Bula do Zestril 20 mg (Anti hipertensivo)

Zestril-20-mgBula do Zestril 20 mg:

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
ZESTRIL
lisinopril
5 mg, 10 mg, 20 mg

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÕES COMERCIALIZADAS
Comprimidos de 5 mg, 10 mg ou 20 mg. Via oral. Embalagens com 30 comprimidos.
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
lisinopril …………………………………….. 5 mg ou 10 mg ou 20 mg
Excipientes q.s.p. ………………………… 1 comprimido
Excipientes: manitol, estearato de magnésio, amido de milho, amido de milho pré-gelatinizado, fosfato de cálcio dibásico e óxido férrico.

II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O uso contínuo de ZESTRIL controla a pressão arterial; controla os problemas de fraqueza no coração (insuficiência cardíaca congestiva) quando utilizado com medicamentos que estimulam a eliminação da urina (diuréticos), diminuindo o risco de hospitalização e mortalidade; previne problemas no coração após o infarto; protege os rins e os olhos (retina) em pacientes diabéticos.
ZESTRIL é efetivo por 24 horas após dose oral única diária.

2. POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
ZESTRIL está indicado para o tratamento da pressão alta (hipertensão); para o controle dos problemas de fraqueza no coração (insuficiência cardíaca congestiva), como tratamento juntamente com medicamentos que estimulam a eliminação da urina (diuréticos) e digitálicos (medicamento utilizado para problemas do coração); para o tratamento de pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio nas últimas 24 horas; para reduzir a perda de proteína pela urina em pacientes diabéticos com pressão arterial normal e que precisam de insulina e pacientes diabéticos com pressão alta que não precisam de insulina e que perdem proteína pela urina.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contra-indicações
Você não deve utilizar ZESTRIL nas seguintes situações:
– Alergia ao lisinopril ou a qualquer um dos componentes da fórmula.
– Em pacientes com história de dificuldade para respirar ou engolir com ou sem inchaço na face, lábios, língua e/ou garganta, relacionado ao tratamento prévio com inibidor da enzima conversora da angiotensina (ECA).
– Em pacientes no segundo e terceiro trimestres de gravidez.
Advertências
ZESTRIL deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– Em pacientes com problemas cardiovasculares, com diarréia ou vômito, com problemas renais e que fazem diálise.
– Em pacientes que estão em dieta com restrição de sais e tomam suplementos de potássio ou substituto de sal de cozinha que contém potássio.
– Em pacientes que estão recebendo tratamento de dessensibilização para alguma alergia (ex.: picada de inseto).
– Em pacientes que têm pressão baixa pode-se notar fraqueza ou tontura.
– Em pacientes que apresentaram as seguintes reações alérgicas: inchaço das mãos, pés, tornozelos, face, lábios, garganta e/ou língua, com dificuldade de engolir ou respirar.
– Em pacientes negros o efeito pode ser menor quando comparado aos demais pacientes.
– Em pacientes diabéticos em uso de antidiabéticos, principalmente associado a insufuciência renal (mal funcionamento do rim) pode haver queda do açúcar no sangue.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
A experiência clínica em crianças é limitada. Deve ser utilizado nesta faixa etária somente a critério médico.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Precauções
Não se espera que ZESTRIL afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. Entretanto, alguns pacientes podem sentir tontura ou cansaço.
Interações medicamentosas
ZESTRIL deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– Em pacientes que estão tomando os seguintes medicamentos: diuréticos, antidiabéticos, suplementos de potássio, diuréticos e substitutos do sal que retêm potássio, lítio (para transtornos psiquiátricos), sais de ouro (por ex.: aurotiomalato de sódio), outros anti-hipertensivos e indometacina ou antiinflamatórios não-esteroidais.

4. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Aspecto físico
ZESTRIL é apresentado da seguinte maneira:
– ZESTRIL 5 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.
– ZESTRIL 10 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.
– ZESTRIL 20 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.

Características organolépticas
Ver aspecto físico.

Dosagem
A dose recomendada de ZESTRIL é de:
Pressão Alta (Hipertensão essencial): a dose inicial recomendada é de 10 mg por via oral, 1 vez ao dia. A dose usual de manutenção é de 20 mg administrados por via oral, 1 vez ao dia.
Pacientes Tratados com Diuréticos: os diuréticos devem ser descontinuados 2 a 3 dias antes de iniciar o uso de ZESTRIL. Em pacientes hipertensos (com pressão alta) nos quais os diuréticos não possam ser descontinuados, a terapia com ZESTRIL deve ser iniciada com a dose de 5 mg administrada por via oral.
Pacientes com Insuficiência Renal: a posologia em pacientes com problemas renais deve estar de acordo com as instruções do seu médico (baseada na depuração de creatinina).
Hipertensão Renovascular: recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg ou 5 mg, administrada por via oral.
Insuficiência Cardíaca Congestiva: a dose inicial é de 2,5 mg administrada por via oral 1 vez ao dia.
Infarto Agudo do Miocárdio: o tratamento com ZESTRIL pode ser iniciado dentro de 24 horas após o início dos sintomas. A primeira dose de ZESTRIL é de 5 mg administrados por via oral, seguido de 5 mg após 24 horas, 10 mg após 48 horas e então 10 mg, 1 vez ao dia.
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus: a dose diária de ZESTRIL é de 10 mg por via oral 1 vez ao dia.
Idosos: não há alteração da eficácia e segurança no paciente idoso. Entretanto, a idade avançada pode estar associada à diminuição da função renal e nestes casos pode ser necessário ajuste de dose. Consulte seu médico em relação a dose de ZESTRIL a ser administrada nestes casos.
ZESTRIL deve ser utilizado continuamente até que o médico defina quando deve ser interrompido o uso deste medicamento.
Caso você esqueça de tomar um dia o comprimido de ZESTRIL, não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.

Como usar
ZESTRIL 5 mg e 10 mg devem ser ingeridos com água e podem ser partidos ao meio.
ZESTRIL 20 mg deve ser ingerido inteiro e com água.
Como a absorção de ZESTRIL não é afetada por alimentos, os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. Como ocorre com todas as medicações administradas 1 vez ao dia, ZESTRIL deve ser administrado aproximadamente no mesmo horário todos os dias.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

5. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Podem ocorrer as seguintes reações adversas:
– Comum: tontura, dor de cabeça, efeitos ortostáticos (incluindo queda da pressão arterial), tosse, diarréia, vômito e alterações da função dos rins.
– Incomum: aumento de potássio no sangue, alterações no humor, sensação de “formigamento”, vertigem, alterações do paladar e do sono, ataque cardíaco (infarto) e derrame cerebral, possivelmente devido à queda de pressão arterial em pacientes de alto risco, palpitações, batimentos acelerados do coração (taquicardia), rinite, enjôo, dor abdominal, indigestão, manchas e outras lesões avermelhadas na pele, coceira, impotência sexual, cansaço, fraqueza, aumento de uréia no sangue, aumento da creatinina no sangue e aumento nas enzimas hepáticas.
– Rara: diminuição anormal de sódio no sangue, confusão mental, boca seca, alergia/inchaço com vermelhidão intensa de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe, urticária, queda de cabelo, descamação e vermelhidão na pele (psoríase), queda súbita da função dos rins, aumento de uréia no sangue, diminuição da hemoglobina e hematócrito e aumento na bilirrubina sérica.
– Muito Rara: diminuição da produção de componentes do sangue (depressão da medula óssea), anemia, diminuição do número de plaquetas no sangue, diminuição do número de leucócitos no sangue, diminuição do número de glóbulos brancos do tipo granulócitos no sangue, anemia com destruição de glóbulos vermelhos no sangue, diminuição do açúcar no sangue, broncoespasmo (chiado no peito), sinusite, pancreatite, inchaço com vermelhidão intensa na parede do intestino (angioedema intestinal), lesões graves da pele como inflamação e aparecimento de bolhas na pele (diaforese, pênfigo, necrólise epidermal tóxica, síndrome de Stevens-Johson e eritema multiforme), diminuição/ausência de urina, inflamação do fígado (hepatite), pele amarelada (icterícia), mal funcionamento do fígado (insuficiência hepática) e lesões na pele semelhantes a linfoma (alterações dos gânglios linfáticos).
– Outras reações têm sido relatadas: febre, inflamação dos vasos, dor muscular, dor articular, inflamação de uma articulação, exame de anticorpos antinucleares (ANA) positivo, aumento da inflamação (exame VHS aumentado), aumento do número de eosinófilos no sangue, aumento do número de leucócitos no sangue, manchas vermelhas na pele, sensibilidade à luz e outras manifestações na pele.
No caso de uso de doses elevadas de ZESTRIL em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, pode ocorrer vertigem, um tipo de desmaio chamado de síncope, aumento anormal de cálcio no sangue e creatinina sérica aumentada.

6. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Tratamento: em caso de ingestão de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita pelo seu médico, você deve contatar imediatamente o médico.
Possíveis sintomas: redução importante da pressão arterial, distúrbio eletrolítico e alteração renal.

7. ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
ZESTRIL deve ser mantido em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

III) INFORMAÇÕES TÉCNICAS
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
O lisinopril é um inibidor da peptidil dipeptidase. Ele inibe a enzima conversora da angiotensina (ECA) que catalisa a conversão da angiotensina I ao peptídeo vasoconstritor, angiotensina II. A angiotensina II estimula também a secreção de aldosterona pelo córtex da adrenal. A inibição da ECA resulta em concentrações diminuídas de angiotensina II, as quais resultam em diminuição da atividade vasopressora e redução da secreção de aldosterona. A diminuição tardia da aldosterona pode resultar em um aumento da concentração sérica de potássio.
Acredita-se que o mecanismo pelo qual o lisinopril diminui a pressão arterial é principalmente a supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Entretanto, o lisinopril é eficaz na redução da pressão arterial mesmo em pacientes hipertensos com baixa renina. A ECA é idêntica à cininase II, enzima que degrada a bradicinina. Ainda não está elucidado se níveis aumentados de bradicinina, um potente peptídeo vasodilatador, exercem papel importante sobre os efeitos terapêuticos do lisinopril.
É sabido que a ECA está presente no endotélio e que a atividade aumentada da ECA em pacientes diabéticos, que resulta na formação de angiotensina II e destruição de bradicinina, potencializa os danos ao endotélio causados por hiperglicemia. Os inibidores da ECA, incluindo lisinopril, inibem a formação de angiotensina II e a degradação da bradicinina, melhorando consequentemente a disfunção endotelial.
Os efeitos de lisinopril na taxa de excreção urinária de albumina e na progressão de retinopatia em pacientes diabéticos são mediados pela redução na pressão sanguínea, bem como pelo mecanismo direto nos tecidos retinal e renal.

Propriedades Farmacocinéticas
Absorção
Após administração oral de lisinopril, o pico de concentração sérica ocorre em cerca de 7 horas, apesar de haver uma tendência a um pequeno retardo no tempo para alcançar o pico de concentração sérica em pacientes com infarto agudo do miocárdio. Baseado na recuperação urinária, a extensão média de absorção de lisinopril é de aproximadamente 25%, com variações entre os pacientes (6-60%) em todas as doses testadas (5-80 mg). A biodisponibilidade absoluta é reduzida em aproximadamente 16% em pacientes com insuficiência cardíaca. A absorção de lisinopril não é afetada pela presença de alimentos.

Distribuição
O lisinopril parece não ligar-se às outras proteínas séricas, diferentemente da enzima conversora de angiotensina circulante (ECA). Estudos em ratos indicam que o lisinopril pouco atravessa a barreira hematoencefálica.

Eliminação
O lisinopril não é metabolizado e o fármaco absorvido é inteiramente excretado inalterado na urina. Em doses múltiplas, o lisinopril possui uma meia-vida efetiva de acúmulo de 12,6 horas. A depuração plasmática de lisinopril em pacientes sadios é de aproximadamente 50 ml/min. O declínio das concentrações séricas exibe uma fase terminal prolongada que não contribui para o acúmulo do fármaco. Essa fase terminal provavelmente representa ligações saturadas à ECA e não é proporcional à dose.

Insuficiência hepática
O comprometimendo da função hepática em pacientes com cirrose resultou na diminuição da absorção de lisinopril (cerca de 30% como determinado pela recuperação urinária) e um aumento na exposição (aproximadamente 50%) comparada a voluntários sadios devido à diminuição da depuração plasmática.

Insuficiência renal
O comprometimento da função renal diminui a eliminação de lisinopril, que é excretado via renal, mas essa diminuição torna-se clinicamente importante somente quando a taxa de filtração glomerular é menor que 30 ml/min.
Parâmetros farmacocinéticos de lisinopril para diferentes grupos de pacientes renais após administração de múltiplas doses de 5 mg

Função renal
avaliada pela depuração de creatinina
n
Cmáx
(ng/ml)
Tmáx
(h)
AUC
(0-24 h)
(ng/h/ml)
t1/2
(h)
> 80 ml/min
6
40,3
6
492 +/- 172
6,0 +/- 1,1
30-80 ml/min
6
36,6
8
555 +/- 364
11,8 +/- 1,9
5-30 ml/min
6
106,7
8
2228 +/- 938
19,5 +/- 5,2
Com uma depuração de creatinina de 30-80 ml/min, o valor da AUC média aumentou apenas 13%, enquanto que o valor médio da AUC aumentou 4-5 vezes com a depuração de creatinina de 5-30 ml/min.
O lisinopril pode ser removido por diálise. Durante 4 horas de hemodiálise, a concentração plasmática média de lisinopril diminuiu em 60%, com uma depuração da diálise entre 40 e 55 ml/min.

Insuficiência cardíaca
Pacientes com insuficiência cardíaca têm uma maior exposição de lisinopril comparado com voluntários sadios (um aumento da média AUC de 125%), mas baseado na recuperação urinária de lisinopril, há uma redução da absorção de aproximadamente 16% comparada com voluntários sadios.

Idosos
Pacientes idosos apresentam níveis sanguíneos mais elevados e valores da área sob a curva do tempo de concentração plasmática mais elevados (aumento de aproximadamente 60%) em comparação com pacientes mais jovens.
Dados de segurança pré-clínica
Tem sido obtida extensiva experiência clínica com ZESTRIL.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Hipertensão
Em dois estudos de dose-resposta, 438 pacientes portadores de hipertensão leve a moderada receberam ZESTRIL uma vez ao dia. A pressão foi verificada após 24 horas. Apesar de já haver resposta com 5 mg/dia em alguns pacientes, a eficácia foi maior nas doses de 10, 20 e 80 mg/dia. Em estudos controlados, 20 a 80 mg de ZESTRIL foram comparados com 12,5 a 50 mg/dia de hidroclorotiazida e 50 a 200 mg/dia de atenolol em pacientes com hipertensão leve a moderada e com metoprolol 100 a 200 mg/dia em pacientes portadores de hipertensão, moderada a grave. ZESTRIL foi superior a hidroclorotiazida e semelhante ao atenolol e metoprolol na redução da pressão diastólica e foi superior às três medicações na redução da pressão sistólica (Herpin D, Conte D. J Hum Hypertens. 1989; 3: 11-15; Bethesda, Md: National Heart, Lung, and Blood Institute. NIH Publication 03-5233. May 2003).

Insuficiência Cardíaca Congestiva
O efeito de ZESTRIL na mortalidade e morbidade em insuficiência cardíaca congestiva foi estudado, comparando-se uma dose alta (32,5 mg ou 35 mg uma vez ao dia) com uma dose baixa (2,5 mg ou 5 mg uma vez ao dia). Em um estudo realizado com 3164 pacientes, durante período médio de 46 meses de acompanhamento, a dose alta de ZESTRIL produziu, no tempo final combinado, uma redução de 12% do risco de mortalidade e hospitalização de todas as possíveis causas (p = 0,002), e uma redução de 8% do risco de mortalidade de todas as possíveis causas e de hospitalização cardiovascular (p = 0,036) em comparação com a dose baixa. Foram observadas reduções no risco de mortalidade de todas as causas (8%; p = 0,128) e de mortalidade cardiovascular (10%; p = 0,073). Em uma análise post-hoc, o número de hospitalizações por insuficiência cardíaca foi reduzido em 24% (p = 0,002) em pacientes tratados com a dose alta de ZESTRIL em comparação com a dose baixa. Os benefícios sintomáticos foram similares em pacientes tratados com doses altas e baixas de ZESTRIL.
Os resultados do estudo mostraram que os perfis globais de eventos adversos para pacientes tratados com dose alta ou baixa de ZESTRIL foram similares quanto a natureza e número. Eventos previsíveis resultantes da inibição da ECA, tais como, hipotensão ou função renal alterada, foram controláveis e raramente levaram a descontinuação do tratamento. Tosse foi menos frequente em pacientes tratados com dose elevada de ZESTRIL em comparação com dose baixa.
(Packer M et al. Eur Heart J 1998; 19; 142 Abstract 905; Packer M et al. Circulation 1999; 100; 2312-2318)
Infarto Agudo do Miocárdio
No estudo GISSI-3, o qual foi usado um desenho fatorial 2 x 2 para comparar os efeitos de ZESTRIL e gliceril trinitrato usados sozinhos ou em combinação por 6 semanas comparados com controle em 19.394 pacientes onde foi adminstrado tratamento dentro de 24 horas após um infarto agudo do miocardio, ZESTRIL produziu uma redução estatísticamente significativa do risco da mortalidade de 11% versus controle (2p = 0,03). A redução do risco com uso de gliceril trinitrato não foi significativa, mas a combinação de ZESTRIL e gliceril trinitrato produziu uma significativa redução do risco de mortalidade de 17% versus controle (2p = 0,02). Em um sub-grupo de idosos (idade > 70 anos) e mulheres, pré-definidos como pacientes de alto risco de mortalidade, um benefício significativo foi observado para combinação dos desfechos de mortalidade e função cardíaca. A combinação dos desfechos para todos os pacientes, como também os sub-grupos de alto risco, também demonstrou benefício significativo para os tratamentos com ZESTRIL aos 6 meses ou ZESTRIL mais gliceril trinitrato por 6 semanas, indicando os efeitos preventivos para ZESTRIL. Como esperado para qualquer tratamento com vasodilatadores, o aumento das incidências de hipotensão e disfunção renal estão associados ao tratamento com ZESTRIL mas não estão associados a um aumento proporcional da mortalidade (Gissi-3 study Investigators. Lancet 1994; 343: 115-22; Gissi-3 study Investigators. Am J Coll Cardiol 1996; 27: 337-44).
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus
Pode-se prevenir praticamente todas as complicações do diabetes com os inibidores da ECA. Em pacientes portadores de diabetes do tipo I e microalbuminúria, que receberam lisinopril apresentaram um risco menor de progressão para macroalbuminúria e esse efeito se manteve quando ajustado para as variações na pressão arterial. Houve também a diminuição do risco para progressão em pacientes já com macroalbuminúria.

O tratamento com inibidores da ECA está associado a menores níveis de fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) em pacientes portadores de retinopatia proliferativa diabética e estudos sugerem um forte potencial de uso dos inibidores da ECA no tratamento da retinopatia diabética. (Bell DSH Endocr Prac 2001; 7: 59-63; Chaturvedi-N et al. Lancet 1997; 351 (9095): 28-31; Hogeboom van Buggenum IM et al. Diabetologia 2002; 45: 203-209; Moravski C J et al. Am J Pathol. 2003; 162: 151-160).
Em um estudo clínico duplo-cego, randomizado, multicêntrico o qual comparou ZESTRIL com um bloqueador dos canais de cálcio em 335 pacientes hipertensos e com diabetes tipo 2 com nefropatia incipiente caracterizada pela microalbuminúria, ZESTRIL 10 a 20 mg administrado uma vez ao dia por 12 semanas, reduziu pressão sistólica/diastólica em 13/10 mmHg e valor de excreção urinária de albumina em 40%. Quando comparado com bloqueadores dos canais de cálcio, os quais produzem uma redução similar da pressão sanguínea, todos os pacientes tratados com ZESTRIL mostraram uma redução significativamente maior nos níveis de excreção urinária de albumina, demonstrando que a ação inibitória da ECA de ZESTRIL reduziu a microalbuminúria por um mecanismo direto nos tecidos renais além do seu efeito hipotensor (Agardh CD et al. J Hum Hypertens 1996; 10: 185-92).

3. INDICAÇÕES
Hipertensão: ZESTRIL é indicado para o tratamento da hipertensão essencial e renovascular. Pode ser usado como monoterapia ou associado a outras classes de agentes anti-hipertensivos.
Insuficiência Cardíaca Congestiva: ZESTRIL também é indicado para o controle da insuficiência cardíaca congestiva, como tratamento adjuvante com diuréticos e, quando apropriado, digitálicos. Doses elevadas reduzem o risco de mortalidade e hospitalização.
Infarto Agudo do Miocárdio: ZESTRIL é indicado para o tratamento de pacientes hemodinamicamente estáveis que sofreram infarto agudo do miocárdio nas últimas 24 horas, para prevenir o desenvolvimento subsequente de disfunção do ventrículo esquerdo ou insuficiência cardíaca, além de melhorar a sobrevida. Os pacientes devem receber, apropriadamente, o tratamento padrão recomendado tal como: trombolíticos, ácido acetilsalicílico e beta-bloqueadores.
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus: ZESTRIL reduz a taxa de excreção urinária de albumina em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes e em pacientes diabéticos hipertensos não insulino-dependentes que apresentam nefropatia incipiente caracterizada por microalbuminúria. ZESTRIL reduz o risco de progressão de retinopatia em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes.

4. CONTRA-INDICAÇÕES
ZESTRIL é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao lisinopril ou aos outros componentes da fórmula, em pacientes com história de edema angioneurótico relacionado ao tratamento prévio com inibidor da ECA, e no segundo e terceiro trimestres de gestação (ver item Advertências).

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Modo de usar
ZESTRIL 20 mg deve ser administrado inteiro. ZESTRIL 5 mg e 10 mg são comprimidos sulcados e podem ser divididos.
ZESTRIL deve ser administrado no mesmo horário todos os dias. A absorção dos comprimidos de ZESTRIL não é afetada por alimentos e os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. A dose pode ser ajustada de acordo com a resposta hipotensora.
Cuidados de conservação depois de aberto
Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.

6. POSOLOGIA
A dose recomendada de ZESTRIL é de uma dose única diária por via oral. A dose pode ser ajustada de acordo com resposta hipotensora.
Hipertensão Essencial
Em pacientes com hipertensão essencial, a dose inicial recomendada é de 10 mg uma vez ao dia. A dose usual de manutenção efetiva é de 20 mg administrados uma vez ao dia. Em geral, se o efeito terapêutico desejado não puder ser alcançado em um período de 2 a 4 semanas em um certo nível de dosagem, a dose pode ser aumentada. A dose máxima usada por longo prazo em estudos clínicos controlados foi de 80 mg por dia. Doses iniciais menores são necessárias na presença de comprometimento da função renal, em pacientes nos quais a terapêutica diurética não possa ser descontinuada, em pacientes depletados de volume e/ou sal e em pacientes com hipertensão renovascular.
Pacientes Tratados com Diuréticos
Pode ocorrer hipotensão sintomática após o início da terapia com ZESTRIL. Isto é mais provável em pacientes que estejam sendo tratados concomitantemente com diuréticos. Recomenda-se precaução, pois estes pacientes podem estar depletados de volume e/ou sal. A terapêutica diurética deve ser descontinuada dois a três dias antes de iniciar a administração de ZESTRIL. Em pacientes hipertensos nos quais os diuréticos não possam ser descontinuados, a terapia com ZESTRIL deve ser iniciada com a dose de 5 mg. A dose subsequente de ZESTRIL deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial. Se necessário, a terapêutica diurética pode recomeçar.

Pacientes com Insuficiência Renal
A posologia em pacientes com insuficiência renal deve ser baseada na depuração de creatinina.

Depuração de Creatinina (ml/min)
Dose inicial (mg/dia)
< 10 ml/min (incluindo pacientes em diálise)
2,5 mg/dia*
10 – 30 ml/min
2,5 – 5 mg/dia
31 – 80 ml/min
5 – 10 mg/dia
* A posologia e/ou a frequência de administração devem ser ajustadas de acordo com a resposta da pressão arterial.
A dose pode ser titulada gradativamente até que seja obtido controle da pressão arterial, com o máximo de 40 mg/dia.

Hipertensão Renovascular
Alguns pacientes com hipertensão renovascular, especialmente aqueles com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria renal em rim único, podem desenvolver resposta exagerada à primeira dose de ZESTRIL. Portanto, recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg ou 5 mg. A partir daí, a dose pode ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial.

Insuficiência Cardíaca Congestiva
Como tratamento adjuvante com diuréticos e, onde apropriado, com digitálicos, ZESTRIL pode ser iniciado com dose inicial de 2,5 mg uma vez ao dia. Para reduzir o risco de mortalidade e hospitalização, a dose de ZESTRIL deve ser aumentada por incrementos de no máximo 10 mg, em intervalos de no mínimo 2 semanas, para a dose mais alta tolerada pelo paciente, no máximo de 35 mg uma vez ao dia. O ajuste da dose deve ser baseado na resposta clínica individual do paciente.
Pacientes com alto risco de apresentar hipotensão sintomática como, por exemplo, pacientes com depleção de sal, com ou sem hiponatremia, pacientes com hipovolemia ou que tenham recebido rigorosa terapêutica diurética, devem ter estas condições corrigidas, se possível, antes de iniciar a terapia com ZESTRIL. O efeito da dose inicial de ZESTRIL sobre a pressão arterial deve ser monitorado cuidadosamente.

Infarto Agudo do Miocárdio
O tratamento com ZESTRIL pode ser iniciado dentro de 24 horas após o início dos sintomas. A primeira dose de ZESTRIL é de 5 mg administrados oralmente, seguido de 5 mg após 24 horas, 10 mg após 48 horas e então 10 mg uma vez ao dia.
Pacientes com baixa pressão sistólica (120 mmHg ou menos) devem receber uma dose menor – 2,5 mg oralmente – quando o tratamento é iniciado ou durante os 3 primeiros dias após o infarto. Se ocorrer hipotensão (pressão sistólica menor ou igual a 100 mmHg), uma dose diária de manutenção de 5 mg pode ser administrada com 11
reduções temporárias a 2,5 mg, se necessário. Se ocorrer hipotensão prolongada (pressão sistólica menor que 90 mmHg por mais de uma hora), ZESTRIL deve ser descontinuado.
A administração deve continuar por 6 semanas. Pacientes que desenvolverem sintomas de insuficiência cardíaca devem continuar com ZESTRIL (ver “Insuficiência Cardíaca Congestiva”).
ZESTRIL é compatível com trinitrato de gliceril transdérmico ou intravenoso.

Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus
Em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes, a dose diária de ZESTRIL é de 10 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 20 mg uma vez ao dia, se necessário, para atingir a pressão diastólica, na posição sentada, inferior a 75 mmHg.
Em pacientes diabéticos hipertensos não insulino-dependentes, a dose é a mesma descrita acima para atingir uma pressão diastólica, na posição sentada, inferior a 90 mmHg.
Se o paciente esquecer de tomar uma dose de ZESTRIL, não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.
Crianças: a segurança e a eficácia de ZESTRIL em crianças não foram estabelecidas.
Idosos: os estudos clínicos não demonstraram alterações na eficácia ou perfil de segurança relacionados à idade. Entretanto, quando a idade avançada está associada à diminuição da função renal, devem ser utilizadas as orientações enunciadas no Quadro l para determinar a dose inicial de ZESTRIL. A partir daí, a posologia deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial.

7. ADVERTÊNCIAS
Neutropenia/agranulocitose: o captopril, outro inibidor da enzima conversora da angiotensina, tem mostrado causar agranulocitose e depressão da medula óssea, raramente em pacientes não complicados, porém com maior frequência em pacientes com prejuízo da função renal, especialmente se estes possuírem também uma desordem vascular do colágeno. A avaliação de dados clínicos experimentais com lisinopril são insuficientes para demonstrar que este não cause agranulocitose em níveis semelhantes.
Experiência pós-lançamento do produto tem revelado raros casos de neutropenia e depressão da medula óssea na qual uma relação causal com o lisinopril não pode ser excluída. Em pacientes com distúrbios vascular do colágeno e renal, deve-se considerar a monitoração periódica da contagem de glóbulos brancos no sangue.
Hipotensão sintomática: hipotensão sintomática tem ocorrido raramente em pacientes com hipertensão não-complicada. Em pacientes hipertensos que estejam recebendo ZESTRIL, há maior probabilidade de ocorrer hipotensão se o paciente estiver depletado de volume, por exemplo, devido à terapia diurética, restrição dietética de sal, diálise, diarréia ou vômitos. Foi observada hipotensão sintomática em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, com ou sem insuficiência renal associada. É mais provável que isto ocorra em pacientes com graus mais graves de insuficiência cardíaca (uso de altas doses de diuréticos de alça, hiponatremia ou comprometimento da função renal). Em pacientes com risco elevado de hipotensão sintomática, o início da terapia e o ajuste da dose de ZESTRIL e/ou diurético devem ser monitorados sob cuidadosa supervisão médica. Considerações semelhantes aplicam-se aos pacientes com cardiopatia isquêmica ou doença vascular cerebral, nos quais a redução excessiva da pressão arterial poderia resultar em infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, deve receber infusão intravenosa de soro fisiológico. Uma resposta hipotensiva transitória não é uma contra-indicação ao tratamento, que pode continuar normalmente, uma vez que a pressão arterial aumentou após a expansão de volume.
Assim como outros vasodilatadores, ZESTRIL deve ser administrado com cautela a pacientes com estenose aórtica ou com cardiomiopatia hipertrófica.
Com o uso de ZESTRIL podem ocorrer decréscimos adicionais da pressão arterial sistêmica em alguns pacientes com insuficiência cardíaca congestiva que tenham pressão arterial normal ou baixa. Este efeito é previsto e, geralmente, não é razão para a interrupção do tratamento. Se a hipotensão se tornar sintomática, pode ser necessária a redução da dose ou a suspensão de ZESTRIL.
Hipotensão em infarto agudo do miocárdio: tratamento com lisinopril não deve ser iniciado no infarto agudo do miocárdio em pacientes sob risco de grave deterioração hemodinâmica após tratamento com um vasodilatador. Isto é em pacientes com pressão sistólica menor ou igual a 100 mmHg ou choque cardiogênico. Durante os 3 primeiros dias após o infarto, a dose deve ser reduzida caso a pressão sistólica seja menor ou igual a 120 mmHg. Doses de manutenção devem ser reduzidas a 5 mg ou temporariamente a 2,5 mg caso a pressão sistólica seja menor ou igual a 100 mmHg. Se a hipotensão persistir (pressão sistólica inferior a 90 mmHg por mais de uma hora) então ZESTRIL deve ser descontinuado.
Comprometimento da função renal: em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, a hipotensão que segue após o início da terapia com inibidores da ECA pode levar a algum comprometimento da função renal. Insuficiência renal aguda, normalmente reversível, foi observada nessa situação.
Em alguns pacientes com estenose da artéria renal bilateral ou estenose da artéria de rim único, que foram tratados com inibidores da ECA, foram observados aumentos da uréia sanguínea e da creatinina sérica, geralmente reversíveis com a interrupção da terapia. Isto é especialmente provável em pacientes com insuficiência renal. Se hipertensão renovascular também estiver presente, há um risco maior de ocorrer hipotensão grave e insuficiência renal. Nestes pacientes, o tratamento deve ser iniciado sob cuidadosa supervisão médica, com baixas doses e com uma cuidadosa titulação de dose. Uma vez que o tratamento com diuréticos pode ser um fator contribuinte para o caso acima, o mesmo deve ser descontinuado e a função renal deve ser monitorada durante as primeiras semanas de tratamento com ZESTRIL.
Alguns pacientes hipertensos sem doença vascular renal preexistente aparente desenvolveram aumentos de uréia sanguínea e creatinina sérica, geralmente pequenos e transitórios, especialmente quando ZESTRIL foi administrado concomitantemente a um diurético. Esta ocorrência é mais provável em pacientes com disfunção renal preexistente. Pode ser necessária a redução da dose e/ou interrupção do diurético e/ou de ZESTRIL.
No infarto agudo do miocárdio, o tratamento com lisinopril não deve ser iniciado em pacientes com evidência de disfunção renal, definida como concentrações de creatinina sérica excedendo 177 micromol/l e/ou proteinúria excedendo 500 mg/24h. Se a disfunção renal se desenvolver durante o tratamento com ZESTRIL (concentrações de creatinina sérica excedendo 265 micromol/l ou o dobro do valor do pré-tratamento), então o médico deve considerar a descontinuação de ZESTRIL.
Pacientes em hemodiálise: reações anafilactóides foram relatadas em pacientes que sofreram certos procedimentos de hemodiálise (por exemplo: com a membrana de alto fluxo AN 69 e durante aférese de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) com sulfato de dextrana) e tratados concomitantemente com um inibidor da ECA. Nesses pacientes deve ser considerado o uso de uma membrana de diálise diferente ou uma diferente classe de agentes anti-hipertensivos.
Hipersensibilidade/edema angioneurótico: edemas angioneuróticos de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe foram raramente relatados em pacientes tratados com inibidores da ECA, inclusive ZESTRIL. Isto pode ocorrer a qualquer momento durante o tratamento. Nesses casos, ZESTRIL deve ser descontinuado imediatamente e tratamento e monitoração adequados devem ser instituídos para assegurar o completo desaparecimento dos sintomas antes de liberar o paciente. Até mesmo nos casos sem dispnéia respiratória, onde somente o inchaço da língua está presente, os pacientes podem necessitar de observação prolongada, uma vez que o tratamento com anti-histamínicos e corticosteróides pode não ser suficiente.
Muito raramente, foram relatadas fatalidades com edema angioneurótico associado a edema de laringe e da língua. Pacientes com comprometimento de língua, glote ou laringe, que podem apresentar obstrução das vias aéreas, especialmente aqueles com um histórico de cirurgia das vias aéreas. Nestes casos, deve-se administrar imediatamente terapia de emergência, que pode incluir administração de adrenalina e/ou manutenção das vias desobstruídas. O paciente deve estar sob constante supervisão médica até a completa resolução dos sintomas ocorridos.
Pacientes com história de edema angioneurótico não relacionado a tratamento com inibidores da ECA podem estar sob risco maior de desenvolver edema angioneurótico enquanto estiverem recebendo um inibidor da ECA.
Pacientes diabéticos: em pacientes diabéticos tratados com agentes antidiabéticos orais ou insulina, o controle da glicemia deve ser cuidadosamente monitorado durante o primeiro mês de tratamento com ZESTRIL (ver item Interações Medicamentosas).
Dessensibilização: pacientes recebendo inibidores da ECA durante tratamento de dessensibilização (por exemplo: veneno de hymenoptera) apresentaram reações anafilactóides. Nos mesmos pacientes, essas reações foram evitadas com a descontinuação temporária dos inibidores da ECA, mas reapareceram com o reinício inadvertido da terapia.
Raça: inibidores da ECA causam uma maior taxa de angioedema em pacientes negros do que nos demais pacientes.
Inibidores da ECA podem ter um menor efeito na pressão arterial em pacientes negros hipertensos que nos demais pacientes hipertensos.
Tosse: foi relatada tosse com o uso de inibidores da ECA. Caracteristicamente, a tosse é não produtiva, persistente e se resolve após a descontinuação do tratamento. Tosse induzida por inibidores da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial da tosse.
Cirurgia/anestesia: em pacientes submetidos a grandes cirurgias ou sob anestesia com agentes que produzem hipotensão, ZESTRIL pode bloquear a formação de angiotensina II secundária à liberação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão e for considerada como decorrente deste mecanismo, pode-se corrigí-la através de expansão de volume.
Para informações referentes a ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal, ver item Posologia.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: quando dirigir veículos ou operar máquinas, deve-se levar em consideração que pode ocorrer ocasionalmente tontura ou fadiga durante o tratamento de hipertensão.

