Bula do Combigan (Antiglaucomatoso)

CombiganBula do Combigan®:
tartarato de brimonidina 0,2%
maleato de timolol 0,5%

 

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÃO
Solução Oftálmica Estéril
Via de administração tópica ocular
Frasco plástico conta-gotas contendo 5ml ou 10ml de solução oftálmica estéril.
1 gota = 0,042 ml
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
SOLUÇÃO OFTÁLMICA
tartarato de Brimonidina (1)………………………………. 2,0 mg
maleato de Timolol (2)………………………………………. 6,8 mg
Excipientes (3) q.s.p…………………………………………….…1 ml
(1) equivalente a 0,13% de brimonidina como base livre.
(2) equivalente a 0,50% de timolol
(3) Cloreto de benzalcônio, fosfato monobásico de sódio, fosfato dibásico de sódio, hidróxido de sódio, ácido clorídrico e água purificada.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO DO MEDICAMENTO
COMBIGAN®(tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) é uma associação medicamentosa, que contém duas substâncias que agem de modo diferente para reduzir a pressão aumentada nos olhos, em indivíduos com glaucoma ou hipertensão ocular. Após a aplicação do colírio, o medicamento começa a agir rapidamente, atingindo pico máximo de ação dentro de uma a duas horas. A redução significativa da pressão ocular pode ser mantida por períodos tão longos quanto 12 horas.

 

INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
COMBIGAN® é indicado para pacientes com glaucoma ou que apresentam pressão ocular aumentada e que podem correr risco de perder a visão. O produto tem a propriedade de reduzir a pressão ocular, de mantê-la em níveis normais, e evitar que ocorram as lesões nas estruturas oculares que levam à perda da visão.

 

RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
COMBIGAN® não pode ser usado em pessoas com:
– asma brônquica ou outras doenças do pulmão como a doença pulmonar obstrutiva crônica grave, – doenças do coração como a bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau, insuficiência cardíaca evidente, choque cardiogênico, – pacientes em tratamento com medicamentos do tipo inibidores da monoamino-oxidase (IMAO), – alergia a qualquer dos componentes da fórmula do produto.
Converse com o seu médico para esclarecer dúvidas a respeito das condições clínicas descritas acima.

 

Advertências
Assim como para muitos outros medicamentos de uso tópico ocular, as substâncias presentes nesta associação podem ser absorvidas e agir em outros locais do organismo além dos olhos. Assim, podem causar algumas reações indesejáveis que são observadas quando essas substâncias são administradas por via oral.
Por exemplo, após uso oral ou ocular de timolol, foram relatadas reações respiratórias graves e reações cardíacas. Em pessoas com asma brônquica foi relatado óbito por espasmo brônquico, e, em pessoas com insuficiência cardíaca, raramente, foi relatado óbito (ver CONTRA-INDICAÇÕES).
Em pessoas que apresentam outras doenças, como por exemplo, doenças cardíacas, determinadas reações de tipo alérgico, glaucoma de ângulo fechado, doenças musculares caracterizadas por fraqueza muscular, diabetes, bronquite crônica, enfisema e outras doenças pulmonares, algumas doenças da tireóide, mau funcionamento do fígado ou dos rins, pessoas que precisarem de grandes cirurgias, pessoas com mau funcionamento vascular cerebral, entre outras, o uso de COMBIGAN® requer cuidados especiais, que o seu médico saberá identificar.

 

Precauções
Você deve prestar atenção ao aplicar as gotas do colírio nos olhos e não encostar a ponta do frasco nos olhos ou ao redor dos olhos, nem em nenhuma outra superfície externa. O manuseio errado pode contaminar o colírio e causar infecções graves nos olhos que podem, inclusive, levar à perda da visão. Ocorreu infecção bacteriana dos olhos associada com o uso inadequado de frascos de colírios, que foram contaminados sem querer pelas pessoas. Procure imediatamente o seu médico para receber orientação adequada, se tiver algum traumatismo ou infecção, ou no caso de ser submetido a uma cirurgia nos olhos.

 

Interações medicamentosas
Informe o seu médico se estiver utilizando algum dos medicamentos ou substâncias mencionados a seguir, pois podem ocorrer interações entre eles e as substâncias que fazem parte da fórmula do COMBIGAN®:
– medicamentos para a pressão arterial ou coração: anti-hipertensivos, glicosídeos cardíacos ou digitálicos, betabloqueadores, antagonistas do cálcio, – medicamentos para doenças do sistema nervoso: depressores do sistema nervoso central, como, por exemplo, os antidepressivos, barbituratos, opiáceos e sedativos.
– medicamentos que contêm em sua fórmula a epinefrina, a clonidina, a quinidina ou a reserpina. Informe também o seu médico se costuma ingerir bebidas alcoólicas.

 

Restrições a grupos de risco
Não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação, exceto sob orientação médica. Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se ocorrer gravidez ou se iniciar a amamentação durante o uso deste medicamento.
Este medicamento é contra-indicado na faixa etária de 0 a 12 anos.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

 

MODO DE USO
• COMBIGAN® é uma solução límpida de coloração amarelo-esverdeada.
• Você deve usar este medicamento exclusivamente nos olhos.
• A solução já vem pronta para uso. Não encoste a ponta do frasco nos olhos, nos dedos e nem em outra superfície qualquer, para evitar a contaminação do frasco e do colírio.
• Você deve aplicar o número de gotas da dose recomendada pelo seu médico em um ou ambos os olhos. A dose usual é de 1 gota aplicada no(s) olho(s) afetado(s), duas vezes ao dia.
• COMBIGAN® é um medicamento de uso contínuo, e a duração do tratamento deve ser estabelecida pelo seu médico.
• Se você usa lentes de contato gelatinosas ou hidrofílicas, tire as lentes antes de aplicar o COMBIGAN®. Aguarde pelo menos 15 minutos para recolocar as lentes após a aplicação do colírio.
• Se você for utilizar COMBIGAN® concomitantemente com outros colírios, aguarde um intervalo de pelo 10 minutos entre a aplicação de cada medicamento.
• Feche bem o frasco depois de usar.
• Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
• Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
• Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Nos estudos clínicos realizados com COMBIGAN® a maioria das reações indesejáveis foi transitória e não apresentou gravidade exigindo a interrupção do tratamento. As reações adversas mais freqüentemente relatadas foram, em ordem decrescente de incidência: sensação de ardor nos olhos, vermelhidão nos olhos, sensação de pontada nos olhos, distúrbios visuais, coceira ou prurido nos olhos, cansaço, dor de cabeça, olhos secos, lacrimejamento contínuo, ferida ou erosão da córnea, vermelhidão nas pálpebras, secreção nos olhos, inflamação das pálpebras, secura da boca, inchaço ou edema nas pálpebras, conjuntivite alérgica, dor ocular, entre outras.
Avise o seu médico se aparecerem reações desagradáveis.
ATENÇÃO: Este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

 

CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Não foram relatados casos de superdose com COMBIGAN® solução oftálmica em humanos.
A pessoa deve lavar bem os olhos com solução fisiológica, se usar uma dose maior do que a dose recomendada pelo médico, de modo intencional ou acidentalmente. Como podem aparecer as reações adversas descritas anteriormente, o médico deve ser consultado o mais rapidamente possível.

 

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO
O frasco de COMBIGAN® solução oftálmica, antes ou depois de aberto, deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e protegido da luz.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1.CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Descrição
Farmacodinâmica-Mecanismo de ação
COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) é uma solução de uso oftálmico, que reduz a pressão intraocular (PIO) pela redução da produção de humor aquoso e pelo aumento do fluxo de saída uveoescleral, apresentando, portanto, propriedades antiglaucomatosas. É constituída pela combinação de um agonista alfa-2-adrenoceptor seletivo, a brimonidina (ou L-tartarato de 5-bromo-6-(2- imidazolidinil idenoamino) quinoxalina), mais um agente bloqueador dos receptores beta-adrenérgicos não seletivo, o timolol (ou, maleato de (-)-1-(terc-butilamino)-3-[(4-morfolino-1,2,5-tiadiazol-3-il)- oxi]-2-propanol). Essas substâncias são utilizadas individualmente para controlar a pressão intra-ocular em humanos. A pressão intra-ocular (PIO) elevada representa o principal fator de risco na perda de campo visual no glaucoma. Quanto maior o nível de pressão intra-ocular, maior a possibilidade de danos ao nervo óptico e perda do campo visual. COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) é uma associação de duas substâncias com propriedades redutoras da
pressão intra-ocular (PIO) através de mecanismos distintos. Tanto a brimonidina quanto o timolol apresentam um rápido início de ação, com efeito hipotensor ocular de pico observado em duas horas após a administração para a brimonidina e uma a duas horas para o timolol. A redução significativa da pressão ocular pode ser mantida por períodos tão longos quanto 12 horas para a brimonidina e 24 horas para o timolol.
A brimonidina é um potente agonista do receptor alfa-2-adrenérgico, que em estudos funcionais e de ligação com receptores radioativos é aproximadamente 1000 vezes mais seletiva para o adrenoceptor alfa-2 do que para o adrenoceptor alfa-1. As afinidades nos adrenoceptores humanos alfa-1 e alfa-2 são ~2000 nM e ~2 nM, respectivamente. Esta seletividade resulta em ausência de midríase e ausência de vasoconstrição em microvasos relacionados com enxertos retinianos humanos. Estudos fluorofotométricos realizados em animais e em humanos sugerem que o tartarato de brimonidina apresenta um duplo mecanismo de ação: reduz a pressão intra ocular por reduzir a produção do humor aquoso e aumentar o fluxo de saída uveoscleral não dependente da pressão.
O timolol é um agente bloqueador dos receptores beta1 e beta2 adrenérgicos (não seletivo), que se combina de modo reversível com uma parte da membrana celular, o receptor beta-adrenérgico, e assim, inibe a resposta biológica usual que ocorre com a estimulação desse receptor. Este antagonismo competitivo bloqueia a estimulação dos receptores betaadrenérgicos por catecolaminas que apresentam atividade beta-adrenérgica estimulante (agonista), sejam elas originárias de uma fonte endógena ou exógena. A reversão deste bloqueio pode ser acompanhada pelo aumento das concentrações do agonista, que produzirá a restauração da resposta biológica usual.
O mecanismo de ação exato do maleato de timolol na redução da pressão intra-ocular ainda não está totalmente esclarecido, embora um estudo com fluoresceína e estudos de tonografia tenham indicado que sua ação predominante pode estar relacionada com redução da formação de humor aquoso. A solução oftálmica de timolol a 0,5%, um beta-bloqueador não seletivo, reduz a PIO por diminuir a produção de humor aquoso.
A administração tópica da solução oftálmica de brimonidina 0,2% diminui a pressão intra-ocular com mínimo efeito sobre os parâmetros cardiovasculares. A brimonidina 0,2% não apresenta efeitos sobre a função pulmonar ou taquicardia induzida por exercícios. Os efeitos cardiovasculares da brimonidina 0,2% durante o exercício em voluntários sadios se mostraram limitados a uma leve supressão da pressão arterial sistólica, que foi clinicamente irrelevante, durante o período de recuperação após teste em esteira. O timolol é um bloqueador dos receptores beta-adrenérgicos que não apresenta atividade simpatomimética intrínseca significativa, atividade de depressão direta do miocárdio, ou atividade anestésica local (estabilizador de membrana).
Foi demonstrado em estudos experimentais em animais que a brimonidina apresenta uma atividade neuroprotetora potencial em animais nos quais a retina e o nervo óptico foram danificados. A brimonidina aumentou a sobrevida e a função das células ganglionares retinianas do rato após dano mecânico calibrado do nervo óptico. Em um outro modelo de estudo, a brimonidina melhorou o dano fotorreceptor induzido por 7 dias de exposição constante à luz. A sobrevivência das células fotorreceptoras foi aumentada pelo tartarato de brimonidina a 0,2% de modo dependente da dose. Em outro modelo animal, a brimonidina protegeu a estrutura interna e a função da retina contra danos isquêmicos devidos a pressão aguda induzida. O tartarato de brimonidina a 0,2% preservou a onda ERG-b (um índice de neuroproteção) após ser injetada por via intraperitonial em ratos.
Os índices de recuperação da onda ERG-b que normalizaram para onda ERG-a foram de 87% no grupo de tratamento que recebeu 1 mg/kg de brimonidina, de 59% no grupo que recebeu 0,5 mg/kg, 31% no grupo que recebeu 0,1 mg/kg, em comparação com 15% no grupo controle. Sete e dez dias de aplicação tópica duas vezes ao dia de brimonidina preservaram significativamente a onda ERG-b normalizada em mais de 40%.

 

Farmacocinética
As concentrações plasmáticas da brimonidina e timolol foram determinadas em um estudo cruzado completo, envolvendo 16 voluntários sadios tratados com COMBIGAN® e ALPHAGAN® 0,2% (solução oftálmica de tartarato de brimonidina), ou TIMOPTIC® (solução oftálmica USP 0,5% de maleato de timolol), em duas administrações ao dia, durante sete dias, em três períodos. Não foram detectadas diferenças estatisticamente significativas entre a ASC da brimonidina ou do timolol da associação presente no COMBIGAN® e das substâncias isoladamente, em monoterapia. Os valores da Cmax plasmática média de brimonidina nos grupos tratados com COMBIGAN® e ALPHAGAN® 0,2% (solução oftálmica de tartarato de  brimonidina) foram 0,0327 ± 0,015 (média ± DP, N=15) e 0,0347 ± 0,0226 ng/ml (N=16), respectivamente, indicando ausência de diferença aparente. Os valores da Cmax plasmática média de timolol nos grupos tratados com COMBIGAN® e timolol 0,5% foram 0,406 ± 0,216 (média ± DP, N=15) e 0,507 ± 0,269 ng/ml (N=14). Embora a Cmax do timolol tenha sido
aproximadamente 20% mais baixa no grupo tratado com COMBIGAN®, esta diferença não foi estatisticamente significativa.
(p=0,088).
Após a aplicação ocular de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) em voluntários sadios, a meia vida sistêmica aparente foi de 7 horas.
A monitoração terapêutica do medicamento foi realizada em estudos clínicos de Fase III. As concentrações plasmáticas da brimonidina e timolol do grupo que recebeu COMBIGAN® duas vezes ao dia foram 15-49% mais baixas do que os respectivos valores em monoterapia. No caso da brimonidina, a diferença parece ser devida à administração de COMBIGAN® duas vezes ao dia e de ALPHAGAN® três vezes ao dia.
As concentrações plasmáticas mais baixas de timolol observadas com COMBIGAN® em comparação com timolol 0,5% resultaram de absorção sistêmica mais lenta do timolol aparentemente devida à baixa concentração de cloreto de benzalcônio na fórmula do COMBIGAN® e não uma interação entre substâncias (brimonidina-timolol).
Esses resultados de absorção sistêmica do medicamento tópico COMBIGAN® em comparação com os tratamentos em monoterapia são consistentes com o perfil mais favorável de segurança observado na comparação com ALPHAGAN® três vezes ao dia, e a segurança comparável quando COMBIGAN® foi comparado com o timolol duas vezes ao dia.
A brimonidina foi absorvida sistemicamente em indivíduos jovens e em idosos após instilação ocular de tartarato de brimonidina a 0,2%. Entretanto, as concentrações no plasma foram baixas e a substância foi eliminada rapidamente da circulação sistêmica.
As concentrações plasmáticas de pico foram atingidas dentro de 1-4 horas após a administração com um Tmax médio de 2 horas. A meia vida aparente da brimonidina na circulação sistêmica foi em média de aproximadamente 3 horas após a administração ocular em dose única ou múltipla. A Cmax plasmática média da brimonidina foi de 0,0413 ng/ml para jovens e 0,0524 ng/ml para idosos após dose única. Após administração de duas doses ao dia durante 10 dias, a Cmax plasmática média da brimonidina foi de 0,0585 ng/ml. A absorção e a eliminação sistêmicas não foram afetadas pela idade, bem como não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no plasma com relação à Cmax, a meia-vida e à ASC da brimonidina.
Após a administração tópica em humanos, a brimonidina apresenta ligação de aproximadamente 29% às proteínas plasmáticas. A proporção sangue-plasma da radioatividade total foi aproximadamente 1 após a administração oral de brimonidina-C14.
A brimonidina não é metabolizada extensamente no olho humano, mas é extensamente metabolizada sistemicamente em humanos. A metabolização ocorre principalmente no fígado, mais provavelmente pelo citocromo P450 e aldeído oxidase.
As principais vias metabólicas da brimonidina são a oxidação do carbono alfa da parte quinoxalina em derivado quinoxalino- 2,3-diona e a quebra oxidativa do anel imidazolina em arilguanidina. Os metabólitos quinoxálicos são posteriormente metabolizados por glucoronidação.
Após administração oral, a brimonidina e seus metabólitos são rapidamente eliminados da circulação sistêmica por excreção urinária em animais e humanos. Uma pequena fração da dose foi excretada inalterada na urina. Aproximadamente 87% da dose radioativa administrada oralmente foi eliminada em humanos dentro de 120 horas, sendo 74% encontrados na urina. A rápida eliminação pelo metabolismo sistêmico em metabólitos polares parece limitar a distribuição tissular e exposição corporal à brimonidina.
A exposição sistêmica ao timolol após administração oral em humanos foi bem caracterizada. O timolol administrado por via oral é rapidamente e quase completamente absorvido (~ 90% de biodisponibilidade). Concentrações plasmáticas detectáveis de timolol ocorrem dentro de meia hora após a administração e as concentrações plasmáticas de pico ocorrem em cerca de uma a duas horas após a administração. A meia vida de eliminação aparente do timolol no plasma é de 4 horas. A meia vida é essencialmente inalterada em pacientes com insuficiência renal moderada.
O timolol é metabolizado parcialmente no fígado e o timolol e seus metabólitos são excretados pelos rins. O timolol não se liga extensamente às proteínas plasmáticas (~ 60%). Após administração oral, o timolol sofre a um moderado metabolismo de primeira passagem (~ 50%). Apenas uma pequena quantidade da substância inalterada aparece na urina, juntamente com seus metabólitos após administração oral.

 

Farmacocinética animal:
A brimonidina e o timolol são rapidamente absorvidos após instilação tópica de dose única ou doses múltiplas de soluções oftálmicas em coelhos ou macacos. As concentrações tissulares de pico geralmente são atingidas dentro de 1 hora após a instilação. Um estudo sobre distribuição ocular da substância marcada radiativamente em coelhos brancos indicou um perfil de distribuição ocular semelhante para a brimonidina-C14 presente na associação em COMBIGAN® e no tartarato de brimonidina 0,2% isolado, bem como um perfil de distribuição ocular semelhante para o timolol-H3 de COMBIGAN® e timolol 0,5% isoladamente. Tanto o timolol quanto a brimonidina são distribuídos a todas as partes do olho sendo que concentrações relativamente elevadas das substâncias são observadas na córnea, conjuntiva, íris, corpo ciliar e humor aquoso após administração de COMBIGAN®.

 

Carcinogenicidade e Mutagenicidade
Com o tartarato de brimonidina, não foram observados efeitos carcinogênicos em camundongos ou ratos após estudo de 21 meses e de 24 meses, respectivamente. Nesses estudos, a administração de tartarato de brimonidina através da dieta, em doses de até 2,5 mg/kg/dia em camundongos e de 1,0 mg/kg/dia em ratos, atingiu 150 e 210 vezes, respectivamente, a  concentração plasmática Cmax da substância observada após administração em humanos, tratados com uma gota de COMBIGAN® em ambos os olhos, duas vezes ao dia.
Em um estudo de dois anos sobre o maleato de timolol administrado por via oral em ratos, houve um aumento estatisticamente significativo na incidência de feocromocitomas adrenais em ratos machos que receberam 300 mg/kg/dia (aproximadamente 25.000 vezes maior que a exposição sistêmica após dose oftálmica diária recomendada em humanos).
Diferenças semelhantes não foram observadas em ratos recebendo doses orais equivalentes a aproximadamente 8.300 vezes a dose oftálmica máxima recomendada para humanos.
Em um estudo de sobrevida em camundongos, houve aumentos estatisticamente significativos na incidência de tumores pulmonares benignos e malignos, pólipos uterinos benignos e adenocarcinomas mamários em camundongos fêmea recebendo 500 mg/kg/dia (aproximadamente 42.000 vezes maior do que exposição sistêmica após administração de COMBIGAN® na dose oftálmica recomendada para humanos). Em um estudo subsequente em camundongos fêmea, no qual o exame pós-morte foi limitado ao útero e pulmões, foi novamente observado um aumento estatisticamente significativo na incidência de tumores pulmonares com a dose de 500 mg/kg/dia.
A ocorrência aumentada de adenocarcinomas mamários foi associada com elevações na prolactina sérica, a qual ocorreu em camundongos fêmea recebendo timolol por via oral na dose de 500mg/kg/dia, mas não com as doses de 5 ou 50 mg/kg/dia.
Tem sido observado um aumento da incidência de adenocarcinomas mamários em roedores, associado com a administração de vários outros agentes terapêuticos que aumentam os níveis de prolactina, mas a correlação entre os níveis de prolactina e tumores mamários em humanos não foi estabelecida. Além disso, em mulheres adultas que receberam doses orais de até 60 mg de maleato de timolol (que é a dose máxima recomendada em humanos), não houve alterações clinicamente relevantes da prolactina sérica.
O tartarato de brimonidina não foi mutagênico ou clastogênico em uma série de estudos in vitro e in vivo, incluindo o teste de reversão bacteriana de Ames, a avaliação de aberrações cromossômicas em células de ovário de hamster chinês, em avaliação mediada por hospedeiro em camundongos CD-1, em avaliação citogenética em camundongos CD-1 e avaliação letal dominante em camundongos CD-1.
O maleato de timolol foi desprovido de potencial mutagênico quando testado in vivo (camundongo) no teste de avaliação micronuclear e citogenética (doses até 800 mg/kg) e in vitro em avaliação de transformação de célula neoplásica (até 100 μg/ml). Nos testes de Ames as concentrações empregadas de timolol mais elevadas, de 5.000 ou 10.000 μg/placa foram associadas com elevações estatisticamente significativas de reversores observadas com as cepas de teste TA 100 (em sete avaliações de replicação), mas não nas três cepas restantes. Nas avaliações com a cepa de teste TA 100, não foi observada uma relação dose-resposta consistente, e a proporção de reversores de teste em relação aos controles não atingiu 2. A proporção de 2 usualmente é considerada como o critério para um teste Ames positivo.

 

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Foram realizados estudos clínicos para avaliar a eficácia e segurança de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%).1, 2, 3, 4 Um estudo de Fase II de 7 dias (N+73), com administração do medicamento duas vezes ao dia, comparou sua eficácia, segurança e tolerabilidade com a de uma solução oftálmica de tartarato de brimonidina 0,2%, administrada três vezes ao dia e timolol a 0,5% administrado duas vezes ao dia, ambos durante 7 dias. O estudo demonstrou que a administração em curto prazo de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) foi bem tolerada com um perfil de segurança semelhante ao das substâncias isoladas, e proporcionou uma redução estatisticamente significativa e clinicamente relevante da pressão intra-ocular de até 7,8 mm Hg em relação ao basal em pacientes com glaucoma ou hipertensão ocular.
Foram realizados dois estudos clínicos com duração de três meses e extensão para um ano (N=1.159) para avaliar a eficácia e egurança de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) administrado duas vezes ao dia comparado com a brimonidina administrada três vezes ao dia e timolol administrado duas vezes ao dia em pacientes com glaucoma e hipertensão ocular.3, 4 A análise dos resultados indicou que COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) proporcionou controle diurno da PIO consistente, sendo superior ao timolol e à brimonidina na redução da PIO elevada em pacientes com glaucoma e hipertensão ocular. Adicionalmente, COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) administrado duas vezes ao dia apresentou um perfil de segurança favorável que foi comparável ao do timolol duas vezes ao dia e melhor do que a brimonidina administrada três vezes ao dia.3, 4
A eficácia de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) foi avaliada em comparação com os dois componentes da associação separadamente, através de três análises de pressão alvo: comparação da capacidade de reduzir a PIO durante o tratamento para as categorias de <14 mmHg, 14 a 17,5 mmHg e >17,5 mmHg; comparação da capacidade de atingir a pressão alvo de < 18 mmHg. e comparação da capacidade de reduzir a PIO em mais de 20% em relação ao basal (baseado nas normas da Academia Americana de Oftalmologia, nas quais a redução de 20% em relação ao basal é considerada clinicamente significativa; Preferred Practice Pattern, 2000).
Na primeira análise de pressão alvo, a distribuição dos pacientes em relação às categorias de PIO de <14 mmHg, 14 a 17,5 mmHg e >17,5 mmHg, favoreceu COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) em relação a cada uma das monoterapias com os componentes da associação, com maior mudança estatisticamente significativa para as categorias de PIO mais baixa no grupo tratado com COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) do que nos grupos tratados com brimonidina ou com timolol (p<0,001).
A segunda análise de pressão alvo demonstrou que o tratamento com COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) reduziu a PIO para menos de 18 mmHg em maior porcentagem de pacientes do que o tratamento com brimonidina ou com timolol (p≤0,015).
Na terceira análise, o tratamento com COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) também reduziu a PIO mais de 20% em relação ao basal em maior porcentagem de pacientes do que os tratamentos com brimonidina ou com timolol (p≤0,035).

 

3. INDICAÇÕES
COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) é indicado para reduzir a pressão intra-ocular elevada em pacientes com glaucoma crônico de ângulo aberto ou hipertensão ocular, que não respondem satisfatoriamente à monoterapia de redução da PIO, e quando o uso de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) é considerado apropriado .

 

4. CONTRA-INDICAÇÕES
COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) é contra-indicado em pacientes com: asma brônquica, antecedentes de asma brônquica, doença pulmonar obstrutiva crônica grave, bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º graus, insuficiência cardíaca evidente, choque cardiogênico, pacientes em tratamento com inibidores da monoaminooxidase (IMAO), hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula do produto.

 

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Condições de conservação: manter em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e proteger da luz.
Manuseio e aplicação: a solução já vem pronta para uso. Para evitar contaminação, não encostar a ponta do frasco nos olhos, nos dedos e nem em outra superfície qualquer. Aplicar o número de gotas da dose recomendada em um ou ambos os olhos. COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) não deve ser aplicado durante o uso de lentes de contato pois o cloreto de benzalcônio presente na fórmula pode ser absorvido pelas lentes de contato hidrofílicas. Os pacientes devem ser instruídos a aguardar pelo menos 15 minutos para recolocar as lentes após a administração do colírio. Fechar bem o frasco depois de usar. Se COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) for utilizado concomitantemente com outros medicamentos de aplicação tópica ocular, os produtos devem ser administrados com intervalos de pelo 10 minutos entre as aplicações.
Via de administração: tópica oftálmica.

 

6. POSOLOGIA
A dose recomendada é de 1 gota no(s) olho(s) afetado(s), duas vezes ao dia (com intervalo aproximado de 12 horas entre as doses).
COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) é solução de uso tópico, exclusivamente oftálmico, sendo medicamento de uso contínuo.

 

7. ADVERTÊNCIAS
Na presença de sinais de reações graves de hipersensibilidade, o tratamento deve ser interrompido. Assim como para muitos outros medicamentos de uso tópico oftálmico, adverte-se que as substâncias presentes nesta associação podem ser absorvidas sistemicamente.
As mesmas reações adversas encontradas com a administração sistêmica de agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem ocorrer com a administração tópica. Por exemplo, foram relatados após administração sistêmica ou oftálmica de timolol, reações respiratórias graves e reações cardíacas, incluindo óbito por broncoespasmo em pacientes com asma brônquica, e, raramente óbito em associação com insuficiência cardíaca, (ver CONTRA-INDICAÇÕES).

 

Cardíacas: Insuficiência cardíaca: por causa da presença do timolol na fórmula, a insuficiência cardíaca deve ser controlada adequadamente antes de iniciar o tratamento com COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%). Em pacientes com história de doença cardíaca grave, devem-se procurar sinais de insuficiência cardíaca e verificar a freqüência do pulso.
Recomenda-se cautela no tratamento de pacientes com doenças cardiovasculares graves.

 

Pâncreas: Diabetes mellitus: os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos devem ser utilizados com cautela em pacientes sujeitos a hipoglicemia espontânea ou em pacientes diabéticos (especialmente aqueles com diabetes lábil) que estejam recebendo insulina ou agentes hipoglicemiantes orais. Os agentes bloqueadores dos receptores beta-adrenérgicos podem mascarar os sinais e sintomas da hipoglicemia aguda.

 

Oculares: Glaucoma de ângulo fechado: COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) não deve ser utilizado isoladamente no tratamento do glaucoma de ângulo fechado.

 

Precauções
Gerais
Pacientes tratados com medicamentos redutores da pressão intra-ocular (PIO) devem ser rotineiramente monitorados com relação à medida da PIO.
COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) deve ser utilizado com cautela em pacientes com depressão, insuficiência cerebral ou coronariana, fenômeno de Raynaud, hipotensão ortostática, ou tromboangeíte obliterante.
Houve relatos de ceratite bacteriana associada com o uso de recipientes de doses múltiplas de produtos oftálmicos de uso tópico. Esses recipientes foram contaminados inadvertidamente pelos pacientes, que, na maioria dos casos, apresentam doença corneana concomitante ou ruptura da superfície epitelial ocular.

 

Hipersensibilidade: considerando a presença da brimonidina na fórmula, COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) deve ser utilizado com cautela em pacientes com hipersensibilidade conhecida a outros agonistas alfaadrenoceptores.

 

Anafilaxia: durante o tratamento com beta-bloqueadores, os pacientes com antecedentes de atopia ou de reações anafiláticas graves a vários alergenos, podem se mostrar mais reativos à provocação repetida acidental, com fins diagnósticos, ou terapêuticos com tais alergenos. Tais pacientes podem não responder às doses usuais de epinefrina utilizada para tratar reações anafiláticas uma vez que o timolol pode abrandar os efeitos beta-agonistas da epinefrina. Em tais casos deve-se considerar medidas alternativas à epinefrina. .

 

Uso de lentes de contato: COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) contém cloreto de benzalcônio como conservante, que pode ser depositado em lentes hidrofílicas. Por isso não deve ser administrado durante o uso das lentes de contacto, que devem ser retiradas antes da aplicação do colírio e não recolocadas antes de 15 minutos após a administração.

 

Descolamento coroidal
Foram relatados casos de separação coroidal após cirurgias filtrantes com a administração de tratamento supressor de produção de humor aquoso (ex.: timolol e acetazolamida). O tratamento de olhos com separação coriodal crônica ou recorrente, deve incluir a interrupção de todas as formas de tratamento supressor da produção de humor aquoso e o tratamento intensivo da inflamação endógena.

 

Cirurgias: Grandes cirurgias: há controvérsias sobre a necessidade ou o desejo de se suspender o uso de agentes bloqueadores beta-adrenérgicos antes de grandes cirurgias. Se necessário, durante a cirurgia, os efeitos dos agentes bloqueadores dos receptores beta-adrenérgicos podem ser revertidos pela administração de doses suficientes de agonistas adrenérgicos.

 

Tireóide: Tireotoxicose: os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem mascarar determinados sinais clínicos (ex.: taquicardia) de hipertireoidismo. Pacientes com suspeita de desenvolver tireotoxicose devem ser tratados cuidadosamente para evitar suspensão repentina dos agentes bloqueadores beta-adrenérgicos que podem precipitar crise tireoidiana.

 

Músculo-esqueléticas: Fraqueza muscular: foi relatado que o bloqueio beta-adrenérgico potencializa a fraqueza muscular compatível com determinados sintomas miastênicos (ex.: diplopia, ptose e fraqueza generalizada). Foi relatado que o timolol raramente aumenta a fraqueza muscular em alguns pacientes com miastenia gravis ou sintomas miastênicos.

 

Cerebrovasculares: Insuficiência vascular cerebral: Considerando os efeitos potenciais dos agentes bloqueadores betaadrenérgicos sobre a pressão arterial e o pulso, esses agentes devem ser utilizados com cautela em pacientes com insuficiência vascular cerebral. Se ocorrerem sinais e sintomas sugerindo desenvolvimento de redução do fluxo cerebral após o início do tratamento com COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%), deve-se considerar um tratamento alternativo.

 

Fígado e rins: não foi estudado o emprego de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) em pacientes com insuficiência hepática ou renal; recomenda-se cautela ao tratar tais pacientes.

 

Gestação e lactação
Categoria de risco na gravidez: C (FDA – USA)
Não foram realizados estudos adequados e controlados sobre o uso de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) em mulheres grávidas. Considerando que os estudos de reprodução em animais nem sempre podem prever a resposta humana, COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) deve ser utilizado durante a gestação apenas se os potenciais benefícios para a mãe justificarem os potenciais riscos para o feto.
O timolol foi detectado no leite humano após administração oral e tópica oftálmica. Desconhece-se se o tartarato de brimonidina é ou não excretado no leite humano, embora tenha sido demonstrada a excreção do tartarato de brimonidina no leite em animais. Considerando as potenciais reações adversas graves do timolol ou do tartarato de brimonidina em lactentes, deve-se ponderar sobre a possibilidade de suspender o tratamento ou a amamentação, levando em consideração a importância do medicamento para a mãe.

 

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO.
Pacientes idosos
De modo geral não foram observadas diferenças entre pacientes idosos e pacientes adultos de outras faixas etárias. A Cmax e meia vida aparente da brimonidina foram semelhantes em indivíduos idosos (65 anos de idade ou mais) e adultos mais jovens, indicando que sua absorção sistêmica e eliminação não foram significativamente afetadas pela idade.

 

Pacientes pediátricos
O uso de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) em pacientes pediátricos, atualmente, não é recomendado (ver ADVERTÊNCIAS). Foram relatados vários eventos adversos graves em associação com a administração de solução de tartarato de brimonidina a 0,2% em lactentes com idades entre 28 dias e 3 meses. (ver REAÇOES ADVERSAS)

 

Operar máquinas e dirigir automóvel:
O uso de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) pode potencialmente causar fadiga e/ou sonolência em alguns pacientes. Pacientes que forem exercer atividades de risco, como dirigir automóveis ou operar máquinas, devem ser alertados quanto à possibilidade de apresentarem diminuição do alerta mental durante o tratamento.

 

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Anti-hipertensivos / glicosídeos cardíacos: considerando que COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) pode reduzir a pressão arterial, recomenda-se cautela no uso concomitante com medicamentos tais como anti-hipertensivos e/ou glicosídeos cardíacos.
Bloqueadores beta-adrenérgicos: pacientes que estejam recebendo agentes bloqueadores beta-adrenérgicos por via oral e timolol por via tópica devem ser observados quanto ao potencial de provocarem efeitos aditivos de bloqueio beta-adrenérgico tanto sistêmico quanto sobre a pressão intra-ocular. O uso concomitante de dois bloqueadores beta-adrenérgicos tópicos não é recomendado.
Antagonistas do cálcio ou Medicamentos depletivos de catecolaminas: Recomenda-se cuidadosa monitoração dos pacientes quando o maleato de timolol é administrado a pacientes que estejam recebendo bloqueadores dos canais de cálcio orais ou intravenosos e medicamentos que causam depleção de catecolaminas, tais como, reserpina, ou agentes bloqueadores beta-adrenérgicos. Existe a possibilidade de ocorrerem efeitos aditivos e a produção de hipotensão, distúrbios da condução atrioventricular, insuficiência ventricular esquerda e/ou bradicardia acentuada.
Depressores do sistema nervoso central: embora não tenham sido realizados estudos específicos sobre interações com COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) e depressores do SNC (álcool, barbituratos, opiáceos, sedativos, ou anestésicos), a possibilidade de um efeito aditivo ou de potencialização deve ser considerada.
Epinefrina: foi relatada, ocasionalmente, midríase resultante do tratamento concomitante de timolol com epinefrina.
Quinidina: o bloqueio beta adrenérgico potencializado (ex.: freqüência cardíaca diminuída) foi relatado durante o tratamento combinado de quinidina com timolol, possivelmente porque a quinidina inibe o metabolismo do timolol através das enzimas P- 450, CYP2D6.
Clonidina: os agentes bloqueadores adrenérgicos podem exacerbar a hipertensão de rebote que pode seguir a suspensão da clonidina. Não houve relatos de exacerbação da hipertensão de rebote com maleato de timolol oftálmico.
Antidepressivos tricíclicos: foi relatado que os antidepressivos tricíclicos abrandam o efeito hipotensor da clonidina sistêmica. Não se sabe se o uso concomitante desses agentes com COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) em humanos pode resultar em interferência no efeito redutor da PIO.
Não se dispõe de dados sobre o nível de catecolaminas circulantes após administração de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%). Entretanto, recomenda-se cautela em pacientes recebendo antidepressivos tricíclicos que podem ou não afetar o metabolismo de recaptação de aminas circulantes.

 

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Nos estudos clínicos realizados com COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) a maioria das reações adversas foi transitória e não apresentou gravidade exigindo a interrupção do tratamento. Nos estudos clínicos, COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) se mostrou seguro e bem tolerado, com um perfil de segurança aceitável. Não foram observadas reações adversas exclusivas da combinação do tartarato de brimonidina com timolol. Todas as reações haviam sido relatadas para a brimonidina 0,2% ou timolol 0,5%, embora com incidências diferentes.
As reações adversas em dois estudos clínicos incluindo ao todo 385 pacientes tratados com COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) por até 12 meses, os eventos adversos relacionados ao tratamento relatados para a combinação e para a brimonidina e timolol individualmente foram os seguintes:
a = sistemas do organismo e termos preferidos pelo dicionário COSTART modificado pela Allergan.
b = incidência com Combigan foi significativamente mais baixa do que com monoterapia (p≤0,05)
c = incidência com Combigan foi significativamente mais elevada do que com monoterapia (p≤0,05)
Eventos adversos adicionais que foram relatados com um dos dois componentes e podem se constituir em potenciais reações adversas de COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) são:
Tartarato de brimonidina: Eventos relatados em >1% e <8% dos pacientes tratados com Alphagan® (tartarato de brimonidina) solução oftálmica a 0,2% incluem: tontura, sintomas respiratórios das vias aéreas superiores, sintomas gastrintestinais, alteração do paladar, secura nasal, fotofobia, lacrimejamento, edema conjuntival, vasoconstrição conjuntival, papilas conjuntivais e alteração da visão , entre outros.
Maleato de Timolol: Administração ocular:
Cardiovasculares: eventos adversos relatados com o timolol incluem agravamento ou desencadeamento de determinados distúrbios cardiovasculares. Pulmonares e outros, relacionados aos efeitos de bloqueio beta sistêmico (ver CONTRAINDICAÇÕES E PRECAUÇÕES), incluindo arritmia, bradicardia, parada cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, acidente vascular cerebral, isquemia cerebral, mãos e pés frios, edema, bloqueio cardíaco, hipotensão, palpitação, claudicação, fenômeno de Raynaud, síncope.
Endócrinas: mascaramento de sintomas de hipoglicemia em pacientes diabéticos (ver ADVERTÊNCIAS).
Respiratórias: broncoespasmo (predominantemente em pacientes com doenças broncoespásticas preexistentes), insuficiência respiratória, dispnéia e tosse.
Corpo como um todo: dor torácica, fadiga.
Sistema nervoso / Psiquiátricas: aumento nos sinais e sintomas de miastenia gravis, parestesia, insônia, pesadelos e perda de memória.
Pele: alopecia, exacerbação de psoríase, erupção psoriásica.
Hipersensibilidade: sinais e sintomas de reações alérgicas sistêmicas, incluindo angioedema, urticária, erupção cutânea localizada e generalizada.
Imunológicas: lupus eritematoso sistêmico.
Digestivas: náusea, diarréia e dispepsia.
Òrgãos dos sentidos: diminuição da sensibilidade da córnea, distúrbios visuais incluindo alterações da refração (devidos à retirada de tratamento miótico em alguns casos), diplopia, ptose, separação da coróide após cirurgia filtrante e zumbidos.
Urogenitais: diminuição da libido, doença de Peyronie.
Eventos adversos de relação causal desconhecida com o timolol
Foram relatadas as seguintes reações adversas, mas a relação causal com o tratamento com timolol não foi estabelecida:
edema macular cistóide no afácico, congestão nasal, anorexia, efeitos sobre o sistema nervoso central (ex. alterações do comportamento incluindo confusão, alucinações, ansiedade, desorientação, nervosismo, sonolência e outros transtornos psíquicos), hipertensão, fibrose retroperitoneal e pseudopenfigóide.
Exames laboratoriais clínicos: raramente alterações clinicamente importantes nos parâmetros laboratoriais padrão foram associadas à administração sistêmica do maleato de timolol. Ocorreram discretos aumentos no nitrogênio da uréia sangüínea, potássio sérico, ácido úrico sérico e triglicérides, e, discreta diminuição da hemoglobina e hematócrito e do HDLcolesterol, mas não foram progressivos ou associados com manifestações clínicas.
Maleato de Timolol: Administração sistêmica: As reações adversas relatadas na experiência clínica com maleato de timolol oral podem ser consideradas como potenciais efeitos colaterais do maleato de timolol oftálmico.
Eventos adversos graves relatados em pacientes pediátricos
Foram relatados eventos adversos graves em associação com a administração de tartarato de brimonidina solução oftálmica 0,2% em lactentes na faixa etária de 28 dias a 3 meses. Essas reações incluíram: bradicardia, hipotensão, hipotermia, hipotonia, apnéia, dispnéia, hipoventilação, cianose e letargia, resultando em hospitalização. Com a interrupção do tratamento com o tartarato de brimonidina 0,2% os lactentes se recuperaram sem seqüelas.
ATENÇÃO: Este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer . Neste caso, informe seu médico.

 

11. SUPERDOSE
Não foram relatados casos de superdose com COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) solução oftálmica em humanos. Há relatos de superdose acidental com solução oftálmica de timolol resultando em efeitos sistêmicos semelhantes àqueles observados com agentes bloqueadores beta-adrenérgicos sistêmicos, tais como tontura, cefaléia, respiração curta, bradicardia, broncoespasmo e parada cardíaca. Um estudo de pacientes com insuficiência renal mostrou que o timolol não sofre diálise facilmente.
O tratamento de superdose oral inclui medidas de suporte e tratamento sintomático, bem como manutenção das vias respiratórias livres. O esvaziamento gástrico deve ser considerado durante as primeiras poucas horas após ingestão de superdose.
As medidas terapêuticas específicas para o tratamento de superdose de maleato de timolol são as seguintes: Lavagem gástrica: se for ingerido. Bradicardia sintomática: usar sulfato de atropina por via intravenosa, na dose de 0,25 a 2 mg para induzir bloqueio vagal. Se a taquicardia persistir, administrar, com cautela, cloridrato de isoproterenol por via intravenosa. Em casos refratários, o uso de marca-passo cardíaco pode ser considerado. Hipotensão: usar agente pressor simpatomimético, tais como dopamina, dobutamina ou levarterenol. Tem sido relatado que, em casos refratários, o uso do cloridrato de glucagon pode ser útil. Broncoespasmo: usar cloridrato de isoproterenol. Pode-se considerar tratamento adicional com aminofilina. Insuficiência cardíaca aguda: devem-se instituir imediatamente os tratamentos convencionais com digitálicos, diuréticos e oxigênio. Em casos refratários o uso de aminofilina intravenosa é sugerido. Este pode ser seguido, se necessário, por cloridrato de glucagon que tem sido considerado útil. Bloqueio cardíaco de segundo ou terceiro grau: usar cloridrato de isoproterenol ou marcapasso cardíaco transvenoso.

 

12. ARMAZENAGEM
O produto COMBIGAN® (tartarato de brimonidina 0,2% e timolol 0,5%) solução oftálmica deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e protegido da luz.

 

DIZERES LEGAIS
Reg. ANVISA/MS – 1.0147.0162
Farm. Resp.: Dra. Flávia Regina Pegorer
CRF-SP nº 18.150
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Nº de lote e data de fabricação: vide cartucho.

 

BIBLIOGRAFIA
1. Day D. Sall K. Stewart W. A multicenter, investigator masked, randomized, parallel, active control study on brimonidina
tartrate 0,2% /timolol 0,5% ophthalmic solution in patients with glaucoma or ocular hypertension. Study nº 190342-011T 1999.
Data on file Allergan Inc.
2. Talluri K. A Pharmacokinetic Report for Study 190342-016T entitled “A Single-Center, Randomized, Double-masked,
Crossover Study to Evaluate the Safety and Pharmacokinetic Profile of Twice-Daily Administration of 0,2% Brimonidine
Tartrate/0,5% Timolol fixed Combination Ophthalmic Solution Compared with Alphagan® (0,2% Brimonidina Tartrate) and
Timoptic® (0,5% Timolol Maleate) Monotherapy Twice-Daily, in Normal, Healthy, Adult subjects for Seven Days.” Study
Report Nº PK-00-207. Dated February 2001. Data on File Allergan Inc.
3. Whitcup SM. Lambert J. A multicenter double-masked, randomized, parallel study of the safety and efficacy of 0,2%
brimonidina tartrate / 0,5% timolol combination ophthalmic solution twice-daily compared with 0,5% timolol twice-daily or
Alphagan® three-times-daily for three months (plus 9-month, masked extension) in patients with glaucoma or ocular
hypertension. Clinical Study Report 190342-012T, Phase 3. 3-month database lock date: 20 March 2001. Data on file Allergan
Inc.
4. Whitcup SM. Lambert J. A multicenter double-masked, randomized, parallel study of the safety and efficacy of 0,2%
brimonidina tartrate / 0,5% timolol combination ophthalmic solution twice-daily compared with 0,5% timolol twice-daily or
Alphagan® three-times-daily for three months (plus 9-month, masked extension) in patients with glaucoma or ocular
hypertension. Clinical Study Report 190342-013T, Phase 3. 3-month database lock date: 18 april 2001. Data on file Allergan
Inc.
Qualidade e Tradição a Serviço da Oftalmologia
Allergan Produtos Farmacêuticos LTDA
Av. Guarulhos, 3.272 – CEP 07030-000 – Guarulhos – SP
CNPJ 43.426.626/0009-24
Indústria Brasileira
® Marca Registrada

Bula do Betoptic (Antiglaucomatoso)

BetopticBula do BETOPTIC®:
betaxolol 0,5%
cloridrato
Solução Oftálmica Estéril

 

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÃO:
Frasco plástico conta-gotas contendo 5 ml de Solução Oftálmica Estéril.
USO ADULTO.

 

COMPOSIÇÃO:
Cada ml de BETOPTIC Solução contém:
Betaxolol (sob a forma de cloridrato de betaxolol) 5mg
Veículo constituído de cloreto de sódio, ácido clorídrico e/ou hidróxido de sódio, com
edetato dissódico e cloreto de benzalcônio como conservantes e água purificada q.s.p.
1ml

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE:
AÇÃO DO MEDICAMENTO:
BETOPTIC Solução Oftálmica diminui a pressão intra-ocular. O início da ação pode ser
geralmente notado dentro de 30 minutos e o efeito máximo detectado 2 horas após a
administração.

 

INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO:
BETOPTIC Solução Oftálmica é indicado para o tratamento da pressão ocular alta e
glaucoma crônico de ângulo aberto. Pode ser usado isolado ou em combinação com
outras drogas antiglaucomatosas.

 

RISCOS DO MEDICAMENTO:
Contra-indicações:
Você não deve usar BETOPTIC Solução Oftálmica se tiver problemas no coração ou for
alérgico aos componentes do medicamento.
Advertências
Quando aplicado nos olhos, BETOPTIC Solução Oftálmica pode ser absorvido pelo
organismo. As mesmas reações adversas que aparecem com o uso do betaxolol por via
injetável podem ocorrer quando se usa a solução oftálmica. BETOPTIC Solução
Oftálmica tem pouco efeito sobre o coração e pressão arterial, entretanto você deve
parar de usar BETOPTIC Solução Oftálmica se tiver alguma sensação diferente no
coração.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam
amamentando sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Informe seu
médico se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação durante o uso deste
medicamento.
Este medicamento não é indicado para crianças.

 

MODELO DE BULA PARA O PACIENTE/PROFISSIONAL DE SAÚDE

Informe o médico ou cirurgião-dentista sobre o aparecimento de reações
indesejáveis.
Informe o seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum
outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso
para a sua saúde.

 

Precauções:
Se você estiver tomando algum medicamento semelhante ao betaxolol por via oral e
usar BETOPTIC Solução Oftálmica pode ocorrer um efeito aditivo sobre a pressão intraocular
e sobre os efeitos no organismo.
Embora a solução oftálmica de BETOPTIC tenha baixo potencial para efeitos no
organismo, você deve utilizar este medicamento com cuidado em caso de diabetes ou
em caso de suspeita de hipertireoidismo.
Você deve interromper o tratamento com BETOPTIC gradualmente antes de passar por
uma cirurgia com anestesia geral.
BETOPTIC Solução Oftálmica produz efeitos adversos mínimos em pessoas com doença
nas vias respiratórias. Entretanto, você deve ter cuidado no tratamento com BETOPTIC
se tiver problemas pulmonares sérios.
Se você tiver glaucoma de ângulo fechado, seu oftalmologista indicará um medicamento
que diminui o tamanho da pupila para ser usado juntamente com BETOPTIC Solução
Oftálmica.

 

Interações medicamentosas:
Se você estiver tomando algum medicamento semelhante ao betaxolol por via oral e
também usando BETOPTIC Solução Oftálmica pode ocorrer um efeito aditivo sobre a
pressão intra-ocular e sobre os efeitos no organismo. Você deve ter cuidado quando usar
BETOPTIC junto com medicamentos como a reserpina, pois podem ocorrer efeitos
aditivos e produção de pressão baixa e/ou diminuição dos batimentos cardíacos. Você
também deve ter cuidado se estiver usando drogas psicotrópicas adrenérgicas.

 

MODO DE USO:
BETOPTIC Solução é límpido e incolor.
Pingue uma ou duas gotas de BETOPTIC Solução Oftálmica no(s) olho(s) afetado(s)
duas vezes por dia. Em algumas pessoas, a redução da pressão intra-ocular pode levar
algumas semanas para estabilizar-se. Você deve ser acompanhado pelo seu médico
sempre que utilizar uma medicação nova. Se este medicamento não controlar sua
pressão intra-ocular adequadamente, seu médico poderá indicar outros medicamentos
para serem utilizados juntamente com BETOPTIC.
Para evitar a contaminação não toque no conta-gotas do frasco.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração
do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.

 

MODELO DE BULA PARA O PACIENTE/PROFISSIONAL DE SAÚDE

REAÇÕES ADVERSAS:
Nos olhos: você pode sentir um desconforto temporário e um lacrimejamento ocasional
pode ocorrer. Embora seja raro, podem ocorrer diminuição da sensibilidade da córnea,
vermelhidão, coceira, manchas na córnea, inflamação da córnea, alteração no tamanho
das pupilas, inchaço e sensibilidade à luz. Outras reações adversas relatadas com outras
formulações de betaxolol foram: visão borrada, sensação de corpo estranho, secura dos
olhos, inflamação, secreção, dor ocular, diminuição da nitidez visual e escamas nos
cílios.
No organismo: reações no organismo após a administração de BETOPTIC Solução
Oftálmica nos olhos são raras e incluem: alteração nos batimentos do coração, falta de
ar, catarro, dificuldade para dormir, tontura, dor de cabeça, depressão, sonolência e
fraqueza muscular, erupções e descamação da pele, queda de cabelo e inflamação da
língua.

 

CONDUTA NA SUPERDOSE:
Se uma grande quantidade de BETOPTIC Solução Oftálmica for colocada nos olhos,
lave os olhos com água corrente. Se o produto for acidentalmente ingerido, procure
orientação médica.

 

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO:

Você deve conservar este medicamento protegido da luz e do calor (30 a 40 ºC)
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE:
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
O cloridrato de betaxolol, um agente bloqueador do receptor (beta-1-adrenérgico) cardioseletivo,
não apresenta atividade simpatomimética intrínseca e estabilizadora de
membrana (anestésica local) significativa. Quando instilado no olho, BETOPTIC Solução
Oftálmica reduz a pressão intra-ocular elevada e normal, associada ou não com
glaucoma. O início da ação com o BETOPTIC Solução Oftálmica pode ser geralmente
notado dentro de 30 minutos e o efeito máximo detectado 2 horas após a administração
tópica. Uma dose única proporciona uma redução de 12 horas na pressão intra-ocular.
BETOPTIC tem sido usado por pacientes com glaucoma que tenham sido submetidos a
trabeculoplastia por laser e que tenham necessitado de terapia hipotensiva ocular
adicional a longo prazo. É bem tolerado por pacientes com glaucoma que usem lentes de
contato duras ou gelatinosas e por pacientes afácicos. BETOPTIC não produz miose ou
espasmo de acomodação como se observa freqüentemente com os agentes mióticos. A
visão borrada e a cegueira noturna, associadas freqüentemente com a terapia miótica
padrão, não estão associadas ao BETOPTIC. Assim, os pacientes com opacidades
cristalinianas centrais evitam as alterações visuais causadas por uma pupila contraída.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA:
Em estudos clínicos controlados e duplo-cego, a magnitude e duração do efeito
hipotensor da solução oftálmica de BETOPTIC e timolol foram clinicamente equivalentes
(1).
Estudos comparativos entre as soluções oftálmicas de betaxolol, timolol e placebo
mostraram que a solução de betaxolol exerce um efeito mínimo nos parâmetros
pulmonares e cardiovasculares, ao contrário da solução de timolol que diminui
significativamente a função pulmonar e a freqüência cardíaca média (2), (3).

 

MODELO DE BULA PARA O PACIENTE/PROFISSIONAL DE SAÚDE
(1) STEWART RH, et al. A six-month double-blind comparison. Arch. Ophthalmol.
v.104, pp.46 – 48, Jan 1986.
(2) SCHOENE, R.B., et al. Effects of topical betaxolol, timolol and placebo on pumonary
function in asthmatic bronchitis. Am. J. Ophthalmol., 97(1): 86-92, Jan 1984.
(3) ATKINS JM, et al. Cardiovascular effects of topical beta-blockers during exercise. Am.
J. Ophthalmol., 99(2): 173-5, Feb 1985.

 

INDICAÇÕES:
BETOPTIC Solução Oftálmica é eficaz na redução da pressão intra-ocular e está
indicado para o tratamento da hipertensão ocular e glaucoma crônico de ângulo aberto.
Pode ser usado isolado ou em combinação com outras drogas antiglaucomatosas.

 

CONTRA-INDICAÇÕES:
Hipersensibilidade ao componente da fórmula. Bradicardia sinusal, maior do que o
bloqueio atrioventricular de primeiro grau, choque cardiogênico ou pacientes com
insuficiência cardíaca comprovada.

 

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO.
Para evitar contaminação não tocar no conta-gotas do frasco. O produto deve ser
protegido da luz e calor (30 a 40 ºC)

 

POSOLOGIA:
A dose recomendada é uma ou duas gotas de BETOPTIC Solução Oftálmica no(s)
olho(s) afetado(s) duas vezes por dia. Em alguns pacientes, a resposta de redução da
pressão intra-ocular ao BETOPTIC Solução Oftálmica pode requerer algumas semanas
para estabilizar-se. Como acontece ao se administrar uma medicação nova, recomendase
o acompanhamento cuidadoso dos pacientes.
Se a pressão intra-ocular do paciente não estiver adequadamente controlada com este
tratamento, pode-se instituir terapêutica concomitante com pilocarpina, outros mióticos,
epinefrina ou inibidores da anidrase carbônica.

 

ADVERTÊNCIAS:
BETOPTIC Solução Oftálmica pode ser absorvido sistemicamente. As mesmas reações
adversas encontradas com a administração sistêmica de agentes bloqueadores betaadrenérgicos
podem ocorrer com a administração tópica. BETOPTIC Solução Oftálmica
tem demonstrado pouco efeito sobre a freqüência cardíaca e pressão arterial em estudos
clínicos, não obstante se deva ter cautela no tratamento de pacientes com história de
insuficiência ou bloqueio cardíaco. O tratamento com BETOPTIC Solução Oftálmica deve
ser interrompido nos primeiros sinais de insuficiência cardíaca.

 

PRECAUÇÕES:
Gerais:
Diabetes Mellitus: Os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos devem ser
administrados com cautela em pacientes sujeitos a hipoglicemia espontânea ou
pacientes diabéticos (especialmente aqueles com diabetes lábil) que estejam recebendo
insulina ou agentes hipoglicêmicos orais. Os agentes bloqueadores do receptor betaadrenérgico
podem mascarar os sinais e sintomas de uma hipoglicemia aguda.
Tireotoxicose: Os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem mascarar certos
sinais clínicos (por ex., taquicardia) de hipertireoidismo. Os pacientes suspeitos de
desenvolver tireotoxicose devem ser cuidadosamente tratados para evitar a retirada
repentina de agentes bloqueadores beta-adrenérgicos que poderiam precipitar uma crise
tireoidiana.
Formatado: Inglês (EUA)

 

MODELO DE BULA PARA O PACIENTE/PROFISSIONAL DE SAÚDE
Fraqueza muscular: Tem sido relatado que o bloqueio beta-adrenérgico é capaz de
potencializar a fraqueza muscular relacionada a certos sintomas de miastenia (por ex.,
diplopia, ptose e fraqueza geral).
Cirurgia: Deve-se considerar a interrupção gradual dos agentes bloqueadores betaadrenérgicos
antes da anestesia geral, devido à reduzida capacidade do coração de
responder aos estímulos reflexos do simpático mediado beta-adrenergicamente.
Pulmonar: Deve-se ter cautela no tratamento de pacientes glaucomatosos com
excessiva restrição da função pulmonar, pois não se exclui a possibilidade de ocorrerem
efeitos pulmonares adversos em pacientes sensíveis aos betabloqueadores.
Ocular: Em pacientes com glaucoma de ângulo fechado, o objetivo imediato do
tratamento é reabrir o ângulo por constrição da pupila com um agente miótico. O
betaxolol possui pouco ou nenhum efeito sobre a pupila. Quando BETOPTIC® Solução
Oftálmica for utilizado para reduzir a pressão intra-ocular elevada em glaucoma de
ângulo fechado, o produto deve ser usado em conjunto com um miótico e não
isoladamente.
Carcinogênese, mutagênese, diminuição da fertilidade: Estudos realizados não
demonstraram efeito carcinogênico ou mutagênico do cloridrato de betaxolol.
Gravidez Categoria C: Não há estudos adequados e bem controlados do cloridrato de
betaxolol em mulheres grávidas. BETOPTIC Solução Oftálmica deve ser usado por
mulheres grávidas somente quando os benefícios excederem os riscos.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO.
Idosos: Embora não haja informações específicas sobre o uso de betaxolol oftálmico em
idosos, não é esperado que BETOPTIC cause efeitos colaterais ou problemas em idosos
diferentes daqueles que podem ocorrem em pacientes jovens.
Crianças: A segurança e a eficácia do uso em crianças não foram determinadas.
Lactantes:. Não se sabe se o cloridrato de betaxolol é excretado no leite humano.
Devido ao fato de muitas drogas serem excretadas no leite materno, devem ser tomadas
precauções quando BETOPTIC for administrado à mulheres lactantes.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS.
Os pacientes que estejam em tratamento com agentes bloqueadores beta-adrenérgicos
por via oral e BETOPTIC Solução Oftálmica devem ser observados quanto ao potencial
efeito aditivo, tanto na pressão intra-ocular como nos efeitos sistêmicos comuns aos
betabloqueadores. Recomenda-se cuidadosa observação do paciente quando se
administra um betabloqueador a pacientes em tratamento com drogas depletoras da
catecolamina, tais como a reserpina, por causa de possíveis efeitos aditivos e produção
de hipotensão e/ou bradicardia. Deve-se ter cautela nos pacientes que usam
concomitantemente drogas psicotrópicas adrenérgicas. Os pacientes com uma história
de atopia ou de reação anafilática grave a uma variedade de alérgenos, e que estejam
sob tratamento com betabloqueadores, podem não responder às doses usuais de
epinefrina usadas no tratamento de tais reações.

 

REAÇÕES ADVERSAS:
Oculares: Desconforto de curta duração e lacrimejamento ocasional têm sido relatados.
Embora raramente, têm sido relatados diminuição de sensibilidade corneana, eritema,
prurido, puntacta corneana, ceratite, anisocoria, edema e fotofobia. Outras reações
adversas foram relatadas com outras formulações de betaxolol: visão borrada, sensação
de corpo estranho, secura dos olhos, inflamação, secreção, dor ocular, diminuição da
acuidade visual e escamas nos cílios.
Sistêmicas: Raramente se relatam reações sistêmicas após administração tópica de
BETOPTIC Solução Oftálmica 0,5%, tais como:
Cardiovasculares: Bradicardia, bloqueio cardíaco e insuficiência cardíaca congestiva.

 

MODELO DE BULA PARA O PACIENTE/PROFISSIONAL DE SAÚDE
Pulmonares: Dispnéia, broncoespasmo, secreções brônquicas, asma e insuficiência
respiratória.
Sistema nervoso central: Insônia, tontura, vertigem, dor de cabeça, depressão e
letargia e aumento nos sinais e sintomas de miastenia grave.
Outras: Urticária, necrólise epidérmica tóxica, queda de cabelo e glossite.

 

SUPERDOSE:
Os sintomas que podem ocorrer de uma superdose de agentes bloqueadores do receptor
beta-1-adrenérgico, administrados por via sistêmica, são bradicardia, hipotensão e
insuficiência cardíaca aguda. Na ocorrência de uma superdosagem tópica de BETOPTIC
Solução Oftálmica lavar os olhos com água corrente morna.

 

ARMAZENAGEM:
O produto deve ser protegido da luz e calor (30 a 40 ºC)
Lote, fabricação e validade: Vide cartucho.
MS-1.0023.0185.001-3
Farm. Resp.: Lygia Casella Piazza, CRF-SP nº 8066
ALCON LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA.
Av. N.S. da Assunção, 736 05359-001 São Paulo – SP
CNPJ 60.412.327/0013-36
Indústria Brasileira
Serviço de Atendimento ao Consumidor: 0800-7077908
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
ALCON LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA.
ALCON

Bula do Betagan (Antiglaucomatoso)

BetaganBula do Betagan:
cloridrato de levobunolol 0,5%

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
Frascos plásticos conta-gotas contendo 5 ml e 10 ml de solução oftálmica estéril.
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO

 

SOLUÇÃO OFTÁLMICA
Cada ml contém: 5,0 mg de cloridrato de levobunolol
Veículo: álcool polivinílico, metabissulfito de sódio, cloreto de benzalcônio, edetato dissódico, fosfato de sódio dibásico
heptaidratado, fosfato de potássio monobásico, cloreto de sódio e água purificada q.s.p.

 

INFORMAÇÃO AO PACIENTE
• Ação esperada do medicamento: ação beta-bloqueadora, com redução da pressão intra-ocular.
• Cuidados de armazenamento: o produto deve ser armazenado a temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e ao abrigo da
luz.
• Prazo de validade: vide cartucho. Não use medicamento com prazo de validade vencido.
• Gravidez e lactação: informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu término. Informe ao
médico se estiver amamentando.
• Cuidados na administração: instile a dose recomendada, no saco conjuntival, evitando tocar a ponta do frasco nos tecidos
oculares. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
• Interrupção do tratamento: não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
• Reações adversas: informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS

 

• Contra-indicações e precauções: informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou
durante o tratamento.

 

NÃO USE REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE

 

Informação Técnica
O levobunolol é um beta-bloqueador não cardioseletivo, atuando nos receptores beta 1 e beta 2. O levobunolol é 60 vezes mais
potente de que seu isômero dextro em sua atividade beta-bloqueadora. A fim de se obter o nível mais elevado do potencial betabloqueador,
sem elevar o potencial da depressão no miocárdio, é utilizado o levo-isômero levobunolol. O levobunolol não
apresenta atividade local anestésica (estabilizador de membrana) ou atividade simpático-mimética intrínseca.
Estudos clínicos controlados, com duração variando de 3 meses a um ano, demonstraram que Betagan® (cloridrato de
levobunolol) foi efetivo na redução da PIO quando administrado topicamente, duas vezes ao dia.
A média dos valores iniciais da diminuição da pressão intra-ocular, foi entre 6,81 e 8,98 mmHg com levobunolol 0,5%. Não foram
observados efeitos significativos sobre o tamanho da pupila, produção de lágrima ou sensibilidade corneana. Nas concentrações
testadas, o levobunolol, quando administrado topicamente, diminuiu, em alguns pacientes, o batimento cardíaco e a pressão
sangüínea. A diminuição da PIO foi mantida durante a realização desses estudos.
Betagan® (cloridrato de levobunolol) quando instilado no olho diminui a pressão intra-ocular elevada bem como a pressão intraocular
normal, acompanhada ou não de glaucoma. A pressão intra-ocular elevada apresenta um fator de risco maior na
patogênese da perda de campo visual dos glaucomatosos. Quanto maior o nível da pressão intra-ocular, maior a probabilidade
de dano no nervo ótico e de perda do campo visual.
O início da ação, com uma gota de Betagan® (cloridrato de levobunolol), pode ser detectado após uma hora do início do
tratamento, e o efeito máximo pode ser observado entre 2 e 6 horas. Uma significante diminuição da pressão intra-ocular pode
ser mantida por 24 horas com uma dose única. Estudos acompanhados durante um período superior a um ano, demonstraram a
manutenção do efeito hipotensor do produto.
O exato mecanismo de ação do levobunolol na redução da pressão intra-ocular não é conhecido. Em contraste com os agentes
colinérgicos, conhecidos por produzirem miose, Betagan® (cloridrato de levobunolol) reduz a pressão intra-ocular com pequeno
ou nenhum efeito sobre o tamanho da pupila. A visão turva e a cegueira noturna, freqüentemente associadas com os mióticos,
não devem ser esperadas com o uso do produto. Os pacientes portadores de cataratas não apresentaram uma diminuição ainda
maior da visão causada pela constrição pupilar.

 

Indicações
Betagan® (cloridrato de levobunolol) é indicado no controle da pressão intra-ocular em glaucoma crônico de ângulo aberto e
hipertensão ocular.

 

Contra-Indicações
Betagan® (cloridrato de levobulonol) é contra-indicado em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica grave,
broncoespasmo, incluindo asma brônquica ou com história de asma brônquica, insuficiência cardíaca congestiva não controlada,
bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro grau, bradicardia sinusal, choque cardiogênico e nos pacientes hiper-sensíveis a
qualquer dos componentes do produto.

 

Precauções e Advertências
Geral: Betagan® (cloridrato de levobunolol) deve ser usado com precaução em pacientes com hipersensibilidade conhecida a
outros agentes bloqueadores beta-adrenérgicos e nos pacientes com função pulmonar diminuída.
Nos pacientes com glaucoma de ângulo fechado, o objetivo imediato do tratamento é a reabertura do ângulo. Isso requer
constrição pupilar com um miótico.
Betagan® (cloridrato de levobunolol) tem pouco ou nenhum efeito sobre a pupila. Quando o produto é utilizado para reduzir a
PIO no glaucoma de ângulo fechado, deverá ser utilizado em associação com um miótico e não isoladamente.
Fraqueza muscular: os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos têm sido reportados como potencializadores da fraqueza
muscular consistente com determinados sintomas miastênicos (por exemplo diplopia, ptosis e fraqueza generalizada).

 

Gravidez: não há estudos bem controlados e adequados em mulheres grávidas. O levobunolol deve ser usado durante a
gravidez somente se o benefício justificar o risco potencial sobre o feto.

 

Aleitamento: não é conhecido se essa droga é excretada pelo leite humano. Bloqueadores beta-sistêmicos e o maleato de timolol
tópico são excretados pelo leite humano. Pelo fato de drogas similares serem excretadas pelo leite humano, devem ser tomadas
precauções quando Betagan® (cloridrato de levobunolol) for administrado em mulheres que amamentam.

 

Uso pediátrico: não foram estabelecidos os padrões de segurança e eficácia em crianças.
Broncoespasmo de natureza não alérgica: em pacientes com broncoespasmo de natureza não alérgica ou com história de
broncoespasmo de natureza não alérgica (por exemplo: bronquite crônica, enfisema) Betagan® (cloridrato de levobunolol) deve
ser administrado com precaução, uma vez que, pode bloquear a broncodilatação produzida por estimulação de catecolaminas de
origem endógena ou exógena dos receptores beta 2.

 

Diabetes Mellitus: os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos devem ser administrados com precaução em pacientes sujeitos a
hipoglicemia espontânea ou pacientes diabéticos (especialmente aqueles com diabetes lábil) que estão recebendo insulina ou
medicação oral hipoglicemiante. Os agentes bloqueadores dos receptores beta adrenérgicos podem mascarar os sinais e
sintomas da hipoglicemia aguda.

 

Tirotoxicose: os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem mascarar determinados sinais clínicos (por exemplo
taquicardia) de hipertireoidismo. Os pacientes sob suspeita de desenvolverem tirotoxicose devem ser cuidadosamente
acompanhados a fim de se evitar queda abrupta de agentes bloqueadores beta-adrenérgicos, o que pode provocar um distúrbio
tiroidiano.

 

Grandes cirurgias: a necessidade de suprimir agentes bloqueadores beta-adrenérgicos antes de grandes cirurgias é discutível.
Os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos reduzem a capacidade cardíaca em responder a beta-adrenérgicos através de
estímulo reflexo. Isto pode aumentar o risco da anestesia geral em cirurgias. Alguns pacientes em tratamento com agentes
bloqueadores de receptores de beta-adrenérgicos tem sido sujeitos a prolongada hipertensão durante anestesia. Por essas
razões pode ser apropriado, em pacientes encaminhados para cirurgia, se proceder a uma gradual diminuição de agentes
bloqueadores de receptores beta-adrenérgicos.

 

Advertência: como outras drogas oftálmicas administradas topicamente, Betagan® (cloridrato de levobunolol) pode ser absorvido
sistemicamente. As mesmas reações adversas encontradas com a administração sistêmica de agentes bloqueadores betaadrenérgicos
podem ocorrer com a administração tópica. Por exemplo, tem sido relatadas reações cardíacas e reações
respiratórias graves, incluindo morte devida a broncoespasmo em pacientes com asma e, raramente, ocorre morte em
associação com insuficiência cardíaca.

 

Interações Medicamentosas
Betagan® (cloridrato de levobunolol) pode ter efeitos aditivos em pacientes que utilizam drogas anti-hipertensivas sistêmicas. Os
possíveis efeitos adicionais podem incluir hipotensão, incluindo hipotensão ortostática, bradicardia, tonturas e/ou síncope.
Inversamente, agentes beta-bloqueadores sistêmicos podem potencializar o efeito ocular de Betagan® (cloridrato de
levobunolol).

 

Reações Adversas
Em estudos clínicos, o uso de Betagan® (cloridrato de levobunolol) tem sido associado com queimação ocular passageira e
ardor, em cerca de 1 em cada 4 pacientes, e com blefaroconjuntivites, em cerca de 1 em cada 20 pacientes. Foram
ocasionalmente relatados casos de diminuição de batimento cardíaco e da pressão sangüínea com o uso do produto.
Os seguintes efeitos adversos foram raramente relatados com o uso de Betagan® (cloridrato de levobunolol): iridociclites, dor de
cabeça, ataxia passageira, tontura, letargia, urticária e prurido.
Tem sido notada, em um pequeno número de pacientes, uma diminuição da sensibilidade corneana. Embora o levobunolol tenha
um mínimo efeito estabilizante da membrana, permanece a possibilidade de uma diminuição da sensibilidade corneana após uso
prolongado.
Têm sido relatadas as seguintes reações adversas adicionais com o uso oftálmico de agentes beta-bloqueadores: dor de cabeça,
arritmia, síncope, bloqueio cardíaco, acidente cerebral vascular, isquemia cerebral, insuficiência cardíaca congestiva, palpitação,
náuseas, depressão, erupções cutâneas, broncoespasmo e insuficiência respiratória. Foram ainda notados: sintomas
mascarados de hipoglicemia em diabéticos insulino-dependentes.
Outras reações associadas com o uso oral de agentes beta-bloqueadores adrenérgicos não seletivos devem ser consideradas
como efeitos potenciais com o uso oftálmico desses agentes.

 

Posologia
A dose usual é de uma gota de Betagan® (cloridrato de levobunolol) 0,5% no(s) olho(s), duas vezes ao dia, ou a critério médico.
Superdosagem
Na ocorrência de superdosagem ocular, lavar o(s) olho(s) com água corrente ou solução salina. Se ocorrer ingestão oral deve se
proceder a lavagem estomacal.

 

Pacientes Idosos
Não existem restrições de uso em pacientes idosos. A posologia é a mesma que a recomendada para as outras faixas etárias.

 

Nº de lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. ANVISA/ MS – 1.0147.0041
Farm. Resp.: Dra. Flávia Regina Pegorer
CRF-SP nº 18.150
Qualidade e Tradição a Serviço da Oftalmologia
Allergan Produtos Farmacêuticos LTDA
Av. Guarulhos, 3272 – CEP 07030-000 – Guarulhos -SP
CNPJ 43.426.626/0009-24
Indústria Brasileira
® Marca Registrada
Texto adaptado à portaria 110/97
273651BR13P
Laetus: 24

Bula do B Tablock (Antiglaucomatoso)

B-TablockBula do B -Tablock Colírio:
Cloridrato de levobunolol
Antiglaucomatoso betabloqueador

 

Uso adulto

 

Composição por ml
Cloridrato de levobunolol …………….. 5 mg
Veículo estéril ………..q.s.p. …………. 1 ml
Conservante: cloreto de benzalcônio 0,005%

 

Informação técnica
O levobunolol é um bloqueador beta-adrenérgico não-seletivo, que age com igual potência sobre
os receptores adrenérgicos beta-1 e beta-2. Seu mecanismo de ação não é conhecido, podendo
atuar, provavelmente, como o timolol, reduzindo a produção de humor aquoso.
É possível manter uma significativa diminuição da pressão ocular durante as 24 horas seguintes à
administração de uma dose única.

 

Indicações
Controle da pressão intra-ocular em glaucoma crônico de ângulo aberto e hipertensão ocular.

 

Contra-indicações
B-Tablock (levobunolol) é contra-indicado em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica
grave, broncoespasmo, incluindo asma brônquica ou com história de asma brônquica,
insuficiência cardíaca congestiva não controlada, bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro
graus, bradicardia sinusal, choque cardiogênico e nos pacientes hipersensíveis a quaisquer dos
componentes do produto.

 

Reações adversas
Queimação ocular passageira, ardor e blefaroconjuntivites. Foram ocasionalmente relatados
casos de diminuição de batimento cardíaco e da pressão sangüínea.

 

Posologia
A dose usual é uma gota de B-Tablock (levobunolol) 0,5% no(s) olho(s), duas vezes ao dia,
a critério médico.

 

Apresentação
Solução oftálmica estéril – frasco plástico conta-gotas contendo 5 e 10 ml
“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”
B-Tablock (levobunolol): Reg. M.S. 1.1725.0020.001-6 = apresentação de 5 ml e Reg. M.S.
1.1725.0020.002-4 = apresentação de 10 ml
Responsável Técnico: Dr. Morio Sato – CRF-SP: nº 0381
N° de lote, data da fabricação e validade: vide cartucho
Fabricado por:
LATINOFARMA INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS LTDA.
R. Dr. Tomás Sepe, 489 – Cotia – SP
C.N.P.J. n° 60.084.456/0001-09 – Indústria Brasileira
Atendimento ao Consumidor (11) 4702 5322

Bula do Azopt (Antiglaucomatoso)

AzoptBula do AZOPT:
brinzolamida 1%
Suspensão Oftálmica Estéril

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:
AZOPT 1% Suspensão Oftálmica é apresentado em frasco plástico conta-gotas
contendo 5 ml.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO:
Cada ml contém
brinzolamida………………10 mg.
Veículo constituído de manitol, carbomer 974P, tiloxapol, cloreto de sódio, com
edetato dissódico e cloreto de benzalcônio como conservantes e água purificada
q.s.p. 1ml.

 

INFORMAÇÃO AO PACIENTE:
AZOPT Suspensão Oftálmica é indicado no tratamento da pressão intra-ocular
elevada. O produto deve ser conservado entre 4 e 30 ºC. O prazo de validade está
gravado na embalagem do medicamento. Não use medicamento com prazo de
validade vencido. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do
tratamento ou após o seu término. Informe o médico se está amamentando.

 

AGITE BEM ANTES DE USAR. Para evitar a contaminação do produto, não toque
a ponta do conta-gotas nos olhos ou em qualquer outra superfície. Tampe bem o
frasco após o uso. O uso de soluções contaminadas pode resultar em sérios
danos para os olhos e subseqüente perda da visão. Se mais de um produto
oftálmico tópico estiver sendo usado, os produtos devem ser administrados com
intervalo de, no mínimo, 10 minutos. Siga a orientação do seu médico, respeitando
sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o
tratamento sem o conhecimento do seu médico. Informe seu médico o
aparecimento de reações desagradáveis. Podem ocorrer visão borrada, sabor
amargo, ácido ou incomum na boca, inflamação nas pálpebras, dermatite, olho
seco, sensação de corpo estranho no olho, dor de cabeça, vermelhidão do olho,
secreção e incômodo ocular, ceratite, dor, coceira e rinite ocular.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

Uso concomitante com outras substâncias: siga a orientação do médico.
Contra-indicações e Precauções: AZOPT está contra-indicado em pacientes com
hipersensibilidade a qualquer dos seus componentes. Não deve ser utilizado
durante a gravidez e lactação. Se ocorrer trauma, cirurgia ocular ou infecção,
procure imediatamente o médico e solicite informação sobre o uso continuado
deste frasco multidose. O produto contém um conservante que pode ser absorvido
pelas lentes de contato. As lentes de contato devem ser retiradas do olho antes da
aplicação do produto, podendo ser recolocadas 15 minutos após a aplicação.
Pode ocorrer visão borrada após o uso do produto. Informe seu médico sobre
qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o
tratamento. Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar
máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

 

NÃO USE REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÃO TÉCNICA:
CARACTERÍSTICAS: AZOPT (solução oftálmica de brinzolamida a 1%) foi
formulado para uso oftálmico tópico multidose e contém um inibidor da anidrase
carbônica.
AZOPT 1% se apresenta como uma suspensão aquosa estéril de brinzolamida de
sedimentação lenta e que foi formulada para ser suspensa facilmente depois de
ser agitada. Possui um pH de aproximadamente 7,5 e uma osmolalidade de 300
mOsm/kg.
A anidrase carbônica (AC) é uma enzima que se encontra em muitos tecidos do
corpo humano, incluindo os olhos. Ela catalisa a reação reversível de hidratação
do anidrido carbônico e de desidratação do ácido carbônico. Nos seres humanos a
anidrase carbônica existe como um grupo de isoenzimas, das quais a mais ativa é
a anidrase carbônica II (AC II), que se encontra principalmente nos glóbulos
vermelhos e também em outros tecidos. A inibição da anidrase carbônica nos
processos ciliares dos olhos diminui a secreção do humor aquoso,
presumivelmente diminuindo a formação de íons de bicarbonato com a redução
subseqüente do transporte de sódio e fluidos oculares. O resultado final é a
redução da pressão intra-ocular (PIO).
AZOPT 1% contém brinzolamida, um inibidor da anidrase carbônica II (AC II).
Depois de sua aplicação tópica ocular, a brinzolamida inibe a formação do humor
aquoso e reduz a pressão intra-ocular elevada, que é um fator de risco muito
importante na patogênese do dano no nervo óptico e a perda do campo visual que
se observa no glaucoma.
Depois de sua aplicação tópica ocular, a brinzolamida é absorvida na circulação
geral e devido à sua afinidade pela AC II, é distribuída amplamente nos glóbulos
vermelhos, apresentando uma extensa vida média no sangue total
(aproximadamente 111 dias). Nos humanos forma um metabólito, N-desetil
brinzolamida, que também se une à AC e se acumula nos glóbulos vermelhos.
Este metabólito se une preferivelmente à AC I na presença da brinzolamida. As
concentrações no plasma, tanto da brinzolamida original como da N-desetil
brinzolamida são geralmente baixas e geralmente se encontram abaixo do limite
de seu teste quantitativo (<10 ng/ml). Aproximadamente 60% se une às proteínas
do plasma. A brinzolamida é eliminada inalterada predominantemente pela urina,
na qual também pode se encontrar desetil brinzolamida e concentrações menores
dos metabólitos N-desmetoxipropil- brinzolamida e O-desmetil.
Em um estudo farmacocinético realizado administrando-se brinzolamida por via
oral, voluntários sadios receberam cápsulas de 1 mg da droga duas vezes por dia
durante um período de 32 semanas. Este regime contém concentrações similares
às obtidas mediante a aplicação tópica ocular de AZOPT (suspensão oftálmica de
brinzolamida a 1%) em ambos os olhos, três vezes por dia, e imita as
concentrações sistêmicas da droga e dos metabólitos que se apresentam com um
tratamento tópico prolongado. A atividade da AC, nos glóbulos vermelhos foi
medida para avaliar o grau de inibição sistêmica da mesma. A saturação dos
glóbulos vermelhos com brinzolamida foi atingida depois de 4 semanas
(concentração aproximada nos GV = 20 μM). A N-desetil brinzolamida se
acumulou nos glóbulos vermelhos até atingir um nível constante em 20 a 28
semanas com concentrações de 6 a 30 μM. A inibição da AC II até atingir um nível
constante foi de aproximadamente 70 a 75% de sua atividade, a qual está abaixo
do nível de inibição esperado para produzir um efeito farmacológico na função
renal ou respiratória de pessoas sadias.
Em pacientes tratados com AZOPT, 2 vezes por dia, como terapia única ou no
tratamento adjuvante com maleato de timolol 0,5%, 60 a 89,3% destes pacientes
tiveram, 2 horas após a instilação, uma redução da PIO ³ 5 mmHg ou tiveram
suas PIO reduzidas para £ 21 mmHg.
Em dois estudos clínicos realizados com pacientes de PIO elevada, AZOPT 1%
produziu menos ardor e prurido após a instilação em relação a dorzolamida.

 

INDICAÇÕES:
AZOPT Suspensão Oftálmica a 1% está indicado no tratamento da pressão intraocular
elevada em pacientes com hipertensão ocular ou glaucoma de ângulo
aberto.

 

CONTRA-INDICAÇÕES:
AZOPT está contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade a qualquer dos
seus componentes.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS:
Gerais para os pacientes:
Exclusivamente para uso tópico.
O conservante presente na suspensão oftálmica AZOPT, cloreto de benzalcônio,
pode ser absorvido pelas lentes de contato gelatinosas. Portanto, estas devem ser
retiradas para a instilação de AZOPT, podendo ser recolocadas depois de 15
minutos da instilação.
Não usar se o selo de segurança da Alcon na tampa estiver danificado ou
ausente.
Manter fora do alcance das crianças.
Conservar AZOPT Suspensão Oftálmica a 1% entre 4 e 30ºC.
Depois de instilar AZOPT a visão pode ficar temporariamente embaçada. Deve-se
tomar cuidado ao se operar máquinas ou dirigir veículos.
Evitar que a ponta do conta-gotas entre em contato com qualquer tipo de
superfície. A contaminação por bactérias pode causar infecção ocular. O uso de
soluções contaminadas pode causar sérios danos ao olho, com subseqüente
perda da visão.
Deve-se advertir os pacientes de que no caso de cirurgia ocular ou no caso de se
desenvolver um problema ocular (como trauma ou infecção), devem procurar
imediatamente o seu especialista para saber se podem continuar com o uso da
presente embalagem multidose.
Foi observado que há atividade da anidrase carbônica tanto no citoplasma como
ao redor da membrana plasmática do endotélio da córnea. Porém, o efeito da
administração contínua de AZOPT no endotélio corneano ainda não foi avaliado
extensivamente.
O tratamento de pacientes com glaucoma agudo de ângulo fechado requer
intervenções terapêuticas além da administração dos agentes hipotensivos.
AZOPT ainda não foi estudado neste tipo de paciente.
AZOPT Suspensão Oftálmica não foi estudado em pacientes com insuficiência
renal severa (ClCr < 30 ml/min.). Devido ao fato de que AZOPT e seus metabólitos
são predominantemente excretados pelo rim, o seu uso não é recomendado
nestes pacientes.
AZOPT não foi estudado em pacientes com insuficiência hepática e deve ser
utilizado com precaução nestes pacientes.
Há um possível efeito adicional aos efeitos sistêmicos conhecidos dos inibidores
da anidrase carbônica nos pacientes que estiverem em tratamento com um
inibidor da anidrase carbônica por via oral e AZOPT. Não se recomenda a
administração concomitante dos dois inibidores.
AZOPT é uma sulfonamida e apesar de sua administração tópica, apresenta
absorção sistêmica, e portanto podem ocorrer os mesmos tipos de reações
adversas atribuídas às sulfonamidas. Deve-se recomendar aos pacientes que se
observarem o aparecimento de reações oculares sérias ou sistêmicas, ou se
ocorrerem sinais de hipersensibilidade, devem interromper o tratamento e
consultar seu especialista. Ocorreram óbitos, embora pouco freqüentes, devido a
reações severas às sulfonamidas, incluindo a síndrome de Stevens-Johnson,
necrólise epidérmica tóxica, necrose hepática fulminante, agranulocitose, anemia
aplásica e outras alterações sangüíneas. A sensibilização pode voltar a ocorrer
quando se volta a administrar uma sulfonamida por qualquer via corporal. Se
aparecerem sinais de hipersensibilidade, ou reações severas, deve-se suspender
o uso deste produto.
Carcinogênese, mutagênese e diminuição da fertilidade: Não há dados
disponíveis sobre a influência da brinzolamida na carcinogênese. Os seguintes
testes, para conhecer seus possíveis efeitos na mutagênese, foram negativos: (1)
teste de micronúcleo em ratos, (2) teste de troca de cromátides in vivo e (3) teste
de Ames para Escherichia coli. O teste in vitro de mutação precoce do linfoma em
ratos foi negativo na ausência de ativação, mas foi positivo na presença de
ativação cromossômica. Em estudos de reprodução em ratas, não foram
observados efeitos adversos na fertilidade ou na capacidade de reprodução de
machos ou fêmeas tratadas com brinzolamida com dosagens de até 18 mg/kg/dia
(uma dose 375 vezes maior do que a recomendada para o uso oftálmico em seres
humanos).
Uso durante a gravidez: Efeitos teratogênicos: Os estudos sobre o
desenvolvimento de toxicidade em coelhos tratados com doses orais de 1, 3 e 6
mg/kg/dia de brinzolamida (20, 62 e 125 vezes maior do que a recomendada para
o uso oftálmico em seres humanos) produziram toxicidade na mãe com a
dosagem de 6 mg/kg/dia e um aumento significativo na quantidade de variações
no feto, tais como ossos cranianos acessórios, embora tenha sido a única
variação fetal moderadamente elevada com dosagens de 1 e 6 mg/kg. Em ratas
que receberam doses orais de 18 mg/kg/dia (uma dose 375 vezes maior do que a
recomendada para o uso oftálmico em seres humanos), o peso dos fetos nas
mães diminuiu estatisticamente durante a gestação e este foi proporcional à
redução do ganho de peso materno sem efeitos estatisticamente significativos no
desenvolvimento dos órgãos ou dos tecidos. Os aumentos de vértebras esternais
sem ossificação, a redução da ossificação craniana e um osso hióide sem
ossificação que foram observados com dosagens de 6 e 18 mg/kg não foram
estatisticamente significativos. Não foram observadas malformações relacionadas
ao tratamento. Depois da administração de brinzolamida C14 por via oral a ratas
prenhes, observou-se que a radioatividade tinha cruzado a placenta e estava
presente nos tecidos e no sangue do feto.
Não foram feitos estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas.
AZOPT deve ser utilizado durante a gravidez apenas nos casos em que o
benefício potencial para a mãe justificar o risco potencial para o feto.
Lactantes: Em um estudo realizado em ratas, às quais foi administrada
brinzolamida durante a lactação, foram observadas diminuições do ganho de peso
da prole quando usada a dose de 15 mg/kg/dia (uma dose 312 vezes maior do
que a recomendada para o uso oftálmico em seres humanos).
Não foram observados outros efeitos. Entretanto, depois da administração de
brinzolamida C14 por via oral a ratas durante a lactação, foi encontrada
radioatividade no leite em concentrações menores do que as encontradas no
sangue e plasma. Não se sabe se esta droga é excretada no leite materno
humano. Devido ao fato de muitas drogas serem excretadas no leite materno e
devido à possibilidade de ocorrerem sérias reações adversas nos lactentes, cujas
mães estão em tratamento com AZOPT Suspensão Oftálmica, deve-se considerar
a necessidade de se interromper a amamentação ou o tratamento com a droga,
levando-se em conta a importância da administração do medicamento para a mãe.
Uso pediátrico: A segurança e eficácia em pacientes pediátricos ainda não foram
estabelecidas.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
AZOPT Suspensão Oftálmica 1% contém um inibidor da anidrase carbônica.
Durante os testes clínicos com a brinzolamida, não foram relatadas alterações do
equilíbrio ácido-básico ou dos eletrólitos. Entretanto , em pacientes tratados por
via oral com inibidores da anidrase carbônica, foram observadas algumas
interações com doses elevadas de salicilato. Portanto, a possível interação entre
estas drogas deve ser considerada nos pacientes que recebem AZOPT.

 

REAÇÕES ADVERSAS:
Em estudos clínicos realizados com AZOPT (suspensão oftálmica de brinzolamida
a 1%), as reações adversas observadas com mais freqüência foram visão
embaçada e sabor amargo, ácido ou incomum na boca. Estes efeitos ocorreram
em 5 a 10% dos pacientes. De 1 a 5% dos pacientes sofreram blefarite, dermatite,
olho seco, sensação de corpo estranho no olho, dor de cabeça, hiperemia,
secreção e incômodo ocular, ceratite, dor, prurido e rinite ocular. As reações
adversas seguintes tiveram uma incidência menor do que 1%: reações alérgicas,
alopecia, dor no peito, conjuntivite, diarréia, diplopia, enjôos, secura na boca,
dispnéia, dispepsia, fadiga ocular, hipertonia, ceratoconjuntivite, ceratopatia, dor
renal, sensação de olho grudado ou crostas nas pálpebras, náuseas, faringite,
lacrimejamento e urticária.

 

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO:
AGITAR BEM ANTES DE USAR. Instilar 1 gota no saco conjuntival do(s) olho(s)
afetado(s) 2 vezes por dia, na terapia única ou adjuvante. Quando outro agente
antiglaucomatoso oftálmico for substituído por AZOPT, interromper o outro agente
após a dose apropriada do dia e iniciar o tratamento com AZOPT no dia seguinte.
Se for usado mais do que um produto tópico oftálmico, estes devem ser
administrados com um intervalo de 10 minutos entre cada um.

 

SUPERDOSAGEM:
Apesar de não haver dados disponíveis em seres humanos, a administração oral
de uma superdosagem pode produzir desequilíbrio dos eletrólitos,
desenvolvimento de um estado de acidose e possíveis efeitos no sistema nervoso.
Deve-se controlar a concentração dos eletrólitos com soro (especialmente de
potássio) e o pH sangüíneo.

 

Lote, fabricação e validade: Vide cartucho.
MS 1.0023.0225.001-1
Farm. Resp.: Lygia C. Piazza – CRF-SP n° 8066
ALCON LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA.
Av. Nossa Senhora da Assunção, 736 05359-001 São Paulo-SP
CNPJ 60.412.327/0001-00
Indústria Brasileira
CONSERVE EM TEMPERATURA ENTRE 4 E 30° C
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Serviço de Atendimento ao Consumidor: 0800-7077908
Alcon

Bula do Alphagan (Antiglaucomatoso)

AlphaganBula do Alphagan®:
tartarato de brimonidina 0,2%

 

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÃO
Solução Oftálmica Estéril
Via de administração tópica ocular
Frasco plástico conta-gotas contendo 5 ml e 10 ml de solução oftálmica estéril.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
SOLUÇÃO OFTÁLMICA
1ml corresponde a 27 gotas.
Cada ml contém: 2,0 mg de tartarato de brimonidina.
Veículo: cloreto de benzalcônio, álcool polivinílico, cloreto de sódio, citrato de sódio, ácido cítrico,
ácido clorídrico/ hidróxido de sódio e água purificada q.s.p.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO DO MEDICAMENTO
Alphagan® é um medicamento que apresenta ação hipotensiva ocular, ou seja, que reduz a
pressão dentro dos olhos.

 

INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
Alphagan® é indicado para redução da pressão intra-ocular em pacientes com glaucoma de
ângulo aberto ou pressão ocular elevada.

 

RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
Alphagan® é contra-indicado para pacientes com alergia ao tartarato de brimonidina ou a
qualquer um dos componentes da fórmula. É contra-indicado também para pacientes em
tratamento com medicamentos que contenham substâncias inibidoras da monoamino oxidase
(IMAO). Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou
durante o tratamento.

 

Advertências/Precauções
Em alguns pacientes, a eficácia do produto pode diminuir no decorrer do tratamento. Essa perda
de efeito pode surgir após períodos variáveis de tratamento, devendo ser monitorada com rigor
pelo seu médico.
Em pessoas que apresentam outras doenças, como por exemplo, doenças cardíacas e
vasculares graves, mau funcionamento do fígado ou dos rins, pessoas com mau funcionamento vascular cerebral e com depressão, entre outras, o uso de Alphagan® requer cuidados especiais,
que o seu médico saberá identificar.

 

Usuários de lentes de contato
As lentes de contato devem ser retiradas antes da instilação de Alphagan® porque o
conservante presente neste colírio pode ser absorvido por lentes de contato gelatinosas. Tire as
lentes antes de aplicar Alphagan® e aguarde pelo menos 15 minutos para recolocá-las.

 

Interferência na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Tenha muito cuidado ao dirigir veículos ou operar máquinas perigosas, pois Alphagan® pode
causar fadiga e sonolência.

 

Pacientes idosos
Não foram observadas diferenças de eficácia e segurança entre pacientes idosos e de outras
faixas etárias, de modo que não há recomendações especiais quanto ao uso em idosos.

 

Uso em crianças
A segurança e eficácia de Alphagan® não foram estabelecidas em crianças.
Este medicamento é contra-indicado para a faixa etária infantil.
Mulheres grávidas ou que estejam amamentando
Não foram realizados estudos sobre o uso de Alphagan® em pacientes grávidas ou que estejam
amamentando.
Não deve ser utilizado durante a gravidez e a amamentação, exceto sob orientação
médica. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se ocorrer gravidez ou se iniciar a
amamentação durante o uso deste medicamento.

 

Interações medicamentosas
Informe o seu médico se estiver utilizando algum dos medicamentos ou substâncias
mencionados a seguir, pois podem ocorrer interações entre eles e as substâncias que fazem
parte da fórmula do Alphagan®:
– medicamentos para a pressão ou coração: anti-hipertensivos, glicosídeos cardíacos ou
digitálicos e beta-bloqueadores.
– medicamentos para doenças do sistema nervoso: depressores do sistema nervoso central,
como, por exemplo, os antidepressivos, barbituratos, opiáceos, sedativos ou anestésicos.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.

 

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

 

MODO DE USO
Alphagan® é uma solução límpida amarela a amarela – esverdeada.
• Você deve usar este medicamento exclusivamente nos olhos.
• A solução já vem pronta para uso. Não encoste a ponta do frasco nos olhos, nos dedos e nem
em outra superfície qualquer, para evitar a contaminação do frasco e do colírio.
• Antes de utilizar o medicamento, confira o nome no rótulo, para não haver enganos. Não utilize
Alphagan® caso haja sinais de violação e/ou danificações do frasco.
• Você deve aplicar o número de gotas da dose recomendada pelo seu médico em um ou
ambos os olhos. A dose usual é de 1 gota aplicada no(s) olho(s) afetado(s), três vezes ao dia,
com intervalo de aproximadamente 8 horas entre as doses.
• Instile a dose recomendada dentro do olho, no saco conjuntival, evitando tocar a ponta do
frasco nos tecidos oculares.
• Se você usa lentes de contato gelatinosas ou hidrofílicas, tire as lentes antes de aplicar
Alphagan® e aguarde pelo menos 15 minutos para recolocar as lentes após a aplicação do
colírio.
• Se o seu médico receitou mais de um colírio, lembre-se de aplicar os medicamentos
separadamente, com intervalo de pelo menos 5 minutos entre cada aplicação.
• Feche bem o frasco depois de usar.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração
do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o
aspecto do medicamento.

 

REAÇÕES ADVERSAS
As reações mais freqüentes são secura da boca, vermelhidão nos olhos, queimação ou ardência
nos olhos, dor de cabeça, obscurecimento da visão, sensação de presença de corpo estranho
nos olhos, fadiga e sonolência,. Outras reações foram relatadas, menos freqüentemente, como
por exemplo: reações alérgicas oculares, coceira ocular, vermelhidão das pálpebras, dor ocular,
secura ocular, lacrimejamento, edema e inflamação nas pálpebras, vertigem, visão irregular,
entre outras.

 

CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Não foram relatados casos de superdose com Alphagan®, solução oftálmica, em humanos. Lave
bem os olhos com solução fisiológica, se for usada uma dose maior do que a dose recomendada
pelo médico, de modo intencional ou acidentalmente. Como podem aparecer as reações
adversas descritas anteriormente, o médico deve ser consultado imediatamente. A ingestão
pode produzir irritação e sedação. Em doses extremamente elevadas (equivalentes a vários
frascos de 15 ml) podem ocorrer náuseas, cefaléia e confusão. Nesses casos o médico deve ser
consultado imediatamente.

 

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO
O produto deve ser armazendo a temperatura ambiente, entre 15ºC e 30ºC.
O prazo de validade é de 36 meses após a data de fabricação e encontra-se impresso na
embalagem do produto (vide cartucho). Não use medicamento com prazo de validade vencido.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

 

Reg. ANVISA/MS – 1.0147.0142
Farm. Resp.: Dra. Flávia Regina Pegorer
CRF-SP n.º 18.150
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Nº de lote e data de fabricação: vide cartucho.
Qualidade e Tradição a Serviço da Oftalmologia
ALLERGAN PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA
Av. Guarulhos, 3272 – CEP 07030-000
Guarulhos – SP – CNPJ no 43.426.626/0009-24
Indústria Brasileira – ® Marca Registrada
Serviço de Atendimento ao Consumidor:
0800 -14- 4077 – Discagem Direta Gratuita