Bula do Zyloric (Antigotoso)

ZyloricBula do Zyloric®:

comprimidos 100 e 300 mg
GDS 14 IPI 02
07/12/2005 Página 1 de 11
Zyloric®
alopurinol

 

LEIA ESTA BULA ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO
I) Identificação do medicamento
Formas farmacêuticas, vias de administração e apresentações comercializadas
Comprimidos com 100 ou 300 mg de alopurinol e apresentados em caixas com 30 unidades.
Composição
Cada comprimido de Zyloric® 100 mg contém:
alopurinol 100 mg
Excipientes (lactose, amido, polivinilpirrolidona, estearato de magnésio) q.s.p. 1 comprimido
Cada comprimido de Zyloric® 300 mg contém:
alopurinol 300 mg
Excipientes (lactose, amido, polivinilpirrolidona, estearato de magnésio) q.s.p. 1 comprimido
Uso pedi á t r ico e adulto

 

USO ORAL

 

II) Informações ao paciente
1. Como este medicamento funciona?
Zyloric® pertence a um grupo de medicamentos chamados inibidores enzimáticos, que agem controlando a velocidade
com que modificações químicas especiais ocorrem no corpo. Zyloric® atua reduzindo a produção de ácido úrico, que é
sintetizado pelo nosso organismo.
2. Por que este medicamento foi indicado?
É usado para prevenir crises de gota e outras condições associadas com o excesso de ácido úrico no corpo, entre elas
pedras nos rins e certos tipos de doença renal.
3. Riscos do medicamento

 

Contra-indicações
Este produto é contra-indicado caso você tenha apresentado reações de hipersensibilidade ao alopurinol ou a qualquer um
dos componentes da formulação.

 

Advertências/Precauções
Zyloric® deve ser descontinuado IMEDIATAMENTE quando ocorrer rash cutâneo (erupções na pele) ou outra evidência
de hipersensibilidade (alergia) à droga.
Se você sofre de insuficiência hepática ou renal ou se está em tratamento para hipertensão (pressão alta) ou insuficiência
cardíaca, informe seu médico antes de fazer uso deste medicamento.
O tratamento com Zyloric® não deve ser iniciado até que um ataque agudo de gota tenha terminado completamente, pois
pode desencadear novos ataques.
Caso ocorra um ataque agudo de gota em pacientes que tomam o alopurinol, o tratamento deve ser mantido com a mesma
dose e o ataque agudo deve ser tratado com um agente antiinflamatório adequado.
Deve ser feita uma hidratação adequada (ingestão de líquidos) para que ocorra uma diluição ótima da urina e com isso
sejam evitados alguns problemas (como o aumento da concentração de algumas substâncias na urina, por exemplo a
xantina).

 

Gravidez e lactação
Não há evidência suficiente da segurança de Zyloric® na gravidez humana. O uso na gravidez deve ser considerado
apenas quando não houver alternativa mais segura e quando a doença em si representar riscos para a mãe ou para o feto.
Relatos indicam que Zyloric® é excretado no leite materno, porém não são conhecidos os efeitos dessa excreção para o
bebê.

 

Capacidade para dirigir e operar máquinas
Este medicamento pode causar sonolência e tonteira e dar sensação de desequilíbrio quando o paciente ficar em pé ou
andar. Dessa forma, o paciente que está em tratamento com Zyloric® deve ter cuidado ao dirigir veículos, operar
máquinas ou participar de qualquer outra atividade perigosa, até que esteja certo de que Zyloric® não afeta seu
desempenho.

 

Principais interações com medicamentos, alimentos e testes laboratoriais
Se você faz uso de alguma das medicações relacionadas abaixo, consulte seu médico antes de fazer uso de Zyloric® (se
você não tem certeza a respeito de quais medicamentos tem usado, consulte seu médico):
mercaptopurina;
azatioprina;
teofilina;
ampicilina/amoxicilina;
ciclofosfamida, doxorrubicina, bleomicina, procarbazina, mecloroetamina;
ciclosporina;
vidarabina (adenina arabinosídeo);
salicilatos e agentes uricosúricos;
clorpropamida;
anticoagulantes cumarínicos;
didanosina;
fenitoína.
Este medicamento não deve ser usado sem o r ientação médica por mulheres grávidas ou que
estejam amamentando. Informe imedi a tamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Não há contra- indicação rel a t iva a faixas etárias.
Informe seu médico do aparecimento de r eações indesejáveis.
Informe seu médico se você faz uso de out ro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico , pode ser perigoso para sua saúde.

 

4. Como devo usar este medicamento?
Aspecto Físico/Características Organolépticas
Zyloric® é apresentado na forma de comprimidos circulares brancos.

 

Posologia
Adultos
Recomenda-se iniciar o tratamento com uma dose baixa (100 mg/dia) a fim de reduzir os riscos de reações adversas. A
dose deve ser aumentada somente se a resposta referente à redução de urato for insatisfatória. Deve-se ter precaução
extra se a função renal estiver comprometida.
O seguinte esquema de dosagem pode ser recomendado:
de 100 a 200 mg diários em condições leves;
de 300 a 600 mg diários em condições moderadamente graves;
de 700 a 900 mg diários em condições graves.
Se a dosagem requerida for baseada em mg/kg de peso corporal, a dosagem de 2 a 10 mg/kg de peso corporal por dia
deve ser usada.

 

Crianças com menos de 15 anos
De 10 a 20 mg/kg de peso corporal por dia, até o máximo de 400 mg diários. O uso em crianças é raramente indicado,
exceto em condições malignas (especialmente leucemia) e em certas disfunções enzimáticas, como a síndrome de Lesch-
Nyhan.

Pacientes com insuficiência hepática
Seu médico irá prescrever a menor dose que melhor controla seus sintomas. Devem ser utilizadas doses reduzidas em
pacientes com insuficiência hepática.
O médico solicitará testes de função hepática nos primeiros estágios do seu tratamento.

 

Pacientes com insuficiência renal
Seu médico irá prescrever a menor dose que melhor controla seus sintomas. Se você tem problemas graves nos rins, seu
médico poderá lhe prescrever menos do que 100 mg por dia ou receitar doses únicas de 100 mg em intervalos maiores que
um dia.
Se você faz diálise duas ou três vezes por semana, seu médico poderá lhe prescrever uma dose de 300 a 400 mg, que
deve ser tomada logo após a diálise.

 

Pacientes idosos
Na ausência de dados específicos, deve-se usar a menor dose que produza redução satisfatória de urato. Deve-se
dispensar especial atenção aos casos de disfunção renal e às situações descritas no item Advertências.

 

Modo de uso
Pode ser tomado uma vez ao dia, por via oral, após uma refeição. Se a dose diária exceder 300 mg e houver manifestação
de intolerância gastrintestinal, pode ser apropriado um esquema de doses divididas.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não inter rompa o t ratamento sem o conhecimento de seu méd ico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do
medicamento .

 

5. Quais os males que este medicamento pode causar?

Algumas pessoas podem apresentar reações adversas ao fazer uso de Zyloric®. Se você sentir algum dos sintomas

abaixo enquanto usar este medicamento, pare de ingerir os comprimidos e informe seu médico o mais rápido possível:
A divisão das reações adversas em categorias, por freqüência, foi feita por estimativa, uma vez que não estão disponíveis
dados adequados para calcular a incidência da maior parte delas. As raras e muito raras foram identificadas por meio da
farmacovigilância pós-comercialização. A seguinte classificação de freqüência tem sido utilizada: muito comum (≥1/10),
comum (≥1/100,<1/10), incomum (≥1/1.000,<1/100), rara (≥1/10.000,<1/1.000) e muito rara (<1/10.000).
São raras as reações adversas a Zyloric® na população global tratada com este medicamento, além de terem, na maioria
dos casos, pouca importância. A incidência é mais alta na presença de disfunção renal e/ou hepática.
Infecções e infestações
Muito rara: furunculose.
Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático
Muito raros: agranulocitose, anemia aplástica, trombocitopenia.
Foram recebidos relatos muito raros de trombocitopenia, agranulocitose e anemia aplásica, especialmente em indivíduos
com função renal e/ou hepática comprometida, o que reforça a necessidade de cuidados especiais nestes grupos de
pacientes.
Distúrbios do sistema imune
Incomuns: reações de hipersensibilidade.
Muito raros: linfadenopatia angioimunoblástica
Reações graves de hipersensibilidade, como as reações de pele associadas com esfoliação, febre, linfadenopatia, artralgia
e/ou eosinofilia, incluídas a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica, ocorrem raramente (veja adiante
o subitem “Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo”). Vasculite e resposta tissular associadas podem se manifestar de
vários modos, inclusive hepatite, disfunção renal e, muito raramente, convulsão. Muito raramente foram reportados choques
anafiláticos agudos. Essas reações podem ocorrer a qualquer tempo do tratamento, caso em que Zyloric® deve ser
suspenso IMEDIATA E PERMANENTEMENTE.
Os corticosteróides podem ser benéficos para superar manifestações de hipersensibilidade cutânea. Quando ocorreram
reações de hipersensibilidade generalizada, estavam presentes disfunções renais e/ou hepáticas, especialmente nos casos
em que o desfecho foi fatal.
Linfadenopatia angioimunoblástica foi descrita muito raramente após biópsia de linfadenopatia generalizada. Parece ser
reversível com a suspensão do Zyloric®.
Distúrbios do metabolismo e de nutrição
Muito raros: diabetes mellitus, hiperlipidemia.
Distúrbios psiquiátricos
Muito raro: depressão.
Distúrbios do sistema nervoso
Muito raros: coma, paralisia, ataxia, neuropatia, parestesia, sonolência, dor de cabeça, alteração do paladar.
Distúrbios oculares
Muito raros: catarata, distúrbios visuais, alterações maculares.
Distúrbios de ouvido e labirinto
Muito raro: vertigem.
Distúrbios cardíacos
Muito raros: angina, bradicardia.
Distúrbios vasculares
Muito raro: hipertensão.
Distúrbios gastrintestinais
Incomuns: vômito, náusea.
Muito raros: hematêmese recorrente, esteatorréia, estomatite, alterações dos hábitos intestinais.
Em estudos clínicos iniciais foram observados náuseas e vômitos. Relatos posteriores sugerem que estas reações não são
graves e podem ser evitadas quando se administra Zyloric® após as refeições.

 

Distúrbios hepatobiliares
Incomuns: aumento assintomático nos testes de função hepática.
Raro: hepatite (incluindo necrose hepática e hepatite granulomatosa
Foi relatada disfunção hepática sem evidências de hipersensibilidade generalizada.
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo
Comum: rash.
Muito raros: angioedema, erupções fixas da droga, alopecia, descoloração dos cabelos.
As reações de pele são as mais comuns e podem ocorrer a qualquer tempo durante o tratamento. Podem ser pruriginosas,
maculopapulares, às vezes escamosas, às vezes purpúricas e raramente esfoliativas. Zyloric® deve ser descontinuado
IMEDIATAMENTE caso ocorram essas reações. Após a recuperação da reação leve, Zyloric® pode ser novamente
administrado, em doses mais baixas (por exemplo, de 50 mg/dia), aumentadas gradualmente. Caso o rash cutâneo ocorra
novamente, Zyloric® deve ser PERMANENTEMENTE suspenso, pois podem acontecer reações de hipersensibilidade
mais graves (veja, mais acima, o subitem “Distúrbios do sistema imune”).
Tem sido reportada a ocorrência de angioedema, com ou sem sinais e sintomas de hipersensibilidade generalizada ao
alopurinol.
Distúrbios renais e urinários
Muito raros: hematúria, uremia.
Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama
Muito raros: infertilidade masculina, disfunção erétil, ginecomastia.
Distúrbios gerais
Muito raros: edema, mal-estar generalizado, astenia, febre.
Tem sido reportada a ocorrência de febre, com ou sem sinais e sintomas de hipersensibilidade generalizada ao alopurinol.

 

6. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma vez só?
Relataram-se sinais e sintomas como enjôo, vômito, diarréia e tonteira em um paciente que ingeriu 20 g de alopurinol.
Em caso de ingestão acidental de grande quantidade deste medicamento, procure orientação médica imediatamente.

 

7. Onde e como devo guardar este medicamento?
Mantenha o medicamento na embalagem original, protegido da umidade e em temperatura abaixo de 25°C.
Todo medicamento deve ser mant ido fora do alcance das crianças.

 

III) Informações técnicas aos profissionais de saúde
1. Características farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas
O alopurinol é um inibidor da xantina oxidase.
O alopurinol e o oxipurinol (seu principal metabólito) diminuem os níveis de ácido úrico no plasma e na urina através da
inibição da xantina oxidase, enzima que catalisa a oxidação de hipoxantina em xantina e de xantina em ácido úrico.
Além da inibição do catabolismo da purina, ocorre a inibição da biossíntese de novo da purina pelo mecanismo de
retroalimentação de hipoxantina-guanina fosforibosil transferase em alguns dos pacientes hiperuricêmicos, mas não em
todos.

Propriedades farmacocinéticas
Absorção
O alopurinol é ativo quando administrado por via oral e é rapidamente absorvido no trato gastrintestinal superior. Estudos
realizados detectaram o alopurinol no sangue 30 a 60 minutos após a administração. Estimativas da biodisponibilidade
variam de 67% a 90%.
Os picos plasmáticos do alopurinol geralmente ocorrem aproximadamente 1,5 hora após a administração oral de Zyloric®,
mas caem rapidamente e quase não são detectados após 6 horas. Os picos plasmáticos do oxipurinol geralmente ocorrem
3 a 5 horas após a administração oral de Zyloric® e são muito mais sustentáveis.

 

Distribuição
A ligação do alopurinol às proteínas plasmáticas é desprezível, e por isso não se espera que variações nessa ligação
alterem significativamente o clearance. O volume de distribuição aparente do alopurinol é de aproximadamente 1,6 L/kg, o
que sugere captação relativamente alta pelos tecidos. As concentrações tissulares do alopurinol não foram relatadas em
humanos, mas é provável que o alopurinol e o oxipurinol estejam presentes em concentrações mais altas no fígado e na
mucosa intestinal, onde a atividade da xantina oxidase é alta.
Metabolismo
O metabólito principal do alopurinol é o oxipurinol. Outros metabólitos do alopurinol são o alopurinol-ribosídeo e o oxipurinol-
7-ribosídeo.

 

Eliminação
Aproximadamente 20% do alopurinol ingerido é excretado nas fezes. Sua eliminação é feita principalmente pela conversão
metabólica em oxipurinol por xantina oxidase e aldeído oxidase, com menos de 10% da droga inalterada excretada na
urina.
O alopurinol tem meia-vida plasmática de cerca de 0,5 a 1,5 hora.
O oxipurinol é um inibidor da xantina oxidase menos potente que o alopurinol, mas sua meia-vida plasmática é muito mais
prolongada (segundo estimativa, de 13 a 30 horas no homem). Dessa forma, a inibição eficaz da xantina oxidase é mantida
pelo período de 24 horas com uma única dose diária de Zyloric®. Pacientes com função renal normal acumularão o
oxipurinol de forma gradual até que seja atingida uma concentração plasmática no estado de equilíbrio. Ao receber 300 mg
de alopurinol por dia, esses pacientes geralmente apresentarão concentrações plasmáticas de oxipurinol de 5 a 10 mg/L.
O oxipurinol é eliminado inalterado na urina, mas, por sofrer reabsorção tubular, tem uma longa meia-vida de eliminação: os
valores variam de 13,6 a 29 horas, conforme descrito. A grande discrepância entre esses números pode ser resultado de
variações no esquema do estudo e/ou dever-se ao clearance da creatinina dos pacientes.
Farmacocinética em pacientes com insuficiência renal
O clearance do alopurinol e do oxipurinol é muito reduzido em pacientes com insuficiência da função renal, o que resulta em
níveis plasmáticos mais altos em caso de terapia crônica. Há relatos de que em pacientes com valores de clearance de
creatinina entre 10 e 20 mL/min observaram-se concentrações plasmáticas de oxipurinol de cerca de 30 mL/L após
tratamento prolongado com 300 mg de alopurinol por dia. Essa é, aproximadamente, a concentração que seria atingida com
doses diárias de 600 mg em indivíduos com função renal normal. Assim, é necessária uma redução da dose de Zyloric®
em caso de insuficiência da função renal.
Farmacocinética em pacientes idosos
Não é provável que a cinética da droga seja alterada por outras causas além da deterioração da função renal.

 

2. Resultados de eficácia
Zyloric® reduziu a recorrência de cálculos renais de oxalato de cálcio em 81,2%, em comparação a placebo (63,4%)
(p<0,001).
ETTINGER, B et al. Randomized trial of allopurinol in the prevention of calcium oxalate calculi. N Engl Med 1986; 315 (22):
1386-1389.

 

3. Indicações
Zyloric® é indicado para redução da formação de urato/ácido úrico nas principais manifestações de depósito dessas duas
substâncias – o que ocorre em indivíduos com artrite gotosa, tofos cutâneos e nefrolitíase ou naqueles que apresentam um
risco clínico potencial (por exemplo, que estão em tratamento de tumores que podem desencadear nefropatia aguda por
ácido úrico).
As principais manifestações clínicas que podem levar ao depósito de urato/ácido úrico são:
– gota idiopática;
– litíase por ácido úrico;
– nefropatia aguda por ácido úrico;
– doença neoplásica ou doença mieloproliferativa com altas taxas de processamento celular, situações em que ocorrem
níveis elevados de uratos espontaneamente ou após tratamento citotóxico;
– certas disfunções enzimáticas que levam a uma superprodução de urato, como as de:
– hipoxantina-guanina fosforibosil transferase (que inclui a síndrome Lesch-Nyhan);
– glicose-6-fosfatase (que inclui a doença de armazenamento de glicogênio);
– fosforibosilpirofosfato sintetase;
– fosforibosilpirofosfato amidotransferase;
– adenina fosforibosil transferase.
Zyloric® é indicado para o controle de cálculos renais de 2,8-diidroxiadenina (2,8-DHA), relacionados com atividade
deficiente de adenina fosforibosil transferase.
Zyloric® é indicado para o controle de cálculos renais mistos de oxalato de cálcio recorrentes, na presença de
hiperuricosúria, quando tiverem falhado medidas de hidratação, dietéticas e semelhantes.

