC® para controlar a sua pressão ou melhorar o desempenho do seu
coração (tratamento da insuficiência cardíaca).
Em muitos pacientes com insuficiência cardíaca que apresentam sintomas, RENITEC® retarda a
piora da insuficiência cardíaca, reduz a necessidade de internação hospitalar por insuficiência
cardíaca e ajuda alguns desses pacientes a viverem mais.
Em muitos pacientes com insuficiência cardíaca em estágio inicial, antes do desenvolvimento dos
sintomas, RENITEC® ajuda a prevenir o enfraquecimento do desempenho cardíaco e a retardar o
aparecimento de sintomas (por exemplo, falta de ar, cansaço após atividades físicas leves, tais como
caminhada ou inchaço dos tornozelos e pés). Esses pacientes poderão precisar de menos
hospitalizações por insuficiência cardíaca.
Ao tomar RENITEC®, alguns pacientes com insuficiência cardíaca podem ter risco mais baixo de
sofrerem ataque cardíaco (infarto do miocárdio).

Informações ao Paciente com Pressão Alta
O que é pressão arterial?
A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do seu corpo é
chamada de pressão arterial. Sem a pressão arterial o sangue não circularia pelo seu corpo. A
pressão arterial normal faz parte da boa saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o
transcorrer do dia, dependendo da atividade, do estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta por dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte por
oitenta). O número mais alto mede a força enquanto seu coração está bombeando sangue. O
número mais baixo mede a força em repouso, entre os batimentos cardíacos.

O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta (ou hipertensão) quando a sua pressão arterial permanece alta mesmo
quando você está calmo (a) e relaxado (a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos
sangüíneos se estreitam e dificultam o fluxo do sangue.

Como faço para saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem hipertensão
é medindo sua pressão arterial. Por isso, você deve medir sua pressão arterial regularmente.

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, tais como o
coração e os rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a hipertensão
pode causar acidente vascular cerebral (derrame), infarto do miocárdio (ataque cardíaco),
insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou cegueira. A pressão alta pode ser tratada e controlada
com o uso de medicamentos, tal como o RENITEC®.
Seu médico pode lhe dizer qual a pressão arterial ideal para você. Memorize esse valor e obedeça
ao que o médico lhe recomendou para chegar à sua pressão arterial ideal.

Informações aos Pacientes com Insuficiência Cardíaca
O que é insuficiência cardíaca?
Insuficiência cardíaca significa que o músculo cardíaco não consegue mais bombear o sangue com
força suficiente para enviar para todo o corpo todo o sangue necessário. Insuficiência cardíaca não é
o mesmo que ataque cardíaco. Alguns pacientes apresentam insuficiência cardíaca após terem um
ataque cardíaco. No entanto, também existem outras causas de insuficiência cardíaca.
Pacientes nos estágios iniciais da insuficiência cardíaca podem não apresentar nenhum sintoma.
Conforme ocorre a progressão da insuficiência cardíaca, os pacientes podem sentir falta de ar ou
podem cansar-se mais facilmente após atividades físicas leves, tal como caminhada. Pode haver
acúmulo de líquidos em diferentes partes do corpo, freqüentemente notado primeiramente ao redor
dos tornozelos e nos pés. Na insuficiência cardíaca grave, os pacientes podem apresentar sintomas
mesmo em repouso.

Por que a insuficiência cardíaca deve ser tratada?
Todos os sintomas da insuficiência cardíaca podem restringir suas atividades diárias. Seu médico
pode recomendar vários medicamentos que podem melhorar os sinais e sintomas da insuficiência
cardíaca (por exemplo, RENITEC® e/ou um diurético). Se você seguir as orientações de seu médico,
sua capacidade física pode melhorar. Você poderá respirar com mais facilidade, sentir-se menos
cansado e apresentar menos inchaço.
Em pacientes com insuficiência cardíaca sem sintomas, o tratamento com medicamentos, tais como
o RENITEC® pode ajudar a retardar a progressão da doença e o início dos sintomas. Em alguns
pacientes com insuficiência cardíaca que apresentam sintomas, RENITEC® reduziu a piora da
insuficiência cardíaca e ajudou estes pacientes a viverem por mais tempo. Em muitos pacientes,
RENITEC® também reduziu o risco de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e a necessidade de
internação hospitalar por insuficiência cardíaca.

Quando não devo usar este medicamento?
Contra-indicações
Você não deve tomar RENITEC® se:
• For alérgico (a) a qualquer um de seus componentes (Veja o item O que é RENITEC® ?).
• Foi tratado (a) com medicamentos do mesmo grupo do RENITEC® (inibidores da ECA) e
apresentou reações alérgicas, tais como inchaço da face, dos lábios, da língua e/ou
garganta, que dificultaram sua respiração ou sua capacidade de engolir. Você não deve
tomar RENITEC® se tiver apresentado alguma dessas reações alérgicas sem causa
conhecida ou se tiver nascido com esse tipo de alergia.
Contate seu médico, caso não tenha certeza se deve iniciar o tratamento com RENITEC® .

Advertências
Uso na Gravidez e Amamentação
Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), incluindo RENITEC®, podem prejudicar
o desenvolvimento e até causar morte do feto se for tomado durante o segundo e o terceiro trimestre
de gravidez.
Ainda não se sabe se o uso de RENITEC® apenas nos primeiros três meses de gravidez também
pode causar esses efeitos prejudiciais.
RENITEC® é excretado no leite materno em quantidades muito pequenas. Avise seu médico se
estiver amamentando ou se pretende amamentar.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Uso Pediátrico
RENITEC® foi avaliado em crianças. Para mais informações, pergunte a seu médico.

O que devo dizer para o meu médico antes de tomar RENITEC®?

Precauções

Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas médicos que esteja apresentando ou tenha apresentado e sobre quaisquer
tipos de alergias.
Informe ao seu médico se tiver qualquer tipo de doença cardíaca, problemas do fígado ou dos rins,
gota, estiver sendo submetido à hemodiálise ou sendo tratado com diuréticos. Também informe se
estiver fazendo dieta com restrição de sal, tomando suplementos de potássio, agentes poupadores
de potássio ou substitutos do sal da dieta que contêm potássio ou se tiver apresentado recentemente
episódios de vômito ou diarréia excessivos. Nesses casos, pode ser que seu médico precise ajustar
a dose de RENITEC®.
Informe ao seu médico se já apresentou reação alérgica, como inchaço da face, dos lábios, da língua
e/ou garganta com dificuldade para engolir ou respirar.
Informe ao seu médico se tiver pressão baixa (você pode perceber isso se já sentiu tonturas ou
desmaios, principalmente em repouso).
Antes de cirurgia e anestesia (mesmo no consultório odontológico), diga ao médico ou ao dentista
que está tomando RENITEC®, pois pode ocorrer queda repentina da pressão arterial associada à
anestesia.

Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver tomando RENITEC®?
As respostas ao medicamento podem variar de pessoa para pessoa. Alguns efeitos adversos
relatados com o uso de RENITEC® podem afetar a habilidade de alguns pacientes de dirigir ou
operar máquinas (veja Quais efeitos adversos RENITEC® pode causar?).

Posso tomar RENITEC® com outros medicamentos?
Interações Medicamentosas
Em geral, RENITEC® pode ser tomado com outros medicamentos. No entanto, é importante informar
ao seu médico ou dentista os outros medicamentos que estiver tomando, incluindo os que são
vendidos sem receita, pois alguns medicamentos podem afetar a ação dos outros. Para prescrever a
dose correta de RENITEC®, é muito importante para o seu médico saber se você está tomando
outros medicamentos para controlar a pressão, diuréticos, medicamentos que contenham potássio
(incluindo substitutos do sal da dieta), lítio (medicamento utilizado para tratar um tipo de depressão)
ou certos medicamentos para dor em geral e dor nas articulações.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
Não há contra indicações relativa a faixas etárias, entretanto RENITEC® não é recomendado
para recém-nascidos (veja Uso pediátrico).

Como devo usar este medicamento?
Aspectos físicos
RENITEC® 5 mg: comprimido branco, em forma de barril, de um lado sulcado e gravado 712/712 e
do outro liso.
RENITEC® 10 mg: comprimido vermelho ferrugem, em forma de barril, de um lado gravado 713 e do
outro liso.
RENITEC® 20 mg: comprimido pêssego, em forma de barril, de um lado gravado 714 e do outro
sulcado.
Características organolépticas
Veja Aspectos físicos

Dosagem
Tome RENITEC® diariamente, exatamente conforme a orientação de seu médico. É muito importante
que continue tomando RENITEC® pelo tempo que o médico lhe receitar.

Hipertensão
Para a maioria dos pacientes, a dose inicial usual recomendada é de 10 a 20 mg uma vez ao dia.
Alguns pacientes podem necessitar de uma dose inicial mais baixa. A dose habitual para uso
prolongado é de 20 mg uma vez por dia.

Insuficiência cardíaca
A dose inicial usual recomendada é de 2,5 mg uma vez por dia. Seu médico irá aumentar esta
quantidade gradativamente até atingir a dose correta para o seu caso. A dose habitual para uso
prolongado é de 20 mg ao dia em dose única ou dividida em duas tomadas.
Tenha muito cuidado ao tomar a primeira dose ou ao aumentar a dose. Avise seu médico
imediatamente se apresentar tontura ou aturdimento.

Como usar
RENITEC® pode ser tomado durante ou entre as refeições. A maioria das pessoas toma RENITEC®
com água.

O que fazer se eu esquecer de tomar uma dose?
Você deve tomar RENITEC® conforme a receita médica. Se você deixou de tomar uma dose, deverá
tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na hora regular e sem dobrar a dose.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.

Quais efeitos adversos RENITEC® pode causar?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos inesperados ou indesejáveis, denominados efeitos
adversos. RENITEC® em geral é bem tolerado. Os efeitos adversos mais freqüentes são tontura,
cefaléia, cansaço e fraqueza. Outros efeitos adversos que ocorreram com menos freqüência são
sensação de aturdimento (pela queda brusca da pressão arterial, que pode ocorrer quando você se
levantar rapidamente), fraqueza, náuseas, diarréia, cãibras musculares, erupções cutâneas e tosse.
Raramente também podem ocorrer outros efeitos adversos, e alguns deles podem ser graves. Peça
mais informações sobre efeitos adversos ao seu médico. Ele tem uma lista mais completa.
Informe ao seu médico imediatamente sobre a ocorrência dos sintomas acima e de qualquer outro
sintoma pouco comum.
Pare de tomar RENITEC® e entre em contato com seu médico imediatamente se:
• Apresentar inchaço da face, dos lábios, da língua e/ou garganta que possa dificultar sua
respiração ou capacidade de engolir.
• Apresentar inchaço das mãos, pés ou tornozelos.
• Apresentar urticária.
Pacientes negros correm maior risco de apresentar essas reações aos inibidores da ECA.
A dose inicial pode abaixar mais a pressão do que ocorrerá durante o tratamento contínuo. Essa
queda de pressão pode ser percebida como desmaio ou tontura e pode ser amenizada se você se
deitar. Se ficar preocupado (a), entre em contato com seu médico.

O que fazer se utilizar uma dose muito alta do medicamento de uma só vez?
Avise seu médico imediatamente para que ele possa prestar atendimento de urgência. Os sintomas
mais prováveis serão sensação de aturdimento ou tontura em razão de queda repentina ou
excessiva da pressão arterial.

Onde e como devo guardar este medicamento?
Mantenha RENITEC® comprimidos, em temperatura inferior a 30°C e evite temperaturas superiores a
50°C. Mantenha a embalagem bem fechada, em lugar fresco, protegida da luz e da umidade.
Não tome este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.
Produto sensível à umidade e manuseio: os comprimidos somente devem ser retirados da
embalagem no momento do uso e não devem ser cortados, pois essa prática pode resultar em
quebra ou esfarelamento dos mesmos. Não cortar o blister ou armazenar o produto em locais que
possam danificá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Informações ao profissional de Saúde

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
RENITEC® é o sal maleato do enalapril, um derivado de dois aminoácidos (L-alanina e L-prolina).
Após administração por via oral, o enalapril é rapidamente absorvido e, a seguir, hidrolisado a
enalaprilato, que é um inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA) não-sulfidrílico, de longa
ação, altamente específico.
RENITEC® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão essencial e para
tratamento da hipertensão renovascular. Pode ser usado isoladamente, como terapia inicial, ou
simultaneamente com outros anti-hipertensivos (particularmente diuréticos).
RENITEC® também é indicado para o tratamento e a prevenção de insuficiência cardíaca.

Mecanismo de ação
A enzima conversora da angiotensina (ECA) é uma peptidil-dipeptidase a qual catalisa a conversão
da angiotensina I à substância pressora angiotensina II. Depois da absorção, o enalapril é hidrolisado
a enalaprilato o qual inibe a enzima conversora da angiotensina. A inibição da ECA resulta na
diminuição da angiotensina II plasmática que aumenta a atividade da renina plasmática (em razão da
remoção do feedback negativo de liberação da renina), e diminui a secreção de aldosterona.
A enzima conversora da angiotensina é idêntica à cininase II. Portanto, o enalapril pode também
bloquear a degradação de bradicinina, um potente vasopressor peptídico. Entretanto, ainda não foi
esclarecido como isso gera o efeito terapêutico. Apesar de se acreditar que o mecanismo pelo qual o
enalapril diminui a pressão arterial seja essencialmente pela supressão do sistema reninaangiotensina-
aldosterona, o qual desempenha importante papel na regulação da pressão arterial, o
enalapril é anti-hipertensivo mesmo em pacientes hipertensos com renina baixa.

Farmacocinética
Maleato de enalapril
O maleato de enalapril oral é rapidamente absorvido e as concentrações máximas plasmáticas de
enalapril ocorrem em uma hora. Com base na recuperação na urina, a taxa de absorção do enalapril
do maleato de enalapril oral é de aproximadamente 60%.
Após a absorção, o enalapril oral é rápida e extensivamente hidrolisado a enalaprilato, um potente
inibidor da enzima conversora de angiotensina. As concentrações máximas plasmáticas do
enalaprilato ocorrem 3 a 4 horas depois de uma dose oral de maleato de enalapril. A excreção do
enalapril é principalmente renal. Os principais componentes na urina são: enalaprilato, que contribui
com 40% da dose, e enalapril intacto. Exceto pela conversão a enalaprilato, não há evidência de
metabolismo significante do enalapril. O perfil de concentração sérica do enalaprilato exibe uma fase
terminal prolongada, aparentemente associado à ligação com a ECA. Em indivíduos com função
renal normal, as concentrações séricas em estado de equilíbrio do enalaprilato foram atingidas por
volta do quarto dia da administração do maleato de enalapril. A meia-vida efetiva para acúmulo do
enalaprilato após múltiplas doses de maleato de enalapril oral é de 11 horas. A absorção do maleato
de enalapril oral não é influenciada pela presença de alimentos no trato gastrintestinal. A extensão
da absorção e a hidrólise do enalapril são semelhantes para as diversas doses na faixa terapêutica
recomendada.

Farmacodinâmica
Maleato de enalapril
A administração do maleato de enalapril a pacientes hipertensos resulta na redução da pressão
arterial tanto na posição supina como de pé sem aumento significativo da freqüência cardíaca.
Hipotensão sintomática postural não é freqüente. Em alguns pacientes a redução ideal da pressão
arterial pode requerer várias semanas de tratamento. A retirada abrupta de maleato de enalapril não
foi associada ao rápido aumento da pressão arterial.
A inibição efetiva da atividade da ECA usualmente ocorre 2 a 4 horas depois da administração oral
de uma única dose de enalapril. O início da atividade anti-hipertensiva geralmente foi observado em
uma hora e as reduções máximas, em 4 a 6 horas após a administração. A duração do efeito é
relacionada à dose. Entretanto, nas doses recomendadas, demonstrou-se que os efeitos antihipertensivo
e hemodinâmico se mantêm durante 24 horas, no mínimo.
O tratamento anti-hipertensivo com enalapril induz regressão significativa da hipertrofia ventricular
esquerda, preservando o desempenho sistólico do ventrículo esquerdo.
Em estudos hemodinâmicos que envolveram pacientes com hipertensão essencial, a redução da
pressão arterial foi acompanhada de redução da resistência arterial periférica e aumento do débito
cardíaco bem como a pequena ou nenhuma alteração da freqüência cardíaca. Após a administração
do maleato de enalapril o fluxo sanguíneo renal aumentou e a taxa de filtração glomerular não se
alterou. Entretanto, em pacientes cujas taxas de filtração glomerular eram baixas antes do
tratamento, geralmente ocorreu aumento.
A administração crônica de RENITEC® para pacientes com hipertensão essencial e insuficiência
renal pode estar associada a melhora da função renal, evidenciada pelo aumento da taxa da filtração
glomerular.
Em estudos clínicos de curta duração envolvendo pacientes nefropatas com e sem diabetes, foram
observadas reduções da albuminúria, da excreção de IgG e das proteínas totais na urina após a
administração de enalapril.
Quando administrado com diuréticos tiazídicos, os efeitos redutores da pressão arterial de
RENITEC® são, no mínimo, aditivos. RENITEC® pode reduzir ou evitar o desenvolvimento da
hipocalemia induzida pelos tiazídicos.
O tratamento com RENITEC® geralmente não está associado a efeitos adversos no ácido úrico
plasmático.
O tratamento com RENITEC® foi associado a efeitos favoráveis nas frações lipoprotéicas no plasma
e favorável ou sem efeito nos níveis totais de colesterol.
Em pacientes com insuficiência cardíaca sob tratamento com digitais e diuréticos, o tratamento com
RENITEC® foi associado à redução da resistência periférica e da pressão arterial. O débito cardíaco
aumentou, enquanto a freqüência cardíaca (geralmente elevada em pacientes com insuficiência
cardíaca) diminuiu. A pressão capilar pulmonar também foi reduzida. A tolerância ao exercício e a
gravidade da insuficiência cardíaca, de acordo com os critérios da New York Heart Association,
melhoraram. Esses efeitos se mantiveram durante o tratamento crônico.
Em pacientes com insuficiência cardíaca leve a moderada, o enalapril retardou a dilatação/aumento
e insuficiência progressivos, como evidenciado pelos volumes finais diastólico e sistólico do
ventrículo esquerdo e pela melhora da fração de ejeção.
Os dados clínicos demonstraram que o enalapril reduziu a freqüência de arritmias ventricular em
pacientes com insuficiência cardíaca, embora os mecanismos subjacentes e a relevância clínica não
sejam conhecidos.

RESULTADOS DE EFICÁCIA
Um estudo multicêntrico, duplo-cego e controlado com placebo sobre disfunção ventricular esquerda
(SOLVD) avaliou os efeitos de RENITEC® em 6.797 pacientes; destes, 2.569 pacientes com todos os
graus de insuficiência cardíaca sintomática (principalmente leve a moderada, classes II e III da New
York Heart Association – NYHA) foram distribuídos de modo randômico para o braço de “Tratamento”
e 4.228 pacientes com disfunção assintomática do ventrículo esquerdo, para o braço de “Prevenção”.
Os resultados combinados demonstraram redução do risco global dos principais eventos isquêmicos.
RENITEC® reduziu a incidência de infarto do miocárdio e o número de hospitalizações decorrentes
de angina instável em pacientes com disfunção ventricular esquerda.
Além disso, no braço de “Prevenção”, RENITEC® preveniu de forma significativa o desenvolvimento
da insuficiência cardíaca sintomática e reduziu o número de hospitalizações por insuficiência
cardíaca. No braço de “Tratamento”, RENITEC®, como adjuvante ao tratamento convencional,
reduziu significativamente a taxa global de mortalidade e hospitalização por insuficiência cardíaca e
melhorou a classificação funcional de acordo com os critérios da NYHA.
Em um estudo semelhante que envolveu 253 pacientes com insuficiência cardíaca grave (classe IV
da NYHA), demonstrou-se que RENITEC® melhorou os sintomas e reduziu a mortalidade
significativamente.
As propriedades cardioprotetoras de RENITEC® foram demonstradas nesses estudos pelos efeitos
benéficos na sobrevida e no retardamento da progressão da insuficiência cardíaca em pacientes
com insuficiência cardíaca sintomática, no retardamento do desenvolvimento de insuficiência
cardíaca sintomática em pacientes assintomáticos com disfunção ventricular esquerda e na
prevenção de eventos isquêmicos coronarianos em pacientes com disfunção ventricular esquerda,
especificamente na redução da incidência de infarto do miocárdio e de hospitalização por angina
instável.

INDICAÇÕES
RENITEC® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão essencial, tratamento da
hipertensão renovascular e todos os graus de insuficiência cardíaca.
Em pacientes com insuficiência cardíaca sintomática, RENITEC® também é indicado para aumentar
a sobrevida, retardar a progressão para insuficiência cardíaca e reduzir as hospitalizações por
insuficiência cardíaca.
Prevenção de insuficiência cardíaca sintomática
Em pacientes com disfunção ventricular esquerda assintomáticos, RENITEC® é indicado para
retardar o desenvolvimento de insuficiência cardíaca sintomática e reduzir as hospitalizações por
insuficiência cardíaca.
Prevenção de eventos coronarianos isquêmicos
Em pacientes com disfunção ventricular esquerda, RENITEC® é indicado para reduzir a incidência de
infarto do miocárdio e reduzir as hospitalizações por angina instável.

CONTRA-INDICAÇÕES
RENITEC® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade a qualquer um de seus
componentes, pacientes com histórico de edema angioneurótico relacionado a utilização de
inibidores da enzima conversora de angiotensina e pacientes com angioedema hereditário ou
idiopático.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Mantenha RENITEC® em temperatura inferior a 30°C; evite temperaturas superiores a 50°C. Os
comprimidos devem ser protegidos da luz e da umidade.

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
Uma vez que a absorção dos comprimidos de RENITEC® não é afetada pela ingestão de alimentos,
os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições.
Hipertensão essencial: a dose inicial é de 10 mg a 20 mg uma vez ao dia, dependendo do grau de
hipertensão. A dose inicial recomendada para a hipertensão leve é de 10 mg ao dia. Para outros
graus de hipertensão, a dose inicial é de 20 mg ao dia. A dose usual de manutenção é de um
comprimido de 20 mg ao dia. A posologia deve ser ajustada de acordo com a necessidade do
paciente até o máximo de 40 mg ao dia.
Hipertensão renovascular: uma vez que a pressão arterial e a função renal nesses pacientes
podem ser particularmente sensíveis à inibição da ECA, o tratamento deve ser iniciado com uma
dose menor (por exemplo: 5 mg ou menos). A posologia, então, deve ser ajustada de acordo com a
necessidade do paciente; espera-se que a maioria dos pacientes responda a um comprimido de 20
mg ao dia. Para os pacientes hipertensos que receberam recentemente diuréticos, recomenda-se
cautela (veja a seguir).
Terapia diurética concomitante na hipertensão: pode ocorrer hipotensão sintomática após a dose
inicial de RENITEC®, principalmente em pacientes tratados concomitantemente com diuréticos;
portanto, recomenda-se cuidado nesses casos, pois esses pacientes podem apresentar depleção de
volume ou de sal. A terapia diurética deve ser descontinuada por 2 a 3 dias antes do início da terapia
com RENITEC®. Se isso não for possível, a dose inicial de RENITEC® deve ser baixa (5 mg ou
menos) para determinar o efeito inicial na pressão arterial. A posologia, então, deve ser ajustada de
acordo com as necessidades do paciente.
Posologia na insuficiência renal: geralmente, o intervalo entre as doses de enalapril deve ser
prolongado e/ou a posologia diminuída.
Disfunção Renal Depuração Plasmática de
Creatinina (mL/min)
Dose Inicial
(mg/dia)
Leve Menor que 80 e maior que 30
ml/min
5 mg – 10 mg
Moderada Menor ou igual a 30 e maior
que 10 ml/min
2,5 mg – 5 mg
Grave
(normalmente
esses pacientes
estão EM diálise†)
Menor ou igual a 10 ml/min 2,5 mg nos dias
de diálise††
† Veja ADVERTÊNCIAS – pacientes em diálise.
†† O enalaprilato é dialisável. Nos dias em que o paciente não for submetido à diálise, a posologia
deve ser ajustada à resposta da pressão arterial.
Insuficiência cardíaca/disfunção ventricular esquerda assintomática: a dose inicial de
RENITEC® para pacientes com insuficiência cardíaca sintomática ou disfunção ventricular esquerda
assintomática é de 2,5 mg e deve ser administrada sob rígida supervisão médica para se determinar
o efeito inicial na pressão arterial. RENITEC® pode ser utilizado para o controle da insuficiência
cardíaca sintomática, geralmente com diuréticos e, quando apropriado, com digitálicos. Na ausência
de hipotensão sintomática após o início da terapia de insuficiência cardíaca com RENITEC® ou após
o controle efetivo da hipotensão, a dose deve ser aumentada gradualmente até a dose de
manutenção usual de 20 mg, administrada em dose única diária ou dividida em duas doses,
conforme tolerado pelo paciente. Essa titulação da dose pode ser realizada em um período de 2 a 4
semanas, ou menos, quando a presença de sinais ou sintomas residuais de insuficiência cardíaca
indicarem. Em pacientes com insuficiência cardíaca sintomática, esse esquema posológico foi eficaz
para reduzir a mortalidade.
A pressão arterial e a função renal devem ser rigorosamente monitorizadas antes e depois de se
iniciar o tratamento com RENITEC® (veja ADVERTÊNCIAS), pois foram relatadas hipotensão e
(mais raramente) insuficiência renal conseqüente. Em pacientes que utilizam diuréticos, a dose
deverá ser reduzida, se possível, antes de se iniciar o tratamento com RENITEC®. O aparecimento
de hipotensão após a dose inicial de RENITEC® não implica que ela voltará a ocorrrer durante a
terapia crônica e não impede o uso continuado de RENITEC®. O potássio sérico também deverá ser
monitorizado (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).

ADVERTÊNCIAS
Hipotensão sintomática: foi observada hipotensão sintomática raramente em pacientes com
hipertensão não complicada; em pacientes hipertensos tratados com RENITEC®, existe maior
probabilidade de ocorrer hipotensão quando houver, por exemplo, depleção de volume conseqüente
à terapia diurética, restrição de sal na dieta, diálise, diarréia ou vômitos. (veja INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS e REAÇÕES ADVERSAS). Observou-se hipotensão sintomática em
pacientes com insuficiência cardíaca, com ou sem insuficiência renal associada; essa
ocorrência é mais comum em pacientes com graus mais avançados de insuficiência cardíaca,
conforme indicado pelo uso de altas doses de diuréticos de alça, hiponatremia ou comprometimento
da função renal. Nesses pacientes, a terapia deve ser iniciada sob supervisão médica e quaisquer
ajustes da dose de RENITEC® e/ou do diurético devem ser cuidadosamente monitorizados.
Considerações semelhantes podem aplicar-se a pacientes com doença isquêmica cardíaca ou
vascular cerebral, nos quais a queda excessiva da pressão arterial poderia resultar em infarto
do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, receber
infusão intravenosa de solução salina. Uma resposta hipotensora transitória não representa contraindicação
para novas doses, as quais podem ser administradas, geralmente sem dificuldade, depois
que a pressão arterial responder à expansão de volume.
Em alguns pacientes com insuficiência cardíaca, cuja pressão arterial é normal ou baixa, podem
ocorrer reduções adicionais da pressão arterial sistêmica com o uso de RENITEC®; esse efeito é
esperado e geralmente não constitui uma razão para a interrupção do tratamento. Se a hipotensão
tornar-se sintomática, podem ser necessárias redução da dose e/ou descontinuação do diurético
e/ou de RENITEC®.
Estenose aórtica/cardiomiopatia hipertrófica: a exemplo de todos os vasodilatadores, deve-se ter
cuidado ao administrar inibidores da ECA a pacientes com obstrução da via de saída do ventrículo
esquerdo.
Comprometimento da função renal: em alguns pacientes, a hipotensão decorrente do início da
terapia com inibidores da ECA pode ocasionar certo grau adicional de deterioração da função renal;
foi relatada, nessa situação, insuficiência renal aguda, em geral, reversível.
Pacientes com insuficiência renal podem requerer doses mais baixas e/ou menos freqüentes
de RENITEC® (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO). Em alguns pacientes com estenose da
artéria renal bilateral ou estenose da artéria renal de rim único, foram observados aumentos dos
níveis séricos de uréia e creatinina, geralmente reversíveis com a interrupção da terapia. Isso é
particularmente provável em pacientes com insuficiência renal.
Alguns pacientes sem patologia renal preexistente evidente apresentaram aumentos geralmente
discretos e transitórios de uréia e creatinina sangüíneas quando receberam RENITEC®
concomitantemente com um diurético; pode ser necessária a redução da posologia e/ou a
interrupção do diurético e/ou de RENITEC®.
Hipersensibilidade/edema angioneurótico: edema angioneurótico de face, lábios, língua, glote
e/ou laringe e extremidades, que pode ocorrer em qualquer momento do tratamento, foi
relatado raramente em pacientes tratados com inibidores da ECA, inclusive com RENITEC®.
Nessas situações, RENITEC® deve ser imediatamente descontinuado e o paciente deve ser
observado até a resolução completa dos sintomas antes de receber alta. Quando o edema
restringiu-se à face e aos lábios, geralmente houve regressão do quadro sem tratamento, embora os
anti-histamínicos tenham sido úteis para o alívio dos sintomas.
O edema angioneurótico associado a edema de laringe pode ser fatal. Quando houver envolvimento
de língua, glote ou laringe e possibilidade de obstrução das vias aéreas, o tratamento adequado, que
pode incluir a administração de solução de adrenalina 1:1.000 (0,3 a 0,5 ml) por via subcutânea e/ou
medidas que assegurem a desobstrução das vias aéreas, deve ser instituído imediatamente.
Foi relatada incidência mais alta de angioedema em pacientes negros que recebiam inibidores da
ECA do que em pacientes de outras raças.
Pacientes com histórico de angioedema não relacionado ao tratamento com inibidores da
ECA correm maior risco de apresentar angioedema durante o tratamento com esses agentes
(veja CONTRA-INDICAÇÕES).
Reações anafilactóides durante dessensibilização com himenóptero: pacientes que recebiam
inibidores da ECA raramente apresentaram reações anafilactóides com risco de vida durante
dessensibilização com veneno de himenóptero. Essas reações foram evitadas com a suspensão
temporária do inibidor da ECA antes de cada dessensibilização.
Pacientes sob hemodiálise: foi relatada a ocorrência de reações anafilactóides em pacientes
submetidos a diálise com membranas de alto fluxo (por exemplo: AN 69*) que recebiam
concomitantemente um inibidor da ECA. Nesses pacientes, deve-se considerar a utilização de
um outro tipo de membrana de diálise ou de uma classe diferente de agente anti-hipertensivo.
Tosse: foi relatada tosse com o uso dos inibidores da ECA. Caracteristicamente, a tosse é não
produtiva, persistente e desaparece com a descontinuação do tratamento. A tosse induzida por
inibidores da ECA deve ser incluída no diagnóstico diferencial de tosse.
Cirurgia/anestesia: em pacientes submetidos a cirurgias de vulto ou sob anestesia com
agentes hipotensores, o enalapril bloqueia a formação de angiotensina II conseqüente à
liberação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão atribuível a esse mecanismo, a pressão
arterial poderá ser normalizada pela expansão de volume.
Potássio sérico: veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS.

Gravidez
Categoria de risco D – O uso de RENITEC® durante a gravidez não é recomendado. O
tratamento com RENITEC® deve ser suspenso o mais rápido possível depois da confirmação
de gravidez, a menos que seja considerado vital para a mãe.
Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando administrados
a mulheres no segundo e terceiro trimestres da gravidez. A utilização de inibidores da ECA durante
esse período foi associada a danos para o feto e para o recém-nascido, incluindo hipotensão,
insuficiência renal, hipercalemia e/ou hipoplasia de crânio no recém-nascido. Ocorreu oligodrâmnio
materno, presumivelmente representando redução da função renal fetal, podendo resultar em
contraturas de membros, deformidades craniofaciais e desenvolvimento de pulmão hipoplásico. Se
RENITEC® for utilizado nesses casos, as pacientes devem ser devidamente informadas sobre o risco
potencial que o medicamento acarreta para o feto. Esses efeitos adversos para o embrião e para o
feto não parecem ter ocorrido quando a exposição intra-uterina ao inibidor da ECA restringiu-se ao
primeiro trimestre.
Nos raros casos em que a utilização de inibidores da ECA durante a gravidez for considerada
essencial, deve-se solicitar ultra-sonografias seriadas para avaliação do meio intra-amniótico.
Se for detectado oligodrâmnio, o tratamento com RENITEC® deve ser suspenso, a menos que seja
considerado vital para a mãe. Pacientes e médicos devem, contudo, estar cientes de que o
oligodrâmnio pode não ser detectado antes do feto ter sofrido danos irreversíveis.
Os recém-nascidos de mães que tomaram RENITEC® devem ser observados cuidadosamente,
a fim de verificar a ocorrência de hipotensão, oligúria e hipercalemia. O enalapril, que atravessa
a placenta, foi removido da circulação neonatal por diálise peritoneal com algum benefício clínico e,
teoricamente, pode ser removido por exsanguineotransfusão.
Amamentação – o enalapril e o enalaprilato são secretados no leite humano, em quantidades
virtuais. Deve-se ter cuidado ao prescrever RENITEC® a mulheres que estejam amamentando.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso pediátrico: a segurança e a eficácia de RENITEC® foram estabelecidas em pacientes
hipertensos de 1 mês a 16 anos de idade. O uso de RENITEC® comprimidos nesse grupo etário é
apoiado por evidências de estudos adequados e bem controlados de RENITEC® em pacientes
pediátricos e adultos, bem como por estudos publicados que envolviam pacientes pediátricos.
Em um estudo de farmacocinética de dose múltipla realizado em 40 pacientes pediátricos
hipertensos (excluindo neonatos), RENITEC® foi geralmente bem tolerado. A farmacocinética após
administração oral do enalapril foi semelhante nesses pacientes e comparável aos valores históricos
em adultos.
Em um estudo clínico que envolveu 110 pacientes hipertensos com idade entre 6 e 16 anos, os
pacientes com peso <50 kg receberam diariamente 0,625 mg, 2,5 mg ou 20 mg de enalapril e os
pacientes com peso ≥50 kg receberam 1,25 mg, 5 mg ou 40 mg também diariamente. A
administração do enalapril uma vez ao dia diminuiu a pressão sangüínea no vale de modo
dependente da dose e a eficácia anti-hipertensiva foi consistente em todos os subgrupos (idade,
estágio de Tanner, sexo e raça). Entretanto, a eficácia anti-hipertensiva parece não ter sido
consistente com as doses mais baixas estudadas: 0,625 mg e 1,25 mg, correspondentes a uma
média de 0,02 mg/kg uma vez ao dia. A dose máxima estudada foi de 0,58 mg/kg (até 40 mg) uma
vez ao dia. Neste estudo, RENITEC® foi geralmente bem tolerado.
O perfil de experiências adversas em pacientes pediátricos não é diferente do observado em
pacientes adultos.
RENITEC® não é recomendado a neonatos e pacientes pediátricos com taxa de filtração glomerular
<30 ml/min/1,73 m2, haja vista que não existem dados disponíveis para essa população de
pacientes.
RENITEC® injetável não foi estudado em crianças.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Terapia anti-hipertensiva: a administração de RENITEC® com outro anti-hipertensivo pode causar
efeito aditivo.
Potássio sérico: em estudos clínicos, o potássio sérico geralmente permaneceu nos limites da
normalidade. Em pacientes hipertensos que receberam apenas RENITEC® durante até 48 semanas,
foram observados aumentos médios do potássio sérico de aproximadamente 0,2 mEq/L. Nos
pacientes que receberam RENITEC® associado a um diurético tiazídico, o efeito espoliador de
potássio do diurético foi, em geral, atenuado pelo efeito do enalapril. Se RENITEC® for administrado
com um diurético espoliador de potássio, a hipocalemia induzida pelo diurético pode ser atenuada.
Os fatores de risco para o desenvolvimento de hipercalemia incluem insuficiência renal, diabetes
melito e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona,
triantereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio. O uso
desses agentes, particularmente em pacientes com comprometimento da função renal, pode resultar
em aumentos significativos do potássio sérico. Caso essa conduta seja considerada apropriada,
esses agentes deverão ser usados com cuidado e o potássio sérico, monitorizado com freqüência.
Lítio sérico: a exemplo de outros medicamentos que eliminam sódio, pode ocorrer redução da
depuração do lítio; portanto, os níveis séricos de lítio devem ser monitorizados cuidadosamente se
houver necessidade de se administrar sais de lítio.
Antiinflamatórios não esteróides: em alguns pacientes com comprometimento da função renal que
estejam recebendo antiinflamatórios não esteróides, a co-administração de inibidores da ECA pode
resultar em deterioração adicional da função renal. Em geral, esses efeitos são reversíveis.

REAÇÕES ADVERSAS
Em geral, RENITEC® é bem tolerado. Em estudos clínicos, a incidência global de reações adversas
não foi maior com RENITEC® do que com o placebo. Na maioria dos casos, as reações adversas
foram leves e transitórias e não requereram a interrupção da terapia.
Os seguintes efeitos adversos foram associados ao uso de RENITEC® (Maleato de enalapril,
MSD/Enalaprilato, MSD): tontura e cefaléia – que foram os efeitos mais comumente relatados; fadiga
e astenia, que foram relatadas por 2% a 3% dos pacientes. Outros efeitos adversos ocorreram em
menos de 2% dos pacientes e incluíram hipotensão, hipotensão ortostática, síncope, náuseas,
diarréia, cãibras musculares, erupções cutâneas e tosse; menos freqüentemente, houve relatos de
disfunção renal, insuficiência renal e oligúria.
Hipersensibilidade/edema angioneurótico: edema angioneurótico de face, lábios, língua, glote e/ou
laringe e extremidades foi relatado raramente (veja ADVERTÊNCIAS). Em casos muito raros, foi
relatado angioedema intestinal com inibidores da enzima conversora de angiotensina, inclusive com
o enalapril.
Reações adversas que ocorreram muito raramente em estudos clínicos controlados ou após a
comercialização incluem:
Cardiovasculares: infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (possivelmente decorrentes de
hipotensão excessiva em pacientes de alto risco [veja ADVERTÊNCIAS]), dor torácica, distúrbios do
ritmo cardíaco, palpitações, angina pectoris e fenômeno de Raynaud.
Gastrintestinais: íleo paralítico, pancreatite, insuficiência hepática, hepatite (hepatocelular ou
colestática), icterícia, vômitos, constipação, estomatite, dor abdominal, dispepsia, anorexia.
Sistemas nervoso/psiquiátrico: depressão, confusão mental, sonolência, insônia, nervosismo,
parestesia, vertigem, anormalidades do padrão de sonhos.
Respiratórios: infiltrados pulmonares, broncospasmo/asma, dispnéia, rinorréia, dor de garganta e
rouquidão.
Pele: eritema polimorfo, dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica
tóxica, diaforese, pênfigo, prurido, urticária, alopecia.
Outros: impotência, alteração do paladar, visão embaçada, glossite, rubor facial e do pescoço e
zumbido.
Foi relatado um complexo sintomático que pode incluir alguns, ou todos, dos seguintes sintomas:
febre, serosite, vasculite, mialgia/miosite, artralgia/artrite, fator antinúcleo positivo, VHS elevada,
eosinofilia e leucocitose. Podem ocorrer erupções cutâneas, fotossensibilidade ou outras
manifestações dermatológicas.
Achados de testes laboratoriais: alterações clinicamente importantes dos parâmetros laboratoriais
padrão raramente foram associadas com a administração de RENITEC®. Foram observados
aumentos de uréia sangüínea e creatinina sérica e elevações das enzimas hepáticas e/ou da
bilirrubina sérica, geralmente reversíveis com a descontinuação de RENITEC®. Ocorreram
hipercalemia e hiponatremia.
Foram relatadas reduções de hemoglobina e hematócrito. Após a comercialização, foram relatados
alguns casos de neutropenia, trombocitopenia, depressão de medula óssea e agranulocitose, para
os quais não se pôde excluir uma relação causal com o uso de RENITEC®.

SUPERDOSE
Há poucos dados disponíveis sobre a superdose em seres humanos. As principais características de
superdose relatadas até o momento consistem em hipotensão acentuada que começa cerca de 6
horas após a ingestão dos comprimidos, simultaneamente com bloqueio do sistema reninaangiotensina
e estupor. Após ingestão de 300 mg e 440 mg de enalapril, foram relatados níveis
séricos de enalaprilato 100 e 200 vezes mais altos, respectivamente, do que os observados
usualmente depois de doses terapêuticas.
O tratamento recomendado para a superdose é a infusão intravenosa de solução salina normal. Se
disponível, a infusão de angiotensina II pode ser benéfica. Se a ingestão for recente, deve-se induzir
o vômito. O enalaprilato pode ser removido da circulação sistêmica por hemodiálise (veja
ADVERTÊNCIAS, Pacientes sob hemodiálise).

ARMAZENAGEM
Mantenha RENITEC® em temperatura inferior a 30°C e evite temperaturas transientes superiores a
50°C. Os comprimidos devem ser protegidos da luz e da umidade.

Dizeres legais

“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”

Número de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos – CRF-SP nº 16.243
Registro MS – 1.0029.0031
Produzido e Embalado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 1.161, Sousas, Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/0003-04 – Indústria Brasileira
Para:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815, Sousas, Campinas/ SP
CNPJ: 45.987.013/0001-34 – Indústria Brasileira
® Marca registrada de Merck & Co., Inc., Whitehouse Station, NJ, EUA.
IPC 032003
MSD On Line 0800-0122232
E-mail: [email protected]
www.msdonline.com.br

Bula do Renitec 5 mg (Anti hipertensivo)

Renitec-5-mgBula do RENITEC® 5 mg:

(maleato de enalapril), MSD

 

Identificação do medicamento

 

O que é RENITEC® (maleato de enalapril), MSD?

 

Formas Farmacêuticas e Apresentações
RENITEC® (maleato de enalapril), MSD comprimidos é apresentado em caixas com 30 comprimidos
de 5 mg e 10 mg e em caixas com 10 e 30 comprimidos de 20 mg.
Uso Oral
Uso Adulto

 

Ingredientes Ativos:
Cada comprimido de RENITEC® contém 5 mg, 10 mg ou 20 mg de maleato de enalapril.

 

Ingredientes Inativos:
Cada comprimido de 5 mg, 10 mg ou 20 mg de RENITEC® contém carbonato ácido de sódio, lactose,
amido de milho, estearato de magnésio e amido de milho pré-gelatinizado. Cada comprimido de 20
mg contém óxido amarelo de ferro e óxido vermelho de ferro e cada comprimido de 10 mg contém
óxido vermelho de ferro.

 

Informações ao Paciente
Como este medicamento funciona?
RENITEC® é um medicamento que pertence ao grupo de fármacos denominado inibidor da enzima
conversora de angiotensina (inibidores da ECA).
RENITEC® age dilatando os vasos sangüíneos para ajudar o coração a bombear sangue com mais
facilidade para todas as partes do corpo. Essa ação ajuda a diminuir a pressão alta. Em muitos
pacientes com insuficiência cardíaca, RENITEC® irá ajudar o coração a funcionar melhor.

 

Por que este medicamento foi indicado?
Seu médico prescreveu RENITEC® para controlar a sua pressão ou melhorar o desempenho do seu
coração (tratamento da insuficiência cardíaca).
Em muitos pacientes com insuficiência cardíaca que apresentam sintomas, RENITEC® retarda a
piora da insuficiência cardíaca, reduz a necessidade de internação hospitalar por insuficiência
cardíaca e ajuda alguns desses pacientes a viverem mais.
Em muitos pacientes com insuficiência cardíaca em estágio inicial, antes do desenvolvimento dos
sintomas, RENITEC® ajuda a prevenir o enfraquecimento do desempenho cardíaco e a retardar o
aparecimento de sintomas (por exemplo, falta de ar, cansaço após atividades físicas leves, tais como
caminhada ou inchaço dos tornozelos e pés). Esses pacientes poderão precisar de menos
hospitalizações por insuficiência cardíaca.
Ao tomar RENITEC®, alguns pacientes com insuficiência cardíaca podem ter risco mais baixo de
sofrerem ataque cardíaco (infarto do miocárdio).

 

Informações ao Paciente com Pressão Alta
O que é pressão arterial?
A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do seu corpo é
chamada de pressão arterial. Sem a pressão arterial o sangue não circularia pelo seu corpo. A
pressão arterial normal faz parte da boa saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o
transcorrer do dia, dependendo da atividade, do estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta por dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte por
oitenta). O número mais alto mede a força enquanto seu coração está bombeando sangue. O
número mais baixo mede a força em repouso, entre os batimentos cardíacos.

 

O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta (ou hipertensão) quando a sua pressão arterial permanece alta mesmo
quando você está calmo (a) e relaxado (a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos
sangüíneos se estreitam e dificultam o fluxo do sangue.

 

Como faço para saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem hipertensão
é medindo sua pressão arterial. Por isso, você deve medir sua pressão arterial regularmente.

 

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, tais como o
coração e os rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a hipertensão
pode causar acidente vascular cerebral (derrame), infarto do miocárdio (ataque cardíaco),
insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou cegueira. A pressão alta pode ser tratada e controlada
com o uso de medicamentos, tal como o RENITEC®.
Seu médico pode lhe dizer qual a pressão arterial ideal para você. Memorize esse valor e obedeça
ao que o médico lhe recomendou para chegar à sua pressão arterial ideal.

