Bula do Zetitec (Antiasmático)

ZetitecBula do ZETITEC:
Cetotifeno – DCB: 0231.02-9

 

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

 

Forma farmacêutica e apresentações

Comprimido – embalagem com 20 comprimidos.
Solução oral – Frasco com 30 ml + conta-gotas.
Xarope – Frasco com 120ml.

 

Composição
Cada comprimido contém:
Fumarato ácido cetotifeno equivalente a 1 mg de cetotifeno base.

 

Cada ml da solução oral contém:
Fumarato ácido cetotifeno equivalente a 1 mg de cetotifeno base.

 

Cada 5 ml do xarope contém:
Fumarato ácido cetotifeno equivalente a 1 mg de cetotifeno base.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Prazo de validade:
Dois anos a partir da data de fabricação. Não usar o produto se o prazo de validade estiver vencido.

 

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
Em temperatura ambiente controlada (15 a 30ºC). Proteger da luz.
Comunique ao médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento. O uso do cetotifeno em mulheres que estejam amamentando não é recomendado.
A ocorrência de qualquer reação adversa que venha ocorrer durante o tratamento deve ser comunicada ao médico.

 

Pacientes diabéticos: cada 5ml do xarope contêm 1,25g de sacarose.

 

no início do tratamento com cetotifeno, alguns pacientes podem apresentar reações mais lentas a estímulos, por sedação, sonolência ou tontura. Portanto, é necessário cautela na condução de veículos, operação de máquinas e outras atividades que requeiram atenção.
O uso de bebidas alcoólicas durante o tratamento com o cetotifeno deve ser evitado.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE PERMANECER FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
O cetotifeno é uma substância antialérgica que possui propriedades bloqueadoras não competitivas dos receptores H1 da histamina.
Zetitec é um produto antiasmático não-broncodilatador que inibe os efeitos de certas substâncias endógenas que são mediadoras inflamatórias.
As propriedades do Zetitec, que contribuem para sua atividade antiasmática são:
– inibição de mediadores antialérgicos como a histamina e os leucotrienos;
– inibição da hiperatividade das vias aéreas associada à ativação das plaquetas pelo PAF (Fator de Ativação de Plaquetas), pela exposição a um alérgeno ou pela administração de fármacos simpaticomiméticos.

 

INDICAÇÕES
Prevenção da asma brônquica (particularmente a extrínseca); rinite alérgica; bronquite alérgica; reações cutâneas e sintomas asmatiformes da febre do feno.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Cetotifeno é contra-indicado em pacientes com história de hipersensibilidade à droga.

 

PRECAUÇÕES
– Quando for iniciado o tratamento a longo prazo com o cetotifeno, os medicamentos antiasmáticos, já em uso, não devem ser retirados.
– Nos primeiros dias de tratamento com o cetotifeno, as reações dos pacientes podem ser mais lentas. Por isso é necessário cautela na condução de veículos, operação de máquinas, etc.
– O teor de sacarose nas formulações líquidas deve ser considerado em pacientes diabéticos (3 g/5 ml do xarope e 400 mg/ml da solução oral).
– Deve ser feita a contagem de plaquetas em pacientes diabéticos em uso de hipoglicemiantes orais concomitantemente com o cetotifeno.
– O uso do cetotifeno durante o período de gravidez e durante a amamentação, só deve ser feito se absolutamente necessário.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Das reações adversas relatadas com o uso do cetotifeno, a mais comum foi a sedação (na maioria das vezes transitórias). Ocasionalmente: estimulação do SNC, boca seca, tontura e aumento ponderal.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
– O cetotifeno pode potencializar os efeitos dos hipnóticos, álcool, sedativos e anti-histamínicos, quando utilizados concomitantemente.
– Hipoglicemiantes orais: o uso concomitante com o cetotifeno pode diminuir a quantidade de plaquetas.
POSOLOGIA
Adultos: 1 comprimido, duas vezes ao dia, com refeições.
Crianças: De 6 meses a 3 anos: 1 gota de solução oral (0,05 mg) por kg de peso corporal, duas vezes ao dia.
Crianças acima de 3 anos: 1 comprimido ou 5 ml do xarope, duas vezes ao dia, com refeições.

 

SUPERDOSAGEM
Os sinais de intoxicação por superdosagem maciça observados são: sonolência, confusão, diminuição ou aumento da frequência cardíaca e ou respiratória, excitação e convulsão. O tratamento é eminentemente sintomático e requer vigilância das funções circulatórias e respiratórias.

 

– VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA –
Número do Lote, Data de Fabricação e Prazo de Validade: Vide Cartucho.
MS – 1.0550.0077
Farm.: Dirce de Paula Zanetti – CRF-SP Nº 7758
UCI-FARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA.
Rua do Cruzeiro, 374 – São Bernardo do Campo-SP
CGC: 48.396.378/0001-82
Indústria Brasileira

Bula do Symbicort Turbuhaler (Antiasmático)

Symbicort-TurbuhalerBula do SYMBICORT TURBUHALER:
fumarato de formoterol diidratado / budesonida
12/400 mcg/inalação

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
Pó inalante.
12/400 mcg/inalação. Embalagem com 1 tubo contendo 60 doses.

O mecanismo TURBUHALER garante a dose exata de budesonida e fumarato de

formoterol diidratado.

 

USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO

Cada inalação contém: dose medida …………….(dose liberada)
fumarato de formoterol diidratado…………….. 12 mcg ………………….(9 mcg)
budesonida…………………………………………. 400 mcg ………………..(320 mcg)
Excipientes q.s.p. ………………………………….1 inalação……………….(1 inalação)
Excipiente: lactose

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: o uso de SYMBICORT TURBUHALER
melhora e controla a falta de ar em asmáticos e em pacientes portadores de doença
pulmonar obstrutiva crônica.
Este efeito começa dentro de 1-3 minutos após a inalação do medicamento e dura até
12 horas. Quando você inala pelo bocal, a medicação segue para seus pulmões.
Cuidados de armazenamento: conservar em temperatura ambiente (15ºC a 30°C).
SYMBICORT TURBUHALER deve ser mantido com a tampa fechada e rosqueada.

 

Prazo de validade: vide cartucho. Não use medicamento com prazo de validade
vencido.

 

Gravidez e lactação: informe seu médico da ocorrência de gravidez na vigência do
tratamento ou após o término. Informar ao médico se está amamentando.
SYMBICORT TURBUHALER só deve ser usado durante a gravidez após análise
cuidadosa da situação, sob supervisão médica, principalmente nos primeiros 3 meses
de gestação e pouco tempo antes do parto. O uso durante a amamentação deve ser
evitado.

 

Cuidados de administração: siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Antes de iniciar o uso de SYMBICORT
TURBUHALER é importante que leia o item Instruções para Uso. Siga as instruções
corretamente. Nunca empreste seu TURBUHALER para outra pessoa.

 

Interrupção do tratamento: não interromper o tratamento sem o conhecimento de
seu médico.

 

Reações adversas: informe seu médico do aparecimento de reações desagradáveis,
como: leve irritação da garganta, tosse, rouquidão, sapinho (infecção fúngica na boca
e garganta), dor de cabeça, taquicardia e tremores.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

 

Ingestão concomitante com outras substâncias: alguns medicamentos para pressão
alta, para problemas cardíacos, para infecções fúngicas e alguns colírios podem alterar
o efeito de SYMBICORT TURBUHALER se usados simultaneamente.

 

Contra-indicações e precauções: não deve ser usado por pessoas alérgicas à
budesonida, ao fumarato de formoterol diidratado ou à lactose. Informe seu médico se
você tiver outros problemas de saúde, principalmente se tem ou teve problemas
cardíacos, diabetes, baixa taxa de potássio no sangue ou função alterada da tireóide.

 

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início
ou durante o tratamento.

 

Informe o seu médico, assim que possível, caso precise usar sua medicação inalatória
para alívio dos sintomas mais vezes do que o usual para obter o controle da sua asma.
Sempre carregue sua medicação para alívio dos sintomas com você.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: Não interfere na
capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE
SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

CARACTERÍSTICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
Mecanismos de ação e efeitos famacodinâmicos
SYMBICORT TURBUHALER contém formoterol e budesonida, substâncias que
possuem diferentes modos de ação e que apresentam efeitos aditivos em termos de
redução das exacerbações da asma e da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

 

Os mecanismos de ação das duas substâncias estão discutidos a seguir:
budesonida
A budesonida é um glicocorticosteróide com um elevado efeito antiinflamatório local.
A budesonida mostrou exercer efeitos antianafiláticos e antiinflamatórios nos estudos de provocação realizados em animais e em humanos, os quais se manifestaram por redução da obstrução brônquica tanto na fase precoce como tardia de uma reação
alérgica. A budesonida também demonstrou reduzir a reatividade das vias aéreas em
pacientes hiperreativos submetidos tanto à provocação direta como indireta. A
terapêutica com budesonida inalatória demonstrou ser eficaz na prevenção da asma
induzida por exercício.
Estudos de longo prazo mostram que as crianças e adolescentes tratados com
budesonida inalatória atingem, na idade adulta, a sua altura esperada. Porém, foi
observada uma pequena redução inicial, mas passageira, no crescimento
(aproximadamente 1 cm). Isto geralmente acontece no primeiro ano de tratamento
(ver Precauções e Advertências).

 

formoterol
O formoterol é um agonista beta-2-adrenérgico seletivo, que induz o relaxamento do
músculo liso brônquico em pacientes com obstrução reversível das vias aéreas. O
efeito broncodilatador manifesta-se muito rapidamente no período de 1-3 minutos
após a inalação e a sua duração é de 12 horas após uma dose única.

 

Eficácia Clínica
SYMBICORT TURBUHALER
Asma
Terapia de Manutenção Regular
Foi demonstrado em ensaios clínicos que a adição de formoterol à budesonida
melhorou os sintomas asmáticos e a função pulmonar e reduziu as exacerbações.
O efeito de SYMBICORT TURBUHALER sobre a função pulmonar, utilizado
como uma dose única de manutenção, foi igual ao da associação livre de budesonida e
formoterol, em inaladores separados, em adultos, e superior à da budesonida
isoladamente, em adultos e crianças. Todos os grupos de tratamento usaram um beta-2
agonista de curta duração, conforme a necessidade. Não se observaram sinais de
atenuação do efeito antiasmático no decorrer do tempo.
Um estudo de curto prazo em pacientes em crise aguda de asma não mostrou
diferença na melhora da função pulmonar durante as primeiras 3 horas entre
tratamento com SYMBICORT TURBUHALER e salbutamol administrado por
medicação spray.

 

DPOC
Em dois estudos de 12 meses em pacientes com DPOC, SYMBICORT
TURBUHALER foi superior ao placebo, ao formoterol e à budesonida com relação à
função pulmonar e mostrou uma redução significante da taxa de exacerbação em
comparação com o placebo e formoterol. Portanto, foi demonstrada a contribuição do
formoterol e da budesonida para o efeito de SYMBICORT TURBUHALER.
SYMBICORT TURBUHALER também foi superior ao placebo em relação aos
sintomas e qualidade de vida. O tratamento foi bem tolerado. Propriedades Farmacocinéticas

 

Absorção
SYMBICORT TURBUHALER e os monoprodutos correspondentes demonstraram
ser bioequivalentes em termos da exposição sistêmica da budesonida e do formoterol,
respectivamente.
Não foram observados quaisquer sinais de interações farmacocinéticas entre a
budesonida e o formoterol.
Verificou-se que os parâmetros farmacocinéticos das respectivas substâncias eram
comparáveis após a administração de budesonida e formoterol sob a forma de
monoprodutos ou como SYMBICORT TURBUHALER.
A budesonida inalatória é rapidamente absorvida e a concentração plasmática máxima
é atingida no período de 30 minutos após a inalação.
Os estudos realizados demonstraram que a deposição pulmonar média da budesonida
após a inalação pelo TURBUHALER variou entre 32 e 44% da dose liberada. A
biodisponibilidade sistêmica é de aproximadamente 49% da dose liberada.
O formoterol inalatório é rapidamente absorvido e a concentração plasmática máxima
é atingida 10 minutos após a inalação. Os estudos realizados demonstraram que a
deposição pulmonar média de formoterol após a inalação pelo TURBUHALER variou
de 28 a 49% da dose liberada. A disponibilidade sistêmica é de aproximadamente
61% da dose liberada.

 

Distribuição e Metabolismo
A ligação às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 50% para o formoterol e de
90% para a budesonida. O volume de distribuição é de aproximadamente 4 L/kg para
o formoterol e de 3 L/kg para a budesonida. O formoterol é inativado por reações de
conjugação (embora se observe formação de metabólitos ativos O-desmetilados e
desformilados, estes são essencialmente considerados como conjugados não ativos).
A budesonida sofre uma ampla biotransformação (aproximadamente 90%) na
primeira passagem pelo fígado, originando metabólitos com uma reduzida atividade
glicocorticosteróide. A atividade glicocorticosteróide dos principais metabólitos, 6-
beta-hidroxi-budesonida e 16-alfa-hidroxi-prednisolona, é inferior a 1% daquela da
budesonida. Não existem sinais de quaisquer interações metabólicas ou de quaisquer
reações de deslocamento entre o formoterol e a budesonida.

 

Eliminação
A dose de formoterol é essencialmente eliminada por metabolismo no fígado seguida
de excreção renal. Após a inalação, 8-13% da dose liberada de formoterol é excretada
não metabolizada através da urina. O formoterol possui uma elevada depuração
sistêmica (cerca de 1,4 L/min) e a sua meia-vida de eliminação terminal é, em média,
de 17 horas.
A budesonida é eliminada por metabolismo, principalmente catalisada pela enzima
CYP3A4. Os metabólitos da budesonida são excretados na urina inalterados ou sob a
forma conjugada. Apenas pequenas quantidades de budesonida inalterada foram
detectadas na urina. A budesonida possui uma elevada depuração sistêmica (cerca de
1,2 L/min) e a sua meia-vida de eliminação plasmática após administração i.v. é, em
média, de 4 horas.
A budesonida tem uma depuração sistêmica de aproximadamente 0,5 L/min em
crianças asmáticas de 4-6 anos de idade. As crianças têm uma depuração por kg de peso corpóreo que é aproximadamente 50% maior da de adultos. A meia-vida de  eliminação da budesonida, após inalação, é de aproximadamente 2,3 h em crianças asmáticas. A farmacocinética de formoterol em crianças não foi estudada.
A farmacocinética da budesonida ou do formoterol em idosos e em pacientes com
insuficiência renal é desconhecida. A exposição à budesonida e ao formoterol poderá
estar aumentada em pacientes com doença hepática.

 

Dados de segurança pré-clínica
A toxicidade observada em estudos de experimentação animal realizados com
budesonida e formoterol, administrados em associação ou separadamente, foi similar.
Os efeitos foram associados às atividades farmacológicas e foram dependentes da
dose.
Foi comprovado em estudos de reprodução animal que os corticóides, como a
budesonida, induzem más-formações (fenda palatina e más-formações esqueléticas).
Estes resultados obtidos na experimentação animal não parecem, no entanto, serem
relevantes para os humanos nas doses recomendadas (ver Uso durante a gravidez e a
lactação). Os estudos de reprodução animal realizados com formoterol demonstraram
uma ligeira redução da fertilidade nos ratos machos submetidos a exposições
sistêmicas elevadas e perdas de implantação, assim como diminuição da sobrevida
pós-natal precoce e do peso ao nascimento com exposições sistêmicas
consideravelmente superiores às atingidas durante a utilização clínica. Contudo, estes
resultados obtidos na experimentação animal não parecem ser relevantes para o ser
humano.

 

INDICAÇÕES
Asma:
SYMBICORT TURBUHALER está indicado no tratamento regular da asma nos
casos em que o uso de uma associação (corticosteróide inalatório com um beta-2
agonista de ação prolongada) é apropriado.

 

DPOC:
SYMBICORT TURBUHALER está indicado no tratamento regular de pacientes
com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) de moderada a grave, com sintomas
frequentes e história de exacerbações.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Hipersensibilidade à budesonida, ao formoterol ou à lactose inalatória.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Se o paciente considerar que o tratamento não está sendo efetivo ou se exceder a
dose prescrita de SYMBICORT TURBUHALER, deve-se consultar o médico. O
aumento do uso de broncodilatadores de ação rápida é indicativo de
agravamento da patologia subjacente, justificando uma reavaliação da terapia.
Na asma, deve-se considerar a necessidade de aumentar a terapêutica com
SYMBICORT TURBUHALER ou adicionar corticosteróides inalatórios e/ou
beta-2 agonista de longa duração ou um curso de corticosteróides orais. Em
DPOC, deve-se considerar a necessidade de adicionar um curso de
corticosteróides orais e/ou tratamento antibiótico, se uma infecção estiver presente.
Os pacientes devem ser aconselhados a ter sempre à disposição o seu
broncodilatador de ação rápida. O tratamento não deve ser iniciado para tratar
uma exacerbação grave.
O crescimento de crianças e adolescentes submetidos a uma corticoterapia
prolongada por qualquer via deve ser mantido sob rigoroso controle médico e
devem ser pesados os benefícios da terapêutica com corticosteróides em relação
ao possível risco de supressão do crescimento (ver Propriedades
Farmacodinâmicas).
Deve-se tomar cuidado especial em pacientes que são transferidos de esteróides
orais para inalatórios, uma vez que podem permanecer riscos de função adrenal
prejudicada durante um tempo considerável. Pacientes que necessitaram de
terapia corticosteróide de alta dose emergencial ou de terapia prolongada na
maior dose recomendada de corticosteróides inalatórios também podem estar em
risco. Estes pacientes podem exibir sinais e sintomas de insuficiência adrenal
quando expostos a situações de estresse grave. Administração de corticosteróide
sistêmico adicional deveria ser considerada durante situações de estresse ou
cirurgia eletiva.

 

SYMBICORT TURBUHALER deve ser administrado com cautela em pacientes
com graves transtornos cardiovasculares (incluindo anomalias do ritmo
cardíaco), diabetes mellitus, hipocalemia não tratada ou tireotoxicose.
A administração de doses elevadas de beta-2 agonista pode diminuir o potássio
sérico, por induzir a redistribuição de potássio do meio extracelular para o meio
intracelular, via estimulação da Na+
/K+
-ATPase nas células musculares. A
importância clínica deste efeito não está estabelecida.

 

SYMBICORT TURBUHALER contém lactose (<1mg/inalação). Esta quantidade
não é geralmente passível de causar problemas a indivíduos com intolerância à
lactose.

 

Uso durante a gravidez e a lactação
Não há dados disponíveis do uso de SYMBICORT TURBUHALER ou do
tratamento concomitante com formoterol e budesonida na gravidez. Não foram
realizados estudos em animais relativos à toxicidade reprodutiva desta
associação.
Não há dados disponíveis do uso de formoterol em mulheres grávidas. Em
estudos de reprodução em animais, formoterol causou efeitos adversos em níveis
de exposição sistêmica muito elevados (ver Dados de segurança pré-clínica).
Dados de aproximadamente 2.500 mulheres grávidas indicaram não haver
aumento do risco teratogênico associado ao uso de budesonida inalatória.

 

SYMBICORT TURBUHALER só deve ser utilizado durante a gravidez após
ponderação cuidadosa da situação, em especial durante os primeiros três meses
da gestação e pouco tempo antes do parto. Deve ser usada a menor dose eficaz de
budesonida de modo a permitir o controle adequado da asma.
Não é conhecido se o formoterol ou a budesonida são excretados no leite humano.
Em ratas, foram detectadas pequenas quantidades de formoterol no leite
materno. Só deverá considerar-se a hipótese de utilizar SYMBICORT
TURBUHALER em mulheres lactantes, se os benefícios esperados para a mãe
superarem qualquer possível risco para a criança. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

 

Interações farmacocinéticas
O metabolismo da budesonida é mediado principalmente pela CYP3A4, uma
subfamília do citocromo P450. Portanto, inibidores desta enzima, como o
cetoconazol, podem aumentar a exposição sistêmica à budesonida. Esta
possibilidade tem importância clínica limitada para o tratamento a curto prazo
(1-2 semanas) com cetoconazol, mas deve ser levada em consideração durante
tratamento a longo prazo.

 

Interações farmacodinâmicas
Os bloqueadores beta-adrenérgicos (incluindo os colírios oftálmicos) podem
atenuar ou inibir o efeito do formoterol.
Não foi observado que a budesonida e o formoterol interajam com outros
fármacos usados no tratamento da asma.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Dado que SYMBICORT TURBUHALER contém budesonida e formoterol, pode
ocorrer o mesmo padrão de efeitos não desejáveis observados com estas
substâncias, quando administradas isoladamente. Não se observou qualquer
aumento da incidência de reações adversas após a administração concomitante
dos dois compostos. As reações adversas mais frequentes relacionadas com a
droga, consistem em efeitos colaterais farmacologicamente previsíveis da
terapêutica beta-2 agonista, tais como tremor e palpitações. Estes tendem a ser
leves e a desaparecer após alguns dias de tratamento.

 

As reações adversas que foram associadas à budesonida ou ao formoterol são
apresentadas na tabela a seguir:
Comum
(1% a 10%)
Alterações cardíacas:

 

Infecções:
Alterações do sistema nervoso:
Alterações respiratória, torácica e
do mediastino:

 

Palpitações
Candidíase na orofaringe
Cefaléia e tremor
Leve irritação na garganta, tosse
e rouquidão
Incomum
(0,1% a 1%)

 

Alterações cardíacas:
Alterações gastrointestinais:
Alterações músculo-esqueléticas e
do tecido conjuntivo:
Alterações do sistema nervoso:
Alterações psiquiátricas:
Taquicardia
Náusea
Cãibras musculares
Tontura
Agitação, ansiedade, nervosismo
e perturbações do sono Rara
(0,01% a 0,1%)

 

Alterações cardíacas:
Alterações do sistema imune:
Alterações respiratórias, torácicas e do mediastino:
Alterações na pele e tecido subcutâneo:
Arritmias cardíacas, por  exemplo, fibrilação atrial, taquicardia supraventricular e extra-sístoles

Reações de hipersensibilidade
imediatas e tardias, por exemplo, dermatite, exantema, urticária, prurido e angioedema

 

Broncoespasmo
Equimose
Muito Rara
(< 0,01%)

 

Alterações cardíacas:
Alterações endócrinas:
Alterações metabólicas e nutricionais:
Alterações psiquiátricas:
Angina pectoris
Sinais ou sintomas de efeitos glicocorticosteróides sistêmicos, por exemplo, hipofunção da glândula supra-renal
Hiperglicemia
Depressão e alterações do comportamento

 

POSOLOGIA E MODO DE USAR
A dose de SYMBICORT TURBUHALER deve ser individualizada conforme a
gravidade da doença.
Quando for obtido o controle dos sintomas, a dose deve ser titulada para a menor dose
que permita manter um controle eficaz dos sintomas.

 

TERAPIA DE MANUTENÇÃO REGULAR
Doses recomendadas:
Asma
Adultos (a partir de 18 anos de idade): 1 inalação uma ou duas vezes ao dia. Em
alguns casos, pode ser necessário um máximo de 2 inalações, duas vezes ao dia, como
dose de manutenção ou temporariamente durante uma piora da asma.
Adolescentes (12-17 anos de idade): 1 inalação uma ou duas vezes ao dia.
Durante uma piora da asma, a dose de manutenção pode ser temporariamente
aumentada para um máximo de 2 inalações, duas vezes ao dia.
Crianças (com idade inferior a 12 anos): A eficácia e a segurança de SYMBICORT
TURBUHALER 12/400 mcg/inalação em crianças não foi estudada. DPOC
Adultos (a partir de 18 anos de idade): 1 inalação duas vezes ao dia. Dose máxima
diária: 2 inalações.

 

Informações Gerais
Os pacientes devem ser instruídos a usar SYMBICORT TURBUHALER mesmo
quando estiverem assintomáticos para obter o benefício máximo da terapia.
Não é necessário efetuar qualquer ajuste da dose em pacientes idosos.
Não existem dados disponíveis sobre o uso de SYMBICORT TURBUHALER em
pacientes com insuficiência hepática ou renal. Uma vez que a budesonida e o
formoterol são essencialmente eliminados por metabolismo hepático, é previsível que
se verifique um aumento da exposição em pacientes com cirrose hepática grave.

 

INSTRUÇÕES PARA USO
ATENÇÃO – LEIA ANTES DE USAR
• Assim que retirar o lacre e a tampa do produto verifique se o contador de
doses marca o número 60 (total de doses do produto);
• Você não verá nenhum jato de spray saindo do bocal uma vez que o produto é
um pó que será aspirado;
• A quantidade de medicamento liberada em cada inalação é muito pequena e
você pode não sentir gosto ou cheiro quando aspirar;
• A cada vez que a base vermelha do produto é girada e um pequeno “clique” é
ouvido, o contador de dose gira e marca como uma dose utilizada;
• Se, ao fazer o “clique” a dose não for aspirada, ela continuará dentro do frasco
e poderá ser usada, mas o contador de dose contará como se tivesse sido
usada;
• O bocal do frasco gira para se adaptar à boca do paciente, mas quem carrega a
dose do produto é a base vermelha e é esta que deve ser girada quando for
usar;
• O contador de dose não mostrará cada dose usada, ele somente mostrará o
número de doses restantes, a cada 20 doses usadas;
• Leia atentamente as instruções de uso do produto antes de fazer a inalação;Como usar:
1- Retire o lacre de plástico, desatarraxe e
retire a tampa: segure o inalador na vertical
(no espaço entre o bocal e a base) com a base
giratória para baixo (Figura 1) e observe o
contador de doses, que indicará o número
total de doses (60).
2 – Gire a base 1 vez para a direita e para a
esquerda até ouvir um “clique” (este é o sinal de
que o aparelho está carregado com uma dose).
(Figura 2)
3- Somente na primeira vez que for utilizar o produto, gire a base para a direita e
para a esquerda até ouvir 3 “cliques”. Nas outras vezes somente um “clique”
carregará a dose.
4 – Solte todo o ar dos pulmões antes de colocar o aparelho na boca. Atenção:
nunca retire o ar dos pulmões com o inalador na boca.
5 – Coloque o bocal entre os dentes, feche os
lábios e inspire pela boca o mais forte e
profundamente possível (Figura 3). Não
mastigue ou morda o bocal.
6 – Remova o inalador da boca antes de soltar o ar dos pulmões e segure a
respiração o quanto for possível, por até 10 segundos.
7 – Caso tenha sido prescrita mais de uma inalação, repita os passos 3 a 6 descritos
acima.
8 – Recoloque a tampa.
9 – Enxágue a boca com água, sem engolir.
Obs.: Se por engano, antes de uma inalação, você realizar mais de uma vez a
instrução 2 (descrita acima) para carregar uma dose, pode ficar seguro de que você
inalará apenas uma dose. Entretanto, sempre que a base for girada o contador de
doses registrará uma dose. LIMPEZA
Uma vez por semana, limpe a parte externa do bocal com um pano seco. Nunca lave o
inalador, pois o seu conteúdo é sensível à umidade.
Obs.: Nunca tente remover ou girar o bocal, pois ele é fixo no inalador.

 

CONTADOR DE DOSES
O contador informa quantas doses há ainda no inalador. À medida que a base é girada
o contador também irá girar. A contagem varia de 10 em 10 doses, contudo, você só
verá números no visor a cada 20 doses utilizadas, conforme o seguinte esquema: 60 |
40 |
20 |
0. Se usado conforme as instruções de uso, quando um fundo vermelho, com o
número zero (0) inscrito sobre ele, preencher toda a janela do contador, o inalador não
liberará mais a dose correta de medicamento, devendo ser descartado.
Obs.: O som ouvido ao agitar o TURBUHALER não é produzido pelo medicamento,
mas pelo agente dessecante (usado para proteger o inalador da umidade) presente no
seu interior. Este som não significa que ainda há medicamento no interior do inalador.

 

SUPERDOSAGEM
A superdosagem de formoterol irá provavelmente provocar efeitos típicos dos
agonistas beta-2-adrenérgicos: tremor, cefaléias, palpitações e taquicardia. Poderá
igualmente ocorrer hipotensão, acidose metabólica, hipocalemia e hiperglicemia.
Pode ser indicado um tratamento de suporte e sintomático. A administração de uma
dose de 90 microgramas durante três horas, em pacientes com obstrução brônquica
aguda, não suscitou quaisquer problemas de segurança.
Não é esperado que uma superdosagem aguda de budesonida, mesmo em doses
excessivas, constitua um problema clínico. Quando utilizado cronicamente em doses
excessivas, podem ocorrer efeitos glicocorticosteróides sistêmicos.

 

PACIENTES IDOSOS
Vide Posologia.
PRODUTO NOVO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E,
EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO SUA EFICÁCIA E SUA
SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM
OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS, AINDA NÃO
DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO
ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.
MS – 1.1618.0106
Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho – CRF-SP nº 19.097
Fabricado por: AstraZeneca AB – Södertälje – Suécia
Importado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP – CEP 06707-000
CNPJ 60.318.797/0001-00

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas
AstraZeneca.
CDS 12/03
Jul/07
Logo do SAC: 0800-0145578

Bula do Singulair (Antiasmático)

SingulairBula do Singulair®:
(montelucaste de sódio), MSD

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
• SINGULAIR® 4 mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos mastigáveis;
• SINGULAIR® 5 mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos mastigáveis;
• SINGULAIR® 10 mg é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 comprimidos revestidos;
• SINGULAIR® Baby é apresentado em caixas contendo 10 ou 30 sachês com grânulos orais de 4
mg.

 

USO ADULTO E PEDIÁTRICO (A partir de 6 meses de idade)

 

COMPOSIÇÃO
Ingredientes ativos:
Cada comprimido revestido de 10 mg contém 10,4 mg de montelucaste de sódio, que é o
equivalente molar a 10,0 mg do ácido livre, como composto ativo.
Cada comprimido mastigável de 5 mg contém 5,2 mg de montelucaste de sódio, que é o equivalente
molar a 5,0 mg do ácido livre, como composto ativo.
Cada comprimido mastigável e cada sachê de grânulos orais de 4 mg contém 4,2 mg de
montelucaste de sódio, que é o equivalente molar a 4,0 mg do ácido livre, como composto ativo.

 

Ingredientes inativos:
Cada comprimido revestido de 10 mg contém os seguintes ingredientes inativos: celulose
microcristalina, lactose monoidratada, croscarmelose sódica, hidroxipropilcelulose e estearato de
magnésio. O revestimento consiste de hidroxipropilmetilcelulose, hidroxipropilcelulose, dióxido de
titânio, óxido vermelho de ferro, óxido amarelo de ferro e cera de carnaúba.
Cada comprimido mastigável de 4 mg e de 5 mg contém os seguintes ingredientes inativos: manitol,
celulose microcristalina, hidroxipropilcelulose, óxido vermelho de ferro, croscarmelose sódica,
aromatizante de cereja, aspartame e estearato de magnésio.
Cada sachê de grânulos orais de 4 mg contém os seguintes ingredientes inativos: manitol,
hidroxipropilcelulose e estearato de magnésio.

 

INFORMAÇÃO AO PACIENTE
SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby é um medicamento para o tratamento da asma que age como
antagonista do receptor de leucotrienos. Os leucotrienos são substâncias produzidas por células
sangüíneas que causam estreitamento, inchaço das vias aéreas e também causam os sintomas
alérgicos. Com o bloqueio da ação dos leucotrienos, os sintomas alérgicos e da asma melhoram e
as crises de asma são prevenidas. Mantenha os comprimidos de 10 mg, os comprimidos
mastigáveis de 4 e 5 mg e os sachês de grânulos orais de 4 mg em temperatura entre 15-30oC,
protegidos da luz e umidade.

 

Ao adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade impresso na parte externa da embalagem. O prazo deste medicamento é de 24 meses a partir da data de fabricação. Nunca use medicamento com prazo de validade vencido; além de não obter o efeito desejado, pode prejudicar a sua saúde.

 

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informar ao médico se está amamentando. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Não interromper o tratamento sem o conhecimento do
seu médico.
É importante que você ou sua criança continuem tomando SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby
diariamente, conforme prescrito pelo médico, mesmo quando você ou sua criança não apresentarem
sintomas ou mesmo durante uma crise de asma.
Se os sintomas da asma piorarem, você deve contatar seu médico imediatamente.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. As mais comuns relatadas nos
estudos foram dor abdominal, dor de cabeça, sede, diarréia, hiperatividade, asma, pele escamosa ou
prurido e erupção cutânea. Estas reações geralmente são leves e ocorreram tanto em pacientes
tratados com SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby quanto em pacientes tratados com placebo
(comprimido que não contém medicação).

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

De maneira geral, SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby não interfere com outros medicamentos que
você ou sua criança estejam tomando. Entretanto, é importante que você informe seu médico sobre
todos os medicamentos que você ou sua criança estejam tomando ou que pretendam tomar,
incluindo aqueles sem prescrição médica.

 

Fenilcetonúricos: os comprimidos mastigáveis de 4 mg e 5 mg contêm aspartame, que é uma
fonte de fenilalanina (os comprimidos mastigáveis de 4 mg e 5 mg contêm, respectivamente,
0,674 mg e 0,842 mg de fenilalanina).
SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby é contra-indicado para casos de hipersensibilidade a qualquer
componente do produto.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO; PODE SER PERIGOSO
PARA SUA SAÚDE.

 

SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby não é indicado para o tratamento das crises agudas de asma. Se
ocorrer uma crise, você ou sua criança devem seguir as instruções dadas pelo seu médico para esta
situação.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

DESCRIÇÃO
O montelucaste de sódio, princípio ativo de SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby, é um antagonista do
receptor de leucotrienos seletivo e ativo por via oral que inibe o receptor de leucotrienos cisteínicos
CysLT1.
A fórmula química do montelucaste de sódio é: sal monossódico do ácido [R-(E)]-1-[[[1-[3-[2-(7-
cloro-2-quinolinil) etenil] fenil]-3-[2-(1-hidróxi-1-metiletil) fenil] propil]tio]metil]ciclopropanoacético.
A fórmula empírica é C35H35ClNNaO3S, e seu peso molecular é de 608,18. Sua fórmula estrutural é
apresentada a seguir:

O montelucaste de sódio é um pó branco a quase branco, higroscópico, opticamente ativo,
livremente solúvel em etanol, metanol e água e praticamente insolúvel em acetonitrila.

 

FARMACOLOGIA CLÍNICA

 

Mecanismo de Ação
Os leucotrienos cisteínicos (LTC4, LTD4, LTE4) são potentes eicosanóides inflamatórios, produtos do
metabolismo do ácido araquidônico e liberados de várias células, incluindo mastócitos e eosinófilos.
Esses importantes mediadores pró-asmáticos ligam-se aos receptores de leucotrienos cisteínicos
(CysLT). O receptor CysLT tipo 1 (CysLT1) encontra-se nas vias aéreas de humanos (incluindo as
células musculares lisas e macrófagos da via aérea) e em outras células pró-inflamatórias (incluindo
eosinófilos e determinadas células-tronco mielóides). Os CysLT foram correlacionados com a
fisiopatologia da asma e da rinite alérgica. Na asma, os efeitos mediados pelos leucotrienos,
inclusive um número de ações nas vias aéreas, incluem broncoconstrição, secreção de muco,
aumento da permeabilidade vascular e recrutamento de eosinófilos. Na rinite alérgica, os CysLT são
associados aos sintomas e liberados da mucosa nasal depois da exposição ao alérgeno durante as
fases de reação precoce e tardia. A provocação intranasal com os CysLTs tem mostrado aumentar a
resistência da via nasal e os sintomas da obstrução nasal.
O montelucaste é um potente composto ativo por via oral que melhora significativamente os
parâmetros da inflamação asmática. Com base nos bioensaios bioquímicos e farmacológicos, ele se
liga com alta afinidade e seletividade ao receptor CysLT1 (preferindo-o a outros receptores
farmacologicamente importantes das vias aéreas, tais como os receptores prostanóides,
colinérgicos ou β-adrenérgicos). O montelucaste inibe as ações fisiológicas do LTC4, LTD4 e LTE4 no
receptor CysLT1 sem atividade agonista.

 

Farmacocinética
Absorção
O montelucaste é rápida e quase completamente absorvido após a administração oral. A
concentração plasmática máxima média (Cmáx) dos comprimidos revestidos de 10 mg é atingida 3
horas (Tmáx) após a administração a adultos em jejum. A biodisponibilidade oral média é de 64%. A
biodisponibilidade oral e a Cmáx não são influenciadas por uma refeição-padrão.
A Cmáx dos comprimidos mastigáveis de 5 mg é atingida 2 horas após a administração a adultos em
jejum. A biodisponibilidade oral média é de 73%. A alimentação não tem influência clinicamente
importante na administração crônica.
A Cmáx dos comprimidos mastigáveis de 4 mg é atingida 2 horas após a administração a pacientes
pediátricos de dois a cinco anos de idade em jejum.
A formulação dos grânulos de 4 mg é bioequivalente à dos comprimidos mastigáveis de 4 mg
quando administrados a adultos em jejum. A co-administração de papinha de maçã ou de uma
refeição-padrão com os grânulos orais não teve efeito significante na farmacocinética de
montelucaste, conforme determinado pela AUC (1225,7 vs. 1223,1 ng•h/mL com ou sem papinha de
maçã, respectivamente, e 1191,8 vs. 1148,5 ng•h/mL com ou sem uma refeição-padrão,
respectivamente).

Estudos clínicos demonstraram o perfil de segurança e a eficácia dos comprimidos mastigáveis de 4
mg e 5 mg e dos comprimidos revestidos de 10 mg, independentemente do horário de ingestão de
alimentos. Estudos clínicos também demonstraram o perfil de segurança de SINGULAIR® Baby
quando os grânulos orais de 4 mg foram administrados, independentemente do horário de ingestão
de alimentos.

 

Distribuição
A ligação do montelucaste às proteínas plasmáticas é superior a 99%. O volume de distribuição em
estado de equilíbrio do montelucaste é de aproximadamente 8 a 11 litros. Estudos em ratos, que
utilizaram montelucaste marcado radioativamente, demonstraram mínima distribuição pela barreira
hematoencefálica. Além disso, as concentrações do material radiomarcado, 24 horas após a dose,
foram mínimas em todos os outros tecidos.

 

Metabolismo
O montelucaste é amplamente metabolizado. Em estudos nos quais se utilizou doses terapêuticas,
as concentrações plasmáticas dos metabólitos do montelucaste, em estado de equilíbrio, são
indetectáveis em adultos e em pacientes pediátricos.
Estudos in vitro em microssomos de fígado humano indicam que as isoenzimas do citocromo P450
3A4 e 2C9 estão envolvidas no metabolismo do montelucaste. Resultados de estudos posteriores in
vitro em microssomos de fígado humano demonstraram que as concentrações plasmáticas
terapêuticas do montelucaste não inibem as isoenzimas 3A4, 2C9, 1A2, 2A6, 2C19 ou 2D6 do
citocromo P450.

 

Eliminação
A depuração plasmática do montelucaste é de aproximadamente 45 mL/min em adultos saudáveis.
Após uma dose oral de montelucaste marcado radioativamente, 86% da radioatividade foi
recuperada em coletas fecais durante 5 dias e < 0,2% foi recuperada na urina. Considerando-se as
estimativas da biodisponibilidade oral do montelucaste, isso indica que o montelucaste e seus
metabólitos são excretados quase que exclusivamente pela bile.
Em diversos estudos, a meia-vida plasmática média do montelucaste foi de 2,7 a 5,5 horas em
jovens saudáveis. A farmacocinética do montelucaste é quase linear para doses de até 50 mg
administradas por via oral. Nenhuma diferença na farmacocinética foi notada entre as doses
administradas pela manhã ou à noite. Com a administração de 10 mg de montelucaste uma vez ao
dia, houve pequeno acúmulo do medicamento inalterado no plasma (aproximadamente 14%).

 

Características Relacionadas aos Pacientes
Sexo
A farmacocinética do montelucaste é similar nos sexos masculino e feminino.

 

Idosos
O perfil farmacocinético e a biodisponibilidade oral de uma dose única de 10 mg de montelucaste
são similares em jovens e idosos. A meia-vida plasmática do montelucaste é ligeiramente mais
prolongada em idosos. Não é necessário ajuste posológico para idosos.

 

Raça
Diferenças farmacocinéticas relacionadas à raça não foram estudadas. Em estudos clínicos, não
pareceu haver quaisquer diferenças em efeitos clinicamente importantes.

 

Insuficiência Hepática
Pacientes com insuficiência hepática leve a moderada e evidência clínica de cirrose apresentaram
evidência de redução do metabolismo de montelucaste, que resultou em um aumento de
aproximadamente 41% da área média sob a curva de concentração plasmática (AUC) do
montelucaste após uma dose única de 10 mg. A eliminação do montelucaste é ligeiramente
prolongada quando comparada àquela observada em indivíduos saudáveis (meia-vida média de 7,4
horas). Não é necessário ajuste posológico para pacientes com insuficiência hepática leve a
moderada. Não há dados clínicos em pacientes com insuficiência hepática grave (Escore de Child-
Pugh > 9).

 

Insuficiência Renal
Uma vez que o montelucaste e seus metabólitos não são excretados na urina, a farmacocinética do
montelucaste não foi avaliada em pacientes com insuficiência renal. Não é recomendado ajuste
posológico para esses pacientes.

 

Adolescentes e Pacientes Pediátricos
O perfil da concentração plasmática do montelucaste após administração de um comprimido
revestido de 10 mg é similar em adolescentes com > 15 anos de idade e em adultos jovens. O
comprimido revestido de 10 mg é recomendado para pacientes > 15 anos de idade.
Estudos farmacocinéticos mostram que o perfil plasmático dos grânulos orais de 4 mg em pacientes
pediátricos de 6 meses a 2 anos de idade, dos comprimidos mastigáveis de 4 mg em pacientes
pediátricos de 2 a 5 anos de idade e dos comprimidos mastigáveis de 5 mg em pacientes pediátricos
de 6 a 14 anos de idade foi similar ao perfil plasmático dos comprimidos revestidos de 10 mg em
adultos. O comprimido mastigável de 5 mg deve ser usado em pacientes pediátricos de 6 a 14 anos
de idade e o comprimido mastigável de 4 mg, em pacientes pediátricos de 2 a 5 anos de idade. Os
grânulos orais de 4 mg devem ser usados em pacientes pediátricos de 6 meses a 2 anos de idade.
Como a formulação em grânulos orais de 4 mg é bioequivalente à do comprimido mastigável de 4
mg, ele também pode ser usado como formulação alternativa aos comprimidos mastigáveis de 4 mg
em pacientes pediátricos de 2 a 5 anos de idade.

 

INDICAÇÕES
SINGULAIR® é indicado para a profilaxia e o tratamento crônico da asma em adultos e pacientes
pediátricos a partir de 2 anos de idade e SINGULAIR® Baby é indicado para a profilaxia e o
tratamento crônico da asma em pacientes pediátricos de 6 meses a 5 anos de idade, incluindo a
prevenção de sintomas diurnos e noturnos, da broncoconstrição induzida pelo exercício e o
tratamento de pacientes com asma sensíveis à aspirina.
SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby é efetivo isoladamente ou em associação a outros medicamentos
utilizados no tratamento da asma crônica. SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby pode ser utilizado
concomitantemente a corticosteróides inalatórios com efeitos aditivos no controle da asma e para
reduzir a dose do corticosteróide inalatório e manter a estabilidade clínica.
SINGULAIR® é indicado para o alívio dos sintomas diurnos e noturnos da rinite alérgica em adultos
e pacientes pediátricos a partir de 2 anos de idade e SINGULAIR® Baby é indicado para o alívio
dos sintomas diurnos e noturnos da rinite alérgica em pacientes pediátricos de 2 anos a 5 anos de
idade, incluindo congestão nasal, rinorréia, prurido nasal, espirros; congestão nasal ao despertar,
dificuldade de dormir e despertares noturnos; lacrimejamento, hiperemia ocular.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Hipersensibilidade a qualquer componente do produto.

 

PRECAUÇÕES
A eficácia oral de SINGULAIR®/SINGULAIR Baby® para o tratamento das crises agudas de asma
não foi estabelecida. Desta forma, os comprimidos de SINGULAIR® e os grânulos orais de
SINGULAIR Baby® não devem ser usados para o tratamento das crises agudas de asma. Os
pacientes devem ser aconselhados a ter disponível medicamento de resgate adequado.
Apesar de as doses do corticosteróide inalatório usado concomitantemente poderem ser
gradualmente reduzidas sob supervisão médica, SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby não deve
substituir abruptamente os corticosteróides inalatórios ou orais.
A redução da dose do corticosteróide sistêmico em pacientes que recebem medicamentos para o
tratamento da asma, inclusive antagonistas do receptor de leucotrienos, em casos raros, tem sido
seguida pela ocorrência de um ou mais dos seguintes sintomas: eosinofilia, exantema vasculítico,
piora dos sintomas pulmonares, complicações cardíacas e/ou neuropatia, às vezes diagnosticada
como síndrome de Churg-Strauss, vasculite eosinofílica sistêmica. Embora a relação causal com o
antagonismo do receptor de leucotrienos não tenha sido estabelecida, cautela e monitoramento
clínico são recomendados quando a redução de corticosteróide é considerada em pacientes que
recebem SINGULAIR®.

 

Gravidez
SINGULAIR® não foi estudado em gestantes. SINGULAIR® deve ser usado durante a gravidez
somente se claramente necessário.

 

Nutrizes

Não se sabe se SINGULAIR® é excretado no leite humano. Como muitos medicamentos são
excretados no leite humano, deve-se ter cautela quando SINGULAIR® for administrado a
nutrizes.

 

Uso Pediátrico
SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby tem sido estudado em pacientes pediátricos de 6 meses a 14
anos de idade (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO). O perfil de segurança e a eficácia em
pacientes pediátricos mais jovens que 6 meses de idade não foram estudados.

 

Uso em Idosos
Em estudos clínicos, não houve diferenças relacionadas à idade no perfil de segurança e
eficácia de SINGULAIR®.

 

Carcinogênese
Não foram observadas evidências de carcinogenicidade após a administração de doses orais até
200 mg/kg/dia em ratos, com duração de 106 semanas, ou doses orais até 100 mg/kg/dia com
duração de 92 semanas em camundongos. Estas doses equivalem a 1.000 vezes e 500 vezes a
dose recomendada para adultos humanos.+

 

Mutagênese
Demonstrou-se que o montelucaste não apresentou evidências de atividade genotóxica ou
mutagênica nos seguintes ensaios: ensaio in vitro de mutagênese microbiana; ensaio de
mutagênese em células de mamíferos V-79, com ou sem ativação metabólica; ensaio in vitro de
eluição alcalina em hepatócitos de ratos, ensaio in vitro de aberração cromossômica em células de
ovário de hamster chinesa, com ou sem ativação enzimática; e no ensaio de aberração
cromossômica em medula óssea de camundongos machos ou fêmeas.

 

Reprodução
A fertilidade e capacidade de reprodução não foram afetadas em estudos com ratos após a
administração de doses orais de até 800 mg/kg/dia em ratos ou após a administração de doses orais
de até 100 mg/kg/dia em ratas. Estas doses dão margem de, respectivamente, 4.000 vezes a 500
vezes a dose recomendada para um adulto humano.+

 

Desenvolvimento
Nos estudos de toxicidade, não houve efeitos adversos relatados com doses de até 400 mg/kg/dia
em ratos e com doses de até 100 mg/kg/dia em coelhos. Ocorreu exposição fetal ao montelucaste
de sódio em ratos e coelhos e concentrações significantes de medicação foram observadas no leite
de ratas lactantes.
+ Com base em um paciente adulto com peso de 50 kg.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
SINGULAIR®/SINGULAIR Baby® pode ser administrado com outros medicamentos usados
rotineiramente para a profilaxia e o tratamento crônico da asma e para o tratamento da rinite
alérgica. Em estudos de interações medicamentosas, a dose terapêutica recomendada de
montelucaste não teve efeitos clinicamente importantes na farmacocinética dos seguintes
medicamentos: teofilina, prednisona, prednisolona, contraceptivos orais (etinilestradiol/noretindrona
35 μg/1 mg), terfenadina, digoxina e varfarina.
Embora não tenham sido realizados outros estudos específicos de interação, SINGULAIR® foi
usado em estudos clínicos concomitantemente à ampla variedade de medicamentos comumente
prescritos, sem evidência de interações clínicas adversas. Essas medicações incluíram hormônios
tireoidianos, sedativos hipnóticos, agentes antiinflamatórios não esteróides, benzodiazepínicos e
descongestionantes.
A área sob a curva de concentração plasmática-tempo (AUC) do montelucaste diminuiu
aproximadamente 40% em indivíduos para os quais foi administrado fenobarbital
concomitantemente. Não é recomendado ajuste posológico para SINGULAIR®/SINGULAIR Baby®.

 

REAÇÕES ADVERSAS
SINGULAIR®/SINGULAIR Baby® tem sido geralmente bem tolerado. As reações adversas, as quais
foram usualmente leves, geralmente não requereram descontinuação da terapia. A incidência global
das reações adversas relatadas com SINGULAIR®/SINGULAIR Baby® foi comparável à do placebo.
Adultos e adolescentes a partir de 15 anos de idade com asma
SINGULAIR® foi avaliado quanto ao perfil de segurança em estudos clínicos que envolveram
aproximadamente 2.600 pacientes adultos e adolescentes > 15 anos de idade. Em dois estudos com
desenhos semelhantes, controlados com placebo durante 12 semanas, as únicas experiências
adversas relatadas como relacionadas à medicação em > 1% dos pacientes tratados com
SINGULAIR® e com incidência maior do que a observada em pacientes tratados com placebo foram
dor abdominal e cefaléia. A incidência destes eventos não foi significativamente diferente entre os
dois grupos de tratamento.
Cumulativamente, nos estudos clínicos, foram tratados com SINGULAIR® 544 pacientes durante 6
meses, no mínimo; 253, durante um ano e 21, durante dois anos. Com o tratamento prolongado, o
perfil de experiências adversas não se alterou significativamente.

 

Pacientes pediátricos de 6 a 14 anos de idade com asma
O perfil de segurança de SINGULAIR® também foi avaliado em aproximadamente 320 pacientes de
6 a 14 anos de idade. O perfil de segurança em pacientes pediátricos é geralmente similar ao perfil
de segurança em adultos e ao do placebo. Em um estudo clínico controlado com placebo com
duração de 8 semanas, a única experiência adversa relatada como relacionada à medicação em >
1% dos pacientes tratados com SINGULAIR® e com incidência maior do que a observada em
pacientes tratados com placebo foi cefaléia. A incidência de cefaléia não foi significativamente
diferente entre os dois grupos de tratamento.
Cumulativamente, 143 pacientes de 6 a 14 anos de idade foram tratados com SINGULAIR® durante
3 meses, no mínimo, e 44, durante 6 meses ou mais. O perfil de experiências adversas não se
alterou significativamente com o tratamento prolongado.

 

Pacientes pediátricos de 2 a 5 anos de idade com asma
SINGULAIR® foi avaliado em 573 pacientes pediátricos de 2 a 5 anos de idade. Em um estudo
clínico controlado com placebo com duração de 12 semanas, a única experiência adversa relatada
como relacionada à medicação em > 1% dos pacientes tratados com SINGULAIR® e com incidência
maior do que a observada em pacientes tratados com placebo foi sede. A incidência de sede não foi
significativamente diferente entre os dois grupos de tratamento.
Cumulativamente, 426 pacientes pediátricos de 2 a 5 anos de idade foram tratados com
SINGULAIR® por pelo menos 3 meses, 230 por 6 meses ou mais, e 63 pacientes por 12 meses ou
mais. O perfil de experiências adversas não se alterou com o tratamento prolongado.

 

Pacientes pediátricos de 6 meses a 2 anos de idade com asma
SINGULAIR® Baby foi avaliado em 175 pacientes pediátricos de 6 meses a 2 anos de idade. Em um
estudo clínico controlado com placebo com duração de 6 semanas, as experiências adversas
relatadas como relacionadas à medicação em > 1% dos pacientes tratados com SINGULAIR® Baby
e a uma incidência maior do que a observada em pacientes tratados com placebo foram: diarréia,
hipercinesia, asma, dermatite eczematosa e erupção cutânea. A incidência destas experiências
adversas não foi significativamente diferente entre os dois grupos de tratamento.

 

Adultos e adolescentes a partir de 15 anos de idade com rinite alérgica
Em estudos clínicos, SINGULAIR® foi avaliado em 2.199 pacientes adultos a partir de 15 anos de
idade no tratamento de rinite alérgica. SINGULAIR® administrado uma vez ao dia pela manhã ou à
noite foi geralmente bem tolerado, com perfil de segurança similar ao do placebo. Em um estudo
clínico controlado com placebo não foram relatadas experiências adversas como relacionadas à
medicação em ≥ 1% dos pacientes tratados com SINGULAIR® e a uma incidência maior do que a
observada em pacientes tratados com placebo. Em um estudo clínico, controlado com placebo, com
4 semanas de duração, o perfil de segurança foi consistente com o observado em estudos com 2
semanas de duração. Em todos os estudos, a incidência de sonolência foi similar à do placebo.

 

Pacientes pediátricos de 2 a 14 anos de idade com rinite alérgica
Em um estudo clínico controlado com placebo com duração de 2 semanas, SINGULAIR® foi
avaliado em 280 pacientes pediátricos de 2 a 14 anos de idade no tratamento de rinite alérgica.
SINGULAIR® administrado uma vez ao dia à noite foi geralmente bem tolerado, com o perfil de
segurança similar ao do placebo. Neste estudo, não foram relatadas experiências adversas como
relacionadas à medicação em ≥ 1% dos pacientes tratados com SINGULAIR® e com incidência
maior do que a observada em pacientes tratados com placebo.

 

Experiências adversas relatadas após a comercialização
Foram relatadas as seguintes reações adversas adicionais após a comercialização: reações de
hipersensibilidade (incluindo anafilaxia, angioedema, erupção cutânea, prurido, urticária e, muito
raramente, infiltração eosinofílica hepática); anormalidades no padrão de sonhos e alucinações,
sonolência, irritabilidade, agitação, insônia e muito raramente convulsão; náuseas, vômitos,
dispepsia, diarréia; mialgia, incluindo cãibras; aumento da propensão ao sangramento, hematoma;
e edema.

 

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby deve ser administrado uma vez ao dia. Para asma, a dose deve
ser administrada à noite. Para rinite alérgica, o horário da administração pode ser individualizado
para atender às necessidades do paciente.
Pacientes com asma e/ou rinite alérgica devem administrar apenas um comprimido diariamente à
noite.

 

Adultos e adolescentes a partir de 15 anos de idade com asma e/ou rinite alérgica
A posologia para pacientes a partir de 15 anos de idade é de 1 comprimido de 10 mg diariamente.

 

Pacientes pediátricos de 6 a 14 anos de idade com asma e/ou rinite alérgica
A posologia para pacientes com 6 a 14 anos de idade é de 1 comprimido mastigável de 5 mg
diariamente.

 

Pacientes pediátricos de 2 a 5 anos de idade com asma e/ou rinite alérgica
A posologia para pacientes de 2 a 5 anos de idade é de 1 comprimido mastigável de 4 mg
diariamente ou um sachê de grânulos orais de 4 mg diariamente.

 

Pacientes pediátricos de 6 meses a 2 anos de idade com asma
A posologia para pacientes de 6 meses a 2 anos de idade é de um sachê de grânulos orais de 4 mg
diariamente.

 

Administração dos grânulos orais:
Os grânulos orais de SINGULAIR® Baby podem ser administrados diretamente na boca ou
misturados com uma colher cheia de alimentação leve (por exemplo, papinha de maçã) à
temperatura ambiente ou fria. A embalagem deve ser mantida fechada até o momento do uso.
Depois de aberta, toda dose de SINGULAIR® Baby deve ser administrada imediatamente (no
período de 15 minutos). Se misturado com algum alimento, SINGULAIR® Baby não deve ser
armazenado para uso posterior. Os grânulos orais de SINGULAIR® Baby não foram desenvolvidos
para serem dissolvidos em líquidos. Entretanto, líquidos podem ser administrados
subseqüentemente à administração.

 

Recomendações gerais
O efeito terapêutico de SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby sobre os parâmetros de controle da asma
ocorre em 1 dia. SINGULAIR® comprimidos, comprimidos mastigáveis e SINGULAIR® Baby
grânulos orais podem ser ingeridos com ou sem alimentos. Os pacientes devem ser aconselhados a
continuar utilizando SINGULAIR®/ SINGULAIR® Baby quando a asma estiver controlada, bem como
durante os períodos de exacerbação da asma.
Não é necessário ajuste posológico para pacientes pediátricos, idosos, pacientes com insuficiência
renal ou com insuficiência hepática leve a moderada; também não são necessários ajustes
posológicos em função do sexo dos pacientes.

 

Terapia com SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby e outros tratamentos para asma
SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby pode ser adicionado ao tratamento preexistente para a asma.

 

Redução em casos de terapia concomitante:
• Com broncodilatadores: SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby pode ser adicionado ao esquema
terapêutico de pacientes que não estão adequadamente controlados somente com
broncodilatadores. Quando for obtida resposta clínica (geralmente após a primeira dose), a
terapia com broncodilatadores pode ser reduzida, conforme tolerado pelo paciente.

 

• Com corticosteróides inalatórios: o tratamento com SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby proporciona
benefícios clínicos adicionais a pacientes tratados com corticosteróides inalatórios. As doses de
corticosteróides podem ser reduzidas de acordo com a tolerabilidade do paciente, porém
gradualmente e sob supervisão médica. Em alguns pacientes, a dose de corticosteróides
inalatórios pode ser gradualmente abolida. SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby não deve substituir
abruptamente os corticosteróides inalatórios.

 

SUPERDOSAGEM
Não existem informações específicas disponíveis sobre o tratamento da superdosagem com
SINGULAIR®/SINGULAIR® Baby. Em estudos de asma crônica, SINGULAIR® foi administrado em
doses de até 200 mg/dia para pacientes adultos durante 22 semanas e, em estudos de curta
duração, em doses de até 900 mg/dia por aproximadamente 1 semana, sem que tenham ocorrido
experiências adversas clinicamente importantes.
Houve relatos de superdosagem aguda em crianças após a comercialização e nos estudos clínicos
nos quais foram utilizados até 150 mg/dia de SINGULAIR®, no mínimo. Os achados clínicos e
laboratoriais foram consistentes com o perfil de segurança em pacientes adultos e em adolescentes.
Na maioria dos casos de superdosagem, não houve experiências adversas relatadas. As
experiências adversas mais freqüentemente observadas foram sede, sonolência, midríase,
hipercinesia e dor abdominal.
Não se sabe se o montelucaste é dialisável por hemodiálise ou diálise peritoneal.

 

PACIENTES IDOSOS
Em estudos clínicos, não houve diferenças relacionadas à idade no perfil de segurança e eficácia de
SINGULAIR®.

 

“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”
Número de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Registro MS – 1.0029.0005
Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos – CRF-SP no 16.243
Produzido por:
SINGULAIR® Baby grânulos orais de 4 mg:
Merck & Co., Inc., Sumneytown Pike, West Point, PA 19486, EUA
SINGULAIR® 4 mg, 5 mg e 10 mg:
Merck Sharp & Dohme – Shotton Lane, Cramlington
Northumberland NE23 3JU – United Kingdom
Embalado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 1.161, Sousas, Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/0003-04 – Indústria Brasileira
Importado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815 – Sousas, Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/0001-34 – Indústria Brasileira
®Marca registrada de Merck & Co., Inc., Whitehouse Station, NJ, EUA.
WPC 062002
MSD On Line 0800-0122232
E-mail: [email protected]
www.msdonline.com.br

Bula do Seretide Spray (Antiasmático)

SeretideBula do Seretide® Spray:
xinafoato de salmeterol
propionato de fluticasona

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
Seretide® é um aerossol para inalação que consiste em uma suspensão de salmeterol e propionato
de fluticasona no propelente norflurano (HFA 134A).

 

Seretide® Spray possui as seguintes apresentações:

Seretide® 25 mcg/50 mcg com 120 doses
Seretide® 25 mcg/125 mcg com 120 doses
Seretide® 25 mcg/250 mcg com 120 doses

 

COMPOSIÇÃO
Cada dose contém:
Seretide® 25 mcg/50 mcg
xinafoato de salmeterol……………………………………….36,25 mcg (equivalente a 25 mcg de salmeterol)
propionato de fluticasona…………………………………….50 mcg
norflurano (propelente HFA 134A) q.s.p. ………………75 mg

 

Seretide® 25 mcg/125 mcg
xinafoato de salmeterol………………………………………36,25 mcg (equivalente a 25 mcg de salmeterol)
propionato de fluticasona……………………………………125 mcg
norflurano (propelente HFA 134A) q.s.p. ………………75 mg

 

Seretide® 25 mcg/250 mcg
xinafoato de salmeterol……………………………………….36,25 mcg (equivalente a 25 mcg de salmeterol)
propionato de fluticasona…………………………………….250 mcg
norflurano (propelente HFA 134A) q.s.p. ……………….75 mg

 

USO ADULTO E PEDIÁTRICO (CRIANÇAS A PARTIR DE 4 ANOS DE IDADE)
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: Seretide® atua como broncodilatador de ação prolongada e
antiinflamatório em doenças dos brônquios. Seretide® está indicado para tratamento das doenças
obstrutivas reversíveis do trato respiratório, entre elas a asma, em adultos e crianças, e para
tratamento de manutenção da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), inclusive de bronquite
crônica e enfisema.

 

Cuidados de armazenamento: manter o medicamento na embalagem original e em temperatura
ambiente (abaixo de 30ºC). Proteger do congelamento e da luz solar direta.
A lata do produto não deve ser quebrada, perfurada ou queimada, mesmo quando estiver vazia.
Como ocorre com a maioria dos medicamentos inalatórios acondicionados em latas pressurizadas, o
efeito terapêutico pode diminuir quando a lata está fria.
Após o uso, recoloque a tampa do bocal firmemente e prenda-a na posição.

 

Prazo de validade: o prazo de validade é de 24 meses. Não utilize medicamentos que estejam fora
do prazo de validade, pois o efeito desejado pode não ser obtido.

 

Gravidez e lactação: informe a seu médico a ocorrência de gravidez ou se está amamentando, na
vigência do tratamento ou após o término.

 

Cuidados de administração: siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as
doses e a duração do tratamento.

 

Instruções de uso: antes de usar Seretide®, leia atentamente as instruções abaixo.

 

Testando seu inalador
Antes de usar seu inalador pela primeira vez, ou se ele não tiver sido usado por uma semana ou
mais, remova o protetor do bocal apertando delicadamente as laterais desse protetor. Então, agite
bem o inalador e libere um jato de ar para certificar-se de que funciona.

 

Usando seu inalador
1. Remova a tampa do bocal apertando gentilmente suas laterais. Verifique se há
partículas estranhas no interior e no exterior do inalador, inclusive no bocal.
Agite bem o inalador para garantir que qualquer partícula estranha seja removida
e para que o conteúdo seja misturado de maneira uniforme.
2. Segure o inalador na posição vertical entre o indicador e o polegar, com o
polegar na base, abaixo do bocal. Expire (jogue o ar para fora dos pulmões)
lentamente até não poder expelir mais ar.
3. Coloque o bocal do inalador entre seus lábios (ou no espaçador, se assim tiver
sido prescrito pelo seu médico), ajustando-o bem, sem morder.
Logo após, comece a inspirar (puxar o ar para dentro dos pulmões) pela boca e
pressione firmemente o inalador entre o indicador e o polegar para liberar o
aerossol, inspirando regular e profundamente.
4. Prenda a respiração ao tirar o inalador de sua boca. Continue com a
respiração presa por tanto tempo quanto for confortável (cerca de 10
segundos são suficientes).
5. Para liberar o segundo jato, mantenha o inalador na posição vertical e espere cerca de meio
minuto antes de repetir os passos 2 a 4.
6. Recoloque a tampa do bocal empurrando-a firmemente e prendendo-a na posição.

 

IMPORTANTE
Não apresse as etapas 3 e 4. É importante que você comece a inspirar o mais lentamente possível
imediatamente antes de acionar seu inalador. Pratique em frente a um espelho nas primeiras vezes.
Se perceber uma “névoa” saindo do topo de seu inalador ou dos cantos de sua boca, comece
novamente a partir da etapa 2.
Se seu médico lhe deu instruções diferentes para usar seu inalador – a inclusão de espaçadores, por
exemplo –, siga-as cuidadosamente. Se tiver qualquer dificuldade, diga a seu médico.
OBSERVAÇÃO: O inalador contém 120 doses. Inicialmente o visor indicará 124 doses, o que lhe
permitirá realizar de dois a quatro disparos de ar de forma a testar o funcionamento do inalador.
Quando o visor do contador de doses indicar o número “020”, isto significa que o inalador conterá
somente 20 doses, portanto, recomenda-se adquirir uma nova unidade para assegurar a continuidade
do tratamento de acordo com a prescrição do seu médico. Quando o visor indicar o número “000”,
deve-se interromper o uso pois não conterá mais doses a serem utilizadas.
O contador não pode ser alterado, já que o mesmo está conectado de modo permanente com a
embalagem do medicamento. Desta forma, não tente modificar o número indicado nem separar o
contador da embalagem do medicamento.

 

Crianças
Crianças pequenas podem precisar de ajuda e os adultos podem precisar operar o inalador por elas.
Incentive a criança a expirar e acione o inalador imediatamente após a criança começar a inspirar.
Pratiquem a técnica juntos. Crianças maiores ou pessoas com as mãos fracas devem segurar o
inalador com ambas as mãos. Coloque os dois indicadores no topo do inalador e ambos os polegares
na base abaixo do bocal.

 

Instruções para limpeza
Seu inalador deve ser limpo pelo menos uma vez por semana:
1. Remova a tampa do bocal.
2. Não remova o recipiente do invólucro de plástico.
3. Limpe o interior e o exterior do bocal e o invólucro de plástico com um pano, lenço de papel ou
chumaço de algodão secos.
4. Recoloque a tampa do bocal.

 

NÃO COLOQUE O RECIPIENTE DE METAL NA ÁGUA.

 

Interrupção do tratamento: não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

 

Reações adversas: informe seu médico do aparecimento de reações desagradáveis, tais como:
irritação na garganta, candidíase (sapinho) na boca e na garganta e palpitações.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

Ingestão concomitante com outras substâncias: informe seu médico de qualquer outro
medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

 

Contra-indicações: o uso de Seretide® é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade
conhecida a qualquer componente da fórmula.

 

Capacidade de dirigir e operar máquinas: atualmente, não existem dados disponíveis que sugiram
que Seretide® influencie a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

 

NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO
PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

PROPRIEDADES FARMACODINÂMICAS
Estudos clínicos com salmeterol
Asma
Um estudo clínico multicêntrico realizado nos Estados Unidos (SMART) comparou, no que diz
respeito à segurança, salmeterol com placebo adicionados à terapia usual. Não houve diferenças
significativas de objetivo primário, ou seja, na combinação entre mortes relacionadas a problemas
respiratórios e eventos respiratórios com risco à vida. O estudo demonstrou aumento significativo das
mortes relacionadas à asma em pacientes que receberam salmeterol (13 mortes em 13.176 pacientes
tratados por 28 semanas com salmeterol versus 3 mortes em 13.179 pacientes que receberam
placebo). O SMART não foi desenhado para avaliar o impacto do uso concomitante de
corticosteróides inalatórios. Entretanto, análises post-hoc mostraram não haver diferença significativa
entre os grupos de tratamento quanto às mortes relacionadas à asma naqueles pacientes que
usaram esses corticosteróides desde o início (4/6.127 com salmeterol versus 3/6.138 com placebo).
O número de mortes relacionadas à asma em grupos que não usavam corticosteróides inalatórios foi
de 9/7.049 com salmeterol versus 0/7.041 com placebo. Outra metanálise, de 42 estudos clínicos que
envolveram 8.030 pacientes tratados com Seretide® e 7.925 tratados com propionato de fluticasona,
não demonstrou diferença estatística significativa entre salmeterol combinado a propionato de
fluticasona e propionato de fluticasona isolado no que se refere a eventos respiratórios graves ou
hospitalizações relacionadas à asma.

 

Estudos clínicos com salmeterol/propionato de fluticasona
Asma
Um estudo de grande porte, com duração de 12 meses (GOAL, de Gaining Optimal Asthma ControL,
ou Adquirindo o Controle Ideal da Asma), em 3.416 pacientes com asma comparou a eficácia e a
segurança de Seretide® com relação a um corticosteróide inalatório em monoterapia, na obtenção de
níveis predefinidos de controle da asma. A dose usada foi aumentada a cada 12 semanas até que o
**“controle total” (definido no estudo como remissão dos sintomas da asma durante pelo menos sete
das últimas oito semanas de tratamento) fosse alcançado ou até que a dose mais alta da medicação
do estudo fosse atingida. O estudo mostrou que:
• 71% dos pacientes tratados com Seretide® atingiram o status de asma *’“bem controlada”, de
acordo com os critérios definidos pela Iniciativa Global pela Asma (GINA, de Global INitiative for
Asthma), em comparação a 59% dos tratados com corticosteróide inalatório em monoterapia;
• 41% dos pacientes tratados com Seretide® atingiram o **“controle total”, definido no estudo como
a remissão dos sintomas da asma, em comparação a 28% dos tratados com corticosteróide
inalatório em monoterapia.
Esses efeitos foram alcançados em um período de tempo mais curto com Seretide® em comparação
ao corticosteróide inalatório em monoterapia, da mesma forma que com uma dose mais baixa do
corticosteróide inalatório presente em Seretide® com relação à monoterapia.

 

O estudo GOAL também mostrou que:
• a taxa de exacerbações foi 29% mais baixa com Seretide® em comparação à monoterapia com
corticosteróide inalatório;
• a obtenção do status de asma “bem controlada” ou “totalmente controlada” melhorou a qualidade
de vida (QoL). No grupo estudado, 61% dos pacientes relataram deterioração mínima ou
nenhuma deterioração da QoL relacionada à asma, após o tratamento com Seretide®, conforme
medido por um questionário específico de qualidade de vida, em comparação a 8% na avaliação
inicial.
*Asma bem controlada: sintomas ocasionais, uso de β2-agonista de curta duração por dois dias ou
menos ou até quatro vezes por semana, pico de fluxo expiratório matinal menor que 80% do previsto,
não-interrupção do sono à noite, ausência de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem
modificação no tratamento.
**Controle total da asma: ausência de sintomas, não-uso de β2-agonista de curta duração, pico de
fluxo expiratório matinal maior ou igual a 80% do previsto, não-interrupção do sono à noite, ausência
de exacerbações e de efeitos colaterais que forcem a uma modificação no tratamento.
Dois outros estudos mostraram melhora da função pulmonar, percentual de dias sem sintomas e
redução do uso de medicação de resgate com uma dose 60% mais baixa do corticosteróide inalatório
com Seretide®, em comparação à monoterapia com corticosteróide inalatório, enquanto que o
controle da inflamação subjacente das vias aéreas, medida por biópsia brônquica e lavagem
broncoalveolar, foi mantido.
Estudos adicionais mostraram que o tratamento com Seretide® melhora significativamente os
sintomas da asma e a função pulmonar e reduz o uso de medicação de resgate, em comparação à
utilização dos componentes individuais em monoterapia e de placebo. Os resultados do estudo GOAL
mostram que as melhoras observadas com Seretide®, nesses objetivos finais de avaliação, são
mantidas durante pelo menos 12 meses.

 

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Pacientes com DPOC sintomáticos, em que se obteve mais de 10% de melhora do VEF1 após o uso
de β2-agonista de curta duração.
Estudos clínicos controlados com placebo, com duração de seis meses, demonstraram que o uso
regular de Seretide® 50 mcg/250 mcg e de Seretide® 50 mcg/500 mcg melhora rápida e
significativamente a função pulmonar e reduz significativamente a dificuldade de respirar e o uso de
medicação de resgate. Houve também melhora significativa nas condições de saúde.
Pacientes com DPOC sintomáticos, que demonstraram menos de 10% de melhora do VEF1 após o
uso de β2-agonista de curta duração.
Estudos clínicos controlados com placebo, com duração de 6 e 12 meses, demonstraram que o uso
regular de Seretide® 50 mcg/500 mcg melhora rápida e significativamente a função pulmonar e reduz
significativamente a dificuldade de respirar e o uso de medicação de resgate. Após período de 12
meses, o risco de exacerbação da DPOC e a necessidade de tratamentos adicionais com
corticosteróides orais também foram reduzidos significativamente. Houve ainda melhora significativa
das condições de saúde.
Seretide® 50 mcg/500 mcg foi eficaz em melhorar a função pulmonar e as condições de saúde,
como também em reduzir o risco de exacerbações da DPOC, em fumantes e em ex-fumantes.

 

Mecanismo de ação
Seretide® é uma associação de salmeterol com propionato de fluticasona, os quais possuem
diferentes mecanismos de ação. O salmeterol protege dos sintomas e o propionato de fluticasona
melhora a função pulmonar e previne exacerbações. Seretide® oferece comodidade posológica a
pacientes em tratamento com β-agonistas e corticosteróides por via inalatória. O mecanismo de ação
de cada droga está descrito abaixo.

 

salmeterol
O salmeterol é um agonista seletivo dos receptores β2-adrenérgicos de ação longa (12 horas) que
apresenta uma longa cadeia lateral que se liga ao sítio externo do receptor. Essa propriedade
farmacológica de salmeterol proporciona uma proteção mais efetiva contra a broncoconstrição
induzida pela histamina, em relação à proteção obtida com o uso dos agonistas β2-adrenérgicos de
ação curta convencionais, e produz uma broncodilatação de longa duração (de pelo menos 12 horas).
Em testes in vitro, observou-se que salmeterol é um inibidor potente e de ação duradoura da
liberação de mediadores derivados do mastócito do pulmão humano, como histamina, leucotrienos e
prostaglandinas D2.
No ser humano, salmeterol inibe a resposta da fase imediata e tardia ao alérgeno inalado, sendo essa
última persistente por até 30 horas após dose única, quando o efeito broncodilatador não é mais
evidente. Uma dose única de salmeterol diminui a hiper-reatividade brônquica. Esses dados indicam
que salmeterol possui atividade adicional não-broncodilatadora cujo significado clínico não está claro.
Tal mecanismo difere da atividade antiinflamatória dos corticosteróides.
propionato de fluticasona
Quando inalado nas doses recomendadas, propionato de fluticasona apresenta potente ação
antiinflamatória pulmonar, que resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma sem a
ocorrência dos efeitos adversos observados quando os corticosteróides são administrados por via
sistêmica.
Durante o tratamento crônico com propionato de fluticasona inalatório, a produção diária de
hormônios adrenocorticais geralmente se mantém dentro da faixa normal, inclusive quando se
administram doses mais altas recomendadas, em crianças e adultos. Após a transferência de outros
esteróides inalatórios, a produção diária melhora gradualmente, mesmo com o uso intermitente de
esteróides orais; isso demonstra o retorno da função adrenal ao normal com o uso de propionato de
fluticasona inalatório. A reserva adrenal também se mantém na normalidade durante o tratamento
crônico, como medido por aumento normal em um teste de estimulação. Entretanto, qualquer
comprometimento residual da reserva adrenal oriundo de tratamento prévio pode persistir por um
tempo considerável e deve ser levado em consideração (ver Precauções e Advertências).

 

PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS
Não existem evidências de que a administração conjunta de salmeterol com propionato de
fluticasona, por via inalatória, altera a farmacocinética de cada droga. Portanto, para fins
farmacocinéticos, cada droga será considerada separadamente.
Em um estudo de interação medicamentosa controlado com placebo, cruzado, realizado em 15
indivíduos sadios, a co-administração de salmeterol (50 mcg duas vezes ao dia, inalado) com o
inibidor do CYP3A4 cetoconazol (400 mg uma vez por dia, via oral) durante sete dias resultou em
aumento significativo da concentração plasmática de salmeterol (1,4 vez a Cmáx e 15 vezes a ASC).
Não houve aumento de acumulação de salmeterol durante a administração repetida. Em três sujeitos
de pesquisa foi retirada a co-administração de salmeterol com cetoconazol devido a prolongamento
do intervalo QTc ou palpitações com taquicardia sinusal. Nos 12 sujeitos de pesquisa restantes, a coadministração
de salmeterol com cetoconazol não resultou em efeito clinicamente significativo sobre
o ritmo cardíaco, os níveis séricos de potássio ou a duração do QTc (ver Precauções e Advertências
e Interações Medicamentosas).

 

salmeterol
Salmeterol atua localmente nos pulmões, e por isso os níveis plasmáticos não contribuem para o
efeito terapêutico. Adicionalmente, existem apenas dados limitados sobre a farmacocinética de
salmeterol, devido à dificuldade técnica de dosar a concentração plasmática – que é muito baixa em
doses terapêuticas (aproximadamente 200 pg/mL ou menos) – encontrada após a inalação. Feita a
inalação de doses regulares de xinafoato de salmeterol, o ácido hidroxinaftóico poderá ser detectado
na circulação sistêmica, atingindo, no estado de equilíbrio, concentrações de aproximadamente 100
ng/mL. Essas concentrações são até 1.000 vezes menores do que os níveis no estado de equilíbrio
observados em estudos de toxicidade. Na terapia regular de longa duração (mais do que 12 meses),
nenhum efeito maléfico foi observado em pacientes com obstrução das vias aéreas.
Um estudo in vitro demonstrou que salmeterol é intensamente metabolizado ao α-hidroxissalmeterol
(oxidação alifática) pelo CYP3A4. Um estudo com salmeterol e eritromicina em voluntários sadios não
demonstrou alterações clínicas significativas nos efeitos farmacocinéticos de salmeterol com doses
de eritromicina de 500 mg três vezes ao dia.
No entanto, em um estudo de interação salmeterol-cetoconazol, observou-se como resultado um
aumento significativo da concentração plasmática de salmeterol (ver Precauções e Advertências, e
Interações Medicamentosas).

 

propionato de fluticasona
A biodisponibilidade absoluta de propionato de fluticasona após a administração com cada um dos
inaladores disponíveis foi estimada com base nos estudos de dados farmacocinéticos inalatórios e
intravenosos e na comparação entre esses dados. Em indivíduos adultos e sadios a
biodisponibilidade absoluta do propionato de fluticasona Diskus foi estimada em 7,8% e do propionato
de fluticasona Spray em 10,9% e para o salmeterol-propionato de fluticasona Spray em 5,3% e para o
salmeterol-propionato de fluticasona Diskus em 5,5%..Em pacientes com asma ou DPOC, foi
observado um pequeno grau de exposição sistêmica a propionato de fluticasona.
A absorção sistêmica de propionato de fluticasona ocorre, principalmente, através dos pulmões,
sendo inicialmente rápida e depois prolongada.
O restante da dose inalada pode ser ingerido, mas sua contribuição para a exposição sistêmica é
mínima, devido à baixa solubilidade em água e ao metabolismo de primeira passagem, o que resulta
em uma disponibilidade oral menor que 1%. Existe um aumento linear da exposição sistêmica quando
se eleva a dose administrada por via inalatória. A distribuição de propionato de fluticasona é
caracterizada por alto clearance plasmático (1.150 mL/min), alto volume de distribuição no estado de
equilíbrio (aproximadamente 300 L) e meia-vida terminal de aproximadamente 8 horas. A ligação às
proteínas plasmáticas é de 91%.

O propionato de fluticasona é removido rapidamente da circulação sistêmica, principalmente como
metabólito ácido carboxílico inativo,pela enzima CYP3A4 do citocromo P450.
O clearance renal de propionato de fluticasona é desprezível (<0,2%) e o de seu metabólito inativo é
de menos de 5%. Deve-se ter cuidado ao co-administrar inibidores do CYP3A4, uma vez que existe
um potencial de exposição sistêmica aumentada a propionato de fluticasona.

 

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
Doença obstrutiva reversível das vias respiratórias
Seretide® é indicado para tratamento regular das doenças obstrutivas reversíveis das vias
respiratórias, incluindo a asma, em adultos e crianças, quando a combinação de broncodilatador com
corticosteróide administrada por via inalatória for apropriada:
• Pacientes em tratamento de manutenção com β-agonistas de longa ação e corticosteróides por
via inalatória.
• Pacientes que permaneçam sintomáticos em monoterapia com corticosteróides por via inalatória.
• Pacientes em tratamento regular com broncodilatadores que requeiram o uso de corticosteróides
por via inalatória.
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Seretide® é indicado para o tratamento de manutenção da DPOC, incluindo bronquite crônica e
enfisema, e foi demonstrado que reduz a mortalidade resultante de todas as causas.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
O uso de Seretide® é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer
componente da fórmula.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
O controle das doenças obstrutivas reversíveis das vias respiratórias deve ser acompanhado por um
programa continuado e a resposta do paciente deve ser monitorada clinicamente pelos testes de
função pulmonar.
Seretide® não deve ser usado para alívio dos sintomas agudos. Nessa circunstância, é necessário
utilizar um broncodilatador de ação curta (salbutamol, por exemplo). Os pacientes devem ser
avisados para manter sua medicação de alívio sempre disponível.
O aumento do uso de β2-agonista de curta duração indica a deterioração do controle da asma, e o
paciente deve ser reavaliado pelo médico.
A deterioração súbita e progressiva no controle da asma é potencialmente perigosa. Deve-se
considerar o aumento da dose do corticosteróide inalado. Quando a dose usual de Seretide® torna-se
ineficaz no controle das doenças obstrutivas reversíveis das vias respiratórias, o paciente deve ser
reavaliado pelo médico. Deve-se considerar o aumento da dose do corticosteróide inalado.
Em pacientes com asma ou DPOC, quando a exacerbação está associada a infecções, deve-se levar
em consideração a administração de doses maiores de corticosteróides (p. ex., por via oral) e de
antibióticos.
O tratamento com Seretide® não deve ser suspenso abruptamente em pacientes asmáticos, devido
ao risco de exacerbação. A terapia deve ser reduzida sob supervisão médica. Para pacientes com
DPOC, a interrupção do tratamento pode levar à descompensação sintomática e deve ser
supervisionada pelo médico.

Houve aumento de relatos de pneumonia nos estudos em pacientes com DPOC tratados com
Seretide® (ver Reações Adversas). Os médicos devem estar alertas à possibilidade de
desenvolvimento de pneumonia em pacientes com DPOC, visto que as características da pneumonia
e da exacerbação freqüentemente se sobrepõem.
Como com toda e qualquer medicação que contenha corticosteróides, Seretide® deve ser
administrado com cautela em portadores de tuberculose pulmonar ou quiescente, assim como em
portadores de tireotoxicose.
Efeitos cardiovasculares, como aumento da pressão sangüínea sistólica e freqüência cardíaca,
podem ocasionalmente ser observados com todas as drogas simpatomiméticas, especialmente em
doses mais altas que a recomendada. Por esse motivo, Seretide® deve ser utilizado com cautela em
pacientes com doenças cardiovasculares preexistentes.
Pode ocorrer uma diminuição passageira do potássio sérico com drogas simpatomiméticas em doses
mais altas que a recomendada. Portanto Seretide® deve ser usado com cautela em pacientes
predispostos a baixos níveis séricos de potássio.
Efeitos sistêmicos podem ocorrer com quaisquer corticosteróides inalatórios, especialmente quando
altas doses são prescritas por longos períodos. É menos provável que tais efeitos ocorram com esses
corticosteróides do que com os orais (ver Superdosagem). Alguns efeitos sistêmicos prováveis são
síndrome de Cushing, manifestações da síndrome de Cushing, supressão adrenal, retardo no
crescimento de crianças e de adolescentes, diminuição da densidade óssea, catarata e glaucoma.
Portanto, é importante que em pacientes com doença obstrutiva reversível das vias respiratórias seja
mantida a dose efetiva mais baixa de corticosteróides inalatórios.
É recomendável que a altura da criança que recebe tratamento prolongado com corticosteróides
inalatórios seja monitorada regularmente.
É necessário sempre ter em mente a possibilidade de deficiência da resposta adrenal em situações
clínicas eletivas e de emergência, que provavelmente produzirão estresse. Nessas situações, o
tratamento apropriado com corticosteróides deve ser considerado (ver Superdosagem).
Certos indivíduos podem apresentar maior suscetibilidade aos efeitos dos corticosteróides inalatórios
que a maioria dos pacientes.
Devido à possibilidade de redução da resposta adrenal, a transferência do tratamento com esteróides
orais para o tratamento com propionato de fluticasona inalatório exige cuidados especiais, e os
pacientes precisam ter a função adrenocortical monitorada regularmente.
Após a introdução de propionato de fluticasona inalatório, a retirada da terapia sistêmica deve ser
gradual e os pacientes devem ser incentivados a carregar um cartão de alerta indicando a
possibilidade de necessitarem de terapia adicional com esteróides em caso de crise.
Houve relatos muito raros de aumento dos níveis sangüíneos de glicose (ver Reações Adversas);
assim, isso deve ser considerado na prescrição para pacientes com história de diabetes mellitus.
Também se observaram interações clínicas significativas em pacientes sob o uso de propionato de
fluticasona e ritonavir. Tais interações resultaram em efeitos corticóides sistêmicos, tais como
síndrome de Cushing e supressão adrenal. Portanto, o uso concomitante de propionato de fluticasona
e ritonavir deve ser evitado, a menos que o benefício ultrapasse o risco de efeitos corticóides
sistêmicos (ver Interações Medicamentosas).
Um grande estudo clínico americano, o SMART, que comparou a segurança de xinafoato de
salmeterol isolado com a de placebo adicionados à terapia usual, mostrou um aumento significativo
das mortes relacionadas à asma em pacientes que receberam xinafoato de salmeterol. Dados desse
estudo sugeriram que afro-americanos podem apresentar um risco maior de eventos respiratórios
graves ou de morte ao usar xinafoato de salmeterol, em comparação a placebo. Não se sabe se isso
se deve a fatores farmacogenéticos ou a outros fatores. O estudo SMART não foi planejado para
determinar se o uso concomitante de corticosteróides inalatórios altera o risco de mortes relacionadas
à asma.
Foi observado em um estudo de interação medicamentosa que o uso concomitante de cetoconazol
sistêmico aumenta a exposição a salmeterol. Isso pode levar a um prolongamento do intervalo QTc. É
necessário ter cautela quando fortes inibidores do CYP3A4 (p. ex. cetoconazol) são co-administrados
com salmeterol (ver Interações Medicamentosas e Propriedades Farmacocinéticas).
Gravidez e lactação
Seretide® só deve ser usado durante a gravidez se o benefício para a mãe justificar o possível risco
para o feto.
Não existem estudos suficientes sobre o uso de xinafoato de salmeterol e propionato de fluticasona
na gravidez e na lactação.
Estudos de reprodução animal têm demonstrado somente efeitos característicos da exposição
sistêmica a glicocorticóides e agonistas β2-adrenérgicos, tanto com as drogas administradas
individualmente quanto com as utilizadas em associação.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO

 

O uso concomitante de β-bloqueadores seletivos e não-seletivos deve ser evitado, a menos que
existam razões suficientes para associar esses medicamentos.
Sob circunstâncias normais, devido ao extenso metabolismo de primeira passagem e ao alto
clearance sistêmico mediado pelo CYP3A4 no intestino e no fígado, baixas concentrações
plasmáticas de propionato de fluticasona são atingidas após a inalação da dose. Desse modo,
interações medicamentosas clinicamente significativas mediadas por propionato de fluticasona são
improváveis.
Um estudo de interações medicamentosas em indivíduos sadios mostrou que ritonavir (um inibidor
altamente potente do CYP3A4) pode aumentar muito as concentrações plasmáticas de propionato de
fluticasona, o que resulta em reduções marcantes nas concentrações séricas de cortisol. Durante o
uso pós-comercialização, houve relatos de interações medicamentosas clinicamente significativas em
pacientes em tratamento com propionato de fluticasona e ritonavir. Tais interações produziram efeitos
sistêmicos do corticosteróide, que incluíram síndrome de Cushing e supressão adrenal. Portanto, o
uso concomitante de propionato de fluticasona com ritonavir deve ser evitado, a menos que o
benefício potencial para o paciente supere o risco de efeitos colaterais sistêmicos do corticosteróide.
Estudos demonstraram que outros inibidores do CYP3A4 produzem aumentos insignificantes
(eritromicina) e pequenos (cetoconazol) na exposição sistêmica a propionato de fluticasona, sem
reduções marcantes nas concentrações séricas de cortisol. Não obstante, aconselha-se cautela ao
co-administrar inibidores potentes do CYP3A4 (p. ex. cetoconazol), porque existe o potencial de
aumento da exposição sistêmica a propionato de fluticasona.
A co-administração de cetoconazol com salmeterol resultou em um aumento significativo da
concentração plasmática de salmeterol (1,4 vez a Cmáx e 15 vezes a ASC), o que pode levar a um
prolongamento do intervalo QTc (ver Precauções e Advertências e Propriedades Farmacocinéticas).

 

REAÇÕES ADVERSAS
Como Seretide® contém propionato de fluticasona e salmeterol, o tipo e a intensidade das reações
adversas relacionadas a cada fármaco, individualmente, devem ser levados em consideração e estão
abaixo relacionados. Não existem evidências de reações adversas adicionais relacionadas à
associação dos dois fármacos.
Como em outras terapias inalatórias, pode ocorrer broncoespasmo paradoxal, com conseqüente
aumento imediato da dificuldade de respirar, após a dose. Esse quadro deve ser tratado
imediatamente com a administração de um broncodilatador de ação curta e início rápido por via
inalatória. Nesses casos, o uso de Seretide® deve ser imediatamente interrompido, o paciente
avaliado e, caso seja necessária, uma terapia alternativa deve ser instituída. Os eventos adversos
associados a salmeterol ou propionato de fluticasona estão relacionados abaixo:

 

salmeterol
Foram relatadas reações adversas relacionadas ao tratamento com β2-agonistas, tais como tremor,
dor de cabeça e palpitações subjetivas. Esses efeitos tendem a ser transitórios e reduzem ao longo
do tratamento.
Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial, taquicardia supraventricular e extra-sístoles, podem
ocorrer, normalmente em pacientes suscetíveis.
Houve relatos de irritação orofaríngea.
Foram comuns os relatos de cãibra, incomuns os de rash e muito raramente observou-se artralgia,
hiperglicemia, reações de hipersensibilidade (incluindo reações anafiláticas como edema e
angioedema), broncoespasmo e choque anafilático.

 

propionato de fluticasona
Em alguns pacientes podem ocorrer rouquidão e candidíase na boca e na garganta. O desconforto
ocasionado pode ser prevenido fazendo-se a lavagem da boca com água, após o uso de Seretide®. A
candidíase sintomática pode ser tratada com terapia antifúngica tópica, sem que haja necessidade de
descontinuar o uso de Seretide®.
Houve relatos pouco freqüentes de reações de hipersensibilidade cutânea. Ocorreram ainda raros
relatos de reações de hipersensibilidade, que se manifestaram como angioedema (principalmente
edema facial e edema orofaríngeo) e sintomas respiratórios (dispnéia e/ou broncoespasmo);
observaram-se muito raramente reações anafiláticas.
Possíveis efeitos sistêmicos incluem síndrome de Cushing, manifestações da síndrome de Cushing,
supressão adrenal, retardo do crescimento em crianças e adolescentes, diminuição da densidade
óssea, catarata e glaucoma (ver Precauções e Advertências).
Houve relatos muito raros de hiperglicemia, ansiedade, desordens do sono e alterações de
comportamento, incluindo hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças).
Estudos clínicos com salmeterol e propionato de fluticasona em associação
Foram incomuns os relatos de contusão.
As seguintes reações adversas foram relatadas nos ensaios clínicos: rouquidão/disfonia, irritação na
garganta, dor de cabeça, candidíase na boca e na garganta, palpitações e pneumonia (em pacientes
com DPOC).

 

salmeterol propionato de fluticasona pós-comercialização
Houve relatos pouco freqüentes de reações cutâneas de hipersensibilidade. Ocorreram ainda raros
relatos de reações de hipersensibilidade, que se manifestaram como angioedema (principalmente
edema facial e edema orofaríngeo) e sintomas respiratórios (dispnéia e/ou broncoespasmo);
observaram-se muito raramente reações anafiláticas.

Houve relatos muito raros de hiperglicemia, ansiedade, desordens do sono e alterações de
comportamento, que incluem hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças).

 

POSOLOGIA
Seretide® só deve ser administrado por via inalatória.
Os pacientes devem ser alertados sobre a natureza profilática da terapia com Seretide® e sobre o
fato de que ele deve ser utilizado regularmente, mesmo quando estejam assintomáticos. Os
pacientes devem ser reavaliados regularmente pelo médico, a fim de manter a concentração de
Seretide® administrada na faixa ótima e de que ela só seja alterada sob supervisão médica.
Doença obstrutiva reversível das vias respiratórias
A dose deve ser ajustada à mínima efetiva até que se mantenha o controle dos sintomas. Quando o
controle dos sintomas for mantido com Seretide® duas vezes ao dia, a redução para a dose efetiva
mais baixa pode ser feita com Seretide® uma vez ao dia.
Os pacientes devem ser orientados quanto ao fato de que a dose prescrita é a ideal para seu
tratamento e que só deve ser modificada pelo médico.
A dose prescrita de propionato de fluticasona, presente no Seretide®, dependerá da gravidade da
doença.
Se um paciente for inadequadamente controlado com a monoterapia com corticosteróides inalatórios,
a substituição por Seretide® em uma dose de corticosteróide terapeuticamente equivalente pode
resultar em melhora do controle da asma. Para pacientes nos quais o controle da asma é aceitável
com a monoterapia com corticosteróides inalatórios, a substituição por Seretide® pode permitir a
redução da dose de corticosteróide e, ao mesmo tempo, a manutenção do controle da asma.

 

Doses recomendadas
Adultos e adolescentes a partir de 12 anos
Duas inalações de Seretide® 25 mcg/50 mcg duas vezes ao dia, ou
Duas inalações de Seretide® 25 mcg/125 mcg duas vezes ao dia, ou
Duas inalações de Seretide® 25 mcg/250 mcg duas vezes ao dia.
Adultos a partir de 18 anos

 

A duplicação da dose de Seretide®, em qualquer das concentrações, em adultos, por até 14 dias,
tem segurança e tolerabilidade comparáveis às observadas com a dose usual e pode ser considerada
quando os pacientes necessitam de tratamento adicional de curta duração (até 14 dias) com
corticosteróides inalatórios, conforme descrito nas instruções para o tratamento da asma.

 

Crianças a partir de 4 anos
Duas inalações de Seretide® 25 mcg/50 mcg duas vezes ao dia.
Não existem dados disponíveis para o uso de Seretide® em crianças menores de 4 anos.

 

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de duas inalações (Seretide® 25 mcg/125
mcg ou Seretide® 25 mcg/250 mcg) duas vezes ao dia. Na dose 50 mcg/500 mcg duas vezes ao
dia, disponível na apresentação Diskus, foi demonstrada redução da mortalidade resultante de todas
as causas.

 

Grupos especiais de pacientes
Não há necessidade de ajustar a dose em pacientes idosos ou naqueles com disfunção renal ou
hepática.

SUPERDOSAGEM
As informações disponíveis sobre superdosagem com Seretide®, salmeterol e/ou propionato de
fluticasona são fornecidas abaixo:
Os sinais e sintomas esperados da superdosagem de salmeterol são aqueles típicos de estimulação
excessiva β2-adrenérgica: tremor, dor de cabeça, taquicardia, aumento da pressão sangüínea
sistólica e hipocalemia. Os antídotos preferenciais são os β-bloqueadores cardiosseletivos, que
devem ser usados com cautela em pacientes com histórico de broncoespasmo. Se a terapia com
Seretide® tiver de ser interrompida devido a superdosagem do componente β-agonista, deve ser
considerada a manutenção do tratamento com corticosteróides.
A inalação aguda de propionato de fluticasona em doses muito acima das aprovadas pode levar à
supressão temporária do eixo hipotalâmico-pituitário-adrenal. Isso normalmente não exige medidas
de emergência, porque a função adrenal normal geralmente é recuperada em alguns dias.
Se doses mais altas do que as aprovadas de Seretide® continuarem a ser administradas durante
períodos prolongados, é possível que ocorra uma significativa supressão adrenocortical. Houve
relatos muito raros de crise adrenal aguda, que ocorreu principalmente em crianças expostas a doses
mais altas do que as aprovadas para períodos prolongados (vários meses ou anos); as
características observadas foram hipoglicemia associada com diminuição da consciência e/ou
convulsões. As situações que potencialmente desencadeiam uma crise adrenal aguda são exposição
a trauma, cirurgia, infecção ou qualquer redução rápida da dose inalada do componente propionato
de fluticasona.

 

Não é recomendado que os pacientes recebam doses de Seretide® mais altas do que as aprovadas.
É importante reavaliar o tratamento regularmente e ajustar a dose para a mais baixa aprovada na
qual o controle eficaz da doença seja mantido (ver Posologia).

 

Nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Fabricado por: Glaxo Wellcome Production – Evreux – França
Importado por: GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8464 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.247.743/0001-10
Indústria Brasileira
MS: 1.0107.0230
Farm. Resp.: Milton de Oliveira
CRF-RJ Nº 5522
BL_seret_spr_GDS24_IPI12_v3

Bula do Seretide Diskus (Antiasmático)

Seretide DiskusBula do Seretide® Diskus:
xinafoato de salmeterol
propionato de fluticasona

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
Seretide® Diskus é apresentado na forma de pó para aspiração, acondicionado em um dispositivo
plástico no formato de disco que contém um strip com 28 ou 60 doses.

 

Seretide® Diskus possui as seguintes apresentações:
Seretide® 50 mcg/100 mcg, com 28 ou 60 doses
Seretide® 50 mcg/250 mcg, com 28 ou 60 doses
Seretide® 50 mcg/500 mcg, com 28 ou 60 doses

 

COMPOSIÇÃO
Cada dose contém:
Seretide® Diskus 50 mcg/100 mcg
xinafoato de salmeterol …………………….. 72,5 mcg (equivalente a 50 mcg de salmeterol)
propionato de fluticasona ……………………100 mcg
excipiente: lactose q.s.p. ……………………. 1 dose

 

Seretide® Diskus 50 mcg/250 mcg
xinafoato de salmeterol ……………………… 72,5 mcg (equivalente a 50 mcg de salmeterol)
propionato de fluticasona …………………….250 mcg
excipiente: lactose q.s.p. ……………………. 1 dose

 

Seretide® Diskus 50 mcg/500 mcg
xinafoato de salmeterol ……………………….72,5 mcg (equivalente a 50 mcg de salmeterol)
propionato de fluticasona …………………….500 mcg
excipiente: lactose q.s.p. ……………………. 1 dose

 

USO ADULTO E PEDIÁTRICO (CRIANÇAS A PARTIR DE 4 ANOS DE IDADE).

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: Seretide® atua como broncodilatador de ação prolongada e como
antiinflamatório em doenças dos brônquios. Seretide® está indicado para tratamento de manutenção
das doenças obstrutivas reversíveis do trato respiratório, entre elas a asma, em adultos e crianças, e
para tratamento de manutenção da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), inclusive de
bronquite crônica e enfisema.

Cuidados de armazenamento: mantenha o medicamento na embalagem original, em temperatura
ambiente (entre 15ºC e 30ºC) e protegido da umidade.

 

Prazo de validade: o prazo de validade é de 18 meses. Não utilize medicamentos que estejam fora
do prazo de validade, pois o efeito desejado pode não ser obtido.

 

Gravidez e lactação: informe seu médico da ocorrência de gravidez ou se está amamentando, na
vigência do tratamento ou após o término.

 

Cuidados de administração: siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as
doses e a duração do tratamento.

 

Instruções de uso: antes de usar Seretide®, leia atentamente as instruções abaixo.
ATENÇÃO:
1) O APARELHO DISKUS NÃO EMITE SPRAY OU JATO DE AR.
2) O APARELHO DISKUS FUNCIONA POR ASPIRAÇÃO (“PUXAR O AR”). O PÓ PODE

 

NÃO TER GOSTO, E POR ISSO PODE SER QUE VOCÊ NÃO SINTA QUE USOU O
MEDICAMENTO.

Interrupção do tratamento: não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Reações adversas: informe seu médico do aparecimento de reações desagradáveis, como irritação
na garganta, candidíase (“sapinho”) na boca e na garganta e palpitações.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: informe seu médico sobre qualquer outro
medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

 

Contra-indicações: o uso de Seretide® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade
conhecida a qualquer componente da fórmula.
Habilidade de dirigir e operar máquinas: atualmente, não existem dados disponíveis que sugiram
que Seretide® influencie a capacidade para dirigir veículos ou operar máquinas.

 

NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO
PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

PROPRIEDADES FARMACODINÂMICAS
Estudos clínicos com salmeterol
Asma
Um estudo clínico multicêntrico com salmeterol (SMART) realizado nos Estados Unidos comparou, no
que diz respeito à segurança, salmeterol com placebo, adicionados à terapia usual. Não houve
diferenças significativas no objetivo primário, ou seja, na combinação entre mortes relacionadas a
problemas respiratórios e eventos respiratórios com risco à vida. O estudo demonstrou um aumento
significativo do número de mortes relacionadas à asma em pacientes que recebiam salmeterol (13
mortes em 13.176 pacientes tratados por 28 semanas com salmeterol, versus 3 mortes em 13.179
pacientes tratados com placebo). O SMART não foi desenhado para avaliar o impacto do uso
concomitante de corticosteróides inalatórios. Entretanto, análises post-hoc mostraram não haver
diferença significativa entre os grupos de tratamento no que se refere a mortes relacionadas à asma
nos pacientes que usavam corticosteróides inalatórios desde o início (4/6.127 com salmeterol versus
3/6.138 com placebo). O número de mortes relacionadas à asma em grupos que não usavam
corticosteróides inalatórios foi de 9/7.049 com salmeterol, versus 0/7.041 com placebo. Outra
metanálise, de 42 estudos clínicos, que envolveu 8.030 pacientes tratados com Seretide® e 7.925
tratados com propionato de fluticasona, não demonstrou diferença estatística significativa entre
salmeterol combinado a propionato de fluticasona e propionato de fluticasona isolado com relação a
eventos respiratórios graves ou hospitalizações relacionadas à asma.

 

Estudos clínicos com salmeterol/propionato de fluticasona

Asma

Um estudo de grande porte, com duração de 12 meses (GOAL, de Gaining Optimal Asthma ControL,
ou Adquirindo o Controle Ideal da Asma), em 3.416 pacientes com asma comparou a eficácia e a
segurança de Seretide® com relação a um corticosteróide inalatório em monoterapia, na obtenção de
níveis predefinidos de controle da asma. A dose usada foi aumentada a cada 12 semanas até que o
**“controle total” (definido no estudo como remissão dos sintomas da asma durante pelo menos sete
das últimas oito semanas de tratamento) fosse alcançado ou até que a dose mais alta da medicação
do estudo fosse atingida. O estudo mostrou que:
• 71% dos pacientes tratados com Seretide® atingiram o status de asma *“bem controlada”, de
acordo com os critérios definidos pela Iniciativa Global pela Asma (GINA, de Global INitiative for
Asthma), em comparação a 59% dos tratados com corticosteróide inalatório em monoterapia;
• 41% dos pacientes tratados com Seretide® atingiram o **“controle total”, definido no estudo como
a remissão dos sintomas da asma, em comparação a 28% dos pacientes tratados com
corticosteróide inalatório em monoterapia.

Esses efeitos foram alcançados em um período de tempo mais curto com Seretide® em comparação
ao corticosteróide inalatório em monoterapia, da mesma forma que com uma dose mais baixa do
corticosteróide inalatório presente em Seretide® com relação à monoterapia.
O estudo GOAL também mostrou que:
• a taxa de exacerbações foi 29% mais baixa com Seretide® em comparação à monoterapia com
corticosteróide inalatório;
• a obtenção do status de asma “bem controlada” ou “totalmente controlada” melhorou a qualidade
de vida (QoL). No grupo estudado, 61% dos pacientes relataram deterioração mínima ou
nenhuma deterioração da QoL relacionada à asma, após o tratamento com Seretide®, conforme
medido por um questionário específico de qualidade de vida, em comparação a 8% na avaliação
inicial.
*Asma bem controlada: sintomas ocasionais, uso de β2-agonista de curta duração por dois dias ou
menos ou até quatro vezes por semana, pico de fluxo expiratório matinal menor que 80% do previsto
não-interrupção do sono à noite, ausência de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem
modificação no tratamento.
**Controle total da asma: ausência de sintomas, não-uso de β2-agonista de curta duração, pico de
fluxo expiratório matinal maior ou igual a 80% do previsto, não-interrupção do sono à noite, ausência
de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem modificação no tratamento.
Dois outros estudos mostraram melhora da função pulmonar, percentual de dias sem sintomas e
redução do uso de medicação de resgate com dose 60% mais baixa do corticosteróide inalatório com
Seretide®, em comparação à monoterapia com corticosteróide inalatório, enquanto que o controle da
inflamação subjacente das vias aéreas, medida por biópsia brônquica e lavagem broncoalveolar, foi
mantido.
Estudos adicionais mostraram que o tratamento com Seretide® melhora significativamente os
sintomas da asma e a função pulmonar e reduz o uso de medicação de resgate, em comparação à
utilização dos componentes individuais em monoterapia e de placebo. Os resultados do estudo GOAL
mostram que as melhoras observadas com Seretide®, nesses objetivos finais de avaliação, são
mantidas durante pelo menos 12 meses.

 

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Pacientes com DPOC sintomáticos, em que se obteve mais de 10% de melhora do VEF1 após o uso
de β2-agonista de curta duração.
Estudos clínicos controlados com placebo, com duração de seis meses, demonstraram que o uso
regular de Seretide® 50 mcg/250 mcg e de Seretide® 50 mcg/500 mcg melhora rápida e
significativamente a função pulmonar e reduz significativamente a dificuldade de respirar e o uso de
medicação de resgate. Houve também melhora significativa nas condições de saúde.
Pacientes com DPOC sintomáticos, que demonstraram menos de 10% de melhora do VEF1 após o
uso de β2-agonista de curta duração.
Estudos clínicos controlados com placebo, com duração de 6 e 12 meses, demonstraram que o uso
regular de Seretide® 50 mcg/500 mcg melhora rápida e significativamente a função pulmonar e reduz
significativamente a dificuldade de respirar e o uso de medicação de resgate. Após um período de 12
meses, o risco de exacerbação da DPOC e a necessidade de tratamentos adicionais com
corticosteróides orais também foram reduzidos significativamente. Houve ainda melhora significativa
das condições de saúde.
Seretide® 50 mcg/500 mcg foi eficaz em melhorar a função pulmonar e as condições de saúde,
como também em reduzir o risco de exacerbações da DPOC, em fumantes e em ex-fumantes.

Mecanismo de ação
Seretide® é uma associação de salmeterol com propionato de fluticasona, os quais possuem
diferentes mecanismos de ação. O salmeterol protege dos sintomas e o propionato de fluticasona
melhora a função pulmonar e previne exacerbações. Seretide® oferece comodidade posológica a
pacientes em tratamento com β-agonistas e corticosteróides por via inalatória. O mecanismo de ação
de cada droga está descrito abaixo.

 

salmeterol
O salmeterol é um agonista seletivo de ação longa (12 horas) dos receptores β2-adrenérgicos;
apresenta uma longa cadeia lateral que se liga ao sítio externo do receptor. Essa propriedade
farmacológica de salmeterol proporciona uma proteção mais efetiva contra a broncoconstrição
induzida pela histamina, com relação à proteção obtida com o uso dos agonistas β2-adrenérgicos de
curta duração convencionais, e produz uma broncodilatação de duração mais longa (de pelo menos
12 horas).
Em testes in vitro, observou-se que salmeterol é um inibidor potente e de ação duradoura da
liberação de mediadores derivados do mastócito do pulmão humano, tais como histamina,
leucotrienos e prostaglandinas D2.
No ser humano, salmeterol inibe a resposta da fase imediata e tardia ao alérgeno inalado, sendo essa
última persistente por até 30 horas após dose única, quando o efeito broncodilatador não é mais
evidente. Uma dose única de salmeterol diminui a hiper-reatividade brônquica. Esses dados indicam
que salmeterol possui uma atividade adicional não-broncodilatadora cujo significado clínico não está
claro. Tal mecanismo difere da atividade antiinflamatória dos corticosteróides.

 

propionato de fluticasona
Quando inalado nas doses recomendadas, propionato de fluticasona apresenta potente ação
antiinflamatória pulmonar, que resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma sem a
ocorrência dos efeitos adversos observados quando os corticosteróides são administrados por via
sistêmica.
Durante o tratamento crônico com propionato de fluticasona inalatório, a produção diária de
hormônios adrenocorticais geralmente se mantém dentro da faixa normal, inclusive quando se
administram as doses mais altas recomendadas para crianças e adultos. Após a transferência de
outros esteróides inalatórios, a produção diária melhora gradualmente, mesmo com o uso intermitente
de esteróides orais; isso demonstra o retorno da função adrenal ao normal com o uso de propionato
de fluticasona inalatório. A reserva adrenal também se mantém na normalidade durante o tratamento
crônico, como medido por aumento normal em um teste de estimulação. Entretanto, qualquer
comprometimento residual da reserva adrenal oriundo de tratamento prévio pode persistir por um
tempo considerável e deve ser levado em consideração (ver Precauções e advertências).

 

PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS
Não existem evidências de que a administração conjunta de salmeterol com propionato de
fluticasona, por via inalatória, altera a farmacocinética de cada droga. Portanto, para fins
farmacocinéticos, cada droga será considerada separadamente.
Em um estudo de interação medicamentosa controlado com placebo, cruzado, realizado em 15
indivíduos sadios, a co-administração de salmeterol (50 mcg duas vezes ao dia, inalado) com o
inibidor do CYP3A4 cetoconazol (400 mg uma vez por dia, via oral) durante sete dias resultou em
aumento significativo da concentração plasmática de salmeterol (1,4 vezes a Cmáx e 15 vezes a ASC).
Não houve aumento de acumulação de salmeterol durante a administração repetida. Em três sujeitos
de pesquisa foi retirada a co-administração de salmeterol com cetoconazol devido a prolongamento
do intervalo QTc ou palpitações com taquicardia sinusal. Nos 12 sujeitos de pesquisa restantes, a coadministração
de salmeterol com cetoconazol não resultou em efeito clinicamente significativo sobre
o ritmo cardíaco, os níveis séricos de potássio ou a duração do QTc (ver Precauções e Advertências
e Interações Medicamentosas).

 

salmeterol
O salmeterol atua localmente nos pulmões; por isso os níveis plasmáticos não contribuem para o
efeito terapêutico. Além disso, existem apenas dados limitados sobre a farmacocinética de
salmeterol, devido à dificuldade técnica de dosar a concentração plasmática – já que esta é muito
baixa em doses terapêuticas (aproximadamente 200 pg/mL ou menos) – encontrada após a inalação.
Após a inalação de doses regulares de xinafoato de salmeterol, o ácido hidroxinaftóico pode ser
detectado na circulação sistêmica, atingindo, no estado de equilíbrio, concentrações de
aproximadamente 100 ng/ml. Essas concentrações são até 1.000 vezes menores do que os níveis no
estado de equilíbrio observados em estudos de toxicidade. No tratamento regular de longa duração
(de mais de 12 meses) nenhum efeito maléfico foi observado em pacientes com obstrução das vias
aéreas.
Um estudo in vitro demonstrou que salmeterol é intensamente metabolizado ao α-hidroxissalmeterol
(oxidação alifática) pelo CYP3A4. Um estudo com salmeterol e eritromicina em voluntários sadios não
demonstrou alterações clínicas significativas nos efeitos farmacocinéticos de salmeterol com doses
de eritromicina de 500 mg três vezes ao dia.
No entanto, em um estudo de interação salmeterol-cetoconazol observou-se como resultado um
aumento significativo da concentração plasmática de salmeterol (ver Precauções e Advertências, e
Interações Medicamentosas).

 

propionato de fluticasona
A biodisponibilidade absoluta de propionato de fluticasona após a administração com cada um dos
inaladores disponíveis foi estimada com base nos estudos de dados farmacocinéticos inalatórios e
intravenosos e na comparação entre esses dados. Em indivíduos adultos e sadios a
biodisponibilidade absoluta do propionato de fluticasona Diskus foi estimada em 7,8% e do propionato
de fluticasona Spray em 10,9% e para o salmeterol-propionato de fluticasona Spray em 5,3% e para o
salmeterol-propionato de fluticasona Diskus em 5,5%. Em pacientes com asma ou DPOC, foi
observado um pequeno grau de exposição sistêmica a propionato de fluticasona.
A absorção sistêmica de propionato de fluticasona ocorre, principalmente, através dos pulmões,
sendo inicialmente rápida e depois prolongada.
O restante da dose inalada pode ser ingerido, mas sua contribuição para a exposição sistêmica é
mínima, devido à baixa solubilidade em água e ao metabolismo de primeira passagem, o que resulta
em disponibilidade oral menor que 1%. Existe um aumento linear na exposição sistêmica quando se
eleva a dose usada por via inalatória. A distribuição de propionato de fluticasona é caracterizada por
alto clearance plasmático (1.150 mL/min), alto volume de distribuição no estado de equilíbrio
(aproximadamente 300 L) e meia-vida terminal de aproximadamente 8 horas. A ligação às proteínas
plasmáticas é de 91%.
O propionato de fluticasona é removido rapidamente da circulação sistêmica, principalmente como
metabólito ácido carboxílico inativo, pela enzima CYP3A4, do citocromo P450.
O clearance renal de propionato de fluticasona é desprezível (<0,2%) e o de seu metabólito inativo,
de menos de 5%. Deve-se ter cuidado ao co-administrar inibidores do CYP3A4, uma vez que existe
um potencial de exposição sistêmica aumentada a propionato de fluticasona.

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
Doença obstrutiva reversível das vias respiratórias
Seretide® é indicado para o tratamento regular das doenças obstrutivas reversíveis das vias
respiratórias, incluindo asma, em adultos e crianças, quando a combinação de broncodilatador com
corticosteróide por via inalatória for apropriada:
• Pacientes em tratamento de manutenção com β-agonistas de longa ação e corticosteróides por
via inalatória.
• Pacientes que permaneçam sintomáticos em monoterapia com corticosteróides por via inalatória.
• Pacientes em tratamento regular com broncodilatadores que requeiram o uso de corticosteróides
por via inalatória.

 

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Seretide® é indicado para o tratamento de manutenção de DPOC, incluindo bronquite crônica e

enfisema, e foi demonstrado que reduz a mortalidade resultante de todas as causas.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
O uso de Seretide® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer
componente da fórmula.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
O controle das doenças obstrutivas reversíveis das vias respiratórias deve ser acompanhado por um
programa continuado e a resposta do paciente deve ser monitorada clinicamente pelos testes de
função pulmonar.
Seretide® não deve ser usado para alívio dos sintomas agudos. Nesta circunstância é necessário
utilizar um broncodilatador de curta duração (salbutamol, por exemplo). Os pacientes devem ser
avisados para manter sua medicação de alívio sempre disponível.
O aumento do uso de β2-agonista de curta duração indica a deterioração do controle da asma e o
paciente deve ser reavaliado pelo médico. A deterioração súbita e progressiva do controle da asma é
potencialmente perigosa. Quando a dose usual de Seretide® torna-se ineficaz no controle das
doenças obstrutivas reversíveis das vias respiratórias, o paciente deve ser reavaliado pelo médico.
Deve-se considerar o aumento da dose do corticosteróide inalado.
Para pacientes com asma ou DPOC, quando a exacerbação está associada a infecções deve-se
levar em consideração a administração de doses maiores de corticosteróides (p. ex., por via oral) e
de antibióticos.
O tratamento com Seretide® não deve ser suspenso abruptamente em pacientes asmáticos, devido
ao risco de exacerbação. A terapia deve ser reduzida sob supervisão médica. Para pacientes com
DPOC, o término do tratamento pode estar associado a descompensação sintomática e deve ser
supervisionado pelo médico.
Em estudos em pacientes com DPOC utilizando Seretide® houve relatos de pneumonia (ver Reações
Adversas). Os médicos devem estar alertas para a possibilidade de desenvolvimento de pneumonia
em pacientes com DPOC, visto que as características clínicas das pneumonias e das exacerbações
freqüentemente se sobrepõem.

Como toda e qualquer medicação que contenha corticosteróides, Seretide® deve ser administrado
com cautela a portadores de tuberculose pulmonar ou quiescente e também a portadores de
tireotoxicose.
Efeitos cardiovasculares, como o aumento da pressão sangüínea sistólica e da freqüência cardíaca,
podem ocasionalmente ser observados com todas as drogas simpatomiméticas, especialmente em
doses mais altas que a recomendada. Por esse motivo, Seretide® deve ser utilizado com cautela em
pacientes com doenças cardiovasculares preexistentes.
Pode ocorrer uma diminuição passageira do potássio sérico com drogas simpatomiméticas em doses
mais altas que a recomendada. Portanto, Seretide® deve ser usado com cautela em pacientes
predispostos a baixos níveis séricos de potássio.
Efeitos sistêmicos podem ocorrer com quaisquer corticosteróides inalatórios, especialmente quando
altas doses são prescritas por longos períodos. É menos provável que esses efeitos ocorram do que
com corticosteróides orais (ver Superdosagem). Alguns efeitos sistêmicos prováveis incluem
síndrome de Cushing, manifestações da síndrome de Cushing, supressão adrenal, retardo no
crescimento de crianças e de adolescentes, diminuição da densidade óssea, catarata e glaucoma.
Portanto, é importante que em pacientes com doença obstrutiva reversível das vias respiratórias seja
mantida a dose efetiva mais baixa de corticosteróides inalatórios.
É recomendável que a altura da criança que recebe tratamento prolongado com corticosteróides
inalatórios seja monitorada regularmente.
É necessário sempre ter em mente a possibilidade de deficiência da resposta adrenal em situações
clínicas eletivas e de emergência, que provavelmente produzirão estresse. Nessas situações, o
tratamento apropriado com corticosteróides deve ser considerado (ver Superdosagem).
Certos indivíduos podem apresentar maior susceptibilidade aos efeitos do corticosteróide inalatório
que a maioria dos pacientes.
Devido à possibilidade de redução da resposta adrenal, a transferência do tratamento com esteróides
orais para o tratamento com propionato de fluticasona inalatório exige cuidados especiais, e os
pacientes precisam ter a função adrenocortical monitorada regularmente.
Após a introdução do propionato de fluticasona inalatório, a retirada da terapia sistêmica deve ser
gradual e os pacientes devem ser incentivados a carregar um cartão de alerta indicando a
possibilidade de terapia adicional com esteróides em tempos de crise.
Houve relatos muito raros de aumento dos níveis sangüíneos de glicose (ver Reações Adversas);
assim, isso deve ser considerado na prescrição para pacientes com história de diabetes mellitus.
Houve relatos de interações clínicas significativas em pacientes sob uso de propionato de fluticasona
e ritonavir. Tais interações resultaram em efeitos corticóides sistêmicos, incluindo síndrome de
Cushing e supressão adrenal. Portanto, o uso concomitante de propionato de fluticasona e ritonavir
deve ser evitado, a menos que o beneficio ultrapasse o risco dos efeitos corticóides sistêmicos (ver
Interações Medicamentosas).
Um grande estudo clínico americano, o SMART, que comparou a segurança do xinafoato de
salmeterol isolado com a de placebo adicionado à terapia usual, mostrou um aumento significativo
das mortes relacionadas à asma entre os pacientes que receberam xinafoato de salmeterol. Dados
desse estudo sugeriram que afro-americanos podem apresentar um risco maior de eventos
respiratórios graves ou morte com o uso de xinafoato de salmeterol, em comparação a placebo. Não
se sabe se isso é devido a fatores farmacogenéticos ou a outros fatores. O estudo SMART não foi
planejado para determinar se o uso concomitante de corticosteróides inalados altera o risco de
mortes relacionadas à asma.
Foi observado em um estudo de interação medicamentosa que o uso concomitante de cetoconazol
sistêmico aumenta a exposição a salmeterol. Isso pode levar a um prolongamento do intervalo QTc. É
necessário ter cautela quando fortes inibidores do CYP3A4 (p. ex. cetoconazol) são co-administrados
com salmeterol (ver Interações Medicamentosas e Propriedades Farmacocinéticas).

 

Gravidez e lactação
Seretide® só deve ser usado durante a gravidez se o benefício para a mãe justificar o possível risco
para o feto.
Não existem estudos suficientes sobre o uso de xinafoato de salmeterol e de propionato de
fluticasona na gravidez e na lactação.
Estudos de reprodução animal têm demonstrado somente efeitos característicos da exposição
sistêmica a glicocorticóides e agonistas β2-adrenérgicos, tanto com as drogas administradas
individualmente quanto com as utilizadas em associação.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO
O uso concomitante de β-bloqueadores seletivos e não-seletivos deve ser evitado, a menos que
existam razões suficientes para associar esses medicamentos.
Sob circunstâncias normais, devido ao extenso metabolismo de primeira passagem e ao alto
clearance sistêmico mediado pelo CYP3A4 no intestino e no fígado, baixas concentrações
plasmáticas de propionato de fluticasona são atingidas após a inalação da dose. Desse modo,
interações medicamentosas clinicamente significativas mediadas por propionato de fluticasona são
improváveis.
Um estudo de interações medicamentosas em indivíduos sadios mostrou que ritonavir (um inibidor
altamente potente do CYP3A4) pode aumentar muito as concentrações plasmáticas de propionato de
fluticasona, o que resulta em reduções marcantes das concentrações séricas de cortisol. Durante o
uso pós-comercialização, houve relatos de interações medicamentosas clinicamente significativas em
pacientes em tratamento com propionato de fluticasona e ritonavir. Tais interações resultaram em
efeitos sistêmicos do corticosteróide, incluindo síndrome de Cushing e supressão adrenal. Portanto, o
uso concomitante de propionato de fluticasona e ritonavir deve ser evitado, a menos que o benefício
potencial para o paciente supere o risco de efeitos colaterais sistêmicos do corticosteróide.
Estudos demonstraram que outros inibidores do CYP3A4 produzem aumentos insignificantes
(eritromicina) e pequenos (cetoconazol) da exposição sistêmica a propionato de fluticasona, sem
reduções marcantes nas concentrações séricas de cortisol. Não obstante, aconselha-se cautela ao
co-administrar inibidores potentes do CYP3A4 (p. ex. cetoconazol), porque existe potencial de
aumento da exposição sistêmica a propionato de fluticasona.
A co-administração de cetoconazol com salmeterol resultou em aumento significativo da
concentração plasmática de salmeterol (1,4 vez a Cmáx e 15 vezes a ASC), o que pode levar a um
prolongamento do intervalo QTc (ver Precauções e Advertências e Propriedades Farmacocinéticas).

 

REAÇÕES ADVERSAS
Como Seretide® contém propionato de fluticasona e salmeterol, o tipo e a intensidade das reações
adversas relacionadas a cada fármaco, individualmente, devem ser levados em consideração e estão
abaixo relacionados. Não existem evidências de reações adversas adicionais relacionadas à
associação dos dois fármacos.
Como em outras terapias inalatórias, pode ocorrer broncoespasmo paradoxal após a dose, com
conseqüente aumento imediato da dificuldade de respirar. Esse quadro deve ser tratado
imediatamente com a administração de um broncodilatador de ação curta e início rápido por via
inalatória. Nesses casos, o uso de Seretide® deve ser imediatamente interrompido, o paciente
avaliado e, caso necessário, uma terapia alternativa deve ser instituída. Os eventos adversos
associados a salmeterol ou a propionato de fluticasona estão relacionados abaixo.

 

salmeterol
Foram relatadas reações adversas relacionadas ao tratamento com β2-agonistas, como tremor, dor
de cabeça e palpitações subjetivas. Esses efeitos tendem a ser transitórios e se reduzem ao longo do
tratamento.
Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial, taquicardia supraventricular e extra-sístole, podem ocorrer,
normalmente em pacientes suscetíveis.
Houve relatos de irritação orofaríngea.
Foram comuns os relatos de cãibra, incomuns os de rash e muito raramente observou-se artralgia,
hiperglicemia, reações de hipersensibilidade (incluindo reações anafiláticas como edema e
angioedema), broncoespasmo e choque anafilático.

 

propionato de fluticasona
Em alguns pacientes podem ocorrer rouquidão e candidíase na boca e na garganta. O desconforto
ocasionado pode ser evitado com a lavagem da boca com água após o uso de Seretide®. A
candidíase sintomática pode ser tratada com terapia antifúngica tópica, sem que haja necessidade de
descontinuar o uso de Seretide®.
Houve relatos pouco freqüentes de reações de hipersensibilidade cutânea. Ocorreram ainda raros
relatos de reações de hipersensibilidade manifestando-se como angioedema (principalmente edema
facial e edema orofaríngeo) e sintomas respiratórios (dispnéia e/ou broncoespasmo); observaram-se
muito raramente reações anafiláticas.
Possíveis efeitos sistêmicos incluem síndrome de Cushing, manifestações da síndrome de Cushing,
supressão adrenal, retardo do crescimento em crianças e adolescentes, diminuição da densidade
óssea, catarata e glaucoma (ver Precauções e Advertências).
Houve relatos muito raros de hiperglicemia, ansiedade, desordens do sono e alterações de
comportamento, que incluem hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças).
Estudos clínicos com salmeterol e propionato de fluticasona em associação
Foram incomuns os relatos de contusão.
As seguintes reações adversas foram relatadas nos ensaios clínicos: rouquidão/disfonia, irritação na
garganta, dor de cabeça, candidíase na boca e na garganta, palpitações e pneumonia (em pacientes
com DPOC).

 

salmeterol/propionato de fluticasona pós-comercialização
Houve relatos pouco freqüentes de reações cutâneas de hipersensibilidade. Ocorreram ainda raros
relatos de reações de hipersensibilidade manifestando-se como angioedema (principalmente edema
facial e edema orofaríngeo) e sintomas respiratórios (dispnéia e/ou broncoespasmo); observaram-se,
muito raramente, reações anafiláticas.
Houve relatos muito raros de hiperglicemia, ansiedade, desordens do sono e alterações no
comportamento, que incluem hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças).

 

POSOLOGIA
Seretide® só deve ser administrado por via inalatória.
Os pacientes devem ser alertados sobre a natureza profilática da terapia com Seretide® e sobre o
fato de que ele deve ser utilizado regularmente mesmo quando estejam assintomáticos. Os pacientes
devem ser reavaliados regularmente pelo médico, a fim de manter a concentração de Seretide®
administrada na faixa ótima e de que ela só seja alterada sob supervisão médica.

 

Doença obstrutiva reversível das vias respiratórias
A dose deve ser ajustada à mínima efetiva até que se mantenha o controle dos sintomas. Quando o
controle dos sintomas for mantido com Seretide® duas vezes ao dia, a redução da dose para a efetiva
mais baixa pode ser feita com Seretide® uma vez ao dia.
Os pacientes devem ser orientados quanto ao fato de que a dose prescrita é a ideal para seu
tratamento e que só deve ser modificada pelo médico.
A dose prescrita de propionato de fluticasona, presente em Seretide®, dependerá da gravidade da
doença.
Se um paciente for inadequadamente controlado com a monoterapia com corticosteróides inalatórios,
a substituição por Seretide® em uma dose de corticosteróide terapeuticamente equivalente pode
resultar em melhora do controle da asma. Para pacientes nos quais o controle da asma é aceitável
com a monoterapia com corticosteróides inalatórios, a substituição por Seretide® pode permitir a
redução da dose de corticosteróide e, ao mesmo tempo, a manutenção do controle da asma.

 

Doses recomendadas
Adultos e adolescentes a partir de 12 anos
Uma dose de Seretide® 50 mcg/100 mcg, Seretide® 50 mcg/250 mcg ou Seretide® 50 mcg/500
mcg, duas vezes ao dia.

 

Adultos a partir de 18 anos
A duplicação da dose de Seretide®, em qualquer das concentrações, em adultos, por até 14 dias, tem
segurança e tolerabilidade comparáveis às da administração da dose usual e pode ser considerada
quando os pacientes necessitam de tratamento adicional de curta duração (até 14 dias) com
corticosteróides inalatórios, conforme descrito nas instruções para o tratamento da asma.

 

Crianças a partir de 4 anos
Uma dose de Seretide® 50 mcg/100 mcg duas vezes ao dia.
Não existem dados disponíveis sobre o uso de Seretide® em crianças menores de 4 anos.
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de uma inalação de Seretide® 50 mcg/250
mcg ou Seretide® 50 mcg/500 mcg duas vezes ao dia. Na dose 50 mcg/500 mcg duas vezes ao dia,
foi demonstrado que Seretide® reduz a mortalidade resultante de todas as causas.

 

Grupos especiais de pacientes
Não há necessidade de ajustar a dose para pacientes idosos ou aqueles com disfunção renal ou
hepática.

 

DEPRESSÃO
Modo de usar
Um aparelho Diskus novo contém 28 ou 60 doses, cuidadosamente medidas, na forma de pó,
higienicamente protegidas. Não requer manutenção nem troca de refil.
O corpo do aparelho tem dois tons de lilás. A parte fixa é mais escura que a móvel. O indicador de
doses localizado na parte superior do aparelho inicia a numeração marcando 60 ou 28 doses. Toda
vez que a alavanca for acionada, uma dose será preparada e a numeração será automaticamente
reduzida. Do 5 ao 1, a coloração dos números é vermelha para alertar sobre o término do produto.

Figura 1A – Aparelho fechado
Figura 1B – Aparelho aberto
BOCAL
ALAVANCA
Lilás escuro
Lilás claro

1. Para abrir seu aparelho Diskus, segure-o pela parte mais escura com uma das mãos e ponha
o polegar da outra mão na depressão existente na parte clara, móvel, conforme indicado na
Figura 2. Gire a peça clara móvel com o polegar até o final do Diskus (você ouvirá um clique),
de forma que o bocal fique totalmente visível.
2. Segure o Diskus com o bocal de frente para você. Pressione a alavanca identificada na
Figura 1B até o fim (você ouvirá outro clique), na direção indicada pela Figura 2. O Diskus
está pronto para ser usado. Toda vez que essa alavanca for pressionada, uma nova dose
será liberada para aspiração e o marcador indicará uma dose a menos. Não empurre a
alavanca mais de uma vez para que outras doses não sejam desperdiçadas.
3. Atenção: mantenha o Diskus distante da boca. Antes de aspirar a dose, SOPRE (ou seja,
jogue o ar para fora dos pulmões) o máximo que você puder.

Bula do Muricalm (Antiasmático)

MuricalmBula do MURICALM®
pimetixeno

 

Formas farmacêuticas e apresentações
Solução oral (gotas) …………………………………………………………………….. frasco com 10 mL
Xarope………………………………………………………………………………………. frasco com 120 mL

 

USO PEDIÁTRICO (CRIANÇAS ACIMA DE 1 ANO DE IDADE)

 

Composição
Cada 1 mL da solução oral (30 gotas) contém 1 mg de pimetixeno.
Excipientes: ácido acético, glicerol, álcool etílico e água purificada.
Cada 5 mL do xarope (1 colher de chá) contém 0,5 mg de pimetixeno.
Excipientes: ácido acético, álcool etílico, aroma cítrico, aroma de groselha,
metilparabeno, propilparabeno, sacarose e água purificada.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: MURICALM é utilizado no tratamento de bronquite,
tosse asmática, rinite, conjuntivite, todas de origem alérgica.

 

Cuidados de armazenamento: O xarope e a solução oral devem ser conservados em
temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC).

 

Prazo de validade: A data de validade está impressa no cartucho. Não utilize o produto
após a data de validade.

 

Gravidez e lactação: Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência
do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se está amamentando.

 

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

 

Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

 

Reações adversas: Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações
desagradáveis. A mais comum é sonolência.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS

 

Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

 

Contra-indicações e precauções: MURICALM não deve ser administrado a crianças
com menos de 1 ano de idade.

 

Para MURICALM xarope, por favor, considerar a seguinte observação:
Atenção diabéticos: contém açúcar.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE
SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Propriedades
Como anti-histamínico pluripotente, o pimetixeno exerce efeito inibitório sobre várias
aminas biogênicas e outras substâncias mediadoras endógenas, que se acredita estarem
envolvidas na patogênese da broncoconstrição alérgica, formas asmáticas da tosse e
outras afecções alérgicas. Demonstrou-se que o pimetixeno inibe as ações da histamina,
serotonina, acetilcolina e bradicinina. Possui também propriedades sedativas acentuadas
que podem ser benéficas no tratamento de crianças com distúrbios alérgicos
acompanhados de um estado de hiperexcitabilidade.

 

Indicações
Bronquite espástica e tosse asmática de origem alérgica; rinite alérgica, conjuntivite,
prurido; estados de excitação associados com essas afecções.

 

Contra-indicações
Hipersensibilidade ao pimetixeno ou a outros agentes anti-histamínicos.
MURICALM não deve ser administrado a crianças com menos de 1 ano de idade.

 

Precauções e advertências
MURICALM pode causar sedação, prejudicando portanto as reações do paciente; esse
fator deve ser considerado quando a criança é exposta ao trânsito. Em pacientes
diabéticos deve-se considerar o conteúdo de açúcar do xarope (0,55 g/mL).
Para MURICALM xarope, por favor, considerar a seguinte observação:

 

Atenção diabéticos: contém açúcar.

 

Interações medicamentosas
MURICALM pode potencializar os efeitos dos sedativos, hipnóticos ou antihistamínicos.

 

Reações adversas
Sonolência; ocasionalmente excitação; raramente boca seca ou tontura.

 

Posologia
Recomenda-se o seguinte esquema posológico:
Solução oral (gotas):

 

A partir de 1 ano de idade:
1 gota por quilograma de peso corporal, 3 vezes ao dia.

 

Xarope:
Entre 1 e 5 anos de idade: 5 a 7,5 mL, 3 vezes ao dia.
Entre 5 e 10 anos de idade: 7,5 a 10 mL, 3 vezes ao dia.
Acima de 10 anos de idade: 10 a 15 mL, 3 vezes ao dia.

Superdose
Relatou-se que a superdose aguda causa sedação ou excitação.
Podem também ocorrer efeitos anticolinérgicos, como boca seca, midríase ou taquicardia.

 

Tratamento: lavagem gástrica, administração de carvão ativado e terapia sintomática.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS – 1.0068.0057
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
Fabricado por:
Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 5l8 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ: 56.994.502/0098-62 – Indústria Brasileira
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça
BDI 26/07/90 + MS

Bula do Montelucaste de Sódio Genérico (Antiasmático)

Montelucaste-de-SódioBula do Montelucaste de Sódio:
Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999
Granulado

 

USO ORAL

 

USO PEDIÁTRICO ACIMA DE 6 MESES DE IDADE

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES

Granulado 4 mg: embalagens com 10 e 30 sachês de 350 mg.

 

COMPOSIÇÃO
Cada sachê de montelucaste de sódio contém:
montelucaste de sódio
(equivalente a 4,0 mg de montelucaste) ………………………….. 4,2 mg
Excipientes: hiprolose, estearato de magnésio e manitol.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento
Montelucaste de sódio é um medicamento para o tratamento da asma que age como antagonista do receptor de leucotrienos. Os leucotrienos
são substâncias produzidas por células sanguíneas que causam estreitamento, inchaço das vias aéreas e também causam os sintomas alérgicos. Com o bloqueio da ação dos leucotrienos, os sintomas alérgicos e da asma melhoram e as crises de asma são prevenidas.

 

Cuidados de armazenamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.
O medicamento deve ser armazenado na embalagem original até sua total utilização.

 

Prazo de validade
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua
fabricação. Não devem ser utilizados medicamentos fora do prazo de validade, pois podem trazer prejuízos à saúde.

 

Gravidez e lactação
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informar ao médico se está amamentando.

 

Cuidados de administração
É importante que você ou sua criança continuem tomando montelucaste de sódio diariamente, conforme prescrito pelo médico, mesmo

quando você ou sua criança não apresentarem sintomas ou mesmo durante uma crise de asma.
Se os sintomas da asma piorarem, você deve contatar seu médico imediatamente.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

 

Interrupção do tratamento
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

 

Reações adversas
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.
As mais comuns relatadas nos estudos foram dor abdominal,dor de cabeça, sede, diarreia, hiperatividade, asma, pele escamosa ou prurido e erupção cutânea. Estas reações geralmente são leves e ocorreram tanto em pacientes tratados com montelucaste de sódio quanto em pacientes tratados com placebo (comprimido que não contém medicação).
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO AL CANCE DAS CRIANÇAS.

 

Ingestão concomitante com outras substâncias
De maneira geral, montelucaste de sódio não interfere com outros medicamentos que você ou sua criança estejam tomando.
Entretanto, é importante que você informe seu médico sobre todos os medicamentos que você ou sua criança estejam tomando ou que pretendam tomar, incluindo aqueles sem prescrição médica.

 

Contraindicações e precauções
Montelucaste de sódio é contraindicado para casos de hipersensibilidade  a qualquer componente do produto.
Montelucaste de sódio não é indicado para o tratamento das crises agudas de asma. Se ocorrer uma crise, você ou sua criança devem seguir as instruções dadas pelo seu médico para esta situação.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

CARACTERÍSTICAS
DESCRIÇÃO
O montelucaste de sódio é um antagonista do receptor de leucotrienos seletivo e ativo por via oral que inibe o receptor de leucotrienos
cisteínicos CysLT1.
A fórmula química do montelucaste de sódio é: sal monossódico do ácido [R-(E)]-1-[[[1-[3-[2-(7- cloro-2-quinolinil) etenil] fenil]-3-[2-(1-
hidróxi-1-metiletil) fenil] propil]tio]metil]ciclopropanoacético.
A fórmula empírica é C35H35ClNNaO3S, e seu peso molecular é de 608,18. Sua fórmula estrutural é apresentada a seguir:
O montelucaste de sódio é um pó branco a quase branco, higros cópico, opticamente ativo, livremente solúvel em etanol, metanol
e água e praticamente insolúvel em acetonitrila.

 

Propriedades farmacológicas

Mecanismo de Ação

Os leucotrienos cisteínicos (LTC4, LTD4, LTE4) são potentes eicosanoides inflamatórios, produtos do metabolismo do ácido araquidônico e liberados de várias células, incluindo mastócitos e eosinófilos.
Esses importantes mediadores pró-asmáticos ligam-se aos receptores  de leucotrienos cisteínicos (CysLT). O receptor CysLT tipo 1
(CysLT1) encontra-se nas vias aéreas de humanos (incluindo as células musculares lisas e macrófagos da via aérea) e em outras
células pró-inflamatórias (incluindo eosinófilos e determinadas células-tronco mieloides). Os CysLT foram correlacionados com a fisiopatologia
da asma e da rinite alérgica. Na asma, os efeitos mediados  pelos leucotrienos, inclusive um número de ações nas vias aéreas, incluem broncoconstrição, secreção de muco, aumento da permeabilidade vascular e recrutamento de eosinófilos. Na rinite alérgica, os  CysLT são associados aos sintomas e liberados da mucosa nasal depois da exposição ao alérgeno durante as fases de reação precoce e tardia. A provocação intranasal com os CysLTs tem mostrado aumentar a resistência da via nasal e os sintomas da obstrução nasal.
O montelucaste é um potente composto ativo por via oral que melhora significativamente os parâmetros da inflamação asmática. Com base nos bioensaios bioquímicos e farmacológicos, ele se liga com alta afinidade e seletividade ao receptor CysLT1 (preferindo-o a outros receptores farmacologicamente importantes das vias aéreas, tais como os receptores prostanoides, colinérgicos ou ß-adrenérgicos). O montelucaste inibe as ações fisiológicas do LTC4, LTD4 e LTE4 no receptor CysLT1 sem atividade agonista.

 

Propriedades farmacocinéticas
Absorção
O montelucaste de sódio é rápido e quase completamente absorvido após a administração oral. A Cmáx dos sachês de 4 mg é atingida
cerca 2 horas após a administração a pacientes pediátricos de dois a cinco anos de idade em jejum. A co-administração de papinha de
maçã ou de uma refeição-padrão com os grânulos orais não teve efeito significante na farmacocinética de montelucaste de sódio.
Estudos clínicos também demonstraram o perfil de segurança de montelucaste quando os grânulos orais de 4 mg foram administrados,
independentemente do horário de ingestão de alimentos.

 

Metabolismo
O montelucaste de sódio é amplamente metabolizado. Em estudos nos quais se utilizou doses terapêuticas, as concentrações plasmáticas
dos metabólitos do montelucaste de sódio, em estado de equilíbrio, são indetectáveis em adultos e em pacientes pediátricos.
Estudos in vitro em microssomos de fígado humano indicam que as isoenzimas do citocromo P450 3A4 e 2C9 estão envolvidas no metabolismo
do montelucaste de sódio. Resultados de estudos posteriores in vitro em microssomos de fígado humano demonstraram que as concentrações plasmáticas terapêuticas do montelucaste de sódio não inibem as isoenzimas 3A4, 2C9, 1A2, 2A6, 2C19 ou 2D6 do citocromo
P450.

 

Distribuição
A ligação do montelucaste de sódio às proteínas plasmáticas é superior a 99%. O volume de distribuição em estado de equilíbrio do montelucaste de sódio é de aproximadamente 8 a 11 litros. Estudos em ratos, que utilizaram montelucaste de sódio marcado radioativamente,
demonstraram mínima distribuição pela barreira hematoencefálica.
Além disso, as concentrações do material radiomarcado, 24 horas após a dose, foram mínimas em todos os outros tecidos.

 

Excreção
A depuração plasmática do montelucaste de sódio é de aproximadamente 45 mL/min em adultos saudáveis. Após uma dose oral de  ontelucaste
de sódio marcado radioativamente, 86% da radioatividade foi recuperada em coletas fecais durante 5 dias e < 0,2% foi recuperada na urina. Considerando-se as estimativas da biodisponibilidade oral do montelucaste de sódio, isso indica que o montelucaste de sódio e seus
metabólitos são excretados quase que exclusivamente pela bile.
Em diversos estudos, a meia-vida plasmática média do montelucaste de sódio foi de 2,7 a 5,5 horas em jovens saudáveis. A farmacocinética
do montelucaste de sódio é quase linear para doses de até 50 mg administradas por via oral. Nenhuma diferença na farmacocinética foi
notada entre as doses administradas pela manhã ou à noite. Com a administração de 10 mg de montelucaste uma vez ao dia, houve
pequeno acúmulo do medicamento inalterado no plasma (aproximadamente 14%).

 

Características Relacionadas aos Pacientes
Sexo
A farmacocinética do montelucaste de sódio é similar nos sexos masculino e feminino.

 

Idosos
O perfil farmacocinético e a biodisponibilidade oral de uma dose  única de 10 mg de montelucaste de sódio são similares em jovens e idosos. A meia-vida plasmática do montelucaste de sódio é ligeiramente mais prolongada em idosos. Não é necessário ajuste posológico para idosos.

 

Raça
Diferenças farmacocinéticas relacionadas à raça não foram estudadas.
Em estudos clínicos, não pareceu haver quaisquer diferenças em efeitos clinicamente importantes.

 

Insuficiência Hepática
Pacientes com insuficiência hepática leve a moderada e evidência clínica de cirrose apresentaram evidência de redução do metabolismo de montelucaste de sódio, que resultou em um aumento de aproximadamente 41% da área média sob a curva de concentração plasmática
(AUC) do montelucaste de sódio após uma dose única de 10 mg. A eliminação do montelucaste de sódio é ligeiramente prolongada quando comparada àquela observada em indivíduos saudáveis (meia-vida média de 7,4 horas). Não é necessário ajuste posológico para pacientes com insuficiência hepática leve a moderada. Não há  dados clínicos em pacientes com insuficiência hepática grave (Escore de Child- Pugh > 9).

 

Insuficiência Renal
Uma vez que o montelucaste de sódio e seus metabólitos não são excretados na urina, a farmacocinética do montelucaste de sódio
não foi avaliada em pacientes com insuficiência renal. Não é recomendado ajuste posológico para esses pacientes.

 

Pacientes Pediátricos
Estudos farmacocinéticos mostram que o perfil plasmático dos grânulos  orais de 4 mg em pacientes pediátricos de 6 meses a 2 anos de idade foi similar ao perfil plasmático dos comprimidos revestidos de 10 mg em adultos.
Os grânulos orais de 4 mg devem ser usados em pacientes pediátricos de 6 meses a 2 anos de idade.

 

INDICAÇÕES
Montelucaste de sódio é indicado para a profilaxia e o tratamento crônico da asma em pacientes pediátricos de 6 meses a 5 anos de
idade, incluindo a prevenção de sintomas diurnos e noturnos, da broncoconstrição induzida pelo exercício e o tratamento de pacientes
com asma sensíveis à aspirina.
Montelucaste de sódio é efetivo isoladamente ou em associação a outros medicamentos utilizados no tratamento da asma crônica.
Montelucaste de sódio pode ser utilizado concomitantemente a corticosteroides inalatórios com efeitos aditivos no controle da asma e
para reduzir a dose do corticosteroide inalatório e manter a estabilidade clínica.
Montelucaste de sódio é indicado para o alívio dos sintomas diurnos e noturnos da rinite alérgica em pacientes pediátricos de 2 anos a 5
anos de idade, incluindo congestão nasal, rinorreia, prurido nasal, espirros; congestão nasal ao despertar, dificuldade de dormir e despertares
noturnos; lacrimejamento, hiperemia ocular.

 

CONTRAINDICAÇÕES
Hipersensibilidade a qualquer componente do produto.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
A eficácia oral de montelucaste de sódio para o tratamento das  crises agudas de asma não foi estabelecida. Desta forma, montelucaste
de sódio não deve ser usado para o tratamento das crises agudas de asma. Os pacientes devem ser aconselhados a ter disponível medicamento de resgate adequado.
Apesar das doses do corticosteroide inalatório usado concomitantemente poderem ser gradualmente reduzidas sob supervisão médica, montelucaste de sódio não deve substituir abruptamente os corticosteroides inalatórios ou orais.
A redução da dose do corticosteroide sistêmico em pacientes que recebem medicamentos para o tratamento da asma, inclusive antagonistas do receptor de leucotrienos, em casos raros, tem  sido seguida pela ocorrência de um ou mais dos seguintes sintomas:
eosinofilia, exantema vasculítico, piora dos sintomas pulmonares, complicações cardíacas e/ou neuropatia, às vezes diagnosticada como síndrome de Churg-Strauss, vasculite eosinofílica sistêmica. Embora a relação causal com o antagonismo do receptor de leucotrienos não tenha sido estabelecida, cautela e monitoramento clínico são recomendados quando a redução de corticosteroide é considerada em pacientes que recebem montelucaste de sódio.

 

GRAVIDEZ E LACTAÇÃO
Montelucaste de sódio não foi estudado em gestantes.
Montelucaste de sódio deve ser usado durante a gravidez somente se claramente necessário.
Não se sabe se montelucaste de sódio é excretado no leite humano. Como muitos medicamentos são excretados no leite humano, deve-se ter cautela quando montelucaste de sódio for administrado a nutrizes.

 

Categoria de risco na gravidez: B
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

 

Uso Pediátrico
Montelucaste de sódio tem sido estudado em pacientes pediátricos de 6 meses a 14 anos de idade (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO). O perfil de segurança e a eficácia em pacientes pediátricos mais jovens que 6 meses de idade não foramestudados.

 

Uso em Idosos
Em estudos clínicos, não houve diferenças relacionadas à idade no perfil de segurança e eficácia de montelucaste de sódio.

 

Carcinogênese
Não foram observadas evidências de carcinogenicidade após a administração de doses orais até 200 mg/kg/dia em ratos, com duração
de 106 semanas, ou doses orais até 100 mg/kg/dia com duração de 92 semanas em camundongos. Estas doses equivalem a 1.000
vezes e 500 vezes a dose recomendada para adultos humanos.

 

Mutagênese
Demonstrou-se que o montelucaste de sódio não apresentou evidências de atividade genotóxica ou mutagênica nos seguintes ensaios:
ensaio in vitro de mutagênese microbiana; ensaio de mutagênese em células de mamíferos V-79, com ou sem ativação metabólica;
ensaio in vitro de eluição alcalina em hepatócitos de ratos, ensaio in vitro de aberração cromossômica em células de ovário de hamster
chinesa, com ou sem ativação enzimática; e no ensaio de aberração cromossômica em medula óssea de camundongos machos ou fêmeas.

 

Reprodução
A fertilidade e capacidade de reprodução não foram afetadas em estudos com ratos após a administração de doses orais de até 800
mg/kg/dia em ratos ou após a administração de doses orais de até 100 mg/kg/dia em ratas. Estas doses dão margem de, respectivamente,
4.000 vezes a 500 vezes a dose recomendada para um adulto humano.

 

Desenvolvimento
Nos estudos de toxicidade, não houve efeitos adversos relatados com doses de até 400 mg/kg/dia em ratos e com doses de até 100
mg/kg/dia em coelhos. Ocorreu exposição fetal ao montelucaste de sódio em ratos e coelhos e concentrações significantes de medicação
foram observadas no leite de ratas lactantes.
Com base em um paciente adulto com peso de 50 kg.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Montelucaste de sódio pode ser administrado com outros medicamentos usados rotineiramente para a profilaxia e o tratamento crônico
da asma e para o tratamento da rinite alérgica. Em estudos de interações medicamentosas, a dose terapêutica recomendada de montelucaste
de sódio não teve efeitos clinicamente importantes na farmacocinética dos seguintes medicamentos: teofilina, prednisona, prednisolona,
contraceptivos orais (etinilestradiol/noretindrona 35 μg/1 mg), terfenadina, digoxina e varfarina.

Embora não tenham sido realizados outros estudos específicos de interação, montelucaste de sódio foi usado em estudos clínicos concomitantemente à ampla variedade de medicamentos comumente prescritos, sem evidência de interações clínicas adversas. Essas
medicações incluíram hormônios tireoidianos, sedativos hipnóticos, agentes anti-inflamatórios não esteroides, benzodiazepínicos e descongestionantes.

A área sob a curva de concentração plasmática-tempo (AUC) do montelucaste de sódio diminuiu aproximadamente 40% em indivíduos
para os quais foi administrado fenobarbital concomitantemente. Não é recomendado ajuste posológico para montelucaste de sódio.

 

REAÇÕES ADVERSAS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS
Montelucaste de sódio tem sido geralmente bem tolerado. As reações adversas, as quais foram usualmente leves, geralmente não requereram descontinuação da terapia. A incidência global das reações adversas relatadas com montelucaste de sódio foi comparável à do placebo.
Adultos e adolescentes a partir de 15 anos de idade com asma Montelucaste de sódio foi avaliado quanto ao perfil de segurança em estudos clínicos que envolveram aproximadamente 2.600 pacientes adultos e adolescentes > 15 anos de idade. Em dois estudos com desenhos semelhantes, controlados com placebo durante 12 semanas, as únicas experiências adversas relatadas como relacionadas à medicação em > 1% dos pacientes tratados com montelucaste de sódio e com incidência maior do que a observada em pacientes tratados com placebo foram dor abdominal e cefaleia. A incidência destes eventos não foi significativamente diferente entre os dois grupos de tratamento.
Cumulativamente, nos estudos clínicos, foram tratados com montelucaste de sódio 544 pacientes durante 6 meses, no mínimo; 253, durante um ano e 21, durante dois anos. Com o tratamento prolongado, o perfil de experiências adversas não se alterou significativamente.

 

Pacientes pediátricos de 6 a 14 anos de idade com asma

O perfil de segurança de montelucaste de sódio também foi avaliado em aproximadamente 320 pacientes de 6 a 14 anos de idade.
O perfil de segurança em pacientes pediátricos é geralmente similar ao perfil de segurança em adultos e ao do placebo. Em um estudo clínico controlado com placebo com duração de 8 se manas, a única experiência adversa relatada como relacionada à medicação em > 1% dos pacientes tratados com montelucaste de sódio e com incidência maior do que a observada em pacientes tratados com placebo foi cefaleia. A incidência de cefaleia não foi significativamente diferente entre os dois grupos de tratamento.
Cumulativamente, 143 pacientes de 6 a 14 anos de idade foram tratados com montelucaste de sódio durante 3 meses, no mínimo, e 44, durante 6 meses ou mais. O perfil de experiências adversas não se alterou significativamente com o tratamento prolongado.

 

Pacientes pediátricos de 2 a 5 anos de idade com asma

Montelucaste de sódio foi avaliado em 573 pacientes pediátricos de 2 a 5 anos de idade. Em um estudo clínico controlado com placebo com duração de 12 semanas, a única experiência adversa relatada como relacionada à medicação em > 1% dos  pacientes tratados com montelucaste de sódio e com incidência maior do que a observada em pacientes tratados com placebo foi sede. A incidência de sede não foi significativamente diferente entre os dois grupos de tratamento.
Cumulativamente, 426 pacientes pediátricos de 2 a 5 anos de idade foram tratados com montelucaste de sódio por pelo menos 3 meses, 230 por 6 meses ou mais, e 63 pacientes por 12 meses ou mais. O perfil de experiências adversas não se alterou com o tratamento prolongado.

 

Pacientes pediátricos de 6 meses a 2 anos de idade com asma

Montelucaste de sódio foi avaliado em 175 pacientes pediátricos de 6 meses a 2 anos de idade. Em um estudo clínico controlado com placebo com duração de 6 semanas, as experiências adversas relatadas como relacionadas à medicação em > 1% dos pacientes tratados com montelucaste de sódio e a uma incidência maior do que a observada em pacientes tratados com placebo foram: diarreia, hipercinesia, asma, dermatite eczematosa e erupção cutânea. A incidência destas experiências adversas não foi significativamente diferente entre os dois grupos de tratamento.
Adultos e adolescentes a partir de 15 anos de idade com rinite alérgica
Em estudos clínicos, montelucaste de sódio foi avaliado em 2.199 pacientes adultos a partir de 15 anos de idade no tratamento de rinite alérgica. Montelucaste de sódio administrado uma vez ao dia pela manhã ou à noite foi geralmente bem tolerado, com perfil de segurança similar ao do placebo. Em um estudo clínico controlado com placebo não foram relatadas experiências adversas como relacionadas à medicação em ≥ 1%
dos pacientes tratados com montelucaste de sódio e a uma incidência maior do que a observada em pacientes tratados com placebo. Em um estudo clínico, controlado com placebo, com 4 semanas de duração, o perfil de segurança foi consistente com  o observado em estudos com 2 semanas de duração. Em todos os estudos, a incidência de sonolência foi similar à do placebo.

 

Pacientes pediátricos de 2 a 14 anos de idade com rinite alérgica

Em um estudo clínico controlado com placebo com duração de 2 semanas, montelucaste de sódio foi avaliado em 280 pacientes pediátricos de 2 a 14 anos de idade no tratamento de rinite alérgica. Montelucaste de sódio administrado uma vez ao dia à noite foi geralmente bem tolerado, com o perfil de segurança similar ao do placebo. Neste estudo, não foram relatadas experiências adversas como relacionadas à medicação em ≥ 1% dos pacientes tratados com montelucaste de sódio e com incidência maior do que a observada em pacientes tratados com placebo.

 

Experiências adversas relatadas após a comercialização

Foram relatadas as seguintes reações adversas adicionais após a comercialização: reações de hipersensibilidade (incluindo anafilaxia,
angioedema, erupção cutânea, prurido, urticária e, muito raramente, infiltração eosinofílica hepática); anormalidades no padrão de sonhos e alucinações, sonolência, irritabilidade, agitação, insônia e muito raramente convulsão; náuseas, vômitos, dispepsia, diarreia; mialgia, incluindo cãibras; aumento da propensão ao sangramento, hematoma; e edema.

 

POSOLOGIA
Montelucaste de sódio deve ser administrado uma vez ao dia. Para asma, a dose deve ser administrada à noite. Para rinite alérgica, o
horário da administração pode ser individualizado para atender às necessidades do paciente.
Pacientes pediátricos de 6 meses a 2 anos de idade com asma.
A posologia para pacientes de 6 meses a 2 anos de idade é de um sachê de grânulos orais de 4 mg diariamente.

 

Pacientes pediátricos de 2 a 5 anos de idade com asma e/ou rinite alérgica
A posologia para pacientes de 2 a 5 anos de idade é de um sachê de grânulos orais de 4 mg diariamente.

 

Administração dos grânulos orais
Os grânulos orais de montelucaste de sódio podem ser administrados diretamente na boca ou misturados com uma colher cheia de alimentação
leve (por exemplo, papinha de maçã) à temperatura ambiente ou fria. A embalagem deve ser mantida fechada até o momento do uso.
Depois de aberta, toda dose de montelucaste de sódio deve ser administrada imediatamente (no período de 15 minutos). Se misturado com algum alimento, montelucaste de sódio não deve ser armazenado para uso posterior. Os grânulos orais de montelucaste desódio não foram desenvolvidos para serem dissolvidos em líquidos.
Entretanto, líquidos podem ser administrados subsequentemente à  administração.

 

Recomendações gerais
O efeito terapêutico de montelucaste de sódio sobre os parâmetros de controle da asma ocorre em 1 dia. Montelucaste de sódio pode
ser ingerido com ou sem alimento. Os pacientes devem ser aconselhadosa continuar utilizando montelucaste de sódio quando a asma
estiver controlada, bem como durante os períodos de exacerbação da asma.
Não é necessário ajuste posológico para pacientes pediátricos, idosos, pacientes com insuficiência renal ou com insuficiência hepática
leve a moderada; também não são necessários ajustes posológicos  em função do sexo dos pacientes.

 

Terapia com montelucaste de sódio e outros tratamentos para asma
Montelucaste de sódio pode ser adicionado ao tratamento preexistente para a asma.

 

Redução em casos de terapia concomitante
• Com broncodilatadores: montelucaste de sódio pode ser adicionado  ao esquema terapêutico de pacientes que não estão adequadamente
controlados somente com broncodilatadores. Quando for obtida resposta clínica (geralmente após a primeira dose), a terapia com broncodilatadores pode ser reduzida, conforme tolerado pelo paciente.
• Com corticosteroides inalatórios: o tratamento com montelucaste de sódio proporciona benefícios clínicos adicionais a pacientes tratados
com corticosteroides inalatórios. As doses de corticosteroides podem ser reduzidas de acordo com a tolerabilidade do paciente, porém gradualmente e sob supervisão médica. Em alguns pacientes, a dose de corticosteroides inalatórios pode ser retirada. Montelucaste de sódio
não deve substituir abruptamente os corticosteroides inalatórios.

 

SUPERDOSAGEM
Não existem informações específicas disponíveis sobre o tratamento da superdosagem com montelucaste de sódio. Em estudos de asma
crônica, montelucaste de sódio foi administrado em doses de até 200 mg/dia para pacientes adultos durante 22 semanas e, em estudos de
curta duração, em doses de até 900 mg/dia por aproximadamente 1 semana, sem que tenham ocorrido experiências adversas clinicamente
importantes.
Houve relatos de superdosagem aguda em crianças após a comercializaçãoe nos estudos clínicos nos quais foram utilizados até 150 mg/dia de montelucaste de sódio, no mínimo. Os achados clínicos e  laboratoriais foram consistentes com o perfil de segurança em pacientes adultos e em adolescentes. Na maioria dos casos de superdosagem, não houve experiências adversas relatadas. As experiências adversas mais frequentemente observadas foram sede, sonolência, midríase, hipercinesia e dor abdominal.
Não se sabe se o montelucaste de sódio é dialisável por hemodiálise ou diálise peritoneal.

 

PACIENTES IDOSOS
Em estudos clínicos, não houve diferenças relacionadas à idade no perfil de segurança e eficácia de montelucaste de sódio.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
MS – 1.1213.0431
Farmacêutico Responsável:
Alberto Jorge Garcia Guimarães – CRF-SP nº 12.449
Registrado por:
Biosintética Farmacêutica Ltda.
Av. das Nações Unidas, 22.428
São Paulo – SP
CNPJ 53.162.095/0001-06
Indústria Brasileira
Fabricado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos – SP
Embalado por:
Mappel Indústria de Embalagens Ltda
São Bernardo do Campo – SP
Número de Lote, Fabricação e Validade: vide cartucho.

Bula do Miflonide (Antiasmático)

MiflonideBula do MIFLONIDE®:
budesonida

 

Forma farmacêutica e apresentações

Cápsulas para inalação. Embalagens com 60 cápsulas de 200 ou 400 microgramas + 1
inalador.

 

USO ADULTO E PEDIÁTRICO PARA CRIANÇAS ACIMA DE 6 ANOS
Composição
Cada cápsula contém 200 ou 400 microgramas de budesonida.
Excipiente: lactose.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: MIFLONIDE tem como substância ativa a budesonida
e é utilizado no tratamento da asma. Este medicamento pertence ao grupo dos medicamentos
chamados corticosteróides. MIFLONIDE apresenta-se como pó contido em cápsulas
rosas/transparentes. O pó é inalado para os pulmões utilizando-se o inalador Aerolizer.
MIFLONIDE é utilizado na redução da inflamação das vias aéreas dos pulmões. O uso
regular de MIFLONIDE ajuda a prevenir ataques de asma e facilita a respiração. Você deve
continuar o tratamento com MIFLONIDE regularmente mesmo após o desaparecimento dos
sintomas, sempre seguindo a orientação de seu médico.
Caso você tenha dúvidas de como MIFLONIDE funciona ou por quê este medicamento foi
prescrito a você, pergunte ao seu médico.

 

Cuidados de armazenamento: MIFLONIDE deve ser conservado em temperatura
ambiente (entre 15°C e 30°C) e protegido da umidade.

 

Prazo de validade: O prazo de validade está impresso no cartucho. Não utilizar o produto
após a data de validade.

 

Gravidez e lactação: Se você está ou desconfia que está grávida, consulte seu médico
antes de utilizar o medicamento. Seu médico discutirá com você os potenciais riscos de
utilizar MIFLONIDE durante a gravidez. Informe o seu médico sobre a ocorrência de
gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Não é recomendado amamentar
durante o tratamento com MIFLONIDE. Informe ao seu médico se está amamentando.

 

Cuidados de administração: Siga as instruções de uso ilustradas para aprender como se
utiliza MIFLONIDE com o inalador Aerolizer.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
As cápsulas de MIFLONIDE devem ser utilizadas somente com o inalador fornecido na
embalagem.
Não engula as cápsulas. O pó das cápsulas é para ser utilizado apenas para inalação.

 

O inalador é composto pelas seguintes partes:

1. uma capa para proteger o bocal;
2. a base que permite uma liberação adequada do medicamento da cápsula;
A base consiste em:
3. o bocal;
4. compartimento para a cápsula;
5. botões com “asas” laterais projetadas e pinos em cada lado;
6. um canal de passagem do ar.
Para usar o inalador, proceda do seguinte modo:
1 – Retire a tampa do inalador.
2 – Abra o compartimento da cápsula, segurando firmemente a base do inalador e girando o
bocal na direção indicada pela seta.
3 – Assegure-se que seus dedos estejam completamente secos. Retire uma cápsula do blíster e
coloque-a horizontalmente no compartimento para a cápsula na base do inalador. É
importante que a cápsula somente seja retirada do blíster imediatamente antes do uso.

 

Atenção: Não coloque a cápsula no bocal!

 

4 – Feche o compartimento da cápsula, voltando o bocal até que você escute um “click”.
5 – Para liberar o pó da cápsula:
– segure o inalador na posição vertical com o bocal para cima.
– pressione firme e simultaneamente os botões, para romper a cápsula. Em seguida,
solte os botões. Faça isso apenas uma vez.

 

Obs: Neste passo, a cápsula pode partir-se em pequenos fragmentos de gelatina que podem
atingir sua boca ou a garganta. No entanto, a gelatina é comestível e, portanto, não é
prejudicial.

 

6 – Expire o máximo possível.
7- Para inalar seu medicamento profundamente para suas vias aéreas:

– coloque o bocal do inalador na boca e incline levemente sua cabeça para trás.

– feche firmemente os lábios ao redor dele.
– inspire, pela boca, de maneira rápida e o mais profundamente possível.
Obs.: Você deve ouvir um som de vibração, como se a cápsula girasse no espaço superior ao
compartimento da cápsula. Se não ouvir esse ruído, abra o compartimento da cápsula,
verifique se a cápsula está desprendida e repita o passo 7.
NÃO tente desprender a cápsula apertando repetidamente os botões.
8 – Após inspirar através do inalador, segure a respiração pelo maior tempo que você
confortavelmente conseguir; enquanto isso, retire o inalador da boca. Em seguida, expire pelo
nariz. Abra o inalador e verifique se ainda há resíduo de pó na cápsula. Se ainda restar pó na
cápsula, repita os passos de 6 a 8.
9 – Após o uso de todo o pó, abra o compartimento da cápsula (vide passo 2), remova a
cápsula vazia e use um pano seco ou uma escova macia para remover o pó que porventura
restou.

 

Obs.: NÃO UTILIZE ÁGUA para limpar o inalador.

 

10. Feche o bocal e recoloque a capa.
Enxágue bem a sua boca com água, sem engolir, após a administração do medicamento. Este
procedimento reduzirá a probabilidade de desenvolvimento de aftas por infecção fúngica
(Candida albicans) na boca.
Se houver esquecimento de uma dose, aguarde para tomar a próxima no horário usual. A dose
não deve ser dobrada para compensar aquela que foi esquecida.
Interrupção do tratamento: O tratamento não pode ser interrompido repentinamente,
devendo ser retirado gradativamente, de acordo com a prescrição médica. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Reações adversas: Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações
desagradáveis.
Como outros medicamentos, MIFLONIDE pode causar alguns efeitos adversos, embora nem
todos os pacientes os apresentem.
Alguns efeitos podem ser raros, porém graves (afetam entre 1 e 10 em cada 10.000 pacientes):
– Se você apresentar dificuldade em respirar com chiado e tosse.
– Se você apresentar graves reações alérgicas de pele com erupção cutânea, coceira, urticária
dificuldade em respirar ou engolir, vertigem e/ou inchaço da face ou garganta.
– Se você desenvolver fraqueza extrema, perda de peso, náusea e diarréia persistente; estes
podem ser sintomas de uma diminuição da atividade da glândula adrenal.
– Se você desenvolver ganho de peso, face em formato de lua, fraqueza e/ou obesidade
abdominal; estes podem ser sintomas de um distúrbio hormonal chamado de Síndrome de
Cushing.
– Se você apresentar visão borrada ou alterada (visão turva ou pressão aumentada no olho).
Informe imediatamente seu médico, se você apresentar qualquer um desses efeitos.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico sobre
qualquer medicamento que esteja utilizando antes do início ou durante o tratamento, mesmo
se o medicamento foi obtido sem prescrição médica. Isto é particularmente importante para o
seguinte:
– alguns medicamentos utilizados para o tratamento de infecções (por ex., itraconazol,
cetoconazol, claritromicina, rifampicina)
– alguns medicamentos utilizados no tratamento de HIV (por ex., ritonavir, nelfinavir)
– alguns medicamentos utilizados no tratamento de arritmias cardíacas (por ex., amiodarona)
Se você estiver utilizando qualquer um dos medicamentos citados, seu médico deverá alterar
a dose e/ou você deverá tomar outras precauções.
Contra-indicações e precauções: Siga as instruções de seu médico cuidadosamente.
Elas podem diferir da informação geral desta bula.

 

Não use MIFLONIDE:
– Se você for alérgico (hipersensível) à budesonida ou à lactose. Se você acha que pode ser
alérgico, solicite conselho ao seu médico.
– Se você tem ou teve de tuberculose pulmonar (TB).
Caso qualquer uma das condições acima se aplique a você, não utilize este medicamento e
entre em contato com seu médico.
Este medicamento contém lactose (açúcar do leite). Se você tiver intolerância grave à lactose,
informe seu médico antes de utilizar MIFLONIDE.
MIFLONIDE não deve ser utilizado por crianças com menos de 6 anos de idade.
Se uma criança estiver utilizando um corticóide inalatório em altas doses por um longo
período de tempo, o médico irá monitorar a altura da criança como parte do check-up.

 

Tenha cuidado especial com MIFLONIDE:
– Caso você esteja utilizando outro medicamento corticosteróide.
– Se sofrer de algum outro problema respiratório que não seja asma.
Caso qualquer uma das condições se aplique a você, informe seu médico antes de utilizar
MIFLONIDE.
– Se você desenvolver uma infecção de pulmão ou de via respiratória durante o tratamento
com MIFLONIDE. Os sintomas devem incluir aumento de tosse, febre ou secreções das vias
respiratórias.
– Se você apresentar dificuldade de respirar com chiado e tosse após o uso de MIFLONIDE
– Se você apresentar erupção cutânea, coceira, urticária, dificuldade de respirar ou engolir,
vertigem ou inchaço da face e garganta durante o tratamento com MIFLONIDE.
– Se você apresentar alteração de peso, fraqueza, obesidade abdominal, náusea ou diarréia
persistente durante o tratamento com MIFLONIDE.
– Se você apresentar visão borrada ou alterada durante o tratamento com MIFLONIDE.
Se você desenvolver qualquer um dos sintomas acima, informe imediatamente seu médico.

 

Outras advertências:
– Não engula as cápsulas – elas devem apenas ser utilizadas com o inalador Aerolizer.
– Você não deve tentar inalar as cápsulas com um inalador diferente.
– Se você perceber que seu chiado ou a falta de ar estiver piorando, informe seu médico.
– Não utilize MIFLONIDE para tratar um ataque repentino de falta de ar. Você receberá um
outro medicamento para isso.
– Não interrompa a terapia com antiinflamatório oral repentinamente. Caso você tenha sido
mantido em terapia com antiinflamatório oral por um longo período de tempo, seu médico
deverá reduzir a dose deste à medida que MIFLONIDE é introduzido.
– Você deve manter disponível um broncodilatador de curta ação inalatório (como albuterol
ou salbutamol) caso seja necessário aliviar os sintomas da asma.
– Seu médico pode conduzir testes para avaliar a função da glândula adrenal de tempos em
tempos.

 

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e utilizar máquinas: MIFLONIDE não
parece afetar a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
Grupo farmacoterapêutico: glicocorticóides, código ATC R03B A02.
A budesonida é um corticosteróide com ação tópica acentuada, mas praticamente desprovida
de ação sistêmica no ser humano. Quando utilizada como cápsulas para inalação por pacientes
que se beneficiam da terapia com corticosteróide, pode ocasionar o controle da asma
geralmente dentro de 10 dias após o início do tratamento. O uso regular da budesonida reduz
a inflamação crônica dos pulmões asmáticos. Deste modo, budesonida melhora a função
pulmonar e os sintomas da asma, reduz a hiper-reatividade brônquica e previne as
exacerbações da asma.

Caso qualquer uma das condições se aplique a você, informe seu médico antes de utilizar

MIFLONIDE.
– Se você desenvolver uma infecção de pulmão ou de via respiratória durante o tratamento
com MIFLONIDE. Os sintomas devem incluir aumento de tosse, febre ou secreções das vias
respiratórias.
– Se você apresentar dificuldade de respirar com chiado e tosse após o uso de MIFLONIDE
– Se você apresentar erupção cutânea, coceira, urticária, dificuldade de respirar ou engolir,
vertigem ou inchaço da face e garganta durante o tratamento com MIFLONIDE.
– Se você apresentar alteração de peso, fraqueza, obesidade abdominal, náusea ou diarréia
persistente durante o tratamento com MIFLONIDE.
– Se você apresentar visão borrada ou alterada durante o tratamento com MIFLONIDE.
Se você desenvolver qualquer um dos sintomas acima, informe imediatamente seu médico.

 

Outras advertências:
– Não engula as cápsulas – elas devem apenas ser utilizadas com o inalador Aerolizer.
– Você não deve tentar inalar as cápsulas com um inalador diferente.
– Se você perceber que seu chiado ou a falta de ar estiver piorando, informe seu médico.
– Não utilize MIFLONIDE para tratar um ataque repentino de falta de ar. Você receberá um
outro medicamento para isso.
– Não interrompa a terapia com antiinflamatório oral repentinamente. Caso você tenha sido
mantido em terapia com antiinflamatório oral por um longo período de tempo, seu médico
deverá reduzir a dose deste à medida que MIFLONIDE é introduzido.
– Você deve manter disponível um broncodilatador de curta ação inalatório (como albuterol
ou salbutamol) caso seja necessário aliviar os sintomas da asma.
– Seu médico pode conduzir testes para avaliar a função da glândula adrenal de tempos em
tempos.

 

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e utilizar máquinas: MIFLONIDE não
parece afetar a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
Grupo farmacoterapêutico: glicocorticóides, código ATC R03B A02.
A budesonida é um corticosteróide com ação tópica acentuada, mas praticamente desprovida
de ação sistêmica no ser humano. Quando utilizada como cápsulas para inalação por pacientes
que se beneficiam da terapia com corticosteróide, pode ocasionar o controle da asma
geralmente dentro de 10 dias após o início do tratamento. O uso regular da budesonida reduz
a inflamação crônica dos pulmões asmáticos. Deste modo, budesonida melhora a função
pulmonar e os sintomas da asma, reduz a hiper-reatividade brônquica e previne as
exacerbações da asma.

Farmacocinética
Absorção
A quantidade de budesonida depositada nos pulmões é rápida e completamente absorvida. O
pico de concentração plasmática é atingido imediatamente após a administração. Após
correção da dose depositada na orofaringe, a biodisponibilidade absoluta é de 73%. A
biodisponibilidade absoluta por via oral é de aproximadamente 10%.

 

Distribuição
O volume de distribuição da budesonida é de cerca de 300 L. Em experimentos com animais
foram observadas altas concentrações no baço e nas glândulas linfáticas, no timo, no córtex
da adrenal, nos órgãos reprodutivos e nos brônquios. A budesonida atravessa a barreira
placentária em camundongos. Não se sabe se passa para o leite materno.

 

Biotransformação
A budesonida não é metabolizada nos pulmões. Após a absorção, é metabolizada no fígado,
originando vários metabólitos inativos, inclusive 6-beta-hidroxi-budesonida e 16-alfahidroxiprednisolona.
O clearance é de 84 L/h, com meia-vida plasmática curta de 2,8 horas.
A principal via de metabolização da budesonida é a via CYP3A4 e pode ser afetada por
inibidores ou indutores conhecidos desta enzima (vide “Interações medicamentosas”)

 

Eliminação
Após a inalação, 32% da dose absorvida é recuperada na urina e 15% nas fezes.

 

Dados de segurança pré-clínicos
Toxicidade aguda da budesonida é considerada baixa. Dados pré-clínicos de estudos
com doses tóxicas repetidas, assim como de sensibilização da pele, estudos de
mutagenicidade e carcinogenicidade com budesonida revelaram não haver riscos
específicos para humanos nas doses terapêuticas pretendidas.
Os efeitos na viabilidade de toxicidade maternal e de filhotes de budesonida em ratos e seu
potencial teratogênico e retardo do crescimento, e morte fetal em coelhos foram
reconhecidos como o potencial teratogênico de glicocorticóides em animais. Não há
evidências de que a budesonida tenha qualquer efeito de teratogenicidade e toxicidade
reprodutiva em humanos (vide “Gravidez e lactação”).

 

Indicações
Asma brônquica. Quando inalada, a budesonida tem uma ação antiinflamatória local nos
pulmões, com um efeito corticosteróide sistêmico mínimo.

 

Contra-indicações
– Hipersensibilidade conhecida à budesonida ou a qualquer outro componente da
formulação.
– Uso em pacientes com tuberculose pulmonar ativa.
MIFLONIDE não deve ser utilizado por crianças com menos de 6 anos de idade.

Advertências
Os pacientes devem ter conhecimento da natureza profilática do tratamento com budesonida
inalatória e da necessidade de ser administrado regularmente, mesmo quando não estiverem
apresentando sintomas. A budesonida não produz alívio do broncoespasmo agudo, nem é
adequado para o tratamento primário do estado asmático ou de outros episódios agudos de
asma.
São necessários cuidados especiais em pacientes com tuberculose pulmonar latente,
infecções fúngicas e virais das vias aéreas. Deve-se ter cautela ao tratar pacientes com
distúrbios pulmonares, como bronquiectasias e pneumoconiose, em vista da possibilidade de
infecções fúngicas.
Em casos de exacerbação aguda da asma pode ser necessário um aumento na dose de
MIFLONIDE ou tratamento complementar com corticosteróides orais e/ou antibióticos, caso
ocorra infecção, por um curto período de tempo.
Os pacientes devem sempre ter um broncodilatador inalatório de curta ação disponível como
medicação de resgate para o alívio dos sintomas agudos da asma.
Em casos raros, tratamento inalatório pode causar broncoespasmos após administração. No
caso de broncoespasmo paradoxal, o tratamento inalatório com MIFLONIDE deve ser
interrompido imediatamente e se necessário ser substituído por outro tratamento.
Broncoespasmo paradoxal responde a um broncodilatador inalatório de rápida ação.
Os pacientes devem ser aconselhados a procurar seus médicos caso sua asma piore
(freqüência aumentada de tratamento com broncodilatador inalatório de curta ação ou
sintomas respiratórios persistentes). O paciente deve ser reavaliado e a necessidade de
terapia antiinflamatória aumentada, um aumento na dose do corticosteróide inalatório ou
oral devem ser considerados.
Efeitos sistêmicos de corticosteróides inalatórios podem ocorrer, particularmente em altas
doses prescritas por períodos prolongados. Esses efeitos são menos prováveis de ocorrer que
com corticosteróides orais. Alguns possíveis efeitos sistêmicos incluem supressão adrenal,
hipercorticismo/síndrome de Cushing, retardo do crescimento em crianças e adolescentes,
diminuição na densidade mineral do osso, catarata e glaucoma e reações de
hipersensibilidade. Desta forma, é importante que a dose do corticosteróide inalatório seja
ajustada para a menor dose na qual o efetivo controle da asma seja mantido (vide “Reações
adversas”).
É recomendado monitorar regularmente a altura da criança que recebe tratamento
prolongado com corticosteróide inalatório. Se o crescimento for lento, a terapia deve ser
revisada com o objetivo de diminuir a dose do corticosteróide inalatório, se possível, para a
menor dose na qual o efetivo controle da asma seja mantido. Adicionalmente, deve ser
considerada a indicação do paciente para um especialista respiratório pediatra. Os efeitos a
longo prazo dessa redução da velocidade de crescimento associada com corticosteróides
inalatórios, incluindo o impacto na altura adulta final, são desconhecidos. O potencial para
crescimento de recuperação ou “catch up” após a descontinuação do tratamento com
corticosteróisdes de inalação oral não foi adequadamente estudado.
Deve-se ter cautela quando a budesonida é co-administrada por um longo período de tempo
com um potente inibidor da CYP3A4 (por exemplo, itraconazol, cetoconazol, ritonavir,
nelfinavir, amiodarona, claritromicina) – vide “Interações medicamentosas”.

Precauções
Pacientes não dependentes de corticosteróides sistêmicos
Normalmente, obtém-se efeito terapêutico em 10 dias. Em pacientes com secreção brônquica
excessiva , pode-se administrar inicialmente um esquema curto adicional com corticosteróide
oral (cerca de 2 semanas).
Pacientes dependentes de corticosteróides sistêmicos
A transição de uso dos corticosteróides orais para a budesonida deve ocorrer
preferencialmente em pacientes com asma estável. Uma dose alta de budesonida é dada em
combinação com a dose de corticosteróide oral previamente utilizada pelo paciente por pelo
menos 10 dias. Após esta fase, a dose de corticosteróide oral deve ser gradualmente reduzida
(por exemplo, 2,5 mg de prednisolona ou equivalente a cada mês) até a maior redução
possível. O tratamento com corticosteróides sistêmicos complementar ou com MIFLONIDE
não deve ser suspenso abruptamente, mas gradualmente.
Uma precaução especial deve ser observada durante os primeiros meses do período de
substituição do corticosteróide oral pela budesonida a fim de assegurar que a reserva
adrenocortical destes pacientes seja adequada para contornar situações como trauma,
cirurgias ou infecções graves, visto que estes pacientes podem desenvolver quadro agudo de
insuficiência adrenal. A função do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal deve ser
monitorizada regularmente. Alguns pacientes necessitam de uma dose extra de
corticosteróides nessas circunstâncias; estes devem ser aconselhados a portar um cartão
descrevendo sua condição potencialmente séria. A substituição do corticosteróide oral
sistêmico pela budesonida pode revelar alergias previamente suprimidas pela terapia com
corticosteróides sistêmicos, como, por exemplo, rinite alégica ou eczema e pacientes podem
apresentar letargia, dores musculares e nas articulações e às vezes náusea e vômito. Estas
alergias podem ser tratadas adequadamente utilizando-se anti-histamínicos ou
corticosteróides de uso local.

 

Precauções adicionais
Para prevenir candidíase oral, é recomendado aconselhar o paciente a enxaguar a boca
com água após cada administração. Caso esta condição evolua, na maioria dos casos,
responderá a terapia antifúngica tópica sem a descontinuação do tratamento com
MIFLONIDE (vide “Posologia e modo de administração” e “Efeitos adversos”).
Disfonia pode acorrer, porém este desconforto é reversível e desaparece após
descontinuação da terapia ou redução da dose e/ou descanso da voz (vide “Efeitos
adversos”).
As cápsulas contêm lactose. Este medicamento não é recomendado para pacientes com
problemas hereditários raros de intolerância a galactose, grave deficiência de lactase ou
má-absorção de glicose-galactose.

Gravidez e lactação
Os efeitos na viabilidade de toxicidade maternal e de filhotes de budesonida em ratos e seu
potencial teratogênico e retardo do crescimento, e morte fetal em coelhos foram
reconhecidos como o potencial teratogênico de glicocorticóides em animais. Não há
evidências de que a budesonida tenha qualquer efeito de teratogenicidade e toxicidade
reprodutiva em humanos (vide “Dados pré-clínicos”). A administração durante a gravidez
deve ser evitada, a menos que haja razões que obriguem o seu uso. Se o tratamento com
corticosteróides durante a gravidez for imperativo, corticosteróides inalados devem ser
preferidos, pois apresentam menor incidência de efeitos sistêmicos quando comparados com
doses equipotentes de corticosteróides orais. Não há informação disponível sobre a
passagem de budesonida para o leite materno.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
Não há dados sobre o efeito deste fármaco na habilidade de dirigir veículos e/ou operar
máquinas, porém considera-se este efeito improvável de ocorrer.

 

Interações medicamentosas
A principal via metabólica da budesonida é via citocromo P450 (CYP) isoenzima 3A4
(CYP3A4). A administração concomitante de inibidores conhecidos da CYP3A4 (por
exemplo, itraconazol, cetoconazol, ritonavir, nelfinavir, amiodarona, claritromicina), pode
inibir o metabolismo e aumentar a exposição sistêmica à budesonida. Se estes produtos forem
administrados concomitantemente, a função adreno-cortical deve ser monitorada e a dose de
budesonida ajustada de acordo com a resposta (vide “ Advertências” e “Farmacodinâmica” ).
A administração concomitante de potentes indutores da CYP3A4 (por exemplo rifampicina)
pode aumentar o metabolismo e diminuir a exposição à budesonida (vide
“Farmacodinâmica”).

 

Reações adversas
As reações adversas (Tabela 1) estão classificadas de acordo com sua freqüência, sendo as
mais freqüentes em primeiro, de acordo com a seguinte convenção: muito comum (≥ 1/10),
comum (≥ 1/100, < 1/10), incomum (≥ 1/1.000, < 1/100), raro (≥ 1/10.000, < 1/1.000), muito
raro (< 1/10.000), incluindo casos isolados. Dentro de cada grupo de freqüência, as reações
adversas são listadas em ordem decrescente de gravidade.
Tabela 1.

 

Distúrbios endócrinos
Raro: Supressão adrenal, síndrome de Cushing, hipercorticismo, retardo
do crescimento em crianças e adolescentes

 

Distúrbios oculares
Raro: Catarata, glaucoma

 

Distúrbios do sistema imune
Raro: Reações de hipersensibilidade, rash, urticária, angioedema, prurido

 

Distúrbios psiquiátricos
Raro: Comportamento anormal (descrito em crianças)
Distúrbios músculo-esquelético e do tecido cognitivo
Raro: Diminuição da densidade mineral nos ossos

 

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
Raro: Broncoespasmo paradoxal, candidíase oral, disfonia, irritação da
garganta

 

Efeitos sistêmicos de corticosteróides inalados podem ocorrer, particularmente em altas
doses prescritas por períodos prolongados. Alguns possíveis efeitos sistêmicos incluem
supressão adrenal, hipercorticismo/síndrome de Cushing, retardo do crescimento em
crianças e adolescentes, diminuição na densidade mineral do osso, catarata e glaucoma e
reações de hipersensibilidade. (vide “Advertências”).

 

Posologia e modo de administração
A dose deve ser ajustada individualmente à dose mais baixa necessária para o controle da
asma. MIFLONIDE deve ser administrado regularmente todos os dias para manutenção do
controle da asma. Na transferência de um paciente de um dispositivo de inalação para outro, a
dose deve ser re-ajustada individualmente. Para reduzir o risco de infecção por cândida,
recomenda-se enxaguar bem a boca com água, sem engolir, após cada dose administrada
(vide “Precauções” e “Reações adversas”). Enxaguar a boca pode também ajudar a prevenir
irritação de garganta e possivelmente reduzir o risco de efeitos sistêmicos.

MIFLONIDE deve ser utilizado unicamente para inalação oral através do inalador Aerolizer.

 

Adultos
A dose usual de manutenção é de 200 a 400 microgramas, duas vezes ao dia (equivalente a
400 a 800 microgramas diários).
A dose pode ser aumentada para 1.600 microgramas ao dia, em 2 a 4 administrações durante
as crises de asma, quando o paciente for transferido da terapia oral com corticosteróides para
a terapia inalatória com budesonida ou quando a dose da corticoterapia for reduzida.

 

Crianças (acima de 6 anos)
A dose usual de manutenção é de 200 microgramas, duas vezes ao dia (equivalente a 400
microgramas diários). A dose diária máxima é de 800 microgramas. MIFLONIDE deve ser
utilizado sob a supervisão de adultos. Uso do inalador Aerolizer deve depender da capacidade
de utilização correta do inalador pela criança.
Não se recomenda o uso de MIFLONIDE em crianças abaixo de 6 anos, devido à ausência de
experiência clínica nessa faixa etária.
Os pacientes devem ser orientados a utilizar o inalador Aerolizer de acordo com as instruções
de uso descritas, a fim de assegurar que a droga atinja as áreas-alvo nos pulmões.

 

Superdose
A toxicidade aguda da budesonida é baixa. O efeito prejudicial mais significativo que pode
ocorrer após a inalação de uma grande quantidade de medicação em um curto período de
tempo é a supressão do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal (HHA). Não há necessidade de
nenhuma ação emergencial. O tratamento com MIFLONIDE deve continuar com a dosagem
recomedada para o controle da asma.

 

Pacientes Idosos
Não há evidência de que os pacientes idosos requeiram uma posologia diferente da utilizada
em pacientes adultos.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS – 1.0068.0093
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira CRF-SP: 23.873
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça
Fabricado por: Pharmachemie B.V., Haarlem, Holanda
Importado por: Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 518 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ: 56.994.502/0098-62 – Indústria Brasileira
BPI 26.06.07
2007-PSB/GLC-0078-s

 

Bula do Miflasona (Antiasmático)

MiflasonaBula do MIFLASONA®:
dipropionato de beclometasona

 

Forma farmacêutica e apresentações
Pó encapsulado para inalação. Embalagens com 60 cápsulas de 200 ou 400 mcg e 1 inalador.

 

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

 

Composição
Cada cápsula contém 200 ou 400 mcg de dipropionato de beclometasona.
Excipientes: lactose e gelatina.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: MIFLASONA apresenta como componente ativo o
dipropionato de beclometasona, substância pertencente ao grupo dos corticosteróides.
MIFLASONA é utilizado na redução da inflamação das vias aéreas dos pulmões. O uso regular
de MIFLASONA ajuda a prevenir ataques de asma e facilita a respiração. MIFLASONA é um
medicamento de controle da asma, não tendo ação nas crises.

 

Cuidado de armazenamento: O produto deve ser protegido do calor (manter abaixo de 25°C),
da luz e da umidade.

 

Prazo de validade: A data de validade está impressa no cartucho. Não utilize o produto após a
data de validade.

 

Gravidez e lactação: Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência do
tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se está amamentando.
Cuidados de administração: Antes de usar o medicamento, leia com atenção as instruções de
uso. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.

 

Como usar as cápsulas com o inalador:
O inalador é composto pelas seguintes partes:

 

1. uma capa para proteger o bocal;
2. a base que permite uma liberação adequada do medicamento da cápsula;
A base consiste em:
3. o bocal;
4. compartimento para a cápsula;
5. botões com “asas” laterais projetadas e pinos em cada lado;
6. um canal de passagem do ar.

 

Para usar o inalador, proceda do seguinte modo:

 

1 – Retire a tampa do inalador.
2 – Abra o compartimento da cápsula, segurando firmemente a base do inalador e girando o
bocal na direção indicada pela seta.
3 – Assegure-se que seus dedos estejam completamente secos. Retire uma cápsula do blíster e
coloque-a horizontalmente no compartimento para a cápsula na base do inalador. É importante
que a cápsula somente seja retirada do blíster imediatamente antes do uso.

 

Atenção: Não coloque a cápsula no bocal!

4 – Feche o compartimento da cápsula, voltando o bocal até que você escute um “click”.
5 – Para liberar o pó da cápsula:
– segure o inalador na posição vertical com o bocal para cima.
– pressione firme e simultaneamente os botões, para romper a cápsula. Em seguida,
solte os botões. Faça isso apenas uma vez.
Obs: Neste passo, a cápsula pode partir-se em pequenos fragmentos de gelatina que podem
atingir sua boca ou a garganta. No entanto, a gelatina é comestível e, portanto, não é
prejudicial.
6 – Expire o máximo possível.
7- Para inalar seu medicamento profundamente para suas vias aéreas:
– coloque o bocal do inalador na boca e incline levemente sua cabeça para trás.
– feche firmemente os lábios ao redor dele.
– inspire, pela boca, de maneira rápida e o mais profundamente possível.
Obs.: Você deve ouvir um som de vibração, como se a cápsula girasse no espaço superior ao
compartimento da cápsula. Se não ouvir esse ruído, abra o compartimento da cápsula,
verifique se a cápsula está desprendida e repita o passo 7.

 

NÃO tente desprender a cápsula apertando repetidamente os botões.

 

8 – Após inspirar através do inalador, segure a respiração pelo maior tempo que você
confortavelmente conseguir; enquanto isso, retire o inalador da boca. Em seguida, expire pelo
nariz. Abra o inalador e verifique se ainda há resíduo de pó na cápsula. Se ainda restar pó na
cápsula, repita os passos de 6 a 8.
9 – Após o uso de todo o pó, abra o compartimento da cápsula (vide passo 2), remova a cápsula
vazia e use um pano seco ou uma escova macia para remover o pó que porventura restou.

 

Obs.: NÃO UTILIZE ÁGUA para limpar o inalador.

 

10. Feche o bocal e recoloque a capa.
As cápsulas não podem ser ingeridas: elas somente devem ser utilizadas com o inalador
fornecido na embalagem. Não utilize outro modelo de inalador. Se houver esquecimento de
uma dose, aguarde para tomar a próxima dose no horário usual. A dose esquecida não deve ser
dobrada.

Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

 

Reações adversas: Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis.
Poderão ser observadas infecções na boca ou na garganta, reações na pele, rouquidão, dor ou
irritação na garganta.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

 

Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

 

Contra-indicações e precauções: MIFLASONA é contra-indicado a pacientes com
hipersensibilidade à beclometasona ou a qualquer componente da formulação e a pacientes
com tuberculose.

 

NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE
SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
O dipropionato de beclometasona é um corticosteróide de ação tópica marcante, mas
praticamente desprovido de ação sistêmica no ser humano. Quando utilizado como pó inalante
em doses terapêuticas, apresenta potente ação antiinflamatória glicocorticóide nos pulmões,
sem causar os efeitos adversos sistêmicos dos glicocorticóides. A inalação do pó pode
controlar a asma brônquica em pacientes que necessitam de terapia com corticosteróides,
geralmente dentro de 10 dias após o início do tratamento.

 

Farmacocinética
Após a administração por inalação, menos que 25% do esteróide atingirá o trato respiratório,
sendo que a maioria da dose será depositada na boca e, subseqüentemente, ingerida. A
farmacocinética do dipropionato de beclometasona, administrado por via intravenosa,
representa a disposição farmacocinética da porção da dose inalada, absorvida diretamente dos
pulmões. Da mesma forma, a farmacocinética após a administração oral é relevante para a
porção ingerida da dose inalada.
A absorção pelo trato gastrintestinal é relativamente lenta, com concentrações plasmáticas
máximas atingidas em cerca de 3 a 5 horas após administração oral. O composto absorvido é
rapidamente metabolizado no fígado. Após a administração i.v., a eliminação plasmática é
bifásica, com uma meia-vida terminal de 15 horas. Após a administração por ambas as vias,
aproximadamente 15% são excretados na urina e 64% nas fezes (a maioria através da via
biliar), na forma de metabólitos livres e conjugados.

 

Dados de segurança pré-clínicos
A beclometasona encontra-se bem estabelecida no uso médico. Os dados pré-clínicos estão
amplamente consistentes com a experiência clínica. Para informações quanto à toxicidade
sobre a função reprodutiva, veja “Gravidez e lactação”.

Indicações
Tratamento profilático da asma brônquica. MIFLASONA apresenta vantagens terapêuticas aos
pacientes não controlados adequadamente pelo uso ocasional de broncodilatadores e/ou de
cromoglicato de sódio e aos pacientes com asma grave dependentes de corticosteróides
sistêmicos ou de hormônio adrenocorticotrófico (ACTH).

 

Contra-indicações
Hipersensibilidade à beclometasona ou a qualquer componente da formulação. Uso em
pacientes com tuberculose pulmonar ativa ou quiescente.

 

Precauções
Os pacientes devem ser advertidos sobre a natureza profilática do tratamento com
beclometasona inalável e de que a mesma deve ser utilizada regularmente, mesmo quando não
estão presentes os sintomas.
MIFLASONA não é indicado para o alívio de sintomas asmáticos agudos, quando é necessário
o uso de um broncodilatador inalável de curta duração indicado para crises. Os pacientes
devem ser orientados a ter disponível essa medicação de emergência.
A asma grave requer acompanhamento médico regular, inclusive teste da função pulmonar,
uma vez que os pacientes estão sob risco de ataques graves e até mesmo fatais.
O aumento do uso dos broncodilatadores no alívio dos sintomas, em particular dos agonistas
beta-2 inaláveis de curta duração, indica a deterioração do controle da asma. Se os pacientes
tiverem a sensação de que o tratamento com broncodilatadores de curta duração está se
tornando menos eficaz ou que estão precisando de mais inalações que o usual, o médico deve
ficar atento. Nesse caso, os pacientes devem ser avaliados novamente e deve-se considerar a
necessidade de aumentar-se o tratamento com antiinflamatórios (por exemplo, doses mais
altas de corticosteróides inaláveis ou tratamento com corticosteróides orais). Exacerbações
graves da asma devem ser tratadas da maneira habitual.
Na maioria dos pacientes, não ocorre qualquer supressão adrenal significativa, a não ser que
a dose diária exceda a dose recomendada de MIFLASONA (por exemplo 1.500 mcg por dia).
Tem sido relatada redução dos níveis de cortisol plasmático em alguns pacientes que
receberam 2.000 mcg por dia de dipropionato de beclometasona inalável. Nesses pacientes, os
riscos de desenvolver-se supressão adrenal devem ser considerados em comparação com as
vantagens terapêuticas e devem-se tomar precauções para se fornecer uma cobertura de
esteróides sistêmicos em situações de stress prolongado. A supressão continuada do eixo
hipotalâmico-pituitário-adrenal (HPA) pode eventualmente trazer efeitos sistêmicos, inclusive
retardo de crescimento em crianças e adolescentes.
A falta de resposta ou as exacerbações graves da asma devem ser tratadas aumentando-se a
dose de dipropionato de beclometasona inalável e, se necessário, administrando-se um
esteróide sistêmico e/ou antibiótico, se houver infecção, e usando-se tratamento com betaagonista.
Transição de pacientes em tratamento com corticosteróides orais – A transição de pacientes
dependentes de esteróides orais para MIFLASONA e o acompanhamento subseqüente
necessitam de cuidados especiais uma vez que a recuperação da função adrenocortical
alterada causada pelo uso prolongado de esteróides sistêmicos pode requerer um tempo
considerável.

Pacientes que tenham sido tratados com esteróides sistêmicos por longos períodos de tempo
ou com uma dose elevada podem apresentar supressão adrenocortical. Nesses pacientes, a
função adrenocortical deve ser monitorada regularmente e a dose de esteróide sistêmico deve
ser reduzida com cautela.
Após aproximadamente 1 semana, inicia-se a retirada gradual do esteróide sistêmico. As
diminuições de dosagem devem ser apropriadas ao nível de manutenção do esteróide sistêmico
e introduzidas em intervalos de pelo menos 1 semana. Para doses de manutenção de
prednisolona ou seu equivalente, de 10 mg por dia ou menos, os decréscimos de dose não
devem ser superiores a 1 mg por dia em intervalos de pelo menos 1 semana. Para doses de
manutenção de prednisolona maiores que 10 mg por dia, pode ser apropriado empregar-se
cautelosamente decréscimos maiores da dose em intervalos semanais.
Alguns pacientes não se sentem bem de uma maneira geral durante a fase de retirada, apesar
da estabilização ou mesmo da melhora da função respiratória. Esses pacientes devem ser
encorajados a continuar o tratamento com MIFLASONA e a retirar o esteróide sistêmico, a
menos que existam sinais objetivos de insuficiência adrenal.
Os pacientes que, ao estarem interrompendo o tratamento com esteróides orais tenham a
função adrenocortical prejudicada devem portar um cartão de advertência indicando que eles
podem precisar de esteróide sistêmico suplementar durante períodos de stress, por exemplo,
na piora dos ataques de asma, em infecções pulmonares, doenças associadas, cirurgias,
traumas e outros.
A substituição do tratamento com esteróide sistêmico por tratamento inalatório algumas vezes
desmascara alergias, como rinite alérgica ou eczema, que permaneciam previamente
controladas pela medicação sistêmica. Tais alergias devem ser tratadas sintomaticamente com
anti-histamínicos e/ou com preparações tópicas, inclusive esteróides tópicos.
O tratamento com MIFLASONA não deve ser interrompido abruptamente.
É possível a ocorrência de broncoespasmo paradoxal. Caso ocorra, MIFLASONA deve ser
descontinuado e instituído um tratamento alternativo.
É necessário cautela no tratamento de pacientes com transtornos pulmonares, como
bronquiectasia e pneumoconiose, frente à possibilidade de infecções fúngicas.

 

Gravidez e lactação
A administração de corticosteróides em animais prenhes resultou em anormalidades fetais,
isto é, fissura palatina e retardo no crescimento intra-uterino. Portanto, pode haver um risco
muito pequeno de ocorrerem tais efeitos no feto humano. Deve-se notar, entretanto, que as
alterações fetais em animais surgem após exposição sistêmica relativamente alta. Uma vez que
o dipropionato de beclometasona é levado aos pulmões por inalação, isso reduz
significativamente a exposição que ocorre após o uso sistêmico de corticosteróides.
O uso de beclometasona na gravidez requer a avaliação dos possíveis benefícios da droga em
relação aos riscos potenciais. Deve-se notar que a droga tem sido amplamente utilizada por
muitos anos sem nenhuma conseqüência adversa aparente. Não se realizaram estudos
específicos para avaliar a passagem de dipropionato de beclometasona ao leite de animais
lactantes. É razoável supor-se que a beclometasona seja secretada no leite, mas nas doses
utilizadas para inalação direta os possíveis níveis no leite serão baixos. O uso de dipropionato
de beclometasona em mulheres lactantes requer que os benefícios terapêuticos da droga sejam
comparados com os riscos potenciais à mãe e à criança.

 

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
Não foram relatados.

 

Reações adversas
Não foram relatados quaisquer efeitos colaterais sérios que pudessem ser atribuídos à dose
recomendada de dipropionato de beclometasona. Alguns pacientes não se sentem bem por
cerca de 2 semanas durante a redução do tratamento com corticosteróides sistêmicos, apesar
de a função respiratória estar sendo mantida ou até mesmo melhorada. Esses pacientes
podem, portanto, precisar de encorajamento para continuar utilizando o dipropionato de
beclometasona.
Podem ocorrer infecções locais por Candida sp na boca, garganta e laringe. É necessária
atenção especial a pacientes com altos níveis sangüíneos de Candida precipitans, indicando
uma infecção prévia. A terapia antifúngica local parece controlar essas infecções, sem a
necessidade de se interromper o tratamento com a beclometasona.
Podem ocorrer rouquidão e irritação da garganta, mas desaparecem após a descontinuação
do tratamento, a redução da dose e/ou o descanso da voz. Pode ser útil enxaguar-se a boca
com água imediatamente após a inalação. Tem sido relatadas reações de hipersensibilidade,
inclusive rash (erupção) cutâneo, urticária, prurido, eritema e edema nos olhos, na face, nos
lábios e na garganta após o uso de dipropionato de beclometasona.

 

Posologia
MIFLASONA deve ser administrado regularmente todos os dias para manter o controle da
asma. Para reduzir o risco de infecção por Candida sp recomenda-se enxaguar bem a boca com
água após cada dose.
Adultos – A dose usual para adultos é de 200-400 mcg, 2 vezes ao dia. Para asma grave, a dose
pode ser aumentada para até 2.000 mcg por dia.
Crianças – A dose usual de MIFLASONA para crianças é de 100-200 mcg, 2 vezes ao dia.
Para asma grave, a dose pode ser aumentada para até 800 mcg por dia. MIFLASONA deve ser
utilizado em crianças sob a supervisão de um adulto. O uso do inalador deve depender da
habilidade da criança de utilizá-lo corretamente.
Recomenda-se o uso de MIFLASONA a partir dos 5 anos de idade, visto que crianças abaixo
dessa faixa etária podem não apresentar a coordenação e o fluxo inspiratório necessários para a
correta inalação do produto.
Idosos, pacientes com insuficiência renal ou hepática – Não é necessário realizar ajuste de
dose em pacientes idosos ou com insuficiência renal ou hepática.
A administração de MIFLASONA é feita através do inalador. Os pacientes devem ser
instruídos quanto ao uso apropriado do inalador para garantir que a droga atinja as áreas
adequadas do pulmão.

 

Superdose
Aguda – A inalação da droga em doses que excedam às recomendadas pode levar à supressão
temporária da função adrenal. Isso não requer a tomada de medidas de emergência. Nesses
pacientes, o tratamento com dipropionato de beclometasona por inalação deve ser mantido em
dose suficiente para controlar a asma; a função adrenal se recuperará em alguns dias e pode se
verificar isso pela determinação do cortisol plasmático.

Crônica – O uso de dipropionato de beclometasona em doses diárias excessivas de 1.500 mcg
por períodos prolongados pode causar certo grau de supressão adrenal. A monitoração das
reservas adrenais pode ser indicada. O tratamento com dipropionato de beclometasona deve
continuar com dose suficiente para controlar a asma.

 

Pacientes idosos
Não é necessário realizar ajuste de dose em pacientes idosos.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS – 1.0068.0098
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
Fabricado por: Pharmachemie B.V., Haarlem, Holanda
Importado por: Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 518 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ: 56.994.502/0098-62 – Indústria Brasileira
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça
BDI 28.04.97

Bula do Liberaflux (Antiasmático)

LiberafluxBula do Liberaflux:
MEDICAMENTO FITOTERÁPICO
Nomenclatura botânica: Hedera helix Linné

 

Família: Araliaceae

 

Nome Popular: Hera sempre-verde
Parte da planta utilizada: Folhas

 

APRESENTAÇÕES
Xarope
Xarope 7,5 mg/ml – caixa com frasco de 30, 100 e 200 ml + copo-dosador

 

USO ORAL

 

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

 

COMPOSIÇÃO
Cada ml do xarope contém:
Extrato seco de Hedera helix …………………………………………………………………………………… 7,5 mg
(equivalente à 0,75 mg/ml de hederacosídeo C).
Excipientes: sacarose, sorbitol, metilparabeno, aroma de cereja, aroma de hortelã e água de osmose.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Liberaflux (Hedera helix) é indicado para o tratamento sintomático de doenças broncopulmonares,
com aumento de secreções e/ou broncoespasmos associados.

 

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Liberaflux (Hedera helix) possui efeito mucolítico e expectorante (diminui a viscosidade das secreções
e aumenta a atividade de varredura promovida pelos cílios do epitélio brônquico, facilitando
a expectoração) e broncodilatador (com ação relaxante sobre o músculo liso brônquico), esse efeito
facilita a expectoração e melhora a respiração.

 

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Liberaflux (Hedera helix) contém em sua fórmula sorbitol, o qual é transformado no organismo em
frutose. Portanto, o produto não deve ser utilizado por pacientes que contenham intolerância à frutose,
somente o médico, após avaliação do risco em relação aos benefícios do produto poderá determinar
se este tipo de paciente pode fazer uso do produto.
Em geral, os medicamentos só devem ser administrados durante a gravidez e amamentação após se
consultar um médico. Este medicamento pode ser utilizado durante a gravidez, desde que sob prescrição
médica ou de cirurgião-dentista. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja
usando, antes do início ou durante o tratamento. Não há contraindicação relativa a faixas etárias.
“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou
do cirurgião-dentista.”

 

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Apesar de não terem sido realizados os estudos específicos sobre os efeitos do produto na capacidade
de dirigir e usar máquinas, não foi observado, nos outros estudos conduzidos com Hedera helix,
qualquer alteração que conduza a alguma restrição nos pacientes que tenham atividades relacionadas
a dirigir e/ou usar máquinas.
Embora não existam dados clínicos sobre a exposição de Liberaflux (Hedera helix) na gravidez humana,
os estudos com animais prenhas não indicam efeitos nocivos diretos ou indiretos em relação
à gravidez, desenvolvimento embrionário ou fetal, parto ou desenvolvimento pós-natal. Apesar
disso, como qualquer outro medicamento, Liberaflux (Hedera helix) deve ser administrado com
cautela durante a gravidez e lactação.
Não são conhecidas alterações no efeito do medicamento quando ingerido concomitantemente com
outras substâncias. Por esse motivo este xarope pode ser ingerido com outras substâncias, como
por exemplo antibióticos.
Liberaflux (Hedera helix) contém um extrato de plantas como ingrediente ativo e, portanto, a coloração
pode variar ocasionalmente, como todas as preparações feitas a partir de ingredientes naturais.
Consequentemente, isto não afeta a eficácia terapêutica da preparação.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após o seu término. Informar
ao médico se está amamentando.

 

“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou
do cirurgião-dentista.”
“Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.”
“Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.”

 

Atenção: este medicamento contém açúcar (sacarose), portanto, deve ser usado com cautela
em portadores de Diabetes.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar o medicamento em sua embalagem original, protegendo da luz, calor e umidade, em
temperatura ambiente entre 15 e 30ºC. Nestas condições, o medicamento se manterá próprio para
o consumo, respeitando o prazo de validade indicado na embalagem.
Liberaflux (Hedera helix) 7,5 mg/ml encontra-se na forma de líquido viscoso pardo claro, odor de
cereja e hortelã com sabor de cereja.
“Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.”
“Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.”
“Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você
observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.”
“Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.”

 

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Liberaflux (Hedera helix) deve ser administrado por via oral na dose de:
Lactentes e crianças até 7 anos de idade: 2,5 ml, 3 vezes ao dia (de 8 em 8 horas).
Crianças acima de 7 anos de idade: 5 ml, 3 vezes ao dia (de 8 em 8 horas).
Adolescentes acima de 12 anos e adultos: 7,5 ml, 3 vezes ao dia (de 8 em 8 horas).
A ampla margem terapêutica de Liberaflux (Hedera helix) permite modificar as doses recomendadas,
segundo critério médico.
A duração do tratamento depende da gravidade do quadro clínico. Porém, o tratamento deve durar
no mínimo uma semana, mesmo em caso de processos menos graves do trato respiratório. Não interromper
o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Assim como todos os medicamentos, informe ao seu profissional de saúde todas as plantas medicinais
e fitoterápicos que estiver tomando. Interações podem ocorrer entre medicamentos e plantas
medicinais e mesmo entre duas plantas medicinais quando administradas ao mesmo tempo.
“Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.”

 

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você se esqueceu de tomar o xarope no horário correto, pode tomá-lo assim que se lembrar. A
próxima tomada deverá ser 8 horas após essa administração.
“Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou do seu médico, ou cirurgiãodentista.”

 

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Até o momento não foram relatados efeitos secundários com o uso de Liberaflux (Hedera helix).
“Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis
pelo uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de
atendimento.”

 

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA
DESTE MEDICAMENTO?
O médico deverá ser informado caso haja sintomas de náuseas, vômito e diarreia, que pode ser devido
à ingestão de quantidades muito altas (mais do que três vezes a dose diária recomendada), para
que se possa ser tomado as medidas cabíveis.
“Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro
médico leve a embalagem ou a bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se
você precisar de mais orientações.”

 

DIZERES LEGAIS
MS – 1.1861.0268
Responsável Técnica:
Dra. Amanda Públio da Silva – CRF-SP n° 37.152
Registrado e Fabricado por:
Ativus Farmacêutica Ltda.
Rua: Fonte Mécia nº 2050 – CEP: 13273-900 – Caixa Postal 489 – Valinhos – SP
CNPJ: 64.088.172/0001-41
Indústria Brasileira
Comercializado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Via Dutra, km 222,2 – Guarulhos – SP
CNPJ 60.659.463/0001-91 – Indústria Brasileira
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 01/12/2011
BU 1500300 01
BU 03 10/12
CÓD 13464 (D)