Bula do Profenid Protect (Anti inflamatório)

Profenid-ProtectBula do PROFENID® PROTECT: cetoprofeno + omeprazol

APRESENTAÇÃO Cápsula gelatinosa dura 200 mg / 20 mg: embalagem com 10.

USO ORAL.

USO ADULTO.

COMPOSIÇÃO PROFENID® PROTECT 200 mg / 20 mg:

Cada cápsula gelatinosa dura contém 200 mg de cetoprofeno (microgrânulos de liberação prolongada) e 20 mg de omeprazol (microgrânulos gastrorresistentes).

Excipientes: sacarose, amido de milho, hipromelose, dimeticona, polissorbato 80, manitol, monoglicerídeo diacetilado, talco, Eudragit L30D, Eudragit NE30D, Eudragit RS30D, Eudragit RL30D, trietilcitrato, Gelucire 50/13, dióxido de silício, dióxido de titânio, gelatina.

1. INDICAÇÕES

PROFENID PROTECT é indicado para o tratamento sintomático de artrite reumatoide e osteoartrite em pacientes com um histórico ou que possuem risco de desenvolvimento de úlcera gástrica, úlcera duodenal e erosões gastrintestinais relacionada ao uso de AINE, no qual a continuidade do tratamento com cetoprofeno é essencial. 2. RESULTADOS DE EFICÁCIA Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) + omeprazol Estudos controlados, randomizados, duplo cego e de grupos paralelos, avaliaram a eficácia e segurança do omeprazol no tratamento e prevenção de lesões gastrintestinais induzidas por anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), incluindo o cetoprofeno. Os pacientes incluídos nos estudos apresentavam, na grande maioria das vezes, como causa determinante do uso de AINE o diagnóstico de osteoartrite ou artrite reumatoide. Em um estudo controlado, duplo-cego, randomizado, multicêntrico, omeprazol 20 mg e 40 mg foi comparado com misoprostol 200 mcg, quatro vezes ao dia, em 921 pacientes com úlceras associadas ao uso de anti-inflamatórios não esteroidais (HAWKEY ET AL, 1998) – ao final de 8 semanas, 76% dos pacientes em uso de AINE e que apresentavam ulceras pépticas evoluíram com cicatrização da úlcera após a administração conjunta do AINE e 20 mg de omeprazol, 75% após a associação de 40 mg de omeprazol e 71% com misoprostol, não havendo diferença significativa entre os tratamentos, entretanto, os pacientes que receberam 20 mg de omeprazol apresentaram menor índice de recaída e melhor tolerabilidade do que os pacientes que receberam misoprostol; Em um estudo controlado, duplo-cego, multicêntrico, comparando ranitidina 150 mg, duas vezes ao dia versus omeprazol 20 mg e 40 mg, uma vez ao dia em 529 pacientes em tratamento de úlceras associadas à AINES (YEOMANS ET AL, 1998) – ao final de 8 semanas, 80% dos pacientes que receberam AINE e 20mg de omeprazol apresentaram cicatrização da úlcera, 79% entre os que receberam 40mg de omeprazol e 63% entre os que receberam ranitidina (p≤0, 001). Em um estudo duplo-cego, dois regimes de dose de omeprazol (omeprazol 20 mg ou 40 mg ao dia) foram estudados em 156 pacientes recebendo AINES com úlcera gastroduodenal (MASSIMO CLAAR ET AL, 1998) – ao final de 8 semanas, 88% dos pacientes que receberam AINE e 20 mg de omeprazol apresentaram cicatrização da úlcera e 96,2% apresentaram cicatrização entre os que receberam 40mg de omeprazol, sendo considerado que a diferença de dosagem (20 mg ou 40 mg) não determinou diferença estatística entre os grupos. Portanto, o índice de cura entre as duas diferentes dosagens foram consideradas semelhantes. Em um estudo de prevenção de lesões gastrintestinais induzidas por AINEs, incluindo 175 pacientes recebendo terapia contínua (3 meses) de anti-inflamatórios não esteroidais (EKSTROM ET AL, 1996),uma incidência significativamente menor de aparecimento de úlcera péptica e sintomas dispépticos (4,7%) foi observada em pacientes que receberam 20 mg de omeprazol comparado àqueles que receberam placebo (16,7%); – 2 – Em um estudo duplo-cego, placebo-controlado (BIANCHI ET AL, 1998), a incidência de úlcera gastroduodenal ao final de 3 semanas foi de 1,7% nos pacientes que receberam AINE e 20 mg de omeprazol em comparação a 14% nos pacientes que receberam placebo e AINE (p<0,05); Em um estudo primário de profilaxia para usuários de AINEs (CULLEN ET AL, 1998), a incidência de úlcera gástrica em pacientes que receberam AINE e 20 mg de omeprazol por 6 meses foi de 3,6% em comparação com 16,5% nos que receberam AINE e placebo (p<0,01);

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

PROFENID PROTECT inclui uma forma de liberação prolongada do cetoprofeno e uma forma de liberação gastrorresistente de omeprazol, ambos adequados para uma posologia terapêutica de uma vez ao dia. Os perfis farmacocinéticos dos componentes do cetoprofeno e omeprazol no PROFENID PROTECT são comparáveis àqueles dos componentes cetoprofeno e omeprazol administrados separadamente. Não há influência na farmacocinética do cetoprofeno quando administrado concomitantemente ao omeprazol, e vice-versa. O cetoprofeno é um anti-inflamatório não esteroidal, derivado do ácido arilcarboxílico, pertencente ao grupo do ácido propiônico dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). O cetoprofeno possui atividades anti-inflamatória, antipirética e apresenta atividade analgésica periférica e central. Inibe a síntese de prostaglandinas e a agregação plaquetária, no entanto, seu mecanismo de ação não está completamente elucidado. O omeprazol é um potente inibidor de H+ / K+ enzima ATPase (inibidores de bomba de prótons) é responsável pela secreção de ácido clorídrico pelas células gástricas parietais. O omeprazol foi bem estabelecido como um inibidor altamente efetivo da secreção ácida. O fármaco possui uma duração de ação prolongada. A secreção ácida remanescente é reduzida estatística e significativamente em 21 dias após a retirada do omeprazol 20 mg/dia por 4 semanas em pacientes com úlcera duodenal. O efeito do omeprazol na secreção gástrica ácida é dose-dependente.

ABSORÇÃO

– Cetoprofeno

Após a administração oral, o cetoprofeno é quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Após dose única de cetoprofeno (liberação prolongada), o Tmáx médio é de 5 horas e a concentração plasmática máxima foi atingida em cerca de 4,5 ug/mL. Seguido de doses múltiplas de cetoprofeno a cada 24 horas, o estado de equilíbrio de cetoprofeno foi alcançado dentro de 4 dias. Quando o cetoprofeno é administrado com alimento, a biodisponibilidade total não é alterada, no entanto, o Tmáx é às vezes retardado.

– Omeprazol

Omeprazol é um ácido lábil e é formulado como grânulos gastrorresistentes. A absorção ocorre no intestino delgado, com picos de concentrações plasmáticas que ocorrem dentro de 1,5 horas após a administração oral, embora exista variação marcada por pico de concentração individual. A biodisponibilidade relativa é de cerca de 40% após dose única e 65 % em estado de equilíbrio. Isto pode ser explicado pela diminuição do clearance hepático pela saturação da enzima CYP2C19. Alimentos não modificam a biodisponibilidade total do omeprazol, mas retarda a absorção e uma variabilidade muita alta interpacientes foi observada.

DISTRIBUIÇÃO

– Cetoprofeno

Cetoprofeno formulação de liberação prolongada fornece impregnação contínua e regular com cetoprofeno. Cetoprofeno liga-se 99% às proteínas plasmáticas. O volume de distribuição é de aproximadamente 0,1 L/Kg. Cetoprofeno difunde-se no líquido sinovial, nos tecidos intra-articulares, capsulares, sinoviais e tendinosos e atravessa a barreira placentária.

– Omeprazol

O volume de distribuição de omeprazol no organismo é relativamente pequeno (0,3 L / kg de peso corporal), e cerca de 95% se liga às proteínas.