Uso durante a gravidez e lactação
Categoria de risco na gravidez: D.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Gravidez
ZESTRIL é contra-indicado no segundo e terceiro trimestres de gestação (ver item “Contra-Indicações”). O uso de lisinopril durante o primeiro trimestre de gravidez não é recomendado. Quando a gravidez é detectada, lisinopril deve ser descontinuado o mais rápido possível.
Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando administrados a gestantes durante o segundo e terceiro trimestres. O uso de inibidores da ECA durante esse período foi associado com dano fetal e neonatal, incluindo hipotensão, disfunção renal, hipercalemia e/ou hipoplasia do crânio no recém-nascido. Oligoidrâmnio materno, presumivelmente representando diminuição da função renal fetal, ocorreu e pode resultar em contratura dos membros, deformações craniofaciais e desenvolvimento de pulmão hipoplástico.
Se ocorrer a exposição de ZESTRIL durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez exames de ultra-sonografia consecutivos devem ser realizados para avaliar o ambiente intra-amniótico. Entretanto, as pacientes e os médicos devem estar cientes de que o oligoidrâmnio pode não aparecer até que o dano causado ao feto seja irreversível. Recém-nascidos cujas mães receberam lisinopril devem ser observados atentamente quanto a hipotensão, oligúria e hipercalemia. O lisinopril, que atravessa a barreira placentária, tem sido removido da circulação neonatal por diálise peritoneal com algum benefício clínico e teoricamente pode ser removido por exsanguíneo transfusão.
Estes efeitos adversos ao embrião e ao feto aparentemente não resultam da exposição intra-uterina ao inibidor da ECA limitada ao primeiro trimestre de gravidez. Um estudo epidemiológico retrospectivo sugere que a exposição materna ao inibidor da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez, pode levar a um aumento do risco de má-formações, particularmente cardiovascular e do SNC. Caso o lisinopril seja usado durante o primeiro trimestre de gravidez, a paciente deve ser informada sobre o risco potencial para o feto.

Lactação
Não se sabe se o lisinopril é excretado no leite humano. Como muitos medicamentos são excretados no leite, deve-se ter cuidado se ZESTRIL for prescrito a lactantes.

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Ver item Posologia.

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Diuréticos: quando um diurético é acrescentado à terapia com ZESTRIL o efeito anti-hipertensivo é geralmente potencializado. Pacientes que já utilizam diuréticos e especialmente aqueles nos quais a terapia diurética tenha sido recentemente instituída podem ocasionalmente apresentar excessiva redução da pressão arterial quando ZESTRIL é acrescentado. A possibilidade de hipotensão sintomática com ZESTRIL pode ser minimizada com a interrupção do diurético antes da introdução do tratamento com ZESTRIL.

Antidiabéticos: estudos epidemiológicos têm sugerido que a administração concomitante de inibidores da ECA e medicamentos antidiabéticos (insulina, agentes hipoglicemiantes orais) podem causar um aumento do efeito hipoglicemiante com risco de hipoglicemia. Este fenômeno aparece com mais frequência durante as primeiras semanas de tratamento combinado e em pacientes com insuficiência renal.
Suplementos de potássio, agentes poupadores de potássio ou substitutos do sal de cozinha contendo potássio: embora estudos clínicos demonstrem que o potássio sérico geralmente se mantém dentro dos limites normais, hipercalemia ocorreu em alguns pacientes. Os fatores de risco para o desenvolvimento da hipercalemia incluem insuficiência renal, diabetes mellitus e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (por ex.: espironolactona, triantereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal de cozinha contendo potássio. O uso destes agentes, especialmente em pacientes com comprometimento da função renal, pode levar a um aumento significativo do potássio sérico.
Se o uso concomitante de ZESTRIL com qualquer um dos agentes acima mencionados é julgado apropriado, eles devem ser feitos com cautela, e com monitoração frequente do potássio sérico.
Se ZESTRIL é administrado com um diurético depletor de potássio a hipocalemia induzida pelo diurético pode ser amenizada.

Lítio: assim como ocorre com outros fármacos que eliminam sódio, a eliminação de lítio pode ser diminuída. Portanto, os níveis séricos de lítio devem ser cuidadosamente monitorados se sais de lítio são administrados.

Ouro (por ex.: aurotiomalato de sódio): reações nitritóides (sintomas de vasodilatação incluindo rubor, náuseas, tontura e hipotensão que podem ser muito graves) foram relatadas com maior frequência em pacientes tratados com inibidores da ECA após aplicações de injeções de ouro (por exemplo, aurotiomalato de sódio).

Agentes anti-hipertensivos: quando combinado com outros agentes anti-hipertensivos, podem ocorrer quedas aditivas da pressão arterial.

Outros agentes: a indometacina pode diminuir a eficácia anti-hipertensiva de ZESTRIL quando administrados concomitantemente. Em alguns pacientes com comprometimento da função renal, que estão sendo tratados com antiinflamatórios não-esteroidais, a co-administração de lisinopril pode resultar em uma deterioração adicional da função renal.
ZESTRIL foi usado concomitantemente com nitratos sem evidências de interações adversas clinicamente significativas.

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Estudos clínicos
Em estudos clínicos controlados, ZESTRIL demonstrou ser geralmente bem tolerado. Na maioria dos casos, as reações adversas foram leves e transitórias.
As reações adversas clínicas mais frequentes observados com ZESTRIL em estudos clínicos controlados foram: tonturas, cefaléia, diarréia, fadiga, tosse e náuseas. Outras reações adversas menos frequentes incluem efeitos ortostáticos, inclusive hipotensão, erupções cutâneas e astenia. Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, doses elevadas de ZESTRIL podem predispor a sintomas relacionados à hipotensão (vertigem, síncope) e a alterações bioquímicas relacionadas à função renal comprometida (hipercalemia e creatinina sérica aumentada) como seria esperado com terapia com inibidor da ECA.
Pós comercialização
As seguintes definições de frequência são usadas: comum (≥ 1- < 10 %), incomum (≥ 0,1-< 1%), rara (≥ 0,01-< 0,1%) e muito rara (< 0,01%), incluindo relatos isolados.
Alterações do sistema linfático e sangue
Muito rara: depressão da medula óssea, anemia, trombocitopenia, leucopenia, agranulocitose e anemia hemolítica
Alterações do Metabolismo e nutrição
Incomum: hipercalemia
Rara: hiponatremia
Muito rara: hipoglicemia
Alterações psiquiátricas e do sistema nervoso
Comum: tontura e cefaléia
Incomum: alterações do humor, parestesia, vertigem, distúrbios do paladar e distúrbios do sono
Rara: confusão mental
Alterações cardíacas e vasculares
Comum: efeitos ortostáticos (incluindo hipotensão)
Incomum: infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral, possivelmente secundária à hipotensão grave em pacientes de alto risco, palpitações e taquicardia
Alterações repiratórias, torácicas e do mediastino
Comum: tosse
Incomum: rinite
Muito rara: broncoespasmo e sinusite
Alterações gastrointesinais
Comum: diarréia e vômito
Incomum: náusea, dor abdominal e indigestão
Rara: boca seca
Muito rara: pancreatite e angioedema intestinal
Alterações hepato-biliares
Muito rara: hepatite (colestática ou hepatocelular), icterícia e insuficiência hepática. Muito raramente, foram relatados que em alguns pacientes o desenvolvimento indesejável de hepatites tem progredido para insuficiência hepática. Pacientes recebendo ZESTRIL que desenvolveram icterícia ou elevação acentuada das enzimas hepáticas devem descontinuar o tratamento com ZESTRIL e receber acompanhamento médico apropriado.
Alterações da pele e tecido subcutâneo
Incomum: erupção cutânea, prurido
Rara: hipersensibilidade/edema angioneurótico (edema angioneurótico da face, extremidades, lábios, língua, glote, e/ou laringe), urticária, alopécia e psoríase
Muito rara: diaforese, pênfigo, necrólise epidermal tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme e pseudolinfoma cutâneo.
Um complexo de sintomas tem sido relatado os quais podem incluir um ou mais dos sintomas a seguir: febre, vasculite, mialgia, artralgia/artrites, um exame positivo para anticorpos antinucleares (ANA), aumento da velocidade de hemossedimentação (VHS), eosinofilia, leucocitose, erupções cutâneas, fotossensibilidade e outras manifestações dermatológicas.
Alterações renais e urinárias
Comum: disfunção renal
Rara: uremia e insuficiência renal aguda
Muito rara: oligúria/anúria
Alterações do sistema reprodutivo e mamas
Incomum: impotência
Alterações gerais e condições do local de aplicação
Incomum: fadiga e astenia

Avaliações laboratoriais
Incomum: aumento de uréia no sangue, aumento de creatinina sérica e aumento das enzimas hepáticas
Rara: diminuição de hemoglobina, diminuição de hematócrito e aumento de bilirrubina sérica

11. SUPERDOSE
Os sintomas de superdosagem podem incluir hipotensão grave, distúrbio eletrolítico e insuficiência renal. Depois da ingestão de uma superdosagem, o paciente deve ser cuidadosamente supervisionado. As medidas terapêuticas dependem da natureza e da gravidade dos sintomas. Medidas para prevenir a absorção e métodos para acelerar a eliminação devem ser empregados. Se ocorrer hipotensão grave, o paciente deve ser colocado em posição de choque e uma infusão intravenosa salina normal deve ser administrada rapidamente. O tratamento com angiotensina II (se disponível) pode ser considerado.
Os inibidores da ECA podem ser removidos da circulação por hemodiálise. O uso de membranas de diálise de poliacrilonitrila de alto fluxo deve ser evitado. Os eletrólitos séricos e a creatinina devem ser monitorados frequentemente.

12. ARMAZENAGEM
Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).

IV) DIZERES LEGAIS
ZESTRIL 5 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.032-0
ZESTRIL 10 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.036-3
ZESTRIL 20 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.040-1
Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho – CRF-SP nº 19.097
Fabricado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP – CEP 06707-000
CNPJ 60.318.797/0001-00
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Indústria Brasileira
N° do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca.
Logo do SAC: 0800-0145578
CDS 12.06
Julho/07 19

Bula do Zestril 10 mg (Anti hipertensivo)

Zestril-10-mgBula do Zestril 10 mg:

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
ZESTRIL
lisinopril
5 mg, 10 mg, 20 mg

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÕES COMERCIALIZADAS
Comprimidos de 5 mg, 10 mg ou 20 mg. Via oral. Embalagens com 30 comprimidos.
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
lisinopril …………………………………….. 5 mg ou 10 mg ou 20 mg
Excipientes q.s.p. ………………………… 1 comprimido
Excipientes: manitol, estearato de magnésio, amido de milho, amido de milho pré-gelatinizado, fosfato de cálcio dibásico e óxido férrico.

II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O uso contínuo de ZESTRIL controla a pressão arterial; controla os problemas de fraqueza no coração (insuficiência cardíaca congestiva) quando utilizado com medicamentos que estimulam a eliminação da urina (diuréticos), diminuindo o risco de hospitalização e mortalidade; previne problemas no coração após o infarto; protege os rins e os olhos (retina) em pacientes diabéticos.
ZESTRIL é efetivo por 24 horas após dose oral única diária.

2. POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
ZESTRIL está indicado para o tratamento da pressão alta (hipertensão); para o controle dos problemas de fraqueza no coração (insuficiência cardíaca congestiva), como tratamento juntamente com medicamentos que estimulam a eliminação da urina (diuréticos) e digitálicos (medicamento utilizado para problemas do coração); para o tratamento de pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio nas últimas 24 horas; para reduzir a perda de proteína pela urina em pacientes diabéticos com pressão arterial normal e que precisam de insulina e pacientes diabéticos com pressão alta que não precisam de insulina e que perdem proteína pela urina.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contra-indicações
Você não deve utilizar ZESTRIL nas seguintes situações:
– Alergia ao lisinopril ou a qualquer um dos componentes da fórmula.
– Em pacientes com história de dificuldade para respirar ou engolir com ou sem inchaço na face, lábios, língua e/ou garganta, relacionado ao tratamento prévio com inibidor da enzima conversora da angiotensina (ECA).
– Em pacientes no segundo e terceiro trimestres de gravidez.
Advertências
ZESTRIL deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– Em pacientes com problemas cardiovasculares, com diarréia ou vômito, com problemas renais e que fazem diálise.
– Em pacientes que estão em dieta com restrição de sais e tomam suplementos de potássio ou substituto de sal de cozinha que contém potássio.
– Em pacientes que estão recebendo tratamento de dessensibilização para alguma alergia (ex.: picada de inseto).
– Em pacientes que têm pressão baixa pode-se notar fraqueza ou tontura.
– Em pacientes que apresentaram as seguintes reações alérgicas: inchaço das mãos, pés, tornozelos, face, lábios, garganta e/ou língua, com dificuldade de engolir ou respirar.
– Em pacientes negros o efeito pode ser menor quando comparado aos demais pacientes.
– Em pacientes diabéticos em uso de antidiabéticos, principalmente associado a insufuciência renal (mal funcionamento do rim) pode haver queda do açúcar no sangue.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
A experiência clínica em crianças é limitada. Deve ser utilizado nesta faixa etária somente a critério médico.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Precauções
Não se espera que ZESTRIL afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. Entretanto, alguns pacientes podem sentir tontura ou cansaço.
Interações medicamentosas
ZESTRIL deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– Em pacientes que estão tomando os seguintes medicamentos: diuréticos, antidiabéticos, suplementos de potássio, diuréticos e substitutos do sal que retêm potássio, lítio (para transtornos psiquiátricos), sais de ouro (por ex.: aurotiomalato de sódio), outros anti-hipertensivos e indometacina ou antiinflamatórios não-esteroidais.

4. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Aspecto físico
ZESTRIL é apresentado da seguinte maneira:
– ZESTRIL 5 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.
– ZESTRIL 10 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.
– ZESTRIL 20 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.

Características organolépticas
Ver aspecto físico.

Dosagem
A dose recomendada de ZESTRIL é de:
Pressão Alta (Hipertensão essencial): a dose inicial recomendada é de 10 mg por via oral, 1 vez ao dia. A dose usual de manutenção é de 20 mg administrados por via oral, 1 vez ao dia.
Pacientes Tratados com Diuréticos: os diuréticos devem ser descontinuados 2 a 3 dias antes de iniciar o uso de ZESTRIL. Em pacientes hipertensos (com pressão alta) nos quais os diuréticos não possam ser descontinuados, a terapia com ZESTRIL deve ser iniciada com a dose de 5 mg administrada por via oral.
Pacientes com Insuficiência Renal: a posologia em pacientes com problemas renais deve estar de acordo com as instruções do seu médico (baseada na depuração de creatinina).
Hipertensão Renovascular: recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg ou 5 mg, administrada por via oral.
Insuficiência Cardíaca Congestiva: a dose inicial é de 2,5 mg administrada por via oral 1 vez ao dia.
Infarto Agudo do Miocárdio: o tratamento com ZESTRIL pode ser iniciado dentro de 24 horas após o início dos sintomas. A primeira dose de ZESTRIL é de 5 mg administrados por via oral, seguido de 5 mg após 24 horas, 10 mg após 48 horas e então 10 mg, 1 vez ao dia.
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus: a dose diária de ZESTRIL é de 10 mg por via oral 1 vez ao dia.
Idosos: não há alteração da eficácia e segurança no paciente idoso. Entretanto, a idade avançada pode estar associada à diminuição da função renal e nestes casos pode ser necessário ajuste de dose. Consulte seu médico em relação a dose de ZESTRIL a ser administrada nestes casos.
ZESTRIL deve ser utilizado continuamente até que o médico defina quando deve ser interrompido o uso deste medicamento.
Caso você esqueça de tomar um dia o comprimido de ZESTRIL, não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.

Como usar
ZESTRIL 5 mg e 10 mg devem ser ingeridos com água e podem ser partidos ao meio.
ZESTRIL 20 mg deve ser ingerido inteiro e com água.
Como a absorção de ZESTRIL não é afetada por alimentos, os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. Como ocorre com todas as medicações administradas 1 vez ao dia, ZESTRIL deve ser administrado aproximadamente no mesmo horário todos os dias.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

5. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Podem ocorrer as seguintes reações adversas:
– Comum: tontura, dor de cabeça, efeitos ortostáticos (incluindo queda da pressão arterial), tosse, diarréia, vômito e alterações da função dos rins.
– Incomum: aumento de potássio no sangue, alterações no humor, sensação de “formigamento”, vertigem, alterações do paladar e do sono, ataque cardíaco (infarto) e derrame cerebral, possivelmente devido à queda de pressão arterial em pacientes de alto risco, palpitações, batimentos acelerados do coração (taquicardia), rinite, enjôo, dor abdominal, indigestão, manchas e outras lesões avermelhadas na pele, coceira, impotência sexual, cansaço, fraqueza, aumento de uréia no sangue, aumento da creatinina no sangue e aumento nas enzimas hepáticas.
– Rara: diminuição anormal de sódio no sangue, confusão mental, boca seca, alergia/inchaço com vermelhidão intensa de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe, urticária, queda de cabelo, descamação e vermelhidão na pele (psoríase), queda súbita da função dos rins, aumento de uréia no sangue, diminuição da hemoglobina e hematócrito e aumento na bilirrubina sérica.
– Muito Rara: diminuição da produção de componentes do sangue (depressão da medula óssea), anemia, diminuição do número de plaquetas no sangue, diminuição do número de leucócitos no sangue, diminuição do número de glóbulos brancos do tipo granulócitos no sangue, anemia com destruição de glóbulos vermelhos no sangue, diminuição do açúcar no sangue, broncoespasmo (chiado no peito), sinusite, pancreatite, inchaço com vermelhidão intensa na parede do intestino (angioedema intestinal), lesões graves da pele como inflamação e aparecimento de bolhas na pele (diaforese, pênfigo, necrólise epidermal tóxica, síndrome de Stevens-Johson e eritema multiforme), diminuição/ausência de urina, inflamação do fígado (hepatite), pele amarelada (icterícia), mal funcionamento do fígado (insuficiência hepática) e lesões na pele semelhantes a linfoma (alterações dos gânglios linfáticos).
– Outras reações têm sido relatadas: febre, inflamação dos vasos, dor muscular, dor articular, inflamação de uma articulação, exame de anticorpos antinucleares (ANA) positivo, aumento da inflamação (exame VHS aumentado), aumento do número de eosinófilos no sangue, aumento do número de leucócitos no sangue, manchas vermelhas na pele, sensibilidade à luz e outras manifestações na pele.
No caso de uso de doses elevadas de ZESTRIL em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, pode ocorrer vertigem, um tipo de desmaio chamado de síncope, aumento anormal de cálcio no sangue e creatinina sérica aumentada.

6. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Tratamento: em caso de ingestão de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita pelo seu médico, você deve contatar imediatamente o médico.
Possíveis sintomas: redução importante da pressão arterial, distúrbio eletrolítico e alteração renal.

7. ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
ZESTRIL deve ser mantido em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

III) INFORMAÇÕES TÉCNICAS
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
O lisinopril é um inibidor da peptidil dipeptidase. Ele inibe a enzima conversora da angiotensina (ECA) que catalisa a conversão da angiotensina I ao peptídeo vasoconstritor, angiotensina II. A angiotensina II estimula também a secreção de aldosterona pelo córtex da adrenal. A inibição da ECA resulta em concentrações diminuídas de angiotensina II, as quais resultam em diminuição da atividade vasopressora e redução da secreção de aldosterona. A diminuição tardia da aldosterona pode resultar em um aumento da concentração sérica de potássio.
Acredita-se que o mecanismo pelo qual o lisinopril diminui a pressão arterial é principalmente a supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Entretanto, o lisinopril é eficaz na redução da pressão arterial mesmo em pacientes hipertensos com baixa renina. A ECA é idêntica à cininase II, enzima que degrada a bradicinina. Ainda não está elucidado se níveis aumentados de bradicinina, um potente peptídeo vasodilatador, exercem papel importante sobre os efeitos terapêuticos do lisinopril.
É sabido que a ECA está presente no endotélio e que a atividade aumentada da ECA em pacientes diabéticos, que resulta na formação de angiotensina II e destruição de bradicinina, potencializa os danos ao endotélio causados por hiperglicemia. Os inibidores da ECA, incluindo lisinopril, inibem a formação de angiotensina II e a degradação da bradicinina, melhorando consequentemente a disfunção endotelial.
Os efeitos de lisinopril na taxa de excreção urinária de albumina e na progressão de retinopatia em pacientes diabéticos são mediados pela redução na pressão sanguínea, bem como pelo mecanismo direto nos tecidos retinal e renal.

Propriedades Farmacocinéticas
Absorção
Após administração oral de lisinopril, o pico de concentração sérica ocorre em cerca de 7 horas, apesar de haver uma tendência a um pequeno retardo no tempo para alcançar o pico de concentração sérica em pacientes com infarto agudo do miocárdio. Baseado na recuperação urinária, a extensão média de absorção de lisinopril é de aproximadamente 25%, com variações entre os pacientes (6-60%) em todas as doses testadas (5-80 mg). A biodisponibilidade absoluta é reduzida em aproximadamente 16% em pacientes com insuficiência cardíaca. A absorção de lisinopril não é afetada pela presença de alimentos.

Distribuição
O lisinopril parece não ligar-se às outras proteínas séricas, diferentemente da enzima conversora de angiotensina circulante (ECA). Estudos em ratos indicam que o lisinopril pouco atravessa a barreira hematoencefálica.

Eliminação
O lisinopril não é metabolizado e o fármaco absorvido é inteiramente excretado inalterado na urina. Em doses múltiplas, o lisinopril possui uma meia-vida efetiva de acúmulo de 12,6 horas. A depuração plasmática de lisinopril em pacientes sadios é de aproximadamente 50 ml/min. O declínio das concentrações séricas exibe uma fase terminal prolongada que não contribui para o acúmulo do fármaco. Essa fase terminal provavelmente representa ligações saturadas à ECA e não é proporcional à dose.

Insuficiência hepática
O comprometimendo da função hepática em pacientes com cirrose resultou na diminuição da absorção de lisinopril (cerca de 30% como determinado pela recuperação urinária) e um aumento na exposição (aproximadamente 50%) comparada a voluntários sadios devido à diminuição da depuração plasmática.

Insuficiência renal
O comprometimento da função renal diminui a eliminação de lisinopril, que é excretado via renal, mas essa diminuição torna-se clinicamente importante somente quando a taxa de filtração glomerular é menor que 30 ml/min.
Parâmetros farmacocinéticos de lisinopril para diferentes grupos de pacientes renais após administração de múltiplas doses de 5 mg

Função renal
avaliada pela depuração de creatinina
n
Cmáx
(ng/ml)
Tmáx
(h)
AUC
(0-24 h)
(ng/h/ml)
t1/2
(h)
> 80 ml/min
6
40,3
6
492 +/- 172
6,0 +/- 1,1
30-80 ml/min
6
36,6
8
555 +/- 364
11,8 +/- 1,9
5-30 ml/min
6
106,7
8
2228 +/- 938
19,5 +/- 5,2
Com uma depuração de creatinina de 30-80 ml/min, o valor da AUC média aumentou apenas 13%, enquanto que o valor médio da AUC aumentou 4-5 vezes com a depuração de creatinina de 5-30 ml/min.
O lisinopril pode ser removido por diálise. Durante 4 horas de hemodiálise, a concentração plasmática média de lisinopril diminuiu em 60%, com uma depuração da diálise entre 40 e 55 ml/min.

Insuficiência cardíaca
Pacientes com insuficiência cardíaca têm uma maior exposição de lisinopril comparado com voluntários sadios (um aumento da média AUC de 125%), mas baseado na recuperação urinária de lisinopril, há uma redução da absorção de aproximadamente 16% comparada com voluntários sadios.

Idosos
Pacientes idosos apresentam níveis sanguíneos mais elevados e valores da área sob a curva do tempo de concentração plasmática mais elevados (aumento de aproximadamente 60%) em comparação com pacientes mais jovens.
Dados de segurança pré-clínica
Tem sido obtida extensiva experiência clínica com ZESTRIL.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Hipertensão
Em dois estudos de dose-resposta, 438 pacientes portadores de hipertensão leve a moderada receberam ZESTRIL uma vez ao dia. A pressão foi verificada após 24 horas. Apesar de já haver resposta com 5 mg/dia em alguns pacientes, a eficácia foi maior nas doses de 10, 20 e 80 mg/dia. Em estudos controlados, 20 a 80 mg de ZESTRIL foram comparados com 12,5 a 50 mg/dia de hidroclorotiazida e 50 a 200 mg/dia de atenolol em pacientes com hipertensão leve a moderada e com metoprolol 100 a 200 mg/dia em pacientes portadores de hipertensão, moderada a grave. ZESTRIL foi superior a hidroclorotiazida e semelhante ao atenolol e metoprolol na redução da pressão diastólica e foi superior às três medicações na redução da pressão sistólica (Herpin D, Conte D. J Hum Hypertens. 1989; 3: 11-15; Bethesda, Md: National Heart, Lung, and Blood Institute. NIH Publication 03-5233. May 2003).

Insuficiência Cardíaca Congestiva
O efeito de ZESTRIL na mortalidade e morbidade em insuficiência cardíaca congestiva foi estudado, comparando-se uma dose alta (32,5 mg ou 35 mg uma vez ao dia) com uma dose baixa (2,5 mg ou 5 mg uma vez ao dia). Em um estudo realizado com 3164 pacientes, durante período médio de 46 meses de acompanhamento, a dose alta de ZESTRIL produziu, no tempo final combinado, uma redução de 12% do risco de mortalidade e hospitalização de todas as possíveis causas (p = 0,002), e uma redução de 8% do risco de mortalidade de todas as possíveis causas e de hospitalização cardiovascular (p = 0,036) em comparação com a dose baixa. Foram observadas reduções no risco de mortalidade de todas as causas (8%; p = 0,128) e de mortalidade cardiovascular (10%; p = 0,073). Em uma análise post-hoc, o número de hospitalizações por insuficiência cardíaca foi reduzido em 24% (p = 0,002) em pacientes tratados com a dose alta de ZESTRIL em comparação com a dose baixa. Os benefícios sintomáticos foram similares em pacientes tratados com doses altas e baixas de ZESTRIL.
Os resultados do estudo mostraram que os perfis globais de eventos adversos para pacientes tratados com dose alta ou baixa de ZESTRIL foram similares quanto a natureza e número. Eventos previsíveis resultantes da inibição da ECA, tais como, hipotensão ou função renal alterada, foram controláveis e raramente levaram a descontinuação do tratamento. Tosse foi menos frequente em pacientes tratados com dose elevada de ZESTRIL em comparação com dose baixa.
(Packer M et al. Eur Heart J 1998; 19; 142 Abstract 905; Packer M et al. Circulation 1999; 100; 2312-2318)
Infarto Agudo do Miocárdio
No estudo GISSI-3, o qual foi usado um desenho fatorial 2 x 2 para comparar os efeitos de ZESTRIL e gliceril trinitrato usados sozinhos ou em combinação por 6 semanas comparados com controle em 19.394 pacientes onde foi adminstrado tratamento dentro de 24 horas após um infarto agudo do miocardio, ZESTRIL produziu uma redução estatísticamente significativa do risco da mortalidade de 11% versus controle (2p = 0,03). A redução do risco com uso de gliceril trinitrato não foi significativa, mas a combinação de ZESTRIL e gliceril trinitrato produziu uma significativa redução do risco de mortalidade de 17% versus controle (2p = 0,02). Em um sub-grupo de idosos (idade > 70 anos) e mulheres, pré-definidos como pacientes de alto risco de mortalidade, um benefício significativo foi observado para combinação dos desfechos de mortalidade e função cardíaca. A combinação dos desfechos para todos os pacientes, como também os sub-grupos de alto risco, também demonstrou benefício significativo para os tratamentos com ZESTRIL aos 6 meses ou ZESTRIL mais gliceril trinitrato por 6 semanas, indicando os efeitos preventivos para ZESTRIL. Como esperado para qualquer tratamento com vasodilatadores, o aumento das incidências de hipotensão e disfunção renal estão associados ao tratamento com ZESTRIL mas não estão associados a um aumento proporcional da mortalidade (Gissi-3 study Investigators. Lancet 1994; 343: 115-22; Gissi-3 study Investigators. Am J Coll Cardiol 1996; 27: 337-44).
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus
Pode-se prevenir praticamente todas as complicações do diabetes com os inibidores da ECA. Em pacientes portadores de diabetes do tipo I e microalbuminúria, que receberam lisinopril apresentaram um risco menor de progressão para macroalbuminúria e esse efeito se manteve quando ajustado para as variações na pressão arterial. Houve também a diminuição do risco para progressão em pacientes já com macroalbuminúria.

