Bula do Sotacor (Antiarritmico)

SotacorBula do SOTACOR:

120mg ou 160mg comprimidos
BRISTOL-MYERS SQUIBB
SOTACOR
cloridrato de sotalol

 

USO ORAL

 

APRESENTAÇÃO
Frasco com 30 comprimidos de SOTACOR 120mg.
Blister com 20 comprimidos de SOTACOR 160mg.

 

USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
Cloridrato de sotalol – 120mg ou 160mg
SOTACOR comprimidos contém os seguintes ingredientes inativos: celulose microcristalina, lactose,
amido, estearato de magnésio, dióxido de silício, ácido esteárico e corante FD&C azul nº 2 laca.

 

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
SOTACOR, a mistura racêmica de d- e l- cloridrato de sotalol, é um agente bloqueador betaadrenoreceptor
com propriedades anti-arrítmicas classe III de Vaughan Willians, apresentado na
forma de comprimidos para administração oral.

 

Mecanismo de Ação
SOTACOR (cloridrato de sotalol) é um agente bloqueador de receptor beta-adrenérgico não seletivo,
que atua nos receptores beta-1 e beta-2, destituído de atividade simpatomimética intrínseca (ISA) e
atividade estabilizadora de membrana (MSA). SOTACOR inibe a liberação de renina.
Sua atividade bloqueadora beta-adrenérgica causa uma redução na freqüência cardíaca (efeito
cronotrópico negativo) e uma limitada redução na força de contração (efeito inotrópico negativo).
Estas alterações no coração reduzem o consumo de oxigênio no miocárdio e o trabalho cardíaco.
SOTACOR tem propriedades antiarrítmicas de bloqueio do receptor beta-adrenérgico (classe II de
Vaughan Willians) e de prolongamento da duração do potencial de ação cardíaco (classe III de
Vaughan Willians).
As propriedades classe II e III podem ser refletidas no eletrocardiograma pelo prolongamento dos
intervalos PR, QT e QTc (intervalo QT corrigido pela freqüência cardíaca) sem alteração significante
na duração do intervalo QRS.
Os isômeros d- e l- do cloridrato de sotalol têm efeitos antiarrítmicos similares embora o l-isômero seja
virtualmente o responsável por toda a atividade beta-bloqueadora. Embora possa ocorrer um
betabloqueio significativo com doses orais baixas como 25mg, os efeitos classe III são, em geral,
observados com doses diárias maiores de 160mg.

 

Farmacocinética
Os níveis de pico são alcançados em 2,5 a 4 horas, e níveis plasmáticos em estado de equilíbrio são
atingidos em 2 a 3 dias. A absorção é reduzida em aproximadamente 20%, quando administrado com
uma refeição padrão, em comparação às condições de jejum. SOTACOR não se liga às proteínas
plasmáticas e não é metabolizado. A principal via de eliminação é a renal. Aproximadamente 80 a
90% da dose é eliminada na urina de forma inalterada, enquanto que o restante é eliminado nas
fezes. Doses mais baixas são necessárias em condições de comprometimento renal (ver

ADVERTÊNCIAS). A idade não altera significantemente a farmacocinética, embora a função renal

comprometida em pacientes geriátricos possa diminuir o índice de eliminação, resultando em aumento
do acúmulo de droga.

 

Hemodinâmica
SOTACOR produz reduções consistentes na freqüência e débitos cardíacos, sem redução no volume
sistólico.
SOTACOR causa pouca ou nenhuma alteração na pressão sangüínea sistêmica em normotensos, e
não foi notada alteração significante na pressão arterial pulmonar. Em pacientes hipertensos,
SOTACOR produz reduções significantes nas pressões sistólica e diastólica. Embora o SOTACOR
seja geralmente bem tolerado hemodinamicamente, deve-se ter cautela em pacientes com reserva
cardíaca limítrofe, visto que pode ocorrer deterioração na função cardíaca.

 

Eletrofisiologia
No homem, os efeitos eletrofisiológicos (betabloqueio) de classe II do SOTACOR se manifestam
através do aumento da duração do ciclo sinusal (freqüência cardíaca lenta – bradicardia), diminuição
da condução nodal atrioventricular e aumento da refratariedade nodal atrioventricular. Os efeitos
eletrofisiológicos de classe III incluem prolongamentos dos potenciais de ação monofásico atrial e
ventricular, e prolongamento do período refratário efetivo dos músculos atrial, ventricular, e das vias
acessória atrioventriculares (onde houver) nas direções anterógrada e retrógrada. Com doses orais de
160 a 640mg/dia, o eletrocardiograma pode mostrar aumentos médios relacionados a dose de 40 a
100mseg no intervalo QT e 10 a 40 mseg no intervalo QTc (ver ADVERTÊNCIAS). Não foi observada
nenhuma alteração significativa no intervalo QRS.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA
O estudo ESVEM (Estudo de Monitorização Eletrofisiológica versus Monitorização Eletrocardiográfica)
foi desenhado para comparar a escolha da terapia antiarrítmica (sotalol, procainamida, quinidina,
mexiletina, propafenona, imipramina e pirmenol) através da supressão da estimulação elétrica
programada (PES) contra pacientes selecionados pela monitorização por Holter com história de
taquicardia ventricular sustentada (TV)/fibrilação ventricular (FV) cuja TV/FV também foram induzidos
pelo PES e CVP (Contração Ventricular Prematura) de 10 batimentos/hora registrado pela
monitorização do Holter. A resposta aguda global, limitada a primeira droga randomizada, foi 39%
para o sotalol e 30% para as outras drogas juntas. O índice de resposta aguda para a primeira droga
randomizada, usando a supressão da indução do PES, foi de 36% para o sotalol contra uma média de
13% para as outras drogas juntas. Usando os resultados da monitorização por Holter, o sotalol obteve
41% de resposta contra 45% para as outras drogas combinadas. Entre aqueles que responderam à
terapia de longo prazo o sotalol foi identificado, de forma marcante, como eficaz quando comparado
as outras drogas juntas, obtendo a mais baixa mortalidade de 2 anos (13% contra 22%), o mais baixo
índice de recorrência de taquicardia ventricular em dois anos (30% contra 60%) e o mais baixo índice
de descontaminação (38% contra 75 a 80%). As doses de sotalol mais comumente usadas foram 320
a 480mg/dia (66% dos pacientes), com 16% recebendo menor ou igual 240mg/dia e 18% recebendo
maior ou igual 640mg/dia.

 

INDICAÇÕES
SOTACOR é indicado no tratamento de:
1. Arritmias
– Tratamento de taquiarritmia ventricular grave.
– Taquiarritmia ventricular não-sustentada sintomática e contrações ventriculares prematuras
sintomáticas.
– Tratamento profilático da taquicardia atrial paroxística, fibrilação atrial paroxística, taquicardia
paroxística do nó atrioventricular reentrante, taquicardia paroxística reentrante por vias acessórias e
taquicardia supraventricular paroxística após cirurgia cardíaca.
– Manutenção do ritmo sinusal após a conversão da fibrilação ou flutter atrial.
– Controle do índice ventricular em pacientes com fibrilação atrial crônica ou flutter atrial.
– Arritmias causadas por excesso de catecolaminas circulantes e aquelas devido ao aumento da
sensibilidade às catecolaminas.
Nenhuma droga antiarrítmica tem demonstrado reduzir a incidência de morte súbita em pacientes com
arritmias supraventricular ou ventricular assintomática. Uma vez que a maioria das drogas
antiarrítmicas têm potencial pró-arritmico ou para aumentar a incidência de morte súbita, os médicos
devem considerar cautelosamente os riscos e os benefícios da terapia antiarrítmica nestes pacientes.

 

2. Angina Pectoris
SOTACOR reduz a incidência e severidade dos ataques de angina e aumenta a tolerância ao
exercício. Pode ser usado em todos os casos de angina pectoris incluindo casos severos e intratáveis.

 

3. Pós-Infarto do Miocárdio
SOTACOR quando administrado dentro de 5 a 14 dias do infarto agudo do miocárdio, produz uma
significante redução no índice de reinfarto, e uma tendência de mortalidade mais baixa durante o
primeiro ano após o infarto (ver ADVERTÊNCIAS/Infarto do miocárdio recente).

 

CONTRA-INDICAÇÕES
SOTACOR é contra-indicado em pacientes com:
– asma brônquica ou doença obstrutiva crônica das vias aéreas.
– hipersensibilidade prévia ao SOTACOR.
– choque cardiogênico.
– anestesia que produza depressão do miocárdio.
– bradicardia sinusal sintomática.
– síndrome da doença do nó sinusal, bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus, a
menos que esteja usando um marca passo funcionante.
– insuficiência cardíaca congestiva não controlada.
– insuficiência renal.
– síndrome do QT longo congênita ou adquirida.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
SOTACOR deve ser administrado, preferencialmente, 1 a 2 horas antes das refeições.
Manter o frasco bem fechado.

 

Instruções para fracionamento dos comprimidos de SOTACOR 120mg
Os comprimidos de SOTACOR 120mg (comprimidos retangulares) apresentam dois sulcos em suas
faces principais e apenas um sulco em suas faces laterais.
As duas partes da face lateral são separadas por um sulco e cada parte corresponde a 60mg. As três
partes da face principal são separadas por dois sulcos e cada parte corresponde a 40mg.
Dessa forma, se a prescrição médica indicar tomadas de 40mg, deve-se cortar o comprimido nos dois
sulcos da face principal (dividindo-o em três partes) e usar somente uma parte. Se a tomada for de
60mg, deve-se cortar o comprimido no sulco único da face lateral (dividindo-o em duas partes) e usar
somente uma parte.

POSOLOGIA
SOTACOR é administrado por via oral.
Pacientes apresentando bradicardia ou hipotensão excessiva no início da administração de
SOTACOR, devem ter sua terapia suspensa; SOTACOR pode ser reintroduzido mais tarde em doses
mais baixas. Uma redução de dose pode também ser recomendável para aliviar sintomas de fraqueza
e tonturas em casos onde a pressão arterial permaneça baixa após mais de um mês de terapia.

 

Arritmias
Como os demais agentes antiarrítmicos, SOTACOR deve ser iniciado e ter suas doses aumentadas
em local onde haja possibilidade de monitorização e de avaliação do ritmo cardíaco. A dose deve ser
individualizada para cada paciente com base na resposta terapêutica e tolerância. Eventos próarrítmicos
podem ocorrer, não somente no início da terapia, mas também com cada aumento durante
o ajuste da dose.
A dosagem de SOTACOR deve ser ajustada gradualmente com 2 a 3 dias entre os aumentos de dose
a fim de se atingir o estado de equilíbrio e continuar monitorizando o intervalo QT. O ajuste gradual da
dose ajudará a prevenir o uso de doses que sejam mais altas do que as necessárias para controlar a
arritmia. O esquema de dosagem inicial recomendado é 160mg/dia, administrado em duas doses
divididas com intervalos de aproximadamente 12 horas. Esta dose pode ser aumentada para 240mg
ou 320mg/dia, se necessário, após avaliação adequada. Na maioria dos pacientes, a resposta
terapêutica é obtida com uma dose total diária de 160 a 320 mg/dia, administrado em duas doses
divididas. Alguns pacientes com arritmias ventriculares refratárias com risco de vida podem necessitar
doses tão altas como 480 a 640mg/dia; no entanto, estas doses devem ser prescritas somente
quando o benefício potencial exceder o aumento do risco de eventos adversos, particularmente próarritmias.
Devido a longa meia-vida de eliminação do SOTACOR, posologia maior que duas vezes ao
dia não é geralmente necessária.

 

NOTA: Antes do início da terapia com SOTACOR, agentes antiarrítmicos prévios devem ser
interrompidos sob cuidadosa monitorização, por um período mínimo de 2 a 4 meia-vidas da droga, se
as condições clínicas do paciente permitirem. Após descontinuação de amiodarona, SOTACOR não
deve ser iniciado até que o intervalo QTc seja menor que 450 mseg (ver ADVERTÊNCIAS). O
tratamento foi iniciado em alguns pacientes recebendo lidocaína intravenosa sem efeito prejudicial.
Angina pectoris/ Pós-infarto do miocárdio
Recomenda-se que o início do tratamento em pacientes com cardiomiopatia ou insuficiência cardíaca
congestiva seja realizado em um ambiente hospitalar.
Dose inicial: 160mg por dia em dose única ou dividido em duas vezes.
Após a 1a semana de tratamento, a dose inicial poderá ser aumentada, se necessário, em até 80mg
por semana. A rapidez pela qual a dose é aumentada depende da tolerância do paciente, em
particular, medida pelo grau de bradicardia induzida e resposta clínica. Devido a sua meia-vida
relativamente longa, SOTACOR é eficaz na maioria dos pacientes quando administrado uma vez ao
dia.
Faixa de dosagem: 160-320mg/diários.

 

Pacientes com insuficiência renal
Devido ao SOTACOR ser excretado predominantemente na urina e sua meia-vida de eliminação final
ser prolongada na insuficiência renal, a dosagem de SOTACOR deve ser reduzida quando a
creatinina sérica for maior que 120 μmol/L de acordo com a seguinte tabela:
(μmol/L) mg/dL Dose
Recomendada
<120 <1,2 Dose Normal de
SOTACOR
>120-200 >1,2 – <2,3 3/4 da Dose Normal
>200-300 >2,3 – <3,4 1/2 da Dose Normal
>300-500 >3,4 – <5,7 1/4 da Dose Normal

 

Creatinina Sérica
A seguir tabela de dosagem para pacientes com insuficiência renal baseada nos resultados de
clearence de creatinina. Caso a dose recomendada pela creatinina sérica seja diferente da dose
recomendada pelo clearence de creatinina, administrar a dose de acordo com o clearence de
creatinina.
clearance de creatinina (mL/min) Dose Recomendada
> 60 Dose Normal de SOTACOR
30 – 60 1/2 da Dose Normal
10 – 30 1/4 da Dose Normal
< 10 Evitar ou Usar com cautela
SOTACOR deve ser evitado ou usado com cautela em pacientes com função renal gravemente
diminuída (clearence de creatinina < 10mL/mim).

 

ADVERTÊNCIAS
Pró-arritmia
O efeito adverso mais perigoso das drogas antiarrítmicas é o agravamento das arritmias préexistentes
ou a indução de novas arritmias. As drogas que prolongam o intervalo QT podem causar
torsades de pointes, uma taquicardia ventricular polimórfica associada com o prolongamento do
intervalo QT. A experiência até o momento indica que o risco de torsades de pointes está associado
com o prolongamento do intervalo QT, redução da freqüência cardíaca, redução do potássio e
magnésio sérico (p. ex. como conseqüência do uso de diurético), altas concentrações plasmática de
droga (p.ex. como conseqüência de superdose ou insuficiência renal) e com o uso concomitante de
sotalol e outras medicações tais como antidepressivos e antiarrítmicos de classe I os quais foram
associados com torsades de pointes. As mulheres parecem ter o risco de desenvolvimento de
torsades de pointes aumentado. Monitorização do eletrocardiograma imediatamente antes ou após o
episódio geralmente revela intervalos QT e QTc prolongados. Nos estudos clínicos o uso de
SOTACOR, em geral, não foi iniciado em pacientes cujo intervalo QTc do pré-tratamento tenha
excedido 450 mseg. SOTACOR deve ser titulado muito cautelosamente em pacientes com intervalos
QT prolongados.
O torsades de pointes é dependente da dose e, em geral ocorre precocemente após o início da
terapia ou no escalonamento da dose e termina de forma espontânea na maioria dos pacientes.
Embora a maioria dos episódios de torsades de pointes sejam autolimitados ou associados com
sintomas (p. ex. síncope), eles podem progredir para fibrilação ventricular.
Durante os estudos clínicos, 4,3% dos 3257 pacientes com arritmias experimentaram novos episódios
ou agravamento de arritmia ventricular, incluindo taquicardia ventricular sustentada (aproximadamente
1%) e torsades de pointes (2,4%). Além disso, em aproximadamente 1% dos pacientes, as mortes
foram consideradas possivelmente relacionadas à droga. Em pacientes com outras arritmias
ventriculares e supraventriculares menos sérias, a incidência de torsades de pointes foi 1% e 1,4%,
respectivamente.

 

Pró-arritmias graves incluindo torsades de pointes estavam relacionadas com a dose como indicado
abaixo:
PORCENTAGEM DE INCIDÊNCIA DE PRÓ-ARRITMIAS GRAVES*,
DE ACORDO COM A DOSE, EM PACIENTES COM TV/FV
DOSE DIÁRIA (mg) INCIDÊNCIA DE PRÓ-
ARRITIMIAS GRAVES*
PACIENTES (n)
1 – 80 0 0/72
81 – 160 0,5% 4/838
161 – 320 1,8% 17/960
321 – 480 4,5% 21/471
481 – 640 4,6% 15/371
> 640 6,8% 7/103

 

* TORSADE DE POINTES OU NOVA TV/FV SUSTENTADA

 

Outros fatores de risco para torsades de pointes foram o prolongamento excessivo do intervalo QTc e
história de cardiomegalia ou insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Os pacientes com taquicardia
ventricular sustentada e história de ICC tiveram um risco mais alto de pró-arritmia grave (7%). Eventos
pró-arrítmicos devem ser esperados não somente no início da terapia, mas com cada ajuste crescente
de dose; os eventos tendem a ocorrer dentro de 7 dias do início da terapia ou com um aumento da
dose. Terapia inicial com 80mg duas vezes ao dia com aumento gradual em conseqüência da
titulação da dose, reduz o risco de pró-arritmia (ver POSOLOGIA). SOTACOR deve ser usado com
cautela caso o intervalo QTc seja maior que 500 mseg na terapia e deve-se considerar seriamente a
redução da dose ou descontinuação da terapia quando o intervalo QT exceder 550 mseg. Devido aos
múltiplos fatores de risco associados com o torsade de pointes, contudo, deve-se usar de cautela com
relação ao intervalo QTc.

 

Retirada repentina
Observou-se hipersensibilidade às catecolaminas nos pacientes onde ocorreu a retirada da terapia
com beta-bloqueadores. Casos ocasionais de agravamento da angina pectoris, arritmias e, em alguns
casos, infarto do miocárdio foi relatado após descontinuação repentina da terapia com betabloqueadores.
Portanto, recomenda-se que, pacientes em uso crônico de SOTACOR devem ser
cuidadosamente monitorizados quando da sua descontinuação, particularmente em pacientes com
isquemia cardíaca. Se possível a dose deve ser gradualmente reduzida em um período de uma a
duas semanas. Em razão da doença arterial coronariana ser comum e poder não ser reconhecida em
pacientes recebendo SOTACOR, a descontinuação repentina em pacientes com arritmias pode deixar
perceptível a insuficiência coronariana latente.
Insuficiência cardíaca congestiva
O beta-bloqueio pode levar à depressão da contratilidade do miocárdio e precipitar uma insuficiência
cardíaca mais severa. Recomenda-se cuidado quando do início da terapia em pacientes com
disfunção ventricular esquerda controlada pela terapia (p. ex. inibidor da ECA, diuréticos, digitálicos,
etc.). É conveniente uma dose inicial baixa e uma cuidadosa titulação de dose.
Infarto do miocárdio recente
Em pacientes pós-infarto com função ventricular esquerda comprometida, deve-se considerar o risco
e o benefício da administração de sotalol. Uma cuidadosa monitorização e titulação de dose são
importantes durante o início e no acompanhamento da terapia. Os eventos adversos de estudos
clínicos envolvendo drogas antiarrítmicas (isto é, aumento aparente na mortalidade) sugerem que o
sotalol deve ser evitado em pacientes com fração de ejeção do ventrículo esquerdo <= 40% sem
arritmias ventriculares sérias.
Em um extenso estudo controlado em pacientes com infarto do miocárdio recente, sem insuficiência
cardíaca, que não tiveram necessariamente arritmias ventriculares, o tratamento com cloridrato de
sotalol oral foi associado com uma redução estatisticamente não significativa do risco na mortalidade
comparado ao grupo placebo (18%). Neste estudo pós-infarto usando uma dose fixa de 320mg uma
vez ao dia e em um segundo estudo randomizado, pequeno, em pacientes de alto risco pós-infartados
com frações de ejeção do ventrículo esquerdo menor ou igual 40% tratados com altas doses
(640mg/dia), houve indícios de um excesso de mortes precoces súbitas.

 

Distúrbios eletrolíticos
SOTACOR não deve ser usado em pacientes com hipocalemia ou hipomagnesemia, antes da
correção do desequilíbrio; estas condições podem agravar o grau de prolongamento do intervalo QT e
aumentar o potencial para torsades de pointes. Atenção especial deve ser dada para o balanço de
eletrólitos e ácido-básico em pacientes com diarréia severa e prolongada ou pacientes recebendo
concomitantemente drogas depletoras de magnésio e/ou potássio.

 

Alterações eletrocardiográficas
Prolongamento excessivo do intervalo QT maior que 550 mseg pode ser um sinal de toxicidade e
deve ser evitado. Bradicardia sinusal (batimento cardíaco menor que 50 batimentos por minuto)
ocorreu com uma freqüência de 13% em pacientes arrítmicos recebendo SOTACOR nos ensaios
clínicos. A bradicardia por si só aumenta o risco de torsades de pointes. Pausa, parada e disfunção do
nó sinusal ocorre em menos de 1% dos pacientes. A incidência de bloqueio atrioventricular de 2o ou 3
o grau é de aproximadamente 1%.

 

Anafilaxia
Pacientes com história de reação anafilática para uma variedade de alergenos pode ter uma reação
mais severa com administrações repetidas enquanto recebendo beta-bloqueadores. Tais pacientes
podem não responder às doses usuais de epinefrina usadas para o tratamento de reações alérgicas.
Anestesia: recomenda-se cuidado com o uso de agentes bloqueadores do receptor beta-adrenérgico,
incluindo SOTACOR, em pacientes submetidos a cirurgia e em associação com anestésicos que
causem depressão do miocárdio, tais como ciclopropano e tricloroetileno.

 

Diabetes mellitus: em pacientes com diabete (especialmente diabete instável) ou com história de
episódios de hipoglicemia espontânea, SOTACOR deve ser administrado com cautela uma vez que o
beta-bloqueador pode mascarar alguns sinais iniciais importantes de hipoglicemia aguda, como por
exemplo taquicardia.

 

Tireotoxicose: os beta-bloqueadores podem mascarar certos sinais clínicos (ex. taquicardia) de
hipertireoidismo. Pacientes com suspeita de desenvolvimento de tireotoxicose devem ser tratados
cuidadosamente para evitar uma retirada repentina do beta-bloqueador a qual pode ser seguida por
um agravamento dos sintomas de hipertireoidismo, incluindo crise tireotóxica.

 

Comprometimento hepático: uma vez que o SOTACOR não está sujeito ao metabolismo de
primeira passagem, os pacientes com comprometimento hepático não demonstraram alteração no
clearence do SOTACOR.

 

Comprometimento renal: SOTACOR é eliminado principalmente por via renal através de filtração
glomerular e em menor grau por secreção tubular. Há um relacionamento direto entre a função renal,
medida pela creatinina sérica ou pelo clearence de creatinina e a meia-vida de eliminação do
SOTACOR e sua excreção urinária. Um guia para dosagem em condições de comprometimento renal
é apresentado no item POSOLOGIA.

 

Psoríase: embora raramente, drogas beta-bloqueadoras têm sido relacionadas com aumento dos
sintomas de psoríase vulgar.

 

Gravidez
Embora não haja estudos adequados e bem controlados na gravidez, SOTACOR demonstrou
atravessar a placenta e é encontrado no líquido amniótico. Portanto, SOTACOR somente deve ser
usado durante a gravidez se o benefício potencial for maior que o risco potencial.

 

Categoria de risco na gravidez: B
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.

 

Lactantes
SOTACOR é excretado no leite de animais de laboratórios e foi relatado sua presença no leite
humano. Devido ao potencial de reações adversas do SOTACOR em lactentes, deve-se tomar a
decisão de interromper a amamentação ou descontinuar a droga, levando-se em conta a importância
da droga para a mãe.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

 

Uso pediátrico
A segurança e eficácia do SOTACOR em crianças abaixo de 18 anos não foi estabelecida.

 

Uso geriátrico
Os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos foram utilizados com segurança e eficazmente em
pacientes idosos. Entretanto, pacientes idosos podem ser mais sensíveis a alguns efeitos adversos
destes agentes. Os bloqueadores beta-adrenérgicos foram citados por causar ou exacerbar falha
mental no idoso. Entretanto, outras evidências sugerem que estes agentes não produzem letargia ou
falha na atividade mental significante. É possível que a probabilidade de efeitos no sistema nervoso
central (SNC) podem estar relacionados à lipolifilicidade dos bloqueadores beta-adrenérgicos.
Entretanto, esta relação não foi conclusivamente estabelecida.
Pacientes idosos são mais propensos a apresentar doença vascular periférica relacionada à idade, a
qual pode requerer cautela em pacientes recebendo bloqueadores beta-adrenérgicos. Além do que, o
risco do beta-bloqueador induzir à hipotermia pode estar aumentado em pacientes idosos.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Antiarrítmicos: drogas antiarrítmicas da classe Ia, tais como disopiramida, quinidina e procainamida
e outras drogas da classe III (ex. amiodarona) não são recomendadas como terapia concomitante
com SOTACOR, devido ao seu potencial de prolongar a refratariedade (ver ADVERTÊNCIAS). O uso
concomitante de outros agentes beta-bloqueadores com SOTACOR pode resultar em efeitos aditivos
classe II.

 

Diuréticos depletores de potássio: hipocalemia ou hipomagnesemia podem ocorrer, aumentando o
potencial de torsades de pointes (ver ADVERTÊNCIAS/distúrbios eletrolíticos).

 

Drogas que prolongam o intervalo QT: SOTACOR deve ser administrado com extrema cautela em
conjunto com outras drogas conhecidas por prolongar o intervalo QT tais como os agentes
antiarrítmicos da classe I, fenotiazinas, antidepressivos tricíclicos, terfenadina astemizola e certos
antibióticos quinolônicos. (ver ADVERTÊNCIAS).

 

Digoxina: doses únicas ou múltiplas de SOTACOR não afetam significativamente os níveis séricos de
digoxina. Eventos pró-arrítmicos foram mais comuns nos pacientes tratados com sotalol e também
recebendo digoxina; no entanto, isto pode estar relacionado a presença de insuficiência cardíaca
congestiva, um conhecido fator de risco da pró-arritmia, no paciente recebendo digoxina.

Drogas bloqueadoras dos canais de cálcio: a administração concomitante de agentes betabloqueadores
e bloqueadores de canais de cálcio resultaram em hipotensão, bradicardia, distúrbios
de condução e insuficiência cardíaca. Os beta-bloqueadores devem ser evitados em associação com
bloqueadores dos canais de cálcio cardiodepressores tais como verapamil e diltiazem devido aos
efeitos aditivos na condução atrio-ventricular e na função ventricular.

 

Agentes depletores de catecolaminas: o uso concomitante de drogas depletoras de catecolaminas,
tais como reserpina e guanitidina, com um beta-bloqueador pode produzir uma redução excessiva do
tônus nervoso simpático em repouso. Pacientes devem ser estritamente monitorizados com relação a
evidências de hipotensão e/ou bradicardia acentuada, os quais podem produzir síncope.

 

Insulina e hipoglicemiantes orais: pode ocorrer hiperglicemia e a dosagem da droga antidiabética
pode necessitar de ajuste. Os sintomas de hipoglicemia podem ser mascarados pelo SOTACOR.

 

Estimulantes do receptor beta-2: os beta-agonistas tais como salbutamol, terbutalina e isoprenalina
podem necessitar de doses aumentadas quando usados concomitantemente com SOTACOR. (ver
CONTRA-INDICAÇÕES)
Clonidina: as drogas beta-bloqueadoras podem potencializar a hipertensão rebote, algumas vezes
observada após a descontinuação da clonidina; portanto, o beta-bloqueador deve ser vagarosamente
descontinuado vários dias antes da retirada gradual da clonidina.

 

Interação Droga/Exames Laboratoriais: a presença de sotalol na urina pode resultar em níveis
falso-positivos elevados de metanefrina quando medidos por métodos fotométricos. Pacientes com
suspeita de feocromocitoma e que são tratados com sotalol devem ter sua urina analisada através de
cromatografia líquida de alta performance com extração da fase sólida.

 

REAÇÕES ADVERSAS
SOTACOR é bem tolerado na maioria dos pacientes, com os eventos adversos mais freqüentes
originados de suas propriedades beta-bloqueadoras. Os eventos adversos são geralmente transitórios
e raramente necessitam de interrupção ou retirada do tratamento. Estes eventos incluem dispnéia,
fadiga, tonturas, cefaléia, febre, bradicardia excessiva e/ou hipotensão. Caso ocorram, estes efeitos
adversos geralmente desaparecem quando a dose é reduzida.
Os eventos adversos mais significativos, no entanto, são aqueles devido à pró-arritmia incluindo
torsades de pointes.

 

Uso em arritmias
Nos estudos clínicos, 3256 pacientes com arritmias cardíacas (1363 com taquicardia ventricular
sustentada) receberam SOTACOR oral, dos quais 2451 receberam a droga por pelo menos duas
semanas. Os eventos adversos mais significativos foram torsades de pointes e outras novas arritmias
ventriculares graves (ver ADVERTÊNCIAS), as quais ocorreram nos seguintes índices:
TV/FV TVNS/CVP AVS
n = 1363 n = 946 n = 947
Torsades de Pointes 4,1% 1,0% 1,4%
TV/FV sustentada 1,2% 0,7% 0,3%
População de pacientes

TV= TAQUICARDIA VENTRICULAR
FV= FIBRILAÇÃO VENTRICULAR
TVNS= TAQUICARDIA VENTRICULAR NÃO SUSTENTADA
CVP= CONTRAÇÃO VENTRICULAR PREMATURA
ASV= ARRITMIA SUPRAVENTRICULAR

 

De forma geral, a descontinuação em razão de eventos adversos intoleráveis foi necessário em 18%
de todos os pacientes nos estudos de arritmia cardíaca. Os eventos adversos mais comuns que
levaram à uma descontinuação do SOTACOR foram: fadiga 4%, bradicardia (< 50 bpm) 3%, dispnéia
3%, pró-arritmia 2%, astenia 2% e tonturas 2%.

 

Os eventos adversos a seguir são considerados relacionados à terapia, ocorrendo em 1% ou mais
dos pacientes tratados com SOTACOR:

 

Cardiovascular: bradicardia, dispnéia, dor no peito, palpitações, edema, anormalidades no
eletrocardiograma, hipotensão, pró-arritmia, síncope, insuficiência cardíaca, pré-síncope.
Dermatológico: erupção cutânea.
Gastrointestinal: náuseas/vômitos, diarréia, dispepsia, dor abdominal, flatulência.
Músculo-esquelético: cãibras.
Nervoso/psiquiátrico: fadiga, tontura, astenia, delírio, cefaléia, distúrbios do sono, depressão,
parestesia, alterações do humor, ansiedade.
Urogenital: disfunção sexual
Sentidos especiais: distúrbios visuais, anormalidades no paladar, distúrbios auditivos.
Orgânicos gerais: febre.

 

SUPERDOSE

Superdose acidental ou intencional com SOTACOR raramente resultou em morte. A hemodiálise
resulta em uma grande redução dos níveis plasmáticos de SOTACOR.

 

Sintomas e Tratamento da Superdose
Os sinais mais comuns esperados são bradicardia, insuficiência cardíaca congestiva, hipotensão,
broncoespasmo e hipoglicemia. Em casos de grande superdose intencional (2 a 16 gramas) de
SOTACOR observa-se os seguintes sinais clínicos: hipotensão, bradicardia, prolongamento do
intervalo QT, complexos ventriculares prematuros, taquicardia ventricular, torsades de pointes. Se
ocorrer superdose, a terapia com SOTACOR deve ser descontinuada e o paciente rigorosamente
observado. Além disso, se necessário, as seguintes medidas terapêuticas são sugeridas:

 

Bradicardia – atropina, outra droga anticolinérgica, um agonista beta-adrenérgico ou marca-passo
endocárdico.

 

Bloqueio da condução atrio-ventricular (segundo ou terceiro grau) – marca-passo cardíaco
endocárdico

 

Hipotensão – epinefrina antes do que isoproterenol ou norepinefrina pode ser útil, dependendo dos
fatores associados.

 

Broncoespasmo – aminofilina ou estimulante de receptor beta-2 em forma de aerosol

Torsades de Pointes – cardioversão DC, marca-passo endocárdico, epinefrina e/ou sulfato de
magnésio.

 

ARMAZENAGEM
Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). Armazenar em local fresco e seco,
protegido da umidade.

 

**TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FOR A DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

REFERÊNCIAS
1. Product Monograph (grepafloxin-Raxar_, Glaxo-Welcome). Physician’s Desk Reference, 1999
p.1200.
2. Product Monograph (sparfloxacin-Zagam_, Rhone-Poulenc Rorer). Physician’s Desk Reference,
1999, p.2618.
3. Blondeau JM; “Expanded Activity and Utility of the New Fluoroquinolones: A Review Clinical
Therapeutics, (1999) 21/1, pp.3-40.
4. Ball P; Tillotson G, “Tolerability of fluoroquinolone antibiotics: past, present and future.” Drug
Safety, (1995). Vol. 13, No. 6, p.343-58,

 

***no do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.

 

***VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS-1.0180.0128
Farm. Bioq. Responsável:
Dra Tathiane Aoqui de Souza
CRF-SP nº 26.655
Fabricado por, Embalado por, Distribuído por:
BRISTOL-MYERS SQUIBB FARMACÊUTICA S.A.
Rua Carlos Gomes, 924 – Santo Amaro – São Paulo – SP
CNPJ 56.998.982/0001-7 – Indústria Brasileira
***Serviço de Atendimento ao Consumidor
***0800 727 6160
***[email protected]
***www.bristol.com.br
29/05/08

Bula do Seloken (Antiarritmico)

Seloken-100-mgBula do SELOKEN Comprimidos:
tartarato de metoprolol
100 mg

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
Comprimidos. Embalagem com 20.

 

USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
tartarato de metoprolol……………………………………….. 100 mg
Excipientes q.s.p. ……………………………………………….. 1 comprimido

 

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, dióxido de silício,
povidona, estearato de magnésio e carboximetilamilopectina sódica.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: Redução da pressão arterial, controle das crises de
angina de peito, prevenção de problemas no coração após o infarto e tratamento das
alterações do ritmo cardíaco. Tratamento complementar para a redução dos sintomas
cardíacos de hipertireoidismo. Prevenção das crises de enxaqueca.

 

Cuidados de armazenamento: Conservar em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC).
Prazo de validade: vide cartucho. Não use medicamento com prazo de validade
vencido.

 

Gravidez e lactação: SELOKEN somente deve ser usado durante a gravidez ou
amamentação se for prescrito pelo seu médico. Como qualquer outro antihipertensivo,
os betabloqueadores podem causar reações adversas no feto e no recémnascido,
como batimentos cardíacos mais lentos. O metoprolol é excretado no leite
materno em pequena quantidade. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na
vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está
amamentando.

 

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento. Os comprimidos devem ser tomados de
acordo com a recomendação médica, junto às refeições ou com o estômago vazio.
Se você esquecer de tomar a medicação e ainda estiver faltando 4 horas para a
próxima tomada, tome a dose perdida, se você só se lembrar quando estiver faltando
menos de 4 horas para a próxima tomada, tome somente metade da dose prescrita. As
próximas doses deverão ser tomadas no horário habitual.

 

Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico. Podem ocorrer reações graves com a suspensão abrupta deste medicamento. A interrupção, quando necessária, deve ser realizada gradualmente e sob supervisão médica.
Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. Podem ocorrer: fraqueza, vertigem, dor de cabeça, mãos e pés frios, náuseas, dificuldade respiratória, dor abdominal, batimento lento do coração, batedeira, diarréia e prisão de ventre.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe seu médico se estiver tomando outros betabloqueadores (inclusive colírios) ou outros medicamentos para tratamento de problemas do coração e circulação (anti-hipertensivos, antiarrítmicos), inibidores da MAO (monoaminoxidase), álcool, antiinflamatórios, medicamentos para diabetes, para tratamento de úlcera e antidepressivos. O resultado do tratamento poderá ser alterado se o metoprolol for tomado ao mesmo tempo que estes medicamentos.
Contra-indicações e precauções: SELOKEN não deve ser usado por pacientes com alergia ao metoprolol, aos demais componentes da fórmula ou a outros betabloqueadores. Informe seu médico se você tem problemas pulmonares, circulatórios, cardíacos, hepáticos ou renais, feocromocitoma ou se teve sintomas de baixa taxa de açúcar no sangue (hipoglicemia). Antes de qualquer cirurgia, informe ao médico ou ao dentista que está tomando SELOKEN. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento, ou qualquer reação não habitual relacionada a essas medicações.

 

Efeitos sobre a capacidade de dirigir autos e operar máquinas: Verifique a sua reação ao medicamento antes de dirigir ou operar máquinas, porque, ocasionalmente, podem ocorrer vertigem ou fadiga.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
CARACTERÍSTICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
O metoprolol é um bloqueador beta-1 seletivo, isto é, bloqueia os receptores beta-1 em doses muito menores que as necessárias para bloquear os receptores beta-2.
O metoprolol possui um insignificante efeito estabilizador de membrana e não apresenta atividade agonista parcial.
SELOKEN reduz ou inibe o efeito agonista das catecolaminas no coração (as quais são liberadas durante o estresse físico e mental). Isto significa que o aumento usual da frequência cardíaca, do débito cardíaco, da contractilidade cardíaca e da pressão
arterial, produzido pelo aumento agudo das catecolaminas, é reduzido pelo metoprolol. Durante altos níveis endógenos de adrenalina, o metoprolol interfere muito menos no controle da pressão arterial do que os betabloqueadores não-seletivos.
Quando necessário, pode-se administrar metoprolol em associação com um agonista beta-2 em pacientes com sintomas de doença pulmonar obstrutiva. Quando administrado junto com um agonista beta-2, o metoprolol, nas doses terapêuticas, interfere menos na broncodilatação causada pelo agonista beta-2 do que os betabloqueadores não-seletivos.
SELOKEN interfere menos na liberação de insulina e no metabolismo dos carboidratos do que os betabloqueadores não-seletivos. Interfere muito menos na resposta cardiovascular para hipoglicemia do que os betabloqueadores não-seletivos.
Estudos de curto prazo demonstraram que o metoprolol pode causar um discreto aumento nos triglicérides e uma redução nos ácidos graxos livres no sangue. Em alguns casos, foi observada uma pequena redução na fração de lipoproteínas de alta densidade (HDL), embora em uma proporção menor do que a observada após a administração de betabloqueadores não-seletivos. Entretanto, foi demonstrada uma redução significativa nos níveis séricos totais de colesterol após tratamento com o metoprolol em um estudo realizado durante vários anos.
A qualidade de vida é mantida inalterada ou é melhorada durante o tratamento com metoprolol.
Foi observada uma melhora na qualidade de vida após tratamento com metoprolol em pacientes após infarto do miocárdio.
Efeitos na hipertensão
O metoprolol reduz a pressão arterial elevada tanto em pacientes na posição supina quanto na ortostática. Pode ser observado aumento na resistência periférica após a instituição do tratamento com metoprolol, mas com curta duração (poucas horas) e clinicamente insignificante. Durante tratamento a longo prazo, a resistência periférica total pode ser reduzida, devido a reversão da hipertrofia na resistência arterial dos vasos. Também foi demonstrado que o tratamento anti-hipertensivo a longo prazo com o metoprolol reduz a hipertrofia ventricular esquerda e melhora a função diastólica ventricular esquerda e o enchimento ventricular esquerdo.
Em homens com hipertensão arterial leve a moderada, metoprolol tem demonstrado reduzir o risco de morte por doença cardiovascular, principalmente devido ao risco reduzido de morte cardiovascular súbita, reduzir o risco de infarto do miocárdio fatal e não-fatal e de acidente vascular cerebral.

 

Efeitos na angina pectoris
Em pacientes com angina pectoris, metoprolol tem demonstrado reduzir a frequência, a duração e a gravidade tanto das crises de angina, quanto dos episódios de isquemia silenciosa e demonstrou aumentar a capacidade física de trabalho.

 

Efeitos no ritmo cardíaco
Em casos de taquicardia supraventricular ou fibrilação atrial e na presença de extra-sístoles ventriculares, o metoprolol reduz a frequência ventricular e as extra-sístoles ventriculares.

 

Efeitos no infarto do miocárdio
Em pacientes com suspeita ou infarto do miocárdio confirmado, o metoprolol reduz a mortalidade principalmente devido à redução do risco de morte súbita. Presume-se que este efeito seja em parte devido à prevenção da fibrilação ventricular.
O efeito antifibrilatório pode ser devido a um mecanismo duplo: um efeito vagal na barreira hematoencefálica influenciando de maneira benéfica a estabilidade elétrica do coração, e um efeito antiisquêmico cardíaco direto simpático influenciando de maneira benéfica a contractilidade, a frequência cardíaca e a pressão arterial. Tanto na intervenção precoce, como na intervenção tardia, a redução da mortalidade também é observada em pacientes de alto risco com doença cardiovascular prévia e em pacientes com diabetes mellitus.
O metoprolol tem também demonstrado reduzir o risco de reinfarto do miocárdio não-fatal.
Efeitos nas desordens do coração com palpitações e enxaqueca
O metoprolol é adequado para o tratamento de desordens cardíacas funcionais com palpitações e é adequado para o tratamento profilático da enxaqueca.

 

Efeitos no hipertireoidismo
O metoprolol reduz as manifestações clínicas em hipertireoidismo e pode, portanto, ser administrado como medicação suplementar.

 

Propriedades Farmacocinéticas
Absorção e distribuição
O metoprolol é completamente absorvido após administração oral. Dentro da faixa de dose terapêutica, as concentrações plasmáticas se elevam linearmente em relação à dose. Os picos de concentrações plasmáticas são atingidos após aproximadamente 1,5 – 2 horas. Embora os perfis plasmáticos exibam uma ampla variabilidade interindividual, eles mostram boa reprodutibilidade em cada indivíduo.
Devido ao extenso metabolismo de primeira passagem, a biodisponibilidade sistêmica do metoprolol em uma dose única oral é de aproximadamente 50%. Em administrações repetidas, a porção da dose disponível sistemicamente aumenta para aproximadamente 70%. A ingestão concomitante com alimentos pode aumentar a disponibilidade sistêmica da dose oral em aproximadamente 30-40%. A ligação do metoprolol às proteínas plasmáticas é baixa, aproximadamente 5-10%.

 

Metabolismo e eliminação
O metoprolol sofre metabolismo oxidativo no fígado primariamente pela isoenzima CYP2D6. Três principais metabólitos foram identificados, entretanto nenhum deles tem efeito betabloqueador de importância clínica.
Via de regra, mais de 95% da dose oral pode ser recuperada na urina. Aproximadamente 5% da dose administrada é excretada na urina como droga inalterada, podendo aumentar para até 30% em casos isolados. A meia-vida de
eliminação do metoprolol no plasma é em média de 3,5 horas (extremos: 1 e 9 horas). A taxa de depuração total é de aproximadamente 1 l/min.
Os pacientes idosos não apresentam alterações significativas na farmacocinética do metoprolol em comparação com pessoas jovens. A biodisponibilidade sistêmica e eliminação do metoprolol não são alteradas em pacientes com função renal reduzida. Entretanto, a excreção dos metabólitos é reduzida. Foi observado um acúmulo significativo dos metabólitos em pacientes com uma taxa de filtração glomerular inferior a 5 ml/min. Esse acúmulo de metabólitos, entretanto, não aumenta o efeito betabloqueador.
A farmacocinética do metoprolol é pouco afetada pela diminuição da função hepática. Entretanto, em pacientes com cirrose hepática grave e derivação portacava, a biodisponibilidade do metoprolol pode aumentar e a depuração total pode ser reduzida. Os pacientes com anastomose portacava apresentaram uma depuração total de aproximadamente 0,3 l/min e valores da área sob a curva de concentração plasmática-tempo (AUC) até 6 vezes maiores do que indivíduos sadios.

 

INDICAÇÕES
Hipertensão arterial – redução da pressão arterial, da morbidade e do risco de mortalidade de origem cardiovascular e coronária, incluindo morte súbita, alterações do ritmo cardíaco (incluindo especialmente taquicardia supraventricular), angina pectoris, tratamento de manutenção após infarto do miocárdio, tratamento sintomático em hipertireoidismo, alterações cardíacas funcionais com palpitações e profilaxia da enxaqueca.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
SELOKEN é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao metoprolol, aos demais componentes da fórmula ou a outros betabloqueadores.
Bloqueio atrioventricular de grau II ou de grau III, insuficiência cardíaca não-compensada instável (edema pulmonar, hipoperfusão ou hipotensão) e pacientes com terapia inotrópica contínua ou intermitente agindo através de agonista do receptor beta, síndrome do nó sino-atrial, choque cardiogênico, bradicardia sinusal clinicamente relevante e arteriopatia periférica grave. O metoprolol não deve ser administrado em pacientes com suspeita de infarto agudo do miocárdio enquanto a frequência cardíaca for <45 batimentos/minuto, o intervalo PQ for >0,24 segundos ou a pressão sistólica for <100 mmHg.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Não se deve realizar administração intravenosa de antagonistas de cálcio do tipo verapamil em pacientes tratados com betabloqueadores.
Pacientes com doenças broncoespáticas, em geral, não devem receber betabloqueadores. Porém, devido à sua relativa seletividade beta-1, SELOKEN pode ser usado com cautela em pacientes com doença broncoespática que não respondem, ou não toleraram tratamento com outros anti-hipertensivos. Deve-se administrar uma droga agonista beta-2 e usar a menor dose possível de SELOKEN.
Geralmente, quando estiver tratando pacientes com asma, deve-se administrar terapia concomitante com agonista beta-2 (comprimidos e/ou aerossol). Pode haver necessidade de ajuste da dose do agonista beta-2 (aumento) quando o tratamento com SELOKEN é iniciado.
SELOKEN deve ser usado com cautela em pacientes diabéticos. Há evidências de que o metoprolol pode diminuir a tolerância à glicose em pacientes diabéticos e, possivelmente, em indivíduos normais. Betabloqueadores podem mascarar taquicardia ocorrendo com hipoglicemia, mas outras manifestações como vertigem e sudorese podem não ser significativamente afetadas. Durante o tratamento com metoprolol, há menor risco de interferência com o metabolismo de carboidratos ou de mascarar a hipoglicemia do que com betabloqueadores não-seletivos.
Pacientes com insuficiência cardíaca devem ter a descompensação tratada antes e durante o tratamento com SELOKEN.
A estimulação simpática é um componente vital de suporte da função circulatória em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e os betabloqueadores possuem o risco potencial de depressão da contractilidade do miocárdio, podendo precipitar uma insuficiência cardíaca mais severa. Em pacientes hipertensos e com angina que têm insuficiência cardíaca congestiva controlada por digitálicos e diuréticos, SELOKEN deve ser administrado com cautela. Tanto digitálicos, quanto SELOKEN diminuem a condução A-V. Muito raramente, uma alteração preexistente da condução A-V de grau moderado pode ser agravada (levando, possivelmente, a bloqueio A-V).
O uso de betabloqueadores por um período de tempo prolongado, pode, em alguns casos, levar à insuficiência cardíaca. Nos primeiros sinais ou sintomas de iminência de insuficiência cardíaca, os pacientes devem ser totalmente digitalizados e/ou receber diuréticos. A resposta deve ser atentamente observada. Se a insuficiência cardíaca persistir, o tratamento com SELOKEN deve ser suspenso.
Se os pacientes desenvolverem crescente bradicardia, deve-se reduzir a dose de metoprolol ou suspender a medicação gradualmente.
SELOKEN pode preciptar ou agravar os sintomas de arteriopatia periférica, devendo ser usado com cautela nestas condições.
Se utilizado em pacientes com feocromocitoma, deve-se administrar concomitantemente um alfa-bloqueador.
A necessidade ou desejo de retirar a terapia betabloqueadora antes de cirurgias maiores é controversa. A habilidade prejudicada do coração para responder a estímulos adrenérgicos reflexos pode aumentar os riscos de anestesia geral e procedimentos cirúrgicos. SELOKEN, como outros betabloqueadores, é um inibidor competitivo de agonistas de beta-receptores e seus efeitos podem ser revertidos pela administração destes agentes, por exemplo dobutamina ou isoproterenol. Entretanto, estes pacientes podem estar sujeitos a hipotensão severa prolongada. Dificuldade em reiniciar e manter os batimentos cardíacos tem sido também relatada com betabloqueadores.
Antes de cirurgias, o anestesista deve ser informado de que o paciente está recebendo SELOKEN. Não é recomendado interromper o tratamento com betabloqueador em pacientes que serão submetidos a cirurgia.
A suspensão abrupta da medicação deve ser evitada. Após a interrupção abrupta da terapia com certos agentes bloqueadores, têm ocorrido exacerbações de angina pectoris e, em alguns casos, infarto do miocárdio.
Se houver a necessidade de descontinuar o tratamento com SELOKEN, recomenda-se que seja feito de forma gradual, quando possível. Muitos pacientes podem ter a medicação retirada em um período de 14 dias. Isto pode ser feito reduzindo-se a dose diária em passos sequenciais alcançando uma dose final de 25 mg uma vez ao dia. No decurso da retirada do medicamento, deve-se manter estreita vigilância, especialmente em pacientes com coronariopatia isquêmica. Se a angina piorar muito ou se desenvolver uma insuficiência coronariana aguda, a administração de SELOKEN deve ser imediatamente reiniciada, pelo menos temporariamente, e devem ser tomadas outras medidas apropriadas para o controle da angina instável. Sabendo-se que a doença da artéria coronária é comum e pode não estar diagnosticada, aconselha-se que o tratamento não seja interrompido abruptamente, mesmo em pacientes tratados apenas para hipertensão. O risco de efeitos coronarianos, incluindo morte súbita, pode aumentar durante a retirada do betabloqueador.
Em pacientes utilizando betabloqueadores, o choque anafilático manifesta-se com maior intensidade.
O bloqueio beta-adrenérgico pode mascarar certos sinais clínicos de hipertireoidismo (ex.: taquicardia). Pacientes suspeitos de apresentarem tireotoxicoses devem ser controlados cuidadosamente para evitar interrupção abrupta do bloqueio beta, o que pode precipitar uma descompensação do quadro.

 

Interferências com exames laboratoriais : o uso de SELOKEN pode apresentar níveis séricos elevados das transaminases, fosfatase alcalina e lactato desidrogenase (DHL).
Os pacientes devem verificar sua reação ao SELOKEN antes de operar máquinas ou dirigir veículos, porque, ocasionalmente, podem ocorrer vertigem ou fadiga.

 

Uso durante a gravidez e lactação
SELOKEN somente deve ser usado durante a gravidez ou lactação se for absolutamente necessário. Os betabloqueadores podem causar efeitos adversos, como, por exemplo, bradicardia no feto, no recém-nascido e em crianças sob aleitamento materno. Se a mãe lactante for tratada com metoprolol em doses dentro da faixa terapêutica normal, a quantidade de metoprolol ingerida através do leite parece ser insignificante com relação ao efeito betabloqueador no lactente, no entanto, deve-se administrá-lo com cautela nesses casos, observando-se a possível apresentação de sinais de bloqueio do tipo beta pelo lactente.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O metoprolol é um substrato metabólico para o citocromo P450 isoenzima CYP2D6. Drogas que atuam como substâncias indutoras e inibidoras enzimáticas podem exercer uma influência nos níveis plasmáticos do metoprolol. Os níveis plasmáticos do metoprolol podem ser aumentados pela co-administração de compostos metabolizados pela CYP2D6, ex.: antiarrítimicos, anti-histamínicos, antagonistas dos receptores de histamina-2, antidepressivos, antipsicóticos e inibidores da COX-2. A concentração plasmática do metoprolol é diminuída pela rifampicina e pode ser aumentada pelo álcool e hidralazina.

 

Recomenda-se cuidado especial quando associar SELOKEN a bloqueadores ganglionares simpáticos, inibidores da MAO (monoaminoxidase) ou outros betabloqueadores (ex.: colírio).
Se o tratamento concomitante com clonidina for descontinuado, a medicação betabloqueadora deve ser retirada vários dias antes da clonidina.
Pode ocorrer aumento dos efeitos negativos sobre o inotropismo e cronotropismo quando metoprolol for administrado junto com antagonistas do cálcio (particularmente do tipo verapamil e diltiazem).
Pacientes tratados com betabloqueadores não devem receber administração intravenosa de antagonistas de cálcio do tipo verapamil.
Os betabloqueadores podem aumentar os efeitos negativos sobre o inotropismo e dromotropismo cardíacos de antiarrítmicos (do tipo da quinidina e amiodarona).
A associação de digitálicos glicosídeos e betabloqueadores, podem aumentar o tempo de condução atrioventricular e pode induzir a bradicardia.
Em pacientes recebendo terapia com betabloqueador, os anestésicos inalatórios aumentam o efeito cardiodepressor.
O tratamento concomitante com indometacina ou outros fármacos inibidores da prostaglandina sintetase pode diminuir o efeito anti-hipertensivo dos betabloqueadores.
Sob certas condições, quando a epinefrina é administrada em pacientes tratados com betabloqueadores, os betabloqueadores cardiosseletivos interferem em menor grau com o controle da pressão sanguínea que os não-seletivos.
Pode ser necessário um ajuste da dose de hipoglicemiantes orais em pacientes sob tratamento com betabloqueadores.
SELOKEN pode reduzir a taxa de depuração plasmática de outras drogas (ex.: lidocaína).

 

REAÇÕES ADVERSAS
O metoprolol é bem tolerado e as reações adversas têm sido, geralmente, leves e reversíveis. Os eventos a seguir têm sido relatados como eventos adversos em estudos clínicos ou em uso de rotina. Em muitos casos, não foi estabelecida uma relação com o tratamento com metoprolol. As seguintes definições de frequência são usadas: muito comum (>10%), comum (1-9,9%), incomum (0,1-0,9%), rara (0,01-0,09%) e muito rara (<0,01%).

 

Sistema Cardiovascular
Comum: Bradicardia, alterações posturais (muito raramente com síncope), mãos e pés frios, fenômeno de Raynaud e palpitações.
Incomum: Deterioração dos sintomas de insuficiência cardíaca, choque cardiogênico em pacientes com infarto agudo do micárdio*, bloqueio cardíaco de primeiro grau, edema e dor precordial.

 

Rara: Alterações na condução cardíaca e arritmias cardíacas.
Muito rara: Gangrena, em pacientes com alterações circulatórias periféricas graves preexistentes.
* Excesso de frequência de 0,4% comparado com placebo em um estudo com 46000 pacientes quando a frequência de choque cardiogênico foi de 2,3% no
grupo metoprolol e 1,9% no grupo placebo no subgrupo de pacientes com menor índice de risco de choque. O índice de risco de choque foi baseado no risco absoluto em cada paciente individualmente derivado da idade, sexo, time delay, classe Killip, pressão sanguínea, frequência cardíaca, anormalidades no ECG e histórico de hipertensão prévia. O grupo de pacientes com menor índice de risco de choque corresponde aos pacientes nos quais metoprolol é recomendado para o uso em infarto do miocárdio.

 

Sistema Nervoso Central
Muito comum: Fadiga.
Comum: Vertigem e cefaléia.
Incomum: Parestesia e cãibras musculares.

 

Sistema Gastrointestinal
Comum: Náusea, dor abdominal, diarréia e constipação.
Incomum: Vômitos.
Rara: Boca seca.

 

Sistema Hematológico
Muito rara: Trombocitopenia.

 

Sistema Hepático
Rara: Alterações de testes da função hepática.
Muito rara: Hepatite.

 

Metabolismo
Incomum: Ganho de peso.
Músculo-esquelético
Muito rara: Artralgia.

 

Efeitos Psiquiátricos
Incomum: Depressão, dificuldade de concentração, sonolência ou insônia e pesadelos.
Rara: Nervosismo, ansiedade e impotência/disfunção sexual.
Muito rara: amnésia/comprometimento da memória, confusão e alucinações.

 

Sistema Respiratório
Comum: Dispnéia de esforço.
Incomum: Broncoespasmo.
Rara: Rinite.

 

Órgãos dos Sentidos
Rara: Distúrbios da visão, irritação e/ou ressecamento dos olhos e conjuntivite.
Muito rara: Zumbido e distúrbios do paladar.
Pele
Incomum: Exantema (na forma de urticária psoriasiforme e lesões cutâneas distróficas) e sudorese aumentada.
Rara: Perda de cabelo.
Muito rara: Reações de fotossensibilidade e agravamento da psoríase.

 

POSOLOGIA E MODO DE USAR
Os comprimidos podem ser ingeridos com alimentos ou com o estômago vazio.
Recomenda-se individualizar a dose. As seguintes doses devem ser consideradas como um guia:
Hipertensão: a dose recomendada em pacientes com hipertensão é de 100 a 200 mg diários, como dose única pela manhã ou doses divididas (manhã e noite). Se necessário, pode ser adicionada outra droga anti-hipertensiva.
O tratamento anti-hipertensivo de longa duração com doses diárias de 100-200 mg de metoprolol tem demonstrado reduzir a mortalidade total, incluindo morte cardiovascular súbita, acidente vascular cerebral e problemas coronarianos em pacientes hipertensos.

 

Angina pectoris: A dose recomendada é de 100 a 200 mg diários, em doses divididas (manhã e noite). Se necessário, pode ser adicionada outra droga antianginosa.

 

Arritmias cardíacas: A dose recomendada é de 100-200 mg diários, em doses divididas (manhã e noite). Se necessário, pode ser adicionada outra droga antiarrítmica.

 

Tratamento de manutenção após infarto do miocárdio: Tratamento de manutenção a longo prazo: em geral é de 200 mg diários, administrados em doses divididas (manhã e noite). Esta dose tem mostrado reduzir o risco de mortalidade (incluindo morte súbita) e reduzir o risco de reinfarto (também em pacientes com diabetes mellitus).

 

Hipertireoidismo: A dose recomendada é de 150-200 mg diários, divididos em 3 a 4 doses. Se necessário, a dose pode ser aumentada.
Alterações cardíacas funcionais com palpitações: A dose recomendada é 100 mg diariamente como dose única pela manhã. Se necessário, a dose pode ser aumentada para 200 mg.

 

Profilaxia da enxaqueca: A dose recomendada é de 100-200 mg diários, administrados em doses divididas (manhã e noite).

 

Insuficiência renal: Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.

 

Insuficiência hepática: Normalmente não é necessário ajuste de dose em pacientes com cirrose hepática, porque o metoprolol tem uma baixa taxa de ligação protéica (5-10%). Quando há sinais de sério comprometimento da função hepática (por exemplo, pacientes submetidos a cirurgia de derivação), deve-se considerar uma redução da dose.

 

Idosos: Não é necessário ajuste de dose.
Crianças: Há experiência limitada do tratamento de crianças com SELOKEN.

 

SUPERDOSAGEM
Sintomas:
A superdosagem por SELOKEN pode ocasionar hipotensão grave, bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular, insuficiência cardíaca, choque cardiogênico, parada cardíaca, broncoespasmo, alteração da consciência/coma, náuseas, vômitos e cianose.
A ingestão concomitante de álcool, anti-hipertensivos, quinidina ou barbitúricos pode agravar as condições do paciente. As primeiras manifestações de superdosagem podem ser observadas em 20 minutos a 2 horas após a ingestão da droga.

 

Tratamento:
Carvão ativado e, se necessário, lavagem gástrica. Na presença de hipotensão grave, bradicardia e insuficiência cardíaca iminente, recomenda-se a administração intravenosa de um agonista beta-1 até que se obtenha o efeito desejado.
Quando um agonista beta-1 não estiver disponível, pode-se administrar dopamina, ou sulfato de atropina i.v. para bloquear o nervo vago. Se o efeito não for satisfatório, pode-se administrar outros agentes simpatomiméticos, tais como, dobutamina ou norepinefrina.
Pode-se também administrar glucagon na dose de 1-10 mg. Pode ser necessário o uso de marcapasso. Para combater o broncoespasmo, pode-se administrar um agonista beta-2 i.v..
Deve-se observar que as doses dos fármacos (antídotos) necessárias para o tratamento da superdosagem do bloqueio beta são muito maiores do que as doses terapêuticas normalmente recomendadas. Isto ocorre porque os receptores beta estão ocupados pelo betabloqueador.

 

PACIENTES IDOSOS
Vide Posologia.
MS – 1.1618.0071
Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho – CRF-SP nº 19.097
Fabricado por: AstraZeneca AB – Södertälje – Suécia
Importado e embalado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP – CEP 06707-000
CNPJ 60.318.797/0001-00
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Indústria Brasileira
Nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca.
CDS 04/06
Julho/06
Logo do SAC: 0800-0145578

Bula do Miodaron (Antiarritmico)

MiodaronBula do Miodaron®:
cloridrato de amiodarona
200mg

 

Comprimidos

 

USO ORAL

 

USO ADULTO

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
Comprimidos. Embalagem com 20 comprimidos.

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
cloridrato de amiodarona ………………… 200 mg
excipientes* q.s.p. ………………… 1 comprimido
*(lactose monoidratada, povidona, dióxido de silício, amido, estearato de magnésio, corante
vermelho 40 aluminio laca).

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: Este medicamento destina-se ao tratamento das arritmias
supraventriculares e ventriculares.

 

Cuidados de armazenamento: Conservar em temperatura ambiente (entre 15oC e 30oC). Proteger
da luz e da umidade.

 

Prazo de validade: Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, MIODARON®
(cloridrato de amiodarona) apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua
fabricação. Não devem ser utilizados medicamentos fora do prazo de validade, pois podem
trazer prejuízos à saúde.

 

Gravidez e lactação: Evitar o uso de MIODARON® (cloridrato de amiodarona) durante a
gravidez e a amamentação. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do
tratamento ou após o seu término. Informar ao seu médico se está amamentando.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

 

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

 

Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Reações adversas: Normalmente ocorrem com altas doses e melhoram ou cessam com a
diminuição da dosagem, sendo pouco comum a interrupção do medicamento. Podem ocorrer
bradicardia sinusal ou bradiarritmias (diminuição dos batimentos cardíacos), fadiga, tremores,
movimentos involuntários anormais, alteração da coordenação motora, ataxia (dificuldade
em realizar tarefas diárias), tonturas, neuropatia periférica e parestesias, hipo ou hipertireoidismo,
náuseas e vômitos, aumento das transaminases hepáticas (enzimas do fígado); aparecimento
de microdepósitos na córnea assintomáticos de pigmentação marrom-amarelada,
sensibilidade aumentada da pele aos raios solares e uma coloração cinza-azulada da pele
principalmente nas regiões expostas ao sol.
Raramente ocorrem constipação, anorexia.
Alterações pulmonares relacionadas ao uso de amiodarona necessitam de sua interrupção
imediata. Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

Contra-indicações e Precauções: Este medicamento está contra-indicado em pacientes
com história de hipersensibilidade à amiodarona ou quaisquer dos outros componentes da
fórmula, bem como em pacientes com bloqueio atrioventricular de 2º e 3º graus pré-existentes
sem marcapasso, disfunções tireoidianas graves e insuficiência respiratória severa. Proteger
a pele da luz solar durante o tratamento e por até 9 meses após a suspensão do uso para
evitar o risco de queimaduras. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja
usando, antes do início ou durante o tratamento.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO
PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
MODO DE AÇÃO
MIODARON® (cloridrato de amiodarona) é o cloridrato de 2-butil-3-[3,5-diiodo-4-(e-dietilaminoetoxil)-
benzoil] benzofurano. A amiodarona é predominantemente um agente antiarrítmico
classe III (classificação de Vaughan Willians) que reduz o consumo de oxigênio pelo miocárdio,
aumenta o fluxo coronariano sem aumento do trabalho cardíaco, prolonga o potencial de
ação das células miocárdicas e seu período refratário, reduz o automatismo sinusal e a condução
dos impulsos no nó atrioventricular e nas vias anômalas atrioventriculares.
A amiodarona tem meia-vida prolongada e sofre acúmulo nos tecidos muscular e adiposo. Esta

propriedade de acúmulo libera o paciente de um horário rígido, mas deve ser lembrado que
após a interrupção do tratamento um efeito remanescente perdura por um período de 10 a
28 dias. De modo geral, utiliza-se uma impregnação inicial com doses maiores, passando-se
a seguir a doses menores de manutenção.

 

FARMACOCINÉTICA
A amiodarona sofre absorção gastrintestinal lenta e variável, onde cerca de 20 a 50% da
dose é absorvida. Apresenta alta ligação às proteínas plasmáticas (96%). O início do efeito
ocorre após 2 a 3 dias do início do tratamento e pode levar até 2 a 3 meses para se instalar
completamente. A sua duração pode perdurar de semanas a meses após a interrupção do
tratamento (existem relatos de concentração sanguínea mensurável até 9 meses após a suspensão
do tratamento). Após biotransformação hepática, origina metabólito ativo (desetilamiodarona).
A concentração sanguínea máxima é atingida entre 3 a 7 horas. A meia-vida de eliminação
é bifásica: a inicial está entre 2,5 a 10 dias e a terminal entre 26 a 107 dias, em média
53 dias (a do metabólito é de 61 dias). A excreção é biliar.

 

FARMACOLOGIA
A amiodarona reduz a automaticidade do nódulo sinoatrial, prolonga a condução AV e diminui
a automaticidade dos disparos espontâneos nas fibras de Purkinje. Diminui a condução intraventricular
por bloqueio dos canais de sódio, diminui a freqüência cardíaca e impede a condução
do nó AV por bloquear os receptores beta-adrenérgicos e canais de cálcio, além de
prolongar a repolarização atrial e ventricular por inibição dos canais de potássio. Suas propriedades
eletrofisiológicas incluem prolongamento da duração do potencial de ação, do tempo de
repolarização e tempo refratário de todos os tecidos cardíacos, incluindo o nó sinusal, átrios,
nodo AV, sistema His-Purkinje e ventrículos.
Esta prolongação resulta da inibição do fluxo de íons potássio durante as fases 2 e 3 do
potencial de ação e do aumento do período refratário.
Este aumento na duração da repolarização e da refratariedade reduz a excitabilidade
da membrana, sendo este o mecanismo antifibrilatório da amiodarona.

 

INDICAÇÕES
MIODARON® (cloridrato de amiodarona) está indicado para:
– Distúrbios graves do ritmo cardíaco, inclusive aqueles resistentes a outras terapêuticas (como,
por exemplo, na Doença de Chagas);
– Taquicardia ventricular documentada;
– Taquicardia supraventricular documentada;
– Alterações de ritmo associadas à síndrome de Wolff-Parkinson-White;
– Devido às propriedades farmacológicas da amiodarona, MIODARON® (cloridrato de amiodarona)
está particularmente indicado quando esses distúrbios de ritmo forem capazes de
agravar uma doença clínica subjacente (angina, insuficiência cardíaca).