METABOLISMO

– Cetoprofeno A biotransformação do cetoprofeno é caracterizada por dois principais processos: por hidroxilação e por conjugação com o ácido glucurônico, sendo esta a via principal no homem. Uma parte do ácido glucurônico pode ser convertida ao composto original. Não existem metabólitos ativos conhecidos de cetoprofeno

. – Omeprazol – O omeprazol é completa e rapidamente metabolizado, principalmente no fígado pela via do citocromo P450. A formação do metabólito primário, 5-hidroxi-omeprazol, é dependente da atividade da CYP2C19, enquanto que a formação de sulfona-omeprazol é dependente da isoforma CYP3A. Os metabólitos sulfona, sulfureto e hidroxi-omeprazol são encontrados no plasma, mas não têm efeito significativo sobre a secreção ácida. ELIMINAÇÃO – Cetoprofeno O clearance plasmático do cetoprofeno é de aproximadamente 0,08 L/Kg/h. A meia vida de eliminação do cetoprofeno é de cerca de 7 horas seguida de uma dose oral única de cetoprofeno. Aproximadamente 80-92% da dose administrada de cetoprofeno é excretada na urina, principalmente como um metabólito glucurônico dentro de 24 horas. Menos de 1% do cetoprofeno eliminado aparece sob a forma de substância inalterada. Apenas ≤ 8% da dose administrada é excretada nas fezes. – Omeprazol A meia-vida plasmática é de cerca de 1 hora. Em uma pequena porcentagem dos pacientes (metabolizadores lentos da CYP2C19) uma taxa de eliminação do omeprazol reduzida tem sido observada. Nestes casos, a meia-vida terminal de eliminação pode ser aproximadamente 3 vezes o valor normal, e a área sob a curva concentração-tempo (AUC) plasmática pode aumentar em até 10 vezes. Mais de 80% do fármaco é recuperado na urina como metabólito inativo.

Populações Especiais

– Cetoprofeno

• Idosos: existe um aumento da exposição em idosos e a eliminação é diminuída, no entanto, o acúmulo do fármaco ocorre durante a repetição da dose.

• Insuficiência hepática: não existe mudanças significativas no clearance plasmático e na meia-vida de eliminação, no entanto, a fração livre é aproximadamente duplicada. Uma alta variabilidade interindividual foi observada no perfil farmacocinético do cetoprofeno em pacientes com insuficiência hepática.

• Insuficiência Renal: Existe uma diminuição do clearance renal plasmático e um aumento da meia-vida de eliminação correlacionada com a severidade da insuficiência renal.

– Omeprazol

• Idosos: em pacientes idosos, o tempo de meia-vida de eliminação plasmática não difere significativamente do valor observados em indivíduos jovens.

• Insuficiência hepática: em pacientes com doença hepática crônica, a meia-vida de eliminação média é maior que em indivíduos saudáveis, mas isto não requer uma modificação da posologia recomendada.

• Insuficiência renal: a farmacocinética do omeprazol em pacientes com insuficiência renal crônica não difere significativamente dos indivíduos saudáveis.

4. CONTRAINDICAÇÕES PROFENID PROTECT é contraindicado nos casos abaixo:

• Pacientes com hipersensibilidade ao cetoprofeno, ao omeprazol ou a qualquer um dos excipientes;

• Pacientes com histórico de reações de hipersensibilidade como ataque asmático ou outras reações do tipo alérgica ao cetoprofeno, aspirina ou AINEs. Reações anafiláticas severas, raramente fatais, foram reportadas em tais pacientes.

• Histórico de sangramento vascular cerebral;

• Úlcera péptica ativa/hemorragia;

• Pacientes com insuficiência severa no fígado, rins ou coração.

• Terceiro trimestre da gravidez;

• Uso concomitante com nelfinavir, bem como outros inibidores de bomba de prótons; Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com insuficiência cardíaca, hepática e renal severas. Categoria de risco de gravidez (3º trimestre gestacional): D – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Cetoprofeno

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados pelo uso da dose mínima efetiva, pelo menor tempo necessário para o controle dos sintomas. Embora os anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) possam ser requeridos para o alívio das complicações reumáticas que ocorrem devido ao lupus eritematoso sistêmico (LES), recomenda-se extrema cautela na sua utilização, uma vez que pacientes com LES podem apresentar predisposição à toxicidade por AINEs no sistema nervoso central e/ou nos rins. Deve-se ter cautela com o uso de medicações concomitantes as quais podem aumentar o risco de ulceração ou sangramento, como os corticosteroides orais, anticoagulantes como a varfarina, inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou agentes antiplaquetários como a aspirina. A associação com omeprazol diminui a toxicidade gastrintestinal do cetoprofeno. Entretanto, hemorragias, úlceras ou perfurações gastrintestinais, que podem ser fatais, foram reportadas com todos os AINEs durante qualquer período do tratamento, com ou sem sintoma ou histórico prévio de eventos gastrintestinais graves. O tratamento com PROFENID PROTECT deve ser descontinuado caso ocorra sangramento gastrintestinal ou epigastralgia relacionado ao uso do medicamento. A frequência das reações adversas aos AINEs é maior em idosos, especialmente sangramento gastrintestinal e perfuração, que podem ser fatais. Reações cutâneas graves, algumas fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, foram relatadas raramente com o uso de AINEs. Existe um risco maior da ocorrência de reações adversas no início do tratamento, na maioria dos casos ocorrendo no primeiro mês. PROFENID PROTECT deve ser descontinuado ao primeiro aparecimento de cutâneo, lesões na mucosa ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade. A ingestão de álcool pode aumentar o risco de toxicidade do fígado e sangramento gastrintestinal, portanto não se recomenda a ingestão de bebidas alcoólicas durante a administração de cetoprofeno e outros anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs).

Lítio: Risco de aumento dos níveis plasmáticos de lítio, que pode atingir níveis tóxicos devido à diminuição da excreção renal do lítio. Sempre que necessário, os níveis plasmáticos de lítio devem ser cuidadosamente monitorados e os níveis de dosagem de lítio ajustado durante e após a terapia com AINEs. Pacientes com história prévia de fotossensibilidade ou fototoxicidade devem ser cuidadosamente monitorados. Os AINEs devem ser administrados com cautela à pacientes com histórico de doença gastrintestinal (colite ulcerativa, doença de Crohn), pois sua condição pode ser exacerbada. Deve-se ter cautela na administração de cetoprofeno em pacientes com histórico de hipertensão e/ou insuficiência cardíaca congestiva leve a moderada, pois retenção de líquidos e edema foram reportados após a administração de AINEs. Assim como para os demais anti-inflamatórios não esteroidais, deve-se ter cautela na administração de cetoprofeno em pacientes com hipertensão não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquêmica do coração, doença arterial periférica e/ou doença cerebrovascular, bem como antes de iniciar um tratamento de longa duração em pacientes com fatores de risco para doenças cardiovasculares (ex. hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus e em fumantes). Assim como para os demais anti-inflamatórios não esteroidais, na presença de doença infecciosa, deve-se notar que as propriedades anti-inflamatória, analgésica e antitérmica do cetoprofeno podem mascarar os sinais habituais de progressão da infecção, como por exemplo, febre. Se ocorrerem distúrbios visuais, tal como visão embaçada, o tratamento com cetoprofeno deve ser descontinuado. A função renal e hepática devem ser cuidadosamente monitorizados pelo médico de acordo com o paciente:

• No início do tratamento, a função renal deve ser cuidadosamente monitorado em pacientes com insuficiência cardíaca, cirrose e nefrose, naqueles que usam diuréticos, em pacientes com insuficiência renal crônica, principalmente se estes pacientes são idosos. Nestes pacientes, a administração do cetoprofeno pode induzir a redução no fluxo sanguíneo renal causado pela inibição da prostaglandina e levar à descompensação renal.