 

4. Contra-indicações
Zyloric® não deve ser administrado a indivíduos com conhecida hipersensibilidade ao alopurinol ou a qualquer outro
componente da fórmula.

 

5. Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto
Zyloric® pode ser tomado uma vez ao dia, por via oral, após uma refeição. É bem tolerado, especialmente quando usado
depois da ingestão de alimentos.
Mantenha o medicamento na embalagem original, protegido da umidade e em temperatura abaixo de 25°C.

6. Posologia
As doses devem ser ajustadas por meio do controle das concentrações séricas de urato/ácido úrico em intervalos
adequados. Se a dose diária exceder 300 mg e houver manifestação de intolerância gastrintestinal, pode ser apropriado um
esquema de doses divididas.

 

Adultos
Recomenda-se iniciar o tratamento com uma dose baixa (100 mg/dia) a fim de reduzir os riscos de reações adversas. A
dose deve ser aumentada somente se a resposta referente à redução de urato for insatisfatória. Deve-se ter precaução
extra se a função renal estiver comprometida.
O seguinte esquema de dosagem deve ser considerado:
– de 100 a 200 mg diários em condições leves;
– de 300 a 600 mg diários em condições moderadamente graves;
– de 700 a 900 mg diários em condições graves.
Se for requerida uma dosagem em função de mg/kg de peso corporal, a dosagem de 2 a 10 mg/kg de peso corporal por dia
deve ser usada.
Crianças menores de 15 anos
De 10 a 20 mg/kg de peso corporal por dia, até o máximo de 400 mg diários. O uso em crianças é raramente indicado,
exceto em condições malignas (especialmente leucemia) e em certas disfunções enzimáticas, como a síndrome de Lesch-
Nyhan.
Idosos
Na ausência de dados específicos, deve-se usar a menor dose que produza redução satisfatória de urato. Deve-se
dispensar especial atenção aos casos de disfunção renal e às situações descritas no item Advertências.

 

Insuficiência renal
Como o alopurinol e seus metabólitos são excretados pelos rins, o comprometimento da função renal pode levar à retenção
da droga e/ou de seus metabólitos, com conseqüente prolongamento das meias-vidas plasmáticas. Na presença de
insuficiência renal grave pode ser aconselhável utilizar doses menores que 100 mg/dia ou doses únicas de 100 mg em
intervalos maiores que um dia.
Se houver disponibilidade de controle das concentrações plasmáticas do oxipurinol, a dose deve ser ajustada para que os
níveis plasmáticos dessa droga sejam mantidos abaixo de 100 μmol/L (15,2 mg/L).
O alopurinol e seus metabólitos são removidos por diálise renal. Se for necessária diálise duas a três vezes por semana,
deve-se considerar um esquema posológico alternativo de 300 a 400 mg de Zyloric® imediatamente após cada sessão,
sem doses intermediárias.

 

Insuficiência hepática
Devem ser utilizadas doses reduzidas em pacientes com insuficiência hepática.
Nos estágios iniciais do tratamento, recomenda-se que sejam realizados testes periódicos da função hepática.
Tratamento de condições de alta substituição de urato, ou seja, neoplasias e síndrome de Lesch-Nyhan
É aconselhável corrigir com Zyloric® a hiperuricemia e/ou a hiperuricosúria existentes antes de iniciar o tratamento
citotóxico. É importante assegurar a hidratação adequada do paciente para que se mantenha ótima diurese e seja obtida a
alcalinização da urina, aumentando-se assim a solubilidade de urato/ácido. A dose de Zyloric® deve estar na faixa mais
baixa das doses recomendadas.

 

Se a nefropatia por urato ou outra patologia comprometer a função renal, deve-se seguir as recomendações de dose do
item Doses na Insuficiência Renal. Dessa forma pode-se reduzir o risco de depósito de xantina e/ou oxipurinol, evitando que
a situação clínica se complique (Veja também os itens Interações medicamentosas e Reações adversas).

 

7. Advertências
Zyloric® deve ser descontinuado IMEDIATAMENTE quando ocorrer rash cutâneo ou outra evidência de hipersensibilidade
à droga.
As doses devem ser reduzidas em caso de insuficiência hepática ou renal. Pacientes em tratamento de hipertensão ou
insuficiência cardíaca, que usam diuréticos ou inibidores da ECA, podem apresentar prejuízo da função renal, e o alopurinol
deve ser utilizado com cautela nesse grupo de pacientes.
Por si só, a hiperuricemia assintomática geralmente não é considerada uma indicação de uso de Zyloric®. A modificação
da dieta e de líquidos, com controle da causa subjacente, pode corrigir essa condição.

 

Ataques agudos de gota
O tratamento com alopurinol não deve ser iniciado até que um ataque agudo de gota tenha terminado completamente, pois
pode desencadear novos ataques.
No início do tratamento com Zyloric®, assim como com outros agentes uricosúricos, pode desencadear-se um ataque
agudo de artrite gotosa. Dessa forma, é aconselhável administrar, de maneira profilática, um agente antiinflamatório
adequado ou colchicina, por alguns meses. Deve-se consultar a literatura para detalhes sobre dose apropriada, precauções
e advertências.
Caso ocorra um ataque agudo de gota em pacientes que usam alopurinol, o tratamento deve ser mantido com a mesma
dose e o ataque agudo deve ser tratado com um agente antiinflamatório adequado.

 

Depósito de xantina
Em condições em que a velocidade de formação de urato é muito aumentada (por exemplo, em doenças malignas e seu
tratamento e na síndrome de Lesch-Nyhan), a concentração absoluta de xantina na urina pode, em raros casos, aumentar o
suficiente para permitir o depósito no trato urinário. Esse risco pode ser minimizado com hidratação adequada para permitir
uma diluição ótima na urina.

 

Cálculos renais de ácido úrico impactados
O tratamento adequado com Zyloric® levará à dissolução de grandes cálculos renais de ácido úrico, com a remota
possibilidade de impactação no ureter.

 

Gravidez e lactação
Categoria B de risco na gravidez
Este medicamento não deve ser usado sem orientação médica por mulheres grávidas.
Não há evidência suficiente da segurança de Zyloric® na gravidez humana, não obstante este medicamento tenha sido
largamente usado, por muitos anos, sem conseqüência danosa aparente.
O uso na gravidez deve ser considerado apenas quando não houver alternativa mais segura e quando a doença em si
representar riscos para a mãe ou para o feto.
Relatos indicam que o alopurinol e o oxipurinol são excretados no leite humano. Foram demonstradas concentrações de 1,4
mg/L de alopurinol e 53,7 mg/L de oxipurinol no leite de uma paciente que recebia 300 mg/dia de Zyloric®. No entanto,
não há dados relativos aos efeitos do alopurinol ou de seus metabólitos no lactente.

Capacidade para dirigir e operar máquinas
Este medicamento pode causar sonolência e tonteira e dar sensação de desequilíbrio quando o paciente ficar em pé ou
andar. Dessa forma, o paciente que faz tratamento com Zyloric® deve ter cuidado ao dirigir veículos, operar máquinas ou
participar de qualquer outra atividade perigosa, até que esteja certo de que Zyloric® não afeta seu desempenho.

 

8. Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Para o tratamento de pacientes com condições de alta substituição de urato, insuficiência renal e hepática, ver maiores
informações sobre a dosagem adequada em Posologia.
O uso em crianças é raramente indicado, exceto em condições malignas (especialmente leucemia) e em certas disfunções
enzimáticas, como a síndrome de Lesch-Nyhan.
Em pacientes idosos, na ausência de dados específicos deve-se usar a menor dose que produza redução satisfatória de
urato. Deve-se dispensar especial atenção aos casos de disfunção renal e às situações descritas no item Advertências.

 

9. Interações medicamentosas
mercaptopurina e azatioprina
A azatioprina é metabolizada para mercaptopurina, a qual é inativada pela ação da xantina-oxidase. Quando a
mercaptopurina ou a azatioprina são administradas concomitantemente com Zyloric®, deve ser utilizado apenas 1/4 da
dose usual desses citostáticos, porque a inibição da xantina-oxidase prolongará a atividade dos mesmos.
vidarabina (adenina arabinosídeo)
Evidências sugerem que a meia-vida plasmática da vidarabina é aumentada na presença do alopurinol. Quando os dois
produtos são usados concomitantemente é necessário redobrar a vigilância, a fim de identificar o aumento de efeitos
tóxicos.

 

salicilatos e agentes uricosúricos
O oxipurinol, principal metabólito do alopurinol, é, por si só, terapeuticamente ativo, sendo excretado pelos rins de modo
semelhante ao urato. Por isso, as drogas com atividade uricosúrica, como a probenecida e o salicilato (este em altas
doses), podem acelerar a excreção do oxipurinol. Dessa forma pode-se diminuir a atividade terapêutica de Zyloric®, mas o
significado disso deve ser avaliado em cada caso.

 

clorpropamida
Quando Zyloric® for administrado em associação com a clorpropamida e a função renal for reduzida, pode haver um
aumento do risco de prolongamento da atividade hipoglicêmica, pois o alopurinol e a clorpropamida podem competir pela
excreção no túbulo renal.

 

anticoagulantes cumarínicos
Há raros casos de aumento do efeito da varfarina ou de outro anticoagulante cumarínico quando esses medicamentos
foram administrados concomitantemente com o alopurinol; portanto, todos os pacientes que tomem anticoagulantes devem
ser cuidadosamente controlados.

 

fenitoína
O alopurinol pode inibir a oxidação hepática da fenitoína, mas a importância clínica dessa possibilidade ainda não foi
demonstrada.

 

teofilina
Foi relatada inibição do metabolismo da teofilina. O mecanismo de interação pode ser explicado pelo envolvimento da
xantina oxidase na biotransformação da teofilina no homem.
Os níveis de teofilina devem ser controlados no início da terapia com alopurinol e quando suas doses são aumentadas.

ampicilina/amoxicilina
Foi relatado um aumento da freqüência de rash cutâneo entre os pacientes que usavam ampicilina ou amoxicilina
concomitantemente com o alopurinol, em comparação aos que não recebiam as duas primeiras drogas. Não foi
estabelecida a causa da associação. No entanto, recomenda-se que seja utilizada, sempre que possível, uma alternativa à
ampicilina ou à amoxicilina em pacientes em tratamento com alopurinol.

 

ciclofosfamida, doxorrubicina, bleomicina, procarbazina, mecloroetamina
Foi relatado aumento da supressão da medula óssea por ciclofosfamida e outros agentes citotóxicos entre pacientes com
doença neoplásica (outras que não a leucemia) que tomavam o alopurinol. Contudo, em um estudo bem controlado de
pacientes tratados com ciclofosfamida, doxorrubicina, bleomicina, procarbazina e/ou mecloroetamina (cloridrato de
mustina), o alopurinol não pareceu aumentar a reação tóxica desses agentes citotóxicos.

 

ciclosporina
Relatos sugerem que a concentração plasmática da ciclosporina pode ser aumentada durante o tratamento concomitante
com alopurinol. A possibilidade de aumento da toxicidade da ciclosporina deve ser considerada se as drogas forem
administradas simultaneamente.

 

didanosina
Em voluntários sadios e em pacientes HIV-positivos que recebiam didanosina, a Cmáx e a ASC (área sob a curva) de
didanosina plasmática apresentaram valores aproximadamente dobrados com a administração concomitante de alopurinol
(300 mg diários), sem afetar a meia-vida terminal. Dessa forma, reduções das doses de didanosina podem ser requeridas
quando essa droga é administrada concomitantemente com alopurinol.

 

10. Reações adversas a medicamentos
Não existem documentações clínicas mais recentes que possam ser usadas como suporte para determinar a freqüência
das reações adversas relacionadas ao uso de Zyloric®. Essas reações podem variar em incidência, dependendo da dose
administrada e também do uso concomitante com outros agentes terapêuticos.
A divisão das reações adversas em categorias, por freqüência, foi feita por estimativa, uma vez que não estão disponíveis
dados adequados para calcular a incidência da maior parte delas. As raras e muito raras foram identificadas por meio da
farmacovigilância pós-comercialização. A seguinte classificação de freqüência tem sido utilizada: muito comum (≥1/10),
comum (≥1/100,<1/10), incomum (≥1/1.000,<1/100), rara (≥1/10.000,<1/1.000) e muito rara (<1/10.000).
São raras as reações adversas a Zyloric® na população global tratada com este medicamento, além de terem, na maioria
dos casos, pouca importância. A incidência é mais alta na presença de disfunção renal e/ou hepática.

 

Infecções e infestações
Muito rara: furunculose.
Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático
Muito raros: agranulocitose, anemia aplástica, trombocitopenia.
Foram recebidos relatos muito raros de trombocitopenia, agranulocitose e anemia aplásica, especialmente em indivíduos
com função renal e/ou hepática comprometida, o que reforça a necessidade de cuidados especiais nestes grupos de
pacientes.
Distúrbios do sistema imune
Incomuns: reações de hipersensibilidade.
Muito raros: linfadenopatia angioimunoblástica

 

Reações graves de hipersensibilidade, como as reações de pele associadas com esfoliação, febre, linfadenopatia, artralgia
e/ou eosinofilia, incluídas a síndrome de Stevens-Johnson e a necrólise epidérmica tóxica, ocorrem raramente (veja adiante
o subitem “Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo”). Vasculite e resposta tissular associadas podem se manifestar de
vários modos, inclusive hepatite, disfunção renal e, muito raramente, convulsão. Muito raramente foram reportados choques
anafiláticos agudos. Essas reações podem ocorrer a qualquer tempo do tratamento, caso em que Zyloric® deve ser
suspenso IMEDIATA E PERMANENTEMENTE.

 

Os corticosteróides podem ser benéficos para superar manifestações de hipersensibilidade cutânea. Quando ocorreram
reações de hipersensibilidade generalizada, estavam presentes disfunções renais e/ou hepáticas, especialmente nos casos
em que o desfecho foi fatal.
Linfadenopatia angioimunoblástica foi descrita muito raramente após biópsia de linfadenopatia generalizada. Parece ser
reversível com a suspensão do Zyloric®.
Distúrbios do metabolismo e de nutrição
Muito raros: diabetes mellitus, hiperlipidemia.
Distúrbios psiquiátricos
Muito raro: depressão.
Distúrbios do sistema nervoso
Muito raros: coma, paralisia, ataxia, neuropatia, parestesia, sonolência, dor de cabeça, alteração do paladar.
Distúrbios oculares
Muito raros: catarata, distúrbios visuais, alterações maculares.
Distúrbios de ouvido e labirinto
Muito raro: vertigem.
Distúrbios cardíacos
Muito raros: angina, bradicardia.
Distúrbios vasculares
Muito raro: hipertensão.
Distúrbios gastrintestinais
Incomuns: vômito, náusea.
Muito raros: hematêmese recorrente, esteatorréia, estomatite, alterações dos hábitos intestinais.
Em estudos clínicos iniciais foram observados náuseas e vômitos. Relatos posteriores sugerem que estas reações não são
graves e podem ser evitadas quando se administra Zyloric® após as refeições.
Distúrbios hepatobiliares
Incomuns: aumento assintomático nos testes de função hepática.
Raro: hepatite (incluindo necrose hepática e hepatite granulomatosa
Foi relatada disfunção hepática sem evidências de hipersensibilidade generalizada.
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo
Comum: rash.
Muito raros: angioedema, erupções fixas da droga, alopecia, descoloração dos cabelos.
As reações de pele são as mais comuns e podem ocorrer a qualquer tempo durante o tratamento. Podem ser pruriginosas,
maculopapulares, às vezes escamosas, às vezes purpúricas e raramente esfoliativas. Zyloric® deve ser descontinuado
IMEDIATAMENTE caso ocorram essas reações. Após a recuperação da reação leve, Zyloric® pode ser novamente
administrado, em doses mais baixas (por exemplo, de 50 mg/dia), aumentadas gradualmente. Caso o rash cutâneo ocorra
novamente, Zyloric® deve ser PERMANENTEMENTE suspenso, pois podem acontecer reações de hipersensibilidade
mais graves (veja, mais acima, o subitem “Distúrbios do sistema imune”).
Tem sido reportada a ocorrência de angioedema, com ou sem sinais e sintomas de hipersensibilidade generalizada ao
alopurinol.
Distúrbios renais e urinários
Muito raros: hematúria, uremia.
Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama
Muito raros: infertilidade masculina, disfunção erétil, ginecomastia.
Distúrbios gerais
Muito raros: edema, mal-estar generalizado, astenia, febre.
Tem sido reportada a ocorrência de febre, com ou sem sinais e sintomas de hipersensibilidade generalizada ao alopurinol.

 

11. Superdose
Foi relatada ingestão de até 22,5 g de alopurinol, sem efeitos adversos. Sinais e sintomas como náusea, vômito, diarréia e
tonteira foram observados em um paciente que ingeriu 20 g de alopurinol. Houve recuperação após medidas gerais de
suporte.
A absorção maciça de Zyloric® pode conduzir a uma considerável inibição da atividade da xantina oxidase, a qual não
produz efeitos indesejáveis, a não ser afetar a medicação concomitante, especialmente mercaptopurina e/ou azatioprina. A
hidratação adequada do paciente para manter ótima diurese facilita a excreção do alopurinol e de seus metabólitos. Se for
considerada necessária, pode ser utilizada hemodiálise.
12. Armazenagem
Mantenha o medicamento na embalagem original, protegido da umidade e em temperatura abaixo de 25°C.

 

IV) Dizeres legais
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Fabricado e distribuído por: GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8464 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.247.743/0001-10
Reg. MS: 1.0107.0204
Farm. Resp.: Milton de Oliveira
CRF-RJ: 5522
BL_zyloric_com_GDS14_IPI02_v7.doc
Data: 07/12/2005
Serviço de Atendimento
ao Consumi dor
0800 701 22 33
Discagem Direta Gratuita

Bula do Colchis (Antigotoso)

ColchisBula do Colchis:

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES:
Comprimidos de 0,5 mg – Caixas contendo 20 e 30 comprimidos.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO:
Cada comprimido contém: 0,5 mg
Colchicina base …………………… ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………0,5 mg
Excipientes* q.s.p. ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….1 comprimido
* Excipientes: Amido, Polivinilpirrolidona K30, Lactose, Croscarmelose sódica, Estearato de Magnésio, Corante amarelo FD&C 5.

 

INFORMAÇÃO AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: COLCHIS® contém colchicina. Seu modo de ação antigotoso é desconhecido. É um importante
medicamento para tratar ou prevenir as crises agudas de gota, de acordo com a indicação e supervisão médica. É também utilizada
nos casos de escleroderma, poliartrite da sarcoidose e psoríase ou febre familiar do Mediterrâneo.
Cuidados de armazenamento: Os comprimidos devem ser mantidos em sua embalagem original, na temperatura ambiente (entre
15 e 30˚C), ao abrigo da umidade e protegidos da luz.
Prazo de validade: Não utilize medicamento com a validade vencida. O prazo de validade de COLCHIS® está impresso na embalagem
e é de 24 meses após a data de fabricação.
Gravidez e lactação: Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar igualmente
se estiver amamentando. Nestes casos, somente o seu médico pode determinar se você deve continuar o tratamento com COLCHIS®.
Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Tome sempre um comprimido no horário previsto, caso esqueça uma dose, não tome dois comprimidos de uma só vez. Não aumente
as dosagens nem altere o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Reações adversas: Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. As reações mais freqüentes são diarréia e
náuseas e mais raramente vômitos e erupções cutâneas.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTINDO FORA DE ALCANCE DAS CRIANÇAS

 

Ingestão concomitante com outras substâncias: Há interação medicamentosa de Colchicina com as seguintes substâncias: medicamentos
neoplásicos rapidamente citolíticos, a bumetamida, diazóxido, diuréticos tiazídicos, furosemida, pirazinamida ou triantereno,
medicamentos da radioterapia ou que produzem discrasias sangüíneas, fenilbutazona, vitamina B12 e bebidas alcoólicas. Qualquer
medicamento só deve ser utilizado sob a supervisão e cuidado médico.
Contra-indicações e precauções: Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante
o tratamento. COLCHIS® não deve ser usado durante a gravidez e a lactação. COLCHIS® é contra-indicado em pacientes com
insuficiências renais, hepáticas ou cardíacas severas. Informe seu médico sobre doença renal, hepática ou cardíaca que esteja
sofrendo ou tenha apresentado anteriormente. Proceda todos os exames e controles que forem solicitados pelo médico. Observe
seus dentes e gengivas, mantendo completa higiene bucal.
Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma
brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao Ácido Acetilsalicílico.

 

Risco da auto-medicação:
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO; PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Modo de Ação:
A Colchicina é um alcalóide derivado do “colchicum autumnale”. O mecanismo exato da ação antigotosa é desconhecido. A Colchicina
aparentemente diminui a motilidade leucocitária, a fagocitose e a produção de ácido lático, diminuindo, deste modo, o depósito de
cristais de urato e a resposta inflamatória resultante.
Pode também interferir com a formação de quininas e de leucotrienos.
A Colchicina não corrige a hiperuricemia. O efeito antimitótico da Colchicina não está relacionado, provavelmente, com a sua
ação antigotosa.
Antiosteolítico: A Colchicina atua inibindo a mitose das células osteoprogenitoras e a atividade dos osteoclastos pré-existentes.
A Colchicina diminui a temperatura corporal, deprime o centro respiratório, contrai os vasos sangüíneos e causa hipertensão,
estimulando o centro vasomotor.

 

Farmacocinética:
A ligação às proteínas plasmáticas é baixa e o metabolismo é hepático. O início da ação após a primeira dose oral é de 12 horas
e o Tmáx é de 0,5 a 2 horas.
A concentração plasmática máxima (C máx) é de 2,2 nanogramas por ml, após administração oral de 2 mg.
O alívio da dor e da inflamação na artrite gotosa aguda ocorre em 24 a 48 horas após a primeira dose oral.
O alívio do edema pode ocorrer em 72 horas ou mais.
A eliminação é principalmente biliar e de 10 a 20% renal. A excreção renal pode estar aumentada em pacientes com problemas
hepáticos. Devido ao alto grau de captação pelos tecidos, a eliminação da Colchicina pode continuar por 10 dias ou mais, após
cessar a administração do produto.

 

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS:
Antiinflamatório indicado no tratamento das crises agudas de gota e na prevenção das crises agudas nos doentes crônicos (artrite
gotosa aguda e crônica).
A colchicoterapia pode ser indicada em casos de escleroderma, poliartrite da sarcoidose e psoríase ou febre familiar do Mediterrâneo.

 

CONTRA-INDICAÇÕES:
Nas insuficiências renais, hepáticas ou cardíacas severas e durante a gravidez.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS:
No tratamento de ataque:
Avaliar com atenção os casos de insuficiência renal ou hepatobiliar.
Proceder contagem sangüínea completa periodicamente, para detectar depressão da medula óssea.
Utilizar com moderadores do trânsito intestinal ou com antidiarréicos, caso ocorra diarréia ou colopatia evolutiva.
No tratamento a longo prazo, com doses de 0,5 mg a 1,0 mg, as complicações são muito raras.
Por precaução, avaliar as possíveis reações adversas apresentadas pelo paciente.
Reprodução / Gravidez
A Colchicina detém a divisão celular em animais e plantas e há relatos sobre a diminuição da espermatogênese em humanos.
A Colchicina pode ser teratogênica em humanos, de acordo com estudos realizados em animais. As pacientes devem ser orientadas
para não engravidar durante o tratamento e o médico deve avaliar o risco/benefício do uso da droga.

 

Lactação

O médico deve avaliar o risco/benefício do uso da Colchicina. Não se sabe se a droga é excretada no leite materno.
Pediatria
Não se tem dados sobre a segurança do uso em crianças.
Idosos
Os pacientes idosos podem ser mais sensíveis à toxicidade cumulativa da Colchicina.

 

Odontologia
A Colchicina pode produzir efeitos leucopênicos e trombocitopênicos, que podem provocar aumento da incidência de infecção
microbiana, retardo de cicatrização e hemorragia gengival. O paciente deve ser orientado para a limpeza adequada dos dentes e
o tratamento deve ser interrompido até o retorno da normalidade sangüínea.
Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma
brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao Ácido Acetilsalicílico.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
Os medicamentos neoplásicos rapidamente citolíticos, a bumetamida, diazóxido, diuréticos tiazídicos, furosemida, pirazinamida ou
triantereno, podem aumentar a concentração plasmática de ácido úrico e diminuir a eficácia do tratamento profilático da gota.
A Colchicina pode aumentar os efeitos depressores sobre a medula óssea dos medicamentos que produzem discrasias sangüíneas
ou da radioterapia.
O uso simultâneo com fenilbutazona pode aumentar o risco de leucopenia ou trombocitopenia, bem como de ulceração gastrintestinal.
A vitamina B12 pode ter absorção alterada, podendo ser necessário administrar doses adicionais da vitamina.
A ingestão de bebidas alcoólicas ou os pacientes alcoólatras podem ter aumentado o risco de toxicidade gastrintestinal. O álcool
aumenta as concentrações sangüíneas de ácido úrico, podendo diminuir a eficácia do tratamento profilático da gota.

 

REAÇÕES ADVERSAS:
Os distúrbios digestivos: diarréia, náuseas e, mais raramente, vômitos são os primeiros sinais de superdosagem e impõem a
redução das doses ou a interrupção do tratamento.
Raramente podem ocorrer problemas hematológicos como leucopenia ou neutropenia.
Excepcionalmente verifica-se a azoospermia que é reversível com a interrupção do tratamento.
Outras reações relatadas foram urticária e erupções cutâneas; debilidade muscular e urina sanguinolenta.

 

POSOLOGIA E MODO DE USAR
A Colchicina deve ser administrada ao primeiro sinal de ataque agudo de gota.
A dose deve ser reduzida se ocorrer debilidade muscular, náuseas, vômitos ou diarréia. O intervalo entre as doses deve ser aumentado
nos pacientes crônicos cuja taxa de filtração glomerular seja menos do que 10 ml/minuto.
Deve-se levar em consideração, ao administrar Colchicina, a sua estreita margem de segurança. A quantidade total de Colchicina
que se necessita para controlar a dor e a inflamação durante um ataque agudo de gota, oscila habitualmente entre 4 e 10 mg.

 

Adultos – Antigotoso.

Prevenção: 1 comprimido de 0,5 mg (500 mcg), uma a três vezes ao dia.
Os pacientes com gota submetidos à cirurgia, devem tomar 1 comprimido três vezes ao dia, durante 3 dias antes e 3 dias depois
da intervenção cirúrgica.
Tratamento: (Alívio do ataque agudo) – Oral, inicialmente 0,5 mg a 1,5 mg seguido de 1 comprimido a intervalos de 1 hora, ou de 2
horas, até que ocorra o alívio da dor ou apareçam náuseas, vômitos ou diarréia.
A dose máxima alcançada deve ser de 10 mg.
Os pacientes crônicos podem continuar o tratamento com 2 comprimidos ao dia por até 3 meses, à critério médico.

 

SUPERDOSAGEM
A dose tóxica é de aproximadamente 10 mg.
As doses que provocam reações capazes de levar à morte são ao redor de 40 mg.
Sinais
Clínicos: Latência de 1 a 8 horas, em média 3 horas.
Digestivos: Dores abdominais difusas, vômitos, diarréia abundante provocando desidratação, hipotensão e problemas circulatórios.
Hematológicos: Hiperleucocitose seguida de leucopenia e hipoplaquetose por ataque medular. Coagulação intravascular disseminada.
Outros: Polipnéia freqüente e alopécia no 10º dia. Evolução imprevisível. Pode ocorrer morte no 2º ou 3º dia por desequilíbrio hidroeletrolítico
ou choque séptico.

 

Tratamento
Não há antídoto específico para a Colchicina.
O paciente deve ser tratado em meio hospitalar.
A elimininação da droga pode ser tentada por lavagem gástrica seguida de aspiração duodenal.
O tratamento é sintomático: reequilíbrio hidro-eletrolítico e antibioticoterapia geral e digestiva.
Avaliação dos sinais vitais e do sistema cardiovascular.

 

PACIENTES IDOSOS
Os pacientes idosos podem ser mais sensíveis à toxicidade cumulativa da Colchicina. As doses e cuidados para pacientes idosos,
são as mesmas recomendadas para os adultos.

 

Venda sob prescrição médica
Nº do Lote; Data de Fabricação e Validade: vide Cartucho.
MS – 1.0118.0109
Farmacêutico Responsável:
Dr. Eduardo Sérgio Medeiros Magliano
CRF-SP nº 7179
19505/03
22067/03
VIII- 08
Colchis® 0,5 mg
colchicina

APSEN FARMACÊUTICA S/A
Rua La Paz, nº 37/67 – Santo Amaro
CEP 04755-020 – São Paulo – SP
CNPJ 62.462.015/0001-29
Indústria Brasileira