O tratamento com inibidores da ECA está associado a menores níveis de fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) em pacientes portadores de retinopatia proliferativa diabética e estudos sugerem um forte potencial de uso dos inibidores da ECA no tratamento da retinopatia diabética. (Bell DSH Endocr Prac 2001; 7: 59-63; Chaturvedi-N et al. Lancet 1997; 351 (9095): 28-31; Hogeboom van Buggenum IM et al. Diabetologia 2002; 45: 203-209; Moravski C J et al. Am J Pathol. 2003; 162: 151-160).
Em um estudo clínico duplo-cego, randomizado, multicêntrico o qual comparou ZESTRIL com um bloqueador dos canais de cálcio em 335 pacientes hipertensos e com diabetes tipo 2 com nefropatia incipiente caracterizada pela microalbuminúria, ZESTRIL 10 a 20 mg administrado uma vez ao dia por 12 semanas, reduziu pressão sistólica/diastólica em 13/10 mmHg e valor de excreção urinária de albumina em 40%. Quando comparado com bloqueadores dos canais de cálcio, os quais produzem uma redução similar da pressão sanguínea, todos os pacientes tratados com ZESTRIL mostraram uma redução significativamente maior nos níveis de excreção urinária de albumina, demonstrando que a ação inibitória da ECA de ZESTRIL reduziu a microalbuminúria por um mecanismo direto nos tecidos renais além do seu efeito hipotensor (Agardh CD et al. J Hum Hypertens 1996; 10: 185-92).

3. INDICAÇÕES
Hipertensão: ZESTRIL é indicado para o tratamento da hipertensão essencial e renovascular. Pode ser usado como monoterapia ou associado a outras classes de agentes anti-hipertensivos.
Insuficiência Cardíaca Congestiva: ZESTRIL também é indicado para o controle da insuficiência cardíaca congestiva, como tratamento adjuvante com diuréticos e, quando apropriado, digitálicos. Doses elevadas reduzem o risco de mortalidade e hospitalização.
Infarto Agudo do Miocárdio: ZESTRIL é indicado para o tratamento de pacientes hemodinamicamente estáveis que sofreram infarto agudo do miocárdio nas últimas 24 horas, para prevenir o desenvolvimento subsequente de disfunção do ventrículo esquerdo ou insuficiência cardíaca, além de melhorar a sobrevida. Os pacientes devem receber, apropriadamente, o tratamento padrão recomendado tal como: trombolíticos, ácido acetilsalicílico e beta-bloqueadores.
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus: ZESTRIL reduz a taxa de excreção urinária de albumina em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes e em pacientes diabéticos hipertensos não insulino-dependentes que apresentam nefropatia incipiente caracterizada por microalbuminúria. ZESTRIL reduz o risco de progressão de retinopatia em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes.

4. CONTRA-INDICAÇÕES
ZESTRIL é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao lisinopril ou aos outros componentes da fórmula, em pacientes com história de edema angioneurótico relacionado ao tratamento prévio com inibidor da ECA, e no segundo e terceiro trimestres de gestação (ver item Advertências).

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Modo de usar
ZESTRIL 20 mg deve ser administrado inteiro. ZESTRIL 5 mg e 10 mg são comprimidos sulcados e podem ser divididos.
ZESTRIL deve ser administrado no mesmo horário todos os dias. A absorção dos comprimidos de ZESTRIL não é afetada por alimentos e os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. A dose pode ser ajustada de acordo com a resposta hipotensora.
Cuidados de conservação depois de aberto
Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.

6. POSOLOGIA
A dose recomendada de ZESTRIL é de uma dose única diária por via oral. A dose pode ser ajustada de acordo com resposta hipotensora.
Hipertensão Essencial
Em pacientes com hipertensão essencial, a dose inicial recomendada é de 10 mg uma vez ao dia. A dose usual de manutenção efetiva é de 20 mg administrados uma vez ao dia. Em geral, se o efeito terapêutico desejado não puder ser alcançado em um período de 2 a 4 semanas em um certo nível de dosagem, a dose pode ser aumentada. A dose máxima usada por longo prazo em estudos clínicos controlados foi de 80 mg por dia. Doses iniciais menores são necessárias na presença de comprometimento da função renal, em pacientes nos quais a terapêutica diurética não possa ser descontinuada, em pacientes depletados de volume e/ou sal e em pacientes com hipertensão renovascular.
Pacientes Tratados com Diuréticos
Pode ocorrer hipotensão sintomática após o início da terapia com ZESTRIL. Isto é mais provável em pacientes que estejam sendo tratados concomitantemente com diuréticos. Recomenda-se precaução, pois estes pacientes podem estar depletados de volume e/ou sal. A terapêutica diurética deve ser descontinuada dois a três dias antes de iniciar a administração de ZESTRIL. Em pacientes hipertensos nos quais os diuréticos não possam ser descontinuados, a terapia com ZESTRIL deve ser iniciada com a dose de 5 mg. A dose subsequente de ZESTRIL deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial. Se necessário, a terapêutica diurética pode recomeçar.

Pacientes com Insuficiência Renal
A posologia em pacientes com insuficiência renal deve ser baseada na depuração de creatinina.

Depuração de Creatinina (ml/min)
Dose inicial (mg/dia)
< 10 ml/min (incluindo pacientes em diálise)
2,5 mg/dia*
10 – 30 ml/min
2,5 – 5 mg/dia
31 – 80 ml/min
5 – 10 mg/dia
* A posologia e/ou a frequência de administração devem ser ajustadas de acordo com a resposta da pressão arterial.
A dose pode ser titulada gradativamente até que seja obtido controle da pressão arterial, com o máximo de 40 mg/dia.

Hipertensão Renovascular
Alguns pacientes com hipertensão renovascular, especialmente aqueles com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria renal em rim único, podem desenvolver resposta exagerada à primeira dose de ZESTRIL. Portanto, recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg ou 5 mg. A partir daí, a dose pode ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial.

Insuficiência Cardíaca Congestiva
Como tratamento adjuvante com diuréticos e, onde apropriado, com digitálicos, ZESTRIL pode ser iniciado com dose inicial de 2,5 mg uma vez ao dia. Para reduzir o risco de mortalidade e hospitalização, a dose de ZESTRIL deve ser aumentada por incrementos de no máximo 10 mg, em intervalos de no mínimo 2 semanas, para a dose mais alta tolerada pelo paciente, no máximo de 35 mg uma vez ao dia. O ajuste da dose deve ser baseado na resposta clínica individual do paciente.
Pacientes com alto risco de apresentar hipotensão sintomática como, por exemplo, pacientes com depleção de sal, com ou sem hiponatremia, pacientes com hipovolemia ou que tenham recebido rigorosa terapêutica diurética, devem ter estas condições corrigidas, se possível, antes de iniciar a terapia com ZESTRIL. O efeito da dose inicial de ZESTRIL sobre a pressão arterial deve ser monitorado cuidadosamente.

Infarto Agudo do Miocárdio
O tratamento com ZESTRIL pode ser iniciado dentro de 24 horas após o início dos sintomas. A primeira dose de ZESTRIL é de 5 mg administrados oralmente, seguido de 5 mg após 24 horas, 10 mg após 48 horas e então 10 mg uma vez ao dia.
Pacientes com baixa pressão sistólica (120 mmHg ou menos) devem receber uma dose menor – 2,5 mg oralmente – quando o tratamento é iniciado ou durante os 3 primeiros dias após o infarto. Se ocorrer hipotensão (pressão sistólica menor ou igual a 100 mmHg), uma dose diária de manutenção de 5 mg pode ser administrada com 11
reduções temporárias a 2,5 mg, se necessário. Se ocorrer hipotensão prolongada (pressão sistólica menor que 90 mmHg por mais de uma hora), ZESTRIL deve ser descontinuado.
A administração deve continuar por 6 semanas. Pacientes que desenvolverem sintomas de insuficiência cardíaca devem continuar com ZESTRIL (ver “Insuficiência Cardíaca Congestiva”).
ZESTRIL é compatível com trinitrato de gliceril transdérmico ou intravenoso.

Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus
Em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes, a dose diária de ZESTRIL é de 10 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 20 mg uma vez ao dia, se necessário, para atingir a pressão diastólica, na posição sentada, inferior a 75 mmHg.
Em pacientes diabéticos hipertensos não insulino-dependentes, a dose é a mesma descrita acima para atingir uma pressão diastólica, na posição sentada, inferior a 90 mmHg.
Se o paciente esquecer de tomar uma dose de ZESTRIL, não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.
Crianças: a segurança e a eficácia de ZESTRIL em crianças não foram estabelecidas.
Idosos: os estudos clínicos não demonstraram alterações na eficácia ou perfil de segurança relacionados à idade. Entretanto, quando a idade avançada está associada à diminuição da função renal, devem ser utilizadas as orientações enunciadas no Quadro l para determinar a dose inicial de ZESTRIL. A partir daí, a posologia deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial.

7. ADVERTÊNCIAS
Neutropenia/agranulocitose: o captopril, outro inibidor da enzima conversora da angiotensina, tem mostrado causar agranulocitose e depressão da medula óssea, raramente em pacientes não complicados, porém com maior frequência em pacientes com prejuízo da função renal, especialmente se estes possuírem também uma desordem vascular do colágeno. A avaliação de dados clínicos experimentais com lisinopril são insuficientes para demonstrar que este não cause agranulocitose em níveis semelhantes.
Experiência pós-lançamento do produto tem revelado raros casos de neutropenia e depressão da medula óssea na qual uma relação causal com o lisinopril não pode ser excluída. Em pacientes com distúrbios vascular do colágeno e renal, deve-se considerar a monitoração periódica da contagem de glóbulos brancos no sangue.
Hipotensão sintomática: hipotensão sintomática tem ocorrido raramente em pacientes com hipertensão não-complicada. Em pacientes hipertensos que estejam recebendo ZESTRIL, há maior probabilidade de ocorrer hipotensão se o paciente estiver depletado de volume, por exemplo, devido à terapia diurética, restrição dietética de sal, diálise, diarréia ou vômitos. Foi observada hipotensão sintomática em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, com ou sem insuficiência renal associada. É mais provável que isto ocorra em pacientes com graus mais graves de insuficiência cardíaca (uso de altas doses de diuréticos de alça, hiponatremia ou comprometimento da função renal). Em pacientes com risco elevado de hipotensão sintomática, o início da terapia e o ajuste da dose de ZESTRIL e/ou diurético devem ser monitorados sob cuidadosa supervisão médica. Considerações semelhantes aplicam-se aos pacientes com cardiopatia isquêmica ou doença vascular cerebral, nos quais a redução excessiva da pressão arterial poderia resultar em infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, deve receber infusão intravenosa de soro fisiológico. Uma resposta hipotensiva transitória não é uma contra-indicação ao tratamento, que pode continuar normalmente, uma vez que a pressão arterial aumentou após a expansão de volume.
Assim como outros vasodilatadores, ZESTRIL deve ser administrado com cautela a pacientes com estenose aórtica ou com cardiomiopatia hipertrófica.
Com o uso de ZESTRIL podem ocorrer decréscimos adicionais da pressão arterial sistêmica em alguns pacientes com insuficiência cardíaca congestiva que tenham pressão arterial normal ou baixa. Este efeito é previsto e, geralmente, não é razão para a interrupção do tratamento. Se a hipotensão se tornar sintomática, pode ser necessária a redução da dose ou a suspensão de ZESTRIL.
Hipotensão em infarto agudo do miocárdio: tratamento com lisinopril não deve ser iniciado no infarto agudo do miocárdio em pacientes sob risco de grave deterioração hemodinâmica após tratamento com um vasodilatador. Isto é em pacientes com pressão sistólica menor ou igual a 100 mmHg ou choque cardiogênico. Durante os 3 primeiros dias após o infarto, a dose deve ser reduzida caso a pressão sistólica seja menor ou igual a 120 mmHg. Doses de manutenção devem ser reduzidas a 5 mg ou temporariamente a 2,5 mg caso a pressão sistólica seja menor ou igual a 100 mmHg. Se a hipotensão persistir (pressão sistólica inferior a 90 mmHg por mais de uma hora) então ZESTRIL deve ser descontinuado.
Comprometimento da função renal: em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, a hipotensão que segue após o início da terapia com inibidores da ECA pode levar a algum comprometimento da função renal. Insuficiência renal aguda, normalmente reversível, foi observada nessa situação.
Em alguns pacientes com estenose da artéria renal bilateral ou estenose da artéria de rim único, que foram tratados com inibidores da ECA, foram observados aumentos da uréia sanguínea e da creatinina sérica, geralmente reversíveis com a interrupção da terapia. Isto é especialmente provável em pacientes com insuficiência renal. Se hipertensão renovascular também estiver presente, há um risco maior de ocorrer hipotensão grave e insuficiência renal. Nestes pacientes, o tratamento deve ser iniciado sob cuidadosa supervisão médica, com baixas doses e com uma cuidadosa titulação de dose. Uma vez que o tratamento com diuréticos pode ser um fator contribuinte para o caso acima, o mesmo deve ser descontinuado e a função renal deve ser monitorada durante as primeiras semanas de tratamento com ZESTRIL.
Alguns pacientes hipertensos sem doença vascular renal preexistente aparente desenvolveram aumentos de uréia sanguínea e creatinina sérica, geralmente pequenos e transitórios, especialmente quando ZESTRIL foi administrado concomitantemente a um diurético. Esta ocorrência é mais provável em pacientes com disfunção renal preexistente. Pode ser necessária a redução da dose e/ou interrupção do diurético e/ou de ZESTRIL.
No infarto agudo do miocárdio, o tratamento com lisinopril não deve ser iniciado em pacientes com evidência de disfunção renal, definida como concentrações de creatinina sérica excedendo 177 micromol/l e/ou proteinúria excedendo 500 mg/24h. Se a disfunção renal se desenvolver durante o tratamento com ZESTRIL (concentrações de creatinina sérica excedendo 265 micromol/l ou o dobro do valor do pré-tratamento), então o médico deve considerar a descontinuação de ZESTRIL.
Pacientes em hemodiálise: reações anafilactóides foram relatadas em pacientes que sofreram certos procedimentos de hemodiálise (por exemplo: com a membrana de alto fluxo AN 69 e durante aférese de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) com sulfato de dextrana) e tratados concomitantemente com um inibidor da ECA. Nesses pacientes deve ser considerado o uso de uma membrana de diálise diferente ou uma diferente classe de agentes anti-hipertensivos.
Hipersensibilidade/edema angioneurótico: edemas angioneuróticos de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe foram raramente relatados em pacientes tratados com inibidores da ECA, inclusive ZESTRIL. Isto pode ocorrer a qualquer momento durante o tratamento. Nesses casos, ZESTRIL deve ser descontinuado imediatamente e tratamento e monitoração adequados devem ser instituídos para assegurar o completo desaparecimento dos sintomas antes de liberar o paciente. Até mesmo nos casos sem dispnéia respiratória, onde somente o inchaço da língua está presente, os pacientes podem necessitar de observação prolongada, uma vez que o tratamento com anti-histamínicos e corticosteróides pode não ser suficiente.
Muito raramente, foram relatadas fatalidades com edema angioneurótico associado a edema de laringe e da língua. Pacientes com comprometimento de língua, glote ou laringe, que podem apresentar obstrução das vias aéreas, especialmente aqueles com um histórico de cirurgia das vias aéreas. Nestes casos, deve-se administrar imediatamente terapia de emergência, que pode incluir administração de adrenalina e/ou manutenção das vias desobstruídas. O paciente deve estar sob constante supervisão médica até a completa resolução dos sintomas ocorridos.
Pacientes com história de edema angioneurótico não relacionado a tratamento com inibidores da ECA podem estar sob risco maior de desenvolver edema angioneurótico enquanto estiverem recebendo um inibidor da ECA.
Pacientes diabéticos: em pacientes diabéticos tratados com agentes antidiabéticos orais ou insulina, o controle da glicemia deve ser cuidadosamente monitorado durante o primeiro mês de tratamento com ZESTRIL (ver item Interações Medicamentosas).
Dessensibilização: pacientes recebendo inibidores da ECA durante tratamento de dessensibilização (por exemplo: veneno de hymenoptera) apresentaram reações anafilactóides. Nos mesmos pacientes, essas reações foram evitadas com a descontinuação temporária dos inibidores da ECA, mas reapareceram com o reinício inadvertido da terapia.
Raça: inibidores da ECA causam uma maior taxa de angioedema em pacientes negros do que nos demais pacientes.
Inibidores da ECA podem ter um menor efeito na pressão arterial em pacientes negros hipertensos que nos demais pacientes hipertensos.
Tosse: foi relatada tosse com o uso de inibidores da ECA. Caracteristicamente, a tosse é não produtiva, persistente e se resolve após a descontinuação do tratamento. Tosse induzida por inibidores da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial da tosse.
Cirurgia/anestesia: em pacientes submetidos a grandes cirurgias ou sob anestesia com agentes que produzem hipotensão, ZESTRIL pode bloquear a formação de angiotensina II secundária à liberação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão e for considerada como decorrente deste mecanismo, pode-se corrigí-la através de expansão de volume.
Para informações referentes a ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal, ver item Posologia.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: quando dirigir veículos ou operar máquinas, deve-se levar em consideração que pode ocorrer ocasionalmente tontura ou fadiga durante o tratamento de hipertensão.

Uso durante a gravidez e lactação
Categoria de risco na gravidez: D.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Gravidez
ZESTRIL é contra-indicado no segundo e terceiro trimestres de gestação (ver item “Contra-Indicações”). O uso de lisinopril durante o primeiro trimestre de gravidez não é recomendado. Quando a gravidez é detectada, lisinopril deve ser descontinuado o mais rápido possível.
Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando administrados a gestantes durante o segundo e terceiro trimestres. O uso de inibidores da ECA durante esse período foi associado com dano fetal e neonatal, incluindo hipotensão, disfunção renal, hipercalemia e/ou hipoplasia do crânio no recém-nascido. Oligoidrâmnio materno, presumivelmente representando diminuição da função renal fetal, ocorreu e pode resultar em contratura dos membros, deformações craniofaciais e desenvolvimento de pulmão hipoplástico.
Se ocorrer a exposição de ZESTRIL durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez exames de ultra-sonografia consecutivos devem ser realizados para avaliar o ambiente intra-amniótico. Entretanto, as pacientes e os médicos devem estar cientes de que o oligoidrâmnio pode não aparecer até que o dano causado ao feto seja irreversível. Recém-nascidos cujas mães receberam lisinopril devem ser observados atentamente quanto a hipotensão, oligúria e hipercalemia. O lisinopril, que atravessa a barreira placentária, tem sido removido da circulação neonatal por diálise peritoneal com algum benefício clínico e teoricamente pode ser removido por exsanguíneo transfusão.
Estes efeitos adversos ao embrião e ao feto aparentemente não resultam da exposição intra-uterina ao inibidor da ECA limitada ao primeiro trimestre de gravidez. Um estudo epidemiológico retrospectivo sugere que a exposição materna ao inibidor da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez, pode levar a um aumento do risco de má-formações, particularmente cardiovascular e do SNC. Caso o lisinopril seja usado durante o primeiro trimestre de gravidez, a paciente deve ser informada sobre o risco potencial para o feto.

Lactação
Não se sabe se o lisinopril é excretado no leite humano. Como muitos medicamentos são excretados no leite, deve-se ter cuidado se ZESTRIL for prescrito a lactantes.

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Ver item Posologia.

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Diuréticos: quando um diurético é acrescentado à terapia com ZESTRIL o efeito anti-hipertensivo é geralmente potencializado. Pacientes que já utilizam diuréticos e especialmente aqueles nos quais a terapia diurética tenha sido recentemente instituída podem ocasionalmente apresentar excessiva redução da pressão arterial quando ZESTRIL é acrescentado. A possibilidade de hipotensão sintomática com ZESTRIL pode ser minimizada com a interrupção do diurético antes da introdução do tratamento com ZESTRIL.

Antidiabéticos: estudos epidemiológicos têm sugerido que a administração concomitante de inibidores da ECA e medicamentos antidiabéticos (insulina, agentes hipoglicemiantes orais) podem causar um aumento do efeito hipoglicemiante com risco de hipoglicemia. Este fenômeno aparece com mais frequência durante as primeiras semanas de tratamento combinado e em pacientes com insuficiência renal.
Suplementos de potássio, agentes poupadores de potássio ou substitutos do sal de cozinha contendo potássio: embora estudos clínicos demonstrem que o potássio sérico geralmente se mantém dentro dos limites normais, hipercalemia ocorreu em alguns pacientes. Os fatores de risco para o desenvolvimento da hipercalemia incluem insuficiência renal, diabetes mellitus e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (por ex.: espironolactona, triantereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal de cozinha contendo potássio. O uso destes agentes, especialmente em pacientes com comprometimento da função renal, pode levar a um aumento significativo do potássio sérico.
Se o uso concomitante de ZESTRIL com qualquer um dos agentes acima mencionados é julgado apropriado, eles devem ser feitos com cautela, e com monitoração frequente do potássio sérico.
Se ZESTRIL é administrado com um diurético depletor de potássio a hipocalemia induzida pelo diurético pode ser amenizada.

Lítio: assim como ocorre com outros fármacos que eliminam sódio, a eliminação de lítio pode ser diminuída. Portanto, os níveis séricos de lítio devem ser cuidadosamente monitorados se sais de lítio são administrados.

Ouro (por ex.: aurotiomalato de sódio): reações nitritóides (sintomas de vasodilatação incluindo rubor, náuseas, tontura e hipotensão que podem ser muito graves) foram relatadas com maior frequência em pacientes tratados com inibidores da ECA após aplicações de injeções de ouro (por exemplo, aurotiomalato de sódio).

Agentes anti-hipertensivos: quando combinado com outros agentes anti-hipertensivos, podem ocorrer quedas aditivas da pressão arterial.

Outros agentes: a indometacina pode diminuir a eficácia anti-hipertensiva de ZESTRIL quando administrados concomitantemente. Em alguns pacientes com comprometimento da função renal, que estão sendo tratados com antiinflamatórios não-esteroidais, a co-administração de lisinopril pode resultar em uma deterioração adicional da função renal.
ZESTRIL foi usado concomitantemente com nitratos sem evidências de interações adversas clinicamente significativas.

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Estudos clínicos
Em estudos clínicos controlados, ZESTRIL demonstrou ser geralmente bem tolerado. Na maioria dos casos, as reações adversas foram leves e transitórias.
As reações adversas clínicas mais frequentes observados com ZESTRIL em estudos clínicos controlados foram: tonturas, cefaléia, diarréia, fadiga, tosse e náuseas. Outras reações adversas menos frequentes incluem efeitos ortostáticos, inclusive hipotensão, erupções cutâneas e astenia. Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, doses elevadas de ZESTRIL podem predispor a sintomas relacionados à hipotensão (vertigem, síncope) e a alterações bioquímicas relacionadas à função renal comprometida (hipercalemia e creatinina sérica aumentada) como seria esperado com terapia com inibidor da ECA.
Pós comercialização
As seguintes definições de frequência são usadas: comum (≥ 1- < 10 %), incomum (≥ 0,1-< 1%), rara (≥ 0,01-< 0,1%) e muito rara (< 0,01%), incluindo relatos isolados.
Alterações do sistema linfático e sangue
Muito rara: depressão da medula óssea, anemia, trombocitopenia, leucopenia, agranulocitose e anemia hemolítica
Alterações do Metabolismo e nutrição
Incomum: hipercalemia
Rara: hiponatremia
Muito rara: hipoglicemia
Alterações psiquiátricas e do sistema nervoso
Comum: tontura e cefaléia
Incomum: alterações do humor, parestesia, vertigem, distúrbios do paladar e distúrbios do sono
Rara: confusão mental
Alterações cardíacas e vasculares
Comum: efeitos ortostáticos (incluindo hipotensão)
Incomum: infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral, possivelmente secundária à hipotensão grave em pacientes de alto risco, palpitações e taquicardia
Alterações repiratórias, torácicas e do mediastino
Comum: tosse
Incomum: rinite
Muito rara: broncoespasmo e sinusite
Alterações gastrointesinais
Comum: diarréia e vômito
Incomum: náusea, dor abdominal e indigestão
Rara: boca seca
Muito rara: pancreatite e angioedema intestinal
Alterações hepato-biliares
Muito rara: hepatite (colestática ou hepatocelular), icterícia e insuficiência hepática. Muito raramente, foram relatados que em alguns pacientes o desenvolvimento indesejável de hepatites tem progredido para insuficiência hepática. Pacientes recebendo ZESTRIL que desenvolveram icterícia ou elevação acentuada das enzimas hepáticas devem descontinuar o tratamento com ZESTRIL e receber acompanhamento médico apropriado.
Alterações da pele e tecido subcutâneo
Incomum: erupção cutânea, prurido
Rara: hipersensibilidade/edema angioneurótico (edema angioneurótico da face, extremidades, lábios, língua, glote, e/ou laringe), urticária, alopécia e psoríase
Muito rara: diaforese, pênfigo, necrólise epidermal tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme e pseudolinfoma cutâneo.
Um complexo de sintomas tem sido relatado os quais podem incluir um ou mais dos sintomas a seguir: febre, vasculite, mialgia, artralgia/artrites, um exame positivo para anticorpos antinucleares (ANA), aumento da velocidade de hemossedimentação (VHS), eosinofilia, leucocitose, erupções cutâneas, fotossensibilidade e outras manifestações dermatológicas.
Alterações renais e urinárias
Comum: disfunção renal
Rara: uremia e insuficiência renal aguda
Muito rara: oligúria/anúria
Alterações do sistema reprodutivo e mamas
Incomum: impotência
Alterações gerais e condições do local de aplicação
Incomum: fadiga e astenia

Avaliações laboratoriais
Incomum: aumento de uréia no sangue, aumento de creatinina sérica e aumento das enzimas hepáticas
Rara: diminuição de hemoglobina, diminuição de hematócrito e aumento de bilirrubina sérica

11. SUPERDOSE
Os sintomas de superdosagem podem incluir hipotensão grave, distúrbio eletrolítico e insuficiência renal. Depois da ingestão de uma superdosagem, o paciente deve ser cuidadosamente supervisionado. As medidas terapêuticas dependem da natureza e da gravidade dos sintomas. Medidas para prevenir a absorção e métodos para acelerar a eliminação devem ser empregados. Se ocorrer hipotensão grave, o paciente deve ser colocado em posição de choque e uma infusão intravenosa salina normal deve ser administrada rapidamente. O tratamento com angiotensina II (se disponível) pode ser considerado.
Os inibidores da ECA podem ser removidos da circulação por hemodiálise. O uso de membranas de diálise de poliacrilonitrila de alto fluxo deve ser evitado. Os eletrólitos séricos e a creatinina devem ser monitorados frequentemente.

12. ARMAZENAGEM
Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).

IV) DIZERES LEGAIS
ZESTRIL 5 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.032-0
ZESTRIL 10 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.036-3
ZESTRIL 20 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.040-1
Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho – CRF-SP nº 19.097
Fabricado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP – CEP 06707-000
CNPJ 60.318.797/0001-00
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Indústria Brasileira
N° do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca.
Logo do SAC: 0800-0145578
CDS 12.06
Julho/07 19

Bula do Zestril 5 mg (Anti hipertensivo)

Zestril-5-mgBula do Zestril 5 mg:

 

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
ZESTRIL
lisinopril
5 mg, 10 mg, 20 mg

 

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÕES COMERCIALIZADAS
Comprimidos de 5 mg, 10 mg ou 20 mg. Via oral. Embalagens com 30 comprimidos.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
lisinopril …………………………………….. 5 mg ou 10 mg ou 20 mg
Excipientes q.s.p. ………………………… 1 comprimido
Excipientes: manitol, estearato de magnésio, amido de milho, amido de milho pré-gelatinizado, fosfato de cálcio dibásico e óxido férrico.

 

II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O uso contínuo de ZESTRIL controla a pressão arterial; controla os problemas de fraqueza no coração (insuficiência cardíaca congestiva) quando utilizado com medicamentos que estimulam a eliminação da urina (diuréticos), diminuindo o risco de hospitalização e mortalidade; previne problemas no coração após o infarto; protege os rins e os olhos (retina) em pacientes diabéticos.
ZESTRIL é efetivo por 24 horas após dose oral única diária.

 

2. POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
ZESTRIL está indicado para o tratamento da pressão alta (hipertensão); para o controle dos problemas de fraqueza no coração (insuficiência cardíaca congestiva), como tratamento juntamente com medicamentos que estimulam a eliminação da urina (diuréticos) e digitálicos (medicamento utilizado para problemas do coração); para o tratamento de pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio nas últimas 24 horas; para reduzir a perda de proteína pela urina em pacientes diabéticos com pressão arterial normal e que precisam de insulina e pacientes diabéticos com pressão alta que não precisam de insulina e que perdem proteína pela urina.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contra-indicações
Você não deve utilizar ZESTRIL nas seguintes situações:
– Alergia ao lisinopril ou a qualquer um dos componentes da fórmula.
– Em pacientes com história de dificuldade para respirar ou engolir com ou sem inchaço na face, lábios, língua e/ou garganta, relacionado ao tratamento prévio com inibidor da enzima conversora da angiotensina (ECA).
– Em pacientes no segundo e terceiro trimestres de gravidez.
Advertências
ZESTRIL deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– Em pacientes com problemas cardiovasculares, com diarréia ou vômito, com problemas renais e que fazem diálise.
– Em pacientes que estão em dieta com restrição de sais e tomam suplementos de potássio ou substituto de sal de cozinha que contém potássio.
– Em pacientes que estão recebendo tratamento de dessensibilização para alguma alergia (ex.: picada de inseto).
– Em pacientes que têm pressão baixa pode-se notar fraqueza ou tontura.
– Em pacientes que apresentaram as seguintes reações alérgicas: inchaço das mãos, pés, tornozelos, face, lábios, garganta e/ou língua, com dificuldade de engolir ou respirar.
– Em pacientes negros o efeito pode ser menor quando comparado aos demais pacientes.
– Em pacientes diabéticos em uso de antidiabéticos, principalmente associado a insufuciência renal (mal funcionamento do rim) pode haver queda do açúcar no sangue.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
A experiência clínica em crianças é limitada. Deve ser utilizado nesta faixa etária somente a critério médico.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Precauções
Não se espera que ZESTRIL afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. Entretanto, alguns pacientes podem sentir tontura ou cansaço.
Interações medicamentosas
ZESTRIL deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– Em pacientes que estão tomando os seguintes medicamentos: diuréticos, antidiabéticos, suplementos de potássio, diuréticos e substitutos do sal que retêm potássio, lítio (para transtornos psiquiátricos), sais de ouro (por ex.: aurotiomalato de sódio), outros anti-hipertensivos e indometacina ou antiinflamatórios não-esteroidais.

 

4. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Aspecto físico
ZESTRIL é apresentado da seguinte maneira:
– ZESTRIL 5 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.
– ZESTRIL 10 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.
– ZESTRIL 20 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.

 

Características organolépticas
Ver aspecto físico.

 

Dosagem
A dose recomendada de ZESTRIL é de:
Pressão Alta (Hipertensão essencial): a dose inicial recomendada é de 10 mg por via oral, 1 vez ao dia. A dose usual de manutenção é de 20 mg administrados por via oral, 1 vez ao dia.
Pacientes Tratados com Diuréticos: os diuréticos devem ser descontinuados 2 a 3 dias antes de iniciar o uso de ZESTRIL. Em pacientes hipertensos (com pressão alta) nos quais os diuréticos não possam ser descontinuados, a terapia com ZESTRIL deve ser iniciada com a dose de 5 mg administrada por via oral.
Pacientes com Insuficiência Renal: a posologia em pacientes com problemas renais deve estar de acordo com as instruções do seu médico (baseada na depuração de creatinina).
Hipertensão Renovascular: recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg ou 5 mg, administrada por via oral.
Insuficiência Cardíaca Congestiva: a dose inicial é de 2,5 mg administrada por via oral 1 vez ao dia.
Infarto Agudo do Miocárdio: o tratamento com ZESTRIL pode ser iniciado dentro de 24 horas após o início dos sintomas. A primeira dose de ZESTRIL é de 5 mg administrados por via oral, seguido de 5 mg após 24 horas, 10 mg após 48 horas e então 10 mg, 1 vez ao dia.
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus: a dose diária de ZESTRIL é de 10 mg por via oral 1 vez ao dia.
Idosos: não há alteração da eficácia e segurança no paciente idoso. Entretanto, a idade avançada pode estar associada à diminuição da função renal e nestes casos pode ser necessário ajuste de dose. Consulte seu médico em relação a dose de ZESTRIL a ser administrada nestes casos.
ZESTRIL deve ser utilizado continuamente até que o médico defina quando deve ser interrompido o uso deste medicamento.
Caso você esqueça de tomar um dia o comprimido de ZESTRIL, não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.

 

Como usar
ZESTRIL 5 mg e 10 mg devem ser ingeridos com água e podem ser partidos ao meio.
ZESTRIL 20 mg deve ser ingerido inteiro e com água.
Como a absorção de ZESTRIL não é afetada por alimentos, os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. Como ocorre com todas as medicações administradas 1 vez ao dia, ZESTRIL deve ser administrado aproximadamente no mesmo horário todos os dias.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

 

5. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Podem ocorrer as seguintes reações adversas:
– Comum: tontura, dor de cabeça, efeitos ortostáticos (incluindo queda da pressão arterial), tosse, diarréia, vômito e alterações da função dos rins.
– Incomum: aumento de potássio no sangue, alterações no humor, sensação de “formigamento”, vertigem, alterações do paladar e do sono, ataque cardíaco (infarto) e derrame cerebral, possivelmente devido à queda de pressão arterial em pacientes de alto risco, palpitações, batimentos acelerados do coração (taquicardia), rinite, enjôo, dor abdominal, indigestão, manchas e outras lesões avermelhadas na pele, coceira, impotência sexual, cansaço, fraqueza, aumento de uréia no sangue, aumento da creatinina no sangue e aumento nas enzimas hepáticas.
– Rara: diminuição anormal de sódio no sangue, confusão mental, boca seca, alergia/inchaço com vermelhidão intensa de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe, urticária, queda de cabelo, descamação e vermelhidão na pele (psoríase), queda súbita da função dos rins, aumento de uréia no sangue, diminuição da hemoglobina e hematócrito e aumento na bilirrubina sérica.
– Muito Rara: diminuição da produção de componentes do sangue (depressão da medula óssea), anemia, diminuição do número de plaquetas no sangue, diminuição do número de leucócitos no sangue, diminuição do número de glóbulos brancos do tipo granulócitos no sangue, anemia com destruição de glóbulos vermelhos no sangue, diminuição do açúcar no sangue, broncoespasmo (chiado no peito), sinusite, pancreatite, inchaço com vermelhidão intensa na parede do intestino (angioedema intestinal), lesões graves da pele como inflamação e aparecimento de bolhas na pele (diaforese, pênfigo, necrólise epidermal tóxica, síndrome de Stevens-Johson e eritema multiforme), diminuição/ausência de urina, inflamação do fígado (hepatite), pele amarelada (icterícia), mal funcionamento do fígado (insuficiência hepática) e lesões na pele semelhantes a linfoma (alterações dos gânglios linfáticos).
– Outras reações têm sido relatadas: febre, inflamação dos vasos, dor muscular, dor articular, inflamação de uma articulação, exame de anticorpos antinucleares (ANA) positivo, aumento da inflamação (exame VHS aumentado), aumento do número de eosinófilos no sangue, aumento do número de leucócitos no sangue, manchas vermelhas na pele, sensibilidade à luz e outras manifestações na pele.
No caso de uso de doses elevadas de ZESTRIL em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, pode ocorrer vertigem, um tipo de desmaio chamado de síncope, aumento anormal de cálcio no sangue e creatinina sérica aumentada.

 

6. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Tratamento: em caso de ingestão de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita pelo seu médico, você deve contatar imediatamente o médico.
Possíveis sintomas: redução importante da pressão arterial, distúrbio eletrolítico e alteração renal.

 

7. ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
ZESTRIL deve ser mantido em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

III) INFORMAÇÕES TÉCNICAS
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
O lisinopril é um inibidor da peptidil dipeptidase. Ele inibe a enzima conversora da angiotensina (ECA) que catalisa a conversão da angiotensina I ao peptídeo vasoconstritor, angiotensina II. A angiotensina II estimula também a secreção de aldosterona pelo córtex da adrenal. A inibição da ECA resulta em concentrações diminuídas de angiotensina II, as quais resultam em diminuição da atividade vasopressora e redução da secreção de aldosterona. A diminuição tardia da aldosterona pode resultar em um aumento da concentração sérica de potássio.
Acredita-se que o mecanismo pelo qual o lisinopril diminui a pressão arterial é principalmente a supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Entretanto, o lisinopril é eficaz na redução da pressão arterial mesmo em pacientes hipertensos com baixa renina. A ECA é idêntica à cininase II, enzima que degrada a bradicinina. Ainda não está elucidado se níveis aumentados de bradicinina, um potente peptídeo vasodilatador, exercem papel importante sobre os efeitos terapêuticos do lisinopril.
É sabido que a ECA está presente no endotélio e que a atividade aumentada da ECA em pacientes diabéticos, que resulta na formação de angiotensina II e destruição de bradicinina, potencializa os danos ao endotélio causados por hiperglicemia. Os inibidores da ECA, incluindo lisinopril, inibem a formação de angiotensina II e a degradação da bradicinina, melhorando consequentemente a disfunção endotelial.
Os efeitos de lisinopril na taxa de excreção urinária de albumina e na progressão de retinopatia em pacientes diabéticos são mediados pela redução na pressão sanguínea, bem como pelo mecanismo direto nos tecidos retinal e renal.

 

Propriedades Farmacocinéticas
Absorção
Após administração oral de lisinopril, o pico de concentração sérica ocorre em cerca de 7 horas, apesar de haver uma tendência a um pequeno retardo no tempo para alcançar o pico de concentração sérica em pacientes com infarto agudo do miocárdio. Baseado na recuperação urinária, a extensão média de absorção de lisinopril é de aproximadamente 25%, com variações entre os pacientes (6-60%) em todas as doses testadas (5-80 mg). A biodisponibilidade absoluta é reduzida em aproximadamente 16% em pacientes com insuficiência cardíaca. A absorção de lisinopril não é afetada pela presença de alimentos.

 

Distribuição
O lisinopril parece não ligar-se às outras proteínas séricas, diferentemente da enzima conversora de angiotensina circulante (ECA). Estudos em ratos indicam que o lisinopril pouco atravessa a barreira hematoencefálica.

 

Eliminação
O lisinopril não é metabolizado e o fármaco absorvido é inteiramente excretado inalterado na urina. Em doses múltiplas, o lisinopril possui uma meia-vida efetiva de acúmulo de 12,6 horas. A depuração plasmática de lisinopril em pacientes sadios é de aproximadamente 50 ml/min. O declínio das concentrações séricas exibe uma fase terminal prolongada que não contribui para o acúmulo do fármaco. Essa fase terminal provavelmente representa ligações saturadas à ECA e não é proporcional à dose.

 

Insuficiência hepática
O comprometimendo da função hepática em pacientes com cirrose resultou na diminuição da absorção de lisinopril (cerca de 30% como determinado pela recuperação urinária) e um aumento na exposição (aproximadamente 50%) comparada a voluntários sadios devido à diminuição da depuração plasmática.

 

Insuficiência renal
O comprometimento da função renal diminui a eliminação de lisinopril, que é excretado via renal, mas essa diminuição torna-se clinicamente importante somente quando a taxa de filtração glomerular é menor que 30 ml/min.
Parâmetros farmacocinéticos de lisinopril para diferentes grupos de pacientes renais após administração de múltiplas doses de 5 mg

 

Função renal
avaliada pela depuração de creatinina
n
Cmáx
(ng/ml)
Tmáx
(h)
AUC
(0-24 h)
(ng/h/ml)
t1/2
(h)
> 80 ml/min
6
40,3
6
492 +/- 172
6,0 +/- 1,1
30-80 ml/min
6
36,6
8
555 +/- 364
11,8 +/- 1,9
5-30 ml/min
6
106,7
8
2228 +/- 938
19,5 +/- 5,2
Com uma depuração de creatinina de 30-80 ml/min, o valor da AUC média aumentou apenas 13%, enquanto que o valor médio da AUC aumentou 4-5 vezes com a depuração de creatinina de 5-30 ml/min.
O lisinopril pode ser removido por diálise. Durante 4 horas de hemodiálise, a concentração plasmática média de lisinopril diminuiu em 60%, com uma depuração da diálise entre 40 e 55 ml/min.

 

Insuficiência cardíaca
Pacientes com insuficiência cardíaca têm uma maior exposição de lisinopril comparado com voluntários sadios (um aumento da média AUC de 125%), mas baseado na recuperação urinária de lisinopril, há uma redução da absorção de aproximadamente 16% comparada com voluntários sadios.

 

Idosos
Pacientes idosos apresentam níveis sanguíneos mais elevados e valores da área sob a curva do tempo de concentração plasmática mais elevados (aumento de aproximadamente 60%) em comparação com pacientes mais jovens.
Dados de segurança pré-clínica
Tem sido obtida extensiva experiência clínica com ZESTRIL.

 

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Hipertensão
Em dois estudos de dose-resposta, 438 pacientes portadores de hipertensão leve a moderada receberam ZESTRIL uma vez ao dia. A pressão foi verificada após 24 horas. Apesar de já haver resposta com 5 mg/dia em alguns pacientes, a eficácia foi maior nas doses de 10, 20 e 80 mg/dia. Em estudos controlados, 20 a 80 mg de ZESTRIL foram comparados com 12,5 a 50 mg/dia de hidroclorotiazida e 50 a 200 mg/dia de atenolol em pacientes com hipertensão leve a moderada e com metoprolol 100 a 200 mg/dia em pacientes portadores de hipertensão, moderada a grave. ZESTRIL foi superior a hidroclorotiazida e semelhante ao atenolol e metoprolol na redução da pressão diastólica e foi superior às três medicações na redução da pressão sistólica (Herpin D, Conte D. J Hum Hypertens. 1989; 3: 11-15; Bethesda, Md: National Heart, Lung, and Blood Institute. NIH Publication 03-5233. May 2003).

 

Insuficiência Cardíaca Congestiva
O efeito de ZESTRIL na mortalidade e morbidade em insuficiência cardíaca congestiva foi estudado, comparando-se uma dose alta (32,5 mg ou 35 mg uma vez ao dia) com uma dose baixa (2,5 mg ou 5 mg uma vez ao dia). Em um estudo realizado com 3164 pacientes, durante período médio de 46 meses de acompanhamento, a dose alta de ZESTRIL produziu, no tempo final combinado, uma redução de 12% do risco de mortalidade e hospitalização de todas as possíveis causas (p = 0,002), e uma redução de 8% do risco de mortalidade de todas as possíveis causas e de hospitalização cardiovascular (p = 0,036) em comparação com a dose baixa. Foram observadas reduções no risco de mortalidade de todas as causas (8%; p = 0,128) e de mortalidade cardiovascular (10%; p = 0,073). Em uma análise post-hoc, o número de hospitalizações por insuficiência cardíaca foi reduzido em 24% (p = 0,002) em pacientes tratados com a dose alta de ZESTRIL em comparação com a dose baixa. Os benefícios sintomáticos foram similares em pacientes tratados com doses altas e baixas de ZESTRIL.
Os resultados do estudo mostraram que os perfis globais de eventos adversos para pacientes tratados com dose alta ou baixa de ZESTRIL foram similares quanto a natureza e número. Eventos previsíveis resultantes da inibição da ECA, tais como, hipotensão ou função renal alterada, foram controláveis e raramente levaram a descontinuação do tratamento. Tosse foi menos frequente em pacientes tratados com dose elevada de ZESTRIL em comparação com dose baixa.
(Packer M et al. Eur Heart J 1998; 19; 142 Abstract 905; Packer M et al. Circulation 1999; 100; 2312-2318)
Infarto Agudo do Miocárdio
No estudo GISSI-3, o qual foi usado um desenho fatorial 2 x 2 para comparar os efeitos de ZESTRIL e gliceril trinitrato usados sozinhos ou em combinação por 6 semanas comparados com controle em 19.394 pacientes onde foi adminstrado tratamento dentro de 24 horas após um infarto agudo do miocardio, ZESTRIL produziu uma redução estatísticamente significativa do risco da mortalidade de 11% versus controle (2p = 0,03). A redução do risco com uso de gliceril trinitrato não foi significativa, mas a combinação de ZESTRIL e gliceril trinitrato produziu uma significativa redução do risco de mortalidade de 17% versus controle (2p = 0,02). Em um sub-grupo de idosos (idade > 70 anos) e mulheres, pré-definidos como pacientes de alto risco de mortalidade, um benefício significativo foi observado para combinação dos desfechos de mortalidade e função cardíaca. A combinação dos desfechos para todos os pacientes, como também os sub-grupos de alto risco, também demonstrou benefício significativo para os tratamentos com ZESTRIL aos 6 meses ou ZESTRIL mais gliceril trinitrato por 6 semanas, indicando os efeitos preventivos para ZESTRIL. Como esperado para qualquer tratamento com vasodilatadores, o aumento das incidências de hipotensão e disfunção renal estão associados ao tratamento com ZESTRIL mas não estão associados a um aumento proporcional da mortalidade (Gissi-3 study Investigators. Lancet 1994; 343: 115-22; Gissi-3 study Investigators. Am J Coll Cardiol 1996; 27: 337-44).
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus
Pode-se prevenir praticamente todas as complicações do diabetes com os inibidores da ECA. Em pacientes portadores de diabetes do tipo I e microalbuminúria, que receberam lisinopril apresentaram um risco menor de progressão para macroalbuminúria e esse efeito se manteve quando ajustado para as variações na pressão arterial. Houve também a diminuição do risco para progressão em pacientes já com macroalbuminúria.

O tratamento com inibidores da ECA está associado a menores níveis de fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) em pacientes portadores de retinopatia proliferativa diabética e estudos sugerem um forte potencial de uso dos inibidores da ECA no tratamento da retinopatia diabética. (Bell DSH Endocr Prac 2001; 7: 59-63; Chaturvedi-N et al. Lancet 1997; 351 (9095): 28-31; Hogeboom van Buggenum IM et al. Diabetologia 2002; 45: 203-209; Moravski C J et al. Am J Pathol. 2003; 162: 151-160).
Em um estudo clínico duplo-cego, randomizado, multicêntrico o qual comparou ZESTRIL com um bloqueador dos canais de cálcio em 335 pacientes hipertensos e com diabetes tipo 2 com nefropatia incipiente caracterizada pela microalbuminúria, ZESTRIL 10 a 20 mg administrado uma vez ao dia por 12 semanas, reduziu pressão sistólica/diastólica em 13/10 mmHg e valor de excreção urinária de albumina em 40%. Quando comparado com bloqueadores dos canais de cálcio, os quais produzem uma redução similar da pressão sanguínea, todos os pacientes tratados com ZESTRIL mostraram uma redução significativamente maior nos níveis de excreção urinária de albumina, demonstrando que a ação inibitória da ECA de ZESTRIL reduziu a microalbuminúria por um mecanismo direto nos tecidos renais além do seu efeito hipotensor (Agardh CD et al. J Hum Hypertens 1996; 10: 185-92).

 

3. INDICAÇÕES
Hipertensão: ZESTRIL é indicado para o tratamento da hipertensão essencial e renovascular. Pode ser usado como monoterapia ou associado a outras classes de agentes anti-hipertensivos.
Insuficiência Cardíaca Congestiva: ZESTRIL também é indicado para o controle da insuficiência cardíaca congestiva, como tratamento adjuvante com diuréticos e, quando apropriado, digitálicos. Doses elevadas reduzem o risco de mortalidade e hospitalização.
Infarto Agudo do Miocárdio: ZESTRIL é indicado para o tratamento de pacientes hemodinamicamente estáveis que sofreram infarto agudo do miocárdio nas últimas 24 horas, para prevenir o desenvolvimento subsequente de disfunção do ventrículo esquerdo ou insuficiência cardíaca, além de melhorar a sobrevida. Os pacientes devem receber, apropriadamente, o tratamento padrão recomendado tal como: trombolíticos, ácido acetilsalicílico e beta-bloqueadores.
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus: ZESTRIL reduz a taxa de excreção urinária de albumina em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes e em pacientes diabéticos hipertensos não insulino-dependentes que apresentam nefropatia incipiente caracterizada por microalbuminúria. ZESTRIL reduz o risco de progressão de retinopatia em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes.

 

4. CONTRA-INDICAÇÕES
ZESTRIL é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao lisinopril ou aos outros componentes da fórmula, em pacientes com história de edema angioneurótico relacionado ao tratamento prévio com inibidor da ECA, e no segundo e terceiro trimestres de gestação (ver item Advertências).

 

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Modo de usar
ZESTRIL 20 mg deve ser administrado inteiro. ZESTRIL 5 mg e 10 mg são comprimidos sulcados e podem ser divididos.
ZESTRIL deve ser administrado no mesmo horário todos os dias. A absorção dos comprimidos de ZESTRIL não é afetada por alimentos e os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. A dose pode ser ajustada de acordo com a resposta hipotensora.
Cuidados de conservação depois de aberto
Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.

 

6. POSOLOGIA
A dose recomendada de ZESTRIL é de uma dose única diária por via oral. A dose pode ser ajustada de acordo com resposta hipotensora.
Hipertensão Essencial
Em pacientes com hipertensão essencial, a dose inicial recomendada é de 10 mg uma vez ao dia. A dose usual de manutenção efetiva é de 20 mg administrados uma vez ao dia. Em geral, se o efeito terapêutico desejado não puder ser alcançado em um período de 2 a 4 semanas em um certo nível de dosagem, a dose pode ser aumentada. A dose máxima usada por longo prazo em estudos clínicos controlados foi de 80 mg por dia. Doses iniciais menores são necessárias na presença de comprometimento da função renal, em pacientes nos quais a terapêutica diurética não possa ser descontinuada, em pacientes depletados de volume e/ou sal e em pacientes com hipertensão renovascular.
Pacientes Tratados com Diuréticos
Pode ocorrer hipotensão sintomática após o início da terapia com ZESTRIL. Isto é mais provável em pacientes que estejam sendo tratados concomitantemente com diuréticos. Recomenda-se precaução, pois estes pacientes podem estar depletados de volume e/ou sal. A terapêutica diurética deve ser descontinuada dois a três dias antes de iniciar a administração de ZESTRIL. Em pacientes hipertensos nos quais os diuréticos não possam ser descontinuados, a terapia com ZESTRIL deve ser iniciada com a dose de 5 mg. A dose subsequente de ZESTRIL deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial. Se necessário, a terapêutica diurética pode recomeçar.

 

Pacientes com Insuficiência Renal
A posologia em pacientes com insuficiência renal deve ser baseada na depuração de creatinina.

 

Depuração de Creatinina (ml/min)
Dose inicial (mg/dia)
< 10 ml/min (incluindo pacientes em diálise)
2,5 mg/dia*
10 – 30 ml/min
2,5 – 5 mg/dia
31 – 80 ml/min
5 – 10 mg/dia
* A posologia e/ou a frequência de administração devem ser ajustadas de acordo com a resposta da pressão arterial.
A dose pode ser titulada gradativamente até que seja obtido controle da pressão arterial, com o máximo de 40 mg/dia.

 

Hipertensão Renovascular
Alguns pacientes com hipertensão renovascular, especialmente aqueles com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria renal em rim único, podem desenvolver resposta exagerada à primeira dose de ZESTRIL. Portanto, recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg ou 5 mg. A partir daí, a dose pode ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial.

 

Insuficiência Cardíaca Congestiva
Como tratamento adjuvante com diuréticos e, onde apropriado, com digitálicos, ZESTRIL pode ser iniciado com dose inicial de 2,5 mg uma vez ao dia. Para reduzir o risco de mortalidade e hospitalização, a dose de ZESTRIL deve ser aumentada por incrementos de no máximo 10 mg, em intervalos de no mínimo 2 semanas, para a dose mais alta tolerada pelo paciente, no máximo de 35 mg uma vez ao dia. O ajuste da dose deve ser baseado na resposta clínica individual do paciente.
Pacientes com alto risco de apresentar hipotensão sintomática como, por exemplo, pacientes com depleção de sal, com ou sem hiponatremia, pacientes com hipovolemia ou que tenham recebido rigorosa terapêutica diurética, devem ter estas condições corrigidas, se possível, antes de iniciar a terapia com ZESTRIL. O efeito da dose inicial de ZESTRIL sobre a pressão arterial deve ser monitorado cuidadosamente.

 

Infarto Agudo do Miocárdio
O tratamento com ZESTRIL pode ser iniciado dentro de 24 horas após o início dos sintomas. A primeira dose de ZESTRIL é de 5 mg administrados oralmente, seguido de 5 mg após 24 horas, 10 mg após 48 horas e então 10 mg uma vez ao dia.
Pacientes com baixa pressão sistólica (120 mmHg ou menos) devem receber uma dose menor – 2,5 mg oralmente – quando o tratamento é iniciado ou durante os 3 primeiros dias após o infarto. Se ocorrer hipotensão (pressão sistólica menor ou igual a 100 mmHg), uma dose diária de manutenção de 5 mg pode ser administrada com 11
reduções temporárias a 2,5 mg, se necessário. Se ocorrer hipotensão prolongada (pressão sistólica menor que 90 mmHg por mais de uma hora), ZESTRIL deve ser descontinuado.
A administração deve continuar por 6 semanas. Pacientes que desenvolverem sintomas de insuficiência cardíaca devem continuar com ZESTRIL (ver “Insuficiência Cardíaca Congestiva”).
ZESTRIL é compatível com trinitrato de gliceril transdérmico ou intravenoso.

 

Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus
Em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes, a dose diária de ZESTRIL é de 10 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 20 mg uma vez ao dia, se necessário, para atingir a pressão diastólica, na posição sentada, inferior a 75 mmHg.
Em pacientes diabéticos hipertensos não insulino-dependentes, a dose é a mesma descrita acima para atingir uma pressão diastólica, na posição sentada, inferior a 90 mmHg.
Se o paciente esquecer de tomar uma dose de ZESTRIL, não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.
Crianças: a segurança e a eficácia de ZESTRIL em crianças não foram estabelecidas.
Idosos: os estudos clínicos não demonstraram alterações na eficácia ou perfil de segurança relacionados à idade. Entretanto, quando a idade avançada está associada à diminuição da função renal, devem ser utilizadas as orientações enunciadas no Quadro l para determinar a dose inicial de ZESTRIL. A partir daí, a posologia deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial.

 

7. ADVERTÊNCIAS
Neutropenia/agranulocitose: o captopril, outro inibidor da enzima conversora da angiotensina, tem mostrado causar agranulocitose e depressão da medula óssea, raramente em pacientes não complicados, porém com maior frequência em pacientes com prejuízo da função renal, especialmente se estes possuírem também uma desordem vascular do colágeno. A avaliação de dados clínicos experimentais com lisinopril são insuficientes para demonstrar que este não cause agranulocitose em níveis semelhantes.
Experiência pós-lançamento do produto tem revelado raros casos de neutropenia e depressão da medula óssea na qual uma relação causal com o lisinopril não pode ser excluída. Em pacientes com distúrbios vascular do colágeno e renal, deve-se considerar a monitoração periódica da contagem de glóbulos brancos no sangue.
Hipotensão sintomática: hipotensão sintomática tem ocorrido raramente em pacientes com hipertensão não-complicada. Em pacientes hipertensos que estejam recebendo ZESTRIL, há maior probabilidade de ocorrer hipotensão se o paciente estiver depletado de volume, por exemplo, devido à terapia diurética, restrição dietética de sal, diálise, diarréia ou vômitos. Foi observada hipotensão sintomática em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, com ou sem insuficiência renal associada. É mais provável que isto ocorra em pacientes com graus mais graves de insuficiência cardíaca (uso de altas doses de diuréticos de alça, hiponatremia ou comprometimento da função renal). Em pacientes com risco elevado de hipotensão sintomática, o início da terapia e o ajuste da dose de ZESTRIL e/ou diurético devem ser monitorados sob cuidadosa supervisão médica. Considerações semelhantes aplicam-se aos pacientes com cardiopatia isquêmica ou doença vascular cerebral, nos quais a redução excessiva da pressão arterial poderia resultar em infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, deve receber infusão intravenosa de soro fisiológico. Uma resposta hipotensiva transitória não é uma contra-indicação ao tratamento, que pode continuar normalmente, uma vez que a pressão arterial aumentou após a expansão de volume.
Assim como outros vasodilatadores, ZESTRIL deve ser administrado com cautela a pacientes com estenose aórtica ou com cardiomiopatia hipertrófica.
Com o uso de ZESTRIL podem ocorrer decréscimos adicionais da pressão arterial sistêmica em alguns pacientes com insuficiência cardíaca congestiva que tenham pressão arterial normal ou baixa. Este efeito é previsto e, geralmente, não é razão para a interrupção do tratamento. Se a hipotensão se tornar sintomática, pode ser necessária a redução da dose ou a suspensão de ZESTRIL.
Hipotensão em infarto agudo do miocárdio: tratamento com lisinopril não deve ser iniciado no infarto agudo do miocárdio em pacientes sob risco de grave deterioração hemodinâmica após tratamento com um vasodilatador. Isto é em pacientes com pressão sistólica menor ou igual a 100 mmHg ou choque cardiogênico. Durante os 3 primeiros dias após o infarto, a dose deve ser reduzida caso a pressão sistólica seja menor ou igual a 120 mmHg. Doses de manutenção devem ser reduzidas a 5 mg ou temporariamente a 2,5 mg caso a pressão sistólica seja menor ou igual a 100 mmHg. Se a hipotensão persistir (pressão sistólica inferior a 90 mmHg por mais de uma hora) então ZESTRIL deve ser descontinuado.
Comprometimento da função renal: em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, a hipotensão que segue após o início da terapia com inibidores da ECA pode levar a algum comprometimento da função renal. Insuficiência renal aguda, normalmente reversível, foi observada nessa situação.
Em alguns pacientes com estenose da artéria renal bilateral ou estenose da artéria de rim único, que foram tratados com inibidores da ECA, foram observados aumentos da uréia sanguínea e da creatinina sérica, geralmente reversíveis com a interrupção da terapia. Isto é especialmente provável em pacientes com insuficiência renal. Se hipertensão renovascular também estiver presente, há um risco maior de ocorrer hipotensão grave e insuficiência renal. Nestes pacientes, o tratamento deve ser iniciado sob cuidadosa supervisão médica, com baixas doses e com uma cuidadosa titulação de dose. Uma vez que o tratamento com diuréticos pode ser um fator contribuinte para o caso acima, o mesmo deve ser descontinuado e a função renal deve ser monitorada durante as primeiras semanas de tratamento com ZESTRIL.
Alguns pacientes hipertensos sem doença vascular renal preexistente aparente desenvolveram aumentos de uréia sanguínea e creatinina sérica, geralmente pequenos e transitórios, especialmente quando ZESTRIL foi administrado concomitantemente a um diurético. Esta ocorrência é mais provável em pacientes com disfunção renal preexistente. Pode ser necessária a redução da dose e/ou interrupção do diurético e/ou de ZESTRIL.
No infarto agudo do miocárdio, o tratamento com lisinopril não deve ser iniciado em pacientes com evidência de disfunção renal, definida como concentrações de creatinina sérica excedendo 177 micromol/l e/ou proteinúria excedendo 500 mg/24h. Se a disfunção renal se desenvolver durante o tratamento com ZESTRIL (concentrações de creatinina sérica excedendo 265 micromol/l ou o dobro do valor do pré-tratamento), então o médico deve considerar a descontinuação de ZESTRIL.
Pacientes em hemodiálise: reações anafilactóides foram relatadas em pacientes que sofreram certos procedimentos de hemodiálise (por exemplo: com a membrana de alto fluxo AN 69 e durante aférese de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) com sulfato de dextrana) e tratados concomitantemente com um inibidor da ECA. Nesses pacientes deve ser considerado o uso de uma membrana de diálise diferente ou uma diferente classe de agentes anti-hipertensivos.
Hipersensibilidade/edema angioneurótico: edemas angioneuróticos de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe foram raramente relatados em pacientes tratados com inibidores da ECA, inclusive ZESTRIL. Isto pode ocorrer a qualquer momento durante o tratamento. Nesses casos, ZESTRIL deve ser descontinuado imediatamente e tratamento e monitoração adequados devem ser instituídos para assegurar o completo desaparecimento dos sintomas antes de liberar o paciente. Até mesmo nos casos sem dispnéia respiratória, onde somente o inchaço da língua está presente, os pacientes podem necessitar de observação prolongada, uma vez que o tratamento com anti-histamínicos e corticosteróides pode não ser suficiente.
Muito raramente, foram relatadas fatalidades com edema angioneurótico associado a edema de laringe e da língua. Pacientes com comprometimento de língua, glote ou laringe, que podem apresentar obstrução das vias aéreas, especialmente aqueles com um histórico de cirurgia das vias aéreas. Nestes casos, deve-se administrar imediatamente terapia de emergência, que pode incluir administração de adrenalina e/ou manutenção das vias desobstruídas. O paciente deve estar sob constante supervisão médica até a completa resolução dos sintomas ocorridos.
Pacientes com história de edema angioneurótico não relacionado a tratamento com inibidores da ECA podem estar sob risco maior de desenvolver edema angioneurótico enquanto estiverem recebendo um inibidor da ECA.
Pacientes diabéticos: em pacientes diabéticos tratados com agentes antidiabéticos orais ou insulina, o controle da glicemia deve ser cuidadosamente monitorado durante o primeiro mês de tratamento com ZESTRIL (ver item Interações Medicamentosas).
Dessensibilização: pacientes recebendo inibidores da ECA durante tratamento de dessensibilização (por exemplo: veneno de hymenoptera) apresentaram reações anafilactóides. Nos mesmos pacientes, essas reações foram evitadas com a descontinuação temporária dos inibidores da ECA, mas reapareceram com o reinício inadvertido da terapia.
Raça: inibidores da ECA causam uma maior taxa de angioedema em pacientes negros do que nos demais pacientes.
Inibidores da ECA podem ter um menor efeito na pressão arterial em pacientes negros hipertensos que nos demais pacientes hipertensos.
Tosse: foi relatada tosse com o uso de inibidores da ECA. Caracteristicamente, a tosse é não produtiva, persistente e se resolve após a descontinuação do tratamento. Tosse induzida por inibidores da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial da tosse.
Cirurgia/anestesia: em pacientes submetidos a grandes cirurgias ou sob anestesia com agentes que produzem hipotensão, ZESTRIL pode bloquear a formação de angiotensina II secundária à liberação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão e for considerada como decorrente deste mecanismo, pode-se corrigí-la através de expansão de volume.
Para informações referentes a ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal, ver item Posologia.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: quando dirigir veículos ou operar máquinas, deve-se levar em consideração que pode ocorrer ocasionalmente tontura ou fadiga durante o tratamento de hipertensão.

 

Uso durante a gravidez e lactação
Categoria de risco na gravidez: D.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

 

Gravidez
ZESTRIL é contra-indicado no segundo e terceiro trimestres de gestação (ver item “Contra-Indicações”). O uso de lisinopril durante o primeiro trimestre de gravidez não é recomendado. Quando a gravidez é detectada, lisinopril deve ser descontinuado o mais rápido possível.
Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando administrados a gestantes durante o segundo e terceiro trimestres. O uso de inibidores da ECA durante esse período foi associado com dano fetal e neonatal, incluindo hipotensão, disfunção renal, hipercalemia e/ou hipoplasia do crânio no recém-nascido. Oligoidrâmnio materno, presumivelmente representando diminuição da função renal fetal, ocorreu e pode resultar em contratura dos membros, deformações craniofaciais e desenvolvimento de pulmão hipoplástico.
Se ocorrer a exposição de ZESTRIL durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez exames de ultra-sonografia consecutivos devem ser realizados para avaliar o ambiente intra-amniótico. Entretanto, as pacientes e os médicos devem estar cientes de que o oligoidrâmnio pode não aparecer até que o dano causado ao feto seja irreversível. Recém-nascidos cujas mães receberam lisinopril devem ser observados atentamente quanto a hipotensão, oligúria e hipercalemia. O lisinopril, que atravessa a barreira placentária, tem sido removido da circulação neonatal por diálise peritoneal com algum benefício clínico e teoricamente pode ser removido por exsanguíneo transfusão.
Estes efeitos adversos ao embrião e ao feto aparentemente não resultam da exposição intra-uterina ao inibidor da ECA limitada ao primeiro trimestre de gravidez. Um estudo epidemiológico retrospectivo sugere que a exposição materna ao inibidor da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez, pode levar a um aumento do risco de má-formações, particularmente cardiovascular e do SNC. Caso o lisinopril seja usado durante o primeiro trimestre de gravidez, a paciente deve ser informada sobre o risco potencial para o feto.

 

Lactação
Não se sabe se o lisinopril é excretado no leite humano. Como muitos medicamentos são excretados no leite, deve-se ter cuidado se ZESTRIL for prescrito a lactantes.

 

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Ver item Posologia.

 

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Diuréticos: quando um diurético é acrescentado à terapia com ZESTRIL o efeito anti-hipertensivo é geralmente potencializado. Pacientes que já utilizam diuréticos e especialmente aqueles nos quais a terapia diurética tenha sido recentemente instituída podem ocasionalmente apresentar excessiva redução da pressão arterial quando ZESTRIL é acrescentado. A possibilidade de hipotensão sintomática com ZESTRIL pode ser minimizada com a interrupção do diurético antes da introdução do tratamento com ZESTRIL.

 

Antidiabéticos: estudos epidemiológicos têm sugerido que a administração concomitante de inibidores da ECA e medicamentos antidiabéticos (insulina, agentes hipoglicemiantes orais) podem causar um aumento do efeito hipoglicemiante com risco de hipoglicemia. Este fenômeno aparece com mais frequência durante as primeiras semanas de tratamento combinado e em pacientes com insuficiência renal.
Suplementos de potássio, agentes poupadores de potássio ou substitutos do sal de cozinha contendo potássio: embora estudos clínicos demonstrem que o potássio sérico geralmente se mantém dentro dos limites normais, hipercalemia ocorreu em alguns pacientes. Os fatores de risco para o desenvolvimento da hipercalemia incluem insuficiência renal, diabetes mellitus e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (por ex.: espironolactona, triantereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal de cozinha contendo potássio. O uso destes agentes, especialmente em pacientes com comprometimento da função renal, pode levar a um aumento significativo do potássio sérico.
Se o uso concomitante de ZESTRIL com qualquer um dos agentes acima mencionados é julgado apropriado, eles devem ser feitos com cautela, e com monitoração frequente do potássio sérico.
Se ZESTRIL é administrado com um diurético depletor de potássio a hipocalemia induzida pelo diurético pode ser amenizada.

 

Lítio: assim como ocorre com outros fármacos que eliminam sódio, a eliminação de lítio pode ser diminuída. Portanto, os níveis séricos de lítio devem ser cuidadosamente monitorados se sais de lítio são administrados.

 

Ouro (por ex.: aurotiomalato de sódio): reações nitritóides (sintomas de vasodilatação incluindo rubor, náuseas, tontura e hipotensão que podem ser muito graves) foram relatadas com maior frequência em pacientes tratados com inibidores da ECA após aplicações de injeções de ouro (por exemplo, aurotiomalato de sódio).

 

Agentes anti-hipertensivos: quando combinado com outros agentes anti-hipertensivos, podem ocorrer quedas aditivas da pressão arterial.

 

Outros agentes: a indometacina pode diminuir a eficácia anti-hipertensiva de ZESTRIL quando administrados concomitantemente. Em alguns pacientes com comprometimento da função renal, que estão sendo tratados com antiinflamatórios não-esteroidais, a co-administração de lisinopril pode resultar em uma deterioração adicional da função renal.
ZESTRIL foi usado concomitantemente com nitratos sem evidências de interações adversas clinicamente significativas.

 

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Estudos clínicos
Em estudos clínicos controlados, ZESTRIL demonstrou ser geralmente bem tolerado. Na maioria dos casos, as reações adversas foram leves e transitórias.
As reações adversas clínicas mais frequentes observados com ZESTRIL em estudos clínicos controlados foram: tonturas, cefaléia, diarréia, fadiga, tosse e náuseas. Outras reações adversas menos frequentes incluem efeitos ortostáticos, inclusive hipotensão, erupções cutâneas e astenia. Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, doses elevadas de ZESTRIL podem predispor a sintomas relacionados à hipotensão (vertigem, síncope) e a alterações bioquímicas relacionadas à função renal comprometida (hipercalemia e creatinina sérica aumentada) como seria esperado com terapia com inibidor da ECA.
Pós comercialização
As seguintes definições de frequência são usadas: comum (≥ 1- < 10 %), incomum (≥ 0,1-< 1%), rara (≥ 0,01-< 0,1%) e muito rara (< 0,01%), incluindo relatos isolados.
Alterações do sistema linfático e sangue
Muito rara: depressão da medula óssea, anemia, trombocitopenia, leucopenia, agranulocitose e anemia hemolítica
Alterações do Metabolismo e nutrição
Incomum: hipercalemia
Rara: hiponatremia
Muito rara: hipoglicemia
Alterações psiquiátricas e do sistema nervoso
Comum: tontura e cefaléia
Incomum: alterações do humor, parestesia, vertigem, distúrbios do paladar e distúrbios do sono
Rara: confusão mental
Alterações cardíacas e vasculares
Comum: efeitos ortostáticos (incluindo hipotensão)
Incomum: infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral, possivelmente secundária à hipotensão grave em pacientes de alto risco, palpitações e taquicardia
Alterações repiratórias, torácicas e do mediastino
Comum: tosse
Incomum: rinite
Muito rara: broncoespasmo e sinusite
Alterações gastrointesinais
Comum: diarréia e vômito
Incomum: náusea, dor abdominal e indigestão
Rara: boca seca
Muito rara: pancreatite e angioedema intestinal
Alterações hepato-biliares
Muito rara: hepatite (colestática ou hepatocelular), icterícia e insuficiência hepática. Muito raramente, foram relatados que em alguns pacientes o desenvolvimento indesejável de hepatites tem progredido para insuficiência hepática. Pacientes recebendo ZESTRIL que desenvolveram icterícia ou elevação acentuada das enzimas hepáticas devem descontinuar o tratamento com ZESTRIL e receber acompanhamento médico apropriado.
Alterações da pele e tecido subcutâneo
Incomum: erupção cutânea, prurido
Rara: hipersensibilidade/edema angioneurótico (edema angioneurótico da face, extremidades, lábios, língua, glote, e/ou laringe), urticária, alopécia e psoríase
Muito rara: diaforese, pênfigo, necrólise epidermal tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme e pseudolinfoma cutâneo.
Um complexo de sintomas tem sido relatado os quais podem incluir um ou mais dos sintomas a seguir: febre, vasculite, mialgia, artralgia/artrites, um exame positivo para anticorpos antinucleares (ANA), aumento da velocidade de hemossedimentação (VHS), eosinofilia, leucocitose, erupções cutâneas, fotossensibilidade e outras manifestações dermatológicas.
Alterações renais e urinárias
Comum: disfunção renal
Rara: uremia e insuficiência renal aguda
Muito rara: oligúria/anúria
Alterações do sistema reprodutivo e mamas
Incomum: impotência
Alterações gerais e condições do local de aplicação
Incomum: fadiga e astenia

 

Avaliações laboratoriais
Incomum: aumento de uréia no sangue, aumento de creatinina sérica e aumento das enzimas hepáticas
Rara: diminuição de hemoglobina, diminuição de hematócrito e aumento de bilirrubina sérica

 

11. SUPERDOSE
Os sintomas de superdosagem podem incluir hipotensão grave, distúrbio eletrolítico e insuficiência renal. Depois da ingestão de uma superdosagem, o paciente deve ser cuidadosamente supervisionado. As medidas terapêuticas dependem da natureza e da gravidade dos sintomas. Medidas para prevenir a absorção e métodos para acelerar a eliminação devem ser empregados. Se ocorrer hipotensão grave, o paciente deve ser colocado em posição de choque e uma infusão intravenosa salina normal deve ser administrada rapidamente. O tratamento com angiotensina II (se disponível) pode ser considerado.
Os inibidores da ECA podem ser removidos da circulação por hemodiálise. O uso de membranas de diálise de poliacrilonitrila de alto fluxo deve ser evitado. Os eletrólitos séricos e a creatinina devem ser monitorados frequentemente.

 

12. ARMAZENAGEM
Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).

 

IV) DIZERES LEGAIS
ZESTRIL 5 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.032-0
ZESTRIL 10 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.036-3
ZESTRIL 20 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.040-1
Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho – CRF-SP nº 19.097
Fabricado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP – CEP 06707-000
CNPJ 60.318.797/0001-00
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Indústria Brasileira
N° do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca.
Logo do SAC: 0800-0145578
CDS 12.06
Julho/07 19

Bula do Zanidip 20 mg (Anti hipertensivo)

Bula do Zanidip 20 mg:
cloridrato de lercanidipino

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÃO:
Comprimidos revestidos para uso oral de 10 mg: caixa com 20 ou 30.
Comprimidos revestidos para uso oral de 20 mg: caixa com 20.
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO:
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) 10 mg: cada comprimido contém 10 mg de
cloridrato de lercanidipino (equivalente a 9,4 mg de lercanidipino) e excipientes q.s.p.
para 1 comprimido. Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina,
amidoglicolato de sódio, povidona, estearato de magnésio, hipromelose, talco, dióxido
de titânio, macrogol e óxido de ferro amarelo.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) 20 mg: cada comprimido contém 20 mg de
cloridrato de lercanidipino (equivalente a 18,8 mg de lercanidipino) e excipientes q.s.p.
para 1 comprimido. Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina,
amidoglicolato de sódio, povidona, estearato de magnésio, hipromelose, talco, dióxido
de titânio, macrogol e óxido de ferro vermelho.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. Como este medicamento funciona?
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é um medicamento que pertence à classe dos
antagonistas dos canais de cálcio. Sua substância ativa – lercanidipino – tem
propriedades anti-hipertensivas. Após sua ingestão oral, Zanidip
(cloridrato de
lercanidipino) apresenta ação anti-hipertensiva máxima entre 1,5 e 3 horas, persistindo
por 24 horas.

2. Por que este medicamento foi indicado?
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) foi prescrito a você pelo seu médico para o
tratamento da pressão sangüínea alta, também conhecida como hipertensão.

3. Quando não devo usar este medicamento?
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) não deve ser utilizado:
• Se você for sensível ou alérgico ao lercanidipino ou a qualquer ingrediente da
formulação, ou ainda tiver tido reações alérgicas a fármacos estritamente
relacionados ao Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) como anlodipino,
nicardipino, felodipino, isradipino, nifedipino ou lacidipino;

• Se você estiver grávida ou amamentando, ou caso você esteja desejando
engravidar e não estiver usando algum método contraceptivo.
• Se você estiver tomando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) e achar que pode
estar grávida, consulte seu médico.
• Se você estiver sofrendo de certas doenças cardíacas:
– Disfunção cardíaca descontrolada;
– Obstrução do fluxo sangüíneo que sai do coração;
– Angina instável (angina de repouso ou angina prévia progressiva);
– No período de um mês após a ocorrência de ataque cardíaco.
• Se você tiver problemas hepáticos ou renais graves.

Você não deve tomar Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) comprimidos:
– Se estiver tomando medicamentos que são inibidores da isoenzima
CYP3A4:
– Medicamentos antifúngicos (como cetoconazol ou itraconazol);
– Antibióticos macrolídeos (como eritromicina ou troleandomicina);
– Antivirais (como retronavir).
– Em conjunto com ciclosporina;
– Com grapefruit (toranja) ou suco de grapefruit.
Relatar ao seu médico se você apresenta alguma das condições listadas abaixo:
– Outras condições cardíacas específicas ou se você possui marcapasso;
– Problemas renais ou hepáticos, ou se você faz diálise;
– Se você tem intolerância à lactose, galactosemia ou síndrome de má
absorção de glicose/galactose, pois os comprimidos de Zanidip®
(cloridrato
de lercanidipino) 10 mg contêm 30 mg de lactose e os de Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) 20 mg, 60 mg.
O uso de Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) com outros medicamentos pode fazer
com que o efeito destes ou do Zanidip® (cloridrato de lercanidipino) aumente ou
diminua. Fale para seu médico, se você estiver tomando medicamentos que são
inibidores da isoenzima CYP3A4 (citados acima); beta-bloqueadores, diuréticos ou
inibidores da ECA (medicamentos para tratamento da hipertensão), apesar destes
poderem ser administrados seguramente com Zanidip® (cloridrato de lercanidipino);
cimetidina (mais de 800 mg, um medicamento para úlceras, indigestão ou pirose);
digoxina (um medicamento para o tratamento de problemas cardíacos); midazolam (um
medicamento que induz o sono); rifampicina (um medicamento para tratamento da
tuberculose); astemizol; terfenadina (um medicamento para alergias); amiodarona ou
quinidina (medicamento para tratamento do ritmo cardíaco acelerado); fenitoína ou
carbamazepina (medicamentos para epilepsia); medicamentos que diminuem a
resistência do organismo a doenças (como por exemplo, ciclosporina); informe também
se você estiver ingerindo grapefruit (toranja) ou suco de grapefruit.
A ingestão de bebidas alcoólicas durante o seu tratamento com Zanidip®
(cloridrato de
lercanidipino) comprimidos pode aumentar os efeitos deste medicamento; portanto,
você deve evitar ou reduzir estritamente o limite do seu consumo de bebidas alcoólicas.

Este medicamento deve ser administrado exclusivamente por via oral.
“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.”
“Este medicamento é contra-indicado na faixa etária abaixo de 18 anos”.
“Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações
indesejáveis”.
“Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum
outro medicamento”.
“Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para
a sua saúde”.

4. Como devo usar este medicamento?
O comprimido de Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) é revestido, circular, convexo e
liso nas duas faces. No entanto, o de 10 mg é amarelo claro e o de 20 mg, rosa.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser tomado de acordo com as instruções
fornecidas pelo seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Usualmente, a dose diária é de um comprimido revestido de Zanidip®
(cloridrato de
lercanidipino) 10 mg que deve ser tomado sempre no mesmo horário, preferencialmente
pela manhã pelo menos 15 minutos antes do café da manhã, porque refeições muito
gordurosas aumentam significantemente o nível sangüíneo do lercanidipino. Seu médico
deverá avisar você para aumentar a dose diária para um comprimido revestido de
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) 20 mg, quando for necessário.
Os comprimidos deverão ser engolidos preferencialmente com um pouco de água.
“Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento”.
“Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico”.
“Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o
aspecto do medicamento”.
“Este medicamento não pode ser partido ou mastigado”.

5. Quais os males que este medicamento pode causar?
Vários efeitos secundários podem ocasionalmente ocorrer. Você pode apresentar
vermelhidão, inchaço das pernas ou tornozelos, palpitações, dor de cabeça, tontura,
fraqueza. Algumas vezes, você pode ter distúrbios gastrintestinais (como azia, náusea,
vômitos, dor de estômago e diarréia), aumento do volume ou freqüência urinária,
erupção cutânea, fadiga, sonolência, dores musculares. Raramente, a pressão sangüínea
pode baixar (você pode sentir vertigens ou mesmo vir a desmaiar).
Aumentos reversíveis e isolados das enzimas hepáticas (transaminases) têm sido
relatados.
Tem sido relatado que os outros fármacos do grupo das diidropiridinas podem causar
inchaço das gengivas.
Em pacientes com angina, estes fármacos podem aumentar a freqüência e severidade da
angina. Se você apresentar algum destes problemas com Zanidip® (cloridrato de
lercanidipino), converse com seu médico imediatamente. Quando relatado algum efeito adverso, lembre de mencionar se você está tomando
algum outro medicamento, mesmo aqueles de uso ocasional.

6. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma
só vez?
Se você ingerir mais do que a dose prescrita pelo médico ou em caso de overdose,
procure ajuda médica imediatamente e, se possível, leve com você seus comprimidos ou
a embalagem do medicamento.
A dose correta excessiva pode fazer com que a pressão sangüínea torne-se muito baixa,
e o coração comece a bater irregularmente ou rapidamente. Isto pode levar também a
um estado de inconsciência.

7. Onde e como devo guardar este medicamento?
Como todo medicamento, Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser mantido na
sua embalagem original até sua total utilização e conservado em temperatura ambiente
(entre 15 e 30 °C), protegido da luz e umidade.
Prazo de validade: 24 meses após a data de fabricação impressa na embalagem do
produto. Ao adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade. NUNCA USE
MEDICAMENTO COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO, pois as substâncias
podem estar alteradas e causar prejuízo para a sua saúde.

“Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças”

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas:
O cloridrato de lercanidipino, princípio ativo deste medicamento, pertence ao grupo
farmacoterapêutico dos bloqueadores seletivos do canal de cálcio.
O lercanidipino é um antagonista do cálcio do grupo das diidropiridinas que inibe o
influxo transmembrana do íon cálcio no interior dos músculos cardíaco e liso vascular.
O mecanismo de ação anti-hipertensiva do lercanidipino deve-se ao seu efeito relaxante
direto na musculatura vascular lisa, reduzindo, desta maneira, a resistência periférica
total.
Apesar da sua curta meia-vida plasmática, o lercanidipino é dotado de prolongada ação
anti-hipertensiva, devido ao seu alto coeficiente de partição na membrana bi-lipídica das
células musculares dos vasos sanguíneos, e é destituído de efeito inotrópico negativo
devido a sua alta seletividade vascular.

Uma vez que a vasodilatação induzida pelo Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é
gradual no começo, hipotensão aguda com taquicardia reflexa foi raramente observada
em pacientes hipertensivos.
Assim como outras 1,4-diidropiridinas assimétricas, a ação anti-hipertensiva do
lercanidipino deve-se, principalmente, ao seu enantiômero (S).
Além disso, a análise dos estudos clínicos conduzidos para validar as indicações
terapêuticas demonstrou, num pequeno estudo não controlado, randomizado, realizado
com pacientes com hipertensão grave (média da pressão sangüínea diastólica de 114,5 ± 3,7 mmHg) mostrou que a pressão sangüínea foi normalizada em 40% dos 25 pacientes
que recebiam 20 mg/dia de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) e em 56% dos 25
pacientes que recebiam diariamente 10 mg duas vezes ao dia de Zanidip® (cloridrato de
lercanidipino). Num outro estudo, duplo-cego, randomizado, controlado versus placebo
em pacientes com hipertensão sistólica isolada, Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino)
foi eficaz em reduzir a pressão sangüínea sistólica de valores iniciais médios de 172,6 ±
5,6 mmHg para 140,2 ± 8,7 mmHg.

Propriedades Farmacocinéticas:
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) é completamente absorvido após administração
oral de 10-20 mg, e os picos plasmáticos são, respectivamente, 3,30 ng/ml ± 2,09 e 7,66
ng/ml ± 5,90, e ocorrem entre 1,5 a 3 horas após a administração.
Os dois enantiômeros de lercanidipino mostram um perfil similar de níveis plasmáticos:
o tempo para alcançar o pico da concentração plasmática é o mesmo, o pico da
concentração plasmática e área sob a curva (AUC) são, em média, 1,2 vezes mais alto
para o enantiômero (S) e a meia-vida de eliminação dos dois enantiômeros é
essencialmente a mesma. Nenhuma interconversão in vivo dos enantiômeros foi
observada.
Devido ao alto metabolismo de primeira passagem, a biodisponibilidade absoluta de
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) administrado oralmente, após a alimentação, a
pacientes sadios, é cerca de 10%, entretanto ela é reduzida a 1/3 quando a administração
ocorre em jejum.
A disponibilidade por via oral do lercanidipino aumenta 4 vezes quando este é ingerido
em um período de até 2 horas após uma refeição com alto teor de gordura.
A distribuição plasmática para os tecidos e órgãos é ampla e rápida.
A taxa de ligação às proteínas plasmáticas do lercanidipino é superior a 98%. Como o
nível destas proteínas apresenta-se reduzido em pacientes com grave insuficiência renal
ou hepática, a fração livre de lercanidipino nestes pacientes pode estar aumentada.
O lercanidipino é amplamente metabolizado no fígado, pela CYP3A4. O fármaco
inalterado não é encontrado na urina ou nas fezes. O lercanidipino é,
predominantemente, convertido a metabólitos inativos, dos quais cerca de 50% são
excretados na urina.
Experimentos in vitro com microssomos hepáticos humanos demonstraram que
lercanidipino apresenta vários graus de inibição de CYP3A4 e CYP2D6, nas
concentrações de 160 e 40 vezes, respectivamente, mais altas que aquelas atingidas do
pico plasmático depois de doses de 20 mg.
Além disso, estudos de interação em humanos mostraram que lercanidipino não
modificou os níveis plasmáticos de midazolam, um substrato típico de CYP3A4, ou de
metoprolol, um substrato típico de CYP2D6. Entretanto, inibição da biotransformação
de fármacos metabolizados por CYP3A4 e CYP2D6 devido ao Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) não é esperada em doses terapêuticas.
A meia-vida de eliminação média final de 8-10 horas foi calculada e a atividade
terapêutica dura por 24 horas devido ao alto grau de ligação às membranas lipídicas.
Não se observou o acúmulo de lercanidipino após administrações repetidas.
A administração oral de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) leva a níveis plasmáticos
de lercanidipino indiretamente proporcionais à dose (cinética não linear). Após a administração de 10, 20 ou 40 mg de lercanidipino, os picos de concentração plasmática observadas foram na proporção de 1:3:8 e as áreas das curvas de concentração plasmática versus tempo, na proporção de 1:4:18, sugerindo uma progressiva saturação do metabolismo de primeira passagem. Conseqüentemente, a disponibilidade da droga aumenta com a elevação da dose.
Em pacientes idosos ou portadores de insuficiência renal ou hepática leve ou moderada,
o perfil farmacocinético do lercanidipino mostrou-se similar ao observado na população
geral de pacientes. Pacientes com insuficiência renal grave ou dependente de diálise
apresentaram níveis mais elevados do fármaco (cerca de 70%). Em pacientes com
insuficiência hepática moderada ou grave é provável que ocorra o aumento da
biodisponibilidade sistêmica de lercanidipino, pois este, em condições normais, é
extensivamente metabolizado pelo fígado.

Segurança pré-clínica:
Os estudos de segurança farmacológica em animais demonstraram que o lercanidipino
em doses terapêuticas não apresentou nenhum efeito sobre o sistema nervoso autônomo,
sistema nervoso central e nas funções gastrintestinais.
Os efeitos significativos observados em estudos de longo prazo em ratos e cachorros
estavam relacionados, direta ou indiretamente, aos efeitos conhecidos dos antagonistas
de cálcio em altas doses, refletindo predominantemente uma atividade farmacodinâmica
exagerada.
O lercanidipino não foi genotóxico e nem apresentou riscos carcinogênicos.
A fertilidade e o desempenho reprodutivo geral em ratos não foram afetados durante o
tratamento com lercanidipino.
Não há evidências de qualquer efeito teratogênico em ratos ou coelhos; porém, altas
doses de lercanidipino, em ratos, induziram perdas pré e pós-implantação e atraso no
desenvolvimento fetal.
O cloridrato de lercanidipino, quando administrado em doses altas (12 mg/Kg/dia)
durante o parto, provocou distocia.
A distribuição de lercanidipino e/ou seu metabolismo em animais em fase de gestação e
sua excreção junto ao leite materno não foram investigados.
Os metabólitos de lercanidipino não foram avaliados separadamente nos estudos de
toxicidade.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Vide CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS (Propriedades Farmacodinâmicas /
Propriedades Farmacocinéticas / Segurança pré-clínica)

INDICAÇÕES
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é indicado para o tratamento de hipertensão
essencial leve a moderada.

CONTRA-INDICAÇÕES
Zanidip (cloridrato de lercanidipino) é contra-indicado a pacientes com
conhecida hipersensibilidade a substância ativa, a qualquer diidropiridina
ou a qualquer componente da formulação. Não deve ser utilizado na gravidez e lactação, em mulheres em idade fértil, a não ser que estejam
utilizando algum método contraceptivo eficaz.
Também é contra-indicado em pacientes com obstrução das vias de saída do
ventrículo esquerdo, angina pectoris instável, grave insuficiência renal ou
hepática, insuficiência cardíaca congestiva não tratada ou até um mês após a
ocorrência de infarto do miocárdio.
A co-administração com inibidores fortes de CYP3A4, ciclosporina e suco de
toranja (grapefruit) também é contra-indicada.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser administrado sempre no mesmo horário,
preferencialmente pela manhã pelo menos 15 minutos antes do café da manhã. Os
comprimidos deverão ser engolidos preferencialmente com um pouco de água.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser mantido na sua embalagem original até
sua total utilização e conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C), protegido
da luz e umidade.
O prazo de validade deste medicamento é de 24 meses após a data de fabricação
impressa na embalagem do produto.

POSOLOGIA
A posologia recomendada é de 10 mg, uma vez ao dia, pelo menos 15 minutos antes das
refeições, podendo ser aumentada para 20 mg, dependendo da resposta individual do
paciente.
O ajuste na dose deve ser feito gradualmente, pois pode levar cerca de 2 semanas antes
que o efeito anti-hipertensivo máximo seja atingido.
Alguns indivíduos, que não foram adequadamente controlados com um único agente
anti-hipertensivo, podem ser beneficiados com a adição de Zanidip
(cloridrato de
lercanidipino) ao tratamento com uma droga beta-bloqueadora (atenolol), um diurético
(hidroclorotiazida) ou inibidores da enzima conversora de angiotensina (captopril ou
enalapril).
Uma vez que a curva dose-resposta tem uma inclinação acentuada com platô entre as
doses de 20 e 30 mg, é improvável que a eficácia do medicamento seja melhorada com
a utilização de doses maiores; ao passo que a probabilidade do aparecimento de efeitos
colaterais pode aumentar.
Uso em idosos: embora os dados farmacocinéticos e a experiência clínica sugiram que
não é necessário nenhum ajuste da dose diária, deve-se ter um cuidado especial ao
iniciar o tratamento em idosos.
Uso em crianças: como não existe experiência clínica em pacientes menores de 18
anos, o uso em crianças não é recomendado.
Uso em Pacientes com Insuficiência Renal ou Hepática: ver Advertências. ADVERTÊNCIAS
Deve-se ter cuidado especial quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é utilizado
em pacientes com síndrome do seio enfermo (se não houver um marcapasso in situ).
Embora estudos de controle hemodinâmico tenham revelado que lercanidipino não é
prejudicial às funções ventriculares, pacientes com disfunção do ventrículo esquerdo
requerem atenção especial. Foi sugerido que a utilização das diidropiridinas de curta
ação pode estar associada com o aumento do risco cardiovascular em pacientes com
doenças cardíacas isquêmicas. Apesar de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) possuir
ação de longa duração, é solicitado precaução nestes pacientes.
Algumas diidropiridinas podem raramente conduzir a dor precordial ou angina pectoris.
Muito raramente pacientes com angina pectoris pré-existente podem apresentar aumento
na freqüência, duração ou gravidade destes ataques. Casos isolados de infarto do
miocárdio podem ser observados.
Álcool deve ser evitado, pois pode potencializar os efeitos de fármacos anti-hipertensivo
vasodilatadores.
Indutores de CYP3A4 como os anticonvulsivantes (por exemplo, fenitoína,
carbamazepina) e rifampicina podem reduzir os níveis plasmáticos de lercanidipino e
portanto a eficácia deste pode ser menor do que esperado.
Cada comprimido de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) de 10 mg e 20 mg contém,
respectivamente, 30 mg e 60 mg de lactose e, portanto, não devem ser administrados em
pacientes com insuficiência de lactase LAPP, galactosemia ou síndrome da má absorção
de glicose/galactose.
“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.”

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em Idosos
Embora as informações sobre a farmacocinética e a experiência clínica sugiram que não
é necessário um ajuste da dose diária, deve-se tomar um cuidado especial ao iniciar o
tratamento em idosos.
Uso em Crianças
Não é recomendado que este medicamento seja administrado em pessoas com menos de
18 anos.
Uso em pacientes com insuficiência hepática ou renal
Cuidados especiais devem ser necessários quando o tratamento é iniciado em pacientes
com insuficiência renal leve ou moderada ou com insuficiência hepática. Entretanto, o
esquema de dosagem geralmente recomendado pode ser tolerado por estes subgrupos,
mas um aumento na dose para 20 mg diários deve ser introduzido com cuidado. O efeito
anti-hipertensivo pode ser intensificado em pacientes com insuficiência hepática e,
conseqüentemente, um ajuste na dose deve ser considerado.
Não é recomendado o uso de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) em pacientes com
insuficiência hepática grave ou com insuficiência renal grave (taxa de filtração
glomerular < 30 ml/min). Gravidez e lactação:
Estudos com lercanidipino não fornecem evidências dos efeitos teratogênicos em ratos e
coelhos e a performance reprodutiva em ratos não foi prejudicada. Contudo, uma vez
que não existe experiência clínica com lercanidipino na gravidez e lactação, e outros
compostos diidropiridínicos foram teratogênicos em animais, Zanidip
(cloridrato de
lercanidipino) não deve ser administrado durante a gravidez ou em mulheres férteis a
menos que seja empregado método adequado de contracepção. Devido à alta
lipofilicidade do lercanidipino, a passagem para o leite materno pode ser esperada. Por
esta razão, este medicamento não deve ser administrado em mães que estejam
amamentando.
Efeitos sobre a habilidade para dirigir veículos e/ou operar máquinas:
A prática clínica indica que é improvável que Zanidip
(cloridrato de lercanidipino)
prejudique a habilidade do paciente de dirigir veículos e/ou operar máquinas. Porém, os
pacientes que estejam fazendo uso de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) devem
tomar cuidado, pois podem apresentar vertigem, tontura, fraqueza, fadiga e, em raros
casos, sonolência.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Pelo fato de lercanidipino ser metabolizado pela enzima CYP3A4, a administração em
conjunto com inibidores e indutores de CYP3A4 pode fazer com que ocorra interação
com o metabolismo e eliminação do lercanidipino. A co-prescrição com inibidores de
CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, eritromicina,
troleandomicina) deve ser evitada. Um estudo de interações com cetoconazol mostrou
um aumento considerável dos níveis plasmáticos de lercanidipino (aumento de 15 vezes
da AUC e de 8 vezes de Cmáx para S-lercanidipino).
A co-administração de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) com indutores de
CYP3A4, como os anticonvulsivantes (por exemplo, fenitoína, carbamazepina) e
rifampicina, deve ser introduzida com cautela uma vez que os efeitos anti-hipertensivos
podem estar reduzidos e a pressão sangüínea deve ser monitorada mais freqüentemente
que o habitual.
Um estudo de interação com fluoxetina (um inibidor de CYP2D6 e CYP3A4),
conduzido em voluntários entre 58 e 72 anos, não mostrou nenhuma modificação clínica
significativa da farmacocinética de lercanidipino.
A ciclosporina e lercanidipino não devem ser administrados juntamente. Neste caso,
observa-se aumento dos níveis plasmáticos tanto da ciclosporina como de lercanidipino.
Um estudo com voluntários jovens e sadios mostrou que quando a ciclosporina foi
administrada 3 horas antes da administração de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino),
os níveis plasmáticos de lercanidipino não foram atingidos, enquanto que a AUC da
ciclosporina foi aumentada em 27%. Contudo, a co-administração de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) com ciclosporina causou um aumento de 3 vezes no nível
de lercanidipino e um aumento de 21% da AUC de ciclosporina.
O lercanidipino não deve ser ingerido com suco de toranja (grapefruit). Como ocorre
com outras diidropiridinas, o metabolismo de lercanidipino é sensível a este suco,
ocorre aumento de sua disponibilidade e do efeito hipotensivo. Quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) foi administrado na dose de 20 mg
juntamente com midazolam em idosos, a absorção de lercanidipino aumentou (em cerca
de 40%) e a taxa de absorção diminuiu (tmáx foi retardado de 1,75 para 3 horas). As
concentrações de midazolam não foram modificadas.
Deve-se ter precaução quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é prescrito
juntamente com outros substratos de CYP3A4, como terfenadina, astemizol, fármacos
antiarrítmicos da classe III como amiodarona, quinidina.
Quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) foi administrado juntamente com
metoprolol, um beta-bloqueador eliminado principalmente pelo fígado, a
biodisponibilidade deste não foi alcançada enquanto que a de lercanidipino foi reduzida
em cerca de 50%. Este efeito deve ser devido a redução do fluxo sangüíneo causado
pelos beta-bloqueadores e deve conseqüentemente ocorrer com outras drogas desta
classe. Conseqüentemente, lercanidipino pode ser administrado com segurança com
drogas bloqueadoras beta-adrenoceptoras. Mas ajustes na dose podem ser necessários.
A administração concomitante de doses de 800 mg de cimetidina não causa
modificações significativas nos níveis plasmáticos de lercanidipino, mas é necessário
cuidado com altas doses uma vez que a biodisponibilidade e o efeito hipotensivo de
lercanidipino pode estar aumentado.
A co-administração de 20 mg de lercanidipino em pacientes cronicamente tratados com
beta-metildigoxina não mostrou evidência de interação farmacocinética. Voluntários
sadios tratados com digoxina seguido de 20 mg de lercanidipino tiveram um rápido
aumento médio de 33% no Cmáx de digoxina, enquanto que o clearance renal e AUC
não foram modificados. Pacientes em tratamentos concomitantes com digoxina devem
ser monitorados clinicamente e rigorosamente pelos sinais de toxicidade de digoxina.
Quando uma dose de 20 mg de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) foi repetidamente
co-administrado com 40 mg de sinvastatina, o AUC de lercanidipino não foi
significantemente modificado, enquanto que o AUC de sinvastatina aumentou em cerca
de 56% e do seu metabólito ativo em cerca de 28%. É improvável que estas mudanças
sejam de importância clínica. Nenhuma interação é esperada quando lercanidipino é
administrado pela manhã e sinvastatina à noite, como indicado para cada fármaco.
A co-administração de 20 mg de lercanidipino em voluntários sadios em jejum não
altera a farmacocinética de varfarina.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) tem sido administrado com segurança com
diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina.
O uso concomitante com álcool não é recomendado, pois pode ocorrer potencialização
dos efeitos de fármacos anti-hipertensivo vasodilatadores.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Cerca de 1,8% dos pacientes tratados apresentaram reações adversas.
Os efeitos colaterais mais comumente observados foram dor de cabeça,
vertigem, edema periférico, taquicardia, palpitações, vermelhidão, com uma
freqüência menor de 1%.
De acordo com a classificação da incidência das Reações Adversas,
proposta pela OMS o paciente pode apresentar algumas das seguintes
reações: Raras (> 1/10.000 < 1/1.000)
– Pele e Anexos: rash
– Sistema Músculo-esquelético: mialgia
– Psiquiátricas: sonolência
– Gastrintestinal: náusea, dispepsia, diarréia, dor abdominal,
vômitos
– Miocárdio, endocárdio, pericárdio e válvula: angina pectoris
– Sistema urinário: poliúria
– Gerais: astenia e fadiga
Incomuns (> 1/1.000 < 1/100)
– Sistema nervoso central e periférico: dor de cabeça, vertigem
– Cardiovasculares (geral): edema periférico
– Freqüência cardíaca / Ritmo cardíaco: taquicardia, palpitações
– Vascular (extracardíaca): rubor

SUPERDOSE
Após a comercialização do medicamento, dois casos de superdose foram relatados (150
mg e 280 mg de lercanidipino, respectivamente, ingeridos numa tentativa de cometer
suicídio). O primeiro paciente apresentou sonolência e foi tratado através de lavagem
gástrica. O segundo paciente desenvolveu choque cardiogênico com isquemia grave do
miocárdio e insuficiência renal moderada e foi tratado com altas doses de
catecolaminas, furosemida, digitálicos e dilatadores parenterais de plasma. Ambos os
casos foram resolvidos sem seqüelas.
Como para outros compostos diidropiridínicos, pode ser que a superdose resulte em
excessiva vasodilatação periférica, com hipotensão acentuada e taquicardia reflexa. No
caso de hipotensão grave, bradicardia e inconsciência, suporte cardiovascular pode ser
necessário, com administração intravenosa de atropina para a bradicardia.
Em vista do prolongado efeito farmacológico de lercanidipino, é essencial que o estado
cardiovascular do paciente que tomou a superdose seja monitorado por pelo menos 24
horas. Não há informação sobre valores da diálise. Uma vez que o lercanidipino é
altamente lipofílico, é muito provável que os níveis plasmáticos não indiquem a duração
do período de risco e a diálise pode não ser efetiva.

ARMAZENAMENTO
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser mantido na sua embalagem original até
sua total utilização e conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C), protegido
da luz e umidade.

DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Data de fabricação, prazo de validade e nº do lote: Vide Cartucho.
Farm. Resp.: Dra. Clarice Mitie Sano Yui
CRF-SP nº 5.115
MS10 mg: 1.0181.0454
MS 20 mg: 1.0181.0513
Fabricado por:
MEDLEY S.A. Indústria Farmacêutica
Rua Macedo Costa, nº 55 – Campinas – SP
C.N.P.J. nº 50.929.710/0001-79
Indústria Brasileira
Sob licença de:
Recordati Industria Chimica e Farmaceutica S.p.A.
SIM – Serviço de Informações MEDLEY – 0800-729-8000
http://www.medley.com.br

Bula do Zanidip 10 mg (Anti hipertensivo)

Zanidip-10-mgBula do Zanidip 10 mg:
cloridrato de lercanidipino

 

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÃO:
Comprimidos revestidos para uso oral de 10 mg: caixa com 20 ou 30.
Comprimidos revestidos para uso oral de 20 mg: caixa com 20.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO:
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) 10 mg: cada comprimido contém 10 mg de
cloridrato de lercanidipino (equivalente a 9,4 mg de lercanidipino) e excipientes q.s.p.
para 1 comprimido. Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina,
amidoglicolato de sódio, povidona, estearato de magnésio, hipromelose, talco, dióxido
de titânio, macrogol e óxido de ferro amarelo.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) 20 mg: cada comprimido contém 20 mg de
cloridrato de lercanidipino (equivalente a 18,8 mg de lercanidipino) e excipientes q.s.p.
para 1 comprimido. Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina,
amidoglicolato de sódio, povidona, estearato de magnésio, hipromelose, talco, dióxido
de titânio, macrogol e óxido de ferro vermelho.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. Como este medicamento funciona?
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é um medicamento que pertence à classe dos
antagonistas dos canais de cálcio. Sua substância ativa – lercanidipino – tem
propriedades anti-hipertensivas. Após sua ingestão oral, Zanidip
(cloridrato de
lercanidipino) apresenta ação anti-hipertensiva máxima entre 1,5 e 3 horas, persistindo
por 24 horas.

 

2. Por que este medicamento foi indicado?
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) foi prescrito a você pelo seu médico para o
tratamento da pressão sangüínea alta, também conhecida como hipertensão.

 

3. Quando não devo usar este medicamento?
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) não deve ser utilizado:
• Se você for sensível ou alérgico ao lercanidipino ou a qualquer ingrediente da
formulação, ou ainda tiver tido reações alérgicas a fármacos estritamente
relacionados ao Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) como anlodipino,
nicardipino, felodipino, isradipino, nifedipino ou lacidipino;

• Se você estiver grávida ou amamentando, ou caso você esteja desejando
engravidar e não estiver usando algum método contraceptivo.
• Se você estiver tomando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) e achar que pode
estar grávida, consulte seu médico.
• Se você estiver sofrendo de certas doenças cardíacas:
– Disfunção cardíaca descontrolada;
– Obstrução do fluxo sangüíneo que sai do coração;
– Angina instável (angina de repouso ou angina prévia progressiva);
– No período de um mês após a ocorrência de ataque cardíaco.
• Se você tiver problemas hepáticos ou renais graves.

 

Você não deve tomar Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) comprimidos:
– Se estiver tomando medicamentos que são inibidores da isoenzima
CYP3A4:
– Medicamentos antifúngicos (como cetoconazol ou itraconazol);
– Antibióticos macrolídeos (como eritromicina ou troleandomicina);
– Antivirais (como retronavir).
– Em conjunto com ciclosporina;
– Com grapefruit (toranja) ou suco de grapefruit.
Relatar ao seu médico se você apresenta alguma das condições listadas abaixo:
– Outras condições cardíacas específicas ou se você possui marcapasso;
– Problemas renais ou hepáticos, ou se você faz diálise;
– Se você tem intolerância à lactose, galactosemia ou síndrome de má
absorção de glicose/galactose, pois os comprimidos de Zanidip®
(cloridrato
de lercanidipino) 10 mg contêm 30 mg de lactose e os de Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) 20 mg, 60 mg.
O uso de Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) com outros medicamentos pode fazer
com que o efeito destes ou do Zanidip® (cloridrato de lercanidipino) aumente ou
diminua. Fale para seu médico, se você estiver tomando medicamentos que são
inibidores da isoenzima CYP3A4 (citados acima); beta-bloqueadores, diuréticos ou
inibidores da ECA (medicamentos para tratamento da hipertensão), apesar destes
poderem ser administrados seguramente com Zanidip® (cloridrato de lercanidipino);
cimetidina (mais de 800 mg, um medicamento para úlceras, indigestão ou pirose);
digoxina (um medicamento para o tratamento de problemas cardíacos); midazolam (um
medicamento que induz o sono); rifampicina (um medicamento para tratamento da
tuberculose); astemizol; terfenadina (um medicamento para alergias); amiodarona ou
quinidina (medicamento para tratamento do ritmo cardíaco acelerado); fenitoína ou
carbamazepina (medicamentos para epilepsia); medicamentos que diminuem a
resistência do organismo a doenças (como por exemplo, ciclosporina); informe também
se você estiver ingerindo grapefruit (toranja) ou suco de grapefruit.
A ingestão de bebidas alcoólicas durante o seu tratamento com Zanidip®
(cloridrato de
lercanidipino) comprimidos pode aumentar os efeitos deste medicamento; portanto,
você deve evitar ou reduzir estritamente o limite do seu consumo de bebidas alcoólicas.

Este medicamento deve ser administrado exclusivamente por via oral.
“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.”
“Este medicamento é contra-indicado na faixa etária abaixo de 18 anos”.
“Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações
indesejáveis”.
“Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum
outro medicamento”.
“Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para
a sua saúde”.

 

4. Como devo usar este medicamento?
O comprimido de Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) é revestido, circular, convexo e
liso nas duas faces. No entanto, o de 10 mg é amarelo claro e o de 20 mg, rosa.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser tomado de acordo com as instruções
fornecidas pelo seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Usualmente, a dose diária é de um comprimido revestido de Zanidip®
(cloridrato de
lercanidipino) 10 mg que deve ser tomado sempre no mesmo horário, preferencialmente
pela manhã pelo menos 15 minutos antes do café da manhã, porque refeições muito
gordurosas aumentam significantemente o nível sangüíneo do lercanidipino. Seu médico
deverá avisar você para aumentar a dose diária para um comprimido revestido de
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) 20 mg, quando for necessário.
Os comprimidos deverão ser engolidos preferencialmente com um pouco de água.
“Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento”.
“Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico”.
“Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o
aspecto do medicamento”.
“Este medicamento não pode ser partido ou mastigado”.

 

5. Quais os males que este medicamento pode causar?
Vários efeitos secundários podem ocasionalmente ocorrer. Você pode apresentar
vermelhidão, inchaço das pernas ou tornozelos, palpitações, dor de cabeça, tontura,
fraqueza. Algumas vezes, você pode ter distúrbios gastrintestinais (como azia, náusea,
vômitos, dor de estômago e diarréia), aumento do volume ou freqüência urinária,
erupção cutânea, fadiga, sonolência, dores musculares. Raramente, a pressão sangüínea
pode baixar (você pode sentir vertigens ou mesmo vir a desmaiar).
Aumentos reversíveis e isolados das enzimas hepáticas (transaminases) têm sido
relatados.
Tem sido relatado que os outros fármacos do grupo das diidropiridinas podem causar
inchaço das gengivas.
Em pacientes com angina, estes fármacos podem aumentar a freqüência e severidade da
angina. Se você apresentar algum destes problemas com Zanidip® (cloridrato de
lercanidipino), converse com seu médico imediatamente. Quando relatado algum efeito adverso, lembre de mencionar se você está tomando
algum outro medicamento, mesmo aqueles de uso ocasional.

 

6. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma
só vez?
Se você ingerir mais do que a dose prescrita pelo médico ou em caso de overdose,
procure ajuda médica imediatamente e, se possível, leve com você seus comprimidos ou
a embalagem do medicamento.
A dose correta excessiva pode fazer com que a pressão sangüínea torne-se muito baixa,
e o coração comece a bater irregularmente ou rapidamente. Isto pode levar também a
um estado de inconsciência.

 

7. Onde e como devo guardar este medicamento?
Como todo medicamento, Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser mantido na
sua embalagem original até sua total utilização e conservado em temperatura ambiente
(entre 15 e 30 °C), protegido da luz e umidade.
Prazo de validade: 24 meses após a data de fabricação impressa na embalagem do
produto. Ao adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade. NUNCA USE
MEDICAMENTO COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO, pois as substâncias
podem estar alteradas e causar prejuízo para a sua saúde.

 

“Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças”

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas:
O cloridrato de lercanidipino, princípio ativo deste medicamento, pertence ao grupo
farmacoterapêutico dos bloqueadores seletivos do canal de cálcio.
O lercanidipino é um antagonista do cálcio do grupo das diidropiridinas que inibe o
influxo transmembrana do íon cálcio no interior dos músculos cardíaco e liso vascular.
O mecanismo de ação anti-hipertensiva do lercanidipino deve-se ao seu efeito relaxante
direto na musculatura vascular lisa, reduzindo, desta maneira, a resistência periférica
total.
Apesar da sua curta meia-vida plasmática, o lercanidipino é dotado de prolongada ação
anti-hipertensiva, devido ao seu alto coeficiente de partição na membrana bi-lipídica das
células musculares dos vasos sanguíneos, e é destituído de efeito inotrópico negativo
devido a sua alta seletividade vascular.

 

Uma vez que a vasodilatação induzida pelo Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é
gradual no começo, hipotensão aguda com taquicardia reflexa foi raramente observada
em pacientes hipertensivos.
Assim como outras 1,4-diidropiridinas assimétricas, a ação anti-hipertensiva do
lercanidipino deve-se, principalmente, ao seu enantiômero (S).
Além disso, a análise dos estudos clínicos conduzidos para validar as indicações
terapêuticas demonstrou, num pequeno estudo não controlado, randomizado, realizado
com pacientes com hipertensão grave (média da pressão sangüínea diastólica de 114,5 ± 3,7 mmHg) mostrou que a pressão sangüínea foi normalizada em 40% dos 25 pacientes
que recebiam 20 mg/dia de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) e em 56% dos 25
pacientes que recebiam diariamente 10 mg duas vezes ao dia de Zanidip® (cloridrato de
lercanidipino). Num outro estudo, duplo-cego, randomizado, controlado versus placebo
em pacientes com hipertensão sistólica isolada, Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino)
foi eficaz em reduzir a pressão sangüínea sistólica de valores iniciais médios de 172,6 ±
5,6 mmHg para 140,2 ± 8,7 mmHg.

 

Propriedades Farmacocinéticas:
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) é completamente absorvido após administração
oral de 10-20 mg, e os picos plasmáticos são, respectivamente, 3,30 ng/ml ± 2,09 e 7,66
ng/ml ± 5,90, e ocorrem entre 1,5 a 3 horas após a administração.
Os dois enantiômeros de lercanidipino mostram um perfil similar de níveis plasmáticos:
o tempo para alcançar o pico da concentração plasmática é o mesmo, o pico da
concentração plasmática e área sob a curva (AUC) são, em média, 1,2 vezes mais alto
para o enantiômero (S) e a meia-vida de eliminação dos dois enantiômeros é
essencialmente a mesma. Nenhuma interconversão in vivo dos enantiômeros foi
observada.
Devido ao alto metabolismo de primeira passagem, a biodisponibilidade absoluta de
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) administrado oralmente, após a alimentação, a
pacientes sadios, é cerca de 10%, entretanto ela é reduzida a 1/3 quando a administração
ocorre em jejum.
A disponibilidade por via oral do lercanidipino aumenta 4 vezes quando este é ingerido
em um período de até 2 horas após uma refeição com alto teor de gordura.
A distribuição plasmática para os tecidos e órgãos é ampla e rápida.
A taxa de ligação às proteínas plasmáticas do lercanidipino é superior a 98%. Como o
nível destas proteínas apresenta-se reduzido em pacientes com grave insuficiência renal
ou hepática, a fração livre de lercanidipino nestes pacientes pode estar aumentada.
O lercanidipino é amplamente metabolizado no fígado, pela CYP3A4. O fármaco
inalterado não é encontrado na urina ou nas fezes. O lercanidipino é,
predominantemente, convertido a metabólitos inativos, dos quais cerca de 50% são
excretados na urina.
Experimentos in vitro com microssomos hepáticos humanos demonstraram que
lercanidipino apresenta vários graus de inibição de CYP3A4 e CYP2D6, nas
concentrações de 160 e 40 vezes, respectivamente, mais altas que aquelas atingidas do
pico plasmático depois de doses de 20 mg.
Além disso, estudos de interação em humanos mostraram que lercanidipino não
modificou os níveis plasmáticos de midazolam, um substrato típico de CYP3A4, ou de
metoprolol, um substrato típico de CYP2D6. Entretanto, inibição da biotransformação
de fármacos metabolizados por CYP3A4 e CYP2D6 devido ao Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) não é esperada em doses terapêuticas.
A meia-vida de eliminação média final de 8-10 horas foi calculada e a atividade
terapêutica dura por 24 horas devido ao alto grau de ligação às membranas lipídicas.
Não se observou o acúmulo de lercanidipino após administrações repetidas.
A administração oral de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) leva a níveis plasmáticos
de lercanidipino indiretamente proporcionais à dose (cinética não linear). Após a administração de 10, 20 ou 40 mg de lercanidipino, os picos de concentração plasmática observadas foram na proporção de 1:3:8 e as áreas das curvas de concentração plasmática versus tempo, na proporção de 1:4:18, sugerindo uma progressiva saturação do metabolismo de primeira passagem. Conseqüentemente, a disponibilidade da droga aumenta com a elevação da dose.
Em pacientes idosos ou portadores de insuficiência renal ou hepática leve ou moderada,
o perfil farmacocinético do lercanidipino mostrou-se similar ao observado na população
geral de pacientes. Pacientes com insuficiência renal grave ou dependente de diálise
apresentaram níveis mais elevados do fármaco (cerca de 70%). Em pacientes com
insuficiência hepática moderada ou grave é provável que ocorra o aumento da
biodisponibilidade sistêmica de lercanidipino, pois este, em condições normais, é
extensivamente metabolizado pelo fígado.

 

Segurança pré-clínica:
Os estudos de segurança farmacológica em animais demonstraram que o lercanidipino
em doses terapêuticas não apresentou nenhum efeito sobre o sistema nervoso autônomo,
sistema nervoso central e nas funções gastrintestinais.
Os efeitos significativos observados em estudos de longo prazo em ratos e cachorros
estavam relacionados, direta ou indiretamente, aos efeitos conhecidos dos antagonistas
de cálcio em altas doses, refletindo predominantemente uma atividade farmacodinâmica
exagerada.
O lercanidipino não foi genotóxico e nem apresentou riscos carcinogênicos.
A fertilidade e o desempenho reprodutivo geral em ratos não foram afetados durante o
tratamento com lercanidipino.
Não há evidências de qualquer efeito teratogênico em ratos ou coelhos; porém, altas
doses de lercanidipino, em ratos, induziram perdas pré e pós-implantação e atraso no
desenvolvimento fetal.
O cloridrato de lercanidipino, quando administrado em doses altas (12 mg/Kg/dia)
durante o parto, provocou distocia.
A distribuição de lercanidipino e/ou seu metabolismo em animais em fase de gestação e
sua excreção junto ao leite materno não foram investigados.
Os metabólitos de lercanidipino não foram avaliados separadamente nos estudos de
toxicidade.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Vide CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS (Propriedades Farmacodinâmicas /
Propriedades Farmacocinéticas / Segurança pré-clínica)

 

INDICAÇÕES
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é indicado para o tratamento de hipertensão
essencial leve a moderada.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Zanidip (cloridrato de lercanidipino) é contra-indicado a pacientes com
conhecida hipersensibilidade a substância ativa, a qualquer diidropiridina
ou a qualquer componente da formulação. Não deve ser utilizado na gravidez e lactação, em mulheres em idade fértil, a não ser que estejam
utilizando algum método contraceptivo eficaz.
Também é contra-indicado em pacientes com obstrução das vias de saída do
ventrículo esquerdo, angina pectoris instável, grave insuficiência renal ou
hepática, insuficiência cardíaca congestiva não tratada ou até um mês após a
ocorrência de infarto do miocárdio.
A co-administração com inibidores fortes de CYP3A4, ciclosporina e suco de
toranja (grapefruit) também é contra-indicada.

 

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser administrado sempre no mesmo horário,
preferencialmente pela manhã pelo menos 15 minutos antes do café da manhã. Os
comprimidos deverão ser engolidos preferencialmente com um pouco de água.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser mantido na sua embalagem original até
sua total utilização e conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C), protegido
da luz e umidade.
O prazo de validade deste medicamento é de 24 meses após a data de fabricação
impressa na embalagem do produto.

 

POSOLOGIA
A posologia recomendada é de 10 mg, uma vez ao dia, pelo menos 15 minutos antes das
refeições, podendo ser aumentada para 20 mg, dependendo da resposta individual do
paciente.
O ajuste na dose deve ser feito gradualmente, pois pode levar cerca de 2 semanas antes
que o efeito anti-hipertensivo máximo seja atingido.
Alguns indivíduos, que não foram adequadamente controlados com um único agente
anti-hipertensivo, podem ser beneficiados com a adição de Zanidip
(cloridrato de
lercanidipino) ao tratamento com uma droga beta-bloqueadora (atenolol), um diurético
(hidroclorotiazida) ou inibidores da enzima conversora de angiotensina (captopril ou
enalapril).
Uma vez que a curva dose-resposta tem uma inclinação acentuada com platô entre as
doses de 20 e 30 mg, é improvável que a eficácia do medicamento seja melhorada com
a utilização de doses maiores; ao passo que a probabilidade do aparecimento de efeitos
colaterais pode aumentar.
Uso em idosos: embora os dados farmacocinéticos e a experiência clínica sugiram que
não é necessário nenhum ajuste da dose diária, deve-se ter um cuidado especial ao
iniciar o tratamento em idosos.
Uso em crianças: como não existe experiência clínica em pacientes menores de 18
anos, o uso em crianças não é recomendado.
Uso em Pacientes com Insuficiência Renal ou Hepática: ver Advertências. ADVERTÊNCIAS
Deve-se ter cuidado especial quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é utilizado
em pacientes com síndrome do seio enfermo (se não houver um marcapasso in situ).
Embora estudos de controle hemodinâmico tenham revelado que lercanidipino não é
prejudicial às funções ventriculares, pacientes com disfunção do ventrículo esquerdo
requerem atenção especial. Foi sugerido que a utilização das diidropiridinas de curta
ação pode estar associada com o aumento do risco cardiovascular em pacientes com
doenças cardíacas isquêmicas. Apesar de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) possuir
ação de longa duração, é solicitado precaução nestes pacientes.
Algumas diidropiridinas podem raramente conduzir a dor precordial ou angina pectoris.
Muito raramente pacientes com angina pectoris pré-existente podem apresentar aumento
na freqüência, duração ou gravidade destes ataques. Casos isolados de infarto do
miocárdio podem ser observados.
Álcool deve ser evitado, pois pode potencializar os efeitos de fármacos anti-hipertensivo
vasodilatadores.
Indutores de CYP3A4 como os anticonvulsivantes (por exemplo, fenitoína,
carbamazepina) e rifampicina podem reduzir os níveis plasmáticos de lercanidipino e
portanto a eficácia deste pode ser menor do que esperado.
Cada comprimido de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) de 10 mg e 20 mg contém,
respectivamente, 30 mg e 60 mg de lactose e, portanto, não devem ser administrados em
pacientes com insuficiência de lactase LAPP, galactosemia ou síndrome da má absorção
de glicose/galactose.
“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.”

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em Idosos
Embora as informações sobre a farmacocinética e a experiência clínica sugiram que não
é necessário um ajuste da dose diária, deve-se tomar um cuidado especial ao iniciar o
tratamento em idosos.
Uso em Crianças
Não é recomendado que este medicamento seja administrado em pessoas com menos de
18 anos.
Uso em pacientes com insuficiência hepática ou renal
Cuidados especiais devem ser necessários quando o tratamento é iniciado em pacientes
com insuficiência renal leve ou moderada ou com insuficiência hepática. Entretanto, o
esquema de dosagem geralmente recomendado pode ser tolerado por estes subgrupos,
mas um aumento na dose para 20 mg diários deve ser introduzido com cuidado. O efeito
anti-hipertensivo pode ser intensificado em pacientes com insuficiência hepática e,
conseqüentemente, um ajuste na dose deve ser considerado.
Não é recomendado o uso de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) em pacientes com
insuficiência hepática grave ou com insuficiência renal grave (taxa de filtração
glomerular < 30 ml/min). Gravidez e lactação:
Estudos com lercanidipino não fornecem evidências dos efeitos teratogênicos em ratos e
coelhos e a performance reprodutiva em ratos não foi prejudicada. Contudo, uma vez
que não existe experiência clínica com lercanidipino na gravidez e lactação, e outros
compostos diidropiridínicos foram teratogênicos em animais, Zanidip
(cloridrato de
lercanidipino) não deve ser administrado durante a gravidez ou em mulheres férteis a
menos que seja empregado método adequado de contracepção. Devido à alta
lipofilicidade do lercanidipino, a passagem para o leite materno pode ser esperada. Por
esta razão, este medicamento não deve ser administrado em mães que estejam
amamentando.
Efeitos sobre a habilidade para dirigir veículos e/ou operar máquinas:
A prática clínica indica que é improvável que Zanidip
(cloridrato de lercanidipino)
prejudique a habilidade do paciente de dirigir veículos e/ou operar máquinas. Porém, os
pacientes que estejam fazendo uso de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) devem
tomar cuidado, pois podem apresentar vertigem, tontura, fraqueza, fadiga e, em raros
casos, sonolência.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Pelo fato de lercanidipino ser metabolizado pela enzima CYP3A4, a administração em
conjunto com inibidores e indutores de CYP3A4 pode fazer com que ocorra interação
com o metabolismo e eliminação do lercanidipino. A co-prescrição com inibidores de
CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, eritromicina,
troleandomicina) deve ser evitada. Um estudo de interações com cetoconazol mostrou
um aumento considerável dos níveis plasmáticos de lercanidipino (aumento de 15 vezes
da AUC e de 8 vezes de Cmáx para S-lercanidipino).
A co-administração de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) com indutores de
CYP3A4, como os anticonvulsivantes (por exemplo, fenitoína, carbamazepina) e
rifampicina, deve ser introduzida com cautela uma vez que os efeitos anti-hipertensivos
podem estar reduzidos e a pressão sangüínea deve ser monitorada mais freqüentemente
que o habitual.
Um estudo de interação com fluoxetina (um inibidor de CYP2D6 e CYP3A4),
conduzido em voluntários entre 58 e 72 anos, não mostrou nenhuma modificação clínica
significativa da farmacocinética de lercanidipino.
A ciclosporina e lercanidipino não devem ser administrados juntamente. Neste caso,
observa-se aumento dos níveis plasmáticos tanto da ciclosporina como de lercanidipino.
Um estudo com voluntários jovens e sadios mostrou que quando a ciclosporina foi
administrada 3 horas antes da administração de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino),
os níveis plasmáticos de lercanidipino não foram atingidos, enquanto que a AUC da
ciclosporina foi aumentada em 27%. Contudo, a co-administração de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) com ciclosporina causou um aumento de 3 vezes no nível
de lercanidipino e um aumento de 21% da AUC de ciclosporina.
O lercanidipino não deve ser ingerido com suco de toranja (grapefruit). Como ocorre
com outras diidropiridinas, o metabolismo de lercanidipino é sensível a este suco,
ocorre aumento de sua disponibilidade e do efeito hipotensivo. Quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) foi administrado na dose de 20 mg
juntamente com midazolam em idosos, a absorção de lercanidipino aumentou (em cerca
de 40%) e a taxa de absorção diminuiu (tmáx foi retardado de 1,75 para 3 horas). As
concentrações de midazolam não foram modificadas.
Deve-se ter precaução quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é prescrito
juntamente com outros substratos de CYP3A4, como terfenadina, astemizol, fármacos
antiarrítmicos da classe III como amiodarona, quinidina.
Quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) foi administrado juntamente com
metoprolol, um beta-bloqueador eliminado principalmente pelo fígado, a
biodisponibilidade deste não foi alcançada enquanto que a de lercanidipino foi reduzida
em cerca de 50%. Este efeito deve ser devido a redução do fluxo sangüíneo causado
pelos beta-bloqueadores e deve conseqüentemente ocorrer com outras drogas desta
classe. Conseqüentemente, lercanidipino pode ser administrado com segurança com
drogas bloqueadoras beta-adrenoceptoras. Mas ajustes na dose podem ser necessários.
A administração concomitante de doses de 800 mg de cimetidina não causa
modificações significativas nos níveis plasmáticos de lercanidipino, mas é necessário
cuidado com altas doses uma vez que a biodisponibilidade e o efeito hipotensivo de
lercanidipino pode estar aumentado.
A co-administração de 20 mg de lercanidipino em pacientes cronicamente tratados com
beta-metildigoxina não mostrou evidência de interação farmacocinética. Voluntários
sadios tratados com digoxina seguido de 20 mg de lercanidipino tiveram um rápido
aumento médio de 33% no Cmáx de digoxina, enquanto que o clearance renal e AUC
não foram modificados. Pacientes em tratamentos concomitantes com digoxina devem
ser monitorados clinicamente e rigorosamente pelos sinais de toxicidade de digoxina.
Quando uma dose de 20 mg de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) foi repetidamente
co-administrado com 40 mg de sinvastatina, o AUC de lercanidipino não foi
significantemente modificado, enquanto que o AUC de sinvastatina aumentou em cerca
de 56% e do seu metabólito ativo em cerca de 28%. É improvável que estas mudanças
sejam de importância clínica. Nenhuma interação é esperada quando lercanidipino é
administrado pela manhã e sinvastatina à noite, como indicado para cada fármaco.
A co-administração de 20 mg de lercanidipino em voluntários sadios em jejum não
altera a farmacocinética de varfarina.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) tem sido administrado com segurança com
diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina.
O uso concomitante com álcool não é recomendado, pois pode ocorrer potencialização
dos efeitos de fármacos anti-hipertensivo vasodilatadores.

 

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Cerca de 1,8% dos pacientes tratados apresentaram reações adversas.
Os efeitos colaterais mais comumente observados foram dor de cabeça,
vertigem, edema periférico, taquicardia, palpitações, vermelhidão, com uma
freqüência menor de 1%.
De acordo com a classificação da incidência das Reações Adversas,
proposta pela OMS o paciente pode apresentar algumas das seguintes
reações: Raras (> 1/10.000 < 1/1.000)
– Pele e Anexos: rash
– Sistema Músculo-esquelético: mialgia
– Psiquiátricas: sonolência
– Gastrintestinal: náusea, dispepsia, diarréia, dor abdominal,
vômitos
– Miocárdio, endocárdio, pericárdio e válvula: angina pectoris
– Sistema urinário: poliúria
– Gerais: astenia e fadiga
Incomuns (> 1/1.000 < 1/100)
– Sistema nervoso central e periférico: dor de cabeça, vertigem
– Cardiovasculares (geral): edema periférico
– Freqüência cardíaca / Ritmo cardíaco: taquicardia, palpitações
– Vascular (extracardíaca): rubor

 

SUPERDOSE
Após a comercialização do medicamento, dois casos de superdose foram relatados (150
mg e 280 mg de lercanidipino, respectivamente, ingeridos numa tentativa de cometer
suicídio). O primeiro paciente apresentou sonolência e foi tratado através de lavagem
gástrica. O segundo paciente desenvolveu choque cardiogênico com isquemia grave do
miocárdio e insuficiência renal moderada e foi tratado com altas doses de
catecolaminas, furosemida, digitálicos e dilatadores parenterais de plasma. Ambos os
casos foram resolvidos sem seqüelas.
Como para outros compostos diidropiridínicos, pode ser que a superdose resulte em
excessiva vasodilatação periférica, com hipotensão acentuada e taquicardia reflexa. No
caso de hipotensão grave, bradicardia e inconsciência, suporte cardiovascular pode ser
necessário, com administração intravenosa de atropina para a bradicardia.
Em vista do prolongado efeito farmacológico de lercanidipino, é essencial que o estado
cardiovascular do paciente que tomou a superdose seja monitorado por pelo menos 24
horas. Não há informação sobre valores da diálise. Uma vez que o lercanidipino é
altamente lipofílico, é muito provável que os níveis plasmáticos não indiquem a duração
do período de risco e a diálise pode não ser efetiva.

 

ARMAZENAMENTO
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser mantido na sua embalagem original até
sua total utilização e conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C), protegido
da luz e umidade.

 

DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Data de fabricação, prazo de validade e nº do lote: Vide Cartucho.
Farm. Resp.: Dra. Clarice Mitie Sano Yui
CRF-SP nº 5.115
MS10 mg: 1.0181.0454
MS 20 mg: 1.0181.0513
Fabricado por:
MEDLEY S.A. Indústria Farmacêutica
Rua Macedo Costa, nº 55 – Campinas – SP
C.N.P.J. nº 50.929.710/0001-79
Indústria Brasileira
Sob licença de:
Recordati Industria Chimica e Farmaceutica S.p.A.
SIM – Serviço de Informações MEDLEY – 0800-729-8000
http://www.medley.com.br

Bula do Zaapress 100 mg (Anti hipertensivo)

Bula do Zaarpress 100 mg:
(losartana potássica)
EMS Sigma Pharma Ltda
comprimido revestido
50 mg e 100 mg

 

I- IDENTIFICAÇÃO

ZAARPRESS

(losartana potássica)
APRESENTAÇÕES
50mg – Embalagens com 4, 14, 28, 30, 70 (embalagem fracionada) e 80 (embalagem fracionada)
comprimidos;
100mg – Embalagens com 4, 15, 30, 70 (embalagem fracionada) e 80 (embalagem fracionada)
comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
losartana potássica …………………………………..50mg
excipientes q.s.p………………………………………1 com. rev.
excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido de milho pré-gelatinizado,
croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio, água purificada, álcool polivinílico,
dióxido de titânio, macrogol e talco.
losartana potássica …………………………………..100mg
excipientes q.s.p………………………………………1 com. rev.
excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido de milho pré-gelatinizado,
croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio, água purificada, álcool polivinílico,
dióxido de titânio, macrogol e talco.

 

II- INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Seu médico receitou ZAARPRESS para tratar sua hipertensão (pressão alta) ou porque você tem uma
doença conhecida como insuficiência cardíaca (enfraquecimento do coração). Em pacientes com pressão
alta e hipertrofia ventricular esquerda, losartana potássica reduziu o risco de derrame (acidente vascular
cerebral) e de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e ajudou esses pacientes a viverem mais (veja O

 

QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO? e Uso em Pacientes de Raça
Negra com Pressão Alta e Hipertrofia do Ventrículo Esquerdo).
Seu médico também pode ter receitado ZAARPRESS porque você tem diabetes tipo 2 e proteinúria; nesse
caso, ZAARPRESS pode retardar a piora da doença renal.

 

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
A losartana potássica age dilatando os vasos sanguíneos para ajudar o coração a bombear o sangue para
todo o corpo com mais facilidade. Essa ação ajuda a reduzir a pressão alta. Em muitos pacientes com
insuficiência cardíaca, losartana potássica irá auxiliar no melhor funcionamento do coração.
A losartana potássica também diminui o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos, como
derrame (acidente vascular cerebral), em pacientes com pressão alta e espessamento das paredes do
ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia ventricular esquerda). Além desses efeitos sobre a pressão
arterial, losartana potássica também ajuda a proteger seus rins se você tiver diabetes tipo 2 (veja O que é
diabetes tipo 2?) e proteinúria (perda de proteína na urina por comprometimento dos rins).
Informações ao Paciente com Pressão Alta

 

O que é pressão arterial?
A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do corpo é chamada de
pressão arterial.
Sem a pressão arterial, o sangue não circularia pelo corpo. A pressão arterial normal faz parte da boa
saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o transcorrer do dia, dependendo da atividade, do
estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta de dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte por
oitenta). O número mais alto mede a força quando seu coração está bombeando sangue. O número mais
baixo mede a força em repouso, entre os batimentos cardíacos. O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta ou hipertensão quando sua pressão arterial permanece alta mesmo quando você
está calmo(a) e relaxado(a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos sanguíneos se estreitam e
dificultam o fluxo do sangue.

 

Como saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem hipertensão é
medindo sua pressão arterial. Por isso você deve medir sua pressão arterial regularmente.

 

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, como o coração e os
rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a hipertensão pode causar derrame
(acidente vascular cerebral), ataque cardíaco (infarto do miocárdio), insuficiência cardíaca, insuficiência
renal ou cegueira.

 

Como a pressão alta deve ser tratada?
Ao diagnosticar a hipertensão (pressão alta), seu médico pode recomendar mudanças em seu estilo de
vida e também pode lhe receitar medicamentos para controlar a pressão arterial. A pressão alta pode ser
tratada e controlada com o uso de medicamentos, como ZAARPRESS.
Seu médico pode lhe dizer qual é a pressão arterial ideal para você. Memorize esse valor e siga a
recomendação médica para atingir a pressão arterial ideal para a sua saúde.

 

Como ZAARPRESS trata a pressão alta?
A losartana potássica reduz a pressão arterial bloqueando especificamente uma substância denominada
angiotensina II. A angiotensina II normalmente estreita os vasos sanguíneos e o tratamento com
losartana potássica faz com que eles relaxem.
Embora seu médico possa lhe dizer se o medicamento está agindo por meio da medição da sua pressão
arterial, provavelmente você não notará diferenças ao tomar ZAARPRESS.

 

O que causa espessamento das paredes do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia ventricular
esquerda)?
A pressão alta faz o coração trabalhar com mais esforço. Com o tempo, isso pode hipertrofiar o coração.

 

Por que os pacientes com hipertrofia ventricular esquerda devem ser tratados?
A hipertrofia ventricular esquerda está associada a um aumento na probabilidade de derrame (acidente
vascular cerebral). A losartana potássica reduziu o risco de eventos cardiovasculares, como derrame, em
pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo.
Informações ao Paciente com Insuficiência Cardíaca

 

O que é insuficiência cardíaca?
A insuficiência cardíaca é uma doença em que o músculo do coração não consegue bombear tão forte
como anteriormente.

 

Quais os sintomas da insuficiência cardíaca?
Os pacientes nos estágios iniciais da insuficiência cardíaca podem não apresentar sintomas. Conforme a
insuficiência cardíaca avança, os pacientes podem sentir falta de ar ou podem se sentir facilmente
cansados após leve atividade física, como caminhar. Os líquidos podem se acumular em diferentes partes
do corpo, frequentemente ao redor dos tornozelos e nos pés. A insuficiência cardíaca pode restringir as
atividades diárias. ZAARPRESS é um dos medicamentos disponíveis (em geral junto com um diurético)
para tratar essa doença.

 

Informações ao Paciente com Diabetes Tipo 2 e Proteinúria

O que é diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 é um distúrbio da capacidade do organismo de converter alimentos em energia. Em
pessoas com diabetes tipo 2, as células não respondem aos efeitos da insulina ou a insulina é produzida
em quantidades muito pequenas. Nesses casos, a glicose (açúcar) não consegue entrar nas células e a
quantidade de açúcar no sangue aumenta, situação conhecida como hiperglicemia ou taxas elevadas de
açúcar no sangue.

 

Por que os pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria devem ser tratados?
A deterioração que caracteriza a doença renal relacionada ao diabetes ocorre nas unidades filtradoras de
sangue do rim e nas áreas circundantes. A capacidade de filtração de sangue pelo rim fica reduzida e as
proteínas do sangue são perdidas na urina. A doença renal pode ser medida por exame de presença de
proteínas na urina. Conforme a doença avança, os rins perdem a capacidade de remover do sangue
resíduos como a creatinina e a ureia. A progressão da doença renal é medida por exames para verificar a
presença desses resíduos no sangue. Em pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, losartana potássica
diminuiu a piora da doença renal e a necessidade de diálise ou de transplante renal.

 

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Você não deve tomar ZAARPRESS se for alérgico a qualquer um de seus componentes (veja
COMPOSIÇÃO).
Você não deve tomar ZAARPRESS se você tem diabetes e está tomando um medicamento chamado
alisquireno para reduzir a pressão arterial.

 

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que esteja apresentando ou tenha apresentado
e sobre quaisquer tipos de alergia. Informe ao seu médico se tiver apresentado recentemente episódios de
vômito ou diarreia excessivos. É muito importante informar problemas dos rins ou do fígado.
Gravidez e Amamentação: o uso de losartana potássica não é recomendado enquanto você estiver
grávida ou amamentando.
Se você estiver grávida ou engravidar enquanto toma ZAARPRESS, pare de tomar ZAARPRESS e
procure o seu médico o mais rápido possível.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso Pediátrico: não existe experiência com o uso de ZAARPRESS em crianças, portanto ZAARPRESS
não deve ser administrado a crianças.
Idosos: losartana potássica age igualmente bem e também é bem tolerado pela maioria dos pacientes
adultos mais jovens e mais idosos. A maioria dos pacientes mais idosos requer a mesma dose que os
pacientes mais jovens.
Uso em Pacientes de Raça Negra com Pressão Alta e Hipertrofia do Ventrículo Esquerdo: em um
estudo que envolveu pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo, losartana potássica
diminuiu o risco de derrame e ataque cardíaco e ajudou os pacientes a viverem mais. No entanto, esse
estudo também mostrou que esses benefícios, quando comparados aos benefícios de outro medicamento
para hipertensão denominado atenolol, não se aplicam aos pacientes de raça negra.
Dirigir ou Operar Máquinas: quase todos os pacientes podem realizar essas atividades, porém você
deve evitar atividades que exijam muita atenção (por exemplo, dirigir ou operar máquinas perigosas) até
saber como você reage ao medicamento.
Interações Medicamentosas: em geral, losartana potássica não interage com alimentos ou outros
medicamentos que você possa estar tomando. Entretanto, seu médico deve ser informado sobre todos os
medicamentos que você toma ou pretende tomar, incluindo os que são vendidos sem receita. É importante
informar ao seu médico se estiver tomando suplementos de potássio, medicamentos poupadores de
potássio ou substitutos do sal da dieta que contêm potássio.
Também informe ao seu médico se você estiver tomando certos medicamentos para dor e artrite, outros
medicamentos para pressão alta ou lítio (uma droga usada para o tratamento de certos tipos de depressão).
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

 

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz e manter em lugar seco.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aparência:
ZAARPRESS 50 mg : comprimido revestido na cor branca, circular e biconvexo.
ZAARPRESS 100mg : comprimido revestido na cor branca, circular e biconvexo.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você
observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
ZAARPRESS pode ser tomado com ou sem alimentos. Para maior comodidade e para se lembrar com
mais facilidade, tente tomar ZAARPRESS no mesmo horário todos os dias. Tome ZAARPRESS diariamente, exatamente conforme a orientação de seu médico. Seu médico irá
decidir a dose adequada de ZAARPRESS, dependendo do seu estado de saúde e dos outros medicamentos
que você estiver tomando. É importante que continue tomando ZAARPRESS pelo tempo que o médico
lhe receitar, para manter a pressão arterial controlada.

 

DOSAGEM
Pressão Alta: a dose usual de ZAARPRESS para a maioria dos pacientes com pressão alta é de 50 mg
uma vez ao dia para controlar a pressão durante um período de 24 horas.
A dose usual de ZAARPRESS para pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo é de
50 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Insuficiência Cardíaca: a dose inicial de losartana potássica para pacientes com insuficiência cardíaca é
de 12,5 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada gradualmente até que a dose ideal seja
atingida. A dose usual de ZAARPRESS para tratamento prolongado é de 50 mg uma vez ao dia.
Diabetes Tipo 2 e Proteinúria: a dose usual de ZAARPRESS para a maioria dos pacientes é de 50 mg
uma vez ao dia.
Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

 

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você deixou de tomar uma dose, deverá tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na hora
habitual e sem duplicar a dose.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

 

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, denominados efeitos
adversos. Alguns pacientes podem apresentar tontura, fadiga, atordoamento, erupções cutâneas, urticária,
alteração de paladar, vômitos ou aumento da sensibilidade da pele ao sol. Seu médico tem uma lista mais
completa dos efeitos adversos. Informe ao seu médico imediatamente se você apresentar esses sintomas
ou outros sintomas incomuns.
Alguns pacientes, especialmente pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, também podem apresentar
aumento dos níveis de potássio no sangue. Informe ao seu médico se você apresentar doença renal e
diabetes tipo 2 e proteinúria e/ou estiver tomando suplementos de potássio, medicamentos poupadores de
potássio ou substitutos do sal da dieta que contenham potássio.
Se você apresentar reação alérgica com inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua que possa
dificultar sua respiração ou capacidade de engolir, pare de tomar ZAARPRESS e procure seu médico
imediatamente.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis
pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

 

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA
DESTE MEDICAMENTO?
Em caso de superdose, avise ao seu médico imediatamente para que ele possa prestar atendimento de
urgência. Os sintomas mais prováveis de superdose são pressão arterial baixa e ritmo cardíaco acelerado,
mas também podem ocorrer batimentos cardíacos mais lentos.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e
leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar
de mais orientações.

 

III- DIZERES LEGAIS
MS – 1.3569.0036
Farm. Resp.: Dr. Adriano Pinheiro Coelho – CRF-SP n° 22.883 Registrado por: EMS SIGMA PHARMA LTDA
Rod. Jornalista F. A. Proença, km 08
Bairro Chácara Assay
CEP 13186-901 – Hortolândia/SP
CNPJ: 00.923.140/0001-31
INDÚSTRIA BRASILEIRA
Fabricado por: EMS S/A
Hortolândia /SP
SAC: 0800 – 191222
www.ems.com.br Histórico de alteração para a bula

Bula do Zaarpress 50 mg (Anti hipertensivo)

Zaarpress-50-mgBula do Zaarpress 50 mg:
(losartana potássica)
EMS Sigma Pharma Ltda
comprimido revestido
50 mg e 100 mg

 

I- IDENTIFICAÇÃO

ZAARPRESS

(losartana potássica)
APRESENTAÇÕES
50mg – Embalagens com 4, 14, 28, 30, 70 (embalagem fracionada) e 80 (embalagem fracionada)
comprimidos;
100mg – Embalagens com 4, 15, 30, 70 (embalagem fracionada) e 80 (embalagem fracionada)
comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
losartana potássica …………………………………..50mg
excipientes q.s.p………………………………………1 com. rev.
excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido de milho pré-gelatinizado,
croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio, água purificada, álcool polivinílico,
dióxido de titânio, macrogol e talco.
losartana potássica …………………………………..100mg
excipientes q.s.p………………………………………1 com. rev.
excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido de milho pré-gelatinizado,
croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio, água purificada, álcool polivinílico,
dióxido de titânio, macrogol e talco.

 

II- INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Seu médico receitou ZAARPRESS para tratar sua hipertensão (pressão alta) ou porque você tem uma
doença conhecida como insuficiência cardíaca (enfraquecimento do coração). Em pacientes com pressão
alta e hipertrofia ventricular esquerda, losartana potássica reduziu o risco de derrame (acidente vascular
cerebral) e de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e ajudou esses pacientes a viverem mais (veja O

 

QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO? e Uso em Pacientes de Raça
Negra com Pressão Alta e Hipertrofia do Ventrículo Esquerdo).
Seu médico também pode ter receitado ZAARPRESS porque você tem diabetes tipo 2 e proteinúria; nesse
caso, ZAARPRESS pode retardar a piora da doença renal.

 

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
A losartana potássica age dilatando os vasos sanguíneos para ajudar o coração a bombear o sangue para
todo o corpo com mais facilidade. Essa ação ajuda a reduzir a pressão alta. Em muitos pacientes com
insuficiência cardíaca, losartana potássica irá auxiliar no melhor funcionamento do coração.
A losartana potássica também diminui o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos, como
derrame (acidente vascular cerebral), em pacientes com pressão alta e espessamento das paredes do
ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia ventricular esquerda). Além desses efeitos sobre a pressão
arterial, losartana potássica também ajuda a proteger seus rins se você tiver diabetes tipo 2 (veja O que é
diabetes tipo 2?) e proteinúria (perda de proteína na urina por comprometimento dos rins).
Informações ao Paciente com Pressão Alta

 

O que é pressão arterial?
A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do corpo é chamada de
pressão arterial.
Sem a pressão arterial, o sangue não circularia pelo corpo. A pressão arterial normal faz parte da boa
saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o transcorrer do dia, dependendo da atividade, do
estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta de dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte por
oitenta). O número mais alto mede a força quando seu coração está bombeando sangue. O número mais
baixo mede a força em repouso, entre os batimentos cardíacos. O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta ou hipertensão quando sua pressão arterial permanece alta mesmo quando você
está calmo(a) e relaxado(a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos sanguíneos se estreitam e
dificultam o fluxo do sangue.

 

Como saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem hipertensão é
medindo sua pressão arterial. Por isso você deve medir sua pressão arterial regularmente.

 

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, como o coração e os
rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a hipertensão pode causar derrame
(acidente vascular cerebral), ataque cardíaco (infarto do miocárdio), insuficiência cardíaca, insuficiência
renal ou cegueira.

 

Como a pressão alta deve ser tratada?
Ao diagnosticar a hipertensão (pressão alta), seu médico pode recomendar mudanças em seu estilo de
vida e também pode lhe receitar medicamentos para controlar a pressão arterial. A pressão alta pode ser
tratada e controlada com o uso de medicamentos, como ZAARPRESS.
Seu médico pode lhe dizer qual é a pressão arterial ideal para você. Memorize esse valor e siga a
recomendação médica para atingir a pressão arterial ideal para a sua saúde.

 

Como ZAARPRESS trata a pressão alta?
A losartana potássica reduz a pressão arterial bloqueando especificamente uma substância denominada
angiotensina II. A angiotensina II normalmente estreita os vasos sanguíneos e o tratamento com
losartana potássica faz com que eles relaxem.
Embora seu médico possa lhe dizer se o medicamento está agindo por meio da medição da sua pressão
arterial, provavelmente você não notará diferenças ao tomar ZAARPRESS.

 

O que causa espessamento das paredes do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia ventricular
esquerda)?
A pressão alta faz o coração trabalhar com mais esforço. Com o tempo, isso pode hipertrofiar o coração.

 

Por que os pacientes com hipertrofia ventricular esquerda devem ser tratados?
A hipertrofia ventricular esquerda está associada a um aumento na probabilidade de derrame (acidente
vascular cerebral). A losartana potássica reduziu o risco de eventos cardiovasculares, como derrame, em
pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo.
Informações ao Paciente com Insuficiência Cardíaca

 

O que é insuficiência cardíaca?
A insuficiência cardíaca é uma doença em que o músculo do coração não consegue bombear tão forte
como anteriormente.

 

Quais os sintomas da insuficiência cardíaca?
Os pacientes nos estágios iniciais da insuficiência cardíaca podem não apresentar sintomas. Conforme a
insuficiência cardíaca avança, os pacientes podem sentir falta de ar ou podem se sentir facilmente
cansados após leve atividade física, como caminhar. Os líquidos podem se acumular em diferentes partes
do corpo, frequentemente ao redor dos tornozelos e nos pés. A insuficiência cardíaca pode restringir as
atividades diárias. ZAARPRESS é um dos medicamentos disponíveis (em geral junto com um diurético)
para tratar essa doença.

 

Informações ao Paciente com Diabetes Tipo 2 e Proteinúria

O que é diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 é um distúrbio da capacidade do organismo de converter alimentos em energia. Em
pessoas com diabetes tipo 2, as células não respondem aos efeitos da insulina ou a insulina é produzida
em quantidades muito pequenas. Nesses casos, a glicose (açúcar) não consegue entrar nas células e a
quantidade de açúcar no sangue aumenta, situação conhecida como hiperglicemia ou taxas elevadas de
açúcar no sangue.

 

Por que os pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria devem ser tratados?
A deterioração que caracteriza a doença renal relacionada ao diabetes ocorre nas unidades filtradoras de
sangue do rim e nas áreas circundantes. A capacidade de filtração de sangue pelo rim fica reduzida e as
proteínas do sangue são perdidas na urina. A doença renal pode ser medida por exame de presença de
proteínas na urina. Conforme a doença avança, os rins perdem a capacidade de remover do sangue
resíduos como a creatinina e a ureia. A progressão da doença renal é medida por exames para verificar a
presença desses resíduos no sangue. Em pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, losartana potássica
diminuiu a piora da doença renal e a necessidade de diálise ou de transplante renal.

 

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Você não deve tomar ZAARPRESS se for alérgico a qualquer um de seus componentes (veja
COMPOSIÇÃO).
Você não deve tomar ZAARPRESS se você tem diabetes e está tomando um medicamento chamado
alisquireno para reduzir a pressão arterial.

 

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que esteja apresentando ou tenha apresentado
e sobre quaisquer tipos de alergia. Informe ao seu médico se tiver apresentado recentemente episódios de
vômito ou diarreia excessivos. É muito importante informar problemas dos rins ou do fígado.
Gravidez e Amamentação: o uso de losartana potássica não é recomendado enquanto você estiver
grávida ou amamentando.
Se você estiver grávida ou engravidar enquanto toma ZAARPRESS, pare de tomar ZAARPRESS e
procure o seu médico o mais rápido possível.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe
imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso Pediátrico: não existe experiência com o uso de ZAARPRESS em crianças, portanto ZAARPRESS
não deve ser administrado a crianças.
Idosos: losartana potássica age igualmente bem e também é bem tolerado pela maioria dos pacientes
adultos mais jovens e mais idosos. A maioria dos pacientes mais idosos requer a mesma dose que os
pacientes mais jovens.
Uso em Pacientes de Raça Negra com Pressão Alta e Hipertrofia do Ventrículo Esquerdo: em um
estudo que envolveu pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo, losartana potássica
diminuiu o risco de derrame e ataque cardíaco e ajudou os pacientes a viverem mais. No entanto, esse
estudo também mostrou que esses benefícios, quando comparados aos benefícios de outro medicamento
para hipertensão denominado atenolol, não se aplicam aos pacientes de raça negra.
Dirigir ou Operar Máquinas: quase todos os pacientes podem realizar essas atividades, porém você
deve evitar atividades que exijam muita atenção (por exemplo, dirigir ou operar máquinas perigosas) até
saber como você reage ao medicamento.
Interações Medicamentosas: em geral, losartana potássica não interage com alimentos ou outros
medicamentos que você possa estar tomando. Entretanto, seu médico deve ser informado sobre todos os
medicamentos que você toma ou pretende tomar, incluindo os que são vendidos sem receita. É importante
informar ao seu médico se estiver tomando suplementos de potássio, medicamentos poupadores de
potássio ou substitutos do sal da dieta que contêm potássio.
Também informe ao seu médico se você estiver tomando certos medicamentos para dor e artrite, outros
medicamentos para pressão alta ou lítio (uma droga usada para o tratamento de certos tipos de depressão).
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

 

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz e manter em lugar seco.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aparência:
ZAARPRESS 50 mg : comprimido revestido na cor branca, circular e biconvexo.
ZAARPRESS 100mg : comprimido revestido na cor branca, circular e biconvexo.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você
observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
ZAARPRESS pode ser tomado com ou sem alimentos. Para maior comodidade e para se lembrar com
mais facilidade, tente tomar ZAARPRESS no mesmo horário todos os dias. Tome ZAARPRESS diariamente, exatamente conforme a orientação de seu médico. Seu médico irá
decidir a dose adequada de ZAARPRESS, dependendo do seu estado de saúde e dos outros medicamentos
que você estiver tomando. É importante que continue tomando ZAARPRESS pelo tempo que o médico
lhe receitar, para manter a pressão arterial controlada.

 

DOSAGEM
Pressão Alta: a dose usual de ZAARPRESS para a maioria dos pacientes com pressão alta é de 50 mg
uma vez ao dia para controlar a pressão durante um período de 24 horas.
A dose usual de ZAARPRESS para pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo é de
50 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Insuficiência Cardíaca: a dose inicial de losartana potássica para pacientes com insuficiência cardíaca é
de 12,5 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada gradualmente até que a dose ideal seja
atingida. A dose usual de ZAARPRESS para tratamento prolongado é de 50 mg uma vez ao dia.
Diabetes Tipo 2 e Proteinúria: a dose usual de ZAARPRESS para a maioria dos pacientes é de 50 mg
uma vez ao dia.
Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

 

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você deixou de tomar uma dose, deverá tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na hora
habitual e sem duplicar a dose.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

 

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, denominados efeitos
adversos. Alguns pacientes podem apresentar tontura, fadiga, atordoamento, erupções cutâneas, urticária,
alteração de paladar, vômitos ou aumento da sensibilidade da pele ao sol. Seu médico tem uma lista mais
completa dos efeitos adversos. Informe ao seu médico imediatamente se você apresentar esses sintomas
ou outros sintomas incomuns.
Alguns pacientes, especialmente pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, também podem apresentar
aumento dos níveis de potássio no sangue. Informe ao seu médico se você apresentar doença renal e
diabetes tipo 2 e proteinúria e/ou estiver tomando suplementos de potássio, medicamentos poupadores de
potássio ou substitutos do sal da dieta que contenham potássio.
Se você apresentar reação alérgica com inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua que possa
dificultar sua respiração ou capacidade de engolir, pare de tomar ZAARPRESS e procure seu médico
imediatamente.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis
pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

 

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA
DESTE MEDICAMENTO?
Em caso de superdose, avise ao seu médico imediatamente para que ele possa prestar atendimento de
urgência. Os sintomas mais prováveis de superdose são pressão arterial baixa e ritmo cardíaco acelerado,
mas também podem ocorrer batimentos cardíacos mais lentos.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e
leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar
de mais orientações.

 

III- DIZERES LEGAIS
MS – 1.3569.0036
Farm. Resp.: Dr. Adriano Pinheiro Coelho – CRF-SP n° 22.883 Registrado por: EMS SIGMA PHARMA LTDA
Rod. Jornalista F. A. Proença, km 08
Bairro Chácara Assay
CEP 13186-901 – Hortolândia/SP
CNPJ: 00.923.140/0001-31
INDÚSTRIA BRASILEIRA
Fabricado por: EMS S/A
Hortolândia /SP
SAC: 0800 – 191222
www.ems.com.br Histórico de alteração para a bula

Bula do Visken 5 mg (Anti hipertensivo)

Visken-5-mgBula do VISKEN® 5 mg:
pindolol

 

Formas farmacêuticas e apresentações
Comprimidos. Embalagens com 20 comprimidos de 5 mg ou 10 mg.
USO ADULTO

 

Composição
Cada comprimido de 5 ou 10 mg contém, respectivamente, 5 ou 10 mg de pindolol.
Excipientes: estearato de magnésio, amido de milho, dióxido de silício e celulose
microcristalina.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: VISKEN é usado no tratamento da hipertensão.
Cuidados de armazenamento: Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e
30°C).

 

Prazo de validade: A data de validade está impressa no cartucho. Não utilize o produto
após a data de validade.

 

Gravidez e lactação: Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência
do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se está amamentando.

 

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

 

Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

 

Reações adversas: Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações
desagradáveis. As mais comuns são: tontura e fadiga, cãibras musculares, tremor,
náuseas, dor de cabeça e dificuldades relacionadas com o sono. No caso de pacientes
diabéticos, o aparecimento de excesso de suor deve ser imediatamente comunicado ao
médico, pois este sintoma é indicativo de queda abaixo do normal do açúcar no sangue.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

Precauções: Caso o paciente necessite de anestesia geral, o médico deve ser
imediatamente informado de que o paciente está sob tratamento com VISKEN. Como
pode ocorrer tontura ou fadiga durante o início do tratamento com VISKEN, os pacientes
devem ter cuidado ao dirigir veículos e/ou operar máquinas.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE
SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
VISKEN é um potente antagonista de receptores Beta (betabloqueador). Bloqueia ambos,
receptores beta1 e beta2 , por mais de 24 horas após a sua administração. Apresenta
atividade estabilizadora de membrana negligível. Como um betabloqueador, VISKEN
protege o coração da estimulação dos receptores beta durante o exercício físico e o
estresse mental, e também reduz os impulsos simpatomiméticos do coração em repouso.
No entanto, sua atividade simpatomimética intrínseca (ASI) mantém o coração com um
estímulo basal semelhante ao produzido pela atividade simpatomimética normal em
repouso. Desta forma, a freqüência cardíaca, a contratilidade em repouso e a condução
intracardíaca não são desnecessariamente deprimidas. Como conseqüência, o risco de
bradicardia é pequeno e o débito cardíaco normal não será reduzido.
VISKEN é um betabloqueador com atividade vasodilatadora de relevância clínica, a qual
resulta do agonismo parcial exercido sobre os receptores beta2 nos vasos sangüíneos. A
resistência vascular elevada da hipertensão estabelecida é diminuída pelo VISKEN,
sendo que a perfusão tecidual e dos órgãos não fica comprometida, podendo até ser
melhorada.
Contrariamente às alterações potencialmente adversas no perfil de lipoproteínas do
sangue observadas durante o tratamento com outros betabloqueadores (uma diminuição
na razão HDL/LDL), a proporção de lipoproteínas de alta densidade (HDL) para
lipoproteínas de baixa densidade (LDL) não é alterada durante o tratamento a longo
prazo com VISKEN, devido à sua acentuada ASI. Esta ASI exercida sobre o músculo liso
brônquico reduz o risco de broncoespasmo em indivíduos não asmáticos com doença
pulmonar obstrutiva.
As baixas doses terapêuticas de VISKEN refletem sua elevada potência e
biodisponibilidade. Esta última, resultante da absorção quase que completa e um efeito de
primeira passagem pelo fígado negligível, reduz as variações individuais dos níveis
plasmáticos e, assim, leva a efeitos terapêuticos mais constantes numa determinada
posologia.

 

Farmacocinética
A rápida e quase que completa absorção (≥ 95%) e o efeito de primeira passagem
negligível (13%) de VISKEN resultam em alta biodisponibilidade (87%). A
concentração plasmática máxima é atingida em 1 hora após a administração oral.
VISKEN tem uma ligação a proteínas plasmáticas de 40%, um volume de distribuição de
2-3 L/kg e um clearance (depuração) total de 500 mL/min.

A meia-vida de eliminação de VISKEN é de 3-4 horas. 30-40% são excretados
inalterados na urina, enquanto 60-70% são excretados via rim e fígado, como
metabólitos inativos. VISKEN atravessa a barreira placentária e passa em pequenas
quantidades no leite materno.

 

Indicações
– Hipertensão arterial.
– Angina pectoris (prevenção de crises).
– Taquicardia sinusal e atrial, taquicardia paroxística, taquicardia em pacientes com
flutter atrial ou fibrilação, extrassístoles supraventriculares.
– Síndrome cardíaca hipercinética.

 

Contra-indicações
Asma brônquica, insuficiência cardíaca refratária a digitálicos, cor pulmonale,
bradicardia acentuada, bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º graus.
Advertência e precauções
Apesar de VISKEN produzir menos depressão na função miocárdica em repouso do que
betabloqueadores sem ASI, pacientes com insuficiência cardíaca incipiente ou manifesta
devem ser digitalizados convenientemente antes do tratamento com VISKEN.
Analogamente, quando VISKEN for administrado para tratamento do infarto do
miocárdio agudo, é necessário manter os parâmetros cardiovasculares sob controle
constante.
Devido a sua atividade simpatomimética intrínseca, normalmente VISKEN não ocasiona
alterações significativas na função pulmonar em pacientes com tendência a
broncoespasmo devido a doença pulmonar obstrutiva crônica não asmática. No entanto,
como com qualquer betabloqueador, um efeito broncoconstritor não pode ser totalmente
excluído e betabloqueadores não devem ser administrados a pacientes com história de
asma brônquica. No entanto, se ocorrer broncoespasmo, devem ser tomadas medidas
terapêuticas adequadas. (ex.: beta-2 estimulantes, derivados da teofilina).
É essencial monitorar cuidadosamente a função cardiovascular durante anestesia geral em
pacientes tratados com betabloqueador.
É menos provável que o VISKEN produza hiperexcitabilidade de rebote dos betareceptores
após cessação abrupta do tratamento crônico, do que betabloqueadores sem
ASI. Todavia, se for considerada necessária a interrupção do tratamento, é aconselhável a
redução progressiva da dose de VISKEN.
Se pacientes com feocromocitoma forem tratados com betabloqueadores, estes devem ser
sempre administrados com um alfabloqueador.
O tratamento com betabloqueadores freqüentemente está associado com um agravamento
dos sintomas pré-existentes de doença vascular periférica. Todavia, devido aos seus
efeitos simpatomiméticos mediados ao nível de receptores vasculares beta2
(vasodilatação) os efeitos colaterais vasculares periféricos (extremidades frias) são
raramente encontrados no tratamento com VISKEN.

Em insuficiência renal grave, somente em casos excepcionais foi observada piora
adicional da função renal pelo tratamento com VISKEN.
Deve-se ter cuidado quando betabloqueadores são administrados a pacientes recebendo
tratamento antidiabético, uma vez que a hipoglicemia durante jejum prolongado pode
ocorrer e alguns dos seus sintomas (taquicardia, tremor), mascarados. No entanto, os
pacientes podem ser treinados em reconhecer a sudorese como principal sintoma de
hipoglicemia durante tratamento com betabloqueadores.

 

Gravidez e lactação
Os estudos experimentais em animais não forneceram evidências de efeito teratogênico
do VISKEN. No tratamento de mulheres grávidas com hipertensão demonstrou-se que o
medicamento é eficaz e bem tolerado sem causar efeitos desfavoráveis no feto, exceto,
em raras ocasiões, bradicardia ou hipoglicemia no recém-nascido, como possível
conseqüência do bloqueio beta-adrenérgico.
VISKEN passa em quantidades pequenas para o leite materno, mas é improvável que
afete a criança, quando são usadas doses terapêuticas.
Efeitos na habilidade de dirigir veículo e/ou operar máquinas
Como pode ocorrer tontura ou fadiga durante o início do tratamento com
betabloqueadores, os pacientes devem ter cuidado na condução de veículos ou operação
de máquinas, até ter sido determinada sua reação individual ao tratamento.

 

Interações medicamentosas
Antidiabéticos: veja “Precauções”.
Bloqueadores dos canais de cálcio: a experiência mostra que o uso simultâneo de
betabloqueadores orais e antagonistas do cálcio do tipo diidropiridínico podem ser úteis
na hipertensão ou na angina pectoris. No entanto, por causa de seu efeito potencial sobre
o sistema de condução e contratilidade cardíaca, a via i.v. deve ser evitada. O tratamento
oral requer monitoração cuidadosa, especialmente quando o betabloqueador for
combinado com um antagonista do cálcio do tipo verapamil.
A cimetidina pode aumentar os níveis plasmáticos dos betabloqueadores, possivelmente
por interferência com o metabolismo hepático.
Clonidina: quando se interrompe a terapia de pacientes que recebem um betabloqueador
e a clonidina simultaneamente, os betabloqueadores devem ser descontinuados
gradativamente alguns dias antes da descontinuação da clonidina, a fim de reduzir o risco
potencial de uma crise hipertensiva por abstenção da clonidina.
Inibidores da MAO: o uso simultâneo com betabloqueadores não é recomendado.
Teoricamente, pode ocorrer hipertensão, possivelmente significativa, até 14 dias após a
descontinuação do inibidor da MAO.
Antiinflamatórios não hormonais (AINHs): o efeito de muitos anti-hipertensivos,
inclusive de betabloqueadores, pode ser reduzido quando são usados simultaneamente
com esses medicamentos, possivelmente como resultado da inibição da síntese da
prostaglandina renal e da retenção de sódio e líquidos causada pelos AINHs.
Fenotiazinas: o uso simultâneo com betabloqueadores pode resultar em concentração
plasmática aumentada de qualquer uma das drogas.

Reserpina: o uso simultâneo pode resultar em um bloqueio beta-adrenérgico aditivo e
possivelmente excessivo.
Simpatomiméticos com atividade estimuladora beta-adrenérgica e xantinas: o uso
simultâneo com betabloqueadores pode resultar em inibição mútua dos efeitos
terapêuticos; além disso, os betabloqueadores podem diminuir a depuração da teofilina.

 

Reações adversas
VISKEN é de um modo geral bem tolerado. Os efeitos colaterais incluem: fadiga,
tontura, cãibras musculares, tremor, distúrbios gastrintestinais (principalmente náuseas);
cefaléia, distúrbios do sono (similares aos observados com outros betabloqueadores).
Estes efeitos colaterais são na maioria dos casos leves e transitórios.
Reações cutâneas e sintomas psíquicos (depressão, alucinações), necessitando a
interrupção do tratamento, são raramente observados (veja também “Advertências e
precauções”).

 

Posologia e administração
A dose deve ser adaptada às necessidades individuais do paciente e normalmente a dose
média varia de 5-30 mg por dia.
Hipertensão arterial: recomenda-se 5 a 15 mg como dose única pela manhã. Quando a
dose prescrita for de 20 mg, esta deve ser dividida em 2 tomadas diárias. Nos casos de
hipertensão leve e moderada a administração de VISKEN por si só é freqüentemente
suficiente. Nos casos mais graves ou resistentes poderá ser necessária a associação com
outros medicamentos anti-hipertensivos.
Angina pectoris e arritmias cardíacas: a dose diária de 10-30 mg é normalmente
dividida em 2 ou 3 tomadas.
Síndrome cardíaca hipercinética: 7,5 a 20 mg ao dia.
Crianças: a experiência do emprego de VISKEN em crianças é limitada.
Os pacientes com função hepática ou renal comprometida podem geralmente ser tratados
com doses normais. Somente em casos graves pode ser necessária uma redução da dose
diária.

 

Superdosagem
Normalmente a dosagem excessiva com VISKEN não requer tratamento especial. Se em
casos graves for necessário o tratamento, 0,5-1,0 mg (ou mais) de sulfato de atropina
deve ser administrado por via intravenosa. Alternativamente, com a finalidade de
estimular os receptores beta-adrenérgicos, poderá ser administrado cloridrato de
isoprenalina, por injeção endovenosa lenta, iniciando-se com aproximadamente
5mcg/min. até ser obtido o efeito desejado.
Em casos refratários, a administração parenteral de 8-10 mg de cloridrato de glucagon
pode ser eficaz; a injeção poderá ser repetida e, se necessário, seguida por uma
infusão endovenosa de 1-3 mg/hora. O paciente deverá estar sob monitoração contínua
durante esses procedimentos.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
n
11/91 Modelo de Bula – Visken
6
Reg MS – 1.0068.0062
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
Fabricado por Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 5l8 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ n° 56.994.502/0098-62 – Indústria Brasileira
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça
Fabricado de acordo com o processo original de Novartis AG, Suíça; resultante da fusão
de Ciba-Geigy e Sandoz.
BDI 11/91

Bula do Visken 10 mg (Anti hipertensivo)

ViskenBula do VISKEN® 10 mg:
pindolol

 

Formas farmacêuticas e apresentações
Comprimidos. Embalagens com 20 comprimidos de 5 mg ou 10 mg.
USO ADULTO

 

Composição
Cada comprimido de 5 ou 10 mg contém, respectivamente, 5 ou 10 mg de pindolol.
Excipientes: estearato de magnésio, amido de milho, dióxido de silício e celulose
microcristalina.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: VISKEN é usado no tratamento da hipertensão.
Cuidados de armazenamento: Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e
30°C).

 

Prazo de validade: A data de validade está impressa no cartucho. Não utilize o produto
após a data de validade.

 

Gravidez e lactação: Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência
do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se está amamentando.

 

Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.

 

Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

 

Reações adversas: Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações
desagradáveis. As mais comuns são: tontura e fadiga, cãibras musculares, tremor,
náuseas, dor de cabeça e dificuldades relacionadas com o sono. No caso de pacientes
diabéticos, o aparecimento de excesso de suor deve ser imediatamente comunicado ao
médico, pois este sintoma é indicativo de queda abaixo do normal do açúcar no sangue.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

Precauções: Caso o paciente necessite de anestesia geral, o médico deve ser
imediatamente informado de que o paciente está sob tratamento com VISKEN. Como
pode ocorrer tontura ou fadiga durante o início do tratamento com VISKEN, os pacientes
devem ter cuidado ao dirigir veículos e/ou operar máquinas.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE
SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
VISKEN é um potente antagonista de receptores Beta (betabloqueador). Bloqueia ambos,
receptores beta1 e beta2 , por mais de 24 horas após a sua administração. Apresenta
atividade estabilizadora de membrana negligível. Como um betabloqueador, VISKEN
protege o coração da estimulação dos receptores beta durante o exercício físico e o
estresse mental, e também reduz os impulsos simpatomiméticos do coração em repouso.
No entanto, sua atividade simpatomimética intrínseca (ASI) mantém o coração com um
estímulo basal semelhante ao produzido pela atividade simpatomimética normal em
repouso. Desta forma, a freqüência cardíaca, a contratilidade em repouso e a condução
intracardíaca não são desnecessariamente deprimidas. Como conseqüência, o risco de
bradicardia é pequeno e o débito cardíaco normal não será reduzido.
VISKEN é um betabloqueador com atividade vasodilatadora de relevância clínica, a qual
resulta do agonismo parcial exercido sobre os receptores beta2 nos vasos sangüíneos. A
resistência vascular elevada da hipertensão estabelecida é diminuída pelo VISKEN,
sendo que a perfusão tecidual e dos órgãos não fica comprometida, podendo até ser
melhorada.
Contrariamente às alterações potencialmente adversas no perfil de lipoproteínas do
sangue observadas durante o tratamento com outros betabloqueadores (uma diminuição
na razão HDL/LDL), a proporção de lipoproteínas de alta densidade (HDL) para
lipoproteínas de baixa densidade (LDL) não é alterada durante o tratamento a longo
prazo com VISKEN, devido à sua acentuada ASI. Esta ASI exercida sobre o músculo liso
brônquico reduz o risco de broncoespasmo em indivíduos não asmáticos com doença
pulmonar obstrutiva.
As baixas doses terapêuticas de VISKEN refletem sua elevada potência e
biodisponibilidade. Esta última, resultante da absorção quase que completa e um efeito de
primeira passagem pelo fígado negligível, reduz as variações individuais dos níveis
plasmáticos e, assim, leva a efeitos terapêuticos mais constantes numa determinada
posologia.

 

Farmacocinética
A rápida e quase que completa absorção (≥ 95%) e o efeito de primeira passagem
negligível (13%) de VISKEN resultam em alta biodisponibilidade (87%). A
concentração plasmática máxima é atingida em 1 hora após a administração oral.
VISKEN tem uma ligação a proteínas plasmáticas de 40%, um volume de distribuição de
2-3 L/kg e um clearance (depuração) total de 500 mL/min.

A meia-vida de eliminação de VISKEN é de 3-4 horas. 30-40% são excretados
inalterados na urina, enquanto 60-70% são excretados via rim e fígado, como
metabólitos inativos. VISKEN atravessa a barreira placentária e passa em pequenas
quantidades no leite materno.

 

Indicações
– Hipertensão arterial.
– Angina pectoris (prevenção de crises).
– Taquicardia sinusal e atrial, taquicardia paroxística, taquicardia em pacientes com
flutter atrial ou fibrilação, extrassístoles supraventriculares.
– Síndrome cardíaca hipercinética.

 

Contra-indicações
Asma brônquica, insuficiência cardíaca refratária a digitálicos, cor pulmonale,
bradicardia acentuada, bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º graus.
Advertência e precauções
Apesar de VISKEN produzir menos depressão na função miocárdica em repouso do que
betabloqueadores sem ASI, pacientes com insuficiência cardíaca incipiente ou manifesta
devem ser digitalizados convenientemente antes do tratamento com VISKEN.
Analogamente, quando VISKEN for administrado para tratamento do infarto do
miocárdio agudo, é necessário manter os parâmetros cardiovasculares sob controle
constante.
Devido a sua atividade simpatomimética intrínseca, normalmente VISKEN não ocasiona
alterações significativas na função pulmonar em pacientes com tendência a
broncoespasmo devido a doença pulmonar obstrutiva crônica não asmática. No entanto,
como com qualquer betabloqueador, um efeito broncoconstritor não pode ser totalmente
excluído e betabloqueadores não devem ser administrados a pacientes com história de
asma brônquica. No entanto, se ocorrer broncoespasmo, devem ser tomadas medidas
terapêuticas adequadas. (ex.: beta-2 estimulantes, derivados da teofilina).
É essencial monitorar cuidadosamente a função cardiovascular durante anestesia geral em
pacientes tratados com betabloqueador.
É menos provável que o VISKEN produza hiperexcitabilidade de rebote dos betareceptores
após cessação abrupta do tratamento crônico, do que betabloqueadores sem
ASI. Todavia, se for considerada necessária a interrupção do tratamento, é aconselhável a
redução progressiva da dose de VISKEN.
Se pacientes com feocromocitoma forem tratados com betabloqueadores, estes devem ser
sempre administrados com um alfabloqueador.
O tratamento com betabloqueadores freqüentemente está associado com um agravamento
dos sintomas pré-existentes de doença vascular periférica. Todavia, devido aos seus
efeitos simpatomiméticos mediados ao nível de receptores vasculares beta2
(vasodilatação) os efeitos colaterais vasculares periféricos (extremidades frias) são
raramente encontrados no tratamento com VISKEN.

Em insuficiência renal grave, somente em casos excepcionais foi observada piora
adicional da função renal pelo tratamento com VISKEN.
Deve-se ter cuidado quando betabloqueadores são administrados a pacientes recebendo
tratamento antidiabético, uma vez que a hipoglicemia durante jejum prolongado pode
ocorrer e alguns dos seus sintomas (taquicardia, tremor), mascarados. No entanto, os
pacientes podem ser treinados em reconhecer a sudorese como principal sintoma de
hipoglicemia durante tratamento com betabloqueadores.

 

Gravidez e lactação
Os estudos experimentais em animais não forneceram evidências de efeito teratogênico
do VISKEN. No tratamento de mulheres grávidas com hipertensão demonstrou-se que o
medicamento é eficaz e bem tolerado sem causar efeitos desfavoráveis no feto, exceto,
em raras ocasiões, bradicardia ou hipoglicemia no recém-nascido, como possível
conseqüência do bloqueio beta-adrenérgico.
VISKEN passa em quantidades pequenas para o leite materno, mas é improvável que
afete a criança, quando são usadas doses terapêuticas.
Efeitos na habilidade de dirigir veículo e/ou operar máquinas
Como pode ocorrer tontura ou fadiga durante o início do tratamento com
betabloqueadores, os pacientes devem ter cuidado na condução de veículos ou operação
de máquinas, até ter sido determinada sua reação individual ao tratamento.

 

Interações medicamentosas
Antidiabéticos: veja “Precauções”.
Bloqueadores dos canais de cálcio: a experiência mostra que o uso simultâneo de
betabloqueadores orais e antagonistas do cálcio do tipo diidropiridínico podem ser úteis
na hipertensão ou na angina pectoris. No entanto, por causa de seu efeito potencial sobre
o sistema de condução e contratilidade cardíaca, a via i.v. deve ser evitada. O tratamento
oral requer monitoração cuidadosa, especialmente quando o betabloqueador for
combinado com um antagonista do cálcio do tipo verapamil.
A cimetidina pode aumentar os níveis plasmáticos dos betabloqueadores, possivelmente
por interferência com o metabolismo hepático.
Clonidina: quando se interrompe a terapia de pacientes que recebem um betabloqueador
e a clonidina simultaneamente, os betabloqueadores devem ser descontinuados
gradativamente alguns dias antes da descontinuação da clonidina, a fim de reduzir o risco
potencial de uma crise hipertensiva por abstenção da clonidina.
Inibidores da MAO: o uso simultâneo com betabloqueadores não é recomendado.
Teoricamente, pode ocorrer hipertensão, possivelmente significativa, até 14 dias após a
descontinuação do inibidor da MAO.
Antiinflamatórios não hormonais (AINHs): o efeito de muitos anti-hipertensivos,
inclusive de betabloqueadores, pode ser reduzido quando são usados simultaneamente
com esses medicamentos, possivelmente como resultado da inibição da síntese da
prostaglandina renal e da retenção de sódio e líquidos causada pelos AINHs.
Fenotiazinas: o uso simultâneo com betabloqueadores pode resultar em concentração
plasmática aumentada de qualquer uma das drogas.

Reserpina: o uso simultâneo pode resultar em um bloqueio beta-adrenérgico aditivo e
possivelmente excessivo.
Simpatomiméticos com atividade estimuladora beta-adrenérgica e xantinas: o uso
simultâneo com betabloqueadores pode resultar em inibição mútua dos efeitos
terapêuticos; além disso, os betabloqueadores podem diminuir a depuração da teofilina.

 

Reações adversas
VISKEN é de um modo geral bem tolerado. Os efeitos colaterais incluem: fadiga,
tontura, cãibras musculares, tremor, distúrbios gastrintestinais (principalmente náuseas);
cefaléia, distúrbios do sono (similares aos observados com outros betabloqueadores).
Estes efeitos colaterais são na maioria dos casos leves e transitórios.
Reações cutâneas e sintomas psíquicos (depressão, alucinações), necessitando a
interrupção do tratamento, são raramente observados (veja também “Advertências e
precauções”).

 

Posologia e administração
A dose deve ser adaptada às necessidades individuais do paciente e normalmente a dose
média varia de 5-30 mg por dia.
Hipertensão arterial: recomenda-se 5 a 15 mg como dose única pela manhã. Quando a
dose prescrita for de 20 mg, esta deve ser dividida em 2 tomadas diárias. Nos casos de
hipertensão leve e moderada a administração de VISKEN por si só é freqüentemente
suficiente. Nos casos mais graves ou resistentes poderá ser necessária a associação com
outros medicamentos anti-hipertensivos.
Angina pectoris e arritmias cardíacas: a dose diária de 10-30 mg é normalmente
dividida em 2 ou 3 tomadas.
Síndrome cardíaca hipercinética: 7,5 a 20 mg ao dia.
Crianças: a experiência do emprego de VISKEN em crianças é limitada.
Os pacientes com função hepática ou renal comprometida podem geralmente ser tratados
com doses normais. Somente em casos graves pode ser necessária uma redução da dose
diária.

 

Superdosagem
Normalmente a dosagem excessiva com VISKEN não requer tratamento especial. Se em
casos graves for necessário o tratamento, 0,5-1,0 mg (ou mais) de sulfato de atropina
deve ser administrado por via intravenosa. Alternativamente, com a finalidade de
estimular os receptores beta-adrenérgicos, poderá ser administrado cloridrato de
isoprenalina, por injeção endovenosa lenta, iniciando-se com aproximadamente
5mcg/min. até ser obtido o efeito desejado.
Em casos refratários, a administração parenteral de 8-10 mg de cloridrato de glucagon
pode ser eficaz; a injeção poderá ser repetida e, se necessário, seguida por uma
infusão endovenosa de 1-3 mg/hora. O paciente deverá estar sob monitoração contínua
durante esses procedimentos.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
n
11/91 Modelo de Bula – Visken
6
Reg MS – 1.0068.0062
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
Fabricado por Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 5l8 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ n° 56.994.502/0098-62 – Indústria Brasileira
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça
Fabricado de acordo com o processo original de Novartis AG, Suíça; resultante da fusão
de Ciba-Geigy e Sandoz.
BDI 11/91

Bula do Viskaldix (Anti hipertensivo)

ViskaldixBula do VISKALDIX®:
pindolol
clopamida

 

Formas farmacêuticas e apresentações
Comprimidos. Embalagem com 20 comprimidos.
USO ADULTO

 

Composição
Cada comprimido contém 10 mg de pindolol e 5 mg de clopamida.
Excipientes: amido, estearato de magnésio e lactose.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: VISKALDIX é usado no tratamento da hipertensão.
Cuidados de armazenamento: O produto deve ser mantido à temperatura ambiente
(15°C a 30°C).
Prazo de validade: A data de validade está impressa no cartucho. Não utilize o produto
após a data de validade.
Gravidez e lactação: Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência
do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.
Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os
horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.
Reações adversas: Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações
desagradáveis. As mais comuns são: tontura, fadiga, distúrbios gastrintestinais e
distúrbios do sono.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS
Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando, antes do ínicio, ou durante o tratamento.7
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE
SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Farmacodinâmica
VISKALDIX é uma combinação de um beta-bloqueador, o pindolol, e de um diurético do
tipo tiazídico, a clopamida. Ambos os componentes diminuem a pressão arterial, porém
através de mecanismos de ação diferentes. Os estudos clínicos mostraram que
VISKALDIX é uma associação anti-hipertensiva eficaz e bem tolerada. Ambos os
componentes contribuem para este efeito, sendo que a combinação é mais eficaz do que
qualquer um dos dois componentes administrados isoladamente.
Pindolol é um potente antagonista de receptores beta (beta-bloqueador). Bloqueia ambos
os receptores beta-1 e beta-2 por mais de 24 horas após a sua administração. Apresenta
uma atividade estabilizadora de membrana insignificante. Como um beta-bloqueador, o
pindolol protege o coração da estimulação excessiva dos receptores beta pelas
catecolaminas, tanto durante o exercício físico como no stress mental, e também reduz os
impulsos simpatomiméticos do coração em repouso. No entanto, sua atividade
simpatomimética intrínseca (ASI) mantém o coração com um estímulo basal semelhante
ao produzido pela atividade simpatomimética normal em repouso. Desta forma a
freqüência cardíaca, a contratilidade em repouso e a condução intracardíaca não são
desnecessariamente deprimidas. Como conseqüência, o risco de bradicardia é pequeno e
o débito cardíaco normal não será reduzido.
Pindolol é um beta-bloqueador com atividade vasodilatadora de relevância clínica, a qual
é resultado da ASI nos receptores beta-2 nos vasos sangüíneos. A resistência vascular
elevada da hipertensão estabelecida é diminuída pelo pindolol, sendo que a perfusão
tecidual e dos órgãos não fica comprometida podendo até ser melhorada.
Contrariamente as alterações potencialmente adversas no perfil de lipoproteínas do
sangue observadas durante o tratamento com outros beta-bloqueadores e diuréticos do
tipo tiazídico (uma diminuição na razão HDL/LDL), a proporção de lipoproteínas de alta
densidade (HDL) para lipoproteínas de baixa densidade (LDL) não é alterada, durante o
tratamento a longo prazo com VISKALDIX devido a acentuada ASI do pindolol. A ação
da ASI do pindolol sobre o músculo liso brônquico reduz o risco de broncoespasmo em
indivíduos não asmáticos com doença pulmonar obstrutiva.
Clopamida é um salidiurético do tipo tiazídico que pertence ao grupo dos derivados da
sulfonamida. Potencializa a eliminação de sódio e cloro pela inibição da sua reabsorção
tubular renal com conseqüente aumento da excreção da água. O efeito diurético é
proporcional a dose manifestando-se 1 a 2 horas após a administração, sendo que o efeito
máximo é obtido após 3 a 6 horas. A duração média de ação é de 12 a 18 horas
dependendo da dose.
Como com outros diuréticos, o mecanismo da ação da clopamida na diminuição da
pressão arterial, não é conhecido, mas pode estar relacionado com uma redução no
volume sangüíneo ou com um efeito sobre a musculatura lisa arteriolar com conseqüente
redução da resistência periférica.
Na dosagem presente no VISKALDIX , a clopamida ajuda a reduzir a pressão arterial
sem causar uma diurese excessiva. Foi demonstrado que a sua administração
associadamente ao pindolol evita uma excreção excessiva de potássio e magnésio.
As baixas doses terapêuticas de ambas as substâncias refletem sua alta potência e
biodisponibilidade. Esta última, resultante de uma absorção quase que completa e um
efeito de primeira passagem hepática insignificante, reduz as variações individuais de
níveis plasmáticos levando a efeitos terapêuticos constantes em uma determinada dose.
O efeito hipotensor da associação é freqüentemente observado dentro de poucos dias mas
o efeito máximo costuma ser atingido ao redor da segunda a terceira semana de
tratamento.

 

Farmacocinética
A farmacocinética de ambos os compostos ativos é muito similar e não é influenciada
pela sua combinação ou por sua administração com alimentos.
Ambos os componentes são rápidos e quase que completamente absorvidos. Apresentam
um metabolismo de primeira passagem hepática insignificante. Desta forma a
biodisponibilidade de ambos é no mínimo de 85%. A concentração plasmática máxima
do pindolol é atingida em 1 hora após a ingestão, e a clopamida 1 a 2 horas após a
ingestão. A ligação a proteínas plasmáticas é de 40% para o pindolol e 46% para a
clopamida. O volume de distribuição é de aproximadamente 2 L/kg para o pindolol e 1,5
L/kg para a clopamida. O clearance (depuração) corpóreo total do pindolol é de 400
mL/min e o da clopamida é de 165 mL/min. A meia-vida de eliminação é de 3-4 horas
para o pindolol e 6 horas para a clopamida. Aproximadamente 1/3 da dose de ambos os
compostos é eliminado inalterado na urina. A excreção da clopamida é feita
principalmente pelos rins, enquanto o pindolol apresenta uma excreção balanceada entre
as vias renal e hepática.
Os pacientes com funções renal ou hepática comprometidas podem normalmente ser
tratados com as doses recomendadas. Somente em casos graves pode ser necessária a
redução da dose diária.

 

Indicações
Tratamento da hipertensão arterial.

 

Contra-indicações
Referentes ao pindolol
Asma brônquica, insuficiência cardíaca refratária a digitálicos, cor pulmonale,
bradicardia acentuada, bloqueio átrio-ventricular de segundo e terceiro graus.
Referentes à clopamida
Glomerulonefrite aguda, insuficiência renal ou hepática graves, hipopotassemia grave ou
resistente à terapia, hipersensibilidade às sulfonamidas ou a seus derivados (a clopamida
é um derivado da sulfonamida), hipercalcemia, moléstia de Addison e gravidez (a
administração de diuréticos do tipo tiazida deve ser evitada durante a gestação).

 

Advertências e precauções
Pacientes com insuficiência cardíaca incipiente ou manifesta devem ser digitalizados
convenientemente antes do tratamento com VISKALDIX.
Devido a sua atividade simpatomimética intrínseca (ASI) normalmente o pindolol não
ocasiona alterações significativas na função pulmonar em pacientes com tendência a
broncoespasmo devido a doença pulmonar obstrutiva crônica não asmática. No entanto
como com qualquer beta-bloqueador, um efeito broncoconstritor não pode ser totalmente
excluído e beta-bloqueadores não devem ser administrados a pacientes com história de
asma brônquica. No entanto, se ocorrer broncoespasmo, devem ser tomadas medidas
terapêuticas adequadas (ex.: beta-2 estimulantes, derivados da teofilina).
É necessário monitorizar cuidadosamente a função cardiovascular durante a anestesia
geral em pacientes tratados com beta-bloqueadores. Quando for necessário a interrupção
do beta-bloqueio antes de uma anestesia geral, a dose de VISKALDIX deve ser reduzida
progressivamente.
É menos provável que o pindolol produza hiperexcitabilidade de rebote dos betareceptores,
após cessação abrupta do tratamento crônico, do que beta-bloqueadores sem
ASI. Todavia, se for considerada necessária a interrupção do tratamento, é aconselhável
a redução progressiva da dose de VISKALDIX.
Se pacientes com feocromocitoma forem tratados com um beta-bloqueador (pindolol),
este deve ser sempre administrado com um alfa-bloqueador.
O tratamento com beta-bloqueadores freqüentemente está associado com um
agravamento dos sintomas pré-existentes de doença vascular periférica. Todavia, devido
aos efeitos simpatomiméticos do pindolol mediados a nível de receptores vasculares beta-
2 (vasodilatação) os efeitos colaterais vasculares periféricos (extremidades frias) são
raramente encontradas no tratamento com VISKALDIX.
Os níveis de potássio devem ser monitorizados em pacientes com insuficiência renal ou
hepática, bem como os níveis de ácido úrico em pacientes portadores de gota.
Deve-se ter cuidado quando beta-bloqueadores são administrados a pacientes recebendo
tratamento antidiabético, uma vez que pode ocorrer hipoglicemia durante jejum
prolongado e alguns dos seus sintomas (taquicardia, tremor) poderão ser mascarados. No
entanto, os pacientes podem ser treinados em reconhecer a sudorese como principal
sintoma da hipoglicemia durante tratamento com beta-bloqueadores.
Hiponatremia dilucional pode ocorrer no calor em pacientes edematosos tratados com
VISKALDIX. O tratamento mais adequado é restrição de ingestão de água e a não
administração de sal, exceto em casos raros quando a hiponatremia representa risco de
vida ao paciente. Em casos de verdadeira depleção de sal, o tratamento de escolha é a
reposição pelo íon adequado.

 

Gravidez e lactação
VISKALDIX não deve ser administrado a mulheres durante a lactação em vista da
possibilidade de hipersensibilidade a sulfonamidas (devido a clopamida) na criança.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
Uma vez que tontura ou fadiga podem ocorrer durante o início do tratamento com
medicamentos anti-hipertensivos os pacientes devem ter cuidado na condução de
veículos e/ou operação de máquinas, até ter sido determinada sua reação individual ao
tratamento.

 

Interações medicamentosas
Tem sido demonstrado que o uso concomitante de beta-bloqueadores por via oral e
antagonistas de cálcio podem ser úteis no tratamento de hipertensão, no entanto, deve-se
evitar a injeção intravenosa de bloqueadores de cálcio. O tratamento oral simultâneo com
bloqueadores de cálcio requer uma monitorização cuidadosa, especialmente quando o
beta-bloqueador (pindolol no VISKALDIX) for combinado com um antagonista de cálcio
do tipo verapamil.
Como os diuréticos do tipo tiazida diminuem o clearance (depuração) renal do lítio a
dosagem do mesmo deve ser reduzida e os níveis plasmáticos devem ser monitorizados
durante o tratamento simultâneo com VISKALDIX e preparações de lítio.
Os corticosteróides e medicamentos antiinflamatórios não esteróides podem diminuir a
excreção de sódio e água de modo que sua co-administração com VISKALDIX pode
requerer uma dose adicional de um diurético. O efeito de anticoagulantes por via oral
pode ser reduzido pelos diuréticos tiazídicos.

 

Reações adversas
VISKALDIX é de um modo geral bem tolerado. Ocasionalmente podem ser observados:
tontura, fadiga, distúrbios gastrintestinais, distúrbios do sono (similares aos observados
com outros beta-bloqueadores e suas associações). Estes efeitos colaterais são na maioria
dos casos leves e transitórios.
Reações cutâneas e sintomas psíquicos (depressão, alucinações), necessitando a
interrupção do tratamento são raramente observados.
Foram observados em casos isolados trombocitopenia e leucopenia durante o tratamento
com diuréticos tiazídicos.

 

Posologia
Inicialmente 1/2 a 1 comprimido ao dia ao desjejum. Se a pressão arterial não diminuir
satisfatoriamente após 2 a 3 semanas poderá ser administrado um segundo comprimido
de preferência ao almoço. Nos casos resistentes deverá ser considerada adição de um
anti-hipertensivo vasodilatador.
Uso em crianças: não exitem relatos sobre o emprego de VISKALDIX em crianças.
Uso em idosos: não existem evidências de que a posologia ou a tolerância de
VISKALDIX seja afetada pela idade avançada, no entanto, devido ao componente
diurético, os pacientes idosos devem ser avalidados cuidadosamente, uma vez que fatores
algumas vezes associados com o envelhecimento, tais como, dieta pobre ou função renal
comprometida podem indiretamente interferir na posologia ou na tolerância.

 

Superdosagem
Sintomas:bradicardia, náusea, vômitos, distúrbios ortostáticos, síncope, hipopotassemia e
os distúrbios que a acompanham.
Tratamento:no caso de dosagem excessiva ou hipersensibilidade a beta-bloqueadores
(muito raro), 0,5 – 1,0 mg (ou mais) de sulfato de atropina deve ser administrado por via
intravenosa. Se necessário, com a finalidade de estimular os receptores betaadrenérgicos,
poderá ser administrado cloridrato de isoprenalina por injeção endovenosa
lenta, iniciando-se com aproximadamente 5 mcg/min, até ser obtido o efeito desejado.
Em casos refratários poderá ser considerada a administração intravenosa de 8 – 10 mg de
cloridrato de glucagon. A injeção poderá ser repetida em 1 hora, e se necessário, seguida
por uma infusão endovenosa de 1 – 3 mg/hora. O paciente deverá estar sob monitorização
contínua durante qualquer um dos procedimentos acima descritos. Se indicado, o balanço
eletrolítico deverá ser restabelecido.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS -1.0068.0014
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
Fabricado e distribuído por Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 518 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ nº 56.994.502/0098-62 – Indústria Brasileira
 = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia,Suíça
Fabricado de acordo com o processo original de Novartis AG, Suíça; resultante da fusão
de Ciba-Geigy e Sandoz.