 

CONTRA-INDICAÇÕES
MIODARON® (cloridrato de amiodarona) é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade
conhecida à amiodarona ou a quaisquer componentes da fórmula.
Bradicardias sinusais e bloqueio sinoatrial graves, excitabilidade atrial ou ventricular
associada a bloqueio atrioventricular (se não tiver marcapasso), comprometimento
da função do nódulo sinusal.
Hipotensão arterial grave. Gravidez, salvo em casos excepcionais, em razão do
risco tireoidiano fetal. Hiper e hipotireoidismo.

 

PRECAUÇÕES
Devido à presença de iodo na fórmula, o tratamento de pacientes com antecedentes
tireoidianos pessoais e familiares, se for necessário, deve ser feito com
posologia mínima ativa, sob supervisão médica. Deve-se evitar associações com
inibidores da MAO e beta-bloqueadores e ter cautela no emprego com outros
antiarrítmicos.
Microdepósitos de córnea; alterações de visão: Os microdepósitos de córnea
aparecem na maioria dos adultos tratados com amiodarona e podem em um
pequeno número de pacientes produzir sintomas, tais como, halos visuais ou
visão borrada. Esses microdepósitos de córnea são inteiramente reversíveis após
redução da dose ou interrupção de tratamento.
Microdepósitos de córnea assintomáticos não são, portanto, razão para
reduzir a dose ou interromper o tratamento.
O uso de colírios contendo derivados metilcelulósicos pode diminuir ou
mesmo prevenir o aparecimento deste quadro clínico.

 

Fotossensibilidade: Reações de fotossensibilidade induzida pela amiodarona
já foram relatadas. Assim, recomendase aos pacientes em tratamento ou mesmo
após meses de uso de amiodarona, a utilização de cremes à base de filtros
solares ou proteção com roupa das regiões do corpo expostas ao sol, a fim de
evitar queimaduras. O médico deve ser avisado se ocorrer coloração epidérmica
azul-acinzentada.
Anormalidades tireoideanas: Como a amiodarona libera iodo inorgânico no
organismo, pode causar hipo ou hipertireoidismo.
Assim, a função tireoideana deverá ser estudada antes do início do
tratamento e, periodicamente, durante a terapêutica, particularmente em pacientes
idosos, e em pacientes com disfunção tireoideana.

 

Distúrbios eletrolíticos: Uma vez que os fármacos antiarrítmicos podem ser
ineficazes, ou mesmo arritmogênicos em pacientes com hipocalemia, qualquer
deficiência de potássio ou magnésio deverá ser corrigida antes de iniciar-se
o tratamento com MIODARON® (cloridrato de amiodarona).
Advertência: MIODARON® (cloridrato de amiodarona) pode causar uma síndrome
clínica de dispnéia progressiva e tosse acompanhada por alterações funcionais
radiográficas e patológicas, mostrando um processo intersticial pulmonar
algumas vezes denominado alveolite ou pneumonite intersticial. A freqüência desta
reação pode ocorrer em até 10% dos pacientes. Esta síndrome é usualmente
reversível quando a amiodarona é descontinuada ou quando tratada com terapia
esteróide, mas alguns casos severos e até fatais já foram relatados na literatura
médica mundial. Assim, qualquer sintoma respiratório novo em paciente
sob tratamento com amiodarona deve sugerir a possibilidade de uma reação
adversa pulmonar, sendo necessária a avaliação clínica da função pulmonar.
Quando o paciente é submetido a tratamento prolongado, recomenda-se a avaliação
pulmonar periódica a cada 3 a 6 meses.

 

Exacerbação de arritmias: MIODARON ® (cloridrato de amiodarona), do
mesmo modo que outros agentes antiarrítmicos, pode causar exacerbações
sérias da arritmia presente. Tal tipo de exacerbação pode incluir fibrilação ventricular,
taquicardia ventricular incessante, aumento da resistência à cardioversão
e taquicardia ventricular polimórfica associada com prolongamento de QT
(“Torsade de Pointes”).

 

Alterações hepáticas: Elevações nos níveis de enzimas hepáticas podem
ocorrer em pacientes submetidos à terapia com amiodarona, em geral não
acompanhados de sintomatologia clínica.
Se este aumento exceder a três vezes os níveis normais, a redução de
dosagem ou a suspensão do tratamento com amiodarona deve ser considerada.
As reações adversas da amiodarona são mais comuns em pacientes submetidos
a doses mais elevadas (400 mg por dia ou mais). Assim, para reduzir a ocorrência
das reações adversas, o médico deve fazer todo esforço no sentido de estabelecer
a dose efetiva mais baixa possível para cada paciente em específico.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Devido ao fato da amiodarona ter eliminação lenta no organismo, proporciona
a ocorrência de interações com outros medicamentos semanas ou meses após
sua suspensão.

 

Digitálicos: O uso de amiodarona em pacientes recebendo terapêutica digitálica
usualmente produz aumentos da concentração sérica do digitálico. Assim,
ao iniciar a terapêutica com amiodarona, a dose da terapia digitálica deve ser
reduzida em aproximadamente 50% e monitorizada quanto ao risco de intoxicação.

 

Anticoagulantes: A potencialização da resposta anticoagulante aos cumarínicos
já foi reportada em pacientes usando amiodarona. Portanto, recomenda-se a
redução em um terço a 50% na dose do anticoagulante, bem como a freqüente
monitorização no tempo de protrombina em pacientes usando amiodarona.
Anestésicos inalatórios: O uso concomitante de anestésicos inalatórios potencializa
a hipotensão e a bradicardia atropina-resistente.

 

Antiarrítmicos: Pode haver efeitos cardíacos aditivos e aumentar o risco de taquiarritmias
com outros medicamentos antiarrítmicos (quinidina, procainamida,
flecainida, fenitoína, disopiramida, mexiletina).

 

Beta-bloqueadores: Pode ocorrer bradicardia sintomática e hipotensão.

 

Antagonistas dos canais de cálcio:
Deve ser evitado o uso associado de amiodarona com esta classe de medicamentos
em pacientes portadores de doença do nó sinusal ou bloqueios atrioventriculares,
pois pode haver piora do bloqueio ou bradicardia.

 

Fenitoína: Pode ocorrer aumento dos níveis séricos de fenitoína, levando a
efeitos tóxicos como ataxia, hiperreflexia, nistagmo e tremores. Também pode haver
diminuição da efetividade da amiodarona.

 

REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas normalmente ocorrem com altas doses e melhoram ou
cessam com a diminuição da dosagem, sendo que menos comumente necessitam
interrupção do medicamento.

 

Cardiovascular: Com o uso crônico, podem ocorrer bradicardia sinusal ou
bradiarritmias e raramente bloqueios atrioventriculares e efeitos pró-arrítmicos.
“Torsade de Pointes” raramente ocorre e normalmente está associado ao uso
concomitante com outros antiarrítmicos.

 

Sistema nervoso central: As reações mais comuns são fadiga, tremores, movimentos
involuntários anormais, alteração da coordenação motora, ataxia,
tonturas, neuropatia periférica e parestesias.
Raramente ocorre diminuição da libido, insônia e cefaléia.

 

Tireóide: Pode ocorrer hipo ou hipertireoidismo
e/ou tireotoxicose.

 

Gastrintestinal: Os efeitos mais comuns incluem náuseas e vômitos e aumento
das transaminases hepáticas. Menos comumente pode ocorrer constipação e
anorexia. Hepatite é um efeito muito raro.

 

Ocular: Em pacientes com uso de amiodarona por mais de 6 meses é comum o
aparecimento de microdepósitos corneanos assintomáticos de pigmentação
marrom-amarelada.

 

Aparelho respiratório: Pode ocorrer alveolite ou infiltrados pulmonares, pneumonite
e fibrose pulmonar. Em todos estes casos é necessária a interrupção
imediata de amiodarona.

 

Pele: Pode ocorrer fotossensibilidade e uma coloração cinza-azulada da pele,
principalmente nas regiões expostas ao sol.

 

GRAVIDEZ E LACTAÇÃO
O uso de amiodarona é contra-indicado durante a gravidez, pois pode causar
distúrbios na glândula tireóide de uma criança cuja mãe tenha tomado este medicamento
durante a gravidez. Também pode causar bradicardia em recémnascidos.
Porém, seu uso pode ser necessário em graves situações onde há
risco de vida materno. Do mesmo modo que durante a gravidez, o uso de MIODARON
® (cloridrato de amiodarona) durante a lactação deve ser discutido
com o seu médico, pois existem relatos de distúrbios de crescimento da criança.
Categoria D de risco de gravidez: Este medicamento não deve ser utilizado
por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente
seu médico em caso de suspeita de gravidez.

 

POSOLOGIA
Tratamento de ataque: O esquema posológico habitual é de 600 a 1000 mg ao dia, durante 8
a 10 dias.

 

Tratamento de manutenção: Determinar a dose mínima eficaz que pode variar de 100 a
400 mg diários.
Também tem sido adotado o esquema de “janela terapêutica”, administrando-se o medicamento
durante 5 dias e instituindo intervalo de 2 dias sem medicação. Em caso de recomendação
de posologia baixa, pode-se administrar 200 mg em dias alternados.

 

SUPERDOSAGEM
Pode ocorrer bradicardia sintomática ou bloqueio AV total, “Torsade de Pointes” e hipotensão.
Deve-se realizar medidas de suporte cárdio-respiratório e monitorização eletrocardiográfica
durante vários dias. Normalmente a bradicardia não responde com atropina, podendo
ser necessário a utilização de agonistas beta-adrenérgicos ou marcapasso temporário.
A hipotensão responde com administração de líquidos e vasopressores.

 

PACIENTES IDOSOS
Não foi determinado se ajustes de dose são necessários para estes pacientes. Entretanto,
a escolha da dose deve ser feita com cuidado, devido a maior freqüência na diminuição da função
hepática, renal e cardíaca, além de patologias associadas e uso concomitante de outros
medicamentos. Portanto, deve ser iniciado o tratamento com a menor dose. Como a amiodarona
pode causar hipo ou hipertireodismo, a função tireoideana deve ser estudada antes do
início do tratamento e periodicamente nestes pacientes.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

 

MS – 1.1213.0014
Farmacêutico Responsável:
Alberto Jorge Garcia Guimarães
CRF-SP nº 12.449
Nº do lote, data de fabricação e validade:
vide cartucho.
7132
Cód. Laetus nº 158
BIOSINTÉTICA FARMACÊUTICA LTDA.
Av. das Nações Unidas, 22.428
São Paulo – SP
CNPJ nº 53.162.095/0001-06
Indústria Brasileira
Biosintética Assistance:
0800-0151036
www.biosintetica.com.br

Bula do Lopressor (Antiarritmico)

Lopressor-100-mg-NovartisBula do LOPRESSOR:
tartarato de metoprolol

 

Forma farmacêutica e apresentação
Comprimidos. Embalagem com 20 comprimidos revestidos de 100 mg.

 

USO ADULTO

 

Composição
Cada comprimido contém 100 mg de tartarato de metoprolol.

 

Excipientes: dióxido de silício, celulose microcristalina, amidoglicolato de sódio, estearato de
magnésio, polissorbato 80, talco, hipromelose, dióxido de titânio.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: LOPRESSOR tem como substância ativa o tartarato de
metoprolol, que atua como um beta-bloqueador de receptores adrenérgicos que estão
localizados principalmente no coração.

 

Cuidados de armazenamento: O produto deve ser conservado em temperatura ambiente
(entre 15°C e 30°C), protegido da luz e da umidade.

 

Prazo de validade: A data de validade está impressa no cartucho. Não utilize o produto após a
data de validade.

 

Gravidez e lactação: Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência do
tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

 

Cuidados de administração: Siga corretamente a orientação do seu médico, respeitando
sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. O comprimido deve ser tomado com o
auxílio de um líquido. Se você se esquecer de tomar uma dose, faça-o assim que se der conta
do esquecimento, no entanto, se já estiver próximo ao horário da dose seguinte, não tome o
comprimido que você esqueceu e retorne ao seu esquema de tratamento. Não tome a dose
dobrada (os dois comprimidos de uma única vez).

 

Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

 

Reações adversas : Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis.
LOPRESSOR é geralmente bem tolerado, entretanto, algumas reações desagradáveis podem
ocorrer, sendo na sua maioria transitórias e tendendo a desaparecer sem necessidade de
interromper o tratamento. Informe ao seu médico se alguma das seguintes reações persistirem:
pulso lento, pressão baixa, falta de ar, cansaço, tonturas (algumas vezes ao se levantar
rapidamente), dor de cabeça, enjôo, vômitos, dor de estômago.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

 

Contra-indicações e precauções: Contra-indicações – Alergia ao metoprolol, a qualquer um
dos componentes da formulação ou a outros beta-bloqueadores, pulso irregular ou lento ou
insuficiência cardíaca, má circulação nos membros (por exemplo, muito frio, mãos e pés
pálidos ou dor nos músculos da perna, quando você anda), pressão baixa, asma ou algumas
vezes falta de ar.

 

Precauções – Informe ao seu médico se você for paciente idoso, tiver doença do fígado,
diabetes, doença circulatória, reações alérgicas graves (por exemplo, uma reação alérgica
muito grave a picada de inseto), dor no peito quando você está em repouso ou tiver problemas
de tireóide. Antes de passar por um procedimento cirúrgico ou tratamento dentário, informe ao
médico ou ao dentista que você está tomando LOPRESSOR. Se você sentir ressecamento,
ardor ou sensação de areia nos olhos, informe ao seu médico.
Durante o tratamento o paciente deve ter cautela ao dirigir veículos e/ou operar máquinas, pois
sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas, principalmente no início do tratamento.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA A SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
Grupo farmacoterapêutico: beta-bloqueadores cardiosseletivos, código ATC: CO7A B02.
O metoprolol é um beta-bloqueador cardiosseletivo, isto é, ele bloqueia os receptores
adrenérgicos beta1 (que estão localizados principalmente no coração) em doses menores do que
as necessárias para o bloqueio de receptores beta2, localizados principalmente nos brônquios e
vasos periféricos. O metoprolol não apresenta nenhum efeito estabilizador de membrana nem
atividade agonista parcial (simpatomimética intrínseca).
O efeito estimulante das catecolaminas no coração é reduzido ou inibido pelo metoprolol. Isto
leva ao decréscimo da freqüência cardíaca, da contratilidade cardíaca e do débito cardíaco.
O metoprolol reduz a pressão arterial elevada, tanto em posição supina como na ortostática.
Também reduz o aumento de pressão arterial que ocorre em resposta a exercícios físicos. O
tratamento resulta, inicialmente, em aumentos na resistência vascular periférica, que durante a
administração a longo prazo é normalizada ou, em alguns casos, reduzida. Como para todos os
beta-bloqueadores, o mecanismo preciso do efeito anti-hipertensivo de metoprolol não está
completamente elucidado. No entanto, a redução da pressão arterial a longo prazo, observada
com metoprolol, parece ser paralela ao decréscimo gradual na resistência periférica total.
Nos pacientes com angina do peito, metoprolol reduz a freqüência e a gravidade dos episódios
isquêmicos e aumenta a capacidade de trabalho físico. Esse efeito benéfico pode ser causado
pelo decréscimo na demanda de oxigênio do miocárdio que ocorre em resposta à redução da
freqüência cardíaca e à contratilidade do miocárdio.
Em pacientes com taquicardia supraventricular, com fibrilação atrial, com extra-sístoles
ventriculares ou outra arritmia ventricular, metoprolol tem efeito regulador sobre a freqüência
cardíaca. Sua atividade antiarrítmica deve-se, principalmente, à inibição da automaticidade das
células marcapasso e ao prolongamento da condução atrioventricular.
Em pacientes com infarto do miocárdio suspeito ou confirmado, metoprolol diminui a
mortalidade. Esse efeito atribui-se, possivelmente, ao decréscimo na incidência de arritmias
ventriculares graves, bem como à limitação do tamanho do infarto. O metoprolol tem
demonstrado reduzir também a incidência de reinfartos do miocárdio não fatais.
Por seu efeito beta-bloqueador, o metoprolol é adequado para o tratamento de distúrbios
cardíacos funcionais com palpitação, para prevenção de enxaqueca e tratamento coadjuvante
do hipertireoidismo.
O tratamento a longo prazo com metoprolol pode reduzir a sensibilidade à insulina. No
entanto, metoprolol interfere em menor grau na liberação de insulina e no metabolismo dos
carboidratos, quando comparado aos beta-bloqueadores não seletivos.
Em estudos de curto prazo, demonstrou-se que o metoprolol pode alterar o perfil dos lipídios
sangüíneos. Ele pode levar ao aumento dos triglicérides e à diminuição dos ácidos graxos
livres, em alguns casos, um pequeno decréscimo na fração de lipoproteína de alta densidade
(HDL) tem sido observado, embora, em extensão menor do que o observado com betabloqueadores
não seletivos. Em um estudo de longo prazo com duração de muitos anos,
encontrou-se redução nos níveis de colesterol.

 

Farmacocinética
Absorção
O metoprolol é absorvido em todas as partes do intestino. Após a administração, a absorção é
rápida e completa. Picos de concentração plasmática são atingidos após cerca de 1,5 a 2 horas.
As concentrações plasmáticas de metoprolol aumentam aproximadamente em proporção à dose
na faixa de 50 mg a 200 mg. Por seu extenso metabolismo hepático de primeira passagem,
aproximadamente 50% de uma dose oral única de metoprolol atinge a circulação sistêmica. A
extensão da eliminação pré-sistêmica difere entre os indivíduos por causa das diferenças
genéticas no metabolismo oxidativo. Embora os perfis plasmáticos exibam grande
variabilidade interindividuais, eles demonstram boa reprodutibilidade no próprio indivíduo. Em
administrações repetidas a porcentagem de dose sistemicamente disponível é aproximadamente
40% maior do que após dose única (que é cerca de 70%). Este fato pode ser causado pela
saturação parcial do metabolismo de primeira passagem ou por seu clearance (depuração)
reduzido resultante do fluxo hepático reduzido. A ingestão com alimentos pode aumentar a
disponibilidade sistêmica da dose oral única em aproximadamente 20% a 40%.
Após injeção intravenosa, o metoprolol é distribuído muito rapidamente com meia-vida de 5 a
15 minutos. No intervalo de dose de 10 a 20 mg, as concentrações plasmáticas aumentam
linearmente em relação à dose.

 

Distribuição
O metoprolol é rapidamente distribuído com um volume de distribuição declarado de 3,2 a 5,6
L/kg. A meia-vida não é dose-dependente e não se altera em administrações repetidas.
Aproximadamente 10% de metoprolol no plasma encontra-se ligado às proteínas. O metoprolol
atravessa a barreira placentária e é encontrado no leite materno (veja “Gravidez e lactação”).
Em pacientes com hipertensão, as concentrações de metoprolol no líquor são similares àquelas
no plasma.

 

Biotransformação
O metoprolol é extensivamente metabolizado por enzimas hepáticas do sistema citocromo
P450. O metabolismo oxidativo de metoprolol está sob controle genético com uma maior
contribuição do citocromo P450 polimórfico isoforma 2D6 (CYP2D6). Existem diferenças
étnicas marcadas na prevalência dos fenótipos de metabolizadores lentos (ML).
Aproximadamente 7% de caucasianos e menos do que 1% de orientais são MLs.
Metabolizadores lentos CYP2D6 exibem concentrações plasmáticas muito mais altas de
metoprolol do que metabolizadores rápidos com atividade de CYP2D6 normal. No entanto, o
metabolismo de metoprolol dependente do citocromo P450 2D6 parece ter pouco ou nenhum
efeito na segurança ou tolerabilidade da droga. Nenhum dos metabólitos contribui
significativamente para seu efeito beta-bloqueador.

 

Eliminação
A meia-vida média de eliminação de metoprolol é de 3 a 4 horas. Nos metabolizadores lentos,
a meia-vida pode ser de 7 a 9 horas. Aproximadamente 95% da dose pode ser recuperada na
urina. Na maioria dos indivíduos (metabolizadores rápidos), menos de 5% da dose oral são
excretados na urina sob forma inalterada. Em metabolizadores lentos, até 30% da dose oral
pode ser excretada de forma inalterada.

 

Características em pacientes
Os idosos não demonstram alterações significativas nas concentrações plasmáticas de
metoprolol quando comparados com jovens.
A disfunção renal não influi na biodisponibilidade de metoprolol ou na sua eliminação. A
excreção de metabólitos, no entanto, é reduzida. Ocorrerá acúmulo significativo de metabólitos
somente em pacientes com clearance (depuração) de creatinina de aproximadamente 5 mL/min
ou menos e, este acúmulo, não influencia nas propriedades beta-bloqueadoras de metoprolol.
A cirrose hepática pode aumentar a biodisponibilidade de metoprolol inalterado e reduzir seu
clearance (depuração) total.
Pacientes com anastomose portocava têm um clearance (depuração) sistêmico da dose
endovenosa de aproximadamente 0,3 L/min e valores de área sob a curva de concentração
plasmática até 6 vezes maiores do que os indivíduos sadios.
Doenças inflamatórias não têm efeito sobre a farmacocinética de metoprolol. Hipertireoidismo
pode aumentar o clearance (depuração) pré-sistêmico de metoprolol.

 

Dados de segurança pré-clínicos
Toxicidade reprodutiva
Estudos de toxicidade reprodutiva em camundongos, ratos e coelhos não indicam potencial
teratogênico para o tartarato de metoprolol. Altas doses estão associadas com certa toxicidade
materna e retardo de crescimento da prole no útero e após o nascimento. Não há evidência de
distúrbio de fertilidade em ratos em doses orais de até 500 mg/kg.

 

Mutagenicidade
O tartarato de metoprolol não apresenta potencial mutagênico/genotóxico em sistemas de
células bacterianas (teste de Ames) e em ensaios in vivo envolvendo células somáticas de
mamíferos ou células germinais de camundongos machos.

 

Carcinogenicidade
O tartarato de metoprolol não apresentou carcinogenicidade em camundongos e ratos após
administração oral de doses de até 800 mg/kg durante 21 a 24 meses.

Indicações
• Distúrbios do ritmo cardíaco, inclusive arritmias ventriculares e supraventriculares.
• Infarto agudo do miocárdio suspeito ou confirmado; para prevenção secundária após infarto
do miocárdio.
• Hipertensão: como monoterapia ou em associação com outros anti-hipertensivos, como por
exemplo, diuréticos, vasodilatadores periféricos ou inibidores da enzima conversora de
angiotensina (iECAs).
• Angina do peito: para profilaxia a longo prazo. A nitroglicerina deve ser usada, se
necessário, para alívio das crises agudas.
• Hipertireoidismo (como medicação coadjuvante).
• Distúrbios cardíacos funcionais com palpitação.
• Prevenção da enxaqueca.

 

Contra-indicações
• Conhecida hipersensibilidade ao metoprolol e derivados relacionados, a qualquer um dos
componentes da formulação ou a outros beta-bloqueadores (pode ocorrer sensibilidade
cruzada entre beta-bloqueadores).
• Bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro graus.
• Insuficiência cardíaca descompensada.
• Bradicardia sinusal clinicamente relevante (freqüência cardíaca menor que 45 a 50
batimentos por minuto).
• Doença do nó sinusal.
• Distúrbios circulatórios arteriais periféricos graves.
• Choque cardiogênico.
• Feocromocitoma não tratado.
• Hipotensão.
• Asma brônquica grave ou história de broncoespasmo grave.
O uso de LOPRESSOR está contra-indicado em pacientes com infarto do miocárdio com
freqüência cardíaca menor que 45 a 50 batimentos/min, intervalo P-R maior que 0,24
segundos, pressão sistólica menor que 100 mmHg e/ou insuficiência cardíaca grave.

 

Advertências e precauções
Como regra geral, não se deve administrar beta-bloqueadores, incluindo LOPRESSOR, a
pacientes com doença broncoespástica. No entanto, em função de sua relativa
cardiosseletividade, LOPRESSOR pode ser administrado com cautela a pacientes com doença
broncoespástica de intensidade leve a moderada, que não respondam ou não tolerem outros
tratamentos adequados. Uma vez que a seletividade por receptores beta1 não é absoluta, um
agonista beta2 deve ser administrado concomitantemente e deve-se usar a menor dose possível
de LOPRESSOR.
LOPRESSOR deve ser usado com cautela em pacientes com diabetes mellitus, especialmente
nos que recebem insulina ou agentes hipoglicemiantes orais (veja “Interações
medicamentosas”). Os pacientes diabéticos devem ser alertados de que os beta-bloqueadores,
incluindo LOPRESSOR, podem mascarar a taquicardia que ocorre com a hipoglicemia,
porém, outras manifestações de hipoglicemia como vertigens e sudorese podem não ser
significativamente suprimidas e a sudorese pode ser aumentada.
Os beta-bloqueadores, incluindo LOPRESSOR, não devem ser usados em pacientes com
insuficiência cardíaca congestiva não tratada (veja “Contra-indicações”). Esta condição deve
primeiro ser estabilizada.
Em função de seu efeito negativo na condução atrioventricular, os beta-bloqueadores,
incluindo LOPRESSOR, devem ser administrados somente com cautela em pacientes com
bloqueio atrioventricular de primeiro grau (veja “Contra-indicações”).
Se o paciente desenvolver aumento da bradicardia (freqüência cardíaca menor que 50 a 55
batimentos por minuto), a dose deve ser gradualmente reduzida ou o tratamento gradualmente
descontinuado (veja “Contra-indicações”).
LOPRESSOR deve ser usado com cautela em pacientes com distúrbios circulatórios arteriais
periféricos (por exemplo, doença ou fenômeno de Raynaud, claudicação intermitente), pois o
tratamento com beta-bloqueadores pode agravar tais condições.
Em pacientes com presença ou suspeita de feocromocitoma, LOPRESSOR deve sempre ser
administrado em associação com um alfa-bloqueador (veja “Contra-indicações”).
O metoprolol passa por um extenso metabolismo de primeira passagem e é eliminado
principalmente via metabolismo hepático (veja “Farmacocinética”). Portanto, a cirrose
hepática pode aumentar a biodisponibilidade sistêmica de metoprolol e reduzir seu clearance
(depuração) total, levando ao aumento da concentração plasmática.
Pacientes idosos devem ser tratados com cautela. Um decréscimo excessivo na pressão
arterial ou na freqüência de pulso pode reduzir o suprimento de sangue aos órgãos vitais a
níveis inadequados.
A necessidade, ou o desejo, da retirada de agentes beta-bloqueadores, incluindo LOPRESSOR,
por motivos de cirurgia é controversa. A capacidade prejudicada do coração em responder a
estímulos adrenérgicos pode aumentar o risco de uma anestesia geral ou procedimento
cirúrgico. Os benefícios de se continuar o tratamento com um beta-bloqueador, incluindo
LOPRESSOR, devem ser medidos comparando-se ao risco da retirada em cada paciente. Se o
paciente em tratamento com LOPRESSOR necessitar de anestesia geral, o anestesista deve ser
informado de que o paciente está recebendo um beta-bloqueador. Um agente anestésico com o
menor efeito cardiodepressor possível deve ser utilizado (veja “Interações medicamentosas”).
Se for extremamente necessária a interrupção da terapia com beta-bloqueador, incluindo
LOPRESSOR, isso deve ser feito gradualmente e se completar cerca de 48 horas antes da
anestesia geral.
O tratamento com LOPRESSOR não deve ser interrompido repentinamente, sobretudo em
pacientes com doença cardíaca isquêmica. Para prevenir a exacerbação de angina pectoris, a
dosagem deve ser reduzida gradualmente em 1 a 3 semanas e, se necessário, terapia de
substituição deve ser iniciada ao mesmo tempo.
Reações anafiláticas precipitadas por outros agentes podem ser particularmente graves em
pacientes que recebem beta-bloqueadores e podem ser resistentes a doses normais de
adrenalina. Sempre que possível, deve-se evitar o uso de beta-bloqueadores, incluindo
LOPRESSOR, em pacientes que apresentam risco aumentado de anafilaxia.
Em pacientes com angina de Prinzmetal (angina do peito variante), os beta-bloqueadores
podem aumentar o número e a duração das crises de angina. Bloqueadores de receptor beta1
relativamente seletivos, como LOPRESSOR, podem ser utilizados nesses pacientes, mas
somente com a máxima cautela.
Os beta-bloqueadores mascaram alguns dos sintomas clínicos de tireotoxicose. Portanto,
quando LOPRESSOR for administrado a pacientes que têm tireotoxicose ou são suspeitos de
desenvolvê-la, ambas as funções, tireoidiana e cardíaca, devem ser monitorizadas
cuidadosamente.
A síndrome oculomucocutânea total, como descrita com o uso de practolol, não foi relatada
com LOPRESSOR. No entanto, parte dessa síndrome [olhos secos isoladamente ou,
ocasionalmente, com rash (erupção) cutâneo] tem ocorrido. Na maioria dos casos, os
sintomas são revertidos quando o tratamento com LOPRESSOR é suspenso. Os pacientes
devem ser cuidadosamente observados em relação a efeitos oculares potenciais. Se esses
efeitos ocorrerem, deve-se considerar a descontinuação do tratamento.

 

Gravidez
LOPRESSOR enquadra-se na categoria B de risco na gravidez.
Como regra geral, não se deve usar nenhuma medicação nos primeiros 3 meses de gestação e
o potencial de risco/benefício do tratamento deve ser cuidadosamente considerado durante a
gravidez.
A experiência de LOPRESSOR nos primeiros 3 meses de gestação é limitada, mas nenhuma
má formação fetal atribuível a LOPRESSOR foi relatada. Porém, os beta-bloqueadores podem
reduzir a perfusão placentária. A menor dose possível deve ser usada e o tratamento deve ser
descontinuado no mínimo 2 a 3 dias antes do parto para evitar o aumento da contratilidade
uterina e efeitos beta-bloqueadores no feto (por exemplo, bradicardia, hipoglicemia).

 

Lactação
Pequenas quantidades de LOPRESSOR são secretadas no leite materno: com doses
terapêuticas, um lactente que consuma 1 L de leite por dia, receberia uma dose menor que 1
mg de LOPRESSOR. Todavia, lactentes devem ser cuidadosamente observados em relação aos
efeitos beta-bloqueadores.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
LOPRESSOR pode causar vertigens, cansaço e distúrbios visuais (veja “Reações adversas”)
e, portanto, pode afetar adversamente a capacidade do paciente para dirigir veículos e/ou
operar máquinas.

 

Interações medicamentosas e outras formas de interações
Efeitos de outros medicamentos sobre o metoprolol
Os efeitos de LOPRESSOR e outros anti-hipertensivos sobre a pressão arterial são
normalmente aditivos. Pacientes recebendo tratamento concomitante com fármacos depletores
de catecolaminas, outros beta-bloqueadores (incluindo gotas oftálmicas), ou inibidores da
MAO, devem ser cuidadosamente monitorizados.

 

Os seguintes medicamentos podem aumentar o efeito ou as concentrações plasmáticas de
metoprolol
Bloqueadores de canal de cálcio – bloqueadores de canal de cálcio, como verapamil e
diltiazem podem potencializar o efeito depressivo dos beta-bloqueadores sobre a pressão
arterial, freqüência cardíaca, contratilidade cardíaca e condução atrioventricular. Um
bloqueador de canal de cálcio tipo verapamil (fenilalquilamina) não deve ser administrado por
via intravenosa a paciente recebendo LOPRESSOR, porque existe risco de parada cardíaca
nesta situação. Pacientes tomando bloqueador de canal de cálcio tipo verapamil associado ao
LOPRESSOR devem ser cuidadosamente monitorizados.
Antiarrítmicos classe I e amiodarona – amiodarona, propafenona e outros agentes
antiarrítmicos classe I como quinidina e disopiramida podem potencializar os efeitos de betabloqueadores
sobre a freqüência cardíaca e a condução atrioventricular.
Nitroglicerina – pode aumentar o efeito hipotensivo de LOPRESSOR.
Anestésicos gerais – alguns anestésicos de inalação podem aumentar o efeito cardiodepressivo
dos beta-bloqueadores (veja “Advertências e precauções”).

 

Inibidores de CYP2D6
Potentes inibidores desta enzima podem aumentar a concentração plasmática de metoprolol.
Fortes inibições de CYP2D6 podem resultar na mudança de fenótipo para metabolizador lento
(fenocópia, veja “Farmacocinética”). Portanto, deve-se ter cuidado quando co-administrar
inibidores potentes de CYP2D6 com metoprolol. Potentes inibidores conhecidos de CYP2D6
clinicamente significantes são antidepressivos tais como fluoxetina, paroxetina ou bupropiona,
antipsicóticos tais como tioridazina, antiarrítmicos tais como quinidina ou propafenona,
antiretrovirais tais como ritonavir, anti-histamínicos tais como difenidramina, antimaláricos
tais como hidroxicloroquina ou quinidina, antifúngicos, tais como terbinafina e medicamentos
para úlceras estomacais tais como cimetidina.

 

Os seguintes medicamentos podem reduzir o efeito ou as concentrações plasmáticas de
metoprolol
prazosina – a hipotensão postural aguda que pode ocorrer após a primeira dose de prazosina
pode aumentar em pacientes que já tomam um beta-bloqueador.
Glicosídeos digitálicos – o uso concomitante de glicosídeos digitálicos pode resultar em
bradicardia excessiva e/ou aumento do tempo de condução atrioventricular.

 

Simpatomiméticos – a adrenalina e outros agentes simpatomiméticos (por ex. em gotas
oftálmicas e nasais ou antitussígenos) podem provocar reações hipertensivas quando usadas
concomitantemente com beta-bloqueadores; entretanto, isto é menos provável com doses
terapêuticas de fármacos beta1 seletivos que com beta-bloqueadores não-seletivos.
Antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs) – o tratamento concomitante com AINEs, como
indometacina, pode diminuir o efeito anti-hipertensivo do metoprolol.
Indutores de enzima hepática – podem afetar as concentrações plasmáticas de metoprolol.
Por exemplo, a circulação plasmática de metoprolol é reduzida pela rifampicina.

 

Efeitos de metoprolol em outros medicamentos
clonidina – se o paciente é tratado com clonidina e LOPRESSOR concomitantemente, e o
tratamento com clonidina vai ser descontinuado, o uso de LOPRESSOR deve ser suspenso por
vários dias antes que a clonidina seja retirada. Isto porque a hipertensão que pode ocorrer após
a retirada da clonidina pode ser aumentada em pacientes que recebem tratamento concomitante
com beta-bloqueadores.

 

Insulina e hipoglicemiantes orais – em pacientes diabéticos que usam insulina, o tratamento
com beta-bloqueadores pode estar associado com o aumento ou com a hipoglicemia
prolongada. Beta-bloqueadores podem também antagonizar o efeito hipoglicemiante das
sulfoniluréias. O risco desses efeitos é menor com bloqueadores seletivos do tipo beta1, tais
como o LOPRESSOR, que com beta-bloqueadores não-seletivos. Entretanto, pacientes
diabéticos recebendo LOPRESSOR devem ser monitorizados para assegurar que o controle da
diabetes está mantido (veja “Advertências e precauções”).
lidocaína – o metoprolol pode reduzir o clearance (depuração) da lidocaína, levando a um
aumento dos efeitos da lidocaína.

 

Álcool – o metoprolol pode alterar os parâmetros farmacocinéticos do álcool.

 

Reações adversas
Estimativa de freqüência: muito comuns ≥ 10%, comuns ≥ 1% a < 10%; incomuns ≥ 0,1% a <
1%; raras ≥ 0,01% a < 0,1%; muito raras < 0,01%.

 

Distúrbios do sistema sangüíneo e linfático
Muito rara: trombocitopenia

 

Distúrbios psiquiátricos
Raras: depressão, pesadelos
Muito raras: distúrbios de personalidade, alucinações.

 

Distúrbios do sistema nervoso
Comuns: tonturas, dor de cabeça
Raras: diminuição do estado de alerta, sonolência ou insônia, parestesia

 

Distúrbios oculares
Muito raras: distúrbios visuais (por ex.: visão borrada), olhos secos/irritados

 

Distúrbios auditivos e do labirinto
Muito raras: tinnitus e, em doses que excedam as recomendadas, distúrbios auditivos (por
ex.: hipoacusia ou surdez)

 

Distúrbios cardíacos
Comum: bradicardia
Raras: insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas, palpitações
Muito raras: distúrbios da condução cardíaca, dor precordial

 

Distúrbios vasculares
Comum: hipotensão ortostática (ocasionalmente com síncope)
Raras: edema, fenômeno de Raynaud
Muito rara: gangrena em pacientes com distúrbios circulatórios graves pré-existentes

 

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
Comum: dispnéia de exercício
Rara: broncoespasmo (o qual pode ocorrer em pacientes sem história de doença pulmonar
obstrutiva)
Muito rara: rinite

 

Distúrbios gastrointestinais
Comuns: náusea e vômito, dores abdominais
Raras: diarréia ou constipação
Muito raras: secura na boca, fibrose retroperitonial (a relação com LOPRESSOR não está
definitivamente estabelecida)

 

Distúrbios hepatobiliares
Muito rara: hepatite

 

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo
Rara: rash (erupção) cutâneo (na forma de urticária, lesões cutâneas psoriasiformes e
distróficas)
Muito raras: fotossensibilidade, hiperidrose, alopécia, piora da psoríase

 

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
Raras: cãimbras musculares
Muito raras: artrite

 

Distúrbios do sistema reprodutivo e das mamas
Muito raras: distúrbios da libido e potência, doença de Peyronie (a relação com
LOPRESSOR não está definitivamente estabelecida)

 

Distúrbios gerais e das condições no local da administração
Comum: fadiga

 

Investigações
Muito raras: Aumento de peso, anormalidade em testes de função hepática

 

Experiência Pós-Comercialização
As reações adversas a seguir foram reportadas após a aprovação da comercialização de
LOPRESSOR: estado de confusão, aumento dos triglicérides sanguíneos e diminuição de
lipoproteínas de alta densidade (HDL). Esses relatos foram obtidos a partir de uma população
de tamanho incerto e sujeita a fatores de confusão, por isso não é possível estimar suas
freqüências com segurança.

 

Posologia
Os comprimidos devem ser ingeridos com o auxílio de um líquido sem mastigar.

 

Distúrbios do ritmo cardíaco
100 a 150 mg/dia administrados em 2 ou 3 doses divididas; se necessário, a dose diária pode
ser aumentada para 300 mg.

 

Infarto do miocárdio
A dose recomendada pode ser reduzida dependendo do estado hemodinâmico do paciente.
Tratamento de manutenção – a dose oral de manutenção é de 200 mg/dia, administrados em 2
doses divididas. O tratamento deve continuar por no mínimo 3 meses.

 

Hipertensão
100 a 200 mg/dia, administrados tanto como dose única pela manhã ou em 2 doses divididas
(manhã e noite). Se necessário, pode-se prescrever adicionalmente outro anti-hipertensivo (veja
“Indicações”).

 

Angina do peito
100 a 200 mg/dia, administrados em 2 doses divididas; se necessário, a dose diária pode ser
aumentada para 400 mg.

 

Hipertireoidismo
150 a 200 mg (pode ser aumentada até 400 mg) por dia, administrados em 3 a 4 doses
divididas.
Distúrbios da função cardíaca com palpitação; prevenção da enxaqueca
100 mg/dia, administrados em dose única pela manhã; se necessário, a dose diária pode ser
aumentada para 200 mg, administrados em 2 doses divididas (manhã e noite).

 

Crianças
A segurança e a eficácia de LOPRESSOR não estão estabelecidas em crianças.

Superdose
Sinais e sintomas
A intoxicação em função de uma superdose de LOPRESSOR pode levar a hipotensão grave,
bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular, insuficiência cardíaca, choque cardiogênico,
parada cardíaca, broncoespasmo, perda da consciência (ou mesmo coma), convulsões, náuseas,
vômitos e cianose.
A ingestão concomitante de álcool, anti-hipertensivos, quinidina ou barbitúricos, agravam estes
sinais e sintomas.
As primeiras manifestações de superdose aparecem entre 20 minutos e 2 horas após a ingestão
de LOPRESSOR. Os efeitos de uma superdose maciça podem persistir por muitos dias,
independentemente do declínio das concentrações plasmáticas.

 

Tratamento
Os pacientes devem ser hospitalizados e, geralmente, devem ser tratados em unidade de terapia
intensiva, com monitorização contínua da função cardíaca, gases sangüíneos e bioquímica
sangüínea. Medidas de suporte de emergência, tais como ventilação artificial ou marcapasso
cardíaco, devem ser instituídas quando apropriadas. Mesmo os pacientes que ingeriram uma
pequena superdose e que estejam aparentemente bem, devem ser cuidadosamente observados
em relação aos sinais de intoxicação por no mínimo 4 horas.
Em caso de superdose com risco de vida potencial, induzir o vômito ou realizar lavagem
gástrica (se dentro das primeiras 4 horas após a ingestão de LOPRESSOR) e/ou administrar
carvão ativado para retirar o fármaco do trato gastrintestinal. É improvável que a hemodiálise
seja útil para a eliminação do metoprolol.
Pode-se administrar atropina endovenosa para controlar a bradicardia significativa. Deve-se
utilizar beta-agonistas, tais como prenalterol ou isoprenalina, por via endovenosa, para tratar a
bradicardia e a hipotensão. Podem ser necessárias altas dosagens para reverter o efeito betabloqueador.
Pode-se administrar dopamina, dobutamina ou noradrenalina para manter a
pressão arterial. O glucagon tem efeitos inotrópico e cronotrópico positivos sobre o coração,
que são independentes dos receptores beta-adrenérgicos, e tem sido eficaz no tratamento de
hipotensão resistente e insuficiência cardíaca associadas com superdose de beta-bloqueadores.
O diazepam é a droga de escolha para o controle das convulsões. Um beta2-agonista ou
aminofilina podem ser administrados para reverter o broncoespasmo. Os pacientes devem ser
monitorizados para evidenciar arritmias cardíacas durante e após a administração de
broncodilatadores.
O fenômeno de retirada do beta-bloqueador pode ocorrer após a superdose (veja “Advertências
e precauções”).

 

Pacientes idosos
Os idosos não demonstram alterações significativas nas concentrações plasmáticas de
metoprolol quando comparados com jovens (veja “Farmacocinética – Pacientes especiais”).

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS – 1.0068.0066
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
n
LOPRESSOR – BPI 13.12.07 12
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça
Fabricado por:
Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 518 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ: 56.994.502/0098-62
Indústria Brasileira
BPI 13.12.07
2007-PSB/GLC-0105-s

Bula do Cloridrato de Sotalol Genérico (Antiarritmico)

Cloridrato-de-Sotalol-160-mgBula do Cloridrato de Sotalol:
Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999
160 mg

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
Comprimidos – Embalagem contendo 30 comprimidos.

 

USO ORAL – ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
cloridrato de sotalol ……………………………………………………………………………………………… 160 mg

 

Excipientes: ácido esteárico, amido, celulose microcristalina, dióxido de silício, estearato de
magnésio, lactose e corante azul.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: o produto é indicado no tratamento de arritmias cardíacas.
Cuidados de armazenamento: Conservar em temperatura ambiente (entre 15oC e 30oC).
Manter o frasco bem fechado.

 

Prazo de validade: o produto é válido por dois anos a partir da data de fabricação impressa na
embalagem. Não use medicamentos com prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua
saúde.

 

Gravidez e lactação: informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou
após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.

 

Cuidados de administração: siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários,
as doses e a duração do tratamento.
Tomar o medicamento preferencialmente antes das refeições.

 

Interrupção do tratamento: não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

 

Reações adversas: as reações mais comumente relatadas são dispnéia, fadiga, cefaléia,
bradicardia excessiva e hipotensão. Informe seu médico do aparecimento de reações
desagradáveis.

 

– TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias: os alimentos podem interferir na ação do
produto, por isso deve-se tomá-lo antes das refeições.

 

Contra-indicações e Precauções: o produto é contra-indicado para pacientes com asma
brônquica, choque cardiogênico, insuficiência ventricular direita devido a hipertensão
pulmonar, bradicardia acentuada, bloqueio atrioventricular do 2° grau ou total, insuficiência
cardíaca congestiva ou insuficiência renal grave. A segurança e eficácia do produto em
crianças abaixo de 18 anos não foi estabelecida.

