Bula do Xalatan (Antiglaucomatoso)

XalatanBula do Xalatan®:
(latanoprosta)
PARTE I

 

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO
Nome: Xalatan®
Nome genérico: latanoprosta
Forma farmacêutica e apresentações:
Xalatan® solução oftálmica estéril 50 mcg/mL (0,005%) em embalagem contendo frasco
gotejador de 2,5 mL
USO ADULTO
USO OFTÁLMICO

 

Composição:
Cada mL da solução oftálmica estéril de Xalatan® contém 50 mcg de latanoprosta.
Excipientes: cloreto de sódio, fosfato de sódio monobásico, fosfato de sódio dibásico anidro,
cloreto de benzalcônio e água para injetáveis.
Uma gota da solução contém aproximadamente 1,5 mcg de latanoprosta.

PARTE II
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Xalatan® (latanoprosta) é indicado a pacientes com glaucoma de ângulo aberto e
hipertensão ocular (condições em que a pressão dentro dos olhos está aumentada).
Xalatan® deve ser conservado sob refrigeração (entre 2 e 8ºC), protegido da luz. Após
a abertura do frasco, o produto pode ser conservado à temperatura ambiente (até
25ºC) por até 10 semanas.
O conteúdo do frasco é suficiente para a utilização por, pelo menos, 4 semanas.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde.
Xalatan® deve ser usado durante a gravidez apenas se o benefício previsto justificar o
risco potencial para o feto.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência de tratamento ou após o
seu término.
A latanoprosta e seus metabólitos podem passar para o leite materno, portanto,
Xalatan® deve ser usado com cautela por mulheres lactantes.
Informe ao seu médico se estiver amamentando.
Xalatan® deve ser administrado preferencialmente à noite.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento. USE APENAS A DOSE INDICADA PELO SEU MÉDICO. Se tiver
que usar outros colírios, use-os com um intervalo de pelo menos 5 minutos após o
uso de Xalatan®. Se você usa lentes de contato, retire suas lentes, pingue o colírio
no(s) olho(s) e espere 15 minutos antes de recolocar as lentes.
Se você esquecer de usar seu colírio na hora habitual, não dobre o número de gotas
na próxima aplicação, mas utilize-o assim que lembrar e, depois, continue utilizando o
produto de acordo com a orientação de seu médico.
Este produto deve ser utilizado somente uma vez ao dia.
Para usar corretamente o produto, retire o lacre externo do frasco e desenrosque a
tampa interna. Com o dedo indicador, puxe delicadamente a pálpebra inferior do olho
afetado para baixo. Coloque a ponta do conta-gotas perto do olho e aperte
cuidadosamente, para que caia uma gota dentro do olho. Se você pingar muitas gotas,
pode ocorrer uma leve irritação. Recoloque a tampa interna no frasco.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
É muito importante informar ao seu médico caso esteja utilizando outros
medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Xalatan®.
Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante o
tratamento com Xalatan®, tais como: irritação ocular (sensação de queimação, areia,
prurido, picada e corpo estranho), blefarite, hiperemia conjuntival (olhos
avermelhados), dor nos olhos, aumento de pigmentação da íris (alteração na
coloração dos olhos), erosões epiteliais puntiformes transitórias, erupção cutânea,
inchaço da pálpebra, tontura, dor de cabeça, inchaço e erosões da córnea,
conjuntivite, irite/uveíte, ceratite, alterações da cor, comprimento, espessura e número
dos cílios e lanugem, direcionamento dos cílios, inchaço macular, inchaço macular
cistóide, escurecimento ou reações da pele da pálpebra, vista embaçada, asma, piora
da asma, crises agudas de asma, dificuldade para respirar, dor muscular/juntas, dor
no peito.
Se a parte colorida de seus olhos (íris) tiver cores mistas, por exemplo, azulacastanhada,
cinza-acastanhada, verde-acastanhada ou amarelo-acastanhada, poderá
ocorrer uma alteração muito suave na cor do olho durante algum tempo. A íris poderá
ficar mais castanha e parecer mais escura. Essa diferença na coloração do olho pode
ser mais notável se você estiver tratando apenas um dos olhos.
Alterações evidentes na cor dos olhos são muito raras em pacientes com olhos
coloridos “puros”, isto é, olhos azuis, verdes, cinzas e castanhos.
Como ocorre com outros colírios, caso sua visão fique embaçada quando você usar o
colírio pela primeira vez, espere até que esse efeito passe antes de dirigir ou operar
máquinas.
Xalatan® é contra-indicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade a
latanoprosta ou a qualquer componente da fórmula.
Se Xalatan® for acidentalmente ingerido, procure seu médico.
Xalatan® não deve ser usado em crianças.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

PARTE III
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
Xalatan® (latanoprosta) é um análogo da prostaglandina F2α, um agonista seletivo do
receptor prostanóide FP, que reduz a pressão intra-ocular aumentando a drenagem do
humor aquoso, principalmente através da via uveoescleral e também da malha trabecular.
No homem, a redução da pressão intra-ocular se inicia cerca de 3 a 4 horas após a
administração e o efeito máximo é alcançado após 8 a 12 horas. A redução da pressão é
mantida por pelo menos 24 horas.
Estudos clínicos mostraram que a latanoprosta não tem efeito significativo sobre a produção
de humor aquoso, sobre a barreira hemato-humoral aquosa. A latanoprosta não induziu
extravasamento de fluoresceína no segmento posterior de olhos humanos pseudofácicos
durante tratamento a curto prazo.
Não foram observados quaisquer efeitos farmacológicos significativos sobre o sistema
cardiovascular e respiratório com doses clínicas de latanoprosta.

 

Propriedades Farmacocinéticas
Absorção
A latanoprosta é absorvida pela córnea onde o pró-fármaco do éster isopropílico é
hidrolisado a forma ácida e torna-se biologicamente ativo. Estudos em humanos indicam
que a concentração máxima no humor aquoso é alcançada cerca de 2 horas após
administração tópica.

 

Distribuição
O volume de distribuição em humanos é 0,16 ± 0,02 L/kg. O ácido da latanoprosta pode ser
medido no humor aquoso durante as primeiras 4 horas após a administração local e no
plasma somente durante a primeira hora.

 

Metabolismo
A latanoprosta, um pró-fármaco do éster isopropílico, é hidrolisado por estearases presentes
na córnea para o ácido biologicamente ativo. O ácido ativo de latanoprosta alcança a
circulação sistêmica e é principalmente metabolizado pelo fígado para os metabólitos 1,2-
dinor e 1, 2, 3, 4-tetranor via β-oxidação de ácidos graxos.

 

Excreção
A eliminação do ácido da latanoprosta do plasma humano é rápida (t1/2 = 17 min) após
administração intravenosa e tópica. O clearance sistêmico é de aproximadamente 7
mL/min/kg. Após β-oxidação hepática, os metabólitos são eliminados principalmente por via
renal. Aproximadamente 88% e 98% da dose administrada é recuperada na urina após
administração tópica e intravenosa, respectivamente.

Dados de Segurança Pré-Clínicos
Efeitos Sistêmicos/Oculares
A toxicidade ocular, assim como a sistêmica de latanoprosta, foram investigadas em várias
espécies animais. Geralmente, a latanoprosta é bem tolerada, com uma margem de
segurança entre a dose clínica ocular e a toxicidade sistêmica de, no mínimo, 1.000 vezes.
Altas doses de latanoprosta, aproximadamente 100 vezes a dose clínica/kg de peso
corporal, administradas intravenosamente a macacos não anestesiados, aumentaram a
freqüência respiratória, refletindo provavelmente uma broncoconstrição de curta duração.
Nos macacos, a latanoprosta foi infundida intravenosamente em doses de até 500 mcg/kg
sem maiores efeitos sobre o sistema cardiovascular. Em estudos animais, a latanoprosta
não demonstrou propriedades sensibilizantes.
Não foram detectados efeitos tóxicos nos olhos com doses de até 100 mcg/olho/dia em
coelhos ou macacos (a dose clínica é aproximadamente 1,5 mcg/olho/dia). A latanoprosta
não produziu efeitos, ou os produziu de modo desprezível sobre a circulação sangüínea
intra-ocular quando utilizada com doses clínicas e estudada em macacos.
Em estudos de toxicidade ocular crônica, a administração de latanoprosta na dose de 6
mcg/olho/dia também mostrou induzir aumento da fissura palpebral. Esse efeito é reversível
e ocorre com doses acima do nível da dose clínica. O efeito não foi observado em humanos.

 

Carcinogenicidade
Estudos de carcinogenicidade em camundongos e ratos foram negativos.

 

Mutagenicidade
A latanoprosta foi negativa em testes de mutação reversa em bactérias, mutação genética
em linfoma de camundongo e testes de micronúcleo de camundongo. Foram observadas
aberrações cromossômicas in vitro com linfócitos humanos. Foram observados efeitos
similares com prostaglandinas F2α, uma prostaglandina que ocorre naturalmente e indica
que este é um efeito de classe.
Estudos adicionais de mutagenicidade sobre a síntese de DNA não-esquematizada in
vitro/in vivo em ratos foram negativos e indicam que a latanoprosta não tem potencial
mutagênico.

 

Alterações na fertilidade
Não foi observado qualquer efeito sobre a fertilidade de machos e fêmeas em estudos com
animais. No estudo de embriotoxicidade em ratos, não foi observada embriotoxicidade em
doses intravenosas (5, 50 e 250 mcg/kg/dia) de latanoprosta. Contudo, a latanoprosta
induziu efeitos letais em embriões de coelhos em doses iguais ou superiores a 5 mcg/kg/dia.
Foi observado que a latanoprosta pode causar toxicidade embrio-fetal em coelhos
caracterizado pelo aumento de incidências de aborto e reabsorção tardia e peso fetal
reduzido quando administrado em doses intravenosas de aproximadamente 100 vezes a
dose humana.

 

Teratogenicidade
Não foi detectado potencial teratogênico.

INDICAÇÕES
Xalatan® (latanoprosta) é indicado para a redução da pressão intra-ocular (PIO) elevada em
pacientes com glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Xalatan® (latanoprosta) é contra-indicado a pacientes que apresentam
hipersensibilidade a latanoprosta ou a qualquer componente da fórmula.

 

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Gerais
Xalatan® (latanoprosta) contém cloreto de benzalcônio, que pode ser absorvido por lentes
de contato (vide Posologia). As lentes de contato devem ser removidas antes da instilação
do colírio e podem ser recolocadas após 15 minutos.
Ocular:
Xalatan® pode gradualmente aumentar o pigmento castanho da íris. A alteração da cor do
olho é devido ao conteúdo aumentado de melanina nos melanócitos estromais da íris, ao
invés do aumento no número de melanócitos. Tipicamente, a pigmentação castanha ao
redor da pupila se difunde concentricamente em direção à periferia da íris e toda a íris, ou
parte dela, pode ficar mais acastanhada. A alteração na cor da íris é leve na maioria dos
casos e pode não ser clinicamente detectada. O aumento na pigmentação da íris em um ou
ambos os olhos foi documentada predominantemente em pacientes com íris de cores
mistas, que contenham a cor castanha como base. Nevos e lentigens da íris não foram
afetados pelo tratamento. Não se observou acúmulo de pigmento na malha trabecular ou em
outras partes da câmara anterior em estudos clínicos.
Em um estudo clínico destinado a avaliar a pigmentação da íris por mais de 5 anos, não
houve evidências de conseqüências adversas devido ao aumento de pigmentação mesmo
quando a administração de Xalatan® continuou. Estes resultados são consistentes com a
experiência clínica pós-comercialização desde 1996. Além disto, a redução da PIO foi
similar em pacientes independente do aumento da pigmentação da íris. Portanto, o
tratamento com Xalatan® pode continuar em pacientes que desenvolveram aumento da
pigmentação da íris. Estes pacientes devem ser examinados regularmente e dependendo da
situação clínica, o tratamento pode ser interrompido.
O início do aumento da pigmentação da íris ocorre tipicamente dentro do primeiro ano de
tratamento, raramente durante o segundo ou terceiro ano, e não foi observado após o quarto
ano de tratamento. A taxa de progressão da pigmentação da íris diminui com o tempo e é
estável por 5 anos. Os efeitos do aumento da pigmentação além dos 5 anos não foram
avaliados. Durante os estudos clínicos, aumento no pigmento castanho da íris não foi
observado após descontinuação do tratamento, mas a alteração da cor resultante pode ser
permanente.
O escurecimento da pálpebra, que pode ser reversível, foi relatado com o uso de Xalatan®.
Xalatan® pode gradualmente alterar os cílios e a lanugem da pálpebra no olho tratado,
estas alterações incluem aumento do comprimento, espessura, pigmentação e quantidade
dos cílios e lanugem, e crescimento irregular dos cílios. Alterações dos cílios são reversíveis
após descontinuação do tratamento.
Antes do tratamento ser instituído, os pacientes devem ser informados quanto à
possibilidade de alteração na coloração dos olhos. O potencial para heterocromia existe
para pacientes recebendo tratamento unilateral.
Durante o tratamento com Xalatan® foram relatados edema macular, incluindo edema
macular cistóide. Estes relatos ocorreram principalmente em pacientes afácicos,
pseudofácicos com ruptura da cápsula posterior do cristalino ou em pacientes com fatores
de risco conhecidos para edema macular. Xalatan® deve ser utilizado com cautela nesses
pacientes.
Após a interrupção do tratamento houve melhora na acuidade visual, utilizando-se em
alguns casos tratamento simultâneo com medicamentos antiinflamatórios tópicos esteróides
e não-esteróides.
Há experiência limitada com Xalatan® no tratamento de glaucoma inflamatório, neovascular
ou congênito. Portanto, recomenda-se que Xalatan® seja utilizado com cuidado nessas
condições até que se disponha de maiores dados nesse aspecto.

 

Uso em Crianças e Adolescentes
A segurança e a eficácia de Xalatan® em crianças e adolescentes não foram estabelecidas.

 

Uso durante a Gravidez
A latanoprosta mostrou causar toxicidade embrio-fetal em coelhos, caracterizada por
aumento na incidência de reabsorção tardia, aborto e peso fetal reduzido quando
administrada em doses intravenosas de, aproximadamente, 100 vezes a dose humana.
Xalatan® não aumenta a incidência espontânea de defeitos congênitos, mas tem efeitos
farmacológicos prejudiciais potenciais em relação ao período da gravidez, para o feto ou
neonato.
Não foram realizados estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas.
Xalatan® deve ser usado durante a gravidez apenas se o benefício previsto justificar o risco
potencial para o feto (vide “Dados de Segurança Pré-Clínicos”).
Uso durante a Lactação
A latanoprosta e seus metabólitos podem passar para o leite materno, portanto, Xalatan®
deve ser utilizado com cautela em mulheres lactantes.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
A instilação de Xalatan® pode embaçar transitoriamente a visão. Até que isto seja resolvido,
os pacientes não devem dirigir ou operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Estudos in vitro mostraram que ocorre precipitação quando colírios contendo timerosal são
misturados com Xalatan® (latanoprosta). Se tais produtos forem utilizados, o colírio deve ser
administrado com um intervalo de, no mínimo, 5 minutos.
Um estudo clínico de 3 meses mostrou que o efeito redutor da pressão intra-ocular da
latanoprosta é aditivo ao dos antagonistas beta-adrenérgicos (timolol). Outros estudos de
curto prazo sugerem que o efeito de latanoprosta é aditivo ao dos agonistas adrenérgicos
(dipivalilepinefrina), inibidores da anidrase carbônica (acetazolamida) e, pelo menos
parcialmente, ao dos agonistas colinérgicos (pilocarpina). No caso de terapia combinada, os
colírios devem ser administrados com um intervalo mínimo de 5 minutos.
Houve relatos de elevações paradoxiais da PIO após administrações oftálmicas
concomitantes de 2 prostaglandina análogas. Portanto, o uso de 2 ou mais prostaglandinas,
análogos ou derivados não é recomendado.
Interações com outras medicações não foram investigadas.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Os seguintes eventos foram considerados relacionados ao fármaco:
Estudos clínicos:
Ocular: irritação ocular (sensação de queimação, areia, prurido, picada e corpo estranho),
blefarite, hiperemia conjuntival, dor ocular, aumento de pigmentação da íris (vide
“Advertências e Precauções”), erosões epiteliais puntiformes transitórias e edema de
pálpebra.
Pele e tecido subcutâneo: rash cutâneo.
Experiência Pós-Comercialização
Os seguintes eventos também foram relatados:
Sistema nervoso: tontura e cefaléia.
Ocular: edema e erosões da córnea, conjuntivite, alteração nos cílios e lanugem da pálpebra
(aumento do comprimento, espessura, pigmentação e número), irite/uveíte, ceratite, edema
macular incluindo edema macular cistóide, cílios irregulares que podem causar irritação
ocular, visão embaçada (vide “Advertências e Precauções”).
Sistema Respiratório: asma, agravamento da asma, crises agudas de asma e dispnéia.
Pele e tecido subcutâneo: escurecimento da pele da pálpebra, reação cutânea local na
pálpebra.
Musculoesquelético e Tecido conjuntivo: dor muscular/articulação.
Geral: dor torácica não-específica.

POSOLOGIA
Uso em adultos (incluindo idosos)
A dose recomendada é 1 gota de Xalatan® (latanoprosta) no(s) olho(s) afetado(s), uma vez
ao dia. O efeito ótimo é obtido se o produto for administrado à noite.
A dose de Xalatan® não deve exceder 1 dose diária, uma vez que uma administração mais
freqüente diminui o efeito redutor da pressão intra-ocular.
Se uma dose for esquecida, o tratamento deve continuar normalmente com a próxima dose
(vide “Advertências e Precauções”).
Xalatan® pode ser utilizado concomitantemente com outras classes de medicamentos
oftálmicos tópicos para redução da PIO. Se outros medicamentos oftálmicos tópicos são
utilizados, esses devem ser administrados com um intervalo de, pelo menos, 5 minutos.
Lentes de contato devem ser removidas antes da instilação da solução oftálmica e podem
ser recolocadas após 15 minutos (vide “Advertências e Precauções – Geral”).
Cuidados especiais para armazenamento
Xalatan® deve ser conservado sob refrigeração (entre 2 e 8ºC), protegido da luz. Após a
abertura do frasco, o produto pode ser conservado à temperatura ambiente (até 25ºC) por
até 10 semanas.

 

SUPERDOSAGEM
Além da irritação ocular e hiperemia conjuntival, não são conhecidos outros efeitos adversos
oculares no caso de superdosagem com Xalatan® (latanoprosta).
Se Xalatan® for acidentalmente ingerido, as seguintes informações podem ser úteis: um
frasco de 2,5 mL contém 125 mcg de latanoprosta. Mais de 90% é metabolizado durante a
primeira passagem pelo fígado. A infusão intravenosa de 3 mcg/kg em voluntários sadios
não induziu sintomas, mas uma dose de 5,5-10 mcg/kg causou náuseas, dor abdominal,
tontura, fadiga, ondas de calor e sudorese. Contudo, em pacientes com asma brônquica
moderada, a latanoprosta não induziu broncoconstrição, quando aplicada topicamente, por
via oftálmica, em uma dose equivalente a 7 vezes a dose clínica (vide “Dados de Segurança
Pré-Clínica – Efeitos Sistêmicos/Oculares”).
Se ocorrer superdosagem com Xalatan®, deve-se instituir tratamento sintomático.

PARTE IV
ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E, EMBORA AS PESQUISAS
REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO
CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS
IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA
DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.

 

MS – 1.0216.0129
Farmacêutico Responsável: José Francisco Bomfim – CRF-SP nº 7009
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Número do lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Produto fabricado e embalado por:
Pfizer Manufacturing Belgium NV
Puurs – Bélgica
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 – Guarulhos – SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
S.A.C. Linha Pfizer 0800-16-7575
XAT02

Bula do Xalacom (Antiglaucomatoso)

XalacomBula do Xalacom:
(latanoprosta, maleato de timolol)

 

PARTE I
IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO
Nome: Xalacom*
Nome genérico: latanoprosta e maleato de timolol
Forma farmacêutica e apresentação:
Xalacom* solução oftálmica estéril em embalagem contendo 1 frasco gotejador de 2,5 mL.
USO ADULTO
USO OFTÁLMICO

 

Composição:
Cada mL da solução oftálmica de Xalacom* contém 50 mcg de latanoprosta e maleato de
timolol equivalente a 5,0 mg de timolol.
Excipientes: cloreto de sódio, fosfato de sódio monobásico, fosfato de sódio dibásico anidro,
cloreto de benzalcônio, ácido clorídrico 10%a, hidróxido de sódio 10%a e água para
injetáveis.
a = para ajuste do pH.
Uma gota da solução contém aproximadamente 1,5 mcg de latanoprosta e 150 mcg de
timolol.

PARTE II
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) é indicado no tratamento de glaucoma de
ângulo aberto e hipertensão ocular, condições em que a pressão dentro dos olhos
está aumentada.
Xalacom* deve ser conservado sob refrigeração (entre 2 e 8ºC), protegido da luz. Após
a abertura do frasco, o produto pode ser conservado em temperatura ambiente (até
25ºC) por até 10 semanas.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não utilize
medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde.
A segurança de Xalacom* na gravidez não foi estabelecida. Xalacom* deve ser usado
durante a gravidez somente com orientação do médico.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o
seu término.
O maleato de timolol é excretado no leite materno. A latanoprosta e os metabólitos
podem também ser excretados no leite materno. Consulte seu médico antes de iniciar
a amamentação.
Informe ao seu médico se estiver amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento. Se tiver que usar outros colírios, use-os com um intervalo de
pelo menos 5 minutos após o uso de Xalacom*. Se você usar lentes de contato, retire
suas lentes, pingue o colírio no(s) olho(s) e espere 15 minutos antes de recolocar as
lentes.
Se você esquecer de usar seu colírio na hora habitual, não dobre o número de gotas
na próxima aplicação, mas utilize-o assim que lembrar e, depois, continue utilizando o
produto de acordo com a orientação de seu médico.
Este produto deverá ser utilizado somente uma vez ao dia.
Para usar corretamente o produto, retire o lacre externo do frasco e desenrosque a
tampa interna. Com o dedo indicador, puxe delicadamente a pálpebra inferior do olho
afetado para baixo. Coloque a ponta do conta-gotas perto do olho e aperte
cuidadosamente, para que caia uma gota dentro do olho. Se você pingar muitas gotas,
pode ocorrer uma leve irritação. Recoloque a tampa interna no frasco.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
É muito importante informar ao seu médico caso esteja utilizando outros
medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Xalacom*, em especial
medicamentos para controle de hipertensão arterial (“pressão alta”), para controle de
arritmias cardíacas e problemas cardíacos e para tratamento de diabetes.
Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante o
tratamento com Xalacom*, tais como: visão anormal, blefarite, catarata, distúrbios da
conjuntiva, conjuntivite, distúrbios da córnea, defeitos na refração, hiperemia do olho,
irritação do olho, dor no olho, aumento da pigmentação da íris, ceratite, fotofobia,
defeito no campo visual, infecção, sinusite, infecção do trato respiratório superior,
diabetes mellitus, hipercolesterolemia, depressão, dor de cabeça, hipertensão,
hipertricose, rash (alteração de pele), distúrbios da pele, artrite (vide “Reações
Adversas”).
Poderá ocorrer uma alteração muito suave na cor do olho durante algum tempo. A íris
poderá ficar mais castanha e parecer mais escura. Essa diferença na coloração do
olho poderá ser mais notável se você estiver tratando apenas um dos olhos.
Alterações evidentes na cor dos olhos são muito raras em pacientes com olhos
coloridos “puros”, isto é, olhos azuis, verdes, cinzas e castanhos.
Como ocorre com outros colírios, caso sua visão fique embaçada quando você usar o
colírio pela primeira vez, espere até que esse efeito passe antes de dirigir ou operar
máquinas.
Xalacom* é contra-indicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade a
latanoprosta, maleato de timolol ou a qualquer componente da fórmula. Xalacom* é
também contra-indicado a pacientes com distúrbio da reatividade da via aérea,
incluindo asma brônquica ou histórico de asma brônquica e doença pulmonar
obstrutiva crônica (DPOC) grave, bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de
segundo ou terceiro grau, insuficiência cardíaca sintomática e choque cardiogênico.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

PARTE III
INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

Propriedades Farmacodinâmicas
Mecanismo de ação:
Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) contém duas substâncias ativas: latanoprosta e
maleato de timolol. Esses dois componentes diminuem a pressão intra-ocular (PIO) elevada
por diferentes mecanismos de ação e o efeito combinado resulta em uma redução da PIO
maior do que a proporcionada pelas duas substâncias administradas isoladamente.
A latanoprosta:
A latanoprosta é uma análoga da prostaglandina F2α, uma agonista seletiva do receptor
prostanóide FP, que reduz a pressão intra-ocular aumentando a drenagem do humor
aquoso, principalmente através da via uveoescleral e também da malha trabecular.
Estudos clínicos mostraram que a latanoprosta não tem efeito significativo sobre a produção
de humor aquoso, sobre a barreira hemato-humoral aquosa ou sobre a circulação
sangüínea intra-ocular. A latanoprosta não induziu extravasamento de fluoresceína no
segmento posterior de olhos humanos pseudofácicos durante o tratamento a curto prazo.
Não foram observados quaisquer efeitos farmacológicos significativos sobre o sistema
cardiovascular e respiratório com doses clínicas de latanoprosta.
O maleato de timolol:
O maleato de timolol é um agente bloqueador do receptor beta-1 e beta-2 adrenérgicos
(não-seletivo) que não apresenta significativa atividade simpatomimética intrínseca,
depressora miocárdica direta ou atividade anestésica local (estabilizadora de membrana).
Os bloqueadores dos receptores beta-adrenérgicos reduzem o rendimento cardíaco em
ambos os indivíduos saudáveis e pacientes com doenças cardíacas. Os pacientes com
insuficiência da função miocárdica, os bloqueadores dos receptores beta-adrenérgicos
podem inibir o efeito estimulatório do sistema nervoso simpático necessário para manter a
função cardíaca adequada.
Os bloqueadores dos receptores beta-adrenérgicos nos brônquios e bronquíolos resultaram
em aumento da resistência das vias aéreas da atividade parassimpática sem contraposição.
Este efeito nos pacientes com asma ou outras condições broncospásticas é potencialmente
perigoso (vide “Contra-indicações” e “Advertências e Precauções – O maleato de timolol”).
A solução oftálmica de maleato de timolol, quando aplicado topicamente sobre o olho, tem a
ação de reduzir a pressão intra-ocular elevada e normal, se acompanhado ou não por
glaucoma. Pressão intra-ocular elevada é o principal fator de risco na patogênese de perda
do campo visual do glaucomatoso. Quanto maior o nível de pressão intra-ocular, maior
probabilidade de perda do campo visual do glaucomatoso e danos no nervo óptico.
O mecanismo preciso da ação hipotensiva ocular do maleato de timolol não está totalmente
estabelecido até o momento. Estudos de tonografia e fluorofotometria em homens sugerem
que sua ação predominante pode estar relacionada à redução da formação aquosa.

Contudo, em alguns estudos, um aumento leve no escoamento do humor aquoso foi
observado.
Efeitos Clínicos:
Em estudos de dose, a latanoprosta-maleato de timolol produziu uma redução significativa
maior em média diurna de PIO comparado a latanoprosta e maleato de timolol administrado
uma vez ao dia como monoterapia. Em dois estudos controlados, de 6 meses duplomascarados
o efeito da redução da PIO da latanoprosta-maleato de timolol foi comparado
com monoterapia de latanoprosta e maleato de timolol em pacientes com PIO de pelo
menos 25 mmHg ou mais. Após 2 a 4 semanas de tratamento com maleato de timolol
(diminuição média na PIO de 5 mmHg, a partir da inclusão do paciente no estudo), reduções
adicionais em média diurna de PIO de 3,1; 2,0 e 0,6 mmHg foram observados após 6 meses
de tratamento com latanoprosta-maleato de timolol e latanoprosta e maleato de timolol (duas
vezes ao dia), respectivamente. Os efeitos da redução da PIO de latanoprosta-maleato de
timolol foi mantido em um período de extensão aberta de 6 meses, destes estudos.
O início da ação de latanoprosta-maleato de timolol ocorre dentro de 1 hora e o efeito
máximo ocorre dentro de 6 a 8 horas. O efeito adequado da redução de PIO foi observado
estar presente até 24 horas após dose depois de tratamentos múltiplos.
Propriedades Farmacocinéticas
A latanoprosta-maleato de timolol (Xalacom*):
Não foram observadas interações farmacocinéticas entre a latanoprosta e o timolol, embora
houvesse uma tendência para o aumento em aproximadamente 2 vezes as concentrações
do ácido de latanoprosta no humor aquoso de 1 a 4 horas após a administração de
Xalacom* quando comparado com a monoterapia.
A latanoprosta:
Absorção: a latanoprosta é absorvida pela córnea onde o pró-fármaco do éster isopropílico é
hidrolisado a forma ácida e torna-se biologicamente ativo. Estudos em humanos indicam
que a concentração máxima no humor aquoso, é alcançada cerca de 2 horas após
administração tópica.
Distribuição: o volume de distribuição em humanos é 0,16 ± 0,02 L/kg. O ácido de
latanoprosta pode ser medido no humor aquoso durante as primeiras quatro horas após
administração tópica e no plasma somente durante a primeira hora.
Metabolismo: a latanoprosta, um pró-fármaco do éster isopropílico, é hidrolisado por
estearases presentes na córnea ao ácido biologicamente ativo. O ácido ativo de
latanoprosta alcança a circulação sistêmica e é principalmente metabolizado pelo fígado
para os metabólitos 1,2-dinor e 1,2,3,4-tetranor via β-oxidação dos ácidos graxos.
Excreção: a eliminação do ácido de latanoprosta do plasma humano é rápida (t1/2 = 17 min)
após administração intravenosa e tópica. O clearance sistêmico é de aproximadamente 7
mL/min/kg. Após β-oxidação hepática, os metabólitos são eliminados principalmente por via
renal. Aproximadamente 88% e 98% da dose administrada é recuperada na urina após
administração tópica e intravenosa, respectivamente.

O maleato de timolol
A concentração máxima do maleato de timolol no humor aquoso é alcançada em cerca de 1
hora após a administração tópica do colírio. Uma parte dessa dose é absorvida
sistemicamente e se obtém uma concentração plasmática máxima de 1 ng/mL em 10-20
minutos após a aplicação de uma gota do colírio em cada olho, uma vez ao dia (300
mcg/dia). A meia-vida do maleato de timolol no plasma é de cerca de 6 horas. O maleato de
timolol é extensivamente metabolizado no fígado. Os metabólitos são excretados na urina
juntamente com o maleato de timolol inalterado.

 

Dados de Segurança Pré-Clínicos
O perfil de segurança sistêmico e ocular dos componentes individuais é bem estabelecido.
Não foi observado efeito adverso sistêmico ou ocular em coelhos tratados topicamente com
a combinação fixa ou com a administração concomitante de soluções oftálmicas de
latanoprosta e timolol. Os estudos farmacológicos de segurança, de genotoxicidade e de
carcinogenicidade de cada substância não demonstraram risco especial para os humanos. A
latanoprosta não afetou a cicatrização da ferida corneal do olho do coelho, enquanto que o
timolol inibiu o processo do olho do coelho e do macaco quando administrado com
freqüência maior que uma vez ao dia.

 

A latanoprosta:
Efeitos Sistêmicos/Oculares:
A toxicidade ocular assim como a sistêmica de latanoprosta foram investigadas em várias
espécies animais. Geralmente, a latanoprosta é bem tolerada com uma margem de
segurança entre a dose clínica oftálmica e a toxicidade sistêmica de no mínimo 1.000 vezes.
Altas doses de latanoprosta, aproximadamente 100 vezes a dose clínica/kg de peso
corporal, administrada intravenosamente a macacos não anestesiados aumentaram a
freqüência respiratória, refletindo provavelmente uma broncoconstrição de curta duração.
Nos macacos, a latanoprosta foi infundida intravenosamente em doses de até 500 mcg/kg
sem maiores efeitos sobre o sistema cardiovascular. Em estudos animais, a latanoprosta
não demonstrou propriedades sensibilizantes.
Não foram detectados efeitos tóxicos nos olhos com doses de até 100 mcg/olho/dia em
coelhos ou macacos (a dose clínica é de aproximadamente 1,5 mcg/olho/dia). A
latanoprosta não produziu efeitos, ou os produziu de modo desprezível, sobre a circulação
sangüínea intra-ocular quando utilizada com doses clínicas e estudada em macacos.
Em estudos de toxicidade ocular crônica, a administração de latanoprosta na dose de 6
mcg/olho/dia também mostrou induzir aumento de fissura palpebral. Este efeito é reversível
e ocorre nas doses acima do nível de dose clínica. O efeito não foi observado em humanos.
Carcinogenicidade:
Estudos de carcinogenicidade em camundongos e ratos foram negativos.

 

Mutagenicidade:
A latanoprosta foi negativa em testes de mutação reversa em bactérias, mutação genética
em linfoma de camundongo e testes de micronúcleo de camundongo. Foram observadas
aberrações cromossômicas in vitro com linfócitos humanos. Foram observados efeitos
similares com prostaglandinas F2α, uma prostaglandina que ocorre naturalmente e indica
que este é um efeito de classe.
Estudos adicionais de mutagenicidade sobre a síntese de DNA não-esquematizada in
vitro/in vivo em ratos foram negativos e indicam que a latanoprosta não tem potencial
mutagênico.

 

Alterações na fertilidade:
Não foi observado qualquer efeito sobre a fertilidade de machos e fêmeas em estudos com
animais. No estudo de embriotoxicidade em ratos, não foi observado embriotoxicidade em
doses intravenosas (5, 50 e 250 mcg/kg/dia) de latanoprosta. Contudo, a latanoprosta
induziu efeitos letais em embriões de coelhos em doses iguais ou superiores a 5 mcg/kg/dia.
Foi observado que a latanoprosta pode causar toxicidade embrio-fetal em coelhos
caracterizado pelo aumento de incidências de aborto e reabsorção tardia e peso fetal
reduzido quando administrado em doses intravenosas de aproximadamente 100 vezes a
dose humana.

 

Teratogenicidade:
Não foi detectado potencial teratogênico.
O maleato de timolol:

 

Carcinogenicidade:
Em um estudo de dois anos de maleato de timolol administrado oralmente a ratos, houve um
aumento estatisticamente significativo na incidência de feocromocitomas adrenais em ratos
machos recebendo 300 mg/kg/dia (aproximadamente 42.000 vezes a exposição sistêmica
após a dose oftálmica humana máxima recomendada). Diferenças similares não foram
observadas em ratos recebendo doses orais equivalente a aproximadamente 14.000 vezes
a dose oftálmica humana máxima recomendada.
Em um estudo oral com camundongos vivos, houve um aumento estatisticamente
significativo na incidência de tumores pulmonares malignos e benignos, pólipos uterinos
benignos e adenocarcinomas mamários em camundongos fêmeas na dose de 500
mg/kg/dia (aproximadamente 71.000 vezes a exposição sistêmica após a dose oftálmica
humana máxima recomendada), mas não nas doses de 5 ou 50 mg/kg/dia
(aproximadamente 700 ou 7.000 vezes a exposição sistêmica após a dose oftálmica
humana máxima recomendada). Em um estudo subseqüente com camundongos fêmeas,
cujos exames pós-morte foram limitados ao útero e pulmões, um aumento estatisticamente
significativo na incidência de tumores pulmonares foi novamente observado com doses de
500 mg/kg/dia.
O aumento da ocorrência de adenocarcinomas mamários foi associado com elevações de
prolactina sérica que ocorreram em camundongos fêmeas administrados com doses de 500
mg/kg/dia de maleato de timolol oral, mas não nas doses de 5 ou 50 mg/kg/dia. Um aumento
na incidência de adenocarcinomas mamários em roedores foi associado com a
administração de vários outros agentes terapêuticos que elevam a prolactina sérica, mas
não foi estabelecida correlação entre níveis de prolactina sérica e tumores mamários em
humanos.

 

Mutagenicidade:
O maleato de timolol foi desprovido de potencial mutagênico quando testados in vivo
(camundongo) no teste de micronúcleos e ensaios citogenéticos (doses de até 800 mg/kg) e
in vitro em ensaios de transformação de células neoplásicas (até 100 mcg/mL). Nos testes
de Ames, as concentrações mais altas de maleato de timolol empregados, 5.000 ou 10.000
mcg/placa, foram associadas a elevações estatisticamente significativas de revertentes
observados com cepas de testes TA100 (em sete ensaios replicados), mas não nas três
cepas remanescentes. No ensaio com a cepa de teste TA100, não foi observada uma
relação de resposta consistente com a dose e a taxa de testes para controlar os revertentes
não alcançou a taxa 2. A taxa igual a 2 é geralmente considerada o critério para um teste de
Ames positivo.
Alterações na fertilidade:
Estudos de reprodução e fertilidade em ratos não demonstraram efeitos adversos na
fertilidade de machos ou fêmeas nas doses de até 21.000 vezes a exposição sistêmica após
a dose oftálmica humana máxima recomendada.
Teratogenicidade:
Estudos de teratogenicidade com maleato de timolol em camundongos, ratos e coelhos com
doses orais de até 50 mg/kg/dia (7.000 vezes a exposição sistêmica que se segue após a
dose oftálmica humana máxima recomendada) não demonstraram evidências de
malformações fetais. Embora a ossificação fetal tardia tenha sido observada com essa dose
em ratos, não houve efeitos adversos no desenvolvimento pós-natal da prole. Doses de
1.000 mg/kg/dia (142.000 vezes a exposição sistêmica que se segue após a dose oftálmica
humana máxima recomendada) foram doses maternas tóxicas em camundongos e resultou
em um aumento do número de reabsorção fetal. Foi observado também aumento da
reabsorção fetal em coelhos nas doses de 14.000 vezes à exposição sistêmica após a dose
oftálmica humana máxima recomendada, neste caso, sem toxicidade materna aparente.

 

INDICAÇÕES
Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) é indicado para a redução da pressão intraocular
(PIO) em pacientes com glaucoma de ângulo aberto e hipertensão ocular.

CONTRA-INDICAÇÕES
Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) é contra-indicado a pacientes com:
• distúrbio da reatividade da via aérea, incluindo asma brônquica ou histórico de
asma brônquica e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave;
• pacientes com bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de segundo ou
terceiro grau, insuficiência cardíaca sintomática, choque cardiogênico;
• pacientes com hipersensibilidade conhecida a latanoprosta, maleato de timolol
ou a qualquer componente da fórmula.

 

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Gerais
Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) contém cloreto de benzalcônio, que pode ser
absorvido pelas lentes de contato (vide “Posologia”).
A latanoprosta
A latanoprosta pode gradualmente aumentar o pigmento castanho da íris. A alteração da cor
do olho é devido ao conteúdo aumentado de melanina no melanócito estromal da íris, ao
invés do aumento do número de melanócitos. Tipicamente, a pigmentação castanha ao
redor da pupila se difunde concentricamente em direção à periferia da íris e toda a íris, ou
parte dela, pode ficar mais acastanhada. A alteração na cor da íris é leve na maioria dos
casos e pode não ser clinicamente detectada. O aumento na pigmentação da íris em um ou
ambos os olhos foi documentado predominantemente em paciente que tem íris de cores
mistas que contenham a cor castanha como base. Nevos e lentigens da íris não foram
afetados pelo tratamento. Não se observou acúmulo de pigmento na malha trabecular ou em
outras partes da câmara anterior em estudos clínicos.
Em um estudo clínico destinado a avaliar a pigmentação da íris por mais de cinco anos, não
houve evidências de conseqüências adversas devido ao aumento de pigmentação, mesmo
quando a administração da latanoprosta continuou. Esses resultados são consistentes com
experiência clínica pós-comercialização desde 1996. Além disso, redução da PIO foi similar
em pacientes independente do aumento da pigmentação da íris. Portanto, o tratamento com
latanoprosta pode continuar em pacientes que desenvolveram aumento da pigmentação da
íris. Esses pacientes devem ser examinados regularmente e, dependendo da situação
clínica, o tratamento pode ser interrompido.
O início do aumento da pigmentação da íris ocorre tipicamente dentro do primeiro ano de
tratamento, raramente durante o segundo ou terceiro ano e não foi observado após o quarto
ano de tratamento. A taxa de progressão da pigmentação da íris diminui com o tempo e é
estável por cinco anos. Os efeitos do aumento da pigmentação além dos cinco anos não
foram avaliados. Durante os estudos clínicos, aumento no pigmento castanho da íris não foi
observado após descontinuação do tratamento, mas a alteração da cor resultante pode ser
permanente.
Antes do tratamento ser instituído, os pacientes devem ser informados quanto à
possibilidade de alteração na coloração dos olhos.
O escurecimento da pele da pálpebra, que pode ser reversível, foi relatado com o uso de
latanoprosta.
A latanoprosta pode gradualmente alterar os cílios e a lanugem da pálpebra no olho tratado;
essas alterações incluem aumento do comprimento, grossura, pigmentação e número de
cílios ou lanugem e crescimento irregular dos cílios. Alterações dos cílios são reversíveis
após a descontinuação do tratamento.
O potencial para heterocromia existe para pacientes recebendo tratamento unilateral.
Durante o tratamento com latanoprosta foi relatada a ocorrência de edema macular,
incluindo edema macular cistóide. Esses relatos ocorreram, principalmente em pacientes
afácicos, pseudofácicos com ruptura da cápsula posterior do cristalino, ou em pacientes com
fatores de risco conhecidos para edema macular. A latanoprosta deve ser utilizada com
cautela nesses pacientes.
Não há experiência documentada com latanoprosta-timolol em glaucoma inflamatório,
neovascular, crônico de ângulo fechado ou glaucoma congênito, glaucoma de ângulo aberto
de pacientes pseudofácicos e em glaucoma pigmentar. Portanto, recomenda-se que
Xalacom* seja utilizado com cuidado nessas condições até que se disponha de maiores
dados nesse aspecto.

 

O maleato de timolol
As mesmas reações adversas observadas com a administração sistêmica de agentes
bloqueadores beta-adrenérgicos podem ocorrer com a administração tópica. Pacientes com
histórico de distúrbios cardíacos graves devem ser cuidadosamente monitorados para sinais
de insuficiência cardíaca. As seguintes reações cardíacas e respiratórias podem ocorrer
após aplicação tópica de maleato de timolol:
• agravamento da angina de Prinzmetal
• agravamento de distúrbios circulatóriosperiférico e central
• hipotensão
• insuficiência cardíaca resultando em morte
• reações respiratórias graves, incluindo broncospasmo fatal em pacientes com asma
• bradicardia
Uma retirada gradual dos agentes bloqueadores beta-adrenérgicos antes da cirurgia
principal deve ser considerada. Agentes bloqueadores beta-adrenérgicos prejudica a
capacidade do coração de responder a estímulos reflexos mediados beta-adrenergicamente,
que podem aumentar o risco da anestesia geral em procedimentos cirúrgicos. Foram
relatadas hipotensão grave prolongada durante a anestesia e dificuldade de reiniciar e
manter a pulsação. Durante a cirurgia, os efeitos dos agentes bloqueadores betaadrenérgicos
podem ser revertidos por doses adequadas de agonistas adrenérgicos.
Agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem aumentar os efeitos hipoglicêmicos de
agentes usados para tratar a diabete e podem mascarar sinais e sintomas de hipoglicemia.
Eles devem ser usados com cautela em pacientes com hipoglicemia espontânea ou diabete
(especialmente naqueles com diabete lábil) que estão recebendo insulina ou agentes
hipoglicêmicos orais.
Tratamento com agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem mascarar certos sinas e
sintomas de hipertiroidismo. Retirada brusca do tratamento pode precipitar uma piora da
condição.
Pacientes tratados com agentes bloqueadores beta-adrenérgicos com histórico de atopia ou
reações anafiláticas graves a uma variedade de alérgenos podem ser mais reativos quando
em contato com os mesmos repetidamente. Esses pacientes podem não responder a doses
usuais de adrenalina utilizadas para tratar reações anafiláticas.
Foi raramente relatado aumento de fraqueza muscular em alguns pacientes com miastenia
grave ou sintomas de miastenia com maleato de timolol (por ex.: diplopia, ptose, fraqueza
generalizada).
Foi relatado descolamento de coróide após procedimentos de filtração com a administração
de agentes hipotensivos oculares.

 

Uso em Crianças e Adolescentes
A segurança e a eficácia de Xalacom* em crianças e adolescentes não foram estabelecidas.
Uso durante a Gravidez
Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Xalacom* deve ser
usado durante a gravidez somente se o benefício previsto justificar o risco potencial para o
feto (vide “Dados de Segurança Pré-Clínicos – A latanoprosta e O maleato de timolol”).

 

Uso durante a Lactação
A latanoprosta e seus metabólitos podem passar para o leite materno. O maleato de timolol
foi detectado no leite humano após administração oral e oftálmica do fármaco. Por causa do
potencial para reações adversas graves em lactentes, uma decisão deve ser tomada em
relação a descontinuar a amamentação ou descontinuar o tratamento com o fármaco,
levando em consideração a importância do fármaco para a mãe.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
A instilação de Xalacom* pode embaçar transitoriamente a visão. Até que isto seja resolvido,
o paciente não deve dirigir ou operar máquinas.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Estudos específicos de interação medicamentosa não foram realizados com Xalacom*
(latanoprosta, maleato de timolol).
O efeito sobre a pressão intra-ocular ou os efeitos conhecidos dos beta-bloqueadores
sistêmicos podem ser potencializados quando Xalacom* é administrado a pacientes que já
estão recebendo um agente bloqueador beta-adrenérgico oral e o uso de dois ou mais
agentes bloqueadores beta-adrenérgicos tópicos não é recomendado.
Houve relatos de elevações paradoxais na PIO após administrações oftálmicas
concomitantes de duas prostaglandinas análogas. Portanto, o uso de duas ou mais
prostaglandinas, análogas ou derivadas não é recomendado.

Relatou-se ocasionalmente midríase quando se administrou timolol e adrenalina.
Há um potencial para efeitos aditivos que resultam em hipotensão sistêmica e/ou bradicardia
marcada quando maleato de timolol é administrado concomitantemente a:
• bloqueadores do canal de cálcio
• fármacos depletores de catecolaminas ou agentes bloqueadores beta-adrenérgicos
• antiarrítmicos (incluindo amiodarona e quinidina)
• glicosídeos digitálicos
• parassimpatomiméticos
• narcóticos
• inibidores da monoaminoxidase
A ação hipertensiva devido à interrupção repentina do tratamento com clonidina pode ser
potencializada quando se está usando um beta-bloqueador.
Os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem aumentar o efeito hipoglicemiante de
agentes antidiabéticos (vide “Advertências e Precauções – O maleato de timolol”).

 

REAÇÕES ADVERSAS
Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol)
Estudos clínicos:
Eventos adversos observados em ≥ 1% dos pacientes tratados com Xalacom* em 3 estudos
clínicos, fase 3, controlados (6 meses, 6 meses e 12 meses, respectivamente) foram:
Ocular:
Olho: visão anormal, blefarite, catarata, distúrbios da conjuntiva, conjuntivite, distúrbios da
córnea, defeitos na refração, hiperemia do olho, irritação do olho, dor no olho, aumento da
pigmentação da íris, ceratite, fotofobia e defeito no campo visual.
Sistêmico:
Infecções e infestações: infecção, sinusite e infecção do trato respiratório superior.
Metabolismo e nutrição: diabetes mellitus e hipercolesterolemia.
Psiquiátrico: depressão.
Sistema nervoso: dor de cabeça.
Vascular: hipertensão.
Pele e tecido subcutâneo: hipertricose, rash e distúrbios da pele.
Musculoesquelético e tecido conjuntivo: artrite.

Outros eventos adversos significativos que foram relatados com os componentes isolados
de Xalacom* estão listados a seguir (se não estiverem previamente listado sob Xalacom*):
A latanoprosta

 

Estudos clínicos:
Os seguintes eventos foram considerados relacionados ao fármaco:
Olhos: irritação ocular (sensação de queimação, areia, prurido, picada e corpo estranho),
erosões epiteliais pontuais transitórias e edema de pálpebra.
Pele e tecido subcutâneo: rash cutâneo.
Experiência pós-comercialização:
Os seguintes eventos adicionais foram relatados:
Sistema nervoso: tontura.
Olhos: edema e erosões da córnea; alterações nos cílios e lanugem da pálpebra (aumento
do comprimento, espessura, pigmentação e quantidade); irite/uveíte; edema macular,
incluindo edema macular cistóide; cílios irregulares que podem causar irritação ocular; visão
embaçada (vide “Advertências e Precauções – A latanoprosta”).
Sistema respiratório: asma, agravamento da asma, ataque agudo da asma e dispnéia.
Pele e tecido subcutâneo: escurecimento da pele da pálpebra e reação cutânea local na
pálpebra.
Musculoesquelético e tecido conjuntivo: dor muscular/articulação.
Geral: dor torácica não-específica.

 

O maleato de timolol (administração oftálmica):
Sistema imunológico: sinais e sintomas de reações alérgicas sistêmicas incluindo anafilaxia,
angioedema, urticária e rash generalizado e localizado.
Metabolismo e nutrição: anorexia, sintomas mascarados de hipoglicemia em pacientes
diabéticos (vide “Advertências e Precauções – O maleato de timolol”).
Psiquiátrico: alterações de comportamento e distúrbios psíquicos incluindo confusão,
alucinações, ansiedade, desorientação, nervosismo e perda de memória; diminuição da
libido; insônia e pesadelos.
Sistema nervoso: isquemia cerebral, acidente vascular cerebral, tontura, aumento dos sinais
e sintomas de miastenia grave (vide “Advertências e Precauções – O maleato de timolol”),
parestesia, sonolência e síncope.
Olhos: edema macular cistóide; diminuição da sensibilidade da córnea; descolamento
coroidal após cirurgia de filtração (vide “Advertências e Precauções – O maleato de timolol”),
ptose e distúrbios visuais incluindo alterações refratárias, diplopia e olhos secos.

Ouvido e labirinto: tinido.
Cardíaco: arritmia, bradicardia, parada cardíaca, insuficiência cardíaca, bloqueio cardíaco,
palpitação e piora da angina pectoris (vide “Advertências e Precauções – O maleato de
timolol”).
Vascular: claudicação, mãos e pés frios, hipotensão e fenômeno de Raynaud’s.
Respiratório: broncospasmo (predominantemente em pacientes com doença
broncospasmódica preexistente) (vide “Advertências e Precauções – O maleato de timolol”),
tosse, dispnéia, congestão nasal, edema pulmonar e insuficiência respiratória.
Gastrintestinal: diarréia, boca seca, dispnéia, náusea e fibrose retroperitoneal.
Pele e tecido subcutâneo: alopecia, pseudopenfigóide e rash psoriasiforme ou exacerbação
da psoríase.
Musculoesquelético e tecido conjuntivo: lúpus eritematoso sistêmico.
Sistema reprodutivo: impotência e doença de Peyronie.
Geral: astenia/fadiga, dor torácica e edema.

 

POSOLOGIA
Dose recomendada para adultos (incluindo idosos)
A dose recomendada é uma gota de Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) no(s)
olho(s) afetado(s), uma vez ao dia.
Não se deve exceder a dose de uma gota de Xalacom* no olho afetado por dia uma vez que
foi demonstrado que administrações mais freqüentes de latanoprosta diminui os efeitos da
redução da pressão intra-ocular.
Se uma dose for esquecida, o tratamento deve continuar com a próxima dose programada.
Se mais de um medicamento oftálmico tópico é utilizado, eles devem ser administrados com
um intervalo de pelo menos 5 minutos.
As lentes de contato devem ser removidas antes da instilação da solução oftálmica e podem
ser recolocados após 15 minutos (vide “Advertências e Precauções – Geral”).
Uso em crianças
A segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.
Cuidados especiais para armazenamento
Xalacom* deve ser conservado sob refrigeração (entre 2 e 8ºC), protegido da luz. Após a
abertura do frasco, o produto pode ser conservado em temperatura ambiente (até 25ºC) por
até 10 semanas.

SUPERDOSAGEM
Se superdosagem com Xalacom* (latanoprosta, maleato de timolol) ocorrer, o tratamento
deve ser sintomático.
Informações a respeito de superdosagem com os componentes individuais são
proporcionadas a seguir:

 

A latanoprosta
Além da irritação ocular e hiperemia conjuntival, não são conhecidos outros efeitos adversos
oculares no caso de superdosagem com a latanoprosta.
Se a latanoprosta for acidentalmente ingerida, as seguintes informações podem ser úteis:
um frasco de 2,5 mL contém 125 mcg de latanoprosta. Mais de 90% é metabolizada durante
a primeira passagem pelo fígado. A infusão intravenosa de 3 mcg/kg em voluntários sadios
não induziu sintomas, mas uma dose de 5,5-10 mcg/kg causou náusea, dor abdominal,
tontura, fadiga, ondas de calor e sudorese. Contudo, em pacientes com asma brônquica
moderada, a latanoprosta não induziu broncoconstrição quando aplicada topicamente, por
via oftálmica, em uma dose equivalente a sete vezes a dose clínica (vide “Dados de
Segurança Pré-Clínicos – A latanoprosta – Efeitos Sistêmicos/Oculares”).

 

O maleato de timolol
Houve relatos de superdosagem inadvertida com maleato de timolol solução oftálmica
resultando em efeitos sistêmicos similares daqueles observados com os agentes
bloqueadores beta-adrenérgicos tais como tontura, dor de cabeça, deficiência respiratória,
bradicardia, broncospasmo e parada cardíaca (vide “Reações Adversas – O maleato de
timolol”).
Um estudo de hemodiálise in vitro mostrou que o timolol foi rapidamente dialisado do plasma
humano ou sangue total.
Um estudo com pacientes com insuficiência renal demonstrou que timolol não foi
rapidamente dialisado.

PARTE IV
ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E, EMBORA AS PESQUISAS
REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO
CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS
IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA
DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.

 

MS – 1.0216.0149
Farmacêutico Responsável: José Francisco Bomfim – CRF-SP nº 7009

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Número do lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Produto fabricado e embalado por:
Pfizer Manufacturing Belgium NV
Puurs – Bélgica
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 – Guarulhos – SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
* Marca depositada
S.A.C. Linha Pfizer 0800-16-7575
XAC02

Bula do Trusopt (Antiglaucomatoso)

TrusoptBula do Trusopt® :
(cloridrato de dorzolamida), MSD
Informações ao Paciente
O que é Trusopt® (cloridrato de dorzolamida), MSD?

 

Formas Farmacêuticas e Apresentações
TRUSOPT®
(cloridrato de dorzolamida), MSD é apresentado em frasco plástico com 5 mL de solução
oftálmica a 2%.
Uso Oftálmico
Uso Adulto

 

Ingrediente ativo
Cada mililitro de TRUSOPT®
2% contém 20 mg de dorzolamida (22,3 mg de cloridrato de
dorzolamida).

 

Ingredientes inativos
TRUSOPT®
Solução Oftálmica contém hidroxietilcelulose, manitol, citrato de sódio diidratado,
hidróxido de sódio, água para injeção e cloreto de benzalcônio a 0,0075% como conservante.

 

Como este medicamento funciona?
TRUSOPT®
Solução Oftálmica Estéril é uma solução aquosa levemente viscosa, tamponada (ou
seja, com pH controlado por uma solução especial) e isotônica (com duas soluções que apresentam
pressão osmótica iguais) de cloridrato de dorzolamida.
TRUSOPT®
é um medicamento que reduz a pressão intra-ocular (de dentro dos olhos) e que deve
ser aplicado diretamente no (s) olho (s) afetado (s).

 

Por que este medicamento foi indicado?
TRUSOPT®
Solução Oftálmica é indicado para o tratamento da pressão intra-ocular elevada em
pacientes com:
• Hipertensão ocular;
• Glaucoma de ângulo aberto;
• Glaucoma pseudo-esfoliativo e outros glaucomas secundários de ângulo aberto;
• Como terapia adjuvante juntamente com betabloqueadores;
• Como monoterapia em pacientes que não respondem a betabloqueadores ou naqueles em que
os betabloqueadores são contra-indicados. Quando não devo usar este medicamento?

 

Contra-indicação
Você não deve usar TRUSOPT® se:
• TRUSOPT®
é contra-indicado para pacientes hipersensíveis a qualquer um de seus
componentes (veja O que é Trusopt® (cloridrato de dorzolamida), MSD?).

 

Advertências

Uso na gravidez e amamentação

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.
Informe seu médico se estiver amamentando ou se pretende amamentar. Ele decidirá se você deve
usar TRUSOPT®.

Uso pediátrico
TRUSOPT®
não é recomendado para crianças.

 

Uso em idosos
Nos estudos clínicos, os efeitos de TRUSOPT®
observados em pacientes idosos foram semelhantes
aos de pacientes mais jovens.
Uso em pacientes com insuficiência renal ou hepática significativa.
Informe o médico se você apresenta ou já apresentou problemas nos rins ou no fígado.
O que devo dizer para o meu médico antes de usar TRUSOPT®?

 

Precauções
Informe seu médico sobre todos os problemas médicos e alergias a qualquer medicamento que
esteja apresentando atualmente ou que já tenha apresentado.
Se você apresentar irritação ou um novo problema ocular, como vermelhidão dos olhos ou inchaço
das pálpebras, entre em contato com seu médico imediatamente.
Se você suspeitar que TRUSOPT®
está causando uma reação alérgica (por exemplo, lesões na pele
ou coceira nos olhos), interrompa o tratamento e entre em contato imediatamente com seu médico.

 

O que devo saber sobre os ingredientes inativos de TRUSOPT®?
TRUSOPT® contém cloreto de benzalcônio como conservante. Este conservante pode ser absorvido por lentes de contato gelatinosas. Se você for usuário (a) de lentes de contato gelatinosas, consulte seu médico antes do uso de TRUSOPT®.

 

Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver usando TRUSOPT®?
Há possibilidade de ocorrerem efeitos adversos com o uso de TRUSOPT® que podem afetar sua  capacidade de conduzir veículos ou operar máquinas. (veja Quais efeitos adversos TRUSOPT® pode causar?).

 

Posso usar TRUSOPT® com outros medicamentos?
Interações medicamentosas
Informe seu médico sobre todos os medicamentos (incluindo os de uso oftálmico) que esteja usando
ou planeje usar; não esqueça de mencionar os medicamentos obtidos sem prescrição médica,
principalmente se se tratar de doses altas de ácido acetilsalicílico (aspirina).
Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
Não há contra-indicação relativa à faixa etária, exceto para crianças (Veja Uso pediátrico).
Informe o médico ou cirurgião-dentista sobre o aparecimento de reações indesejáveis.

 

Como devo usar este medicamento?
Aspecto físico
TRUSOPT® é uma solução transparente, incolor ou quase incolor, levemente viscosa.
Características organolépticas
Veja aspecto físico.

 

Dosagem
A dose e a duração apropriadas do tratamento serão estabelecidas pelo seu médico.
Quando utilizado isoladamente, sem outra medicação, a posologia de TRUSOPT®
Solução Oftálmica
é de uma gota no (s) olho (s) afetado (s) pela manhã, à tarde e à noite.
Quando utilizado como terapia complementar a um betabloqueador oftálmico, a posologia de
TRUSOPT® é de uma gota no (s) olho (s) afetado (s) duas vezes ao dia.
Se mais de uma medicação oftálmica que deva ser aplicada diretamente no (s) olho (s) estiver sendo
utilizada, o intervalo de administração entre um e outro medicamento deve ser de pelo menos 10
minutos.
Não altere a dose do medicamento sem antes consultar seu médico. Se precisar descontinuar o
tratamento, avise seu médico imediatamente.

 

Como usar
Não deixe que a ponta do frasco toque o (s) olho (s) ou as áreas ao redor do (s) olho (s). A fim de
evitar uma possível contaminação, mantenha a ponta do frasco longe do contato com qualquer
superfície.
1. Antes de utilizar a medicação pela primeira vez, certifique-se de que a fita de segurança na parte
frontal do frasco está intacta. A existência de um espaço entre o frasco e a tampa é normal
quando o frasco ainda não foi aberto.
2. Rompa a fita de segurança para quebrar o lacre.
3. Para abrir o frasco, desenrosque a tampa girando-a no sentido indicado pelas setas.
Setas Indicativas →
Lacre de Segurança →
Espaço →
Área de Compressão do Dedo →4. Incline sua cabeça para trás e puxe levemente sua pálpebra inferior para formar uma bolsa entre a
sua pálpebra e o seu olho.
5. Inverta o frasco, e pressione levemente com o dedão ou com o dedo indicador a “Área de
Compressão do Dedo” (conforme indicado) até que uma única gota seja dispensada no olho, conforme a
prescrição médica. NÃO TOQUE A PONTA DO FRASCO NOS OLHOS OU NAS PÁLPEBRAS.

6. Repita os passos 4 e 5 para o outro olho se o seu médico tiver receitado o medicamento para os dois
olhos.
7. Recoloque a tampa, rosqueando-a até que esta esteja firmemente aderida ao frasco. Não aperte
exageradamente a tampa.
8. A ponta gotejadora é desenhada para proporcionar uma gota pré-medida; portanto, não aumente o
furo da ponta gotejadora.
9. Após o uso de todas as doses, ainda restará um pouco de TRUSOPT®
no frasco. Não se preocupe,
pois foi adicionada uma quantidade extra do medicamento para que não faltasse nenhuma dose
prescrita por seu médico; portanto, não tente remover esse excesso do frasco.

 

O que fazer se eu esquecer de administrar uma dose?
Utilize TRUSOPT®
de acordo com a orientação de seu médico. Se esquecer uma dose, aplique o
medicamento tão logo seja possível; no entanto, se já estiver próximo do horário da próxima dose, ignore
a dose esquecida e volte ao esquema posológico regular.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do
medicamento.

 

Área de Compressão do DedoQuais efeitos adversos TRUSOPT® pode causar?
Reações
Qualquer medicamento pode causar efeitos inesperados ou indesejáveis, denominados efeitos
adversos.
Os pacientes podem apresentar sintomas oculares, tais como queimação e ardência oculares, picadas,
visão embaçada, coceira, lacrimejamento, vermelhidão do (s) olho (s), dor nos olhos ou inchaço ou
crostas nas pálpebras. Podem também sentir gosto amargo ou irritação na garganta após a aplicação
das gotas nos olhos.
Outras reações adversas incluem dor de cabeça, sangramento do nariz, boca seca, cansaço, tontura,
sensação de formigamento, pedras nos rins e, raramente, reações alérgicas (como erupção cutânea
(manchas ou vesículas na pele), urticária e coceira) e falta de ar. Outras reações adversas também
podem ocorrer raramente e algumas podem ser graves.
Peça ao seu médico mais informações sobre outras reações adversas. Informe-o imediatamente sobre
qualquer um desses sintomas ou outros sintomas incomuns.

 

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?
Se o medicamento for ingerido acidentalmente, procure um médico imediatamente.
Onde e como devo guardar este medicamento?
Mantenha o frasco de TRUSOPT®
fechado, em temperatura entre 15°C e 30°C, protegido da luz.
Não use este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.Informações ao profissional de Saúde

 

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
TRUSOPT®
Solução Oftálmica é um novo inibidor da anidrase carbônica, formulado para uso tópico
oftálmico. Diferentemente dos inibidores orais da anidrase carbônica, TRUSOPT® exerce seu efeito
diretamente no olho.
Mecanismo de ação
A anidrase carbônica (AC) é uma enzima encontrada em muitos tecidos do corpo, incluindo os olhos.
Esta enzima catalisa a reação reversível que envolve a hidratação do dióxido de carbono e a
desidratação do ácido carbônico. Em humanos, a anidrase carbônica existe na forma de várias
isoenzimas, das quais a mais ativa é a anidrase carbônica II (AC-II), encontrada principalmente nas
hemácias, além de outros tecidos. A inibição da anidrase carbônica nos processos ciliares do olho
diminui a secreção do humor aquoso, provavelmente por reduzir a velocidade de formação dos íons
bicarbonato com subseqüente redução do transporte de sódio e fluido. O resultado é uma redução da
pressão intra-ocular (PIO).
TRUSOPT®

 

Solução Oftálmica contém cloridrato de dorzolamida, um potente inibidor da anidrase
carbônica II humana. Após administração ocular tópica, TRUSOPT® reduz a pressão intra-ocular elevada
(PIO), associada ou não ao glaucoma, que constitui um fator de risco importante na patogênese da lesão
do nervo óptico e da perda de campo visual glaucomatosa. Diferentemente dos mióticos, TRUSOPT®
reduz a pressão intra-ocular sem as reações adversas comuns aos mióticos, como cegueira noturna,
espasmo de acomodação e constrição da pupila. Além disso, diferentemente dos betabloqueadores, o
efeito de TRUSOPT®
sobre a freqüência cardíaca e a pressão arterial é mínimo ou inexistente .
Os bloqueadores betadrenérgicos de aplicação tópica também reduzem a PIO pela redução da secreção
do humor aquoso, porém por um mecanismo de ação diferente. Os estudos demonstraram que, quando
TRUSOPT®
e um betabloqueador tópico são administrados concomitantemente, observa-se redução
adicional da PIO; este achado é compatível com os efeitos aditivos relatados dos betabloqueadores e
dos inibidores da anidrase carbônica orais.

 

Farmacocinética/Farmacodinâmica
Ao contrário dos inibidores da anidrase carbônica orais, a administração tópica do cloridrato de
dorzolamida permite ao fármaco exercer seus efeitos diretamente no olho em doses consideravelmente
mais baixas e, conseqüentemente, com menos exposição sistêmica. Nos estudos clínicos, isso resultou
em redução da PIO sem os distúrbios ácido-base ou alterações eletrolíticas característicos dos
inibidores da anidrase carbônica orais.
Quando administrada por via tópica, a dorzolamida atinge a circulação sistêmica. Para avaliar o potencial
de inibição sistêmica da anidrase carbônica após administração tópica, foram medidas as concentrações
do fármaco e dos metabólitos nas hemácias e no plasma e a inibição da anidrase carbônica nas
hemácias. A dorzolamida acumula-se nas hemácias durante a administração crônica em conseqüência
da ligação seletiva à AC-II enquanto são mantidas concentrações plasmáticas extremamente baixas do
fármaco livre. O fármaco-mãe forma um único metabólito N-desetila, menos potente para inibir a AC-II,
mas que inibe também uma isoenzima menos ativa (AC-I). O metabólito também se acumula nas
hemácias, onde se liga principalmente à AC-I. A dorzolamida liga-se moderadamente às proteínas
plasmáticas (aproximadamente 33%). A dorzolamida é excretada principalmente de forma inalterada na
urina; o metabólito também é excretado na urina. Após o final da administração, a dorzolamida deixa as
hemácias de forma não-linear, o que resulta inicialmente em rápido declínio da concentração do
fármaco, seguido de uma fase de eliminação mais lenta com meia-vida de aproximadamente quatro
meses. Para simular a exposição sistêmica máxima após administração ocular tópica prolongada, a dorzolamida
foi administrada por via oral a oito indivíduos saudáveis durante até 20 semanas. A dose oral de 4
mg/dia aproxima-se muito da quantidade máxima do fármaco liberada pela administração ocular tópica de TRUSOPT®
2% três vezes ao dia. O estado de equilíbrio foi atingido em 13 semanas e foram feitas as seguintes observações:
• no plasma, as concentrações da dorzolamida e do metabólito ficaram, em geral, abaixo do limite
de quantificação do ensaio (15 nM), indicando a quase ausência de fármaco livre ou do
metabólito;
• nas hemácias, as concentrações de dorzolamida aproximaram-se da capacidade de ligação da
AC-II (20-25 μM), e as concentrações do metabólito quase atingiram 12-15 μM, bem abaixo da
capacidade de ligação da AC-I (125-155 μM);
• nas hemácias, a atividade da AC-II foi inibida em 94%-96% e a atividade da anidrase carbônica
total, em 81%-88%. Essa inibição ficou abaixo da inibição da atividade da AC-II (superior a 99%)
e da atividade total da anidrase carbônica (96%), previstas como as porcentagens de inibição
necessárias nas hemácias para se obter efeito farmacológico na função renal e na respiração,
respectivamente.
Em um subgrupo de 71 pacientes de um estudo clínico de grande porte (N= 333) em que TRUSOPT®
foi
administrado três vezes ao dia a pacientes com PIO elevada, foram medidas, após aproximadamente
seis e doze meses de tratamento, as concentrações da dorzolamida e do metabólito e a inibição da
anidrase carbônica nas hemácias. Os resultados farmacocinéticos foram compatíveis com os
observados no estado de equilíbrio do estudo farmacocinético oral quanto à inibição da AC-II. Apesar de
vários pacientes com 65 anos de idade ou mais e com insuficiência renal (ClCr estimado de 30-60
mL/min) terem apresentado concentrações mais altas do metabólito nas hemácias neste estudo,
nenhuma diferença significativa de inibição da anidrase carbônica e nenhum efeito colateral sistêmico
clinicamente significativo foram atribuíveis diretamente a este achado.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA
A eficácia de TRUSOPT®
como monoterapia em pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular (PIO
basal ≥23 mmHg) foi demonstrada em estudos clínicos de até um ano de duração. O efeito redutor da
PIO de TRUSOPT® foi demonstrado por todo o dia e este efeito foi mantido durante a administração prolongada.
Em um estudo de pequeno porte, os pacientes foram tratados durante doze dias no total. Os pacientes  (N= 18) que receberam TRUSOPT®
2% três vezes ao dia nos últimos sete dias do estudo apresentaram  as seguintes reduções porcentuais médias da PIO: 21% no vale matutino (antes da primeira dose), 22%  no pico (duas horas pós-dose), 18% no vale vespertino (oito horas pós-dose) e 19% no final do dia
(quatro horas após a dose vespertina).
A eficácia de TRUSOPT® como monoterapia também foi demonstrada em dois estudos clínicos de  grande porte. Em um estudo controlado de um ano de duração (N= 523), TRUSOPT® 2% três vezes ao  dia (N= 313) foi comparado ao betaxolol 0,5% (N= 107) e ao timolol 0,5% (N= 103) administrados duas  vezes ao dia. No final do estudo, as reduções porcentuais médias da PIO no pico e no vale vespertino
(para TRUSOPT®) foram, respectivamente: TRUSOPT®= 23% e 17%; betaxolol= 21% e 15%; timolol=25% e 20%. As diferenças entre as reduções porcentuais médias da PIO no pico não foram significativas entre os grupos de tratamento. No vale vespertino, a redução porcentual média da PIO para o timolol foi significativamente maior (p≤ 0,05) do que para TRUSOPT® ou betaxolol, porém não foi  observada diferença significativa entre TRUSOPT® e o betaxolol.
Em um estudo de dose-resposta (N= 333), TRUSOPT® foi comparado ao placebo durante uma fase de  seis semanas, seguida de um ano de tratamento com TRUSOPT®

Nas seis semanas, os pacientes tratados com TRUSOPT®
2% três vezes ao dia (N= 86) apresentaram reduções porcentuais médias da
PIO no vale e no pico matutinos de 13% e 16%, respectivamente, que foram significativamente maiores
(p≤ 0,01) do que as observadas com o placebo. Durante o tratamento de extensão (N= 160) com TRUSOPT®
2% três vezes ao dia como monoterapia durante até um ano, a eficácia foi compatível com
os achados de seis semanas; as reduções porcentuais médias da PIO no vale e no pico matutinos a
partir do pré-estudo foram de 15% e 18%, com base na última avaliação realizada com a monoterapia.

 

Terapia Adjuvante aos Betabloqueadores
A eficácia de TRUSOPT®
como terapia adjuvante em pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular
(PIO ≥22 mmHg durante tratamento com betabloqueadores oftálmicos) foi demonstrada em estudos
clínicos com até um ano de duração. O efeito redutor da PIO de TRUSOPT®
como terapia adjuvante foi
demonstrado durante todo o dia e este efeito foi mantido com a administração prolongada.
Em um estudo controlado com placebo de uma semana de duração (N= 32), pacientes (N= 16) que
estavam recebendo timolol 0,5% duas vezes ao dia e que passaram a receber também TRUSOPT® 2%
duas vezes ao dia apresentaram as seguintes reduções porcentuais médias adicionais da PIO: 17% no
vale matutino, 21% no pico (uma hora pós-dose), 13% no vale vespertino (doze horas pós-dose).
Em um estudo de comparação de doses de seis meses de duração, que envolveu pacientes (N= 261)
que estavam recebendo timolol 0,5% duas vezes ao dia, o efeito hipotensor ocular aditivo de TRUSOPT®
2% duas vezes ao dia (N= 89) foi comparado ao da pilocarpina 2% quatro vezes ao dia (N= 44); os dois
fármacos apresentaram eficácia comparável como terapia adjuvante durante o período de tratamento de
seis meses. Ao final desse período, foram observadas as seguintes reduções porcentuais médias
adicionais da PIO no vale e no pico matutinos (duas horas pós-dose): TRUSOPT®
= 13% e 11%;
pilocarpina= 10% e 10%.
Por fim, durante o período de um ano do estudo comparativo com betabloqueador descrito anteriormente
(N= 523), um subgrupo de 59 pacientes que estavam recebendo timolol ou betaxolol necessitou de
medicamento adicional para redução da PIO. Foi então adicionado TRUSOPT®
2% duas vezes ao dia e,
no final do estudo, as reduções médias porcentuais adicionais no pico (duas horas pós-dose) foram de
14% a 19% e, oito horas pós-dose, de 13% a 14%.

 

INDICAÇÕES
TRUSOPT®
Solução Oftálmica é indicado para o tratamento da pressão intra-ocular elevada em
pacientes com:
• hipertensão ocular;
• glaucoma de ângulo aberto;
• glaucoma pseudo-esfoliativo e outros glaucomas secundários de ângulo aberto.
Além disso, TRUSOPT®
Solução Oftálmica é indicado como terapia adjuvante a betabloqueadores e
como monoterapia em pacientes que não respondem a betabloqueadores ou naqueles para os quais os
betabloqueadores são contra-indicados.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
TRUSOPT®
é contra-indicado para pacientes hipersensíveis a qualquer um de seus componentes.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Mantenha o frasco de TRUSOPT®
fechado, em temperatura entre 15°C e 30°C, protegido da luz. POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
Quando utilizado como monoterapia, a posologia é de uma gota de TRUSOPT®
Solução Oftálmica no(s)
olho(s) afetado(s) três vezes ao dia.
Quando utilizado como terapia adjuvante a um betabloqueador oftálmico, a posologia é de uma gota de TRUSOPT®
no(s) olho(s) afetado(s) duas vezes ao dia.
Quando outro agente antiglaucomatoso for substituído por TRUSOPT®
, deve-se descontinuar o outro
agente após administração adequada em um dia e iniciar o tratamento com TRUSOPT®
no dia seguinte.
Se mais de uma medicação oftálmica tópica estiver sendo utilizada, o intervalo de administração entre
uma e outra deve ser de pelo menos 10 minutos.
Instruções para uso
4. Antes de utilizar a medicação pela primeira vez, o paciente deve certificar-se de que a fita de
segurança na parte frontal do frasco está intacta. A existência de um espaço entre o frasco e a tampa
é normal quando o frasco ainda não foi aberto.
5. A fita de segurança deve ser rompida para quebrar o lacre.
Setas Indicativas →
Lacre de Segurança →6. Para abrir o frasco, deve-se desenroscar a tampa girando-a no sentido indicado pelas setas.
7. Para aplicar o medicamento, o paciente deve inclinar a cabeça para trás e puxar levemente a
pálpebra inferior para formar uma bolsa entre a pálpebra e o olho.
Espaço →
Área de Compressão
do Dedo →5. O frasco deve ser invertido, e a área para pressionar (veja acima) deve ser levemente apertada com o
dedo polegar ou indicador até que uma única gota seja dispensada no olho. O OLHO OU A PÁLPEBRA
NÃO DEVEM ENCOSTAR NA PONTA DO GOTEJADOR.

6. Se o medicamento tiver que ser usado nos dois olhos, deve-se repetir os passos 4 e 5 para o outro
olho.
7. A tampa deve ser recolocada rosqueando-a até que esta esteja firmemente aderida ao frasco; não se
deve apertar exageradamente a tampa.
8. A ponta gotejadora é desenhada para proporcionar uma gota pré-medida; portanto, não o furo da
ponta gotejadora não deve ser aumentado.
9. Após o uso de todas as doses, ainda restará um pouco de TRUSOPT®
no frasco. Não se preocupe,
pois foi adicionada uma quantidade extra do medicamento para que não faltasse nenhuma dose
prescrita; portanto, o paciente não deverá tentar remover esse excesso do frasco.

 

ADVERTÊNCIAS
TRUSOPT®
não foi estudado em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina
<30 mL/min). TRUSOPT®
e seus metabólitos são excretados predominantemente pelos rins;
portanto, este medicamento não é recomendado para esses pacientes.
O controle de pacientes com glaucoma agudo de ângulo fechado requer outras intervenções
terapêuticas além do uso de agentes hipotensores oftálmicos. TRUSOPT®
não foi estudado em
pacientes com glaucoma agudo de ângulo fechado.
TRUSOPT® não foi estudado em pacientes com disfunção hepática; portanto, deve ser utilizado
com cuidado nesses pacientes.
TRUSOPT® é uma sulfonamida e, embora administrado topicamente, é absorvido sistemicamente;
portanto, os mesmos tipos de reações adversas atribuíveis às sulfonamidas podem ocorrer com a
administração tópica. Se ocorrerem sinais de reações graves ou de hipersensibilidade, o uso do
produto deve ser descontinuado.
Em estudos clínicos, foram relatadas reações adversas oculares locais, principalmente
conjuntivite e reações palpebrais, com a administração crônica de TRUSOPT®
Algumas dessas reações apresentaram quadro clínico e evolução de reações alérgicas que desapareceram com a
suspensão do uso. Se forem observadas tais reações, deve-se considerar a descontinuação do
tratamento com TRUSOPT®.
Existe a possibilidade de efeito aditivo sobre os efeitos sistêmicos conhecidos da inibição da anidrase
carbônica em pacientes sob tratamento com um inibidor da anidrase carbônica administrado por via oral
e TRUSOPT® A administração concomitante de TRUSOPT® e inibidores da anidrase carbônica
administrados por via oral não foi estudada e não é recomendada. Houve relato de descolamento da coróide com a administração de terapia de supressão do humor  aquoso (por exemplo, dorzolamida) após procedimentos de filtração.
O cloreto de benzalcônio, um conservante existente na formulação de TRUSOPT® Solução Oftálmica, pode ser absorvido por lentes de contato gelatinosas; portanto, TRUSOPT® não deve  ser administrado quando essas lentes estiverem sendo utilizadas, as quais devem ser removidas
antes da aplicação das gotas e só devem ser recolocadas 15 minutos depois.

 

Gravidez
Não existem estudos adequados e bem controlados em grávidas. TRUSOPT® deverá ser utilizado
durante a gravidez apenas se o benefício potencial justificar os possíveis riscos para o feto.

 

Categoria de Risco: C
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

 

Nutrizes
Não se sabe se TRUSOPT®
é excretado no leite humano. Deve-se decidir entre suspender a
amamentação ou o tratamento, levando-se em consideração a importância do medicamento para
a mãe.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

 

Uso pediátrico
A segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.
Uso em idosos
Nos estudos clínicos, 44% do total de pacientes que receberam TRUSOPT®
tinham 65 anos de idade ou
mais e 10%, 75 anos de idade ou mais.
Em geral não se observaram diferenças quanto à eficácia ou a segurança entre estes pacientes e
pacientes mais jovens, porém não se pode excluir maior sensibilidade de alguns indivíduos mais velhos
ao produto.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Não foram realizados estudos específicos de interações medicamentosas com TRUSOPT®
Solução
Oftálmica. Em estudos clínicos, TRUSOPT® foi utilizado concomitantemente, sem evidência de
interações adversas, com os seguintes medicamentos: solução oftálmica de timolol, solução oftálmica de
betaxolol e medicamentos de administração sistêmica, incluindo inibidores da ECA, bloqueadores dos
canais de cálcio, diuréticos, antiinflamatórios não esteróides (incluindo o ácido acetilsalicílico) e
hormônios (por exemplo, estrógeno, insulina, tiroxina).
TRUSOPT®  é um inibidor da anidrase carbônica e, embora seja administrado topicamente, é absorvido
sistemicamente. Em estudos clínicos, TRUSOPT®
não foi associado a distúrbios ácido-base. Contudo, esses distúrbios foram relatados com os inibidores da anidrase carbônica administrados por via oral e, em alguns casos, resultaram em interações medicamentosas (por exemplo, toxicidade associada à terapia com altas doses de salicilato); portanto, deve-se considerar a possibilidade de tais interações medicamentosas em pacientes que estejam recebendo TRUSOPT®.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Nos estudos clínicos de longo prazo, que incluíram 1.108 pacientes tratados com TRUSOPT® em monoterapia ou como terapia adjuvante a betabloqueadores oftálmicos, os efeitos adversos relacionados ao medicamento e os sintomas locais mais freqüentemente relatados foram: gosto amargo, queimação e picadas oculares, visão embaçada, prurido ocular, lacrimejamento, cefaléia, conjuntivite, blefarite, náuseas, irritação palpebral e astenia/fadiga. As causas mais freqüentes de descontinuação (aproximadamente 3%) do tratamento com TRUSOPT®
foram efeitos adversos oculares relacionados ao medicamento, principalmente conjuntivite e reações palpebrais. Raramente foram relatadas iridociclite e erupções cutâneas. Houve um relato de urolitíase.
As seguintes reações adversas foram relatadas após a comercialização:
Hipersensibilidade: sinais e sintomas de reações locais, incluindo reações palpebrais e reações alérgicas sistêmicas (incluindo angioedema, broncoespasmo, urticária e prurido).
Sistema Nervoso: tontura, parestesia.
Oculares: dor, vermelhidão, ceratite pontilhada superficial, miopia transitória (que desapareceu após a descontinuação da terapia), formação de crostas na pálpebra e descolamento da coróide após cirurgia de filtração.
Pele/Membranas Mucosas: dermatite de contato, epistaxes, irritação da garganta, boca seca.
Sistema Geniturinário: urolitíase.
Achados Laboratoriais
TRUSOPT®
não foi associado a distúrbios eletrolíticos clinicamente significativos.

 

SUPERDOSE
O tratamento deve ser sintomático e de suporte. Podem ocorrer desequilíbrios eletrolíticos,
desenvolvimento de estado acidótico e possíveis efeitos no sistema nervoso central. Os níveis de
eletrólitos séricos (principalmente de potássio) e o pH sangüíneo devem ser monitorados.

 

ARMAZENAGEM
Mantenha o frasco de TRUSOPT®
fechado, em temperatura entre 15°C e 30°C, protegido da luz.

 

Dizeres legais

Registro M.S.: 1.0029.0027

Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos – CRF-SP nº 16.243

Produzido e embalado por:
Laboratories Merck Sharp & Dohme – Chibret
Route de Marsat, lieu-dit Mirabel,
RIOM, 63963 Clermont-Ferrand
França
Importado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815, Sousas, Campinas /SP
CNPJ: 45.987.013/0001-34 – Brasil
MSD On Line 0800-0122232
e-mail: [email protected]
www.msdonline.com.br
® Marca registrada de Merck & Co., Inc., Whitehouse Station, NJ, EUA.
WPC102001
Venda sob prescrição médica

Bula do Travatan (Antiglaucomatoso)

TravatanBula do Travatan:
travoprosta 0,004%
Solução Oftálmica Estéril

 

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÃO:
Frasco plástico conta-gotas contendo 2,5 ml de Solução Oftálmica Estéril.
USO ADULTO.

 

COMPOSIÇÃO:
Cada ml de TRAVATAN Solução Oftálmica 0,004 % contém:
Travoprosta………………………………0,040 mg
Veículo constituído de óleo de rícino polioxil 40 hidrogenado, trometamol, ácido bórico, manitol,
edetato dissódico, ácido clorídrico e/ou hidróxido de sódio, cloreto de benzalcônio como
conservante e água purificada q.s.p. 1 ml.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE:
AÇÃO DO MEDICAMENTO:
TRAVATAN Solução Oftálmica reduz a pressão intra-ocular aproximadamente 2 horas após a
aplicação e o efeito máximo é atingido após 12 horas.

 

INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO:
TRAVATAN Solução Oftálmica é indicado para redução da pressão intra-ocular em pacientes com
glaucoma de ângulo aberto, glaucoma de ângulo fechado em pacientes submetidos previamente a
iridotomia e hipertensão ocular.

 

RISCOS DO MEDICAMENTO:
Contra-indicações:
Você não deve usar este medicamento se tiver alergia conhecida à travoprosta, ao cloreto de
benzalcônio ou a qualquer outro ingrediente do medicamento.

 

Advertências
TRAVATAN Solução pode alterar gradualmente a coloração dos olhos. Esta alteração pode ser
permanente. Há casos de escurecimento da pele envolta dos olhos com o uso de TRAVATAN
Solução.
TRAVATAN Solução pode alterar gradualmente os cílios dos olhos tratados. As alterações incluem
o aumento do comprimento, espessura, cor e/ou número de cílios.

 

Precauções
Você não deve tocar o conta-gotas do frasco para evitar a contaminação. O uso de soluções
contaminadas pode resultar em sérios danos para os olhos e conseqüente perda da visão. Se
durante o tratamento ocorrer algum trauma ocular, infecção ou cirurgia ocular, você deve procurar
imediatamente orientação médica para decidir quanto a continuar ou não o uso do medicamento.
Se você tiver reações oculares como conjuntivite e reações nas pálpebras, procure orientação
médica. O medicamento contém um conservante que pode ser absorvido por lentes de contato.
As lentes de contato devem ser retiradas antes de usar o produto e recolocadas 15 minutos após a aplicação.

 

 

Interações medicamentosas:
Não foram descritas.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando
sem orientação médica. Informe seu médico se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação durante
o uso deste medicamento.
Não existem estudos em crianças com este medicamento.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

 

MODO DE USO:
TRAVATAN é uma solução incolor a amarelo clara.
Pingue uma gota no(s) olho(s) afetado(s) uma vez por dia à noite. Não pingue mais que uma vez
por dia, pois o uso com maior freqüência pode diminuir o efeito de redução da pressão intraocular.
Você pode usar TRAVATAN Solução Oftálmica junto com outros medicamentos oftálmicos para
diminuir a pressão intra-ocular. Se você estiver usando mais de um produto oftálmico, deve usálos
com intervalo mínimo de 5 minutos.
Para evitar a contaminação não toque o conta-gotas do frasco.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do
medicamento.

 

REAÇÕES ADVERSAS:
As reações oculares desagradáveis mais comuns são:
Em 35 a 50 % dos pacientes: vermelhidão dos olhos.
Em 5 a 10 % dos pacientes: diminuição da nitidez visual, desconforto ocular, sensação de corpo
estranho, dor e coceira.
Em 1 a 4% dos pacientes: visão anormal, inflamação das pálpebras, visão borrada, catarata,
conjuntivite, olho seco, distúrbios oculares, alteração de cor da íris, inflamação da córnea, crosta
na borda da pálpebra, sensibilidade à luz, hemorragia na parte branca do olho e lacrimejamento.
As reações não oculares desagradáveis mais comuns em 1 a 5 % dos pacientes são: lesão
acidental, ansiedade, artrite (inflamação da articulação), dor nas costas, diminuição dos
batimentos cardíacos, bronquite, dor no peito, sintomas de resfriado, depressão, problemas no
estômago, dor de cabeça, aumento do colesterol, pressão alta, pressão baixa, infecção, dor,
distúrbios da próstata, sinusite (inflamação nasal), descontrole na eliminação da urina e infecção
urinária.

 

ATENÇÃO: Este é um medicamento novo e embora as pesquisas tenham indicado eficácia e
segurança aceitáveis para a comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem
ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

 

CONDUTA NA SUPERDOSE:
Se você colocar uma grande quantidade de TRAVATAN Solução Oftálmica nos olhos de uma só
vez, lave os olhos com água. Se você tomar o medicamento acidentalmente, procure orientação
médica.

 

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO:
Você deve conservar o medicamento em temperatura ambiente (15 a 30 ºC).
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE:
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
TRAVATAN 0,004% é uma solução aquosa oftálmica, tamponada e estéril de Travoprosta, com um
pH em torno de 6,0 e osmolalidade de aproximadamente 290 mOsm/kg.
Mecanismo de ação: A Travoprosta ácido livre é um agonista seletivo para o receptor prostanóide
FP. O mecanismo de ação exato ainda não é conhecido. Acredita-se que os agonistas para o
receptor FP reduzem a pressão intra-ocular através do aumento do escoamento uveoescleral.
Absorção: A Travoprosta é absorvida através da córnea e hidrolisada para o ácido livre ativo.
Dados de 4 estudos farmacocinéticos de dose múltipla (total de 107 pacientes) mostraram que as
concentrações plasmáticas do ácido livre ficaram abaixo de 0,01 ng/ml (limite de quantificação do
ensaio) em 2 terços dos pacientes. Nos indivíduos com concentrações plasmáticas quantificáveis
(N=38) a Cmax média foi de 0,018 ± 0,007 (variando 0,01 a 0,052 ng/ml) e foi alcançada dentro de
30 minutos. A partir destes estudos a meia-vida plasmática da travoprosta foi estimada em 45
minutos. Não houve diferenças nas concentrações plasmáticas entre os dias 1 e 7, indicando que
o estado de equilíbrio foi logo alcançado e que não há acúmulo significante.
Metabolismo: A travoprosta (pró-droga de éster isopropil) é hidrolisada pelas esterases na córnea
para o ácido livre biologicamente ativo. Sistemicamente, a travoprosta ácido livre é metabolizada
para metabólitos inativos através da beta-oxidação da cadeia alfa do ácido carboxílico resultando
nos análogos 1,2-dinor e 1,2,3,4-tetranor por oxidação do grupo 15-hidroxil, bem como pela
redução da dupla ligação 13,14.
Excreção: A eliminação da travoprosta ácido livre do plasma humano é rápida resultando em
concentrações abaixo do limite de quantificação dentro de 1 hora após a instilação ocular. A meiavida
de eliminação final da travoprosta ácido livre foi estimada a partir de 14 indivíduos e variou de
17 minutos a 86 minutos com a meia-vida média de 45 minutos. Menos de 2% da dose tópica
ocular de travoprosta foi excretada na urina dentro de 4 horas como travoprosta ácido livre.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA:
Em estudos clínicos, pacientes com glaucoma de ângulo aberto ou hipertensão ocular com
pressão intra-ocular basal de 25 a 27 mmHg, tratados com TRAVATAN Solução Oftálmica 0,004%,
uma vez por dia à noite, demonstraram reduções da pressão intra-ocular de 7 a 8 mmHg. Em
análises de subgrupos destes estudos a redução média da PIO em pacientes da raça negra foi
maior em até 1,8 mmHg em relação à pacientes de outras raças. Ainda não se sabe se esta
diferença está relacionada à raça ou à íris fortemente pigmentada.
Em um ensaio multicêntrico, aleatório e controlado, pacientes com pressão intra-ocular basal
média de 24 a 26 mmHg, em tratamento com TIMOPTIC* (solução oftálmica de maleato de timolol
0,5%), duas vezes por dia, que foram tratados com TRAVATAN Solução Oftálmica 0,004%, em
dose única diária adjuntivamente ao TIMOPTIC* 0,5%, demonstraram reduções da PIO de 6 a 7
mmHg.
Em um estudo controlado de 3 meses, comparando TRAVATAN e a Solução Oftálmica de
latanoprosta 0,005%, em pacientes diagnosticados com glaucoma crônico de ângulo fechado, que
tiveram uma iridotomia periférica prévia no olho em estudo, foram atingidas reduções estáveis da
PIO diurna dentro de dois dias após o início da terapia e mantidas por um período de 3 meses de
tratamento. As reduções médias da PIO variaram de 7,4 a 9,1 mmHg para TRAVATAN e 6,6 a 7,9
mmHg para Solução Oftálmica de latanoprosta. Uma resposta clínica relevante ao tratamento foi
definida como uma PIO média £18 mmHg. Setenta e um porcento (71%) dos pacientes tratados
com TRAVATAN 0,004% atingiram este alvo, comparado com 63% dos pacientes tratados com a
Solução Oftálmica de latanoprosta 0,005%.
TRAVATAN Solução Oftálmica foi estudado em pacientes com insuficiência hepática e também em
pacientes com insuficiência renal. Nenhuma alteração hematológica clinicamente relevante ou na
análise laboratorial da urina foi observada nestes pacientes.

 

INDICAÇÕES:
TRAVATAN Solução Oftálmica Estéril está indicado para a redução da pressão intra-ocular em
pacientes com glaucoma de ângulo aberto, glaucoma de ângulo fechado em pacientes
submetidos previamente a iridotomia e hipertensão ocular.

 

CONTRA-INDICAÇÕES:
Hipersensibilidade conhecida à travoprosta, cloreto de benzalcônio ou qualquer outro ingrediente
do produto.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO.
Para evitar contaminação não tocar o conta-gotas. Conservar o produto em temperatura ambiente
(15 a 30 ºC)

 

POSOLOGIA:
A dose recomendada é uma gota no(s) olho(s) afetado(s) uma vez por dia à noite. A dose de
TRAVATAN Solução Oftálmica não deve exceder uma vez por dia, visto que tem sido demonstrado
que a aplicação com maior freqüência pode diminuir o efeito de redução da pressão intra-ocular.
A redução da pressão intra-ocular se inicia aproximadamente 2 horas após a aplicação e o efeito
máximo é atingido após 12 horas.
TRAVATAN Solução pode ser usado concomitantemente com outros medicamentos oftálmicos de
uso tópico para diminuir a pressão intra-ocular. Se mais de um produto oftálmico tópico estiver
sendo usado, os produtos devem ser administrados com intervalo de, no mínimo, 5 minutos.

 

ADVERTÊNCIAS:
Foi relatado que TRAVATAN causa alterações nos tecidos pigmentados. As alterações relatadas
com maior freqüência foram aumento na pigmentação da íris e tecido periorbital (pálpebra) e
aumento na pigmentação e crescimento de cílios. Estas alterações podem ser permanentes.
TRAVATAN pode alterar gradualmente a coloração dos olhos, aumentando a quantidade de
pigmento castanho na íris através do aumento do número de melanossomas (grânulos de
pigmento) nos melanócitos. Os efeitos a longo prazo nos melanócitos e as conseqüências de um
dano potencial aos melanócitos e/ou depósito de grânulos de pigmento em outras áreas dos olhos
não são atualmente conhecidos. A alteração da coloração da íris ocorre lentamente e pode não
ser perceptível por meses ou anos.
Os pacientes devem estar cientes da possibilidade de alteração da cor da íris.
O escurecimento da pele palpebral tem sido relatado em associação ao uso de TRAVATAN
Solução Oftálmica.
TRAVATAN Solução Oftálmica pode alterar gradualmente os cílios dos olhos tratados. As
alterações incluem o aumento do comprimento, espessura, pigmentação e/ou número de cílios.
Os pacientes tratados em apenas um dos olhos devem estar cientes da possibilidade de aumento
da pigmentação castanha da íris, do tecido periorbitário e/ou palpebral e dos cílios, no olho
tratado, ocorrendo assim heterocromia entre os olhos. Pode ocorrer disparidade entre os olhos no
comprimento, espessura e/ou número de cílios.

 

PRECAUÇÕES:
Gerais: Casos de ceratite bacteriana têm sido associados com o uso de frascos dose-múltipla de
produtos oftálmicos tópicos. Estes frascos foram inadvertidamente contaminados pelos pacientes,
os quais, na maioria dos casos, tinham uma doença corneana intercorrente ou uma ruptura na
superfície epitelial.
Os pacientes podem sofrer um aumento lento da pigmentação castanha da íris. Esta alteração
pode não ser perceptível por meses ou anos, ocorrendo predominantemente em pacientes com
íris de cores misturadas, tais como castanha azulada, castanha acinzentada, castanha amarelada,
castanha esverdeada, mas também foi observada em pacientes de olhos castanhos. Acredita-se
que a alteração de cor seja devida ao aumento do conteúdo de melanina dos melanócitos
estromais da íris. O mecanismo de ação exato ainda não é conhecido. Tipicamente, a
pigmentação castanha ao redor da pupila se espalha concentricamente em direção à periferia nos
olhos afetados, porém a íris inteira ou partes dela podem tornar-se acastanhadas. Até que mais
informações sobre o aumento da pigmentação castanha estejam disponíveis, os pacientes devem
ser examinados regularmente e, dependendo da situação, o tratamento deve ser interrompido se
o aumento da pigmentação ocorrer.
TRAVATAN Solução Oftálmica deve ser usado com precaução em pacientes com história de
inflamação intra-ocular (irite/uveíte) e não deve ser usado em paciente com inflamação intraocular
ativa.
Edema macular, incluindo edema macular cistóide, tem sido relatado com análogos da
prostaglandina F2a. Estes relatos ocorreram principalmente em pacientes afácicos, pseudofácicos
com ruptura de cápsula posterior ou em pacientes com fatores de risco conhecidos para edema
macular. TRAVATAN Solução Oftálmica deve ser usado com precaução nestes pacientes.
TRAVATAN Solução Oftálmica não foi avaliado no glaucoma inflamatório ou neovascular.
TRAVATAN Solução Oftálmica contém um conservante, cloreto de benzalcônio, que pode ser
absorvido por lentes de contato. Os pacientes devem retirar as lentes de contato antes da
instilação do produto e recolocá-las 15 minutos após a aplicação.
Carcinogênese, mutagênese e diminuição da fertilidade: Estudos de carcinogenicidade de 2
anos em camundongos e ratos com doses subcutâneas de 10, 30 ou 100 mcg/kg/dia, não
evidenciaram potencial carcinogênico. Entretanto, com doses de 100 mcg/kg/dia, ratos machos
foram tratados somente por 82 semanas e a máxima dose tolerada não foi alcançada no estudo
em camundongos. A maior dose (100 mcg/kg) corresponde a níveis de exposição acima de 400
vezes a exposição humana na máxima dose ocular humana recomendada (MDOHR) de 0,04
mcg/kg, com base nos níveis plasmáticos ativos da droga. A travoprosta não foi mutagênica no
teste de Ames, nos testes de micronúcleos em camundongos e nos ensaios de aberração de
cromossomos em ratos. Um leve aumento na freqüência mutagênica foi observado em um de dois
ensaios de linfoma de camundongo na presença de enzimas de ativação S-9 de ratos.
A travoprosta não afetou o índice de reprodução ou fertilidade de ratos machos e fêmeas em
doses subcutâneas de até 10 mcg/kg/dia (250 vezes a máxima dose ocular humana recomendada
de 0,04mcg/kg/dia). O número médio de corpos lúteos foi reduzido e as perdas na pósimplantação
foram aumentadas nessa dose. Estes efeitos não foram observados na dose de 3
mcg/kg/dia (75 vezes a máxima dose ocular humana recomendada).
Gravidez Categoria C: Efeitos teratogênicos: travoprosta foi teratogênica em ratas, em doses
intravenosas de até 10 mcg/kg/dia (250 vezes a máxima dose humana ocular recomendada), o
que foi evidenciado pelo aumento da incidência de malformação esquelética bem como
malformação visceral e externa, tais como esternebras fundidas, cabeça abobadada e
hidrocefalia. A travoprosta não foi teratogênica em ratas em doses intravenosas de até 3
mcg/kg/dia (75 vezes a máxima dose humana ocular recomendada) ou em camundongos em
doses subcutâneas de 1,0 mcg/kg/dia (25 vezes a máxima dose humana ocular recomendada). A
travoprosta produziu aumento de perdas na pós-implantação e diminuição da viabilidade fetal em
ratas com doses intravenosas >3 mcg/kg/dia (75 vezes a máxima dose humana ocular
recomendada) e em camundongos com doses subcutâneas >0,3mcg/kg/dia (7,5 vezes a máxima
dose humana ocular recomendada).
A incidência de mortalidade pós-natal foi aumentada e o ganho de peso corpóreo do neonatal foi
reduzido, na prole de ratas tratadas com travoprosta por via subcutânea, desde o sétimo dia de
gravidez até o vigésimo primeiro dia de lactação, com doses ³ 0,12 mcg/kg/dia (3 vezes a máxima
dose humana ocular recomendada). O desenvolvimento do neonatal foi também afetado, o que foi
evidenciado pela demora na abertura dos olhos, descolamento auricular, separação prepucial e
diminuição da atividade motora.
Estudos adequados e bem controlados não foram realizados em mulheres grávidas. TRAVATAN
Solução Oftálmica deve ser usado na gravidez somente se o beneficio potencial justificar o risco
potencial para o feto.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO.
Idosos: Não foram observadas diferenças na eficácia e segurança entre pacientes idosos e
outros pacientes.
Crianças: A segurança e a eficácia não foram estabelecidas para pacientes pediátricos.
Lactantes: Um estudo em ratas lactantes demonstrou que a travoprosta marcada radioativamente
e/ou seus metabólitos são excretados no leite. Não se sabe se esta droga ou seus metabólitos
são excretados no leite humano. Devido ao fato de muitas drogas serem excretadas no leite
materno, devem ser tomadas precauções quando TRAVATAN Solução Oftálmica for administrado
à mulheres lactantes

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS.
Não foram descritas.

 

REAÇÕES ADVERSAS:
O evento adverso ocular mais comum que foi observado em estudos clínicos controlados com
TRAVATAN Solução 0,004% foi hiperemia, relatada em 35 a 50 % dos pacientes.
Aproximadamente 3% dos pacientes interromperam a terapia devido à hiperemia conjuntival.
Os eventos adversos oculares relatados com incidência de 5 a 10 % incluíram diminuição da
acuidade visual, desconforto ocular, sensação de corpo estranho, dor e prurido.
Os eventos adversos oculares relatados com incidência de 1 a 4% incluíram visão anormal,
blefarite, visão borrada, catarata, conjuntivite, olho seco, distúrbio ocular, “flare”, alteração de cor
da íris, ceratite, crosta na borda da pálpebra, fotofobia, hemorragia subconjuntival e
lacrimejamento.
Os eventos adversos não oculares relatados com incidência de 1 a 5 % foram: lesão acidental,
angina de peito, ansiedade, artrite, dor nas costas, bradicardia, bronquite, dor no peito, síndrome
do resfriado, depressão, dispepsia, distúrbio gastrintestinal, dor de cabeça, hipercolesterolemia,
hipertensão, hipotensão, infecção, dor, distúrbios da próstata, sinusite, incontinência urinária e
infecção do trato urinário.

 

SUPERDOSE:
Em caso de superdose, lavar os olhos com água. Se o produto for acidentalmente ingerido o
tratamento deve ser sintomático.

 

ARMAZENAGEM:
Conservar o produto em temperatura ambiente (15 a 30 º C).

 

Lote, fabricação e validade: vide cartucho.
MS-1.0023.0244.001-3
Farm. Resp.: Lygia Casella Piazza, CRF-SP nº 8066
Fabricado por:
ALCON LABORATORIES, INC.
6201 South Freeway
Fort Worth, Texas 76134 – EUA.
Importado por:
ALCON LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA.
Av. N.S. da Assunção, 736 05359-001 São Paulo – SP
CNPJ 60.412.327/0013-36
Indústria Brasileira
Serviço de Atendimento ao Consumidor: 0800-7077908
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
*TIMOPTIC é uma marca registrada de MERCK & Co., Inc.
ALCON LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA.
ALCON

Bula do Timoptol (Antiglaucomatoso)

TimoptolBula do Timoptol®:
Solução Oftálmica Estéril
Identificação do medicamento

 

O que é TIMOPTOL® (maleato de timolol), MSD?
Formas Farmacêuticas e Apresentações
TIMOPTOL® (maleato de timolol), MSD é apresentado em frasco com 5 mL de solução oftálmica
estéril a 0,25% ou 0,5%.
Uso Oftálmico
Uso Adulto e Pediátrico

 

Ingrediente ativo
Cada mL de TIMOPTOL® 0,25% contém 2,5 mg de timolol (3,4 mg de maleato de timolol).
Cada mL de TIMOPTOL® 0,5% contém 5 mg de timolol (6,8 mg de maleato de timolol).

 

Ingredientes inativos
Fosfato de sódio monobásico e dibásico, hidróxido de sódio e água para injeção. Cloreto de
benzalcônio 0,01% é adicionado como conservante.

 

Informações ao Paciente

Como este medicamento funciona?
TIMOPTOL® é um betabloqueador que reduz a pressão intra-ocular. TIMOPTOL® é um medicamento
oftálmico beta-bloqueador que diminui a pressão do olho.

 

Por que este medicamento foi indicado?
TIMOPTOL® foi prescrito para reduzir o aumento da pressão ocular no tratamento de glaucoma e/ou
hipertensão ocular.
A pressão ocular elevada pode comprometer o nervo óptico, resultando em deterioração da visão e
possível cegueira. Em geral, existem alguns sintomas que podem ocorrer, e indicam se você
apresenta pressão ocular interna elevada. Informe ao seu médico se você apresenta pressão ocular
interna elevada. O exame médico é necessário para a determinação desta doença. Se ocorrer
aumento da pressão intra-ocular, serão necessários exames e medidas regulares da pressão intraocular.

 

Quando não devo usar este medicamento?
Contra-indicações
Você não deve usar TIMOPTOL® se:
• Tiver asma ou já tiver tido asma;
• Apresentar doença pulmonar obstrutiva crônica;
• Apresentar alguns tipos de doenças cardíacas;
• For alérgico a qualquer um de seus ingredientes.
Se não tiver certeza se deve utilizar TIMOPTOL®, entre em contato com seu médico.
Advertências
Uso na Gravidez e amamentação.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.
Não use TIMOPTOL® se estiver amamentando. Consulte seu médico, caso pretenda amamentar.
Uso Pediátrico
TIMOPTOL® pode ser utilizado em crianças, desde que prescrito por seu médico, porém não está
indicado para uso por prematuros ou recém-nascidos. A dose usual para crianças é de uma gota de
TIMOPTOL® 0,25% ou 0,5% (de acordo com a prescrição médica) a cada 12 horas no(s) olho(s)
afetado(s).

 

O que devo dizer para o meu médico antes de usar TIMOPTOL®?
Precauções
Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas médicos que esteja apresentando ou tenha
apresentado, principalmente asma ou outros problemas pulmonares ou cardíacos e sobre quaisquer
alergias a qualquer tipo de medicamentos.
Se suspeitar que TIMOPTOL® está causando reação alérgica (por exemplo, erupção cutânea ou
vermelhidão e coceira nos olhos), interrompa o tratamento e entre em contato com seu médico
imediatamente.
Informe ao seu médico se desenvolver infecção ocular, ocorrer lesão ocular, se submeter à cirurgia
ocular ou desenvolver reação, incluindo sintomas novos ou piora dos sintomas.

 

O que devo saber sobre os ingredientes inativos de TIMOPTOL®?
TIMOPTOL® contém cloreto de benzalcônio como conservante. Este conservante pode ser absorvido
por lentes de contato gelatinosas. Se você for usuário (a) de lentes de contato gelatinosas, consulte
seu médico antes do uso de TIMOPTOL®.

 

Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver usando TIMOPTOL®?
Existem efeitos adversos associados ao uso deste produto que podem afetar sua capacidade de
conduzir veículos ou operar máquinas (veja Quais efeitos adversos TIMOPTOL® pode causar?).
Posso utilizar TIMOPTOL® com outros medicamentos?
Interações medicamentosas
É particularmente importante se estiver tomando medicamentos anti-hipertensivos ou para
tratamento de doenças cardíacas.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Não há contra-indicação relativa a faixas etárias; exceto prematuros e recém-nascidos (Veja Uso pediátrico).
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

 

Como devo usar este medicamento?
Aspecto físico
TIMOPTOL® é uma solução clara, incolor a levemente amarelada.

 

Características organolépticas
Veja aspecto físico
Dosagem
Seu médico irá estabelecer a dose e a duração adequadas do tratamento.
A dose usual inicial é de uma gota de TIMOPTOL® 0,25% no (s) olho (s) afetado (s) pela manhã e à noite. Se sua resposta não for adequada, seu médico poderá aumentar a dose para uma gota de TIMOPTOL® 0,5% no (s) olho (s) afetado (s) pela manhã e à noite.
Não altere a dose do medicamento sem consultar seu médico. Se tiver de interromper o tratamento, entre em contato com seu médico imediatamente.

 

Como Usar
Não deixe que a ponta do frasco toque seus olhos ou áreas ao redor dos olhos. TIMOPTOL® pode ficar contaminado com bactérias que podem causar infecções oculares e lesões sérias ao olho, incluindo perda da visão. Para evitar possível contaminação do frasco, mantenha a ponta do frasco longe do contato com qualquer superfície.
1. Antes de utilizar a medicação, certifique-se de que a fita de segurança na parte frontal do frasco está intacta. Um espaço entre o frasco e a tampa é normal para o frasco não aberto.
2. Retire a fita de segurança para quebrar o lacre.

 

Fita de segurança
Área para apertar com o dedo
Espaço
Espaço
Áreaa paaprear taapre crotamr Setas Speatraas a pbarriar abrir
Lacre de seFgituar adneç sae gurança
Área para apertar
com o dedo
3. Para abrir o frasco, desenrosque a tampa girando-a, como indicado pelas setas.
4. Incline sua cabeça para trás e puxe levemente sua pálpebra inferior para formar uma bolsa
entre a sua pálpebra e o seu olho
5. Inverta o frasco, e pressione levemente com o dedão ou com o dedo indicador a “Área de
Compressão do Dedo” (conforme indicado) até que uma única gota seja dispensada no olho,
conforme a prescrição médica. NÃO TOQUE A PONTA DO FRASCO NOS OLHOS OU NAS
PÁLPEBRAS.
6. Repita os passos 4 e 5 no outro olho, se o seu médico assim o instruiu.
7. Recoloque a tampa, rosqueando até que esta esteja tocando firmemente o frasco.
8. A ponta gotejadora foi desenhada para fornecer uma gota pré-medida; portanto, NÃO
aumente o furo da ponta gotejadora.
9. Após ter utilizado todas as doses, irá sobrar um pouco de TIMOPTOL® no frasco. Não se
preocupe, pois foi acrescentada uma quantidade extra de TIMOPTOL® no frasco e você
utilizará a quantidade integral de TIMOPTOL® prescrita por seu médico. Não tente remover o
excesso de medicamento do frasco.

 

O que fazer se eu esquecer de usar uma dose?
Se esquecer uma dose, aplique o medicamento o mais rápido possível. No entanto, se estiver próximo do horário da próxima dose, ignore a dose esquecida e volte ao esquema posológico regular.
Em alguns casos, seu médico poderá prescrever outro medicamento, incluindo outros colírios, para uso com TIMOPTOL® , para ajudar a diminuir a pressão de seu (s) olhos (s).
Área para apertar com o dedo
Área de Compressão do Dedo
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.

 

Quais efeitos adversos TIMOPTOL® pode causar?
Reações
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, chamados de
reações adversas. Apesar de não ocorrerem todos essas reações adversas, se ocorrerem, você
pode precisar de atenção médica.
Você pode apresentar irritação ocular, incluindo queimação e pontadas, ressecamento e vermelhidão
dos olhos ou alterações da visão, tais como visão dupla. Além disso, os seguintes efeitos adversos
podem ocorrer: zumbido, dor de cabeça, cansaço, tontura, depressão, insônia, pesadelos, perda da
memória, formigamento, náusea, diarréia, distúrbios estomacais, ressecamento da boca, dor
torácica, desmaio, palpitações, batimento cardíaco irregular, redução da freqüência cardíaca, inchaço
e esfriamento das mãos e dos pés, falta de ar, tosse, queda de cabelo, erupções na pele, coceira ou
outros tipos de reações alérgicas mais graves e diminuição do desejo sexual.
Outras reações adversas podem ocorrer raramente e algumas delas podem ser graves. Pergunte ao
seu médico mais informações sobre as reações adversas. Ele tem uma lista mais completa dessas
reações.
Informe ao seu médico prontamente sobre qualquer um desses ou outros sintomas.
Se você suspeitar de que TIMOPTOL® está causando uma reação alérgica (por exemplo, erupções
na pele ou vermelhidão e coceira no olho), pare de usá-lo e procure seu médico imediatamente.
Consulte seu médico para saber se você deve ou não continuar a utilizar TIMOPTOL® se tiver uma
infecção ou sofrer um traumatismo ocular, se precisar submeter-se a uma cirurgia ocular ou se
desenvolver reação ocular com aparecimento de sintomas novos ou piora de sintomas durante o
tratamento.

 

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?
Se você aplicar muitas gotas em seu olho ou engolir parte do conteúdo do frasco, entre outros
efeitos, você pode ter alucinações, dificuldade para respirar ou sentir que sua freqüência cardíaca
diminuiu. Entre em contato com seu médico imediatamente.

 

Onde e como devo armazenar este medicamento?
Armazene o frasco de TIMOPTOL® fechado em temperatura ambiente e protegido da luz.
Não use este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

Informações ao profissional de saúde

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

TIMOPTOL® reduz as pressões intra-oculares elevada e normal, associadas ou não com glaucoma.
A pressão intra-ocular elevada é um fator de risco importante na patogênese da perda de campo
visual glaucomatoso. Quanto maior a pressão intra-ocular, maior a probabilidade de perda do campo
visual glaucomatoso e de lesão ao nervo óptico. O início de ação do TIMOPTOL® é geralmente
rápido, ocorrendo aproximadamente 20 minutos após a aplicação tópica no olho. A redução máxima
da pressão intra-ocular ocorre no período de uma a duas horas. Significante redução é mantida por
até 24 horas com TIMOPTOL® Solução Oftálmica a 0,25% ou a 0,5%. Essa duração prolongada da
ação permite o controle da pressão intra-ocular durante as horas usuais de sono. Repetidas
observações no decorrer do período de três anos indicam que o efeito redutor da pressão intra-ocular
do TIMOPTOL® é bem mantido.
O maleato de timolol é um bloqueador não seletivo dos receptores betadrenérgicos, que não
apresenta atividade simpatomimética intrínseca, depressora miocárdica direta ou anestésica local
(estabilizadora da membrana) significativa. O mecanismo preciso de ação redutora da pressão intraocular
do TIMOPTOL® ainda não está claramente estabelecido, embora um estudo com
fluoresceína e estudos tonográficos indiquem que sua ação predominante possa estar relacionada
com a redução na formação do humor aquoso. Entretanto, em alguns estudos, foi também observado
ligeiro aumento na facilidade de escoamento.
Ao contrário dos mióticos, TIMOPTOL® reduz a pressão intra-ocular com pouco ou nenhum efeito na
acomodação ou no tamanho pupilar. Portanto, as alterações da acuidade visual em decorrência de
acomodação aumentada são incomuns; visão turva ou embaçada e cegueira noturna produzidas
pelos mióticos não são evidentes. Além disso, em pacientes com catarata, a incapacidade de ver ao
redor das opacidades lenticulares quando a pupila está contraída por mióticos é evitada. Quando o
tratamento com mióticos for trocado por TIMOPTOL®, pode ser necessário avaliar a acuidade visual
assim que os efeitos dos mióticos tiverem desaparecido.

 

MECANISMO DE AÇÃO
O maleato de timolol é um agente bloqueador não-seletivo de receptor betadrenérgico que não
apresenta atividades simpática intrínseca, depressora miocárdica direta, ou anestésica local
(estabilizadora da membrana) significativas. O maleato de timolol combina-se de forma reversível
com uma parte da membrana celular, o receptor betadrenérgico, inibindo assim a resposta biológica
usual que ocorreria com o estímulo deste receptor. Este antagonismo competitivo específico
bloqueia o estímulo dos receptores betadrenérgicos pelas catecolaminas apresentando atividade de
estímulo betadrenérgico (agonista), quer se originem de uma fonte endógena ou exógena. A
reversão deste bloqueio pode ser acompanhada por aumento da concentração do agonista, que irá
restaurar a resposta biológica usual.

 

FARMACOCINÉTICA
Em um estudo de concentração plasmática do fármaco realizado em seis indivíduos, determinou-se a
exposição sistêmica ao timolol após administração 2x/dia de TIMOPTOL® 0,5%. A média de
concentração plasmática máxima após a administração matinal foi de 0,46 ng/mL e após
administração vespertina foi de 0,35 ng/mL.

 

FARMACODINÂMICA
O bloqueio do receptor betadrenérgico reduz o débito cardíaco tanto em indivíduos saudáveis como
em pacientes com doença cardíaca. Em pacientes com comprometimento grave da função
miocárdica, o bloqueio do receptor betadrenérgico pode inibir o efeito estimulatório do sistema
nervoso simpático necessário para manter a função cardíaca adequada.
O bloqueio do receptor betadrenérgico dos brônquios e bronquíolos resulta em aumento da atividade
parassimpática não-oposta da resistência das vias aéreas. Este efeito em pacientes com asma ou
outras condições broncoespásmicas é potencialmente perigoso.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
Em estudos clínicos, TIMOPTOL® geralmente foi eficaz em mais pacientes e produziu efeitos
adversos menos graves e em menor quantidade que a pilocarpina ou a epinefrina. A exemplo do que
ocorre com o uso de outros medicamentos antiglaucomatosos, foi relatada diminuição da resposta a
TIMOPTOL® por alguns pacientes após tratamento prolongado. Contudo, em estudos clínicos nos
quais 164 pacientes foram observados durante pelo menos três anos, não foi registrada diferença
significativa na pressão intra-ocular média após a estabilização inicial. TIMOPTOL® também foi
administrado a pacientes com glaucoma que usavam lentes de contato duras convencionais e foi
geralmente bem tolerado.
TIMOPTOL® não foi estudado em pacientes que utilizam lentes feitas de materiais diferentes do
polimetilmetacrilato.
Em estudos multiclínicos controlados em pacientes com pressões intra-oculares não-tratadas > 22
mmHg, TIMOPTOL® 0,25% ou 0,5% administrado 2x/dia causou maior redução da pressão intraocular
do que a administração de solução de pilocarpina a 1%, 2%, 3% ou 4% 4x/dia ou de solução
de cloridrato de epinefrina a 0,5%, 1% ou 2% administrada 2x/dia.
Nos estudos multiclínicos que compararam TIMOPTOL® com a pilocarpina, 61% dos pacientes
tratados com TIMOPTOL® apresentaram redução da pressão intra-ocular para menos de 22 mmHg
em comparação com 32% dos pacientes tratados com a pilocarpina.
Para os pacientes que completaram estes estudos, a redução média da pressão no final do estudo
em relação ao período pré-tratamento foi de 30,7% para os pacientes tratados com TIMOPTOL® e de
21,7% para os pacientes tratados com a pilocarpina.
Nos estudos multiclínicos que compararam o TIMOPTOL® com a epinefrina, 69% dos pacientes
tratados com TIMOPTOL® apresentaram redução da pressão intra-ocular para menos de 22 mmHg
em comparação com 42% dos pacientes tratados com a epinefrina. Para os pacientes que
completaram estes estudos, a redução media da pressão ao final do estudo em relação ao período
pré-tratamento foi de 33,2% para os pacientes tratados com TIMOPTOL® e de 28,1% para os
pacientes tratados com a epinefrina.
INDICAÇÕES
TIMOPTOL® é indicado para a redução da pressão intra-ocular elevada. Em estudos clínicos, reduziu
a pressão intra-ocular de:
– pacientes com hipertensão ocular;
– pacientes com glaucoma crônico de ângulo aberto;
– pacientes afáquicos com glaucoma;
– alguns pacientes com glaucoma secundário;
– pacientes com ângulos estreitos e histórico de fechamento de ângulo estreito espontâneo ou
induzido iatrogenicamente no olho contralateral, no qual é necessária a redução da pressão intraocular
(veja ADVERTÊNCIAS).
TIMOPTOL® também é indicado como terapia concomitante para pacientes com glaucoma pediátrico
inadequadamente controlado com outra terapia antiglaucomatosa.
CONTRA-INDICAÇÕES
TIMOPTOL® é contra-indicado para pacientes com:
– asma brônquica ou histórico de asma brônquica ou doença pulmonar obstrutiva crônica grave;
– bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro grau, insuficiência cardíaca
manifesta, choque cardiogênico;
– hipersensibilidade a qualquer componente do produto.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
1. Antes de utilizar a medicação pela primeira vez, o paciente deve certificar-se de que a fita de
segurança na parte frontal do frasco está intacta. A existência de um espaço entre o frasco e a
tampa é normal quando o frasco ainda não foi aberto.
2. A fita de segurança deve ser rompida para quebrar o lacre.
3. Para abrir o frasco, deve-se desenroscar a tampa girando-a no sentido indicado pelas setas.
Setas Indicativas →
Lacre de Segurança →
Espaço →
Área de Compressão do Dedo →
4. Para aplicar o medicamento, o paciente deve inclinar a cabeça para trás e puxar levemente a
pálpebra inferior para formar uma bolsa entre a pálpebra e o olho.
5. O frasco deve ser invertido, e a área para pressionar (veja acima) deve ser levemente apertada
com o dedo polegar ou indicador até que uma única gota seja dispensada no olho. O OLHO OU A
PÁLPEBRA NÃO DEVEM ENCOSTAR NA PONTA DO GOTEJADOR.
6. Se o medicamento tiver que ser usado nos dois olhos, deve-se repetir os passos 4 e 5 para o outro
olho.
7. A tampa deve ser recolocada rosqueando-a até que esta esteja firmemente aderida ao frasco; não
se deve apertar exageradamente a tampa.
8. A ponta gotejadora é desenhada para proporcionar uma gota pré-medida; portanto, não o furo da
ponta gotejadora não deve ser aumentado.
9. Após o uso de todas as doses, ainda restará um pouco de TIMOPTOL® no frasco. Não se
preocupe, pois foi adicionada uma quantidade extra do medicamento para que não faltasse nenhuma
dose prescrita; portanto, o paciente não deverá tentar remover esse excesso do frasco.
Conservação
Mantenha o frasco fechado, em temperatura ambiente e protegido da luz.
POSOLOGIA
A dose inicial usual é uma gota de TIMOPTOL® 0,25% no(s) olho(s) afetado(s) duas vezes ao dia.
Se a resposta clínica não for adequada, a posologia pode ser modificada para uma gota de
TIMOPTOL® 0,5% no(s) olho(s) afetado(s), duas vezes ao dia.
Se necessário, pode ser instituída terapia concomitante com outros agentes redutores da pressão
intra-ocular e TIMOPTOL®. O uso de dois agentes bloqueadores betadrenérgicos não é
recomendado (veja ADVERTÊNCIAS).
Em alguns pacientes, a redução da pressão intra-ocular provocada pelo TIMOPTOL® pode requerer
algumas semanas para estabilizar-se; portanto, a avaliação da resposta deverá incluir determinação
da pressão intra-ocular após aproximadamente quatro semanas de tratamento com TIMOPTOL®. Se
a pressão intra-ocular se mantiver em níveis satisfatórios, muitos pacientes podem ser colocados em
um esquema terapêutico de dose única diária.
Como Transferir Pacientes de Outras Terapias
Quando um paciente for transferido de um tratamento com outro agente betabloqueador oftálmico
tópico, esse agente deve ser interrompido após a dose diária e o tratamento com TIMOPTOL® deve
ser iniciado no dia seguinte com uma gota de TIMOPTOL® 0,25% no(s) olho(s) afetado(s) duas
vezes ao dia. Se a resposta clínica não for adequada, a dose pode ser aumentada para uma gota de
TIMOPTOL® 0,5%, duas vezes ao dia. Quando o paciente é transferido de uma monoterapia com
agente antiglaucomatoso que não seja um betabloqueador, deve-se continuar o uso do medicamento
e acrescentar uma gota de TIMOPTOL® 0,25% em cada olho(s) afetado(s) duas vezes ao dia. No dia
seguinte, interrompa completamente o agente antiglaucomatoso previamente usado e continue com
TIMOPTOL®. Se for necessária uma dose mais alta de TIMOPTOL®, substitua por uma gota de
TIMOPTOL® 0,5%, em cada olho afetado, duas vezes ao dia.
ADVERTÊNCIAS
Pacientes que apresentarem qualquer reação ocular, particularmente conjuntivite e reações na
pálpebra, devem imediatamente consultar o médico sobre a continuidade do tratamento com
TIMOPTOL®.
Os pacientes devem ser orientados a não deixarem que a ponta do frasco toque o olho ou as
estruturas ao redor do olho.
Os pacientes devem ser informados que as soluções oculares quando inapropriadamente
manuseadas podem ser contaminadas por bactérias comuns conhecidas por causarem infecções
oculares. O uso de soluções oculares contaminadas pode resultar em graves prejuízos ao olho e
subsequentemente perda da visão.
Assim como ocorre com outros medicamentos de uso tópico oftálmico, TIMOPTOL® pode ser
absorvido sistemicamente. As mesmas reações adversas que podem ocorrer após a administração
sistêmica de bloqueadores betadrenérgicos podem ocorrer após administração tópica. A
insuficiência cardíaca deve ser adequadamente controlada antes do início do tratamento com
TIMOPTOL®. Em pacientes com histórico de cardiopatia grave, deve-se observar sinais de
insuficiência cardíaca e verificar a freqüência do pulso. Reações respiratórias e cardíacas
(inclusive morte por broncoespasmo de pacientes com asma) e raramente morte em associação com
insuficiência cardíaca foram relatadas após a administração de TIMOPTOL®. Pacientes em
tratamento com bloqueadores betadrenérgicos por via sistêmica e que estejam sendo tratados
com TIMOPTOL® devem ser observados quanto ao potencial efeito aditivo, seja na pressão
intra-ocular ou nos conhecidos efeitos sistêmicos do bloqueio betadrenérgico. Não se
recomenda o uso tópico de dois bloqueadores betadrenérgicos. Em pacientes com glaucoma de
ângulo fechado, o objetivo imediato do tratamento é reabrir o ângulo. Isto requer a constrição da
pupila com um miótico. TIMOPTOL® tem pouco ou nenhum efeito sobre a pupila. Quando
TIMOPTOL® for utilizado para reduzir a pressão intra-ocular elevada de pacientes com
glaucoma de ângulo fechado, deverá ser administrado em associação com um miótico e não
isoladamente. Houve relato de descolamento da coróide com a administração de terapia
supressora do humor aquoso (por exemplo, timolol acetazolamida) após procedimentos de
filtração. O conservante de TIMOPTOL® pode depositar-se em lentes de contato gelatinosas;
assim, TIMOPTOL® não deve ser usado quando essas lentes estiverem sendo utilizadas. As
lentes devem ser retiradas antes da aplicação das gotas e devem ser recolocadas somente
quinze minutos depois da aplicação.
Risco de Reação Anafilática
Enquanto estiverem tomando betabloqueadores, pacientes com histórico de atopia ou de
reação anafilática grave à uma variedade de alérgenos podem ser mais responsivos às
estimulações repetidas com tais alérgenos, sejam estimulações acidentais, para diagnóstico
ou terapêuticas. Esses pacientes podem não responder a doses usuais de epinefrina
utilizadas para tratar reações anafilactóides.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS
Pacientes idosos
Não é necessário ajuste posológico para pacientes idosos (a partir de 65 anos de idade).
Uso Em Crianças
A dose usual inicial é de uma gota de TIMOPTOL® 0,25% no(s) olho(s) afetado(s) a cada 12 horas,
em adição a outra medicação antiglaucomatosa. Se necessário, a posologia pode ser aumentada
para uma gota de TIMOPTOL® 0,5% no(s) olho(s) afetado(s) a cada 12 horas. TIMOPTOL® não é
recomendado para prematuros ou recém-nascidos.
Gravidez
Categoria de risco B
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.
TIMOPTOL® não foi estudado na gravidez humana. O uso de TIMOPTOL® exige que os
benefícios previstos sejam confrontados com os possíveis riscos.
Nutrizes:
TIMOPTOL® é detectável no leite humano. Em razão do potencial para causar reações adversas
graves em lactentes, deve-se decidir entre interromper a amamentação ou o uso do medicamento,
considerando-se a importância do medicamento para a mãe.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Embora TIMOPTOL® isoladamente tenha pouco ou nenhum efeito sobre o tamanho da pupila, foi
relatada ocasionalmente midríase resultante da terapia concomitante com TIMOPTOL® e epinefrina.
Houve relato de bloqueio betadrenérgico sistêmico potencializado (por exemplo, diminuição da
freqüência cardíaca) durante tratamento de combinação entre quinidina e timolol, possivelmente
porque a quinidina inibe o metabolismo do timolol por meio da enzima CYP2D6 do citocromo P450.
É possível ocorrer hipotensão, distúrbios da condução atrioventricular (AV) e insuficiência ventricular
esquerda quando um bloqueador dos canais de cálcio for adicionado a um esquema terapêutico
contendo um betabloqueador. A natureza de qualquer efeito adverso cardiovascular tende a
depender do tipo de bloqueador dos canais de cálcio utilizado. Os derivados da diidropiridina, como a
nifedipina, podem causar hipotensão, ao passo que o verapamil ou o diltiazem são mais propensos a
causar distúrbios da condução AV ou insuficiência ventricular esquerda quando utilizados com um
betabloqueador.
Os betabloqueadores orais podem exacerbar a hipertensão de rebote que pode ser provocada pela
retirada da clonidina. Se os dois medicamentos forem administrados concomitantemente, o
bloqueador betadrenérgico deverá ser descontinuado vários dias antes da descontinuação gradual
da clonidina. Se houver substituição da clonidina por um betabloqueador, a introdução dos
bloqueadores betadrenérgicos deve ser postergada por vários dias após a interrupção da
administração da clonidina.
Recomenda-se observação rigorosa dos pacientes em tratamento com depletores das
catecolaminas, como a reserpina, ao se administrar um betabloqueador por causa de possíveis
efeitos aditivos e ocorrência de hipotensão e/ou bradicardia acentuada, que podem causar vertigem,
síncope ou hipotensão postural.
Os bloqueadores do canal de cálcio orais podem ser utilizados em combinação com bloqueadores
betadrenérgicos quando a função cardíaca for normal, mas devem ser evitados em pacientes com
insuficiência cardíaca.
Os bloqueadores dos canais de cálcio intravenosos devem ser utilizados com cautela em pacientes
em tratamento com bloqueadores betadrenérgicos.
O uso concomitante de bloqueadores betadrenérgicos e digitálicos com diltiazem ou verapamil pode
acarretar efeitos aditivos no prolongamento do tempo de condução AV.
REAÇÕES ADVERSAS
TIMOPTOL® é geralmente bem tolerado. Foram relatadas as seguintes reações adversas com
TIMOPTOL ou outras formulações de maleato de timolol em estudos clínicos ou após a
comercialização do medicamento:
Sentidos: sinais e sintomas de irritação ocular, incluindo queimação e pontadas, conjuntivite,
blefarite, ceratite, diminuição da sensibilidade corneana, ressecamento dos olhos e distúrbios visuais,
incluindo alterações na refração (em razão da retirada da terapia miótica em alguns casos), diplopia,
ptose, descolamento da coróide após cirurgia de filtração e zumbido no ouvido (veja
ADVERTÊNCIAS).
Cardiovasculares: bradicardia, arritmia, hipotensão, síncope, bloqueio cardíaco, acidente vascular
cerebral, isquemia cerebral, insuficiência cardíaca congestiva, palpitação, parada cardíaca, edema,
claudicação, fenômeno de Raynaud e mãos e pés frios.
Respiratório: broncoespasmo (predominantemente em pacientes com doença broncoespástica
preexistente), insuficiência respiratória, dispnéia e tosse.
Corpo como um Todo: cefaléia, astenia, fadiga e dor torácica.
Pele: alopécia, erupção cutânea psoriasiforme ou exacerbação da psoríase.
Hipersensibilidade: sinais e sintomas de reações alérgicas, incluindo angioedema, urticária, erupção
cutânea localizada ou generalizada.
Sistema Nervoso/Psiquiátrico: tontura, depressão, insônia, pesadelos, perda da memória,
agravamento dos sinais e sintomas de Miastenia gravis e parestesia.
Digestivo: náusea, diarréia, dispepsia e boca seca.
Geniturinário: diminuição da libido e doença de Peyronie.
Imunológico: lúpus eritematoso sistêmico.
Efeitos adversos potenciais
Os efeitos adversos relatados na experiência clínica com o maleato de timolol oral sistêmico podem
ser considerados efeitos adversos potenciais do maleato de timolol oftálmico.
Também foram relatados efeitos adversos cuja relação causal com a terapia com TIMOPTOL® não
foi estabelecida: edema macular cistóide afácico, congestão nasal, anorexia, efeitos no SNC (por
exemplo, alterações comportamentais, inclusive confusão, alucinações, ansiedade, desorientação,
nervosismo, sonolência e outros distúrbios psíquicos), hipertensão, fibrose retroperitoneal e
pseudopenfigóide
SUPERDOSE
Há relatos de superdosagem acidental com TIMOPTOL® que resultaram em efeitos sistêmicos
semelhantes aos observados com os betabloqueadores, tais como tontura, cefaléia, dispnéia,
bradicardia, broncoespasmo e parada cardíaca (veja REAÇÕES ADVERSAS). As seguintes
medidas terapêuticas devem ser consideradas:
(1) Lavagem gástrica: caso o medicamento tenha sido ingerido. Estudos demonstraram que timolol
não é rapidamente dialisado.
(2) Bradicardia sintomática: usar sulfato de atropina EV na dose de 0,25 a 2 mg para induzir
bloqueio vagal. Se a bradicardia persistir, deve-se administrar cautelosamente cloridrato de
isoproterenol endovenoso. Nos casos refratários, deve-se considerar o uso de marcapasso
cardíaco.
(3) Hipotensão: usar agentes simpatomiméticos, tais como dopamina, dobutamina ou levarterenol.
Há relatos de que, nos casos refratários, o uso de cloridrato de glucagon foi útil.
(4) Broncoespasmo: usar cloridrato de isoproterenol. Pode-se considerar tratamento adicional com
aminofilina.
(5) Insuficiência cardíaca aguda: deve-se instituir imediatamente a terapia convencional com
digitálicos, diuréticos e oxigênio. Nos casos refratários, recomenda-se o uso de aminofilina
intravenosa; há relatos de que, se necessária, a administração subseqüente de cloridrato de
glucagon é útil.
(6) Bloqueio cardíaco (segundo ou terceiro grau): usar cloridrato de isoproterenol ou marcapasso
cardíaco.
ARMAZENAGEM
Mantenha o frasco fechado, em temperatura ambiente e protegido da luz.
Dizeres Legais
Número de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Registro MS – 1.0029.0032.
Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos – CRF-SP nº 16.243
Produzido e embalado por:
Laboratories Merck Sharp & Dohme – Chibret
Route de Marsat, lieu-dit Mirabel,
RIOM, 63963 Clermont-Ferrand
França
Importado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815 – Sousas, Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/0001-34 – Brasil
® Marca registrada de Merck & Co., Inc.,Whitehouse Station, NJ, EUA.
IPC042003
MSD On Line 0800-0122232
e-mail: [email protected]
www.msdonline.com.br
“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”

Bula do Presmin (Antiglaucomatoso)

PresminBula do Presmin Colírio:
Betaxolol 0,5% – Cloridrato
Antiglaucomatoso betabloqueador
Uso adulto
Composição por ml
Cloridrato de betaxolol (equivalente a 5 mg de betaxolol)…. 5,6 mg
Veículo …………………………q.s.p……………………………….. 1 ml
Conservante: cloreto de benzalcônio.

 

Informação técnica
O cloridrato de betaxolol é um agente bloqueador beta-adrenérgico cardiosseletivo, que não tem
não atividade estabilizadora da membrana significante (anestésico local) e é desprovido de ação
simpatomimética intrínseca. Quando instilado no olho, o cloridrato de betaxolol reduz tanto a
pressão intra-ocular elevada quanto a normal, se acompanhada ou não de glaucoma. A solução
oftálmica de cloridrato de betaxolol tem efeito mínimo sobre os parâmetros pulmonares e
cardiovasculares.
O início de ação pode ser geralmente notado dentro de 30 minutos e o efeito máximo pode
usualmente ser detectado 2 horas após a administração tópica. Uma dose única proporciona uma
redução de 12 horas na pressão intra-ocular.

 

Indicações:
Presmin (cloridrato de betaxolol) é eficaz na redução da pressão intra-ocular e está indicado para
o tratamento da hipertensão ocular e glaucoma crônico de ângulo aberto. Pode ser usado isolado
ou em combinação com outras drogas antiglaucomatosas.

 

Contra-indicações:
Hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Bradicardia sinusal, maior do que o bloqueio
atrioventricular de primeiro grau, choque cardiogênico ou pacientes com insuficiência cardíaca
comprovada.

 

Precauções e Advertências:
Gerais
Diabetes mellitus: Os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos devem ser administrados com
cautela em pacientes sujeitos a hipoglicemia espontânea ou pacientes diabéticos (especialmente
aqueles com diabetes lábil) que estejam recebendo insulina ou agentes hipoglicêmicos orais. Os
agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem mascarar os sinais e sintomas de uma
hipoglicemia aguda.
Tireotoxicose: Os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem mascarar certos sinais clínicos
(por ex.: taquicardia) de hipertireoidismo. Os pacientes suspeitos de desenvolver tireotoxicose
devem ser cuidadosamente tratados para evitar a retirada repentina de agentes bloqueadores
beta-adrenérgicos que poderiam precipitar uma crise tireoidiana.
Fraqueza muscular: O bloqueio beta-adrenérgico tem sido relatado como capaz de potencializar a
fraqueza muscular relacionada a certos sintomas de miastenia (por ex.: diplopia, ptose e fraqueza
geral).
Cirurgia: Deve-se considerar a interrupção gradual dos agentes bloqueadores beta-adrenérgicos
antes da anestesia geral, devido à reduzida capacidade do coração de responder aos estímulos
reflexos do simpático mediado beta-adrenergicamente.
Pulmonar: Deve-se ter cautela no tratamento de pacientes glaucomatosos com excessiva
restrição da função pulmonar, pois não se exclui a possibilidade de ocorrerem efeitos pulmonares
adversos em pacientes sensíveis aos beta-bloqueadores.
Ocular: Em pacientes com glaucoma de ângulo fechado, o objetivo imediato do tratamento é
reabrir o ângulo por constrição da pupila com um agente miótico. O betaxolol possui pouco ou
nenhum efeito sobre a pupila. Quando Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica for
utilizado para reduzir a pressão intra-ocular elevada em glaucoma de ângulo fechado, o produto
deve ser usado em conjunto com um miótico e não isoladamente.
Carcinogênese, mutagênese, alteração da fertilidade: Estudos realizados não demonstraram
efeito carcinogênico ou mutagênico do cloridrato de betaxolol.

 

Uso na gravidez e lactação
Não há estudos adequados e bem controlados do cloridrato de betaxolol em mulheres grávidas,
bem como se desconhece que a droga seja excretada pelo leite materno. Presmin (cloridrato de
betaxolol) deve ser usado por mulheres grávidas ou no período de lactação somente quando os
benefícios excederem os riscos.

 

Uso em crianças
A segurança e eficácia do uso em crianças não foram determinadas.

 

Advertência
O cloridrato de betaxolol pode ser absorvido sistemicamente. As mesmas reações adversas
encontradas com a administração sistêmica de agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem
ocorrer com a administração tópica. O cloridrato de betaxolol sob a forma de colírio tem
demonstrado pouco efeito sobre a freqüência cardíaca e pressão arterial em estudos clínicos, não
obstante se deva ter cautela no tratamento de pacientes com história de insuficiência ou bloqueio
cardíaco. O tratamento com Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica deve ser
interrompido nos primeiros sinais de insuficiência cardíaca.

 

Interações medicamentosas:
Os pacientes que estejam em tratamento com agentes bloqueadores beta-adrenérgicos por via
oral e Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica devem ser observados quando ao
potencial efeito aditivo, tanto na pressão intra-ocular como nos efeitos sistêmicos comuns aos
betabloqueadores. Recomenda-se cuidadosa observação do paciente quando se administra um
betabloqueador a pacientes em tratamento com drogas depletoras de catecolamina, tais como a
reserpina, por causa de possíveis efeitos aditivos e drogas psicotrópicas adrenérgicas. Os
pacientes com uma história de atopia ou de reação anafilática grave a uma variedade de
alérgenos, e que estejam sob tratamento com betabloqueadores, podem não responder às doses
usuais de epinefrina usadas no tratamento de tais reações.

 

Reações adversas:
Oculares: Desconforto de curta duração e lacrimejamento ocasional têm sido relatados. Embora
raramente, têm sido relatados diminuição da sensibilidade corneana, eritema, prurido, puntacta
corneana, ceratite, anisocoria, edema e fotofobia. Outras reações adversas foram relatadas com
outras formulações de betaxolol: visão borrada, sensação de corpo estranho, secura dos olhos,
inflamação, secreção, dor ocular, diminuição de acuidade visual e escamas nos cílios.
Sistêmicas: Raramente se relatam reações sistêmicas após a administração tópica do cloridrato
de betaxolol, tais como:
Cardiovasculares: Bradicardia, bloqueio cardíaco e insuficiência cardíaca congestiva.
Pulmonares: Dispnéia, broncoespasmo, secreções brônquicas, asma e insuficiência respiratória.
Sistema nervoso central: Insônia, tontura, vertigem, dor de cabeça, depressão e letargia e
aumento nos sinais e sintomas de miastenia grave.
Outras: Urticária, necrólise epidérmica tóxica, queda de cabelo e glossite.

 

Posologia:
A dose recomendada é uma ou duas gotas de Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica
no(s) olho(s) afetado(s) duas vezes por dia. Em alguns pacientes, a resposta de redução da
pressão intra-ocular a Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica pode requerer algumas
semanas para estabilizar-se. Como acontece ao se administrar uma medicação nova, recomendase
o acompanhamento cuidadoso dos pacientes.
Se a pressão intra-ocular do paciente não estiver adequadamente controlada com este
tratamento, pode-se instituir terapêutica concomitante com pilocarpina, outros mióticos, epinefrina
ou inibidores da anidrase carbônica.

 

Superdosagem:
Os sintomas que podem ocorrer de uma superdosagem de agentes bloqueadores do receptor
beta-1-adrenérgico, administrados por via sistêmica, são bradicardia, hipotensão e insuficiência
cardíaca aguda. Na ocorrência de uma superdosagem tópica de Presmin (cloridrato de betaxolol)
solução oftálmica lavar os olhos com água corrente morna.

 

Uso Geriátrico:
Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica pode ser usado por pessoas acima de 65 anos
de idade, desde que observadas as precauções comuns ao produto.

 

Apresentação:
Solução oftálmica estéril – Frasco plástico conta-gotas contendo 5 ml
“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”
Presmin (Betaxolol 0,5% – Cloridrato): Reg. MS n° 1.1725.0032.001-1
Responsável Técnico: Dr. Morio Sato – CRF-SP: nº 0381
N° de lote, data da fabricação e validade: vide cartucho
Fabricado por:
LATINOFARMA INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS LTDA.
R. Dr. Tomás Sepe, 489 – Cotia – SP
C.N.P.J. n° 60.084.456/0001-09 – Indústria Brasileira
Atendimento ao Consumidor (11) 4702 5322

Bula do Pilocarpina (Antiglaucomatoso)

PilocarpinaBula do Pilocarpina:
cloridrato de pilocarpina

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
Frasco plástico conta-gotas contendo 10 ml de solução oftálmica estéril a 1%, 2% e 4%.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada ml contém: 1% 2% 4%
cloridrato de pilocarpina 10 mg 20 mg 40 mg
Veículo: álcool polivinílico, cloreto de benzalcônio, acetato de sódio triidratado, cloreto de sódio e água purificada q.s.p.

 

INFORMAÇÃO AO PACIENTE
• Ação esperada do medicamento: ação colinérgica com conseqüente diminuição da pressão intra-ocular.
• Cuidados de armazenamento: o produto deve ser armazenado a temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e ao abrigo da
luz.
• Prazo de validade: vide cartucho. Não use medicamento com prazo de validade vencido.
• Gravidez e lactação: informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informar ao médico se está amamentando.
• Cuidados de administração: instile a dose recomendada, no saco conjuntival, evitando tocar a ponta do frasco nos tecidos
oculares. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
• Interrupção do tratamento: não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
• Reações adversas: informe ao médico a ocorrência de reações desagradáveis. Ocasionalmente podem ocorrer vermelhidão
conjuntival ou dor de cabeça.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

 

• Contra-indicações e precauções: informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou
durante o tratamento. A miose geralmente dificulta a adaptação visual no escuro. Tome cuidado ao dirigir à noite ou realizar
tarefas perigosas sob iluminação insuficiente.

 

NÃO USE REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE
Informação Técnica
A pilocarpina é um alcalóide natural, parassimpatomimético com ação colinérgica direta sobre os receptores neuromuscarínicos
e musculatura lisa da íris e glândulas de secreção.
Após administração tópica ocular, a pilocarpina provoca a contração da pupila, com aumento de tensão no esporão escleral e
abertura dos espaços da malha trabecular. Ocorre, assim, diminuição da resistência ao efluxo do humor aquoso e o
conseqüente abaixamento da pressão intra-ocular.

 

Indicações
Como miótico, no controle da pressão intra-ocular elevada (glaucoma).
A Pilocarpina pode ser usada em combinação com outros mióticos, com betabloqueadores, com inibidores da anidrase
carbônica, com agentes simpatomiméticos e com hiperosmóticos.

 

Contra-indicações
Irites. Hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Glaucoma por bloqueio pupilar.

 

Precauções e Advertências
A miose geralmente provoca dificuldade na adaptação para visão noturna. Recomenda-se cautela ao dirigir à noite ou realizar
tarefas perigosas sob iluminação insuficiente. O produto deve ser usado com cautela nos casos onde exista risco de
deslocamento da retina.
Devem-se observar os cuidados habituais nos casos de glaucoma secundário associado a processos inflamatórios.

 

Interações Medicamentosas
Não são conhecidas interações com outros medicamentos.

 

Reações Adversas
Espasmo ciliar, irritação ocular, congestão vascular conjuntival, cefaléia temporal ou supra-orbitária e indução de miopia,
principalmente em pacientes jovens, que iniciaram recentemente a administração. Redução da acuidade visual sob iluminação
deficiente. O uso prolongado pode causar opacificação do cristalino. Tal como todos os mióticos, raros casos de deslocamento
da retina foram relatados quando usado em indivíduos susceptíveis.

 

Posologia

 

EXCLUSIVAMENTE PARA USO TÓPICO.
A concentração e a freqüência diária de instilações necessárias para manter o controle da pressão intra-ocular serão
estabelecidas a critério médico.

 

Superdosagem
Reações sistêmicas seguidas da administração tópica são extremamente raras. Se, acidentalmente, for ingerido, beber
bastante líquido para diluir, ou procurar orientação médica.

 

Pacientes Idosos
Não existem restrições de uso em pacientes idosos. A posologia é a mesma que a recomendada para as outras faixas etárias.
Nº de lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. ANVISA/MS – 1.0147.0111
Farm. Resp.: Dra. Flávia Regina Pegorer
CRF-SP nº 18.150
Qualidade e Tradição a Serviço da Oftalmologia
Allergan Produtos Farmacêuticos LTDA
Av. Guarulhos, 3.272 – CEP 07030-000 – Guarulhos – SP
CNPJ 43.426.626/0009-24
Indústria Brasileira
Texto adaptado à portaria 110/97
72144BR10X – Laetus: 171

Bula do Nyolol Gel (Antiglaucomatoso)

Nyolol-GelBula do Nyolol® gel:
maleato de timolol
1 mg/mL
Forma farmacêutica e apresentação
Gel oftálmico: frasco conta-gotas contendo 5 mL.
USO ADULTO

 

Composição
Cada mL do gel contém: 1,37 mg de maleato de timolol (equivalente a 1,00 mg de timolol
base); excipientes: cloreto de benzalcônio (conservante), carbopol, lisina monoidratada,
álcool polivinílico, acetato triidratado de sódio, sorbitol e água para injeção.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: Nyolol gel tem como substância ativa o maleato de
timolol que atua na redução da pressão intraocular nos casos de hipertensão ocular e
glaucoma de ângulo aberto crônico.

 

Cuidados de armazenamento: Nyolol gel deve ser conservado sob refrigeração
(temperatura entre 2 – 8°C) e protegido da luz.

 

Prazo de validade: o prazo de validade está impresso no cartucho. Não utilizar o produto
após a data de validade. Não utilizar o produto por mais de 30 dias após a abertura do
frasco.

 

Gravidez e lactação: Informe seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência do
tratamento ou após o seu término. Nyolol gel não deve ser utilizado durante a gravidez a não
ser que os benefícios sejam superiores aos riscos. A substância ativa, maleato de timolol é
absorvida pelo sistema circulatório e excretado no leite. A amamentação não é recomendada
durante o tratamento com Nyolol gel.

 

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. O produto permanece estéril até que o lacre
de fechamento seja rompido. Feche o frasco imediatamente após o uso.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

 

Reações adversas: Algumas reações indesejáveis foram observadas nos estudos clínicos
com o maleato de timolol e podem ocorrer durante seu uso, tais como: hiperemia suave,
sensação de corpo estranho, dor aguda/queimação imediatamente após a instilação no olho.
Foram observadas reações cardíacas e respiratórias, incluindo broncoespasmo fatal em
pacientes asmáticos e, raramente, morte em associação com insuficiência cardíaca.
Ocasionalmente pode ocorrer: dor de cabeça, astenia, cansaço, dores no peito, náusea,
síncope, lentidão dos batimentos cardíacos, dispnéia, conjuntivite, ceratite, alterações na
refração (em alguns dos casos devido ao cessar da terapia miótica), depressão, tontura,
exacerbação de sinais e sintomas de miastenia grave. Raramente pode ocorrer: hipotensão,
palpitações, arritmias, insuficiência cardíaca congestiva, bloqueio atrioventricular, parada
cardíaca, isquemia cerebral, distúrbio vascular cerebral, erupção cutânea, coceira, alopecia,
broncoespasmo (particularmente em pacientes com condições broncoespasmódicas préexistentes),
insuficiência respiratória, inflamação das pálpebras, queda das pálpebras
superiores, visão dupla, sensibilidade da córnea reduzida. Informe seu médico o
aparecimento de reações desagradáveis.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Uso concomitante de outras substâncias: Se outros antiglaucomatosos de aplicação
tópica forem indicados, deve haver um intervalo de pelo menos 5 minutos entre a instilação
das medicações (ver item Posologia).
Contra-indicações e precauções: O paciente não deve utilizar outros medicamentos
juntamente com Nyolol gel sem orientação ou conhecimento do médico. Informe seu médico
sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.
Usuários de lentes de contato: Nyolol gel não deve ser usado com lentes de contato.
Contra-indicações: pacientes que apresentam alergia ao produto ou pacientes com
problemas pulmonares ou cardíacos de diversas origens (ver o item Contra-indicações).

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
Grupo farmacoterapêutico: preparações antiglaucoma e mióticos, agentes beta-bloqueadores
O timolol é um beta-bloqueador não seletivo que não tem nenhuma atividade de estimulação
cardíaca, depressão cardíaca direta ou anestésica local (estabilização de membrana)
significante. Quando aplicada topicamente nos olhos, Nyolol gel reduz tanto a pressão
intraocular elevada quanto a normal. Embora todo o mecanismo de ação do maleato de
timolol não seja conhecido, acredita-se que a pressão intraocular é reduzida pela diminuição
da produção do humor aquoso. Nyolol gel pode também ter um efeito menor no sistema de
drenagem do humor aquoso.
Diferente dos mioticos, maleato de timolol reduz a pressão intraocular com pequeno efeito no
tamanho da pupila ou da acuidade visual. Portanto, distúrbio de visão ou cegueira noturna
não ocorre assim como com o uso de mióticos. Em pacientes com catarata, o prejuízo da
visão, causada pela opacidade lentiocular quando a pupila está contraída, é evitada.
O início da redução da pressão intraocular após administração ocular de maleato de timolol
geralmente pode ser detectado dentro de 30 minutos após o gotejamento nos olhos. O efeito
máximo é alcançado dentro de aproximadamente 2 horas após administração e redução
significante da pressão ocular pode ser mantida por períodos de 24 horas.

 

Farmacocinética
Nyolol gel 0,1% é um colírio de formulação em gel, que, devido a sua característica química
particular, maximiza a absorção do medicamento nos olhos e reduz sua absorção pelo
sistema circulatório.
A absorção sistêmica após administração tópica de maleato de timolol 0,1% mostrou ser
reduzido em 90% quando comparado ao timolol solução 0,5%. Isto se deve a dose diária 10
vezes menor de maleato de timolol. Nyolol gel 0,1% teve um efeito significativamente
pequeno no pico da frequência cardíaca em um teste de exercício quando comparado com
timolol solução 0,5%.
Dados de farmacocinética de estudos em voluntários sadios mostraram que o valor médio da
concentração plasmática máxima é 0,18 ng/mL quando Nyolol gel 1mg/g é administrado uma
vez ao dia, que é aproximadamente 10 vezes menor do que aquele alcançado após duas
doses diárias de timolol solução 5 mg/mL.

 

Dados de segurança Pré-clínicos
Nenhum efeito adverso local foi observado em coelhos ou cachorros recebendo maleato de
timolol por administração ocular por 4 semanas.
Maleato de timolol não foi mutagênico e não afetou a fertilidade em ratos.

Estudos de carcinogenicidade produziram um aumento na incidência de feocromocitomas em
ratos machos, e adenomas mamários, tumores pulmonares e pólipos uterinos em
camundongos, mas apenas em doses orais altas.
Aplicações repetidas de Nyolol gel não produziram nenhuma intolerância local ou sistêmica
em coelhos ou cachorros.

 

Carcinogenicidade
Em um estudo oral de dois anos em ratos machos, houve um aumento estatisticamente
significante na incidência de feocromocitoma adrenal com a administração de 300 mg/kg/dia
de maleato de timolol. Com a administração de 500 mg/kg/dia de maleato de timolol em um
estudo oral vitalício em camundongos, houve um aumento estatisticamente significante na
incidência de adenocarcinoma mamário, tumor pulmonar maligno e benigno, e pólipos
uterinos benignos.

 

Mutagenicidade
Quando avaliado in vivo nos testes de micronúcleos e ensaio citogênico em camundongos, e
in vitro em um ensaio de transformação neoplásica celular, maleato de timolol não
apresentou potencial mutagênico.

 

Reprodução e fertilidade
Em doses até 125 vezes a dose oral máxima para humanos, nenhum efeito adverso na
fertilidade de ratos ou ratas foram observados.

 

Indicações
Nyolol gel é usado para reduzir a pressão intraocular nas seguintes condições:
– Hipertensão ocular;
– Glaucoma crônico de ângulo aberto.

 

Contra-indicações
Assim como todos os produtos que contém agentes bloqueadores de receptores beta, Nyolol
gel é contra-indicado em pacientes com:
• Asma brônquica;
• Histórico de broncoespasmo ou Doença pulmonar obstrutiva grave;
• Bradicardia sinusal
• Bloqueio atrioventricular
• Insuficiência cardíaca manifesta
• Choque cardiogênico
• Transtorno circulatório periférico grave (Doença de Raynaud´s) e transtornos
periféricos
• Angina de Prinzmetal
• Feocromocitoma não-tratada
• Hipotensão
• Transtornos da córnea
• Hipersensibilidade ao maleato de timolol ou a qualquer componente da formulação
ou agentes beta-bloqueadores
• Rinite alérgica grave ou hiper-reatividade brônquica
Nyolol gel também é contra-indicado em casos de associação com amiodarona (Veja o item
“Interações Medicamentosas”).

 

Precauções e Advertências
Como outros medicamentos oftálmicos aplicados topicamente, maleato de timolol foi
absorvido na circulação sistêmica que pode causar efeitos sistêmicos similares aos
observados com agentes beta-bloqueadores orais. Portanto, deve ser usado com precaução
em pacientes com síndrome sinusal doentia e acidose metabólica.
Hipotensão prolongada grave foi observado em alguns pacientes após administração de
beta-bloqueadores sistêmicos durante anestesia. Como algum grau de absorção sistêmica
não pode ser excluído, uma retirada gradual de Nyolol gel é recomendada antes da cirurgia
marcada. Assim como beta-bloqueadores sistêmicos, se a descontinuação de Nyolol gel for
necessário em pacientes com doença coronariana, a terapia deve ser retirada gradualmente.

 

Insuficiência cardíaca deve ser adequadamente controlada antes de iniciar o tratamento com
Nyolol gel. Pacientes com história de doença cardíaca severa devem ser monitorados para
os primeiros sinais de possível insuficiência cardíaca. Agentes beta-bloqueadores podem
mascarar certos sintomas de hipertiroidismo, por exemplo, taquicardia.

 

Pacientes suspeitos de desenvolver tirotoxicose devem ser observados cuidadosamente
para evitar retirada abrupta do agente beta-bloqueador, que pode causar uma crise da
tireóide.

 

Pacientes diabéticos devem ser aconselhados a reforçar o automonitoramento da sua
glicemia no começo do tratamento. Sinais e sintomas da hipoglicemia, especialmente
taquicardia, palpitações e suor podem ser mascarados.
Risco de reações anafiláticas: Pacientes com histórico de atopia ou de reações anafiláticas
graves a diferentes alérgenos podem ser mais sensíveis a alérgenos expostos
repetidamente. A exposição pode ser acidental, durante o diagnóstico ou tratamento. Quando
Nyolol gel é usado nestes pacientes, a dose usual de epinefrina usada para tratar reações
anafiláticas pode não ser efetiva.

 

Reações respiratórias e cardíacas, incluindo morte devido a broncoespasmo em pacientes
com asma ou, raramente, morte associada à insuficiência cardíaca foram relatadas.
A administração concomitante de inibidores de MAO deve ser evitada.
Deve-se ter precaução se utilizado Nyolol gel com beta-bloqueadores sistêmicos.
O uso de Nyolol gel com outros beta-bloqueadores tópicos não é recomendado.
Nyolol gel tem pequeno ou nenhum efeito na pupila. Quando este gel é usado para reduzir a
pressão intraocular em pacientes com glaucoma de ângulo fechado, deve ser usado em
combinação com miótico. Nestes pacientes, o objetivo imediato do tratamento é abrir o
ângulo pela constrição da pupila com um agente miótico.
Nyolol gel contém cloreto de benzalcônio como conservante. O cloreto de benzalcônio pode
precipitar na lentes de contato. Nyolol gel não foi estudado em pacientes que usam lentes de
contato, e portanto não deve ser usado com lentes de contato.
Assim como com qualquer outro tratamento de glaucoma, exames regulares da pressão
intraocular e da córnea são recomendados.

 

Gravidez e lactação: O uso de Nyolol gel durante a gravidez não foi estudada. Betabloqueadores
reduzem a perfusão placentária, que pode resultar na morte fetal ou parto
prematuro. Adicionalmente, efeitos indesejáveis, especialmente hipoglicemia e bradicardia,
também pode ocorrer em fetos e neonatos. Há um aumento do risco de complicações
cardíacas e pulmonares em um neonato que é exposto à um agente beta-bloqueador.
Portanto, Nyolol gel não deve ser usado durante a gravidez a menos que haja um claro
benefício. Em casos de tratamento até o momento do parto, monitoramento do neonato
(coração e glicemia pelos primeiros 3 a 5 dias de vida) é recomendado.
A substância ativa maleato de timolol é absorvido no sistema circulatório e excretado no leite
materno tendo o potencial de causar sérios efeitos indesejáveis na criança ou na lactante.
Portanto não é recomendado o uso do medicamento durante a amamentação.

 

Efeitos na habilidade de dirigir ou utilizar máquinas
Nenhum estudo sobre o efeito deste medicamento na habilidade de dirigir foi realizado.
Deve-se considerar que distúrbios visuais ocasionalmente podem ocorrer incluindo
alterações refrativas, diplopia, ptoses, episódios freqüentes de visão borrada leve e
transiente e episódios ocasionais de tontura e fadiga quando dirigir veículos ou operar
máquinas..

 

Interações medicamentosas
Embora Nyolol gel tenha um pequeno efeito no tamanho da pupila, ocasionalmente foi
relatado midríase quando usado com agentes midriáticos como a epinefrina.
Quando Nyolol gel é administrado em pacientes recebendo agentes beta-bloqueadores orais,
tanto a redução da pressão intraocular como os efeitos sistêmicos do beta-bloqueadores
podem ser intensificados. A resposta destes pacientes deve ser observada.
O uso concomitante de glicosídeos digitálicos e beta-bloqueadores pode reduzir a condução
atrioventricular.
Beta-bloqueadores e clonidina podem aumentar o risco de hipertensão rebote.
A natureza de qualquer efeito adverso cardiovascular tende a depender do tipo de bloqueio
de canal de cálcio usado. Derivados de diidropiridina, como a nifedipina, pode levar a
hipotensão, enquanto que o verapamil e diltiazem tende a causar distúrbios de condução
atrioventricular ou insuficiência cardíaca do ventrículo esquerdo quando combinado com
beta-bloqueadores.
Medicamentos antiarrítmicos de classe I (ex. disopiramida, quinidina) e amiodarona podem
ter um efeito potencial na condução atrial e então induzir um efeito inotrópico negativo.
A descontinuação da terapia beta-bloqueadora antes de uma cirurgia importante deve ser
considerada. Uso concomitante com medicamentos anestésicos podem atenuar a taquicardia
compensatória e aumentar o risco de hipotensão. O anestesista deve ser informado se o
paciente está usando Nyolol gel.
Insulina e medicamentos antidiabéticos orais podem reduzir ainda mais a concentração de
glicose na sangue e os beta-bloqueadores podem mascarar os sinais de hipoglicemia
(taquicardia).
Recomenda-se que pacientes tomando medicamentos depletores de catecolaminas (ex.:
reserpina), em adição aos beta-bloqueadores, sejam estritamente monitorados. Há
possibilidade de efeitos aditivos e de hipotensão e/ ou bradicardia marcante, que pode
causar tontura, síncope ou hipotensão ortostástica. Se pacientes fazendo uso de betabloqueadores
também receberem bloqueadores de canal de cálcio por via oral, há um risco
potencial de hipotensão, distúrbios da condução AV e insuficiência cardíaca do ventrículo
esquerdo.
A cimetidina pode aumentar a concentração de timolol no plasma.
As associações que requerem precaução de uso são: licodaína i.v.; produtos de contraste de
iodo.

 

Reações adversas
Como outros produtos oftálmicos tópicos, maleato de timolol pode ser absorvido
sistemicamente. podendo ocorrer os mesmos efeitos indesejáveis relacionados à
administração de beta-bloqueadores orais.
Distúrbios do sistema imune: lúpus eritematoso sistêmico.
Distúrbios psiquiátricos: depressão, insônia, pesadelos, perda de memória.
Distúrbios do sistema nervoso: síncope, transtorno cerebrovascular, isquemia cerebral,
aumento dos sinais e sintomas de miastenia gravis, tontura, parestesia, dor de cabeça.
Distúrbios da visão: sintomas de irritação ocular incluindo conjuntivite, blefarite, ceratite e
redução da sensibilidade da córnea. Visão borrada por curto tempo pode ocorrer em 30 a
50% dos pacientes. Outras reações possíveis são irritação dos olhos (queimação), dor
(aguda), distúrbios visuais, incluindo alterações na refração (em alguns casos devido à
interrupção da terapia miótica), diplopia e ptose. Ressecamento dos olhos foi relatado
durante a terapia com beta-bloqueador.
Distúrbios cardíacos: bradicardia, bloqueio atrioventricular (completo ou de menor grau) ou
piora de um bloqueio atrioventricular existente, insuficiência cardíaca, arritmia, palpitação,
parada cardíaca e dor no peito.

Distúrbios vasculares: hipotensão, fenômeno Raynaud e claudicação.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: broncoespasmo (predominantemente
em pacientes com doença broncoespástica pré-existente), insuficiência respiratória, dispnéia
e tosse.
Distúrbios gastrointestinais: náusea, diarréia, dispepsia, boca seca..
Distúrbios do tecido cutâneo e sub-cutâneo: reações de hipersensibilidade incluindo rash
locais e generalizadas, eritema, urticária, alopecia, lesões tipo psoríase ou exacerbações da
psoríase.
A incidência de sintomas é baixo, e em maioria dos casos os sintomas desaparecem após a
descontinuação do tratamento. O uso do medicamento deve ser descontinuado se qualquer
tipo de reação não for explicável. Sabe-se que o cloreto de benzalcônio causa alergia em
pacientes sensíveis.
Distúrbio do tecido músculo-esquelético e conectivo: artropatia
Distúrbios do sistema reprodutivo e mama: disfunção sexual, doença de Peyronie.
Distúrbios gerais e de administração: fadiga, astenia.
Reações sem conhecimento da relação causal: as seguintes reações adversas ocorreram
com o uso da administração sistêmica de maleato de timolol: edema macular afática cistóide,
congestão nasal, anorexia, dispepsia, efeitos do sistema nervoso central (confusão,
alucinação, ansiedade, desorientação, nervosismo, sonolência e outros distúrbios
psiquiátricos), hipertensão e fibrose retroperitoneal. Os efeitos adversos vistos no maleato de
timolol oral podem ocorrer com o uso tópico de Nyolol gel.

 

Posologia
Adulto: A dose recomendada é instilar 1 gota de Nyolol gel no olho afetado 1 vez ao dia,
preferencialmente pela manhã.
Pacientes idosos: a posologia indicada acima pode ser usada para pacientes idosos.
Como a resposta ao tratamento pode levar algumas semanas para estabilização, a pressão
intraocular deve ser checada após cerca de 2 a 4 semanas de tratamento com Nyolol gel.
Se for necessário, Nyolol gel pode se usado concomitantemente a mióticos, epinefrina,
análagos da prostaglandina, alfa-2-agonitas e/ou inibidores da anidrase carbônica. Para
evitar que a substância ativa seja removida dos olhos, um intervalo de pelo menos 5 minutos
entre a instilação de diferentes medicações é necessário, e Nyolol gel deve ser o último a ser
administrado.

 

Substituição de um tratamento anterior
Quando Nyolol gel for administrado em substituição à outra solução oftálmica betabloqueadora,
descontinue este medicamento após um dia completo de tratamento e inicio o
tratamento com Nyolol gel no dia seguinte. Instile 1 gota de Nyolol gel no olho afetado 1 vez
ao dia, preferencialmente pela manhã.
Quando Nyolol gel for administrado em substituição a uma solução oftálmica
antiglaucomatosa não beta-bloqueadora, continue com o agente já utilizado por um dia e
adicione 1 gota de Nyolol gel 1 vez ao dia. No dia seguinte, descontinue o agente
antiglaucomatoso previamente utilizado e continue com Nyolol gel.

 

Método de administração
Nyolol gel é para ser instilado no saco conjuntival. As medicações para glaucoma devem ser
utilizadas continuamente a menos que o médico determine ao contrário.
Para aplicação de uma dose correta, segure o frasco na posição vertical durante a
administração.
O produto permanece estéril até que o lacre de fechamento seja rompido. Feche o frasco
imediatamente após o uso. Não utilizar o produto por mais de 30 dias após a abertura do

A absorção sistêmica pode ser reduzida com o uso de oclusivos nasolacrimais ou
fechamento as pálpebras por 5 minutos. Estas ações podem resultar na diminuição dos
efeitos adversos sistêmicos e aumento da atividade local.
Superdose
Não há dados específicos disponíveis referentes a esta formulação. Os sintomas mais
comuns causados por superdose de um beta-bloqueador são bradicardia sintomática,
hipotensão, broncoespasmo e insuficiência cardíaca aguda.

 

Pacientes idosos
Não existem advertências ou recomendações especiais sobre o uso do produto por
pacientes idosos. A posologia indicada para adultos pode ser usada para pacientes idosos.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS – 1.0068.0884
Farm. Resp.: Marco A.J. Siqueira CRF-SP 23.873
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça
Fabricado por: Excelvision AG, Hettlingen, Suíça
Importado por:
Novartis Biociências S.A. – Av. Ibirama, 518 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ: 56.994.502/0098-62 – Indústria Brasileira
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
BPI 27.11.08
2008-PSB/GLC-0165-s

Bula do Lumigan (Antiglaucomatoso)

LumiganBula do Lumigan®:
bimatoprosta 0,03%

 

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÃO

 

Solução Oftálmica Estéril
Via de administração tópica ocular
Frasco plástico conta-gotas contendo 3 ml e 5 ml de solução oftálmica estéril.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
SOLUÇÃO OFTÁLMICA
Cada ml (34 gotas) contém: 0,3 mg de bimatoprosta
Veículo: cloreto de benzalcônio, cloreto de sódio, fosfato de sódio dibásico heptaidratado, ácido cítrico monoidratado, ácido clorídrico e/ou hidróxido de sódio para ajuste de pH e água purificada.

 

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO DO MEDICAMENTO
Lumigan® é uma solução oftálmica destinada a reduzir a pressão aumentada dentro dos olhos, especialmente em casos de glaucoma.

 

INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
Lumigan® é indicado para a redução da pressão aumentada dentro dos olhos em pacientes com glaucoma de ângulo aberto,
glaucoma de ângulo fechado em pacientes submetidos previamente a iridotomia e hipertensão ocular.

 

RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
Lumigan® é contra-indicado em pacientes com alergia a bimatoprosta ou qualquer outro componente da fórmula do produto. Informe
seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

 

Advertências/Precauções
Foram relatados escurecimento e aumento gradativo do crescimento dos cílios em comprimento e espessura, escurecimento da pele
ao redor dos olhos e da cor dos olhos. Algumas dessas alterações podem ser permanentes, outras não. Se o tratamento for feito em
apenas um dos olhos essas reações podem ocorrer somente no olho tratado, podendo os olhos ficar diferentes um do outro.
Lumigan® deve ser utilizado com cautela em pacientes com inflamação intra-ocular ativa.
Lumigan® é um medicamento de uso exclusivamente tópico ocular.
Houve relatos de infecção bacteriana associada com o uso de recipientes de doses múltiplas de produtos oftálmicos de uso tópico.
Esses recipientes foram contaminados inadvertidamente pelos pacientes. Por isso evite o contato do conta-gotas do frasco com
qualquer superfície para evitar contaminação. Não permita que a ponta do frasco entre em contato direto com os olhos.

 

Usuários de lentes de contato
As lentes de contato devem ser retiradas antes da instilação de Lumigan® porque o conservante presente neste colírio pode ser
absorvido por lentes de contato gelatinosa. Tire as lentes antes de aplicar Lumigan® e aguarde pelo menos 15 minutos para recolocálas.

 

Pacientes com insuficiência renal ou hepática
Lumigan® não foi estudado em pacientes com mau funcionamento dos rins ou do fígado e, portanto deve ser utilizado com cautela
nesses pacientes.

 

Interferência na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
A aplicação do colírio, em geral, não causa alterações da visão. Caso ocorra leve borramento de visão logo após a aplicação,
recomenda-se aguardar até que a visão retorne ao normal antes de dirigir veículos ou operar máquinas.

 

Pacientes idosos
Não foram observadas diferenças de eficácia e segurança entre pacientes idosos e de outras faixas etárias, de modo que não há
recomendações especiais quanto ao uso em idosos.

 

Uso em crianças
A segurança e eficácia de Lumigan® não foram estabelecidas em crianças.
Mulheres grávidas ou que estejam amamentando
Não foram realizados estudos sobre o uso de Lumigan® em pacientes grávidas ou que estejam amamentando.
Não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação, exceto sob orientação médica.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se ocorrer gravidez ou se iniciar a amamentação durante o uso deste
medicamento.

 

Interações medicamentosas
Não são previstas interações entre Lumigan® e outros medicamentos.
Lumigan® pode ser administrado concomitantemente com outros colírios para reduzir a hipertensão intra-ocular, e, neste caso, devese
respeitar o intervalo de pelo menos 5 minutos entre a administração dos medicamentos.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

 

MODO DE USO
Lumigan® é uma solução límpida e incolor.
• Você deve usar este medicamento exclusivamente nos olhos.
• A solução já vem pronta para uso. Não encoste a ponta do frasco nos olhos, nos dedos e nem em outra superfície qualquer,
para evitar a contaminação do frasco e do colírio.
• Antes de utilizar o medicamento, confira o nome no rótulo, para não haver enganos. Não utilize Lumigan® caso haja sinais de
violação e/ou danificações no lacre do frasco.
• Você deve aplicar o número de gotas da dose recomendada pelo seu médico em um ou ambos os olhos. A dose usual é de 1
gota aplicada no(s) olho(s) afetado(s), uma vez ao dia, (de preferência à noite), com intervalo de aproximadamente 24 horas entre as
doses. A dose não deve exceder a uma dose única diária, pois foi demonstrado que administração mais freqüente pode diminuir o
efeito do medicamento sobre a pressão intra-ocular elevada.
• Caso esqueça de instilar o medicamento, aplique na manhã seguinte e depois aplique a próxima dose no horário habitual, à
noite.
• Instile a dose recomendada dentro do olho, no saco conjuntival, evitando tocar a ponta do frasco nos tecidos oculares.
• Se você usa lentes de contato gelatinosa ou hidrofílica, tire as lentes antes de aplicar Lumigan® e aguarde pelo menos 15
minutos para recolocar as lentes após a aplicação do colírio.
• Se o seu médico receitou mais de um colírio, lembre-se de aplicar os medicamentos separadamente, com intervalo de pelo
menos 5 minutos entre cada aplicação.
• Feche bem o frasco depois de usar.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Lumigan® é bem tolerado, porém pode causar algumas reações desagradáveis, como vermelhidão dos olhos, crescimento e
escurecimento dos cílios, escurecimento da pele ao redor dos olhos, escurecimento da cor dos olhos, coceira nos olhos, secura ocular,
ardor ocular, sensação de corpo estranho no olho, dor ocular e distúrbios da visão, entre outras.

 

CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Se uma dose maior do que a dose recomendada pelo médico for usada, de modo intencional ou acidentalmente, a pessoa deve lavar
bem os olhos com solução fisiológica. Como podem aparecer as reações adversas descritas anteriormente, o médico deve ser
consultado imediatamente. A ingestão pode produzir náusea e desconforto gástrico, e podem ocorrer outros sintomas decorrentes da
absorção, tais como alterações da pressão arterial, secreção gástrica, inflamação, dor de cabeça e falta de ar. Nestes casos o médico
deve ser consultado imediatamente.

 

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO
Lumigan® deve ser armazenado à temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), não necessitando refrigeração.
O prazo de validade é de 24 meses após a data de fabricação (vide cartucho). Não use medicamento com prazo de validade vencido.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
Reg. ANVISA/MS – 1.0147.0155
Farm. Resp.: Dra. Flávia Regina Pegorer
CRF-SP nº 18.150
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Nº de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Qualidade e Tradição a Serviço da Oftalmologia
ALLERGAN PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA.
Av. Guarulhos, 3272 – CEP 07030-000
Guarulhos – SP – CNPJ no 43.426.626/0009-24
Indústria Brasileira – ® Marca Registrada
Serviço de Atendimento ao Consumidor:
0800-14-4077 – Discagem Direta Gratuita
71838BR12U – Laetus: 108

Bula do Glautimol (Antiglaucomatoso)

GlautimolBula do Glautimol®:
0,5 %
timolol
maleato

 

Solução Oftálmica Estéril

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE:
O que é GLAUTIMOL® Solução Oftálmica (maleato de timolol)?
Forma Farmacêutica e Apresentação:
Frasco plástico conta-gotas contendo 5 ml de solução oftálmica estéril a 0,5%.

 

Uso Oftálmico
Uso Adulto e Pediátrico
Ingrediente ativo: cada ml de GLAUTIMOL Solução Oftálmica 0,5% contém: 5,0 mg de timolol
(6,8mg de maleato de timolol)
Ingredientes inativos: fosfato de sódio dibásico anidro, fosfato de sódio monobásico monoidratado,
ácido clorídrico e/ou hidróxido de sódio, cloreto de benzalcônio 0,01% como conservante e água
purificada q.s.p. 1 ml.

 

Como este medicamento funciona?
GLAUTIMOL® é um betabloqueador que reduz a pressão intra-ocular. GLAUTIMOL Solução
Oftálmica é um medicamento oftálmico beta-bloqueador que diminui a pressão do olho.

 

Por que este medicamento foi indicado?
GLAUTIMOL Solução Oftálmica foi prescrito para reduzir o aumento da pressão intra-ocular no
tratamento de glaucoma e/ou hipertensão ocular.
A pressão ocular elevada pode comprometer o nervo óptico, resultando em deterioração da visão
e possível cegueira. Em geral, existem alguns sintomas que podem ocorrer, e indicam se você
apresenta pressão ocular interna elevada. Informe ao seu médico se você apresenta pressão
ocular interna elevada. O exame médico é necessário para a determinação desta doença. Se
ocorrer aumento da pressão intra-ocular, serão necessários exames e medidas regulares da
pressão intra-ocular.

 

Quando não devo usar este medicamento?
Contra-indicações: Você não deve usar GLAUTIMOL Solução Oftálmica se:
· Tiver asma ou já tiver tido asma
· Apresentar doença pulmonar obstrutiva crônica
· Apresentar alguns tipos de doenças cardíacas
· For alérgico a qualquer um de seus ingredientesSe não tiver certeza se deve utilizar GLAUTIMOL Solução Oftálmica, entre em contato com o seu médico.

 

Advertências
Uso na gravidez e amamentação: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Não use GLAUTIMOL Solução Oftálmica se estiver amamentando. Consulte seu médico, caso
pretenda amamentar.

 

Uso Pediátrico:
GLAUTIMOL Solução Oftálmica pode ser utilizado em crianças, desde que prescrito por seu
médico, porém não está indicado para uso por prematuros ou recém-nascidos.
A dose usual para crianças é de uma gota de GLAUTIMOL® 0,5% (de acordo com a prescrição
médica) a cada 12 horas no(s) olho(s) afetado(s).
O que devo dizer para o meu médico antes de usar GLAUTIMOL Solução Oftálmica?

 

Precauções
Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas médicos que esteja apresentando ou tenha
apresentado, principalmente asma ou outros problemas pulmonares ou cardíacos e sobre
quaisquer alergias a quaisquer tipos de medicamentos.
Se suspeitar que GLAUTIMOL Solução Oftálmica está causando reação alérgica (por exemplo,
erupção cutânea ou vermelhidão e coceira nos olhos) interrompa o tratamento e entre em contato
com seu médico imediatamente.
Informe ao seu médico se desenvolver infecção ocular, ocorrer lesão ocular, se submeter à
cirurgia ocular ou desenvolver reação, incluindo sintomas novos ou piora dos sintomas.
O que devo saber sobre os ingredientes inativos do GLAUTIMOL®?
GLAUTIMOL Solução Oftálmica contém cloreto de benzalcônio como conservante. Este
conservante pode ser absorvido por lentes de contato gelatinosas. Se você for usuário (a) de
lentes de contato gelatinosas, consulte seu médico antes do uso do GLAUTIMOL Solução
Oftálmica.

 

Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver usando GLAUTIMOL®?
Existem efeitos adversos associados ao uso deste produto que podem afetar sua capacidade de
conduzir veículos ou operar máquinas (veja Quais efeitos adversos o GLAUTIMOL Solução
Oftálmica pode causar?).

 

Posso utilizar GLAUTIMOL® com outros medicamentos?
Interações medicamentosas
É particularmente importante se estiver tomando medicamentos anti-hipertensivos ou para
tratamento de doenças cardíacas.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
Não há contra-indicação relativa a faixas etárias; exceto prematuros e recém-nascidos (Veja
Uso pediátrico).
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Como devo usar este medicamento?
Aspecto físico
GLAUTIMOL Solução Oftálmica é uma solução clara, incolor a levemente amarelada.
Características organolépticas
Veja aspecto físico

 

Dosagem
Seu médico irá estabelecer a dose e a duração adequadas do tratamento.
A dose usual inicial é de uma gota de GLAUTIMOL Solução Oftálmica no(s) olho(s) afetado(s)
pela manhã e à noite.
Não altere a dose do medicamento sem consultar seu médico. Se tiver de interromper o
tratamento, entre em contato com seu médico imediatamente.

 

Como usar?
Não deixe que a ponta do frasco toque seus olhos ou áreas ao redor dos olhos. GLAUTIMOL
Solução Oftálmica pode ficar contaminado com bactérias que podem causar infecções oculares e
lesões sérias ao olho, incluindo perda da visão. Para evitar possível contaminação do frasco,
mantenha a ponta do frasco longe do contato com qualquer superfície.
1- Antes de utilizar a medicação, certifique-se de que o lacre de segurança está intacto. Um
espaço entre o frasco e a tampa é normal para o frasco não aberto.
2- Retire o lacre de segurança.
3- Para abrir o frasco, desenrosque a tampa girando-a.
4- Incline sua cabeça para trás e puxe levemente sua pálpebra inferior para formar uma bolsa
entre a sua pálpebra e o seu olho.
5- Inverta o frasco e pressione levemente com o dedão ou com o dedo indicador até que uma
única gota seja dispensada no olho, conforme a prescrição médica. NÃO TOQUE A PONTA
DO FRASCO NOS OLHOS OU NAS PÁLPEBRAS.
6- Repita os passos 4 e 5 no outro olho, se o seu médico assim o instruiu.
7- Recoloque a tampa, rosqueando até que esta esteja tocando firmemente o frasco.
8- A ponta gotejadora foi desenhada para fornecer uma gota pré-medida, portanto NÃO aumente o
furo da ponta gotejadora.
9- Após ter utilizado todas as doses, irá sobrar um pouco de GLAUTIMOL Solução Oftálmica no
frasco. Não se preocupe, pois foi acrescentada uma quantidade extra de GLAUTIMOL® no
frasco e você utilizará a quantidade integral de GLAUTIMOL® prescrita por seu médico. Não
tente remover o excesso de medicamento do frasco.O que fazer se esquecer de usar uma dose?
Se esquecer uma dose, aplique o medicamento o mais rápido possível. No entanto, se estiver
próximo do horário da próxima dose, ignore a dose esquecida e volte ao esquema posológico
regular.
Em alguns casos, seu médico poderá prescrever outro medicamento, incluindo outros colírios,
para uso com GLAUTIMOL Solução Oftálmica, para ajudar a diminuir a pressão de seu (s) olho
(s).
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.

 

Quais os efeitos adversos que GLAUTIMOL Solução Oftálmica pode causar?
Reações Adversas:
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, chamados de
reações adversas. Apesar de não ocorrerem todas essas reações adversas, se ocorrerem, você
pode precisar de atenção médica.
Você pode apresentar irritação ocular, incluindo queimação e pontadas, ressecamento e
vermelhidão dos olhos ou alterações da visão, tais como visão dupla. Além disso, os seguintes
efeitos adversos podem ocorrer: zumbido, dor de cabeça, cansaço, tontura, depressão, insônia,
pesadelos, perda da memória, formigamento, náusea, diarréia, distúrbios estomacais,
ressecamento da boca, dor torácica, desmaio, palpitações, batimento cardíaco irregular, redução
da freqüência cardíaca, inchaço e esfriamento das mãos e dos pés, falta de ar, tosse, queda de
cabelo, erupções na pele, coceira ou outros tipos de reações alérgicas mais graves e diminuição
do desejo sexual.
Outras reações adversas podem ocorrem raramente e algumas delas podem ser graves. Pergunte
ao seu médico mais informações sobre as reações. Ele tem uma lista mais completa dessas
reações.
Informe ao seu médico prontamente sobre qualquer um desses ou outros sintomas.
Se você suspeitar de que GLAUTIMOL Solução Oftálmica está causando uma reação alérgica
(por exemplo, erupções na pele eu vermelhidão e coceira no olho), pare de usá-lo e procure seu
médico imediatamente. Consulte seu médico para saber se você deve ou não continuar a utilizar
GLAUTIMOL Solução Oftálmica, se tiver uma infecção ou sofrer um traumatismo ocular, se
precisar submeter-se a uma cirurgia ocular ou se desenvolver reação ocular com aparecimento de
sintomas novos ou piora de sintomas durante o tratamento.
O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?
Se você aplicar muitas gotas em seu olho ou engolir parte do conteúdo do frasco, entre outros
efeitos, você pode ter alucinações, dificuldade para respirar ou sentir que sua freqüência cardíaca
diminuiu. Entre em contato com seu médico imediatamente.

 

Onde e como devo armazenar este medicamento?
Armazene o frasco de GLAUTIMOL Solução Oftálmica fechado em temperatura ambiente (15 a 30ºC).
Não use este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Lote, fabricação e validade: vide cartucho.
MS-1.0023.0173.004-7
Farm. Resp.: Lygia C. Piazza CRF-SP No. 8066
ALCON LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA.
Av. N. S. da Assunção, 736 05359-001 São Paulo SP
CNPJ 60.412.327/0013-36
Indústria Brasileira
Serviço de atendimento ao consumidor: 0800 707 7908
[email protected]
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Lote, fabricação e validade: Vide cartucho.
www.alconlabs.com.br
© 2008 Alcon, Inc.
Alcon®
ALCON LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA.