Bula do Atroveran Composto Gotas (Antiespasmódico)

Atroveran-GotasBula do Atroveran:

ANALGÉSICO ANTIESPASMÓDICO EM GOTAS
cloridrato de papaverina + ASSOCIAÇÃO
COMPOSTO
Forma farmacêutica e apresentação:
Solução oral. Cartucho contendo frasco de vidro com 30 mL.
USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO

 

Composição: cada 40 gotas (1,0 mL) contém:
cloridrato de papaverina …………………………………………………………………. 0,010 g
dipirona sódica ……………………………………………………………………………… 0,333 g
extrato fluido de Atropa belladona, Linné (contém 0,075 mg/mL de sulfato de
hiosciamina) ……………………………………………………………………………… 0,006 g
extrato de Hyoscyamus niger, Linné (contém 0,0135 mg/mL de scopolamina
hydrobromide) ……………………………………………………………………. 0,006 g
extrato de Peumus boldus (contém 0,0142 mg/mL de boldina) ……… 0,012 g
veículo* q.s.p. ………………………………………………………………………….. 1,000 mL
*óleo essencial illicium verum, álcool etílico, metilparabeno, propilparabeno,
ciclamato de sódio, sacarina sódica, propilenoglicol e água de osmose
reversa.

 

Informações ao paciente: cólica, agora, não é mais problema para as mulheres.
ATROVERAN acaba com essa dor incômoda que quase sempre acompanha a
menstruação. E, por consequência, acaba também com a indisposição e o mau
humor provenientes dessa dor. ATROVERAN contém em sua fórmula papaverina,
eficiente antiespasmódico que age diretamente nas causas da cólica,
proporcionando alívio imediato, além de conter também componentes analgésicos
e estimulantes de funções digestivas. Tenha sempre ATROVERAN em
casa. Assim, você pode sair à hora que quiser. E não à hora que a cólica deixar.

 

Ação esperada do medicamento: ATROVERAN encontra sua aplicação
terapêutica nos estados espasmódicos e dolorosos, nas cólicas espásticas.
Os sinais de melhora nos sintomas podem ocorrer em um prazo variável de
dias, após o início do tratamento. Seu médico é a pessoa adequada para
dar-lhe mais informações sobre o tratamento; siga sempre suas orientações.
Não devem ser utilizadas doses superiores às recomendadas. A interrupção
repentina deste medicamento não causa efeitos desagradáveis, nem riscos,
apenas cessará o efeito terapêutico.

 

Cuidados de armazenamento: conservar em temperatura ambiente (entre 15 e
30°C) e proteger da luz e umidade.
Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.
Ao comprar qualquer medicamento, verifique o prazo de validade.
Atenção: não use medicamento com o prazo de validade vencido. Além de não
obter o efeito desejado, você poderá prejudicar sua saúde.

Gravidez e lactação: informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência
do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

 

Cuidados de administração: siga sempre a orientação do seu médico, respeitando
os horários, as doses e a duração do tratamento.

 

Interrupção do tratamento: a interrupção repentina deste medicamento não
causa efeitos desagradáveis, nem riscos, apenas cessará o efeito terapêutico.

 

REAÇÕES ADVERSAS: EM ALGUNS CASOS, O PRODUTO PODE PRODUZIR,
TRANSITÓRIAS NA MAIORIA DAS VEZES, ALGUMAS REAÇÕES DESAGRADÁVEIS,
COMO NÁUSEAS, VÔMITOS, PRISÃO DE VENTRE, SECURA DA
BOCA, TONTEIRA, TAQUICARDIA, SINTOMAS GASTRINTESTINAIS. SE ESTES
SINTOMAS PERSISTIREM, CONSULTE IMEDIATAMENTE O SEU MÉDICO.
INFORME AO SEU MÉDICO O APARECIMENTO DE REAÇÕES DESAGRADÁVEIS.

 

“TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO
ALCANCE DAS CRIANÇAS.”

 

Durante o tratamento, recomenda-se evitar a ingestão de bebidas alcoólicas.

 

CONTRAINDICAÇÕES: O PRODUTO É CONTRAINDICADO PARA PACIENTES
QUE APRESENTAREM ANTECEDENTES DE HIPERSENSIBILIDADE A
QUALQUER UM DOS COMPONENTES DA FÓRMULA.

 

PRECAUÇÕES: O PRODUTO NÃO DEVE SER ADMINISTRADO A PACIENTES QUE
FAÇAM USO DE MEDICAÇÃO ENTORPECENTE, HIPNÓTICA E BARBITÚRICA.
INFORME AO SEU MÉDICO SOBRE QUALQUER MEDICAMENTO QUE ESTEJA
USANDO, ANTES DO INÍCIO, OU DURANTE O TRATAMENTO.

 

“NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO,
PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.”

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS: características químicas e farmacológicas:
• cloridrato de papaverina – é o mais importante derivado do grupo benzílico
quinolínico dos alcalóides do ópio. Exerce ação antiespasmódica enérgica
sobre a musculatura lisa, aliviando o fenômeno dor nos espasmos do piloro,
do esôfago, da bexiga, dos canais hepáticos, da vesícula biliar, dos ureteres
e do útero.
• dipirona – A dipirona, quimicamente o fenil-dimetil-pirazolona-metilaminometanossulfonato
sódico, é um agente analgésico e antitérmico de largo
uso clínico, tanto isolado como combinado a outros medicamentos.
• Atropa belladona – Encerra alcalóides de ação sobre atividade motora
excessiva, como peristalse, pilorospasmos e espasticidade reflexa do cólon.
• Hyoscyamus niger ou meimendro – é de grande utilidade clínica, porque
deprime as extremidades nervosas sensoriais, proporcionando ação analgésica
e sedativa.
• Peumus boldus – da família das monimiaceae, é um estimulante das funções
digestivas, age sobre a célula hepática, aumentando a secreção biliar.

 

Indicações: indicado como medicação analgésica e antiespasmódica.

 

CONTRAINDICAÇÕES: ESTÁ CONTRAINDICADO EM PACIENTES PORTADORES
DE GLAUCOMA DE ÂNGULO AGUDO, DE HIPERTROFIA PROSTÁTICA. O USO DE
DIPIRONA, EM CASOS DE AMIGDALITE OU QUALQUER OUTRA AFECÇÃO DA
BUCO-FARINGE, DEVE MERECER CUIDADO REDOBRADO: ESTA AFECÇÃO PRÉ-
-EXISTENTE PODE MASCARAR OS PRIMEIROS SINTOMAS DE AGRANULOCITOSE
(ANGINA AGRANULOCÍTICA), OCORRÊNCIA RARA, MAS POSSÍVEL,
QUANDO SE FAZ USO DE PRODUTO QUE CONTENHA DIPIRONA. SEU USO
DEVE SER EVITADO NOS PRIMEIROS TRÊS MESES E NAS ÚLTIMAS SEIS
SEMANAS DA GESTAÇÃO E, MESMO FORA DESTES PERÍODOS, DIPIRONA
SOMENTE DEVE SER ADMINISTRADA A GESTANTES EM CASOS DE ABSOLUTA
NECESSIDADE. PACIENTES COM ASMA OU INFECÇÕES RESPIRATÓ-
RIAS CRÔNICAS, BEM COMO PACIENTES COM HIPERSENSIBILIDADE A
QUALQUER TIPO DE SUBSTÂNCIAS, PODEM DESENVOLVER CHOQUE. EM
PACIENTES COM DISTÚRBIOS HEMATOPOIÉTICOS, DIPIRONA SOMENTE
DEVE SER ADMINISTRADA SOB CONTROLE MÉDICO.

 

REAÇÕES ADVERSAS: QUANDO USADO EM DOSES ACIMA DAS RECOMENDADAS,
O PRODUTO PODERÁ OCASIONAR NÁUSEAS, TAQUICARDIA, TONTEIRA
E CONGESTÃO FACIAL. A PAPAVERINA BASE FREQUENTEMENTE
CAUSA ELEVAÇÃO DA FOSFATASE ALCALINA NO PLASMA, INDICATIVO DA
HEPATOTOXICIDADE. EM PACIENTES SENSÍVEIS, INDEPENDENTEMENTE
DA DOSE, A DIPIRONA PODE PROVOCAR REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE.
AS MAIS GRAVES, EMBORA BASTANTE RARAS, SÃO CHOQUE E DISCRASIAS
SANGUÍNEAS (AGRANULOCITOSE, LEUCOPENIA E TROMBOCITOPENIA),
QUE É SEMPRE UM QUADRO MUITO GRAVE. PACIENTES COM
HISTÓRIA DE REAÇÃO DE HIPERSENSIBILIDADE A OUTRAS DROGAS OU
SUBSTÂNCIAS PODEM CONSTITUIR UM GRUPO DE MAIOR RISCO E APRESENTAR
EFEITOS COLATERAIS MAIS INTENSOS, ATÉ MESMO CHOQUE.
NESTE CASO, O TRATAMENTO DEVE SER IMEDIATAMENTE SUSPENSO E
TOMADAS AS PROVIDÊNCIAS MÉDICAS ADEQUADAS. EM SITUAÇÕES OCASIONAIS,
PRINCIPALMENTE EM PACIENTES COM HISTÓRICO DE DOENÇA
RENAL PRÉ-EXISTENTE OU EM CASOS DE SOBREDOSAGEM, HOUVE DISTÚRBIOS
RENAIS TRANSITÓRIOS COM OLIGÚRIA OU ANÚRIA, PROTEINÚ-
RIA E NEFRITE INTERSTICIAL. PODEM SER OBSERVADOS ATAQUES DE
ASMA EM PACIENTES PRÉ-DISPOSTOS A TAL CONDIÇÃO.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: AINDA NÃO FORAM TOTALMENTE RELACIONADAS
AS INTERAÇÕES DO PRODUTO COM OUTRAS DROGAS E/OU
MEDICAMENTOS.
Posologia:
• Solução – 40 gotas em um cálice d’água, 10 minutos antes das refeições,
por duas a três vezes ao dia. Em casos especiais, serão aumentadas as doses,
que podem ser de 40 a 80 gotas de cada vez. As crianças tomarão a metade
ou o terço da dose indicada, conforme o caso.
Superdosagem: a lavagem gástrica e outras medidas para limitar a absorção
intestinal devem ser procedidas sem demora. Procure imediatamente seu
médico.

 

“SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR; NÃO DESAPARECENDO OS
SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA.”

 

Venda sem prescrição médica.
Número do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho/rótulo.

Reg. MS – 1.7287.0035 – Farmacêutica Responsável: Dra. Regina Célia Barros
Dias – CRF-SP nº 46.833 – Hypermarcas S/A Av. Fernando Cerqueira César
Coimbra, 1000 – Barueri – SP – CNPJ 02.932.074/0013-25 – Indústria Brasileira

Bula do Zomig e Zomig OD (Antienxaquecoso)

ZomigBula do ZOMIG® e ZOMIG® OD:
zolmitriptana
2,5 mg

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
ZOMIG: Comprimidos revestidos. Embalagem com 2.
ZOMIG OD: Comprimidos revestidos. Embalagem com 2.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de ZOMIG contém:
zolmitriptana …………………………….. 2,5 mg
Excipientes q.s.p. ……………………….. 1 comprimido
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol e óxido férrico.
Cada comprimido orodispersível de ZOMIG OD contém:
zolmitriptana …………………………….. 2,5 mg
Excipientes q.s.p. ……………………….. 1 comprimido
Excipientes: manitol, celulose microcristalina, crospovidona, aspartamo, bicarbonato de sódio, ácido cítrico, dióxido de silício, aroma de laranja, estearato de magnésio.
ATENÇÃO: Cada comprimido de ZOMIG OD contém 2,81 mg de fenilalanina.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: O alívio dos sintomas ocorre, geralmente, dentro de uma hora após a ingestão de ZOMIG comprimidos revestidos ou de ZOMIG OD.
Cuidados de armazenamento: Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30ºC).

 

Prazo de validade: vide cartucho. Não use medicamento com prazo de validade vencido.
Gravidez e lactação: Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu término. Informar ao médico se está amamentando.

 

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. Podem ocorrer: formigamento, tontura, dor de cabeça, sonolência, sensação de calor, palpitações, dor abdominal, boca seca, náusea, vômito, fraqueza muscular, dor muscular, fadiga, perda de peso, aperto, dor ou pressão na garganta, pescoço, membros ou peito, taquicardia, aumentos transitórios da pressão sanguínea, aumento da frequência urinária, reações anafiláticas, reações alérgicas, inchaço, coceira, dor no peito (angina pectoris), infarto do miocárdio, diarréia com sangue, infarto gastrointestinal, dor abdominal intensa, inflamação no intestino e infarto no baço.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias: ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD podem ser tomados mesmo que você tenha tomado outros medicamentos para prevenir a enxaqueca (por exemplo: betabloqueadores, diidroergotamina, pizotifeno).
Contra-indicações e precauções: ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD são contra-indicados em pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente de sua fórmula, hipertensão não controlada, doença cardíaca isquêmica e vasoespasmo coronário/angina de Prinzmetal. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando antes do início ou durante o tratamento, especialmente inibidores da monoaminoxidase (como moclobemida), cimetidina, fluvoxamina e antibióticos do grupo das quinolonas, como ciprofloxacina.
ATENÇÃO fenilcetonúricos: cada comprimido de ZOMIG OD contém 2,81 mg de fenilalanina.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir autos e operar máquinas: Não houve alteração significativa da performance em testes psicomotores com doses de até 20 mg de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD. Seu uso provavelmente não resultará em prejuízo da capacidade dos pacientes para dirigir ou operar máquinas. No entanto, deve-se levar em consideração que pode ocorrer sonolência.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
CARACTERÍSTICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
Em estudos pré-clínicos, a zolmitriptana mostrou ser um agonista seletivo para os subtipos 5-HT1D e 5-HT1B de receptor vascular recombinante humano. A zolmitriptana é um agonista com alta afinidade para receptor agonista 5-HT1B/1D e uma afinidade modesta para receptores 5-HT1A. A zolmitriptana não tem afinidade significante (medida por ensaios de ligação radioligante) ou atividade farmacológica nos receptores 5-HT2, 5-HT3, 5-HT4, alfa1, alfa2 ou beta1 adrenérgico; H1, H2 histamínico; muscarínico; dopaminérgico1 ou dopaminérgico2.
Demonstrou-se que as estruturas sensíveis à dor da cavidade craniana humana são os vasos sanguíneos e a rede vascular da dura-máter. Estes tecidos são inervados pelas fibras aferentes trigeminais. Em modelos animais, a administração de zolmitriptana, com sua atividade agonista sobre os receptores vasculares 5HT1, causa vasoconstrição associada à inibição da liberação de peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), peptídeo intestinal vasoativo (VIP) e substância P. Estes dois eventos, a vasoconstrição e a inibição da liberação de neuropeptídeos, são considerados como sendo os causadores do alívio da crise de enxaqueca, associado à náusea e vômito, fotofobia e fonofobia dentro de 1 hora após a administração de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD. Além destas ações periféricas, a zolmitriptana tem ação no Sistema Nervoso Central (SNC) permitindo o acesso tanto ao centro periférico quanto ao centro da enxaqueca no tronco cerebral, o que pode explicar o efeito consistente sobre uma série de crises em um único paciente. A vasodilatação é obtida com a ativação de uma via reflexa mediada pelas fibras ortodrômicas trigeminais e pela inervação parassimpática da circulação cerebral através da liberação de VIP como principal transmissor efetor. A zolmitriptana bloqueia esta via reflexa e a liberação de VIP.

 

Propriedades Farmacocinéticas
Após a administração oral, a zolmitriptana é absorvida rapidamente (no mínimo 64%). A biodisponibilidade absoluta média do composto-mãe é de aproximadamente 40%. Há um metabólito ativo (183C91, o metabólito N-desmetil) que é também um agonista de 5HT1B/1D e é de 2 a 6 vezes mais potente, em modelos de animais, quanto a zolmitriptana.
Em indivíduos saudáveis, quando administrado em dose única, a zolmitriptana e seu metabólito ativo 183C91 exibem uma área sob a curva de concentração plasmática (AUC) e concentração plasmática máxima (Cmáx) dose–proporcional à faixa de 2,5 a 50 mg. A absorção é rápida com 75% da Cmáx alcançada em 1 hora e as concentrações plasmáticas são mantidas subsequentemente por 4 a 6 horas. A absorção da zolmitriptana não é afetada pela presença de alimento. Não há evidência de acúmulo em doses múltiplas da zolmitriptana.
A formulação orodispersível de ZOMIG OD é bioequivalente aos comprimidos revestidos em relação a AUC e Cmáx para zolmitriptana e seu metabólito ativo (183C91). O tempo para a Cmáx do metabólito ativo (183C91) após a administração de ZOMIG OD é similar aquele de ZOMIG comprimidos revestidos, mas pode ser prolongado para a zolmitriptana com esta formulação em relação ao comprimido revestido.
Em estudos de farmacologia clínica para comparar as duas formulações, para o metabólito ativo 183C91, o Tmáx variou de 0,75 a 5 horas (média de 3 horas) para o comprimido revestido, e de 1 a 6 horas (média de 3 horas) para o comprimido orodispersível, enquanto para a zolmitriptana variou entre 0,5 a 3 horas (média de 1,5 horas) e 0,6 a 5 horas (média de 3 horas), respectivamente. Entretanto, as concentrações plasmáticas da zolmitriptana para a formulação orodispersível e o comprimido revestido são similares até 45 minutos após a dose, período mais importante para absorção inicial após a administração.
A zolmitriptana é amplamente eliminada pela biotransformação hepática seguida da excreção urinária dos metabólitos. Existem três metabólitos principais: ácido indolacético (principal metabólito no plasma e na urina) e os análogos N-óxido e N-desmetil. O metabólito N-desmetilado (183C91) é ativo, enquanto que os outros não são. As concentrações plasmáticas de 183C91 são aproximadamente metade daquelas da droga-mãe, esperando-se assim que ele contribua para a ação terapêutica de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD. Mais de 60% de uma dose única oral é excretada na urina (principalmente como metabólito ácido indolacético) e 30% nas fezes principalmente na forma inalterada.
Um estudo para avaliar o efeito da patologia hepática na farmacocinética da zolmitriptana mostrou que a AUC e Cmáx aumentaram 94% e 50%, respectivamente, em pacientes com patologia hepática moderada e 226% e 47% em pacientes com patologia hepática grave comparada com voluntários sadios. A exposição aos metabólitos, incluindo o metabólito ativo, foi diminuída. Para o metabólito 183C91, AUC e Cmáx foram reduzidos em 33% e 44% em pacientes com patologia hepática moderada e em 82% e 90% em pacientes com patologia hepática grave.
A meia-vida plasmática (t1/2) da zolmitriptana foi de 4,7 horas em voluntários sadios, 7,3 horas em pacientes com doença hepática moderada e 12 horas naqueles com doença hepática grave. Os valores correspondentes de t1/2 para o metabólito 183C91 foram 5,7 horas, 7,5 horas e 7,8 horas respectivamente.
Após a administração intravenosa, a depuração plasmática total média é de aproximadamente 10 ml/min/kg, sendo um terço da depuração renal, o qual é maior que a taxa de filtração glomerular sugerindo secreção tubular renal. O volume de distribuição após administração i.v. é 2,4 l/kg. A ligação à proteína plasmática é baixa (aproximadamente 25%). A meia-vida média de eliminação da zolmitriptana é 2,5 a 3 horas. As meias-vidas de seus metabólitos são similares, sugerindo que as suas eliminações são limitadas pela taxa de formação.
A depuração renal da zolmitriptana e de seus metabólitos é reduzida (7-8 vezes) em pacientes com insuficiência renal moderada a grave quando comparado com indivíduos saudáveis, embora as AUC da droga-mãe e do metabólito ativo sejam apenas ligeiramente maiores (16 e 35% respectivamente), com um aumento de 1 hora na meia-vida para 3 a 3,5 horas. Estes parâmetros estão dentro dos limites observados em voluntários saudáveis.
Em um pequeno grupo de indivíduos saudáveis não houve interação farmacocinética com ergotamina. A administração concomitante de ZOMIG comprimidos revestidos ou de ZOMIG OD com ergotamina/cafeína foi bem tolerada e não resultou em qualquer aumento de eventos adversos ou alterações na pressão sanguínea quando comparado com ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD sozinhos.
A selegilina, um inibidor da MAO-B, e fluoxetina, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS) não tiveram efeito nos parâmetros farmacocinéticos da zolmitriptana.
A farmacocinética da zolmitriptana em idosos saudáveis foi similar ao dos voluntários jovens saudáveis.

 

Dados de Segurança Pré-Clínicos
Um estudo para avaliação de efeitos teratológicos com ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD foi realizado. Não há sinais de teratogenicidade aparente para as doses máximas toleradas de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD de 1200 mg/kg/dia e 30 mg/kg/dia por via oral, em ratos e coelhos, respectivamente.
Vários testes de genotoxicidade foram realizados. Foi concluído que ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD não causam nenhum risco genético em humanos.
Estudos de carcinogenicidade em ratos e camundongos foram conduzidos com altas doses e não houve nenhuma sugestão de tumorogenicidade.
Estudos reprodutivos em machos e fêmeas de ratos, em doses limitadas pela toxicidade, não revelaram nenhum efeito sob a fertilidade.

 

INDICAÇÃO
ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD são indicados para o tratamento agudo da enxaqueca com ou sem aura.

 

CONTRA-INDICAÇÃO
ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD são contra-indicados em pacientes com hipersensibilidade conhecida ou aos outros componentes da fórmula, hipertensão não controlada, doença cardíaca isquêmica e vasoespasmo coronário/angina de Prinzmetal.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD devem ser usados apenas quando o diagnóstico da enxaqueca tiver sido estabelecido. Recomenda-se cuidado a fim de excluir outras condições neurológicas potencialmente graves. Não existem dados disponíveis sobre o uso de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD em enxaqueca hemiplégica ou basilar. Em pacientes com enxaqueca pode haver risco de certos eventos cerebrovasculares. Foram relatados hemorragia cerebral, hemorragia subaracnóide, acidente vascular cerebral e outros eventos cerebrovasculares em pacientes tratados com agonistas 5HT1B/1D.
ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD não devem ser administrados a pacientes com síndrome de Wolff-Parkinson-White sintomática ou arritmias associadas a outras vias acessórias de condução cardíaca.
Em casos muito raros, assim como outros agonistas de 5-HT1B/1D têm sido relatados vasoespasmo coronário, angina pectoris e infarto do miocárdio. Em pacientes com fatores de risco pela doença cardíaca isquêmica, recomenda-se realizar avaliação cardiovascular prévia no começo do tratamento com esta classe de compostos, incluindo o ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD (ver item Contra-Indicação). Entretanto, estas avaliações, podem não identificar todos os pacientes que têm doença cardiovascular e, em casos muito raros, têm ocorrido eventos cardíacos graves em pacientes sem doença cardiovascular prévia.
Assim como outros agonistas de 5-HT1B/1D, após a administração da zolmitriptana foram relatadas sensações atípicas sobre o precórdio (ver item Reações Adversas) mas em estudos clínicos elas não foram associadas a arritmias ou alterações isquêmicas no ECG. Quando tais sintomas parecem indicar doença cardíaca isquêmica, nenhuma dose adicional da zolmitriptana deve ser administrada e deve ser realizada avaliação adequada.
Assim como outros agonistas 5-HT1B/1D, tem sido relatado aumento transitório da pressão sanguínea em pacientes com e sem histórico de hipertensão; estes aumentos da pressão sanguínea têm sido muito raramente associados com eventos clínicos significantes.
Assim como outros agonistas 5-HT1B/1D, existiram raros relatos de anafilaxia/reações anafilactóides em pacientes recebendo ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD.
A síndrome serotoninérgica tem sido relatada com o uso combinado de triptanos e inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) e inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da noradrenalina (ISRSN). A síndrome serotoninérgica é uma condição pontencialmente agravante para a vida e pode incluir sinais e sintomas como: alterações mentais (ex.: agitação, alucinações e coma), instabilidade autonômica (ex.: taquicardia, pressão sanguínea não-controlada e hipertermia), aberrações neuromusculares (ex.: hiper-reflexia na coordenação), e/ou sintomas gastrointestinais (ex.: náusea, vômito e diarréia). É aconselhada uma observação cuidadosa de pacientes em tratamento concomitante com ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD e um ISRS ou ISRSN, particularmente no início do tratamento e durante o aumento das doses (ver item Interações Medicamentosas).
Pacientes fenilcetonúricos devem ser informados que os comprimidos orodispersíveis de ZOMIG OD contêm fenilalanina (um componente do aspartamo). Cada comprimido orodispersível contém 2,81 mg de fenilalanina.