• Em pacientes que apresentam exames de função hepática anormais ou com história de doenças hepáticas, recomenda-se uma avaliação periódica pelo médico dos níveis de transaminases, principalmente durante tratamentos prolongados. Raros casos de icterícia e hepatite foram descritos com o uso de cetoprofeno. Omeprazol A redução da acidez gástrica aumenta a contagem de bactérias gástricas normalmente presentes no trato gastrintestinal. O tratamento com medicamentos que reduzem a acidez gástrica ocasiona um leve aumento do risco de infecções gastrintestinais por, Salmonella e Campylobacter, por exemplo. Deve-se ter cautela na administração concomitante de outros medicamentos com omeprazol, uma vez que podem ocorrer interações medicamentosas. Este cuidado é especialmente importante quando se tratam de medicamentos de baixo índice terapêutico, como a varfarina e a fenitoína. Devem-se medir os níveis desses compostos uma vez que pode ser necessária uma redução da dose. Os níveis de ciclosporina podem ser aumentados e, portanto, os níveis plasmáticos devem ser monitorados. Cegueira e surdez foram relatados com a utilização de omeprazol injetável. Apesar de estes eventos não serem conhecidos para a forma farmacêutica oral, recomenda-se o monitoramento visual e auditivo de pacientes gravemente debilitados. A administração concomitante de atazanavir com inibidores de bomba de prótons não é recomendada.

• Gravidez e amamentação Cetoprofeno O uso de AINEs pode prejudicar a fertilidade feminina e não é recomendado em mulheres que estão tentando engravidar. Em mulheres com dificuldade de engravidar ou que estejam sob investigação de infertilidade, deve ser considerada a descontinuação do tratamento com AINEs. Não existe evidência de malformação fetal ou toxicidade ao embrião durante o primeiro e segundo trimestres da gestação em camundongos e ratos. Em coelhos foram relatados leves efeitos de toxicidade ao embrião provavelmente relacionados à toxicidade materna. Durante o primeiro e segundo trimestres da gestação: não existe evidência de teratogenicidade ou embriotoxicidade em camundongos e ratos. Em coelhos foram relatados leves efeitos de embriotoxicidade provavelmente relacionados à toxicidade materna. Como a segurança do cetoprofeno em mulheres grávidas não foi avaliada, seu uso deve ser evitado durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez. Durante o terceiro trimestre da gestação: todos os inibidores da síntese de prostaglandinas, inclusive o cetoprofeno, podem induzir toxicidade cardiopulmonar e renal no feto. No final da gravidez, pode ocorrer aumento do tempo de sangramento da mãe e do feto. Portanto, cetoprofeno é contraindicado durante o último trimestre da gravidez.

Omeprazol

Visto que os anti-inflamatórios não esteroidais e o omeprazol são excretados no leite materno, PROFENID® PROTECT não é recomendado em mulheres em período de lactação. Categoria de risco na gravidez (1º e 2º trimestre gestacional): C – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. População Especial

• Pacientes idosos, pacientes com insuficiência renal leve a moderada, insuficiência hepática ou insuficiência cardíaca congestiva é necessário uma dose inicial reduzida (100 mg de cetoprofeno associada com 20 mg de omeprazol).

• Pacientes com insuficiência renal deve ser cuidadosamente monitorado e deve-se manter a menor dose eficaz diária.

• O aumento de dose deve ser feito somente sob orientação médica.

• A segurança e eficácia do uso de PROFENID PROTECT em pacientes pediátricos, não foram estabelecidas. Alterações na capacidade de dirigir e operar máquinas Os pacientes devem ser advertidos sobre o risco de ocorrência de sonolência, tontura, convulsão ou distúrbios visuais durante o tratamento com cetoprofeno e omeprazol e orientados a não dirigir, operar máquinas ou participar de atividades nas quais estes sintomas possam representar risco para ele próprio e para outros, caso estes sintomas apareçam. Atenção diabéticos: contém açúcar (104,7 mg de sacarose)

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

• Associações contraindicadas: Com Omeprazol – Nelfinavir: a administração concomitante de omeprazol com nelfinavir é contraindicada. A administração concomitante de omeprazol (40 mg uma vez ao dia) reduziu a exposição média do nelfinavir por cerca de 40% e a exposição média do metabólito farmacologicamente ativo M8 foi reduzido por cerca de 75-90%. A interação pode também envolver inibição do CYP2C19.

• Associações não recomendadas:

Com Cetoprofeno – Outros anti-inflamatórios não esteroidais (incluindo inibidores seletivos da ciclo-oxigenase 2) e altas dosagens de salicilatos: aumento do risco de ulceração e sangramento gastrintestinais.

– Anticoagulantes (heparina e varfarina) e inibidores de agregação plaquetária (exemplo: ticlopidina, clopidogrel): aumento do risco de sangramento. Se a administração concomitante for inevitável, os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados.

– Lítio: risco de aumento dos níveis plasmáticos de lítio, pela diminuição da sua excreção renal, podendo atingir níveis tóxicos. Deve-se realizar, se necessário, um cuidadoso monitoramento dos níveis de lítio no plasma e ajuste posológico do mesmo durante e após tratamento com anti-inflamatórios não esteroidais.

– Metotrexato em doses maiores do que 15 mg/semana: aumento da toxicidade hematológica do metotrexato, especialmente quando administrado em altas doses (> 15 mg/semana), possivelmente relacionado ao deslocamento do metotrexato ligado à proteína e à diminuição do seu clearance renal.

– Álcool: risco de efeitos adversos gastrintestinais, incluindo ulceração ou hemorragia; pode aumentar o risco de toxicidade hepática. – Outros medicamentos fotossensibilizantes: pode causar efeitos fotossensibilizantes adicionais.

– Colchicina: aumenta o risco de ulceração ou hemorragia gastrintestinal. A inibição da agregação plaquetária promovida por AINEs adicionada aos efeitos da colchicina nos mecanismos de coagulação sanguínea (a colchicina pode causar trombocitopenia em uso crônica e defeitos na coagulação, incluindo coagulação intravascular disseminada em superdose), pode aumentar o risco de sangramento em outros locais que não seja o trato gastrintestinal.

• Associações que requerem precaução:

Com Cetoprofeno

– Corticosteroides: aumento do risco de sangramento ou ulceração gastrintestinal. – Diuréticos: pacientes utilizando diuréticos, particularmente desidratados, apresentam maior risco de desenvolvimento de insuficiência renal devido à diminuição do fluxo sanguíneo renal causada pela inibição de prostaglandina. Além disso, o efeito anti-hipertensivo do diurético é reduzido. Estes pacientes devem ser reidratados antes de se iniciar tratamento concomitante e a função renal dos mesmos deve ser monitorada quando o tratamento for iniciado.

– Inibidores da ECA (enzima conversora da angiotensina) e antagonistas da angiotensina II: em pacientes com comprometimento da função renal (ex. pacientes desidratados ou pacientes idosos), a co-administração de um inibidor da ECA / antagonista da angiotensina II e de um agente que inibe a ciclo-oxigenase pode promover a deterioração da função renal, incluindo possibilidade de insuficiência renal aguda.

– Metotrexato em doses menores do que 15 mg/semana: durante as primeiras semanas de tratamento em associação, deve-se monitorizar o hemograma semanalmente. Se houver qualquer alteração da função renal ou se o paciente é idoso, o monitoramento deve ser realizado com maior frequência.

– Pentoxifilina: aumento do risco hemorrágico. Reforçar a vigilância clínica e monitorar o tempo de sangramento com maior frequência. Com Omeprazol – Atazanavir: redução na exposição dos níveis de atazanavir: a administração concomitante de atazanavir com inibidores de bomba de prótons não é recomendada. Se a combinação de atazanavir com um inibidor de bomba de prótons é julgada inevitável, um monitoramento clínico cuidadoso (exemplo resistência viral) é recomendado em combinação com um aumento da dose de atazanavir para 400 mg com 100 mg de ritonavir;a dose de omeprazol 20 mg não deve ser excedida.

– Medicamentos metabolizados pelo citocromo P-450: o omeprazol é metabolizado no fígado pelas isoformas do citocromo P-450 (principalmente CYP2C19, S-mefenitoína hidroxilase) e inibe as enzimas da subfamília CYP2C (CYP2C19 e CYP2C9) e pode retardar a eliminação de outras substâncias metabolizadas por estas enzimas. Este fato foi observado com medicamentos como a fenitoína, varfarina e benzodiazepínicos, como o diazepam, triazolam e flurazepam. Recomenda-se o monitoramento periódico de pacientes que recebem varfarina ou fenitoína e uma redução na dose destes medicamentos pode ser necessária. Outras substâncias ativas que podem ser afetadas são: hexabarbital, citalopram, imipramina e clomipramina. Omeprazol pode inibir o metabolismo hepático do dissulfiram,foram relatados alguns casos isolados de rigidez muscular possivelmente relacionados.