 

– NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Características
O produto, uma mistura racêmica de d- e l-cloridrato de sotalol, é um agente bloqueador de
receptor beta-adrenérgico não seletivo, agindo nos receptores beta-1 e beta-2, destituído de
atividade simpatomimética intrínseca (ISA) e atividade estabilizadora de membrana (MSA). O
cloridrato de sotalol inibe a liberação de renina. Sua atividade beta-bloqueadora causa uma
redução na freqüência cardíaca (efeito cronotrópico negativo) e uma limitada redução na força de
contração (efeito inotrópico negativo). Estas alterações no coração reduzem o consumo de
oxigênio no miocárdio e o trabalho cardíaco.
O cloridrato de sotalol tem propriedades antiarrítmicas de bloqueio do receptor beta-adrenérgico
(classe II de Vaughan Willians) e de prolongamento da duração do potencial de ação cardíaco
(classe III de Vaughan Willians).
As propriedades classe II e III podem ser refletidas no eletrocardiograma pelo prolongamento dos
intervalos PR, QT e QTc (intervalo QT corrigido pela freqüência cardíaca) sem alteração
significante na duração do intervalo QRS.
Os isômeros d- e l- do cloridrato de sotalol têm efeitos antiarrítmicos similares, embora o l-isômero
seja virtualmente o responsável por toda a atividade beta-bloqueadora. Embora possa ocorrer um
betabloqueio significativo com doses orais baixas como 25 mg, os efeitos classe III são, em geral,
observados com doses diárias maiores de 160 mg.
Níveis de pico são alcançados em 2,5 a 4 horas e níveis plasmáticos em estado de equilíbrio são
atingidos em 2 a 3 dias. A absorção é reduzida em aproximadamente 20%, quando administrado
com uma refeição padrão, em comparação às condições de jejum.
O cloridrato de sotalol não se liga às proteínas plasmáticas e não é metabolizado. A principal via
de eliminação é a renal.
Aproximadamente 80 a 90% da dose é eliminada na urina de forma inalterada, enquanto que o
restante é eliminado nas fezes. Doses mais baixas são necessárias em condições de
comprometimento renal (ver Precauções e Advertências). A idade não altera significantemente a
farmacocinética, embora a função renal comprometida em pacientes geriátricos possa diminuir o
índice de eliminação, resultando em aumento do acúmulo da droga.
O cloridrato de sotalol produz reduções consistentes no batimento e potência cardíaca, sem
redução no volume sistólico. Causa pouca ou nenhuma alteração na pressão sangüínea sistêmica
em normotensos, e não foi notada alteração significante na pressão arterial pulmonar. Em
pacientes hipertensos, o cloridrato de sotalol produz reduções significantes nas pressões sistólica
e diastólica. Embora o cloridrato de sotalol seja geralmente bem tolerado hemodinamicamente,
deve-se usar de cautela em pacientes com reserva cardíaca limítrofe, visto que pode ocorrer
deterioração na função cardíaca.
No homem, os efeitos eletrofisiológicos (betabloqueio) de classe II do cloridrato de sotalol se
manifestam através do aumento da duração do ciclo sinusal (freqüência cardíaca lentabradicardia),
diminuição da condução nodal atrioventricular e aumento da refratariedade nodal
atrioventricular. Os efeitos eletrofisiológicos de classe IIl incluem prolongamentos dos potenciais de
ação monofásico atrial e ventricular e prolongamento do período refratário efetivo dos músculos
atrial, ventricular e da via complementar atrioventricular (onde houver) nas direções anti-retrógada
e retrógada. Com doses orais de 160 a 640 mg/dia, o eletrocardiograma pode mostrar aumentos
médios relacionados a dose de 40 a 100 mseg no intervalo QT e 10 a 40 mseg no intervalo QTc
(ver Precauções e Advertências). Não foi observada nenhuma alteração significativa no intervalo
QRS.
Estudos clínicos: O estudo ESVEM (Estudo de Monitorização Eletrofisiológica versus
Monitorização Elefrocardiográfica) foi elaborado para comparar a escolha da terapia antiarrítmica
(sotalol, procainamida, quinidina, mexiletina, propafenona, imipramina e pirmenol) através da
supressão da estimulação elétrica programada (PES) contra pacientes selecionados pela
monitorização por Holter, com história de taquicardia ventricular sustentada (TV)/fibrilação
ventricular (FV), cuja TV/FV também foram induzidos pelo PES e CVP (Contração Ventricular
Prematura) de 10 batimentos/hora registrado pela monitorização do Holter. A resposta aguda
global, limitada à primeira droga randomizada, foi 39% para o sotalol e 30% para as outras drogas
juntas. O índice de resposta aguda para a primeira droga randomizada, usando a supressão da
indução do PES, foi de 36% para o sotalol contra uma média de 13% para as outras drogas juntas.
Usando os resultados da monitorização por Holter, o sotalol obteve 41% de resposta contra 45%
para as outras drogas combinadas. Entre aqueles que responderam à terapia de longo prazo o
sotalol foi identificado, de forma marcante, como eficaz quando comparado às outras drogas
juntas, obtendo a mais baixa mortalidade de 2 anos (13% contra 22%), o mais baixo índice de
recorrência de taquicardia ventricular de dois anos (30% contra 60%) e o mais baixo índice de
descontaminação (38% contra 75 a 80%). As doses de sotalol mais comumente usadas foram 320
a 480 mg/dia (66% dos pacientes), com 16% recebendo ı 240 mg/dia e 18% recebendo ı 640
mg/dia.

 

Indicações
O cloridrato de sotalol é indicado no tratamento de:
1. Arritmias
– Tratamento de taquiarritmia ventricular grave.
– Taquiarritmia ventricular não-sustentada sintomática e contrações ventriculares prematuras
sintomáticas.
– Tratamento profilático da taquicardia atrial paroxística, fibrilação atrial paroxística, taquicardia
paroxística do nó atrioventricular reentrante, taquicardia paroxística reentrante usando os
sistemas de condução atrioventricular e taquicardia supraventricular paroxística após cirurgia
cardíaca.
– Manutenção do ritmo sinusal normal após a conversão da fibrilação ou flutter atrial.
– Controle do índice ventricular em pacientes com fibrilação atrial crônica ou flutter atrial.
– Arritmias causadas por excesso de catecolaminas circulantes e aquelas devido ao aumento da
sensibilidade às catecolaminas.
Nenhuma droga antiarrítmica tem demonstrado reduzir a incidência de morte súbita em pacientes
com arritmias supraventriculares ou ventriculares assintomáticas. Uma vez que a maioria das
drogas antiarrítmicas têm potencial para causar pró-arritmias ou aumentar a incidência de morte
súbita, os médicos devem considerar cautelosamente os riscos e os benefícios da terapia
antiarrítmica nestes pacientes.

 

2. Angina Pectóris
O cloridrato de sotalol reduz a incidência e severidade dos ataques de angina e aumenta a
tolerância ao exercício. Pode ser usado em todos os casos de angina pectóris, incluindo casos
severos e intratáveis.

 

3. Pós-Infarto do Miocárdio
O cloridrato de sotalol, quando administrado dentro de 5 a 14 dias do infarto agudo do miocárdio,
produz uma significante redução no índice de reinfarto, e uma tendência de mortalidade mais baixa
durante o ano após o infarto (ver Precauções e Advertências – Infarto do miocárdio recente).
Contra-indicações
O produto é contra-indicado em pacientes com:
– asma brônquica ou doença obstrutiva crônica das vias aéreas;
– hipersensibilidade prévia ao produto;
– choque cardiogênico;
– anestesia que produza depressão do miocárdio-bradicardia sinusal sintomática;
– síndrome da doença sinusal, bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus, a
menos que esteja usando um marca-passo;
– insuficiência cardíaca congestiva não controlada;
– insuficiência renal;
– síndrome do QT longo congênita ou adquirida.
Precauções e Advertências
Anestesia – Recomenda-se cuidado com o uso de agentes bloqueadores do receptor betaadrenérgico,
incluindo o cloridrato de sotalol, em pacientes submetidos a cirurgia e em
associação com anestésicos que causem depressão do miocárdio, tais como ciclopropano
e tricloroetileno.
Diabetes – Em pacientes com diabete (especialmente diabete instável) ou com história de
episódios de hipoglicemia espontânea, o medicamento deve ser administrado com cautela,
uma vez que o beta-bloqueador pode mascarar alguns sinais iniciais importantes de
hipoglicemia aguda, como por exemplo taquicardia.
Tireotoxicose – Os beta-bloqueadores podem mascarar certos sinais clínicos (ex.
taquicardia) de hipertireoidismo. Pacientes com suspeita de desenvolvimento de
tireotoxicose devem ser tratados cuidadosamente para evitar uma retirada repentina do
beta-bloqueador. Esta pode ser seguida por um agravamento dos sintomas de
hipertireoidismo, incluindo distúrbios da tireóide.
Comprometimento hepático – uma vez que o produto não está sujeito ao metabolismo de
primeira passagem, os pacientes com comprometimento hepático não demonstraram
alteração no clearance.
Comprometimento renal – O produto é eliminado principalmente por via renal, através de
filtração glomerular e, em menor grau, por secreção tubular. Há um relacionamento direto
entre a função renal, medida pela creatinina sérica ou pelo “clearance” de creatinina, e a
meia-vida de eliminação do produto e sua excreção urinária. Um guia para dosagem em
condições de comprometimento renal é apresentado no item “Posologia”.
Psoríase – drogas beta-bloqueadoras raramente têm sido relatadas por aumentar os
sintomas de psoríase vulgar.
Pró-arritmia – O efeito adverso mais perigoso das drogas antiarrítmicas é o agravamento das
arritmias pré-existentes ou a indução de novas arritmias. As drogas que prolongam o
intervalo QT podem causar “Torsade de Pointes”, uma taquicardia ventricular polimórfica
associada ao prolongamento do intervalo QT. A experiência até o momento indica que o
risco de “Torsade de Pointes” está associado com o prolongamento do intervalo QT,
redução da frequência cardíaca, redução do potássio e magnésio sérico (por ex., como
consequência do uso de diurético), altas concentrações de droga no plasma (por ex., como
consequência de superdose ou insuficiência renal) e com o uso concomitante de sotalol e
outras medicações, tais como antidepressivos e antiarrítmicos de classe I, que foram
associados ao “Torsade de Pointes”. Mulheres parecem ter o risco de desenvolvimento de
“Torsade de Pointes” aumentado. Monitorização do eletrocardiograma imediatamente antes
ou após o episódio geralmente revela intervalos QT e QTc prolongados. Nos estudos
clínicos o produto, em geral, não tem sido iniciado em pacientes cujo intervalo QTc do prétratamento
tenha excedido 450 mseg. O cloridrato de sotalol deve ser titulado muito
cautelosamente em pacientes com intervalos QT prolongados. O “Torsade de Pointes” é
dependente da dose e, em geral ocorre precocemente após o início da terapia ou no
escalonamento da dose e termina de forma espontânea na maioria dos pacientes. Embora a
maioria dos episódios de “Torsade de Pointes” seja autolimitada ou associada a sintomas
(por ex. síncope), eles podem progredir para fibrilação ventricular.
Durante os estudos clínicos, 4,3% dos 3257 pacientes com arritmias experimentaram um
episódio piorado ou novo de arritmia ventricular, incluindo taquicardia ventricular
sustentada (aproximadamente 1%) e “Torsades de Pointes”(2,4%). Além disso, em
aproximadamente 1% dos pacientes, as mortes foram consideradas possivelmente
relacionadas à droga. Em pacientes com outras arritmias ventriculares e supraventriculares
menos sérias, a incidência de “Torsade de Pointes” foi 1% e 1,4% respectivamente. Próarritmias
graves incluindo “Torsade de Pointes” estavam relacionadas com a dose como
indicado abaixo:

 

PERCENTAGEM DE INCIDÊNCIA DE PRÓ-ARRITMIAS GRAVES,
DE ACORDO COM A DOSE, EM PACIENTES COM TV/FV
* “Torsade de Pointes” ou Novas TV/FV Sustentada

 

Outros fatores de risco para “Torsade de Pointes” foram o prolongamento excessivo do
intervalo QTc e história de cardiomegalia ou insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Os
pacientes com taquicardia ventricular sustentada e história de ICC tiveram um risco mais
alto de pró-arritmia grave (aproximadamente 7%). Eventos pró-arrítmicos devem ser
esperados, não somente no início da terapia, mas com cada ajuste crescente de dose; os
eventos tendem a ocorrer dentro de 7 dias do início da terapia ou com um aumento da dose.
Terapia inicial com 80 mg duas vezes ao dia com aumento gradual em conseqüência da
titulação da dose, reduz o risco de pró-arritmia (ver Posologia). O cloridrato de sotalol deve
ser usado com cautela caso o intervalo QTc seja maior que 500 mseg na terapia e deve-se
considerar seriamente a redução da dose ou descontinuação de terapia, quando o intervalo
QT exceder 550 mseg. Devido aos múltiplos fatores de risco associados com o “Torsade de
Pointes”, contudo, deve-se usar de cautela com relação ao intervalo QTc.

 

Retirada repentina: observa-se hipersensibilidade às catecolaminas nos pacientes nos quais
ocorreu a retirada da terapia com beta-bloqueadores. Episódios ocasionais de agravamento
da angina pectóris, arritmias e, em alguns casos, infarto do miocárdio foram reportados
após descontinuação repentina da terapia com beta-bloqueadores. Portanto, recomenda-se
que pacientes em uso crônico de cloridrato de sotalol devem ser cuidadosamente
monitorizados quando da sua descontinuação, particularmente em pacientes com isquemia
cardíaca. Se possível a dosagem deve ser gradualmente reduzida em um período de uma a
duas semanas. Em razão de a doença arterial coronariana ser comum e poder não ser
reconhecida em pacientes recebendo cloridrato de sotalol, a descontinuação repentina em
pacientes com arritmias pode deixar perceptível a insuficiência coronariana latente.
Insuficiência cardíaca congestiva: o beta-bloqueio pode levar à depressão da contratilidade
do miocárdio e precipitar uma insuficiência cardíaca mais severa. Recomenda-se cuidado
quando do início da terapia em pacientes com disfunção ventricular esquerda controlada
pela terapia (por ex. inibidor da ECA, diuréticos, digitálicos, etc). Uma dose inicial baixa e
uma cuidadosa titulação de dose são convenientes.

 

Infarto do miocárdio recente: em pacientes pós-infarto com função ventricular esquerda
comprometida deve-se considerar o risco e o benefício da administração de sotalol. Uma
cuidadosa monitorização e titulação de dose são importantes durante o início e no
acompanhamento da terapia. Os eventos adversos de estudos clínicos envolvendo drogas
antiarrítmicas (isto é, aumento aparente na mortalidade) sugerem que o cloridrato de sotalol
deve ser evitado em pacientes com fração de ejeção do ventrículo esquerdo ı 40% tratados
com altas doses (640 mg/dia), houve indícios de um excesso sem arritmias ventriculares
sérias.
Em um extenso estudo controlado em pacientes com infarto do miocárdio recente, sem
insuficiência cardíaca, que não tiveram necessariamente arritmias ventriculares, o
tratamento com cloridrato de sotalol oral foi associado com uma redução estatisticamente
não significativa do risco na mortalidade, comparado ao grupo placebo (18%). Neste estudo
pós-infarto, usando uma dose fixa de 320 mg uma vez ao dia e em um segundo estudo
randomizado, pequeno, em pacientes de alto risco pós-infartados, com frações de ejeção do
ventrículo esquerdo ı 40%, tratados com altas doses (640 mg/dia), houve indícios de um
excesso de mortes precoces súbitas.

 

Distúrbios eletrolíticos: o cloridrato de sotalol não deve ser usado em pacientes com
hipocalemia ou hipomagnesemia, antes da correção do desequilíbrio; estas condições
podem agravar o grau de prolongamento do intervalo QT e aumentar o potencial para
“Torsade de Pointes”. Atenção especial deve ser dada para o balanço de eletrólitos e ácidobásico
em pacientes com diarréia severa e prolongada ou pacientes recebendo
concomitantemente drogas depletoras de magnésio e/ou potássio.

 

AIterações eletrocardiográficas: prolongamento excessivo do intervalo QT maior que 0,55
segundos pode ser um sinal de toxicidade e deve ser evitado. Bradicardia sinusal
(batimento cardíaco menor que 50 batimentos por minuto) ocorreu com uma freqüência de
13% em pacientes arrítmicos recebendo cloridrato de sotalol nos ensaios clínicos. A
bradicardia por si só aumenta o risco de “Torsade de Pointes”. Pausa, parada e disfunção
do nó sinusal ocorre em menos de 1% dos pacientes. A incidência de bloqueio
atrioventricular de 2° ou 3° grau é de aproximadame nte 1 %.

 

Anafilaxia: pacientes com história de reação anafilática para uma variedade de alergenos
pode ter uma reação mais severa com administrações repetidas enquanto recebendo betabloqueadores.
Tais pacientes podem não responder às doses usuais de epinefrina usadas
para o tratamento de reações alérgicas.

 

Interações medicamentosas
Antiarrítmicos: drogas antiarrítmicas da classe IA, tais como disopiramida, quinidina e
procainamida e outras drogas da classe III (ex. amiodarona) não são recomendadas como
terapia concomitante com o cloridrato de sotalol devido ao seu potencial de prolongar a
refratariedade (ver Precauções e Advertências). O uso concomitante de outros agentes betabloqueadores
com o cloridrato de sotalol pode resultar em efeitos aditivos classe II.

 

Diuréticos depletores de potássio: hipocalemia ou hipomagnesemia podem ocorrer,
aumentando o potencial de “Torsade de Pointes” (ver Precauções e Advertências, distúrbios
eletrolíticos),

 

Drogas que prolongam o intervalo QT: o cloridrato de sotalol deve ser administrado com
extrema cautela em conjunto com outras drogas conhecidas por prolongar o intervalo QT,
tais como os agentes antiarrítmicos de classe I, fenotiazinas, antidepressivos tricíclicos,
terfenadina e astemizol (ver Precauções e Advertências).

 

Digoxina: doses únicas ou múltiplas de cloridrato de sotalol não afetam significativamente
os níveis de digoxina. Eventos pró-arrítmicos foram mais comuns nos pacientes tratados
com sotalol, também recebendo digoxina; no entanto, isto pode estar relacionado à
presença de insuficiência cardíaca congestiva, um conhecido fator de risco da pró-arritmia,
no paciente recebendo digoxina.

 

Drogas bloqueadoras de cálcio: a administração concomitante de agentes betabloqueadores
e bloqueadores de canais de cálcio resultou em hipotensão, bradicardia,
distúrbios de condução e insuficiência cardíaca. Os beta-bloqueadores devem ser evitados
em associação com bloqueadores dos canais de cálcio cardiodepressores, tais como
verapamil e diltiazem, devido aos efeitos aditivos na condução atrioventricular e na função
ventricular.

 

Agentes depletores de catecolaminas: o uso concomitante de drogas depletoras de
catecolaminas, tais como reserpina e guanitidina, com um beta-bloqueador pode produzir
uma redução excessiva do tônus nervoso simpático em repouso. Pacientes devem ser
estritamente monitorizados com relação a evidências de hipotensão e/ou bradicardia
acentuada, os quais podem produzir síncope.

 

Insulina e hipoglicemiantes orais: pode ocorrer hiperglicemia e a dosagem da droga
antidiabética pode necessitar de ajuste. Os sintomas de hipoglicemia podem ser
mascarados pelo cloridrato de sotalol.

 

Estimulantes do receptor beta-2: os beta-agonistas tais como salbutamol, terbutalina e
isoprenalina podem ter suas dosagens aumentadas quando usados concomitantemente
com cloridrato de sotalol (ver Contra-indicações).

 

Clonidina: as drogas beta-bloqueadoras podem potencializar a hipertensão rebote, algumas
vezes observada após a descontinuação da clonidina; portanto, o beta-bloqueador deve ser
vagarosamente descontinuado vários dias antes da retirada gradual da clonidina.

 

Gravidez-categoria B
Embora não haja estudos adequados e bem controlados na gravidez, o cloridrato de sotalol
demonstrou atravessar a placenta e é encontrado no líquido aminiótico. Portanto, o produto
deve usado durante a gravidez somente se o benefício for maior que o risco.

 

Lactantes
O cloridrato de sotalol é excretado no leite de animais de laboratórios e foi relatada sua
presença no humano. Devido ao potencial de reações adversas do produto em lactentes, na
decisão de se interromper a amamentação ou de descontinuar a droga, deve-se levar em
conta a importância da droga para a mãe.

 

Uso pediátrico
A segurança e eficácia do cloridrato de sotalol em crianças abaixo de 18 anos não foi
estabelecida.

 

Reações adversas
O cloridrato de sotalol é bem tolerado na maioria dos pacientes, com os eventos adversos
mais freqüentes originados de suas propriedades beta-bloqueadoras. Os eventos adversos
são geralmente transitórios e raramente necessitam de interrupção ou retirada do
tratamento. Estes eventos incluem dispnéia, fadiga, tonturas, cefaléia, febre, bradicardia
excessiva e/ou hipotensão. Caso ocorram, esses efeitos adversos geralmente desaparecem
quando a dose é reduzida. Os eventos adversos mais significativos, no entanto, são aqueles
devidos à pró-arritmia incluindo “Torsade de Pointes”.

 

Uso em arritmias: Nos estudos clínicos, 3.256 pacientes com arritmias cardíacas (1.363 com
taquicardia ventricular sustentada) receberam o cloridrato de sotalol oral, dos quais 2.451
receberam a droga por pelo menos duas semanas. Os eventos adversos mais significativos
foram “Torsade de Pointes” e outras novas arritmias ventriculares graves (ver Precauções e
Advertências), as quais ocorreram nos seguintes índices:

 

POPULAÇÃO DE PACIENTES

TV = taquicardia ventricular
FV = fibrilação ventricular
TVNS = taquicardia ventricular não sustentada
CVP = contração ventricular prematura
ASV = arritmia supraventricular
De forma geral, a descontinuação em razão de eventos adversos intoleráveis foi necessária
em 18% de todos os pacientes nos estudos de arritmia cardíaca. Os eventos adversos mais
comuns que levaram a uma descontinuação do cloridrato de sotalol foram: fadiga, 4%;
bradicardia (< 50 bpm), 3%; dispnéia, 3%; pró-arritmia, 2%; astenia, 2%; e tonturas, 2%.
Os eventos adversos a seguir são considerados relacionados à terapia, ocorrendo em 1%
ou mais dos pacientes tratados com o cloridrato de sotalol.

 

Cardiovasculares: bradicardia, dispnéia, dor no peito, palpitações, edema, anormalidades no
eletrocardiograma, hipotensão, pró-arritmia, síncope, insuficiência cardíaca, pré-síncope.

 

Dermatológicos: erupção cutânea.

 

Gastrintestinais: náuseas/vômitos, diarréia, dispepsia, dor abdominal, flatulência.

 

Músculo-esqueléticos: cãibras.

 

Nervosos/psiquiátricos: fadiga, tontura, astenia, delírio, cefaléia, distúrbios do sono,
depressão, parestesia, alterações do humor, ansiedade.

 

Urogenitais: disfunção sexual.

 

Sentidos especiais: distúrbios visuais, anormalidades no paladar, distúrbios auditivos.

 

Orgânicos gerais: febre.
A presença de sotalol na urina pode resultar em níveis falso-positivos elevados de
metanefrina quando medidos por métodos fotométricos. Pacientes com suspeita de
feocromocitoma e que são tratados com sotalol, devem ter sua urina analisada através de
cromatografia líquida de alta pressão com extração da fase sólida.

 

Posologia
O cloridrato de sotalol é administrado por via oral. Pacientes apresentando bradicardia ou
hipotensão excessiva no início da administração do produto devem ter sua terapia suspensa; o
cloridrato de sotalol pode ser reintroduzido mais tarde em doses mais baixas. Uma redução de
dose pode também ser recomendável para avaliar sintomas de fraqueza e tonturas em casos
quando a pressão arterial permanece baixa após mais de um mês de terapia. O cloridrato de
sotalol é administrado, preferencialmente, 1 a 2 horas antes das refeições.

 

Arritmias: como com outros agentes antiarrítmicos, o cloridrato de sotalol deve ser iniciado e ter
suas doses aumentadas de acordo com a capacidade de monitorização e de avaliação do ritmo
cardíaco. A dose deve ser individualizada para cada paciente com base na resposta terapêutica e
tolerância. Eventos pró-arrítmicos podem ocorrer, não somente no início da terapia, mas também
com cada aumento durante o ajuste da dose. A dosagem de cloridrato de sotalol deve ser ajustada
gradualmente com 2 a 3 dias entre os aumentos de dose a fim de se atingir o estado de equilíbrio e
continuar monitorizando os intervalos QT. O ajuste gradual da dose ajudará a prevenir o uso de
doses que sejam mais altas do que as necessárias para controlar a arritmia. O esquema de
dosagem inicial recomendado é 160 mg/dia, administrados em duas doses divididas com intervalos
de aproximadamente 12 horas. Esta dose pode ser aumentada para 240 ou 320 mg/dia, se
necessário, após avaliação adequada. Na maioria dos pacientes, a resposta terapêutica é obtida
com uma dose total diária de 160 a 320 mg/dia, administrados em duas doses divididas. Alguns
pacientes com arritmias ventriculares refratárias com risco de vida podem necessitar de doses tão
altas como 480 a 640 mg/dia; no entanto, estas doses devem ser prescritas somente quando o
benefício potencial exceder o aumento do risco de eventos adversos, particularmente pró-arritmias.
Devido à longa meia-vida de eliminação do cloridrato de sotalol, posologia maior que duas vezes
ao dia não é geralmente necessária.

 

Nota: antes do início da terapia com o cloridrato de sotalol, agentes antiarrítmicos prévios devem
ser interrompidos, sob cuidadosa monitorização, por um período mínimo de 2 a 4 meias-vidas da
droga, se as condições clínicas do paciente permitirem. Após descontinuação de amiodarona, o
cloridrato de sotalol não deve ser iniciado até que o intervalo QT seja menor que 450 mseg (ver
Precauções e Advertências). O tratamento foi iniciado em alguns pacientes recebendo lidocaína
intravenosa sem efeito prejudicial.

 

Angina pectóris/Pós-infarto do miocárdio: recomenda-se que o início do tratamento em pacientes
com cardiomiopatia ou insuficiência cardíaca congestiva seja realizado em um ambiente hospitalar.
Dose inicial: 160 mg por dia em dose única ou divididos em duas vezes. Após a 1ª semana de
tratamento, a dose inicial poderá ser aumentada, se necessário, em até 80 mg por semana. A
rapidez pela qual a dose é aumentada depende da tolerância do paciente, em particular, medida
pelo grau de bradicardia induzida e resposta clínica. Devido a sua meia-vida relativamente longa, o
cloridrato de sotalol é eficaz na maioria dos pacientes quando administrado uma vez ao dia.
Faixa de dosagem: 160-320 mg/diários.

 

Posologia em pacientes com disfunção renal: devido ao cloridrato de sotalol ser excretado
predominantemente na urina e sua meia-vida de eliminação final ser prolongada na disfunção
renal, a dosagem do cloridrato de sotalol deve ser reduzida quando a creatinina sérica for maior
que 120 mcmol/l de acordo com a seguinte tabela:
O cloridrato de sotalol deve ser evitado ou usado com cautela em pacientes com função renal
severamente diminuída (clearance de creatinina < 10 ml/min).

 

Superdose
Superdose acidental ou intencional com cloridrato de sotalol raramente resultou em morte. A
hemodiálise causa uma grande redução dos níveis plasmáticos de sotalol.

 

Sintomas e tratamento da superdose
Os sinais mais comuns esperados são bradicardia, insuficiência cardíaca congestiva, hipotensão,
broncoespasmo e hipoglicemia. Em casos de grande superdose intencional (2 a 16 gramas) de
sotalol observam-se os seguintes resultados clínicos: hipotensão, bradicardia, prolongamento do
intervalo QT, complexo ventricular prematuro, taquicardia ventricular, “Torsade de Pointes”. Se
ocorrer superdose, a terapia com sotalol deve ser descontinuada e o paciente rigorosamente
observado. Além disso, se necessário, as seguintes medidas terapêuticas são sugeridas:

 

Bradicardia – atropina, outra droga anticolinérgica, um agonista beta-adrenérgico ou marca-passo
transvenoso.

 

Parada cardíaca (segundo ou terceiro grau) – marca-passo cardíaco transvenoso.

 

Hipotensão (dependendo dos fatores associados) – epinefrina antes de isoproterenol ou
norepinefrina pode ser útil, dependendo dos fatores associados.

 

Broncoespasmo – aminofilina ou estimulante de receptor beta-2 aerossol.
“Torsade de Pointes” – cardioversão DC, marca-passo transvenoso, epinefrina e/ou sulfato de
magnésio.

 

Pacientes idosos

A função renal comprometida nesses pacientes pode diminuir o índice de eliminação,
resultando em aumento do acúmulo da droga.

 

O ajuste da dose deve ser feito a critério médico, baseado no histórico do paciente.

 

– VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

 

– No do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide embalagem externa.
M.S. 1.0089.0281
Farm. Resp.: Marcos A. Silveira Jr. – CRF-RJ nº 6403
Importado por: MERCK S.A. – CNPJ 33.069.212/0001-84
Estrada dos Bandeirantes, 1099 – Rio de Janeiro – RJ – CEP 22710-571 – Indústria Brasileira
Fabricado por: Genpharm Inc. Etobicoke- ON- Canadá
033875B/A
PHARMACODE: 1798

Bula do Cloridrato de Amiodarona Genérico (Antiarritmico)

Cloridrato-de-Amiodarona-200mgBula do Cloridrato de Amiodarona:
Medicamento Genérico
Lei nº 9.787, de 1999
200 mg

 

Comprimidos
USO ORAL

 

USO ADULTO

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
cloridrato de amiodarona 200 mg. Embalagem contendo 30 comprimidos.

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido de cloridrato de amiodarona 200 mg contém:
cloridrato de amiodarona . . . . . . . . . .200 mg
Excipientes: lactose monoidratada, amido, povidona, dióxido de silício, estearato de magnésio,
corante vermelho FDC n° 40 laca de alumínio, água deionizada.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento
O cloridrato de amiodarona é um antiarrítmico, que é prescrito pelo médico com a finalidade
de regularizar as alterações dos batimentos cardíacos (arritmias), o que pode ocorrer em
alguns quadros clínicos. A atividade terapêutica é obtida em 1 semana (variando
de alguns dias a duas semanas).

 

Cuidados de armazenamento
O medicamento deve ser armazenado na embalagem original até sua total utilização.
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

 

Prazo de validade
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta
uma validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação. Não devem ser utilizados
medicamentos fora do prazo de validade, pois podem trazer prejuízos à saúde.

 

Gravidez e lactação
Informe ao seu médico sobre a ocorrência da gravidez na vigência do tratamento com
cloridrato de amiodarona comprimidos ou após o seu término. Informar ao médico se
está amamentando. O uso de cloridrato de amiodarona durante a gravidez e lactação só
deve ser realizado mediante acompanhamento médico.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

 

Cuidados de administração
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. O comprimido deve ser ingerido com auxílio de líquido (por exemplo, água),
podendo ser tomado também com alimentos.
Tomar este medicamento exatamente como seu médico indicou.
Você pode precisar ter em seu poder uma identificação mostrando que você usa
regularmente essa medicação. Pergunte a seu médico a respeito disso.

 

Interrupção do tratamento
Não interrompa o tratamento nem troque de medicação sem o conhecimento de seu
médico, pois isto poderá prejudicar o tratamento de sua doença.

 

Reações adversas
Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis com o uso de
cloridrato de amiodarona, em especial sintomas como alterações visuais,
manchas na pele, dispnéia (falta de ar) e tosse.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

Ingestão concomitante com outras substâncias:
informe o seu médico ao fazer uso de qualquer medicamento antes ou durante o
tratamento com cloridrato de amiodarona, em especial outros remédios para tratamento de
arritmias, anti-hipertensivos e laxativos.

 

Contra-Indicações e precauções
Hipersensibilidade ao iodo ou a qualquer outro componente do medicamento. Doença
da tireóide presente ou anterior. Gravidez e amamentação, a não ser que haja um freqüente
acompanhamento médico.
Informe ao seu médico caso seja portador de doença da tireóide. Durante o tratamento
com cloridrato de amiodarona, deve-se evitar a exposição aos raios solares ou a
qualquer outra fonte de raios ultravioleta.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início,
ou durante o tratamento.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA A SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
CARACTERÍSTICAS
Propriedades farmacológicas
A amiodarona é um antiarrítmico, cujas principais propriedades são:

 

Propriedades antiarrítmicas:
• Alongamento do potencial de ação de fibra cardíaca sem modificação de sua amplitude
nem de sua velocidade de elevação (classe III de Vaughan Williams);
• Efeito bradicardizante por diminuição do automatismo sinusal (efeito não antagonizado
pela atropina);
• Efeitos antiadrenérgicos não-competitivos alfa e beta;
• Retardo da condução sino-atrial, atrial e nodal, mais nítido quando o ritmo é mais rápido;
• Nenhuma modificação na condução ao nível ventricular;
• Aumento dos períodos refratários e diminuição da excitabilidade miocárdica em
nível atrial, nodal e ventricular;
• Diminuição da condução e aumento dos períodos refratários nas vias acessórias
atrioventriculares.

 

Propriedades antianginosas:
• Diminuição do consumo de oxigênio por diminuição moderada da resistência periférica
e redução da freqüência cardíaca;
• Propriedades antagonistas não-competitivas alfa e beta-adrenérgicas;
• Aumento do débito coronário por efeito direto sobre a musculatura lisa das artérias miocárdicas;
• Manutenção do débito cardíaco por diminuição da pressão aórtica e da resistência
periférica.

 

Outras propriedades: mínimo efeito inotrópico negativo no miocárdio normal ou deficiente.

 

Propriedades farmacodinâmicas
Dentro das reduções de doses individuais, a diminuição decorrente das concentrações
plasmáticas pode levar a perda do controle da arritmia. As medidas das concentrações plasmáticas
podem ser usadas para identificar os pacientes cujos níveis são normalmente
baixos, e que podem se beneficiar de um aumento de dose, ou excepcionalmente alta,
e que podem sofrer redução de dosagem na esperança de minimizar os efeitos adversos.
Algumas observações sugeriram que a concentração plasmática, dose, ou relação
dose/duração se relacionam aos efeitos adversos como fibrose pulmonar, elevações das
enzimas hepáticas, depósitos na córnea e face, neuropatia periférica, efeitos no sistema
nervoso central e efeitos gastrintestinais.

 

Propriedades farmacocinéticas
A amiodarona é uma molécula de trânsito lento e com marcada atividade tissular. Sua
biodisponibilidade por via oral varia, segundo os indivíduos, de 30 a 80% (valor médio 50%).
Após administração única, as concentrações plasmáticas máximas são atingidas em 3 a 7
horas. A atividade terapêutica é obtida em uma semana (variando de alguns dias a duas
semanas). A meia-vida da amiodarona é longa, com grande variação individual (20 a
100 dias). Durante os primeiros dias de tratamento com cloridrato de amiodarona, o
fármaco se acumula no organismo, particularmente no tecido adiposo. A eliminação se
evidencia ao final de alguns dias e o balanço absorção/eliminação se equilibra ao longo do
período de um a alguns meses, segundo cada paciente. Essas características justificam o
emprego de doses de ataque, que visam criar rapidamente a impregnação tissular necessária
à atividade terapêutica.
A amiodarona é eliminada essencialmente por via biliar (65 a 70%). A eliminação urinária é
mínima (menos de 1%), o que autoriza o emprego de cloridrato de amiodarona nas
posologias habituais nos pacientes com insuficiência renal. Após a interrupção do
tratamento, a eliminação continua durante muitos meses. A persistência de uma
atividade residual de 10 dias a um mês deve ser levada em conta durante a condução do
tratamento.
A eliminação é bifásica, com uma redução inicial de 50% nos níveis plasmáticos após 2,5 a
10 dias; seguida por uma eliminação terminal mais lenta de 26 a 107 dias (média 53 dias).

 

INDICAÇÕES
O cloridrato de amiodarona está indicado para:
• Distúrbios graves do ritmo cardíaco, inclusive aqueles resistentes a outras terapêuticas
(como, por exemplo, na Doença de Chagas);
• Taquicardia ventricular documentada;
• Taquicardia supraventricular documentada;
• Alterações de ritmo associadas à síndrome de Wolff-Parkinson-White;
• Devido às propriedades farmacológicas da amiodarona, a medicação está particularmente
indicada quando esses distúrbios de ritmo forem capazes de agravar uma doença clínica
subjacente (angina, insuficiência cardíaca).

 

Posologia e indicações para uso em crianças abaixo de 12 anos ainda não foram estabelecidas.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
• Hipersensibilidade ao iodo ou à amiodarona;
• Bradicardia sinusal e bloqueio sino-auricular;
• Distúrbios graves de condução (bloqueios atrioventriculares de alto grau,
bloqueios bi ou trifasciculares);
• Doença sinusal (risco de parada sinusal);
• Doença tireoidiana presente ou anterior.
Em caso de dúvida (antecedentes incertos, história tireoidiana familiar) avaliar a
função glandular antes de iniciar o tratamento;

• Associação com medicamentos que provocam “torsade de pointes” (ver Interações),
inclusive outros antiarrítmicos;
• Gravidez, exceto em casos excepcionais (devido ao risco tireoidiano para o feto).
• O uso durante a amamentação é contraindicado devido à passagem de amiodarona
para o leite em quantidades significativas.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
É recomendável realizar ECG, teste de TSH ultra-sensível e medida de potássio sérico
antes de iniciar o tratamento.
As reações adversas são geralmente relacionadas à posologia. Portanto, deve-se
adotar na manutenção do tratamento a dose mínima eficaz, a fim de evitar ou
minimizar os efeitos indesejáveis.
Os pacientes em tratamento com cloridrato de amiodarona devem ser aconselhados
a evitar a exposição aos raios solares, ou a usar medidas protetoras.
O cloridrato de amiodarona pode provocar distúrbios de tireóide (ver Reações Adversas),
sobretudo em pacientes com antecedentes pessoais ou familiares da doença
tireoidiana.
Recomenda-se avaliação clínica e laboratorial antes e durante o tratamento com
cloridrato de amiodarona, e por vários meses após a descontinuação. Em caso de
suspeita de disfunção da tireóide, deve ser pesquisado o nível sérico de TSH ultrasensível.
Recomenda-se efetuar avaliação regular de testes de função hepática (transaminases)
durante o tratamento.
Em pacientes idosos, a redução da freqüência cardíaca pode ser mais pronunciada. A
amiodarona produz prolongamento do intervalo QT, no eletrocardiograma (que reflete o
prolongamento de repolarização) e eventualmente o aparecimento de uma onda U, o que
não indica intoxicação, mas sim impregnação terapêutica e não constitui contra-indicação
à continuação do tratamento.
O aparecimento de bloqueio atrioventricular de 2° ou 3° grau, bloqueio sino-atrial ou
um bloqueio bifascicular durante o tratamento com amiodarona determina a suspensão
do tratamento. Diante de um bloqueio atrioventricular de 1° grau deve-se
reforçar a monitorização.
A presença de iodo na molécula da amiodarona pode alterar o resultado de alguns
testes tireoidianos (fixação do iodo radioativo, PBI), mas isto não impede a avaliação
da função da tireóide através de outros testes (T3, T4 e TSH ultra-sensível).
Aparecimento da dispnéia ou tosse nãoprodutiva pode estar relacionado à toxicidade
pulmonar (ver Reações Adversas).
A segurança e eficácia da amiodarona em pacientes pediátricos não foram bem estabelecidas.

 

GRAVIDEZ E LACTAÇÃO
Categoria de risco na gravidez: D
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Tendo em vista seus efeitos sobre a glândula tireóide do feto, a amiodarona está
contra-indicada durante a gravidez, a não ser em casos excepcionais.
O uso da amiodarona durante a amamentação é contra-indicado devido à passagem
para o leite em quantidades significativas.
A amiodarona é excretada no leite humano, sugerindo que a amamentação possa
expor o lactente a uma dose significante do fármaco. Filhotes de ratas lactantes que
receberam amiodarona mostraram-se menos viáveis e com redução de ganho de
peso corporal. No entanto, quando a terapia com amiodarona for indicada, a mãe deve
ser alertada para descontinuar a lactação.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
a) Associações contra-indicadas:
• Medicamentos antiarrítmicos tais como bepridil, classe Ia, quinidínicos, sotalol (risco
de “torsade de pointes”).
• Medicamentos não-antiarrítmicos que podem provocar “torsade de pointes” (tais como astemizol,
sultoprida, eritromicina IV, halofantrine, pentamidina, esparfloxacina, terfenadina, vincamina);
existe um risco aumentado de “torsade de pointes” potencialmente letal.
A disopiramida aumenta a prolongação de QT e pode causar arritmia.
b) Associações desaconselhadas:
• Laxativos estimulantes (risco de “torsade de pointes” devido a hipocalemia). Neste caso
utilizar outro tipo de laxativo.
• Betabloqueadores e alguns antagonistas do cálcio (verapamil, diltiazem), devido à
possibilidade de alterações do automatismo e da condução. Se necessário, a amiodarona
pode ser utilizada após a inserção de um marcapasso nos pacientes com bradicardia
grave ou bloqueio sinusal.
c) Associações que exigem precauções especiais:
• Medicamentos hipocalemiantes, tais como alguns diuréticos, corticóides, anfotericina B,
tetracosactida. Deve-se prevenir a hipocalemia ou corrigi-la, e monitorar o intervalo
QT. Em caso de “torsade de pointes” não administrar antiarrítmicos e instituir marcapasso.
Pode ser administrado magnésio IV.
• Anticoagulantes orais, pela possibilidade do aumento do efeito anticoagulante; deve ser
feito um controle mais freqüente da taxa de protrombina, assim como a adaptação da
posologia dos anticoagulantes durante o tratamento com o cloridrato de amiodarona e
após a sua suspensão. Quando for utilizada a varfarina, esta deve ter sua dose reduzida
em 1/4, e o tempo de protrombina deve ser monitorado estritamente.
• O uso de digitálicos leva a um efeito sinérgico sobre o automatismo cardíaco e a condução
atrioventricular. O cloridrato de amiodarona aumenta a concentração plasmática
da digoxina. Em caso de associação com digitálicos recomendam-se acompanhamentos
clínico, laboratorial e eletrocardiográfico e eventual ajuste posológico do digitálico. No
início do uso da amiodarona via oral, deve ser avaliada a continuidade da terapia digitálica
e a dose deve ser reduzida para 50% ou descontinuada.
• Fenitoína, em razão da possibilidade do aumento dos níveis plasmáticos desse anticonvulsivante,
com sinais de superdosagem, recomenda-se acompanhamento clínico,
verificação do nível plasmático de fenitoína e redução da sua posologia logo que surgirem
sinais de superdosagem (ataxia, hiperreflexia, nistagmo e tremor).
• Ciclosporina, em vista do possível aumento de sua concentração plasmática pela amiodarona,
a dose de ciclosporina deve ser ajustada.
• Anestesia Geral: foram relatadas complicações potencialmente graves em pacientes
tratados com amiodarona submetidos à anestesia geral, tais como bradicardia
(resistente à atropina), hipotensão, distúrbios da condução, redução do débito cardíaco.
Foram também observados alguns casos de complicações respiratórias graves, ocasionalmente
com óbito, geralmente no pósoperatório imediato; pode haver relação com
altas concentrações de oxigênio. Portanto, o anestesista deve ser previamente informado
que o paciente faz uso da amiodarona.
d) Associações que resultam no aumento das concentrações plasmáticas da amiodarona:
• Inibidores da protease: o indinavir inibe o CYP3A4, aumentando os níveis séricos da
amiodarona, aumenta potencialmente seus efeitos tóxicos. Deve ser feito monitoramento
da toxicidade e controle das concentrações plasmáticas da amiodarona durante a terapia.
• Antagonistas de histamina H2: a cimetidina aumenta a concentração da amiodarona,
podendo levar à toxicidade. É necessário ajuste de dose.

 

Outras interações:
O Hypericum perforatum (erva de São João) pode causar aumento sérico de amiodarona.
A colestiramina aumenta a eliminação enterohepática da amiodarona podendo reduzir
seus níveis plasmáticos e meia vida.

