Bula do Diminut (Anticoncepcional)

DiminutBula do DIMINUT®:
gestodeno + etinilestradiol
Comprimidos revestidos 75 mcg + 20 mcg
USO ORAL
USO ADULTO

 

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos com 75 mcg de gestodeno e 20 mcg de etinilestradiol. Embalagem com 1 ou 3 cartelas com
21 comprimidos revestidos cada.

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de DIMINUT® contém:
gestodeno…………………………………………..75 mcg
etinilestradiol……………………………………….20 mcg
excipientes q.s.p……………………………………1 comprimido revestido
(lactose, celulose microcristalina, estearato de magnésio, povidona, croscarmelose sódica, macrogol, edetato
dissódico, dióxido de silício e ácido poli 2-(dimetilamino)etilmetacrilatocobutilmetacrilatocometilmetacrílico.

 

INFORMAÇÃO AO PACIENTE

Os contraceptivos orais, também conhecidos como anticoncepcionais, são utilizados para evitar a
gravidez. Esses contraceptivos são mais efetivos (produzem um efeito melhor) do que outros métodos
contraceptivos não cirúrgicos. Quando utilizados corretamente, sem que nenhum comprimido seja
esquecido, a chance de ocorrer gravidez é menor do que 1,0% (uma gestação a cada 100 mulheres por
ano de uso). O índice de falha durante o uso típico, incluindo mulheres que não seguiram corretamente as
instruções de uso, é de cerca de 5,0% por ano. A chance de ocorrer gravidez aumenta a cada comprimido
esquecido por você durante um ciclo menstrual.

 

AÇÃO ESPERADA DO MEDICAMENTO
DIMINUT® é um anticoncepcional monofásico indicado para prevenção da gravidez.

 

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO
Conservar o medicamento em sua embalagem original em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da
luz e umidade.

 

PRAZO DE VALIDADE
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar
da data de sua fabricação. Não devem ser utilizados medicamentos fora do prazo de validade, pois podem trazer
prejuízos à saúde.

 

GRAVIDEZ E LACTAÇÃO
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informar ao médico se está amamentando.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o
tratamento.

 

CUIDADOS DE ADMINISTRAÇÃO
Você não deve partir ou mastigar este medicamento.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Como começar a usar DIMINUT®
A cartela de DIMINUT® contém 21 comprimidos. No verso da cartela, encontra-se indicado o dia da semana em que
você deve tomar cada comprimido. Tome um comprimido por dia, aproximadamente na mesma hora, com auxílio de
um pouco de líquido, se necessário. Siga a direção das setas, acompanhando a ordem dos dias da semana, até que
você tenha tomado todos os 21 comprimidos. Quando você terminar os comprimidos da cartela, faça um intervalo de
sete dias sem a ingestão de comprimidos, ou seja, você deverá iniciar a cartela seguinte no oitavo dia após o término
da cartela anterior. Nesse período após a ingestão do último comprimido de DIMINUT®, deverá ocorrer um
sangramento semelhante ao menstrual (sangramento por privação hormonal). Inicie, então, uma nova cartela de
DIMINUT® no oitavo dia após o término da cartela anterior, independentemente de o sangramento ter cessado ou não.
Utilizando DIMINUT® sem uso anterior de contraceptivo hormonal (mês anterior): você deve tomar o
primeiro comprimido no primeiro dia do seu ciclo natural (primeiro dia de seu sangramento menstrual).

Utilizando DIMINUT® no lugar de outro contraceptivo oral: na troca de outro contraceptivo oral para DIMINUT®, você deve iniciar o tratamento de preferência no dia seguinte ao último comprimido ativo do contraceptivo oral combinado (COC) anterior que você tomou ou, no máximo, no dia seguinte ao intervalo habitual sem comprimido ativo ou com comprimido inerte do contraceptivo oral combinado anterior.
Utilizando DIMINUT® no lugar de outro método com apenas progestagênio (minipílulas, injetável ou implante): você pode interromper a minipílula em qualquer dia e começar a tomar DIMINUT® no dia seguinte.
No caso de implante, você deve começar a tomar DIMINUT® no mesmo dia da remoção do implante ou, no caso de contraceptivo injetável, espere o dia programado para a próxima injeção. Em todas essas situações, você deve utilizar outro método contraceptivo não hormonal durante os sete primeiros dias da administração dos comprimidos.
Utilizando DIMINUT® após parto ou aborto: DIMINUT® pode ser administrado imediatamente após abortamento de primeiro trimestre, sem necessidade de medidas contraceptivas adicionais. No pós-parto ou abortamento de segundo trimestre, é recomendável iniciar DIMINUT® no período de três a quatro semanas após o procedimento. No caso de começar em período posterior, o uso adicional de um método de barreira nos sete dias iniciais de ingestão é recomendado. Se você já tiver tido relação sexual antes de iniciar o uso de DIMINUT®, verifique a possibilidade de gravidez ou, então, aguarde a primeira menstruação. As advertências com relação ao uso de COCs durante a amamentação devem ser observadas. Deve-se considerar que a administração de COCs no período imediatamente após o parto ou abortamento aumenta o risco de ocorrência de doenças tromboembólicas.
Esquecimento de dose: a eficácia contraceptiva pode ser comprometida no caso de esquecimento de algum comprimido de DIMINUT® e particularmente se o esquecimento aumentar o intervalo sem comprimidos. Converse com o seu médico. Se houver atraso de menos de 12 horas do horário habitual, tome o comprimido que você esqueceu assim que se lembrar e tome o próximo comprimido no horário habitual. Se houver atraso de mais de 12 horas do horário habitual ou esquecimento de mais de um comprimido, a proteção contraceptiva de DIMINUT® poderá estar reduzida. Tome o comprimido que você esqueceu assim que se lembrar (inclui-se a possibilidade de tomar dois comprimidos de uma só vez) e continue a tomar os próximos comprimidos no horário habitual. Utilize métodos contraceptivos adicionais (métodos de barreira, por exemplo, preservativo masculino ou diafragma associado a um espermicida) durante os próximos sete dias. Não utilize os métodos de ritmo (tabelinha) ou da temperatura.

 

Outras orientações
O que fazer em caso de distúrbios gastrintestinais (no estômago e nos intestinos), como vômito ou diarreia intensa? Se ocorrer vômito ou diarreia intensa, as substâncias ativas do comprimido podem não ter sido absorvidas adequadamente. Se o vômito ocorrer no período de três ou quatro horas após a ingestão do comprimido, é como você estivesse esquecido de tomá-lo. Portanto, siga o mesmo procedimento indicado para esquecimento da tomada de um comprimido. Em quadros de diarreia intensa, consulte seu médico.
O que fazer em caso de sangramentos inesperados? Como ocorre com todos os contraceptivos orais, pode surgir, durante os primeiros meses de uso, sangramento intermenstrual (gotejamento ou sangramento de escape), isto é, sangramento fora da época esperada. Continue a tomar os comprimidos, pois, em geral, o sangramento intermenstrual cessa espontaneamente quando seu corpo se adaptar ao contraceptivo oral (geralmente, após três meses de tomada dos comprimidos). Caso o sangramento não cesse, continue mais intenso ou se reinicie, consulte o seu médico.
O que fazer se não ocorrer o sangramento? Se você tomou todos os comprimidos sempre no mesmo horário e não houve vômito, diarreia intensa ou uso concomitante de outros medicamentos, é pouco provável que esteja grávida. Continue tomando DIMINUT® normalmente. Caso não ocorra sangramento por dois meses seguidos, você poderá estar grávida. Consulte imediatamente seu médico e não inicie uma nova cartela de DIMINUT® até que a suspeita de gravidez seja afastada pelo seu médico.
Proteção contraceptiva adicional: se você precisar de uma proteção contraceptiva adicional, utilize os métodos de barreira como diafragma ou preservativo masculino. Não utilize os métodos de tabelinha ou de temperatura como proteção contraceptiva adicional, pois você poderá apresentar variações de temperatura e do muco cervical devido às alterações menstruais cíclicas provocadas pelos contraceptivos orais.

 

INTERRUPÇÃO DO TRATAMENTO
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como dor de cabeça, dores abdominais, náuseas, sensibilidade ou aumento da secreção das mamas, alterações do fluxo menstrual, alterações do peso ou do interesse sexual ou diminuição da tolerância ao uso de lentes de

contato.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

INGESTÃO CONCOMITANTE COM OUTRAS SUBSTÂNCIAS
Alguns medicamentos podem reduzir a eficácia dos contraceptivos orais quando tomados ao mesmo tempo, como antibióticos, barbitúricos, anticonvulsivantes, erva-de-são-joão, modafinila.
Quando for necessária a utilização de proteção contraceptiva adicional, devem ser utilizados métodos contraceptivos de barreira, como por exemplo, diafragma ou preservativo masculino com espermicida. Não devem ser usados os métodos de tabela (Ogino-Knaus) ou de temperatura como proteção contraceptiva adicional, pois os contraceptivos orais modificam as variações de temperatura e do muco cervical.

CONTRAINDICAÇÕES E PRECAUÇÕES
Você não deve usar DIMINUT® nas condições listadas a seguir. Caso você apresente qualquer uma destas condições, informe ao seu médico.
História atual ou anterior de problemas circulatórios, especialmente os relacionados com trombose. Trombose é a formação de um coágulo de sangue que pode ocorrer nos vasos sanguíneos das pernas (trombose venosa profunda), nos pulmões (embolia pulmonar), no coração (ataque cardíaco) ou em outras partes do corpo.
História atual ou anterior de derrame cerebral, causado por um coágulo de sangue ou por um rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro.
História atual ou anterior de sinais indicativos de ataque cardíaco (como angina ou dor no peito) ou derrame (como um ataque isquêmico transitório ou um pequeno derrame reversível).
História de enxaqueca acompanhada, por exemplo, de sintomas visuais, dificuldades para falar, fraqueza ou adormecimento em qualquer parte do corpo.
Diabetes mellitus com lesão de vasos sanguíneos.
História atual ou anterior de pancreatite (inflamação do pâncreas) associada com níveis altos de triglicérides (um tipo de gordura) no sangue.
Icterícia (síndrome caracterizada por coloração amarelada dos tecidos pela presença anormal de pigmentos biliares) ou doença grave do fígado.
História atual ou anterior de câncer que se pode desenvolver por causa de hormônios sexuais (por exemplo, câncer de mama ou câncer de útero).
Mau funcionamento dos rins (insuficiência renal, falência renal) em casos graves ou agudos.
Presença ou antecedente de tumor no fígado (benigno ou maligno).
Presença de sangramento vaginal sem explicação.
Ocorrência ou suspeita de gravidez.
Hipersensibilidade a qualquer um dos componentes de DIMINUT®.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando antes do início ou durante o tratamento.
Fumar cigarros aumenta o risco de efeitos adversos cardiovasculares sérios decorrentes do uso de contraceptivos orais combinados. Esse risco aumenta com a idade e com o consumo intenso (em estudos epidemiológicos, fumar 15 ou mais cigarros por dia foi associado a risco significantemente maior) e é bastante acentuado em mulheres com mais de 35 anos de idade. Mulheres que tomam contraceptivos orais combinados devem ser firmemente aconselhadas a não fumar.
O uso de contraceptivos orais combinados é contraindicado para fumantes acima de 35 anos.
Este medicamento (como outros contraceptivos) é indicado para prevenção da gravidez e não protege contra infecção por vírus HIV (AIDS) ou outras doenças transmissíveis como clamídia, herpes genital, gonorreia, hepatite B, vírus HPV, sífilis.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

 

INFORMAÇÃO TÉCNICA
CARACTERÍSTICAS
Propriedades farmacológicas
DIMINUT® é um contraceptivo oral combinado (COC), monofásico, que combina o componente estrogênico etinilestradiol com o componente progestagênico gestodeno.
DIMINUT® age pela supressão das gonadotropinas, inibindo a secreção do hormônio folículo-estimulante (FSH) e do hormônio luteinizante (LH). Embora o mecanismo primário dessa ação seja a inibição da ovulação, outras alterações incluem mudanças no muco cervical, que tem sua viscosidade aumentada e dificulta a penetração do espermatozoide no útero; e no endométrio, que não se desenvolve adequadamente para a implantação do ovo.
Além da ação contraceptiva, os COCs apresentam outras propriedades positivas, como a regularização do ciclo menstrual, frequentemente tornando a menstruação menos dolorosa e o sangramento menos intenso.
Propriedades farmacocinéticas
O etinilestradiol e o gestodeno são absorvidos rápida e quase completamente pelo trato gastrintestinal. Os níveis plasmáticos máximos de cada componente são alcançados após período de uma a duas horas.
Gestodeno: o gestodeno é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal, não sofre metabolização de primeira passagem e está quase completamente biodisponível após administração oral.
O gestodeno associa-se amplamente às globulinas de ligação dos hormônios sexuais (SHBG). A alta afinidade de ligação do gestodeno por SHBG acarreta aumento nos níveis plasmáticos de gestodeno e prolongação na sua meia-vida terminal, após administrações repetidas. Entretanto, somente uma pequena fração do gestodeno (< 1%) total está presente na forma livre. O gestodeno é completamente metabolizado por redução do grupo 3-ceto, da dupla ligação delta-4 e inúmeras hidroxilações. Não se conhece nenhum metabólito farmacologicamente ativo.
As curvas de eliminação após a concentração máxima ser atingida demonstram duas fases com períodos de meia-vida de aproximadamente uma a 15 horas para o gestodeno. Os metabólitos do gestodeno são excretados na urina (50%) e nas fezes (33%), com meia-vida de eliminação de aproximadamente um dia.
Etinilestradiol: o etinilestradiol é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal e sofre metabolização de primeira passagem, resultando em biodisponibilidade ao redor de 40%-45% com significante variação individual. O etinilestradiol liga-se no plasma à albumina, aumentando a capacidade de ligação de SHBG. Depois de repetida administração oral, a concentração sanguínea do etinilestradiol aumenta em torno de 30%-50%, atingindo a fase de equilíbrio durante a segunda metade de cada ciclo de tratamento. As curvas de eliminação após a concentração máxima ser atingida demonstram duas fases com períodos de meia-vida de cerca de uma a três horas e 24 horas para etinilestradiol.
O etinilestradiol é primariamente metabolizado por hidroxilação aromática, mas uma grande variedade de metabólitos hidroxilados e metilados é formada, estando presente na forma livre ou conjugado com glicuronídeos e sulfatos.
Os metabólitos não são farmacologicamente ativos. O etinilestradiol conjugado é excretado pela bile, estando sujeito à recirculação êntero-hepática. A meia-vida de eliminação do etinilestradiol é de aproximadamente 25 horas.
Cerca de 40% do fármaco é excretado pela urina e 60%, pelas fezes.

 

INDICAÇÕES
Contracepção oral.
Embora tendo eficácia bem estabelecida, há casos de gravidez em mulheres utilizando contraceptivos orais.

 

CONTRAINDICAÇÕES
DIMINUT®, assim como outros COCs, não deve ser usado na presença das seguintes condições: presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos (arteriais ou venosos) como, por exemplo, trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC). Presença ou história de sintomas e/ou sinais prodrômicos de trombose (por exemplo, ataque isquêmico transitório, angina pectoris). História de enxaqueca com sintomas neurológicos focais. Diabetes mellitus com alterações vasculares. Presença de um fator de risco grave ou múltiplos fatores de risco para trombose arterial ou venosa também pode representar uma contraindicação (vide item “Precauções e advertências”). Hipertensão não controlada.Presença ou história de pancreatite associada a hipertrigliceridemia grave. Presença ou história de doença hepática grave enquanto os valores da função hepática não retornarem ao normal. Insuficiência renal grave ou falência renal aguda. Presença ou história de tumores hepáticos benignos ou malignos. Diagnóstico ou suspeita de neoplasias dependentes de esteroides sexuais (por exemplo, dos órgãos genitais ou das mamas). Sangramento vaginal não diagnosticado. Suspeita ou diagnóstico de gravidez. Fumantes acima de 35 anos. Hipersensibilidade a qualquer um dos componentes do medicamento.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Consultas/exames médicos: antes de iniciar ou retomar o uso de COC, é necessário obter história clínica detalhada e realizar exame clínico completo, considerando os itens descritos em “Contraindicações” e “Advertências”; esses acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente durante o uso de COCs. A avaliação médica periódica é igualmente importante porque as contraindicações (por exemplo, um ataque isquêmico transitório etc.) ou fatores de risco (por exemplo, história familiar de trombose arterial ou venosa) podem aparecer pela primeira vez durante a utilização do COC. A frequência e a natureza dessas avaliações devem basear-se nas condutas médicas estabelecidas e ser adaptadas a cada usuária, mas, em geral, devem incluir atenção especial à pressão arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical.
Redução da eficácia: a eficácia dos COCs pode ser reduzida nos casos de esquecimento de tomada dos comprimidos, distúrbios gastrintestinais ou tratamento concomitante com outros medicamentos (vide “Posologia” e “Interações medicamentosas”).
Distúrbios metabólicos: pacientes com intolerância à glicose ou com diabetes mellitus devem ter acompanhamento criterioso enquanto estiverem sob tratamento com COCs devido aos relatos de ocorrência de intolerância à glicose nas usuárias de COCs. Foram observadas raras ocorrências relacionadas ao metabolismo de triglicérides em usuárias de COCs, como hipertrigliceridemia persistente e desenvolvimento de pancreatite em pacientes com altos níveis de triglicérides. Foram relatadas ocorrências de aumento dos níveis séricos de lipoproteínas de alta densidade (HDL-colesterol) com o uso de estrogênios, enquanto com progestagênios observou-se a diminuição dos níveis. Alguns progestagênios podem aumentar os níveis de lipoproteínas de baixa densidade (LDL-colesterol) e dificultar o controle das hiperlipidemias. O efeito resultante de um COC depende do equilíbrio atingido entre as doses de estrogênio e progestagênio e da natureza e quantidade absoluta dos progestagênios presentes. A dose dos dois hormônios deve ser levada em conta na escolha de um COC. Mulheres com hiperlipidemias devem ser rigorosamente monitorizadas se utilizarem COCs.
Função hepática: pode ser necessária a interrupção do tratamento com COC na presença de disfunção hepática grave ou até que a função hepática se normalize, pois os hormônios esteroidais podem ser pouco metabolizados nas pacientes com comprometimento da função hepática.
Redução do controle do ciclo: como ocorre com todos os COCs, podem surgir sangramentos irregulares (spotting ou sangramento de escape), especialmente durante os primeiros meses de uso. Portanto, a avaliação de qualquer sangramento irregular somente será significativa após um intervalo de adaptação de cerca de três ciclos.
Se os sangramentos irregulares persistirem ou ocorrerem após ciclos anteriormente regulares, deverão ser consideradas causas não hormonais e, nesses casos, são indicados procedimentos diagnósticos apropriados para exclusão de neoplasia ou gestação. É possível que em algumas usuárias não se produza o sangramento por privação durante o intervalo de pausa. Se a usuária ingeriu os comprimidos segundo as instruções descritas no item “Posologia”, é pouco provável que esteja grávida. Porém, se o COC não tiver sido ingerido corretamente no ciclo em que houve ausência de sangramento por privação ou se não ocorrer sangramento por privação em dois ciclos consecutivos, a possibilidade de gestação deverá ser excluída antes de continuar a utilização do COC.
Depressão: usuárias de COCs com história de depressão devem ser criteriosamente observadas e o tratamento deve ser interrompido em caso de reaparecimento da depressão em grau sério. Pacientes que apresentarem depressão significante durante o tratamento com COC deverão interrompê-lo e utilizar um método contraceptivo alternativo até que seja determinada a causa da depressão.
Níveis de folato: a terapia com COCs pode reduzir os níveis séricos de folato, que terá importância clínica no caso de a usuária vir a engravidar logo após a interrupção do uso de COC.
Retenção de fluidos: cuidado deve ser tomado na prescrição de COCs em usuárias que possam ter suas condições agravadas pela retenção de fluidos.
Tromboembolismo e trombose venosos e arteriais: o uso de COCs está associado ao risco aumentado de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos e arteriais. A redução da exposição aos estrogênios e progestagênios deve estar em conformidade com os bons princípios da terapêutica. Independentemente da combinação específica de estrogênio/progestagênio, a posologia prescrita deve ser sempre da menor quantidade de estrogênio e progestagênio compatível com um baixo índice de falhas e as necessidades individuais de cada paciente.
O início do tratamento com COCs em novas usuárias deve ser sempre com formulações com quantidades menores do que 50 mcg de estrogênio.
Tromboembolismo e trombose venosos: o uso de COCs está associado ao risco aumentado de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos como trombose venosa profunda e embolia pulmonar. As usuárias de qualquer tipo de COC apresentam maior risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos em comparação às não usuárias. O aumento do risco é maior durante o primeiro ano de uso de COC pela paciente. Esse risco aumentado é menor do que o risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos associados à gravidez, estimado em 60 casos por 100.000 mulheres/ano. O tromboembolismo venoso é fatal em 1%-2% dos casos. Foi observado em vários estudos epidemiológicos que as usuárias de COCs com etinilestradiol, na maior parte com doses de 30 mcg, e um progestagênio, como gestodeno, apresentam aumento do risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos em comparação às que utilizam COCs contendo menos de 50 mcg de etinilestradiol e o progestagênio levonorgestrel. Os dados de alguns estudos adicionais não demonstraram aumento do risco. Até o momento, não existem dados sobre o risco comparativo de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos para COCs contendo gestodeno e 20 mcg de etinilestradiol, como DIMINUT®. Para COCs contendo 30 mcg de etinilestradiol combinado ao desogestrel ou gestodeno em comparação aos que possuem menos que 50 mcg de etinilestradiol e levonorgestrel, o risco relativo global estimado de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos varia de 1,5 a 2,0. A incidência de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos para COCs com levonorgestrel combinado com menos de 50 mcg de etinilestradiol é de aproximadamente 20 casos por 100.000 mulheres/ano. Para os COCs com 30 mcg de etinilestradiol associado ao desogestrel ou gestodeno, a incidência é de aproximadamente 30-40 casos por 100.000 mulheres/ano, ou seja, 10-20 casos adicionais por 100.000 mulheres/ano. Essas informações devem ser levadas em conta para a prescrição deste COC e no aconselhamento da paciente na escolha do método contraceptivo. O risco desses eventos tromboembólicos e trombóticos venosos é ainda maior em mulheres com fatores de predisposição para tromboembolismo e trombose venosos, devendo o prescritor tomar muito cuidado com as usuárias que apresentarem as seguintes condições:trombofilias hereditárias ou adquiridas (a história familiar de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos pode indicar a presença de trombofilia hereditária); obesidade; cirurgia ou trauma com maior risco de trombose; parto recente ou aborto no segundo trimestre; imobilização prolongada; idade avançada.
O risco relativo de complicações tromboembólicas pós-operatórias em usuárias de COCs foi relatado como sendo de duas a quatro vezes maior. O risco relativo de trombose venosa em mulheres predispostas é duas vezes maior do que nas que não possuem essas condições. Portanto, recomenda-se que seja descontinuado o tratamento com COCs quatro semanas antes e nas duas semanas posteriores à cirurgia eletiva associada ao aumento do risco de trombose e durante imobilização prolongada. Como pós-parto imediato está associado ao risco aumentado de tromboembolismo, não deve ser iniciado tratamento com COCs antes do 28º dia após o parto ou aborto no segundo trimestre.
Tromboembolismo e trombose arteriais: o uso de COCs está associado ao risco aumentado de eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais, como infarto do miocárdio e AVC. O risco desses eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais é ainda maior em mulheres com fatores de predisposição para tromboembolismo e trombose arterial, devendo o prescritor tomar muito cuidado com as usuárias que apresentarem as seguintes condições: tabagismo; algumas trombofilias adquiridas e hereditárias; hipertensão; hiperlipidemias; obesidade; idade avançada.
O risco de AVC pode ser maior em usuárias de COCs que sofrem de enxaqueca (particularmente enxaqueca com aura).
Lesões oculares: foram relatados casos de trombose retiniana vascular associada ao uso de COCs, que podem resultar em perda total ou parcial da visão. No caso de sinais ou sintomas de alterações visuais, início de proptose ou diplopia, papiledema ou lesões vasculares retinianas, o tratamento com COCs deve ser imediatamente interrompido e a causa, avaliada.
Pressão arterial: foi relatado aumento da pressão arterial em usuárias de COCs. É preferível outro método contraceptivo em pacientes com hipertensão, histórico de hipertensão ou doenças relacionadas à hipertensão (incluindo doenças renais). Se as pacientes hipertensas escolherem o tratamento com COCs, elas deverão ser monitoradas estritamente e, no caso de aumento da pressão arterial, o tratamento com o COC deverá ser interrompido. Na maioria das pacientes, a pressão arterial retorna ao valor basal após a interrupção do tratamento com COC, e não foi observada diferença na ocorrência de hipertensão entre as mulheres que já utilizaram COCs e as que nunca os utilizaram. O uso de COCs está contraindicado em mulheres com hipertensão não controlada.
Tumores: em alguns estudos epidemiológicos, foi relatado aumento do risco de câncer cervical em usuárias de COCs por período prolongado. No entanto, permanece controvérsia sobre a extensão em que essa ocorrência possa ser atribuída aos efeitos do comportamento sexual e a outros fatores, tais como o papilomavírus humano (HPV). Uma meta-análise de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que existe pequeno aumento do risco relativo (RR = 1,24) para câncer de mama diagnosticado em mulheres que estejam usando COCs. Esse aumento desaparece gradualmente em até 10 anos subsequentes à suspensão do uso do COC. Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o aumento no número de diagnósticos de câncer de mama em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao risco total de câncer de mama. Esses estudos não fornecem evidências de causalidade. O padrão observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico precoce de câncer de mama em usuárias de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os casos de câncer de mama diagnosticados em usuárias de primeira vez de COCs tendem a ser clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram COCs. Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos em usuárias de COCs. Em casos isolados, esses tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco de vida para a paciente.
A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no diagnóstico diferencial de usuárias de COCs que apresentarem dor intensa em abdome superior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de hemorragia intra-abdominal.
As usuárias devem ser informadas que os contraceptivos orais não protegem contra infecções causadas pelo HIV (AIDS) e outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

ATENÇÃO: o risco de trombose arterial (derrame cerebral, infarto do miocárdio) associada ao uso de contraceptivos orais combinados aumenta com a idade e o fumo intenso (mais de 15 cigarros por dia). Por essa razão, mulheres acima de 35 anos que utilizam contraceptivos orais devem ser rigorosamente advertidas a não fumar.

 

Gravidez e lactação
Categoria de risco na gravidez: X
DIMINUT® é contraindicado durante a gravidez. Caso a paciente engravide durante o uso de DIMINUT®, deve descontinuar o seu uso. Entretanto, estudos epidemiológicos abrangentes não revelaram risco aumentado de malformações congênitas em crianças nascidas de pacientes que tenham utilizado COC antes da gestação. Também não foram verificados efeitos teratogênicos decorrentes da ingestão acidental de COCs no início da gestação.
Lactação: os COCs administrados no período pós-parto podem interferir na lactação, uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite materno. Fica a critério médico a conveniência do uso de DIMINUT® durante o período de lactação. Pequenas quantidades dos componentes hormonais são excretadas no leite de lactantes.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
As interações medicamentosas entre contraceptivos orais e outros fármacos podem produzir sangramento de escape e/ou diminuição da eficácia do contraceptivo oral. As interações listadas a seguir estão relatadas na literatura.
Metabolismo hepático: interações podem ocorrer com fármacos que induzem as enzimas microssomais, podendo resultar em aumento da depuração dos hormônios sexuais como, por exemplo, fenitoínas, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e também possivelmente com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, ritonavir, griseofulvina e produtos contendo erva-de-são-joão.
Interferência na circulação êntero-hepática: alguns relatos clínicos sugerem que a circulação êntero-hepática de estrogênios pode diminuir quando certos antibióticos, como as penicilinas e tetraciclinas, são administrados concomitantemente, podendo reduzir as concentrações do etinilestradiol. Usuárias sob tratamento com qualquer uma das substâncias acima citadas devem utilizar temporária e adicionalmente um método contraceptivo de barreira ou escolher um outro método contraceptivo. Durante o período em que a usuária estiver fazendo uso de algum medicamento indutor das enzimas microssomais, o método de barreira deverá ser usado concomitantemente, assim como nos 28 dias posteriores à sua descontinuação. As usuárias tratadas com antibióticos devem utilizar o método de barreira durante esse tratamento e ainda por sete dias após a descontinuação da antibioticoterapia, exceto com rifampicina e griseofulvina, que são indutores de enzimas microssomais, para os quais deve-se manter o uso de método de barreira por 28 dias após sua descontinuação. Se a necessidade de utilização do método de barreira estender-se além do final da cartela do COC, a paciente deverá iniciar a cartela seguinte imediatamente após o término da cartela em uso, sem proceder ao intervalo de pausa habitual de sete dias.
Contraceptivos orais podem interferir no metabolismo de outros fármacos, consequentemente, as concentrações plasmática e tecidual podem ser afetadas.
Algumas substâncias podem aumentar as concentrações séricas do etinilestradiol, como atorvastatina, ácido ascórbico e paracetamol; e fármacos inibidores das isoenzimas 3A4 do citocromo P450, como indinavir, fluconazol e troleandomicina.
O etinilestradiol pode interferir no metabolismo de outros fármacos como ciclosporina, teofilina e corticosteroides, causando aumento ou diminuição de suas concentrações plasmáticas.
As pacientes que utilizam tratamento concomitante com modafinila e contraceptivos devem ser advertidas a utilizar um método contraceptivo alternativo não hormonal para controle da natalidade. As pacientes devem ser monitoradas quanto aos sinais de sangramento e/ou gravidez.

 

REAÇÕES ADVERSAS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS
Caso ocorram sinais de processos tromboembólicos (dor abdominal repentina, severa ou contínua, cefaleia severa ou repentina, perda de coordenação, dor no peito, dor nas pernas, respiração ofegante inexplicada, alterações repentinas da visão e fraqueza), a medicação deverá ser suspensa e o médico, informado.
Foram observadas as seguintes reações adversas em usuárias de COCs, sem que a exata relação de causalidade tenha sido estabelecida: Distúrbios nos olhos: intolerância a lentes de contato. Distúrbios gastrintestinais: náusea, vômito, dor abdominal, diarreia. Distúrbios no sistema imunológico: hipersensibilidade. Distúrbios metabólicos e nutricionais: retenção de líquido, aumento ou diminuição de peso corporal. Distúrbios no sistema nervoso: cefaleia, enxaqueca, alterações da libido, estados depressivos, alterações de humor. Distúrbios no sistema reprodutivo e nas mamas: hipersensibilidade, dor, hipertrofia ou secreção nas mamas, secreção vaginal. Distúrbios cutâneos e nos tecidos subcutâneos: erupção cutânea, urticária, eritema nodoso ou multiforme.
Interação com testes laboratoriais
Alguns testes de função hepática e endócrina podem ser afetados pelos contraceptivos orais: aumento de protrombina e de fatores VII, VIII e IX; aumento da TBG e redução da captação de T3 livre; hormônios sexuais ligados às proteínas elevadas; HDL-C e triglicérides aumentados; diminuição da tolerância à glicose; níveis de folatos séricos deprimidos. As alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial considerado normal.

 

POSOLOGIA
Iniciar o tratamento no primeiro dia de sangramento, administrando um comprimido ao dia durante 21 dias consecutivos, sempre no mesmo horário. Ao término da cartela, realizar pausa de sete dias e, no oitavo dia, reiniciar o tratamento com nova cartela. Realizar o mesmo procedimento nos ciclos subsequentes. Se não ocorrer o sangramento nesse intervalo, deverá ser verificada a possibilidade de gravidez.
DIMINUT® é eficaz a partir do primeiro dia de tratamento se os comprimidos forem tomados a partir do primeiro dia do ciclo, como descrito. Podem ocorrer em casos isolados sangramento por disrupção e spotting, principalmente durante os três primeiros meses de utilização de DIMINUT®, que, geralmente, cessa espontaneamente. A paciente deve, entretanto, continuar o tratamento com DIMINUT® em caso de sangramento irregular. Caso o sangramento persista ou recorra, faz-se necessário diagnóstico apropriado a fim de excluir causas orgânicas.
Também devem ser investigados os sangramentos irregulares quando ocorrerem em vários ciclos consecutivos ou pela primeira vez após uso prolongado de DIMINUT®.
Início de uso: no caso de a paciente não ter utilizado contraceptivo hormonal no mês anterior, a ingestão deverá se iniciar no primeiro dia do ciclo (primeiro dia de sangramento menstrual).
Mudança de outro contraceptivo oral combinado: a paciente deve começar a tomar DIMINUT® preferencialmente no dia posterior à ingestão do último comprimido ativo do contraceptivo anterior ou, no máximo, no dia seguinte ao último dia de pausa ou de ingestão dos comprimidos inativos.
Mudança de método contraceptivo contendo somente progestagênio (minipílula, injeção, implante ou sistema intrauterino – SIU): a paciente pode começar a tomar DIMINUT® em qualquer dia, no caso da minipílula; no dia da retirada do implante ou do SIU ou no dia previsto para a próxima injeção. Nesses casos, é recomendada a utilização adicional de método contraceptivo de barreira nos primeiros sete dias de ingestão.
Após abortamento no primeiro trimestre: DIMINUT® pode ser iniciado imediatamente, sem a necessidade de medidas contraceptivas adicionais.
Após parto ou abortamento no segundo trimestre: após parto ou abortamento no segundo trimestre, a usuária deve ser aconselhada a iniciar o COC no período entre o 21° e o 28° dia após o procedimento. Se começar em período posterior, a usuária deverá ser aconselhada a utilizar adicionalmente um método de barreira nos sete dias iniciais de ingestão. Caso a mulher já tenha tido relação sexual, certificar-se de que não esteja grávida antes de iniciar o uso do COC ou, então, aguardar a primeira menstruação. Deve-se considerar que a administração de contraceptivos orais no período imediatamente após o parto ou abortamento aumenta o risco de ocorrência de doenças tromboembólicas.
Esquecimento de dose: se a paciente esquecer-se de tomar um comprimido no horário habitual, deverá tomá-lo no período de 12 horas subsequentes. Se houver transcorrido menos de 12 horas do horário habitual de ingestão, a proteção contraceptiva não será reduzida. A usuária deve ingerir imediatamente o comprimido esquecido e continuar o restante da cartela no horário habitual. Se houver transcorrido mais de 12 horas, a usuária deverá ingerir imediatamente o comprimido esquecido, mesmo que isso signifique a ingestão simultânea de dois comprimidos. Os comprimidos restantes devem ser tomados no horário habitual. Nesse caso, a proteção contraceptiva pode estar reduzida, devendo ser empregados, adicionalmente, métodos contraceptivos de barreira (por exemplo, diafragma associado a espermicida ou preservativo masculino) por sete dias. Não devem ser utilizados os métodos de ritmo (tabelinha) e da temperatura. A ingestão de DIMINUT® nunca deve ser interrompida por mais de sete dias contínuos. Para que ocorra a supressão adequada do eixo hipotálamo-hipófise-ovário são necessários sete dias ininterruptos de ingestão de DIMINUT®.
Em casos de distúrbios gastrintestinais: se ocorrerem diarreia severa ou vômitos dentro de três a quatro horas após a ingestão de DIMINUT®, as substâncias ativas podem não ter sido absorvidas adequadamente. Deve-se recomendar à paciente que ingira um comprimido adicional de DIMINUT®. Porém, deve-se continuar o tratamento a fim de evitar sangramento prematuro por privação e, adicionalmente, usar um método contraceptivo não hormonal, com exceção dos métodos de ritmo (tabelinha) e da temperatura, até o final do ciclo. Se a disfunção gastrintestinal for prolongada, deve-se considerar a mudança para outro método de contracepção.

 

SUPERDOSAGEM
A superdosagem pode causar náuseas e vômitos e, em algumas mulheres, pode ocorrer sangramento por supressão. Pode-se considerar que os procedimentos usuais de lavagem gástrica e os tratamentos de suporte sejam adequados para os casos de superdosagem.
Não foram relatados efeitos graves na ingestão aguda de grandes doses orais por crianças.

 

PACIENTES IDOSOS
A eficácia e segurança de DIMINUT® foram estabelecidas para mulheres em idade fértil.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
MS n°: 1.0033.0084
Farmacêutica responsável: Cintia Delphino de Andrade – CRF-SP n°: 25.125
LIBBS FARMACÊUTICA LTDA.
Rua Raul Pompeia, 1071 – São Paulo – SP
CEP: 05025-011
CNPJ: 61.230.314/0001-75
INDÚSTRIA BRASILEIRA
www.libbs.com.br
Data de fabricação, lote e validade: vide cartucho.
DIMIN_3A
– 8 –

Bula do Diane 35 (Anticoncepcional)

Diane-35Bula do Diane® 35:

35 mg
acetato de ciproterona
etinilestradiol
Informação importante! Leia com atenção!

 

Forma farmacêutica:
drágea

 

Apresentação:
cartucho contendo 1 (3 ou 50) blíster(es)-calendário com 21 drágeas
Uso Adulto

 

Composição:
Cada drágea contém 2,0 mg de acetato de ciproterona e 0,035 mg de
etinilestradiol.
Excipientes: lactose, amido, povidona, talco, estearato de magnésio, sacarose,
macrogol, carbonato de cálcio, dióxido de titânio, glicerol, cera montanglicol,
pigmentos de óxido de ferro amarelo e vermelho
Informações à paciente:
Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações
contidas na bula, verificar o prazo de validade, o conteúdo e a integridade
da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para
qualquer consulta que se faça necessária.

Leia com atenção o Informativo DianeÒ 35 (no verso da bula) antes de usar
o produto, pois contém informações sobre os benefícios e os riscos
associados ao uso de medicamentos do tipo de DianeÒ 35. Você também
encontrará informações sobre o uso adequado de Diane® 35 e sobre a
necessidade de consultar o seu médico regularmente. Converse com o seu
médico para obter maiores esclarecimentos sobre a ação do produto e sua
utilização.


Cuidados de armazenamento

O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
Proteger da umidade.


Prazo de validade
Ao adquirir o medicamento confira sempre o prazo de validade indicado na
embalagem externa.
Nunca use medicamento com prazo de validade vencido.

 

Informações técnicas:
Características:
 Farmacodinâmica
A unidade pilossebácea, constituída pela glândula sebácea e pelo folículo piloso,
é um componente da pele sensível à ação de andrógenos. Acne, seborréia,
hirsutismo e alopecia androgênica são condições clínicas resultantes de
alterações neste órgão alvo que podem ser causadas pelo aumento da
sensibilidade ou níveis elevados de andrógeno no plasma. Ambas as
substâncias contidas em DianeÒ 35 influenciam, beneficamente, o estado
hiperandrogênico: o acetato de ciproterona, um antagonista competitivo do
receptor de andrógeno, apresenta efeito inibitório nas células alvo e produz
diminuição da concentração de andrógeno no sangue através de um efeito
antigonadotrópico. Este efeito antigonadotrópico é ampliado pelo etinilestradiol
que regula o aumento e a síntese de globulinas de ligação aos hormônios
sexuais (SHBG) no plasma. Desse modo, reduz o andrógeno livre
biologicamente presente na circulação sangüínea. O tratamento com DianeÒ 35
leva, geralmente após 3 a 4 meses de terapia, à resolução das erupções da
acne preexistente. A oleosidade excessiva dos cabelos e da pele geralmente
desaparece mais cedo. A alopecia, freqüentemente acompanhada de seborréia,
diminui do mesmo modo. Em mulheres que exibem formas leves de hirsutismo e,
em particular, nos casos de leve aumento de pêlos faciais, os resultados apenas
tornam-se aparentes após vários meses de tratamento.
O efeito contraceptivo de DianeÒ 35 baseia-se na interação de diversos fatores,
sendo que os mais importantes são inibição da ovulação e alterações na
secreção cervical. Além da ação contraceptiva, as combinações
estrogênio/progestógeno apresentam diversas propriedades positivas. O ciclo
menstrual torna-se mais regular, a menstruação apresenta-se freqüentemente
menos dolorosa e o sangramento menos intenso, o que, neste último caso, pode
reduzir a possibilidade de ocorrência de deficiência de ferro.


 

Farmacocinética
– Acetato de ciproterona
Absorção:
O acetato de ciproterona, administrado por via oral, é rápida e completamente
absorvido. Os níveis séricos máximos de 15 ng/ml são alcançados em cerca de
1,6 h após administração de dose única. A biodisponibilidade é de cerca de 88%.

 

Distribuição:
O acetato de ciproterona liga-se quase que exclusivamente à albumina sérica.
Cerca de 3,5 a 4,0% das concentrações séricas totais do acetato de ciproterona
apresentam-se sob a forma livre. O aumento nos níveis de SHBG (globulinas de
ligação aos hormônios sexuais) induzido pelo etinilestradiol não afeta a ligação
do acetato de ciproterona à proteína sérica. O volume aparente de distribuição
do acetato de ciproterona é de cerca de 986 ± 437 L.

 

Metabolismo:
O acetato de ciproterona é quase que completamente metabolizado. O
metabólito principal no plasma foi identificado como 15-beta-OH-CPA, o qual é
formado via enzima CYP3A4 do citocromo P450. A taxa de depuração a partir do
soro é de cerca de 3,6 ml/min/kg.

 

Eliminação:
Os níveis séricos do acetato de ciproterona diminuem em duas fases,
caracterizadas por meias-vidas de cerca de 0,8 horas e 2,3 – 3,3 dias. O acetato
de ciproterona é parcialmente excretado na forma inalterada. Seus metabólitos
são excretados pelas vias urinária e biliar na proporção de 1:2. A meia-vida de
excreção dos metabólitos é de cerca de 1,8 dias.
Condições no estado de equilíbrio:
A farmacocinética do acetato de ciproterona não é influenciada pelos níveis de
SHBG. Após ingestão diária, os níveis séricos do acetato de ciproterona
aumentam cerca de 2,5 vezes, atingindo as condições do estado de equilíbrio
durante a segunda metade de um ciclo de tratamento.
– Etinilestradiol

 

Absorção:
O etinilestradiol, administrado por via oral, é rápida e completamente absorvido.
Níveis séricos máximos de cerca de 71 pg/ml são alcançados em 1,6 horas.
Durante a absorção e metabolismo de primeira passagem, o etinilestradiol é
metabolizado extensivamente, resultando em biodisponibilidade oral média de
aproximadamente 45%, com ampla variação interindividual de cerca de 20 a
65%.

 

Distribuição:
O etinilestradiol liga-se alta e inespecíficamente à albumina sérica
(aproximadamente 98%) e induz aumento das concentrações séricas de SHBG.
Foi determinado ovolume aparente de distribuição de cerca de 2,8 a 8,6 L/kg.

 

Metabolismo:
O etinilestradiol está sujeito à conjugação pré-sistêmica, tanto na mucosa do
intestino delgado como no fígado. É metabolizado principalmente por
hidroxilação aromática, mas com formação de diversos metabólitos hidroxilados
e metilados que estão presentes nas formas livre e conjugada com glicuronídios
e sulfato. A taxa de depuração do etinilestradiol é de cerca de 2,3 a 7 ml/min/kg.
Eliminação:
Os níveis séricos de etinilestradiol diminuem em duas fases de disposição,
caracterizadas por meias-vidas de cerca de 1 hora e 10 a 20 horas,
respectivamente. O etinilestradiol não é eliminado na forma inalterada; seus
metabólitos são eliminados com meia-vida de aproximadamente um dia. A
proporção de excreção é de 4 (urina): 6 (bile).
Condições no estado de equilíbrio:
As condições no estado de equilíbrio são alcançadas durante a segunda metade
de um ciclo de tratamento, quando os níveis séricos de etinilestradiol elevam-se
em 60%, comparados com dose única.
 Dados de segurança pré-clínica
– Etinilestradiol
O perfil de toxicidade do etinilestradiol é bem conhecido. Não há dados de
relevância pré-clínica, que forneçam informações adicionais de segurança, além
daquelas mencionadas em outros itens desta bula.
– Acetato de ciproterona

 

Toxicidade sistêmica
Dados pré-clínicos não demonstram risco específico para humanos, baseados
em estudos convencionais de toxicidade de dose repetida.
Embriotoxicidade/teratogenicidade
Investigações sobre a embriotoxicidade, utilizando a associação das duas
substâncias ativas, não mostraram sinais indicativos de efeitos teratogênicos,
seguindo o tratamento durante a organogênese, antes do desenvolvimento dos
órgãos genitais externos. A administração de doses elevadas de acetato de
ciproterona durante a fase de diferenciação sexual, que é dependente de
hormônios, promoveu sinais de feminilização em fetos masculinos. A observação
do recém-nascido do sexo masculino, exposto ao acetato de ciproterona no
útero, não mostrou quaisquer sinais de feminilização. Entretanto, a gravidez é
uma contra-indicação ao uso de Diane® 35.
Genotoxicidade e carcinogenicidade
Reconhecidos testes de primeira linha para genotoxicidade apresentaram
resultados negativos, quando conduzidos com acetato de ciproterona. No
entanto, testes posteriores mostraram que o acetato de ciproterona foi capaz de
produzir aductos com DNA (e um aumento da atividade reparadora do DNA) em
células hepáticas de ratos e macacos e também em hepatócitos humanos
recém-isolados; o nível de aducto-DNA em células hepáticas de cães foi
extremamente baixo.
Esta formação de aducto-DNA ocorreu em exposições sistêmicas que poderiam
ser esperadas de ocorrer em regimes de dose recomendada de acetato de
ciproterona. As conseqüências in vivo, do tratamento com acetato de
ciproterona, foram o aumento da incidência de lesões hepáticas focais,
possivelmente pré-neoplásicas, nas quais as enzimas celulares foram alteradas
em ratas e um aumento da freqüência de mutação em ratas transgênicas,
portadoras de um gene bacteriano como alvo para mutações.
A experiência clínica e ensaios epidemiológicos bem conduzidos até o momento
não apoiariam uma incidência aumentada de tumores hepáticos no homem.
Investigações sobre a tumorigenicidade do acetato de ciproterona em roedores
não revelaram qualquer sinal indicativo de potencial tumorigênico específico.
Entretanto, deve-se ter em mente que esteróides sexuais podem estimular o
crescimento de certos tecidos e tumores dependentes de hormônio.
Em geral, os achados disponíveis não mostram qualquer objeção ao uso de
Diane® 35 em humanos, se utilizado de acordo com as instruções para a
indicação e na dose recomendada.

 

Indicações:
Para o tratamento de distúrbios andrógeno-dependentes na mulher, tais como a
acne, principalmente nas formas pronunciadas e naquelas acompanhadas de
seborréia, inflamações ou formações de nódulos (acne papulopustulosa, acne
nodulocística); alopecia androgênica; casos leves de hirsutismo; síndrome de
ovários policísticos (SOP).

 

Contra-indicações:
Medicamentos contendo combinações de estrogênio/progestógeno não
devem ser utilizados na presença das seguintes condições:
– presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos
arteriais ou venosos, como, por exemplo, trombose venosa profunda,
embolia pulmonar, infarto do miocárdio ou de acidente vascular
cerebral;
– presença ou história de sintomas e/ou sinais prodrômicos de trombose
(por exemplo: episódio isquêmico transitório, angina pectoris);
– história de enxaqueca com sintomas neurológicos focais;
– diabetes melitus com alterações vasculares;
– a presença de um fator de risco grave ou múltiplos fatores de risco para
a trombose arterial ou venosa também pode representar uma contraindicação
(veja item “Precauções e advertências”);
– presença ou história de pancreatite associada à hipertrigliceridemia
grave;
– presença ou história de doença hepática grave, enquanto os valores da
função hepática não retornarem ao normal;
– presença ou história de tumores hepáticos (benignos ou malignos);
– diagnóstico ou suspeita de neoplasias dependentes de esteróides
sexuais (por exemplo, dos órgãos genitais ou das mamas);
– sangramento vaginal não-diagnosticado;
– suspeita ou diagnóstico de gravidez;
– lactação;
– hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos
componentes do produto.
Se qualquer uma das condições citadas anteriormente ocorrer pela
primeira vez durante o uso de medicamentos contendo combinações de
estrogênio/progestógeno, a sua utilização deve ser descontinuada
imediatamente.
O produto não está indicado para pacientes do sexo masculino.

 

Precauções e advertências:
“Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com
cautela em portadores de diabetes.”
A experiência clínica e epidemiológica com medicamentos contendo
combinações de estrogênio/progestógeno, como no caso de DianeÒ 35,
baseia-se, predominantemente, nos contraceptivos orais combinados
(COCs). Portanto, as precauções abaixo relacionadas com o uso de COC
também se aplicam ao produto DianeÒ 35.
Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco
mencionados a seguir, os benefícios da utilização de DianeÒ 35 devem ser
avaliados frente aos possíveis riscos para cada paciente individualmente e
discutidos com a mesma antes de optar pelo início de sua utilização. Em
casos de agravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de
qualquer uma dessas condições ou fatores de risco, a paciente deve entrar
em contato com seu médico. Nesses casos, a continuação do uso de
DianeÒ 35 deve ficar a critério médico.


Distúrbios circulatórios
Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de COCs e
um aumento do risco de distúrbios tromboembólicos e trombóticos
arteriais e venosos, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral,
trombose venosa profunda e embolia pulmonar. A ocorrência destes
eventos é rara.
Durante o emprego de quaisquer COCs, pode ocorrer tromboembolismo
venoso (TEV) que se manifesta como trombose venosa profunda e/ou
embolia pulmonar. O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso é
mais elevado durante o primeiro ano de uso em usuárias de primeira vez de
COC. A incidência aproximada de TEV em usuárias de contraceptivos orais
contendo estrogênio em baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) é de até 4
por 10.000 usuárias ao ano. Em não-usuárias de COCs, esta incidência é de
0,5 a 3 por 10.000 mulheres ao ano. A incidência de TEV associada à
gestação é de 6 por 10.000 gestantes ao ano.
Em casos extremamente raros, tem sido observada a ocorrência de
trombose em outros vasos sangüíneos como, por exemplo, em veias e
artérias hepáticas, mesentéricas, renais, cerebrais ou retinianas em
usuárias de COCs. Não há consenso sobre a associação da ocorrência
destes eventos e o uso de COCs.
Sintomas de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou
venosos, ou de acidente vascular cerebral, podem incluir: dor e/ou inchaço
unilateral em membro inferior; dor torácica aguda e intensa, com ou sem
irradiação para o braço esquerdo; dispnéia aguda; tosse de início abrupto;
cefaléia não-habitual, intensa e prolongada; perda repentina da visão,
parcial ou total; diplopia; distorções na fala ou afasia; vertigem; colapso,
com ou sem convulsão focal; fraqueza, diminuição da sensibilidade ou da
força motora afetando, de forma repentina, um lado ou uma parte do corpo;
distúrbios motores; abdome agudo.
O risco de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos,
ou de acidente vascular cerebral, aumenta com os seguintes fatores: idade;
tabagismo (com consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco
torna-se ainda maior, especialmente em mulheres com idade superior a 35
anos); história familiar positiva (isto é, tromboembolismo arterial ou
venoso detectado em um(a) irmão(ã) ou em um dos progenitores em idade
relativamente jovem) – se há suspeita de predisposição hereditária, a
paciente deve ser encaminhada a um especialista antes de decidir pelo uso
de qualquer COC; obesidade (índice de massa corpórea superior a 30
kg/m²); dislipoproteinemia; hipertensão; enxaqueca; valvopatia; fibrilação
atrial; imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, qualquer
intervenção cirúrgica em membros inferiores ou trauma extenso. Nestes
casos, é aconselhável descontinuar o uso do COC (em caso de cirurgia
programada, é aconselhável descontinuar o uso do COC com, pelo menos,
quatro semanas de antecedência) e não reiniciá-lo até, pelo menos, duas
semanas após o restabelecimento.
Não há consenso quanto a possível influência de veias varicosas e de
tromboflebite superficial na gênese do tromboembolismo venoso.
Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo no puerpério
(veja item “Gravidez e lactação”).
Outras condições clínicas que também têm sido associadas aos eventos
adversos circulatórios são: diabetes melitus, síndrome do ovário
policístico, lupus eritematoso sistêmico, síndrome hemolítico-urêmica,
patologia intestinal inflamatória crônica (doença de Crohn ou colite
ulcerativa) e anemia falciforme.
O aumento da freqüência ou da intensidade de enxaquecas durante o uso
de COCs pode ser motivo para a suspensão imediata do mesmo, dada a
possibilidade deste quadro representar o início de um evento vascular
cerebral.
Os fatores bioquímicos que podem indicar predisposição hereditária ou
adquirida para trombose arterial ou venosa incluem: resistência à proteína
C ativada (PCA), hiper-homocisteinemia, deficiências de antitrombina III, de
proteína C e de proteína S, anticorpos antifosfolipídios (anticorpos
anticardiolipina, anticoagulante lúpico).
Na avaliação da relação risco-benefício, o médico deve considerar que o
tratamento adequado de uma condição clínica pode reduzir o risco
associado de trombose e que o risco associado à gestação é mais elevado
do que aquele associado ao uso de COCs de baixa dose (< 0,05 mg de
etinilestradiol).

 

 Tumores
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção
persistente por HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos
epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado
pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo
controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída
aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de citologia cervical e
do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de
barreira. Uma meta-análise de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que
existe pequeno aumento do risco relativo (RR = 1,24) para câncer de mama
diagnosticado em mulheres que estejam usando COCs. Este aumento
desaparece gradualmente nos 10 anos subseqüentes à suspensão do uso
do COC. Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com idade
inferior a 40 anos, o aumento no número de diagnósticos de câncer de
mama em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao
risco total de câncer de mama. Estes estudos não fornecem evidências de
causalidade. O padrão observado de aumento do risco pode ser devido ao
diagnóstico precoce de câncer de mama em usuárias de COCs, aos efeitos
biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os casos de câncer de
mama diagnosticados em usuárias de primeira vez de COCs tendem a ser
clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres que
nunca utilizaram COCs.
Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais
raramente, malignos em usuárias de COCs. Em casos isolados, estes
tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco de vida para
a paciente. A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no
diagnóstico diferencial de usuárias de COCs que apresentarem dor intensa
em abdome superior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de
hemorragia intra-abdominal.

 

 Outras condições
Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com história familiar da mesma,
podem apresentar risco aumentado de desenvolver pancreatite durante o
uso de COC. Embora tenham sido relatados discretos aumentos da
pressão arterial em muitas usuárias de COCs, os casos de relevância
clínica são raros. Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção de
hipertensão clinicamente significativa, é prudente que o médico
descontinue o uso do produto e trate a hipertensão. Se for considerado
apropriado, o uso do COC pode ser reiniciado, caso os níveis pressóricos
se normalizem com o uso de terapia anti-hipertensiva.
Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto
durante a gestação quanto durante o uso de COC, no entanto, a evidência
de uma associação com o uso de COC é inconclusiva: icterícia e/ou prurido
relacionados à colestase; formação de cálculos biliares; porfiria; lupus
eritematoso sistêmico; síndrome hemolítico-urêmica; coréia de Sydenham;
herpes gestacional; perda da audição relacionada com a otosclerose. Em
mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem
induzir ou intensificar os sintomas de angioedema. Os distúrbios agudos
ou crônicos da função hepática podem requerer a descontinuação do uso
de COC, até que os marcadores da função hepática retornem aos valores
normais. A recorrência de icterícia colestática que tenha ocorrido pela
primeira vez durante a gestação, ou durante o uso anterior de esteróides
sexuais, requer a descontinuação do uso de COCs.
Embora os COCs possam exercer efeito sobre a resistência periférica à
insulina e sobre a tolerância à glicose, não há qualquer evidência da
necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias de COCs de
baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) que sejam diabéticas. Entretanto,
deve-se manter cuidadosa vigilância enquanto estas pacientes estiverem
utilizando COCs.
O uso de COCs tem sido associado à doença de Crohn e à colite ulcerativa.
Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma, sobretudo em usuárias com
história de cloasma gravídico. Mulheres predispostas ao desenvolvimento
de cloasma devem evitar exposição ao sol ou à radiação ultravioleta
enquanto estiverem usando COCs.
Caso as pacientes que sofrem de hirsutismo tenham os sintomas
desenvolvidos ou aumentados substancialmente, as causas (tumor
produtor de andrógeno, defeito da enzima adrenal) devem ser esclarecidas
através de diagnósticos diferenciais.


Consultas/exames médicos

Antes de iniciar ou retomar o tratamento com DianeÒ 35, é necessário obter
história clínica detalhada e realizar exame clínico completo, considerando
os itens descritos em “Contra-indicações” e “Precauções e advertências”;
estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente durante a
terapia com DianeÒ 35. A avaliação médica periódica é igualmente
importante porque as contra-indicações (por exemplo, episódio isquêmico
transitório, etc.) ou fatores de risco (por exemplo, história familiar de
trombose arterial ou venosa) podem aparecer pela primeira vez durante a
utilização de medicamentos contendo combinações
estrogênio/progestógeno. A freqüência e a natureza destas avaliações
devem ser baseadas nas condutas médicas estabelecidas e adaptadas a
cada paciente, mas devem, em geral, incluir atenção especial à pressão
arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical.
As pacientes devem ser informadas que medicamentos do tipo de DianeÒ
35 não protegem contra infecções causadas pelo HIV (AIDS) e outras
doenças sexualmente transmissíveis.


Redução da eficácia
O efeito contraceptivo de DianeÒ 35 pode ser reduzido nos casos de
esquecimento de tomada de drágeas, distúrbios gastrintestinais ou
tratamento concomitante com outros medicamentos (veja itens
“Posologia” e “Interações medicamentosas”).
 Redução do controle do ciclo
Como ocorre com todos os medicamentos contendo combinações
estrogênio/progestógeno, podem surgir sangramentos irregulares
(gotejamento ou sangramento de escape), especialmente durante os
primeiros meses de uso. Portanto, a avaliação de qualquer sangramento
irregular somente será significativa após um intervalo de adaptação de
cerca de três ciclos.
Se os sangramentos irregulares persistirem ou ocorrerem após ciclos
anteriormente regulares, devem ser consideradas causas não-hormonais e,
nestes casos, são indicados procedimentos diagnósticos apropriados para
exclusão de neoplasia ou gestação. Estas medidas podem incluir a
realização de curetagem.
É possível que em algumas usuárias não ocorra o sangramento por
privação durante o intervalo de pausa. Se a paciente ingeriu as drágeas
segundo as instruções descritas no item “Posologia e Modo de Usar”, é
pouco provável que esteja grávida. Porém, se o COC não tiver sido ingerido
corretamente no ciclo em que houve ausência de sangramento por
privação ou se não ocorrer sangramento por privação em dois ciclos
consecutivos, deve-se excluir a possibilidade de gestação antes de
continuar a utilização do COC.

 

Gravidez e lactação
A administração de DianeÒ 35 é contra-indicada durante a gestação. Caso a
usuária engravide durante o uso de DianeÒ 35, deve-se descontinuar o seu
uso.
A administração de DianeÒ 35 também é contra-indicada durante a
lactação. O acetato de ciproterona é excretado com o leite materno. Cerca
de 0,2% da dose materna irá atingir o neonato através do leite, em uma
proporção de cerca de 1 mcg/kg. Durante o período de lactação, 0,02% da
dose materna diária de etinilestradiol poderia ser transferida ao neonato
através do leite materno.

 

Interações medicamentosas:
As interações medicamentosas entre medicamentos contendo
combinações estrogênio/progestógeno, como a contida em DianeÒ 35, e
outros fármacos podem produzir sangramento de escape e/ou diminuição
da eficácia do contraceptivo oral. As seguintes interações encontram-se
relatadas na literatura.
 Metabolismo hepático: interações podem ocorrer com fármacos que
induzem as enzimas microssomais, o que pode resultar em aumento da
depuração dos hormônios sexuais (exemplo: com fenitoína, barbitúricos,
primidona, carbamazepina, rifampicina e também possivelmente com
oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo
Erva de São João). Além disso, foi relatado que inibidores de protease (por
exemplo: ritonavir) e inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa
(por exemplo: nevirapina), assim como combinações dos mesmos, para
tratamento de infecção por HIV, interferem potencialmente no metabolismo
hepático.
 Interferência com a circulação êntero-hepática: alguns relatos
clínicos sugerem que a circulação êntero-hepática de estrogênios pode
diminuir quando certos antibióticos, como as penicilinas e tetraciclinas,
são administrados concomitantemente, podendo reduzir as concentrações
do etinilestradiol.
Pacientes sob tratamento com qualquer uma das substâncias acima
citadas devem utilizar temporária e adicionalmente um método
contraceptivo de barreira ou escolher um outro método contraceptivo.
Durante o período em que estiver fazendo uso de algum medicamento
indutor das enzimas microssomais, o método de barreira deve ser usado
concomitantemente, assim como nos 28 dias posteriores à sua
descontinuação. As pacientes tratadas com antibióticos devem utilizar o
método de barreira durante o tratamento com os mesmos e ainda por 7
dias após a descontinuação da antibioticoterapia, exceto com rifampicina e
griseofulvina, que são indutores de enzimas microssomais para os quais
se deve manter o uso de método de barreira por 28 dias após a
descontinuação dos mesmos. Se a necessidade de utilização do método de
barreira estender-se além do final da cartela de DianeÒ 35, a paciente
deverá iniciar a cartela seguinte imediatamente após o término da cartela
em uso, sem proceder ao intervalo de pausa habitual de 7 dias.
Medicamentos contendo combinações estrogênio/progestógeno, como a
contida em DianeÒ 35, podem afetar o metabolismo de alguns outros
fármacos. Conseqüentemente, as concentrações plasmática e tecidual
podem aumentar (por exemplo, ciclosporina) ou diminuir (por exemplo,
lamotrigina).
Deve-se avaliar também as informações contidas na bula do medicamento
utilizado concomitantemente a fim de identificar interações em potencial.

 

Reações adversas:
Para informações mais detalhadas sobre reações adversas graves,
consultar o item “Precauções e advertências”.
Foram observadas as seguintes reações adversas em usuárias de DianeÒ
35, sem que a exata relação de causalidade tenha sido estabelecida*:
Classificação por
sistema corpóreo
Freqüente
(≥ 1/100) Pouco
freqüente
(≥ 1/1.000 e <
1/100)
Raro (< 1/1.000)
Distúrbios nos olhos intolerância a
18
lentes de contato
Distúrbios
gastrintestinais
náuseas, dor
abdominal
vômitos,
diarréia
Distúrbios no sistema
imunológico
hipersensibilidade
Investigações aumento de peso
corporal
diminuição de peso
corporal
Distúrbios
metabólicos e
nutricionais
retenção de
líquido
Distúrbios no sistema
nervoso
Cefaléia enxaqueca
Distúrbios
psiquiátricos
estados
depressivos,
alterações de
humor
diminuição da
libido
aumento da libido
Distúrbios no sistema
reprodutivo e nas
mamas
dor e
hipersensibilidade
dolorosa nas
mamas
hipertrofia
mamária
secreção vaginal,
secreção das
mamas
Distúrbios cutâneos e
nos tecidos
subcutâneos
erupção
cutânea,
urticária
eritema nodoso,
eritema multiforme
*Foi utilizado o termo MedDRA (versão 7.0) mais apropriado para descrever
uma determinada reação. Sinônimos ou condições relacionadas não foram
listados, mas também devem ser considerados.
Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem
induzir ou intensificar os sintomas de angioedema.

Alterações em exames laboratoriais:
O uso de esteróides presentes em DianeÒ 35 pode influenciar os resultados
de certos exames laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das
funções hepática, tiroidiana, adrenal e renal; níveis plasmáticos de
proteínas (transportadoras), por exemplo, globulina de ligação a
corticosteróides e frações lipídicas/lipoprotéicas; parâmetros do
metabolismo de carboidratos e parâmetros da coagulação e fibrinólise. As
alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial
considerado normal.

 

Posologia:
DianeÒ 35 deve ser tomado regularmente, a fim de alcançar a eficácia
terapêutica e o efeito contraceptivo. O uso de contracepção hormonal deve ser
descontinuado antes do uso de DianeÒ 35. O regime posológico de DianeÒ 35 é
similar ao da maioria dos contraceptivos orais combinados. Portanto, as mesmas
regras de administração devem ser seguidas. Contraceptivos orais combinados,
quando usados corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao
ano.
A ingestão irregular pode levar a sangramentos intermenstruais, além de reduzir
a eficácia terapêutica e o efeito contraceptivo de DianeÒ 35.
 Como tomar as drágeas
As drágeas devem ser ingeridas na ordem indicada na cartela, por 21 dias
consecutivos, mantendo-se aproximadamente o mesmo horário e, se necessário,
com pequena quantidade de líquido. Cada nova cartela é iniciada após um
intervalo de pausa de 7 dias sem a ingestão de drágeas, durante o qual deve
ocorrer sangramento por privação hormonal (em 2-3 dias após a ingestão da
última drágea). Este sangramento pode não haver cessado antes do início de
uma nova cartela.
 Início do uso de DianeÒ 35
– Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês
anterior:
No caso da paciente não ter utilizado contraceptivo hormonal no mês anterior, a
ingestão deve ser iniciada no 1º dia do ciclo (1º dia de sangramento menstrual).
– Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo
transdérmico (contraceptivo) para Diane® 35:
A paciente deve começar o uso de Diane® 35 preferencialmente no dia posterior
à ingestão do último comprimido ativo (último comprimido contendo substância
ativa) do contraceptivo usado anteriormente ou, no máximo, no dia seguinte ao
último dia de pausa ou de tomada de comprimidos inativos. Se estiver mudando
de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia
da retirada ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação.
– Mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno
(minipílula, injeção, implante) ou Sistema Intra-Uterino (SIU) com liberação
de progestógenopara Diane® 35:
A paciente poderá iniciar o uso de DianeÒ 35 em qualquer dia no caso da
minipílula, ou no dia da retirada do implante ou do SIU, ou no dia previsto para a
próxima injeção. Nesses três casos (uso anterior de minipílula, injeção, implante
ou Sistema Intra-Uterino com liberação de progestógeno), recomenda-se usar
adicionalmente um método de barreira nos 7 primeiros dias da ingestão de
Diane® 35.
– Após abortamento de primeiro trimestre:
Pode-se iniciar o uso de DianeÒ 35 imediatamente, sem necessidade de adotar
medidas contraceptivas adicionais.
– Após parto ou abortamento no segundo trimestre:
Para amamentação, veja o item “Gravidez e lactação”.

Após parto ou abortamento no segundo trimestre, a usuária deve ser
aconselhada a iniciar o uso de DianeÒ 35 no período entre o 21º e o 28º dia após
o procedimento. Se começar em período posterior, deve-se aconselhar o uso
adicional de um método de barreira nos 7 dias iniciais de ingestão. Se já tiver
ocorrido relação sexual, deve-se certificar de que a mulher não esteja grávida
antes de iniciar o uso de DianeÒ 35 ou, então, aguardar a primeira menstruação.


Drágeas esquecidas
Se houver transcorrido menos de 12 horas do horário habitual de ingestão, a
proteção contraceptiva não será reduzida. A usuária deve tomar imediatamente a
drágea esquecida e continuar o restante da cartela no horário habitual.
Se houver transcorrido mais de 12 horas, a proteção contraceptiva pode estar
reduzida neste ciclo. Neste caso, deve-se ter em mente duas regras básicas: 1)
a ingestão das drágeas nunca deve ser interrompida por mais de 7 dias; 2) são
necessários 7 dias de ingestão contínua das drágeas para conseguir supressão
adequada do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Conseqüentemente, na prática
diária, pode-se usar a seguinte orientação:
– Esquecimento na 1ª semana:
A usuária deve ingerir imediatamente a última drágea esquecida, mesmo que
isto signifique a ingestão simultânea de duas drágeas. As drágeas restantes
devem ser tomadas no horário habitual. Adicionalmente, deve-se adotar um
método de barreira (por exemplo, preservativo) durante os 7 dias subseqüentes.
Se tiver ocorrido relação sexual nos 7 dias anteriores, deve-se considerar a
possibilidade de gravidez. Quanto mais drágeas forem esquecidas e mais perto
estiverem do intervalo normal sem tomada de drágeas (pausa), maior será o
risco de gravidez.
– Esquecimento na 2ª semana:

A usuária deve ingerir imediatamente a última drágea esquecida, mesmo que
isto signifique a ingestão simultânea de duas drágeas e deve continuar tomando
o restante da cartela no horário habitual. Se nos 7 dias precedentes à primeira
drágea esquecida, todas as drágeas tiverem sido tomadas conforme as
instruções, não é necessária qualquer medida contraceptiva adicional. Porém, se
isto não tiver ocorrido, ou se mais do que uma drágea tiver sido esquecida, devese
aconselhar a adoção de precauções adicionais (por exemplo, uso de
preservativo) por 7 dias.
– Esquecimento na 3ª semana:
O risco de redução da eficácia é iminente pela proximidade do intervalo sem
ingestão de drágeas (pausa). No entanto, ainda se pode minimizar a redução da
proteção contraceptiva ajustando o esquema de ingestão das drágeas. Se nos 7
dias anteriores à primeira drágea esquecida a ingestão foi feita corretamente, a
usuária poderá seguir qualquer uma das duas opções abaixo, sem precisar usar
métodos contraceptivos adicionais. Se não for este o caso, ela deve seguir a
primeira opção e usar medidas contraceptivas adicionais (por exemplo, uso de
preservativo) durante os 7 dias seguintes.
1) Tomar a última drágea esquecida imediatamente, mesmo que isto signifique
a ingestão simultânea de duas drágeas e continuar tomando as drágeas
seguintes no horário habitual. A nova cartela deve ser iniciada assim que
acabar a cartela atual, isto é, sem o intervalo de pausa habitual entre elas. É
pouco provável que ocorra sangramento por privação até o final da segunda
cartela, mas pode ocorrer gotejamento ou sangramento de escape durante os
dias de ingestão das drágeas.
2) Suspender a ingestão das drágeas da cartela atual, fazer um intervalo de de
até 7 dias sem ingestão de drágeas (incluindo os dias em que se esqueceu
de tomá-las) e, a seguir, iniciar uma nova cartela.
Se não ocorrer sangramento por privação no primeiro intervalo normal sem
ingestão de drágea (pausa), deve-se considerar a possibilidade de gravidez.
 Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais
No caso de distúrbios gastrintestinais graves, a absorção pode não ser completa
e medidas contraceptivas adicionais devem ser tomadas.
Se ocorrerem vômitos dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de uma drágea,
deve-se seguir o mesmo procedimento usado no item “Drágeas esquecidas”. Se
a usuária não quiser alterar seu esquema habitual de ingestão, deve retirar a(s)
drágea(s) adicional(is) de outra cartela.
 Duração do tratamento
Depende da gravidade dos sintomas de androgenização e da resposta ao
tratamento. Freqüentemente, o tratamento deve ser realizado por vários meses.
Acne e seborréia, geralmente, respondem mais rápido ao tratamento do que
hirsurtismo e alopecia.
Após a remissão dos sintomas, recomenda-se prolongar o tratamento por, pelo
menos, mais 3 a 4 ciclos. Se várias semanas ou meses após o final do
tratamento ocorrerem recidivas, não há inconveniente em administrar-se Diane®
35 novamente.
Neste caso deve-se considerar a retomada imediata do tratamento com Diane®
35. De modo geral, é pouco provável obter-se um resultado de imediato,
particularmente no caso da síndrome de ovários policísticos (SOP).
Superdose:
Não há relatos de efeitos deletérios graves decorrentes da superdose. Os
sintomas que podem ocorrer nestes casos são: náuseas, vômitos e, em usuárias
jovens, sangramento vaginal discreto. Não existe antídoto e o tratamento deve
ser sintomático.

 

Venda sob prescrição médica
Lote, data de fabricação, validade: vide cartucho.
VE0108-0306

 

Informativo DianeÒ 35
(Informações à paciente)

 

DIANEÒ 35 É UM PRODUTO DE PRESCRIÇÃO MÉDICA. PORTANTO,
SOMENTE UM MÉDICO PODERÁ INDICAR SE ESTE PRODUTO É O
MELHOR PARA VOCÊ. NÃO UTILIZE O PRODUTO POR CONTA PRÓPRIA.
O que é DianeÒ 35?
DianeÒ 35 é um medicamento indicado para o tratamento de doenças
relacionadas aos hormônios andrógenos produzidos pelo organismo feminino.
Cada drágea contém uma combinação de dois hormônios diferentes: o acetato
de ciproterona (progestógeno com propriedades antiandrogênicas) e o
etinilestradiol (estrogênio). Devido à pequena quantidade de hormônios, DianeÒ
35 é considerado um medicamento de baixa dose.
O acetato de ciproterona inibe a influência dos hormônios andrógenos. Portanto,
é possível tratar doenças causadas pelo aumento da produção de andrógenos
ou por uma sensibilidade individual a estes hormônios.
Durante a terapia com DianeÒ 35, reduz-se a função excessiva das glândulas
sebáceas, as quais desempenham um papel importante no desenvolvimento da
acne e da seborréia. Isto usualmente conduz à resolução das erupções da acne
preexistentes, normalmente verificada após 3 a 4 meses de terapia. A oleosidade
excessiva dos cabelos e pele geralmente desaparece mais cedo. A perda de
cabelo, freqüentemente acompanhada de seborréia, também diminui. O
tratamento com DianeÒ 35 é indicado para mulheres em idade reprodutiva que
exibem formas leves de hirsutismo (excesso de pêlo) e, em particular, nos casos
de leve aumento de pêlos faciais. Entretanto, os resultados apenas tornam-se
visíveis após vários meses de tratamento.
No tratamento de mulheres com síndrome de ovários policísticos (SOP), DianeÒ
35 alivia os sinais de androgenização, leva à normalização dos parâmetros
endócrinos, à redução da formação de cistos e do volume ovariano e auxilia na
regularização da menstruação.
Devido à combinação dos princípios ativos (acetato de ciproterona /
etinilestradiol), DianeÒ 35 possui as mesmas propriedades dos contraceptivos
orais: quando DianeÒ 35 é tomado corretamente (sem esquecimento de tomada
de drágeas), a probabilidade de engravidar é muito pequena. Portanto, o uso
concomitante de outros contraceptivos hormonais não é necessário.
DianeÒ 35 pode também apresentar os mesmos efeitos benéficos dos COCs: o
sangramento menstrual torna-se menos intenso e o período mais curto, o que
pode reduzir a ocorrência de deficiência de ferro. Além disso, a menstruação
freqüentemente torna-se menos dolorosa.

 

Por que usar DianeÒ 35?
DianeÒ 35 é utilizado no tratamento de doenças relacionadas aos hormônios
andrógenos na mulher, tais como a acne, principalmente nas formas
pronunciadas e naquelas acompanhadas de seborréia, inflamações ou
formações de nódulos (acne papulopustulosa, acne nodulocística); queda
excessiva de cabelos; casos leves de hirsutismo (excesso de pêlos) e síndrome
de ovários policísticos (SOP).

 

Quando não se deve usar DianeÒ 35?
Diane® 35 não deve ser utilizado na presença das condições descritas a seguir.
Caso apresente qualquer uma destas condições, informe seu médico antes de
iniciar o uso de DianeÒ 35.
– história atual ou anterior de problemas circulatórios, especialmente os
relacionados com trombose. A trombose é a formação de um coágulo (de
sangue), que pode ocorrer nos vasos sangüíneos das pernas (trombose
venosa profunda), nos pulmões (embolia pulmonar), no coração (ataque
cardíaco), ou em outras partes do corpo (veja o item “Contraceptivos e a
trombose”);
– história atual ou anterior de derrame cerebral, que é causado por um coágulo
(de sangue) ou o rompimento de um vaso sangüíneo no cérebro;
– história atual ou anterior de sinais indicativos de ataque cardíaco (como
angina ou dor no peito) ou de um derrame (como um episódio isquêmico
transitório ou um pequeno derrame reversível);
– história de enxaqueca acompanhada, por exemplo, de sintomas visuais,
dificuldades para falar, fraqueza ou adormecimento em qualquer parte do
corpo;
– diabetes melitus com lesão de vasos sangüíneos;
– história atual ou anterior de pancreatite (inflamação do pâncreas), associada
com níveis altos de triglicérides (um tipo de gordura) no sangue;
– icterícia (pele amarelada) ou doença grave do fígado;
– história atual ou anterior de câncer que pode se desenvolver sob a influência
de hormônios sexuais (por exemplo: câncer de mama ou dos órgãos
genitais);
– presença ou antecedente de tumor no fígado (benigno ou maligno);
– presença de sangramento vaginal sem explicação;
– ocorrência ou suspeita de gravidez;
– durante a amamentação;
– hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes de DianeÒ 35.
Se qualquer um destes casos ocorrer pela primeira vez enquanto estiver
tomando medicamento do tipo de DianeÒ 35, descontinue o uso imediatamente e
consulte seu médico. Neste período, outras medidas contraceptivas não27
hormonais devem ser empregadas (veja também o item: “O que você deve saber
antes de usar DianeÒ 35?”).
DianeÒ 35 não deve ser utilizado por homens.

 

O que você deve saber antes de usar DianeÒ 35?
“Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com
cautela em portadores de diabetes.”
Neste informativo estão descritas várias situações em que o uso de
medicamento do tipo de Diane® 35 deve ser descontinuado, ou em que pode
haver diminuição da sua eficácia. Nestas situações, deve-se evitar relação
sexual ou, então, utilizar adicionalmente métodos contraceptivos não-hormonais
como, por exemplo, preservativo ou outro método de barreira. Não utilize os
métodos da tabelinha (do ritmo ou Ogino-Knaus) ou da temperatura. Esses
métodos podem falhar, pois medicamentos do tipo de DianeÒ 35 modificam as
variações de temperatura e do muco cervical que ocorrem durante o ciclo
menstrual normal.
DianeÒ 35 não protege contra infecções causadas pelo HIV (AIDS), nem
contra qualquer outra doença sexualmente transmissível.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE
SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

 

O uso de medicamento do tipo de DianeÒ 35 requer cuidadosa supervisão
médica na presença das condições descritas abaixo. Essas condições devem
ser comunicadas ao médico antes do início do uso de DianeÒ 35:
– fumo;
– diabetes;
– excesso de peso;
– pressão alta;
– alteração na válvula cardíaca ou alteração do batimento cardíaco;
– inflamação das veias (flebite superficial);
– veias varicosas;
– qualquer familiar direto que já teve trombose, ataque cardíaco ou derrame;
– enxaqueca;
– epilepsia;
– você ou algum familiar direto tem ou já apresentou níveis altos de colesterol
ou triglicérides (um tipo de gordura) no sangue;
– algum familiar direto que já teve câncer de mama;
– doença do fígado ou da vesícula biliar;
– doença de Crohn ou colite ulcerativa (doença inflamatória crônica do
intestino);
– lupus eritematoso sistêmico (doença que afeta a pele do corpo inteiro);
– síndrome hemolítico-urêmica (alteração da coagulação sangüínea que causa
insuficiência renal);
– anemia falciforme;
– condição que tenha ocorrido pela primeira vez, ou piorado, durante a gravidez
ou uso prévio de hormônios sexuais como, por exemplo, perda de audição,
porfiria (doença metabólica), herpes gestacional (doença de pele) e coréia de
Sydenham (doença neurológica);
– tem ou já apresentou cloasma (pigmentação marrom-amarelada da pele,
especialmente a do rosto). Nesse caso, evite a exposição excessiva ao sol ou
à radiação ultravioleta;
– angioedema hereditário (estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar
os seus sintomas). Consulte seu médico imediatamente se você apresentar
sintomas de angioedema, tais como: inchaço do rosto, língua e/ou garganta,
dificuldade para engolir ou urticária junto com dificuldade para respirar.
Se algum destes casos ocorrer pela primeira vez, reaparecer ou agravar-se
enquanto estiver tomando medicamento do tipo de DianeÒ 35, consulte seu
médico.
Se o hirsutismo surgiu recentemente ou intensificou-se consideravelmente nos
últimos tempos, seu médico deve ser informado de pronto, devido à necessidade
de se descobrir a causa.
A experiência com medicamentos contendo combinações de
estrogênio/progestógeno, como no caso de DianeÒ 35, baseia-se,
predominantemente, nos contraceptivos orais combinados. Portanto, as
precauções abaixo relacionadas para o uso de contraceptivos orais também se
aplicam para o produto DianeÒ 35.
 Diane 35 e a trombose
A trombose é a formação de um coágulo sangüíneo que pode interromper a
passagem do sangue pelos vasos. A trombose às vezes ocorre nas veias
profundas das pernas (trombose venosa profunda). Se este coágulo desprenderse
das veias onde foi formado, ele pode se deslocar para as artérias pulmonares,
causando embolia pulmonar. A ocorrência de trombose venosa profunda é rara.
O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso é mais elevado durante o
primeiro ano de uso em usuárias de primeira vez de contraceptivo.
Pode ocorrer tanto entre usuárias como entre não-usuárias de contraceptivos
orais. Também pode ocorrer durante a gravidez. O risco de ocorrência é maior
entre as gestantes, sendo seguido pelas usuárias e, posteriormente, pelas nãousuárias
de contraceptivos orais.
Os coágulos (sangüíneos) também podem ocorrer, ainda que muito raramente,
nos vasos do coração (causando ataque cardíaco) ou do cérebro (causando
derrame). Em casos extremamente raros, os coágulos (sangüíneos) também
podem ocorrer no fígado, intestino, rins ou olhos.
Muito ocasionalmente, a trombose pode causar incapacidade grave permanente,
podendo inclusive ser fatal.
O risco de ocorrência de um ataque cardíaco ou derrame aumenta com a idade.
Este risco também está aumentado entre usuárias fumantes. Descontinue o
consumo de cigarros durante o uso de contraceptivos orais, especialmente
se tem mais de 35 anos de idade.
Caso ocorra aumento da pressão arterial enquanto estiver utilizando Diane® 35,
é provável que o médico lhe peça para descontinuar o tratamento.
O risco de ocorrência de trombose venosa profunda fica aumentado
temporariamente no caso de cirurgia ou durante imobilização prolongada (por
exemplo, quando a perna é imobilizada por gesso ou tala). Em usuárias de
contraceptivo (ou Diane® 35) esse risco pode ser ainda maior. Em caso de
internação ou cirurgia programada, informe seu médico sobre o uso de Diane®
35. Pode ser que ele lhe recomende a descontinuação do uso de Diane® 35 por
várias semanas antes da cirurgia ou durante o período da imobilização. Somente
reinicie o uso de Diane® 35 após o consentimento do seu médico.
Se forem verificados possíveis sinais de trombose, deve-se descontinuar a
ingestão de Diane® 35 e consultar seu médico imediatamente (veja também o
item “Descontinue o uso de Diane® 35 e procure seu médico imediatamente
quando:”).
 Diane 35 e o câncer
O câncer de mama é diagnosticado com freqüência um pouco maior entre as
usuárias dos contraceptivos orais do que entre mulheres de mesma idade que
não utilizam este método contraceptivo. Este pequeno aumento no número de
diagnósticos de câncer de mama desaparece gradualmente durante os dez anos
seguintes à descontinuação do uso do contraceptivo oral. No entanto, não se
sabe se esta diferença é causada pelo contraceptivo. Pode ser que esta
diferença esteja associada à maior freqüência com que as usuárias de
contraceptivos orais consultam seus médicos. Desta forma, a detecção da
doença é feita mais cedo.
Em casos raros, foram observados tumores benignos de fígado e, mais
raramente, tumores malignos de fígado nas usuárias de contraceptivos orais.
Estes tumores podem causar hemorragias internas. Em caso de dor abdominal
intensa, consulte o seu médico imediatamente.
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente
pelo HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos indicaram que o uso
prolongado de contraceptivos orais pode contribuir para este risco aumentado,
mas continua existindo controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência
possa ser atribuída aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de
exame cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de
contraceptivos de barreira.
 DianeÒ 35, a gravidez e a amamentação
DianeÒ 35 não deve ser usado quando há suspeita de gravidez, durante a
gestação ou durante a amamentação. Informe imediatamente ao seu médico se
houver suspeita ou ocorrência de gravidez durante o uso do medicamento, ou se
estiver amamentando.
 DianeÒ 35 e outros medicamentos
O uso de alguns medicamentos pode afetar a ação dos contraceptivos orais,
reduzindo sua eficácia. Isto foi verificado com medicamentos utilizados no
tratamento da epilepsia (por exemplo, primidona, fenitoína, barbitúricos e
carbamazepina), da tuberculose (por exemplo, rifampicina) e com alguns
antibióticos (por exemplo, penicilinas e tetraciclinas), os quais são utilizados no
tratamento de outras doenças infecciosas. É possível que ocorra interação
também com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, medicamentos para
tratamento da AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (por exemplo:
ritonavir, nevirapina), o antibiótico griseofulvina e medicamentos contendo Erva
de São João (usada principalmente para o tratamento de estados depressivos).
Medicamento do tipo de DianeÒ 35 também pode interferir na eficácia de outros
medicamentos, por exemplo, medicamentos contendo ciclosporina, ou o anti32
epilético lamotrigina.”Informe seu médico sobre qualquer medicamento que
esteja usando, antes do início ou durante o tratamento”.
Também informe que está tomando DianeÒ 35 a qualquer outro médico ou
dentista que venha a lhe prescrever outro medicamento. Pode ser necessário o
uso adicional de um método contraceptivo e, neste caso, seu médico lhe dirá por
quanto tempo deverá usá-lo.

 

Quando devo consultar o médico?
É recomendável consultar o médico regularmente para que ele possa realizar os
exames clínico geral e ginecológico de rotina e confirmar se o uso de DianeÒ 35
pode ser continuado.
 Consulte seu médico assim que possível quando:
– perceber qualquer alteração na própria saúde, especialmente quando envolver
qualquer um dos itens mencionados neste informativo (veja também “O que você
deve saber antes de usar DianeÒ 35?” e “Quando não se deve usar DianeÒ 35?”)
– não se esqueça dos dados relacionados aos seus familiares diretos;
– sentir caroço na mama;
– usar outros medicamentos concomitantemente (veja também “DianeÒ 35 e
outros medicamentos”);
– for ficar imobilizada ou submeter-se a uma cirurgia (consulte seu médico com
antecedência de, pelo menos, 4 semanas);
– tiver sangramento vaginal intenso e fora do habitual;
– esquecer de tomar algumas drágeas na primeira semana da cartela e tiver tido
relação sexual no período de 7 dias antes do esquecimento;
– ocorrer diarréia intensa;
– não tiver sangramento por dois meses consecutivos ou suspeitar de gravidez
(não inicie nova cartela antes de consultar seu médico).
 Descontinue o uso de Diane® 35 e procure seu médico imediatamente se
apresentar possíveis sintomas indicativos de trombose, infarto do
miocárdio ou derrame cerebral, como os relacionados abaixo:
– tosse de origem desconhecida;
– dor intensa no peito que se irradia para o braço esquerdo;
– falta de ar;
– dor de cabeça mais forte, prolongada e fora do habitual ou enxaqueca;
– perda parcial ou completa da visão ou visão dupla;
– dificuldade ou impossibilidade de falar;
– mudança repentina dos sentidos: audição, olfato ou paladar;
– tontura ou desmaio;
– fraqueza ou adormecimento em qualquer parte do corpo;
– dor intensa no abdome;
– inchaço ou dor intensa nas pernas.
As situações e os sintomas acima são descritos e explicados em mais detalhes
nos tópicos anteriores deste informativo.

 

Que reações desagradáveis podem aparecer ao usar DianeÒ 35?
“Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis”. Em especial
se estas reações forem graves ou persistentes, ou se houver mudança no seu
estado de saúde que possa estar relacionada com o uso do produto.
 Reações graves
As reações graves associadas ao uso de DianeÒ 35, assim como os sintomas
relacionados, estão descritos nos itens “Contraceptivos e a trombose” e
“Contraceptivos e o câncer”. Leia estes itens com atenção e não deixe de
conversar com o seu médico em caso de dúvidas ou imediatamente quando
achar apropriado.
 Outras possíveis reações
As seguintes reações têm sido observadas em usuárias de DianeÒ 35 sem,
contudo, terem sua relação com o produto confirmada ou não. Estas reações
adversas podem surgir nos primeiros meses e normalmente diminuem com o
tempo de uso:
Classificação por
sistema corpóreo
Freqüente
(≥ 1/100)
Pouco
freqüente
(≥ 1/1.000 e
< 1/100)
Raro (< 1/1.000)
Distúrbios nos olhos intolerância a lentes
de contato
Distúrbios
gastrintestinais
náuseas, dor
abdominal
vômitos, diarréia
Distúrbios no sistema
imunológico
hipersensibilidade
Investigações aumento de peso
corporal
diminuição de peso
corporal
Distúrbios
metabólicos e
nutricionais
retenção de
líquido
Distúrbios no sistema
nervoso
dor de cabeça enxaqueca
Distúrbios
psiquiátricos
estados depressivos,
alterações de humor
diminuição do
desejo sexual
(libido)
aumento do desejo
sexual
(libido)
Distúrbios no sistema
reprodutivo e nas
mamas
dor e
hipersensibilidade
dolorosa nas mamas
aumento no
tamanho das
mamas
secreção vaginal,
secreção das
mamas
Distúrbios cutâneos e
nos tecidos
erupção
cutânea, coceira
eritema nodoso,
eritema multiforme
35
subcutâneos
Se você tem angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou
intensificar os sintomas de angioedema (veja item “O que você deve saber antes
de usar DianeÒ 35?”).

 

Como se usa DianeÒ 35?
Quando usado corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao
ano (uma gestação a cada 100 mulheres por ano de uso). O índice de falha pode
aumentar quando há esquecimento de tomada das drágeas ou quando estas são
tomadas incorretamente, ou ainda em casos de vômitos dentro de 3 a 4 horas
após a ingestão de uma drágea ou diarréia intensa, bem como interações
medicamentosas.
Siga rigorosamente o procedimento indicado, pois o não-cumprimento pode
ocasionar falhas na obtenção dos resultados, além de levar a sangramentos
intermenstruais e uma diminuição do efeito contraceptivo. A posologia de DianeÒ
35 é igual a da maioria dos contraceptivos usuais. Assim sendo, as mesmas
regras de administração devem ser consideradas.
“Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento”.
“Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico”.
A embalagem de Diane® 35 contém 21 drágeas. No verso da cartela está
indicado o dia da semana no qual cada drágea deve ser ingerida. Tome uma
drágea por dia, aproximadamente à mesma hora, com água se necessário. Siga
a direção das flechas, seguindo a ordem dos dias da semana, até que tenha
tomado todas as 21 drágeas. Terminadas as drágeas da cartela, realize uma
pausa de 7 dias. Neste período, cerca de 2 a 3 dias após a ingestão da última
drágea de DianeÒ 35, deve ocorrer sangramento semelhante ao menstrual
(sangramento por privação hormonal). Inicie nova cartela no oitavo dia,

independentemente de ter cessado ou não o sangramento. Isto significa que, em
cada mês, estará sempre iniciando uma nova cartela no mesmo dia da semana e
que ocorrerá o sangramento por privação mais ou menos nos mesmos dias da
semana.
 Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês
anterior
Inicie o uso de Diane® 35 no primeiro dia de menstruação, ou seja, tome a
drágea indicada com o dia da semana correspondente ao primeiro dia de
sangramento. Por exemplo, se a sua menstruação iniciar na sexta-feira, tome a
drágea indicada “sexta-feira” no verso da cartela, seguindo a ordem dos dias.
Diane® 35 terá ação imediata, não será necessário o uso de outro método
contraceptivo.
 Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou
adesivo transdérmico (contraceptivo) para DianeÒ 35
Inicie a tomada de Diane® 35 após o término da cartela do contraceptivo que
estava tomando. Isto significa que não haverá pausa entre as cartelas. Se o
contraceptivo que estava tomando apresenta comprimidos inativos, ou seja, sem
princípio ativo, inicie a tomada de DianeÒ 35 após a ingestão do último
comprimido ativo do contraceptivo. Caso não saiba diferenciar os comprimidos
ativos dos inativos, pergunte ao seu médico.
O uso de DianeÒ 35 também poderá ser iniciado mais tarde, no máximo até 7
dias da ingestão do último comprimido ativo (intervalo de pausa), ou no dia
seguinte após ter tomado o último comprimido inativo do contraceptivo anterior.
Se a paciente estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve
começar preferencialmente no dia da retirada ou, no máximo, no dia previsto
para a próxima aplicação.
 Mudando da minipílula para DianeÒ 35
Neste caso, deve-se descontinuar o uso da minipílula e iniciar a tomada de
DianeÒ 35 no dia seguinte, no mesmo horário. Adicionalmente, utilize um método
contraceptivo de barreira (por exemplo: preservativo) caso tenha relação sexual
nos 7 primeiros dias de uso de DianeÒ 35.
 Mudando de contraceptivo injetável, implante ou Sistema Intra-Uterino
(SIU) com liberação de progestógeno para DianeÒ 35
Inicie o uso de DianeÒ 35 na data prevista para a próxima injeção ou no dia de
extração do implante ou do SIU. Adicionalmente, utilize um método contraceptivo
de barreira (por exemplo: preservativo) caso tenha relação sexual nos 7
primeiros dias de uso de DianeÒ 35.
 DianeÒ 35 e o pós-parto
No pós-parto seu médico poderá aconselhá-la a esperar por um ciclo menstrual
normal antes de iniciar o uso de DianeÒ 35. Às vezes, o uso de DianeÒ 35 pode
ser antecipado com o consentimento do médico. Se estiver amamentando
discuta primeiramente com seu médico.
 DianeÒ 35 e o aborto
Consulte seu médico.
O que devo fazer no caso de esquecimento da tomada de 1 drágea?
Se houver um atraso de menos de 12 horas do horário habitual, o efeito
contraceptivo de DianeÒ 35 é mantido. Tome a drágea esquecida assim que se
lembrar e tome a próxima drágea no horário habitual.
Se houver um atraso de mais de 12 horas do horário habitual, a proteção
contraceptiva de DianeÒ 35 pode ficar reduzida, especialmente se ocorrer
esquecimento da tomada no começo ou no final da cartela. Veja abaixo como
proceder em cada caso específico.
– Esquecimento de 1 drágea na primeira semana de uso
Tome a drágea esquecida assim que se lembrar (inclui-se a possibilidade de
tomar duas drágeas de uma só vez) e continue a tomar as próximas drágeas no
horário habitual. Utilize método contraceptivo adicional (método de barreira – por
exemplo, preservativo) durante os próximos 7 dias. Se teve relação sexual na
semana anterior ao esquecimento da tomada da drágea, há possibilidade de
engravidar. Comunique o fato imediatamente ao seu médico.
– Esquecimento de 1 drágea na segunda semana de uso
Tome a drágea esquecida assim que se lembrar (inclui-se a possibilidade de
tomar duas drágeas de uma só vez) e continue a tomar as próximas drágeas no
horário habitual. A proteção contraceptiva de DianeÒ 35 está mantida. Não é
necessário utilizar método contraceptivo adicional.
– Esquecimento de 1 drágea na terceira semana de uso
Escolha uma das duas opções abaixo, sem a necessidade de utilizar método
contraceptivo adicional:
1) Tome a drágea esquecida assim que se lembrar (inclui-se a possibilidade
de tomar duas drágeas de uma só vez) e continue a tomar as próximas
drágeas no horário habitual. Inicie a nova cartela assim que terminar a
atual, sem que haja pausa entre uma cartela e outra. É possível que o
sangramento ocorra somente após o término da segunda cartela. No
entanto, pode ocorrer sangramento do tipo gotejamento ou de escape
enquanto estiver tomando as drágeas.
2) Deixe de tomar as drágeas da cartela atual, faça uma pausa de 7 dias ou
menos, contando inclusive o dia no qual esqueceu de tomar a drágea
e inicie uma nova cartela. Caso deseje manter o mesmo dia da semana
para início de tomada, a pausa pode ser menor do que 7 dias. Por
exemplo: se a cartela foi iniciada em uma quarta-feira e você esqueceu de
tomar a drágea na sexta-feira da última semana, pode iniciar a nova
cartela na quarta-feira da semana seguinte ao esquecimento, praticando,
desta forma, uma pausa de apenas 5 dias. Veja esquema ilustrativo
abaixo:
Exemplo em caso de esquecimento:
Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado
Início da cartela atual
(1ª drágea – 1° dia)
(2° dia) (3° dia) (4° dia)
(5° dia) (6° dia) (7° dia) (8° dia) (9° dia) (10° d ia) (11° dia)
(12° dia) (13° dia) (14° dia) (15° dia) (16° dia) (17° dia)
Esquecimento de
tomada da drágea
(18° dia)
Pausa
(19° dia)
Pausa
(20° dia)
Pausa
(21° dia)
Pausa
Início da nova cartela
(1ª drágea – 1° dia)
 Mais de 1 drágea esquecida
Se mais de uma drágea de uma mesma cartela for esquecida, consulte seu
médico. Quanto mais drágeas seqüenciais forem esquecidas, menor será o
efeito contraceptivo.
Se não ocorrer sangramento por privação hormonal (semelhante à menstruação)
no intervalo de 7 dias, pode ser que esteja grávida. Consulte seu médico antes
de iniciar uma nova cartela.
Mais de 1 drágea
esquecida de uma
mesma cartela.
Consulte seu médico.
Sim
Teve relação sexual na semana anterior
do esquecimento da tomada da drágea.
– tome a drágea esquecida;
– utilize métodos contraceptivos
adicionais durante 7 dias;
– continue tomando todas as
drágeas da cartela até finalizá-la.
– tome a drágea esquecida;
– continue tomando todas as
drágeas da cartela até finalizá-la.
– tome a drágea esquecida;
– continue tomando todas as
drágeas da cartela até finalizá-la;
– inicie a próxima cartela sem fazer
a pausa de 7 dias.
ou
– pare de tomar as drágeas ;
– faça uma pausa (não mais que 7
dias, incluindo o dia do esquecimento);
– inicie uma nova cartela.
1 drágea esquecida (mais
de 12 horas após o
horário de tomada
habitual).
Semana 2
Semana 3
Semana 1
Não

O que devo fazer em caso de distúrbios gastrintestinais, como vômitos ou
diarréia intensa?
Se ocorrerem vômitos ou diarréia intensa, as substâncias ativas da drágea
podem não ter sido absorvidas completamente. Se ocorrerem vômitos no
período de 3 a 4 horas após a ingestão da drágea, é como se tivesse esquecido
de tomá-la. Portanto, deve-se seguir o mesmo procedimento indicado no item “O
que devo fazer no caso de esquecimento da tomada de 1 drágea?”. Consulte
seu médico em quadros de diarréia intensa.

 

O que devo fazer em caso de sangramento inesperado?
Como ocorre com todos os contraceptivos orais, pode surgir, durante os
primeiros meses de uso, sangramento intermenstrual (gotejamento ou
sangramento de escape), isto é, sangramento fora da época esperada, podendo
ser necessário o uso de absorventes higiênicos. Deve-se continuar a tomar as
drágeas, pois, em geral, o sangramento intermenstrual cessa espontaneamente,
uma vez que seu corpo tenha se adaptado ao medicamento (geralmente, após 3
meses de tomada das drágeas). Caso o sangramento não cesse, torne-se mais
intenso ou reinicie, consulte o seu médico.

 

O que fazer se não ocorrer sangramento?
Se todas as drágeas foram tomadas sempre no mesmo horário, não houve
vômito, diarréia intensa ou uso concomitante de outros medicamentos, é pouco
provável que você esteja grávida. Continue tomando DianeÒ 35 normalmente.
Caso não ocorra sangramento por dois meses seguidos, você pode estar
grávida. Consulte seu médico imediatamente. Não inicie nova cartela de DianeÒ
35 até que a suspeita de gravidez seja afastada pelo seu médico.

Quando posso descontinuar o uso de Diane® 35?
O uso de Diane® 35 pode ser descontinuado a qualquer momento. Porém, não o
faça sem o conhecimento do seu médico.
Se você não deseja engravidar após descontinuar o uso de DianeÒ 35, consulte
o seu médico para que ele lhe indique outro método contraceptivo.
Se você desejar engravidar é recomendável que espere por um ciclo menstrual
natural. Converse com o seu médico.

 

Como proceder no caso de uma ingestão acidental de DianeÒ 35?
Não foram observados efeitos nocivos graves após a ingestão de várias drágeas
de DianeÒ 35 de uma única vez. Caso isto ocorra, podem aparecer náuseas,
vômitos ou sangramento vaginal. Se a ingestão acidental ocorrer com uma
criança, consulte o médico.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

Bula do Depo Provera (Anticoncepcional)

Depo-ProveraBula do Depo® Provera®:

50 mg
acetato de medroxiprogesterona

 

PARTE I

 

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO
Nome: Depo® Provera® 50 mg
Nome genérico: acetato de medroxiprogesterona
Forma farmacêutica e apresentação:
Depo® Provera® suspensão injetável 50 mg/mL em embalagem contendo 1 frascoampola
com 1 mL.

 

USO ADULTO

 

USO INJETÁVEL POR VIA INTRAMUSCULAR
Composição:
Cada mL de Depo® Provera® suspensão injetável contém 50 mg de acetato de
medroxiprogesterona.
Excipientes: macrogol, polissorbato 80, cloreto de sódio, metilparabeno,
propilparabeno, hidróxido de sódioa, ácido clorídricoa e água para injetáveis.
a = para ajuste de pH.

PARTE II
INFORMAÇÃO À PACIENTE
Depo® Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 50 mg é indicado como
medicação progestacional e para endometriose.
Depo® Provera® 50 mg deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15
e 30°C), protegido da luz.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua
saúde.
Depo® Provera® 50 mg é contra-indicado a pacientes grávidas ou com suspeita
de gravidez.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou
após o seu término.
A perda da densidade mineral óssea (osteoporose) pode ocorrer em mulheres na
pré-menopausa que utilizam acetato de medroxiprogesterona injetável por
longo-prazo (vide “Advertências e Precauções Especiais”).
O acetato de medroxiprogesterona e seus metabólitos são excretados no leite
materno. Não há evidência sugerindo que esse fato determine qualquer dano ao
bebê.
Informe ao seu médico se estiver amamentando.
Depo® Provera® 50 mg deve ser administrado por via intramuscular.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Depo® Provera® 50 mg pode interagir com outros medicamentos, como a
aminoglutetimida.
É muito importante informar ao seu médico caso esteja usando outros
medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Depo® Provera® 50
mg.
Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante
o tratamento com Depo® Provera® 50 mg, tais como: reações de
hipersensibilidade (por ex., anafilaxia e reações anafilactóides, angioedema),
parada da ovulação por longo tempo, edema (inchaço) / retenção de líquidos,
alteração do peso, depressão, insônia, nervosismo, tontura, dor de cabeça,
sonolência, distúrbios de coagulação, náusea (enjôo), icterícia colestática
(coloração amarelada da pele devido à deposição de pigmento biliar), icterícia
(deposição de pigmentos biliares na pele dando uma cor amarela intensa), acne,
queda de cabelo, crescimento anormal de pêlos, prurido (coceira), rash (erupção
cutânea), urticária (erupção na pele, geralmente de origem alérgica, que causa
coceira), sangramento uterino anormal (irregular, aumentado, diminuído), parada
da menstruação, erosão próxima ao colo do útero, saída de leite pela mama, dor
nas mamas, cansaço, reações no local da injeção, pirexia (estado febril),
sensibilidade, alteração da secreção uterina, diminuição da tolerância à glicose.
Na experiência pós-comercialização, foram relatados casos raros de
osteoporose, incluindo fraturas por pacientes utilizando Depo® Provera®
intramuscular.
Depo® Provera® 50 mg é contra-indicado a pacientes grávidas ou com suspeita
de gravidez; a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao acetato de
medroxiprogesterona ou a qualquer componente da fórmula; a pacientes com
vasculopatias tromboembólicas ou não; a pacientes com disfunção hepática
grave; a pacientes com sangramento vaginal de causa não-diagnosticada e a
pacientes com suspeita ou comprovação de neoplasia da mama ou da genitália.
Se realizar exames laboratoriais, informe ao médico patologista que está em
tratamento com Depo® Provera® 50 mg.
Informe ao seu médico se você tem ou teve depressão.
Informe ao seu médico se você é diabético.
Procure seu médico se ocorrer perda completa ou parcial súbita de visão ou no
caso de instalação súbita de proptose (olhos saltados), visão dupla ou
enxaqueca.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam
ficar grávidas durante o tratamento.
Este medicamento pode interromper a menstruação por período prolongado
e/ou causar sangramentos intermenstruais severos.
Uma pequena quantidade da suspensão pode aderir à parede do frasco-ampola.
Por isso, cada frasco-ampola é preenchido com quantidade suficiente do
produto, levando-se em conta essa possibilidade, para fornecer o volume e a
potência corretos e declarados.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

 

NÃO TOME REMÉDIOS SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO; PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

PARTE III
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
O acetato de medroxiprogesterona (acetato de 17a-hidroxi-6a-metilprogesterona) é um
derivado da progesterona.
Mecanismo de Ação
O acetato de medroxiprogesterona é uma progestina sintética (estruturalmente
relacionado ao hormônio progesterona endógeno) que demonstrou possuir várias
ações farmacológicas sobre o sistema endócrino:
• Inibição das gonadotrofinas pituitárias (FSH e LH);
• Diminuição dos níveis sangüíneos de ACTH e de hidrocortisona;
• Diminuição da testosterona circulante;
• Diminuição dos níveis de estrogênio circulante (como resultado da inibição de FSH
e indução enzimática de redutase hepática, resultando em aumento do clearance
de testosterona e conseqüente redução de conversão de androgênios para
estrogênios).
Todas essas ações resultam em um número de efeitos farmacológicos descritos a
seguir.
Ginecologia
O acetato de medroxiprogesterona na dose recomendada, administrado por via oral ou
parenteral, a mulheres com estrogênio endógeno adequado, transforma o endométrio
proliferativo em secretório. Notaram-se efeitos androgênicos e anabólicos, mas o
fármaco é aparentemente livre de atividade estrogênica significativa. Quando o acetato
de medroxiprogesterona é administrado parenteralmente, ocorre inibição da produção
de gonadotrofina, que por sua vez previne a maturação folicular e ovulação; dados
disponíveis indicam que isto não ocorre quando a dose oral geralmente recomendada
é administrada em doses únicas diárias.
Estudos Clínicos
Estudos de Densidade Mineral Óssea
Alterações da Densidade Mineral Óssea em Mulheres Adultas
Em um estudo clínico controlado em mulheres adultas usando acetato de
medroxiprogesterona injetável (150 mg IM) por até 5 anos para contracepção, mostrou
uma diminuição média de 5-6% da densidade mineral óssea na coluna lombar e no
quadril, comparado à mudança não significativa da densidade mineral óssea no grupo
controle. A redução na densidade mineral óssea foi mais pronunciada durante os dois
primeiros anos de uso, com declínios menores nos anos subseqüentes. Foram
observadas alterações médias na densidade mineral óssea da coluna lombar de –
2,86%, -4,11%, -4,89%, -4,93% e -5,38% após 1, 2, 3, 4 e 5 anos, respectivamente. As
reduções médias na densidade mineral óssea do quadril total, colo femoral foram
semelhantes.
Após a interrupção do uso de acetato de medroxiprogesterona injetável (150 mg IM),
houve recuperação progressiva da densidade mineral óssea em relação aos valores
basais durante o período de 2 anos pós-tratamento. Após 2 anos sem tratamento, o
déficit da densidade mineral óssea caiu para aproximadamente 2,1% na coluna e
quadril. Um tratamento de maior duração foi associado a uma taxa mais lenta de
recuperação da densidade mineral óssea (vide “Advertências e Precauções Especiais
– Perda da Densidade Mineral Óssea”).
Alterações da Densidade Mineral Óssea em Meninas Adolescentes (12-18 anos de
idade)
Um estudo clínico aberto não randomizado em meninas adolescentes (12-18 anos)
usando acetato de medroxiprogesterona injetável (150 mg IM a cada 3 meses por até
240 semanas (4,6 anos)) para contracepção, também mostrou um declínio significativo
na densidade mineral óssea em relação ao basal. Entre os pacientes que receberam
>4 injeções por um período de 60 semanas, a diminuição média da densidade mineral
óssea na coluna lombar foi de -2,1% após 240 semanas, a diminuição média no
quadril total e colo femoral foi de -6,4% e -5,4%, respectivamente. O acompanhamento
pós-tratamento demonstrou que a densidade mineral óssea da coluna lombar
recuperou-se ao nível basal aproximadamente 1 ano após a descontinuação do
tratamento e a densidade mineral óssea do quadril recuperou-se ao nível basal
aproximadamente 3 anos após a descontinuação do tratamento. Em contrapartida,
pacientes não-tratados demonstraram aumento da densidade mineral óssea média
nas 240 semanas de 5,1%, 1,1% e 1,5% para coluna lombar, quadril total e colo
femoral, respectivamente (vide “Advertências e Precauções Especiais – Perda da
Densidade Mineral Óssea”).

 

Propriedades Farmacocinéticas
Absorção
Após administração intramuscular, o acetato de medroxiprogesterona é lentamente
liberado, resultando em um nível baixo, mas persistente na circulação. Imediatamente
após uma injeção intramuscular de 150 mg/mL de acetato de medroxiprogesterona, as
concentrações séricas foram de 1,7 ± 0,3 nmol/L. Duas semanas mais tarde, os níveis
foram de 6,8 ± 0,8 nmol/L. O tempo médio para o pico é de aproximadamente 4 a 20
dias após uma dose intramuscular. Os níveis séricos de acetato de
medroxiprogesterona são reduzidos gradualmente e permanecem relativamente
constante por volta de 1 ng/mL por 2-3 meses. Os níveis na circulação podem ser
detectados por 7 a 9 meses após uma injeção intramuscular.

 

Distribuição
Aproximadamente 90 a 95% do acetato de medroxiprogesterona estão ligados às
proteínas. O volume de distribuição relatado é de 20 ± 3 litros. O acetato de
medroxiprogesterona atravessa a barreira hematoencefálica e a barreira placentária
(vide “Advertências e Precauções – Uso durante a Gravidez e Uso durante a
Lactação”). Baixos níveis de acetato de medroxiprogesterona foram detectados no
leite de mulheres lactantes (vide “Advertências e Precauções – Uso durante a
Gravidez e Uso durante a Lactação”) que receberam 150 mg de acetato de
medroxiprogesterona por via intramuscular.

 

Metabolismo
O acetato de medroxiprogesterona é metabolizado no fígado.
Eliminação
A meia-vida de eliminação após uma injeção intramuscular única é de cerca de 6
semanas. O acetato de medroxiprogesterona é excretado principalmente nas fezes,
via secreção biliar. Aproximadamente 30% de uma dose intramuscular é excretado na
urina após 4 dias.
Dados de Segurança Pré-Clínicos
Carcinogênese, Mutagênese e Alterações da Fertilidade
Administração intramuscular a longo prazo de acetato de medroxiprogesterona
mostrou produzir tumores mamários em cães da raça beagle. Não há evidência de
efeitos carcinogênicos associados com a administração oral de acetato de
medroxiprogesterona em ratos e camundongos. O acetato de medroxiprogesterona
não foi mutagênico numa série de ensaios de toxicidade genética in vitro ou in vivo. O
acetato de medroxiprogesterona em altas doses é um fármaco anti-fertilidade e, em
caso de altas doses, pode-se esperar diminuição da fertilidade até que o tratamento
termine.

 

INDICAÇÕES
Depo® Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 50 mg é indicado como
medicação progestacional e para endometriose.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Depo® Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 50 mg é contra-indicado a
pacientes grávidas ou com suspeita de gravidez; a pacientes com
hipersensibilidade conhecida ao acetato de medroxiprogesterona ou a qualquer
componente da fórmula, vasculopatias tromboembólicas ou não, disfunção
hepática grave, a pacientes com sangramento vaginal de causa nãodiagnosticada
e a pacientes com suspeita ou comprovação de neoplasia
mamária ou da genitália.

 

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Gerais
No caso de perdas sangüíneas vaginais inesperadas durante o tratamento com Depo®
Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 50 mg, aconselha-se investigação
diagnóstica.
Depo® Provera® 50 mg pode causar algum grau de retenção hídrica, portanto, devese
ter cautela ao tratar pacientes com condições médicas pré-existentes que possam
ser agravadas pelo acúmulo de líquidos.
Pacientes com história de tratamento para depressão devem ser monitoradas
cuidadosamente durante o tratamento com Depo® Provera® 50 mg.
Algumas pacientes recebendo acetato de medroxiprogesterona podem apresentar
uma diminuição na tolerância à glicose. Portanto, pacientes diabéticas devem ser
cuidadosamente observadas durante terapia com Depo® Provera® 50 mg.
Havendo necessidade de exame histológico endometrial ou endocervical, o patologista
(ou laboratório) deve ser informado de que a paciente está sob tratamento com Depo®
Provera® 50 mg.
O médico/laboratório deve ser informado de que o uso de Depo® Provera® 50 mg
pode diminuir os níveis dos seguintes biomarcadores endócrinos:
• esteróides plasmáticos/urinários (cortisol, estrogênio, pregnanodiol,
progesterona, testosterona);
• gonadotrofinas plasmáticas/urinárias (LH e FSH);
• globulina ligada a hormônios sexuais.
Se ocorrer perda completa ou parcial súbita de visão ou no caso de instalação súbita
de proptose, diplopia ou enxaqueca, a medicação não deve ser re-administrada até
realização de exame. Se o exame revelar papiledema ou lesões vasculares retinianas,
a medicação não deve ser re-administrada.
O acetato de medroxiprogesterona não apresentou associação causal com a indução
de distúrbios trombóticos ou tromboembólicos (tromboflebite, embolia pulmonar,
alterações cerebrovasculares e trombose da retina), entretanto, Depo® Provera® 50
mg não é recomendado a pacientes com história de tromboembolismo venoso. A
descontinuação de medicamento é recomendada a pacientes que desenvolverem
tromboembolismo venoso durante o tratamento com Depo® Provera® 50 mg.
Uma pequena quantidade da suspensão pode aderir à parede do frasco-ampola. Por
isso, cada frasco-ampola é preenchido com quantidade suficiente do produto, levandose
em conta essa possibilidade, para fornecer o volume e a potência corretos e
declarados.
Advertências e Precauções Especiais
Perda da Densidade Mineral Óssea
O uso de acetato de medroxiprogesterona injetável reduz os níveis de estrógeno
sérico em mulheres na pré-menopausa e está associado à perda significativa da
densidade mineral óssea devido ao ajuste do metabolismo ósseo para um nível mais
baixo de estrógeno. Esta perda da densidade mineral óssea é particularmente
preocupante durante a adolescência e início da fase adulta, um período crítico do
crescimento ósseo. A perda óssea é maior com o aumento da duração do uso e pode
não ser completamente reversível. Não se sabe se o uso de acetato de
medroxiprogesterona injetável irá reduzir o pico de massa óssea em mulheres mais
jovens e aumentar o risco de fraturas osteoporóticas ao longo da vida. Tanto em
mulheres adultas e adolescentes, a redução da densidade mineral óssea durante o
tratamento parece ser substancialmente reversível após a descontinuação de injeções
de acetato de medroxiprogesterona e o aumento da produção de estrógeno ovariano
(vide “Propriedades Farmacodinâmicas – Estudos de Densidade Mineral Óssea”).
Um estudo de coorte retrospectivo para avaliar o efeito do acetato de
medroxiprogesterona injetável na incidência de fraturas ósseas foi conduzido com
312.395 mulheres que utilizam contraceptivos no Reino Unido. As taxas de incidência
de fraturas foram comparadas entre pacientes que utilizavam acetato de
medroxiprogesterona de depósito (DMPA) e pacientes que utilizam contraceptivos mas
que nunca haviam usado DMPA. A razão da taxa de incidência (RTI) para qualquer
fratura durante o período de acompanhamento (média = 5,5 anos) foi de 1,41 (IC 95%
1,35, 1,47). Entre a sub-coorte de dados antes e após o primeiro relato de tratamento
com contraceptivo (n = 166.367), comparações foram realizadas para o período de
acompanhamento e também para o período de 6 meses antes do primeiro relato de
tratamento com contraceptivo. Comparando as pacientes que utilizam DMPA com as
pacientes que não utilizam, a RTI para qualquer fratura pré-tratamento (RTI 1,28, IC
95% 1,07, 1,53) foi comparável ao RTI pós-tratamento (RTI 1,37, IC 95% 1,29, 1,45).
Os resultados gerais dão suporte à conclusão de que a alta incidência de fraturas
entre pacientes que utilizam DMPA neste estudo ocorre principalmente devido
aoresultado de outros fatores do que à exposição ao DMPA.
O acetato de medroxiprogesterona injetável deve ser utilizado como método
contraceptivo ou no tratamento para endometriose a longo-prazo (mais do que 2
anos), apenas se outros métodos contraceptivos ou tratamentos para a endometriose
forem inadequados. A densidade mineral óssea deve ser avaliada quando uma mulher
precisar continuar o uso do acetato de medroxiprogesterona injetável a longo-prazo.
Nas adolescentes, a interpretação dos resultados de densidade mineral óssea deve
ser feita levando em conta a idade da paciente e a maturidade esquelética.
Outro método contraceptivo ou tratamento para a endometriose deve ser considerado
na análise risco/benefício do uso de acetato de medroxiprogesterona injetável em
mulheres com fatores de risco para osteoporose tais como: .
• Uso crônico de álcool e/ou tabaco;
• Uso crônico de medicamentos que podem reduzir a massa óssea como
anticonvulsivantes ou corticosteróides;
• Baixo índice de massa corpórea e distúrbios alimentares, por exemplo,
anorexia nervosa e bulimia;
• Doença do metabolismo ósseo;
• História familiar importante de osteoporose.
É recomendado que todas as pacientes tenham uma ingestão adequada de cálcio e
vitamina D.
Anovulação prolongada com amenorréia e/ou padrões menstruais erráticos podem
ocorrer após a administração de dose única ou doses múltiplas de Depo® Provera® 50
mg.
Este medicamento pode interromper a menstruação por período prolongado
e/ou causar sangramentos intermenstruais severos.
Uso durante a Gravidez
Depo® Provera® 50 mg é contra-indicado a mulheres grávidas. Quando indicado em
fase de amenorréia, é aconselhável proceder, previamente, a testes imunológicos para
a gravidez.
Alguns relatos sugerem uma associação entre exposição intra-uterina e fármacos
progestacionais durante o primeiro trimestre da gravidez e anormalidades genitais em
fetos.
Crianças nascidas de mães com gravidez acidental um a dois meses após a injeção
de acetato de medroxiprogesterona suspensão injetável, podem estar sob risco
aumentado de baixo peso ao nascer que, por sua vez, está associado ao risco
aumentado de morte neonatal. O risco atribuível é baixo, uma vez que tais gestações
são incomuns (vide “Propriedades Farmacocinéticas”).
Se a paciente engravidar enquanto estiver utilizando o fármaco, ela deve ser
informada do risco potencial para o feto.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.
Depo® Provera® é um medicamento classificado na categoria X de risco de
gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

 

Uso durante a Lactação
O acetato de medroxiprogesterona e seus metabólitos são excretados no leite
materno. Não há evidência sugerindo que esse fato determine qualquer dano ao
lactente (vide “Propriedades Farmacocinéticas”).
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
Os efeitos de Depo® Provera® 50 mg na habilidade de dirigir e operar máquinas não
foram sistematicamente avaliados.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
A administração concomitante de aminoglutetimida e altas doses de Depo® Provera®
(acetato de medroxiprogesterona) 50 mg, pode diminuir significativamente os níveis
séricos de acetato de medroxiprogesterona. As pacientes que utilizam altas doses de
Depo® Provera® 50 mg devem ser alertadas para a possibilidade de redução da
eficácia com o uso de aminoglutetimida.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Classificação MedDRA Eventos
Sistema Imune reações de hipersensibilidade (por ex. anafilaxia e reações
anafilactóides, angioedema)
Endócrinos anovulação prolongada
Metabólicos e Nutricionais edema / retenção de líquidos, alteração do peso
Psiquiátricos depressão, insônia, nervosismo
Sistema Nervoso tontura, cefaléia, sonolência
Vasculares distúrbios tromboembólicos
Gastrintestinais náusea
Hepatobiliares icterícia colestática/ icterícia
Pele e Tecido Subcutâneos acne, alopecia, hisurtismo, prurido, rash, urticária
Sistema Reprodutivo e Seios sangramento uterino anormal (irregular, aumentado,
diminuído), amenorréia, erosão cervical, galactorréia,
mastodinia
Gerais e Condições no Local
da Aplicação
fadiga, reações no local da injeção, pirexia, sensibilidade
Laboratorial alteração da secreção cervical, diminuição da tolerância à
glicose
Eventos adicionais relatados durante experiência pós-comercialização
Na experiência pós-comercialização foram relatados casos raros de osteoporose,
incluindo fraturas osteoporóticas relatadas por pacientes utilizando Depo® Provera®
(acetato de medroxiprogesterona) IM.

 

POSOLOGIA
O frasco-ampola de Depo® Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 50 mg deve
ser vigorosamente agitado antes do uso, para homogeneizar a suspensão.
Doenças Ginecológicas
Tratamento da endometriose
50 mg por via intramuscular semanalmente ou 100 mg a cada 2 semanas por pelo
menos 6 meses.
Medicação Progestacional
Caberá ao médico avaliar quanto à dose, posologia e a conveniência do tratamento.

 

SUPERDOSAGEM
O tratamento de superdosagem deve ser sintomático e de suporte.

PARTE IV
MS – 1.0216.0213
Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann – CRF-SP nº 36144
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Número do lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Produto fabricado e embalado por:
Pfizer Manufacturing Belgium NV
Puurs – Bélgica
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 – Guarulhos – SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
Fale Pfizer: 0800-16-7575
www.pfizer.com.br
DEP5003

Bula do Cyclofemina (Anticoncepcional)

CyclofeminaBula do CYCLOFEMINA:
Suspensão injetável – Medroxiprogesterona – Estradiol

 

Forma farmacêutica de apresentação:
Suspensão injetável.
Estojo com 1 ampola contendo 0,5ml da suspensão injetável.
Uso adulto

 

Fórmula de Composição:
Cada 0,5 de ml da suspensão contém:
Acetato de Medroxiprogesterona 25,0mg
Cipionato de Estradiol 5,0mg
Veículo q.s.p. 0,5ml

 

Informações ao paciente:
Conservar o produto em local fresco e seco, protegido da luz.
Em sua embalagem original o prazo de validade é de 48 meses, desde que observados os cuidados de conservação.
Observar cuidadosamente os dias da administração do produto.
Informar ao médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como sangramento entre os períodos menstruais, alteração do padrão normal de sangramento e raramente ausência de menstruação.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Não usar remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

 

Informações técnicas:
Após administração parenteral, a Medroxiprogesterona é absorvida gradualmente a partir do músculo, e concentrações máximas são obtidas em 3 a 6 dias. A biodisponibilidade da Medroxiprogesterona excede a 80% da dose administrada. É metabolizada no fígado medi-ante hidroxilação da molécula, conjugação e eliminação pela urina e fezes.
Estes parâmetros não se alteram quando o Cipionato de Estradiol é administrado conjuntamente. Após administração parenteral, o Cipi-onato de Estradiol é absorvido progressivamente, e concentrações máximas no soro são alcançadas em 2 a 3 dias. É metabolizado princi-palmente no fígado, formando metabólitos de estrona e, em menor proporção, estriol, que se conjugam para serem eliminados pela urina, secretados na bile e excretados nas fezes. Uma parte experimenta a circulação entero-hepática.
Cyclofemina® é um contraceptivo hormonal de uso intramuscular, cujo efeito protetor tem duração de um mês a partir da data de sua aplicação.
Em concentrações reduzidas e devidamente equilibradas, sua formulação encerra a combinação do Acetato de Medroxiprogesterona com Cipionato de Estradiol, oferecendo uma proteção efetiva na prevenção da gravidez, com uma taxa de gravidez virtualmente de 0%.
A Medroxiprogesterona é um progestágeno eficaz e altamente seletivo. Tem características farmacológicas semelhantes a da progeste-rona natural, sendo cerca de 10 vezes mais potente que esta, e não é transportada pela SHBG (Globulina Fixadora de Hormônios Sexu-ais). Liga-se com baixa afinidade à albumina. Exerce uma potente atividade anovulatória e antigonadotrófica, o que explica sua eficácia contraceptiva com uma só injeção mensal.
O Cipionato de Estradiol é um estrógeno eficaz, sua atividade farmacológica principal provém do composto primário 17-beta-estradiol depois de ser hidrolizado principalmente no fígado.
O principal mecanismo de ação dos componentes combinados de Cyclofemina® é a suspensão da ovulação, através da inibição do fator de liberação hipotalâmico. O aumento dos níveis sangüíneos do componente estrogênico inibe a secreção hipofisária de FSH com conse-qüente atraso na maturação folicular, enquanto que os níveis sangüíneos do componente progestacional são suficientes para inibir o pico de liberação de LH, que aparece no meio do ciclo e induz a ovulação.
Além disso, Cyclofemina® exerce um efeito favorável à contracepção, ao aumentar a viscosidade do muco cervical e reduzir a sua produção.
Cyclofemina® oferece um especial perfil de atividade: não tem atividade androgênica significativa e, portanto, está desprovido ou sua incidência é mínima de efeitos secundários androgênicos, como aumento de peso, acne e hirsutismo.
Cyclofemina® permite um risco para o sistema cardiovascular reduzido. Não produz alterações nos níveis de pressão arterial sistólica ou distólica. Não altera o metabolismo lipídico em relação aos níveis pré-tratamento e carece de efeitos adversos sobre o metabolismo dos carboidratos. Não interfere com os mecanismos de coagulação do sangue. Não causou atrofia anormal do endométrio e em freqüência muito baixa pode ocorrer amenorréia e sangramento intermenstrual.

 

Indicações:
Cyclofemina® é um contraceptivo hormonal, parenteral, de aplicação mensal, indicado na prevenção da gravidez.

 

Contra-indicações:
Contra-indicações absolutas:
Cyclofemina® é contra-indicado nas portadoras de trombose venosa profunda; nos episódios tromboembólicos; doença vascular cerebral e coronariana; hipertensão arterial moderada à severa; presença de mais de um fator de risco reconhecido de doença arterial; hepatopa-tias passadas ou presentes; antecedentes de icterícia durante gestações anteriores ou devido ao uso de esteróides; porfiria; colelitíase; tumores hepáticos benignos ou malignos; carcinoma de mama; neoplasias estrógeno-dependentes; hiperplasia endometrial ou sangra-mento vaginal não identificado; gravidez diagnosticada ou suspeita; hiperlipoproteinemia; galactorréia; mulheres com citologia grau III ou mais no papanicolau, e hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

 

Contra-indicações relativas:
Epilepsia, enxaqueca, diabetes mellitus e depressão severa.
Se algumas das condições anteriores se agravar ou se as provas de função hepática tornarem-se alteradas deve-se descontinuar o tratamento com o produto.

 

Precauções:
Como qualquer outro esteróide, Cyclofemina® não deve ser administrado durante a gestação ou se existe suspeita de gravidez.
O componente estrogênico dos contraceptivos hormonais combinados pode induzir a diminuição do leite materno. Não se recomenda sua utilização durante a lactação.
Os estudos pré-clínicos de toxicidade aguda, subaguda e crônica com Cyclofemina® utilizando esquema de dosificação sensíveis e múlti-plos, não demonstraram efeitos relevantes para o ser humano.
A DL50 é maior que 1000mg/kg em todas as espécies estudadas, e não se relatou potencial tóxico a médio e longo prazo.
In vitro ou in vivo não foram observados teratogenicidade, embriotoxicidade ou capacidade mutagênica com a administração prolongada de Cyclofemina® .

 

Interações Medicamentosas:
Cyclofemina® , como qualquer outro contraceptivo hormonal oral ou parenteral, pode diminuir a resposta antidepressiva dos tricíclicos, assim como aumenta a freqüência de efeitos tóxicos pelo emprego simultâneo de compostos com estrogênio. Anticonvulsivantes como o fenobarbital, primidona, carbamazepina e fenitoína, ao induzirem as enzimas hepáticas, podem reduzir o efeito contraceptivo.
O emprego de drogas como a rifampicima ou certos antibióticos como a ampicilina podem diminuir também o efeito contraceptivo. Nes-tes casos, sugere-se o uso concomitante de um outro método contraceptivo não hormonal (de barreira), quando se administra Cyclofemi-na® concomitantemente com estes farmacos.

 

Reações adversas:
Observa-se incidência mínima de efeitos colaterais que são mais freqüentes nos ciclos iniciais, como sangramento intermenstrual, alte-ração do padrão normal de sangramento e raramente amenorréia, náuseas, vômitos, cefaléia, alteração do peso corporal também podem ser observados.
Os efeitos secundários, tais como acne, hirsutismo, mastalgia, mastodinia, alterações metabólicas, hepatopatias e irritabilidade não têm sido observados com o uso de
Cyclofemina® .

 

Posologia:
Dose:
Uma injeção mensal, por via intramuscular profunda, preferencialmente na região glútea. (AGITE A SUSPENSÃO ANTES DE USAR).
Na primeira vez que se usa, Cyclofemina® deve ser administrado entre o 1º e o 5º dia depois do início do ciclo menstrual, contando o primeiro dia da menstruação como o primeiro dia do ciclo.
A segunda injeção deve ser aplicada entre o 27º e o 33º dia depois da primeira aplicação (30 dias ± 3), qualquer que seja a data em que se apresente a menstruação, a qual, depois da primeira injeção, pode adiantar-se até 10 dias de sua data normal.
As injeções seguintes devem aplicar-se seguindo o mesmo intervalo de 27 a 33 dias depois da injeção anterior. As menstruações devem regressar a sua freqüência normal.
Uma vez aplicada a injeção, para facilitar recordar os dias apropriados à seguinte aplicação, consulte o calendário, que indicará a data em que se aplicou a última injeção.
Realizar cada injeção precisamente nas datas indicadas é de suma importância para assegurar uma proteção completa contra a gravi-dez.
Em caso de haver deixado passar os dias indicados para aplicar Cyclofemina® recomenda-se esperar até que se apresente a menstruação seguinte, antes de reiniciar o tratamento (sempre entre o 1º e o 5º dia do ciclo menstrual) e, durante o tempo de espera, recorrer a um método anticoncepcional não hormonal.
Para facilitar as datas de aplicação, Cyclofemina® é acompanhado de prático calendário à prova de erros, onde a paciente poderá ver de maneira fácil e anotar a data de sua próxima aplicação, permitindo conservar um registro exato e sensível de consultar sobre sua terapia contraceptiva com Cyclofemina® .

 

Alterações nas provas de laboratório:
Não existem relatos de alterações nos resultados obtidos até 24 ciclos de tratamento com Cyclofemina® , em nenhum dos parâmetros analisados nas provas de laboratório dirigidas a avaliar os mecanismos de coagulação sangüínea, o perfil tireoidiano, o perfil lipídico e o metabolismo de glicose.

 

Conduta na superdosagem:
Não se tem reportado casos de superdosagem com Cyclofemina® .
As sobredoses de esteróides provocariam náuseas, vômitos e cefaléia. As mulheres podem apresentar sangramento por deprivação. Em tal caso, recomenda-se esperar que se restabeleça o padrão de sangramento regular.

 

Venda sob prescrição médica
Reg. M.S.: 1.0397.0071 – Farm. Resp.: Dr. Flávio Yukihiko Tasaka – CRF-RJ nº 2.805
Indústria Brasileira
Data de fabricação, lote e validade: vide embalagem.
Distribuidor Exclusivo: Produtos Farmacêuticos Millet Roux Ltda.
Rua Eliseu Visconti, nº 5 – Rio de Janeiro – RJ – CGC.: 33388182-0001/79
Fabricante: Productos Científicos S. A. de C. V. “Laboratorios Carnot”

Bula do Belara (Anticoncepcional)

BelaraBula do Belara®:
Comprimidos
acetato de clormadinona e etinilestradiol

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos em embalagem com 1 cartela com 21 comprimidos.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém 2 mg de acetato de clormadinona e 0,03 mg de
etinilestradiol.
Excipientes: amido, dióxido de titânio, estearato de magnésio, hipromelose, lactose
monoidratada, macrogol 6000, óxido de ferro vermelho, povidona, propilenoglicol,
talco.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO DO MEDICAMENTO
Belara® é um anticoncepcional de uso oral que, ao ser tomado da forma indicada
nesta bula, inibe a ovulação e previne a gravidez. Ocorre, também, modificação do
muco cervical, com consequente redução da migração e alteração da motilidade dos
espermatozóides.
Quando Belara® é utilizado corretamente como contraceptivo, a chance de você
engravidar é de 0,04% a cada ano de uso. A possibilidade de engravidar aumenta
com o uso incorreto.

 

INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
Belara® é indicado como anticoncepcional.

RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
Algumas mulheres não devem usar Belara® . Por exemplo, você não deve usar
Belara® se estiver grávida ou achar que está grávida ou se apresentar uma ou mais
das seguintes condições:
Doenças do fígado
– Doenças hepáticas progressivas agudas e crônicas, transtornos da secreção
biliar de bilirrubina (síndromes de Dubin-Johnson e de Rotor), transtornos da
secreção biliar, do fluxo biliar (colestase, mesmo tendo ocorrido no passado,
se associada à gestação ou uso de esteróides sexuais; isto inclui icterícia
idiopática ou prurido durante gestação anterior ou tratamento com estrogenioprogestogênio).
– Após a resolução de hepatite viral (testes de função hepática normais), um
período de 6 meses deve ser observado antes de iniciar o uso de Belara® .
– Neoplasias hepáticas passadas ou atuais.
Doenças vasculares e metabólicas
– Tabagismo
– História passada ou presente de transtornos tromboembólicos (especialmente
acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, trombose de veia profunda,
embolia pulmonar), bem como estados que aumentam a susceptibilidade a
estas condições (p.ex., transtornos da coagulação com tendência para
formação de trombos, antitrombina III (AT III) congênita, deficiências de
proteína C e proteína S, algumas doenças cardíacas).
– Hipertensão arterial exigindo tratamento
– Diabetes mellitus grave com alterações vasculares associadas
(microangiopatia)
– Anemia falciforme
– Transtornos graves do metabolismo lipídico, especialmente quando
acompanhado de outros fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Doenças malignas
– Certos tumores malignos (p.ex., de mamas, cérvice uterina ou mucosa uterina)
mesmo após seu tratamento ou em casos suspeitos.
Hiperplasia endometrial
Outras doenças
– história de herpes gestacional
– otoesclerose com deterioração durante gestações anteriores
– obesidade grave
– enxaqueca associada a transtornos sensoriais, da percepção e/ou motores
– sangramento genital anormal não diagnosticado
– hipersensibilidade a algum dos componentes da fórmula de BELARA®
Advertências
Pacientes com diabetes clinicamente evidente ou com predisposição para esta
condição devem ser monitoradas para possíveis alterações no metabolismo de
carboidratos antes e durante o tratamento.
A influência do tratamento hormonal sobre os parâmetros monitorados deve sempre
ser considerada ao interpretar os resultados dos testes de função hepática e
endócrinos. Em geral, resultados sem viés não são obtidos até 2 a 4 meses após o
final do tratamento.
O uso de Belara® deve ser interrompido imediatamente nas seguintes situações:
– Gravidez
– Sinais iniciais de tromboflebite ou tromboembolismo (p.ex., dor ou inchaço incomum
das pernas, dor aguda de origem desconhecida à respiração ou tosse, dor e
sensação de aperto torácico).
– Cirurgia programada (6 semanas de antecedência) e durante imobilização, p.ex.,
após acidentes.
– Primeiro episódio de cefaléia do tipo enxaqueca ou aumento da frequência de
cefaléias graves incomuns.
– Deficiência sensorial aguda (visual, auditiva, etc.).
– Transtornos motores (especialmente paralisia).

– Queixas abdominais altas (na região do estômago) graves. Hepatomegalia
(aumento do fígado) ou sinais de sangramento intra-abdominal (veja “Reações
Adversas”).
– Elevação da pressão arterial a níveis constantemente acima de 140/90 mmHg.
Icterícia (pele amarelada), hepatite, prurido (coceira) generalizado, colestase e testes
de função hepática anormais.
– Aumento de crises epilépticas.
– Primeiro episódio ou recorrência de porfiria (todas as três formas, especialmente
porfiria adquirida).
– Descompensação aguda de diabetes mellitus.
As pacientes devem ser monitoradas nas seguintes situações:
– Doenças cardíacas e renais, enxaqueca, epilepsia, asma (também a ocorrida no
passado), uma vez que estas condições podem ser afetadas por um possível
acúmulo de líquidos.
– História de flebite
– Tendência acentuada para varizes
– Esclerose múltipla
– Coréia de Sydenham
– Tetania
– Diabetes mellitus e tendência para este transtorno
– História pregressa de doenças hepáticas
– Transtornos do metabolismo lipídico
– Sobrepeso considerável
– Aumento da pressão arterial
– Endometriose
– Mastopatia
– Otosclerose
– Mioma uterino
Frente à possibilidade de prejuízo grave à saúde devido a eventos tromboembólicos
(veja “Reações Adversas”), você deve ser cuidadosamente avaliada por seu médico
quanto à presença de fatores predisponentes (p.ex., veias varicosas, história de
flebite e trombose, bem como doenças cardíacas, sobrepeso considerável,
transtornos da coagulação sanguínea) e quanto à ocorrência de eventos
tromboembólicos venosos entre familiares jovens, e quaisquer destes fatores devem
ser considerados ao se decidir sobre a prescrição deste contraceptivo.
Pacientes fumantes em uso de contraceptivos hormonais têm um risco adicional
aumentado de desenvolver, algumas vezes, sequelas graves de alterações
vasculares (p.ex., infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral [derrame]). O risco
aumenta com a idade e o aumento do consumo de cigarros.
Especialmente mulheres acima dos 30 anos de idade devem evitar fumar se
pretendem tomar contraceptivos hormonais para evitar a gravidez. Se forem
incapazes de parar de fumar devem optar por outras formas de contracepção.
Estudos pós-comercialização mostraram que a incidência de doenças
tromboembólicas pode diminuir durante o uso de contraceptivos de baixa dose de
estrogênio (0,05 mg ou menos), o que levou ao desenvolvimento de contraceptivos
hormonais de baixa dosagem. Se a expectativa que mulheres em uso de tais
formulações de baixa dose têm realmente incidência menor de oclusões vasculares
trombóticas ou tromboembólicas é justificada, ainda não foi conclusivamente
estabelecido.
Portanto, mesmo em uso de contraceptivos hormonais de baixa dose, você deve ser
cuidadosamente avaliada quanto à presença de fatores que promovem processos
tromboembólicos (veja acima), e o risco deve ser avaliado contra os potenciais
benefícios deste método de contracepção.
A ocorrência de doenças tromboembólicas em familiares em idade jovem pode
indicar a presença de transtornos do sistema de coagulação. Doenças deste tipo
incluem trombose venosa profunda, embolia pulmonar, acidente vascular cerebral,
transtornos súbitos dos sentidos ou da percepção (visual, auditiva), distúrbios da fala
e do movimento, especialmente paralisia, infarto do miocárdio e angina pectoris. Se
houver história familiar de tais doenças, seu estado de coagulação deve ser
cuidadosamente determinado antes de receber a prescrição de Belara® (isto inclui,
p.ex., determinação de AT III, proteína C e proteína S).
Mulheres acima dos 40 anos de idade exigem monitoramento especial, uma vez que
a tendência para trombose aumenta com a idade.

O uso de qualquer contraceptivo oral combinado pode implicar em risco aumentado
de tromboembolismo venoso em comparação com a não utilização deste tipo de
contraceptivo. O excesso de risco de tromboembolismo venoso é maior durante o
primeiro ano de uso do contraceptivo oral. Este risco aumentado é menor que o risco
de tromboembolismo venoso associado à gestação, o qual é estimado em 60 casos
por 100.000 gravidezes. O tromboembolismo venoso é fatal em 1-2% dos casos. A
influência de Belara® no risco de tromboembolismo venoso é desconhecida em
comparação a outros contraceptivos orais combinados. Procure auxílio médico,
assim que possível, se perceber possíveis sintomas de trombose ou embolia
pulmonar, como dor e inchaço nos braços e/ou pernas, encurtamento da respiração e
dor aguda no peito.
Condições patológicas que podem piorar durante o uso de Belara® :
Certas doenças podem ser afetadas de forma adversa tanto pela gravidez quanto
pelo uso de estrogênios ou combinações de estrogenio-progestogênio. Estas
condições incluem epilepsia, esclerose múltipla, otosclerose, herpes gestacional,
porfiria, tétano, candidíase e trichomoníase.
Pacientes com asma, enxaqueca e disfunção cardíaca ou renal grave, exigem
acompanhamento médico cuidadoso devido à possibilidade de retenção de líquidos
durante o uso de combinações de estrogenio-progestogênio.
Efeito sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas:
Belara® não interfere com a capacidade de dirigir e operar máquinas.

 

Gravidez e amamentação
A presença de gravidez deve ser excluída antes de se iniciar o uso de Belara® . Se
ocorrer gravidez durante o tratamento, o uso de Belara® deve ser interrompido
imediatamente. No entanto, o uso anterior de Belara® não justifica a interrupção da
gravidez.
Se Belara® for tomado durante a amamentação é importante lembrar que pode
haver diminuição da produção de leite. Quantidades muito pequenas dos
ingredientes ativos de Belara® são excretadas no leite.

No entanto, em geral, a contracepção só é indicada durante períodos prolongados de
amamentação uma vez que, habitualmente não ocorre ovulação durante períodos
curtos de amamentação.
Se possível, métodos contraceptivos não hormonais devem ser usados até a
interrupção da amamentação.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica.
Precauções
Como para todos os inibidores da ovulação, erros de tomada e de método podem
ocorrer e, portanto, não se pode esperar 100% de eficácia do método.
Antes de iniciar o uso de contraceptivos hormonais, o médico deverá realizar um
exame físico geral (incluindo medida da pressão arterial, peso corporal, teste de
glicose urinária e, se necessário, testes diagnósticos hepáticos específicos) e
ginecológico (incluindo as mamas e o papanicolaou) completos, com ênfase especial
na exclusão de gravidez e na detecção de condições de risco e de doenças que
necessitem tratamento.
Se ocorrer gravidez durante o uso de Belara® , a medicação deve ser interrompida.
No entanto, se você engravidar enquanto estiver tomando Belara® , não é
necessário interromper a gravidez.
Check-ups médicos devem ser realizados com intervalos de 6 meses durante o
tratamento.
Interações medicamentosas
A eficácia contraceptiva de Belara® pode ser prejudicada pela administração
concomitante de medicamentos que aumentam a biodegradação de hormônios
esteróides (p.ex., barbitúricos, rifampicina, griseofulvina, fenilbutazona e
antiepilépticos, como barbexaclona, carbamazepina, fenitoína, primidona) e
preparações contendo Erva de São João. A ocorrência de pequenos sangramentos
vaginais (spotting) foi relatada em mulheres em uso de preparações contendo Erva
de São João e contraceptivos orais concomitantemente. Níveis sanguíneos reduzidos
do contraceptivo também foram medidos devido a alterações na flora intestinal
associadas ao uso concomitante de antibióticos como ampicilina ou tetraciclinas e,
também, após a ingestão de carvão ativado. Foram registradas taxas aumentadas de
sangramento intermenstrual e, em casos isolados, de gravidez.
A necessidade de insulina ou outros hipoglicemiantes pode ser alterada devido à
influência na tolerância à glicose.
A excreção de teofilina ou cafeína é diminuída durante o uso de contraceptivos orais,
levando ao aumento ou prolongamento do efeito destes dois fármacos.
Interação com exames laboratoriais
Valores normais de laboratório podem ser afetados pelos contraceptivos hormonais.
A velocidade de hemosedimentação, p.ex., pode aumentar na ausência de patologia.
Níveis aumentados de cobre e ferro séricos, assim como de fosfatase alcalina
leucocitária, p.ex., foram descritos, além de alterações em outros parâmetros
laboratoriais.
Atenção: Este medicamento contém Açúcar, portanto, deve ser usado com
cautela em portadores de Diabetes.
Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso
para a sua saúde.

 

MODO DE USO
Os comprimidos de Belara® são redondos, biconvexos, de cor rosa-pálido.
Se você estiver iniciando o uso de Belara® ou mudando de outro anticoncepcional
para Belara® , a tomada regular tem início com o primeiro comprimido, no primeiro
dia do ciclo, que deve corresponder ao primeiro dia da menstruação, mesmo quando
você já vinha usando outro contraceptivo hormonal oral.
Se Belara® for tomado no primeiro dia de sangramento após o parto ou aborto, a
proteção contraceptiva não será confiável durante as duas primeiras semanas, pois
pode não ser mais possível suprimir esta primeira ovulação.

O primeiro comprimido deve ser retirado da cartela na posição correspondente ao dia
da semana (p.ex., “Dom” para domingo) e deglutido inteiro. A seguir, um comprimido
deve ser tomado diariamente seguindo a orientação das setas, se possível sempre
na mesma hora do dia – de preferência à noite – pois a regularidade da tomada é
essencial para garantir a confiabilidade contraceptiva de Belara® . O intervalo entre
as tomadas deve ser regular, de 24 horas, sempre que possível. Os dias da semana
impressos na cartela permitem a você verificar todo dia se o comprimido do dia em
questão já foi tomado.
A tomada do último comprimido da cartela é seguida por intervalo de 7 dias sem
medicação, durante o qual ocorre o sangramento, dentro de 2 a 4 dias após o último
comprimido.
Após o intervalo de 7 dias sem medicação, uma nova cartela de Belara® deve ser
iniciada, quer você continue apresentando sangramento ou não.
Importante (confiabilidade contraceptiva)
A proteção contraceptiva tem início no primeiro dia de tomada e continua durante os
intervalos de 7 dias livres de medicação (exceções: após o parto e aborto).
Erros de tomada, vômitos ou doenças intestinais associadas a diarréia,
administração concomitante prolongada de certos medicamentos (veja Interações
com outros fármacos) e, muito raramente, doenças metabólicas individuais, podem
prejudicar a eficácia contraceptiva. Laxantes leves não afetam a confiabilidade
contraceptiva.
Se você esquecer de tomar o comprimido na hora usual, ele deve ser tomado dentro
das próximas 12 horas, no máximo. Se o intervalo normal entre as tomadas for
excedido em mais de 12 horas, não há mais garantia de contracepção durante este
ciclo. Em tais casos, você deve continuar a tomar o comprimido da cartela atual
conforme programado, mas deixando de lado o comprimido que foi esquecido, a fim
de evitar que ocorra sangramento prematuro, além de usar um contraceptivo de
barreira adicional (p.ex., preservativo, diafragma, etc.).
Os hormônios contidos em Belara® são habitualmente rapidamente absorvidos pelo
organismo. Apenas nos casos em que a diarréia ou vômitos ocorram logo após a
tomada de Belara® (até 4 horas após a tomada) você deve imediatamente tomar o
próximo comprimido, de maneira a assegurar a proteção contraceptiva. Seu ciclo,
então, será diminuído em 1 dia.
Se você vomitar várias vezes ou as queixas persistirem por mais de 12 horas,
continue tomando os comprimidos conforme planejado até o final da cartela, porém
utilize um método adicional de barreira, como p.ex., o preservativo.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar
observe o aspecto do medicamento.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
Posologia
Você deve tomar um comprimido de Belara® todos os dias, durante 21 dias, no
mesmo horário, de preferência logo antes do horário de dormir. Os comprimidos
devem ser ingeridos inteiros. Após este período, uma pausa de 7 dias deve ser
respeitada, reiniciando-se uma nova cartela no 8o dia.

 

REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas que podem ser observadas com o uso de Belara® são
ordenadas quanto ao seu tipo e aparecimento, sendo que a seguinte classificação é
adotada:
Muito comuns: ocorrem em 1 de cada 10 mulheres usuárias;
Comuns: ocorrem em menos de 1 em cada 10, mas mais de 1 em cada 100
mulheres usuárias;
Incomuns: ocorrem em menos de 1 em cada 100, mas mais de 1 em cada 1.000
mulheres usuárias;
Raras: ocorrem em menos de 1 em cada 1.000, mas mais de 1 em cada 10.000
mulheres usuárias;
Muito raras: ocorrem em menos de 1 em cada 10.000, incluindo casos isolados;
Reações Adversas Gerais
Sistema gastrointestinal
Comuns: náusea. Incomuns: vômitos. Raras: dor de estômago, problemas gástricos
e intestinais.
Órgãos genitais e mamas
Comuns: tensão mamária, corrimento, menstruação dolorosa. Raras: dor no
abdomen inferior, descarga de leite nas mamas, miomas uterinos, inflamação da
vagina, cistos de ovário, infecções por fungos dos órgãos genitais. Muito raras:
aumento das mamas, do sangramento genital, das queixas pré-menstruais.
Sistema nervoso
Comuns: dor de cabeça. Incomuns: tontura, primeiro episódio de enxaqueca ou piora
de enxaqueca já existente.
Doenças psicológicas
Comuns: depressão, irritabilidade. Incomuns: nervosismo.
Órgãos sensoriais
Incomuns: distúrbios visuais. Raras: conjuntivite (p.ex., com o uso de lentes de
contato), desconforto ao uso de lentes de contato, zumbido.
Pele e apêndices
Raras: distúrbios de pigmentação, cloasma (que piora em longos períodos de
exposição ao sol), ressecamento da pele, reações alérgicas de pele, coceira, acne
transitória, perda de cabelo. Muito raras: dermatite, eritema nodoso, piora da
psoríase.
Distúrbios dos vasos
Raras: colapso cardiovascular. Muito rara: aumento da pressão sanguínea.
Músculos, ossos e tecido conectivo
Raras: dor lombar, alterações musculares.
Outros
Comuns: cansaço. Incomuns: sensação de peso nas pernas, retenção hídrica nos
tecidos. Raras: mudanças no peso ou apetite, alterações na libido, tendência à
sudorese.

Reações Adversas Específicas do Ciclo Menstrual
– Sangramento intracíclico: spotting e sangramento de escape (com intensidade
menstrual) podem ocorrer durante o uso de Belara® . Estes tipos de
sangramento são raros e ocorrem, em geral, apenas durante os primeiros
ciclos de uso. Você deve continuar a tomar Belara® e, se o sangramento não
desaparecer espontaneamente dentro de alguns dias, recomenda-se que o
médico seja consultado para excluir qualquer patologia orgânica.
– Ausência de sangramento de privação: em casos muito raros, se não ocorre
sangramento de privação durante os dias livres de medicação, você pode
continuar a tomar Belara® se a presença de gravidez for excluída dentro dos
primeiros 10 dias do novo ciclo de tratamento.
Nota: na maioria dos casos, após a interrupção do uso de Belara® , as
glândulas reprodutoras rapidamente assumem seu funcionamento pleno e a
capacidade de conceber é restaurada. Em geral, o primeiro ciclo é prolongado
em cerca de 1 semana. Entretanto, se um ciclo normal não reaparecer em 2 a
3 meses, consulte seu médico.
– Existe um discreto aumento na incidência de doenças das vias biliares durante
o uso prolongado de contraceptivos hormonais. Há uma divisão de opiniões
em relação à possibilidade de formação de cálculos biliares durante o uso de
contraceptivos contendo estrogênio. Em casos raros, tumores hepáticos
benignos e, mais raramente ainda, malignos foram observados após o uso de
agentes hormonais do tipo contido em Belara® e em alguns casos resultaram
em sangramento intra-abdominal potencialmente fatal.
Se ocorrem queixas abdominais altas incomuns, que não se resolvem
espontaneamente e rapidamente, pode ser necessário interromper o uso de
Belara® .
Em casos muito raros, os sintomas descritos também podem ocorrer
associados a trombose de veia hepática ou veia mesentérica.
Efeito sobre o tecido mamário
O câncer de mama é uma das neoplasias dependentes de hormônios. Fatores de
risco para câncer de mama tais como menarca precoce, menopausa tardia (após 52
anos de idade), nuliparidade, ciclos anovulatórios, etc., são bem conhecidos e
sugerem a possibilidade de envolvimento hormonal no desenvolvimento do mesmo.
Os receptores hormonais são de importância vital na biologia do tumor do câncer de
mama. Os estrogênios, especialmente, induzem uma multiplicidade de fatores de
crescimento tais como fator de transformação de crescimento alfa (TGF-alfa). Os
estrogênios e os progestogênios influenciam o crescimento de células de câncer de
mama. Estas relações biológico tumorais, entre outras, formam a base teórica para o
tratamento farmacológico do câncer de mama pós-menopáusico receptor-positivo. A
análise de estudos epidemiológicos que indicam uma possível relação entre o uso de
contraceptivos orais e o câncer de mama também sugere que a ocorrência desta
neoplasia em mulheres até a meia idade é frequentemente associada ao uso de
contraceptivos orais iniciados precocemente e utilizados a longo prazo. Por outro
lado, esse é apenas um dos vários possíveis fatores de risco envolvidos.
Secreção mamária e aumento do tamanho das mamas têm sido observados em
casos individuais.
Cistos ovarianos
Cistos ovarianos funcionais foram encontrados em mulheres em uso de
contraceptivos orais.
Risco tromboembólico
O uso de contraceptivos hormonais está associado ao risco aumentado de doenças
tromboembólicas venosas e arteriais (p.ex., trombose venosa, embolia pulmonar,
acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio). Este risco pode ser aumentado por
fatores adicionais (tabagismo, hipertensão, transtornos da coagulação sanguínea ou
metabolismo lipídico, sobrepeso considerável, veias varicosas, história de flebite e
trombose) (veja “Advertências”).
Atenção: este é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado
eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e
não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Sintomas
A intoxicação aguda resultante da tomada simultânea de um grande número de
comprimidos só é esperada em casos extremos e não resulta habitualmente em
condições com risco de vida, mas principalmente em sintomas gastrintestinais,
disfunção hepática, do equilíbrio hídrico e do metabolismo eletrolítico, bem como
sangramento de privação em mulheres. Meninas na pré-puberdade podem
apresentar discreto sangramento vaginal.
Tratamento
O monitoramento preventivo do metabolismo eletrolítico, equilíbrio hídrico e função
hepática, bem como medidas sintomáticas são necessários apenas em casos raros.

 

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO
Os comprimidos de Belara® devem ser conservados em temperatura ambiente
(entre 15°C e 30°C).

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades farmacodinâmicas
Belara® é um contraceptivo oral combinado contendo um estrogênio, etinilestradiol,
e um progestogênio, acetato de clormadinona. A tomada contínua de Belara®
durante 21 dias resulta na inibição da secreção de FSH e LH pela hipófise, com
supressão da ovulação. A consistência do muco cervical é modificada, reduzindo a
migração dos espermatozóides para o canal cervical e alterando a motilidade dos
espermatozóides.
Durante os estudos de tolerabilidade e eficácia, o efeito positivo conhecido do
acetato de clormadinona sobre as alterações cutâneas androgênicas como acne e
seborréia foi observado.

Propriedades farmacocinéticas
O acetato de clormadinona e o etinilestradiol são absorvidos rapidamente e quase
completamente após a ingestão dos comprimidos de Belara® . A disponibilidade
sistêmica do acetato de clormadinona é alta em comparação a do etinilestradiol, uma
vez que ele não é submetido ao metabolismo de primeira passagem hepática. As
concentrações de pico plasmático são alcançadas em 1 a 2 horas após a
administração oral. No plasma, as substâncias ativas ligam-se principalmente às
proteínas. Ambas são rapidamente distribuídas aos tecidos. O acetato de
clormadinona é armazenado principalmente no tecido gorduroso, do qual é liberado
de forma equilibrada para a circulação. O estado de equilíbrio é atingido após 3 a 4
dias para o etinilestradiol e após 8 dias para o acetato de clormadinona. A meia-vida
de eliminação média do acetato de clormadinona é 34 horas e do etinilestradiol é de
13 a 27 horas. A maior parte do acetato de clormadinona é excretada sob a forma de
metabólitos altamente polarizados e conjugados na urina e fezes na proporção 40:60.
O etinilestradiol também é eliminado na urina e fezes (40:60) com meia-vida renal
média de 25 horas. Os produtos de biodegradação na urina são predominantemente
sulfatos glicuronídeo, sendo 20% do composto base recuperado nas fezes.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA
Em um estudo multicêntrico, aberto, foram incluídas 2.620 mulheres, que receberam
Belara® durante 12 ciclos menstruais, representando um total de 29.262 ciclos.
Durante o período de observação 10 casos de gravidez foram relatados. Portanto, o
Índice de Pearl não ajustado foi 0,4 [95% IC (0,2 – 0,8)]. Entretanto, 90% dos casos
de gravidez ocorreram por erros de tomada do medicamento, com pelo menos 8 de 9
pacientes esquecendo de tomar os comprimidos de Belara® várias vezes. Após uma
revisão, apenas 1 caso de gravidez foi considerado como falha do método
contraceptivo, resultando em um Índice de Pearl ajustado de 0,04 [95% IC (0,002 –
0,2)].1
Em outro estudo multicêntrico, aberto, fase III, foram avaliadas 1.655 mulheres,
tratadas com Belara® durante um período ≤ 24 ciclos. De um total de 22.337 ciclos
observados, 12 casos de gravidez foram relatados. Em 7 dos 12 casos relatados, a
gravidez ocorreu por erros de tomada, administração concomitante de antibióticos,
diarréia ou vômitos. O Índice de Pearl teórico, neste estudo, foi de 0,269 [95% IC
(0,109 – 0,600)]. 2
Adicionalmente, uma publicação de um estudo fase III, multicêntrico, aberto, simplescego,
randomizado, controlado e paralelo, investigou a eficácia da administração de
contraceptivos orais combinados de baixa dosagem sobre a acne pápulo-pustulosa
da face, colo e dorso. Foram incluídas 199 pacientes distribuídas em dois grupos:
101 receberam etinilestradiol associado ao acetato de clormadinona e 98 receberam
um comparador contendo etinilestradiol associado a outro progestogênio.
Após 12 ciclos de tratamento, foram observadas taxas de resposta significativamente
melhores, de 59,4%, com a combinação etinilestradiol + acetato de clormadinona e
de 45,9% com o comparador (p=0,02). Esta diferença entre as duas formulações foi
ainda mais pronunciada para a acne da região do colo e do dorso costas. Em ambas
as localizações, observou-se maior taxa de cura ao final do tratamento e menor
número de exacerbações com a combinação de etinilestradiol + acetato de
clormadinona.3
Bibliografia
1.Schramm, G and Steffens, D. A 12-month evaluation of the CMA-containing oral
contraceptiva Belara® ®: efficacy, tolerability and anti-androgenic properties. Contraception
(2003); 67: 305-312.
2. Zahradnik, HP et al. Efficacy and Safety of the New Antiandrogenic Oral Contraceptive
Belara® ®. Contraception 1998; 57: 103-109.
3. Worret, I et al. Acne resolution Rates: Results of a Single-Blind, Randomizaed, Controlled,
Parallel Phase III Trial with EE/CMA (Belara® ®) and EE/LNG (Microgynon®). Dermatology
2001; 203: 38-44.

 

INDICAÇÕES
Belara® é indicado como contraceptivo (anticoncepcional hormonal oral).

 

CONTRA-INDICAÇÕES
O uso de Belara® é contra-indicado nos seguintes casos:
Gravidez
Doenças hepáticas
– Doenças hepáticas progressivas agudas e crônicas, transtornos da secreção
biliar de bilirrubina (síndromes de Dubin-Johnson e de Rotor), transtornos da
secreção biliar, do fluxo biliar (colestase, mesmo tendo ocorrido no passado,
se associada à gestação ou uso de esteróides sexuais; isto inclui icterícia
idiopática ou prurido durante gestação anterior ou tratamento com estrogenioprogestogênio).
– Após a resolução de hepatite viral (testes de função hepática normais), um
período de 6 meses deve ser observado antes de iniciar o uso de Belara® .
– Neoplasias hepáticas passadas ou atuais.
Doenças vasculares e metabólicas
– Tabagismo
– História passada ou presente de transtornos tromboembólicos (especialmente
acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, trombose de veia profunda,
embolia pulmonar), bem como estados que aumentam a susceptibilidade a
estas condições (p.ex., transtornos da coagulação com tendência para
formação de trombos, antitrombina III (AT III) congênita, deficiência de
proteína C e proteína S, algumas doenças cardíacas).
– Hipertensão arterial exigindo tratamento
– Diabetes mellitus grave com alterações vasculares associadas
(microangiopatia)
– Anemia falciforme
– Transtornos graves do metabolismo lipídico, especialmente quando
acompanhado de outros fatores de risco para doenças cardiovasculares.
Doenças malignas
– Certos tumores malignos (p.ex., de mamas, cervix uterina ou mucosa uterina)
mesmo após seu tratamento ou em casos suspeitos.
Hiperplasia endometrial
Outras doenças
– história de herpes gestacional
– otoesclerose com deterioração durante gestações anteriores
– obesidade grave
– enxaqueca associada a transtornos sensoriais, da percepção e/ou motores
– sangramento genital anormal não diagnosticado
– hipersensibilidade aos componentes da fórmula de BELARA®

 

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros.
Um comprimido deve ser tomado todos os dias, no mesmo horário, de preferência
logo antes de dormir. Antes de iniciar o uso de contraceptivos hormonais, deve ser
realizado um exame geral e ginecológico completo, com ênfase especial na exclusão
de gravidez. Se ocorrer gravidez durante o uso de Belara® , a medicação deve ser
interrompida. No entanto, o uso prévio de Belara® não justifica a interrupção da
gravidez.
Check-ups médicos devem ser realizados com intervalos de 6 meses durante o
tratamento.
O primeiro comprimido deve ser retirado da cartela na posição correspondente ao dia
da semana (p.ex., “Dom” para domingo) e deglutido inteiro. A seguir, um comprimido
deve ser tomado diariamente seguindo a orientação das setas, se possível sempre
na mesma hora do dia – de preferência à noite – pois a regularidade da tomada é
essencial para garantir a confiabilidade contraceptiva de Belara® . O intervalo entre
as tomadas deve ser regular, de 24 horas, sempre que possível. Os dias da semana
impressos na cartela permitem à usuária verificar todo dia se o comprimido do dia em
questão já foi tomado.

 

POSOLOGIA
Como para todos os inibidores da ovulação, erros de tomada e de método
podem ocorrer e, portanto, não pode se esperar 100% de eficácia do método.
Um comprimido deve ser tomado todos os dias, no mesmo horário, de preferência
logo antes de dormir. O intervalo entre as tomadas deve ser regular, de 24 horas,
sempre que possível.
Para usuárias iniciando o uso ou mudando de outro anticoncepcional para Belara®
, a tomada regular tem início com o primeiro comprimido no primeiro dia do ciclo, que
corresponde ao primeiro dia da menstruação.
Se Belara® for tomado no primeiro dia de sangramento após o parto ou aborto, a
proteção contraceptiva não será confiável durante as duas primeiras semanas, pois
pode não ser mais possível suprimir esta primeira ovulação.

A tomada do último comprimido da cartela é seguida por intervalo de 7 dias sem
medicação, durante o qual ocorre o sangramento, dentro de 2 a 4 dias após o último
comprimido.
Após o intervalo de 7 dias sem medicação uma nova cartela de Belara® deve ser
iniciada, quer o sangramento tenha terminado ou ainda persista.
Importante (confiabilidade contraceptiva)
A proteção contraceptiva tem início no primeiro dia de tomada e continua durante os
intervalos de 7 dias livres de medicação (exceções: após o parto e aborto).
Erros de tomada, vômito ou doenças intestinais associadas à diarréia, administração
concomitante prolongada de certos medicamentos (veja Interações com outros
fármacos) e, muito raramente, doenças metabólicas individuais, podem prejudicar a
eficácia contraceptiva. Laxantes leves não afetam a confiabilidade contraceptiva.
Se a usuária esquecer de tomar o comprimido na hora usual, ele deve ser tomado
dentro das próximas 12 horas no máximo. Se o intervalo normal entre a tomada for
excedido em mais de 12 horas, não há mais garantia de contracepção durante este
ciclo. Em tais casos, as usuárias devem continuar a tomar o comprimido da cartela
atual conforme programado, mas deixando de lado o comprimido que foi esquecido a
fim de evitar que ocorra sangramento prematuro. Um contraceptivo de barreira
adicional deve ser usado.
Na presença de vômitos ou distúrbio intestinal, a medicação não deve ser
interrompida. Um contraceptivo de barreira adicional deve ser usado durante este
ciclo.

 

ADVERTÊNCIAS
Antes de iniciar o uso de contraceptivos hormonais, deve ser realizado um exame
geral (incluindo medida da pressão arterial, do peso, glicosúria e, se necessário,
testes hepáticos específicos) e ginecológico completos (incluindo exame de mamas e
colpocitológico) a fim de detectar doenças que exigem tratamento e fatores de risco
e, acima de tudo, excluir a presença de gravidez. Estes check-ups devem ser
repetidos a cada 6 meses durante o uso de Belara® .

Pacientes com diabetes clinicamente evidente ou com predisposição para esta
condição devem ser monitoradas para possíveis alterações no metabolismo de
carboidratos antes e durante o tratamento.
A influência do tratamento hormonal sobre os parâmetros monitorados deve sempre
ser considerada ao interpretar os resultados dos testes de função hepática e
endócrinos. Em geral, resultados sem viés não são obtidos até 2 a 4 meses após o
final do tratamento.
O uso de Belara® deve ser interrompido imediatamente nas seguintes situações:
– Gravidez
– Sinais iniciais de tromboflebite ou tromboembolismo.
– Cirurgia programada (6 semanas de antecedência) e durante imobilização, p.ex.,
após acidentes.
– Primeiro episódio de cefaléia do tipo enxaqueca ou aumento da frequência de
cefaléias graves incomuns.
– Deficiência sensorial aguda (visual, auditiva, etc.).
– Transtornos motores (especialmente paralisia).
– Queixas abdominais altas graves. Hepatomegalia ou sinais de sangramento
intrabdominal (veja “Reações Adversas”).
– Elevação da pressão arterial a níveis constantemente acima de 140/90 mmHg.
– Icterícia, hepatite, prurido generalizado, colestase e testes de função hepática
anormais.
– Aumento de crises epilépticas.
– Primeiro episódio ou recorrência de porfiria (todas as três formas, especialmente
porfiria adquirida).
– Descompensação aguda de diabetes mellitus.
As pacientes devem ser monitoradas nas seguintes situações:
– Doença cardíaca e renal, enxaqueca, epilepsia, asma (também no passado), uma
vez que estas condições podem ser afetadas pelo possível acúmulo de líquidos.
– História de flebite
– Tendência acentuada para varizes
– Esclerose múltipla
– Coréia de Sydenham
– Tetania
– Diabetes mellitus e tendência para este transtorno
– História pregressa de doenças hepáticas
– Transtornos do metabolismo lipídico
– Sobrepeso considerável
– Aumento da pressão arterial
– Endometriose
– Mastopatia
– Otosclerose
– Mioma uterino
Frente à possibilidade de prejuízo grave à saúde devido a eventos tromboembólicos
(veja “Reações Adversas”), as usuárias devem ser cuidadosamente avaliadas quanto
à presença de fatores predisponentes (p.ex., veias varicosas, história de flebite e
trombose, bem como doenças cardíacas, sobrepeso considerável, transtornos da
coagulação sanguínea) e quanto à ocorrência de eventos tromboembólicos venosos
entre familiares jovens, e quaisquer destes fatores devem ser considerados ao se
decidir sobre a prescrição deste contraceptivo.
Pacientes fumantes em uso de contraceptivos hormonais têm um risco adicional
aumentado de desenvolver, algumas vezes, sequelas graves de alterações
vasculares (p.ex., infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral). O risco aumenta
com a idade e o aumento do consumo de cigarros.
Especialmente mulheres acima dos 30 anos de idade devem evitar fumar se
pretendem tomar contraceptivos hormonais para evitar a gravidez. Se forem
incapazes de parar de fumar devem optar por outras formas de contracepção.
Estudos pós-comercialização mostraram que a incidência de doenças
tromboembólicas pode diminuir durante o uso de contraceptivos de baixa dose de
estrogênio (0,05 mg ou menos), o que levou ao desenvolvimento de contraceptivos
hormonais de baixa dosagem. Se a expectativa que mulheres em uso de tais
formulações de baixa dose têm realmente incidência menor de oclusões vasculares
trombóticas ou tromboembólicas é justificada, ainda não foi conclusivamente
estabelecido.
Portanto, mesmo em uso de contraceptivos hormonais de baixa dose, as pacientes
devem ser cuidadosamente avaliadas quanto à presença de fatores que promovem
processos tromboembólicos (veja acima) e o risco deve ser avaliado contra os
potenciais benefícios deste método de contracepção.
A ocorrência de doenças tromboembólicas em familiares em idade jovem pode
indicar a presença de transtornos do sistema de coagulação. Doenças deste tipo
incluem trombose venosa profunda, embolia pulmonar, acidente vascular cerebral,
transtornos súbitos dos sentidos ou da percepção (visual, auditiva), distúrbios da fala
e do movimento, especialmente paralisia, infarto do miocárdio e angina pectoris. Se
houver história familiar de tais doenças, o estado de coagulação da paciente deve
ser cuidadosamente determinado antes de se prescrever Belara® (isto inclui, p.ex.,
determinação de AT III, proteína C e proteína S).
Mulheres acima dos 40 anos de idade exigem monitoramento especial uma vez que
a tendência para trombose aumenta com a idade.
O uso de qualquer contraceptivo oral combinado pode implicar em risco aumentado
de tromboembolismo venoso em comparação com a não utilização deste tipo de
contraceptivo. O excesso de risco de tromboembolismo venoso é maior durante o
primeiro ano de uso do contraceptivo oral. Este risco aumentado é menor que o risco
de tromboembolismo venoso associado à gestação, o qual é estimado em 60 casos
por 100.000 gravidezes. O tromboembolismo venoso é fatal em 1-2% dos casos. A
influência de Belara® no risco de tromboembolismo venoso é desconhecida em
comparação a outros contraceptivos orais combinados.
Condições patológicas que podem deteriorar durante o uso de Belara® :
Certas doenças podem ser afetadas de forma adversa tanto pela gravidez quanto
pelo uso de estrogênios ou combinações de estrogenio-progestogênio. Estas
condições incluem epilepsia, esclerose múltipla, otosclerose, herpes gestacional,
porfiria, tétano, candidíase e trichomoníase.
Pacientes com asma, enxaqueca e disfunção cardíaca ou renal grave, exigem
acompanhamento médico cuidadoso devido à possibilidade de retenção de líquidos
durante o uso de combinações de estrogenio-progestogênio.
Gravidez e amamentação
A presença de gravidez deve ser excluída antes de se iniciar o uso de Belara® . Se
ocorrer gravidez durante o tratamento, o uso de Belara® deve ser interrompido
imediatamente. No entanto, o uso anterior de Belara® não justifica a interrupção da
gravidez.
Se Belara® for tomado durante a amamentação é importante lembrar que pode
haver diminuição da produção de leite. Quantidades muito pequenas dos
ingredientes ativos de Belara® são excretadas no leite.
No entanto, em geral, a contracepção só é indicada durante períodos prolongados de
amamentação uma vez que, habitualmente não ocorre ovulação durante períodos
curtos de amamentação.
Se possível, métodos contraceptivos não hormonais devem ser usados até a
interrupção da amamentação.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Não existem estudos até o momento que avaliem o uso de Belara® em idosos e
crianças. Os cuidados relativos ao uso de Belara® em outros grupos de risco estão
descritos no item “Advertências”.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
A eficácia contraceptiva de Belara® pode ser prejudicada pela administração
concomitante de fármacos que aumentam a biodegradação de hormônios esteróides
(p.ex., barbitúricos, rifampicina, griseofulvina, fenilbutazona e antiepilépticos, como
barbexaclona, carbamazepina, fenitoína, primidona) e preparações contendo Erva de
São João. A ocorrência de spotting foi relatada em mulheres em uso de preparações
contendo Erva de São João e contraceptivos orais concomitantemente. Níveis
sanguíneos reduzidos do contraceptivo também foram medidos devido a alterações
na flora intestinal associadas ao uso concomitante de antibióticos como ampicilina ou
tetraciclinas e, também, após a ingestão de carvão ativado. Foram registradas taxas
aumentadas de sangramento intermenstrual e, em casos isolados, de gravidez.
A necessidade de insulina ou outros hipoglicemiantes pode ser alterada devido à
influência na tolerância à glicose.
A excreção de teofilina ou cafeína é diminuída durante o uso de contraceptivos orais,
levando ao aumento ou prolongamento do efeito destes dois fármacos.
Interação com exames laboratoriais
Valores normais de laboratório podem ser afetados pelos contraceptivos hormonais.
A velocidade de hemosedimentação, p.ex., pode aumentar na ausência de patologia.
Níveis aumentados de cobre e ferro séricos, assim como de fosfatase alcalina
leucocitária, p.ex., foram descritos além de alterações em outros parâmetros
laboratoriais.

 

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Gerais
Os efeitos colaterais gerais que podem ser observados com o uso de Belara® são:
tensão mamária, depressão, queixas gástricas, náusea, emese, cefaléia também do
tipo enxaqueca, redução da tolerância a lentes de contato, alterações na libido,
alterações de peso.
Após uso prolongado, particularmente em mulheres sensíveis pode ocorrer cloasma,
que é exacerbado pela exposição prolongada ao sol. Mulheres com tendência a tais
alterações devem evitar exposição excessiva ao sol.
Ocasionalmente pode ocorrer infecção vaginal (candidíase), rash cutâneo e eritema
nodoso.
Específicos do ciclo menstrual
– Sangramento intracíclico: spotting e sangramento de escape (com intensidade
menstrual) podem ocorrer durante o uso de Belara® . Estes tipos de
sangramento são raros e ocorrem, em geral, apenas durante os primeiros
ciclos de uso. As pacientes devem continuar a tomar Belara® e, se o
sangramento não desaparecer espontaneamente dentro de alguns dias,
recomenda-se administrar 20 a 40 mcg de etinilestradiol durante 4 a 5 dias
(porém não além do último comprimido da cartela em uso). Se o sangramento
ainda persistir ou se repetir durante vários ciclos, recomenda-se um exame
completo para excluir qualquer patologia orgânica.
– Ausência de sangramento de privação: em casos muito raros, se não ocorre
sangramento de privação durante os dias livres de medicação, as pacientes
podem continuar a tomar Belara® se a presença de gravidez for excluída
dentro dos primeiros 10 dias do novo ciclo de tratamento.
Nota: na maioria dos casos, após a interrupção do uso de Belara® , as
glândulas reprodutoras rapidamente assumem seu funcionamento pleno e a
capacidade de conceber é restaurada. Em geral, o primeiro ciclo é prolongado
em cerca de 1 semana.
– Existe um discreto aumento na incidência de doenças das vias biliares durante
o uso prolongado de contraceptivos hormonais. Há uma divisão de opiniões
em relação à possibilidade de formação de cálculos biliares durante o uso de
contraceptivos contendo estrogênio. Em casos raros, tumores hepáticos
benignos e, mais raramente ainda, malignos foram observados após o uso de
agentes hormonais do tipo contido em Belara® e em alguns casos resultaram
em sangramento intraabdominal potencialmente fatal.
Se ocorrem queixas abdominais altas incomuns, que não se resolvem
espontaneamente e rapidamente, pode ser necessário interromper o uso
deBelara®
Em casos muito raros, os sintomas descritos também podem ocorrer
associados a trombose de veia hepática ou veia mesentérica.
Efeito sobre o tecido mamário
O câncer de mama é uma das neoplasias dependentes de hormônios. Fatores de
risco para câncer de mama tais como menarca precoce, menopausa tardia (após 52
anos de idade), nuliparidade, ciclos anovulatórios, etc., são bem conhecidos e
sugerem a possibilidade de envolvimento hormonal no desenvolvimento do mesmo.
Os receptores hormonais são de importância vital na biologia do tumor do câncer de
mama. Os estrogênios, especialmente, induzem uma multiplicidade de fatores de
crescimento tais como fator de transformação de crescimento alfa (TGF-alfa). Os
estrogênios e os progestogênios influenciam o crescimento de células do câncer de
mama. Estas relações biológico tumorais, entre outras, formam a base teórica para o
tratamento farmacológico do câncer de mama pós-menopáusico receptor-positivo. A
análise de estudos epidemiológicos que indicam uma possível relação entre o uso de
contraceptivos orais e o câncer de mama também sugere que a ocorrência desta
neoplasia em mulheres até a meia idade é frequentemente associada ao uso de
contraceptivos orais iniciados precocemente e utilizados a longo prazo. Por outro
lado, esse é apenas um dos vários possíveis fatores de risco envolvidos.
A secreção mamária e o aumento do tamanho das mamas têm sido observados em
casos individuais.
Cistos ovarianos
Cistos ovarianos funcionais têm sido encontrados em mulheres em uso de
contraceptivos orais.
Risco tromboembólico
O uso de contraceptivos hormonais está associado ao risco aumentado de doenças
tromboembólicas venosas e arteriais (p.ex., trombose venosa, embolia pulmonar,
acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio). Este risco pode ser aumentado por
fatores adicionais (tabagismo, hipertensão, transtornos da coagulação sanguínea ou
metabolismo lipídico, sobrepeso considerável, veias varicosas, história de flebite e
trombose) (veja “Advertências”).
Atenção: este é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado
eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e
não conhecidos podem ocorrer.

 

SUPERDOSE
Sintomas
A intoxicação aguda resultante da tomada simultânea de um grande número de
comprimidos só é esperada em casos extremos e não resulta habitualmente em
condições com risco de vida, mas principalmente em sintomas gastrintestinais,
disfunção hepática, do equilíbrio hídrico e do metabolismo eletrolítico, bem como
sangramento de privação em mulheres. Meninas na pré-puberdade podem
apresentar discreto sangramento vaginal.
Tratamento
O monitoramento preventivo do metabolismo eletrolítico, equilíbrio hídrico e função
hepática, bem como medidas sintomáticas são necessários apenas em casos raros.

 

ARMAZENAGEM
A embalagem de Belara® deve ser conservada em temperatura ambiente (entre
15°C e 30°C).

 

MS 1.1236.3374
Resp.Téc.Farm.: Marcos R. Pereira – CRF-SP nº 12304
Fabricado por:
Grunenthal GmbH
Zweifallen Strasse, 112
Stollberg, Alemanha
Importado por:
JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rodovia Presidente Dutra, km 154 – São José dos Campos – SP
CNPJ. 51.780.468/0002-68
* Marca de Indústria e Comércio
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SAC 0800.7011851
www.janssen-cilag.com.br

Bula do Alexa (Anticoncepcional)

AlexaBula do ALEXA:
EMS Sigma Pharma LTDA
Comprimidos Revestidos
0,06 mg + 0,015 mg

 

I – IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
ALEXA
gestodeno, etinilestradiol

 

APRESENTAÇÕES
Embalagens contendo 24, 48 e 72 comprimidos revestidos.
USO ORAL
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO:
Princípios ativos: gestodeno, etinilestradiol
Cada comprimido revestido de ALEXA contém: 0,060 mg de gestodeno e 0,015 mg de etinilestradiol
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, povidona, croscarmelose sódica, estearato de magnésio, cloreto de metileno, álcool
etílico, polímero catiônico do ácido metacrílico, dióxido titânio, corante alumínio laca amarelo crepúsculo 6, macrogol, talco, álcool
isopropílico, acetona e água purificada.

 

II – INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

 

1. INDICAÇÕES
ALEXA está indicado como contraceptivo oral. Embora tendo eficácia bem estabelecida, há casos de gravidez em mulheres
utilizando contraceptivos orais.

 

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Os seguintes benefícios à saúde relacionados ao uso de contraceptivos orais combinados são confirmados pelos estudos
epidemiológicos com formulações de contraceptivos orais combinados utilizando amplamente doses maiores que 35 μg de
etinilestradiol ou 50 μg de mestranol:
Efeitos sobre a menstruação: melhora da regularidade do ciclo menstrual; diminuição da perda de sangue e da incidência de anemia
ferropriva; diminuição da incidência de dismenorréia.
Efeitos relacionados à inibição da ovulação: diminuição da incidência de cistos ovarianos funcionais; diminuição da incidência de
gravidez ectópica.
Outros benefícios não-contraceptivos: diminuição da incidência de fibroadenomas e de doença fibrocística da mama; diminuição da
incidência de doença inflamatória pélvica aguda; diminuição da incidência de câncer endometrial; diminuição da incidência de
câncer de ovário; diminuição da incidência e gravidade de acne.

 

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
ALEXA é um contraceptivo oral que combina o componente estrogênico etinilestradiol e o componente progestogênico gestodeno.
Farmacologia Clínica
Os contraceptivos orais combinados agem por supressão das gonadotrofinas. Embora o resultado primário dessa ação seja a inibição
da ovulação, outras alterações incluem mudanças no muco cervical (que aumenta a dificuldade de entrada do esperma no útero) e no
endométrio (que reduz a probabilidade de implantação).
Quando corretamente e constantemente ingeridos, a taxa provável de falha dos contraceptivos orais combinados é de 0,1% por ano,
entretanto, a taxa de falha durante uso típico é de 5% por ano para todos os tipos de contraceptivos orais. A eficácia da maioria dos
métodos de contracepção depende da precisão com que eles são usados. A falha do método é mais comum se ocorrer esquecimento
da tomada de um ou mais comprimidos do contraceptivo.
Farmacocinética
O gestodeno é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Não sofre metabolização de primeira passagem e está
quase que completamente biodisponível após administração oral. No plasma, gestodeno liga-se amplamente às globulinas fixadoras
dos hormônios sexuais (SHBG). Durante administrações repetidas, um acúmulo de gestodeno pode ser visto no plasma, com a fase
de equilíbrio observada durante a segunda metade de um ciclo de tratamento. Entretanto, somente uma pequena fração (< 1%) do
gestodeno total está presente na forma livre.
O gestodeno é completamente metabolizado por redução do grupo 3-ceto e da dupla ligação delta-4, e por inúmeras hidroxilações.
Nenhum metabólito farmacologicamente ativo do gestodeno é conhecido. Os metabólitos do gestodeno são excretados na urina
(50%) e nas fezes (33%) com uma meia-vida de eliminação de aproximadamente um dia.
O etinilestradiol é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Sofre intensa metabolização de primeira passagem
hepática. A biodisponibilidade média está em torno de 45% com significante variação individual. O etinilestradiol liga-se fortemente
a albumina e induz um aumento na concentração plasmática de SHBG. Após repetidas administrações por via oral, a concentração
sanguínea de etinilestradiol aumenta em torno de 30-50%, atingindo a fase de equilíbrio durante a segunda metade de cada ciclo de
tratamento.
Após administração oral única, os níveis plasmáticos máximos de etinilestradiol são alcançados dentro de 1-2 horas. A curva de
disposição mostra duas fases com meias-vidas de 1-3 horas e 10-14 horas aproximadamente.
O etinilestradiol é primariamente metabolizado por hidroxilação aromática, mas uma grande variedade de metabólitos hidroxilados e
metilados são formados, estando presentes como metabólitos livres ou conjugados com glicuronídeos e sulfatos. Os metabólitos de
etinilestradiol não são farmacologicamente ativos. O etinilestradiol conjugado é excretado pela bile e sujeito a recirculação ênterohepática.
A meia-vida de eliminação de etinilestradiol é de aproximadamente 10 horas. Cerca de 40% da droga é excretada na urina
e 60% eliminada nas fezes.

 

4. CONTRAINDICAÇÕES
Os contraceptivos orais combinados não devem ser utilizados por mulheres que apresentem qualquer uma das seguintes condições:
trombose venosa profunda (história anterior ou atual), tromboembolismo (história anterior ou atual), doença vascular cerebral ou
coronariana arterial, valvulopatias trombogênicas, distúrbios trombogênicos, trombofilias hereditárias ou adquiridas, cefaléia com
sintomas neurológicos focais tais como aura, diabetes com envolvimento vascular, hipertensão não-controlada, carcinoma da mama
conhecido ou suspeito ou outra neoplasia estrogênio-dependente conhecida ou suspeita, adenomas ou carcinomas hepáticos, ou
doença hepática ativa, desde que a função hepática não tenha retornado ao normal, sangramento vaginal de etiologia a esclarecer,
pancreatite associada a hipertrigliceridemia severa (historia anterior ou atual) gravidez confirmada ou suspeita, hipersensibilidade a
qualquer um dos componentes de ALEXA.

 

Gravidez – categoria de risco X
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

 

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
PRECAUÇÕES
1. Exame físico e acompanhamento
Antes do início do uso de contraceptivos orais combinados, deve ser realizado minucioso histórico individual, histórico familiar e
exame físico incluindo determinação da pressão arterial. Exames das mamas, fígado, extremidades e órgãos pélvicos também devem
ser conduzidos. O Papanicolau deve ser realizado se a paciente for sexualmente ativa ou se for indicado de alguma outra maneira.
Esses exames clínicos devem ser repetidos pelo menos anualmente durante o uso de contraceptivos orais combinados.
O primeiro retorno deve ocorrer 3 meses após o contraceptivo oral combinado ser prescrito. A cada consulta anual, os exames
devem incluir os procedimentos realizados na consulta inicial, como descrito anteriormente.
2. Efeitos sobre os carboidratos e lipídios
Relatou-se intolerância à glicose em usuárias de contraceptivos orais combinados. Por isso, pacientes com intolerância à glicose ou
diabetes mellitus devem ser acompanhadas criteriosamente enquanto estiverem recebendo contraceptivos orais combinados. (veja
Contraindicações)
Uma pequena parcela das usuárias de contraceptivos orais combinados pode apresentar alterações lipídicas adversas. Métodos de
controle da natalidade não-hormonais devem ser considerados em mulheres com dislipidemias não-controladas. Hipertrigliceridemia
persistente pode ocorrer em uma pequena parcela das usuárias de contraceptivos orais combinados. Elevações de triglicérides
plasmáticos em usuárias de contraceptivos orais combinados podem resultar em pancreatite e outras complicações.
Relatou-se aumento dos níveis séricos de lipoproteínas de alta densidade (HDL-colesterol) com o uso de estrogênios, enquanto que
com progestogênios relatou-se diminuição dos níveis. Alguns progestogênios podem aumentar os níveis de lipoproteínas de baixa
densidade (LDL) e tornar o controle das hiperlipidemias mais difícil. O efeito resultante de um contraceptivo oral combinado
depende do equilíbrio atingido entre as doses de estrogênio e progestogênio e da natureza e quantidade absoluta dos progestogênios
utilizados no contraceptivo. A dose dos dois hormônios deve ser levada em consideração na escolha de um contraceptivo oral
combinado.
Mulheres em tratamento para hiperlipidemias devem ser rigorosamente monitoradas se optarem pelo uso de contraceptivos orais
combinados.
3. Função hepática
Pode haver necessidade de descontinuação do uso de contraceptivos orais combinados na presença de disfunção hepática aguda ou
crônica até que a função hepática volte ao normal. Os hormônios esteroidais podem ser pouco metabolizados em pacientes com
comprometimento da função hepática.
4. Sangramento genital
Algumas mulheres podem não apresentar hemorragia por supressão durante o intervalo sem comprimidos. Se o contraceptivo oral
combinado não foi utilizado de acordo com as orientações antes da ausência da primeira hemorragia por supressão ou se não
ocorrerem duas hemorragias por supressão consecutivas, deve-se interromper o uso e utilizar um método não-hormonal de controle
da natalidade até que a possibilidade de gravidez seja excluída.
Pode ocorrer sangramento de escape e spotting em mulheres em tratamento com contraceptivos orais combinados, sobretudo nos
primeiros três meses de uso. O tipo e a dose do progestogênio podem ser importantes. Se esse tipo de sangramento persistir ou
recorrer, as causas não-hormonais devem ser consideradas e podem ser indicadas condutas diagnósticas adequadas para excluir a
possibilidade de gravidez, infecção, malignidades ou outras condições. Se essas condições forem excluídas, o uso contínuo de
contraceptivo oral combinado ou a mudança para outra formulação podem resolver o problema.
Algumas mulheres podem apresentar amenorréia pós-pílula (possivelmente com anovulação) ou oligomenorréia, particularmente
quando essas condições são preexistentes.
5. Depressão
Mulheres utilizando contraceptivos orais combinados com história de depressão devem ser observadas criteriosamente e o
medicamento deve ser suspenso se a depressão reaparecer em grau severo. As pacientes que ficarem significantemente deprimidas
durante o tratamento com contraceptivos orais combinados devem interromper o uso do medicamento e utilizar um método
contraceptivo alternativo, na tentativa de determinar se o sintoma está relacionado ao medicamento.
6. Outras
As pacientes devem ser informadas que este produto não protege contra infecção por HIV (AIDS) ou outras doenças sexualmente
transmissíveis.
Diarréia e/ou vômitos podem reduzir a absorção do hormônio, resultando na diminuição das concentrações séricas (ver Orientação
em caso de vômitos e/ ou diarréia e Interações Medicamentosas).
Gravidez
Se ocorrer gravidez durante o tratamento com contraceptivo oral combinado, as próximas administrações devem ser interrompidas.
Não há evidências conclusivas de que o estrogênio e o progestogênio contidos no contraceptivo oral combinado prejudicarão o
desenvolvimento do bebê se houver concepção acidental durante seu uso. (ver Contraindicações).
Lactação
Pequenas quantidades de contraceptivos esteroidais e/ou metabólitos foram identificados no leite materno e poucos efeitos adversos
foram relatados em lactentes, incluindo icterícia e aumento das mamas. A lactação pode ser afetada pelos contraceptivos orais
combinados, pois contraceptivos orais combinados podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite materno. Em geral,
não deve ser recomendado o uso de contraceptivos orais combinados até que a lactante tenha deixado totalmente de amamentar a
criança (ver Advertências).

 

ADVERTÊNCIAS
Fumar aumenta o risco de efeitos colaterais cardiovasculares sérios decorrentes do uso de contraceptivos orais combinados.
Este risco aumenta com a idade e com o consumo intenso (em estudos epidemiológicos, fumar 15 ou mais cigarros por dia foi
associado a risco significantemente maior) e é bastante acentuado em mulheres com mais de 35 anos de idade. Mulheres que
tomam contraceptivos orais combinados devem ser firmemente aconselhadas a não fumar.
As informações contidas nesta bula baseiam-se, principalmente, em estudos realizados em mulheres que utilizaram contraceptivos
orais combinados com doses de estrogênios e progestogênios maiores do que as dos contraceptivos orais combinados comumente
utilizados hoje em dia.
1. Tromboembolismo e trombose venosa e arterial
O uso de contraceptivos orais combinados está associado a aumento do risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos e
arteriais.
A redução da exposição a estrogênios e progestogênios está em conformidade com os bons princípios da terapêutica. Para qualquer
combinação específica de estrogênio/progestogênio, a posologia prescrita deve ser a que contenha a menor quantidade de estrogênio
e progestogênio compatível com um baixo índice de falhas e com as necessidades individuais de cada paciente.
A introdução do tratamento com contraceptivos orais combinados em novas usuárias deve ser feita com formulações com menos de
50 μg de estrogênio.
• Tromboembolismo e trombose venosa
O uso de contraceptivos orais combinados aumenta o risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos. Entre os eventos
relatados estão trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
O uso de qualquer contraceptivo oral combinado apresenta risco aumentado de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos em
comparação a não-usuárias. O aumento do risco é maior durante o primeiro ano em que uma mulher usa um contraceptivo oral
combinado. Esse risco aumentado é menor do que o risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos associado à gravidez,
estimado em 60 casos por 100.000 mulheres-anos. O tromboembolismo venoso é fatal em 1 a 2% dos casos.
Estudos epidemiológicos têm demonstrado que a incidência de tromboembolismo venoso em usuárias de contraceptivos orais de
estrogênio de baixa concentração (<50mcg etinilestradiol) varia cerca de 20 a 40 casos por 100.000 mulheres/ano; esta estimativa de
risco varia de acordo com o progestogênio. Isso se compara com 5 a 10 casos por 100,000 mulheres/ano não usuárias.
Vários estudos epidemiológicos tem demonstrado que mulheres que usam contraceptivos orais combinados que contém
etinilestradiol (particularmente 30μg) e progestogenio como gestodeno, estão sob risco aumentado de eventos tromboembólicos e
trombóticos venosos em comparação às mulheres que usam contraceptivos orais combinados contendo menos de 50 μg de
etinilestradiol e o progestogênio levonorgestrel. Entretanto, dados de outros estudos não demonstraram este risco aumentado.
Para contraceptivos orais combinados contendo gestodeno e 15 μg de etinilestradiol, como ALEXA não há dados sobre o risco
comparativo de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos.
Para contraceptivos orais combinados contendo 30 μg de etinilestradiol combinado a desogestrel ou gestodeno em comparação aos
que contêm menos de 50 μg de etinilestradiol e levonorgestrel, estimou-se que o risco relativo global de eventos tromboembólicos e
trombóticos venosos varia entre 1,5 e 2,0. A incidência de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos para contraceptivos
orais combinados contendo gestodeno com menos de 50 μg de etinilestradiol é de aproximadamente 20 casos por 100.000 mulheresano.
Para contraceptivos orais combinados contendo 30 μg de etinilestradiol combinado a desogestrel ou gestodeno, a incidência é
de aproximadamente 30-40 casos por 100.000 mulheres-ano, ou seja, 10-20 casos adicionais por 100.000 mulheres-ano.
Todas essas informações devem ser levadas em consideração ao prescrever este contraceptivo oral combinado e ao aconselhar uma
paciente na escolha do(s) método(s) contraceptivo(s).
O risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos é ainda maior em mulheres com condições predisponentes para
tromboembolismo e trombose venosos. Deve-se ter cuidado ao prescrever contraceptivos orais combinados nesses casos.
A seguir, exemplos de condições predisponentes para tromboembolismo e trombose venosos:
− obesidade
− cirurgia ou trauma com maior risco de trombose
− parto recente ou aborto no segundo trimestre
− imobilização prolongada
− idade avançada
Outros fatores de risco, que representam contraindicações para o uso de contraceptivos orais combinados estão apresentados no item
Contraindicações.
Relatou-se aumento de 2 a 4 vezes do risco relativo de complicações tromboembólicas pós-operatórias com o uso de contraceptivos
orais combinados. O risco relativo de trombose venosa em mulheres predispostas é 2 vezes maior do que nas que não apresentam
essas condições. Se possível, os contraceptivos orais combinados devem ser descontinuados:
− nas 4 semanas anteriores e nas 2 semanas posteriores a cirurgia eletiva associada a aumento do risco de trombose e
− durante imobilização prolongada.
Como o pós-parto imediato está associado a aumento do risco de tromboembolismo, o tratamento com contraceptivos orais
combinados não deve começar antes do 28o dia após o parto ou aborto no segundo trimestre.
• Tromboembolismo e trombose arterial
O uso de contraceptivos orais combinados aumenta o risco de eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais. Entre os eventos
relatados estão infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC isquêmicos e hemorrágicos, ataque isquêmico
transitório). Para informações sobre trombose vascular retiniana ver item 2. Lesões oculares.
O risco de eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais é ainda maior em mulheres com fatores de risco subjacentes.
Deve-se ter cuidado ao prescrever contraceptivos orais combinados para mulheres com fatores de risco para eventos
tromboembólicos e trombóticos arteriais.
A seguir, exemplos de fatores de risco para eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais: fumo, hipertensão, hiperlipidemias,
obesidade, idade avançada.
O risco de acidente vascular cerebral pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral combinado que sofrem de enxaqueca
(particularmente enxaqueca com aura).
Outros fatores de risco, que representam contraindicações para o uso de contraceptivos orais combinados estão apresentados no item
Contraindicações.
2. Lesões oculares
Houve relatos de casos de trombose vascular retiniana com o uso de contraceptivos orais combinados, que podem resultar em perda
total ou parcial da visão. Se houver sinais ou sintomas de alterações visuais, início de proptose ou diplopia, papiledema ou lesões
vasculares retinianas, deve-se interromper o uso dos contraceptivos orais combinados e avaliar imediatamente a causa.
3. Pressão arterial
Relatou-se aumento da pressão arterial em mulheres em tratamento com contraceptivos orais combinados.
Em mulheres com hipertensão, histórico de hipertensão ou doenças relacionadas à hipertensão (incluindo algumas doenças renais),
pode ser preferível utilizar outro método de controle da natalidade. Se pacientes hipertensas escolherem o tratamento com
contraceptivos orais combinados, devem ser monitoradas rigorosamente, se ocorrer aumento significativo da pressão arterial, devese
interromper o uso do contraceptivo oral combinado.
Na maioria das pacientes, a pressão arterial volta ao valor basal com a interrupção da administração do contraceptivo oral
combinado e, aparentemente, não há diferença na ocorrência de hipertensão entre mulheres que já usaram e as que nunca tomaram
contraceptivos orais combinados.
O uso de contraceptivo oral combinado é contraindicado em mulheres com hipertensão não-controlada (ver Contraindicações).
4. Carcinoma dos órgãos reprodutores
Carcinoma Cervical
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a persistente infecção por papiloma vírus humano.
Alguns estudos sugerem que o uso de contraceptivo oral combinado pode estar associado a aumento do risco de neoplasia cervical
intra-epitelial ou câncer cervical invasivo em algumas populações de mulheres. No entanto, ainda há controvérsia sobre o grau em
que essas descobertas podem estar relacionadas a diferenças de comportamento sexual e outros fatores. Nos casos de sangramento
genital anormal não-diagnosticado, estão indicadas medidas diagnósticas adequadas.
Câncer de mama
Os fatores de risco estabelecidos para o desenvolvimento do câncer de mama incluem aumento da idade, histórico familiar,
obesidade, nuliparidade e idade tardia para a primeira gravidez.
Uma metanálise de 54 estudos epidemiológicos relatou que o risco relativo (RR = 1,24) de diagnóstico de câncer de mama foi
ligeiramente maior em mulheres que utilizaram contraceptivos orais combinados do que nas que nunca utilizaram. O aumento do
risco desaparece gradualmente no transcorrer de 10 anos após a interrupção do uso de contraceptivos orais combinados. Esses
estudos não forneceram evidências de relação causal. O padrão observado de aumento do risco de diagnóstico de câncer de mama
pode ser consequência da detecção mais precoce desse câncer em usuárias de contraceptivos orais combinados (devido à
monitorização clínica mais regular), dos efeitos biológicos dos contraceptivos orais combinados ou da combinação de ambos. Como
o câncer de mama é raro em mulheres com menos de 40 anos, o número excedente de diagnósticos de câncer de mama em usuárias
de contraceptivos orais combinados atuais e recentes foi pequeno em relação ao risco de câncer de mama ao longo da vida. O câncer
de mama diagnosticado em mulheres que já utilizaram contraceptivos orais combinados tende a ser menos avançado clinicamente
que o diagnosticado em mulheres que nunca os utilizaram.
5. Neoplasia hepática/doença hepática
Os adenomas hepáticos, em casos muito raros, e os carcinomas hepatocelulares, em casos extremamente raros, podem estar
associados ao uso de contraceptivo oral combinado. Aparentemente, o risco aumenta com o tempo de uso do contraceptivo oral
combinado. A ruptura dos adenomas hepáticos pode causar morte por hemorragia intra-abdominal. Mulheres com história de
colestase relacionada ao contraceptivo oral combinado e as que desenvolveram colestase durante a gravidez são mais propensas a
apresentar colestase com o uso de contraceptivo oral combinado. Essas pacientes que usam contraceptivo oral combinado devem ser
rigorosamente monitoradas, e o uso de contraceptivo oral combinado deve ser interrompido se colestase recorrer.
Foi relatada lesão hepatocelular com o uso de contraceptivos orais combinados. A identificação precoce da lesão hepatocelular
associada ao uso de contraceptivo oral combinado pode reduzir a gravidade da hepatotoxicidade quando o contraceptivo oral
combinado é descontinuado. Se a lesão hepatocelular for diagnosticada, a paciente deve interromper o uso do contraceptivo oral
combinado, utilizar um método de controle da natalidade não-hormonal e consultar seu médico.
Distúrbios agudos ou crônicos da função hepática podem necessitar de descontinuação do uso de contraceptivos orais combinados
até que a função hepática retorne ao normal.
6. Enxaqueca/Cefaléia
Início ou exacerbação de enxaqueca ou desenvolvimento de cefaléia com padrão novo que seja recorrente, persistente ou grave
exige a descontinuação do contraceptivo oral combinado e a avaliação da causa.
O risco de acidente vascular cerebral pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral combinado que sofrem de enxaqueca
(particularmente enxaqueca com aura).
7. Imune
Angioedema
Os estrogênios exógenos podem induzir ou exacerbar os sintomas de angioedema, particularmente em mulheres com engioedema
hereditário.
Atenção: Este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.
Este medicamento contém LACTOSE.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.

 

INTERAÇÃO COM EXAMES LABORATORIAIS
O uso de contraceptivos orais combinados pode causar algumas alterações fisiológicas que podem refletir nos resultados de alguns
exames laboratoriais, incluindo:
• parâmetros bioquímicos da função hepática (incluindo a diminuição da bilirrubina e da fosfatase alcalina), função tireoidiana
(aumento dos níveis totais de T3 e T4 devido ao aumento da TBG [globulina de ligação à tiroxina], diminuição da captação de
T3 livre), função adrenal (aumento do cortisol plasmático, aumento da globulina de ligação a cortisol, diminuição do sulfato
de deidroepiandrosterona [DHEAS]) e função renal (aumento da creatinina plasmática e depuração de creatinina)
• níveis plasmáticos de proteínas (carreadoras), como globulina de ligação a corticosteróide e frações lipídicas/lipoprotéicas
• parâmetros do metabolismo de carboidratos
• parâmetros de coagulação e fibrinólise
• diminuição dos níveis séricos de folato

 

USO GERIÁTICO
ALEXA não é indicado para mulheres na pós-menopausa.

 

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Interações entre etinilestradiol e outras substâncias podem diminuir ou aumentar as concentrações séricas de etinilestradiol.
Concentrações séricas mais baixas de etinilestradiol podem causar maior incidência de sangramento de escape e irregularidades
menstruais e, possivelmente, podem reduzir a eficácia do contraceptivo oral combinado.
Durante o uso concomitante de produtos com etinilestradiol e substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de
etinilestradiol, recomenda-se que um método anticoncepcional não-hormonal (como preservativos e espermicida) seja utilizado além
da ingestão regular de ALEXA. No caso de uso prolongado dessas substâncias, os contraceptivos orais combinados não devem ser
considerados os contraceptivos primários.
Após a descontinuação das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de etinilestradiol, recomenda-se o uso de um
método anticoncepcional não-hormonal por, no mínimo, 7 dias. Aconselha-se o uso prolongado do método alternativo após a
descontinuação das substâncias que resultaram na indução das enzimas microssomais hepáticas, levando a uma diminuição das
concentrações séricas de etinilestradiol. Às vezes, pode levar várias semanas até a indução enzimática desaparecer completamente,
dependendo da dose, duração do uso e taxa de eliminação da substância indutora.
A seguir, alguns exemplos das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de etinilestradiol:
− Qualquer substância que reduza o tempo do trânsito gastrintestinal e, portanto, a absorção do etinilestradiol.
− Substâncias indutoras das enzimas microssomais hepáticas, como rifampicina, rifabutina, barbitúricos, primidona, fenilbutazona,
fenitoína, dexametasona, griseofulvina, topiramato, alguns inibidores de protease, modafinil.
− Hypericum perforatum, também conhecido como erva de São João, e ritonavir* (possivelmente por indução das enzimas
microssomais hepáticas).
− Alguns antibióticos (por exemplo, ampicilina e outras penicilinas, tetraciclinas), por diminuição da circulação êntero-hepática de
estrogênios.
A seguir, alguns exemplos de substâncias que podem aumentar as concentrações séricas de etinilestradiol:
− atorvastatina
− Inibidores competitivos de sulfatações na parede gastrintestinal, como o ácido ascórbico (vitamina C) e o paracetamol
(acetaminofeno).
− Substâncias que inibem as isoenzimas 3A4 do citocromo P450, como indinavir, fluconazol e troleandomicina.
A troleandomicina pode aumentar o risco de colestase intra-hepática durante a administração concomitante com contraceptivos orais
combinados.
*Embora o ritonavir seja um inibidor do citocromo P450 3A4, demonstrou-se que esse tratamento diminui as concentrações séricas
de etinilestradiol (vide acima).
O etinilestradiol pode interferir no metabolismo de outros fármacos por inibição das enzimas microssomais hepáticas ou indução da
conjugação hepática do fármaco, sobretudo a glicuronização. Conseqüentemente, as concentrações plasmáticas e teciduais podem
aumentar (p. ex., ciclosporina, teofilina, corticosteróides) ou diminuir (p. ex., lamotrigina).
Em pacientes tratados com a flunarizina, relatou-se que o uso de contraceptivos orais aumenta o risco de galactorréia.
As bulas dos medicamentos concomitantes devem ser consultadas para identificar possíveis interações.

 

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
ALEXA comprimidos deve ser conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15° e 30°C),
Este medicamento possui prazo de validade de 24 meses a partir da sua data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Para sua segurança, mantenha o medicamento na embalagem original.
ALEXA comprimidos se apresenta como comprimidos revestidos na cor laranja, circular e de faces convexas.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças

 

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR
O blister de ALEXA contém 24 comprimidos ativos. Os comprimidos devem ser tomados seguindo a direção das setas marcadas no
blister todos os dias e aproximadamente no mesmo horário. Tomar um comprimido por dia por 24 dias consecutivos, seguido de um
intervalo de 4 dias sem a ingestão de comprimidos. A embalagem seguinte deve ser iniciada após o intervalo de 4 dias sem a
ingestão de comprimidos. Após 2-3 dias do último comprimido ter sido tomado, inicia-se, em geral, hemorragia por supressão que
pode não cessar antes do início da embalagem seguinte.
Como começar a tomar ALEXA
Sem uso anterior de contraceptivo hormonal no mês anterior: o primeiro comprimido de ALEXA deve ser tomado no 1o dia do
ciclo natural (ou seja, o primeiro dia de sangramento menstrual). Pode-se iniciar o tratamento com ALEXA entre o 2o e o 7o dia do
ciclo menstrual, mas recomenda-se a utilização de método contraceptivo não-hormonal (como preservativo e espermicida) nos
primeiros 7 dias de administração de ALEXA.
Quando se passa a usar ALEXA no lugar de outro contraceptivo oral: preferencialmente, deve-se começar a tomar ALEXA no
dia seguinte ao último comprimido ativo do contraceptivo oral combinado anterior ter sido ingerido mas não mais tarde do que no
dia após o intervalo sem comprimidos ou após a ingestão do último comprimido inativo do contraceptivo oral combinado anterior.
Quando se passa a usar ALEXA no lugar de outro método contraceptivo com apenas progestogênio, mini-pílulas, implante,
dispositivos intrauterinos [DIU], injetáveis): pode-se interromper o uso da mini-pílula em qualquer dia e deve-se começar a tomar
ALEXA no dia seguinte. Deve-se iniciar o uso de ALEXA no mesmo dia da remoção do implante de progestogênio ou remoção do
DIU. O uso de ALEXA deve ser iniciado na data em que a próxima injeção está programada.
Em cada uma dessas situações, a paciente deve ser orientada a utilizar outro método não-hormonal de contracepção durante os 7
primeiros dias de administração de ALEXA.
Após aborto no primeiro trimestre: pode-se começar a tomar ALEXA imediatamente. Não são necessários outros métodos
contraceptivos.
Pós parto: como o pós-parto imediato está associado a aumento do risco de tromboembolismo, o tratamento com ALEXA não deve
começar antes do 28o dia após o parto em mulheres não-lactantes ou após aborto no segundo trimestre. Deve-se orientar a paciente a
utilizar outro método não-hormonal de contracepção durante os 7 primeiros dias de administração de ALEXA. Entretanto, se já tiver
ocorrido relação sexual, a possibilidade de gravidez antes do início da utilização ALEXA deve ser descartada ou deve-se esperar
pelo primeiro período menstrual espontâneo (ver Precauções e Advertências).
Conduta para quando a paciente esquecer de tomar ALEXA.
A proteção contraceptiva pode ser reduzida se a paciente esquecer de tomar algum comprimido de ALEXA e, particularmente, se o
esquecimento ultrapassar o intervalo livre sem comprimidos. Recomenda-se consultar seu médico.
• Se a paciente esquecer de tomar um comprimido de ALEXA e lembrar dentro de até 12 horas da dose usual, deve-se ingeri-lo tão
logo se lembre. Os comprimidos seguintes devem ser tomados no horário habitual .
• Se a paciente esquecer de tomar um comprimido de ALEXA e lembrar mais de 12 horas após a dose usual ou se tiverem sido
esquecidos dois ou mais comprimidos, a proteção contraceptiva pode estar reduzida. O último comprimido esquecido deve ser
tomado tão logo se lembre, o que pode resultar na tomada de dois comprimidos de uma única vez. Os comprimidos seguintes
devem ser ingeridos no horário habitual. Um método contraceptivo não-hormonal deve ser usado nos próximos 7 dias.
• Se a paciente tomar o último comprimido ativo antes do fim do intervalo de 7 dias durante o qual o uso de um método
contraceptivo não-hormonal é necessário, a próxima embalagem deve ser iniciada imediatamente; não deve haver intervalo
sem comprimidos entre as embalagens. Isto previne um intervalo prolongado entre os comprimidos, reduzindo, portanto, o
risco de uma ovulação de escape.
É improvável que ocorra hemorragia por supressão até que todos os comprimidos da nova embalagem sejam tomados, embora
a paciente possa apresentar spotting ou sangramento de escape nos dias em que estiver ingerindo os comprimidos. Se a
paciente não tiver hemorragia por supressão após a ingestão de todos os comprimidos da nova embalagem, a possibilidade de
gravidez deve ser descartada antes de se retomar a ingestão dos comprimidos.
Orientação em caso de vômitos e/ou diarréia
No caso de vômito ou diarréia no período de 4 horas após a ingestão do comprimido, a absorção dos comprimidos pode ser
incompleta. Neste caso, as informações contidas no item Conduta para quando a paciente esquecer de tomar ALEXA são aplicáveis.
A paciente deve tomar um comprimido ativo adicional obtida de uma nova embalagem.
Proteção Contraceptiva Adicional:
Quando for necessária a utilização de proteção contraceptiva adicional, utilize métodos contraceptivos de barreira (por exemplo:
diafragma ou preservativo masculino). Não utilize os métodos da tabelinha ou da temperatura como proteção contraceptiva
adicional, pois os contraceptivos orais modificam as alterações menstruais cíclicas, tais como as variações de temperatura e do muco
cervical.
Este medicamneto não deve ser partido, aberto ou mastigado.

 

9. REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas estão relacionadas na tabela de acordo com sua freqüência:
Muito Comum: > 10%
Comum: > 1% e < 10%
Incomum: > 0,1% e < 1%
Rara: > 0,01% e < 0,1%
Muito Rara: < 0,01%
O uso de contraceptivos orais combinados tem sido associado a aumento dos seguintes riscos:
− Eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, incluindo infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, ataque
isquêmico transitório, trombose venosa e embolia pulmonar;
− Neoplasias cervical intra-epitelial e câncer cervical;
− Diagnostico de câncer de mama;
− Tumores hepáticos benignos (p. ex., hiperplasia nodular focal, adenoma hepático).
Ver também Precauções e Advertências.
Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): cefaléia, incluindo enxaqueca, sangramento
de escape/spotting.,
Reação comum (ocorre ente 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): vaginite incluindo candidíase; alterações de
humor, incluindo depressão, alterações de libido, nervosismo, tontura, náuseas, vômitos, dor abdominal, acne, dor, sensibilidade,
aumento, secreção das mamas, dismenorréia, alteração do fluxo menstrual, alteração da secreção e ectrópio cervical, amenorréia,
retenção hídrica/edema, alterações de peso (ganho ou perda).
Reação incomum (ocorre ente 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): alterações de apetite (aumento ou
diminuição), cólicas abdominais, distensão, erupções cutâneas, cloasma /melasma, que pode persistir; hirsutismo, alopecia, aumento
da pressão arterial, alterações nos níveis séricos de lipídios, incluindo hipertrigliceridemia.
Reação rara (ocorre ente 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): reações anafiláticas/anafilactóides,
incluindo casos muito raros de urticária, angioedema e reações graves com sintomas respiratórios e circulatórios, intolerância à
glicose, intolerância a lentes de contato, icterícia colestática, eritema nodoso, nódulos subcutâneos vermelhos e dolorosos),
diminuição dos níveis séricos de folato***.
Reação muito rara (ocorre com menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): carcinomas hepatocelulares,
exacerbação do lúpus eritematoso sistêmico, exacerbação da porfiria, exacerbação da coréia, neurite óptica*, trombose vascular
retiniana, piora das varizes, pancreatite, colite isquêmica, doença biliar, incluindo cálculos biliares, eritema multiforme, síndrome
urêmica hemolítica.
Reações adversas cuja frequência é desconhecida: doença inflamatória intestinal (Doença de Crohn, colite ulcerativa), lesão
hepatocelular (p. ex., hepatite, função anormal do fígado).
* A neurite óptica pode resultar em perda parcial ou total da visão.
** Os contraceptivos orais combinados podem piorar doenças biliares preexistentes e podem acelerar o desenvolvimento dessa
doença em mulheres anteriormente assintomáticas.
*** Pode haver diminuição dos níveis séricos de folato com o tratamento com contraceptivo oral combinado. Isso pode ser
clinicamente significativo se a mulher engravidar logo após descontinuar os contraceptivos orais combinados.
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em
http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

 

10. SUPERDOSE
Os sintomas da superdosagem com contraceptivos orais em adultos e crianças podem incluir náusea, vômito, sensibilidade nas
mamas, tontura, dor abdominal, sonolência/fadiga; hemorragia por supressão pode ocorrer em mulheres. Não há antídoto específico
e, se necessário, a superdosagem é tratada sintomaticamente.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

 

III – DIZERES LEGAIS
MS – 1.3569.0160
Farm. Resp.: Dr. Adriano Pinheiro Coelho – CRF-SP 22.883
Registrado por: EMS SIGMA PHARMA LTDA
Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, km 08
Bairro Chácara Assay
CEP 13186-901 – Hortolândia/SP
CNPJ: 00.923.140/0001-31
INDÚSTRIA BRASILEIRA
Fabricado por: EMS S/A
São Bernardo do Campo/SP
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
SAC 0800-191222 / 0800-191914
www.ems.com.br

Bula do Alexa (Anticoncepcional)

Bula do Alexa:

 

ALEXA
EMS Sigma Pharma LTDA
Comprimidos Revestidos
0,06 mg + 0,015 mg

I – IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
ALEXA
gestodeno, etinilestradiol
APRESENTAÇÕES
Embalagens contendo 24, 48 e 72 comprimidos revestidos.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO:
Princípios ativos: gestodeno, etinilestradiol
Cada comprimido revestido de ALEXA contém: 0,060 mg de gestodeno e 0,015 mg de etinilestradiol
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, povidona, croscarmelose sódica, estearato de magnésio, cloreto de metileno, álcool
etílico, polímero catiônico do ácido metacrílico, dióxido titânio, corante alumínio laca amarelo crepúsculo 6, macrogol, talco, álcool
isopropílico, acetona e água purificada.

II – INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

1. INDICAÇÕES
ALEXA está indicado como contraceptivo oral. Embora tendo eficácia bem estabelecida, há casos de gravidez em mulheres
utilizando contraceptivos orais.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Os seguintes benefícios à saúde relacionados ao uso de contraceptivos orais combinados são confirmados pelos estudos
epidemiológicos com formulações de contraceptivos orais combinados utilizando amplamente doses maiores que 35 μg de
etinilestradiol ou 50 μg de mestranol:
Efeitos sobre a menstruação: melhora da regularidade do ciclo menstrual; diminuição da perda de sangue e da incidência de anemia
ferropriva; diminuição da incidência de dismenorréia.
Efeitos relacionados à inibição da ovulação: diminuição da incidência de cistos ovarianos funcionais; diminuição da incidência de
gravidez ectópica.
Outros benefícios não-contraceptivos: diminuição da incidência de fibroadenomas e de doença fibrocística da mama; diminuição da
incidência de doença inflamatória pélvica aguda; diminuição da incidência de câncer endometrial; diminuição da incidência de
câncer de ovário; diminuição da incidência e gravidade de acne.

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
ALEXA é um contraceptivo oral que combina o componente estrogênico etinilestradiol e o componente progestogênico gestodeno.
Farmacologia Clínica
Os contraceptivos orais combinados agem por supressão das gonadotrofinas. Embora o resultado primário dessa ação seja a inibição
da ovulação, outras alterações incluem mudanças no muco cervical (que aumenta a dificuldade de entrada do esperma no útero) e no
endométrio (que reduz a probabilidade de implantação).
Quando corretamente e constantemente ingeridos, a taxa provável de falha dos contraceptivos orais combinados é de 0,1% por ano,
entretanto, a taxa de falha durante uso típico é de 5% por ano para todos os tipos de contraceptivos orais. A eficácia da maioria dos
métodos de contracepção depende da precisão com que eles são usados. A falha do método é mais comum se ocorrer esquecimento
da tomada de um ou mais comprimidos do contraceptivo.
Farmacocinética
O gestodeno é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Não sofre metabolização de primeira passagem e está
quase que completamente biodisponível após administração oral. No plasma, gestodeno liga-se amplamente às globulinas fixadoras
dos hormônios sexuais (SHBG). Durante administrações repetidas, um acúmulo de gestodeno pode ser visto no plasma, com a fase
de equilíbrio observada durante a segunda metade de um ciclo de tratamento. Entretanto, somente uma pequena fração (< 1%) do
gestodeno total está presente na forma livre.
O gestodeno é completamente metabolizado por redução do grupo 3-ceto e da dupla ligação delta-4, e por inúmeras hidroxilações.
Nenhum metabólito farmacologicamente ativo do gestodeno é conhecido. Os metabólitos do gestodeno são excretados na urina
(50%) e nas fezes (33%) com uma meia-vida de eliminação de aproximadamente um dia.
O etinilestradiol é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Sofre intensa metabolização de primeira passagem
hepática. A biodisponibilidade média está em torno de 45% com significante variação individual. O etinilestradiol liga-se fortemente
a albumina e induz um aumento na concentração plasmática de SHBG. Após repetidas administrações por via oral, a concentração
sanguínea de etinilestradiol aumenta em torno de 30-50%, atingindo a fase de equilíbrio durante a segunda metade de cada ciclo de
tratamento.
Após administração oral única, os níveis plasmáticos máximos de etinilestradiol são alcançados dentro de 1-2 horas. A curva de
disposição mostra duas fases com meias-vidas de 1-3 horas e 10-14 horas aproximadamente.
O etinilestradiol é primariamente metabolizado por hidroxilação aromática, mas uma grande variedade de metabólitos hidroxilados e
metilados são formados, estando presentes como metabólitos livres ou conjugados com glicuronídeos e sulfatos. Os metabólitos de
etinilestradiol não são farmacologicamente ativos. O etinilestradiol conjugado é excretado pela bile e sujeito a recirculação ênterohepática.
A meia-vida de eliminação de etinilestradiol é de aproximadamente 10 horas. Cerca de 40% da droga é excretada na urina
e 60% eliminada nas fezes.

4. CONTRAINDICAÇÕES
Os contraceptivos orais combinados não devem ser utilizados por mulheres que apresentem qualquer uma das seguintes condições:
trombose venosa profunda (história anterior ou atual), tromboembolismo (história anterior ou atual), doença vascular cerebral ou
coronariana arterial, valvulopatias trombogênicas, distúrbios trombogênicos, trombofilias hereditárias ou adquiridas, cefaléia com
sintomas neurológicos focais tais como aura, diabetes com envolvimento vascular, hipertensão não-controlada, carcinoma da mama
conhecido ou suspeito ou outra neoplasia estrogênio-dependente conhecida ou suspeita, adenomas ou carcinomas hepáticos, ou
doença hepática ativa, desde que a função hepática não tenha retornado ao normal, sangramento vaginal de etiologia a esclarecer,
pancreatite associada a hipertrigliceridemia severa (historia anterior ou atual) gravidez confirmada ou suspeita, hipersensibilidade a
qualquer um dos componentes de ALEXA.
Gravidez – categoria de risco X
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
PRECAUÇÕES
1. Exame físico e acompanhamento
Antes do início do uso de contraceptivos orais combinados, deve ser realizado minucioso histórico individual, histórico familiar e
exame físico incluindo determinação da pressão arterial. Exames das mamas, fígado, extremidades e órgãos pélvicos também devem
ser conduzidos. O Papanicolau deve ser realizado se a paciente for sexualmente ativa ou se for indicado de alguma outra maneira.
Esses exames clínicos devem ser repetidos pelo menos anualmente durante o uso de contraceptivos orais combinados.
O primeiro retorno deve ocorrer 3 meses após o contraceptivo oral combinado ser prescrito. A cada consulta anual, os exames
devem incluir os procedimentos realizados na consulta inicial, como descrito anteriormente.
2. Efeitos sobre os carboidratos e lipídios
Relatou-se intolerância à glicose em usuárias de contraceptivos orais combinados. Por isso, pacientes com intolerância à glicose ou
diabetes mellitus devem ser acompanhadas criteriosamente enquanto estiverem recebendo contraceptivos orais combinados. (veja
Contraindicações)
Uma pequena parcela das usuárias de contraceptivos orais combinados pode apresentar alterações lipídicas adversas. Métodos de
controle da natalidade não-hormonais devem ser considerados em mulheres com dislipidemias não-controladas. Hipertrigliceridemia
persistente pode ocorrer em uma pequena parcela das usuárias de contraceptivos orais combinados. Elevações de triglicérides
plasmáticos em usuárias de contraceptivos orais combinados podem resultar em pancreatite e outras complicações.
Relatou-se aumento dos níveis séricos de lipoproteínas de alta densidade (HDL-colesterol) com o uso de estrogênios, enquanto que
com progestogênios relatou-se diminuição dos níveis. Alguns progestogênios podem aumentar os níveis de lipoproteínas de baixa
densidade (LDL) e tornar o controle das hiperlipidemias mais difícil. O efeito resultante de um contraceptivo oral combinado
depende do equilíbrio atingido entre as doses de estrogênio e progestogênio e da natureza e quantidade absoluta dos progestogênios
utilizados no contraceptivo. A dose dos dois hormônios deve ser levada em consideração na escolha de um contraceptivo oral
combinado.
Mulheres em tratamento para hiperlipidemias devem ser rigorosamente monitoradas se optarem pelo uso de contraceptivos orais
combinados.
3. Função hepática
Pode haver necessidade de descontinuação do uso de contraceptivos orais combinados na presença de disfunção hepática aguda ou
crônica até que a função hepática volte ao normal. Os hormônios esteroidais podem ser pouco metabolizados em pacientes com
comprometimento da função hepática.
4. Sangramento genital
Algumas mulheres podem não apresentar hemorragia por supressão durante o intervalo sem comprimidos. Se o contraceptivo oral
combinado não foi utilizado de acordo com as orientações antes da ausência da primeira hemorragia por supressão ou se não
ocorrerem duas hemorragias por supressão consecutivas, deve-se interromper o uso e utilizar um método não-hormonal de controle
da natalidade até que a possibilidade de gravidez seja excluída.
Pode ocorrer sangramento de escape e spotting em mulheres em tratamento com contraceptivos orais combinados, sobretudo nos
primeiros três meses de uso. O tipo e a dose do progestogênio podem ser importantes. Se esse tipo de sangramento persistir ou
recorrer, as causas não-hormonais devem ser consideradas e podem ser indicadas condutas diagnósticas adequadas para excluir a
possibilidade de gravidez, infecção, malignidades ou outras condições. Se essas condições forem excluídas, o uso contínuo de
contraceptivo oral combinado ou a mudança para outra formulação podem resolver o problema.
Algumas mulheres podem apresentar amenorréia pós-pílula (possivelmente com anovulação) ou oligomenorréia, particularmente
quando essas condições são preexistentes.
5. Depressão
Mulheres utilizando contraceptivos orais combinados com história de depressão devem ser observadas criteriosamente e o
medicamento deve ser suspenso se a depressão reaparecer em grau severo. As pacientes que ficarem significantemente deprimidas
durante o tratamento com contraceptivos orais combinados devem interromper o uso do medicamento e utilizar um método
contraceptivo alternativo, na tentativa de determinar se o sintoma está relacionado ao medicamento.
6. Outras
As pacientes devem ser informadas que este produto não protege contra infecção por HIV (AIDS) ou outras doenças sexualmente
transmissíveis.
Diarréia e/ou vômitos podem reduzir a absorção do hormônio, resultando na diminuição das concentrações séricas (ver Orientação
em caso de vômitos e/ ou diarréia e Interações Medicamentosas).
Gravidez
Se ocorrer gravidez durante o tratamento com contraceptivo oral combinado, as próximas administrações devem ser interrompidas.
Não há evidências conclusivas de que o estrogênio e o progestogênio contidos no contraceptivo oral combinado prejudicarão o
desenvolvimento do bebê se houver concepção acidental durante seu uso. (ver Contraindicações).
Lactação
Pequenas quantidades de contraceptivos esteroidais e/ou metabólitos foram identificados no leite materno e poucos efeitos adversos
foram relatados em lactentes, incluindo icterícia e aumento das mamas. A lactação pode ser afetada pelos contraceptivos orais
combinados, pois contraceptivos orais combinados podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite materno. Em geral,
não deve ser recomendado o uso de contraceptivos orais combinados até que a lactante tenha deixado totalmente de amamentar a
criança (ver Advertências).

ADVERTÊNCIAS
Fumar aumenta o risco de efeitos colaterais cardiovasculares sérios decorrentes do uso de contraceptivos orais combinados.
Este risco aumenta com a idade e com o consumo intenso (em estudos epidemiológicos, fumar 15 ou mais cigarros por dia foi
associado a risco significantemente maior) e é bastante acentuado em mulheres com mais de 35 anos de idade. Mulheres que
tomam contraceptivos orais combinados devem ser firmemente aconselhadas a não fumar.
As informações contidas nesta bula baseiam-se, principalmente, em estudos realizados em mulheres que utilizaram contraceptivos
orais combinados com doses de estrogênios e progestogênios maiores do que as dos contraceptivos orais combinados comumente
utilizados hoje em dia.
1. Tromboembolismo e trombose venosa e arterial
O uso de contraceptivos orais combinados está associado a aumento do risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos e
arteriais.
A redução da exposição a estrogênios e progestogênios está em conformidade com os bons princípios da terapêutica. Para qualquer
combinação específica de estrogênio/progestogênio, a posologia prescrita deve ser a que contenha a menor quantidade de estrogênio
e progestogênio compatível com um baixo índice de falhas e com as necessidades individuais de cada paciente.
A introdução do tratamento com contraceptivos orais combinados em novas usuárias deve ser feita com formulações com menos de
50 μg de estrogênio.
• Tromboembolismo e trombose venosa
O uso de contraceptivos orais combinados aumenta o risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos. Entre os eventos
relatados estão trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
O uso de qualquer contraceptivo oral combinado apresenta risco aumentado de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos em
comparação a não-usuárias. O aumento do risco é maior durante o primeiro ano em que uma mulher usa um contraceptivo oral
combinado. Esse risco aumentado é menor do que o risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos associado à gravidez,
estimado em 60 casos por 100.000 mulheres-anos. O tromboembolismo venoso é fatal em 1 a 2% dos casos.
Estudos epidemiológicos têm demonstrado que a incidência de tromboembolismo venoso em usuárias de contraceptivos orais de
estrogênio de baixa concentração (<50mcg etinilestradiol) varia cerca de 20 a 40 casos por 100.000 mulheres/ano; esta estimativa de
risco varia de acordo com o progestogênio. Isso se compara com 5 a 10 casos por 100,000 mulheres/ano não usuárias.
Vários estudos epidemiológicos tem demonstrado que mulheres que usam contraceptivos orais combinados que contém
etinilestradiol (particularmente 30μg) e progestogenio como gestodeno, estão sob risco aumentado de eventos tromboembólicos e
trombóticos venosos em comparação às mulheres que usam contraceptivos orais combinados contendo menos de 50 μg de
etinilestradiol e o progestogênio levonorgestrel. Entretanto, dados de outros estudos não demonstraram este risco aumentado.
Para contraceptivos orais combinados contendo gestodeno e 15 μg de etinilestradiol, como ALEXA não há dados sobre o risco
comparativo de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos.
Para contraceptivos orais combinados contendo 30 μg de etinilestradiol combinado a desogestrel ou gestodeno em comparação aos
que contêm menos de 50 μg de etinilestradiol e levonorgestrel, estimou-se que o risco relativo global de eventos tromboembólicos e
trombóticos venosos varia entre 1,5 e 2,0. A incidência de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos para contraceptivos
orais combinados contendo gestodeno com menos de 50 μg de etinilestradiol é de aproximadamente 20 casos por 100.000 mulheresano.
Para contraceptivos orais combinados contendo 30 μg de etinilestradiol combinado a desogestrel ou gestodeno, a incidência é
de aproximadamente 30-40 casos por 100.000 mulheres-ano, ou seja, 10-20 casos adicionais por 100.000 mulheres-ano.
Todas essas informações devem ser levadas em consideração ao prescrever este contraceptivo oral combinado e ao aconselhar uma
paciente na escolha do(s) método(s) contraceptivo(s).
O risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos é ainda maior em mulheres com condições predisponentes para
tromboembolismo e trombose venosos. Deve-se ter cuidado ao prescrever contraceptivos orais combinados nesses casos.
A seguir, exemplos de condições predisponentes para tromboembolismo e trombose venosos:
− obesidade
− cirurgia ou trauma com maior risco de trombose
− parto recente ou aborto no segundo trimestre
− imobilização prolongada
− idade avançada
Outros fatores de risco, que representam contraindicações para o uso de contraceptivos orais combinados estão apresentados no item
Contraindicações.
Relatou-se aumento de 2 a 4 vezes do risco relativo de complicações tromboembólicas pós-operatórias com o uso de contraceptivos
orais combinados. O risco relativo de trombose venosa em mulheres predispostas é 2 vezes maior do que nas que não apresentam
essas condições. Se possível, os contraceptivos orais combinados devem ser descontinuados:
− nas 4 semanas anteriores e nas 2 semanas posteriores a cirurgia eletiva associada a aumento do risco de trombose e
− durante imobilização prolongada.
Como o pós-parto imediato está associado a aumento do risco de tromboembolismo, o tratamento com contraceptivos orais
combinados não deve começar antes do 28o dia após o parto ou aborto no segundo trimestre.
• Tromboembolismo e trombose arterial
O uso de contraceptivos orais combinados aumenta o risco de eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais. Entre os eventos
relatados estão infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC isquêmicos e hemorrágicos, ataque isquêmico
transitório). Para informações sobre trombose vascular retiniana ver item 2. Lesões oculares.
O risco de eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais é ainda maior em mulheres com fatores de risco subjacentes.
Deve-se ter cuidado ao prescrever contraceptivos orais combinados para mulheres com fatores de risco para eventos
tromboembólicos e trombóticos arteriais.
A seguir, exemplos de fatores de risco para eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais: fumo, hipertensão, hiperlipidemias,
obesidade, idade avançada.
O risco de acidente vascular cerebral pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral combinado que sofrem de enxaqueca
(particularmente enxaqueca com aura).
Outros fatores de risco, que representam contraindicações para o uso de contraceptivos orais combinados estão apresentados no item
Contraindicações.
2. Lesões oculares
Houve relatos de casos de trombose vascular retiniana com o uso de contraceptivos orais combinados, que podem resultar em perda
total ou parcial da visão. Se houver sinais ou sintomas de alterações visuais, início de proptose ou diplopia, papiledema ou lesões
vasculares retinianas, deve-se interromper o uso dos contraceptivos orais combinados e avaliar imediatamente a causa.
3. Pressão arterial
Relatou-se aumento da pressão arterial em mulheres em tratamento com contraceptivos orais combinados.
Em mulheres com hipertensão, histórico de hipertensão ou doenças relacionadas à hipertensão (incluindo algumas doenças renais),
pode ser preferível utilizar outro método de controle da natalidade. Se pacientes hipertensas escolherem o tratamento com
contraceptivos orais combinados, devem ser monitoradas rigorosamente, se ocorrer aumento significativo da pressão arterial, devese
interromper o uso do contraceptivo oral combinado.
Na maioria das pacientes, a pressão arterial volta ao valor basal com a interrupção da administração do contraceptivo oral
combinado e, aparentemente, não há diferença na ocorrência de hipertensão entre mulheres que já usaram e as que nunca tomaram
contraceptivos orais combinados.
O uso de contraceptivo oral combinado é contraindicado em mulheres com hipertensão não-controlada (ver Contraindicações).
4. Carcinoma dos órgãos reprodutores
Carcinoma Cervical
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a persistente infecção por papiloma vírus humano.
Alguns estudos sugerem que o uso de contraceptivo oral combinado pode estar associado a aumento do risco de neoplasia cervical
intra-epitelial ou câncer cervical invasivo em algumas populações de mulheres. No entanto, ainda há controvérsia sobre o grau em
que essas descobertas podem estar relacionadas a diferenças de comportamento sexual e outros fatores. Nos casos de sangramento
genital anormal não-diagnosticado, estão indicadas medidas diagnósticas adequadas.
Câncer de mama
Os fatores de risco estabelecidos para o desenvolvimento do câncer de mama incluem aumento da idade, histórico familiar,
obesidade, nuliparidade e idade tardia para a primeira gravidez.
Uma metanálise de 54 estudos epidemiológicos relatou que o risco relativo (RR = 1,24) de diagnóstico de câncer de mama foi
ligeiramente maior em mulheres que utilizaram contraceptivos orais combinados do que nas que nunca utilizaram. O aumento do
risco desaparece gradualmente no transcorrer de 10 anos após a interrupção do uso de contraceptivos orais combinados. Esses
estudos não forneceram evidências de relação causal. O padrão observado de aumento do risco de diagnóstico de câncer de mama
pode ser consequência da detecção mais precoce desse câncer em usuárias de contraceptivos orais combinados (devido à
monitorização clínica mais regular), dos efeitos biológicos dos contraceptivos orais combinados ou da combinação de ambos. Como
o câncer de mama é raro em mulheres com menos de 40 anos, o número excedente de diagnósticos de câncer de mama em usuárias
de contraceptivos orais combinados atuais e recentes foi pequeno em relação ao risco de câncer de mama ao longo da vida. O câncer
de mama diagnosticado em mulheres que já utilizaram contraceptivos orais combinados tende a ser menos avançado clinicamente
que o diagnosticado em mulheres que nunca os utilizaram.
5. Neoplasia hepática/doença hepática
Os adenomas hepáticos, em casos muito raros, e os carcinomas hepatocelulares, em casos extremamente raros, podem estar
associados ao uso de contraceptivo oral combinado. Aparentemente, o risco aumenta com o tempo de uso do contraceptivo oral
combinado. A ruptura dos adenomas hepáticos pode causar morte por hemorragia intra-abdominal. Mulheres com história de
colestase relacionada ao contraceptivo oral combinado e as que desenvolveram colestase durante a gravidez são mais propensas a
apresentar colestase com o uso de contraceptivo oral combinado. Essas pacientes que usam contraceptivo oral combinado devem ser
rigorosamente monitoradas, e o uso de contraceptivo oral combinado deve ser interrompido se colestase recorrer.
Foi relatada lesão hepatocelular com o uso de contraceptivos orais combinados. A identificação precoce da lesão hepatocelular
associada ao uso de contraceptivo oral combinado pode reduzir a gravidade da hepatotoxicidade quando o contraceptivo oral
combinado é descontinuado. Se a lesão hepatocelular for diagnosticada, a paciente deve interromper o uso do contraceptivo oral
combinado, utilizar um método de controle da natalidade não-hormonal e consultar seu médico.
Distúrbios agudos ou crônicos da função hepática podem necessitar de descontinuação do uso de contraceptivos orais combinados
até que a função hepática retorne ao normal.
6. Enxaqueca/Cefaléia
Início ou exacerbação de enxaqueca ou desenvolvimento de cefaléia com padrão novo que seja recorrente, persistente ou grave
exige a descontinuação do contraceptivo oral combinado e a avaliação da causa.
O risco de acidente vascular cerebral pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral combinado que sofrem de enxaqueca
(particularmente enxaqueca com aura).
7. Imune
Angioedema
Os estrogênios exógenos podem induzir ou exacerbar os sintomas de angioedema, particularmente em mulheres com engioedema
hereditário.
Atenção: Este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.
Este medicamento contém LACTOSE.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.

INTERAÇÃO COM EXAMES LABORATORIAIS
O uso de contraceptivos orais combinados pode causar algumas alterações fisiológicas que podem refletir nos resultados de alguns
exames laboratoriais, incluindo:
• parâmetros bioquímicos da função hepática (incluindo a diminuição da bilirrubina e da fosfatase alcalina), função tireoidiana
(aumento dos níveis totais de T3 e T4 devido ao aumento da TBG [globulina de ligação à tiroxina], diminuição da captação de
T3 livre), função adrenal (aumento do cortisol plasmático, aumento da globulina de ligação a cortisol, diminuição do sulfato
de deidroepiandrosterona [DHEAS]) e função renal (aumento da creatinina plasmática e depuração de creatinina)
• níveis plasmáticos de proteínas (carreadoras), como globulina de ligação a corticosteróide e frações lipídicas/lipoprotéicas
• parâmetros do metabolismo de carboidratos
• parâmetros de coagulação e fibrinólise
• diminuição dos níveis séricos de folato

USO GERIÁTRICO
ALEXA não é indicado para mulheres na pós-menopausa.

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Interações entre etinilestradiol e outras substâncias podem diminuir ou aumentar as concentrações séricas de etinilestradiol.
Concentrações séricas mais baixas de etinilestradiol podem causar maior incidência de sangramento de escape e irregularidades
menstruais e, possivelmente, podem reduzir a eficácia do contraceptivo oral combinado.
Durante o uso concomitante de produtos com etinilestradiol e substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de
etinilestradiol, recomenda-se que um método anticoncepcional não-hormonal (como preservativos e espermicida) seja utilizado além
da ingestão regular de ALEXA. No caso de uso prolongado dessas substâncias, os contraceptivos orais combinados não devem ser
considerados os contraceptivos primários.
Após a descontinuação das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de etinilestradiol, recomenda-se o uso de um
método anticoncepcional não-hormonal por, no mínimo, 7 dias. Aconselha-se o uso prolongado do método alternativo após a
descontinuação das substâncias que resultaram na indução das enzimas microssomais hepáticas, levando a uma diminuição das
concentrações séricas de etinilestradiol. Às vezes, pode levar várias semanas até a indução enzimática desaparecer completamente,
dependendo da dose, duração do uso e taxa de eliminação da substância indutora.
A seguir, alguns exemplos das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de etinilestradiol:
− Qualquer substância que reduza o tempo do trânsito gastrintestinal e, portanto, a absorção do etinilestradiol.
− Substâncias indutoras das enzimas microssomais hepáticas, como rifampicina, rifabutina, barbitúricos, primidona, fenilbutazona,
fenitoína, dexametasona, griseofulvina, topiramato, alguns inibidores de protease, modafinil.
− Hypericum perforatum, também conhecido como erva de São João, e ritonavir* (possivelmente por indução das enzimas
microssomais hepáticas).
− Alguns antibióticos (por exemplo, ampicilina e outras penicilinas, tetraciclinas), por diminuição da circulação êntero-hepática de
estrogênios.
A seguir, alguns exemplos de substâncias que podem aumentar as concentrações séricas de etinilestradiol:
− atorvastatina
− Inibidores competitivos de sulfatações na parede gastrintestinal, como o ácido ascórbico (vitamina C) e o paracetamol
(acetaminofeno).
− Substâncias que inibem as isoenzimas 3A4 do citocromo P450, como indinavir, fluconazol e troleandomicina.
A troleandomicina pode aumentar o risco de colestase intra-hepática durante a administração concomitante com contraceptivos orais
combinados.
*Embora o ritonavir seja um inibidor do citocromo P450 3A4, demonstrou-se que esse tratamento diminui as concentrações séricas
de etinilestradiol (vide acima).
O etinilestradiol pode interferir no metabolismo de outros fármacos por inibição das enzimas microssomais hepáticas ou indução da
conjugação hepática do fármaco, sobretudo a glicuronização. Conseqüentemente, as concentrações plasmáticas e teciduais podem
aumentar (p. ex., ciclosporina, teofilina, corticosteróides) ou diminuir (p. ex., lamotrigina).
Em pacientes tratados com a flunarizina, relatou-se que o uso de contraceptivos orais aumenta o risco de galactorréia.
As bulas dos medicamentos concomitantes devem ser consultadas para identificar possíveis interações.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
ALEXA comprimidos deve ser conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15° e 30°C),
Este medicamento possui prazo de validade de 24 meses a partir da sua data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Para sua segurança, mantenha o medicamento na embalagem original.
ALEXA comprimidos se apresenta como comprimidos revestidos na cor laranja, circular e de faces convexas.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR
O blister de ALEXA contém 24 comprimidos ativos. Os comprimidos devem ser tomados seguindo a direção das setas marcadas no
blister todos os dias e aproximadamente no mesmo horário. Tomar um comprimido por dia por 24 dias consecutivos, seguido de um
intervalo de 4 dias sem a ingestão de comprimidos. A embalagem seguinte deve ser iniciada após o intervalo de 4 dias sem a
ingestão de comprimidos. Após 2-3 dias do último comprimido ter sido tomado, inicia-se, em geral, hemorragia por supressão que
pode não cessar antes do início da embalagem seguinte.
Como começar a tomar ALEXA
Sem uso anterior de contraceptivo hormonal no mês anterior: o primeiro comprimido de ALEXA deve ser tomado no 1o dia do
ciclo natural (ou seja, o primeiro dia de sangramento menstrual). Pode-se iniciar o tratamento com ALEXA entre o 2o e o 7o dia do
ciclo menstrual, mas recomenda-se a utilização de método contraceptivo não-hormonal (como preservativo e espermicida) nos
primeiros 7 dias de administração de ALEXA.
Quando se passa a usar ALEXA no lugar de outro contraceptivo oral: preferencialmente, deve-se começar a tomar ALEXA no
dia seguinte ao último comprimido ativo do contraceptivo oral combinado anterior ter sido ingerido mas não mais tarde do que no
dia após o intervalo sem comprimidos ou após a ingestão do último comprimido inativo do contraceptivo oral combinado anterior.
Quando se passa a usar ALEXA no lugar de outro método contraceptivo com apenas progestogênio, mini-pílulas, implante,
dispositivos intrauterinos [DIU], injetáveis): pode-se interromper o uso da mini-pílula em qualquer dia e deve-se começar a tomar
ALEXA no dia seguinte. Deve-se iniciar o uso de ALEXA no mesmo dia da remoção do implante de progestogênio ou remoção do
DIU. O uso de ALEXA deve ser iniciado na data em que a próxima injeção está programada.
Em cada uma dessas situações, a paciente deve ser orientada a utilizar outro método não-hormonal de contracepção durante os 7
primeiros dias de administração de ALEXA.
Após aborto no primeiro trimestre: pode-se começar a tomar ALEXA imediatamente. Não são necessários outros métodos
contraceptivos.
Pós parto: como o pós-parto imediato está associado a aumento do risco de tromboembolismo, o tratamento com ALEXA não deve
começar antes do 28o dia após o parto em mulheres não-lactantes ou após aborto no segundo trimestre. Deve-se orientar a paciente a
utilizar outro método não-hormonal de contracepção durante os 7 primeiros dias de administração de ALEXA. Entretanto, se já tiver
ocorrido relação sexual, a possibilidade de gravidez antes do início da utilização ALEXA deve ser descartada ou deve-se esperar
pelo primeiro período menstrual espontâneo (ver Precauções e Advertências).
Conduta para quando a paciente esquecer de tomar ALEXA.
A proteção contraceptiva pode ser reduzida se a paciente esquecer de tomar algum comprimido de ALEXA e, particularmente, se o
esquecimento ultrapassar o intervalo livre sem comprimidos. Recomenda-se consultar seu médico.
• Se a paciente esquecer de tomar um comprimido de ALEXA e lembrar dentro de até 12 horas da dose usual, deve-se ingeri-lo tão
logo se lembre. Os comprimidos seguintes devem ser tomados no horário habitual .
• Se a paciente esquecer de tomar um comprimido de ALEXA e lembrar mais de 12 horas após a dose usual ou se tiverem sido
esquecidos dois ou mais comprimidos, a proteção contraceptiva pode estar reduzida. O último comprimido esquecido deve ser
tomado tão logo se lembre, o que pode resultar na tomada de dois comprimidos de uma única vez. Os comprimidos seguintes
devem ser ingeridos no horário habitual. Um método contraceptivo não-hormonal deve ser usado nos próximos 7 dias.
• Se a paciente tomar o último comprimido ativo antes do fim do intervalo de 7 dias durante o qual o uso de um método
contraceptivo não-hormonal é necessário, a próxima embalagem deve ser iniciada imediatamente; não deve haver intervalo
sem comprimidos entre as embalagens. Isto previne um intervalo prolongado entre os comprimidos, reduzindo, portanto, o
risco de uma ovulação de escape.
É improvável que ocorra hemorragia por supressão até que todos os comprimidos da nova embalagem sejam tomados, embora
a paciente possa apresentar spotting ou sangramento de escape nos dias em que estiver ingerindo os comprimidos. Se a
paciente não tiver hemorragia por supressão após a ingestão de todos os comprimidos da nova embalagem, a possibilidade de
gravidez deve ser descartada antes de se retomar a ingestão dos comprimidos.
Orientação em caso de vômitos e/ou diarréia
No caso de vômito ou diarréia no período de 4 horas após a ingestão do comprimido, a absorção dos comprimidos pode ser
incompleta. Neste caso, as informações contidas no item Conduta para quando a paciente esquecer de tomar ALEXA são aplicáveis.
A paciente deve tomar um comprimido ativo adicional obtida de uma nova embalagem.
Proteção Contraceptiva Adicional:
Quando for necessária a utilização de proteção contraceptiva adicional, utilize métodos contraceptivos de barreira (por exemplo:
diafragma ou preservativo masculino). Não utilize os métodos da tabelinha ou da temperatura como proteção contraceptiva
adicional, pois os contraceptivos orais modificam as alterações menstruais cíclicas, tais como as variações de temperatura e do muco
cervical.
Este medicamneto não deve ser partido, aberto ou mastigado.

9. REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas estão relacionadas na tabela de acordo com sua freqüência:
Muito Comum: > 10%
Comum: > 1% e < 10%
Incomum: > 0,1% e < 1%
Rara: > 0,01% e < 0,1%
Muito Rara: < 0,01%
O uso de contraceptivos orais combinados tem sido associado a aumento dos seguintes riscos:
− Eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, incluindo infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, ataque
isquêmico transitório, trombose venosa e embolia pulmonar;
− Neoplasias cervical intra-epitelial e câncer cervical;
− Diagnostico de câncer de mama;
− Tumores hepáticos benignos (p. ex., hiperplasia nodular focal, adenoma hepático).
Ver também Precauções e Advertências.
Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): cefaléia, incluindo enxaqueca, sangramento
de escape/spotting.,
Reação comum (ocorre ente 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): vaginite incluindo candidíase; alterações de
humor, incluindo depressão, alterações de libido, nervosismo, tontura, náuseas, vômitos, dor abdominal, acne, dor, sensibilidade,
aumento, secreção das mamas, dismenorréia, alteração do fluxo menstrual, alteração da secreção e ectrópio cervical, amenorréia,
retenção hídrica/edema, alterações de peso (ganho ou perda).
Reação incomum (ocorre ente 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): alterações de apetite (aumento ou
diminuição), cólicas abdominais, distensão, erupções cutâneas, cloasma /melasma, que pode persistir; hirsutismo, alopecia, aumento
da pressão arterial, alterações nos níveis séricos de lipídios, incluindo hipertrigliceridemia.
Reação rara (ocorre ente 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): reações anafiláticas/anafilactóides,
incluindo casos muito raros de urticária, angioedema e reações graves com sintomas respiratórios e circulatórios, intolerância à
glicose, intolerância a lentes de contato, icterícia colestática, eritema nodoso, nódulos subcutâneos vermelhos e dolorosos),
diminuição dos níveis séricos de folato***.
Reação muito rara (ocorre com menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): carcinomas hepatocelulares,
exacerbação do lúpus eritematoso sistêmico, exacerbação da porfiria, exacerbação da coréia, neurite óptica*, trombose vascular
retiniana, piora das varizes, pancreatite, colite isquêmica, doença biliar, incluindo cálculos biliares, eritema multiforme, síndrome
urêmica hemolítica.
Reações adversas cuja frequência é desconhecida: doença inflamatória intestinal (Doença de Crohn, colite ulcerativa), lesão
hepatocelular (p. ex., hepatite, função anormal do fígado).
* A neurite óptica pode resultar em perda parcial ou total da visão.
** Os contraceptivos orais combinados podem piorar doenças biliares preexistentes e podem acelerar o desenvolvimento dessa
doença em mulheres anteriormente assintomáticas.
*** Pode haver diminuição dos níveis séricos de folato com o tratamento com contraceptivo oral combinado. Isso pode ser
clinicamente significativo se a mulher engravidar logo após descontinuar os contraceptivos orais combinados.
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em
http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. SUPERDOSE
Os sintomas da superdosagem com contraceptivos orais em adultos e crianças podem incluir náusea, vômito, sensibilidade nas
mamas, tontura, dor abdominal, sonolência/fadiga; hemorragia por supressão pode ocorrer em mulheres. Não há antídoto específico
e, se necessário, a superdosagem é tratada sintomaticamente.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

III – DIZERES LEGAIS

MS – 1.3569.0160
Farm. Resp.: Dr. Adriano Pinheiro Coelho – CRF-SP 22.883
Registrado por: EMS SIGMA PHARMA LTDA
Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, km 08
Bairro Chácara Assay
CEP 13186-901 – Hortolândia/SP
CNPJ: 00.923.140/0001-31
INDÚSTRIA BRASILEIRA
Fabricado por: EMS S/A
São Bernardo do Campo/SP
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
SAC 0800-191222 / 0800-191914
www.ems.com.br
Alexa-Anticoncepcional

Microvlar Bula do Microvlar (Anticoncepcional)

microvlarVendido em farmácias de todo o Brasil, o Anticoncepcional Microvlar é um dos mais populares por seu baixo preço. No geral a cartela custa R$ 7, as vezes chegando a apenas R$ 5. O medicamento é de uso oral, a ser usado todos os dias com regularidade de horário para ter efeito.

Bula do Microvlar:

Microvlar® levonorgestrel etinilestradiol

APRESENTAÇÃO:

cartucho contendo 1 blíster-calendário com 21 drágeas

USO ORAL USO ADULTO

COMPOSIÇÃO:

Cada drágea de Microvlar® contém 0,15 mg de levonorgestrel e 0,03 mg de etinilestradiol.
Excipientes: lactose, amido, povidona, talco, estearato de magnésio, sacarose, macrogol, carbonato de cálcio, glicerol, dióxido de titânio, pigmento de óxido de ferro amarelo e cera montanglicol

INFORMAÇÕES À PACIENTE

Antes de iniciar o uso de um medica- mento, é importante ler as informações contidas na bula, verificar o prazo de validade, o conteúdo e a integridade da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer consulta que se faça necessária.

Leia com atenção as informações pre- sentes na bula antes de usar o produto, pois a mesma contém informações sobre os benefícios e os riscos associados ao uso dos contraceptivos orais. Você também encontrará informações sobre o uso adequado do contraceptivo e sobre a necessidade de consultar o seu médico regularmente. Converse com o seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização.

Microvlar® é indicado para prevenir a gravidez.

Microvlar® é um contraceptivo oral combinado. Cada drágea contém uma combinação de dois hormônios femininos: o levonorgestrel (progestógeno) e o etinilestradiol (estrogênio). Devido às pequenas concentrações de ambos os hormônios, Microvlar® é considerado um contraceptivo oral de baixa dose.

R Outras características não-

relacionadas com a prevenção da gravidez
Os contraceptivos combinados reduzem a duração e a intensidade do sangramento menstrual, diminuindo o risco de anemia por deficiência de ferro. A cólica menstrual também pode se tornar menos intensa ou desaparecer completamente.
Além disso, tem-se relatado que alguns distúrbios ocorrem menos frequentemente em usuárias de contraceptivos contendo 0,05 mg de etinilestradiol (“pílula de alta dose”), tais como: doença benigna da mama, cistos ovarianos, infecções pélvicas (doença inflamatória pélvica ou DIP), gravidez ectópica (quando o feto se fixa fora do útero) e câncer do endométrio (tecido de revestimento interno do útero) e dos ovários. Este também pode ser o caso para os contraceptivos de baixa dose, mas até agora somente foi confirmada a redução da ocorrência de casos de câncer ovariano e de endométrio.

Não use contraceptivo oral combinado se você tem qualquer uma das condições descritas a seguir.

Caso apresente qualquer uma destas condições, informe seu médico antes de iniciar o uso de Microvlar®. Ele pode lhe recomendar o uso de outro contraceptivo oral ou de outro método contraceptivo (não-hormonal).

– história atual ou anterior de coágulo em uma veia da perna (trombose), do pulmão (embolia pulmonar) ou outras partes do corpo;

– história atual ou anterior de ataque cardíaco ou derrame cerebral, que é causado por um coágulo (de sangue) ou o rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro;

– história atual ou anterior de doenças que podem ser sinal indicativo de ataque cardíaco (como angina pectoris que causa uma intensa dor no peito, podendo se irradiar para o braço esquerdo) ou de um derrame (como um episódio isquêmico transitório ou um pequeno derrame sem efeitos residuais);

– presença de um alto risco para a formação de coágulos arteriais ou venosos (veja item “Contraceptivos e a trombose” e consulte seu médico que irá decidir se você poderá utilizar Microvlar®);

– história atual ou anterior de um certo tipo de enxaqueca acompanhada por sintomas neurológicos focais tais como sintomas visuais, dificuldades para falar, fraqueza ou adormecimento em qualquer parte do corpo;

– diabetes mellitus com lesão de vasos sanguíneos;

– história atual ou anterior de doença do fígado (cujos sintomas podem ser amarelamento da pele ou coceira do corpo todo) e enquanto seu fígado ainda não voltou a funcionar normalmente;

– história atual ou anterior de câncer que pode se desenvolver sob a influ- ência de hormônios sexuais (p.ex., cân- cer de mama ou dos órgãos genitais);

– presença ou antecedente de tumor no fígado (benigno ou maligno);

– presença de sangramento vaginal sem explicação;

– ocorrência ou suspeita de gravidez;
– hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes de Microvlar®. O que pode causar, por exemplo, coceira,

erupção cutânea ou inchaço.
Se qualquer um destes casos ocorrer pela primeira vez enquanto estiver tomando contraceptivo oral, descontinue o uso imediatamente e consulte seu médico. Neste período, outras medidas contraceptivas não- hormonais devem ser empregadas (veja também o item: “O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

RAdvertências e Precauções:
Neste informativo, estão descritas várias situações em que o uso do contraceptivo oral deve ser descontinuado, ou em que pode haver diminuição da sua eficácia. Nestas situações, deve-se evitar relação sexual ou, então, utilizar adicionalmente métodos contraceptivos não-hormonais como, por exemplo, preservativo ou outro método de barreira. Não utilize os métodos da tabelinha (do ritmo ou Ogino-Knaus) ou da temperatura. Esses métodos podem falhar, pois os contraceptivos hormonais modificam as variações de temperatura e do muco cervical que ocorrem durante o ciclo menstrual normal.
Microvlar®, como todos os demais contraceptivos orais, não protege contra infecções causadas pelo HIV (AIDS),

nem contra qualquer outra doença sexualmente transmissível.
É recomendável consultar o médico regularmente para que ele possa realizar os exames clínico geral e ginecológico de rotina e confirmar se o uso de Microvlar® pode ser continuado. O uso de contraceptivo combinado requer cuidadosa supervisão médica na presença das condições descritas abaixo. Essas condições devem ser comunicadas ao médico antes do início do uso de Microvlar®:

fumo; diabetes; excesso de peso; pressão alta; alteração na válvula cardíaca ou alteração do batimento cardíaco; infla- mação das veias (flebite superficial); veias varicosas; qualquer familiar direto que já teve um coágulo (trombose nas pernas, pulmões (embolia pulmonar) ou qualquer outra parte do corpo), ataque cardíaco ou derrame em familiar jovem; enxaqueca; epilepsia (veja item “Microvlar® e outros medicamentos”); você ou algum familiar direto tem, ou já apresentou, níveis altos de colesterol ou triglicérides (um tipo de gordura) no sangue; algum familiar direto que tem ou já teve câncer de mama; doença do fígado ou da vesícula biliar; doença de Crohn ou colite ulcerativa (doença inflamatória crônica do intestino); lúpus eritematoso sistêmico (doença do siste- ma imunológico); síndrome hemolítico- urêmica (alteração da coagulação san- guínea que causa insuficiência renal); anemia falciforme; condição que tenha ocorrido pela primeira vez, ou piorado, durante a gravidez ou uso prévio de hormônios sexuais como, por exemplo, perda de audição, porfiria (doença metabólica), herpes gestacional (doença de pele) e coreia de Sydenham (doença neurológica); tem, ou já apresentou, cloasma (pigmentação marrom-amare- lada da pele, especialmente a do rosto). Nesse caso, evite a exposição excessiva ao sol ou à radiação ultravioleta; angioedema hereditário (estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os seus sintomas). Consulte seu médico imediatamente se você apresentar sintomas de angioedema, tais como: inchaço do rosto, língua e/ou garganta, dificuldade para engolir ou urticária junto com dificuldade para respirar.

Se algum destes casos ocorrer pela primeira vez, reaparecer ou agravar-se enquanto estiver tomando

contraceptivo, consulte seu médico.
R Contraceptivos e a trombose
A trombose é a formação de um coágulo sanguíneo que pode interromper a passagem do sangue nos vasos. Algumas vezes a trombose ocorre nas veias profundas das pernas (trombose venosa profunda). O tromboembolismo venoso (TEV) pode se desenvolver se você estiver tomando ou não uma pílula. Ele também pode ocorrer se você estiver grávida. Se o coágulo desprender-se das veias onde foi formado, ele pode se deslocar para as artérias pulmonares, causando embolia pulmonar. Os coágulos sanguíneos também podem ocorrer muito raramente nos vasos sanguíneos do coração (causando o ataque cardíaco). Os coágulos sanguíneos ou a ruptura de um vaso no cérebro podem causar o derrame. Estudos de longa duração sugerem que pode existir uma ligação entre o uso de pílula (também chamada de contraceptivo oral combinado ou pílula combinada, pois contém dois diferentes tipos de hormônios femininos chamados estrogênios e progestógenos) e um risco aumentado de coágulos arteriais e veno- sos, embolia, ataque cardíaco ou derra- me. A ocorrência destes eventos é rara. O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso é mais elevado durante o primeiro ano de uso. Este aumento no risco está presente em usuárias de primeira vez de contracepti- vo combinado e em usuárias que estão voltando a utilizar o mesmo contracepti- vo combinado utilizado anteriormente ou outro contraceptivo combinado (após 4 semanas ou mais sem utilizar pílula). Dados de um grande estudo sugerem que o risco aumentado está principal- mente presente nos 3 primeiros meses. O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso em usuárias de pílulas contendo baixa dose de estrogênio (<0,05 mg de etinilestradiol) é duas a três vezes maior que em não usuárias de COCs, que não estejam grávidas e permanece menor do que o risco associado à gravidez e ao parto. Muito ocasionalmente, os eventos tromboembólicos venosos ou arteriais podem causar incapacidade grave permanente, podendo provocar risco para a vida da paciente ou podendo inclusive ser fatais.
O tromboembolismo venoso se

manifesta como trombose venosa profunda e/ou embolia pulmonar e pode ocorrer durante o uso de qualquer contraceptivo hormonal combinado. Em casos extremamente raros, os coá- gulos sanguíneos também podem ocor- rer em outras partes do corpo incluindo fígado, intestino, rins, cérebro ou olhos. Se ocorrer qualquer um dos eventos mencionados a seguir, interrompa o uso da pílula e contate seu médico imediatamente se notar sintomas de:
– trombose venosa profunda, tais como: inchaço de uma perna ou ao longo de uma veia da perna, dor ou sensibilidade na perna que pode ser sentida apenas quando você estiver em pé ou andando, sensação aumentada de calor na perna afetada; vermelhidão ou descoloramento da pele da perna;
– embolia pulmonar, tais como: início súbito de falta inexplicável de ar ou respiração rápida, tosse de início abrupto que pode levar a tosse com sangue, dor aguda no peito que pode aumentar com a respiração profunda, ansiedade, tontura grave ou vertigem, batimento cardíaco rápido ou irregular. Alguns destes sintomas (por exemplo, falta de ar, tosse) não são específicos e podem ser erroneamente interpretados como eventos mais comuns ou menos graves (por exemplo, infecções do trato respiratório);
– tromboembolismo arterial (vaso sanguíneo arterial bloqueado por um coágulo que se deslocou)

– derrame, tais como: diminuição da sensibilidade ou da força motora afetando, de forma súbita a face, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo, confusão súbita, dificuldade para falar ou compreender; dificuldade repentina para enxergar com um ou ambos os olhos; súbita dificuldade para caminhar, tontura, perda de equilíbrio ou de coordenação, dor de cabeça repentina, intensa ou prolongada, sem causa conhecida, perda de consciência ou desmaio, com ou sem convulsão;

– coágulos bloqueando outros vasos arteriais, tais como: dor súbita, inchaço e ligeira coloração azulada (cianose) de uma extremidade, abdome agudo;

– ataque cardíaco, tais como: dor, desconforto, pressão, peso, sensação de aperto ou estufamento no peito, braço ou abaixo do esterno; desconforto que se irradia para as costas, mandíbula,

garganta, braços, estômago; saciedade, indigestão ou sensação de asfixia, sudorese, náuseas, vômitos ou tontura, fraqueza extrema, ansiedade ou falta de ar, batimentos cardíacos rápidos ou irregulares.

Seu médico irá verificar se, por exemplo, você possui um risco maior de desenvolver trombose devido à combinação de fatores de risco ou talvez um único fator de risco muito alto. No caso de uma combinação de fatores de risco, o risco pode ser mais alto que uma simples adição de dois fatores individuais. Se o risco for muito alto, seu médico não irá prescrever o uso da pílula (veja item “Quando não devo usar este medicamento?”).
O risco de coágulo arterial ou venoso (por exemplo, trombose venosa profunda, embolia pulmonar, ataque cardíaco) ou derrame aumenta:
– com a idade;
– se você estiver acima do peso;
– se qualquer familiar direto seu teve um coágulo (trombose nas pernas, pulmão (embolia pulmonar) ou qualquer outra parte do corpo), ataque cardíaco ou derrame em idade jovem, ou se você ou qualquer familiar tiver ou suspeitar de predisposição hereditária. Neste caso você deve ser encaminhada a um especialista antes de decidir pelo uso de qualquer contraceptivo hormonal combinado. Certos fatores sanguíneos que podem sugerir tendência para trombose venosa ou arterial incluem resistência a proteína C ativada, hiper- homocisteinemia, deficiência de antitrombina III, proteína C e proteína S, anticorpos antifosfolipídios (anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico);
– com imobilização prolongada (por exemplo, durante o uso de gessos ou talas em sua (s) perna (s)), cirurgia de grande porte, qualquer intervenção cirúrgica em membros inferiores ou trauma extenso. Informe seu médico. Nestas situações, é aconselhável descontinuar o uso da pílula (em casos de cirurgia programada você deve descontinuar o uso pelo menos 4 semanas antes) e não reiniciá-lo até, pelo menos, duas semanas após o total restabelecimento;
– tabagismo (com consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco torna-se ainda maior, especialmente em

mulheres com idade superior a 35 anos). Descontinue o consumo de cigarros durante o uso de pílula, especialmente se tem mais de 35 anos de idade;

– se você ou alguém de sua família tem ou teve altos níveis de colesterol ou triglicérides;
– se você tem pressão alta. Se você desenvolver pressão alta durante o uso de pílula, seu médico poderá pedir que você descontinue o uso;

– se você tem enxaqueca;
– se você tem distúrbio da válvula do coração ou certo tipo de distúrbio do ritmo cardíaco.
Imediatamente após o parto, as mulhe- res têm risco aumentado de formação de coágulos, portanto pergunte ao seu médico quando você poderá iniciar o uso de pílula combinada após o parto. R Contraceptivos e o câncer
O câncer de mama é diagnosticado com frequência um pouco maior entre as usuárias dos contraceptivos orais, mas não se sabe se esse aumento é devido ao uso do contraceptivo. Pode ser que esta diferença esteja associada à maior frequência com que as usuárias de contraceptivos orais consultam seus médicos. O risco de câncer de mama desaparece gradualmente após a descontinuação do uso do contraceptivo hormonal combinado. É importante examinar as mamas regularmente e contatar o médico se você sentir qualquer caroço nas mamas.
Em casos raros, foram observados tumores benignos de fígado e, mais raramente, tumores malignos de fígado nas usuárias de contraceptivos orais. Em casos isolados, estes tumores podem causar hemorragias internas com risco para a vida da paciente. Em caso de dor abdominal intensa, consulte o seu médico imediatamente.
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente pelo HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos indicaram que o uso prolongado de contraceptivos orais pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de exame cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira. Os tumores mencionados acima podem

provocar risco para a vida da paciente ou podem ser fatais
R Microvlar®, a gravidez e a amamentação

Microvlar® não deve ser usado quando há suspeita de gravidez ou durante a gestação. Se suspeitar da possibilidade de gravidez durante o uso de Microvlar® consulte seu médico o mais rápido possível. Entretanto, estudos epidemiológicos abrangentes não revelaram risco aumentado de malfor- mações congênitas em crianças nascidas de mulheres que tenham utilizado COC antes da gestação. Também não foram verificados efeitos teratogênicos decorrentes da ingestão acidental de COCs no início da gestação.

“Categoria X (Em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais, havendo clara evidência de risco para o feto que é maior do que qualquer benefício possível para a paciente) – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.”

De modo geral, o uso de Microvlar® durante a amamentação não é recomen- dado. Se desejar tomar contraceptivo oral durante a amamentação, converse primeiramente com seu médico.
R Microvlar® e outros medicamentos
O uso de alguns medicamentos pode exercer uma influência nos níveis sanguíneos dos contraceptivos orais, reduzindo sua eficácia ou pode causar sangramento inesperado. Estes incluem: – medicamentos utilizados para o tratamento de:

– epilepsia (p.ex., primidona, fenitoína, barbitúricos, carbamazepina, oxcarbazepina, topiramato, felbamato);

– tuberculose (p.ex., rifampicina);

– AIDS e Hepatite C (também chamados de inibidores das proteases e inibidores não nucleosídios da transcriptase reversa) e outras infecções (griseofulvina);
– medicamentos contendo Erva de São João (usada principalmente para o tratamento de estados depressivos).
Os contraceptivos orais também podem interferir na eficácia de outros medicamentos, por exemplo, medicamentos contendo ciclosporina, ou o antiepilético lamotrigina.
R Testes laboratoriais
Se você precisar fazer algum exame de

sangue ou outro teste laboratorial, informe ao seu médico ou ao laboratório que você está tomando Microvlar®, pois os contraceptivos orais podem afetar os resultados dos exames. R Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Não foram conduzidos estudos e não foram observados efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas em usuárias de COCs. “Informe ao seu médico ou cirurgião- dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.”

Também informe que está tomando Microvlar® a qualquer outro médico ou dentista que venha a lhe prescrever outro medicamento. Pode ser necessário o uso adicional de um método contra- ceptivo e, neste caso, seu médico lhe dirá por quanto tempo deverá usá-lo. “Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.”

“Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes.”

O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.
“Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.”

“Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.”
R Características Organolépticas Drágeas de cor bege, sem cheiro (odor) ou gosto característico.

“Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.”

“Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.”

Quando usado corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano (uma gestação a cada 100 mulheres por ano de uso). O índice de falha pode au- mentar quando há esquecimento de toma- da das drágeas ou quando estas são toma-

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

Este texto corresponde ao Anexo I – Informações ao paciente da Resolução ANVISA RDC 47/09

das incorretamente, ou ainda em casos de vômitos dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de uma drágea ou diarreia intensa, bem como interações medicamentosas. Siga rigorosamente o procedimento indi- cado, pois o não-cumprimento pode oca- sionar falhas na obtenção dos resultados.

A cartela de Microvlar® contém 21 drágeas. No verso da cartela encontra-se indicado o dia da semana no qual cada drágea deve ser ingerida. Tome uma drágea por dia, aproximadamente à mesma hora, com auxílio de um pouco de líquido, se necessário. Siga a direção das flechas, seguindo a ordem dos dias da semana, até que tenha tomado todas as 21 drágeas. Terminadas as drágeas da cartela, realize uma pausa de 7 dias. Neste período, cerca de 2 a 3 dias após a ingestão da última drágea de Microvlar®, deve ocorrer sangramento semelhante ao menstrual (sangramento por privação hormonal). Inicie nova cartela no oitavo dia, independentemente de ter cessado ou não o sangramento. Isto significa que, em cada mês, estará sempre iniciando uma nova cartela no mesmo dia da semana que a cartela anterior, e que ocorrerá o sangramento por privação mais ou menos nos mesmos dias da semana.
R Início do uso de Microvlar®
– Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês anterior Inicie o uso de Microvlar® no primeiro dia de menstruação, ou seja, tome a drágea indicada com o dia da semana correspon- dente ao primeiro dia de sangramento. Por exemplo, se a sua menstruação iniciar na sexta-feira, tome a drágea indicada “sexta- feira” no verso da cartela, seguindo a ordem dos dias. A ação contraceptiva de Microvlar® inicia-se imediatamente. Não é necessário utilizar adicionalmente outro método contraceptivo.
– Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo transdérmico (contraceptivo) para Microvlar®
Inicie a tomada de Microvlar® após o término da cartela do contraceptivo que estava tomando. Isto significa que não haverá pausa entre as cartelas. Se o contraceptivo que estava tomando apresenta comprimidos inativos, ou seja, sem princípio ativo, inicie a tomada de Microvlar® após a ingestão do último comprimido ativo do contraceptivo. Caso não saiba diferenciar os comprimidos ati- vos dos inativos, pergunte ao seu médico.

O uso de Microvlar® também poderá ser iniciado mais tarde, no máximo no dia seguinte após o intervalo de pausa do contraceptivo que estava sendo utilizado, ou no dia seguinte após ter tomado o últi- mo comprimido inativo do contraceptivo anterior. Se você estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da retirada do último anel ou adesivo do ciclo ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação. Se seguir estas instru- ções, não será necessário utilizar adicional- mente um outro método contraceptivo.

– Mudando da minipílula para Microvlar®
Neste caso, deve-se descontinuar o uso da minipílula e iniciar a tomada de Microvlar® no dia seguinte, no mesmo horário. Adicionalmente, utilize um método contraceptivo de barreira (por exemplo, preservativo) caso tenha relação sexual nos 7 primeiros dias de uso de Microvlar®.
– Mudando de contraceptivo injetável, implante ou Sistema Intrauterino (SIU) com liberação de progestógeno para Microvlar®
Inicie o uso de Microvlar® na data prevista para a próxima injeção ou no dia de extração do implante ou do SIU. Adicionalmente, utilize um método contraceptivo de barreira (por exemplo, preservativo) caso tenha relação sexual nos 7 primeiros dias de uso de Microvlar®.
– Microvlar® e o pós-parto
No pós-parto, seu médico poderá aconselhá-la a esperar por um ciclo menstrual normal antes de iniciar o uso de Microvlar®. Às vezes, o uso de Microvlar® pode ser antecipado com o consentimento do médico. Se após o parto você teve relação sexual antes de iniciar o uso de Microvlar®, você precisa ter certeza de que não está grávida ou esperar até o próximo período menstrual. Se estiver amamentando, discuta primeiramente com seu médico.
– Microvlar® e o pós-aborto
Consulte seu médico.
R Informações adicionais para populações especiais
– Crianças
Microvlar® é indicado apenas para uso após a menarca (primeira menstruação).
– Pacientes idosas
Microvlar® não é indicado para uso após a menopausa.
– Pacientes com insuficiência hepática

Microvlar® é contraindicado em mulheres com doença hepática grave. Veja itens “Quando não devo usar este medicamento?” e “O que devo saber antes de usar este medicamento?”.

– Pacientes com insuficiência renal
Fale com seu médico. Dados disponíveis não sugerem alteração no tratamento desta população de pacientes.
R O que devo fazer em caso de distúrbios gastrintestinais, como vômitos ou diarreia intensa?
Se ocorrerem vômitos ou diarreia intensa, as substâncias ativas da drágea podem não ter sido absorvidas completamente. Se ocorrerem vômitos no período de 3 a 4 horas após a ingestão da drágea, é como se tivesse esquecido de tomá-la. Portanto, deve-se seguir o mesmo procedimento indicado no item “O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?”. Consulte seu médico em quadros de diarreia intensa.
R O que devo fazer em caso de sangramento inesperado?
Como ocorre com todos os contraceptivos orais, pode surgir, durante os primeiros meses de uso, sangramento intermenstrual (gotejamento ou sangramento de escape), isto é, sangramento fora da época esperada, podendo ser necessário o uso de absorventes higiênicos. Deve-se continuar a tomar as drágeas, pois, em geral, o sangramento intermenstrual cessa espontaneamente, uma vez que seu organismo tenha se adaptado ao contraceptivo oral (geralmente, após 3 meses de tomada das drágeas). Caso o sangramento não cesse, torne-se mais intenso ou reinicie, consulte o seu médico. R O que fazer se não ocorrer sangramento?
Se todas as drágeas foram tomadas sempre no mesmo horário, não houve vômito, diarreia intensa ou uso concomitante de outros medicamentos, é pouco provável que você esteja grávida. Continue tomando Microvlar® normalmente.
Caso não ocorra sangramento por dois meses seguidos, você pode estar grávida. Consulte o seu médico imediatamente. Não inicie nova cartela de Microvlar® até que a suspeita de gravidez seja afastada pelo seu médico. Neste período use medidas contraceptivas não-hormonais.
R Quando posso descontinuar o uso de Microvlar®?
O uso de Microvlar® pode ser descontinua- do a qualquer momento. Porém, não o

faça sem o conhecimento do seu médico. Se você não deseja engravidar após descontinuar o uso de Microvlar®, consulte o seu médico para que ele lhe indique outro método contraceptivo.

Se você desejar engravidar, é recomendado que espere por um ciclo menstrual natural. Converse com o seu médico.
“Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.”

“Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.”
“Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.”

Se houver um atraso de menos de 12 horas do horário habitual, a proteção contraceptiva de Microvlar® é mantida. Tome a drágea esquecida assim que se lembrar e tome a próxima drágea no horário habitual.

Se houver um atraso de mais de 12 horas do horário habitual, a proteção contraceptiva de Microvlar® pode ficar reduzida, especialmente se ocorrer esquecimento da tomada no começo ou no final da cartela. Veja abaixo como proceder em cada caso específico.

– Esquecimento de 1 drágea na primeira semana de uso

Tome a drágea esquecida assim que se lembrar (inclui-se a possibilidade de tomar duas drágeas de uma só vez) e continue a tomar as próximas drágeas no horário ha- bitual. Utilize método contraceptivo adi- cional (método de barreira – por exemplo, preservativo) durante os próximos 7 dias. Se teve relação sexual na semana anterior ao esquecimento da tomada da drágea, há possibilidade de engravidar. Comunique o fato imediatamente ao seu médico.

– Esquecimento de 1 drágea na segunda semana de uso
Tome a drágea esquecida assim que se lembrar (inclui-se a possibilidade de tomar duas drágeas de uma só vez) e continue a tomar as próximas drágeas no horário habitual. A proteção contraceptiva de Microvlar® está mantida. Não é necessário utilizar método contraceptivo adicional.

– Esquecimento de 1 drágea na terceira semana de uso
Escolha uma das duas opções abaixo, sem a necessidade de utilizar método contraceptivo adicional:

1) Tome a drágea esquecida assim que se lembrar (inclui-se a possibilidade de tomar duas drágeas de uma só vez) e continue a tomar as próximas drágeas no horário habitual. Inicie a nova cartela assim que terminar a atual, sem que haja pausa entre uma cartela e outra. É possível que o sangramento ocorra somente após o término da segunda cartela. No entanto, pode ocorrer sangramento do tipo gotejamento ou de escape enquanto estiver tomando as drágeas.
2) Deixe de tomar as drágeas da cartela atual, faça uma pausa de 7 dias ou menos, contando inclusive o dia no qual esqueceu de tomar a drágea e inicie uma nova cartela. Caso deseje manter o mesmo dia da semana para início de tomada, a pausa pode ser menor do que 7 dias. Por exemplo: se a cartela foi iniciada em uma quarta-feira e você esqueceu de tomar a drágea na sexta-feira da última semana, pode iniciar a nova cartela na quarta-feira da semana seguinte ao esquecimento, praticando, desta forma, uma pausa de apenas 5 dias. Veja esquema ilustrativo abaixo:

Exemplo em caso de esquecimento:

“Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião-dentista.”

Como ocorre com todo medicamento, podem surgir reações desagradáveis com o uso de Microvlar®.
R Reações graves

As reações graves associadas ao uso do contraceptivo, assim como os sintomas relacionados, estão descritos nos itens “O que devo saber antes de usar este medicamento?”, “Contraceptivos e a trombose” e “Contraceptivos e o câncer”. Leia estes itens com atenção e não deixe de conversar com o seu médico em caso de dúvidas, ou imediatamente quando achar apropriado.

R Outras possíveis reações
As seguintes reações têm sido observadas em usuárias de contraceptivos orais combinados:
– Reações adversas comuns (entre 1 e 10 em cada 100 usuárias podem ser afetadas): náuseas, dor abdominal, aumento de peso corporal, dor de cabeça, depressão ou alterações de humor, dor nas mamas incluindo hipersensibilidade.
– Reações adversas incomuns (entre 1 e 10 em cada 1.000 usuárias podem ser afetadas): vômitos, diarreia, retenção de líquido, enxaqueca, diminuição do desejo sexual, aumento do tamanho das mamas, erupção cutânea, urticária.
– Reações adversas raras (entre 1 e 10 em cada 10.000 usuárias podem ser afetadas): intolerância a lentes de contato, reações alérgicas (hipersensibilidade), diminuição de peso corporal, aumento do desejo sexual, secreção vaginal, secreção nas mamas, eritema nodoso ou multiforme (doenças de pele).
Foram relatadas as seguintes reações adversas graves em mulheres que utilizam COC (Estas reações estão descritas no item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”):
– distúrbios tromboembólicos arteriais e venosos;
– derrame;
– pressão alta;
– hipertrigliceridemia (aumento de gordura no sangue);

– alterações na tolerância à glicose ou efeitos sobre a resistência periférica à insulina;
– tumores de fígado (benignos e malignos);

– alteração das funções do fígado;
– cloasma;
– em mulheres com angioedema hereditário (caracterizado com inchaço repentino, por exemplo, dos olhos, boca, garganta, etc), estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas do angioedema;

– ocorrência ou piora de condições para as quais a associação com o uso de COC não é conclusiva: icterícia (pigmentação amarelada da pele) e/ou prurido relacionado à colestase (fluxo biliar bloqueado); formação de cálculos biliares, uma condição metabólica chamada de porfiria, lúpus eritematoso sistêmico (uma doença crônica autoimune), síndrome hemolítico- urêmica, uma condição neurológica chamada Coreia de Sydenham, herpes gestacional (um tipo de condição de pele que ocorre durante a gravidez), otosclerose – relacionada à perda de audição; doença de Crohn, colite ulcerativa, câncer cervical.

A frequência de diagnóstico de câncer de mama é ligeiramente maior em usuárias de CO. Como o câncer de mama é raro em mulheres abaixo de 40 anos o aumento do risco é pequeno em relação ao risco geral de câncer de mama. A causalidade com uso de COC é desconhecida.

“Informe ao seu médico, cirurgião- dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.”

Em especial se essas reações forem graves ou persistentes, ou se houver mudança no seu estado de saúde que possa estar relacionada ao uso de Microvlar®.

Não foram observados efeitos nocivos graves após a ingestão de várias drágeas de Microvlar® de uma única vez. Caso isto ocorra, podem aparecer náuseas, vômitos ou sangramento vaginal. Se a ingestão

acidental ocorrer com uma criança, consulte o médico.

“Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.”

Domingo

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

Sábado

Início da cartela atual (1a drágea – 1° dia)

(2° dia)

(3° dia)

(4° dia)

(5° dia)

(6° dia)

(7° dia)

(8° dia)

(9° dia)

(10° dia)

(11° dia)

(12° dia)

(13° dia)

(14° dia)

(15° dia)

(16° dia)

(17° dia) Esquecimento de tomada da drágea

(18° dia) Pausa

(19° dia) Pausa

(20° dia) Pausa

(21° dia) Pausa

Início da nova cartela (1a drágea – 1° dia)

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

R Mais de 1 drágea esquecida
Se mais de uma drágea de uma mesma cartela for esquecida, consulte seu médico. Quanto mais drágeas sequenciais forem esquecidas, menor será o efeito contraceptivo. Se não ocorrer sangramento por privação hormonal (semelhante à menstruação) no intervalo de pausa de 7 dias, pode ser que esteja grávida. Consulte seu médico antes de iniciar uma nova cartela.

R Consulte seu médico.

Semana Teve relação sexual na semana R 1 R anterior a do esquecimento da

tomada da drágea.

Semana – tome a drágea esquecida;
R 2 R – continue tomando todas as drágeas da

cartela até finalizá-la.

R

– faça uma pausa (não mais que 7 dias, R incluindo o dia do esquecimento);

– inicie uma nova cartela.

MS-1.7056.0064
Farm. Resp.: Dra. Dirce Eiko Mimura

CRF-SP no 16532

Fabricado por:

Schering do Brasil, Química e Farmacêutica Ltda. São Paulo – SP

Registrado por:

Bayer S.A.

Rua Domingos Jorge, 1.100 – Socorro 04779-900 – São Paulo – SP
C.N.P.J. no 18.459.628/0001-15 Indústria Brasileira www.bayerhealthcare.com.br

SAC 0800 7021241 [email protected]

Venda sob prescrição médica

Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 08/11/2013. VE0113-CCDS12

Mais de 1 drágea esquecida de uma mesma cartela. Esqueceu-se de iniciar a cartela.

Sim

Não

– tome a drágea esquecida;
– utilize métodos contraceptivos adicionais

durante 7 dias;
– continue tomando todas as drágeas da

cartela até finalizá-la.

1 drágea esquecida (mais de 12 horas após o horário de tomada habitual).

– tome a drágea esquecida;
– continue tomando todas as drágeas da

cartela até finalizá-la;
– inicie a próxima cartela sem fazer a pausa

de 7 dias.

RSemana 3

ou

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

– pare de tomar as drágeas;

Microvlar® levonorgestrel etinilestradiol

Bula do Anticoncepcional Ciclo 21

Bula do Ciclo 21:

Levonorgestrel + Etinilestradiol

Composição do Ciclo

Cada comprimido de CICLO 21 contém: Levonorgestrel 0,15 mg; Etinilestradiol 0,03 mg.

Indicações do Ciclo

Na prevenção de gravidez e no controle de irregularidades menstruais (nas insuficiências ovarianas,hemorragia uterina disfuncional, amenorréias de causa funcional, esterilidade por anovulação, distúrbio dociclo menstrual e dismenorréia)

Contra-Indicações do Ciclo

Não deve ser utilizado em mulheres que apresentam: tromboflebite ou distúrbios tromboembólicos, ou antecedentes de tromboflebite; doença vascular cerebral ou coronariana; carcinoma mamário ou dos genitais confirmado ou suspeito; neoplasia estrogênio-dependente; sangramento genital anormal de causa indeterminada; gravidez confirmada ou suspeita; antecedente de tumor hepático benigno ou maligno; distúrbios da função hepática intensos; distúrbio do metabolismo lipídico; antecedente; da herpes gestacional; diabetescom alterações vasculares; otosclerose agravada durante a gravidez; e anemia falsiforme. O uso do CICLO 21 deve ser interrompido imediatamente quando ocorrerem: Instalação de enxaqueca ou agravamento dascefaléias já preexistentes; distúrbios agudos da visão, audição ou outras disfunções perceptivas; primeirossintomas de tromboflebite ou tromboembolismo; desenvolvimento de icterícia (colestase), hepatite ou pruridogeneralizado; aumento de freqüência da ataques epiléticos; elevação significativa da pressão arterial; gravidez.

Reações Adversas do Ciclo

 

Náuseas e(ou) vômitos, que são usualmente as reações adversas mais comuns. Distúrbios gastrintestinais, como empachamento e cólicas abdominais; alterações no fluxo menstrual; dismenorréia; cloasma ou melasma, que podem ser persistentes; alterações mamárias, incluindo sensibilidade, aumento ou secreção; alteração de peso; erupção cutânea (alérgica); candidíase vaginal; alterações de curvatura de córnea; intolerância a lentes de contato.

Posologia do Ciclo

Para obter-se o máximo de eficácia contraceptiva, CICLO 21 deve ser administrado conforme as instruções, a intervalos diários que não excedam 24 horas. As pacientes devem ser instruídas a tomar os comprimidos sempre à mesma hora do dia, preferencialmente após o jantar ou ao deitar. Primeiro ciclo: Durante o primeirociclo de tratamento, a paciente deve ser instruída para tomar um comprimido de CICLO 21 diariamente, durante 21 dias consecutivos, iniciando no 5º dia do ciclo menstrual (o primeiro dia do sangramento é considerado o 1º dia da menstruação). Passado este período, a administração deve ser suspensa durante 7 dias. A hemorragia por supressão deve ocorrer dentro de 3 dias após a ingestão do último comprimido. Ciclos seguintes: A paciente deve reiniciar a medicação no oitavo dia após ter tomado o último comprimido, procedimento este que deverá ser repetido em todos os ciclos subseqüentes, mesmo que a hemorragia por supressão esteja em curso. Desta maneira, cada ciclo de 21 dias de tratamento com CICLO 21 inicia-se sempre no mesmo dia da semana. CICLO 21 é eficaz somente se administrado conforme as instruções. Quando se inicia tratamento após o dia recomendado ou no período pós-parto, deve-se adicionalmente recorrer a um método mecânico (de barreira) de contracepção até  que se tenha tomado CICLO 21 durante 14 dias consecutivos. Nestas situações deve ser considerada a possibilidade de ovulação e concepção antes do início da tomada dos comprimidos. A paciente que está mudando de outro contraceptivo para CICLO 21 deve iniciar o tratamento no mesmo dia em que iniciaria a próxima cartela do outro contraceptivo oral. No primeiro ciclo de tratamento, deve-se utilizar adicionalmente um método mecânico (de barreira) de contracepção até que se tenha administrado CICLO 21 durante 14 dias. Caso ocorra sangramento inter-menstrual transitório, a paciente deve ser instruída para continuar a medicação, uma vez que tal sangramento geralmente carece de importância clínica. Se a hemorragia for recorrente, persistente ou prolongada, o médico deve ser informado. Quando a paciente esquecer de tomar um ou dois comprimidos consecutivos, deve tomá-lo (s) tão logo se lembre, tomando o seguinte no horário habitual. Nestes casos deve a paciente utilizar adicionalmente um método mecânico de contracepção até que tenha tomado CICLO 21 por 14 dias consecutivos, ou até concluir o tratamento daquele más, caso existam menos de 14 comprimidos a serem tomados. Caso a paciente esqueça de tomar três comprimidos consecutivos, deve-se interromper o tratamento com CICLO 21 e descartar os comprimidos restantes. Novo tratamento deve ser iniciado no 8º dia após ter sido administrado o último comprimido. Deve-se usar método mecânico de contracepção até que se tenham tomado 14 comprimidos consecutivos. No caso de não ocorrer hemorragia por supressão e os comprimidos terem sido administrados corretamente, é pouco provável que tenha havido concepção, mesmo assim CICLO 21 não deverá ser reiniciado até que procedimentos diagnósticos excluam a possibilidade de gravidez. Caso a paciente não tenha utilizado CICLO 21 corretamente (esquecimento, inicio do tratamento após o dia recomendado), a possibilidade de gravidez deve ser considerada antes de reiniciar o tratamento.

Apresentação do Ciclo

Comprimidos: Cartucho com 3 blisters de 21 comprimidos.

UNIÃO QUÍMICA  Farmacêutica Nacional S/A.

CICLO 21 – Laboratório

UNIAO QUIMICA
Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90
Embu-Guaçu/SP – CEP: 06900-000
Tel: SAC 0800 11 1559Anticoncepcional-Ciclo-21