– Clopidogrel: o uso concomitante de clopidogrel e inibidores fortes ou moderados do CYP2C19 (exemplo omeprazol) não é recomendado. O clopidogrel é metabolizado a seu metabólito ativo parcialmente pelo CYP2C19, o uso concomitante de drogas que inibem a atividade desta enzima deve ser considerado como resultado na redução nos níveis do metabólito ativo do clopidogrel.

– Ciclosporina: os níveis plasmáticos de ciclosporina devem ser monitorados em pacientes tratados com omeprazol, uma vez que pode ocorrer aumento dos níveis desta substância.

– Digoxina: o tratamento concomitante com omeprazol e digoxina em indivíduos saudáveis conduz a um aumento de 10% na biodisponibilidade da digoxina como consequência do aumento do pH gástrico.

• Associações a serem consideradas: Com Cetoprofeno

– Agentes anti-hipertensivos (beta-bloqueadores, inibidores da ECA, diuréticos): risco de redução do efeito antihipertensivo por inibição das prostaglandinas vasodilatadoras pelos anti-inflamatórios não-esteroidais.

– Trombolíticos: aumento do risco de sangramento.

– Probenecida: a administração concomitante com probenecida pode reduzir acentuadamente o clearance plasmático do cetoprofeno.

– Inibidores seletivos da recaptação de serotonina: aumento do risco de sangramento gastrintestinal. Com Omeprazol – Cetoconazol e itraconazol: devido à acidez intragástrica diminuída, a absorção do cetoconazol ou itraconazol poderá ser reduzida durante o tratamento com omeprazol.

– Vitamina B12: o omeprazol pode reduzir a absorção oral da vitamina B12. Este fato deve ser levado em consideração em pacientes com níveis basais baixos, que são submetidos a tratamento de longa duração com omeprazol.

– Inibidores da CYP2C19 e/ou CYP3A4: visto que o omeprazol é metabolizado pela CYP2C19 e CYP3A4, substâncias ativas conhecidas que inibem a CYP2C19 ou CYP3A4 (como claritromicina e voriconazol) podem levar a um aumento nos níveis séricos do omeprazol pela diminuição do índice do metabolismo do omeprazol. O tratamento concomitante de voriconazol resultou em mais do que o dobro da exposição do omeprazol. Como altas doses de omeprazol foi bem tolerado, o ajuste da dose de omeprazol geralmente não é requerido. No entanto, o ajuste de dose deve ser considerado em pacientes com disfunção hepática severa e se o tratamento a longo prazo é indicado.

– Indutores do CYP2C19 e/ou CYP3A4: substâncias ativas conhecidas para induzir o CYP2C19 ou a CYP3A4 (como rifampicina ou erva de São João) podem levar à diminuição dos níveis séricos do omeprazol pelo aumento do índice do metabolismo do omeprazol.

• Associação com alimentos: Com Cetoprofeno A administração concomitante de cetoprofeno com alimentos retarda a absorção do cetoprofeno, entretanto não interfere na biodisponibilidade final do cetoprofeno. Com Omeprazol A administração concomitante de omeprazol com alimento retarda a absorção do omeprazol, com menor pico de concentração, mas sem afetar a sua biodisponibilidade.

• Interações com exames de laboratório: Com Cetoprofeno O uso de cetoprofeno pode interferir na determinação de albumina urinária, sais biliares, 17-cetosteróides e 17- hidroxicorticosteróides que se baseiam na precipitação ácida ou em reação colorimétrica dos grupos carbonil. Certas substâncias ou classes terapêuticas possuem potencial de contribuírem para a ocorrência de hipercalemia: sais de potássio, diuréticos poupadores de potássio, inibidores da enzima conversora da angiotensina, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), heparinas (de baixo peso molecular), ciclosporinas e tacrolimo, e trimetoprima. A ocorrência de hipercalemia pode estar sujeito à existência de uma combinação de fatores. O risco é aumentado pela combinação das substâncias descritas acima. Com Omeprazol Menos de 1% dos pacientes em uso de omeprazol apresentaram pancitopenia, trombocitopenia, neutropenia, anemia, leucopenia e anemia hemolítica. Elevação da creatinina sérica foi observada de forma isolada. Menos de 1% dos pacientes apresentaram alterações das provas de função hepática.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

PROFENID PROTECT deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), proteger da umidade. Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Características físicas e organolépticas Cápsula dura, de coloração branca opaca contendo microgrânulos. – 8 – Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR Para uso oral. A cápsula deve ser engolida inteira nas refeições uma vez ao dia, com um copo de água. A dose diária recomendada é de uma cápsula de 200 mg/20 mg. A dose máxima diária é de 200 mg/20 mg. O equilíbrio entre os riscos e benefícios deve ser cuidadosamente considerado antes de iniciar o tratamento com 200 mg/20 mg ao dia, e doses mais elevadas não são recomendadas. Este medicamento é composto por grânulos de omeprazol gastrorresistente a fim de que o mesmo não sofra ação da degradação no estômago, sendo gradualmente absorvido durante a passagem dos microgrânulos do estômago para o intestino. Seu pico plasmático é atingido 5 horas após administração de uma dose única.

Populações Especiais

• Pacientes idosos, pacientes com insuficiência renal leve a moderada, insuficiência hepática ou insuficiência cardíaca congestiva é necessário uma dose inicial reduzida (100 mg de cetoprofeno associada com 20 mg de omeprazol).

• Pacientes com insuficiência renal deve ser cuidadosamente monitorado e deve-se manter a menor dose eficaz diária.

• O aumento de dose deve ser feito somente sob orientação médica.

• A segurança e eficácia do uso de PROFENID PROTECT em pacientes pediátricos não foram estabelecidas. Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

9. REAÇÕES ADVERSAS Reação muito comum (≥ 1/10). Reação comum (≥ 1/100 e < 1/10). Reação incomum (≥ 1/1.000 e < 1/100). Reação rara (≥ 1/10.000 e < 1/1.000). Reação muito rara (< 1/10.000). Desconhecido: não pode ser estimado.

Relacionados ao CETOPROFENO

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático: Raro: anemia hemorrágica. Desconhecido: agranulocitose, trombocitopenia, aplasia medular. Distúrbios do sistema imune: Desconhecido: reações anafiláticas, incluindo choque.

Distúrbios psiquiátricos: Desconhecido: distúrbio de humor. Distúrbios do sistema nervoso: Incomum: cefaleia, tontura, sonolência. Raro: parestesia. Desconhecido: convulsão, disgeusia. Distúrbios oculares: Raro: visão embaçada.

Distúrbios da audição e labirinto: Raro: tinido. Distúrbios cardíacos: Desconhecido: exacerbação da insuficiência cardíaca.

Distúrbios vasculares: Desconhecido: hipertensão, vasodilatação. – 9 – Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: Raro: asma. Desconhecido: broncoespasmo, particularmente em pacientes com alergia conhecida ao ácido acetilsalicílico e outros AINES.

Distúrbios gastrintestinais: Comum: dispepsia, náusea, dor abdominal, vômito. Incomum: constipação, diarreia, flatulência, gastrite. Raro: estomatite, úlcera péptica. Desconhecido: exacerbação da colite e doença de Crohn, hemorragia e perfuração gastrintestinal.

Distúrbios hepatobiliares: Raro: hepatite, aumento dos níveis das transaminases.

Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos: Incomum: rash, prurido. Desconhecido: reações de fotossensibilidade, alopecia, urticária, angioedema, erupções bolhosas incluindo síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.

Distúrbios renais e urinários: Desconhecido: insuficiência renal aguda, nefrite túbulo-intersticial, síndrome nefrótica, anormalidade nos testes de função renal.

Distúrbios gerais: Incomum: edema. Pesquisas: Raro: aumento do peso.

Relacionados ao OMEPRAZOL

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático: Raro: leucopenia, trombocitopenia. Muito raro: pancitopenia, agranulocitose.