 

Uso durante a gravidez e lactação
Gravidez
ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD podem ser usados na gravidez apenas se os benefícios para a mãe justificarem o risco potencial para o feto. Não existem estudos em mulheres grávidas, mas não há evidência de teratogenicidade em estudos em animais.
Lactação
Estudos mostraram que a zolmitriptana é excretada no leite de animais em lactação. Não existem dados sobre a sua passagem para o leite humano. Portanto, recomenda-se cuidado ao administrar ZOMIG comprimidos revestidos ou ZOMIG OD em mulheres que estejam amamentando.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Não há evidência de que o uso concomitante de medicamentos para a profilaxia da enxaqueca tenha qualquer efeito sobre a eficácia ou efeitos não desejados de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD (ex.: betabloqueadores, diidroergotamina oral, pizotifeno).
A farmacocinética e a tolerabilidade de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD não foram afetadas por tratamentos sintomáticos agudos como paracetamol, metoclopramida e ergotamina.
Têm sido relatadas reações vasoespásticas prolongadas causadas por drogas do tipo-ergot. Devido à possibilidade teórica de que estes efeitos possam ser somados, deve-se ter um intervalo de 24 horas entre o uso de medicamento contendo ergotamina ou tipo-ergot (como diidroergotamina ou metilsergida) e zolmitriptana. É aconselhável esperar no mínimo 6 horas após a administração de ZOMIG comprimidos revestidos ou ZOMIG OD antes de administrar uma formulação contendo ergotamina.
A administração concomitante de outros agonistas 5-HT1B/1D dentro de 12 horas de tratamento com ZOMIG comprimidos revestidos ou ZOMIG OD deve ser evitada.
Casos de síndromes que ameaçam a vida têm sido relatados durante o uso combinado de triptanos e ISRS (ex.: fluoxetina, paroxetina e sertralina) e ISRSN (ex.: venlafaxina e duloxetina) (ver item Precauções e Advertências).
Após a administração de moclobemida, um inibidor específico da MAO-A, houve um pequeno aumento na AUC (26%) para zolmitriptana e um aumento de 3 vezes na AUC do metabólito ativo. Portanto, recomenda-se a dose máxima de 5 mg de ZOMIG comprimidos revestidos ou de ZOMIG OD em 24 horas em pacientes que estejam tomando inibidor da MAO-A.
Após a administração de cimetidina, um inibidor geral do citocromo P450, a meia-vida da zolmitriptana foi elevada em 44% e a AUC aumentou em 48%. Além disto, foram dobradas a meia-vida e a AUC do metabólito ativo N-desmetilado (183C91). É recomendada uma dose máxima de 5 mg de ZOMIG comprimidos revestidos ou de ZOMIG OD em 24 horas para pacientes que tomam cimetidina. Baseado no perfil de interação global, uma interação com inibidores da isoenzima CYP1A2 do citocromo P450 não pode ser excluída. Portanto, a mesma redução da dose é recomendada com componentes deste tipo, assim como fluvoxamina e antibióticos do grupo da quinolonas (ex.: ciprofloxacina). Após a administração de rifampicina, não foram observadas diferenças clínicas relevantes na propriedade farmacocinética da zolmitriptana ou de seu metabólito ativo.

 

REAÇÕES ADVERSAS
ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD são bem tolerados. As reações adversas são tipicamente leves a moderadas, transitórias, não graves e resolvem-se espontaneamente sem tratamento adicional. As reações adversas tendem a ocorrer dentro de 4 horas após a administração e não são mais frequentes após administração repetida.
As incidências das reações adversas associadas com o tratamento com ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD estão tabuladas abaixo:
Frequência
Sistemas
Reações Adversas
Comum
(≥ 1% – < 10%)
Alterações do SNC
Anormalidades ou distúrbios da sensação; Vertigem; Dor de cabeça; Hiperestesia; Parestesia; Sonolência; Sensação de calor
Alterações cardíacas
Palpitações
Alterações gastrointestinais
Dor abdominal; Boca seca; Náusea; Vômito
Alterações músculo-esqueléticas e do tecido conectivo
Fraqueza muscular; Mialgia
Alterações Gerais
Astenia; Perda de peso; Aperto, dor ou pressão na garganta, pescoço, membros ou tórax
Incomum
(≥ 0,1% – < 1,0%)
Alterações cardíacas
Taquicardia
Alterações vasculares
Aumentos transitórios da pressão sanguínea sistêmica
Alterações renais e urinárias
Poliúria; Aumento da frequência urinária
Rara
(≥ 0,01% – < 0,1%)
Alterações do sistema imune
Reações de anafilaxia/ anafilactóides; Reações de hipersensibilidade
Alterações na pele e no tecido subcutâneo
Angioedema; Urticária
Muito rara
(< 0,01%)
Alterações cardíacas
Angina pectoris; Vasoespasmo coronário; Infarto do miocárdio
Alterações gastrointestinais
Diarréia com sangue; Infarto ou necrose gastrointestinal; Eventos gastrointestinais isquêmicos; Colites isquêmicas; Infarto esplênico
Alterações renais e urinárias
Urgência urinária

 

POSOLOGIA E MODO DE USAR
A dose recomendada de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD para tratar a crise da enxaqueca é de 2,5 mg.
O comprimido revestido de ZOMIG deve ser engolido inteiro com água.
O comprimido orodispersível de ZOMIG OD dissolve-se rapidamente quando colocado na língua e é engolido com a saliva do paciente. Não há necessidade da ingestão de água quando é administrado o comprimido orodispersível de ZOMIG OD. ZOMIG OD pode ser tomado quando a água não está disponível, permitindo uma administração rápida para o tratamento das crises da enxaqueca. Esta formulação também pode ser benéfica para pacientes que sofrem de náusea e são incapazes de ingerir líquidos durante a crise da enxaqueca, ou para pacientes que não gostam de tomar comprimidos convencionais.
Se os sintomas persistirem ou retornarem em 24 horas, uma segunda dose tem se mostrado eficaz. Se uma segunda dose for necessária, ela não deve ser administrada dentro de 2 horas após a dose inicial.
Se o paciente não obtiver alívio satisfatório com doses de 2,5 mg, as crises subsequentes podem ser tratadas com doses de 5 mg de ZOMIG comprimidos revestidos ou de ZOMIG OD. ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD proporcionam uma eficácia significante dentro de 1 hora após a administração.
ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD são igualmente eficazes quando os comprimidos são tomados durante a crise da enxaqueca, embora seja recomendado tomá-los o mais cedo possível após o início dos sintomas.
Na ocorrência de crises recorrentes é recomendado não exceder a dose total de 10 mg de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD em período de 24 horas.
ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD não são indicados para a profilaxia da enxaqueca.

 

Uso em subgrupos de pacientes
ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD são eficazes na enxaqueca com ou sem aura e na enxaqueca associada à menstruação. A eficácia de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD não é afetada pelo sexo, duração da crise, náusea antes do tratamento e uso concomitante de drogas profiláticas comuns para enxaqueca.

 

Uso em crianças
A eficácia de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD não foi estabelecida em estudo clínico placebo-controlado com pacientes de 12 a 17 anos de idade. O perfil e a frequência das reações adversas são consistentes com o uso de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD em adultos. A eficácia e a segurança de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD em pacientes pediátricos abaixo de 12 anos não têm sido avaliadas.

 

Pacientes com insuficiência hepática
Embora o metabolismo em pacientes com insuficiência hepática leve ou moderada seja reduzido (ver item Propriedades Farmacocinéticas), não é necessário o ajuste da dose. Entretanto, para pacientes com insuficiência hepática grave é recomendada uma dose máxima de 5 mg em 24 horas.

 

Pacientes com insuficiência renal
Não há necessidade de ajustar a dose (ver item Propriedades Farmacocinéticas).

 

Pacientes idosos
A segurança e a eficácia de ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD em indivíduos com idade acima de 65 anos não foi sistematicamente avaliada.

 

SUPERDOSAGEM
Voluntários recebendo doses orais únicas de 50 mg geralmente apresentaram sedação. A meia-vida de eliminação da administração da zolmitriptana é de aproximadamente 3 horas (ver item Propriedades Farmacocinéticas) e, portanto, a monitorização dos pacientes após a ocorrência de superdosagem com ZOMIG comprimidos revestidos e ZOMIG OD deve continuar por pelo menos 15 horas ou enquanto persistirem os sintomas ou sinais. Não há antídoto específico para zolmitriptana. Nos casos graves de intoxicação, recomenda-se procedimentos de terapia intensiva, incluindo estabelecimento e manutenção de vias aéreas desobstruídas, oxigenação e ventilação adequadas, monitorização e suporte do sistema cardiovascular. O efeito da hemodiálise ou diálise peritoneal sobre as concentrações séricas de zolmitriptana é desconhecido.

 

PACIENTES IDOSOS
Vide Posologia.

 

MS – 1.1618.0067
Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho – CRF-SP nº 19.097
ZOMIG comprimidos revestidos
Fabricado por: IPR Pharmaceuticals, Inc. – Canovanas – Porto Rico
Importado e embalado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP – CEP 06707-000
CNPJ 60.318.797/0001-00 – Indústria Brasileira
ZOMIG OD
Fabricado por: CIMA Labs Inc. – Eden Prairie – Minessota – EUA
Importado e embalado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP – CEP 06707-000
CNPJ 60.318.797/0001-00 – Indústria Brasileira
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca.
ZOM + ZOM_OD001
Logo SAC: 0800-0145578
CDS 03/07 – janeiro/09

Bula do Sumax (Antienxaquecoso)

SumaxBula do SUMAX®:
succinato de sumatriptana
Comprimidos revestidos 25 mg, 50 mg ou 100 mg
Solução injetável 6 mg/0,5 mL
Solução spray nasal 10 mg/0,1 mL
USO ORAL (comprimidos revestidos)
USO SUBCUTÂNEO (solução injetável)
USO INTRANASAL (solução spray nasal)
USO ADULTO

 

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos com 25 mg de sumatriptana. Embalagem com 4 comprimidos revestidos.
Comprimidos revestidos com 50 mg ou 100 mg de sumatriptana. Embalagens com 2 comprimidos revestidos.
Solução injetável com uma dose de 6 mg de sumatriptana. Embalagem com 1 seringa de vidro com 0,5 mL de solução (uma dose).
Solução spray nasal com 10 mg de sumatriptana por dose (0,1 mL). Embalagem com 1 frasco spray com duas doses de 0,1 mL cada.

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de SUMAX® 25 mg contém:
succinato de sumatriptana………………………………………………………………… 35 mg
(equivalente a 25 mg de sumatriptana)
excipientes q.s.p…………………………………………………………………………….. 1 comprimido revestido
(celulose microcristalina, estearato de magnésio, croscarmelose sódica, povidona, macrogol, ácido poli 2-(dimetilamino) etilmetacrilatocobutilmetacrilatocometilmetacrílico e dióxido de silício)

 

Cada comprimido revestido de SUMAX® 50 mg contém:
succinato de sumatriptana………………………………………………………………….. 70 mg
(equivalente a 50 mg de sumatriptana)
excipientes q.s.p………………………………………………………………………………. 1 comprimido revestido
(celulose microcristalina, corante vermelho eritrosina, estearato de magnésio, croscarmelose sódica, povidona, macrogol, ácido poli 2-(dimetilamino) etilmetacrilatocobutilmetacrilatocometilmetacrílico e dióxido de silício)

 

Cada comprimido revestido de SUMAX® 100 mg contém:
succinato de sumatriptana………………………………………………………………….. 140 mg
(equivalente a 100 mg de sumatriptana)
excipientes q.s.p……………………………………………………………………………….. 1 comprimido revestido
(celulose microcristalina, corante vermelho eritrosina, estearato de magnésio, croscarmelose sódica, povidona, macrogol, ácido poli 2-(dimetilamino) etilmetacrilatocobutilmetacrilatocometilmetacrílico e dióxido de silício)

 

Cada 0,5 mL (uma dose) de SUMAX® injetável contém:
succinato de sumatriptana………………………………………………………………….. 8,4 mg
(equivalente a 6 mg de sumatriptana)
veículos q.s.p………………………………………………………………………………….. 0,5 mL
(água para injeção e cloreto de sódio)

 

Cada 0,1 mL (uma dose) de SUMAX® spray nasal contém:
succinato de sumatriptana………………………………………………………………….. 14 mg
(equivalente a 10 mg de sumatriptana)
veículos q.s.p………………………………………………………………………………….. 0,1 mL
(água e cloreto de benzalcônio)

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
SUMAX® é um medicamento que tem como substância ativa a sumatriptana, que provoca a contração dos vasos sanguíneos do cérebro, sem alterar o fluxo de sangue cerebral. Acredita-se que a dilatação ou a formação de inchaço desses vasos esteja relacionada ao mecanismo causador de enxaqueca no ser humano.

 

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
SUMAX® age no alívio das crises de enxaqueca, mas não previne ou reduz o número de crises que você tem. Você deve usar SUMAX® apenas para tratar uma crise atual.

 

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contraindicações
SUMAX® é contraindicado em caso de hipersensibilidade conhecida a qualquer componente de sua formulação.

Advertências e precauções
Avise ao seu médico se você se apresenta em alguma dessas situações, antes de usar SUMAX®:

Está grávida ou pretende engravidar, ou está amamentando.

Apresenta crise de enxaqueca diferente das usuais.

Utiliza medicamentos que contêm ergotamina ou diidroergotamina.

Utiliza ou utilizou nas últimas duas semanas, particularmente, medicamentos que contêm inibidores da monoaminoxidase (IMAO). Eles não devem ser usados ao mesmo tempo que SUMAX®.

Apresenta alergia aos antibióticos à base de sulfonamida.

Sofre de colite isquêmica.

Sente falta de ar, dor ou aperto no peito (que pode ou não se espalhar para o maxilar ou braços).

Já teve ataque cardíaco.

Tem pressão alta, algum problema cardíaco ou sofre de angina (dor no peito).

Já teve ou já lhe foi dito que pode vir a ter um acidente vascular cerebral (AVC).

Tem a doença de Raynaud (doença nos vasos periféricos das pernas) ou sente frio, dormência ou pontadas nas mãos e nos pés.

Possui alto risco de apresentar problemas no coração. Você poderá ter propensão a apresentar problemas cardíacos no caso das seguintes condições: é homem com mais de 40 anos de idade ou mulher que já passou da menopausa, obeso, sofre de diabetes, tem pressão alta, é fumante, apresenta história familiar de doença cardíaca.

Tem doenças no fígado ou rins.

Já teve ataques epiléticos ou convulsões, ou apresenta propensão para esses problemas.

Tem idade inferior a 18 anos ou mais de 65 anos de idade.
Durante o uso de SUMAX®, você pode vir a apresentar sonolência. Antes de dirigir veículos ou operar máquinas perigosas, certifique-se de estar com suas habilidades normais.
Interações com outros medicamentos, alimentos e testes laboratoriais
Avise ao seu médico sobre qualquer outra medicação que esteja usando ou que tenha usado recentemente, inclusive fitoterápicos (remédios à base de plantas) e suplementos dietéticos, como vitaminas, ferro ou cálcio.
Interação com exames laboratoriais: se você tiver que realizar algum exame de sangue para verificar o seu fígado, avise ao seu médico que você utiliza SUMAX®, pois este pode afetar os resultados de seus exames.
Risco de uso por via de administração não recomendada: este medicamento deve ser administrado somente pela via recomendada. Não há estudos dos efeitos de administração por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser feita conforme estritamente indicado para cada forma farmacêutica (vide “Como devo usar este medicamento?”).

 

Grupos de risco
Gravidez e lactação: informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando. Para minimizar a exposição à criança, as mães não devem amamentar por 24 horas após terem usado SUMAX®.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso pediátrico: não foram estabelecidas a eficácia e segurança para uso em menores de 18 anos de idade.
Uso em idosos: pela falta de dados clínicos sobre o uso da sumatriptana em idosos, não é recomendado seu uso em maiores de 65 anos de idade.
Este medicamento é contraindicado para crianças (abaixo de 18 anos de idade) e idosos (acima de 65 anos de idade).
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

 

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Aspecto físico
SUMAX® comprimidos 25 mg: comprimidos revestidos circulares, sulcados, biconvexos, de coloração branca, com a gravação “SUMAX”.
SUMAX® comprimidos 50 mg: comprimidos revestidos circulares, sulcados, biconvexos, de coloração rosa clara, com a gravação “SUMAX”.
SUMAX® comprimidos 100 mg: comprimidos revestidos circulares, sulcados, biconvexos, de coloração rosa, com a gravação “SUMAX”.
SUMAX® solução injetável: solução levemente amarelada, límpida e livre de partículas visíveis.
SUMAX® solução nasal: solução amarelada, límpida e livre de partículas visíveis.
Como usar
SUMAX® deve ser utilizado assim que aparecerem os sintomas da enxaqueca, embora possa ser usado a qualquer momento durante a crise. Não utilize outra dose de SUMAX® caso a primeira dose não tenha aliviado seus sintomas. Você pode tomar sua medicação usual para dores de cabeça, desde que não contenha ergotamina ou diidroergotamina.
Você poderá tomar a segunda dose de SUMAX® no caso de a primeira dose ter aliviado parcialmente os sintomas da enxaqueca ou caso os sintomas tenham retornado após melhora inicial. O intervalo entre as doses deve ser maior do que duas horas.
SUMAX® somente deve ser utilizado após o aparecimento da crise de enxaqueca, não devendo ser usado para prevenir o aparecimento desta. – 2 –
Não use medicamentos que contenham ergotamina ou diidroergotamina até seis horas após ter usado SUMAX® e não use SUMAX® até pelo menos 24 horas depois de ter usado qualquer medicamento com ergotamina ou diidroergotamina.
SUMAX® comprimidos revestidos
O comprimido de SUMAX® deve ser ingerido com água, sem ser partido ou mastigado.

 

SUMAX® solução spray nasal
Forma de realizar a aplicação nasal
1. Permaneça sentado(a) para aplicar o medicamento. Assoe o nariz antes da
apli
2. Ma
pela boca.
3. Segure o aplicador com a outra mão, conforme indicado no desenho ao lado. In
o tubo nas
4. Perm
spray.
– 3 –
5. Retire o tubo de sua narina. Permaneça com sua cabeça ereta por alguns segundos. Inspire pelo nariz e expire pela boca. Não inspire profun
SUMAX® solução injetável
Forma de realizar a aplicação subcutânea
1.
Retire a seringa da embalagem.
2.
Retire cuidadosamente a tampa de borracha que protege a agulha.
3.
Selecione o lado externo do braço ou da coxa, que são os menos sensíveis.
4.
Desinfete o local com álcool.
5.
Faça uma prega na pele, como mostrado nas figuras a ou c.
6.
Introduza rapidamente a seringa na prega da pele, em ângulo levemente inclinado, não rente à pele e nem em ângulo reto, como nas figuras b ou d.
7.
Puxe um pouco o êmbolo. Se entrar sangue na seringa, você encontrou uma veia. Faça, então, uma nova perfuração.
8.
Injete o líquido.
9.
Retire a agulha.
10.
Esta seringa é descartável, não devendo ser reutilizada.

 

Dosagem
SUMAX® comprimidos revestidos: a dose recomendada é de um comprimido de 25 mg, 50 mg ou 100 mg. O médico escolherá a dose conforme as características de cada paciente, levando em conta a probabilidade dos efeitos adversos proporcionais à dose. Se a resposta à dose inicial for parcial ou no caso de recorrência da enxaqueca, poderá ser administrado mais um comprimido com intervalo mínimo de duas horas, respeitando-se a dose máxima diária de 300 mg.
SUMAX® injetável: a dose recomendada para adultos é de 6 mg (0,5 mL) por aplicação, podendo ser aplicada nova injeção subcutânea de 6 mg de sumatriptana após uma hora, no mínimo, da aplicação da primeira dose. A dose máxima em 24 horas é somente de duas injeções de 6 mg (12 mg de sumatriptana).
SUMAX® nasal: Uma dose deve ser aplicada em uma das narinas logo após o início da crise. Se a enxaqueca persistir, mesmo que tenha sido obtido algum alívio, uma segunda dose poderá ser administrada duas horas após a primeira dose. Não deve ser aplicada mais de quatro doses de SUMAX® nasal spray de 10 mg (40 mg de sumatriptana) em um período de 24 horas. Pacientes que não sentirem nenhum alívio da enxaqueca, após a primeira dose, não deverão administrar a segunda dose na mesma crise.
Crianças: SUMAX® não é recomendado para uso em crianças ou pacientes com menos de 18 anos de idade. A segurança e eficácia do uso da sumatriptana em crianças não foram estabelecidas.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

 

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.
Na ocorrência de qualquer um dos sintomas abaixo, pare de usar SUMAX® e procure seu médico imediatamente: dor ou sensação de dormência; calor; sensação de peso ou pressão em qualquer parte do corpo, incluindo o peito e a garganta. Esses sintomas podem ser intensos, mas, geralmente, passam rápido. Se eles persistirem e se tornarem severos, avise o seu médico imediatamente, pode ser sinal de ataque cardíaco.
Na ocorrência de algumas das reações abaixo, não há necessidade de parar de usar SUMAX®, mas você deverá avisar seu médico da ocorrência delas na próxima consulta: cansaço ou sonolência; tontura; confusão ou sensação de cabeça leve; batimentos do coração atipicamente muito lentos ou rápidos, ou sensação de batimentos cardíacos irregulares ou fortes; sensação de fraqueza, náusea, vômito; redução na audição; rubor (vermelhidão da face); distúrbios visuais ou perda de coloração dos dedos dos pés ou das mãos. Entretanto, no caso de ocorrência de descoloração roxa persistente dos pés e das mãos, pare de tomar o medicamento e avise o seu médico imediatamente.

 

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Se você acidentalmente exceder a dose máxima diária permitida, contate imediatamente o seu médico, levando a bula e a embalagem de SUMAX®.

 

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Este medicamento deve ser conservado em temperatura ambiente, entre 15°C e 30°C, protegido da luz e umidade.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Descrição
SUMAX® tem como princípio ativo o succinato de sumatriptana, quimicamente denominado de succinato de [3-(2-dimetilamino) etil] N-metil-indol-5-metanosulfonamida. Possui fórmula empírica de C14H21N3O2S.C4H6O4 e peso molecular de 413,5. O succinato de sumatriptana é um pó branco a quase branco, facilmente solúvel em água e salina.
Farmacodinâmica
A sumatriptana é um agonista específico e seletivo do receptor 5-hidroxitriptamina-1-(5-HT1D), sem efeito em outros subtipos de receptores 5-HT (5-HT2-7). O receptor vascular 5HT1D é encontrado predominantemente nos vasos sanguíneos cranianos e controlam a vasoconstrição.
Estudos em animais demonstraram que a sumatriptana provoca seletivamente a constrição arterial dos vasos da carótida, sem alterar o fluxo sanguíneo cerebral. A circulação arterial carótida leva o sangue aos tecidos extra e intracranianos, como as meninges. A enxaqueca (hemicrania) é uma síndrome caracterizada por acessos de cefalalgia intensa, muitas vezes unilateral, acompanhada de náuseas, vômitos, indisposição geral e até fenômenos visuais que perduram por tempo variável. A enxaqueca parece originar-se da vasodilatação das artérias cerebrais. A resposta clínica do paciente à sumatriptana inicia-se dez a 15 minutos após injeção subcutânea, em torno de 30 minutos após administração oral do comprimido e 15 a 30 minutos após administração intranasal.
Farmacocinética
A biodisponibilidade após administração subcutânea é de 96%, e ocorre em 25 minutos o pico da concentração sérica, sendo para a dose de 6 mg igual à 71 ng/mL. A meia-vida é de aproximadamente duas horas. Após a administração oral de 100 mg de sumatriptana, a biodisponibilidade absoluta é de 14% da dose, devido ao metabolismo pré-sistêmico e à absorção incompleta.
A concentração plasmática máxima é alcançada em 0,5-5 horas após a administração oral do comprimido, sendo para a dose de 100 mg igual à 54 ng/mL. A farmacocinética da sumatriptana oral não parece ser afetada significativamente pelos ataques de enxaqueca. Durante os ataques de enxaqueca, a absorção pode ser retardada ou reduzida por vômitos ou estase gástrica. A sumatriptana é muito bem absorvida pela via intranasal. O pico da concentração plasmática é atingido em 30 minutos após a aplicação, e os benefícios começam a ser sentidos após este período, sendo máximos entre 60 e 120 minutos.
A meia-vida de eliminação do fármaco é de aproximadamente duas horas.
A ligação às proteínas plasmáticas é baixa (14%-21%), e o volume médio de distribuição é de 170 litros. O clearance plasmático é da ordem de 1.160 mL/min e o clearance renal de 260 mL/min. O principal metabólito é o ácido indolacético, análogo da sumatriptana, presente como ácido livre e como um conjugado glicurônico, não apresentando atividade 5HT1 ou 5HT2. Não foram identificados metabólitos secundários.