 

Informações aos Pacientes com Insuficiência Cardíaca
O que é insuficiência cardíaca?
Insuficiência cardíaca significa que o músculo cardíaco não consegue mais bombear o sangue com
força suficiente para enviar para todo o corpo todo o sangue necessário. Insuficiência cardíaca não é
o mesmo que ataque cardíaco. Alguns pacientes apresentam insuficiência cardíaca após terem um
ataque cardíaco. No entanto, também existem outras causas de insuficiência cardíaca.
Pacientes nos estágios iniciais da insuficiência cardíaca podem não apresentar nenhum sintoma.
Conforme ocorre a progressão da insuficiência cardíaca, os pacientes podem sentir falta de ar ou
podem cansar-se mais facilmente após atividades físicas leves, tal como caminhada. Pode haver
acúmulo de líquidos em diferentes partes do corpo, freqüentemente notado primeiramente ao redor
dos tornozelos e nos pés. Na insuficiência cardíaca grave, os pacientes podem apresentar sintomas
mesmo em repouso.

 

Por que a insuficiência cardíaca deve ser tratada?
Todos os sintomas da insuficiência cardíaca podem restringir suas atividades diárias. Seu médico
pode recomendar vários medicamentos que podem melhorar os sinais e sintomas da insuficiência
cardíaca (por exemplo, RENITEC® e/ou um diurético). Se você seguir as orientações de seu médico,
sua capacidade física pode melhorar. Você poderá respirar com mais facilidade, sentir-se menos
cansado e apresentar menos inchaço.
Em pacientes com insuficiência cardíaca sem sintomas, o tratamento com medicamentos, tais como
o RENITEC® pode ajudar a retardar a progressão da doença e o início dos sintomas. Em alguns
pacientes com insuficiência cardíaca que apresentam sintomas, RENITEC® reduziu a piora da
insuficiência cardíaca e ajudou estes pacientes a viverem por mais tempo. Em muitos pacientes,
RENITEC® também reduziu o risco de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e a necessidade de
internação hospitalar por insuficiência cardíaca.

 

Quando não devo usar este medicamento?
Contra-indicações
Você não deve tomar RENITEC® se:
• For alérgico (a) a qualquer um de seus componentes (Veja o item O que é RENITEC® ?).
• Foi tratado (a) com medicamentos do mesmo grupo do RENITEC® (inibidores da ECA) e
apresentou reações alérgicas, tais como inchaço da face, dos lábios, da língua e/ou
garganta, que dificultaram sua respiração ou sua capacidade de engolir. Você não deve
tomar RENITEC® se tiver apresentado alguma dessas reações alérgicas sem causa
conhecida ou se tiver nascido com esse tipo de alergia.
Contate seu médico, caso não tenha certeza se deve iniciar o tratamento com RENITEC® .

 

Advertências
Uso na Gravidez e Amamentação
Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), incluindo RENITEC®, podem prejudicar
o desenvolvimento e até causar morte do feto se for tomado durante o segundo e o terceiro trimestre
de gravidez.
Ainda não se sabe se o uso de RENITEC® apenas nos primeiros três meses de gravidez também
pode causar esses efeitos prejudiciais.
RENITEC® é excretado no leite materno em quantidades muito pequenas. Avise seu médico se
estiver amamentando ou se pretende amamentar.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

 

Uso Pediátrico
RENITEC® foi avaliado em crianças. Para mais informações, pergunte a seu médico.

 

O que devo dizer para o meu médico antes de tomar RENITEC®?

Precauções

Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas médicos que esteja apresentando ou tenha apresentado e sobre quaisquer
tipos de alergias.
Informe ao seu médico se tiver qualquer tipo de doença cardíaca, problemas do fígado ou dos rins,
gota, estiver sendo submetido à hemodiálise ou sendo tratado com diuréticos. Também informe se
estiver fazendo dieta com restrição de sal, tomando suplementos de potássio, agentes poupadores
de potássio ou substitutos do sal da dieta que contêm potássio ou se tiver apresentado recentemente
episódios de vômito ou diarréia excessivos. Nesses casos, pode ser que seu médico precise ajustar
a dose de RENITEC®.
Informe ao seu médico se já apresentou reação alérgica, como inchaço da face, dos lábios, da língua
e/ou garganta com dificuldade para engolir ou respirar.
Informe ao seu médico se tiver pressão baixa (você pode perceber isso se já sentiu tonturas ou
desmaios, principalmente em repouso).
Antes de cirurgia e anestesia (mesmo no consultório odontológico), diga ao médico ou ao dentista
que está tomando RENITEC®, pois pode ocorrer queda repentina da pressão arterial associada à
anestesia.

 

Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver tomando RENITEC®?
As respostas ao medicamento podem variar de pessoa para pessoa. Alguns efeitos adversos
relatados com o uso de RENITEC® podem afetar a habilidade de alguns pacientes de dirigir ou
operar máquinas (veja Quais efeitos adversos RENITEC® pode causar?).

 

Posso tomar RENITEC® com outros medicamentos?
Interações Medicamentosas
Em geral, RENITEC® pode ser tomado com outros medicamentos. No entanto, é importante informar
ao seu médico ou dentista os outros medicamentos que estiver tomando, incluindo os que são
vendidos sem receita, pois alguns medicamentos podem afetar a ação dos outros. Para prescrever a
dose correta de RENITEC®, é muito importante para o seu médico saber se você está tomando
outros medicamentos para controlar a pressão, diuréticos, medicamentos que contenham potássio
(incluindo substitutos do sal da dieta), lítio (medicamento utilizado para tratar um tipo de depressão)
ou certos medicamentos para dor em geral e dor nas articulações.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
Não há contra indicações relativa a faixas etárias, entretanto RENITEC® não é recomendado
para recém-nascidos (veja Uso pediátrico).

 

Como devo usar este medicamento?
Aspectos físicos
RENITEC® 5 mg: comprimido branco, em forma de barril, de um lado sulcado e gravado 712/712 e
do outro liso.
RENITEC® 10 mg: comprimido vermelho ferrugem, em forma de barril, de um lado gravado 713 e do
outro liso.
RENITEC® 20 mg: comprimido pêssego, em forma de barril, de um lado gravado 714 e do outro
sulcado.
Características organolépticas
Veja Aspectos físicos

 

Dosagem
Tome RENITEC® diariamente, exatamente conforme a orientação de seu médico. É muito importante
que continue tomando RENITEC® pelo tempo que o médico lhe receitar.

 

Hipertensão
Para a maioria dos pacientes, a dose inicial usual recomendada é de 10 a 20 mg uma vez ao dia.
Alguns pacientes podem necessitar de uma dose inicial mais baixa. A dose habitual para uso
prolongado é de 20 mg uma vez por dia.

 

Insuficiência cardíaca
A dose inicial usual recomendada é de 2,5 mg uma vez por dia. Seu médico irá aumentar esta
quantidade gradativamente até atingir a dose correta para o seu caso. A dose habitual para uso
prolongado é de 20 mg ao dia em dose única ou dividida em duas tomadas.
Tenha muito cuidado ao tomar a primeira dose ou ao aumentar a dose. Avise seu médico
imediatamente se apresentar tontura ou aturdimento.

 

Como usar
RENITEC® pode ser tomado durante ou entre as refeições. A maioria das pessoas toma RENITEC®
com água.

 

O que fazer se eu esquecer de tomar uma dose?
Você deve tomar RENITEC® conforme a receita médica. Se você deixou de tomar uma dose, deverá
tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na hora regular e sem dobrar a dose.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.

 

Quais efeitos adversos RENITEC® pode causar?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos inesperados ou indesejáveis, denominados efeitos
adversos. RENITEC® em geral é bem tolerado. Os efeitos adversos mais freqüentes são tontura,
cefaléia, cansaço e fraqueza. Outros efeitos adversos que ocorreram com menos freqüência são
sensação de aturdimento (pela queda brusca da pressão arterial, que pode ocorrer quando você se
levantar rapidamente), fraqueza, náuseas, diarréia, cãibras musculares, erupções cutâneas e tosse.
Raramente também podem ocorrer outros efeitos adversos, e alguns deles podem ser graves. Peça
mais informações sobre efeitos adversos ao seu médico. Ele tem uma lista mais completa.
Informe ao seu médico imediatamente sobre a ocorrência dos sintomas acima e de qualquer outro
sintoma pouco comum.
Pare de tomar RENITEC® e entre em contato com seu médico imediatamente se:
• Apresentar inchaço da face, dos lábios, da língua e/ou garganta que possa dificultar sua
respiração ou capacidade de engolir.
• Apresentar inchaço das mãos, pés ou tornozelos.
• Apresentar urticária.
Pacientes negros correm maior risco de apresentar essas reações aos inibidores da ECA.
A dose inicial pode abaixar mais a pressão do que ocorrerá durante o tratamento contínuo. Essa
queda de pressão pode ser percebida como desmaio ou tontura e pode ser amenizada se você se
deitar. Se ficar preocupado (a), entre em contato com seu médico.

 

O que fazer se utilizar uma dose muito alta do medicamento de uma só vez?
Avise seu médico imediatamente para que ele possa prestar atendimento de urgência. Os sintomas
mais prováveis serão sensação de aturdimento ou tontura em razão de queda repentina ou
excessiva da pressão arterial.

 

Onde e como devo guardar este medicamento?
Mantenha RENITEC® comprimidos, em temperatura inferior a 30°C e evite temperaturas superiores a
50°C. Mantenha a embalagem bem fechada, em lugar fresco, protegida da luz e da umidade.
Não tome este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.
Produto sensível à umidade e manuseio: os comprimidos somente devem ser retirados da
embalagem no momento do uso e não devem ser cortados, pois essa prática pode resultar em
quebra ou esfarelamento dos mesmos. Não cortar o blister ou armazenar o produto em locais que
possam danificá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Informações ao profissional de Saúde

 

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
RENITEC® é o sal maleato do enalapril, um derivado de dois aminoácidos (L-alanina e L-prolina).
Após administração por via oral, o enalapril é rapidamente absorvido e, a seguir, hidrolisado a
enalaprilato, que é um inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA) não-sulfidrílico, de longa
ação, altamente específico.
RENITEC® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão essencial e para
tratamento da hipertensão renovascular. Pode ser usado isoladamente, como terapia inicial, ou
simultaneamente com outros anti-hipertensivos (particularmente diuréticos).
RENITEC® também é indicado para o tratamento e a prevenção de insuficiência cardíaca.

 

Mecanismo de ação
A enzima conversora da angiotensina (ECA) é uma peptidil-dipeptidase a qual catalisa a conversão
da angiotensina I à substância pressora angiotensina II. Depois da absorção, o enalapril é hidrolisado
a enalaprilato o qual inibe a enzima conversora da angiotensina. A inibição da ECA resulta na
diminuição da angiotensina II plasmática que aumenta a atividade da renina plasmática (em razão da
remoção do feedback negativo de liberação da renina), e diminui a secreção de aldosterona.
A enzima conversora da angiotensina é idêntica à cininase II. Portanto, o enalapril pode também
bloquear a degradação de bradicinina, um potente vasopressor peptídico. Entretanto, ainda não foi
esclarecido como isso gera o efeito terapêutico. Apesar de se acreditar que o mecanismo pelo qual o
enalapril diminui a pressão arterial seja essencialmente pela supressão do sistema reninaangiotensina-
aldosterona, o qual desempenha importante papel na regulação da pressão arterial, o
enalapril é anti-hipertensivo mesmo em pacientes hipertensos com renina baixa.

 

Farmacocinética
Maleato de enalapril
O maleato de enalapril oral é rapidamente absorvido e as concentrações máximas plasmáticas de
enalapril ocorrem em uma hora. Com base na recuperação na urina, a taxa de absorção do enalapril
do maleato de enalapril oral é de aproximadamente 60%.
Após a absorção, o enalapril oral é rápida e extensivamente hidrolisado a enalaprilato, um potente
inibidor da enzima conversora de angiotensina. As concentrações máximas plasmáticas do
enalaprilato ocorrem 3 a 4 horas depois de uma dose oral de maleato de enalapril. A excreção do
enalapril é principalmente renal. Os principais componentes na urina são: enalaprilato, que contribui
com 40% da dose, e enalapril intacto. Exceto pela conversão a enalaprilato, não há evidência de
metabolismo significante do enalapril. O perfil de concentração sérica do enalaprilato exibe uma fase
terminal prolongada, aparentemente associado à ligação com a ECA. Em indivíduos com função
renal normal, as concentrações séricas em estado de equilíbrio do enalaprilato foram atingidas por
volta do quarto dia da administração do maleato de enalapril. A meia-vida efetiva para acúmulo do
enalaprilato após múltiplas doses de maleato de enalapril oral é de 11 horas. A absorção do maleato
de enalapril oral não é influenciada pela presença de alimentos no trato gastrintestinal. A extensão
da absorção e a hidrólise do enalapril são semelhantes para as diversas doses na faixa terapêutica
recomendada.

 

Farmacodinâmica
Maleato de enalapril
A administração do maleato de enalapril a pacientes hipertensos resulta na redução da pressão
arterial tanto na posição supina como de pé sem aumento significativo da freqüência cardíaca.
Hipotensão sintomática postural não é freqüente. Em alguns pacientes a redução ideal da pressão
arterial pode requerer várias semanas de tratamento. A retirada abrupta de maleato de enalapril não
foi associada ao rápido aumento da pressão arterial.
A inibição efetiva da atividade da ECA usualmente ocorre 2 a 4 horas depois da administração oral
de uma única dose de enalapril. O início da atividade anti-hipertensiva geralmente foi observado em
uma hora e as reduções máximas, em 4 a 6 horas após a administração. A duração do efeito é
relacionada à dose. Entretanto, nas doses recomendadas, demonstrou-se que os efeitos antihipertensivo
e hemodinâmico se mantêm durante 24 horas, no mínimo.
O tratamento anti-hipertensivo com enalapril induz regressão significativa da hipertrofia ventricular
esquerda, preservando o desempenho sistólico do ventrículo esquerdo.
Em estudos hemodinâmicos que envolveram pacientes com hipertensão essencial, a redução da
pressão arterial foi acompanhada de redução da resistência arterial periférica e aumento do débito
cardíaco bem como a pequena ou nenhuma alteração da freqüência cardíaca. Após a administração
do maleato de enalapril o fluxo sanguíneo renal aumentou e a taxa de filtração glomerular não se
alterou. Entretanto, em pacientes cujas taxas de filtração glomerular eram baixas antes do
tratamento, geralmente ocorreu aumento.
A administração crônica de RENITEC® para pacientes com hipertensão essencial e insuficiência
renal pode estar associada a melhora da função renal, evidenciada pelo aumento da taxa da filtração
glomerular.
Em estudos clínicos de curta duração envolvendo pacientes nefropatas com e sem diabetes, foram
observadas reduções da albuminúria, da excreção de IgG e das proteínas totais na urina após a
administração de enalapril.
Quando administrado com diuréticos tiazídicos, os efeitos redutores da pressão arterial de
RENITEC® são, no mínimo, aditivos. RENITEC® pode reduzir ou evitar o desenvolvimento da
hipocalemia induzida pelos tiazídicos.
O tratamento com RENITEC® geralmente não está associado a efeitos adversos no ácido úrico
plasmático.
O tratamento com RENITEC® foi associado a efeitos favoráveis nas frações lipoprotéicas no plasma
e favorável ou sem efeito nos níveis totais de colesterol.
Em pacientes com insuficiência cardíaca sob tratamento com digitais e diuréticos, o tratamento com
RENITEC® foi associado à redução da resistência periférica e da pressão arterial. O débito cardíaco
aumentou, enquanto a freqüência cardíaca (geralmente elevada em pacientes com insuficiência
cardíaca) diminuiu. A pressão capilar pulmonar também foi reduzida. A tolerância ao exercício e a
gravidade da insuficiência cardíaca, de acordo com os critérios da New York Heart Association,
melhoraram. Esses efeitos se mantiveram durante o tratamento crônico.
Em pacientes com insuficiência cardíaca leve a moderada, o enalapril retardou a dilatação/aumento
e insuficiência progressivos, como evidenciado pelos volumes finais diastólico e sistólico do
ventrículo esquerdo e pela melhora da fração de ejeção.
Os dados clínicos demonstraram que o enalapril reduziu a freqüência de arritmias ventricular em
pacientes com insuficiência cardíaca, embora os mecanismos subjacentes e a relevância clínica não
sejam conhecidos.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA
Um estudo multicêntrico, duplo-cego e controlado com placebo sobre disfunção ventricular esquerda
(SOLVD) avaliou os efeitos de RENITEC® em 6.797 pacientes; destes, 2.569 pacientes com todos os
graus de insuficiência cardíaca sintomática (principalmente leve a moderada, classes II e III da New
York Heart Association – NYHA) foram distribuídos de modo randômico para o braço de “Tratamento”
e 4.228 pacientes com disfunção assintomática do ventrículo esquerdo, para o braço de “Prevenção”.
Os resultados combinados demonstraram redução do risco global dos principais eventos isquêmicos.
RENITEC® reduziu a incidência de infarto do miocárdio e o número de hospitalizações decorrentes
de angina instável em pacientes com disfunção ventricular esquerda.
Além disso, no braço de “Prevenção”, RENITEC® preveniu de forma significativa o desenvolvimento
da insuficiência cardíaca sintomática e reduziu o número de hospitalizações por insuficiência
cardíaca. No braço de “Tratamento”, RENITEC®, como adjuvante ao tratamento convencional,
reduziu significativamente a taxa global de mortalidade e hospitalização por insuficiência cardíaca e
melhorou a classificação funcional de acordo com os critérios da NYHA.
Em um estudo semelhante que envolveu 253 pacientes com insuficiência cardíaca grave (classe IV
da NYHA), demonstrou-se que RENITEC® melhorou os sintomas e reduziu a mortalidade
significativamente.
As propriedades cardioprotetoras de RENITEC® foram demonstradas nesses estudos pelos efeitos
benéficos na sobrevida e no retardamento da progressão da insuficiência cardíaca em pacientes
com insuficiência cardíaca sintomática, no retardamento do desenvolvimento de insuficiência
cardíaca sintomática em pacientes assintomáticos com disfunção ventricular esquerda e na
prevenção de eventos isquêmicos coronarianos em pacientes com disfunção ventricular esquerda,
especificamente na redução da incidência de infarto do miocárdio e de hospitalização por angina
instável.

 

 

INDICAÇÕES
RENITEC® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão essencial, tratamento da
hipertensão renovascular e todos os graus de insuficiência cardíaca.
Em pacientes com insuficiência cardíaca sintomática, RENITEC® também é indicado para aumentar
a sobrevida, retardar a progressão para insuficiência cardíaca e reduzir as hospitalizações por
insuficiência cardíaca.
Prevenção de insuficiência cardíaca sintomática
Em pacientes com disfunção ventricular esquerda assintomáticos, RENITEC® é indicado para
retardar o desenvolvimento de insuficiência cardíaca sintomática e reduzir as hospitalizações por
insuficiência cardíaca.
Prevenção de eventos coronarianos isquêmicos
Em pacientes com disfunção ventricular esquerda, RENITEC® é indicado para reduzir a incidência de
infarto do miocárdio e reduzir as hospitalizações por angina instável.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
RENITEC® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade a qualquer um de seus
componentes, pacientes com histórico de edema angioneurótico relacionado a utilização de
inibidores da enzima conversora de angiotensina e pacientes com angioedema hereditário ou
idiopático.

 

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Mantenha RENITEC® em temperatura inferior a 30°C; evite temperaturas superiores a 50°C. Os
comprimidos devem ser protegidos da luz e da umidade.

 

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
Uma vez que a absorção dos comprimidos de RENITEC® não é afetada pela ingestão de alimentos,
os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições.
Hipertensão essencial: a dose inicial é de 10 mg a 20 mg uma vez ao dia, dependendo do grau de
hipertensão. A dose inicial recomendada para a hipertensão leve é de 10 mg ao dia. Para outros
graus de hipertensão, a dose inicial é de 20 mg ao dia. A dose usual de manutenção é de um
comprimido de 20 mg ao dia. A posologia deve ser ajustada de acordo com a necessidade do
paciente até o máximo de 40 mg ao dia.
Hipertensão renovascular: uma vez que a pressão arterial e a função renal nesses pacientes
podem ser particularmente sensíveis à inibição da ECA, o tratamento deve ser iniciado com uma
dose menor (por exemplo: 5 mg ou menos). A posologia, então, deve ser ajustada de acordo com a
necessidade do paciente; espera-se que a maioria dos pacientes responda a um comprimido de 20
mg ao dia. Para os pacientes hipertensos que receberam recentemente diuréticos, recomenda-se
cautela (veja a seguir).
Terapia diurética concomitante na hipertensão: pode ocorrer hipotensão sintomática após a dose
inicial de RENITEC®, principalmente em pacientes tratados concomitantemente com diuréticos;
portanto, recomenda-se cuidado nesses casos, pois esses pacientes podem apresentar depleção de
volume ou de sal. A terapia diurética deve ser descontinuada por 2 a 3 dias antes do início da terapia
com RENITEC®. Se isso não for possível, a dose inicial de RENITEC® deve ser baixa (5 mg ou
menos) para determinar o efeito inicial na pressão arterial. A posologia, então, deve ser ajustada de
acordo com as necessidades do paciente.
Posologia na insuficiência renal: geralmente, o intervalo entre as doses de enalapril deve ser
prolongado e/ou a posologia diminuída.
Disfunção Renal Depuração Plasmática de
Creatinina (mL/min)
Dose Inicial
(mg/dia)
Leve Menor que 80 e maior que 30
ml/min
5 mg – 10 mg
Moderada Menor ou igual a 30 e maior
que 10 ml/min
2,5 mg – 5 mg
Grave
(normalmente
esses pacientes
estão EM diálise†)
Menor ou igual a 10 ml/min 2,5 mg nos dias
de diálise††
† Veja ADVERTÊNCIAS – pacientes em diálise.
†† O enalaprilato é dialisável. Nos dias em que o paciente não for submetido à diálise, a posologia
deve ser ajustada à resposta da pressão arterial.
Insuficiência cardíaca/disfunção ventricular esquerda assintomática: a dose inicial de
RENITEC® para pacientes com insuficiência cardíaca sintomática ou disfunção ventricular esquerda
assintomática é de 2,5 mg e deve ser administrada sob rígida supervisão médica para se determinar
o efeito inicial na pressão arterial. RENITEC® pode ser utilizado para o controle da insuficiência
cardíaca sintomática, geralmente com diuréticos e, quando apropriado, com digitálicos. Na ausência
de hipotensão sintomática após o início da terapia de insuficiência cardíaca com RENITEC® ou após
o controle efetivo da hipotensão, a dose deve ser aumentada gradualmente até a dose de
manutenção usual de 20 mg, administrada em dose única diária ou dividida em duas doses,
conforme tolerado pelo paciente. Essa titulação da dose pode ser realizada em um período de 2 a 4
semanas, ou menos, quando a presença de sinais ou sintomas residuais de insuficiência cardíaca
indicarem. Em pacientes com insuficiência cardíaca sintomática, esse esquema posológico foi eficaz
para reduzir a mortalidade.
A pressão arterial e a função renal devem ser rigorosamente monitorizadas antes e depois de se
iniciar o tratamento com RENITEC® (veja ADVERTÊNCIAS), pois foram relatadas hipotensão e
(mais raramente) insuficiência renal conseqüente. Em pacientes que utilizam diuréticos, a dose
deverá ser reduzida, se possível, antes de se iniciar o tratamento com RENITEC®. O aparecimento
de hipotensão após a dose inicial de RENITEC® não implica que ela voltará a ocorrrer durante a
terapia crônica e não impede o uso continuado de RENITEC®. O potássio sérico também deverá ser
monitorizado (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).

 

ADVERTÊNCIAS
Hipotensão sintomática: foi observada hipotensão sintomática raramente em pacientes com
hipertensão não complicada; em pacientes hipertensos tratados com RENITEC®, existe maior
probabilidade de ocorrer hipotensão quando houver, por exemplo, depleção de volume conseqüente
à terapia diurética, restrição de sal na dieta, diálise, diarréia ou vômitos. (veja INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS e REAÇÕES ADVERSAS). Observou-se hipotensão sintomática em
pacientes com insuficiência cardíaca, com ou sem insuficiência renal associada; essa
ocorrência é mais comum em pacientes com graus mais avançados de insuficiência cardíaca,
conforme indicado pelo uso de altas doses de diuréticos de alça, hiponatremia ou comprometimento
da função renal. Nesses pacientes, a terapia deve ser iniciada sob supervisão médica e quaisquer
ajustes da dose de RENITEC® e/ou do diurético devem ser cuidadosamente monitorizados.
Considerações semelhantes podem aplicar-se a pacientes com doença isquêmica cardíaca ou
vascular cerebral, nos quais a queda excessiva da pressão arterial poderia resultar em infarto
do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, receber
infusão intravenosa de solução salina. Uma resposta hipotensora transitória não representa contraindicação
para novas doses, as quais podem ser administradas, geralmente sem dificuldade, depois
que a pressão arterial responder à expansão de volume.
Em alguns pacientes com insuficiência cardíaca, cuja pressão arterial é normal ou baixa, podem
ocorrer reduções adicionais da pressão arterial sistêmica com o uso de RENITEC®; esse efeito é
esperado e geralmente não constitui uma razão para a interrupção do tratamento. Se a hipotensão
tornar-se sintomática, podem ser necessárias redução da dose e/ou descontinuação do diurético
e/ou de RENITEC®.
Estenose aórtica/cardiomiopatia hipertrófica: a exemplo de todos os vasodilatadores, deve-se ter
cuidado ao administrar inibidores da ECA a pacientes com obstrução da via de saída do ventrículo
esquerdo.
Comprometimento da função renal: em alguns pacientes, a hipotensão decorrente do início da
terapia com inibidores da ECA pode ocasionar certo grau adicional de deterioração da função renal;
foi relatada, nessa situação, insuficiência renal aguda, em geral, reversível.
Pacientes com insuficiência renal podem requerer doses mais baixas e/ou menos freqüentes
de RENITEC® (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO). Em alguns pacientes com estenose da
artéria renal bilateral ou estenose da artéria renal de rim único, foram observados aumentos dos
níveis séricos de uréia e creatinina, geralmente reversíveis com a interrupção da terapia. Isso é
particularmente provável em pacientes com insuficiência renal.
Alguns pacientes sem patologia renal preexistente evidente apresentaram aumentos geralmente
discretos e transitórios de uréia e creatinina sangüíneas quando receberam RENITEC®
concomitantemente com um diurético; pode ser necessária a redução da posologia e/ou a
interrupção do diurético e/ou de RENITEC®.
Hipersensibilidade/edema angioneurótico: edema angioneurótico de face, lábios, língua, glote
e/ou laringe e extremidades, que pode ocorrer em qualquer momento do tratamento, foi
relatado raramente em pacientes tratados com inibidores da ECA, inclusive com RENITEC®.
Nessas situações, RENITEC® deve ser imediatamente descontinuado e o paciente deve ser
observado até a resolução completa dos sintomas antes de receber alta. Quando o edema
restringiu-se à face e aos lábios, geralmente houve regressão do quadro sem tratamento, embora os
anti-histamínicos tenham sido úteis para o alívio dos sintomas.
O edema angioneurótico associado a edema de laringe pode ser fatal. Quando houver envolvimento
de língua, glote ou laringe e possibilidade de obstrução das vias aéreas, o tratamento adequado, que
pode incluir a administração de solução de adrenalina 1:1.000 (0,3 a 0,5 ml) por via subcutânea e/ou
medidas que assegurem a desobstrução das vias aéreas, deve ser instituído imediatamente.
Foi relatada incidência mais alta de angioedema em pacientes negros que recebiam inibidores da
ECA do que em pacientes de outras raças.
Pacientes com histórico de angioedema não relacionado ao tratamento com inibidores da
ECA correm maior risco de apresentar angioedema durante o tratamento com esses agentes
(veja CONTRA-INDICAÇÕES).
Reações anafilactóides durante dessensibilização com himenóptero: pacientes que recebiam
inibidores da ECA raramente apresentaram reações anafilactóides com risco de vida durante
dessensibilização com veneno de himenóptero. Essas reações foram evitadas com a suspensão
temporária do inibidor da ECA antes de cada dessensibilização.
Pacientes sob hemodiálise: foi relatada a ocorrência de reações anafilactóides em pacientes
submetidos a diálise com membranas de alto fluxo (por exemplo: AN 69*) que recebiam
concomitantemente um inibidor da ECA. Nesses pacientes, deve-se considerar a utilização de
um outro tipo de membrana de diálise ou de uma classe diferente de agente anti-hipertensivo.
Tosse: foi relatada tosse com o uso dos inibidores da ECA. Caracteristicamente, a tosse é não
produtiva, persistente e desaparece com a descontinuação do tratamento. A tosse induzida por
inibidores da ECA deve ser incluída no diagnóstico diferencial de tosse.
Cirurgia/anestesia: em pacientes submetidos a cirurgias de vulto ou sob anestesia com
agentes hipotensores, o enalapril bloqueia a formação de angiotensina II conseqüente à
liberação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão atribuível a esse mecanismo, a pressão
arterial poderá ser normalizada pela expansão de volume.
Potássio sérico: veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS.

 

Gravidez
Categoria de risco D – O uso de RENITEC® durante a gravidez não é recomendado. O
tratamento com RENITEC® deve ser suspenso o mais rápido possível depois da confirmação
de gravidez, a menos que seja considerado vital para a mãe.
Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando administrados
a mulheres no segundo e terceiro trimestres da gravidez. A utilização de inibidores da ECA durante
esse período foi associada a danos para o feto e para o recém-nascido, incluindo hipotensão,
insuficiência renal, hipercalemia e/ou hipoplasia de crânio no recém-nascido. Ocorreu oligodrâmnio
materno, presumivelmente representando redução da função renal fetal, podendo resultar em
contraturas de membros, deformidades craniofaciais e desenvolvimento de pulmão hipoplásico. Se
RENITEC® for utilizado nesses casos, as pacientes devem ser devidamente informadas sobre o risco
potencial que o medicamento acarreta para o feto. Esses efeitos adversos para o embrião e para o
feto não parecem ter ocorrido quando a exposição intra-uterina ao inibidor da ECA restringiu-se ao
primeiro trimestre.
Nos raros casos em que a utilização de inibidores da ECA durante a gravidez for considerada
essencial, deve-se solicitar ultra-sonografias seriadas para avaliação do meio intra-amniótico.
Se for detectado oligodrâmnio, o tratamento com RENITEC® deve ser suspenso, a menos que seja
considerado vital para a mãe. Pacientes e médicos devem, contudo, estar cientes de que o
oligodrâmnio pode não ser detectado antes do feto ter sofrido danos irreversíveis.
Os recém-nascidos de mães que tomaram RENITEC® devem ser observados cuidadosamente,
a fim de verificar a ocorrência de hipotensão, oligúria e hipercalemia. O enalapril, que atravessa
a placenta, foi removido da circulação neonatal por diálise peritoneal com algum benefício clínico e,
teoricamente, pode ser removido por exsanguineotransfusão.
Amamentação – o enalapril e o enalaprilato são secretados no leite humano, em quantidades
virtuais. Deve-se ter cuidado ao prescrever RENITEC® a mulheres que estejam amamentando.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso pediátrico: a segurança e a eficácia de RENITEC® foram estabelecidas em pacientes
hipertensos de 1 mês a 16 anos de idade. O uso de RENITEC® comprimidos nesse grupo etário é
apoiado por evidências de estudos adequados e bem controlados de RENITEC® em pacientes
pediátricos e adultos, bem como por estudos publicados que envolviam pacientes pediátricos.
Em um estudo de farmacocinética de dose múltipla realizado em 40 pacientes pediátricos
hipertensos (excluindo neonatos), RENITEC® foi geralmente bem tolerado. A farmacocinética após
administração oral do enalapril foi semelhante nesses pacientes e comparável aos valores históricos
em adultos.
Em um estudo clínico que envolveu 110 pacientes hipertensos com idade entre 6 e 16 anos, os
pacientes com peso <50 kg receberam diariamente 0,625 mg, 2,5 mg ou 20 mg de enalapril e os
pacientes com peso ≥50 kg receberam 1,25 mg, 5 mg ou 40 mg também diariamente. A
administração do enalapril uma vez ao dia diminuiu a pressão sangüínea no vale de modo
dependente da dose e a eficácia anti-hipertensiva foi consistente em todos os subgrupos (idade,
estágio de Tanner, sexo e raça). Entretanto, a eficácia anti-hipertensiva parece não ter sido
consistente com as doses mais baixas estudadas: 0,625 mg e 1,25 mg, correspondentes a uma
média de 0,02 mg/kg uma vez ao dia. A dose máxima estudada foi de 0,58 mg/kg (até 40 mg) uma
vez ao dia. Neste estudo, RENITEC® foi geralmente bem tolerado.
O perfil de experiências adversas em pacientes pediátricos não é diferente do observado em
pacientes adultos.
RENITEC® não é recomendado a neonatos e pacientes pediátricos com taxa de filtração glomerular
<30 ml/min/1,73 m2, haja vista que não existem dados disponíveis para essa população de
pacientes.
RENITEC® injetável não foi estudado em crianças.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Terapia anti-hipertensiva: a administração de RENITEC® com outro anti-hipertensivo pode causar
efeito aditivo.
Potássio sérico: em estudos clínicos, o potássio sérico geralmente permaneceu nos limites da
normalidade. Em pacientes hipertensos que receberam apenas RENITEC® durante até 48 semanas,
foram observados aumentos médios do potássio sérico de aproximadamente 0,2 mEq/L. Nos
pacientes que receberam RENITEC® associado a um diurético tiazídico, o efeito espoliador de
potássio do diurético foi, em geral, atenuado pelo efeito do enalapril. Se RENITEC® for administrado
com um diurético espoliador de potássio, a hipocalemia induzida pelo diurético pode ser atenuada.
Os fatores de risco para o desenvolvimento de hipercalemia incluem insuficiência renal, diabetes
melito e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona,
triantereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal contendo potássio. O uso
desses agentes, particularmente em pacientes com comprometimento da função renal, pode resultar
em aumentos significativos do potássio sérico. Caso essa conduta seja considerada apropriada,
esses agentes deverão ser usados com cuidado e o potássio sérico, monitorizado com freqüência.
Lítio sérico: a exemplo de outros medicamentos que eliminam sódio, pode ocorrer redução da
depuração do lítio; portanto, os níveis séricos de lítio devem ser monitorizados cuidadosamente se
houver necessidade de se administrar sais de lítio.
Antiinflamatórios não esteróides: em alguns pacientes com comprometimento da função renal que
estejam recebendo antiinflamatórios não esteróides, a co-administração de inibidores da ECA pode
resultar em deterioração adicional da função renal. Em geral, esses efeitos são reversíveis.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Em geral, RENITEC® é bem tolerado. Em estudos clínicos, a incidência global de reações adversas
não foi maior com RENITEC® do que com o placebo. Na maioria dos casos, as reações adversas
foram leves e transitórias e não requereram a interrupção da terapia.
Os seguintes efeitos adversos foram associados ao uso de RENITEC® (Maleato de enalapril,
MSD/Enalaprilato, MSD): tontura e cefaléia – que foram os efeitos mais comumente relatados; fadiga
e astenia, que foram relatadas por 2% a 3% dos pacientes. Outros efeitos adversos ocorreram em
menos de 2% dos pacientes e incluíram hipotensão, hipotensão ortostática, síncope, náuseas,
diarréia, cãibras musculares, erupções cutâneas e tosse; menos freqüentemente, houve relatos de
disfunção renal, insuficiência renal e oligúria.
Hipersensibilidade/edema angioneurótico: edema angioneurótico de face, lábios, língua, glote e/ou
laringe e extremidades foi relatado raramente (veja ADVERTÊNCIAS). Em casos muito raros, foi
relatado angioedema intestinal com inibidores da enzima conversora de angiotensina, inclusive com
o enalapril.
Reações adversas que ocorreram muito raramente em estudos clínicos controlados ou após a
comercialização incluem:
Cardiovasculares: infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (possivelmente decorrentes de
hipotensão excessiva em pacientes de alto risco [veja ADVERTÊNCIAS]), dor torácica, distúrbios do
ritmo cardíaco, palpitações, angina pectoris e fenômeno de Raynaud.
Gastrintestinais: íleo paralítico, pancreatite, insuficiência hepática, hepatite (hepatocelular ou
colestática), icterícia, vômitos, constipação, estomatite, dor abdominal, dispepsia, anorexia.
Sistemas nervoso/psiquiátrico: depressão, confusão mental, sonolência, insônia, nervosismo,
parestesia, vertigem, anormalidades do padrão de sonhos.
Respiratórios: infiltrados pulmonares, broncospasmo/asma, dispnéia, rinorréia, dor de garganta e
rouquidão.
Pele: eritema polimorfo, dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica
tóxica, diaforese, pênfigo, prurido, urticária, alopecia.
Outros: impotência, alteração do paladar, visão embaçada, glossite, rubor facial e do pescoço e
zumbido.
Foi relatado um complexo sintomático que pode incluir alguns, ou todos, dos seguintes sintomas:
febre, serosite, vasculite, mialgia/miosite, artralgia/artrite, fator antinúcleo positivo, VHS elevada,
eosinofilia e leucocitose. Podem ocorrer erupções cutâneas, fotossensibilidade ou outras
manifestações dermatológicas.
Achados de testes laboratoriais: alterações clinicamente importantes dos parâmetros laboratoriais
padrão raramente foram associadas com a administração de RENITEC®. Foram observados
aumentos de uréia sangüínea e creatinina sérica e elevações das enzimas hepáticas e/ou da
bilirrubina sérica, geralmente reversíveis com a descontinuação de RENITEC®. Ocorreram
hipercalemia e hiponatremia.
Foram relatadas reduções de hemoglobina e hematócrito. Após a comercialização, foram relatados
alguns casos de neutropenia, trombocitopenia, depressão de medula óssea e agranulocitose, para
os quais não se pôde excluir uma relação causal com o uso de RENITEC®.

 

SUPERDOSE
Há poucos dados disponíveis sobre a superdose em seres humanos. As principais características de
superdose relatadas até o momento consistem em hipotensão acentuada que começa cerca de 6
horas após a ingestão dos comprimidos, simultaneamente com bloqueio do sistema reninaangiotensina
e estupor. Após ingestão de 300 mg e 440 mg de enalapril, foram relatados níveis
séricos de enalaprilato 100 e 200 vezes mais altos, respectivamente, do que os observados
usualmente depois de doses terapêuticas.
O tratamento recomendado para a superdose é a infusão intravenosa de solução salina normal. Se
disponível, a infusão de angiotensina II pode ser benéfica. Se a ingestão for recente, deve-se induzir
o vômito. O enalaprilato pode ser removido da circulação sistêmica por hemodiálise (veja
ADVERTÊNCIAS, Pacientes sob hemodiálise).

 

ARMAZENAGEM
Mantenha RENITEC® em temperatura inferior a 30°C e evite temperaturas transientes superiores a
50°C. Os comprimidos devem ser protegidos da luz e da umidade.

 

Dizeres legais

“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”

Número de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos – CRF-SP nº 16.243
Registro MS – 1.0029.0031
Produzido e Embalado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 1.161, Sousas, Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/0003-04 – Indústria Brasileira
Para:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815, Sousas, Campinas/ SP
CNPJ: 45.987.013/0001-34 – Indústria Brasileira
® Marca registrada de Merck & Co., Inc., Whitehouse Station, NJ, EUA.
IPC 032003
MSD On Line 0800-0122232
E-mail: [email protected]
www.msdonline.com.br

Bula do Co Renitec (Anti hipertensivo)

Co-RenitecBula do CO-RENITEC®:

(maleato de enalapril/hidroclorotiazida), MSD

 

Identificação do medicamento

 

O que é CO-RENITEC® (maleato de enalapril/hidroclorotiazida), MSD?
Formas Farmacêuticas e Apresentações
CO-RENITEC® (maleato de enalapril/hidroclorotiazida), MSD é apresentado na forma de
comprimidos para administração oral em embalagens contendo 30 comprimidos de 20/12,5 mg ou de
10/25 mg de maleato de enalapril e hidroclorotiazida, MSD.
Uso Oral
Uso Adulto

 

Ingredientes ativos
CO-RENITEC® é um comprimido que contém dois ingredientes ativos, o maleato de enalapril e a
hidroclorotiazida. CO-RENITEC® 20/12,5 contém 20 mg de maleato de enalapril e 12,5 mg de
hidroclorotiazida. CO-RENITEC® 10/25 contém 10 mg de maleato de enalapril e 25 mg de
hidroclorotiazida.

 

Ingredientes inativos:
• 20/12,5 mg: bicarbonato de sódio; lactose; amido de milho; amido pré-gelatinizado; óxido
férrico amarelo; estearato de magnésio.
• 10/25 mg: bicarbonato de sódio; lactose; amido de milho; amido pré-gelatinizado; óxido
férrico vermelho; estearato de magnésio.
Informações ao Paciente

 

Como esse medicamento funciona?
O componente maleato de enalapril de CO-RENITEC® pertence ao grupo dos medicamentos
(fármacos) denominados inibidores da enzima conversora de angiotensina (inibidores da ECA). O
componente hidroclorotiazida de CO-RENITEC® pertence ao grupo de fármacos denominados
diuréticos (auxiliam a eliminar a urina).
O componente maleato de enalapril de CO-RENITEC® age dilatando os vasos sangüíneos para
ajudar o coração a bombear o sangue para todo o corpo com mais facilidade. O componente
hidroclorotiazida de CO-RENITEC® age fazendo com que os seus rins eliminem maior volume de
água e de sal. Juntos, o maleato de enalapril e a hidroclorotiazida ajudam a reduzir a pressão alta.

 

Por que esse medicamento foi indicado?
O seu médico lhe receitou CO-RENITEC® para tratar sua hipertensão (pressão alta).
Informações ao Paciente com Pressão Arterial Alta

 

O que é pressão arterial?
A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do seu corpo é
chamada de pressão arterial. Sem a pressão arterial, o sangue não circularia pelo seu corpo. A
pressão arterial normal faz parte da boa saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o
transcorrer do dia, dependendo das atividades, do estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta de dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte por
oitenta). O número mais alto mede a força enquanto seu coração está bombeando sangue. O
número mais baixo mede a força em repouso, entre os batimentos cardíacos.

 

O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta (ou hipertensão) quando a sua pressão arterial permanece alta mesmo
quando você está calmo(a) e relaxado(a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos
sangüíneos se estreitam e dificultam o fluxo do sangue.

 

Como faço para saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem hipertensão
é medindo sua pressão arterial. Por isso, você deve medir sua pressão arterial regularmente.

 

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, tais como o
coração e os rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a hipertensão
pode causar acidente vascular cerebral (derrame), infarto do miocárdio (ataque cardíaco),
insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou cegueira. A pressão alta pode ser tratada e controlada
com o uso de medicamentos, tal como o CO-RENITEC®.
Seu médico pode lhe dizer qual a pressão arterial ideal para você. Memorize esse valor e obedeça
ao que o médico lhe recomendou para atingir sua pressão arterial ideal.

 

Quando não devo usar este medicamento?
Contra-indicações
Você não deve tomar CO-RENITEC® se:
• For alérgico a qualquer um de seus componentes (veja o item O que é CO-RENITEC® ?)
• Foi tratado com medicamentos do mesmo grupo de CO-RENITEC® o grupo dos inibidores da
ECA e apresentou reações alérgicas, com inchaço da face, dos lábios, da língua e/ou da
garganta, com dificuldade para engolir ou respirar.
• Você não deve tomar CO-RENITEC® se tiver apresentado algumas dessas reações alérgicas
sem causa conhecida ou tiver nascido com esse tipo de alergia.
• For alérgico a derivados das sulfonamidas (Pergunte a seu médico o que são medicamentos
derivados das sulfonamidas).
• Não estiver urinando.
Fale com seu médico se não tiver certeza se deve começar o tratamento com CO-RENITEC®
Advertências

 

Uso na Gravidez e Amamentação
• O uso de CO-RENITEC® por mulheres grávidas não é recomendado;
• Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA), incluindo CO-RENITEC®
podem prejudicar o desenvolvimento e causar morte do feto se for tomado depois dos
três mês de gravidez.;
• Ainda não se sabe se o uso de CO-RENITEC® apenas nos primeiros três meses de
gravidez também pode causar efeitos prejudiciais;
• Antes de iniciar o tratamento com CO-RENITEC® , avise seu médico se estiver grávida
ou pretende engravidar, para que ele possa considerar um outro tipo de tratamento.
Os dois componentes ativos de CO-RENITEC® – maleato de enalapril e hidroclorotiazida – são
secretados no leite materno.

 

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

 

Uso Pediátrico
A eficácia e a segurança em crianças não foram estabelecidas.
Uso em Idosos
Em estudos clínicos, a eficácia e a tolerabilidade do maleato de enalapril e da hidroclorotiazida (os
componentes de CO-RENITEC®) administrados ao mesmo tempo, foram semelhantes em
hipertensos jovens e idosos.

 

O que devo dizer para o meu médico antes de tomar CO-RENITEC® ?
Precauções
Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que esteja apresentando ou tenha
apresentado e sobre quaisquer tipos de alergias.
Informe ao seu médico se tiver qualquer tipo de doença cardíaca, problemas do fígado ou dos rins,
gota, se estiver sendo submetido à hemodiálise ou sendo tratado com diuréticos. Também informe
se estiver fazendo dieta com restrição de sal, tomando suplementos de potássio, agentes
poupadores de potássio ou substitutos do sal da dieta que contêm potássio ou se tiver apresentado
recentemente episódios de vômito ou diarréia excessivos. Nesses casos, pode ser que seu médico
precise ajustar a dose de CO-RENITEC® .
Informe ao seu médico se for diabético, pois o uso de diuréticos como as tiazidas pode requerer que
a dose dos medicamentos para o diabetes, inclusive da insulina, sejam ajustadas.
Informe ao seu médico se já apresentou reação alérgica, como inchaço da face, dos lábios, da língua
e/ou garganta, com dificuldade para engolir ou respirar.
Informe ao seu médico se tiver pressão baixa (você pode perceber isso se já sentiu tonturas ou
desmaios, principalmente em repouso).
Antes de cirurgia e anestesia (mesmo no consultório odontológico), diga ao médico ou ao dentista
que está tomando CO-RENITEC®, pois pode ocorrer queda repentina da pressão arterial associada à
anestesia.

 

Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver tomando CO-RENITEC®?
As respostas ao medicamento podem variar de pessoa para pessoa. Alguns efeitos desagradáveis
(adversos) relatados com o uso de CO-RENITEC® podem afetar a habilidade de alguns pacientes de
dirigir ou operar máquinas (veja Quais efeitos adversos CO-RENITEC® pode causar?)

 

Posso tomar CO-RENITEC® com outros medicamentos?
Em geral, CO-RENITEC® pode ser tomado com outros medicamentos. No entanto, é importante
informar ao seu médico ou dentista os outros medicamentos que estiver tomando, incluindo os que
são vendidos sem receita, pois alguns medicamentos podem afetar a ação dos outros. Para
prescrever a dose correta de CO-RENITEC®, é muito importante para o seu médico saber se você
está tomando outros medicamentos para controlar a pressão, diuréticos, medicamentos que
contenham potássio (incluindo substitutos do sal da dieta), lítio (medicamento utilizado para tratar um
tipo de depressão) ou certos medicamentos para dor em geral e dor nas articulações.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
Não há contra-indicação relativa a faixas etárias, exceto crianças (veja Uso pediátrico).
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista sobre o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.

 

Como devo usar este medicamento ?
Aspecto físico
• CO-RENITEC® 10/25 mg tem a forma arredondada, a cor ferrugem, um lado é sulcado e o
outro é plano.
• CO-RENITEC® 20/12,5 mg tem a forma arredondada, a cor amarela e é sulcado de um lado
e o outro plano.

 

Características organolépticas
Veja Aspecto físico.
Dosagem
Seu médico irá decidir a dose adequada, dependendo do seu estado de saúde e dos outros
medicamentos que você estiver tomando.
Em geral, a dose é de um a dois comprimidos tomados uma vez por dia.
Tome CO-RENITEC® diariamente, exatamente conforme a orientação de seu médico.
É muito importante que você continue tomando CO-RENITEC® durante o tempo que o médico lhe
receitar.
Como Usar
A maioria das pessoas toma CO-RENITEC® com um pouco de água.

 

O que fazer se eu esquecer de tomar uma dose?
Você deve tomar CO-RENITEC® conforme a receita médica. Se você deixou de tomar uma dose,
deverá tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na hora regular e sem dobrar a dose.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.

 

Quais os efeitos adversos que CO-RENITEC® pode causar?
Reações
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos inesperados ou indesejáveis, denominados efeitos
adversos. CO-RENITEC® em geral é bem tolerado. Os efeitos adversos mais freqüentes são tontura
e cansaço. Outros efeitos adversos que ocorreram com menos freqüência são sensação de tontura
ou de aturdimento (pela queda brusca da pressão arterial que pode ocorrer quando você se levantar
rapidamente), cãibras musculares, náuseas, fraqueza, dor de cabeça, tosse e impotência sexual.
Raramente também podem ocorrer outros efeitos adversos, e alguns deles podem ser graves. Peça
mais informações sobre efeitos adversos ao seu médico. Ele tem uma lista mais completa.
Informe ao seu médico imediatamente sobre a ocorrência dos sintomas acima e de qualquer outro
sintoma pouco comum.
Pare de tomar CO-RENITEC® e entre em contato com seu médico imediatamente se :
• Apresentar inchaço da face, dos lábios, da língua e/ou garganta que possa dificultar sua
respiração ou capacidade de engolir;
• Apresentar inchaço das mãos, pés ou tornozelos;
• Apresentar urticária.
Pacientes negros correm maior risco de apresentar essas reações aos inibidores da ECA.
A dose inicial pode abaixar mais a pressão do que ocorrerá durante o tratamento contínuo. Essa
queda de pressão pode ser percebida como desmaio ou tontura e pode ser amenizada se você se
deitar. Se ficar preocupado(a), entre em contato com seu médico.

 

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?
Avise seu médico imediatamente para que ele possa prestar atendimento de urgência. Os sintomas
mais prováveis serão sensação de aturdimento ou tontura em razão da queda repentina ou
excessiva da pressão arterial e/ou sede excessiva, confusão, redução da quantidade de urina
eliminada ou aceleração dos batimentos cardíacos.

 

Onde e como devo guardar este medicamento?
Mantenha a embalagem bem fechada, em lugar fresco, protegida da luz e da umidade.
Não tome este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.
Produto sensível à umidade e manuseio: os comprimidos somente devem ser retirados da
embalagem no momento do uso e não devem ser cortados, pois essa prática pode resultar em
quebra ou esfarelamento dos mesmos. Não cortar o blister ou armazenar o produto em locais que
possam danificá-lo.

 

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Informações ao Profissional de saúde

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
CO-RENITEC® é apresentado em comprimidos para administração oral em embalagens com 30
comprimidos de 20/12,5 mg ou de 10/25 mg de maleato de enalapril e hidroclorotiazida, MSD.
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
CO-RENITEC® 20/12,5 contém 20 mg de maleato de enalapril e 12,5 mg de hidroclorotiazida e CORENITEC
® 10/25 contém 10 mg de maleato de enalapril e 25 mg de hidroclorotiazida.
Ingredientes inativos:
• 20/12,5 mg: bicarbonato de sódio; lactose; amido de milho; amido pré-gelatinizado; óxido férrico
amarelo; estearato de magnésio.
• 10/25 mg: bicarbonato de sódio; lactose; amido de milho; amido pré-gelatinizado; óxido férrico
vermelho; estearato de magnésio.
Atenção: Este medicamento contém corantes que podem eventualmente, causar reações
alérgicas.

 

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
CO-RENITEC® é uma combinação de um inibidor da enzima conversora da angiotensina (maleato
de enalapril) e um diurético (hidroclorotiazida).
CO-RENITEC® é altamente eficaz para o tratamento da hipertensão. Os efeitos anti-hipertensivos
dos dois componentes são aditivos e se mantêm durante, pelo menos, 24 horas. Uma porcentagem
mais alta de pacientes hipertensos responde satisfatoriamente a CO-RENITEC® quando comparado
a cada um dos seus componentes administrados isoladamente. O maleato de enalapril atenua a
perda de potássio associada à hidroclorotiazida.
Mecanismo de ação
Maleato de enalapril
A enzima conversora da angiotensina (ECA) é uma peptidil-dipeptidase, a qual catalisa a conversão
da angiotensina I à substância pressora angiotensina II. Depois da absorção, o enalapril é hidrolisado
a enalaprilato, o qual inibe a enzima conversora da angiotensina. A inibição da ECA resulta na
diminuição da angiotensina II plasmática que aumenta a atividade da renina plasmática (em razão da
remoção do feedback negativo de liberação da renina), e diminui a secreção de aldosterona.
A enzima conversora da angiotensina é idêntica à cininase II. Portanto, o enalapril pode também
bloquear a degradação de bradicinina, um potente vasopressor peptídico. Entretanto, ainda não foi
esclarecido como isso gera o efeito terapêutico. Apesar de se acreditar que o mecanismo pelo qual o
enalapril diminui a pressão arterial seja essencialmente pela supressão do sistema reninaangiotensina-
aldosterona, o qual desempenha importante papel na regulação da pressão arterial, o
enalapril é anti-hipertensivo mesmo em pacientes hipertensos com renina baixa.
Maleato de enalapril – hidroclorotiazida
A hidroclorotiazida é um agente diurético e anti-hipertensivo que aumenta a atividade plasmática da
renina. Embora o enalapril isoladamente seja um anti-hipertensivo mesmo em pacientes hipertensos
com renina baixa, a administração concomitante de hidroclorotiazida nesses pacientes induz maior
redução da pressão arterial.

 

Farmacocinética
Maleato de enalapril
O maleato de enalapril oral é rapidamente absorvido e as concentrações máximas plasmáticas de
enalapril ocorrem em uma hora. Com base na recuperação na urina, a taxa de absorção do enalapril
do maleato de enalapril oral é de aproximadamente 60%.
Após a absorção, o enalapril oral é rápida e extensivamente hidrolisado a enalaprilato, um potente
inibidor da enzima conversora de angiotensina. As concentrações máximas plasmáticas do
enalaprilato ocorrem 3 a 4 horas depois de uma dose oral de maleato de enalapril. A excreção do
enalapril é principalmente renal. Os principais componentes na urina são: enalaprilato, que contribui
com 40% da dose, e enalapril intacto. Exceto pela conversão a enalaprilato, não há evidência de
metabolismo significante do enalapril. O perfil de concentração sérica do enalaprilato exibe uma fase
terminal prolongada, aparentemente associado à ligação com a ECA. Em indivíduos com função
renal normal, as concentrações séricas em estado de equilíbrio do enalaprilato foram atingidas por
volta do quarto dia da administração do maleato de enalapril. A meia-vida efetiva para acúmulo do
enalaprilato após múltiplas doses de maleato de enalapril oral é de 11 horas. A absorção do maleato
de enalapril oral não é influenciada pela presença de alimentos no trato gastrintestinal. A extensão
da absorção e a hidrólise do enalapril são semelhantes para as diversas doses na faixa terapêutica
recomendada.
Hidroclorotiazida
Quando os níveis plasmáticos foram acompanhados durante 24 horas, no mínimo, observou-se que
a meia-vida plasmática variou de 5,6 a 14,8 horas. A hidroclorotiazida não é metabolizada, mas é
eliminada rapidamente pelo fígado. Pelo menos 61% da dose oral é eliminada de forma inalterada
em 24 horas. A hidroclorotiazida atravessa a placenta, mas não a barreira hemato-encefálica.
Maleato de enalapril – Hidroclorotiazida
Doses múltiplas concomitantes de maleato de enalapril e hidroclorotiazida exerceram pouco ou
nenhum efeito na biodisponibilidade desses fármacos. A combinação é equivalente à administração
concomitante de cada um separadamente.

 

Farmacodinâmica
Maleato de enalapril
A administração do maleato de enalapril a pacientes hipertensos resulta na redução da pressão
arterial tanto na posição supina como de pé sem aumento significativo da freqüência cardíaca.
Hipotensão sintomática postural não é freqüente. Em alguns pacientes, a redução ideal da pressão
arterial pode requerer várias semanas de tratamento. A retirada abrupta de maleato de enalapril não
foi associada ao rápido aumento da pressão arterial.
A inibição efetiva da atividade da ECA usualmente ocorre 2 a 4 horas depois da administração oral
de uma única dose de enalapril. O início da atividade anti-hipertensiva geralmente foi observado em
uma hora e as reduções máximas, em 4 a 6 horas após a administração. A duração do efeito é
relacionada à dose. Entretanto, nas doses recomendadas, demonstrou-se que os efeitos antihipertensivo
e hemodinâmico se mantêm durante 24 horas, no mínimo.
Em estudos hemodinâmicos que envolveram pacientes com hipertensão essencial, a redução da
pressão arterial foi acompanhada de redução da resistência arterial periférica, pequeno aumento no
débito cardíaco e pequena ou nenhuma alteração da freqüência cardíaca. Após a administração do
maleato de enalapril o fluxo sanguíneo renal aumentou; a taxa de filtração glomerular não foi
modificada. Entretanto, em pacientes com taxa de filtração glomerular baixa antes do tratamento, as
taxas de filtração glomerular geralmente aumentaram.
O tratamento anti-hipertensivo com enalapril induz significante regressão da hipertrofia ventricular
esquerda, preservando o desempenho sistólico do ventrículo esquerdo.
O tratamento com enalapril foi associado a efeito favorável nas frações lipoprotéicas no plasma e
favorável ou ausência de efeito nos níveis de colesterol total.
Maleato de enalapril – Hidroclorotiazida
Em estudos clínicos a extensão da redução da pressão arterial observada com a combinação de
maleato de enalapril e hidroclorotiazida foi maior do que a observada com os componentes
administrados isoladamente. Além disso, o efeito anti-hipertensivo de CO-RENITEC® foi mantido
durante 24 horas, no mínimo.

 

INDICAÇÕES
CO-RENITEC® é indicado para o tratamento da hipertensão arterial quando a terapêutica combinada
for apropriada.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Anúria
CO-RENITEC® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade a qualquer um dos
componentes de sua formulação, com histórico de edema angioneurótico relacionado a tratamento
anterior com inibidores da enzima conversora da angiotensina e com angioedema hereditário ou
idiopático.
Hipersensibilidade a outros fármacos derivados das sulfonamidas.

 

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
A embalagem deve ser mantida bem fechada, em lugar fresco, protegida da luz e da umidade.

 

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
CO-RENITEC® 10/25 mg contém 10 mg de maleato de enalapril e 25 mg de hidroclorotiazida.
CO-RENITEC® 20/12,5 mg contém 20 mg de maleato de enalapril e 12,5 mg de hidroclorotiazida.
Hipertensão Arterial
CO-RENITEC® 20/12,5 mg: na hipertensão arterial, a posologia usual é de 1 comprimido,
administrado 1 vez ao dia. Se necessário, a posologia pode ser aumentada para 2 comprimidos,
administrados 1 vez ao dia.
CO-RENITEC® 10/25 mg: na hipertensão arterial, a posologia usual é de 1 ou 2 comprimidos,
administrados 1 vez ao dia. A posologia deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão
arterial.

 

Terapia Diurética Anterior
Pode ocorrer hipotensão sintomática após a dose inicial de CO-RENITEC®; ela é mais freqüente em
pacientes com depleção de sal ou de volume, como resultado de terapia diurética anterior. A terapia
diurética deve ser descontinuada 2 a 3 dias antes do início do tratamento com CO-RENITEC®.
Posologia na Insuficiência Renal
Os tiazídicos podem não ser diuréticos apropriados para pacientes com disfunção renal e são
ineficazes quando a depuração plasmática de creatinina for igual ou menor do que 30 ml/min (isto é,
insuficiência renal moderada ou grave). Em pacientes com depuração plasmática de creatinina entre
30 e 80 ml/min, CO-RENITEC® deve ser usado apenas após titulação dos componentes individuais.
Na insuficiência renal leve, a dose recomendada de maleato de enalapril, quando utilizado
isoladamente, é de 5 a 10 mg.

 

ADVERTÊNCIAS
Hipotensão e Desequilíbrio Hidroeletrolítico
A exemplo do que ocorre com qualquer terapia anti-hipertensiva, pode ocorrer hipotensão em
alguns pacientes. Os pacientes devem ser observados para verificar sinais clínicos de
desequilíbrio hidroeletrolítico, tais como depleção de volume, hiponatremia, alcalose
hipoclorêmica, hipomagnesemia ou hipocalemia, que podem ocorrer durante diarréia ou
vômitos intercorrentes. Os eletrólitos séricos devem ser avaliados periodicamente, a
intervalos apropriados, nesses pacientes.
Deve ser dada particular atenção quando o medicamento for administrado a pacientes com
cardiopatia isquêmica ou doença vascular cerebral, nos quais a redução acentuada da
pressão arterial poderia resultar em infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, deve
receber infusão EV de solução salina normal. Hipotensão transitória não constitui uma contraindicação
para doses posteriores. Após restabelecimento da PA e do volume sangüíneo efetivo,
pode-se reinstituir a terapia com posologia reduzida ou pode-se optar pelo uso apropriado de
qualquer dos componentes isoladamente.

 

Estenose Aórtica/Cardiomiopatia Hipertrófica
A exemplo de todos os vasodilatadores, deve-se ter cuidado ao administrar inibidores da ECA a
pacientes com obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo.

 

Comprometimento da função renal
Os tiazídicos podem não ser diuréticos apropriados para pacientes com comprometimento da
função renal e são ineficazes quando a depuração plasmática da creatinina for igual ou menor
do que 30 ml/min (isto é, insuficiência renal moderada ou grave).
CO-RENITEC® não deve ser administrado a pacientes com insuficiência renal (depuração plasmática
da creatinina < 80 ml/min), até que a titulação dos componentes individuais tenha demonstrado a
necessidade das doses existentes na combinação.
Alguns pacientes hipertensos sem doença renal preexistente evidente apresentaram
aumentos discretos e transitórios de uréia sangüínea e creatinina sérica quando receberam
concomitantemente enalapril e diurético. Se isso ocorrer durante o tratamento com CORENITEC
®, a combinação deve ser interrompida. Pode-se reiniciar com doses menores ou
optar por um dos componentes isoladamente.
Em alguns pacientes com estenose da artéria renal bilateral ou estenose da artéria renal de
rim único, observou-se aumento dos níveis séricos de uréia e creatinina com os inibidores da
enzima conversora de angiotensina (ECA), em geral reversíveis após sua interrupção.

 

Hepatopatias
As tiazidas devem ser utilizadas com cautela em pacientes com disfunção hepática ou
hepatopatias progressivas, pois pequenas alterações do balanço hidroeletrolítico podem
precipitar coma hepático.

 

Cirurgia/Anestesia
Em pacientes submetidos a cirurgias de vulto ou durante anestesia com agentes hipotensores, o
enalaprilato bloqueia a formação de angiotensina II conseqüente à liberação compensatória de
renina. Se ocorrer hipotensão atribuível a esse mecanismo, a pressão arterial poderá ser
normalizada pela expansão de volume.

 

Efeitos Metabólicos e Endócrinos
As tiazidas podem diminuir a tolerância à glicose. Podem ser necessários ajustes posológicos
dos agentes antidiabéticos, inclusive da insulina.
As tiazidas podem diminuir a excreção urinária de cálcio e aumentar de forma discreta e
intermitente o cálcio sérico. Hipercalcemia acentuada pode ser evidência de
hiperparatireoidismo subclínico. A terapia com tiazídicos deve ser interrompida antes da
realização de testes da função paratireoidiana.
Aumentos dos níveis de triglicérides e colesterol podem estar associados ao uso de diuréticos
tiazídicos; entretanto, houve relato de efeito mínimo ou nenhum efeito associado à dose de 12,5 mg
presente em CO-RENITEC®.
O tratamento com tiazídicos pode precipitar hiperuricemia e/ou gota em certos pacientes.
Entretanto, o enalapril pode aumentar o ácido úrico urinário e, portanto, atenuar o efeito
hiperuricemiante da hidroclorotiazida.

 

Hipersensibilidade/Edema Angioneurótico
Edema angioneurótico de face, lábios, língua, glote e/ou laringe e das extremidades, que pode
ocorrer em qualquer momento do tratamento, foi relatado raramente em pacientes tratados
com inibidores da enzima conversora da angiotensina, inclusive com maleato de enalapril.
Nessas situações, o maleato de enalapril deve ser imediatamente descontinuado e o paciente deve
ser observado cuidadosamente até a resolução completa dos sintomas, antes de receber alta.
Quando o edema restringiu-se à face e aos lábios, geralmente houve reversão do quadro sem
tratamento, embora os anti-histamínicos tenham sido úteis para o alívio dos sintomas.
O edema angioneurótico associado a edema de laringe pode ser fatal. Quando houver envolvimento
de língua, glote ou laringe e possibilidade de obstrução das vias aéreas, o tratamento adequado, que
pode incluir a administração de adrenalina a 1:1.000 (0,3 a 0,5 ml) por via subcutânea e/ou medidas
que assegurem a desobstrução das vias aéreas devem ser instituídos imediatamente.
Foi relatada incidência mais alta de angioedema em pacientes negros tratados com inibidores da
ECA do que em pacientes de outras raças.
Pacientes com histórico de edema angioneurótico não relacionado ao tratamento com inibidores da
ECA correm maior risco de apresentar angioedema durante o tratamento com esses agentes (veja
CONTRA-INDICAÇÕES).
Em pacientes que recebem tiazídicos, reações de hipersensibilidade podem ocorrer
independentemente de antecedentes de alergia ou asma brônquica. Foi relatada exacerbação
ou ativação de lúpus eritematoso sistêmico com o uso de tiazídicos.

 

Reações anafilactóides durante dessensibilização com himenóptero
Raramente, pacientes tratados com inibidores da ECA apresentaram reações anafilactóides com
risco de vida durante dessensibilização com veneno de himenóptero. Essas reações foram evitadas
com a suspensão temporária do tratamento com o inibidor da ECA, antes de cada dessensibilização.
Pacientes sob hemodiálise
CO-RENITEC® não é indicado para pacientes que necessitam de hemodiálise em
conseqüência de insuficiência renal (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO). Foi relatada a
ocorrência de reações anafilactóides em pacientes submetidos à diálise com membranas de alto
fluxo (por exemplo, AN 69®), tratados concomitantemente com um inibidor da ECA. Nesses
pacientes, deve-se considerar a utilização de um outro tipo de membrana de diálise ou de uma
classe diferente de agente anti-hipertensivo.

 

Tosse
Foi relatada tosse com o uso dos inibidores da ECA. Caracteristicamente, a tosse é não
produtiva, persistente e desaparece com a descontinuação do tratamento. A tosse induzida por
inibidores da ECA deve ser incluída no diagnóstico diferencial de tosse.

 

Gravidez
Categoria de risco: D
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente ao seu médico em caso de suspeita de gravidez.
O uso de CO-RENITEC® durante a gravidez não é recomendado. Ao se confirmar gravidez, a
administração de CO-RENITEC® deve ser interrompida o mais rápido possível, a menos que
seja considerada vital para a mãe.
Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando administrados
no segundo e terceiro trimestres da gravidez. A utilização de inibidores da ECA durante esse
período foi associada a danos para o feto e para o recém-nascido, incluindo hipotensão,
insuficiência renal, hipercalemia e/ou hipoplasia do crânio em recém-nascido. Ocorreu
oligodrâmnio materno, presumivelmente representando redução da função renal fetal, podendo
resultar em contraturas dos membros, deformações craniofaciais e desenvolvimento de pulmão
hipoplásico. Esses efeitos adversos para o embrião e para o feto não parecem ter ocorrido quando a
exposição intra-uterina ao inibidor da ECA restringiu-se ao primeiro trimestre da gravidez. A
utilização rotineira de diuréticos em mulheres grávidas saudáveis não é recomendada e expõe
mãe e feto a riscos desnecessários, incluindo icterícia fetal ou neonatal, trombocitopenia e
possivelmente outras reações adversas que ocorreram em adultos.
Se CO-RENITEC® for utilizado durante a gravidez, a paciente deve ser alertada sobre os possíveis
riscos para o feto. Nos raros casos em que a utilização durante a gravidez for considerada essencial,
deve-se solicitar ultra-sonografias seriadas para avaliação do meio intra-amniótico. Se for detectado
oligodrâmnio, a utilização de CO-RENITEC® deve ser descontinuada, a menos que o
medicamento seja considerado vital para a mãe. Pacientes e médicos devem, contudo, estar
cientes de que o oligodrâmnio pode não ser detectado antes de o feto ter sofrido danos irreversíveis.
Os recém-nascidos de mães que tomaram CO-RENITEC® devem ser cuidadosamente observados
com o objetivo de verificar a ocorrência de hipotensão, oligúria e hipercalemia. O enalapril, que
atravessa a placenta, foi removido da circulação neonatal por diálise peritoneal, com algum benefício
clínico, e teoricamente pode ser removido por exsangüíneotransfusão. Não se tem experiência com a
remoção da hidroclorotiazida, que também atravessa a placenta, da circulação neonatal.

 

Nutrizes
O enalapril e as tiazidas aparecem no leite materno. Se o uso dessas medicações for
considerado absolutamente essencial, a paciente deve interromper a amamentação.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso Pediátrico
A eficácia e a segurança não foram estabelecidas em crianças.
Uso em Idosos
Em estudos clínicos, a eficácia e a tolerabilidade do maleato de enalapril e da
hidroclorotiazida administrados concomitantemente foram semelhantes em hipertensos
idosos e mais jovens.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Outras Terapias Anti-hipertensivas
Podem ocorrer efeitos aditivos quando o maleato de enalapril for usado junto com outras terapias
anti-hipertensivas. A combinação do maleato de enalapril com bloqueadores β-adrenérgicos,
metildopa ou bloqueadores dos canais de cálcio demonstrou aumentar a eficácia do controle
pressórico. Ganglioplégicos e bloqueadores adrenérgicos combinados com enalapril só devem ser
administrados sob rigorosa observação.
As seguintes medicações, quando administradas concomitantemente, podem interagir com diuréticos
tiazídicos:
Álcool, barbitúricos ou narcóticos: pode ocorrer potencialização da hipotensão ortostática.
Agentes antidiabéticos (hipoglicemiantes orais e insulina): pode ser necessário ajuste posológico.
Colestiramina e resinas do colestipol: a presença de resinas de troca aniônica compromete a
absorção da hidroclorotiazida. Doses únicas de colestiramina ou de resinas do colestipol ligam-se a
hidroclorotiazida e reduzem sua absorção do trato gastrintestinal em até 85% e 43%,
respectivamente.
Corticosteróides, ACTH: intensificam a depleção de eletrólitos, particularmente hipocalemia.
Aminas pressoras (por exemplo: adrenalina): possível decréscimo na resposta a aminas pressoras,
mas não o suficiente para impedir sua utilização.
Antiinflamatórios não esteróides: em alguns pacientes, a administração de agentes antiinflamatórios
não esteróides pode reduzir os efeitos diurético, natriurético e anti-hipertensivo dos diuréticos. Em
alguns pacientes com disfunção renal sob tratamento com antiinflamatórios não esteróides, a coadministração
dos inibidores da ECA pode agravar a deterioração da função renal. Esses efeitos em
geral são reversíveis.
Potássio sérico: o efeito espoliador de potássio dos diuréticos tiazídicos é geralmente atenuado pelo
efeito do enalapril. Os níveis de potássio sérico geralmente se mantêm dentro dos limites normais.
O uso de suplementação de potássio, agentes poupadores de potássio, ou substitutos do sal de
cozinha contendo potássio, principalmente em pacientes com insuficiência renal, pode resultar em
aumento significativo do potássio sérico.
Lítio: diuréticos e inibidores da enzima conversora da angiotensina reduzem a depuração renal do
lítio e aumentam o risco de toxicidade pelo lítio. Não se recomenda o uso concomitante de lítio com
inibidores da ECA.
As bulas das preparações contendo lítio devem ser consultadas antes de seu uso.
Relaxantes musculares não despolarizantes: as tiazidas podem aumentar a resposta à tubocuranina.

 

REAÇÕES ADVERSAS
CO-RENITEC®, em geral, é bem tolerado. Em estudos clínicos, as experiências adversas foram
geralmente leves e transitórias e, na maioria das vezes, não requereram a interrupção da terapia.
Os efeitos adversos clínicos mais comuns foram tontura e fadiga, que geralmente responderam à
diminuição da posologia e raramente levaram à interrupção do tratamento. Outras experiências
adversas relatadas com incidência de 1% a 2% foram: cãibras musculares, náuseas, astenia, efeitos
ortostáticos (incluindo hipotensão), cefaléia, tosse e impotência. Ainda menos comuns foram os
seguintes eventos, que ocorreram durante estudos clínicos controlados ou após a comercialização:
Cardiovasculares: síncope, hipotensão não ortostática, palpitações, dor torácica, taquicardia.
Gastrintestinais: pancreatite, diarréia, dispepsia, flatulência, vômitos, dor abdominal, constipação.
Sistema nervoso/psiquiátrico: insônia, parestesia, nervosismo, sonolência, vertigem.
Respiratórios: dispnéia.
Pele: síndrome de Stevens-Johnson, erupções cutâneas, diaforese, prurido.
Outros: disfunção renal, diminuição da libido, gota, artralgia, insuficiência renal, secura da boca,
zumbido.
Foi relatado um complexo sintomático que pode incluir alguns ou todos os seguintes sintomas: febre,
serosite, vasculite, mialgia/miosite, artralgia/artrite, FAN positivo, VHS aumentada, eosinofilia e
leucocitose. Podem ocorrer erupções cutâneas, fotossensibilidade ou outras manifestações
dermatológicas.

 

Hipersensibilidade/Edema Angioneurótico
Raramente foi relatado edema angioneurótico de face, lábios, língua, glote e/ou laringe e das
extremidades (veja ADVERTÊNCIAS). Muito raramente, foi relatado angioedema intestinal com
inibidores da enzima conversora de angiotensina, incluindo o enalapril.
Achados dos Testes Laboratoriais
Alterações clinicamente importantes dos parâmetros laboratoriais padrão raramente foram
associadas à administração de CO-RENITEC®. Ocasionalmente foram notadas hiperglicemia,
hiperuricemia e hipocalemia. Também foram observados aumentos da uréia sangüínea, da creatinina
sérica e das enzimas hepáticas e/ou bilirrubinas séricas, geralmente reversíveis com a
descontinuação de CO-RENITEC®. Ocorreu hipercalemia.
Foram relatadas reduções da hemoglobina e do hematócrito.

 

SUPERDOSE
Não há informações específicas sobre o tratamento da superdose com CO-RENITEC®. O tratamento
é sintomático e de suporte. O tratamento com CO-RENITEC® deve ser suspenso e o paciente,
observado cuidadosamente. As medidas sugeridas incluem indução do vômito, se a ingestão for
recente, e correção da desidratação, do desequilíbrio eletrolítico e da hipotensão, por meio dos
procedimentos usuais.

 

Maleato de Enalapril
As características mais importantes de superdose relatadas até o presente são hipotensão
acentuada, que começa 6 horas após a ingestão dos comprimidos, concomitantemente ao bloqueio
do sistema renina-angiotensina, e estupor. Foram relatados níveis séricos de enalaprilato 100 a 200
vezes maiores do que aqueles usualmente observados após doses terapêuticas, após a ingestão de
300 a 440 mg de maleato de enalapril, respectivamente.
O tratamento recomendado da superdose consiste de infusão intravenosa de solução salina normal.
Se disponível, a infusão de angiotensina II pode ser benéfica. O enalaprilato pode ser removido da
circulação geral por hemodiálise.
Hidroclorotiazida: os sinais e sintomas mais comuns observados são aqueles decorrentes da
depleção eletrolítica (hipocalemia, hipocloremia, hiponatremia) e da desidratação resultantes da
diurese excessiva. Se também tiverem sido administrados digitálicos, a hipocalemia pode acentuar
arritmias cardíacas.

 

ARMAZENAGEM
A embalagem deve ser mantida bem fechada, em lugar fresco, protegida da luz e da umidade.

 

Dizeres legais
Registro M.S.: 1.0029.0002
Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos – CRF-SP nº 16.243
Produzido e embalado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 1.161, Sousas, Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/0003-04 – Indústria Brasileira
Para:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815, Sousas, Campinas/ SP
CNPJ: 45.987.013/0001-34 – Indústria Brasileira
® Marca registrada de Merck & Co., Inc., Whitehouse Station, NJ, EUA
IPC 032003.
MSD On Line 0800-0122232
e-mail: [email protected]
www.msdonline.com.br
Venda sob prescrição médica.