Distúrbios do sistema imune: Raro: reações de hipersensibilidade como febre, angioedema e reação anafilática/choque.

Distúrbios do metabolismo e nutrição: Raro: hiponatremia. Muito raro: hipomagnesemia.

Distúrbios psiquiátricos: Incomum: insônia. Raro: agitação, confusão, depressão. Muito raro: agressão, alucinações.

Distúrbios do sistema nervoso: Comum: cefaleia. Incomum: tontura, parestesia, sonolência. Raro: transtornos do paladar.

Distúrbios oculares: Raro: visão borrada. Distúrbios da audição e labirinto: Incomum: vertigem.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Raro: broncoespasmo.

Distúrbios gastrintestinais: Comum: dor abdominal, diarreia, constipação, flatulência, náusea, vômito. Raro: boca seca, estomatite, candidíase gastrintestinal. Distúrbios hepatobiliares: Incomum: aumento das enzimas hepáticas. Raro: hepatite com ou sem icterícia. Muito raro: insuficiência hepática, encefalopatia (disfunção do sistema nervoso) em pacientes com doença no fígado pré- existente.

Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos: Incomum: prurido, dermatite, rash, urticária. Raro: alopecia, fotossensibilidade. Muito raro: eritema multiforme, Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica (NET). Distúrbios músculo-esquelético e do tecido conjuntivo: Raro: mialgia, artralgia. Muito raro: fraqueza muscular.

Distúrbios renais e urinários: Raro: nefrite intersticial Distúrbios do sistema reprodutivo e mama: Muito raro: ginecomastia. Distúrbios gerais: Incomum: mal-estar, edema periférico. Raro: aumento da sudorese.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. SUPERDOSE Cetoprofeno Casos de superdose foram relatados com doses de até 2,5 g de cetoprofeno. A grande maioria dos sintomas observados foram benignos e limitados à letargia, sonolência, náusea, vômito e dor epigástrica. Não existe nenhum antídoto específico para superdosagem ao cetoprofeno. Em caso de suspeita de superdosagem elevada, recomenda-se lavagem gástrica, devendo-se instituir tratamento sintomático e de suporte visando compensar a desidratação, monitorizar a excreção urinária e corrigir a acidose, caso necessário. Se ocorrer insuficiência dos rins, hemodiálise pode ser útil para remover o fármaco circulante. Omeprazol Raros casos de superdosagem foram relatados com o uso de omeprazol em doses únicas diárias de até 2.400 mg. Sintomas incluindo náusea, vômito, tontura, dor abdominal, diarreia, cefaleia, apatia, depressão e confusão foram relatados. Entretanto, estes sintomas foram transientes e sem sérias consequências e não é necessário tratamento específico. Os sintomas devem ser tratados, caso necessário. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

MS 1.1300.1131 – 11 – Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira CRF-SP n° 5.854

Registrado por: Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Av. Mj. Sylvio de M. Padilha, 5200 – São Paulo – SP CNPJ 02.685.377/0001-57 Indústria Brasileira Fabricado por: Ethypharm Route de Brezolles, Zone Industrielle de Saint-Arnoult, 28170 Chateauneuf-En-Thymerais – França Importado e embalado por: Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Rua Conde Domingos Papaiz, 413 – Suzano – SP CNPJ 02.685.377/0008-23 ® Marca Registrada

Bula do Profenid Gel (Anti inflamatório)

Profenid-GelBula do PROFENID® Gel:

cetoprofeno

Forma farmacêutica e apresentação Gel Bisnaga com 30 g

Uso tópico

USO ADULTO

Composição

Cada grama de gel contém:

cetoprofeno……………………………………………….25 mg

excipientes q.s.p…………………………………………1 g

(carbômer, trolamina, essência de lavanda, álcool etílico 96º GL, água purificada).

INFORMAÇÕES AO PACIENTE COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

PROFENID® Gel (cetoprofeno) tem como princípio ativo o cetoprofeno, de natureza nãoesteroidal, com propriedades analgésica, antipirética e antiinflamatória, sendo indicado no tratamento tópico de inflamações e dores em geral. O cetoprofeno inibe a agregação plaquetária e a síntese das prostaglandinas. Seu exato mecanismo de ação para o efeito antiinflamatório não é conhecido. Devido à sua formulação, PROFENID® Gel (cetoprofeno) é transparente, não gorduroso, que se espalha com facilidade na pele, permitindo uma rápida absorção do cetoprofeno.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

PROFENID® Gel (cetoprofeno) é indicado em traumatologia, em particular a despostura como entorses, tendinites, contusões e dor pós-traumática.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

PROFENID® Gel (cetoprofeno) não deve ser utilizado por pacientes alérgicos ao cetoprofeno ou aos demais componentes da fórmula. Como outros agentes antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs), cetoprofeno é contra-indicado em pacientes nos quais crises de asma, urticária ou rinite aguda são causadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos com atividade inibidora da prostaglandina-sintetase (ex. paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, indometacina, naproxeno). O gel também não deve ser utilizado em casos de alterações cutâneas patológicas, como eczema ou acne; ou em pele infeccionada ou feridas expostas. O uso de cetoprofeno é contra-indicado durante o terceiro trimestre da gravidez. Este medicamento é contra-indicado na faixa etária pediátrica.

ADVERTÊNCIAS

O gel não pode ser utilizado em curativos oclusivos, assim como não deve entrar em contato com as membranas mucosas dos olhos. O tratamento deverá ser interrompido em casos de aparecimento de exantema cutâneo Deve-se evitar exposição direta à luz solar durante o período de tratamento e duas semanas após o seu término. Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na embalagem e confira o nome para não haver enganos. Não utilize PROFENID® Gel (cetoprofeno) caso haja sinais de violação ou danificações da embalagem.

• Risco de uso por via de administração não recomendada. Não há estudos dos efeitos de PROFENID® Gel (cetoprofeno) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via tópica (local).

Gravidez

Na ausência de experiência clínica com a forma farmacêutica gel, assim toma-se como referência as formas sistêmicas (comprimidos, cápsulas e injetáveis). Durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez: como a segurança do cetoprofeno em gestantes não foi avaliada, seu uso deve ser evitado. Durante o terceiro trimestre da gravidez: todo inibidor da síntese de prostaglandinas, inclusive o cetoprofeno, pode induzir toxicidade cardiopulmonar e renal no feto. No final da gravidez pode ocorrer aumento do tempo de sangramento das mães e dos fetos. Portanto, cetoprofeno é contra-indicado durante os últimos três meses da gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

O uso de cetoprofeno não é recomendado para mulheres que estão amamentando, pois não existem dados disponíveis sobre a excreção de cetoprofeno no leite materno.

INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS.

INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.

PRECAUÇÕES Pacientes idosos Em idosos, a absorção do cetoprofeno não é modificada; há aumento da meia-vida (3 horas) e diminuição da depuração plasmática e dos rins.

Crianças

A segurança e eficácia de PROFENID® Gel (cetoprofeno) em crianças ainda não foram estabelecidas.

Restrições a grupos de risco

Pacientes com comprometimentos do coração, fígado ou rins devem utilizar PROFENID® Gel (cetoprofeno) com cautela, pois foram relatados casos isolados de reações adversas sistêmicas, principalmente nos rins.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Considera-se que as concentrações plasmáticas são baixas após aplicação tópica do cetoprofeno, portanto, é improvável que ocorra interação de PROFENID® Gel (cetoprofeno) com outros medicamentos. • Exames de laboratório Não há relato até o momento de interferência de PROFENID® Gel (cetoprofeno) em exames laboratoriais.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

De uso tópico, PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser aplicado sobre o local dolorido ou inflamado, 2 a 3 vezes ao dia, massageando levemente por alguns minutos.

POSOLOGIA

A quantidade de gel deve ser ajustada para que possa cobrir a área afetada, não excedendo 15 g por dia (7,5 gramas de cetoprofeno correspondem a aproximadamente 14 cm de gel). O tratamento deve ser mantido até o desaparecimento dos sintomas, não devendo exceder uma semana.

• Conduta necessária caso haja esquecimento de administração. Caso o paciente esqueça de uma aplicação, ele deve fazê-la assim que possível, respeitando sempre o intervalo determinado pela posologia. Nunca devem ser aplicadas duas doses ao mesmo tempo.

SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR.

NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA OU DE SEU CIRURGIÃO-DENTISTA.

NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

ASPECTO FÍSICO

Gel homogêneo incolor e transparente.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS

Odor característico de lavanda.

QUAIS AS REAÇÕES ADVERSAS QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Foram relatadas reações cutâneas localizadas que podem ultrapassar o local de aplicação secundariamente. Reações do tipo eritema, prurido e de fotossensibilidade também foram relatadas. Reações menos freqüentemente (1/100 – 1/1000) relatadas: eritema, coceira, prurido e eczema. Reações raramente (< 1/1000) relatadas: reações de fotossensibilidade, erupções bolhosas e urticária. Reações muito raramente relatadas: casos de agravamento de insuficiência renal pré-existente.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?

A ocorrência de superdose pela via de administração tópica é improvável. Em caso de ingestão acidental, o gel pode causar reações adversas sistêmicas, dependendo da quantidade ingerida. Entretanto, se ocorrerem reações adversas sistêmicas, o tratamento deve ser sintomático e de suporte de acordo com o tratamento para superdose com formas orais de antiinflamatórios. Em caso de superdose acidental, procure imediatamente atendimento médico de emergência.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser mantido em sua embalagem original em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e ao abrigo da luz.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

DIZERES LEGAIS

MS 1.1300.0271 Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira CRF-SP no 5854 Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Rua Conde Domingos Papais, 413 Suzano – São Paulo CEP: 08613-010 C.N.P.J.:02.685.377/0008-23 Indústria Brasileira IB170700C Atendimento ao Consumidor: 0800-703-0014 www.sanofi-aventis.com.br Número do lote – Data de fabricação – Prazo de validade: vide cartucho.

PROFENID® Gel cetoprofeno Forma farmacêutica e apresentação Gel Bisnaga com 30 g Uso tópico USO ADULTO

Composição

Cada grama de gel contém:

cetoprofeno……………………………………………….25 mg

excipientes q.s.p…………………………………………1 g

(carbômer, trolamina, essência de lavanda, álcool etílico 96º GL, água purificada).

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas O cetoprofeno, princípio ativo do PROFENID® Gel (cetoprofeno), é um derivado do ácido fenilpropiônico de natureza não-esteroidal com propriedades analgésica e antiinflamatória. O exato mecanismo de ação para o efeito antiinflamatório não é conhecido. O cetoprofeno inibe a síntese das prostaglandinas e a agregação plaquetária.

Propriedades farmacocinéticas

Os níveis plasmáticos e teciduais de cetoprofeno foram medidos em 24 pacientes submetidos à cirurgia de joelho. Após administrações transdérmicas repetidas de PROFENID® Gel (cetoprofeno), os níveis plasmáticos foram aproximadamente 60 vezes menores (9-39 ng/g) em relação àqueles obtidos após administração oral de dose única de cetoprofeno (490-3.300 ng/g). Os níveis teciduais na área efetiva estavam dentro do mesmo intervalo de concentração, tanto para o gel como para o tratamento oral, embora o gel tenha apresentado uma variabilidade interindividual consideravelmente maior. A biodisponibilidade do cetoprofeno após administração tópica foi estimada em aproximadamente 5% daquela obtida após a administração de uma dose por via oral com base em dados de excreção urinária. A ligação do cetoprofeno às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 99%. O cetoprofeno é excretado pelos rins principalmente como conjugado do ácido glicurônico.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

A eficácia de cetoprofeno está demonstrada nos seguintes estudos: “Le Bi-Profénid 150mg dans les pathologies rachidiennes et periarticulaires efficacité et securité d’emploi en pratique quotidienne.” (TAMISIER, J. N. 1990); “Étude comparative à double insu du Bi-Profénid comprimés et du Profénid gélules dans les rhumatismes inflammatoires.” (CAMUS, J. P. 1983); “Étude à long terme du Bi-Profénid 150mg chez les patients suivis dans le service de rhumatologie de l’Hôspital Cochin”. (AMOR, B. 1983) ; “Preemptive, randomised, double-blind study with Ketoprofen in gynaecological surgery following the Breivik/Stubhaug design.” (LIKAR, – 5 – R. 1998); “Emergency treatment of renal colic with intravenous ketoprofen.” (EL-BAZ, M. A. 1995); “Ketoprofen for pain after hip and knee arthroplasty.” (HOMMERIL, J. L. 1994); “A double blind crossover study of ketoprofen enteric and non-enteric-coated tablets in rheumatoid arthritis.” (WILLANS M.J. 1982); “Estudo aberto, não comparativo, para avaliar a eficácia e segurança do cetoprofeno entérico, 200 mg/dia, por via oral, durante sete dias, no tratamento da lombociatalgia aguda.” (BRITO JR. C.A. 1993); “Double–blind comparison between ketoprofen capsules four times daily and enteric-coated tablets twice daily un patients with osteoarthritis.” (RUSSEL A.S. 1985); “Parenteral ketoprofen for pain management after adenoidectomy: comparison of intravenous and intramuscular routes of administration.“ (TUOMILEHTO H. 2002); “Ketoprofen: The European Experience.” (AVOUAC B. 1988). INDICAÇÕES Traumatologia, em particular a despostura: entorses, tendinites, contusões e dor póstraumática. CONTRA-INDICAÇÕES Devido às reações cruzadas, o gel não deve ser utilizado por pacientes com histórico de reações de hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da formulação. Como outros agentes antiinflamatórios não-esteroidais, cetoprofeno é contra-indicado em pacientes nos quais crises de asma, urticária ou rinite aguda são causadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos com atividade inibidora da prostaglandina-sintetase. O gel também não deve ser utilizado em casos de alterações cutâneas patológicas, como eczema ou acne; ou em pele infeccionada ou feridas expostas. O uso de cetoprofeno é contra-indicado durante o terceiro trimestre da gravidez.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO

PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser aplicado sobre a área afetada, massageando levemente por alguns minutos. Depois de aberto, o medicamento deve ser mantido em sua embalagem original e em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e ao abrigo da luz.

POSOLOGIA

Uso tópico

PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser aplicado sobre o local dolorido ou inflamado, 2 a 3 vezes ao dia, massageando levemente por alguns minutos. A quantidade de gel deve ser ajustada para que possa cobrir a área afetada, não excedendo 15 g por dia (7,5 gramas de cetoprofeno correspondem a aproximadamente 14 cm de gel). O tratamento deve ser mantido até o desaparecimento dos sintomas, não devendo exceder uma semana.

• Conduta necessária caso haja esquecimento de administração

Caso o paciente esqueça de uma aplicação, ele deve fazê-la assim que possível, respeitando sempre o intervalo determinado pela posologia.

ADVERTÊNCIAS

O gel não pode ser utilizado em curativos oclusivos, assim como não deve entrar em contato com as membranas mucosas dos olhos. O tratamento deverá ser interrompido em casos de aparecimento de exantema cutâneo. – 6 – Deve-se evitar exposição direta à luz solar durante o período de tratamento e duas semanas após o seu término.

• Risco de uso por via de administração não recomendada

Não há estudos dos efeitos de PROFENID® Gel (cetoprofeno) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via tópica.

Gravidez

Na ausência de experiência clínica com a forma farmacêutica gel e tomando-se como referência as formas sistêmicas. Durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez: como a segurança do cetoprofeno em gestantes não foi avaliada, seu uso deve ser evitado. Durante o terceiro trimestre da gravidez: todo inibidor da síntese de prostaglandinas, inclusive o cetoprofeno, pode induzir toxicidade cardiopulmonar e renal no feto. No final da gravidez pode ocorrer aumento do tempo de sangramento das mães e dos fetos. Portanto, cetoprofeno é contra-indicado durante os últimos três meses da gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Categoria de risco na gravidez: categoria B Lactação

Não existem dados disponíveis sobre a excreção de cetoprofeno no leite materno. O uso de cetoprofeno não é recomendado em lactantes.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

Idosos Em idosos, a absorção do cetoprofeno não é modificada; há aumento da meia-vida (3 horas) e diminuição do clearance plasmático e renal.

Crianças

A segurança e eficácia de PROFENID® Gel (cetoprofeno) em crianças ainda não foram estabelecidas. Grupos de risco PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser utilizado com cautela em pacientes com comprometimentos cardíaco, hepático ou renal. Foram relatados casos isolados de reações adversas sistêmicas, principalmente renais.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Considera-se que as concentrações plasmáticas são baixas após aplicação tópica do cetoprofeno, portanto, é improvável que ocorra interação de PROFENID® Gel (cetoprofeno) com outros medicamentos.

• Interferência em exames de laboratório Não há relato até o momento de interferência em exames laboratoriais.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

Foram relatadas reações cutâneas localizadas que podem ultrapassar o local de aplicação secundariamente. Reações do tipo eritema, prurido e de fotossensibilidade também foram relatadas. Reações menos freqüentemente (1/100 – 1/1000) relatadas: eritema, coceira, prurido e eczema. Reações raramente (< 1/1000) relatadas: reações de fotossensibilidade, erupções bolhosas e urticária. Reações muito raramente relatadas: casos de agravamento de insuficiência renal pré-existente.

SUPERDOSE

A ocorrência de superdose pela via de administração tópica é improvável. Em caso de ingestão acidental, o gel pode causar reações adversas sistêmicas, dependendo da quantidade ingerida. Entretanto, se ocorrerem reações adversas sistêmicas, o tratamento deve ser sintomático e de suporte de acordo com o tratamento para superdose com formas orais de antiinflamatórios.

ARMAZENAGEM

PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser armazenado em sua embalagem original em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e ao abrigo da luz.

DIZERES LEGAIS MS 1.1300.0271 Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira CRF-SP no 5854 Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Rua Conde Domingos Papais, 413 Suzano – São Paulo CEP: 08613-010 C.N.P.J.:02.685.377/0008-23 Indústria Brasileira

Bula do Profenid 100 mg (Anti inflamatório)

Profenid-100-mgBula do Profenid:

cetoprofeno

Forma farmacêutica e apresentação Solução injetável.

Caixas com 2 e 6 ampolas de 2 mL, contendo 100 mg de cetoprofeno.

Via intramuscular

USO ADULTO

Composição:

Cada ampola contém:

cetoprofeno ………………………………………………………………………………..100 mg

veículo q.s.p……………………………………………………………………………………2 mL

(arginina, álcool benzílico, ácido cítrico anidro e água para injeção).

INFORMAÇÕES AO PACIENTE COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

PROFENID® injetável (cetoprofeno) tem como princípio ativo o cetoprofeno, de natureza não-esteroidal, que possui propriedades antiinflamatória, antitérmica e analgésica. O cetoprofeno inibe a agregação plaquetária e a síntese das prostaglandinas. Seu exato mecanismo de ação para o efeito antiinflamatório não é conhecido.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

PROFENID® injetável (cetoprofeno) é um medicamento antiinflamatório, analgésico e antitérmico, sendo indicado no tratamento de inflamações e dores decorrentes de processos reumáticos e traumatismos, e de dores em geral. Desta forma, pode ser utilizado nos casos abaixo: – Processos reumáticos: artrite reumatóide, espondilite anquilosante, gota, condrocalcinose, reumatismo psoriático, síndrome de Reiter, pseudo-artrite rizomélica, lupus eritematoso sistêmico, esclerodermia, periarterite nodosa, ósteo-artrites, periartrite escápulo-umeral, bursites, capsulites, sinovites, tenossinovites, tendinites, epicondondilites. – Lesões traumáticas como contusões e esmagamentos, fraturas, entorses, luxações. – Algias diversas como nevralgias cérvico-braquial, cervicalgia, lombalgia, ciática.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

PROFENID® injetável (cetoprofeno) é contra-indicado nos casos abaixo. – Pacientes com história de reações alérgicas ao cetoprofeno, como crises asmáticas ou outros tipos de reações alérgicas ao cetoprofeno, ao ácido acetilsalicílico ou a outros antiinflamatórios não-esteroidais. Nestes pacientes foram relatados raros casos de reações anafiláticas severas, raramente fatais. – Úlcera péptica ativa. – Insuficiência severa do fígado. – Insuficiência severa dos rins. – Terceiro trimestre da gravidez. Como outros agentes antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs), cetoprofeno é contraindicado em pacientes nos quais crises de asma, urticária ou rinite aguda são causadas pelo – 1 – ácido acetilsalicílico ou por outros AINEs como paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, indometacina, naproxeno. Este medicamento é contra-indicado na faixa etária pediátrica.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Embora os antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs) possam ser requeridos para o alívio das complicações reumáticas que ocorrem lupus eritematoso sistêmico (LES), recomendase extrema cautela na sua utilização, uma vez que pacientes com LES podem apresentar predisposição à toxicidade por AINEs no sistema nervoso central (SNC) e/ou nos rins. Devido à possibilidade de lesões gastrintestinais severas, o paciente deve empregar atenção especial a qualquer alteração digestiva e especialmente em casos de hemorragia gastrintestinal. Este risco é particularmente elevado em pacientes que continuam recebendo terapia com anticoagulante. Pacientes com história de úlcera péptica devem ter cautela ao utilizarem PROFENID® injetável (cetoprofeno). Assim como para os demais antiinflamatórios não-esteroidais, na presença de doença infecciosa, deve-se notar que as propriedades antiinflamatória, analgésica e antitérmica do cetoprofeno podem mascarar os sinais habituais de progressão da infecção, como por exemplo febre. Se ocorrerem distúrbios visuais, tal como visão embaçada, o tratamento com cetoprofeno deve ser descontinuado. Os pacientes devem ser advertidos sobre o risco de ocorrência de sonolência, tontura ou convulsão durante o tratamento com cetoprofeno e orientados a não dirigir veículos ou operar máquinas caso estes sintomas apareçam. A ingestão de álcool pode aumentar o risco de toxicidade do fígado e sangramento gastrintestinal, portanto, não se recomenda a ingestão de bebidas alcoólicas durante a administração de cetoprofeno e outros antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs). Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na embalagem e confira o nome para não haver enganos. Não utilize PROFENID® injetável (cetoprofeno) caso haja sinais de violação ou danificações da embalagem. • Risco de uso por via de administração não recomendada. Não há estudos dos efeitos de PROFENID® injetável (cetoprofeno) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via intramuscular.

Gravidez

Não existe evidência de malformação fetal ou toxicidade ao embrião durante o primeiro e segundo trimestres da gestação em camundongos e ratos. Em coelhos foram relatados leves efeitos de toxicidade ao embrião provavelmente relacionados à toxicidade materna. O uso de PROFENID® injetável (cetoprofeno) deve ser evitado durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez, pois a segurança do cetoprofeno em gestantes não foi avaliada. Cetoprofeno é contra-indicado durante os últimos três meses da gravidez. Durante o terceiro trimestre da gravidez, todo inibidor da síntese de prostaglandinas, inclusive o cetoprofeno, pode induzir toxicidade cardiopulmonar e renal no feto. No final da gravidez, pode ocorrer aumento do tempo de sangramento das mães e dos fetos. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

Não existem dados disponíveis sobre a excreção de cetoprofeno no leite materno. O uso de cetoprofeno não é recomendado em mulheres que estão amamentando.

INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS.

INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO. NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

Pacientes idosos

É aconselhável reduzir a dose inicial e manter o tratamento na dose mínima efetiva. Um ajuste posológico individual pode ser considerado somente após o desenvolvimento de boa tolerância individual.

Crianças

A segurança e eficácia do uso de cetoprofeno em crianças ainda não foram estabelecidas. Restrições a grupos de risco No início do tratamento, a função dos rins deve ser cuidadosamente monitorizada pelo médico em pacientes com insuficiência do coração, cirrose e patologia nos rins, naqueles que fazem uso de diuréticos, em pacientes com insuficiência crônica dos rins, principalmente se estes pacientes são idosos. Nesses pacientes, a administração do cetoprofeno pode induzir a redução no fluxo sangüíneo dos rins causada pela inibição da prostaglandina e levar à descompensação dos rins. Em pacientes que apresentam testes da função do fígado alterados ou com história de doenças do fígado, é recomendada a avaliação periódica pelo médico dos níveis das transaminases desses pacientes, particularmente durante tratamentos prolongados. Raros casos de icterícia e hepatite foram descritos com o uso de cetoprofeno.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

ASSOCIAÇÕES DESACONSELHADAS – Outros antiinflamatórios não-esteroidais, inclusive altas dosagens de salicilatos: aumento do risco de ulceração e sangramento gastrintestinais. – Álcool: risco de efeitos adversos gastrintestinais, incluindo ulceração ou hemorragia; pode aumentar o risco de toxicidade do fígado. – Anticoagulantes orais, heparina por via parenteral e ticlodipina: aumento do risco de sangramento por inibição da agregação plaquetária. Se o tratamento concomitante não puder ser evitado, deve-se realizar cuidadosa monitorização (testes laboratoriais, como tempo de sangramento). – Colchicina: aumenta o risco de ulceração ou hemorragia gastrintestinal. A inibição da agregação plaquetária promovida por antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs) adicionada aos efeitos da colchicina nos mecanismos de coagulação sangüínea (a colchicina pode causar trombocitopenia em uso crônico e defeitos na coagulação, incluindo coagulação intravascular disseminada – em superdose), pode aumentar o risco de sangramento em outros locais que não sejam o trato gastrintestinal. – Lítio: risco de aumento dos níveis plasmáticos de lítio, pela diminuição da sua excreção renal, podendo atingir níveis tóxicos. Realizar, se necessário, uma cuidadosa monitorização – 3 – dos níveis de lítio e ajuste posológico do mesmo durante e após tratamento com antiinflamatórios não-esteroidais. – Outros medicamentos fotossensibilizantes: pode causar efeitos fotossensibilizantes adicionais; – Metotrexato em doses maiores do que 15 mg/semana: aumento da toxicidade hematológica do metotrexato, especialmente quando administrado em altas doses (> 15 mg/semana), possivelmente relacionado ao deslocamento do metotrexato ligado à proteína e à diminuição do seu clearance renal. Em caso de tratamento anterior com cetoprofeno, o uso do mesmo deve ser interrompido pelo menos 12 horas antes da administração de metotrexato e o cetoprofeno não deve ser administrado pelo menos antes de 12 horas após o tratamento com metotrexato.

ASSOCIAÇÕES QUE REQUEREM PRECAUÇÕES

– Diuréticos: pacientes (particularmente desidratados) utilizando diuréticos apresentam maior risco de desenvolvimento de insuficiência renal secundária à diminuição do fluxo sangüíneo renal causada pela inibição de prostaglandina. Estes pacientes devem ser reidratados antes de se iniciar tratamento concomitante e a função renal dos mesmos deve ser monitorizada quando o tratamento for iniciado. – Metotrexato em doses menores do que 15 mg/semana: durante as primeiras semanas de tratamento em associação, deve-se monitorizar o hemograma semanalmente. Se houver qualquer alteração da função renal ou se o paciente é idoso, a monitorização deve ser realizada com maior freqüência. – Pentoxifilina: aumento do risco hemorrágico. Reforçar a vigilância clínica e monitorizar o tempo de sangramento com maior freqüência.

ASSOCIAÇÕES A SEREM CONSIDERADAS.

– Agentes anti-hipertensivos (beta-bloqueadores, inibidores da enzima conversora de angiotensina, diuréticos): risco de redução do efeito anti-hipertensivo por inibição das prostaglandinas vasodilatadoras pelos antiinflamatórios não-esteroidais. – Trombolíticos: aumento do risco de sangramento. – Probenecida: a administração concomitante com probenecida pode reduzir acentuadamente o clearance plasmático do cetoprofeno. – Gemeprost: a eficácia de Gemeprost pode ser reduzida. – Dispositivos intra-uterinos (DIU): possibilidade de diminuição da eficácia contraceptiva do DIU resultando em gravidez. • Alimentos Não foram observadas interações clinicamente significativas na administração concomitante entre alimentos e cetoprofeno. • Exames de laboratório O uso de cetoprofeno pode interferir na determinação de albumina urinária, sais biliares, 17- cetosteróides e 17-hidroxicorticosteróides que se baseiam na precipitação ácida ou em reação colorimétrica dos grupos carbonil.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

PROFENID® injetável (cetoprofeno) deve ser aplicado lentamente e não deve ser misturado com outros medicamentos na mesma seringa. Não deve ser administrado em altas doses, ou por períodos prolongados, sem controle médico.

POSOLOGIA

Administração de 1 ampola por via intramuscular, 2 ou 3 vezes ao dia, a critério médico.

• Posologia em casos especiais A segurança e eficácia do uso de cetoprofeno em crianças ainda não foram estabelecidas. Pacientes com insuficiência dos rins: é aconselhável reduzir a dose inicial e manter estes pacientes na dose mínima efetiva. Um ajuste posológico individual deve ser considerado somente após se ter apurado boa tolerância individual. Pacientes com insuficiência do fígado: estes pacientes devem ser cuidadosamente monitorizados e deve-se manter a dose mínima efetiva diária.

• Conduta necessária caso haja esquecimento de administração Baseando-se nos sintomas, reintroduzir a medicação respeitando sempre os horários e intervalos recomendados. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.

SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.

NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.

ANTES DE USAR OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

ASPECTO FÍSICO Solução límpida, incolor, isenta de partículas.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS

Ver item ASPECTO FÍSICO.

QUAIS AS REAÇÕES ADVERSAS QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Embora sejam pouco freqüentes, algumas reações desagradáveis podem ocorrer durante o tratamento com PROFENID® injetável (cetoprofeno). – Efeitos gastrintestinais: gastralgia, dor abdominal, náusea, vômito, diarréia, constipação, gastrite, estomatite e mais raramente colite, úlcera péptica, hemorragia gastrintestinal e excepcionalmente perfuração. – Reações alérgicas: – Dermatológicas: erupção cutânea, prurido, urticária e angioedema. – Respiratórias: crise asmática, broncoespasmo (principalmente em pacientes com alergia conhecida ao ácido acetilsalicílico ou outros antiinflamatórios não-esteroidais). – Anafiláticas (incluindo choque). – Reações cutâneas: fotossensibilidade, alopecia, excepcionalmente podem ocorrer erupções bolhosas incluindo síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell. – Sistema nervoso central e periférico: vertigem, parestesia, convulsões. – Alterações psicóticas : sonolência, alterações do humor. – Alterações visuais: visão embaçada. – Alterações auditivas: zumbidos. – Sistema renal: anormalidade nos testes de função renal, insuficiência renal aguda, nefrite intersticial e síndrome nefrótica. – Sistema hepático: elevação dos níveis de transaminase, raros casos de hepatite. – Sistema hematológico: trombocitopenia, anemia normalmente devido à hemorragia crônica, agranulocitose, aplasia medular. – Sistema cardiovascular: hipertensão, vasodilatação. – Outras: cefaléia, edema, ganho de peso, alteração do paladar.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?

Casos de superdose foram relatados com doses de até 2,5 g de cetoprofeno. A grande maioria dos sintomas observados foram benignos e limitados à letargia, sonolência, náusea, vômito e dor epigástrica. – 5 – Em caso de superdose acidental, procure imediatamente atendimento médico de emergência. Não existe nenhum antídoto específico para superdose ao cetoprofeno. Em caso suspeito de superdose elevada, recomenda-se lavagem gástrica, devendo-se instituir tratamento sintomático e de suporte visando compensar a desidratação, monitorizar a excreção urinária e corrigir a acidose, caso necessário. Se ocorrer insuficiência dos rins, hemodiálise pode ser útil para remover o fármaco circulante.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

PROFENID® injetável (cetoprofeno) deve ser armazenado dentro da embalagem original, em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e ao abrigo da luz. Depois de aberto, PROFENID® injetável (cetoprofeno) deve ser utilizado imediatamente. Se houver solução remanescente após o uso, descartar.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

DIZERES LEGAIS

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA MS 1.1300.0271 Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira CRF-SP no 5854 Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Rua Conde Domingos Papais, 413 Suzano – São Paulo CEP: 08613-010 C.N.P.J.:02.685.377/0008-23 Indústria Brasileira