 

REAÇÕES ADVERSAS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS
As reações adversas com cloridrato de amiodarona estão freqüentemente relacionadas
a uma superdosagem e podem ser evitadas ou reduzidas pesquisando-se a
dose mínima eficaz de manutenção.
As reações adversas têm sido muito comuns praticamente em todas as séries de
pacientes tratados com amiodarona para arritmias ventriculares com doses relativamente
maiores do fármaco (400 mg/dia e acima), ocorrendo em cerca de 3/4 de todos
os pacientes e causando descontinuação em 7 a 18%. As reações mais sérias
são toxicidade pulmonar, exacerbação da arritmia, e rara lesão hepática séria, mas
outros efeitos adversos constituem problemas importantes. A maioria dos efeitos
adversos parece tornar-se mais freqüente com tratamento continuado além de 6
meses, embora os níveis pareçam ficar relativamente constantes além de 1 ano.
Problemas neurológicos são extremamente comuns, ocorrendo em 20 a 40%
dos pacientes e incluindo desconforto e fadiga, tremor e movimentos involuntários,
pouca coordenação, e neuropatia periférica.
Eles raramente são motivo para a interrupção da terapia e podem responder a
reduções da dose ou descontinuação.
Os seguintes efeitos foram relatados em 10-33% dos pacientes:

 

Gastrintestinais: náusea e vômito.
Os seguintes efeitos foram relatados em 4-9% dos pacientes:

 

Dermatológicos: dermatite solar/fotossensibilidade.

 

Neurológicos: fadiga, tremor/movimentos involuntários anormais, falta de coordenação,
locomoção anormal/ataxia, tontura, parestesia.

 

Gastrintestinais: constipação e anorexia.
Oftalmológico: distúrbios visuais com microdepósitos corneanos que geralmente
são presentes em todos os pacientes adultos que receberam o fármaco além de 6
semanas, mas limitam-se à área subpupilar e não contra-indicam a continuação do
tratamento.
Excepcionalmente podem ser acompanhados de percepção de halos coloridos, sob
luz intensa ou de visão turva. Constituídos de depósitos lipídicos complexos, os
microdepósitos corneanos são sempre reversíveis algum tempo após a suspensão
do tratamento.

 

Foram também referidos alguns casos de neuropatia ótica, com alterações de visão,
mas a relação com a amiodarona não está comprovada. Na presença de tais sintomas
recomenda-se o exame oftalmológico, e, se for o caso, suspender o tratamento.
Hepático: testes de função hepática anormais.
Os seguintes efeitos foram relatados em 1-3 % dos pacientes:

 

Tireóide: hipotireoidismo, hipertireoidismo.
Neurológico: diminuição da libido, insônia, cefaléia, distúrbios do sono.

 

Cardiovascular: insuficiência cardíaca congestiva, arritmias cardíacas, disfunção do
nodo AS.

 

Gastrintestinal: dor abdominal.

 

Hepático: desordens hepáticas não específicas.

 

Outros: eritema, gosto e cheiro anormal, salivação anormal, anormalidades da coagulação.
Os seguintes efeitos foram relatados em menos de 1% dos pacientes:
Pele de coloração azulada, erupção cutânea, equimose espontânea, alopecia, hipotensão,
e anormalidades de condução cardíaca.
Na pesquisa de quase 5.000 pacientes tratados em estudos abertos nos Estados
Unidos e estudos publicados de tratamento com amiodarona, as reações adversas que
mais freqüentemente requerem a descontinuação da amiodarona incluem infiltrados
ou fibrose pulmonar, taquicardia ventricular paroxística, insuficiência cardíaca congestiva,
e elevação das enzimas hepáticas.
Outros sintomas menos freqüentes que levam à descontinuação incluem distúrbios
visuais, dermatite solar, descoloração azul da pele, hipertireoidismo e hipotireoidismo.

 

Manifestações tireoidianas:
Pode haver uma “dissociação hormonal” (aumento de T4 com T3 normal ou levemente
reduzido) que, na ausência de sinais clínicos, não obriga a suspensão da amiodarona.
O tratamento pode levar ao hipotireoidismo, com sintomas e sinais
clássicos confirmados pela elevação dos níveis de TSH; esse quadro reverte ao normal
dentro de 1 a 3 meses após suspensão do tratamento. Em caso de necessidade
estrita, a amiodarona pode ser mantida associada a L-tiroxina sob controle dos
níveis de TSH ultra-sensível. O aparecimento de hipertireoidismo, em geral
oligossintomático (emagrecimento, surgimento de arritmia, angina, insuficiência
cardíaca congestiva), pode ser confirmado pela baixa dos níveis de TSH ultra-sensível.
Nesses casos a interrupção do tratamento é mandatória, levando à normalização dentro
de poucos meses. Nos casos mais graves o uso de antitireoidianos pode dar resultados
inconsistentes, recomendando-se, então, corticoterapia, betabloqueadores, etc.

 

Manifestações pulmonares:
Foram referidos casos de toxicidade pulmonar (pneumonite ou fibrose alveolar/intersticial,
pleurite, pneumonia com bronquiolite obliterante – BOOP), algumas vezes
levando ao óbito. Deve ser feito exame radiológico de tórax nos pacientes que
desenvolverem dispnéia de esforço com ou sem deterioração do estado. Os distúrbios
pulmonares são em geral reversíveis com a suspensão precoce da amiodarona. Os
sinais clínicos usualmente regridem em 3 a 4 semanas e a melhora radiológica e funcional
é mais lenta (vários meses). Portanto, deve-se reavaliar o uso da amiodarona e um
tratamento com corticosteróide.

Foram relatados alguns casos de broncoespasmo em pacientes com insuficiência respiratória
grave, especialmente em asmáticos.

Observaram-se raros casos de síndrome de angústia respiratória do adulto,
algumas vezes com óbito, geralmente no pós-operatório imediato (possível interação
com concentrações altas de oxigênio).

 

Manifestações hepáticas:
Pode ocorrer elevação isolada das transaminases (geralmente moderada, cerca de
1,5 a 3 vezes os valores normais), no início do tratamento e que regride espontaneamente
ou após redução da dose de amiodarona.
Excepcionalmente pode ocorrer uma hepatopatia aguda (com transaminases
elevadas e/ou icterícia), tendo sido referidos alguns óbitos. Quando surge
essa hepatopatia, o tratamento deve ser suspenso.
Foram observados quadros de hepatite crônica, caracterizados por hepatomegalia,
discreta elevação das transaminases e histologia semelhante à hepatite pseudoalcoólica;
as alterações enzimáticas desaparecem 2 a 3 meses após o tratamento,
mas o quadro histopatológico pode persistir por vários meses. O controle da função
hepática do paciente é importante.
As alterações clínicas e laboratoriais geralmente regridem com a suspensão do tratamento,
mas foram relatadas ocorrências de óbito.

 

Efeitos cardíacos:
Pode ocorrer bradicardia geralmente moderada, dose-dependente. Em alguns casos
(alteração sinusal, indivíduos idosos) pode ocorrer bradicardia acentuada, mas a parada
sinusal é excepcional.
Raramente podem ocorrer alterações da condução (bloqueio sino-atrial, bloqueios
atrioventriculares de diferentes graus).
Foram observados alguns casos do aparecimento ou piora de arritmia, ocasionalmente
com parada cardíaca. Face ao atual nível de conhecimento, é impossível determinar
se esses efeitos são devidos a amiodarona, ao problema cardíaco subjacente
ou à falta de eficácia do tratamento.
O efeito arritmogênico da amiodarona é menos freqüente do que com a maioria dos
outros antiarrítmicos e ocorre geralmente após algumas associações medicamentosas
(ver Interações) ou distúrbios eletrolíticos.

 

Outras manifestações:
• Algumas observações de epididimites e impotência foram relatadas, porém não foi
estabelecida relação com amiodarona.
• Manifestações isoladas foram descritas dentro de um contexto que lembra reação
de hipersensibilidade (vasculite, dano renal com elevação moderada da creatinina
e trombopenia). Foram também referidos casos excepcionais de anemia hemolítica
ou anemia aplástica.
Interferência em exames laboratoriais:
Podem ocorrer elevações das enzimas hepáticas (SGOT e SGPT) no início do
tratamento, que regridem espontaneamente
ou após redução da dose de amiodarona.
Os pacientes com doses de manutenção e enzimas hepáticas relativamente
altas, devem ser monitorados de forma regular. Elevações significantes e
persistentes das enzimas hepáticas ou hepatomegalias devem alertar o médico a
considerar a redução da dose de manutenção de amiodarona ou descontinuação
da terapia (vide Reações Adversas

– Manifestações hepáticas)
A amiodarona pode alterar os resultados dos testes de função da tireóide, causando
uma “dissociação hormonal” com aumento de T4 e T3 normal ou levemente reduzido
(vide Reações Adversas – Manifestações tireoidianas).

 

POSOLOGIA
Tratamento de ataque:
O esquema posológico habitual é de 600 a 1000 mg ao dia, durante 8 a 10 dias.

 

Tratamento de manutenção:
Determinar a dose mínima eficaz que pode variar de 100 a 400 mg diários.
Também tem sido adotado o esquema de “janela terapêutica”, administrando-se o
medicamento durante 5 dias e instituindo intervalo de 2 dias sem medicação. Em caso de
recomendação de posologia baixa, pode-se administrar 200 mg em dias alternados.

 

Grupos Especiais
Insuficiência renal
Somente uma pequena fração da amiodarona é excretada na urina. Parece não ser necessário
ajuste na dose.

 

Insuficiência hepática
Os efeitos de doenças hepáticas na eliminação de amiodarona não têm sido estudados.
Entretanto, o ajuste da dose deve ser considerado,
já que a medicação é extensivamente metabolizada pelo fígado.

 

Idosos
A dose necessária para os idosos deve ser avaliada cuidadosamente, visto a freqüência de
doenças hepáticas, renais, cardíacas e uso concomitante com outros medicamentos. A
dose deve ser mais baixa que a habitual.

 

SUPERDOSAGEM
Foram descritos alguns casos de bradicardia sinusal, bloqueio, crises de taquicardia
ventricular, “torsade de pointes”, insuficiência circulatória e lesão hepática.
Em complementação às medidas gerais de suporte, o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea
do paciente devem ser monitorados, e no caso de bradicardia, podem ser usados um agonista
β-adrenérgico ou marcapasso. A hipotensão com perfusão de tecido inadequada deve ser
tratada com agentes inotrópicos positivos e/ou vasopressores.
A amiodarona e seus metabólitos não são removidos pela diálise.

 

PACIENTES IDOSOS
A dose necessária para os idosos deve ser avaliada cuidadosamente, visto a freqüência
de doenças hepáticas, renais, cardíacas e uso concomitante com outros medicamentos. A
dose deve ser mais baixa que a habitual.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
MS – 1.1213.0260
Farmacêutico Responsável:
Alberto Jorge Garcia Guimarães
CRF-SP nº 12.449
BIOSINTÉTICA FARMACÊUTICA LTDA.
Avenida das Nações Unidas, 22.428.
São Paulo – SP
CNPJ 53.162.095/0001-06
Indústria Brasileira
N° do lote, data de fabricação e validade:
vide cartucho.
PH 1515 – BU 01 – CPD 2044001 06/07
BU AMIODARONA CPRS 2044001 29/10/07 11:19AM Page 2

Bula do Atlansil (Antiarritmico)

AtlansilBula do ATLANSIL®:
cloridrato de amiodarona

 

Forma farmacêutica e apresentações
ATLANSIL® comprimidos de 100mg ou 200 mg: cartucho contendo 20 comprimidos
Via oral

 

USO ADULTO

 

Cada comprimido contém:
cloridrato de amiodarona 100 mg 200mg
excipientes q.s.p 1 comp. 1 comp.

 

Contém: amido de milho, lactose monoidratada, dióxido de silício, povidona, estearato de magnésio.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
ATLANSIL® é um produto que contém em sua fórmula o cloridrato de amiodarona. Esta substância tem a finalidade de regularizar as alterações dos batimentos cardíacos (arritmias), que podem ocorrer em alguns tipos de doença.
O efeito terapêutico de ATLANSIL® deve-se ao acúmulo do cloridrato de amiodarona nos tecidos. Por conseguinte, sua ação é esperada em torno de uma semana.

 

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
ATLANSIL® está indicado para os seguintes casos:
– distúrbios graves do ritmo cardíaco, inclusive aqueles resistentes a outras terapêuticas (como por exemplo na Doença de Chagas);
– taquicardia ventricular documentada;
– taquicardia supraventricular documentada;
– alterações do ritmo cardíaco associadas à síndrome de Wolff-Parkinson-White.
Devido às propriedades farmacológicas da amiodarona, ATLANSIL® está particularmente indicado quando esses distúrbios do ritmo forem capazes de agravar uma patologia clínica subjacente (angina, insuficiência cardíaca).

 

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve utilizar ATLANSIL®, sem orientação médica e nos casos de:
– bradicardia sinusal, bloqueio sino-atrial e doença do nó sinusal (risco de parada sinusal), distúrbios graves de condução atrioventricular, a menos que o paciente esteja com um marcapasso implantado;
– desordens de condução bi ou trifasciculares, a menos que o paciente tenha um marcapasso implantado ou esteja em uma unidade assistencial especial e amiodarona seja administrada mediante monitoramento;
– hipotensão arterial grave, colapso circulatório;
– a administração intravenosa é contra-indicada em caso de hipotensão, insuficiência respiratória grave, miocardiopatia ou insuficiência cardíaca (possível agravamento);
– associação com medicamentos que possam induzir “torsade de pointes” (ver item INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS);
– doenças da tireóide;
– hipersensibilidade ao iodo ou a quaisquer componentes da fórmula;
– gestação, exceto em circunstâncias excepcionais;
– lactação.
Este medicamento é contra-indicado na faixa etária pediátrica.

 

ADVERTÊNCIAS
Desordens cardíacas
A ação farmacológica de amiodarona induz alterações no ECG tais como prolongamento do intervalo QT (que reflete o prolongamento da repolarização) e eventualmente o aparecimento de onda U, o que não indica intoxicação.
Em pacientes idosos, a redução da freqüência cardíaca pode ser mais pronunciada.
O aparecimento de bloqueio atrioventricular (alteração eletrocardiográfica) de 2º ou 3º grau, bloqueio sino-atrial ou de bloqueio bifascicular durante o tratamento com amiodarona determina a suspensão do tratamento.
Tem sido reportado o aparecimento de novas arritmias ou a piora de arritmias tratadas, algumas vezes de forma fatal. É importante, porém difícil, diferenciar uma falta de efeito do medicamento de um efeito pró-arrítmico associado ou não a uma piora da condição cardíaca. Efeitos pró-arrítmicos são mais raramente reportados com amiodarona do que com outros agentes antiarrítmicos, e geralmente ocorrem devido a interações medicamentosas ou desequilíbrio eletrolítico.

 

Desordens pulmonares:
Aparecimento de dispnéia ou tosse não produtiva podem estar relacionados à toxicidade pulmonar tal como pneumonite intersticial. Casos muito raros de pneumonite intersticial têm sido relatados com o uso intravenoso de amiodarona. Deve-se realizar raio-X de tórax, quando há suspeita de pneumonite em pacientes que desenvolveram dispnéia de esforço, isolada ou associada com piora do estado geral (fatiga, perda de peso, febre). A terapia com amidarona deve ser reavaliada visto que a pneumonite intersticial é geralmente reversível após a retirada precoce de amiodarona (sinais clínicos geralmente regridem dentro de 3 a 4 semanas, seguido por lenta melhora da função pulmonar e radiológica dentro de alguns meses), e deve ser considerado um tratamento com corticosteróides.
Foram observados casos muito raros de complicações respiratórias graves, às vezes fatais, geralmente imediatamente após uma cirurgia (síndrome de angústia respiratória do adulto). Isto pode estar relacionado com altas concentrações de oxigênio.

 

Desordens hepáticas:
Uma atenta monitorização dos testes de função hepática (transaminases) é recomendável assim que o uso da amiodarona for iniciado e regularmente durante o tratamento. Podem ocorrer distúrbios hepáticos agudos (incluindo insuficiência hepatocelular grave ou insuficiência hepática, algumas vezes fatal) e crônicos, com o uso de amiodarona nas formas oral e intravenosa e nas primeiras 24 horas da administração por via IV. Portanto, a dose de amiodarona deve ser reduzida ou o tratamento descontinuado se o aumento de transaminases exceder três vezes o valor normal.
Sinais clínicos e biológicos de insuficiência hepática crônica devido ao uso oral de amiodarona podem ser mínimos (hepatomegalia, aumento das transaminases em até 5 vezes os valores normais) e reversíveis após a suspensão do tratamento, contudo foram relatados casos fatais.

 

Hipertireoidismo
Hipertireoidismo pode ocorrer durante e após o tratamento com amiodarona ou alguns meses após a descontinuação. Aspectos clínicos, normalmente sem importância, como a perda de peso, aparecimento de arritmia, angina e insuficiência cardíaca congestiva devem alertar o médico. O diagnóstico é sustentado por uma diminuição clara nos níveis séricos de TSH ultra-sensível. Nesse caso, a administração de amiodarona deve ser suspensa. A recuperação geralmente ocorre dentro de alguns meses após a suspensão do tratamento; a recuperação clínica antecede a normalização dos testes da função tireoideana. Casos graves, com presença clínica de tireotoxicose, às vezes fatais, requerem tratamento terapêutico de emergência. O tratamento deve ser ajustado individualmente: medicamentos antitireoidianos (que nem sempre são efetivas), terapia com corticosteróides, beta-bloqueadores.

 

Desordens neuromusculares
A amiodarona pode induzir a neuropatia sensitivo-motora periférica e/ou miopatia. A recuperação após suspensão do tratamento geralmente ocorre dentro de alguns meses, mas algumas vezes de forma incompleta.

 

Desordens oculares
Se ocorrer diminuição da visão ou a mesma ficar embaçada, deve-se fazer prontamente um exame oftalmológico completo, incluindo fundoscopia (exame de fundo de olho). O aparecimento de neuropatia óptica e/ou neurite óptica que são distúrbios do nervo óptico (olho) requer a suspensão do tratamento com amiodarona, já que pode levar a cegueira.
Risco de uso por via de administração não recomendada
Não há estudos dos efeitos de ATLANSIL® administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via oral.

 

Gravidez
A amiodarona é contra-indicada durante a gravidez em virtude de seus efeitos na glândula tireóide do feto a menos que, a critério médico, os benefícios superem os riscos ao feto.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

 

Amamentação
A amiodarona é excretada no leite materno em quantidades significantes e por isso, é contra-indicada em lactantes.

 

INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS.

INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.
NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

 

PRECAUÇÕES
Como os efeitos adversos são geralmente dose-relacionados, deve ser administrada a dose mínima efetiva de manutenção.
Durante o tratamento com ATLANSIL®, você deve evitar a exposição aos raios solares. Utilize medidas de proteção.

 

Monitoração:
Antes do início do tratamento com amiodarona, é recomendada a realização de ECG e medida de potássio sérico. Monitoração das transaminases e ECG são recomendados durante o tratamento.
Além disso, como a amiodarona pode induzir o hipotireoidismo ou hipertireoidismo, particularmente em pacientes com história de distúrbios da tireóide, monitoração clínica e biológica (TSH ultra-sensível) são recomendadas antes de iniciar tratamento com amiodarona. Essa monitoração deve ser conduzida durante o tratamento e por vários meses após a sua descontinuação. O nível sérico de TSH ultra-sensível deve ser medido quando há suspeita de disfunção da tireóide.
Em particular, no contexto da administração crônica de medicamentos antiarrítmicos, foram relatados casos de aumento na defibrilação ventricular e/ou arritmia do marca-passo ou do aparelho defibrilador cardiovesor implantável, afetando potencialmente sua eficácia. Por conseguinte, verificações repetidas da função do aparelho são recomendadas antes do início e durante o tratamento com amiodarona.

 

Anormalidades do hormônio tireoideano:
A presença de iodo na molécula da amiodarona pode alterar o resultado de alguns testes tireoideanos (fixação do iodo radioativo, PBI), mas isto não impede a avaliação da função da tireóide através de outros testes (T3 livre, T4 livre e TSH ultra-sensível).
A amiodarona inibe a conversão periférica de tiroxina (T4) em triiodotiroxina (T3) e pode causar alterações bioquímicas isoladas (aumento do nível sérico de T4 livre, com leve redução ou mesmo nível normal de T3 livre), em pacientes clinicamente eutireoideanos (função normal da tireóide). Nesses casos, não há razão para a descontinuação do tratamento.
Deve-se suspeitar de hipotireoidismo se os seguintes sinais clínicos, geralmente leves, ocorrerem: ganho de peso, intolerância ao frio, diminuição das atividades, bradicardia excessiva. O diagnóstico é comprovado pelo claro aumento do nível sérico de TSH ultra-sensível. O eutireoidismo (função normal) é geralmente obtido dentro de 1 a 3 meses após a descontinuação do tratamento. Em situações onde haja risco de vida, a terapia com amiodarona pode ser continuada, em combinação com L-tiroxina. A dose de L-tiroxina deve ser ajustada de acordo com os níveis de TSH.

 

Pacientes idosos
Em pacientes idosos, a redução da freqüência cardíaca pode ser mais pronunciada com o uso da amiodarona.

 

Pacientes Pediátricos
A segurança e eficácia da amiodarona em pacientes pediátricos não foi estabelecida, portanto a sua utilização não é recomendada.

 

Outros grupos de risco
A amiodarona pode provocar aumento ou diminuição da atividade da tireóide, especialmente em pacientes com antecedentes pessoais ou familiares de doença tireoideana.

 

Anestesia
Antes da cirurgia o anestesista deve ser informado do uso de amiodarona pelo paciente.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
a) Associações que podem induzir “torsade de pointes”
– Medicamentos antiarrítmicos tais como: da Classe Ia, bepridil, sotalol;
– Medicamentos não antiarrítmicos tais como: vincamina, alguns agentes neurolépticos, cisaprida, eritromicina IV, pentamidina (quando administradas por via parenteral), uma vez que existe um aumento no risco de ocorrer “torsade de pointes” potencialmente letal.
b) Associações não recomendadas

Betabloqueadores e inibidores do canal de cálcio (verapamil, diltiazem), devido à possibilidade de alterações do automatismo (bradicardia excessiva) e desordens da condução;

O uso de laxativos pode levar a hipocalemia e conseqüentemente, aumento do risco de “torsade de pointes”. Por isso, devem ser utilizados outros tipos de laxantes;

Fluorquinolonas devem ser evitadas por pacientes recebendo amiodarona.
c) Associações que exigem precauções especiais
– Medicamentos que podem induzir hipocalemia: