Bula do Splendil (Antidepressivo)

SplendilBula do Splendil:
I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
SPLENDIL ®
felodipino
2,5 mg, 5 mg e 10 mg
FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÕES COMERCIALIZADAS
Comprimidos de liberação prolongada de 2,5 mg, 5 mg ou 10 mg. Via oral. Embalagens com 20 comprimidos.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
felodipino………………………………….. 2,5 mg ou 5 mg ou 10 mg
Excipientes q.s.p. ……………………….. 1 comprimido
Excipientes: óleo de rícino hidrogenado polioxil, galato de propila, hipromelose, silicato de alumínio, celulose microcristalina, lactose anidra, estearil fumarato de sódio, macrogol, dióxido de titânio, óxido férrico, cera de carnaúba e hiprolose.
II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE

 

1. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
SPLENDIL reduz a pressão arterial e reduz a frequência e intensidade das crises de angina de peito, produzindo dilatação dos vasos sanguíneos.
Os comprimidos de liberação prolongada produzem uma fase de absorção prolongada do felodipino, o que resulta em concentrações plasmáticas dentro da faixa terapêutica por 24 horas.

 

2. POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
SPLENDIL está indicado para o controle da pressão alta e da angina de peito.

 

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contra-indicações
Você não deve utilizar SPLENDIL nas seguintes situações:
– Alergia ao felodipino ou a qualquer um dos componentes da fórmula.
– Gravidez.
– Insuficiência cardíaca descompensada.
– Infarto agudo do miocárdio.
– Angina de peito com maior gravidade do que o usual.

 

Advertências
SPLENDIL deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– O felodipino, como outros medicamentos para pressão sanguínea, pode raramente conduzir a uma pronunciada diminuição da pressão, que em alguns pacientes podem resultar em um suprimento inadequado de sangue para o coração.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas.
A experiência clínica do uso de SPLENDIL em crianças é limitada.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

 

Precauções
Não se espera que SPLENDIL afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.
Interações medicamentosas
SPLENDIL deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– Em pacientes que estão tomando os seguintes medicamentos: substâncias que interferem com o sistema enzimático hepático, cimetidina, eritromicina, itraconazol, cetoconazol, certos flavonóides presentes em suco de grapefruit (pomelo), fenitoína, carbamazepina, rifampicina, barbitúricos e digoxina.

 

4. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Aspecto físico
SPLENDIL é apresentado da seguinte maneira:
– SPLENDIL 2,5 mg: comprimidos redondos e de cor amarela.
– SPLENDIL 5 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.

– SPLENDIL 10 mg: comprimidos redondos e de cor marrom avermelhada.
Características organolépticas
Ver aspecto físico.

 

Dosagem
A dose recomendada de SPLENDIL deve ser tomada uma vez ao dia.
Pressão alta: o tratamento deve ser iniciado com a dose de 5 mg, 1 vez ao dia, por via oral. Se necessário, a dose pode ser aumentada ou um outro anti-hipertensivo pode ser adicionado.
As doses de manutenção são em geral de 5 a 10 mg, 1 vez ao dia.
Angina de peito: o tratamento deve ser iniciado com 5 mg, 1 vez ao dia, por via oral. Se necessário, pode-se aumentar a dose para 10 mg, 1 vez ao dia.
Idosos: pacientes com mais de 65 anos de idade apresentam, em média, concentrações plasmáticas de felodipino maiores do que os pacientes jovens. Portanto, recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg, 1 vez ao dia, por via oral, para pacientes idosos. Além disso, estes pacientes devem ter a pressão arterial mantida sob vigilância cuidadosa durante um ajuste de dose.
Caso você esqueça de tomar o comprimido de SPLENDIL, não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.
Pacientes com problemas graves no fígado devem usar uma dose menor de SPLENDIL.

 

Como usar
Os comprimidos de SPLENDIL devem ser engolidos inteiros com água, por via oral, pela manhã, não devendo ser divididos, amassados ou mastigados. Os comprimidos podem ser administrados sem a ingestão de alimentos ou após uma refeição leve que não seja rica em gorduras e carboidratos. Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
Pacientes com problemas graves no fígado devem usar uma dose menor de SPLENDIL.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

 

5. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Podem ocorrer as seguintes reações adversas:
– Comuns: vermelhidão, dor de cabeça, edema em extremidades e ruborização.
– Incomuns: erupção cutânea com vermelhidão, coceira, vertigem, formigamento, enjôo, dor abdominal, batimentos acelerados do coração, palpitações e cansaço.
– Raras: erupção cutânea, urticária, dor nas articulações, dor muscular, dores nos braços, joelho, quadril, pernas e pés, dor muscular aguda, vômito, desmaio, impotência/disfunção sexual e inflamação das articulações.
– Muito raras: vermelhidão na pele, sensibilidade à luz, inflamação rica em glóbulos brancos nos vasos, insônia, depressão, irritação, nervosismo, sonolência, diminuição do desejo sexual, ansiedade, aumento da gengiva, inflamação da gengiva, aumento da produção de gases intestinais, regurgitação ácida, boca seca, aumento das enzimas do fígado, infarto do miocárdio, pressão baixa, batimentos irregulares do coração, pulsação fora do rítmo, aumento na frequência de urinar, aumento na quantidade de urina, dor ao urinar, frequência urinária, dificuldade respiratória, hemorragia nasal, insuficiência respiratória, reações alérgicas (como urticária, vermelhidão e febre), anemia, edema facial e dor torácica.

 

6. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Tratamento: em caso de ingestão de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita pelo seu médico, você deve contatar imediatamente o médico.
Sintomas: excessiva vasodilatação periférica com hipotensão acentuada e, eventualmente, batimentos lentos do coração.

 

7. ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
SPLENDIL deve ser mantido em temperatura entre 15ºC e 25ºC.
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
III) INFORMAÇÕES TÉCNICAS
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
O felodipino é um antagonista de cálcio altamente seletivo para musculatura lisa vascular, o qual diminui a pressão arterial pela redução da resistência vascular sistêmica. Devido ao seu alto grau de seletividade pela musculatura lisa arteriolar, o
felodipino não tem efeito direto na contractilidade ou na condução cardíaca nas doses terapêuticas. Devido à ausência de efeito na musculatura lisa venosa ou no controle vasomotor adrenérgico, o felodipino não está associado com hipotensão ortostática.
O felodipino possui um efeito natriurético/diurético discreto, não ocorrendo retenção de líquidos.
O felodipino é eficaz em todos os graus de hipertensão. Pode ser usado como monoterapia ou em combinação com outros anti-hipertensivos, como, por exemplo, beta-bloqueadores, diuréticos ou inibidores da enzima conversora de angiotensina, para alcançar um maior efeito anti-hipertensivo. O felodipino reduz tanto a pressão arterial sistólica quanto a diastólica e pode ser usado em hipertensão sistólica isolada.
O felodipino mantém sua ação anti-hipertensiva durante terapia concomitante com medicamentos antiinflamatórios não-hormonais (AINHs).
O felodipino possui efeitos antianginoso e antiisquêmico devido à melhora do equilíbrio entre o suprimento e a demanda de oxigênio para o miocárdio. A resistência vascular coronariana diminui e o fluxo sanguíneo coronariano, bem como o suprimento de oxigênio para o miocárdio, são aumentados pelo felodipino devido à dilatação de artérias e arteríolas epicárdicas. O felodipino impede eficazmente o vasoespasmo coronariano. A redução da pressão arterial sistêmica leva à diminuição da pós-carga do ventrículo esquerdo e da demanda de oxigênio para o miocárdio.
O felodipino melhora a tolerabilidade ao exercício e reduz os ataques anginosos em pacientes com angina pectoris estável, induzida por esforço. Em pacientes com angina vasoespástica, o felodipino reduz tanto a isquemia miocárdica sintomática como a assintomática. O felodipino pode ser utilizado como monoterapia ou em associação com beta-bloqueadores em pacientes com angina pectoris estável.
O felodipino é eficaz e bem tolerado em pacientes adultos, independentemente da idade e da raça, sendo também bem tolerado na presença de doenças concomitantes como: insuficiência cardíaca congestiva, asma e outras doenças pulmonares obstrutivas, função renal alterada, diabetes mellitus, gota, hiperlipidemia, doença de Raynaud e em pacientes que sofreram transplante renal. O felodipino não exerce efeito sobre a glicemia e sobre o perfil lipídico.

 

Sítio e mecanismo de ação
A característica farmacodinâmica predominante do felodipino é sua pronunciada seletividade vascular versus a miocárdica. Músculos lisos miogenicamente ativos em vasos de resistência arterial são particularmente sensíveis ao felodipino.
O felodipino inibe a atividade elétrica e contráctil das células da musculatura lisa vascular por meio de um efeito nos canais de cálcio das membranas celulares.

 

Efeito hemodinâmico
O efeito hemodinâmico primário do felodipino é uma redução da resistência vascular periférica total, que conduz a uma diminuição na pressão arterial. Estes efeitos são dose-dependentes. Geralmente uma redução na pressão arterial é evidente 2 horas após a primeira dose oral e prolonga-se por pelo menos 24 horas, e a relação vale/pico é geralmente bem superior a 50%.
As concentrações plasmáticas do felodipino são positivamente correlacionadas à redução da resistência periférica total e da pressão sanguínea.

 

Efeitos cardíacos
O felodipino, nas doses terapêuticas, não tem efeito na contractilidade cardíaca ou na condução atrioventricular ou refratariedade. Em pacientes com insuficiência cardíaca, o felodipino afeta favoravelmente a função ventricular esquerda, como verificado pela
fração de ejeção ou volume de pulsação, e não causa ativação neuro-hormonal. Entretanto, o felodipino não parece afetar a sobrevivência. Em pacientes com hipertensão ou angina pectoris, SPLENDIL também pode ser usado em caso de função do ventrículo esquerdo deteriorada.
O tratamento anti-hipertensivo com o felodipino está associado a uma regressão significativa da hipertrofia ventricular esquerda pré-existente.

 

Efeitos renais
O felodipino possui um efeito natriurético e diurético devido à redução da reabsorção tubular do sódio filtrado. Esta característica neutraliza a retenção de sal e água observada com outros vasodilatadores. O felodipino não afeta a excreção diária de potássio. A resistência vascular renal é reduzida pelo felodipino. A taxa de filtração glomerular normal não é alterada. Em pacientes com insuficiência renal, a taxa de filtração glomerular pode aumentar. O felodipino não influencia a excreção urinária da albumina.
Em pacientes que sofreram transplante renal tratados com ciclosporina, o felodipino reduz a pressão arterial e melhora o fluxo sanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular. O felodipino pode também melhorar a função renal dos recém-transplantados.

 

Dados de mortalidade/morbidade
No estudo HOT (Hypertension Optimal Treatment), foi estudado o efeito em eventos cardiovasculares maiores (isto é, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e morte cardiovascular), comparando-se níveis alvo de pressão arterial diastólica (< 90 mmHg, < 85 mmHg e < 80 mmHg) com a pressão arterial obtida, usando-se felodipino como terapia basal. Um total de 18.790 pacientes hipertensos (PAD 110-115 mmHg) com idades entre 50 e 80 anos foi acompanhado por um período médio de 3,8 anos (variação de 3,3-4,9).
O felodipino foi administrado como monoterapia ou em associação com um beta-bloqueador e/ou um inibidor da ECA e/ou um diurético. O estudo mostrou benefícios da redução da PAS e da PAD para 139 e 83 mmHg, respectivamente. Cinco a dez eventos cardiovasculares maiores podem ser prevenidos a cada 1.000 pacientes tratados por um ano, quando a PAD basal foi reduzida de 105 mmHg para 83 mmHg. Isto implica em uma redução de risco de 30%. A redução ativa da pressão arterial foi particularmente benéfica no subgrupo de pacientes com diabetes mellitus.
De acordo com o estudo STOP-2 (Swedish Trial in Old Patients with Hypertension-2), realizado em 6.614 pacientes, com idades entre 70 e 84 anos, antagonistas de cálcio diidropiridínicos (felodipino e isradipina) mostraram o mesmo efeito preventivo da mortalidade e morbidade cardiovascular como de outras classes de fámacos anti-hipertensivos usados comumente – inibidores da ECA, beta-bloqueadores e diuréticos.
Propriedades Farmacocinéticas

 

Absorção e distribuição
O felodipino é administrado em comprimidos de liberação prolongada, sendo completamente absorvido no trato gastrointestinal. A disponibilidade sistêmica do felodipino é de aproximadamente 15% e é independente da dose na faixa de doses terapêuticas. A taxa de ligação às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 99%, ligando-se predominantemente à fração de albumina.
Os comprimidos de liberação prolongada produzem uma fase de absorção prolongada do felodipino, o que resulta em concentrações plasmáticas dentro da faixa terapêutica por 24 horas. As concentrações plasmáticas são diretamente proporcionais à dose dentro da faixa de doses terapêuticas de 2,5-10 mg.

 

Metabolismo e eliminação
O felodipino é extensivamente metabolizado pelo fígado, sendo todos os metabólitos identificados inativos. O felodipino é um fármaco de alta depuração, com uma depuração sanguínea média de 1.200 ml/min. Não há acúmulo significativo durante tratamento à longo prazo.
Pacientes idosos e pacientes com função hepática reduzida têm, em média, concentrações plasmáticas de felodipino maiores do que pacientes jovens. A farmacocinética do felodipino não é alterada em pacientes com insuficiência renal, incluindo aqueles tratados com hemodiálise.
Cerca de 70% da dose administrada é excretada como metabólitos na urina; a fração restante é excretada nas fezes. Menos de 0,5% da dose é recuperada inalterada na urina.
A dose letal média da administração oral do felodipino foi de 250 mg/kg em camundongos e de 2.300 mg/kg em ratos.

 

Dados de segurança pré-clínica
Em um estudo sobre fertilidade e capacidade reprodutora geral em ratos, foi observado um prolongamento do parto, resultando em trabalho de parto difícil, aumento das mortes fetais e das mortes pós-natais precoces, nos grupos tratados com doses médias e altas. Estes achados foram atribuídos ao efeito inibitório do felodipino, administrado em altas doses, na contractilidade uterina. Não foram observados distúrbios da fertilidade quando doses dentro da faixa terapêutica foram dadas a ratos.
Estudos de reprodução em coelhos demonstraram um aumento reversível das glândulas mamárias nas mães e anormalidades digitais nos fetos (esses efeitos foram dose-dependentes). As anomalias nos fetos foram induzidas quando o felodipino foi administrado durante os primeiros períodos do desenvolvimento fetal (antes do 15º dia de gestação).

 

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Hipertensão arterial
A eficácia de SPLENDIL no tratamento da hipertensão arterial foi comprovada em um estudo importante de grande porte. O estudo HOT (Hypertension Optimal Treatment) avaliou 18.790 pacientes por um período de 4,9 anos. Os objetivos do estudo foram: avaliar a associação entre eventos cardiovasculares e a redução da pressão arterial. O estudo mostrou, que a redução intensa da hipertensão com o felodipino levou a uma redução de eventos cardiovasculares e da mortalidade cardiovascular (Hansson, L et al. Lancet. 1998; 351: 1755-1762).

 

Angina pectoris
Os antagonistas do canal de cálcio são vasodilatadores potentes e aliviam o espasmo coronariano. Essas substâncias também reduzem a necessidade de oxigênio do
miocárdio, atuando na frequência cardíaca, pressão arterial e contratilidade do miocárdio. Um estudo mostrou que a adição do felodipino ao tratamento com beta-bloqueador em pacientes portadores de angina estável levou a melhora da capacidade de exercício dos pacientes (Theroux P. Goldman & Bennett (eds.)2000: 296-304; Ronnevik PK et al. Eur Heart J. 1995 Nov;16(11): 1535-41).

 

3. INDICAÇÕES
Hipertensão arterial.
Angina pectoris.

 

4. CONTRA-INDICAÇÕES
Hipersensibilidade ao felodipino ou aos outros componentes da fórmula.
Gravidez.
Insuficiência cardíaca descompensada.
Infarto agudo do miocárdio.
Angina pectoris instável.

 

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Modo de usar
Os comprimidos de SPLENDIL devem ser tomados pela manhã e devem ser engolidos inteiros com água, não devendo ser divididos, amassados ou mastigados. Os comprimidos podem ser administrados sem a ingestão de alimentos ou após uma refeição leve que não seja rica em gorduras ou carboidratos. Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
Cuidados de conservação depois de aberto
Conservar em temperatura entre 15ºC e 25°C.
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.

 

6. POSOLOGIA
A dose deve ser ajustada individualmente.
Hipertensão arterial: o tratamento deve ser iniciado com a dose de 5 mg, 1 vez ao dia, por via oral. Se necessário, a dose pode ser reduzida para 2,5 mg ou aumentada para 10 mg 1 vez ao dia ou um outro anti-hipertensivo pode ser adicionado. O ajuste da dose deve ocorrer em um intervalo de não mais que 2 semanas.
As doses de manutenção são em geral de 5 a 10 mg, 1 vez ao dia.
Angina pectoris: o tratamento deve ser iniciado com 5 mg, 1 vez ao dia, por via oral. Se necessário, pode-se aumentar a dose para 10 mg, 1 vez ao dia.
SPLENDIL pode ser usado em combinação com beta-bloqueadores, inibidores da ECA ou diuréticos. Os efeitos na pressão arterial são provavelmente aditivos, e a terapia combinada geralmente aumenta os efeitos anti-hipertensivos. Precauções devem ser tomadas para evitar hipotensão.

 

Crianças: há experiência limitada do uso de felodipino em crianças.
Insuficiência renal: nos pacientes com insuficiência renal, a farmacocinética não é afetada, inclusive nos pacientes tratados com hemodiálise.
Insuficiência hepática: a dose deve ser menor nos pacientes com insuficiência hepática grave.
Idosos: pacientes com mais de 65 anos de idade apresentam, em média, concentrações plasmáticas de felodipino maiores do que os pacientes jovens. Portanto, recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg, 1 vez ao dia, por via oral, para pacientes idosos. Além disso, estes pacientes devem ter a pressão arterial mantida sob vigilância cuidadosa durante um ajuste de dose.
Se o paciente esquecer de tomar o comprimido de SPLENDIL não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.

 

7. ADVERTÊNCIAS
O felodipino, assim como outros dilatadores arteriolares eficazes, pode, em raros casos, provocar hipotensão significativa com taquicardia, a qual, em indivíduos suscetíveis, pode resultar em isquemia miocárdica.
O felodipino, assim como outros antagonistas do cálcio, pode raramente precipitar síncope. Pode, ainda, induzir à taquicardia reflexa, a qual pode precipitar angina pectoris em pacientes suscetíveis.
Para informações referentes a ajuste de dose para pacientes idosos e pacientes com insuficiência hepática grave, ver item Posologia.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: é improvável que SPLENDIL afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.
Uso durante a gravidez e lactação:
Categoria de risco na gravidez: C.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas.
O felodipino é detectado no leite materno e mesmo quando utilizado em doses terapêuticas pela mãe lactente, é provável não afetar a criança.

 

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Ver item Posologia.

 

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
A administração concomitante de substâncias que interferem com o sistema enzimático do citocromo P450 3A4 pode afetar as concentrações plasmáticas dos antagonistas do cálcio diidropiridínicos, como o felodipino. Os inibidores enzimáticos (como cimetidina, eritromicina, itraconazol, cetoconazol e certos flavonóides presentes em suco de grapefruit – pomelo) mostraram provocar um aumento nos níveis plasmáticos de felodipino. Indutores enzimáticos (como fenitoína, carbamazepina, rifampicina e barbitúricos) podem diminuir os níveis plasmáticos de felodipino.
O felodipino pode aumentar a concentração de tacrolimus. Quando usados simultaneamente, a concentração sérica de tacrolimus deve ser monitorada e pode ser necessário ajustar a dose de tacrolimus.
O felodipino não altera as concentrações plasmáticas da ciclosporina.
O elevado grau de ligação às proteínas plasmáticas do felodipino não parece afetar a fração não ligada de outras drogas com grande taxa de ligação protéica, como a varfarina.
A dose deve ser ajustada quando SPLENDIL for administrado concomitantemente com digoxina.
Suco de grapefruit resulta em aumento nos níveis plasmáticos e na biodisponibilidade de felodipino possivelmente devido à interação com os flavonóides presentes na fruta. Esta interação foi observada com outros antagonistas do cálcio diidropiridínicos e representa um efeito da classe. Portanto, não se deve tomar suco de grapefruit concomitantemente com SPLENDIL.

 

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

Como para qualquer vasodilatador arterial, SPLENDIL pode causar ruborização, cefaléia, palpitações, tontura e fadiga. A maioria destas reações é dose-dependente e aparece no início do tratamento ou após um aumento da dose. Se tais reações ocorrerem, elas são geralmente transitórias e diminuem com o passar do tempo.
Da mesma forma que para os outros derivados diidropiridínicos, SPLENDIL pode causar edema dose-dependente na região do tornozelo. Este edema resulta de vasodilatação pré-capilar e não está relacionado com nenhuma retenção generalizada de fluido.
Assim como para outros antagonistas do cálcio, foram relatados casos de hipertrofia gengival discreta em pacientes com gengivites ou periodontites acentuadas. Este efeito pode ser prevenido ou revertido por uma cuidadosa higiene dental.
As seguintes reações adversas foram relatadas em investigações clínicas e após a comercialização do produto.
Na grande maioria dos casos, não foi possível estabelecer uma relação causal entre esses eventos e o tratamento com SPLENDIL.
As seguintes definições de frequência são utilizadas:
Comum ≥ 1/100
Incomum ≥ 1/1000 e < 1/100
Rara < 1/1000 e ≥ 1/10000
Muiro rara < 1/10000
Pele
– Comum: vermelhidão.
– Incomum: exantema e prurido.
– Raro: erupção cutânea e urticária.
– Muito Raro: eritema, reações de fotossensibilidade e vasculite leucocitoclástica.
Músculo-esquelético
– Raro: artralgia, mialgia, dores nos braços, joelho, quadril, pernas, pés e cólicas musculares.
Sistema Nervoso Central e Periférico
– Comum: cefaléia.
– Incomum: vertigem e parestesia.
– Muito Raro: insônia, depressão, irritação, nervosismo, sonolência, diminuição da libido e ansiedade.
Gastrointestinal
– Incomum: náusea e dor abdominal.
– Raro: vômito.
– Muito Raro: hiperplasia gengival, gengivite, flatulência, regurgitação ácida e boca seca.
Hepático
– Muito Raro: aumento das enzimas hepáticas.
Cardiovascular
– Incomum: taquicardia e palpitações.
– Raro: síncope.
– Muito Raro: infarto do miocárdio, hipotensão, arritmia e pulsação prematura.
Vascular (extra cardíaco)
– Comum: edema periférico e ruborização.
Urogenital
– Muito Raro: polaciúria, poliúria, disúria e frequência urinária.
Respiratório
– Muito Raro: dispnéia, epistaxe e insuficiência respiratória.
Psiquiátrico
– Raro: impotência/disfunção sexual.
Outros
– Incomum: fadiga.
– Raro: artrites.
– Muito Raro: reações de hipersensibilidade (como urticária, angioedema e febre), anemia, edema facial e dor torácica.

 

11. SUPERDOSE
Sintomas
A superdosagem pode causar excessiva vasodilatação periférica com hipotensão acentuada e, eventualmente, bradicardia.
Tratamento
Carvão ativado, se necessário lavagem gástrica.
Se ocorrer hipotensão grave, deve-se instituir tratamento sintomático.
O paciente deve ser colocado em posição supina com as pernas elevadas. Se ocorrer bradicardia, recomenda-se a administração de 0,5 a 1,0 mg de atropina por via intravenosa. Se essa medida não for suficiente, o volume plasmático deve ser aumentado utilizando-se infusões de soluções glicosadas, salinas ou dextrano.
Caso as medidas acima mencionadas ainda sejam insuficientes, pode-se administrar drogas simpatomiméticas com efeito predominante nos receptores alfa-1-adrenérgicos.

 

12. ARMAZENAGEM
Conservar em temperatura entre 15°C e 25°C.

 

IV) DIZERES LEGAIS
SPLENDIL 2,5 mg com 20 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0074.008-8
SPLENDIL 5 mg com 20 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0074.009-6
SPLENDIL 10 mg com 20 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0074.012-6
Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho – CRF-SP nº 19.097
Fabricado por: AstraZeneca AB – Södertälje – Suécia
Importado e embalado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP – CEP 06707-000
CNPJ 60.318.797/0001-00
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Indústria Brasileira
No do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca.
Logo do SAC: 0800-0145578
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CDS 21.02.03
Março/06
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Bula do Remotiv (Antidepressivo)

Bula do REMOTIV:
Hypericum perforatum L.
Extrato ZE 117

 

MEDICAMENTO FITOTERÁPICO
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:
Comprimidos revestidos em blísteres de 20
USO ADULTO
USO ORAL

 

COMPOSIÇÃO:
Cada comprimido revestido contém 250 mg de extrato seco ZE 117 de Hypericum
perforatum L. Excipientes: celulose microcristalina, lactose, macrogol, estearato de
magnésio, propilenoglicol e opadry OY-22963 (composto por hipromelose, dióxido de
titânio, macrogol e óxido de ferro).

 

Correspondência em marcador:
O extrato seco de REMOTIV está padronizado em 0,20% de hipericina total.
QUANTIDADE DE UNIDADES:
Contém 20 comprimidos revestidos

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE:
– Como este medicamento funciona?
REMOTIV atua no sistema nervoso central de forma a promover uma
melhora no perfil de transmissão dos impulsos nervosos. É um
medicamento destinado ao tratamento da depressão leve a moderada. Seus
efeitos aparecem após 10 a 14 dias de tratamento.

 

– Por que este medicamento foi indicado?
REMOTIV foi indicado porque provavelmente seu médico fez um
diagnóstico de depressão leve a moderada.

 

– Quando não devo usar este medicamento?
O medicamento é contra-indicado a pessoas com alergia ou hipersensibilidade
conhecida a qualquer componente de REMOTIV.
Este medicamento é contra-indicado durante a gravidez e a amamentação.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento
ou após o seu término e também se estiver amamentando.
Você também não deve utilizar este medicamento se tem histórico de
fotossensibilidade ao Hypericum. Você deve utilizar com cautela se tem
histórico de fotossensibilidade a outros medicamentos, evitando expor-se
ao sol.
REMOTIV só deve ser utilizado em crianças sob orientação médica.
Categoria de risco na gravidez C: as informações clínicas acerca do uso de
REMOTIV durante a gravidez e a lactação são insuficientes.

 

– Quando a administração de REMOTIV requer cautela?
Se você estiver em uso de qualquer outro medicamento deve informar ao seu
médico, especialmente se estiver utilizando contraceptivo oral, anticoagulante,
outros antidepressivos ou antiretrovirais. Isso porque pode haver interação
medicamentosa, podendo prejudicar seu tratamento ou precipitar o aparecimento
de reações adversas. Portanto, sempre informe seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
Não há necessidade de ajuste de doses em pacientes idosos.

 

ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO DURANTE A GESTAÇÃO
OU AMAMENTAÇÃO SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA.

 

– REMOTIV pode ser utilizado por períodos prolongados?
Sim. REMOTIV pode ser usado por períodos prolongados a critério médico (com
base na resposta terapêutica), uma vez que o tratamento da depressão requer de
semanas a meses de tratamento.

 

– O que pode ocorrer se utilizar o medicamento por uma via de administração
não-recomendada?
REMOTIV deve ser tomado por via oral. Não há garantia de eficácia se o
produto for utilizado por outras vias de administração.

 

– REMOTIV pode ser utilizado com outros medicamentos?
Seu médico deve orientá-lo sobre o uso concomitante com outros medicamentos.
Se você estiver em uso de qualquer outro medicamento deve informar ao seu
médico, especialmente se estiver utilizando contraceptivo oral, anticoagulante,
outros antidepressivos ou antiretrovirais. Isso porque pode haver interação
medicamentosa, podendo prejudicar seu tratamento ou precipitar o aparecimento
de reações adversas. Portanto, sempre informe seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
– Durante o tratamento com REMOTIV pode-se tomar bebidas alcoólicas?
O uso concomitante de REMOTIV com bebidas alcoólicas não potencializa ou
modifica os efeitos do medicamento.

 

INFORME AO MÉDICO O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS.
INFORME AO SEU MÉDICO SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM
OUTRO MEDICAMENTO.

 

NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

 

– Como devo usar este medicamento?
Os comprimidos revestidos de REMOTIV apresentam-se na cor amarela,
de formato redondo.
A dose recomendada é de dois a cinco comprimidos ao dia, divididos em duas
tomadas diárias, de preferência uma de manhã e outra à noite, ou conforme
orientação médica. Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos inteiros,
com um pouco de líquido, durante ou após as refeições.
Este medicamento é indicado para adultos e crianças maiores de 12 anos.

 

SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS
HORÁRIOS, AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.
NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU
MÉDICO.
NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES
DE USAR OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.
ESTE MEDICAMENTO NÃO PODE SER PARTIDO OU MASTIGADO.

 

– Quais os males que este medicamento pode causar?
As reações adversas mais comuns são distúrbios gastrintestinais,
como diarréia, vômitos, náuseas, constipação intestinal e dor de estômago,
além de cansaço e nervosismo. Também podem ocorrer boca seca,
alterações da pele (coceira na pele, pele vermelha e inchada, descamação,
irritação), inchaço, fotossensibilidade (pele mais sensível ao sol), fadiga,
formigamento, ansiedade.
Este medicamento pode elevar os níveis sanguíneos do TSH e precipitar o
hipotiroidismo.
O tratamento com doses muito altas, acima das doses recomendadas, pode
causar fotossensibilização, isto é, reações de sensibilidade da pele à luz
solar. Estas reações incluem erupção da pele, coceira e vermelhidão
e aparecem 24 horas após a exposição à luz ultravioleta. Neste caso,
o tratamento consiste em evitar a exposição à luz. Informe ao seu médico o
aparecimento de reações desagradáveis.

 

– O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de
uma só vez?
As reações adversas que podem ocorrer na ingestão de grandes
quantidades de REMOTIV não são conhecidas. Neste caso, procure
imediatamente seu médico ou dirija-se a um Pronto Socorro, informando a
quantidade ingerida, horário da ingestão e os sintomas, e evite exposição ao
sol por um período de pelo menos uma semana.
– Onde e como devo guardar este medicamento?
REMOTIV deve ser armazenado em sua embalagem original até sua total
utilização. Conservar em temperatura ambiente (temperatura entre 15-30°C), ao
abrigo da luz e umidade.
O prazo de validade é de 36 meses a contar da data de sua fabricação indicada
na embalagem do produto. Ao utilizar o medicamento, confira sempre o prazo de
validade. Nunca use medicamento com prazo de validade vencido. Além de não
obter o efeito desejado, as substâncias podem estar alteradas e causar
prejuízo para a sua saúde.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS:
Farmacodinâmica
Diversos grupos de produtos naturais bioativos foram identificados a
partir do Hypericum. Os principais grupos de constituintes bioativos dos extratos
secos de Hypericum são: fenilpropanos (incluindo ácidos clorogênico e caféico),
glicosídeos flavonóides (incluindo quercetina, hiperosídeo ou hiperina, rutina
e isoquercitrina), biflavonas (amentoflavona), proantocianidinas e taninos,
xantonas, floroglicinóis (hiperforina), aminoácidos (GABA) e naftodiantronas (isto
é, hipericina). Estes constituintes estão presentes em quantidades diferentes nos
extratos de Hypericum e não está totalmente estabelecido quais os constituintes
que são responsáveis pelos efeitos terapêuticos dos vários extratos de
Hypericum. Embora os efeitos farmacológicos desses diversos constituintes
tenham sido descritos, é bem provável que alguns deles não contribuam (ou o
façam de forma limitada) para o(s) mecanismo(s) responsável(eis) pelo efeito
antidepressivo dos extratos de Hypericum.
No entanto, parece que alguns constituintes dos extratos de Hypericum (cujos
candidatos mais prováveis são as naftodiantronas, como a hipericina, os
floroglicinóis, como a hiperforina, e determinados flavonóides) possuem
propriedades bioquímicas bastante similares às propriedades dos compostos dos
antidepressivos clássicos, como os tricíclicos, inibidores de MAO e inibidores
seletivos da recaptação de serotonina e/ou noradrenalina. Na verdade, como
ocorre com os extratos de Hypericum, a inibição das enzimas catabólicas
MAO-A e COMT e a inibição da recaptação neuronal de neurotransmissores
aminérgicos, como serotonina, noradrenalina e dopamina, foi comprovada com
alguns desses constituintes.
Suspeitava-se inicialmente que a inibição de MAO-A fosse o mecanismo
responsável pelas propriedades antidepressivas do extrato de Hypericum, e
numerosos autores investigaram os efeitos inibitórios da MAO-A de vários
constituintes do Hypericum. Ainda que vários autores tenham afirmado que
as naftodiantronas, como a hipericina, os flavonóides, como quercetina e
quercitrina, e as xantonas, como a tetraidroxantona, são capazes de inibir a
MAO-A, isso ocorre em concentrações muito elevadas para terem relevância
terapêutica (com a possível exceção dos flavonóides). Esses achados
questionam mais uma vez se a inibição da MAO-A é responsável pelos efeitos
antidepressivos do extrato de Hypericum, e em caso positivo, qual componente
é responsável por esse efeito.
Comprovou-se que a amentoflavona, porém não a hipericina, liga-se com alta
afinidade aos receptores benzodiazepínicos, ampliando o achado inicial de
Nielsen et al. A afinidade da amentoflavona por esse receptor é cerca de dez
vezes maior que a encontrada com o extrato de Hypericum. Outros constituintes
do extrato, como quercetina, rutina e hiperosídeo, não mostram a mesma
afinidade alta pelos receptores benzodiazepínicos, como a que se obtém com a
amentoflavona, sugerindo que o constituinte responsável pela ligação do extrato
de Hypericum aos receptores de benzodiazepina é, provavelmente, a
amentoflavona.
Recentemente, relatou-se que um floroglicinol, a hiperforina, era capaz de inibir
a recaptação de serotonina in vitro. Além disso, Müller (1997) relatou que a
hiperforina inibe não só a recaptação de serotonina, mas também a de
noradrenalina, dopamina, GABA e levo-glutamato. De acordo com Müller, esse
fenômeno ocorre em concentrações que não só não se ligam a carreadores
de proteínas mas também são inferiores àquelas em que a hipericina
afeta MAO-A/B. Portanto, ele formulou uma hipótese, ainda não totalmente
confirmada, de que a hiperforina é um constituinte ativo do extrato de Hypericum
e, possivelmente, relevante em termos terapêuticos.
Ainda que outros constituintes do extrato, como fenilpropanos, xantonas,
proantocianidinas, taninos, óleo essencial e aminoácidos tenham propriedades farmacológicas,
não é provável que esses efeitos contribuam de modo
significativo para as propriedades antidepressivas do extrato de Hypericum, pois
esses efeitos farmacológicos ocorrem apenas em concentrações mais altas,
que provavelmente não são atingidas com a administração oral do extrato.
Resumindo, parece justificável concluir que os efeitos terapêuticos do extrato de
Hypericum devem-se à combinação de efeitos bioquímicos múltiplos, produzidos,
em extensão variável, por diferentes constituintes biologicamente ativos do
extrato, como a hipericina, a rutina, a mentoflavona e a hiperforina.

 

Farmacocinética
Como o extrato de Hypericum contém diversos componentes, faz-se necessária a
determinação de um marcador para avaliar sua farmacocinética. Esse marcador é
a hipericina, uma naftodiantrona que, juntamente com a pseudo-hipericina,
é responsável pela maior parte do conteúdo total de hipericina no extrato.
A quantidade total de hipericina é padronizada para garantir a fabricação e a
qualidade uniformes.
Até recentemente, a hipericina era considerada o princípio ativo do extrato,
mas agora, é usada apenas como marcador para caracterizar a qualidade
farmacêutica do extrato. Também é útil como meio para avaliar a farmacocinética
de preparações como o REMOTIV, pois a hipericina torna-se sistemicamente
disponível depois da administração de várias formulações contendo extratos de
Hypericum.
Assim, as investigações farmacocinéticas utilizam a hipericina como a
principal substância para caracterizar a biodisponibilidade do Hypericum.
A biodisponibilidade após a administração oral é de aproximadamente 14%.
As investigações sobre equilíbrio de massa em camundongos, usando a
hipericina marcada com 14C, resultou na detecção de quantidades significantes
de radioatividade em todos os órgãos importantes, inclusive o tecido encefálico.
A meia-vida de eliminação terminal da hipericina é de aproximadamente 30 a
50 horas, independente da dose ou da via de administração. Os dados sobre
doses múltiplas não indicam acúmulo indevido além do estado de equilíbrio.
A farmacocinética de absorção e eliminação da hipericina é linear.
Não se verificam alterações na variância populacional de Cmax e AUC da
hipericina após a normalização com o peso corporal. Além disso, as
concentrações plasmáticas de hipericina em homens, mulheres e idosos não
indicam diferenças relevantes das encontradas nos voluntários jovens do sexo
masculino.
Um estudo clínico-farmacológico, adequadamente elaborado, analisou a
proporcionalidade de dose após a administração de 1 comprimido revestido de
250 mg e 2 comprimidos revestidos de 250 mg de REMOTIV. Demonstrou-se o
comportamento proporcional à dose de hipericina nos parâmetros AUC e Cmax,
depois da administração de um ou dois comprimidos de REMOTIV.
O comportamento mostrou-se independente da dose para o intervalo entre as
mudanças de variáveis, tmax e meia-vida terminal, apoiando ainda mais a
linearidade da farmacocinética da hipericina após a administração de REMOTIV.
As propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas, assim como a segurança
e a tolerabilidade de REMOTIV, foram investigadas em um ensaio clínico de Fase I
com 12 voluntários sadios que utilizaram o produto por 43 dias. Apesar da meia-vida
longa da hipericina, não houve efeito de acúmulo de dose no estudo de steady-state.
Sua farmacocinética é linear, com absorção e eliminação tempo-independente.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA:
Estudos clínicos com Hypericum
No total, nove estudos da literatura foram considerados como evidência
principal de eficácia e segurança do Hypericum no tratamento de
sintomas de estados depressivos leves a moderados. Todos esses
estudos foram randomizados, duplo-cegos e com um grupo de controle com
placebo ou antidepressivo tricíclico. A duração do tratamento foi de 4 a 6
semanas e 1.045 pacientes foram arrolados.
Os resultados destes estudos demonstram que o Hypericum é superior ao
placebo no tratamento da depressão leve a moderada. Usando a Escala de
Depressão de Hamilton (HAMD) como principal instrumento de análise
de eficácia, o Hypericum mostrou-se superior ao placebo em todos os estudos
mencionados. É importante salientar que os índices de resposta ao tratamento
foram padronizados no decorrer de todos os estudos principais como contagem
final da HAMD < 10, ou como diminuição no score total de pelo menos 50% em
relação ao basal. O Hypericum também foi superior ao placebo com relação
aos índices de resposta em todos os estudos controlados com placebo.
Os resultados dos estudos controlados com placebo demonstram que o
Hypericum é significativamente superior ao placebo, quando se comparam os
escores totais HAMD ou os índices de resposta (com base nas mudanças
relativas dos escores HAMD).
Com relação aos estudos controlados com antidepressivos tricíclicos,
não houve superioridade clara do Hypericum sobre estes antidepressivos
no decorrer de todos os estudos, como ocorreu com o placebo. Na maioria dos
estudos, os dois grupos de tratamento foram comparáveis, mas em alguns
estudos houve evidência de eficácia superior dos antidepressivos tricíclicos ou
uma tendência para esse efeito. A dedução mais importante destes estudos é que
poder-se-ia esperar que os antidepressivos tricíclicos fossem significativamente
superiores ao Hypericum no tratamento da doença depressiva. Contudo,
a evidência mostra que o Hypericum é tão eficaz quanto os antidepressivos
tricíclicos para a maioria dos pacientes com depressão leve a moderada.
Verificou-se ainda que os efeitos do Hypericum são relativamente reproduzíveis.
Os escores HAMD finais, considerando todos os estudos principais, tendem a
ficar na faixa de 8-10. Os índices de resposta no decorrer de todos os estudos
principais também são estáveis, na faixa de 50-60%.

 

Estudos clínicos com REMOTIV
A eficácia e a segurança de REMOTIV foram definitivamente verificadas no
tratamento da depressão leve a moderada a partir dos resultados de 4 ensaios
clínicos, mostrando superioridade em relação ao placebo e não-inferioridade
em relação ao antidepressivo tricíclico imipramina e ao inibidor seletivo da
recaptação da serotonina, a fluoxetina. REMOTIV também demonstrou eficácia
e segurança no tratamento da depressão leve a moderada em ensaio clínico
com duração de um ano.
O primeiro deles foi desenvolvido por Schrader e col e realizado de acordo
com metodologia rigorosa e desenho consistente. Este estudo utilizou os
mesmos critérios aplicados a todos os estudos principais da literatura e pode
ser considerado como metodologicamente bem fundamentado. REMOTIV foi
significativamente superior ao placebo com relação ao escore HAMD total, nos
três itens da escala CGI e na auto-análise do paciente em uma escala de
analogia visual validada. Os índices de resposta (mesma definição que nos
estudos mencionados com Hypericum) foram de 56% para o REMOTIV e 15%
para o placebo.
Woelk comparou a eficácia e a tolerabilidade do REMOTIV 500 mg ao dia com a
da imipramina 150 mg ao dia em 324 pacientes com depressão leve a moderada.
O estudo foi randomizado, duplo-cego, multicêntrico, com duração de 6 semanas.
O desfecho primário foi a melhora dos pacientes segundo Hamilton Depression
Scale, e os secundários foram Clinical Global Impression e Patients Global
Impression Scale. Os resultados apontaram para a equivalência terapêutica
altamente significante (p<0,001) entre os dois tratamentos, com nenhuma
diferença estatística entre os grupos. Os participantes do estudo toleraram melhor
o REMOTIV do que a imipramina.
Schrader comparou a eficácia e a tolerabilidade do REMOTIV 500 mg ao dia
com a da fluoxetina 20 mg ao dia em 240 pacientes com depressão leve a
moderada. O estudo foi randomizado, duplo-cego, multicêntrico, com duração de
6 semanas. O desfecho primário foi a melhora dos pacientes segundo Hamilton
Depression Scale, e os secundários foram Clinical Global Impression e Patients
Global Impression Scale. O tratamento tanto com REMOTIV quanto com a
fluoxetina por 6 semanas reduziu significativamente os escores na HAMD em
ambos os grupos. Os tratamentos demonstraram equivalência terapêutica entre
si em todos os efeitos antidepressivos, porém o percentual de resposta para o
REMOTIV foi significativamente maior (p=0,005) do que para a fluoxetina (60%
vs 40%, respectivamente). A tolerabilidade foi bem maior no grupo que recebeu
REMOTIV, com 72% dos efeitos colaterais verificados no grupo da fluoxetina.
Um estudo de longo termo com REMOTIV no tratamento da depressão
foi realizado por Woelk e col. O estudo teve a duração de um ano, foi aberto,
multicêntrico e não controlado, com a participação de 440 pacientes.
A dose utilizada foi de 500 mg ao dia. Os critérios de segurança e tolerabilidade
foram os desfechos primários do estudo, sendo o secundário a escala HAMD.
Os eventos adversos apresentados pelos pacientes foram essencialmente os
mesmos observados nos estudos de curta duração. Não houve eventos
adversos maiores ou diferenças em relação à segurança entre pacientes
idosos (maiores de 60 anos) e não-idosos. Os principais órgãos-alvo para as
reações adversas foram a pele e o sistema gastrintestinal.
Os resultados acima são importantes na medida em que demonstram
conclusivamente que a eficácia de fármacos é mais claramente demonstrada em
estudos com desenhos adequados e controlados. É importante ressaltar que os
resultados obtidos com REMOTIV são comparáveis aos obtidos da
literatura. O escore HAMD final (10) está dentro da faixa observada nos
principais estudos. O índice de respostas (56%) também é coerente com o
obtido nestes estudos (variação 50-60%). Assim, este ensaio gerou resultados
altamente comparáveis aos da literatura. A adequação do desenho e a
consistência da metodologia confirma que o REMOTIV (Hypericum) é superior ao
placebo no alívio dos sintomas da doença depressiva de grau leve a moderado.
A eficácia e a tolerabilidade de REMOTIV foram também confirmadas em outro
estudo de observação clínica.
Em outro ensaio clínico com REMOTIV, Méier e col avaliaram uma
população com sintomas depressivos atípicos leves a moderados. Embora o
tamanho da amostra fosse grande (n = 170), aproximadamente só a metade dos
pacientes foi submetida à escala HAMD. O período de tratamento foi um pouco
flexível, de modo que a duração do tratamento é descrita como uma média
de dias de tratamento. O ponto fraco deste estudo é que ele não foi duplo-cego e
não teve grupo de controle, o que pode ter comprometido a objetividade das avaliações.
Contudo, os autores realizaram uma análise bastante detalhada
dos sintomas de depressão. No total, 837 sintomas de 163 pacientes foram
registrados e agrupados em uma lista de 22, que foi, então, utilizada como
ferramenta para a análise do progresso dos pacientes. Houve forte indicação de
que o tratamento com REMOTIV melhorou a média de gravidade dos sintomas
depressivos, mas a falta de um grupo de controle torna difícil avaliar a magnitude
desse efeito com relação à variabilidade da história natural da depressão.
O estudo mais antigo realizado com REMOTIV foi o de König, conduzido em 49
consultórios de clínica geral e coordenado em ambiente acadêmico. A hipótese
do estudo era que o grupo ativo atingiria melhora de 40% na principal escala
usada (escala de auto-avaliação do bem estar – escore Bf-S), enquanto o grupo
do placebo atingiria 20% de melhora. Os resultados mostraram que o grupo
ativo atingiu a melhora planejada. No entanto, a resposta do grupo placebo foi
incomumente alta, quase o dobro da esperada (38,5% de melhora real contra
20% esperados). O autor tentou explicar, na dissertação, os motivos pelos quais
a resposta do placebo foi tão alta. Entretanto, da perspectiva metodológica,
a resposta atingida pelo grupo de controle é inaceitável no contexto de uma
experiência bem controlada e o estudo é mencionado aqui apenas a título de
apresentação da totalidade dos estudos realizados. Portanto, os resultados
deste estudo não permitem uma interpretação significativa.
Tendo em vista a importância das interações medicamentosas com Hypericum,
muito discutidas atualmente, dois estudos clínicos com REMOTIV foram
realizados para investigar a potencial interação com a digoxina e com um
contraceptivo oral. O racional para a realização destes estudos é que REMOTIV é
composto por um extrato com baixíssimas concentrações de hiperforina (menos
de 2 mg/dia), o alcalóide responsável pela maioria das interações,
atuando através da indução da isoenzima CYP3A4 do citocromo P450.
O efeito de REMOTIV na farmacocinética de um contraceptivo oral, composto
por etinilestradiol e 3-cetodesogestrel, foi investigado. Dezesseis mulheres
saudáveis, usuárias do contraceptivo de baixa dose por pelo menos 3 meses,
participaram do estudo. Os dados farmacocinéticos (AUC, Cmax, t1/2) do
contraceptivo, assim como as atividades das enzimas CYP2D6, CYP2C19 e
CYP3A4, foram medidos no dia anterior e após um período de uso do REMOTIV
de 14 dias (500 mg/dia). Nenhum dos parâmetros estudados sofreu qualquer alteração
significativa ao final do período de uso do produto.
Em outro estudo clínico com 22 voluntários sadios, foi demonstrado que
REMOTIV, na dose de 500 mg/dia, não influencia os níveis plasmáticos de
digoxina durante um período de 14 dias de co-medicação. Neste estudo, foi
utilizado um medicamento-controle positivo, o extrato padronizado de Hypericum
LI 160, rico em hiperforina, na dose de 900 mg/dia. Neste grupo, houve redução
de 19% nos níveis séricos de digoxina e de 27% na área sob a curva (AUC).

 

Outros resultados
Sabe-se que o extrato de Hypericum apresenta excelente tolerabilidade.
Contudo, a possibilidade de ocorrência de fotossensibilidade com doses bastante
elevadas está bem documentada. Esse efeito foi intensamente investigado e
comprovou-se que é relacionado com a dose administrada. Um estudo com doses
simples e múltiplas, em mais de 60 voluntários sadios, demonstrou que não há
expressão desse efeito com doses de até 1800 mg de extrato de Hypericum por
dia, o que está bem acima da dose recomendada para a depressão leve a
moderada (500 mg). No entanto, existe a possibilidade de fotossensibilização com
doses muito altas e isso deve ser refletido quando da prescrição.
Não há efeito sedativo nos testes de tempo de reação, de modo que não há
diminuição da capacidade de dirigir veículos nem de operar máquinas.
Além disso, não há diminuição da capacidade cognitiva quando o Hypericum é
administrado concomitantemente ao álcool.
Os efeitos sobre os potenciais evocados visuais e auditivos, sobre o tempo de
aparecimento ou a quantidade da fase REM do sono, e os efeitos sobre as
atividades teta (j) e alfa (a) no EEG sugerem que alguns efeitos sobre o SNC são
similares aos documentados para os antidepressivos sintéticos, ainda que a
sedação não ocorra.

 

INDICAÇÕES:
REMOTIV está indicado para o tratamento da depressão leve a moderada.

 

CONTRA-INDICAÇÕES:
Este medicamento é contra-indicado em casos de hipersensibilidade a
quaisquer dos componentes de sua formulação. Está também contraindicado
em casos de conhecida fotossensibilidade ao Hypericum.

 

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO:
Os comprimidos revestidos de REMOTIV devem ser ingeridos inteiros, com um
pouco de líquido, durante ou após as refeições. REMOTIV deve ser armazenado
em sua embalagem original até sua total utilização. Conservar em temperatura
ambiente (temperatura entre 15 e 30°C), ao abrigo da luz e umidade.

 

POSOLOGIA:
Adultos – A dose recomendada é de dois a cinco comprimidos ao dia, divididos
em duas tomadas diárias, de preferência uma de manhã e outra à noite, ou
conforme orientação médica. Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros, com
um pouco de líquido, durante ou após as refeições.
Os efeitos antidepressivos de REMOTIV evidenciam-se, em geral, após 10 a 14
dias de tratamento. Recomenda-se o tratamento durante 4 a 6 semanas.
A continuidade do tratamento além desse período deverá ser julgada a critério
médico, com base na resposta terapêutica.
Este medicamento é indicado para adultos e crianças maiores de 12 anos.

 

ADVERTÊNCIAS:
Embora o extrato seco de Hypericum perforatum já venha sendo utilizado
em pacientes por muitos anos, não há dados específicos de segurança
sobre sua utilização em pacientes com insuficiência renal ou hepática.
Portanto, REMOTIV deve ser utilizado com cautela nesses pacientes.
Doses muito altas do extrato seco de Hypericum perforatum podem
causar fotossensibilização. Contudo, não há relatos de fotossensibilização
com o uso das doses recomendadas. Pacientes com história prévia de
fotossensibilização a outros fármacos devem evitar se expor ao sol na
vigência do tratamento com REMOTIV.
O uso concomitante do Hypericum com medicamentos metabolizados pelo
citocromo P450 3A4, 1A2 e 2E1 pode resultar em redução dos níveis séricos
destas drogas e subseqüente perda da efetividade do tratamento (vide item
“Interações medicamentosas”). No entanto, o extrato de REMOTIV é pobre
em hiperforina (menos de 2 mg/dia), o alcalóide responsável pela maioria
das interações, atuando através da indução da isoenzima CYP3A4 do
citocromo P450. Desta maneira, a chance de interação medicamentosa
de REMOTIV com as drogas metabolizadas por estas vias enzimáticas
hepáticas é bem menor, quando comparada a outros extratos de Hypericum
ricos em hiperforina.
Gravidez: Hypericum pertence à categoria de risco C, segundo Briggs e col.
As informações clínicas acerca do uso de REMOTIV durante a gravidez e a
lactação são insuficientes. O Hypericum demonstrou leve ação ocitócica in
vitro. Tem sido listada em algumas referências como estimulante uterino e
como abortivo.
Há sugestão na literatura, ainda não comprovada, de que o Hypericum
teria um potencial genotóxico e mutagênico para o esperma humano.
REMOTIV só deve ser utilizado em crianças sob orientação médica.
REMOTIV não afeta a capacidade de dirigir veículos ou de operar máquinas.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO:
Não há necessidade de ajuste de dose para idosos ou de outras
recomendações especiais para este grupo. Embora o extrato seco de
Hypericum perforatum já venha sendo utilizado em pacientes por muitos
anos, não há dados específicos de segurança sobre sua utilização em
pacientes com insuficiência renal ou hepática.
Portanto, REMOTIV deve ser utilizado com cautela nesses pacientes.
REMOTIV só deve ser utilizado em crianças sob orientação médica.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
O uso concomitante do Hypericum com medicamentos metabolizados pelo
citocromo P450 3 A4, 1 A2 e 2E1 pode resultar em redução dos níveis séricos
destas drogas e subseqüente perda da efetividade do tratamento.
No entanto, o extrato de REMOTIV é pobre em hiperforina (menos de 2
mg/dia), o alcalóide responsável pela maioria das interações, atuando
através da indução da isoenzima CYP3A4 do citocromo P450. Desta
maneira, a chance de interação medicamentosa de REMOTIV com as drogas
metabolizadas por estas vias enzimáticas hepáticas é bem menor, quando
comparada a outros extratos de Hypericum ricos em hiperforina.
As possibilidades de interação são as seguintes:
– Redução da eficácia do medicamento concomitante: ansacrina,
anticoagulantes orais, barbituratos, benzodiazepínicos, betabloqueadores,
bloqueadores dos canais de cálcio, clorzoxazona, clozapina, contraceptivos orais
combinados, ciclofosfamida, ciclosporina, debrisoquina, digoxina, estrógenos,
etoposídeo, inibidores da HMG CoA redutase, imatinib, irinotecana, paclitaxel,
fenitoína, reserpina, tamoxifeno, teofilina. REMOTIV não alterou
os níveis plasmáticos da digoxina e de um contraceptivo oral constituído
por etinilestradiol e 3-cetodesogestrel em ensaios de biodisponibilidade
(vide item “Resultados de Eficácia”).
– Redução dos níveis séricos do medicamento concomitante: amiodarona,
carbamazepina, metadona, inibidores da transcriptase reversa não-nucleosídica,
antiretrovirais inibidores da protease, sirolimus, tracolimus, verapamil.
– Aumento do risco de síndrome serotoninérgica: buspirona, fenfluramina,
inibidores da MAO, nefazodona, inibidores seletivos da recaptação da
serotonina, agonistas serotoninérgicos, trazodona, antidepressivos tricíclicos,
venlafaxina.
– Aumento do risco de fotossensibilidade: outras drogas sabidamente
fotossensibilizantes, ácido aminolevulínico.
– Alteração da consciência: Gingko biloba, loperamina, analgésicos opióides.
– Aumento do risco de colapso cardiovascular: anestésicos.
– Hipoglicemia: antidiabéticos.

 

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS:
– Cardiovascular: estudos clínicos demonstram que o Hypericum não altera
os intervalos de condução cardíaca, mesmo em tratamentos
prolongados, sendo uma droga aparentemente segura em pacientes
deprimidos com anormalidades de condução. Há relatos de alguns casos
de edema e de crise hipertensiva na vigência do tratamento com
Hypericum.
– Sistema Nervoso Central: Hypericum parece não provocar distúrbios de
coordenação, concentração ou atenção. Em estudos de revisão, 7% dos
pacientes apresentaram cefaléia, 5% cansaço e fadiga e 6% agitação.
Como os estudos foram realizados em pacientes deprimidos, é difícil
atribuir os efeitos apenas ao medicamento. Há descrição na literatura de
um caso de neuropatia relacionada ao uso de Hypericum e exposição concomitante
ao sol.
– Efeitos Psiquiátricos: Há relatos de recidiva de sintomas psicóticos após
uso de Hypericum em pacientes com esquizofrenia controlada, assim
como relatos de mania e hipomania em pacientes com transtorno bipolar
controlado. Há ainda na literatura, um relato de paciente que desenvolveu
sintomas de ansiedade generalizada após 3 doses de Hypericum.
– Endócrino-metabólico: Foi descrito um caso de hipertermia com o uso
concomitante de Hypericum e exposição à luz solar. Em um estudo
retrospectivo de caso-controle, 2 pacientes de um grupo de 37 com níveis
elevados de TSH, estavam em tratamento com Hypericum.
– Gastrintestinal: Estudos de revisão demonstram baixa incidência de
anorexia, diarréia, epigastralgia e náusea (0,55% de 3250 pacientes
analisados). Em outro estudo, 5% dos pacientes apresentaram sintomas
gastrintestinais, 3% boca seca e constipação. Há relatos de elevação das
enzimas hepáticas durante o tratamento com Hypericum, que voltaram aos
níveis normais após interrupção do tratamento.
– Geniturinário: Em um ensaio clínico envolvendo 229 pacientes, 30
relataram polaciúria e 28 anorgasmia.
– Pele: Vários estudos relatam casos de fotossensibilidade com o uso de
Hypericum, sendo a hipericina considerada o constituinte fototóxico, uma
vez que é um pigmento fotodinâmico. Os sintomas descritos são erupção
cutânea, prurido e eritema. Há casos de reações de pele, sem relação com
a exposição ao sol, que incluem prurido, exantema, inchaço e eritrodermia.

 

SUPERDOSE:
Pacientes que ingeriram grandes doses de Hypericum devem ser protegidos da
exposição solar e da radiação ultravioleta por pelo menos uma semana. Devem
ser submetidos à observação clínica e a exames laboratoriais de rotina. Não há
relatos na literatura de casos de sobredose ou de intoxicação humana pelo
Hypericum.

 

ARMAZENAGEM:
REMOTIV deve ser armazenado em sua embalagem original até sua total
utilização. Conservar em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30°C), ao
abrigo da luz e umidade.
O prazo de validade é de 36 meses a contar da data de sua fabricação indicada
na embalagem do produto.

 

DIZERES LEGAIS

MS – 1.0573.0353
Farmacêutico Responsável: Dr. Wilson R. Farias CRF-SP nº 9555
Produzido por Max Zeller Söhne AG – Romanshorn – Suíça
Importado e embalado por Aché Laboratórios
Farmacêuticos S.A.
Via Dutra, km 222,2 – Guarulhos – SP
CNPJ 60.659.463/0001-91 – Indústria Brasileira
Número de lote, data de fabricação e prazo de validade:
vide embalagem externa
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
PH Code 733 – BU 03 – CPD 2378402 (A) 01/07
bu remotiv 2378402.qxd 31.07.07 14:58 Page 2

Bula do Hyperativ (Antidepressivo)

HyperativBula do Hyperativ:

 

MEDICAMENTO FITOTERÁPICO
NOME COMERCIAL: HYPERATIV
NOME CIENTÍFICO: Hypericum perforatum (L.); Hypericaceae
PARTE UTILIZADA: sumidades floridas
IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO: Medicamento Fitoterápico Tradicional

 

APRESENTAÇÃO E FORMA FARMACÊUTICA:
Cartucho com 45 comprimidos revestidos
USO: Adulto

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
Hypericum extrato seco………………………………………………………..300mg
(equivalente a 0,45mg de hipericina)
Excipiente q.s.p……………………………………………..1 comprimido revestido
Excipientes: Celulose microcristalina, Explocel, Dióxido de silício coloidal, Silicato de magnésio,
Estearato de magnésio, Opadry, Corante laka azul, Corante laka amarelo e Dióxido de titânio.

 

INFORMAÇÃO AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento:
O Hyperativ é indicado para casos de depressão leve a moderada. Os resultados são observados a partir da segunda semana de tratamento, o tempo mínimo de tratamento deve ser entre 4 e 6 semanas.

 

Cuidados de armazenamento:
Conserve o produto na embalagem original e não exponha ao calor e a umidade.

 

Prazo de Validade:
Prazo de validade, data da fabricação e número do lote: vide cartucho.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

 

Gravidez e lactação:
Não deve ser usado durante a gravidez e a lactação. Informe seu médico a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após seu término. Informe ao médico se estiver amamentando.

 

Cuidados de administração:
Devido à ação fotossensibilizante do Hypericum aconselha-se evitar e proteger-se da exposição aos raios ultravioletas, durante o tratamento com Hyperativ.

 

Interrupção do tratamento:
Não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

 

Reações adversas:
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como irritações gastrintestinais, reações alérgicas, cansaço e agitação.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

Ingestão concomitante com outras substâncias:
Hyperativ poderá diminuir o efeito da ciclosporina ou anticoagulantes cumarínicos, digoxina, Indinavir e possivelmente outros agentes antiretrovirais, teofilina e anticoncepcionais orais. A utilização de Hyperativ concomitantemente a antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina e inibidores da IMAO poderá causar Síndrome serotoninérgica. Não é recomendado utilizar Hyperativ com drogas fotossensibilizantes como clorpromazina e tetraciclina. Em estudos farmacológicos com Hyperativ não se demonstrou interação com álcool, porém sabe-se que o álcool piora o quadro depressivo.
Durante o tratamento com Hyperativ recomenda-se evitar o uso de outros medicamentos antidepressivos.

 

Contra-indicações e precauções:
Hyperativ é contra-indicado durante a gravidez e lactação, em crianças menores de 12 anos e pacientes com hipersensibilidade aos componentes da formulação. Considerações farmacológicas de natureza teórica indicam que os IMAO em geral podem precipitar crise hipertensiva em pacientes com tireotoxicose ou feocromocitoma, embora os estudos clínicos não tenham demonstrado estes efeitos. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento com Hyperativ.

 

Riscos de automedicação:
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.
INFORMAÇÃO TÉCNICA

 

Características:
Os constituintes do Hypericum são: naftodiantronas (principalmente hipericina e pseudohipericina); flavonas e flavonóis (principalmente glicosídeos da quercetina, como hiperosídeo, quercitrina, isoquercitrina e rutina e também agliconas da quercetina, como kaempferol, luteolina e miricetina); biflavonóides; óleo essencial; xantonas (principalmente 1,3,6,7-tetra-hydroxixantona); taninos do tipo catequina; procianidinas; floroglucinol derivados, principalmente hiperforina).
A principal teoria sobre a origem da depressão é a hipótese da monoamina, que afirma ser a depressão causada por um déficit funcional de transmissores monoamínicos em certas regiões do cérebro. A atividade antidepressiva de preparações orais a base de Hypericum já foi clinicamente demonstrada por cerca de 30 estudos clínicos, com cerca de 1500 pacientes, todos com resultados positivos no tratamento de depressões leves a moderadas. Os estudos comparativos com outras drogas antidepressivas, apresentaram resultados iguais ou levemente superiores e com muito menos efeitos colaterais.
Um estudo de farmacocinética foi realizado com o extrato de Hypericum padronizado, contendo 300 mg do extrato seco, com 0,24-0,32% de hipericina total. O produto foi administrado oralmente, em homens saudáveis, em doses simples de 300, 900 e 1800 mg do extrato e posteriormente os níveis sangüíneos de hipericina e pseudohipericina foram determinados no plasma. O pico de concentração plasmática, foi obtido para a hipericina após 2,0 a 2,6 horas e para a pseudohipericina entre 0,4 e 0,6 horas. Os picos de concentração para hipericina são 1.5 , 7.5 e 14.2 ng/mL, respectivamente, e para a pseudohipericina são 2.7, 11.7 e 30.6 ng/mL, respectivamente. A meia-vida de eliminação da hipericina está entre 24.8 e 26.5 e da pseudohipericina está entre 16.3 e 22.8 horas.

Após repetidas doses (3×300 mg/dia), durante 14 dias, o estado estacionário é atingido após 4 dias e o pico de concentração plasmática para a hipericina foi de 8,5 ng/mL e para a pseudohipericina 5,8 ng/mL.
Em todos os estudos clínicos realizados com o extrato de Hypericum, as doses diárias de hipericina, a substância referência para estandardização, variaram entre 0,4 e 2,7 mg/dia e o extrato variou de 300 a 1000 mg.
Estudos in vitro demonstraram que o extrato de Hypericum apresenta um efeito inibitório seletivo sobre a monoamino oxidase (MAO) tipo A, tal atividade é atribuída aos flavonóides, às xantonas, enquanto a hipericina apresenta uma atividade inibidora da MAO muito baixa. A inibição da enzima de degradação de catecolaminas, a catecol-O-metil-transferase (COMT) também é evidenciada em frações de extrato de Hypericum que contém principalmente flavonóides.
Outro mecanismo proposto envolve o efeito na serotonina. Um estudo demonstrou que o extrato de Hypericum inibiu a expressão do receptor de serotonina e outro estudo demonstrou a inibição da recaptação de serotonina. Observou-se ainda, em outro estudo, a inibição da recaptação do GABA sinaptossomal.
Outra proposta de mecanismo de ação é a redução da expressão de citocinas (interleucina-6). Há a hipótese de que as interleucinas podem induzir a depressão, em indivíduos suscetíveis. As interleucinas 1 e 6 estimulam o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, levando a uma hipersecreção de CRH e ACTH, o que aumenta a síntese de cortisol, o qual provocaria a depressão. De acordo com estudos realizados in vitro no sangue de pacientes com depressão, a hipericina produz uma inibição na interleucina-6, o qual reduziu a produção de CRH. Observou-se também nos pacientes tratados uma melhora na capacidade de concentração e memória.
Indicações:
O Hyperativ é indicado nos casos de depressão leve a moderada.

 

Contra-indicações
Estudos realizados com modelos animais demonstraram um fraco efeito uterotônico in vitro, do extrato de Hypericum, portanto o produto é contra-indicado durante a gravidez. Contra-indica-se também na lactação, em crianças menores de 12 anos e em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da formulação.

 

Advertências:
Devido à ação fotossensibilizante do Hypericum aconselha-se evitar e proteger-se da exposição aos raios ultravioletas, durante o tratamento com Hyperativ. Considerações farmacológicas de natureza teórica indicam que os IMAO em geral podem precipitar crise hipertensiva em pacientes com tireotoxicose ou feocromocitoma, embora os estudos clínicos não tenham demonstrado estes efeitos.

 

Interações medicamentosas:
Hyperativ poderá diminuir o efeito da ciclosporina ou anticoagulantes cumarínicos, digoxina, Indinavir e possivelmente outros agentes antiretrovirais, teofilina e anticoncepcionais orais. A utilização de Hyperativ concomitantemente a antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina e inibidores da IMAO poderá causar Síndrome Serotoninérgica. Não é recomendado utilizar Hyperativ com drogas fotossensibilizantes como clorpromazina e tetraciclina. Em estudos farmacológicos com Hyperativ não se demonstrou interação com álcool, porém sabe-se que o álcool piora o quadro depressivo.
Reações adversas e alterações de exames laboratoriais:
A fotossensibilização, devido a ação da hipericina, pode ocorrer, principalmente em pessoas de pele sensível e que se exponham a radiação ultravioleta. Outros efeitos colaterais que podem ocorrer são irritações gastrintestinais (0,6%), reações alérgicas (0,52%), cansaço (0,40%) e agitação (0,26%).

 

Posologia:
Tomar 2 comprimidos, 3 vezes ao dia, às refeições ou a critério médico. Os primeiros resultados são percebidos a partir da segunda semana de tratamento.

 

Superdosagem:
Não há relatos na literatura sobre a superdosagem. Caso ocorra a ingestão de doses muito acima das preconizadas recomenda-se monitorar as funções vitais.

 

Pacientes idosos:
Não há relatos na literatura sobre restrições específicas quanto ao uso ou adequações de posologia de Hyperativ em pacientes idosos.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
M.S.: 1.2009.0007
Farmacêutica Responsável: Dra. Milena Carla G. Zanini – CRF SP 24.732

Bula da Fluoxetina (Antidepressivo)

FluoxetinaBula da Fluoxetina:

Cloridrato de Fluoxetina

Medicamento genérico Lei nº 9.787/99

Cápsulas

Formas Farmacêuticas e Apresentações do Cloridrato de Fluoxetina

Cápsulas de 20 mg.Embalagem com 14 e 28 cápsulas.

USO EXCLUSIVO EM ADULTOS

Composição do Cloridrato de Fluoxetina

Cada cápsula de Cloridrato de Fluoxetina 20 mg contém:
Cloridrato de Fluoxetina
(equivalente a 20 mg de Fluoxetina) ………………..… 22,36 mg
Excipientes q.s.p……….…………….……..………….1 cápsula
Excipientes: amido pré-gelatinizado, celulose microcristalina e talco.

Informações ao Paciente do Cloridrato de Fluoxetina

Ação esperada do medicamento: O Cloridrato de Fluoxetina é um antidepressivo para administração oral, não relacionado quimicamente aos antidepressivos tricíclicos, tetracíclicos ou outros atualmente existentes. A absorção do Cloridrato de Fluoxetina é retardada com alimento, mas a quantidade total absorvida não é alterada.Cuidados de armazenamento: As cápsulas de Cloridrato de Fluoxetina devem ser conservadas em sua embalagem original e em temperatura inferior a 25°C.
Prazo de validade: Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento, este produto apresenta prazo de validade de 36 meses, a partir da data de sua fabricação. O número do lote, a data de fabricação e a validade estão impressos no cartucho. Não utilize o produto após o vencimento do prazo de validade.
Gravidez e lactação: Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando. O Cloridrato de Fluoxetina não é recomendado durante agravidez e lactação.
Cuidados de administração: O medicamento deve ser administrado por via oral. Antes da administração, verificar se o paciente apresenta antecedentes alérgicos à droga. Só deve ser administrado sob prescrição médica. Siga a orientação do seu médico respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Reações adversas: Informe a seu médico o aparecimentode reações desagradáveis. Eventualmente podem ocorrer anorexia, náusea ou diarréia.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias:
Durante o tratamento com Cloridrato de Fluoxetina, os pacientes não devem tomar álcool ou utilizar outras drogas sem a autorização do seu médico, inclusive drogas que não necessitam de receitas.
Contra-indicações e precauções: Este produto está contra-indicado a pacientes que apresentem histórico de hipersensibilidade ao Cloridrato de Fluoxetina ou a qualquer outro componente da formulação. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas: Como o Cloridrato de Fluoxetina pode interferir na capacidade de julgamento, pensamento e ação, os pacientes devem evitar dirigir veículos ou operar maquinário até que tenham certeza de que seu desempenho não foi afetado.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUASAÚDE.

Informações Técnicas do Cloridrato de Fluoxetina

– Descrição

O Cloridrato de Fluoxetina é o cloridrato de )-N-metil-3-fenil-3-[(a,a,a-trifluoro-p-tolil)-oxi] propilamina, com a fórmula molecular C 17H 18 F 3 NO.HCl. Uma dose de 20 mg equivale a 64,7 micromoles de Fluoxetina. Seu peso molecular é 345,79. É um pó cristalino branco ou branco-amarelado, solúvel em água em uma concentração de 14 mg/mL.

Farmacodinâmica do Cloridrato de Fluoxetina

A Fluoxetina é um inibidor seletivo da recaptação da serotonina, seu suposto mecanismo de ação. A Fluoxetina praticamente não possui afinidade com outros receptores tais como á1-, á2- e ß-adrenérgicos;serotoninérgicos; dopaminérgicos; histaminérgicos H1; muscarínicos e receptores de GABA. A etiologia do Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é desconhecida, porém esteróides endógenos envolvidos no ciclo menstrual parecem estar inter-relacionados com a atividade serotoninérgica neuronal.Dados clínicos : Os sintomas relacionados com TDPM incluem alterações do humor e sintomas físicos; nos estudos clínicos a Fluoxetina mostrou ser eficaz no alívio das alterações do humor (tensão, irritabilidade e disforia) e dos sintomas físicos (cefaléia,inchaço e dor mamária) relacionados com TDPM.

Farmacocinética do Cloridrato de Fluoxetina

Absorção
O Cloridrato de Fluoxetina é bem absorvido após administração oral. Concentrações plasmáticas máximas são alcançadas dentro de 6 a 8 horas.
Distribuição
Liga-se firmemente às proteínas do plasma e distribui-se largamente. Concentrações plasmáticas estáveis são alcançadas após doses contínuas durante várias semanas. As concentrações plasmáticas estáveis após doses prolongadas são similares às concentrações obtidas em 4 a 5 semanas.
Biotransformação e excreção
A Fluoxetina é extensamente metabolizada no fígado em norfluoxetina e em um número de outros metabólitos, não identificados, que são excretados na
urina. A meia-vida de eliminação da Fluoxetina é de 4 a 6 dias e a de seu metabólito ativo é de 4 a 16 dias.
Dados de segurança pré-clínicos
Estudos em animais não indicam danos diretos ou indiretos relacionados ao desenvolvimento do embrião, dofeto ou do curso da gravidez.

Indicações do Cloridrato de Fluoxetina

O Cloridrato de Fluoxetina é indicado para o tratamento da depressão, associada ou não à ansiedade,bulimia nervosa, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) incluindo, Tensão Pré-Menstrual (TPM), irritabilidade e disforia.

Contra-Indicações do Cloridrato de Fluoxetina

Hipersensibilidade – o Cloridrato de Fluoxetina é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida a essa droga ou a qualquer outro componente da formulação.
Inibidores da monoamina-oxidase (IMAOs) – o Cloridrato de Fluoxetina não deve ser usado em combinação com um inibidor da MAO ou dentro de 14 dias da suspensão do tratamento com um inibidor da MAO. Deve-se deixar um intervalo de pelo menos cinco semanas após a suspensão do Cloridrato de Fluoxetina e o início do tratamento com um inibidor da MAO (ou talvez um intervalo maior, especialmente nos casos em que oCloridrato de Fluoxetina for prescrito para tratamento crônico e/ou em altas doses). Casos graves e fatais desíndrome da serotonina (que pode se assemelhar e ser diagnosticada como síndrome neuroléptica maligna) foram relatados em pacientes tratados com Cloridrato de Fluoxetina e um inibidor da MAO com curto intervalo entre uma terapia e outra.

Advertências do Cloridrato de Fluoxetina

Erupções de pele – erupção de pele, reações anafilactóides e reações sistêmicas progressivas, algumas vezes graves e envolvendo pele, fígado, rins ou pulmões foram relatadas por pacientes tratados com Cloridrato de Fluoxetina. Após o aparecimento de erupção cutânea ou de outra reação alérgica para a qual uma alternativa etiológica não puder ser identificada, o Cloridrato de Fluoxetina deve ser suspenso.

Precauções do Cloridrato de Fluoxetina

Convulsões – assim como com outros antidepressivos, o Cloridrato de Fluoxetina deve ser administrado com cautela a pacientes com história de convulsões.
Hiponatremia – foram relatados casos de hiponatremia (alguns com sódio sérico abaixo de 110 mmol/l). A maioria desses casos ocorreu em pacientes idosos e em pacientes que estavam tomando diuréticos ou comdepleção de líquidos.
Controle glicêmico – em pacientes com diabetes, ocorreu hipoglicemia durante a terapia com Cloridrato de Fluoxetina
e hiperglicemia após a suspensão da droga. A dose de insulina e/ou hipoglicemiante oral deve ser ajustada quando for instituído o tratamento com o Cloridrato de Fluoxetina e após sua suspensão.
Carcinogênese, mutagênese e danos à fertilidade – não houve evidência de carcinogenicidade, mutagenicidade ou danos à fertilidade nos estudos in vitro ou com animais.
Gravidez e Lactação
Gravidez – Estudos em animais não indicam danos diretos ou indiretos, relacionados ao desenvolvimento do embrião, do feto ou do curso da gravidez. Entretanto, os estudos de reprodução animal nem sempre predizem a resposta humana e esta droga só deve ser usada durante a gravidez se estritamente necessária.
Lactantes – a Fluoxetina é excretada no leite humano; portanto deve-se ter cuidado quando o produto for administrado a mulheres que estejam amamentando.
Trabalho de parto e nascimento – o efeito de Cloridrato de Fluoxetina sobre o trabalho de parto e nascimento nos seres humanos é desconhecido.
Pacientes Infantis
A eficácia e a segurança do Cloridrato de Fluoxetina em crianças ainda não foram estabelecidas. Por este motivo, não é recomendado o uso em crianças.
Pacientes Geriátricos
Não foram observadas diferenças na segurança e eficácia entre pacientes idosos e jovens. Há relatos de experiências clínicas onde não se identificaram diferenças nas respostas de pacientes jovens ou idosos, mas uma sensibilidade maior em alguns indivíduos mais idosos não pode ser excluída.
Efeito sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
Visto que o Cloridrato de Fluoxetina pode interferir na capacidade de julgamento, pensamento e ação, recomenda-se que os pacientes evitem dirigir veículos ou operar maquinário até que tenham certeza de que seu desempenho não foi afetado.

Interações Medicamentosas do Cloridrato de Fluoxetina

Drogas metabolizadas pelo sistema P450IID6 – devido ao potencial da Fluoxetina de inibir a isoenzima do citocromo P450IID6, o tratamento com drogas que são predominantemente metabolizadas pelo sistema CP450IID6 e que têm um índice terapêutico estreito, deve ser iniciado com o limite mais baixo de dose se o paciente estiver recebendo Cloridrato de Fluoxetina concomitantemente ou houver tomado nas 5 semanas anteriores. Se o Cloridrato de Fluoxetina for incluído ao tratamento de um paciente que já esteja recebendo uma droga metabolizada pelo CP450IID6, a necessidade de diminuição da dose da medicação original deve ser considerada. Drogas ativas no sistema nervoso central – foram observadas alterações nos níveis sangüíneos de fenitoína, carbamazepina, haloperidol, clozapina, diazepam, alprazolam, lítio, imipramina e desipramina e em alguns casos, manifestações clínicas de toxicidade.Deve ser considerado o uso de esquemas conservadores de titulação de drogas concomitantes e monitorização do estado clínico. Ligação àsproteínas do plasma – devido à Fluoxetina estar firmemente ligada à proteína do plasma,
a administração de Fluoxetina a um paciente que esteja tomando outra droga que seja firmemente ligada à proteína pode causar uma mudança nas concentrações plasmáticas da mesma. Warfarina – efeitos anti-coagulantes alterados (valores de laboratório e/ou sinais clínicos e sintomas), sem um padrão consistente, porém incluindo sangramento, foram reportados com pouca frequência quando o Cloridrato de Fluoxetina foi co-administrado com warfarina. Com a mesma prudência do uso concomitante de warfarina com muitas outras drogas, os pacientes em tratamento com warfarina devem ser cuidadosamente monitorados quanto àcoagulação, quando se inicia ou se interrompe o Cloridrato de Fluoxetina. Tratamento eletroconvulsivo – houve raros relatos de convulsões prolongadas em pacientes usando o Cloridrato de Fluoxetina e que receberam tratamento eletroconvulsivo. Meia-vida de eliminação – mesmo após a interrupção do tratamento, as meias-vidas longas de eliminação da Fluoxetina e de seu metabólito, a norfluoxetina, podem ser de consequências potenciais quando forem prescritas drogas que possam interagir com ambas as substâncias.

Reações Adversas do Cloridrato de Fluoxetina

Como reportado com outros antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina, foram relatados os seguintes efeitos adversos com o Cloridrato de Fluoxetina:
Organismo como um todo – sintomas autonômicos (incluindo secura da boca, sudorese, vasodilatação,calafrios); hipersensibilidade (incluindo prurido, erupções da pele, urticária, reação anafilactóide, vasculite, reação semelhante à doença do soro) – ver contra-indicações e precauções – síndrome da serotonina, caracterizada pelo conjunto de características clínicas de alterações no estado mental e na atividade neuromuscular, em combinação com disfunção do sistema nervoso autônomo (ver contra-indicações – inibidores da MAO), fotossensibilidade.
Sistema cardiovascular – não reportado.
Sistema digestivo – distúrbios gastrintestinais (incluindo diarréia, náusea, vômito, disfagia, dispepsia, perversão do paladar), hepatite idiossincrática muito rara.
Sistema endócrino – secreção inapropriada de ADH.
Sistema hemático e linfático – equimose.
Metabólico e nutricional – não reportado.
Sistema músculo-esquelético – não reportado.
Sistema nervoso – tremor / movimento anormal (incluindo contração, ataxia, síndrome buco-glossal, mioclonia, tremor), anorexia (incluindo anorexia, perda de peso), ansiedade e sintomas associados (incluindo palpitação, ansiedade, nervosismo, inquietação psicomotora), vertigem, fadiga (incluindo
sonolência, astenia), alteração de concentração ou raciocínio (incluindo concentração diminuída, processo de raciocínio prejudicado, despersonalização), reação maníaca, distúrbios do sono (incluindo sonhos anormais, insonia).
Sistema respiratório – bocejo.
Pele e anexos – alopécia.
Órgãos dos sentidos – visão anormal (incluindo visão turva, midríase).
Sistema urogenital – anormalidades na micção (incluindo incontinência urinária, disúria), priapismo / ereçãoprolongada, disfunção sexual (incluindo diminuição da libido, ausência ou atraso na ejaculação, anorgasmia,impotência).

Posologia do Cloridrato de Fluoxetina

Depressão – A dose de 20 mg/dia é recomendada como dose inicial.Bulimia Nervosa – A dose de 60 mg/dia é a recomendada.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo – A dose de 20 mg/dia a 60 mg/dia
é a dose recomendada.
Transtorno Disfórico Pré-Menstrual – A dose de 20 mg/dia é a dose recomendada.
Para todas as indicações – a dose recomendada pode ser aumentada ou diminuída. Doses acima de 80 mg/dia não foram sistematicamente avaliadas.
Uso em crianças – A segurança e a eficácia em crianças não foram estabelecidas.
Idade – Não há dados que demonstrem a necessidade de doses alternativas tendo como base somente a idade do paciente.
Administração com alimentos – O Cloridrato de Fluoxetina pode ser administrado com ou sem alimentos.
Doenças e/ou terapias concomitantes – Uma dose mais baixa ou menos freqüente deve ser considerada em pacientes com comprometimento hepático, doenças concomitantes ou naqueles que estejam tomando vários medicamentos.

Superdosagem do Cloridrato de Fluoxetina

Sintomas – Casos de superdose de Cloridrato de Fluoxetina isolado geralmente têm uma evolução favorável.Sintomas de superdose incluem náusea, vômito, convulsões e sinais de excitação do SNC. Relatos de morte por superdose somente com o Cloridrato de Fluoxetina têm sido extremamente raros.
Tratamento – É recomendada a monitoração dos sinais cardíacos e vitais, junto com as medidas sintomáticas gerais e de suporte. Não há antídotos específicos para o Cloridrato de Fluoxetina. A diurese forçada, diálise, hemoperfusão ou transfusão provavelmente não serão benéficas. No tratamento da superdosagem deve ser considerada a possibilidade do envolvimento de múltiplas drogas.
Pacientes Idosos
Pacientes idosos podem fazer uso do Cloridrato de Fluoxetina, desde que observadas as Precauções e Advertências inerentes ao uso do produto.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA.

Para a sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso
total deste medicamento.

Reg. MS -1.0068.0170
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho.
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF/SP nº 23.873
Fabricado por: Novartis South Africa (Pty) Ltd. – África do Sul, para Biochemie GmbH – Áustria. Uma empresa do grupo Novartis.
Importado e distribuído por: Novartis Biociências S/A
Av. Ibirama, 518 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra, SP.
CNPJ: 56.994.502/0098-62 – Indústria Brasileira
0800-113003
Serviço de Informações
ao Cliente
SIC
Ligação Gratuita

Cloridrato de Fluoxetina – Laboratório

NOVARTIS
Av. Prof. Vicente Rao, 90 – Brooklin
São Paulo/SP – CEP: 04706-900
Tel: 55 (011) 532-7122
Fax: 55 (011) 532-7942