 

Populações especiais
Insuficiência renal: o efeito do comprometimento renal na farmacocinética da sumatriptana não foi analisado, mas pequeno efeito clínico pode ser esperado uma vez que a sumatriptana é extensivamente metabolizada a uma substância inativa.
Insuficiência hepática: o fígado exerce importante papel no clearance pré-sistêmico da sumatriptana administrada via oral. Consequentemente, a biodisponibilidade da sumatriptana após administração oral pode ser marcadamente aumentada em pacientes com doença hepática. Em pequeno estudo com pacientes hepaticamente comprometidos (n = 8) igualados em sexo, idade, e peso aos indivíduos saudáveis, os pacientes com comprometimento hepático apresentaram cerca de 70% de aumento na ASC e Cmáx e a Tmáx antecipada em 40 minutos comparada aos indivíduos sadios.
Idade: a farmacocinética da sumatriptana oral em indivíduos mais velhos (idade média, 72 anos; dois homens e quatro mulheres) e em pacientes com enxaqueca (idade média, 38 anos; 25 homens e 155 mulheres) foi similar em homens saudáveis (idade média, 30 anos).
Gênero e raça: não foram observadas diferenças farmacocinéticas entre homens e mulheres com relação à ASC, Cmáx, Tmáx e meia-vida. O clearance sistêmico e a Cmáx da sumatriptana foram similares em negros (n = 34) e caucasianos (n = 38). – 5 –

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA
Sumatriptana injetável: Mathew et al. (1992) realizaram estudo randomizado, duplo-cego, placebo-controlado com 242 adultos. Foram administradas via subcutânea dosagens de sumatriptana de 1 mg, 2 mg, 3 mg, 4 mg, 6 mg ou 8 mg ou injeção de placebo. A eficácia foi definida como redução de dor moderada a severa para ausente ou leve, sem uso de medicamento suporte. Os níveis atingidos de resposta à enxaqueca, bem como o alívio dos sintomas de náusea, foram aproximadamente doses-dependente. Os resultados obtidos na primeira hora foram 24% para o grupo placebo, 43% para 1 mg, 57% para 2 mg, 57% para 3 mg, 50% para 4 mg, 73% para 6 mg, e 80% para 8 mg. Os eventos adversos mais comuns foram reações no local de aplicação e formigamento. A dose de 6 mg foi tão efetiva quanto à de 8 mg, porém, foi associada a menos eventos adversos.
Em dois estudos conduzidos por Cady et al. (1991) com grupos paralelos, nos Estados Unidos da América, nos quais pacientes adultos foram randomizados para receber 6 mg de sumatriptana subcutaneamente (n = 734) ou placebo (n = 370), observou-se, na primeira hora, que a sumatriptana foi significantemente mais efetiva do que o placebo na redução da dor moderada ou severa a leve ou ausente (70% versus 22%); no alívio completo (49% versus 9%) e na melhora da incapacidade clínica (76% versus 34%). A sumatriptana também reduziu náusea e fotofobia significantemente melhor do que o placebo. Pacientes com enxaquecas residuais receberam outra injeção; os que tinham recebido medicação teste receberam a segunda dose de sumatriptana (n = 187) ou placebo (n = 178); enquanto nos que receberam placebo foi aplicada a segunda injeção de placebo (n = 335). A evidência estatística para benefício da segunda injeção de sumatriptana é ausente. Os eventos adversos associados à sumatriptana foram: formigamento, tontura, sensações de calor e reação no local de aplicação.
Ensink et al. (1991) conduziram dois estudos randomizados multicêntricos, duplos-cegos, controlados com placebo para avaliar a eficácia e a tolerabilidade de injeções subcutâneas de sumatriptana de 1-3 mg e de 1-8 mg, respectivamente, no tratamento da enxaqueca aguda. Os dados apresentados foram compilados do total de 519 pacientes. Em ambos os estudos, a eficácia foi definida pela redução da severidade da enxaqueca de severa ou moderada a leve ou ausente. Todos os grupos de testes foram significantemente mais efetivos do que o placebo no alívio dos sintomas, e as respostas mostraram-se doses-dependentes; a resposta efetiva ao tratamento foi atingida dentro de 30 minutos em 73% dos pacientes tratados com 6 mg de sumatriptana e 80% dos pacientes tratados com 8 mg, comparados a 22% do grupo placebo. A sumatriptana foi bem tolerada e a maioria dos eventos adversos foi leve e transitória. As queixas mais frequentes foram irritação e dor no local de aplicação. Não foram observadas alterações em exames laboratoriais e leituras de eletrocardiograma (ECG).
Sumatriptana comprimidos: em dois estudos idênticos, multicêntricos, randomizados, duplos-cegos, controlados com placebos, entre período de maio a novembro de 2000, com adultos (18-65 anos de idade), nos quais foram administradas 50 mg e 100 mg sumatriptana, via oral, Winner et al. (2003) avaliaram pacientes (n1 = 354 e n2 = 337) que foram tratados ao primeiro sinal de dor moderada, mas não mais do que duas horas após o início da medicação teste ou placebo. A resposta foi definida pelo alívio da dor até duas horas após a medicação teste em relação ao placebo. Significantemente mais pacientes do grupo teste ficaram completamente livres de dor três e quatro horas após tratamento em comparação ao placebo (em duas horas, 50% e 57% versus 29%; e em quatro horas, 61% e 68% versus 30%; ambos p < 0,001). Também, significantemente mais pacientes do grupo teste ficaram livres de enxaqueca (dor ausente ou associada a sintomas) em comparação ao placebo em duas e quatro horas após o tratamento (em duas horas, 43% e 49% versus 24%; em quatro horas, 54% e 63% versus 28%; ambos p < 0,001). A incidência de todos os eventos adversos foi baixa tanto no grupo da sumatriptana 50 mg (14% versus 7% placebo) como no da sumatriptana 100 mg (16% versus 14% placebo).
Pffaffenrath et al, (1997) conduziram estudo multinacional, duplo-cego (n = 1.003) no qual os pacientes receberam três dosagens de sumatriptana (25 mg, 50 mg, 100 mg) ou placebo para tratar até três crises de enxaqueca e segunda dose independentemente randomizada para enxaqueca recorrente. O estudo avaliou a eficácia e a tolerabilidade das três dosagens de sumatriptana, ficando demonstrado que todas as dosagens do medicamento foram mais eficazes do que o placebo (p < 0,05) na redução da enxaqueca moderada ou severa a leve ou ausente quatro horas após dose para cada três crises tratadas. As dosagens de sumatriptana 50 mg e 100 mg foram superiores (p < 0,05) à de 25 mg quatro horas após tratamento para duas das três crises. Todas as dosagens de sumatriptana foram similarmente efetivas no alívio de náusea e fotofobia ou fonofobia ou ambos e na redução da incapacidade clínica. A recorrência de enxaqueca foi evidenciada em proporções similares entre os grupos de tratamento (35% a 48% após placebo; 26% a 39% após sumatriptana). O alívio da enxaqueca recorrente duas horas após a segunda dose da medicação do estudo ocorreu em porcentagens maiores de pacientes que usaram alguma dose de sumatriptana comparado aos pacientes que usaram placebo para tratar a recorrência. A incidência de eventos adversos foi similar entre os grupos de sumatriptana 25 mg e 50 mg comparados ao placebo e foi mais baixa em relação ao grupo de sumatriptana 100 mg.
Estudo randomizado, duplo-cego, grupo paralelo, controlado com placebo, realizado por Cutler et al. (1995) para avaliar a eficácia e a tolerabilidade da sumatriptana oral em 259 pacientes com enxaqueca, observou pacientes que receberam dosagens de 25 mg, 50 mg ou 100 mg de sumatriptana oral ou placebo para tratamento da crise de enxaqueca. Os resultados indicaram que duas horas após a dose, 50%-56% dos pacientes dos grupos testes obtiveram alívio da enxaqueca (p < 0,05 para cada grupo teste versus placebo) em comparação ao placebo (26%). Após quatro horas da dose, 68%-71% dos pacientes dos grupos testes obtiveram alívio da enxaqueca (p < 0,05 para cada grupo teste versus placebo) em comparação ao placebo (38%). A sumatriptana foi similarmente efetiva no alívio da náusea e fotofobia e na redução da incapacidade clínica. O padrão e a incidência de eventos adversos não diferiram entre os grupos testes.
Sargent et al. (1995) conduziram estudo randomizado, duplo-cego, grupo paralelo, controlado com placebo com 187 indivíduos com enxaqueca, para avaliar a eficácia e a tolerabilidade da sumatriptana. Os pacientes receberam sumatriptana em dosagens de 25 mg, 50 mg ou 100 mg ou placebo, para tratamento da crise. Os resultados demonstraram que duas horas após dose, 52%-57% dos pacientes tratados com sumatriptana comparados a 17% do grupo placebo obtiveram alívio da enxaqueca (p < 0,05 para cada grupo teste versus placebo). Quatro horas após dose, 65%-78% dos pacientes tratados com sumatriptana comparados a 19% do grupo placebo apresentaram alívio da enxaqueca (p < 0,05 para cada grupo teste versus placebo). A sumatriptana foi similarmente efetiva no alívio da náusea e fotofobia e na redução da incapacidade clínica. Não foram reportados eventos adversos sérios ou incomuns. O padrão e a incidência de eventos adversos não diferiram entre os grupos de tratamento teste.
Estudo multicêntrico, duplo-cego, grupo paralelo, controlado com placebo, realizado por Nappi et al. (1994) para comparar a eficácia e a tolerabilidade da sumatriptana oral na forma de comprimidos revestidos para tratamento da enxaqueca aguda. Dos pacientes randomizados (1:2) para receber placebo ou sumatriptana, 88 receberam placebo (mais dose opcional após duas horas para enxaqueca persistente; mais dose opcional após 24 horas para enxaqueca recorrente) e 162 receberam sumatriptana 100 mg (mais dose opcional de 100 mg após duas horas e dose opcional de 100 mg dentro de 24 horas). A sumatriptana foi significantemente mais efetiva do que o placebo no alívio da enxaqueca (definida pela redução na severidade da dor de severa ou moderada para leve ou ausente) em duas horas (51% versus 31%, p = 0,003) e quatro horas (71% versus 35%, p < 0,001). Menos pacientes do grupo teste necessitaram de segunda dose de medicação comparados ao placebo (49% versus 74%, p < 0,001). Mais pacientes do grupo teste ficaram livres de dor comparados ao grupo placebo tanto em duas horas (24% versus 12%) como em quatro horas (48% versus 18%). Os pacientes que receberam sumatriptana reportaram alívio mais rápido da enxaqueca em relação ao placebo. O alívio da enxaqueca nos pacientes tratados com a sumatriptana foi similar, independentemente do tipo de enxaqueca (com ou sem aura) nos períodos de tratamento menor ou igual a quatro horas ou maior do que quatro horas após início da enxaqueca. A sumatriptana foi mais efetiva do que o placebo no alívio da náusea, vômito e fotofobia/fonofobia. Menos pacientes foram avaliados com enxaqueca recorrente, e a análise estatística não foi possível. Mais pacientes tratados com sumatriptana comparados ao placebo reportaram eventos adversos (29% versus 16), porém a diferença não foi significativa (5%). A maioria desses eventos adversos foi de severidade leve a moderada, curta duração e resolvidos sem tratamento. A sumatriptana não apresentou nenhum efeito clinicamente significante na pressão sanguínea, batimento cardíaco, ECG ou resultados de exames laboratoriais.
Sumatriptana intranasal: Vliet et al. (2002) conduziram estudo randomizado, duplo-cego, controlado com placebo, com pacientes com episódios de enxaqueca ou com enxaqueca em salvas com duração mínima de crises de 45 minutos. Os pacientes receberam uma dose de 20 mg de sumatriptana spray nasal, no mínimo 24 horas após a crise, ou placebo. As enxaquecas foram classificadas segundo escala de cinco pontos (muito severa, severa, moderada, leve ou ausente) em cinco, dez, 15, 20 e 30 minutos. O principal resultado medido foi a resposta à enxaqueca (diminuição da dor muito severa a severa, ou moderada para leve ou ausente) em 30 minutos. Resultados secundários medidos incluíram níveis de dor ausente, alívio dos sintomas associados e níveis de eventos adversos. Foram utilizadas análises múltipla e multivariada para análise estatística. Cinco centros de estudo selecionaram 118 pacientes nos quais foram tratadas 154 crises: 77 com sumatriptana e 77 com placebo. Os níveis de resposta em 30 minutos foram 57% para sumatriptana e 26% para placebo (p = 0,002). Os níveis de dor ausente em 30 minutos foram 47% para sumatriptana e 18% para placebo (p = 0,003). A sumatriptana foi superior ao placebo considerando a reposta inicial, média de alívio e alívio de sintomas associados. Não houve eventos adversos sérios.
Em estudo aberto conduzido por Farmer et al. (2001) para avaliar as medidas da função cognitiva durante enxaqueca aguda, antes e depois do tratamento com sumatriptana spray nasal 20 mg, foram analisadas as funções cognitivas de 28 pacientes por meio de uma bateria de exames neuropsicológicos computadorizados sob três condições de pacientes: ausência de enxaqueca, enxaqueca não tratada e após tratamento com sumatriptana (resultado principal). Foram medidas resposta à enxaqueca, ausência de enxaqueca, porcentagem de eficácia e incapacidade clínica. A função cognitiva (tempo de reação simples, atenção sustentada/concentração, memória de trabalho, processamento visual/espacial) e a agilidade/fadiga foram adversamente afetadas durante a enxaqueca comparadas ao desempenho livre de enxaqueca (p < 0,05) e foram rapidamente restauradas após sumatriptana 20 mg spray nasal (p < 0,05). Enxaqueca e ausência de enxaqueca foram de 86% e 68%, respectivamente, em 135 minutos após dose.
Alterações na severidade da dor, incapacidade clínica e porcentagem de eficácia após tratamento com sumatriptana foram significantemente correlacionadas às medidas das funções cognitivas em todos subtestes (p < 0,001). A sumatriptana restaurou a função cognitiva e a incapacidade clínica relacionada à enxaqueca.
Peikert et al. (1998) realizaram estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, grupo paralelo, comparando a eficácia e a tolerabilidade de quatro dosagens de sumatriptana spray nasal (2,5 mg, 5 mg, 10 mg e 20 mg) com placebo no tratamento agudo de uma crise única de enxaqueca. No total, 544 pacientes receberam a medicação do estudo como um único spray em cada narina. As avaliações de eficácia incluíram medidas da severidade da enxaqueca, incapacidade clínica e a presença/ausência de sintomas associados. A incidência de enxaqueca recorrente foi também avaliada. As três dosagens mais altas de sumatriptana (5 mg, 49%; 10 mg, 46%; 20 mg, 64%) foram significantemente melhores do que o placebo (25%) no alívio da enxaqueca (moderada ou severa para leve ou ausente) 120 minutos após o tratamento (p ≤ 0,01). A dosagem de 20 mg foi também significantemente superior às dosagens de 10 mg e 5 mg no mesmo período de tempo (p < 0,05). A proporção de pacientes livres de enxaqueca 120 minutos após tratamento também foi mais alta com a dosagem de 20 mg (42%) em relação às outras dosagens (14%-24%, p < 0,005 20 versus 10 mg) ou placebo (11%). A recorrência de enxaqueca nos pacientes que responderam ao tratamento inicial foi reportada como 30%-41% dos pacientes que receberam sumatriptana, comparados com 33% dos pacientes do grupo placebo. A sumatriptana spray nasal foi bem tolerada, a incidência de eventos adversos com cada dosagem de sumatriptana foi similar ao placebo (20%-27% e 23%, respectivamente). Com exceção do gosto amargo/ruim, os eventos adversos foram comparáveis aos reportados com outras vias de administração de sumatriptana.
Segundo Ryan et al. (1997), em dois estudos multicêntricos, randomizados, duplos-cegos de grupos paralelos (n = 409 e 436) com adultos diagnosticados com enxaqueca, conforme critérios da Sociedade Internacional de Enxaqueca (IHS), utilizando dosagens de sumatriptana spray nasal de 20 mg, 10 mg ou placebo (2:1:1), para tratamento de uma crise única de enxaqueca, houve registros de severidades da enxaqueca (ausente, leve, moderada e severa) em intervalos pré-dose e em intervalos pós-dose predeterminados; período de tempo significativo de alívio; incapacidade clínica (nenhuma incapacidade, leve, incapacidade severa, requerendo repouso); presença/ausência de náusea, fotofobia e fonofobia; e ocorrência de eventos adversos. Duas horas após dose nos dois estudos, a dor basal severa ou moderada foi reduzida para leve ou ausente em 62%-63% dos pacientes tratados com sumatriptana 20 mg, 43%-54% com sumatriptana 10 mg, e 29%-35% do grupo placebo (p < 0,05, 20 mg versus placebo para ambos os estudos; e 10 mg versus placebo para o estudo 1). A duração do alívio relativo ao placebo começou nos primeiros 15 minutos pós-dose (sumatriptana 20 mg, estudo 2). Incapacidade clínica em duas horas pós-dose foi reportada como leve ou normal em 72%-74% dos pacientes tratados com sumatriptana 20 mg, 56%-68% dos pacientes tratados com sumatriptana 10 mg, e 47%-53% com placebo (p < 0,05, 20 mg versus placebo em ambos os estudos).

 

Níveis de eficácia similares foram observados para náusea, fotofobia e fonofobia. O evento adverso mais comum nos grupos testes foi alteração de paladar (amargo, ácido ou sem gosto).

 

INDICAÇÕES
Tratamento das crises agudas de enxaqueca, acompanhadas ou não de distúrbios visuais, sensitivos ou de vômitos. Não deve ser usado como profilático.

 

CONTRAINDICAÇÕES

Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula, isquemia cardíaca, infarto do miocárdio pré-existente; angina instável e estável ou angina de Prinzmetal, hipertensão não controlada ou doença vascular periférica.
A sumatriptana é contraindicada também em pacientes com história de AVC ou ataque isquêmico transitório (AIT).
O uso de sumatriptana está contraindicado em pacientes sob tratamento com IMAO e outros medicamentos agonistas HT1. A sumatriptana não deve ser utilizada nas duas semanas seguintes à interrupção da terapia com um IMAO.
A sumatriptana não deve ser administrada em pacientes com insuficiência hepática grave.
É contraindicado o uso concomitante de ergotamina ou seus derivados (incluindo a metisergida) com a sumatriptana.
SUMAX® não deve ser administrado em pacientes com enxaqueca hemiplégica ou basilar.

 

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO

 

SUMAX® comprimido revestido deve ser ingerido inteiro com água e não deve ser partido ou mastigado.
SUMAX® solução injetável deve ser aplicado por injeção subcutânea no lado externo do braço ou coxa.
SUMAX® solução nasal deve ser aplicado via intranasal.

 

POSOLOGIA
SUMAX® deve ser administrado tão logo se inicie o ataque de enxaqueca.
SUMAX® injetável: SUMAX® injetável deve ser aplicado somente por via subcutânea, observando-se as condições de segurança, preparo e descarte de qualquer formulação injetável. A dose recomendada para adultos é de 6 mg (0,5 mL) por aplicação, podendo ser aplicada nova injeção subcutânea de 6 mg de sumatriptana após uma hora, no mínimo, da aplicação da primeira dose. A dose máxima em 24 horas é somente de duas injeções de 6 mg (12 mg de sumatriptana).
SUMAX® comprimidos revestidos: a dose recomendada é de um comprimido de 25 mg, 50 mg ou 100 mg. O médico fará a escolha da dose de acordo com as características de cada paciente, levando em conta a probabilidade de efeitos adversos proporcionais à dose. Caso a resposta do paciente à dose inicial seja parcial ou em caso de recorrência da enxaqueca, mais um comprimido poderá ser administrado com intervalo mínimo de duas horas, respeitando-se a dose máxima diária de 300 mg. O comprimido deve ser deglutido com água, sem ser mastigado.
SUMAX® nasal: uma dose deve ser aplicada em uma das narinas logo após o início da crise. Se a enxaqueca persistir, mesmo que tenha sido obtido algum alívio, uma segunda dose poderá ser administrada duas horas após a primeira dose. Não deve ser aplicada mais de quatro doses de SUMAX® nasal spray de 10 mg (40 mg de sumatriptana) em um período de 24 horas. Pacientes que não sentirem nenhum alívio da enxaqueca, após a primeira dose, não deverão administrar a segunda dose na mesma crise.
Crianças: SUMAX® não é recomendado para uso em crianças ou pacientes com menos de 18 anos de idade. A segurança e eficácia do uso da sumatriptana em crianças não foram estabelecidas.

 

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
A sumatriptana só deve ser utilizada quando houver diagnóstico claro de enxaqueca, não está indicada no manejo da enxaqueca hemiplégica, basilar ou oftalmoplégica.
Como em outras terapias das crises agudas de enxaqueca, deve-se tomar o cuidado de excluir outras condições neurológicas potencialmente graves antes do tratamento da enxaqueca em pacientes não previamente diagnosticados como portadores de sintomas típicos ou atípicos de enxaqueca.
Deve-se notar que as pessoas portadoras de enxaqueca podem possuir risco maior para o desenvolvimento de certos eventos cerebrovasculares (por exemplo, AVC e AIT).
Após a administração, a sumatriptana pode estar associada a sintomas transitórios, como dor e tensão torácica, que podem ser intensas, e comprometer a garganta (vide “Reações adversas”). Nas situações em que tais sintomas podem indicar doença cardíaca isquêmica, deve ser realizada avaliação apropriada.
A sumatriptana não deve ser administrada em pacientes nos quais é provável a ocorrência de uma doença cardíaca não reconhecida, sem avaliação anterior para doença cardiovascular subjacente. Tais pacientes incluem mulheres após a menopausa, indivíduos do sexo masculino com mais de 40 anos de idade e pacientes com fatores de risco para doença da artéria coronária. Entretanto, essas avaliações podem não identificar todos os pacientes que têm doença cardíaca e, em casos muito raros, eventos cardíacos graves acontecem em pacientes sem doença cardiovascular subjacente.
A sumatriptana deve ser administrada com precaução em pacientes com hipertensão controlada, pois foram observados, em uma proporção pequena de pacientes, aumentos transitórios na pressão sanguínea e na resistência vascular periférica.
Em relatos pós-comercialização, foram descritos casos raros de pacientes com uma condição grave conhecida como síndrome serotoninérgica com sintomas como debilidade, hiperreflexia, falta de coordenação, diarreia, alucinações, vômitos, aumento da temperatura corpórea e até mesmo coma, após a utilização de um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) ou inibidor seletivo da recaptação de serotonina/norepinefrina com a sumatriptana. Se o tratamento concomitante com sumatriptana estiver clinicamente autorizado, aconselha-se observação apropriada do paciente (vide “Interações medicamentosas”).

A sumatriptana deve ser administrada com precaução em pacientes com condições que possam influenciar significativamente a absorção, o metabolismo ou a eliminação do medicamento, como por exemplo, insuficiência da função hepática ou renal.
A sumatriptana deve ser utilizada com precaução em pacientes com história de atividade epilética ou outros fatores de risco que reduzam seu limiar convulsivo.
Os pacientes com reconhecida hipersensibilidade às sulfonamidas podem desenvolver reação alérgica após a administração de sumatriptana. As reações podem variar de hipersensibilidade cutânea até anafilaxia. A evidência de sensibilidade cruzada é limitada. Contudo, deve-se tomar todas as precauções antes de utilizar sumatriptana nesses pacientes.
Reações vasoespásticas prolongadas foram observadas com a ergotamina, que, pelo risco de efeito aditivo, não deve ser usada simultaneamente com SUMAX®.
SUMAX® injetável não deve ser administrado por via intravenosa, pois pode provocar vasoespasmo coronário em pacientes suscetíveis e angina em pacientes com isquemia cardíaca.
As doses recomendadas de SUMAX® não devem ser ultrapassadas.
Dose máxima em 24 horas: via oral 300 mg, duas injeções de 6 mg (12 mg) ou quatro doses de spray nasal de 10 mg (40 mg). O intervalo mínimo entre as doses é de uma hora para injetável e de duas horas para comprimidos ou spray nasal. Pode ocorrer sonolência resultante da enxaqueca ou do tratamento com SUMAX®.
Habilidade de dirigir e operar máquinas
Pode ocorrer o desenvolvimento de sonolência como resultado de enxaqueca ou de seu tratamento com a sumatriptana. Recomenda-se precaução aos pacientes que realizam tarefas que requerem atenção como, por exemplo, dirigir veículos ou operar máquinas.
Carcinogênese, mutagênese e comprometimento da fertilidade
Em estudos carcinogênicos, ratos e camundongos receberam sumatriptana por sonda oral (ratos, 104 semanas) ou na água (camundongos, 78 semanas). A exposição média atingida nos camundongos que receberam dose mais alta (dose limite de 160 mg/kg/d) foi de cerca de 40 vezes a exposição obtida em humanos após máxima dose oral única recomendada de 100 mg. A dose mais alta administrada aos ratos (160 mg/kg/d, reduzida de 360 mg/kg/d durante 21 semanas) foi aproximadamente 15 vezes a dose máxima recomendada via oral humana de 100 mg (por mg/m2). Não houve evidência de aumento de tumores nas espécies relacionado à administração da sumatriptana.
A sumatriptana não se mostrou mutagênica na presença ou ausência de ativação metabólica quando testada em ensaios de mutação do gene 2 (teste AMES e teste in vitro com hamsters chineses V79/HGPRT). Em dois ensaios citogenéticos (teste in vitro com linfócitos humanos e teste in vivo com micronúcleos de ratos), a sumatriptana não foi associada à atividade clastogênica. Em estudo com ratos machos e fêmeas que receberam sumatriptana via oral diariamente antes e durante o período de acasalamento, houve diminuição da fertilidade secundária relacionada ao tratamento, com a diminuição do acasalamento nos animas tratados com 50 mg/kg/d e 500 mg/kg/d. A dose mais alta não efetiva para esse achado foi de 5 mg/kg/d, ou cerca de meia dose oral humana máxima recomendada de 100 mg por mg/m2. Não se sabe se o problema está associado ao tratamento dos machos ou das fêmeas ou combinado a ambos. Em estudo similar via subcutânea, não houve evidência de comprometimento da fertilidade a 60 mg/kg/d, na dose máxima testada, que é equivalente a cerca de seis vezes a dose oral humana máxima recomendada de 100 mg por mg/m2.

 

Gravidez e lactação
Categoria de risco na gravidez: C
Estudos reprodutivos de toxicidade em ratas e coelhas, tratados com sumatriptana oral foram associados com embrioletalidade, anormalidades fetais e mortalidade dos filhotes. Quando administrada via intravenosa em coelhas, a sumatriptana mostrou-se embrioletal. Não existem estudos bem controlados em mulheres grávidas.
Embrioletalidade: quando administrada diariamente via intravenosa em coelhas prenhes durante o período de organogênese, a sumatriptana causou embrioletalidade em doses iguais ou próximas àquelas que produzem toxicidade maternal. Em estudos com doses orais de 100 mg/kg/d e em estudos com via intravenosa, essa dose foi de 2 mg/kg/d. O mecanismo da embrioletalidade não é conhecido. A dose mais alta não efetiva para embrioletalidade por via oral foi de 50 mg/kg/d, que é cerca de nove vezes a dose oral humana máxima recomendada de 100 mg por mg/m2. A dose mais alta não efetiva para embrioletalidade por via intravenosa foi de 0,75 mg/kg/d ou cerca de um décimo da dose oral humana máxima recomendada de 100 mg por mg/m2.
Teratogênese: o tratamento oral de ratas prenhes com sumatriptana durante o período de organogênese resultou no aumento da incidência de anormalidades dos vasos sanguíneos (cervicotorácico e umbilical) em doses de cerca de 250 mg/kg/d ou mais altas. A dose mais alta não efetiva para embrioletalidade por via oral foi de 60 mg/kg/d, que é cerca de seis vezes a dose oral humana máxima recomendada de 100 mg por mg/m2. Foi observado também aumento da incidência de anormalidades esqueléticas e vasculares cervicotorácicas. A dose mais alta não efetiva para esses efeitos foi de 15 mg/kg/d, ou aproximadamente três vezes a dose oral humana máxima recomendada de 100 mg por mg/m2.
Estudo em que ratas receberam doses diárias via oral de sumatriptana antes e durante a gestação demonstrou toxicidade embriofetal (diminuição do peso corpóreo, redução da ossificação, aumentada incidência de variações das costelas) e incidência aumentada de síndrome de malformações (cauda curta, corpo curto e desorganização vertebral) com dose de 500 mg/kg/d. A dose mais alta não efetiva para esses efeitos foi de 50 mg/kg/d, ou aproximadamente cinco vezes a dose oral humana máxima recomendada de 100 mg por mg/m2. Em estudo com ratas que receberam doses diárias subcutâneas de sumatriptana antes e durante a gestação, a 60 mg/kg/d, dose máxima testada, não foi evidenciada teratogenicidade. Essa dose equivale a cerca de seis vezes a dose oral humana máxima recomendada de 100 mg por mg/m2.
Quando administrada em coelhas grávidas ao longo do período de organogênese, a sumatriptana causou de forma ocasional embrioletalidade em doses que foram suficientemente elevadas para produzir toxicidade materna.
Deve-se tomar cuidado, considerando o benefício esperado para a mãe comparado à possibilidade de risco para o feto.
Dados pós-comercialização de registros de gestações documentaram a ocorrência de gravidez em 1.000 mulheres expostas à sumatriptana.
Contudo, as informações são insuficientes para uma conclusão definitiva, porque os achados não detectaram aumento na frequência de malformações nos recém-natos nem na consistência no padrão das malformações entre as mulheres expostas à sumatriptana quando comparadas com a população em geral.

 

Lactação: foi demonstrado que, após a administração subcutânea, a sumatriptana é eliminada pelo leite materno. A exposição do lactente pode ser minimizada evitando-se a amamentação 24 horas depois do tratamento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso pediátrico: a segurança e eficácia da sumatriptana para uso pediátrico não foram estabelecidas, portanto, não é recomendado seu uso em menores de 18 anos de idade.
Uso em idosos: não é recomendado o uso da sumatriptana em idosos pela suscetibilidade desse grupo à redução da atividade hepática e ao alto risco para doença arteriocoronária (CAD), na qual os aumentos de pressão sanguínea podem ser mais pronunciados.
A experiência com a utilização da sumatriptana em pacientes maiores de 65 anos é limitada. Sua farmacocinética não difere significativamente daquela de uma população mais jovem, mas até que dados clínicos adicionais estejam disponíveis, o uso de sumatriptana em pacientes maiores de 65 anos não é recomendado.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
A sumatriptana não deve ser usada concomitantemente com inibidores seletivos da recaptação de 5-HT, IMAOs, ergotamina, diidroergotamina e metisergida. É recomendado o intervalo de 24 horas após administração de qualquer preparação que contenha ergotamina antes da administração da sumatriptana. Da mesma maneira, as preparações que contém ergotamina somente devem ser utilizadas após seis horas da administração da sumatriptana. Pode ocorrer o desenvolvimento de interação entre a sumatriptana e os IMAOs, portanto a administração concomitante e até duas semanas após a interrupção de IMAO é contraindicada.
Estudos em voluntários sadios demonstraram que a sumatriptana não interage com propranolol, pizotifeno, álcool e flunarizina.

 

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Eventos cardíacos sérios, alguns fatais, ocorreram após o uso de sumatriptana injetável ou via oral. Esses eventos são extremamente raros e a maioria foi reportada nos pacientes com fatores de risco preditivos para doença arterial coronariana. Os eventos referidos incluíram vasoespasmo arterial coronário, isquemia miocárdica transitória, infarto do miocárdio, taquicardia ventricular e fibrilação ventricular. Episódios significantes de hipertensão, incluindo crises hipertensivas, foram reportados em raras ocasiões em pacientes com ou sem histórico de hipertensão.
As reações adversas foram classificadas por sistema orgânico e frequência, definidas como muito comuns (> 1/10), comuns (> 1/100 e < 1/10), incomuns (> 1/1.000 e < 1/100), raras (> 1/10.000 e < 1/1.000) e muito raras (< 1/10.000).
Sensações atípicas
Comuns: sensação de queimação e entorpecimento.
Incomum: sensação de aperto na cabeça.
Rara: disestesia.
Sistema nervoso
Comuns: fonofobia e fotofobia, dormência nos dedos, vertigem e sonolência.
Incomuns: ansiedade, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, distúrbios da fala, disartria, euforia, dor facial, sensibilidade ao calor, falta de coordenação, lacrimação, monoplegia, síncope, tremores, depressão, agitação e confusão mental.
Raras: agressividade, monoplegia/diplegia, bradilogia, enxaqueca em salvas, convulsões, reação distônica, paralisia facial, alucinações, fome, hiperestesia, histeria, aumento da vigília, distúrbios da memória, neuralgia, paralisia, alteração da personalidade, fobia, radiculopatia, rigidez, suicídio, inquietação, agitação, ansiedade, distúrbios depressivos, desinteresse, disfunção motora, distúrbios neuróticos e psicomotores, distúrbios do paladar, pressão intracraniana elevada, apatia e redução do apetite.
Muito raras: nistagmo e escotoma.

Sistema cardiovascular

Comuns: palpitações, síncope, aumentos ou quedas transitórias da pressão sanguínea logo após o tratamento, e flushing.
Incomuns: alterações no ECG, hipertensão, hipotensão, palidez, sensações de palpitação, taquicardia e arritmias. Raras: angina, aterosclerose, isquemia cerebral, lesão cerebrovascular, ataque cardíaco, cianose periférica, trombose, isquemia miocárdica transitória, hipotensão e bradicardia.
Ouvido, nariz e garganta
Comuns: sinusite, zumbidos, rinite alérgica, inflamação respiratória superior, hemorragia do ouvido, nariz e garganta, otite externa, perda da audição, inflamação nasal, sensibilidade do nariz.
Incomuns: distúrbios da audição e otalgia.
Rara: sensação de ouvido cheio.
Endócrino e metabólico
Incomum: sede.
Raras: níveis elevados do hormônio estimulante tireotropina (TSH), galactorreia, hiperglicemia, hipoglicemia, hipotireoidismo, polidipsia, aumento de peso, perda de peso, cistos endócrinos e distúrbios de fluidos.
Olhos
Raras: distúrbios da esclera, midríase, cegueira e pouca visão, distúrbios visuais, edema e inchaço olhos, irritação e coceira olhos, distúrbios de acomodação, distúrbios do músculo ocular externo, hemorragia e dor nos olhos, ceratite e conjuntivite.
Muito rara: diplopia. – 10 –
Sistema respiratório
Comum: dispneia.
Incomum: asma.
Raras: soluços, distúrbios da respiração, tosse e bronquite.
Gastrintestinais
Comuns: náuseas, vômitos, sintomas gástricos e diarreia.
Incomuns: constipação, disfagia e refluxo gastroesofágico.
Raras: flatulência, hematêmese, obstrução intestinal, sangramento gastrintestinal, melena, úlcera péptica, dor em dentes, dor gastrintestinal, sintomas dispépticos, refluxo gastroesofágico, gastrite, gastroenterite, hipersalivação, distensão abdominal, irritação e coceira oral, inchaço da glândula salivar.
Muito rara: colite isquêmica.
Hematológico
Rara: anemia.
Sistema urogenital
Incomuns: disúria, micção aumentada, sangramento intermenstrual, desordens das mamas e dismenorreia.
Raras: endometriose, aborto, hematúria, frequência urinária, inflamação da bexiga, distúrbios de micção. Uretrite, infecções urinárias, sintomas de menstruação, ciclo menstrual anormal, inflamação das tubas uterinas.
Mamas
Incomum: desconforto mamário.
Raras: corrimento mamário, cistos e massas mamárias e neoplasias.
Sistema musculoesquelético e articulações
Comuns: sensação de pressão (normalmente, é transitório e pode ser intenso e afetar qualquer outra parte do corpo, como o tórax e a garganta) e mialgia.
Incomum: cãibras musculares.
Raras: tetania, atrofia muscular, fraqueza e cansaço, artralgia e reumatite articular, deformidade neuromuscular adquirida e inflamação musculoesquelética.
Pele
Comum: sudação.
Incomuns: eritema, prurido, rash e hipersensibilidade da pele.
Raras: herpes, edema de face, pele seca ou escamosa, enrugamento ou pregas na pele, eczema, dermatite seborreica e nódulos na pele.
Gerais
Comuns: dor, sensação de calor, pressão e aperto (normalmente, transitórios e podem ser intensos e afetar qualquer outra parte do corpo, como o tórax e a garganta), sensação de fraqueza e fadiga (transitórios e de intensidade leve a moderada) e hipersensibilidade.
Incomuns: febre, retenção de fluidos, overdose.
Raras: edema, hematoma, linfadenopatia, distúrbios da fala e voz e contusões.
Muito raras: reações de hipersensibilidade, variando de hipersensibilidade cutânea a casos raros de anafilaxia. Discretas alterações da função hepática e síndrome de Raynald.

 

Reação no local de aplicação
A reação mais frequente é dor transitória no local da injeção subcutânea. Por via nasal, o efeito adverso mais comum é o sabor desagradável (distúrbio do paladar).
Dados de farmacovigilância (pós-comercialização)
Sangue: anemia hemolítica, pancitopenia e trombocitopenia.
Cardiovascular: bradicardia, taquicardia, palpitações, cardiomiopatia, isquemia colônica, angina variante de Prinzmetal, embolismo pulmonar, arritmias cardíacas, incluindo fibrilação atrial, mudanças transitórias no ECG isquêmico, vasoespasmo arterial coronariano e infarto do miocárdio. Hipotensão, síndrome de Raynauld e tromboflebite.
Sistema imunológico: reações de hipersensibilidade, variando de erupção cutânea à anafilaxia.
Sistema nervoso: convulsões, nistagmo e escotoma, vasculite do SNC, acidente cerebrovascular, disfasia, síndrome serotoninérgica, hemorragia subaracnoide.
Olhos: bruxuleio, diplopia, visão reduzida, perda da visão (normalmente transitória), distúrbios visuais, neuropatia óptica isquêmica, oclusão da artéria retinal e trombose venosa retinal.
Gastrintestinais: colite isquêmica com sangramento retal e xerostomia.
Hepático: testes de função hepática elevados.
Não específicos: edema angioneurótico, morte, cianose e arterite temporal.
Psiquiátrico: distúrbio do pânico.
Respiratório: broncoespasmo em pacientes com ou sem histórico de asma.
Pele: exacerbação de queimadura solar, reações de hipersensibilidade (vasculite alérgica, eritema, prurido, rash, dificuldade respiratória e urticária; em adição, anafilaxia severa/reações anafilactoides foi reportada, fotosensibilidade).
Urogenital: falência renal aguda.

 

SUPERDOSE
Não foram observadas reações adversas diferentes das anteriormente relatadas com doses acima de 16 mg via subcutânea e de 400 mg por via oral. Na ocorrência de superdose, o paciente deve ser monitorado enquanto os sintomas persistirem ou pelo menos durante dez horas, aplicando-se tratamento padrão de suporte, se necessário. Não se tem conhecimento do efeito da diálise, seja hemodiálise ou diálise peritonial, nas concentrações plasmáticas da sumatriptana.

 

ARMAZENAGEM
Este medicamento deve ser conservado em temperatura ambiente, entre 15°C e 30°C, protegido da luz e umidade.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
MS nº 1.0033.0029
Farmacêutica responsável: Cintia Delphino de Andrade – CRF-SP n° 25.125
LIBBS FARMACÊUTICA LTDA.
Rua Raul Pompeia, 1071 – São Paulo – SP
CEP: 05025-011
CNPJ: 61.230.314/0001-75
UNIDADE EMBU: Rua Alberto Correia Francfort, 88
Embu – SP – CEP: 06807-461
CNPJ: 61.230.314/0005-07
INDÚSTRIA BRASILEIRA
www.libbs.com.br
Data de fabricação, lote e validade: vide cartucho.
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Bula do Sonridor (Antienxaquecoso)

Sonridor-CAFBula do SONRIDOR CAF ®:
Paracetamol 500 mg e Cafeína 65 mg
Analgésico – Antitérmico
Comprimidos efervescentes
• Ação analgésica potencializada
• Absorvido 2 vezes mais rápido porque é efervescente
• Não irrita o estômago
Strips laminados com comprimidos efervescentes acondicionados em cartuchos com 2, 4,
10, 24 e 60 comprimidos de 3g.
Uso oral – Adulto e crianças com 12 anos ou mais

 

Composição:
Cada comprimido efervescente de Sonridor Caf contém: Paracetamol 500 mg; Cafeína
65 mg; sorbitol em pó; sacarina sódica; bicarbonato de sódio; povidona; lauril sulfato de
sódio; dimeticona; ácido cítrico; carbonato de sódio; água purificada qs.

 

Informações ao Paciente
Ação do medicamento:
Sonridor Caf é uma associação de paracetamol que é um analgésico e antitérmico
clinicamente reconhecido mundialmente com a cafeína que é um estimulante do sistema
nervoso central que aumenta a atividade analgésica.
O paracetamol exerce sua ação farmacológica como analgésico e antipirético inibindo a
síntese das prostaglandinas. A cafeína é utilizada como estimulante do sistema nervoso
central e cardíaco além de ter propriedade de contrair os vasos sangüíneos, compensar a
vasodilatação que causa a cefaléia e potencializar os efeitos de outros analgésicos.
A concentração plasmática de Sonridor Caf é alcançada no máximo em 30 a 60 minutos.

 

Indicações do Medicamento:
Sonridor Caf está indicado como analgésico e antitérmico.
Sonridor Caf é recomendado para tratamento da cefaléia, incluindo enxaqueca,
dismenorréia, dor de dente, dor após procedimentos odontológicos, dor de garganta, dor
músculo-esquelética, dor pós vacinação, dor da osteoartrite e alívio da febre.

 

Riscos do Medicamento:
Sonridor Caf está contra-indicado em pacientes com história prévia de hipersensibilidade
ao paracetamol ou a qualquer outro componente da fórmula. Manter fora do alcance de
crianças. Não exceder a dose especificada. Na presença de doença cardíaca severa,
renal ou hepática, consulte seu médico antes de tomar o medicamento. Se os sintomas
persistirem, consulte o médico.
Cada comprimido de Sonridor Caf tem 1342mg de bicarbonato de sódio, o que equivale
a 427mg de sódio por comprimido e deve ser considerado por pacientes em uso de dieta
pobre em sódio.
Devido à ação anticoagulante da varfarina e de outros agentes cumarínicos podem ser
potencializados pelo uso diário de paracetamol, com risco de sangramento, doses
ocasionais não possuem efeitos significativos. Deve também ser usado com cautela em pacientes que fazem uso regular de álcool e barbitúricos, devido ao risco de sobrecarga metabólica com um possível agravamento do comprometimento hepático já
existente.
Embora existam poucos relatos de alterações no fígado nas doses recomendadas de
paracetamol é aconselhável o acompanhamento da função hepática nos casos de uso
prolongado. Nestas situações de uso prolongado, podem surgir também alterações
sangüíneas havendo relatos de redução de plaquetas, pancitopenia, agranulocitose,
anemia hemolítica e alterações da hemoglobina como metahemoglobinemia. Assim, sob
uso crônico, está recomendado o acompanhamento médico.
Não use outro produto que contenha paracetamol.
Não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação, exceto sob orientação
médica. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se ocorrer gravidez ou iniciar
amamentação durante o uso deste medicamento.

 

Este medicamento é contra-indicado na faixa etária de 0 a 6 anos de idade.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.

 

Modo de Uso:
Adultos e crianças com 12 anos ou mais: dois comprimidos dissolvidos em pelo menos
meio copo de água (100 mL) a cada 4 ou 6 horas, conforme necessário. A dose máxima
recomendada de paracetamol para adultos é de 4g ao dia e a de cafeína é de 520mg ao
dia.

 

Crianças até 11 anos devem usar formulações pediátricas.
Siga corretamente o modo de usar. Não desaparecendo os sintomas, procure orientação
médica ou de seu cirurgião-dentista.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o
aspecto do medicamento.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.

 

Interações Medicamentosas:
A fenitoína, o fumo e barbitúricos, induzem o metabolismo hepático podendo levar a um
aumento na depuração da cafeína. Algumas drogas como os contraceptivos orais podem
diminuir a taxa de depuração pela inibição da metabolização da cafeína.
A cafeína pode aumentar a excreção renal de lítio podendo reduzir o seu efeito
terapêutico.
A cafeína em altas doses, pode produzir arritmias cardíacas ou hipertensão arterial em
usuários de inibidores da monoaminoxidases(IMAOs). Pacientes com quadro de angina
ou infarto agudo do miocárdio recentes, além de portadores de hipertensão arterial
severa, deverão ser avaliados previamente antes do uso do Sonridor Caf. Reações Adversas:
Sonridor Caf é em geral bem tolerado. Quando empregado nas doses indicadas são
raras as reações adversas e os efeitos colaterais. Em raras ocasiões, apresentaram-se
erupções cutâneas ou outras reações alérgicas. Distúrbios hematológicos, ainda mais
raramente, foram relatados.
Os pacientes que apresentam hipersensibilidade aos salicilatos poderão fazer reação
cruzada ao paracetamol. O efeito adverso mais sério descrito com a superdosagem
aguda de paracetamol é a necrose hepática, dose dependente, potencialmente fatal.
Necrose hepática e necrose tubular renal podem acontecer como resultados de um
desequilíbrio entre a produção do metabólito altamente reativo NAPQI e a disponibilidade
de glutationa.
O uso da cafeína pode causar em alguns pacientes um falso decréscimo dos níveis
séricos de fenobarbital e uma determinação falso positiva de ácido úrico.

 

Conduta em Caso de Superdose:
O uso de Sonridor Caf em quantidade maior que a recomendada pode acarretar
alterações hepáticas e ser necessário o atendimento médico. O risco de necrose hepática
surge quando doses maiores do que 250mg / kg são administradas, o que é equivalente à
ingestão aguda de dose maior do que 17,5g de paracetamol, considerando-se um adulto
de peso médio igual a 70kg. Sabendo que cada comprimido de Sonridor Caf tem 500mg
de paracetamol e que a dose máxima recomendada é de 8 comprimidos ou 4g, ao dia, a
dose de 17,5 g representaria uma ingestão maior do que 4 vezes a dose recomendada,
ou seja, pelo menos 35 comprimidos de Sonridor Caf. Nestes casos de uso excessivo,
intencional ou acidental, o médico ou o hospital mais próximo devem ser contatados
imediatamente e, se possível, a bula ou a embalagem do produto devem ser
apresentadas para o atendimento. Altas doses de bicarbonato podem ocasionar sintomas
de náuseas.

 

Cuidados de Conservação e Uso:
Conservar Sonridor Caf em temperatura ambiente (temperatura entre 15 – 30°C).

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Fabricado e embalado por GlaxoSmithKline Dungarvan Ltd., Dungarvan, Irlanda
Importado por GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8.464
Rio de Janeiro – RJ
CNPJ 33.247.743/0001-10
Indústria Brasileira
MS 1.0107.0220
Farm. Resp.: Mariluce L. Ricardo
CRF-RJ Nº 3662
SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR
(0800)211529
Discagem Direta Gratuita

Bula do Sandomigran (Antienxaquecoso)

SandomigranBula do SANDOMIGRAN®:
pizotifeno
Forma farmacêutica e apresentação
Drágeas de 0,5 mg – Embalagens com 20 drágeas.
USO ADULTO E PEDIÁTRICO (CRIANÇAS A PARTIR DE 2 ANOS DE IDADE)

 

Composição
Cada drágea contém o equivalente a 0,5 mg de pizotifeno (na forma de malato de pizotifeno).
Excipientes: estearato de magnésio, talco, povidona, amido, lactose, óxido de ferro amarelo,
palmitato de cetila, dióxido de titânio, dióxido de silício, goma arábica e sacarose.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: SANDOMIGRAN apresenta como componente ativo o
pizotifeno, que tem a propriedade de inibir certas substâncias no cérebro responsáveis por
causar as dores de cabeça vasculares.
SANDOMIGRAN é, portanto, utilizado para a prevenção da enxaqueca, reduzindo a
freqüência das crises.

 

Cuidados de armazenamento: Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).
Proteger da luz.

 

Prazo de validade: A data de validade está impressa no cartucho. Não use medicamento
com o prazo de validade vencido.
Gravidez e lactação: Os dados sobre o uso clínico do pizotifeno na gravidez são muito
limitados, portanto, SANDOMIGRAN somente deve ser administrado na gravidez se houver
absoluta necessidade. Seu médico discutirá com você sobre o risco potencial do uso deste
medicamento durante a gravidez. SANDOMIGRAN não deve ser utilizado durante a
amamentação. Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento
ou após o seu término. Informe ao seu médico se está amamentando.

 

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não tome doses maiores que as recomendadas.

 

Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.
Reações adversas: SANDOMIGRAN pode causar algumas reações adversas sérias, mesmo
sendo raras ou muito raras. Informe imediatamente ao seu médico caso você tenha sinais de
alergia na pele como rash (erupção cutânea), prurido ou urticária, ou convulsões (crises).

 

Outras reações – Muito comuns (afetam mais de 1 em cada 10 pessoas): aumento de apetite e
ganho de peso. Comuns (afetam menos de 1 em cada 10 pessoas, porém mais de 1 em cada 100
pessoas): sonolência, cansaço, vertigem, boca seca e náusea. Incomum (afeta menos de 1 em
cada 100 pessoas, porém mais de 1 em cada 1000 pessoas): constipação. Raras (afetam menos
de 1 em cada 1000 pessoas): depressão, excitabilidade, alucinações, insônia, ansiedade,
formigamento e entorpecimento das mãos e dos pés e dor muscular. Informe ao seu médico
sobre o aparecimento de reações desagradáveis.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

 

Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico sobre
qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento. Recomendase
não ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento com SANDOMIGRAN.

 

Contra-indicações e precauções: SANDOMIGRAN é contra-indicado a pacientes
alérgicos ao pizotifeno ou a qualquer outro componente da formulação (vide “Composição”).
SANDOMIGRAN não deve ser utilizado em crianças com menos de 2 anos de idade.
Este medicamento pode causar sonolência e vertigem, portanto, deve-se ter cuidado ao dirigir
veículos e/ou operar máquinas durante o tratamento.
Informe ao seu médico caso você tenha glaucoma de ângulo fechado (exceto em casos tratados
cirurgicamente com sucesso), retenção urinária (por exemplo, hipertrofia prostática) e crises
convulsivas.

 

Atenção diabéticos: contém açúcar.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
Grupo farmacoterapêutico: fármaco contra enxaqueca, código ATC: N02C X01.
O pizotifeno é caracterizado por seu efeito inibitório polivalente sobre as aminas biogênicas,
como a serotonina, a histamina e a triptamina. É adequado para o tratamento profilático da
enxaqueca, reduzindo a freqüência das crises.
O pizotifeno também possui propriedades estimulantes do apetite.

 

Farmacocinética

Absorção

A absorção do pizotifeno no homem é rápida (meia-vida de absorção entre 0,5 e 0,8 hora) e
quase completa. A biodisponibilidade absoluta é igual a 78%. Concentrações máximas no
sangue são alcançadas 5 horas após uma administração única de 2 mg de pizotifeno por via
oral (fármaco e conjugado N-glicuronídeo medidos juntamente).

 

Metabolismo
O pizotifeno é extensivamente metabolizado. A glicuronidação é a principal via de
biotransformação, sendo o principal metabólito o conjugado N-glicuronídeo, o qual representa
pelo menos 50% da concentração total no plasma e 60-70% da radioatividade da urina
excretada.

 

Distribuição
A ligação às proteínas no plasma humano é da ordem de 91%. O volume de distribuição no
homem é de 833 L e 70 L para o pizotifeno e seu N-glicuronídeo, respectivamente. Em ratos, a
radioatividade fármaco-relacionada se distribui principalmente em órgãos bem perfundidos
como fígado, rins e pulmões.

 

Eliminação
Uma porcentagem significativa do fármaco inalterado, correpondente a cerca de 18% da dose
administrada, é encontrada nas fezes, provavelmente proveniente do intestino após excreção
biliar do conjugado N-glicuronídeo. Menos de 1% da dose administrada é excretada inalterada
na urina, enquanto 55% são excretados na forma de metabólitos. O principal metabólito, Nglicuronídeo,
é eliminado com meia-vida de aproximadamente 23 horas. O pizotifeno
inalterado tem, como calculado pela excreção na urina, uma meia-vida de eliminação
comparável.

 

Grupos especiais de pacientes
Pacientes com insuficiência renal podem necessitar de um ajuste na posologia.

 

Dados de segurança pré-clínicos
Toxicidade crônica/subcrônica
Em estudos de toxicidade oral de 26 semanas de duração, os ratos receberam doses de 5, 16 e
55 mg/Kg por dia e cães receberam doses de 3, 10 e 30 mg/Kg por dia. Nos ratos, observou-se
um leve prejuízo no ganho de peso e uma diminuição na ingestão de alimentos dosedependentes.
Com base nas observações em ratos, os órgãos-alvo em potencial são o fígado e
possivelmente a tireóide. O índice de efeito não-tóxico foi de 5 mg/Kg por dia.
Em cães, o peso corpóreo apresentou-se levemente prejudicado em doses iguais ou maiores a
10 mg/Kg por dia. Com base nas observações em cães, os órgãos-alvo em potencial foram
novamente o fígado e a tireóide. O índice de efeito não-tóxico em cães foi de 3 mg/Kg por dia.
Em estudos de toxicidade oral de 2 anos de duração com ratos que recebiam doses de 3, 9 e 27
mg/Kg por dia, o índice de efeito não-tóxico ficou determinado entre 9 e 27 mg/Kg por dia.
Após o tratamento de cães por 2 anos com 1, 3 e 9 mg/Kg por dia, o fígado foi identificado
como o órgão-alvo em potencial. O índice de efeito não-tóxico pode ser considerado como
sendo de 3 mg/Kg por dia.

 

Toxicidade na reprodução
Em estudos de embriotoxicidade realizados com ratos e coelhos, os animais foram tratados
com 3, 10 e 30 mg/Kg por dia por via oral durante a organogênese. Não se observaram efeitos
teratogênicos ou embrioletais em ratos ou em coelhos.
Em estudo realizado com ratos para avaliar a fertilidade, o perfil geral de reprodução e os
efeitos peri e pós-natais, foram utilizadas doses orais de 3, 10 e 30 mg/Kg por dia. O pizotifeno
não apresentou quaisquer efeitos adversos na fertilidade das matrizes e também não prejudicou
o desenvolvimento da prole.

 

Mutagenicidade
Não foram encontradas evidências de potencial mutagênico após a realização de estudos in
vitro ou in vivo com pizotifeno.

 

Indicações
Tratamento profilático das cefaléias vasculares recorrentes, tais como:
• enxaqueca típica e atípica;
• cefaléias vasomotoras;
• cefaléias em salvas (síndrome de Horton).
SANDOMIGRAN é menos eficaz nas cefaléias tensionais e nas formas psicogênica e póstraumática.
SANDOMIGRAN não age na crise de enxaqueca já estabelecida.

 

Contra-indicações
Hipersensibilidade conhecida ao pizotifeno ou a qualquer outro componente da formulação
(veja “Composição”).
SANDOMIGRAN não deve ser administrado a crianças com menos de 2 anos de idade.
Precauções e advertências
Tendo em vista o discreto efeito anticolinérgico do pizotifeno, recomenda-se cautela nos
pacientes com glaucoma de ângulo fechado (exceto em casos tratados cirurgicamente com
sucesso) ou com retenção urinária (por exemplo: hipertrofia prostática). Até o momento, não
há relato de reações indesejáveis nesses pacientes, mesmo em idosos, com a posologia
recomendada.
Crises epilépticas, como reações adversas, são mais freqüentemente observadas em pacientes
com epilepsia. Portanto, pizotifeno deve ser utilizado com cautela nestes pacientes.
Pacientes com raros problemas hereditários de intolerância a galactose, deficiência de lactase
severa ou má absorção de glicose-galactose não devem utilizar SANDOMIGRAN.
Atenção diabéticos: contém açúcar.

 

Gravidez e lactação
Como os dados sobre o uso clínico do pizotifeno na gravidez são muito limitados,
SANDOMIGRAN somente deve ser administrado na gravidez se houver absoluta necessidade.
Embora as concentrações de pizotifeno detectadas no leite materno apresentem pouca
probabilidade de afetar o lactente, o uso de SANDOMIGRAN durante a lactação não é
recomendado.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
O pizotifeno pode causar sedação, sonolência e vertigem. Portanto, deve-se ter cautela ao
dirigir veículos e/ou operar máquinas.
Pacientes em tratamento com SANDOMIGRAN que apresentarem episódios de sedação e/ou
sonolência devem evitar dirigir ou realizar tarefas as quais a falta de atenção possa colocálos,
assim como outros, em situações de risco.

 

Interações medicamentosas
Os efeitos centrais de sedativos, hipnóticos, anti-histamínicos (inclusive de certos preparados
comumente utilizados contra o resfriado) e do álcool podem ser acentuados.

 

Reações adversas
Os efeitos colaterais mais comuns são: estímulo do apetite, aumento de peso e sedação
(incluindo sonolência e fadiga).
As reações adversas estão classificadas de acordo com sua freqüência conforme a seguinte
convenção: muito comum (≥ 1/10); comum (≥ 1/100, < 1/10), incomum (≥ 1/1000, < 1/100),
raro (≥ 1/10000, < 1/1000), muito raro (< 1/10000), incluindo relatos isolados.
Distúrbios do sistema imune
Raros: reações de hipersensibilidade, edema facial.
Distúrbios metabólicos e nutricionais
Muito comuns: estimulação do apetite e aumento de peso corpóreo.
Distúrbios psiquiátricos
Raros: depressão, estimulação do SNC (por exemplo, agressão, agitação), alucinação,
insônia, ansiedade.
Distúrbios do sistema nervoso
Comuns: sedação (incluindo sonolência), vertigem.
Raro: parestesia.
Muito raros: crises epilépticas.
Distúrbios gastrointestinais
Comuns: náusea, boca seca.
Incomum: constipação.
Distúrbios de pele e tecido subcutâneo
Raros: urticária e rash (erupção cutânea).
Distúrbios dos tecidos musculoesquelético e conectivo
Raro: mialgia.
Distúrbios gerais
Comum: fadiga.
Posologia
Via oral
Adultos
A dose deve ser aumentada progressivamente, iniciando-se com 0,5 mg por dia. A dose média
de manutenção é de 1,5 mg ao dia, em doses divididas ou em dose única à noite. Em casos
refratários, o médico pode elevar gradativamente a dose até 3 – 4,5 mg ao dia, administrados
em três doses fracionadas.

 

Crianças acima de 2 anos de idade
A dose diária inicial deve ser de 0,5 mg e pode ser aumentada até 1,5 mg, em doses divididas,
ou 1 mg em dose única à noite.
SANDOMIGRAN não deve ser administrado a crianças com menos de 2 anos de idade.

 

Superdose
Sintomas – Sonolência, náusea, hipotensão, tontura, excitação (em crianças), depressão
respiratória, convulsão (principalmente em crianças), coma.

 

Tratamento – Recomenda-se a administração de carvão ativado. No caso de ingestão muito
recente, pode-se considerar a lavagem gástrica. Se necessário, tratamento sintomático,
inclusive com monitorização dos sistemas cardiovascular e respiratório. Em casos de
convulsões ou excitações, pode-se utilizar um benzodiazepínico.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS -1.0068.0069
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873
Fabricado por:
Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 518 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ: 56.994.502/0098-62 – Indústria Brasileira
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça
BPI 03.03.05

Bula do Naramig (Antienxaquecoso)

NaramigBula do Naramig:
GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Comprimidos revestidos
2,5 mg

 

Naramig® comprimidos

LEIA ATENTAMENTE ESTA BULA ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO
I – IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Naramig®
cloridrato de naratriptana

 

APRESENTAÇÃO
Naramig® comprimidos de 2,5 mg é apresentado em embalagem contendo 4 comprimidos revestidos.
USO ORAL
USO ADULTO (A PARTIR DE 18 ANOS E ABAIXO DE 65 ANOS DE IDADE)

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido de Naramig® contém:
cloridrato de naratriptana…………………………………………………………….. 2,78 mg
(equivalentes a 2,5mg de naratriptana base)
excipientes* ……………………………..q.s.p………………………………… 1 comprimido
* celulose microcristalina, croscarmelose sódica, lactose anidra, estearato de magnésio, metilhidroxipropil celulose, dióxido de titânio, triacetina, óxido de ferro amarelo, laca indigotina, água purificada.

 

II – INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. INDICAÇÕES
Naramig® é indicado para o tratamento agudo de crises de enxaqueca, com ou sem aura.

 

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
A eficácia de Naramig® foi avaliada em dois estudos, duplo-cegos, placebo-controlados, em pacientes com diagnóstico de enxaqueca com ou sem aura, segundo os critérios do International Headache Society. O alívio da dor em 4 horas ocorreu em ocorreu em 60-68% dos pacientes tratados e foi significativamente superior ao placebo nos dois estudos. A eficácia sobre os sintomas associados (náuseas, fonofobia e fotofobia) também foi significativamente supeior ao placebo em ambos estudos.
Mathew NT et al.,Naratriptan is effective and well tolerated in the acute treatment of migraine – results of a double-blind, placebo-controled, crossover study. Neurology 1997; 49: 1485-1490.
Klassen A et al., Naratriptan is effective and well tolerated in the acute treatment of migraine – results of a double-blind, placebo-controled, parallel-group study. Headache 1997; 37: 640-645.

 

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades farmacodinâmicas
Foi demonstrado que a naratriptana é um agonista seletivo dos receptores da 5-hidroxitriptamina (5-HT1), que mediam a contração vascular. Esses receptores são encontrados, principalmente, em vasos sanguíneos intracranianos (cerebrais e durais). A naratriptana possui alta afinidade pelos receptores 5-HT1B e 5-HT1D clonados de humanos. Supõe-se que o receptor 5-HT1B corresponda ao receptor 5-HT1 vascular, que media a contração dos vasos sanguíneos intracranianos. A naratriptana tem pouco ou nenhum efeito sobre outros subtipos de receptores 5-HT (5-HT2, 5-HT3, 5-HT4 e 5-HT7).
Em animais, a naratriptana contrai seletivamente a circulação arterial da carótida. Essa circulação fornece sangue aos tecidos extracranianos e intracranianos, como as meninges, antagonizando a dilatação e/ou formação de edema nesses vasos, que é tida como o mecanismo subjacente da enxaqueca no ser humano. Além disto, evidências experimentais sugerem que a naratriptana inibe a atividade nervosa do trigêmeo, contribuindo para o bloqueio central da percepção dolorosa. Ambas ações contribuem para a ação antienxaqueca da naratriptana.
O tempo estimado de início de ação terapêutica da naratriptana é de 1 hora, e a eficácia máxima é atingida em 4 horas.

 

Propriedades farmacocinéticas
Absorção, distribuição, metabolismo e eliminação: Após administração oral, a naratriptana é absorvida rapidamente, com concentrações plasmáticas máximas (Cmáx) observadas após duas a três horas. Após a administração de um comprimido de 2,5 mg de naratriptana, a Cmáx é de aproximadamente 8,3 ng/mL (95% Cl: 6,5 a 10,5 ng/mL) em mulheres, e de 5,4 ng/mL (95% Cl: 4,7 a 6,1 ng/mL) em homens. A biodisponibilidade oral é de 74% em mulheres e 63% em homens, sem diferenças na eficácia e na tolerabilidade quando em uso clínico. Portanto, não é necessário ajuste de dose de acordo com o sexo.
O volume de distribuição da naratriptana é de 170 L. A ligação às proteínas plasmáticas é baixa (29%). A meia-vida de eliminação média (t1/2) é de seis horas. O clearance médio, após administração intravenosa, foi de 470 mL/min em homens, e 380 mL/min em mulheres. O clearance renal de 220 mL/min é similar em homens e mulheres, e é mais alto do que a taxa de filtração glomerular, sugerindo que a naratriptana sofre secreção ativa nos túbulos renais. A excreção predominante da naratriptana ocorre através da urina, com 50% da dose recuperada como droga inalterada e 30% como metabólitos inativos. In vitro, a naratriptana foi metabolizada por uma ampla série de isoenzimas do citocromo P450. Consequentemente, não são previstas interações metabólicas significativas com outras drogas (ver Interações Medicamentosas).
Insuficiência renal: A excreção renal é a principal via de eliminação da naratriptana. Por isso, a exposição à naratriptana pode estar aumentada em pacientes com doença renal. Em um estudo os pacientes com insuficiência renal (clearance de creatinina de 18 a 115mL/min; n=15), pareados por sexo, idade e peso com indivíduos sadios (n=8) l apresentaram aumento de aproximadamente 80% no t1/2, e redução de aproximadamente 50% no clearance (ver Posologia e Modo de usar).

 

Insuficiência hepática: O fígado desempenha um papel menor no clearance da naratriptana administrada por via oral. Em um estudo com homens e mulheres com insuficiência hepática (grau Child-Pugh A ou B; n=8), pareados por sexo, idade e peso, com indivíduos sadios que receberam naratriptana por via oral, os pacientes com insuficiência hepática apresentaram um aumento de aproximadamente 40% no t1/2, e uma redução de aproximadamente 30% no clearance (ver Posologia e Modo de usar).

 

Variações de acordo com o sexo: Tanto a área sob a curva (ASC) quanto a Cmáx foram, aproximadamente, 35% menores em homens quando comparados às mulheres. Entretanto, não houve diferenças na eficácia e na tolerabilidade durante o uso clínico. Assim, não é necessário um ajuste de dose relacionado ao sexo (ver Posologia e Modo de usar).

 

Idosos: Em um mesmo estudo, pacientes idosos saudáveis (n=12) mostraram decréscimo de 26% no clearance em relação a pacientes jovens saudáveis (n=12) (ver Posologia e Modo de usar).

 

4. CONTRAINDICAÇÕES
Naramig® é contraindicado em indivíduos com conhecida hipersensibilidade à naratriptana ou a qualquer componente da fórmula.
Naramig® não deve ser usado por pacientes com antecedentes de infarto agudo do miocárdio ou cardiopatia isquêmica, angina de Prinzmetal/vasoespasmo coronariano, doença vascular periférica ou por pacientes com sintomas ou sinais compatíveis com cardiopatia isquêmica.
Naramig® não deve ser administrado em pacientes com histórico de acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico transitório.
Naramig® é contraindicado para pacientes com hipertensão grave não controlada e pacientes com grave insuficiência hepática ou renal.
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com antecedentes de infarto agudo do miocárdio ou cardiopatia isquêmica, angina de Prinzmetal/vasoespasmo coronariano, doença vascular periférica ou por pacientes com sintomas ou sinais compatíveis com cardiopatia isquêmica.
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com histórico de acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico transitório.
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com insuficiência renal grave.
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com insuficiência hepática grave.
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com hipertensão grave não controlada.

 

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Naramig® deve ser usado somente quando há diagnóstico claro de enxaqueca.
O produto não é indicado para o controle da enxaqueca hemiplégica, basilar ou oftalmoplégica.
Assim como com outras terapias agudas para enxaqueca, antes de tratar pacientes sem diagnóstico prévio de enxaqueca ou pacientes com enxaqueca com sintomas atípicos, deve-se excluir outras condições neurológicas potencialmente graves. Esses pacientes podem estar em risco de eventos cerebrovasculares (por exemplo, acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico transitório).
Assim como se aplica a outros agonistas dos receptores da 5-hidroxitriptamina (5-HT1), a naratriptana não deve ser administrada em pacientes pertencentes ao grupo de risco de doenças cardíacas sem avaliação prévia de doença cardiovascular subjacente. Esse grupo inclui mulheres após a menopausa, homens acima de 40 anos de idade e pacientes com fatores de risco para doenças coronarianas.
Se ocorrerem sintomas sugestivos de cardiopatia isquêmica, deve ser feita a avaliação adequada (ver Reações Adversas).
Síndrome serotoninérgica (incluindo estado mental alterado, instabilidade autonômica e anormalidades neuromusculares) tem sido relatada devido ao uso concomitante de triptanos com inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS) / inibidores de recaptação da serotonina e da noradrenalina (IRSN). Se o tratamento com naratriptana e um ISRS/ISRN for necessário, é recomendada a observação apropriada do paciente (ver Interações Medicamentosas).
A administração concomitante de ergotamina, derivados da ergotamina (inclusive metisergida) ou qualquer triptano/agonista 5-HT1 com Naramig® não é recomendada. Entretanto, a coadministração de naratriptana com ergotamina, diidroergotamina ou sumatriptana não resultou em efeitos clinicamente significativos na pressão arterial, na frequência cardíaca ou no ECG e não afetou a farmacocinética da naratriptana.
A naratriptana possui um grupamento sulfonamídico na molécula. Portanto, teoricamente, existe risco de reações de hipersensibilidade em pacientes com conhecida hipersensibilidade às sulfonamidas.
Deve-se evitar exceder a dose máxima recomendada de naratriptana. O uso excessivo de tratamentos para enxaqueca aguda foi associado à exacerbação da dor de cabeça em pacientes suscetíveis. A interrupção do tratamento pode ser necessária.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
O paciente deve ter cuidado ao dirigir ou operar máquinas, pois pode ocorrer sonolência como consequência da enxaqueca.
Gravidez e lactação
A segurança do uso de naratriptana em mulheres grávidas não foi estabelecida. A avaliação de estudos em animais não indicou nenhum efeito teratogênico direto nem efeitos nocivos sobre o desenvolvimento peri ou pós-natal. Como os estudos em animais nem sempre refletem a resposta em humanos, a administração de naratriptana somente deve ser considerada se o benefício esperado para a mãe for maior do que qualquer possível risco para o feto.
A naratriptana e/ou seus metabólitos são secretados no leite de ratas lactantes. Portanto, deve haver cautela ao decidir administrar Naramig® em mulheres que estejam amamentando.
Categoria C de risco na gravidez
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou amamentando sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

 

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Síndrome serotoninérgica (incluindo estado mental alterado, instabilidade autonômica e anormalidades neuromusculares) tem sido relatada devido ao tratamento concomitante de triptanos com ISRS/IRSN (ver Advertências e Precauções).
Não há evidências de interação farmacocinética entre naratriptana e betabloqueadores, antidepressivos tricíclicos, ISRS, álcool ou alimentos. A naratriptana não inibe a enzima monoaminoxidase, portanto não são previstas interações com os inibidores dessa enzima. Além disso, o metabolismo limitado da naratriptana e a ampla gama de isoenzimas do citocromo P450 envolvidas sugerem que são pouco prováveis interações medicamentosas significativas.

 

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Cuidados de armazenamento
O produto deve ser mantido em sua embalagem original e em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação, impressa na embalagem externa do produto.
Número do lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspectos físicos / Características organolépticas
Comprimidos revestidos verdes, biconvexos, no formato da letra D, gravados em um dos lados.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR
Modo de uso
Uso oral.
Naramig® deve ser administrado, preferencialmente, tão logo se inicie uma crise de enxaqueca, mas também é eficaz quando tomado algum tempo após a instalação da crise. Naramig® não deve ser usado profilaticamente.
Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros e com água.

 

Posologia
Adultos (18 a 65 anos): A dose recomendada para adultos é de um comprimido de 2,5 mg. A dose total não deve ultrapassar dois comprimidos de 2,5 mg em um período de 24 horas.
Se os sintomas da enxaqueca recidivarem, após uma resposta inicial, uma segunda dose pode ser tomada desde que haja um intervalo mínimo de 4 horas entre as duas doses. Se um paciente não responder à primeira dose, é pouco provável que uma segunda dose apresente benefício substancial, na mesma crise.
Naramig® pode ser administrado nas próximas crises de enxaqueca, considerando que a dose máxima não deve ultrapassar dois comprimidos de 2,5mg em 24 horas..
Adolescentes (12 a 17 anos): A eficácia da naratriptana nessa faixa de idade ainda não foi demonstrada e, portanto, seu uso não é recomendado. Em um estudo clínico em adolescentes, foi observada uma resposta muito alta ao placebo.
Crianças (com menos de 12 anos): Ainda não há dados disponíveis a respeito do uso da naratriptana em crianças com menos de 12 anos de idade. Portanto, seu uso nesse grupo de pacientes não é recomendado.
Idosos (com mais de 65 anos): A segurança e a eficácia da naratriptana em indivíduos com mais de 65 anos de idade ainda não foram avaliadas. Portanto, seu uso não é recomendado. Há um decréscimo no clearance com a idade (ver Propriedades farmacocinéticas).
Pacientes com insuficiência renal: A dose diária máxima em pacientes com insuficiência renal é de um único comprimido de 2,5 mg. O uso da naratriptana é contraindicado para pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 15mL/min) (ver Contraindicações e Propriedades farmacocinéticas).
Pacientes com insuficiência hepática: A dose máxima diária em pacientes com insuficiência hepática é de um único comprimido de 2,5 mg. O uso da naratriptana é contraindicado para pacientes com insuficiência hepática grave (Child-Pugh grau C) (ver Contraindicações e Propriedades farmacocinéticas).
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

9. REAÇÕES ADVERSAS
As frequências dos eventos muito comuns, comuns e incomuns foram determinadas a partir de estudos clínicos. A identificação de reações adversas muito raras derivam de dados do sistema de farmacovigilância pós-comercialização.
Dados de estudos clínicos
Em doses terapêuticas de Naramig®, a incidência de efeitos colaterais reportada em estudos clínicos foi similar à do placebo.
Reações comuns (≥1/100 e <1/10):
– Parestesia (dormência). Esse sintoma é normalmente de curta duração, mas pode ser grave e afetar qualquer parte do corpo, incluindo o tórax e a garganta;
– Náuseas e vômitos. A relação desses sintomas com a naratriptana não está estabelecida;
– Dor e sensação de calor. Esses sintomas são normalmente de curta duração, mas podem ser graves e afetar qualquer parte do corpo, incluindo o tórax e a garganta.
Reação incomum (≥1/1.000 e <1/100):
– Sensações de peso, pressão ou aperto. Esses sintomas são normalmente de curta duração, mas podem ser graves e afetar qualquer parte do corpo, incluindo o tórax e a garganta.
Dados de farmacovigilância pós-comercialização
Reações muito raras (<1/10.000):
– Reações de hipersensibilidade, variando de hipersensibilidade cutânea a anafilaxia; vasoespasmo arterial coronariano, alterações eletrocardiográficas isquêmicas transitórias, angina e infarto do miocárdio;
– Isquemia vascular periférica;
– Colite isquêmica.
Em casos de eventos adversos, notifique-os ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou à Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

 

10. SUPERDOSE
A administração de uma dose elevada (25 mg) de naratriptana em um paciente saudável do sexo masculino elevou a pressão sanguínea em 71 mmHg, resultando em sensação de cabeça vazia, tensão no pescoço, cansaço e perda da coordenação. A pressão sanguínea retornou à linha basal oito horas após a dosagem, sem outra intervenção farmacológica.
Tratamento: Se ocorrer superdosagem com naratriptana, o paciente deve ser monitorado por pelo menos 24 horas e devem ser aplicadas as medidas de suporte habituais. Ainda não se conhece o efeito da hemodiálise ou da diálise peritoneal sobre a concentração plasmática da naratriptana.
Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações.

 

III – DIZERES LEGAIS
MS: 1.0107.0259
Farm. Resp.: Edinilson da Silva Oliveira
CRF-RJ Nº 18875
Fabricado por: GlaxoSmithKline Pharmaceuticals S.A.
189 Grunwaldzka Street, 60-332, Poznan – Polônia
Registrao, Importado e Embalado por: GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8.464 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.247.743/0001-10
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
BL_naramig_com_GDS10IPI04_VPS02
Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 06/06/2013
Histórico
Número do Expediente
Nome do Assunto
Data da notificação/petição
Data de aprovação da petição
Itens alterados
Não se aplica
10458 – MEDICAMENTO NOVO – Inclusão Inicial de Texto de Bula – RDC 60/12
06/06/2013
_____________
Dizeres legais – Farmacêutico Responsável

Bula do Maxalt (Antienxaquecoso)

MaxaltBula do Maxalt®:
(benzoato de rizatriptana), MSD

 

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES
MAXALT® é apresentado em cartuchos contendo 2 comprimidos de 5 mg ou em cartuchos contendo 2
comprimidos de 10 mg de benzoato de rizatriptana.
MAXALT RPD® é apresentado em cartuchos contendo 2 discos liofilizados de 10 mg.

 

USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido de MAXALT® contém 5 mg ou 10 mg de rizatriptana (correspondentes a 7,265 mg ou
14,53 mg do sal de benzoato, respectivamente).
Os ingredientes inativos são: lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido pré-gelatinizado,
óxido de ferro vermelho e estearato de magnésio.
Cada disco liofilizado de MAXALT RPD® contém 10 mg de rizatriptana (correspondente a 14,53 mg do
sal de benzoato).
Os ingredientes inativos são: gelatina, manitol, glicina, aspartame, aroma de hortelã.

 

INFORMAÇÕES PARA O PACIENTE
MAXALT® é um medicamento indicado para o tratamento agudo de crises de enxaqueca com ou sem
aura. Conserve em temperatura entre 15 e 30oC. Atenção: somente retirar da embalagem o disco de
MAXALT RPD® (discos de dissolução rápida) no momento de sua utilização. Ao adquirir o medicamento,
confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem. Nunca use medicamento com prazo de
validade vencido. Além de não obter o efeito desejado, pode prejudicar sua saúde. Informe seu médico a
ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após seu término. Informar ao médico se está
amamentando. As doses de MAXALT® comprimidos devem ser separadas por um intervalo de pelo
menos 2 horas; não ingerir mais de 30 mg em um período de 24 horas. Siga a orientação do seu médico,
respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interromper o tratamento sem
o conhecimento do seu médico. MAXALT®, em geral, é bem tolerado. Os efeitos adversos mais comuns
foram tontura, sonolência e astenia/fadiga. Informe seu médico o aparecimento de reações
desagradáveis.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

MAXALT® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade à rizatriptana ou a qualquer um de
seus componentes.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o
tratamento. Efeitos colaterais associados a MAXALT® podem afetar a capacidade de alguns pacientes
para dirigir e/ou operar máquinas.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A
SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Mecanismo de ação
A rizatriptana é um agonista serotoninérgico potente, ativo por via oral que, em ensaios de ligação de
substâncias marcadas radioativamente e bioensaios farmacológicos funcionais, demonstrou atuar
seletivamente nos receptores 5-HT1B e 5-HT1D. A rizatriptana não exerce atividade clinicamente
significativa nos receptores subtipos 5-HT2 ou 5-HT3, nem nos receptores alfa e betadrenérgicos,
dopaminérgicos, histaminérgicos, muscarínicos ou benzodiazepínicos.
A rizatriptana atua nos receptores craniovasculares 5-HT1B causando constrição seletiva das artérias
intracranianas extracerebrais que se acredita estarem dilatadas durante uma crise de enxaqueca. A
vasodilatação dessas artérias e a estimulação das vias de dor do nervo sensorial trigêmeo têm sido
consideradas os mecanismos subjacentes mais importantes na patogênese da enxaqueca. Em cães
anestesiados, a rizatriptana reduz seletivamente o fluxo sangüíneo da artéria carótida e afeta, em menor
intensidade, o fluxo sangüíneo na vasculatura das artérias coronária e pulmonar.
A rizatriptana também inibe as vias sensoriais cranianas atuando nos receptores inibitórios 5-HT1D
periféricos e centrais presentes nos nervos trigêmeos de animais e seres humanos. Quando
estimulados, esses nervos liberam peptídios (p.ex., substância P, peptídio relacionado ao gene de
calcitonina e neurocinina A) que podem proporcionar vasodilatação e inflamação em torno dos vasos
sangüíneos em tecidos sensíveis, os quais transmitem informação nociceptiva para o sistema nervoso
central. Em animais, a ativação dos receptores trigeminais 5-HT1D pela rizatriptana impede a liberação
desses peptídios, resultando em redução da dilatação dos vasos sangüíneos sensíveis, redução da
inflamação da duramater e redução da transmissão central da dor. Esse conjunto de ações também
pode contribuir para a eficácia clínica da rizatriptana no alívio da enxaqueca.
In vitro, a rizatriptana apresenta efeitos constritores agonistas parciais apenas fracos em segmentos
isolados da artéria coronária de seres humanos. Esse achado é compatível com sua ausência de
atividade nos receptores 5-HT2A, reconhecidos por mediar a contração nesses vasos sangüíneos.

 

Farmacocinética
Absorção
A rizatriptana é rápida e completamente absorvida após administração oral. A biodisponibilidade oral
média do comprimido é de aproximadamente 40%-45% e as concentrações plasmáticas máximas
médias (Cmáx) são alcançadas em aproximadamente 1-1,5 hora (Tmáx). O grau de absorção da
rizatriptana em comprimidos não foi afetado quando administrada uma dose oral com desjejum rico em
gorduras, contudo houve pequeno retardamento da absorção. Em estudos clínicos, MAXALT® foi
administrado independentemente das refeições.
A biodisponibilidade e a Cmáx dos discos de MAXALT RPD® e dos comprimidos são semelhantes. A
velocidade aparente de absorção é um pouco mais lenta, resultando em Tmáx média de 1,6-2,5 horas.

 

Distribuição
A rizatriptana apresenta taxa de ligação mínima (14%) às proteínas plasmáticas. O volume de
distribuição é de aproximadamente 140 litros em homens e 110 litros em mulheres.
Estudos em ratos indicam que a rizatriptana atravessa a barreira hematoencefálica em uma extensão
limitada.

 

Metabolismo
A principal via metabólica para o metabolismo da rizatriptana é a desaminação oxidativa pela
monoaminoxidase-A (MAO-A) para o metabólito ácido indol acético, que não é farmacologicamente
ativo. A N-monodesmetil-rizatriptana, um metabólito com atividade semelhante à do fármaco-mãe no
receptor 5-HT1B/1D, é formado em menor extensão, mas não contribui significativamente para a atividade
farmacodinâmica da rizatriptana. As concentrações plasmáticas de N-monodesmetil-rizatriptana
representam aproximadamente 14% das concentrações do fármaco-mãe; as taxas de eliminação desse
metabólito e do fármaco-mãe são semelhantes. Outros metabólitos de menor importância incluem o Nóxido,
o composto 6-hidróxi e o conjugado sulfato do metabólito 6-hidróxi. Nenhum desses metabólitos é
farmacologicamente ativo. Após administração oral de rizatriptana marcada com 14C, a rizatriptana é
responsável por cerca de 17% da radioatividade circulante no plasma.
Interações Farmacocinéticas: foram conduzidos estudos de interação farmacocinética com o inibidor da
MAO-A moclobemida; com o inibidor seletivo da recaptação de serotonina paroxetina; com o propanolol
e dois outros betabloqueadores, nadolol e metoprolol; e com anticoncepcionais orais. Interações
significativas foram observadas com o inibidor da MAO-A e com o propranolol (veja INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS).
Isoformas do citocromo P450: a rizatriptana não é um inibidor da atividade das isoformas 3A4/5, IA2,
2C9, 2C19 ou 2E1 do citocromo P450 do fígado humano; entretanto, a rizatriptana é um inibidor
competitivo (Ki = 1400 nM) da isoforma 2D6 do citocromo P450, mas somente em concentrações altas,
sem importância clínica.

 

Eliminação
A meia-vida plasmática da rizatriptana em homens e mulheres é de 2-3 horas, em média. A
farmacocinética da rizatriptana após doses intravenosas < 60 μg/kg é linear em homens e quase linear
em mulheres. A depuração plasmática da rizatriptana é de cerca de 1.000-1.500 mL/min em homens e
cerca de 900-1.100 mL/min em mulheres, em média; cerca de 20%-30% dessa depuração ocorre por via
renal. Após administração oral de uma dose de rizatriptana marcada com 14C, cerca de 80% da
radioatividade é excretada na urina e cerca de 10% da dose é excretada nas fezes. Isto mostra que os
metabólitos são excretados principalmente pelos rins.
Após administração oral de 2,5 mg a 10 mg, a farmacocinética da rizatriptana é quase linear. Compatível
com o metabolismo de primeira passagem, aproximadamente 14% de uma dose oral é excretada na
urina como rizatriptana inalterada, enquanto 51% são excretados na forma de metabólito ácido indol
acético.
Quando MAXALT® 10 mg foi administrado a cada 2 horas em três doses durante quatro dias
consecutivos, as concentrações plasmáticas da rizatriptana aumentaram a cada dia, de modo
compatível com sua t½, mas não ocorreu acúmulo do medicamento no plasma de um dia para o outro.
Farmacodinâmica
Em homens e mulheres jovens sadios que receberam doses máximas de MAXALT® (3 doses de 10 mg a
cada 2 horas), foram observados pequenos aumentos da pressão arterial (aproximadamente 2-3 mmHg)
que não foram clinicamente significativos. Durante a monitorização de longo prazo de pacientes com
enxaqueca em estudos controlados, não se observaram efeitos sucessivos sobre a pressão arterial ou a
freqüência cardíaca.
Administrado por via oral a rizatriptana, na dose de 40 mg, não alterou o fluxo sangüíneo cerebral
regional ou a velocidade do sangue na artéria cerebral média em homens sadios.
Em um estudo com homens sadios, MAXALT® 10 mg produziu vasoconstrição periférica transitória e
leve (aumento de 5,1 mmHg no gradiente de pressão arterial sistólica dedo do pé-braço). Em
contrapartida, a injeção intravenosa de 0,25 mg de ergotamina provocou aumento de 14,6 mmHg no
gradiente de pressão arterial sistólica dedo do pé-braço. A administração concomitante de ergotamina e
rizatriptana causou aumento desse gradiente semelhante ao causado pela administração isolada de
ergotamina.
Foram estudados os efeitos eletrocardiográficos de duas doses de 10 mg de MAXALT®, administradas
com intervalo de 2 horas, em 157 pacientes com enxaqueca (faixa etária de 18 a 72 anos) durante uma
crise de enxaqueca. Não se observou evidência de isquemia miocárdica, conforme definido por critérios
de ECG padrão. No ECG, não foram observados efeitos de importância clínica.
Em um estudo envolvendo homens sadios, os efeitos da rizatriptana, 10 mg e 15 mg, foram investigados
em uma bateria de testes de reflexos simpáticos comparativamente ao placebo e a um simpatolítico, a
clonidina. Não foram demonstrados efeitos da rizatriptana sobre os reflexos simpáticos.

 

INDICAÇÃO
MAXALT® é indicado para o tratamento agudo de crises de enxaqueca com ou sem aura.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
MAXALT® é contra-indicado para pacientes:
• com hipersensibilidade à rizatriptana ou a qualquer um de seus componentes;
• que estejam recebendo concomitantemente inibidores da monoaminoxidase (MAO); MAXALT®
também não deve ser utilizado antes de completar 2 semanas de descontinuação da terapia com
inibidores da MAO (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Farmacocinética, Metabolismo:
Interações Farmacocinéticas).
Com base no mecanismo de ação dessa classe de compostos, MAXALT® também é contra-indicado
para pacientes com:
• hipertensão não controlada;
• doença arterial coronária estabelecida, incluindo cardiopatia isquêmica (angina, histórico de infarto
do miocárdio ou isquemia silenciosa documentada), sinais e sintomas de cardiopatia isquêmica ou
angina de Prinzmetal.

 

PRECAUÇÕES
MAXALT® deve ser administrado apenas quando o diagnóstico de enxaqueca for claramente
estabelecido. MAXALT® não deve ser administrado a pacientes com enxaqueca basilar ou
hemiplégica.
MAXALT® não deve ser utilizado para tratar cefaléias “atípicas”; ou seja, cefaléias que possam
estar associadas com afecções clínicas potencialmente graves (p.ex., acidente vascular cerebral,
ruptura de aneurisma) nas quais a vasoconstrição vascular cerebral pode ser prejudicial. Existem
raros relatos de eventos coronarianos graves com essa classe de medicamentos, inclusive com
MAXALT® (veja REAÇÕES ADVERSAS). Antes de prescrever esse medicamento, deve-se
considerar uma avaliação cardiovascular dos pacientes com risco de doença arterial coronária
(DAC) (por exemplo, pacientes com hipertensão, diabéticos, fumantes e pacientes com histórico
familiar de DAC significativo). Os pacientes com DAC estabelecida não devem ser tratados com
MAXALT® (veja CONTRA-INDICAÇÕES). Outros agonistas dos receptores 5-HT1B/1D (por exemplo,
sumatriptano) não devem ser utilizados concomitantemente com MAXALT®.
A administração de medicamentos semelhantes à ergotamina (por exemplo, ergotamina, diidroergotamina
ou metisergida) e MAXALT®, em intervalos inferiores a 6 horas, não é recomendada.
Embora efeitos vasoespásticos aditivos não tenham sido observados em um estudo de farmacologia
clínica no qual 16 homens sadios receberam a rizatriptana por via oral e a ergotamina por via parenteral,
teoricamente, esses efeitos aditivos são possíveis.
Fenilcetonúricos: pacientes com fenilcetonúria devem ser informados de que os discos
liofilizados contêm fenilalanina (um componente do aspartame). Cada disco liofilizado de 10 mg
contém o equivalente a 2,10 mg de fenilalanina.

 

Gravidez
Não há estudos clínicos da rizatriptana em mulheres grávidas.
Não foram observados efeitos sobre o feto ou malformações fetais relacionados ao tratamento
em estudos de toxicidade no desenvolvimento e na reprodução conduzidos em ratos e coelhos;
nem foram detectados efeitos adversos em nenhum parâmetro de reprodução durante o início ou
o final da gestação ou durante o período de lactação. Nesses estudos, a exposição da mãe, do
tecido fetal e do leite ao medicamento foi elevada.
Como os estudos de toxicidade na reprodução e no desenvolvimento em animais nem sempre
prognosticam a resposta em seres humanos, MAXALT® somente deve ser utilizado durante a
gravidez quando for estritamente necessário.

 

Nutrizes
A rizatriptana é excretada no leite de ratas nutrizes; entretanto, não existem dados em seres
humanos.

 

Uso Pediátrico
Não foram avaliadas a segurança e a eficácia da rizatriptana em pacientes pediátricos; portanto,
não se recomenda o uso de MAXALT® para pacientes pediátricos com menos de 18 anos de
idade.

 

Uso em Idosos
A farmacocinética da rizatriptana foi semelhante em idosos (idade > 65 anos) e em adultos mais
jovens. Como a enxaqueca ocorre com pouca freqüência no idoso, a experiência clínica com MAXALT®
nesses pacientes é limitada. Em estudos clínicos, não houve diferenças evidentes de eficácia ou de
freqüência de experiências adversas entre os pacientes com idade abaixo e acima de 65 anos (n=17).
Efeitos na capacidade para dirigir e operar máquinas
A enxaqueca ou o tratamento com MAXALT® podem causar sonolência em alguns pacientes.
Alguns pacientes tratados com MAXALT® também relataram tontura. Portanto, os pacientes
devem avaliar sua capacidade para realizar tarefas complexas durante as crises de enxaqueca e
após a administração de MAXALT®.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Inibidores da monoaminoxidase: a rizatriptana é metabolizada principalmente pela monoaminoxidase do
subtipo “A” (MAO-A). As concentrações plasmáticas da rizatriptana e de seu metabólito ativo Nmonodesmetill
aumentaram com a administração concomitante de um inibidor reversível, seletivo da
MAO-A. São esperados efeitos semelhantes ou maiores com inibidores irreversíveis, não seletivos da
MAO. A administração de MAXALT® para pacientes que estejam utilizando inibidores da MAO é contraindicada
(veja CONTRA-INDICAÇÕES).
Betabloqueadores: as concentrações plasmáticas da rizatriptana podem aumentar com a administração
concomitante de propranolol. Esse aumento deve-se mais provavelmente à interação metabólica de
primeira passagem entre os dois fármacos, uma vez que a MAO-A atua no metabolismo da rizatriptana e
do propranolol. Em pacientes que estão recebendo propranolol, deve-se utilizar a dose de 5 mg de
MAXALT® (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO). Não foi observada interação farmacocinética entre
a rizatriptana e os betabloqueadores nadolol ou metoprolol. Dados in vitro indicam que não deve ocorrer
interação farmacocinética com o timolol ou o atenolol.

 

REAÇÕES ADVERSAS
MAXALT® foi avaliado durante até um ano em mais de 3.600 pacientes em estudos clínicos controlados.
As experiências adversas mais comuns foram tontura, sonolência e astenia/fadiga. Outras experiências
adversas em pacientes tratados com uma ou mais doses de MAXALT® 5 mg ou 10 mg durante estudos
clínicos agudos (incidência > 1% e maior do que a observada com o placebo) ou de longa duração
(incidência > 1%) incluíram, em ordem decrescente de freqüência nos sistemas orgânicos: organismo
em geral: dor torácica, dor abdominal; cardiovascular: palpitação, taquicardia; digestivo: náuseas,
vômitos, boca seca, diarréia, dispepsia, sede; musculoesquelético: dor no pescoço, rigidez, opressão
regional, tensão regional, fraqueza muscular; sistema nervoso: cefaléia, parestesia, redução da acuidade
mental, insônia, hipoestesia, tremor, ataxia, nervosismo, vertigem, desorientação; respiratório:
desconforto faringeano, dispnéia; pele: rubor da face e do pescoço, prurido, sudorese; sentidos
especiais: visão embaçada; urogenital: fogachos.
Raramente ocorreram síncope e hipertensão (< 0,1% dos pacientes).
O perfil de reações adversas observado com os discos de MAXALT RPD® foi semelhante ao observado
com os comprimidos de MAXALT®.
Experiência após a comercialização
As seguintes reações adversas adicionais foram relatadas muito raramente e a maioria em pacientes
com fatores de risco preditivos de doença arterial coronária (DAC), isquemia miocárdica, infarto do
miocárdio e acidente cerebrovascular.
As reações adversas a seguir também foram relatadas:
Hipersensibilidade: angioedema (isto é, edema da face, da língua e da faringe), chiados; urticária,
erupção cutânea, necrose epidérmica tóxica; Sentidos Especiais: disgeusia (alteração do paladar).

 

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
MAXALT® – Comprimidos
A dose recomendada é de 10 mg. A experiência clínica mostrou que essa dose proporciona benefício
clínico ideal. O início do alívio (ou seja, desaparecimento da cefaléia ou redução da intensidade para
grau leve) pode ocorrer 30 minutos após a administração.
Repetição da dose: as doses devem ser administradas com, pelo menos, 2 horas de intervalo; a dose
total administrada em um período de 24 horas não deve exceder 30 mg.
• Recorrência da cefaléia dentro de 24 horas: se o paciente apresentar cefaléia após ter obtido alívio
para a crise inicial, podem ser administradas doses adicionais respeitando-se os limites posológicos
descritos no item anterior.
• Ausência de resposta: a eficácia de uma segunda dose para o tratamento da mesma crise, quando
não houve resposta à dose inicial, não foi avaliada em estudos controlados.
Estudos clínicos mostraram que os pacientes que não respondem ao tratamento de uma crise podem
responder ao tratamento das crises subseqüentes.
Embora menos eficaz do que a dose de 10 mg, também está disponível uma dose de 5 mg. Essa dose
pode ser apropriada para alguns pacientes (por exemplo, pacientes tratados com propranolol).
Pacientes tratados com propranolol: para esses pacientes, deve-se utilizar a dose de 5 mg de MAXALT®
até o máximo 3 vezes em um período de 24 horas (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS,
Farmacocinética, Metabolismo: Interações Farmacocinéticas).

 

MAXALT RPD® – Discos
MAXALT RPD® pode ser administrado como alternativa ao comprimido, utilizando-se a mesma posologia
recomendada. Não há necessidade de administrar líquidos.
O disco é embalado em um blíster dentro de um sachê de alumínio (bolsa). Os pacientes devem ser
orientados a retirar o disco do blíster apenas quando forem tomar o medicamento. O blíster deve então
ser aberto com as mãos secas e o disco colocado sobre a língua, onde se dissolverá e será engolido
com a saliva.

 

SUPERDOSAGEM
Não houve relato de superdosagem de MAXALT® durante os estudos clínicos.
A rizatriptana 40 mg (administrada em dose única ou em duas doses, com intervalo de 2 horas entre as
doses) geralmente foi bem tolerado em mais de 300 pacientes; tontura e sonolência foram os efeitos
adversos relacionados ao medicamento mais comuns.
Em um estudo de farmacologia clínica no qual 12 indivíduos receberam rizatriptana em doses totais
cumulativas de 80 mg (administradas em quatro horas), dois indivíduos apresentaram síncope e/ou
bradicardia. Uma paciente de 29 anos de idade apresentou vômitos, bradicardia e tontura três horas
após receber 80 mg de rizatriptana (administradas durante um período de duas horas). Observou-se
bloqueio AV de terceiro grau, que respondeu à atropina uma hora após o início dos outros sintomas.
Outro indivíduo, um homem de 25 anos de idade, apresentou tontura transitória, síncope, incontinência e
uma pausa sistólica de 5 segundos (ao monitor de ECG) imediatamente após uma venipuntura dolorosa
feita duas horas depois da administração de 80 mg de rizatriptana (administrada durante um período de
quatro horas).
Além disso, com base na farmacologia da rizatriptana, a superdosagem poderia resultar em hipertensão
ou outros sintomas cardiovasculares mais graves. Deve-se considerar o procedimento de
descontaminação gastrintestinal (por exemplo, lavagem gástrica seguida de administração de carvão
ativado) em pacientes com suspeita de superdosagem com MAXALT®. Deve-se manter a monitoração
clínica e eletrocardiográfica durante pelo menos 12 horas, mesmo se não forem observados sintomas
clínicos.
Os efeitos da hemodiálise ou da diálise peritoneal sobre as concentrações séricas da rizatriptana são
desconhecidos.

 

PACIENTES IDOSOS
A farmacocinética da rizatriptana foi semelhante em idosos (idade > 65 anos) e em adultos mais
jovens. Como a enxaqueca ocorre com pouca freqüência no idoso, a experiência clínica com MAXALT®
nesses pacientes é limitada. Em estudos clínicos, não houve diferenças evidentes de eficácia ou de
freqüência de experiências adversas entre os pacientes com idade abaixo e acima de 65 anos (n=17).

 

“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”
Número de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Registro MS – 1.0029.0014
Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos – CRF-SP nº 16.243
MAXALT® 10 e 5 mg
Produzido por:
Merck Sharp & Dohme – Shotton Lane, Cramlington
Northumberland NE23 3JU – United Kingdom
MAXALT RPD®
Produzido por:
Catalent UK Swindon Zydis Ltd
Frankland Road, Blagrove SN5 8RU
Swindon, Wiltshire, United Kingdom
Embalado por:
Frosst Ibérica S.A.
Via Complutense, 140
28805 Alcalá de Henares
Madrid – Espanha
Importado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815, Sousas, Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/0001-34 – Brasil
® Marca registrada de Merck & Co., Inc., Whitehouse Station, NJ, EUA.
IPC 022001
MSD On Line 0800-0122232
E-mail: [email protected]
www.msdonline.com.br

Bula do Imigran (Antienxaquecoso)

ImigranBula do Imigran®:
sumatriptana

 

I) Identificação do medicamento
Formas farmacêuticas, vias de administração e apresentações comercializadas
Imigran®
50 mg é apresentado na forma de comprimidos revestidos em embalagens com 2 comprimidos.
Imigran®
100 mg é apresentado na forma de comprimidos revestidos em embalagens com 2 comprimidos.

 

Composição
Cada comprimido de Imigran®
50 mg contém:
succinato de sumatriptana…………………………………………………70 mg
(equivalente a 50 mg de sumatriptana)
excipientes* q.s.p …………………………………………………………….1 comprimido
*lactose, celulose, croscarmelose sódica, estearato de magnésio e opadry rosa YS-1-1441-G
Cada comprimido de Imigran®
100 mg contém:
succinato de sumatriptana………………………………………………….140 mg
(equivalente a 100 mg de sumatriptana)
excipientes ** q.s.p ……………………………………………………………1 comprimido
** lactose, celulose, croscarmelose sódica, estearato de magnésio e opadry branco OY-S-7393

 

Uso adulto

 

II) Informações ao paciente
1. Como este medicamento funciona?
Presume-se que a dilatação ou o inchaço nos vasos que levam sangue aos tecidos dentro e fora do crânio, esteja
relacionada ao mecanismo causador de enxaqueca no ser humano. Imigran®
é um agonista específico e seletivo do receptor 5 HT1 que provoca contração específica destes vasos, ou seja, ele induz a contração dos vasos, sem alterar o fluxo
de sangue cerebral. Além disto, evidências experimentais sugerem que Imigran® também inibe a atividade do nervo
trigêmeo. Estas ações podem contribuir para a ação anti-enxaqueca do Imigran® em seres humanos.
Um pequeno número de pessoas sente que sua enxaqueca começa a melhorar 30 minutos após ter tomado Imigran®
comprimidos 50 ou 100 mg. No entanto, a maioria das pessoas já sentiu alívio dos sintomas após 2 horas da administração.

 

2. Por que este medicamento foi indicado?
Imigran® comprimidos lhe foi indicado para o alívio agudo das crises de enxaqueca já instaladas. Não use o medicamento
para prevenir o aparecimento de crises de enxaqueca.
3. Riscos do medicamento
Contra-Indicações
O uso de Imigran® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula.
Este medicamento é contra-indicado para crianças e adolescentes (abaixo de 18 anos) e
idosos (acima de 65 anos).
Imigran® não deve ser utilizado em pacientes que tiveram infarto do miocárdio ou que tiveram doença cardíaca isquêmica,
angina de Prinzmetal/ vasoespasmo coronariano, doença vascular periférica ou em pacientes que apresentem sinais ou
sintomas compatíveis com doença isquêmica coronariana.
Imigran® não deve ser administrado a pacientes com história de acidente vascular cerebral (AVC) ou de ataque isquêmico
transitório (AIT).
A utilização de Imigran® em pacientes com hipertensão descompensada é contra-indicada.
A sumatriptana não deve ser administrada em pacientes com insuficiência hepática grave.
O uso concomitante de ergotamina ou de derivados da ergotamina (incluindo a metisergida) é contra-indicado.
O uso concomitante com inibidores da monoamino-oxidase é contra-indicado. O uso do de Imigran®
não deve ser feito
antes de 2 semanas da suspensão destes medicamentos.
Advertências e Precauções
Se você responder “sim”, a qualquer uma das questões abaixo, avise seu médico ANTES de usar este medicamento:
– Você está grávida ou tentando engravidar?
– Você está amamentando?
– Esta crise de enxaqueca é diferente das que você está acostumado a ter?
– Já lhe disseram que você é alérgico a sumatriptana, ou qualquer outro ingrediente de Imigran® ? (veja em
composição).
– Você está usando medicamentos que contenham ergotamina, ou diidroergotamina? Caso esteja, não use Imigran®
ao mesmo tempo.
– Você faz, ou tem feito uso de antidepressivos nas últimas duas semanas, particularmente aqueles que contêm
inibidores da monoamino-oxidase (IMAO), ou inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS)? Se a resposta
for positiva, você não deve utilizar Imigran®
.
– Você é alérgico a antibióticos à base de sulfonamidas? Se você é alérgico a algum tipo de antibiótico, mas não tem
certeza se ele pertence a este grupo, consulte seu médico.
– Você é portador de colite isquêmica?
– Você apresenta falta de ar, dor ou aperto no peito (que pode ou não se espalhar para o maxilar ou braços)?
– Você já teve um ataque cardíaco?
– Você tem a pressão alta?
– Você tem algum problema cardíaco ou sofre de angina?
– Você já teve, ou lhe foi dito que pode vir a ter um acidente vascular cerebral (AVC)?
– Você tem a Doença de Raynaud, doença vascular periférica (DVP) dos membros inferiores (dor atrás das pernas), ou
apresenta dormência ou pontadas nas mãos e nos pés?
– Já lhe disseram que você tem um alto risco de vir a ter problemas no coração? Considere-se como propenso a ter
doença no coração caso você:
seja um homem com mais de 40 anos;
uma mulher que já está na menopausa;
seja obeso;
tenha diabetes;
tenha níveis elevados de colesterol; Modelo de texto de bula
Imigran 50 e 100 mg comprimidos revestidos
BL_imigr_com_GDS21_IPI05_v6
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seja fumante;
tenha histórico na família.
– Você tem doença no fígado?
– Você tem doença no rim?
– Você já teve ataques epilépticos ou convulsões no passado? Já lhe disseram que você possui propensão a ter estes
problemas?
– Você tem menos de 18 ou mais de 65 anos?
Este medicamento é de uso exclusivamente oral.
Imigran®
comprimidos só deve ser utilizado quando houver um diagnóstico claro de enxaqueca.
Use este medicamento conforme prescrição médica. As doses recomendadas não devem ser excedidas.
Imigran®
ou a própria enxaqueca em si, pode fazê-lo se sentir sonolento, portanto, não é recomendado que você dirija ou
opere máquinas, caso esteja tendo uma crise.
Principais interações com medicamentos, alimentos e testes laboratoriais
Tenha certeza de que seu médico sabe sobre os outros medicamentos que você esteja fazendo uso, ou que tenha usado
recentemente. Lembre de citar todos os tipos de medicamento, incluindo fitoterápicos, suplementos dietéticos, como
vitaminas, ferro ou cálcio, que você faça uso.
Avise seu médico se estiver fazendo uso de ergotamina, inibidores da monoamino-oxidase (IMAO) ou inibidores seletivos
de recaptação de serotonina (ISRS). Estes medicamentos podem ter interação com a sumatriptana.
Se você for fazer um exame de sangue para saber como está seu fígado, avise seu médico, pois o uso de Imigran®
pode
alterar os resultados.
Não são conhecidas interações relevantes com alimentos.
Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe ao seu médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para sua
saúde.

 

4. Como devo usar este medicamento?
Aspecto Físico / Características Organolépticas
Imigran® 50 mg: comprimidos revestidos de cor rosa.
Imigran® 100 mg: comprimidos revestidos de cor branca.
Modo de uso
Imigran® só deve ser usado após o aparecimento da crise de enxaqueca. Não use Imigran®
para tentar prevenir o  aparecimento das enxaquecas.
Não use medicamentos que contenham ergotamina e diidroergotamina até 6 horas após ter usado Imigran®
. Se você não  tem certeza a respeito dos medicamentos que está tomando consulte seu médico.
Não use Imigran® até pelo menos 24h depois de ter usado qualquer medicamento que contenha ergotamina e
diidroergotamina.
Posologia
Adultos
A dose recomendada de Imigran®
comprimidos para adultos é de 50 mg. Você deve engolir o comprimido inteiro com
água tão logo os sintomas de sua enxaqueca apareçam, embora você possa usá-los a qualquer momento durante a crise
de enxaqueca. Algumas pessoas podem precisar de uma dose de 100 mg. Seu médico escolherá a melhor dose para o seu
caso.
Não tome mais comprimidos de Imigran®, se a primeira dose não aliviou seus sintomas. Você pode tomar sua medicação
usual para dores de cabeça, desde que não contenham ergotamina ou diidroergotamina.
Você pode tomar uma segunda dose de Imigran®, caso a primeira dose tenha aliviado os sintomas de sua enxaqueca,
mas os sintomas tenham voltado.
Não ultrapasse a dose total de 300 mg (3 comprimidos de 100 mg, ou 6 comprimidos de 50 mg) no intervalo de 24h.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado

 

5. Quais os males que este medicamento pode causar?
Como todo medicamento, Imigran®
pode causar reações adversas.
Algumas pessoas podem ser alérgicas a determinadas medicações. Se você sentir algum dos sintomas abaixo logo após
usar Imigran®
, PARE de usar este medicamento e avise seu médico imediatamente:
– falta de ar repentina ou “aperto” no peito;
– inchaço nas pálpebras, face ou lábios;
– convulsão;
– erupções cutâneas em qualquer parte do corpo;
– dor abdominal ou sangramento retal.
Outros sintomas podem incluir:
– dor ou sensação de dormência;
– calor ou frio;
– sensação de peso ou pressão em qualquer parte do corpo incluindo o peito e a garganta.
– dificuldade para respirar;
Esses sintomas podem ser intensos, mas geralmente passam rápido. Se os sintomas continuarem e se tornarem graves,
avise seu médico imediatamente, isto pode ser sinal de um ataque cardíaco. Não use Imigran®
novamente até ter falado
com seu médico sobre os sintomas.
Você também pode apresentar:
– cansaço ou sonolência;
– confusão, ou sensação de cabeça leve;
– batida do coração atipicamente lenta ou rápida, ou sensação de batimentos cardíacos irregulares ou fortes;
– sensação de fraqueza;
– sensação de náusea ou vômito;
– rubor (vermelhidão da face por um curto período de tempo);
– distúrbios visuais;
– perda de coloração dos dedos dos pés e das mãos;
– tremores;
– movimentos descontrolados.
Se algum destes sintomas ocorrer, você não precisa parar de tomar o medicamento, mas avise seu médico na próxima
consulta. Entretanto, caso você apresente coloração roxa persistente dos pés e das mãos, pare de tomar o medicamento e
avise seu médico imediatamente.
Se você experimentar estas reações ou qualquer reação adversa não descrita nesta bula, por favor, informe seu médico.

 

6. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma vez só?
Se você acidentalmente exceder a dose máxima diária permitida, contate seu médico imediatamente. Leve a embalagem e
a bula com você, para que ele possa identificar o que está tomando.

 

7. Onde e como devo guardar este medicamento?
Mantenha o produto na sua embalagem original, em temperatura ambiente (abaixo de 30º C).
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

III) Informações técnicas aos profissionais de saúde
1. Características farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas:
Demonstrou-se que a sumatriptana é um agonista seletivo vascular do receptor 5-hidroxitriptamina-1- (5-HT1 D), sem efeito
em outros subtipos de receptores 5-HT (5-HT 2-7). O receptor vascular 5 HT1 D é encontrado predominantemente nos vasos
sangüíneos cranianos e regulam a vasoconstrição.
Em animais, a sumatriptana provoca constrição seletiva da circulação arterial da carótida, mas não altera fluxo de sangue
cerebral. A circulação arterial da carótida fornece sangue para os tecidos extracranianos e intracranianos, como as
meninges. Presume-se que a dilatação e/ou a formação de edema nestes vasos esteja relacionada ao mecanismo
subjacente de enxaqueca no ser humano.
Além disto, evidências experimentais sugerem que a sumatriptana inibe a atividade do nervo trigêmeo. Estas ações podem
contribuir para a ação anti-enxaqueca da sumatriptana em seres humanos.
A resposta clínica se inicia 10-15 minutos após uma injeção subcutânea com 6 mg, 15 minutos após uma dose de 20 mg
fornecida por administração intranasal e aproximadamente 30 minutos após uma dose de 100 mg por via oral ou uma dose
de 25 mg por via retal.
Embora a dose por via oral recomendada de Imigran®
seja de 50 mg, as crises de enxaqueca variam em termos de
gravidade num mesmo indivíduo como também entre indivíduos diferentes. As doses de 25 -100 mg mostraram uma
eficácia maior do que o placebo em estudos clínicos, mas 25 mg foi menos eficaz em termos estatísticos do que 50 e 100
mg.
Propriedades farmacocinéticas:
A farmacocinética da sumatriptana não parece ser influenciada por crises de enxaqueca.

 

Absorção
Após administração por via oral, a sumatriptana é rapidamente absorvida, 70% da concentração máxima é alcançada em 45
minutos. Após uma dose de 100 mg, a concentração plasmática média máxima é de 54 ng/ml.
A biodisponibilidade absoluta média por via oral é de 14%, devido em parte, ao metabolismo pré-sistêmico e, em parte, a
uma absorção incompleta.

 

Distribuição
A ligação às proteínas plasmáticas é baixa (14-21%), o volume total médio de distribuição é de 170 litros.

 

Metabolismo
O principal metabólito, o ácido indol acético, um análogo da sumatriptana, é principalmente eliminado na urina, onde está
presente como ácido livre e como um conjugado glicurônico. Não possui atividade conhecida 5HT1 ou 5HT2. Não foram
identificados metabólitos secundários.

 

Eliminação
A meia-vida de eliminação é de aproximadamente 2 horas.
O clearance plasmático médio total é de aproximadamente 1.160ml/min e o clearance plasmático renal médio é de
aproximadamente 260 ml/min. O clearance não-renal é responsável por aproximadamente 80% do clearance total. A
sumatriptana é eliminada principalmente através do metabolismo oxidativo mediado pela monoamino-oxidase A.
Pacientes com insuficiência hepática
Após administração oral, em pacientes com insuficiência hepática, o clearance pré-sistêmico é reduzido, resultando em
aumento das concentrações plasmáticas da sumatriptana.

 

2. Resultados de eficácia
Imigran® promoveu cessação da cefaléia em 50 e 57% dos pacientes que usaram 50 e 100 mg, respectivamente, após
duas horas (29% para o grupo placebo) e em 61 e 68%, após 4 horas (30% para o grupo placebo) (p < 0,001).
WINNER, P. et al. Pain-free results with sumatriptan taken at the first sign of migraine pain: 2 randomized, double-blind,
placebo-controlled studies. Mayo Clin Proc., 78(10): 1214-1222, 2003.

 

3. Indicações
Indicações
O Imigran® em comprimidos, é indicado para o alívio imediato das crises de enxaqueca, com ou sem aura.

 

4. Contra-indicações
Hipersensibilidade a qualquer dos componentes da preparação.
A sumatriptana não deve ser utilizada em pacientes que tiveram infarto do miocárdio ou que tiveram doença cardíaca
isquêmica (DCI), angina de Prinzmetal/ vasoespasmo coronariano, doença vascular periférica ou em pacientes que
apresentem sinais ou sintomas compatíveis com DCI.
A sumatriptana não deve ser administrada a pacientes com história de acidente vascular cerebral (AVC) ou de ataque
isquêmico transitório (AIT).
A utilização de sumatriptana em pacientes com hipertensão descompensada é contra-indicada.
A sumatriptana não deve ser administrada em pacientes com insuficiência hepática grave.
É contra-indicado o uso em pacientes com mais de 65 anos e menos de 18 anos de idade.
O uso concomitante de ergotamina ou de derivados da ergotamina (incluindo a metisergida) é contra-indicado (ver
Interações Medicamentosas).
A administração simultânea de inibidores da monoamino-oxidase (IMAO) com a sumatriptana é contra-indicada. O uso do
de Imigran®
não deve ser feito antes de 2 semanas da suspensão destes medicamentos.
5. Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto
Os comprimidos devem ser engolidos inteiros com água.
Mantenha o produto na embalagem original, em temperatura ambiente (abaixo de 30°C).

 

6. Posologia
Cada comprimido de Imigran®
50 mg contém:
succinato de sumatriptana: 70 mg (equivalente a 50 mg de sumatriptana)
Cada comprimido de Imigran®
100 mg contém:
succinato de sumatriptana: 140 mg (equivalente a 100 mg de sumatriptana)
O Imigran®
em comprimidos não deve ser utilizado para a profilaxia das crises de enxaqueca.
É aconselhável que o Imigran® seja administrado, após o início de uma cefaléia tipo enxaqueca, tão logo seja possível. É
igualmente efetivo quando administrado em qualquer fase das crises. A dose de Imigran®
recomendada para adultos é de
um único comprimido de 50 mg administrado por via oral. Alguns pacientes podem necessitar de 100 mg.
Se um paciente não responde à primeira dose de Imigran®, não se deve considerar a utilização de uma segunda dose
para a mesma crise. Imigran® pode ser tomado para as crises subseqüentes.
Se o paciente respondeu à primeira dose, mas os sintomas retornaram, uma segunda dose pode ser administrada nas
próximas 24 horas, desde que não exceda 300 mg em 24 horas.

 

7. Advertências
O Imigran® em comprimidos só deve ser utilizado quando houver um diagnóstico claro de enxaqueca.
A sumatriptana não é indicada no manejo da enxaqueca hemiplégica, basilar ou oftalmoplégica.
Da mesma forma que com outras terapias para crises agudas de enxaqueca, antes de se tratar a enxaqueca em pacientes
não previamente diagnosticados como portadores de sintomas típicos ou atípicos de enxaqueca. Deve-se excluir outras
condições neurológicas potencialmente graves. Deve-se notar que a enxaqueca pode estar associada a um maior risco de
certos eventos cerebrovasculares (por exemplo, acidente vascular cerebral e ataque isquêmico transitório).
Após a administração, a sumatriptana pode estar associada a sintomas transitórios, incluindo dor e tensão torácica, que
podem ser intensas, e comprometer a garganta (ver Reações adversas). Nas situações em que tais sintomas podem indicar
doença cardíaca isquêmica, deve ser realizada uma avaliação apropriada.
A sumatriptana não deve ser administrada a pacientes nos quais é provável a ocorrência de uma doença cardíaca não
reconhecida, sem uma avaliação anterior para doença cardiovascular subjacente. Tais pacientes incluem mulheres após a
menopausa, indivíduos do sexo masculino com mais de 40 anos de idade e pacientes com fatores de risco para doença da
artéria coronária. Entretanto, estas avaliações podem não identificar todos os pacientes que têm doença arterial coronariana
e, em casos muito raros, eventos cardíacos graves acontecem em pacientes sem doença cardiovascular subjacente.
A sumatriptana deve ser administrada com precaução a pacientes com hipertensão controlada, pois foram observados, em
uma proporção pequena de pacientes, aumentos transitórios na pressão sangüínea e na resistência vascular periférica.
Houve raros relatos pós-comercialização descrevendo pacientes com fraqueza, hiperreflexia e falta de coordenação, após a
utilização de um inibidor seletivo de recaptação de serotonina (ISRS) e da sumatriptana.
Se o tratamento concomitante com sumatriptana e um ISRS estiver clinicamente indicado, recomenda-se observação
apropriada do paciente (ver Interações medicamentosas e outras formas de interação).
A sumatriptana deve ser administrada com precaução em pacientes com condições que possam influenciar
significativamente a absorção, o metabolismo ou a eliminação do medicamento, como por exemplo, insuficiência da função
hepática ou renal.
A sumatriptana deve ser utilizada com precaução em pacientes com história de atividade epilética ou outros fatores de risco
que reduzam seu limiar convulsivo.
Os pacientes com reconhecida hipersensibilidade as sulfonamidas podem desenvolver uma reação alérgica após a
administração de sumatriptana. As reações podem variar de hipersensibilidade cutânea até anafilaxia. A evidência de
sensibilidade cruzada é limitada. Contudo, deve-se tomar todas as precauções antes de utilizar sumatriptana nestes
pacientes.
As doses recomendadas de Imigran® não devem ser excedidas.
O uso excessivo de tratamentos para enxaqueca aguda foi associado a exacerbação da dor de cabeça em pacientes
suscetíveis. A interrupção do tratamento pode ser necessária.

 

Gravidez e Lactação
Deve ser usado com cautela na gravidez, considerando o benefício esperado para a mãe comparado à possibilidade de
risco para o feto.
Dados de pós-comercialização de registros de gravidez têm documentado que gravidez ocorreu em 1.000 mulheres
expostas a sumatriptana. Embora as informações sejam insuficientes para fornecer uma conclusão definitiva, os achados
não detectaram um aumento na freqüência de malformações nos recém-natos, nem um padrão consistente das
malformações entre as mulheres expostas a sumatriptana, se comparadas com a população em geral.
Categoria B de Risco de Fármacos Destinados às Mulheres Grávidas
Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Foi demonstrado que após a administração subcutânea, a sumatriptana é eliminada pelo leite materno. A exposição do
lactente pode ser minimizada evitando-se a amamentação por 12 horas depois do tratamento.
Habilidade de dirigir e operar máquinas
Pode ocorrer o desenvolvimento de sonolência como resultado de enxaqueca ou de seu tratamento com a sumatriptana.
Recomenda-se precaução aos pacientes que realizam tarefas como dirigir veículos ou operar máquinas.

 

8. Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Crianças (abaixo de 12 anos)
A sumatriptana não foi estudada nesta população.
Adolescentes (entre 12 e 17 anos)
A eficácia de sumatriptana não foi demonstrada nesta população.
Idosos (idade acima de 65 anos)
A experiência com a utilização da sumatriptana em pacientes maiores de 65 anos é limitada. A farmacocinética não difere
significativamente daquela de uma população mais jovem, mas até que dados clínicos adicionais estejam disponíveis, o uso
de sumatriptana em pacientes maiores de 65 anos não é indicado.
Pacientes com insuficiência hepática
Após administração oral, em pacientes com insuficiência hepática, o clearance pré-sistêmico é reduzido, resultando em
aumento das concentrações plasmáticas de sumatriptana. A sumatriptana não deve ser administrada em pacientes com
insuficiência hepática grave.

 

9. Interações medicamentosas
Não existe nenhuma evidência de interações com o propranolol, a flunarizina, o pizotifeno ou com álcool. Reações
prolongadas vasoespásticas foram relatadas com a ergotamina. Como estes efeitos podem ser aditivos, deve-se esperar 24
horas antes que a sumatriptana possa ser utilizada após o uso de qualquer preparação contendo ergotamina.
Da mesma forma, preparações contendo ergotamina não devem ser utilizadas até 6 horas após a administração da
sumatriptana.
Pode ocorrer o desenvolvimento de uma interação entre a sumatriptana e os IMAO; desta forma, a administração
concomitante é contra-indicada (ver Contra-indicações).
No período pós-comercialização foi raramente relatado pacientes com síndrome serotoninérgica (incluindo estado mental
alterado, instabilidade autonômica e anormalidades neuromusculares) após o uso de ISRSs concomitantemente com
sumatriptana. A síndrome serotoninérgica foi também reportada após o tratamento concomitante com triptanos e ISRNs
(veja Advertências).

 

10. Reações adversas a medicamentos
Os eventos adversos estão listados abaixo, pela classificação do sistema orgânico e freqüência. Freqüências são definidas
como: muito comum (≥1/10), comum (≥1/100, <1/10)), incomum (≥1/1000, <1/100), raro (≥1/10000, <1/1000) e muito raro
(<1/10000), incluindo relatos isolados. Os dados de estudos clínicos são estimados. Deve-se notar que a taxa de eventos
anteriores no grupo comparação não foi levada em consideração.
Dados de pós-comercialização referem-se a freqüência de notificação, ao invés da freqüência real.
Dados de estudos clínicos
Distúrbios do Sistema Nervoso
Comum: vertigem, sonolência, distúrbios sensoriais incluindo parestesia e hipoestesia.
Distúrbios Vasculares
Comum: aumentos transitórios da pressão sangüínea, aparecendo logo após o tratamento. Rubor.
Desordens respiratórias, torácicas e mediastínicas
Comum: dispnéia.
Distúrbios Gastrointestinais
Comum: náuseas e vômitos ocorreram em alguns pacientes, mas a relação com o a sumatriptana não está clara.
Distúrbios Musculoesqueléticos e das Articulações
O sintoma a seguir é normalmente transitório, e pode ser intenso, podendo ainda afetar qualquer parte do corpo, inclusive o
tórax e a garganta.
Comum: sensação de pressão.
Distúrbios Gerais
Os sintomas a seguir são normalmente transitórios, e podem ser intensos, podendo ainda afetar qualquer parte do corpo,
inclusive o tórax e a garganta.
Comum: dor, sensações de calor ou frio, pressão e aperto.
Os seguintes sintomas são transitórios e quase sempre de intensidade leve a moderada:
Comum: sensação de fraqueza, fadiga.
Valores Laboratoriais
Muito raro: pequenas alterações nos testes de função hepática foram observados ocasionalmente
Dados Pós-comercialização
Distúrbios do Sistema Imunológico
Muito raro: reações de hipersensibilidade, variando de hipersensibilidade cutânea a anafilaxia.
Distúrbios do Sistema Nervoso
Muito raro: convulsões, entretanto algumas ocorreram em pacientes ou com história de convulsões ou condições de
predisposição a convulsões. Também houve relatos em pacientes que não apresentavam condições de
predisposição aparentes.
Nistagmo, escotoma, tremor, distonia.
Distúrbios nos Olhos
Muito raro: oscilação, diplopia, visão reduzida. Perda da visão (normalmente transitória). Entretanto, distúrbios visuais
podem também ocorrer durante uma crise de enxaqueca por si só.
Distúrbios Cardíacos
Muito raro: bradicardia, taquicardia, palpitações, arritmias cardíacas, alterações isquêmicas transitórias no ECG,
vasoespasmo arterial coronariano, angina, infarto do miocárdio (ver Contra-indicações e Advertências).
Distúrbios Vasculares
Muito raro: hipotensão, síndrome de Raynauld.
Distúrbios Gastrointestinais
Muito raro: colite isquêmica.

 

11. Superdosagem
As doses acima de 16 mg por via subcutânea e de 400 mg por via oral não estiveram associadas a efeitos colaterais
diferentes daqueles mencionados.
Se ocorrer uma superdosagem, o paciente deve ser monitorado durante pelo menos dez horas e um tratamento padrão de
suporte deve ser aplicado, conforme a necessidade.
Desconhece-se qual o efeito da diálise, seja hemodiálise ou diálise peritoneal, nas concentrações plasmáticas da
sumatriptana.

 

12. Armazenagem
O produto deve ser mantido em sua embalagem original, em temperatura ambiente (abaixo de 30°C).

 

IV) Dizeres legais
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Fabricado por: Glaxo Operations UK Limited, Ware – Inglaterra
Importado, embalado e distribuído por: GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8.464 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.247.743/0001-10
MS: 1.0107.0194
Farm. Resp.: Milton de Oliveira
CRF-RJ: 5522
Data: 02/04/07
Serviço de Atendimento
ao Consumidor
0800 701 22 33
Discagem Direta Gratuita Modelo de texto de bula
Imigran 50 e 100 mg comprimidos revestidos
BL_imigr_com_GDS21_IPI05_v6
Página 11 de 11
Versão: GDS 21 IPI05
BL_imigr_com_GDS21_IPI05_v5 (revisão ortográfica).doc

Bula do Cefaliv (Antienxaquecoso)

CefalivBula do CEFALIV:
mesilato de diidroergotamina
dipirona sódica
cafeína
Comprimidos em blíster de 12
USO ADULTO
USO ORAL

 

Composição completa:
Cada comprimido contém:
Mesilato de diidroergotamina ………………………………………………………………………. 1 mg
Dipirona sódica ………………………………………………………………………………………….. 350 mg
Cafeína ………………………………………………………………………………………………………….. 100 mg
Excipientes: amido, celulose microcristalina, estearato de magnésio, povidona, corante amarelo
FDC n°. 5 laca de alumínio, corante amarelo FDC n°. 6 laca de alumínio e manitol.

 

INFORMAÇÃO AO PACIENTE:
CEFALIV apresenta uma composição de substâncias que atuam no tratamento das crises de dor
de cabeça, tais como: cefaléia e enxaqueca.
CEFALIV, quando conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30°C), ao abrigo
da luz e umidade, apresenta um prazo de validade de 36 meses a contar da data de sua
fabricação. NUNCA USE MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ALÉM
DE NÃO OBTER O EFEITO DESEJADO, PODE PREJUDICAR A SUA SAÚDE.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informar ao médico se está amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como formigamento das
extremidades, náuseas e vômitos.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
CEFALIV não deve ser ingerido concomitantemente com bebidas alcoólicas.
Deve-se evitar a ingestão concomitante de CEFALIV com o propranolol, clorpromazina,
anticoagulantes orais, analgésicos e com antibióticos.
Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA que pode causar reações de
natureza alérgica, entre as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao
ácido acetilsalicílico.

 

CEFALIV é contra-indicado em pacientes que apresentem hipersensibilidade a quaisquer dos
componentes de sua fórmula, diabetes, hipertensão, função renal ou hepática comprometida e/ou
doenças vasculares.
CEFALIV é contra-indicado em pacientes que tiveram rinite, urticária, asma ou reações alérgicas
induzidas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros agentes antiinflamatórios.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o
tratamento.
Não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação. Os alcalóides do ergot inibem a lactação
e podem causar ergotismo no neonato.
Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade
e atenção podem estar prejudicadas.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO
PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÃO TÉCNICA:
O mesilato de diidroergotamina é um bloqueador alfa-adrenérgico com um efeito estimulante
direto sobre o músculo liso dos vasos sanguíneos periféricos cranianos e produz depressão dos
centros vasomotores centrais. Este fármaco é também um antagonista parcial dos receptores da
serotonina. O mesilato de diidroergotamina apresenta início de ação em 30 minutos,
biodisponibilidade oral de 1% e metabolização hepática. Apresenta meia-vida de eliminação
bifásica de 2 a 32 horas e a via principal de eliminação é por mecanismos extra-renais, que
envolvem metabolismo hepático e eliminação através da bile e fezes.
A dipirona sódica é um analgésico e antitérmico de ação central, que, por sua elevada
solubilidade, é rapidamente absorvida, determinando pronto alívio das manifestações dolorosas. A
dipirona apresenta metabolização hepática e a excreção é renal.
A cafeína potencializa a ação da diidroergotamina, através de aumento de sua absorção por via
oral. A cafeína, uma metilxantina, é um estimulante do sistema nervoso central estruturalmente
relacionado com a teofilina. A cafeína produz estado de alerta mental e tende a corrigir a
sonolência. É um adjuvante analgésico, bem absorvido por via oral, com níveis de pico plasmático
entre 15 a 45 minutos; sua meia-vida de eliminação é de 4 a 5 horas; seu metabolismo é hepático
e a excreção é renal.

 

Indicações:
CEFALIV é indicado nas crises agudas de enxaqueca e cefaléias de origem vascular.

 

Contra-indicações:
CEFALIV É CONTRA-INDICADO EM PACIENTES QUE APRESENTEM HIPERSENSIBILIDADE
A QUAISQUER DOS COMPONENTES DE SUA FÓRMULA; DOENÇAS VASCULARES
PERIFÉRICAS; DOENÇA VASCULAR OBLITERANTE; DOENÇA CORONARIANA; DIABETES;
HIPERTENSÃO ARTERIAL; FUNÇÃO RENAL OU HEPÁTICA COMPROMETIDA; GRAVIDEZ E
LACTAÇÃO.
DEVIDO À PRESENÇA DA DIPIRONA SÓDICA NA SUA FORMULAÇÃO, CEFALIV É CONTRAINDICADO
NOS CASOS DE DISCRASIAS SANGUÍNEAS. CEFALIV É CONTRA-INDICADO EM
PACIENTES QUE TIVERAM RINITE, URTICÁRIA, ASMA OU REAÇÕES ALÉRGICAS
INDUZIDAS PELO ÁCIDO ACETILSALICÍLICO OU POR OUTROS AGENTES
ANTIINFLAMATÓRIOS.

 

Advertências:
ESTE PRODUTO CONTÉM O CORANTE AMARELO DE TARTRAZINA QUE PODE CAUSAR
REAÇÕES DE NATUREZA ALÉRGICA, ENTRE AS QUAIS ASMA BRÔNQUICA,
ESPECIALMENTE EM PESSOAS ALÉRGICAS AO ÁCIDO ACETILSALICÍLICO.

 

Precauções:
CEFALIV DEVE SER DESTINADO AO TRATAMENTO DAS CRISES DE DOR; NÃO SENDO
INDICADO PARA TRATAMENTO PROLONGADO OU PROFILÁTICO.
DEVIDO ÀS AÇÕES ESTIMULANTES DA CAFEÍNA SOBRE A SECREÇÃO GÁSTRICA,
RECOMENDA-SE O SEU USO EM PACIENTES PORTADORES DE GASTRITE E ÚLCERAS
GASTRODUODENAIS, SOMENTE APÓS CRITERIOSA AVALIAÇÃO MÉDICA DO RISCO E
BENEFÍCIO.
EM TRATAMENTOS PROLONGADOS É ACONSELHÁVEL O CONTROLE HEMATOLÓGICO
POIS REAÇÕES ADVERSAS IDIOSSINCRÁSICAS EXCEPCIONALMENTE PODEM OCORRER.
UMA VEZ QUE OCASIONALMENTE PODE OCORRER SEDAÇÃO, O PACIENTE DEVE EVITAR
DIRIGIR VEÍCULOS OU OPERAR MÁQUINAS. OS EFEITOS DO ÁLCOOL PODEM SER
POTENCIALIZADOS PELO CEFALIV.
O USO CONTÍNUO DE ALCALÓIDES DO ERGOT PODE RESULTAR EM SUPERDOSAGEM
CRÔNICA E DEVE SER EVITADO.

 

Interações medicamentosas:
O uso concomitante de eritromicina e troleandomicina pode elevar a concentração de ergotamina
no plasma. Deve-se evitar ingestão concomitante de CEFALIV com propranolol, clorpromazina,
anticoagulantes orais e analgésicos.

 

Reações adversas:
CEFALIV GERALMENTE É MUITO BEM TOLERADO. OCASIONALMENTE FORAM
OBSERVADAS NÁUSEAS, VÔMITOS, REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE, INCLUINDO
ERUPÇÕES CUTÂNEAS, FRAQUEZA NAS PERNAS, DORES MUSCULARES,
ENTORPECIMENTO E FORMIGAMENTO DOS DEDOS.
A DIPIRONA TEM SIDO ASSOCIADA COM AGRANULOCITOSE, ANEMIA APLÁSTICA, ANEMIA
HEMOLÍTICA, PORFIRIA, CHOQUE ANAFILÁTICO E REAÇÕES CUTÂNEAS. OUTRAS
REAÇÕES INCLUEM HIPOTENSÃO E BRONCOESPASMO.

 

Posologia:
Tomar 1 a 2 comprimidos ao primeiro sinal de enxaqueca; caso não haja melhora da
sintomatologia, ingerir 1 comprimido a cada 30 minutos, até um máximo de 6 comprimidos ao dia.
Conduta na superdosagem:
Os sintomas da superdosagem aguda de ergotamina incluem cefaléia, vertigens, náuseas,
vômitos, fenômenos alérgicos, ergotismo, choque, elevação súbita da pressão arterial.
Raramente podem ocorrer insônia, nervosismo, náusea e diurese profusa. O tratamento da
superdosagem consiste na remoção de CEFALIV pela indução da emese, lavagem gástrica e
tratamento sintomático. Pode ser indicado o uso de anticoagulantes e drogas vasodilatadoras.

 

Pacientes idosos:
As mesmas orientações dadas aos adultos devem ser seguidas para os pacientes idosos,
observando-se as recomendações específicas para grupos de pacientes descritos nos itens
“Advertências”, “Precauções” e “Contra-indicações”.

 

MS – 1.0573.0069
Farmacêutico Responsável: Dr. Wilson R. Farias CRF-SP n°. 9555
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Via Dutra, km 222,2 – Guarulhos – SP
CNPJ 60.659.463/0001-91
Indústria Brasileira
Logo CAC
Número de lote, data de fabricação e prazo de validade: vide embalagem externa
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Bula do Cefalium (Antienxaquecoso)

CefaliumBula do CEFALIUM:
mesilato de diidroergotamina
paracetamol
cafeína
cloridrato de metoclopramida
Comprimidos em blíster de 12
USO ADULTO
USO ORAL

 

Composição completa:
Cada comprimido contém:
mesilato de diidroergotamina …………………………………………………………………… 1 mg
paracetamol 90% (equivalente a 450 mg de paracetamol puro) …………………… 500 mg
cafeína ……………………………………………………………………………………………………… 75 mg
cloridrato de metoclopramida …………………………………………………………………. 10 mg
Excipientes: amido, celulose microcristalina, estearato de magnésio, crospovidona, corante
vermelho FDC n°. 3 laca de alumínio, dióxido de silício, fosfato de cálcio dibásico diidratado e
manitol.

 

INFORMAÇÃO AO PACIENTE:
CEFALIUM apresenta uma composição de substâncias que atuam aliviando as dores de cabeça,
tais como: cefaléia e enxaqueca, acompanhadas com frequência de náuseas e vômitos.
CEFALIUM, quando conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30°C), ao
abrigo da luz e umidade, apresenta um prazo de validade de 36 meses a contar da data de sua
fabricação. NUNCA USE MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ALÉM
DE NÃO OBTER O EFEITO DESEJADO, PODE PREJUDICAR A SUA SAÚDE.

 

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.

 

Informar ao médico se está amamentando.

 

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.

 

Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

 

Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como formigamento das
extremidades, náuseas e vômitos. O medicamento deve ser imediatamente suspenso.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

 

Não use outro produto que contenha paracetamol.

CEFALIUM não deve ser ingerido concomitantemente com bebidas alcoólicas.
Deve-se evitar a ingestão concomitante de CEFALIUM com o propranolol, anticoagulantes orais,
analgésicos e com antibióticos.

 

CEFALIUM está contra-indicado em pacientes que apresentem hipersensibilidade a quaisquer
dos componentes de sua fórmula, diabetes, hipertensão e/ou função renal ou hepática
comprometida.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante
o tratamento.
Não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação. Os alcalóides do ergot inibem a lactação
e podem causar ergotismo no neonato.
Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua
habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO
PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÃO TÉCNICA:
O mesilato de diidroergotamina é um bloqueador alfa-adrenérgico com um efeito estimulante
direto sobre o músculo liso dos vasos sanguíneos periféricos cranianos e produz depressão dos
centros vasomotores centrais. Este fármaco é também um antagonista parcial dos receptores
da serotonina. O mesilato de diidroergotamina apresenta início de ação em 30 minutos,
biodisponibilidade oral de 1% e metabolização hepática. Apresenta meia-vida de eliminação
bifásica de 2 a 32 horas e a via principal de eliminação da droga é por mecanismos extra-renais,
que envolvem metabolismo hepático e eliminação através da bile e fezes.
O paracetamol é um derivado do para-aminofenol com definida ação analgésica e antipirética.
Atua preferencialmente nas prostaglandinas do centro termorregulador hipotalâmico no sistema
nervoso central, produzindo efeito antipirético e não altera a coagulação, nem quanto ao tempo
de sangramento, nem quanto à agregação plaquetária. Tem pouco efeito na mucosa gástrica,
mesmo em grandes doses. Especificamente, o paracetamol é um potente inibidor da
cicloxigenase no sistema nervoso central. Após a administração oral, é rapidamente absorvido
pelo trato gastrintestinal atingindo concentrações séricas máximas entre 30 e 60 minutos e meiavida
plasmática de cerca de 2 a 4 horas e meia-vida de eliminação de 4 a 5 horas. Na presença
de insuficiência hepática, esta meia-vida de eliminação é aumentada. A disfunção renal não
altera a meia-vida de eliminação. A biotransformação resulta em metabólitos conjugados
glucuronados, sulfonados e cisteínicos, assim como metabólitos hidroxilados e desacetilados,
excretados pela via urinária e biliar. Menos de 1% é excretado “in natura”.
A cafeína potencializa a ação da diidroergotamina, através de aumento de sua absorção por via
oral. A cafeína, uma metilxantina, é um estimulante do sistema nervoso central estruturalmente
relacionado com a teofilina. A cafeína produz estado de alerta mental e tende a corrigir a
sonolência. É um adjuvante analgésico, bem absorvido por via oral com níveis de pico
plasmático entre 15 e 45 minutos; sua meia-vida de eliminação é de 4 a 5 horas; seu
metabolismo é hepático e a excreção é renal.
O cloridrato de metoclopramida, por sua ação depressora da zona do gatilho quimioreceptora no
assoalho do IV ventrículo e antagonista dopaminérgico, inibe as náuseas e vômitos associados à
enxaqueca, promovendo uma atividade gastrintestinal normal. O cloridrato de metoclopramida é
absorvido pelo trato gastrintestinal. Após ingestão oral, o início da ação terapêutica ocorre em 15
a 60 minutos, com duração de 1 a 2 horas. O tempo para atingir a concentração plasmática
máxima após ingestão oral é de 60 a 160 minutos, a biodisponibilidade é de 50 a 80% e o
volume de distribuição é de 2 a 4 l/kg. A metabolização é hepática e todos os metabólitos são
inativos. Setenta a 85% da metoclopramida é excretada por via renal, sendo que a excreção no
leite materno é desconhecida. A meia-vida de eliminação é de 2,5 a 5 horas.

 

Indicações:
CEFALIUM é indicado nas crises agudas de enxaqueca e cefaléias de origem vascular.
Cefalium BU05 3

 

Contra-indicações:
CEFALIUM É CONTRA-INDICADO EM PACIENTES QUE APRESENTEM
HIPERSENSIBILIDADE A QUAISQUER DOS COMPONENTES DE SUA FÓRMULA; DOENÇAS
VASCULARES PERIFÉRICAS; DOENÇA VASCULAR OBLITERANTE; DOENÇA
CORONARIANA; DIABETES; HIPERTENSÃO ARTERIAL; FUNÇÃO RENAL OU HEPÁTICA
COMPROMETIDA; GRAVIDEZ E LACTAÇÃO.

 

Precauções:
CEFALIUM DEVE SER DESTINADO AO TRATAMENTO DAS CRISES DE DOR; NÃO SENDO
INDICADO PARA TRATAMENTO PROLONGADO OU PROFILÁTICO.
DEVIDO ÀS AÇÕES ESTIMULANTES DA CAFEÍNA SOBRE A SECREÇÃO GÁSTRICA,
RECOMENDA-SE O SEU USO EM PACIENTES PORTADORES DE GASTRITE E ÚLCERAS
GASTRODUODENAIS, SOMENTE APÓS CRITERIOSA AVALIAÇÃO MÉDICA DOS RISCOS E
BENEFÍCIOS.
EM TRATAMENTOS PROLONGADOS É ACONSELHÁVEL O CONTROLE HEMATOLÓGICO
POIS REAÇÕES ADVERSAS IDIOSSINCRÁSICAS EXCEPCIONALMENTE PODEM
OCORRER.
UMA VEZ QUE OCASIONALMENTE PODE OCORRER SEDAÇÃO, O PACIENTE DEVE
EVITAR DIRIGIR VEÍCULOS OU OPERAR MÁQUINAS. OS EFEITOS DO ÁLCOOL PODEM
SER POTENCIALIZADOS PELO CEFALIUM.
O USO CONTÍNUO DE ALCALÓIDES DO ERGOT PODE RESULTAR EM SUPERDOSAGEM
CRÔNICA E DEVE SER EVITADO.

 

NÃO USE OUTRO PRODUTO QUE CONTENHA PARACETAMOL

 

Interações medicamentosas:
O uso concomitante de eritromicina e troleandomicina pode elevar a concentração de ergotamina
no plasma. Deve-se evitar ingestão concomitante de CEFALIUM com propranolol,
anticoagulantes orais e analgésicos.

 

Reações adversas:
CEFALIUM GERALMENTE É MUITO BEM TOLERADO. OCASIONALMENTE FORAM
OBSERVADAS NÁUSEAS, VÔMITOS, REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE, INCLUINDO
“RASH” CUTÂNEO, FRAQUEZA NAS PERNAS, DORES MUSCULARES, ENTORPECIMENTO
E FORMIGAMENTO DOS DEDOS.

 

Posologia:
Tomar 1 a 2 comprimidos ao primeiro sinal de enxaqueca; caso não haja melhora da
sintomatologia, ingerir 1 comprimido a cada 30 minutos, até um máximo de 6 comprimidos ao
dia.

 

Conduta na superdosagem:
Os sintomas da superdosagem aguda de ergotamina incluem cefaléia, vertigens, náuseas,
vômitos, fenômenos alérgicos, ergotismo, choque, elevação súbita da pressão arterial.
Raramente podem ocorrer insônia, nervosismo, náusea e diurese profusa. O tratamento da
superdosagem consiste na remoção de CEFALIUM pela indução da emese, lavagem gástrica e
tratamento sintomático. Acetilcisteína ou metionina são usados como antídotos, nos casos de
envenenamento acidental pelo paracetamol. Pode ser indicado o uso de anticoagulantes e
drogas vasodilatadoras.

 

Pacientes idosos:
As mesmas orientações dadas aos adultos devem ser seguidas para os pacientes idosos,
observando-se as recomendações específicas para grupos de pacientes descritos nos itens
“Precauções” e “Contra-Indicações”.

 

MS – 1.0573.0005
Farmacêutico Responsável: Dr. Wilson R Farias CRF-SP n°. 9555
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Via Dutra, km 222,2 – Guarulhos – SP
CNPJ 60.659.463/0001-91 – Indústria Brasileira
Logo CAC
Número de lote, data de fabricação e prazo de validade: vide embalagem externa
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA