Bula do Neovlar (Anticoncepcional)

NeovlarBula do Neovlar®:
levonorgestrel
etinilestradiol

 

Informação importante! Leia com atenção!

 

Forma farmacêutica:
drágea

 

Apresentação:
cartucho contendo 1 (3 ou 50) blíster(es)-calendário com 21 drágeas
Uso Adulto

 

Composição:
Cada drágea de Neovlar® contém 0,25 mg de levonorgestrel e 0,05 mg de
etinilestradiol.
Excipientes: lactose, amido, povidona, talco, estearato de magnésio, sacarose,
macrogol, carbonato de cálcio, glicerol, dióxido de titânio, pigmento de óxido de
ferro amarelo, pigmento de óxido de ferro vermelho e cera montanglicol

 

Informações à paciente:
Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações
contidas na bula, verificar o prazo de validade, o conteúdo e a integridade
da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para
qualquer consulta que se faça necessária.

 

Leia com atenção o Informativo “Neovlar® e a contracepção” (no verso da
bula) antes de usar o produto, pois o mesmo contém informações sobre os
benefícios e os riscos associados ao uso de contraceptivos orais. Você
também encontrará informações sobre o uso adequado do medicamento e
sobre a necessidade de consultar o seu médico regularmente. Converse
com o seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre a ação do
produto e sua utilização.


Cuidados de armazenamento

O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30ºC).
Proteger da umidade.


Prazo de validade
Ao adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade indicado na
embalagem externa.
Nunca use medicamento com prazo de validade vencido.

 

Informações técnicas:
Propriedades:
 Farmacodinâmica
O efeito anticoncepcional dos contraceptivos orais combinados (COCs) baseiase
na interação de diversos fatores, sendo que os mais importantes são inibição
da ovulação e alterações na secreção cervical. Além da proteção contra
gravidez, os COCs apresentam diversas propriedades positivas. O ciclo
menstrual torna-se mais regular, a menstruação freqüentemente menos dolorosa
e o sangramento menos intenso, o que, neste último caso, pode reduzir a
possibilidade de ocorrência de deficiência de ferro. Além disso, há evidência da
redução do risco de ocorrência de câncer de endométrio e de ovário. Os COCs
de dose mais elevada (0,05 mg de etinilestradiol) também diminuem a incidência
de tumores fibrocísticos de mama, cistos ovarianos, doença inflamatória pélvica
e gravidez ectópica.


 

Farmacocinética
– Levonorgestrel
Absorção:
O levonorgestrel é rápida e completamente absorvido quando administrado por
via oral. Concentrações séricas máximas de cerca de 7 ng/ml são atingidas
aproximadamente 1,4 hora após ingestão de dose única. O levonorgestrel é
quase que completamente biodisponível após administração oral.
Distribuição:
O levonorgestrel liga-se à albumina sérica e à globulina de ligação aos
hormônios sexuais (SHBG). Apenas 1,3 % da concentração total do fármaco no
soro está presente na forma de esteróide livre, aproximadamente 64% está
ligada especificamente à SHBG e cerca de 35% está ligada de forma
inespecífica à albumina. O aumento de SHBG induzido pelo etinilestradiol
influencia a proporção de levonorgestrel ligado às proteínas séricas, promovendo
um aumento da fração ligada à SHBG e uma diminuição da fração ligada à
albumina. O volume aparente de distribuição de levonorgestrel é de
aproximadamente 127 l após administração de dose única.
Metabolismo:
O levonorgestrel é completamente metabolizado pelas vias conhecidas do
metabolismo de esteróides. A taxa de depuração sérica do levonorgestrel é de
aproximadamente 67 ml/min após administração de dose única.
Eliminação:
Os níveis séricos de levonorgestrel diminuem em duas fases. A fase de
disposição terminal é caracterizada por meia-vida de aproximadamente 22
horas. O levonorgestrel não é excretado na forma inalterada. Seus metabólitos
4
são excretados pelas vias urinária e biliar na proporção de aproximadamente
1:1. A meia-vida de excreção dos metabólitos é de aproximadamente 1 dia.
Condições no estado de equilíbrio:
Durante a ingestão diária, os níveis séricos do fármaco aumentam
aproximadamente 3 vezes, atingindo o estado de equilíbrio durante a segunda
metade de um ciclo de utilização. A farmacocinética do levonorgestrel é
influenciada pelos níveis de SHBG, os quais aumentam quando o levonorgestrel
é concomitantemente administrado com o etinilestradiol. Este efeito ocasiona a
redução da taxa de depuração para cerca de 18 ml/min na fase de equilíbrio.
– Etinilestradiol
Absorção:
O etinilestradiol administrado por via oral é rápida e completamente absorvido.
Níveis séricos máximos de aproximadamente 156 pg/ml são alcançados em 1,5
horas. Durante a absorção e o metabolismo de primeira passagem, o
etinilestradiol é metabolizado extensivamente, resultando em biodisponibilidade
oral média de aproximadamente 45%, com ampla variação interindividual de
cerca de 20 a 65%.
Distribuição:
O etinilestradiol liga-se alta e inespecificamente à albumina sérica
(aproximadamente 98%) e induz aumento das concentrações séricas de SHBG.
Foi determinado ovolume aparente de distribuição de cerca de 2,8 a 8,6 l/kg.
Metabolismo:
O etinilestradiol está sujeito à conjugação pré-sistêmica, tanto na mucosa do
intestino delgado como no fígado. É metabolizado principalmente por
hidroxilação aromática mas com formação de diversos metabólitos hidroxilados e
metilados, que estão presentes nas formas livre e conjugada com glicuronídios e
sulfato. A taxa de depuração do etinilestradiol é de cerca de 2,3 a 7 ml/min/kg.
Eliminação:
Os níveis séricos de etinilestradiol diminuem em duas fases de disposição,
caracterizadas por meias-vidas de cerca de 1 hora e de 10 a 20 horas,
respectivamente. O etinilestradiol não é eliminado na forma inalterada; seus
metabólitos são eliminados com meia-vida de aproximadamente um dia. A
proporção de excreção é de 4 (urina): 6 (bile).
Condições no estado de equilíbrio:
As concentrações séricas de etinilestradiol aumentam cerca de 1,5 vezes após
administração oral diária de NeovlarÒ. Considerando a variação da meia-vida da
fase de disposição terminal do soro e a ingestão diária, os níveis séricos de
etinilestradiol no estado de equilíbrio são alcançados após cerca de uma
semana.
 Dados de segurança pré-clínica
Os dados pré-clínicos obtidos através de estudos convencionais de toxicidade de
dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogênico e toxicidade para a
reprodução mostraram que não há risco especialmente relevante para humanos.
No entanto, deve-se ter em mente que esteróides sexuais podem estimular o
crescimento de tecidos e tumores dependentes de hormônio.
 Resultados de eficácia
Os COCs são utilizados para prevenir a gravidez. Quando usados corretamente,
o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano. O índice de falha pode
aumentar quando há esquecimento de tomada das drágeas ou quando estas são
tomadas incorretamente, ou ainda em casos de vômitos dentro de 3 a 4 horas
após a ingestão de uma drágea ou diarréia intensa, bem como interações
medicamentosas.

 

Indicação:
NeovlarÒ é indicado para contracepção oral.
Contra-indicações:
Os contraceptivos orais combinados (COCs) não devem ser utilizados na
presença das seguintes condições:
– presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos
arteriais ou venosos como, por exemplo, trombose venosa profunda,
embolia pulmonar, infarto do miocárdio; ou de acidente vascular
cerebral;
– presença ou história de sintomas e/ou sinais prodrômicos de trombose
(por exemplo: episódio isquêmico transitório, angina pectoris);
– história de enxaqueca com sintomas neurológicos focais;
– diabetes melitus com alterações vasculares;
– a presença de um fator de risco grave ou múltiplos fatores de risco para
a trombose arterial ou venosa também pode representar uma contraindicação
(veja item “Precauções e advertências”);
– presença ou história de pancreatite associada à hipertrigliceridemia
grave;
– presença ou história de doença hepática grave, enquanto os valores da
função hepática não retornarem ao normal;
– presença ou história de tumores hepáticos (benignos ou malignos);
– diagnóstico ou suspeita de neoplasias dependentes de esteróides
sexuais (por exemplo, dos órgãos genitais ou das mamas);
– sangramento vaginal não-diagnosticado;
– suspeita ou diagnóstico de gravidez;
– hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos
componentes do produto.
Se qualquer uma das condições citadas anteriormente ocorrer pela
primeira vez durante o uso de COCs, a sua utilização deve ser
descontinuada imediatamente.

 

Precauções e advertências:
“Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com
cautela em portadores de diabetes.”
Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco
mencionados a seguir, os benefícios da utilização de COCs devem ser
avaliados frente aos possíveis riscos para cada paciente individualmente e
discutidos com a mesma antes de optar pelo início de sua utilização. Em
casos de agravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de
qualquer uma dessas condições ou fatores de risco, a usuária deve entrar
em contato com seu médico. Nestes casos, a continuação do uso do
produto deve ficar a critério médico.


Distúrbios circulatórios
Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de COCs e
um aumento do risco de distúrbios tromboembólicos e trombóticos
arteriais e venosos, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral,
trombose venosa profunda e embolia pulmonar. A ocorrência destes
eventos é rara.
Durante o emprego de quaisquer COCs, pode ocorrer tromboembolismo
venoso (TEV), que se manifesta como trombose venosa profunda e/ou
embolia pulmonar. O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso é
mais elevado durante o primeiro ano de uso em usuárias de primeira vez de
COC. A incidência aproximada de TEV em usuárias de contraceptivos orais
contendo estrogênio em baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) é de até 4
por 10.000 usuárias ao ano. Em não-usuárias de COCs, esta incidência é de
0,5 a 3 por 10.000 mulheres ao ano. A incidência de TEV associada à
gestação é de 6 por 10.000 gestantes ao ano.
Em casos extremamente raros, tem sido observada a ocorrência de
trombose em outros vasos sangüíneos como, por exemplo, em veias e
artérias hepáticas, mesentéricas, renais, cerebrais ou retinianas, em
usuárias de COCs. Não há consenso sobre a associação da ocorrência
destes eventos e o uso de COCs.
Sintomas de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou
venosos, ou de acidente vascular cerebral, podem incluir: dor e/ou inchaço
unilateral em membro inferior; dor torácica aguda e intensa, com ou sem
irradiação para o braço esquerdo; dispnéia aguda; tosse de início abrupto;
cefaléia não-habitual, intensa e prolongada; perda repentina da visão,
parcial ou total; diplopia; distorções na fala ou afasia; vertigem; colapso,
com ou sem convulsão focal; fraqueza, diminuição da sensibilidade ou da
força motora afetando, de forma repentina, um lado ou uma parte do corpo;
distúrbios motores; abdome agudo.
O risco de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos,
ou de acidente vascular cerebral, aumenta com os seguintes fatores: idade;
tabagismo (com consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco
torna-se ainda maior, especialmente em mulheres com idade superior a 35
anos); história familiar positiva (isto é, tromboembolismo arterial ou
venoso detectado em um(a) irmão(ã) ou em um dos progenitores em idade
relativamente jovem) – se há suspeita de predisposição hereditária, a
usuária deve ser encaminhada a um especialista antes de decidir pelo uso
de qualquer COC; obesidade (índice de massa corpórea superior a 30
kg/m²); dislipoproteinemia; hipertensão; enxaqueca; valvopatia; fibrilação
atrial; imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, qualquer
intervenção cirúrgica em membros inferiores ou trauma extenso. Nestes
casos, é aconselhável descontinuar o uso do COC (em caso de cirurgia
programada, é aconselhável descontinuar o uso do COC com, pelo menos,
quatro semanas de antecedência) e não reiniciá-lo até, pelo menos, duas
semanas após o restabelecimento.
Não há consenso quanto a possível influência de veias varicosas e de
tromboflebite superficial na gênese do tromboembolismo venoso.
Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo no puerpério
(veja item “Gravidez e lactação”).
Outras condições clínicas que também têm sido associadas aos eventos
adversos circulatórios são: diabetes melitus, lupus eritematoso sistêmico,
síndrome hemolítico-urêmica, patologia intestinal inflamatória crônica
(doença de Crohn ou colite ulcerativa) e anemia falciforme.
O aumento da freqüência ou da intensidade de enxaquecas durante o uso
de COCs pode ser motivo para a suspensão imediata do mesmo, dada a
possibilidade deste quadro representar o início de um evento vascular
cerebral.
Os fatores bioquímicos que podem indicar predisposição hereditária ou
adquirida para trombose arterial ou venosa incluem: resistência à proteína
C ativada (PCA), hiper-homocisteinemia, deficiências de antitrombina III, de
proteína C e de proteína S, anticorpos antifosfolipídios (anticorpos
anticardiolipina, anticoagulante lúpico).
Na avaliação da relação risco-benefício, o médico deve considerar que o
tratamento adequado de uma condição clínica pode reduzir o risco
associado de trombose e que o risco associado à gestação é mais elevado
do que aquele associado ao uso de COCs de baixa dose (< 0,05 mg de
etinilestradiol).


Tumores
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção
persistente por HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos
epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado
pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo
controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída
aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de citologia cervical e
do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de
barreira.
Uma meta-análise de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que existe
pequeno aumento do risco relativo (RR = 1,24) para câncer de mama
diagnosticado em mulheres que estejam usando COCs. Este aumento
desaparece gradualmente nos 10 anos subseqüentes à suspensão do uso
do COC. Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com idade
inferior a 40 anos, o aumento no número de diagnósticos de câncer de
mama em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao
risco total de câncer de mama. Estes estudos não fornecem evidências de
causalidade. O padrão observado de aumento do risco pode ser devido ao
diagnóstico precoce de câncer de mama em usuárias de COCs, aos efeitos
biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os casos de câncer de
mama diagnosticados em usuárias de primeira vez de COCs tendem a ser
clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres
que nunca utilizaram COCs.
Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais
raramente, malignos em usuárias de COCs. Em casos isolados, estes
tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco de vida para
a usuária. A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no
diagnóstico diferencial de usuárias de COCs que apresentarem dor intensa
em abdome superior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de
hemorragia intra-abdominal.


Outras condições
Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com história familiar da mesma,
podem apresentar risco aumentado de desenvolver pancreatite durante o
uso de COC. Embora tenham sido relatados discretos aumentos da
pressão arterial em muitas usuárias de COCs, os casos de relevância
clínica são raros. Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção
de hipertensão clinicamente significativa, é prudente que o médico
descontinue o uso do produto e trate a hipertensão. Se for considerado
apropriado, o uso do COC pode ser reiniciado, caso os níveis pressóricos
se normalizem com o uso de terapia anti-hipertensiva.
Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto
durante a gestação quanto durante o uso de COC, no entanto, a evidência
de uma associação com o uso de COC é inconclusiva: icterícia e/ou prurido
relacionados à colestase; formação de cálculos biliares; porfiria; lupus
eritematoso sistêmico; síndrome hemolítico-urêmica; coréia de Sydenham;
herpes gestacional; perda da audição relacionada com a otosclerose. Em
mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem
induzir ou intensificar os sintomas de angioedema. Os distúrbios agudos
ou crônicos da função hepática podem requerer a descontinuação do uso
de COC, até que os marcadores da função hepática retornem aos valores
normais. A recorrência de icterícia colestática que tenha ocorrido pela
primeira vez durante a gestação, ou durante o uso anterior de esteróides
sexuais, requer a descontinuação do uso de COCs.
Embora os COCs possam exercer efeito sobre a resistência periférica à
insulina e sobre a tolerância à glicose, não há qualquer evidência da
necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias de COCs de
baixa dose (< 0,05 mg de etinilestradiol) que sejam diabéticas. Entretanto,
deve-se manter cuidadosa vigilância enquanto estas usuárias estiverem
utilizando COCs.
O uso de COCs tem sido associado à doença de Crohn e à colite ulcerativa.
Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma, sobretudo em usuárias com
história de cloasma gravídico. Mulheres predispostas ao desenvolvimento
de cloasma devem evitar exposição ao sol ou à radiação ultravioleta
enquanto estiverem usando COCs.


Consultas/exames médicos
Antes de iniciar ou retomar o uso do COC, é necessário obter história
clínica detalhada e realizar exame clínico completo, considerando os itens
descritos em “Contra-indicações” e “Precauções e advertências”; estes
acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente durante o uso de
COCs. A avaliação médica periódica é igualmente importante porque as
contra-indicações (por exemplo, episódioisquêmico transitório, etc.) ou
fatores de risco (por exemplo, história familiar de trombose arterial ou
venosa) podem aparecer pela primeira vez durante a utilização do COC. A
freqüência e a natureza destas avaliações devem ser baseadas nas
condutas médicas estabelecidas e adaptadas a cada usuária, mas devem,
em geral, incluir atenção especial à pressão arterial, mamas, abdome e
órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical.
As usuárias devem ser informadas de que os contraceptivos orais não
protegem contra infecções causadas pelo HIV (AIDS) e outras doenças
sexualmente transmissíveis.


Redução da eficácia
A eficácia dos COCs pode ser reduzida nos casos de esquecimento de
tomada de drágeas, distúrbios gastrintestinais ou tratamento concomitante
com outros medicamentos (veja itens “Posologia e modo de usar” e
“Interações medicamentosas”).
 Redução do controle do ciclo
Como ocorre com todos os COCs, podem surgir sangramentos irregulares
(gotejamento ou sangramento de escape), especialmente durante os
primeiros meses de uso. Portanto, a avaliação de qualquer sangramento
irregular somente será significativa após um intervalo de adaptação de
cerca de três ciclos.
Se os sangramentos irregulares persistirem ou ocorrerem após ciclos
anteriormente regulares, devem ser consideradas causas não-hormonais e,
nestes casos, são indicados procedimentos diagnósticos apropriados para
exclusão de neoplasia ou gestação. Estas medidas podem incluir a
realização de curetagem.
É possível que em algumas usuárias não ocorra o sangramento por
privação durante o intervalo de pausa. Se a usuária ingeriu as drágeas
segundo as instruções descritas no item “Posologia e modo de usar”, é
pouco provável que esteja grávida. Porém, se o COC não tiver sido
ingerido corretamente no ciclo em que houve ausência de sangramento por
privação, ou se não ocorrer sangramento por privação em dois ciclos
consecutivos, deve-se excluir a possibilidade de gestação antes de
continuar a utilização do COC.


Gravidez e lactação
NeovlarÒ é contra-indicado durante a gravidez. Caso a usuária engravide
durante o uso de NeovlarÒ, deve-se descontinuar o seu uso. Entretanto,
estudos epidemiológicos abrangentes não revelaram risco aumentado de
malformações congênitas em crianças nascidas de mulheres que tenham
utilizado COC antes da gestação. Também não foram verificados efeitos
teratogênicos decorrentes da ingestão acidental de COCs no início da
gestação.
Os COCs podem afetar a lactação, uma vez que podem reduzir a
quantidade e alterar a composição do leite materno. Portanto, em geral,
não é recomendável o uso de COCs até que a lactante tenha suspendido
completamente a amamentação do seu filho. Pequenas quantidades dos
esteróides contraceptivos e/ou de seus metabólitos podem ser excretadas
com leite, embora não existam evidências de que haja prejuízo para a
saúde da criança.

 

Interações medicamentosas:
As interações medicamentosas entre contraceptivos orais e outros
fármacos podem produzir sangramento de escape e/ou diminuição da
eficácia do contraceptivo oral. As seguintes interações encontram-se
relatadas na literatura.
 Metabolismo hepático: interações podem ocorrer com fármacos que
induzem as enzimas microssomais, o que pode resultar em aumento da
depuração dos hormônios sexuais (exemplo: com fenitoína, barbitúricos,
primidona, carbamazepina, rifampicina e também possivelmente com
oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo
Erva de São João). Além disso, foi relatado que inibidores de protease (por
exemplo: ritonavir) e inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa
(por exemplo: nevirapina), assim como combinações dos mesmos,
utilizados para tratamento de infecção por HIV, interferem potencialmente
no metabolismo hepático.

 Interferência com a circulação êntero-hepática: alguns relatos
clínicos sugerem que a circulação êntero-hepática de estrogênios pode
diminuir quando certos antibióticos, como as penicilinas e tetraciclinas,
são administrados concomitantemente, podendo reduzir as concentrações
do etinilestradiol.
Usuárias sob tratamento com qualquer uma das substâncias acima citadas
devem utilizar temporária e adicionalmente um método contraceptivo de
barreira ou escolher um outro método contraceptivo. Durante o período em
que estiver fazendo uso de algum medicamento indutor das enzimas
microssomais, o método de barreira deve ser usado concomitantemente,
assim como nos 28 dias posteriores à sua descontinuação. As usuárias
tratadas com antibióticos devem utilizar o método de barreira durante o
tratamento com os mesmos e ainda por 7 dias após a descontinuação da
antibioticoterapia, exceto com rifampicina e griseofulvina, que são
indutores de enzimas microssomais, para os quais se deve manter o uso
de método de barreira por 28 dias após a descontinuação dos mesmos. Se
a necessidade de utilização do método de barreira estender-se além do
final da cartela do COC, a usuária deverá iniciar a cartela seguinte
imediatamente após o término da cartela em uso, sem proceder ao
intervalo habitual de 7 dias.
Contraceptivos orais podem afetar o metabolismo de alguns outros
fármacos. Conseqüentemente, as concentrações plasmática e tecidual
podem aumentar (por exemplo, ciclosporina) ou diminuir (por exemplo,
lamotrigina).
Deve-se avaliar também as informações contidas na bula do medicamento
utilizado concomitantemente a fim de identificar interações em potencial.

 

Reações adversas:
Para informações mais detalhadas sobre reações adversas graves,
consultar o item “Precauções e advertências”.
Foram observadas as seguintes reações adversas em usuárias de COCs,
sem que a exata relação de causalidade tenha sido estabelecida*:
Classificação por
sistema corpóreo
Freqüente
(≥ 1/100)
Pouco
freqüente
(≥ 1/1.000 e <
1/100)
Raro (< 1/1.000)
Distúrbios nos olhos intolerância a
lentes de contato
Distúrbios
gastrintestinais
náuseas, dor
abdominal
vômitos,
diarréia
Distúrbios no
sistema imunológico
hipersensibilidade
Investigações aumento de peso
corporal
diminuição de
peso corporal
Distúrbios
metabólicos e
nutricionais
retenção de
líquido
Distúrbios no
sistema nervoso
cefaléia enxaqueca
Distúrbios
psiquiátricos
estados
depressivos,
alterações de
humor
diminuição da
libido
aumento da libido
Distúrbios no
sistema reprodutivo
e nas mamas
dor e
hipersensibilidade
dolorosa nas
mamas
hipertrofia
mamária
secreção vaginal,
secreção das
mamas
Distúrbios cutâneos erupção eritema nodoso,
16
e nos tecidos
subcutâneos
cutânea,
urticária
eritema multiforme
*Foi utilizado o termo MedDRA (versão 7.0) mais apropriado para descrever
uma determinada reação. Sinônimos ou condições relacionadas não foram
listados mas também devem ser considerados.
Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem
induzir ou intensificar os sintomas de angioedema.
Alterações em exames laboratoriais:
O uso de esteróides presentes nos contraceptivos pode influenciar os
resultados de certos exames laboratoriais, incluindo parâmetros
bioquímicos das funções hepática, tiroidiana, adrenal e renal; níveis
plasmáticos de proteínas (transportadoras), por exemplo, globulina de
ligação a corticosteróides e frações lipídicas/lipoprotéicas; parâmetros do
metabolismo de carboidratos e parâmetros da coagulação e fibrinólise. As
alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial
considerado normal.

 

Posologia e modo de usar:
As drágeas devem ser ingeridas na ordem indicada na cartela, por 21 dias
consecutivos, mantendo-se aproximadamente o mesmo horário e, se necessário,
com pequena quantidade de líquido. Cada nova cartela é iniciada após um
intervalo de pausa de 7 dias sem a ingestão de drágeas, durante o qual deve
ocorrer sangramento por privação hormonal (em 2-3 dias após a ingestão da
última drágea). Este sangramento pode não haver cessado antes do início de
uma nova cartela.


 

Início do uso de Neovlar
– Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês
anterior:
No caso da usuária não ter utilizado contraceptivo hormonal no mês anterior, a
ingestão deve ser iniciada no 1º dia do ciclo (1º dia de sangramento menstrual).
– Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou adesivo
transdérmico (contraceptivo) para NeovlarÒ:
A usuária deve começar o uso de NeovlarÒ preferencialmente no dia posterior à
ingestão do último comprimido ativo (último comprimido contendo substância
ativa) do contraceptivo usado anteriormente ou, no máximo, no dia seguinte ao
último dia de pausa ou de tomada de comprimidos inativos. Se estiver mudando
de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia
da retirada ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação.
– Mudando de um método contraceptivo contendo somente progestógeno
(minipílula, injeção, implante) ou Sistema Intra-Uterino (SIU) com liberação
de progestógeno para NeovlarÒ:
A usuária poderá iniciar o uso de NeovlarÒ em qualquer dia no caso da
minipílula, ou no dia da retirada do implante ou do SIU, ou no dia previsto para a
próxima injeção. Nesses três casos (uso anterior de minipílula, injeção, implante
ou Sistema Intra-Uterino com liberação de progestógeno), recomenda-se usar
adicionalmente um método de barreira nos 7 primeiros dias de ingestão de
Neovlar®.
– Após abortamento de primeiro trimestre:
Pode-se iniciar o uso de Neovlar® imediatamente, sem necessidade de adotar
medidas contraceptivas adicionais.
– Após parto ou abortamento no segundo trimestre:
Para amamentação, veja o item “Gravidez e lactação”.
Após parto ou abortamento no segundo trimestre, a usuária deve ser
aconselhada a iniciar o COC no período entre o 21º e o 28º dia após o
procedimento. Se começar em período posterior, deve-se aconselhar o uso
adicional de um método de barreira nos 7 dias iniciais de ingestão. Se já tiver
ocorrido relação sexual, deve-se certificar de que a mulher não esteja grávida
antes de iniciar o uso do COC ou, então, aguardar a primeira menstruação.


 

Drágeas esquecidas
Se houver transcorrido menos de 12 horas do horário habitual de ingestão a
proteção contraceptiva não será reduzida. A usuária deve tomar imediatamente
a drágea esquecida e continuar o restante da cartela no horário habitual.
Se houver transcorrido mais de 12 horas, a proteção contraceptiva pode estar
reduzida neste ciclo. Neste caso, deve-se ter em mente duas regras básicas: 1)
a ingestão das drágeas nunca deve ser interrompida por mais de 7 dias; 2) são
necessários 7 dias de ingestão contínua das drágeas para conseguir supressão
adequada do eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Conseqüentemente, na prática
diária, pode-se usar a seguinte orientação:
– Esquecimento na 1ª semana:
A usuária deve ingerir imediatamente a última drágea esquecida, mesmo que
isto signifique a ingestão simultânea de duas drágeas. As drágeas restantes
devem ser tomadas no horário habitual. Adicionalmente, deve-se adotar um
método de barreira (por exemplo, preservativo) durante os 7 dias subseqüentes.
Se tiver ocorrido relação sexual nos 7 dias anteriores, deve-se considerar a
possibilidade de gravidez. Quanto mais drágeas forem esquecidas e mais perto
estiverem do intervalo normal sem tomada de drágeas (pausa), maior será o
risco de gravidez.
– Esquecimento na 2ª semana:
A usuária deve ingerir imediatamente a última drágea esquecida, mesmo que
isto signifique a ingestão simultânea de duas drágeas e deve continuar tomando
o restante da cartela no horário habitual. Se, nos 7 dias precedentes à primeira
drágea esquecida, todas as drágeas tiverem sido tomadas conforme as
instruções, não é necessária qualquer medida contraceptiva adicional. Porém, se
isto não tiver ocorrido, ou se mais do que uma drágea tiver sido esquecida, devese
aconselhar a adoção de precauções adicionais (por exemplo, uso de
preservativo) por 7 dias.
– Esquecimento na 3ª semana:
O risco de redução da eficácia é iminente pela proximidade do intervalo sem
ingestão de drágeas (pausa). No entanto, ainda se pode minimizar a redução da
proteção contraceptiva ajustando o esquema de ingestão das drágeas. Se nos 7
dias anteriores à primeira drágea esquecida a ingestão foi feita corretamente, a
usuária poderá seguir qualquer uma das duas opções abaixo, sem precisar usar
métodos contraceptivos adicionais. Se não for este o caso, ela deve seguir a
primeira opção e usar medidas contraceptivas adicionais (por exemplo,
preservativo) durante os 7 dias seguintes.
1) Tomar a última drágea esquecida imediatamente, mesmo que isto signifique
a ingestão simultânea de duas drágeas e continuar tomando as drágeas
seguintes no horário habitual. A nova cartela deve ser iniciada assim que
acabar a cartela atual, isto é, sem o intervalo de pausa habitual entre elas. É
pouco provável que ocorra sangramento por privação até o final da segunda
cartela, mas pode ocorrer gotejamento ou sangramento de escape durante os
dias de ingestão das drágeas.
2) Suspender a ingestão das drágeas da cartela atual, fazer um intervalo de
pausa de até 7 dias sem ingestão de drágeas (incluindo os dias em que se
esqueceu de tomá-las) e, a seguir, iniciar uma nova cartela.
Se não ocorrer sangramento por privação no primeiro intervalo normal sem
ingestão de drágea (pausa), deve-se considerar a possibilidade de gravidez.
 Procedimento em caso de distúrbios gastrintestinais
No caso de distúrbios gastrintestinais graves, a absorção pode não ser completa
e medidas contraceptivas adicionais devem ser tomadas.
Se ocorrerem vômitos dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de uma drágea,
deve-se seguir o mesmo procedimento usado no item “Drágeas esquecidas”. Se
a usuária não quiser alterar seu esquema habitual de ingestão, deve retirar a(s)
drágea(s) adicional(is) de outra cartela.

 

Superdose:
Não há relatos de efeitos deletérios graves decorrentes da superdose. Os
sintomas que podem ocorrer nestes casos são: náuseas, vômitos e, em usuárias
jovens, sangramento vaginal discreto. Não existe antídoto e o tratamento deve
ser sintomático.

 

Venda sob prescrição médica
Lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.
VE0108 – 0306

Informativo Neovlar® e a contracepção
(Informações à paciente)

 

NEOVLAR® É UM PRODUTO DE PRESCRIÇÃO MÉDICA. PORTANTO,
SOMENTE UM MÉDICO PODERÁ INDICAR SE ESTE CONTRACEPTIVO É O
MELHOR PARA VOCÊ. NÃO UTILIZE O PRODUTO POR CONTA PRÓPRIA.

 

O que é Neovlar®?
Neovlar® é um contraceptivo oral combinado. Cada drágea contém uma
combinação de dois hormônios femininos: o levonorgestrel (progestógeno) e o
etinilestradiol (estrogênio). Devido às pequenas concentrações de ambos os
hormônios, Neovlar® é considerado um contraceptivo oral de baixa dose.
 Outras características não-relacionadas com a prevenção da gravidez
Os contraceptivos combinados reduzem a duração e a intensidade do
sangramento menstrual, diminuindo o risco de anemia por deficiência de ferro. A
cólica menstrual também pode se tornar menos intensa ou desaparecer
completamente.
Além disso, tem-se relatado que alguns distúrbios ocorrem menos
freqüentemente em usuárias de contraceptivos contendo 0,05 mg de
etinilestradiol (“pílula de alta dose”), tais como: doença benigna da mama, cistos
ovarianos, infecções pélvicas (doença inflamatória pélvica ou DIP), gravidez
ectópica (quando o feto se fixa fora do útero) e câncer do endométrio (tecido de
revestimento interno do útero) e dos ovários. Este também pode ser o caso para
os contraceptivos de baixa dose, mas até agora só foi confirmada a redução da
ocorrência de casos de câncer ovariano e de endométrio.

 

Por que Neovlar® foi indicado?
Neovlar® é indicado para prevenir a gravidez.

 

Quando não se deve usar Neovlar®?
Não use contraceptivo oral combinado se você tem qualquer uma das condições
descritas a seguir.
Caso apresente qualquer uma destas condições, informe seu médico antes de
iniciar o uso de Neovlar®. Ele pode lhe recomendar o uso de outro contraceptivo
oral ou de outro método contraceptivo (não-hormonal).
– história atual ou anterior de problemas circulatórios, especialmente os
relacionados com trombose. A trombose é a formação de um coágulo (de
sangue) que pode ocorrer nos vasos sangüíneos das pernas (trombose
venosa profunda), nos pulmões (embolia pulmonar), no coração (ataque
cardíaco), ou em outras partes do corpo (veja o item “Contraceptivos e a
trombose”);
– história atual ou anterior de derrame cerebral, que é causado por um coágulo
(de sangue) ou o rompimento de um vaso sangüíneo no cérebro;
– história atual ou anterior de sinais indicativos de ataque cardíaco (como
angina ou dor no peito) ou de um derrame (como um episódio isquêmico
transitório ou um pequeno derrame reversível);
– história de enxaqueca acompanhada, por exemplo, de sintomas visuais,
dificuldades para falar, fraqueza ou adormecimento em qualquer parte do
corpo;
– diabetes melitus com lesão de vasos sangüíneos;
– história atual ou anterior de pancreatite (inflamação do pâncreas), associada
com níveis altos de triglicérides (um tipo de gordura) no sangue;
– icterícia (pele amarelada) ou doença grave do fígado;
– história atual ou anterior de câncer que pode se desenvolver sob a influência
de hormônios sexuais (por exemplo: câncer de mama ou dos órgãos
genitais);
– presença ou antecedente de tumor no fígado (benigno ou maligno);
– presença de sangramento vaginal sem explicação;
– ocorrência ou suspeita de gravidez;
– hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes de NeovlarÒ.
Se qualquer um destes casos ocorrer pela primeira vez enquanto estiver
tomando contraceptivo oral, descontinue o uso imediatamente e consulte seu
médico. Neste período, outras medidas contraceptivas não-hormonais devem ser
empregadas (veja também o item: “O que você deve saber antes de usar
Neovlar®?”).

 

O que você deve saber antes de usar Neovlar®?
“Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com
cautela em portadores de diabetes.”
Neste informativo, estão descritas várias situações em que o uso do
contraceptivo oral deve ser descontinuado, ou em que pode haver diminuição da
sua eficácia. Nestas situações, deve-se evitar relação sexual ou, então, utilizar
adicionalmente métodos contraceptivos não-hormonais como, por exemplo,
preservativo ou outro método de barreira. Não utilize os métodos da tabelinha
(do ritmo ou Ogino-Knaus) ou da temperatura. Esses métodos podem falhar,
pois os contraceptivos hormonais modificam as variações de temperatura e do
muco cervical que ocorrem durante o ciclo menstrual normal.
Neovlar®, como todos os demais contraceptivos orais, não protege contra
infecções causadas pelo HIV (AIDS), nem contra qualquer outra doença
sexualmente transmissível.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE
SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

 

O uso de contraceptivo combinado requer cuidadosa supervisão médica na
presença das condições descritas abaixo., Essas condições devem ser
comunicadas ao médico antes do início do uso de NeovlarÒ:
– fumo;
– diabetes;
– excesso de peso;
– pressão alta;
– alteração na válvula cardíaca ou alteração do batimento cardíaco;
– inflamação das veias (flebite superficial);
– veias varicosas;
– qualquer familiar direto que já teve trombose, ataque cardíaco ou derrame;
– enxaqueca;
– epilepsia;
– você ou algum familiar direto tem, ou já apresentou, níveis altos de colesterol
ou triglicérides (um tipo de gordura) no sangue;
– algum familiar direto que já teve câncer de mama;
– doença do fígado ou da vesícula biliar;
– doença de Crohn ou colite ulcerativa (doença inflamatória crônica do
intestino);
– lupus eritematoso sistêmico (doença que afeta a pele do corpo inteiro);
– síndrome hemolítico-urêmica (alteração da coagulação sangüínea que causa
insuficiência renal);
– anemia falciforme;
– condição que tenha ocorrido pela primeira vez, ou piorado, durante a
gravidez ou uso prévio de hormônios sexuais como, por exemplo, perda de
audição, porfiria (doença metabólica), herpes gestacional (doença de pele) e
coréia de Sydenham (doença neurológica);
– tem, ou já apresentou, cloasma (pigmentação marrom-amarelada da pele,
especialmente a do rosto). Nesse caso, evite a exposição excessiva ao sol ou
à radiação ultravioleta;
– angioedema hereditário (estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar
os seus sintomas). Consulte seu médico imediatamente se você apresentar
sintomas de angioedema, tais como: inchaço do rosto, língua e/ou garganta,
dificuldade para engolir ou urticária junto com dificuldade para respirar.
Se algum destes casos ocorrer pela primeira vez, reaparecer ou agravar-se
enquanto estiver tomando contraceptivo, consulte seu médico.
 Contraceptivos e a trombose
A trombose é a formação de um coágulo sangüíneo que pode interromper a
passagem do sangue nos vasos. Algumas vezes a trombose ocorre nas veias
profundas das pernas (trombose venosa profunda). Se este coágulo desprenderse
das veias onde foi formado, ele pode deslocar-se para as artérias
pulmonares, causando embolia pulmonar. A ocorrência de trombose venosa
profunda é rara. O risco de tromboembolismo venoso é mais elevado durante o
primeiro ano de uso em usuárias de primeira vez de contraceptivo. Pode ocorrer
tanto entre usuárias como entre não-usuárias de contraceptivos orais. Também
pode ocorrer durante a gravidez. O risco de ocorrência é maior entre as
gestantes, sendo seguido pelas usuárias e, posteriormente, pelas não-usuárias
de contraceptivos orais.
Os coágulos (sangüíneos) também podem ocorrer, ainda que muito raramente,
nos vasos do coração (causando ataque cardíaco) ou do cérebro (causando
derrame). Em casos extremamente raros, os coágulos (sangüíneos) também
podem ocorrer no fígado, intestino, rins ou olhos.
Muito ocasionalmente, a trombose pode causar incapacidade grave permanente,
podendo inclusive ser fatal.
O risco de ocorrência de um ataque cardíaco ou derrame aumenta com a idade.
Este risco também está aumentado entre usuárias fumantes. Descontinue o
consumo de cigarros durante o uso de contraceptivos orais, especialmente
se tem mais de 35 anos de idade.
Caso ocorra aumento da pressão arterial enquanto estiver utilizando o
contraceptivo, é provável que o médico lhe peça para descontinuar o seu uso.
O risco de ocorrência de trombose venosa profunda fica aumentado
temporariamente no caso de cirurgia, ou durante imobilização prolongada (por
exemplo, quando a perna é imobilizada por gesso ou tala). Em usuárias de
contraceptivo, este risco pode ser ainda maior. Em caso de internação ou
cirurgia programada, informe seu médico sobre o uso do contraceptivo. Pode ser
que ele lhe recomende a descontinuação do seu uso por várias semanas antes
da cirurgia ou durante o período da imobilização. Somente reinicie o uso do
contraceptivo após o consentimento do seu médico.
Se forem verificados possíveis sinais de trombose, deve-se descontinuar a
ingestão do contraceptivo e consultar seu médico imediatamente (veja também o
item “Descontinue o uso de NeovlarÒ e procure seu médico imediatamente
quando:”).

 

 Contraceptivos e o câncer
O câncer de mama é diagnosticado com freqüência um pouco maior entre as
usuárias dos contraceptivos orais do que entre mulheres de mesma idade que
não utilizam este método contraceptivo. Este pequeno aumento no número de
diagnósticos de câncer de mama desaparece gradualmente durante os dez anos
seguintes à descontinuação do uso do contraceptivo oral. No entanto, não se
sabe se esta diferença é causada pelo contraceptivo. Pode ser que esta
diferença esteja associada à maior freqüência com que as usuárias de
contraceptivos orais consultam seus médicos. Desta forma, a detecção da
doença é feita mais cedo.
Em casos raros, foram observados tumores benignos de fígado e, mais
raramente, tumores malignos de fígado nas usuárias de contraceptivos orais.
Estes tumores podem causar hemorragias internas. Em caso de dor abdominal
intensa, consulte o seu médico imediatamente.
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente
pelo HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos indicaram que o uso
prolongado de contraceptivos orais pode contribuir para este risco aumentado,
mas continua existindo controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência
possa ser atribuída aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de
exame cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de
contraceptivos de barreira.

 

 Neovlar®, a gravidez e a amamentação

Neovlar® não deve ser usado quando há suspeita de gravidez ou durante a
gestação. Se suspeitar da possibilidade de gravidez durante o uso de NeovlarÒ,
consulte seu médico o mais rápido possível. O uso de Neovlar® durante a
amamentação não é recomendado. Se desejar tomar contraceptivo oral durante
a amamentação, converse primeiramente com seu médico.
 Neovlar® e outros medicamentos
O uso de alguns medicamentos pode afetar a ação dos contraceptivos orais,
reduzindo sua eficácia. Isto foi verificado com medicamentos utilizados no
tratamento da epilepsia (por exemplo: primidona, fenitoína, barbitúricos,
carbamazepina), da tuberculose (por exemplo: rifampicina) e com alguns
antibióticos (por exemplo: penicilinas e tetraciclinas), os quais são utilizados no
tratamento de outras doenças infecciosas. É possível que ocorra interação
também com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, medicamentos para
tratamento da AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (por exemplo:
ritonavir, nevirapina), o antibiótico griseofulvina e medicamentos contendo Erva
de São João (usada principalmente para o tratamento de estados depressivos).
Os contraceptivos orais também podem interferir na eficácia de outros
medicamentos, por exemplo, medicamentos contendo ciclosporina, ou o antiepilético
lamotrigina.
”Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do
início, ou durante o tratamento”.
Também informe que está tomando NeovlarÒ a qualquer outro médico ou
dentista que venha a lhe prescrever outro medicamento. Pode ser necessário o
uso adicional de um método contraceptivo e, neste caso, seu médico lhe dirá por
quanto tempo deverá usá-lo.

 

Quando devo consultar o médico?
É recomendável consultar o médico regularmente para que ele possa realizar os
exames clínico geral e ginecológico de rotina e confirmar se o uso de NeovlarÒ
pode ser continuado.
 Consulte seu médico assim que possível quando
– perceber qualquer alteração na própria saúde, especialmente quando envolver
qualquer um dos itens mencionados neste informativo (veja também “O que você
deve saber antes de usar NeovlarÒ?” e “Quando não se deve usar NeovlarÒ?” –
não se esqueça dos dados relacionados aos seus familiares diretos);
– sentir caroço na mama;
– usar outros medicamentos concomitantemente (veja também “NeovlarÒ e
outros medicamentos”);
– for ficar imobilizada ou submeter-se a uma cirurgia (consulte seu médico com
antecedência de, pelo menos, 4 semanas);
-tiver sangramento vaginal intenso e fora do habitual;
– esquecer de tomar algumas drágeas na primeira semana da cartela e tiver tido
relação sexual no período de 7 dias antes do esquecimento;
– ocorrer diarréia intensa;
– não tiver sangramento por dois meses consecutivos ou suspeitar de gravidez
(não inicie nova cartela antes de consultar seu médico).
 Descontinue o uso de Neovlar® e procure seu médico imediatamente se
apresentar possíveis sintomas indicativos de trombose, infarto do
miocárdio ou derrame cerebral, como os relacionados abaixo
– tosse de origem desconhecida;
– dor intensa no peito que se irradia para o braço esquerdo;
– falta de ar;
– dor de cabeça mais forte, prolongada e fora do habitual ou enxaqueca;
– perda parcial ou completa da visão ou visão dupla;
– dificuldade ou impossibilidade de falar;
– mudança repentina dos sentidos: audição, olfato ou paladar;
– tontura ou desmaio;
– fraqueza ou adormecimento em qualquer parte do corpo;
– dor intensa no abdome;
– inchaço ou dor intensa nas pernas.
As situações e os sintomas acima são descritos e explicados em mais detalhes
nos tópicos anteriores deste informativo.
Que reações desagradáveis podem aparecer ao usar Neovlar®?
Como ocorre com todo medicamento, podem surgir reações desagradáveis com
o uso de Neovlar.
“Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis”. Em especial
se estas reações forem graves ou persistentes, ou se houver mudança no seu
estado de saúde que possa estar relacionada com o uso do contraceptivo oral.


Reações graves
As reações graves associadas ao uso do contraceptivo, assim como os sintomas
relacionados, estão descritos nos itens “Contraceptivos e a trombose” e
“Contraceptivos e o câncer”. Leia estes itens com atenção e não deixe de
conversar com o seu médico em caso de dúvidas, ou imediatamente quando
achar apropriado.


Outras possíveis reações
As seguintes reações têm sido observadas em usuárias de contraceptivos orais
combinados sem, contudo, terem sua relação de causalidade com o produto
confirmada ou não. Estas reações adversas podem surgir nos primeiros meses e
normalmente diminuem com o tempo de uso:
Classificação por
sistema corpóreo
Freqüente
(≥ 1/100)
Pouco
freqüente
(≥ 1/1.000 e <
Raro (< 1/1.000)
30
1/100)
Distúrbios nos olhos intolerância a lentes
de contato
Distúrbios
gastrintestinais
náuseas, dor
abdominal
vômitos, diarréia
Distúrbios no
sistema imunológico
hipersensibilidade
Investigações aumento de peso
corporal
diminuição de peso
corporal
Distúrbios
metabólicos e
nutricionais
retenção de
líquido
Distúrbios no
sistema nervoso
dor de cabeça enxaqueca
Distúrbios
psiquiátricos
estados
depressivos,
alterações de humor
diminuição do
desejo sexual
(libido)
aumento do desejo
sexual
(libido)
Distúrbios no
sistema reprodutivo
e nas mamas
dor e
hipersensibilidade
dolorosa nas
mamas
aumento no
tamanho das
mamas
secreção vaginal,
secreção das
mamas
Distúrbios cutâneos
e nos tecidos
subcutâneos
erupção
cutânea,
urticária
eritema nodoso,
eritema multiforme
Se você tem angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou
intensificar os sintomas de angioedema (veja item “O que você deve saber antes
de usar NeovlarÒ ?”).

 

Quando e como se toma Neovlar®?
Quando usado corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao
ano (uma gestação a cada 100 mulheres por ano de uso). O índice de falha pode
aumentar quando há esquecimento de tomada das drágeas ou quando estas são
tomadas incorretamente, ou ainda em casos de vômitos dentro de 3 a 4 horas
após a ingestão de uma drágea ou diarréia intensa, bem como interações
medicamentosas.
Siga rigorosamente o procedimento indicado, pois o não-cumprimento pode
ocasionar falhas na obtenção dos resultados.
“Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento”.
“Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico”.
A cartela de Neovlar® contém 21 drágeas. No verso da cartela encontra-se
indicado o dia da semana no qual cada drágea deve ser ingerida. Tome uma
drágea por dia, aproximadamente à mesma hora, com auxílio de um pouco de
líquido, se necessário. Siga a direção das flechas, seguindo a ordem dos dias da
semana, até que tenha tomado todas as 21 drágeas. Terminadas as drágeas da
cartela, realize uma pausa de 7 dias. Neste período, cerca de 2 a 3 dias após a
ingestão da última drágea de NeovlarÒ, deve ocorrer sangramento semelhante
ao menstrual (sangramento por privação hormonal). Inicie nova cartela no oitavo
dia, independentemente de ter cessado ou não o sangramento. Isto significa
que, em cada mês, estará sempre iniciando uma nova cartela no mesmo dia da
semana que a cartela anterior, e que ocorrerá o sangramento por privação mais
ou menos nos mesmos dias da semana.
 Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi utilizado no mês
anterior
Inicie o uso de Neovlar® no primeiro dia de menstruação, ou seja, tome a drágea
indicada com o dia da semana correspondente ao primeiro dia de sangramento.
Por exemplo, se a sua menstruação iniciar na sexta-feira, tome a drágea
indicada “sexta-feira” no verso da cartela, seguindo a ordem dos dias. A ação
contraceptiva de NeovlarÒ inicia-se imediatamente. Não é necessário utilizar
adicionalmente outro método contraceptivo.
 Mudando de outro contraceptivo oral combinado, anel vaginal ou
adesivo transdérmico (contraceptivo) para Neovlar®
Inicie a tomada de Neovlar® após o término da cartela do contraceptivo que
estava tomando. Isto significa que não haverá pausa entre as cartelas. Se o
contraceptivo que estava tomando apresenta comprimidos inativos, ou seja, sem
princípio ativo, inicie a tomada de Neovlar® após a ingestão do último comprimido
ativo do contraceptivo. Caso não saiba diferenciar os comprimidos ativos dos
inativos, pergunte ao seu médico.
O uso de Neovlar® também poderá ser iniciado mais tarde, no máximo até o dia
seguinte após o intervalo de pausa do contraceptivo que estava sendo utilizado,
ou no dia seguinte após ter tomado o último comprimido inativo do contraceptivo
anterior. Se você estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico,
deve começar preferencialmente no dia da retirada ou, no máximo, no dia
previsto para a próxima aplicação. Se seguir estas instruções, não será
necessário utilizar adicionalmente um outro método contraceptivo.


Mudando da minipílula para Neovlar®

Neste caso, deve-se descontinuar o uso da minipílula e iniciar a tomada de
Neovlar® no dia seguinte, no mesmo horário. Adicionalmente, utilize um método
contraceptivo de barreira (por exemplo: preservativo) caso tenha relação sexual
nos 7 primeiros dias de uso de Neovlar®.
 Mudando de contraceptivo injetável, implante ou Sistema Intra-Uterino
(SIU) com liberação de progestógeno para Neovlar®
Inicie o uso de Neovlar® na data prevista para a próxima injeção ou no dia de
extração do implante ou do SIU. Adicionalmente, utilize um método contraceptivo
de barreira (por exemplo: preservativo) caso tenha relação sexual nos 7
primeiros dias de uso de Neovlar®.

 

 Neovlar® e o pós-parto
No pós-parto, seu médico poderá aconselhá-la a esperar por um ciclo menstrual
normal antes de iniciar o uso de Neovlar®. Às vezes, o uso de Neovlar® pode ser
antecipado com o consentimento do médico. Se estiver amamentando, discuta
primeiramente com seu médico.


Neovlar® e o aborto
Consulte seu médico.
O que devo fazer no caso de esquecimento da tomada de 1 drágea?
Se houver um atraso de menos de 12 horas do horário habitual, a proteção
contraceptiva de NeovlarÒ é mantida. Tome a drágea esquecida assim que se
lembrar e tome a próxima drágea no horário habitual.
Se houver um atraso de mais de 12 horas do horário habitual, a proteção
contraceptiva de NeovlarÒ pode ficar reduzida, especialmente se ocorrer
esquecimento da tomada no começo ou no final da cartela. Veja abaixo como
proceder em cada caso específico.
– Esquecimento de 1 drágea na primeira semana de uso
Tome a drágea esquecida assim que se lembrar (inclui-se a possibilidade de
tomar duas drágeas de uma só vez) e continue a tomar as próximas drágeas
no horário habitual. Utilize método contraceptivo adicional (método de
barreira – por exemplo, preservativo) durante os próximos 7 dias. Se teve
relação sexual na semana anterior ao esquecimento da tomada da drágea,
há possibilidade de engravidar. Comunique o fato imediatamente ao seu
médico.
– Esquecimento de 1 drágea na segunda semana de uso
Tome a drágea esquecida assim que se lembrar (inclui-se a possibilidade de
tomar duas drágeas de uma só vez) e continue a tomar as próximas drágeas
no horário habitual. A proteção contraceptiva de NeovlarÒ está mantida. Não
é necessário utilizar método contraceptivo adicional.
– Esquecimento de 1 drágea na terceira semana de uso
Escolha uma das duas opções abaixo, sem a necessidade de utilizar método
contraceptivo adicional:
1) Tome a drágea esquecida assim que se lembrar (inclui-se a possibilidade
de tomar duas drágeas de uma só vez) e continue a tomar as próximas
drágeas no horário habitual. Inicie a nova cartela assim que terminar a
atual, sem que haja pausa entre uma cartela e outra. É possível que o
sangramento ocorra somente após o término da segunda cartela. No
entanto, pode ocorrer sangramento do tipo gotejamento ou de escape
enquanto estiver tomando as drágeas.
2) Deixe de tomar as drágeas da cartela atual, faça uma pausa de 7 dias ou
menos, contando inclusive o dia no qual esqueceu de tomar a drágea
e inicie uma nova cartela. Caso deseje manter o mesmo dia da semana
para início de tomada, a pausa pode ser menor do que 7 dias. Por
exemplo: se a cartela foi iniciada em uma quarta-feira e você esqueceu de
tomar a drágea na sexta-feira da última semana, pode iniciar a nova
cartela na quarta-feira da semana seguinte ao esquecimento, praticando,
desta forma, uma pausa de apenas 5 dias. Veja esquema ilustrativo
abaixo:
Exemplo em caso de esquecimento:
Domingo Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado
Início da cartela atual
(1° drágea – 1° dia)
(2° dia) (3° dia) (4° dia)
(5° dia) (6° dia) (7° dia) (8° dia) (9° dia) (10° d ia) (11° dia)
(12° dia) (13° dia) (14° dia) (15° dia) (16° dia) (17° dia)
Esquecimento de
tomada da drágea
(18° dia)
Pausa
(19° dia)
Pausa
(20° dia)
Pausa
(21° dia)
Pausa
Início da nova cartela
(1° drágea – 1° dia)
35
 Mais de 1 drágea esquecida
Se mais de uma drágea de uma mesma cartela for esquecida, consulte seu
médico. Quanto mais drágeas seqüenciais forem esquecidas, menor será o
efeito contraceptivo.
Se não ocorrer sangramento por privação hormonal (semelhante à menstruação)
no intervalo de pausa de 7 dias, pode ser que esteja grávida. Consulte seu
médico antes de iniciar uma nova cartela.
Mais de 1 drágea esquecida
de uma mesma cartela. Consulte seu médico.
Sim
Teve relação sexual na semana anterior do
esquecimento da tomada da drágea.
– tome a drágea esquecida;
– utilize métodos contraceptivos
adicionais durante 7 dias;
– continue tomando todas as drágeas da
cartela até finalizá-la.
– tome a drágea esquecida;
– continue tomando todas as drágeas da
cartela até finalizá-la.
– tome a drágea esquecida;
– continue tomando todas as drágeas da
cartela até finalizá-la;
– inicie a próxima cartela sem fazer a
pausa de 7 dias.
ou
– pare de tomar as drágeas ;
– faça uma pausa (não mais que 7 dias,
incluindo o dia do esquecimento);
– inicie uma nova cartela.
1 drágea esquecida (mais de
12 horas após o horário de
tomada habitual).
Semana 2
Semana 3
Semana 1
Não

 

O que devo fazer em caso de distúrbios gastrintestinais, como vômitos ou
diarréia intensa?
Se ocorrerem vômitos ou diarréia intensa, as substâncias ativas da drágea
podem não ter sido absorvidas completamente. Se ocorrerem vômitos no
período de 3 a 4 horas após a ingestão da drágea, é como se tivesse esquecido
de tomá-la. Portanto, deve-se seguir o mesmo procedimento indicado no item “O
que devo fazer no caso de esquecimento de tomada de 1 drágea?”. Consulte
seu médico em quadros de diarréia intensa.

 

O que devo fazer em caso de sangramento inesperado?
Como ocorre com todos os contraceptivos orais, pode surgir, durante os
primeiros meses de uso, sangramento intermenstrual (gotejamento ou
sangramento de escape), isto é, sangramento fora da época esperada, podendo
ser necessário o uso de absorventes higiênicos. Deve-se continuar a tomar as
drágeas, pois, em geral, o sangramento intermenstrual cessa espontaneamente,
uma vez que seu corpo tenha se adaptado ao contraceptivo oral (geralmente,
após 3 meses de tomada das drágeas). Caso o sangramento não cesse, tornese
mais intenso ou reinicie, consulte o seu médico.

 

O que fazer se não ocorrer sangramento?
Se todas as drágeas foram tomadas sempre no mesmo horário, não houve
vômito, diarréia intensa ou uso concomitante de outros medicamentos, é pouco
provável que você esteja grávida. Continue tomando NeovlarÒ normalmente.
Caso não ocorra sangramento por dois meses seguidos, você pode estar
grávida. Consulte seu médico imediatamente. Não inicie nova cartela de
Neovlar® até que a suspeita de gravidez seja afastada pelo seu médico.
Quando posso descontinuar o uso de Neovlar®?
38
O uso de Neovlar® pode ser descontinuado a qualquer momento. Porém, não o
faça sem o conhecimento do seu médico.
Se você não deseja engravidar após descontinuar o uso de NeovlarÒ, consulte o
seu médico para que ele lhe indique outro método contraceptivo.
Se você desejar engravidar, é recomendável que espere por um ciclo menstrual
natural. Converse com o seu médico.

 

Como proceder no caso de uma ingestão acidental de Neovlar®?
Não foram observados efeitos nocivos graves após a ingestão de várias drágeas
de Neovlar® de uma única vez. Caso isto ocorra, podem aparecer náuseas,
vômitos ou sangramento vaginal. Se a ingestão acidental ocorrer com uma
criança, consulte o médico.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

Bula do Minulet (Anticoncepcional)

MinuletBula do MINULET®:
Logotipo da Wyeth
Minulet®
gestodeno, etinilestradiol
DRÁGEAS

 

APRESENTAÇÃO
Cartucho com 1 blister contendo 21 drágeas.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada drágea de Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) contém:
gestodeno………………………….0,075 mg
etinilestradiol………………………0,030 mg
Excipientes: lactose, amido de milho, povidona, edetato dissódico de cálcio, estearato de
magnésio, sacarose (açúcar), polietilenoglicol, carbonato de cálcio, talco e cera E pharma.

 

INFORMAÇÕES À PACIENTE
Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) é indicado na prevenção da gravidez. Embora tendo
eficácia bem estabelecida, há casos de gravidez em mulheres utilizando contraceptivos orais.
Conservar o medicamento em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30°C).
O prazo de validade de Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) é de 19 meses contados a partir
da data de fabricação indicada na embalagem externa. Após esse período o medicamento não
deve ser utilizado. Nunca use medicamento com prazo de validade vencido.
Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou com
suspeita de gravidez, ou ainda por mulheres que estejam amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, a dose e a duração do
tratamento.

COMO TOMAR Minulet® (gestodeno, etinilestradiol)
O blister de Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) contém 21 drágeas. Iniciar tomando uma
drágea no primeiro dia do ciclo (primeiro dia de sangramento). Tomar a drágea marcada com o dia
correspondente da semana. Por exemplo, se o seu ciclo começar numa sexta-feira, tomar a
drágea marcada com “SEX”. Seguindo a direção das setas marcadas no blister, tomar uma
drágea por dia no mesmo horário até acabar todas as 21 drágeas do blister. A embalagem
seguinte deve ser iniciada após um intervalo de 7 dias sem a ingestão de drágeas, ou seja, no
8o dia após o término da embalagem anterior. Após 2-3 dias da última drágea de Minulet®
(gestodeno, etinilestradiol) ter sido tomada, inicia-se, em geral, hemorragia por supressão
que pode não cessar antes do início da embalagem seguinte.
Como começar a tomar Minulet® (gestodeno, etinilestradiol)
Sem uso anterior de contraceptivo hormonal (no mês anterior): a primeira drágea deve ser
tomada no 1o dia do ciclo natural (ou seja, o primeiro dia de sangramento menstrual). Pode-se
iniciar o tratamento entre o 2o e o 7o dia, mas recomenda-se a utilização de método
contraceptivo não-hormonal (como preservativo e espermicida) nos primeiros 7 dias de
administração durante o primeiro ciclo.
Quando se passa a usar Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) no lugar de outro
contraceptivo oral: deve-se começar a tomar Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) de
preferência no dia seguinte ao último comprimido ativo do contraceptivo oral combinado anterior
ter sido ingerido ou, no máximo, no dia seguinte ao intervalo habitual sem comprimidos ou com
comprimido inerte do contraceptivo oral combinado anterior.
Quando se passa a usar Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) no lugar de outro método
com apenas progestagênio (mini-pílulas, injetável, implante): pode-se interromper a minipílula
em qualquer dia e deve-se começar a tomar Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) no dia
seguinte. Deve-se tomar Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) no dia da remoção do implante
ou, no caso de utilização de contraceptivo injetável, deve-se esperar o dia programado para a
próxima injeção. Em todas essas situações, a paciente deve ser orientada a utilizar outro
método não-hormonal de contracepção durante os 7 primeiros dias de administração das
drágeas.
Após aborto no primeiro trimestre: pode-se começar a tomar Minulet® (gestodeno,
etinilestradiol) imediatamente. Não são necessários outros métodos contraceptivos.
Após parto ou aborto no segundo trimestre: como o pós-parto imediato está associado a
aumento do risco de tromboembolismo, o tratamento com contraceptivos orais combinados não
deve começar antes do 28o dia após o parto em mães não-lactantes ou após aborto no segundo
trimestre. Deve-se orientar a paciente a utilizar outro método não-hormonal de contracepção
durante os 7 primeiros dias de administração das drágeas. Entretanto, se já tiver ocorrido
relação sexual, a possibilidade de gravidez antes do início da utilização do contraceptivo oral
combinado deve ser descartada ou deve-se esperar pelo primeiro período menstrual
espontâneo (ver Precauções e Advertências).
Conduta para quando a paciente esquecer de tomar Minulet® (gestodeno, etinilestradiol)
A proteção contraceptiva pode ser reduzida se a paciente esquecer de tomar alguma drágea de
Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) e, particularmente, se o esquecimento aumentar o
intervalo sem drágeas. Recomenda-se consultar seu médico.

 

• Se a paciente esquecer de tomar uma drágea de Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) mas
o atraso for menor que 12 horas, deve-se ingeri-la tão logo se lembre. As drágeas seguintes
devem ser tomadas no horário habitual.

 

• Se a paciente esquecer de tomar uma drágea de Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) e o
atraso for maior que 12 horas ou se tiverem sido esquecidas mais de uma drágea, a
proteção contraceptiva pode ser menor. A última drágea esquecida deve ser tomada tão
logo se lembre, mesmo que isso signifique tomar 2 drágeas num único dia. As drágeas
seguintes devem ser ingeridas no horário habitual. Adicionalmente, um método
contraceptivo não-hormonal deve ser usado nos próximos 7 dias.

 

• Se esses 7 dias ultrapassarem a última drágea na embalagem em uso, a próxima
embalagem deve ser iniciada tão logo a anterior tenha acabado; não deve haver intervalo
entre as embalagens. Isto previne um intervalo prolongado entre as drágeas ingeridas que
pode aumentar o risco de ocorrer ovulação. É improvável que ocorra hemorragia por
supressão até o final da segunda embalagem, mas a paciente pode apresentar spotting ou
sangramento de escape nos dias em que estiver ingerindo as drágeas. Se a paciente não
tiver hemorragia por supressão no término da segunda embalagem, a possibilidade de
gravidez deve ser descartada antes de iniciar a próxima embalagem.

 

Orientação em caso de vômitos
No caso de vômito no período de 4 horas após a ingestão da drágea, a absorção pode não ser
completa. Neste caso, as drágeas seguintes devem ser ingeridas no horário habitual.
Adicionalmente, um método contraceptivo não-hormonal deve ser usado até o final da
embalagem.
Proteção Contraceptiva Adicional: Quando for necessária a utilização de proteção
contraceptiva adicional, utilize métodos contraceptivos de barreira (por exemplo: diafragma ou
preservativo masculino). Não utilize os métodos da tabelinha ou da temperatura como proteção
contraceptiva adicional, pois os contraceptivos orais modificam as alterações menstruais
cíclicas, tais como as variações de temperatura e do muco cervical.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Atenção: Este medicamento contém Açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em
portadores de Diabetes.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: dor de cabeça;
inchaço; náuseas; vômitos; dores abdominais; alterações de peso (aumento ou diminuição);
alterações de humor incluindo depressão; nervosismo; tontura; alterações do interesse sexual;
acne; intolerância a lentes de contato; vaginite; alterações do fluxo menstrual; dor,
sensibilidade, aumento e secreção das mamas.
Se as reações persistirem ou tornarem-se muito incômodas, a paciente deve consultar seu
médico.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

Alguns medicamentos podem reduzir a eficácia dos contraceptivos orais quando tomados ao
mesmo tempo.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou
durante o tratamento.
Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) não deve ser utilizado por mulheres que apresentem
qualquer uma das seguintes condições: trombose venosa profunda (história anterior ou atual),
tromboembolismo (história anterior ou atual), doença vascular cerebral ou coronariana arterial,
valvulopatias trombogênicas, distúrbios trombogênicos, trombofilias hereditárias ou adquiridas,
cefaléia com sintomas neurológicos focais tais como aura, diabetes com envolvimento vascular,
hipertensão não-controlada, carcinoma da mama conhecido ou suspeito ou outra neoplasia
estrogênio-dependente conhecida ou suspeita, adenomas ou carcinomas hepáticos, ou doença
hepática ativa, desde que a função hepática não tenha retornado ao normal, sangramento
vaginal de etiologia a esclarecer, gravidez confirmada ou suspeita, hipersensibilidade a
qualquer um dos componentes de Minulet® (gestodeno, etinilestradiol).
Fumar cigarros aumenta o risco de efeitos colaterais cardiovasculares sérios decorrente
do uso de contraceptivos orais combinados. Este risco aumenta com a idade e com o
consumo intenso (em estudos epidemiológicos, fumar 15 ou mais cigarros por dia foi
associado a risco significantemente maior) e é bastante acentuado em mulheres com
mais de 35 anos de idade. Mulheres que tomam contraceptivos orais combinados devem
ser firmemente aconselhadas a não fumar.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO
PARA A SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

Descrição
Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) é um contraceptivo oral que combina o componente
estrogênico etinilestradiol com o componente progestagênico gestodeno.

Farmacologia Clínica
Os contraceptivos orais combinados agem por supressão das gonadotrofinas. Embora o
mecanismo primário dessa ação seja a inibição da ovulação, outras alterações incluem
mudanças no muco cervical (que aumenta a dificuldade de entrada do esperma no útero) e no
endométrio (que reduz a probabilidade de implantação).
Quando corretamente e constantemente ingeridos, a taxa provável de falha dos contraceptivos
orais combinados é de 0,1% por ano, entretanto, a taxa de falha durante uso típico é de 5% por
ano para todos os tipos de contraceptivos orais. A eficácia da maioria dos métodos de
contracepção depende da precisão com que eles são usados. A falha do método é mais comum
se as drágeas de contraceptivos orais combinados são esquecidas.
Os seguintes benefícios à saúde relacionados ao uso de contraceptivos orais combinados são
confirmados pelos estudos epidemiológicos com formulações de contraceptivos orais
combinados utilizando amplamente doses maiores que 35 μg de etinilestradiol ou 50 μg de
mestranol:
Efeitos sobre a menstruação: melhora da regularidade do ciclo menstrual; diminuição da perda
de sangue e da incidência de anemia ferropriva; diminuição da incidência de dismenorréia.
Efeitos relacionados à inibição da ovulação: diminuição da incidência de cistos ovarianos
funcionais; diminuição da incidência de gravidez ectópica.
Outros benefícios não-contraceptivos: diminuição da incidência de fibroadenomas e de
doença fibrocística da mama; diminuição da incidência de doença inflamatória pélvica aguda;
diminuição da incidência de câncer endometrial; diminuição da incidência de câncer de ovário;
diminuição da gravidade de acne.

 

Farmacocinética
O gestodeno é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Não sofre
metabolização de primeira passagem e está quase que completamente biodisponível após
administração oral. No plasma, gestodeno liga-se amplamente às globulinas de ligação dos
hormônios sexuais (SHBG). Durante administrações repetidas, um acúmulo de gestodeno pode
ser visto no plasma, com a fase de equilíbrio observada durante a segunda metade de um ciclo
de tratamento. Entretanto, somente uma pequena fração (< 1%) do gestodeno total está
presente na forma livre.
O gestodeno é completamente metabolizado por redução do grupo 3-ceto e da dupla ligação
delta-4, e por inúmeras hidroxilações. Nenhum metabólito farmacologicamente ativo de
gestodeno é conhecido. Os metabólitos de gestodeno são excretados na urina (50%) e nas
fezes (33%) com uma meia-vida de eliminação de aproximadamente um dia.
O etinilestradiol é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Sofre intensa
metabolização de primeira passagem. A biodisponibilidade média está em torno de 45% com
significante variação individual. O etinilestradiol liga-se fortemente a albumina e induz um
aumento na concentração plasmática de SHBG. Após repetida administração oral, a
concentração sanguínea de etinilestradiol aumenta em torno de 30-50%, atingindo a fase de
equilíbrio durante a segunda metade de cada ciclo de tratamento.
Após administração oral única, os níveis plasmáticos máximos de etinilestradiol são alcançados
dentro de 1-2 horas. A curva de disposição mostra duas fases com meias-vidas de 1-3 horas e
10-14 horas aproximadamente.
O etinilestradiol é primariamente metabolizado por hidroxilação aromática, mas uma grande
variedade de metabólitos hidroxilados e metilados são formados, estando presentes como
metabólitos livres ou conjugados com glicuronídeos e sulfatos. Os metabólitos de etinilestradiol
não são farmacologicamente ativos. O etinilestradiol conjugado é excretado pela bile e sujeito a
recirculação êntero-hepática. A meia-vida de eliminação de etinilestradiol é de
aproximadamente 10 horas. Cerca de 40% da droga é excretada na urina e 60% eliminada nas
fezes.

 

INDICAÇÕES
Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) está indicado como contraceptivo oral. Embora tendo
eficácia bem estabelecida, há casos de gravidez em mulheres utilizando contraceptivos orais.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Os contraceptivos orais combinados não devem ser utilizados por mulheres que apresentem
qualquer uma das seguintes condições: trombose venosa profunda (história anterior ou atual),
tromboembolismo (história anterior ou atual), doença vascular cerebral ou coronariana arterial,
valvulopatias trombogênicas, distúrbios trombogênicos, trombofilias hereditárias ou adquiridas,
cefaléia com sintomas neurológicos focais tais como aura, diabetes com envolvimento vascular,
hipertensão não-controlada, carcinoma da mama conhecido ou suspeito ou outra neoplasia
estrogênio-dependente conhecida ou suspeita, adenomas ou carcinomas hepáticos, ou doença
hepática ativa, desde que a função hepática não tenha retornado ao normal, sangramento
vaginal de etiologia a esclarecer, gravidez confirmada ou suspeita, hipersensibilidade a
qualquer um dos componentes de Minulet® (gestodeno, etinilestradiol).

 

PRECAUÇÕES
1. Exame Físico e Acompanhamento
Deve-se obter histórico médico completo, pessoal e familiar, e realizar exame físico, incluindo
determinação da pressão arterial, antes do início do uso de contraceptivos orais combinados.
Esses exames clínicos devem ser repetidos periodicamente durante o uso de contraceptivos
orais combinados.

 

2. Efeitos sobre os Carboidratos e Lipídios
Relatou-se intolerância à glicose em usuárias de contraceptivos orais combinados. Por isso,
pacientes com intolerância à glicose ou diabetes mellitus devem ser acompanhadas
criteriosamente enquanto estiverem recebendo contraceptivos orais combinados.
Uma pequena parcela das usuárias de contraceptivos orais combinados podem apresentar
alterações lipídicas adversas. Métodos contraceptivos não-hormonais devem ser considerados
em mulheres com deslipidemias não-controladas. Hipertrigliceridemia persistente pode ocorrer
em uma pequena parcela das usuárias de contraceptivos orais combinados. Elevações de
triglicérides plasmáticos podem resultar em pancreatite e outras complicações.
Relatou-se aumento dos níveis séricos de lipoproteínas de alta densidade (HDL-colesterol) com
o uso de estrogênios, enquanto que com progestagênios relatou-se diminuição dos níveis.
Alguns progestagênios podem aumentar os níveis de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e
tornar o controle das hiperlipidemias mais difícil. O efeito resultante de um contraceptivo oral
combinado depende do equilíbrio atingido entre as doses de estrogênio e progestagênio e da
natureza e quantidade absoluta dos progestagênios utilizados no contraceptivo. A dose dos dois
hormônios deve ser levada em consideração na escolha de um contraceptivo oral combinado.
Mulheres em tratamento para hiperlipidemias devem ser rigorosamente monitorizadas se
optarem pelo uso de contraceptivos orais combinados.

 

3. Sangramento Genital
Algumas mulheres podem não apresentar hemorragia por supressão durante o intervalo sem
comprimidos. Se o contraceptivo oral combinado não foi utilizado de acordo com as orientações
antes da ausência da primeira hemorragia por supressão ou se não ocorrerem duas
hemorragias por supressão consecutivas, deve-se interromper o uso e utilizar um método nãohormonal
de contracepção até que a possibilidade de gravidez seja excluída.
Pode ocorrer sangramento de escape e spotting em mulheres em tratamento com
contraceptivos orais combinados, sobretudo nos primeiros três meses de uso. O tipo e a dose
do progestagênio podem ser importantes. Se esse tipo de sangramento persistir ou recorrer, as
causas não-hormonais devem ser consideradas e podem ser indicadas condutas diagnósticas
adequadas para excluir a possibilidade de gravidez, infecção, malignidades ou outras
condições. Se essas condições forem excluídas, o uso contínuo de contraceptivo oral
combinado ou a mudança para outra formulação podem resolver o problema.
Algumas mulheres podem apresentar amenorréia pós-pílula (possivelmente com anovulação)
ou oligomenorréia, particularmente quando essas condições são preexistentes.

 

4. Depressão

Mulheres utilizando contraceptivos orais combinados com história de depressão devem ser
observadas criteriosamente e o medicamento deve ser suspenso se a depressão reaparecer
em grau sério. As pacientes que ficarem significantemente deprimidas durante o tratamento
com contraceptivos orais combinados devem interromper o uso do medicamento e utilizar um
método contraceptivo alternativo, na tentativa de determinar se o sintoma está relacionado ao
medicamento.

 

5. Outras
As pacientes devem ser informadas que este produto não protege contra infecção por HIV
(AIDS) ou outras doenças sexualmente transmissíveis.
Diarréia e/ou vômitos podem reduzir a absorção do hormônio, resultando na diminuição das
concentrações séricas (ver Orientação em caso de vômitos e Interações Medicamentosas).
Gravidez
Estudos epidemiológicos abrangentes não revelaram aumento do risco de defeitos congênitos
em crianças de mulheres que utilizaram contraceptivos orais combinados antes da gravidez. Os
estudos não sugerem efeito teratogênico, especialmente no que diz respeito a anomalias
cardíacas e defeitos de redução dos membros, quando os contraceptivos orais combinados são
tomados inadvertidamente durante o início da gravidez (ver Contra-Indicações).
Lactação
Pequenas quantidades de contraceptivos esteroidais e/ou metabólitos foram identificados no
leite materno e poucos efeitos adversos foram relatados em lactentes, incluindo icterícia e
aumento das mamas. A lactação pode ser influenciada pelos contraceptivos orais combinados,
uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite materno. Em geral,
não deve ser recomendado o uso de contraceptivos orais combinados até que a lactante tenha
deixado totalmente de amamentar a criança (ver Advertências).

 

ADVERTÊNCIAS
Fumar cigarros aumenta o risco de efeitos colaterais cardiovasculares sérios decorrente
do uso de contraceptivos orais combinados. Este risco aumenta com a idade e com o
consumo intenso (em estudos epidemiológicos, fumar 15 ou mais cigarros por dia foi
associado a risco significantemente maior) e é bastante acentuado em mulheres com
mais de 35 anos de idade. Mulheres que tomam contraceptivos orais combinados devem
ser firmemente aconselhadas a não fumar.

1. Tromboembolismo e trombose venosa e arterial
O uso de contraceptivos orais combinados está associado a aumento do risco de eventos
tromboembólicos e trombóticos venosos e arteriais.
A redução da exposição a estrogênios e progestagênios está em conformidade com os bons
princípios da terapêutica. Para qualquer combinação específica de estrogênio/progestagênio, a
posologia prescrita deve ser a que contenha a menor quantidade de estrogênio e progestagênio
compatível com um baixo índice de falhas e com as necessidades individuais de cada paciente.
A introdução do tratamento com contraceptivos orais combinados em novas usuárias deve ser
feita com formulações com menos de 50 μg de estrogênio.
• Tromboembolismo e trombose venosos
O uso de contraceptivos orais combinados aumenta o risco de eventos tromboembólicos e
trombóticos venosos. Entre os eventos relatados estão trombose venosa profunda e embolia
pulmonar.
Usuárias de qualquer contraceptivo oral combinado apresentam risco aumentado de eventos
tromboembólicos e trombóticos venosos em comparação a não-usuárias. O aumento do risco é
maior durante o primeiro ano em que uma mulher usa um contraceptivo oral combinado. Esse
risco aumentado é menor do que o risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos
associado a gravidez, estimado em 60 casos por 100.000 mulheres-ano. O tromboembolismo
venoso é fatal em 1 a 2% dos casos.
Em vários estudos epidemiológicos, observou-se que mulheres usuárias de contraceptivos orais
combinados com etinilestradiol, na maior parte das vezes na dose de 30 μg, e um
progestagênio, como gestodeno, apresentam aumento do risco de eventos tromboembólicos e
trombóticos venosos em comparação às que usam contraceptivos orais combinados contendo
menos de 50 μg de etinilestradiol e o progestagênio levonorgestrel. Os dados de alguns
estudos adicionais não demonstraram aumento do risco.
Para contraceptivos orais combinados contendo 30 μg de etinilestradiol combinado a
desogestrel ou gestodeno em comparação aos que contêm menos de 50 μg de etinilestradiol e
levonorgestrel, estimou-se que o risco relativo global de eventos tromboembólicos e trombóticos
venosos varia entre 1,5 e 2,0. A incidência de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos
para contraceptivos orais combinados contendo levonorgestrel com menos de 50 μg de
etinilestradiol é de aproximadamente 20 casos por 100.000 mulheres-ano. Para Minulet®
(gestodeno, etinilestradiol), a incidência é de aproximadamente 30-40 casos por 100.000
mulheres-ano, ou seja, 10-20 casos adicionais por 100.000 mulheres-ano.
Todas essas informações devem ser levadas em consideração ao prescrever este contraceptivo
oral combinado e ao aconselhar uma paciente na escolha do(s) método(s) contraceptivo(s).
O risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos é ainda maior em mulheres com
condições predisponentes para tromboembolismo e trombose venosos. Deve-se ter cuidado ao
prescrever contraceptivos orais combinados nesses casos.
A seguir, exemplos de condições predisponentes para tromboembolismo e trombose venosos:
− obesidade
− cirurgia ou trauma com maior risco de trombose
− parto recente ou aborto no segundo trimestre
− imobilização prolongada
− idade avançada
Outros fatores de risco, que representam contra-indicações para o uso de contraceptivos orais
combinados estão apresentados no item Contra-Indicações.
Relatou-se aumento de 2 a 4 vezes do risco relativo de complicações tromboembólicas pósoperatórias
com o uso de contraceptivos orais combinados. O risco relativo de trombose venosa
em mulheres predispostas é 2 vezes maior do que nas que não apresentam essas condições.
Se possível, os contraceptivos orais combinados devem ser descontinuados:
− nas 4 semanas anteriores e nas 2 semanas posteriores a cirurgia eletiva associada a
aumento do risco de trombose e
− durante imobilização prolongada.
Como o pós-parto imediato está associado a aumento do risco de tromboembolismo, o
tratamento com contraceptivos orais combinados não deve começar antes do 28o dia após o
parto ou aborto no segundo trimestre.
• Tromboembolismo e trombose arteriais
O uso de contraceptivos orais combinados aumenta o risco de eventos tromboembólicos e
trombóticos arteriais. Entre os eventos relatados estão infarto do miocárdio e acidentes
vasculares cerebrais (AVC isquêmicos e hemorrágicos, ataque isquêmico transitório). Para
informações sobre trombose retiniana vascular ver item Lesões oculares.
O risco de eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais é ainda maior em mulheres com
fatores de risco subjacentes.
Deve-se ter cuidado ao prescrever contraceptivos orais combinados para mulheres com fatores
de risco para eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais.
A seguir, exemplos de fatores de risco para eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais:
fumo, hipertensão, hiperlipidemias, obesidade e idade avançada.
O risco de acidente vascular cerebral pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral
combinado que sofrem de enxaqueca (particularmente enxaqueca com aura).
Outros fatores de risco, que representam contra-indicações para o uso de contraceptivos orais
combinados estão apresentados no item Contra-Indicações.

 

2. Lesões oculares
Houve relatos de casos de trombose retiniana vascular com o uso de contraceptivos orais
combinados, que podem resultar em perda total ou parcial da visão. Se houver sinais ou
sintomas de alterações visuais, início de proptose ou diplopia, papiledema ou lesões vasculares
retinianas, deve-se interromper o uso dos contraceptivos orais combinados e avaliar
imediatamente a causa.

 

3. Pressão arterial
Relatou-se aumento da pressão arterial em mulheres em tratamento com contraceptivos orais
combinados.
Em mulheres com hipertensão, histórico de hipertensão ou doenças relacionadas à hipertensão
(incluindo algumas doenças renais), pode ser preferível utilizar outro método contraceptivo. Se
pacientes hipertensas escolherem o tratamento com contraceptivos orais combinados, devem
ser monitorizadas rigorosamente e, se ocorrer aumento significativo da pressão arterial, deve-se
interromper o uso do contraceptivo oral combinado.
Na maioria das pacientes, a pressão arterial volta ao valor basal com a interrupção da
administração do contraceptivo oral combinado e, aparentemente, não há diferença na
ocorrência de hipertensão entre mulheres que já usaram e as que nunca tomaram
contraceptivos orais combinados.
O uso de contraceptivo oral combinado é contra-indicado em mulheres com hipertensão nãocontrolada
(ver Contra-Indicações).

 

4. Carcinoma dos órgãos reprodutores
Alguns estudos sugerem que o uso de contraceptivo oral combinado pode estar associado a
aumento do risco de neoplasia cervical intra-epitelial ou câncer cervical invasivo em algumas
populações de mulheres. No entanto, ainda há controvérsia sobre o grau em que essas
descobertas podem estar relacionadas a diferenças de comportamento sexual e outros fatores.
Nos casos de sangramento genital anormal não-diagnosticado, estão indicadas medidas
diagnósticas adequadas.
Uma metanálise de 54 estudos epidemiológicos relatou que o risco relativo (RR = 1,24) de
diagnóstico de câncer de mama é ligeiramente maior em mulheres que utilizam contraceptivos
orais combinados do que nas que nunca utilizaram. O aumento do risco desaparece
gradualmente no transcorrer de 10 anos após a interrupção do uso de contraceptivos orais
combinados. Esses estudos não fornecem evidências de relação causal. O padrão observado
de aumento do risco de diagnóstico de câncer de mama pode ser consequência da detecção
mais precoce desse câncer em usuárias de contraceptivos orais combinados (devido a
monitorização clínica mais regular), dos efeitos biológicos dos contraceptivos orais combinados
ou da combinação de ambos. Como o câncer de mama é raro em mulheres com menos de 40
anos, o número excedente de diagnósticos de câncer de mama em usuárias de contraceptivos
orais combinados atuais e recentes é pequeno em relação ao risco de câncer de mama ao
longo da vida. O câncer de mama diagnosticado em mulheres que já utilizaram contraceptivos
orais combinados tende a ser menos avançado clinicamente que o diagnosticado em mulheres
que nunca os utilizaram.

 

5. Neoplasia hepática/doença hepática
Os adenomas hepáticos, em casos muito raros, e o carcinoma hepatocelular, em casos
extremamente raros, estão associados ao uso de contraceptivo oral combinado.
Aparentemente, o risco aumenta com o tempo de uso do contraceptivo oral combinado. A
ruptura dos adenomas hepáticos pode causar morte por hemorragia intra-abdominal. Mulheres
com história de colestase relacionada ao contraceptivo oral combinado ou as com colestase
durante a gravidez são mais propensas a apresentar essa condição com o uso de contraceptivo
oral combinado. Se essas pacientes receberem um contraceptivo oral combinado, devem ser
rigorosamente monitorizadas e, se a condição reaparecer, o tratamento com contraceptivo oral
combinado deve ser interrompido.

 

6. Enxaqueca/ Cefaléia
Início ou exacerbação de enxaqueca ou desenvolvimento de cefaléia com padrão novo que seja
recorrente, persistente ou grave exige a descontinuação do contraceptivo oral combinado e a
avaliação da causa.
O risco de acidente vascular cerebral pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral
combinado que sofrem de enxaqueca (particularmente enxaqueca com aura).

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Interações entre etinilestradiol e outras substâncias podem diminuir ou aumentar as
concentrações séricas de etinilestradiol.
Concentrações séricas mais baixas de etinilestradiol podem causar maior incidência de
sangramento de escape e irregularidades menstruais e, possivelmente, podem reduzir a
eficácia do contraceptivo oral combinado.
Durante o uso concomitante de produtos com etinilestradiol e substâncias que podem diminuir
as concentrações séricas de etinilestradiol, recomenda-se que um método anticoncepcional
não-hormonal (como preservativos e espermicida) seja utilizado além da ingestão regular de
Minulet® (gestodeno, etinilestradiol). No caso de uso prolongado dessas substâncias, os
contraceptivos orais combinados não devem ser considerados os contraceptivos primários.
Após a descontinuação das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de
etinilestradiol, recomenda-se o uso de um método anticoncepcional não-hormonal por, no
mínimo, 7 dias. Aconselha-se o uso prolongado do método alternativo após a descontinuação
das substâncias que resultaram na indução das enzimas microssomais hepáticas, levando a
uma diminuição das concentrações séricas de etinilestradiol. Às vezes, pode levar várias
semanas até a indução enzimática desaparecer completamente, dependendo da dose, duração
do uso e taxa de eliminação da substância indutora.
A seguir, alguns exemplos das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de
etinilestradiol:
− Qualquer substância que reduza o tempo do trânsito gastrintestinal e, portanto, a absorção
do etinilestradiol.
− Substâncias indutoras das enzimas microssomais hepáticas, como rifampicina, rifabutina,
barbitúricos, primidona, fenilbutazona, fenitoína, dexametasona, griseofulvina, topiramato,
alguns inibidores de protease, modafinil.
− Hypericum perforatum, também conhecido como erva de São João, e ritonavir*
(possivelmente por indução das enzimas microssomais hepáticas).
− Alguns antibióticos (por exemplo, ampicilina e outras penicilinas, tetraciclinas), por
diminuição da circulação êntero-hepática de estrogênios.
A seguir, alguns exemplos de substâncias que podem aumentar as concentrações séricas de
etinilestradiol:
− atorvastatina
− Inibidores competitivos de sulfatações na parede gastrintestinal, como o ácido ascórbico
(vitamina C) e o paracetamol (acetaminofeno).
− Substâncias que inibem as isoenzimas 3A4 do citocromo P450, como indinavir, fluconazol e
troleandomicina*.
A troleandomicina pode aumentar o risco de colestase intra-hepática durante a administração
concomitante com contraceptivos orais combinados.
O etinilestradiol pode interferir no metabolismo de outras drogas por inibição das enzimas
microssomais hepáticas ou indução da conjugação hepática da droga, sobretudo a
glicuronização. Consequentemente, as concentrações plasmáticas e teciduais podem aumentar
(p. ex., ciclosporina, teofilina, corticosteróides) ou diminuir (p. ex., lamotrigina).
Em pacientes tratados com a flunarizina, relatou-se que o uso de contraceptivos orais aumenta
o risco de galactorréia.
As bulas dos medicamentos concomitantes devem ser consultadas para identificar possíveis
interações.
*Embora o ritonavir seja um inibidor da isoenzima 3A4 do citocromo P450, demonstrou-se que
esse tratamento diminui as concentrações séricas de etinilestradiol (vide acima).

 

POSSÍVEIS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS NO RESULTADO DE EXAMES
LABORATORIAIS

 

O uso de contraceptivos orais combinados pode causar algumas alterações fisiológicas as
quais podem refletir nos resultados de alguns exames laboratoriais, incluindo:
• parâmetros bioquímicos da função hepática (incluindo a diminuição da bilirrubina e da
fosfatase alcalina), função tireoidiana (aumento dos níveis totais de T3 e T4 devido ao
aumento da TBG [globulina de ligação ao hormônio tireoidiano], diminuição da captação de
T3 livre), função adrenal (aumento do cortisol plasmático, aumento da globulina de ligação a
cortisol, diminuição do sulfato de desidroepiandrosterona [DHEAS]) e função renal (aumento
da creatinina plasmática e depuração de creatinina);
• níveis plasmáticos de proteínas (carreadoras), como globulina de ligação a corticosteróide e
frações lipídicas/lipoprotéicas;
• parâmetros do metabolismo de carboidratos;
• parâmetros de coagulação e fibrinólise;
• diminuição dos níveis séricos de folato.

 

REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas estão relacionadas na tabela de acordo com a frequência do CIOMS:
Muito Comum: > 10%
Comum: > 1% e < 10%
Incomum: > 0,1% e < 1%
Rara: > 0,01% e < 0,1%
Muito Rara: < 0,01%
O uso de contraceptivos orais combinados tem sido associado a:
− maior risco de eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, incluindo infarto
do miocárdio, acidente vascular cerebral, ataque isquêmico transitório, trombose venosa e
embolia pulmonar;
− maior risco de neoplasia cervical intra-epitelial e câncer cervical;
− maior risco de câncer de mama.
Ver também Precauções e Advertências.
Sistema Corporal – Reação Adversa
Infecções e infestações – Comum: vaginite, incluindo candidíase.
Neoplasias benignas, malignas e inespecíficas – Muito Raro: adenomas hepáticos,
carcinomas hepatocelulares.
Imunológico – Raro: reações anafiláticas, incluindo casos muito raros de urticária,
angioedema e reações graves com sintomas respiratórios e circulatórios. Muito Raro:
exacerbação do lúpus eritematoso sistêmico.
Outras reações de possível origem imunológica podem estar listadas em outro Sistema
Corporal.
Metabólico/Nutricional – Incomum: alterações de apetite (aumento ou diminuição). Raro:
intolerância à glicose. Muito Raro: exacerbação da porfiria.
Psiquiátrico – Comum: alterações de humor, incluindo depressão; alterações de libido.
Nervoso – Muito Comum: cefaléia, incluindo enxaqueca. Comum: nervosismo; tontura. Muito
Raro: exacerbação da coréia.
Ocular – Raro: intolerância a lentes de contato. Muito Raro: neurite óptica*; trombose vascular
retiniana.
Vascular – Muito Raro: piora das veias varicosas.
Gastrintestinal – Comum: náuseas, vômitos, dor abdominal. Incomum: cólicas abdominais,
distensão. Muito Raro: pancreatite.
Hepato-biliar – Raro: icterícia colestática. Muito Raro: doença biliar, incluindo cálculos
biliares**.
Cutâneo e subcutâneo – Comum: acne. Incomum: erupções cutâneas, cloasma (melasma),
que pode persistir; hirsutismo; alopecia. Raro: eritema nodoso. Muito Raro: eritema multiforme.
Renal e urinário – Muito Raro: síndrome urêmica hemolítica.
Reprodutor e mamas – Muito Comum: sangramento de escape/spotting. Comum: dor,
sensibilidade, aumento, secreção das mamas; dismenorréia; alteração do fluxo menstrual,
alteração da secreção e ectrópio cervical; amenorréia.
Geral e local da administração – Comum: retenção hídrica/edema.
Investigações – Comum: alterações de peso (ganho ou perda). Incomum: aumento da
pressão arterial; alterações nos níveis séricos de lipídios, incluindo hipertrigliceridemia. Raro:
diminuição dos níveis séricos de folato***.
* A neurite óptica pode resultar em perda parcial ou total da visão.
** Os contraceptivos orais combinados podem piorar doenças biliares preexistentes e podem
acelerar o desenvolvimento dessa doença em mulheres anteriormente assintomáticas.
*** Pode haver diminuição dos níveis séricos de folato com o tratamento com contraceptivo oral
combinado. Isso pode ser clinicamente significativo se a mulher engravidar logo após
descontinuar os contraceptivos orais combinados.

 

POSOLOGIA
O blister de Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) contém 21 drágeas. Iniciar tomando uma
drágea no primeiro dia do ciclo (primeiro dia de sangramento). Tomar a drágea marcada com o dia
correspondente da semana. Por exemplo, se o seu ciclo começar numa sexta-feira, tomar a
drágea marcada com “SEX”. Seguindo a direção das setas marcadas no blister, tomar uma
drágea por dia no mesmo horário até acabar todas as 21 drágeas do blister. A embalagem
seguinte deve ser iniciada após um intervalo de 7 dias sem a ingestão de drágeas, ou seja, no
8o dia após o término da embalagem anterior. Após 2-3 dias da última drágea de Minulet®
(gestodeno, etinilestradiol) ter sido tomada, inicia-se, em geral, hemorragia por supressão
que pode não cessar antes do início da embalagem seguinte.

 

SUPERDOSAGEM
Os sintomas da superdosagem com contraceptivos orais em adultos e crianças podem incluir
náusea, vômito, sensibilidade nas mamas, tontura, dor abdominal, sonolência/fadiga;
hemorragia por supressão pode ocorrer em mulheres. Não há antídoto específico e, se
necessário, a superdosagem é tratada sintomaticamente.

PACIENTES IDOSAS
Minulet® (gestodeno, etinilestradiol) não é indicado para pacientes idosas.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Fabricado por:
Wyeth Medica Ireland
Newbridge – County Kildare – Irlanda
Importado, embalado e distribuído por:
Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.
Rodovia Castelo Branco, km 32,5
Itapevi – São Paulo – Brasil
CNPJ nº 61.072.393/0039-06
Farm. Resp.: Edina S. M. Nakamura – CRF-SP nº 9258
Registro MS – 1.2110.0005
Logotipo do Serviço de Atendimento ao Consumidor
Data de fabricação, número de lote e validade: vide cartucho.

Bula do Minian (Anticoncepcional)

MinianBula do MINIAN:
desogestrel 150 mcg
etinilestradiol 20 mcg
comprimidos revestidos

 

USO ORAL

 

USO ADULTO

 

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES
Embalagens contendo 21 comprimidos revestidos

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
desogestrel ……………………………………………………………………………… 150 mcg
etinilestradiol………………………………………………………………………………. 20 mcg
excipientes q.s.p…………. ……………………………………………………….1 comprimido
(povidona, dextroalfatocoferol, celulose microcristalina, corante vermelho eritrosina,
croscarmelose sódica, edetato dissódico, lactose, estearato de magnésio, dióxido de
silício, metacrilato de dimetilaminoetila e macrogol)

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Os contraceptivos orais, também conhecidos como anticoncepcionais, são utilizados para
evitar a gravidez. Estes contraceptivos são mais efetivos (produzem um efeito
melhor) que outros métodos contraceptivos não-cirúrgicos. Quando utilizados
corretamente, sem que nenhum comprimido seja esquecido, a chance de ocorrer
gravidez é menor que 1,0% (uma gestação a cada 100 mulheres por ano de uso). O
índice de falha durante o uso típico, incluindo mulheres que não seguiram corretamente
as instruções de uso, é de cerca de 5,0% por ano. A chance de ocorrer gravidez
aumenta a cada comprimido esquecido por você durante um ciclo menstrual.

 

AÇÃO ESPERADA DO MEDICAMENTO
MINIAN é um contraceptivo oral monofásico que combina o desogestrel, componente
progestogênico, com etinilestradiol, componente estrogênico.

 

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO: Conservar o medicamento em sua embalagem
original em temperatura ambiente (entre 15° e 30°C). Protegido da luz e umidade.

 

PRAZO DE VALIDADE
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma
validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação. Não devem ser utilizados
medicamentos fora do prazo de validade, pois podem trazer prejuízos à saúde.

 

GRAVIDEZ E LACTAÇÃO
MINIAN não deve ser utilizado se houver suspeita de gravidez ou durante a gestação. Se
houver suspeita da possibilidade de gravidez durante o uso de MINIAN, consulte seu
médico o mais rápido possível.
MINIAN não deve ser utilizado durante a amamentação. Se desejar tomar contraceptivo
oral durante a amamentação, converse primeiramente com seu médico.
Este medicamento não deve ser utilizado durante o período da gravidez ou
amamentação. Por isso, se você estiver grávida ou amamentando, informe seu
médico.

 

CUIDADOS DE ADMINISTRAÇÃO
Para usar MINIAN e obter o máximo de eficácia, leia atentamente as instruções a seguir:
– O primeiro dia do ciclo corresponde ao primeiro dia da menstruação.
– Tome um comprimido (inteiro) por dia, durante 21 dias seguidos, sempre no mesmo
horário. “Você não deve partir ou mastigar este medicamento.”
– Se você esquecer de tomar 1 comprimido, o mesmo deve ser tomado assim que for
percebido o esquecimento, desde que não tenha ultrapassado 12 horas do horário
escolhido do tratamento. Caso tenha transcorrido mais de 12 horas, espere até a hora
habitual e tome os 2 comprimidos juntos (o comprimido que foi esquecido e o do dia
normal) – nesse caso tome precauções adicionais para evitar a gravidez durante 7 dias
seguidos ou até que ocorra a próxima menstruação.
– Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração
do tratamento.

 

INTERRUPÇÃO DO TRATAMENTO
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Com a suspensão do
uso de MINIAN, a função dos ovários é recuperada e consequentemente existe risco de
engravidar.

 

COMO USAR MINIAN
– Se durante o ciclo anterior você não usou nenhuma pílula anticoncepcional ou se usou e
quer trocar por MINIAN: espere o início da menstruação. No primeiro dia da menstruação,
tome o primeiro comprimido de MINIAN (veja a marca na cartela do dia da semana
correspondente ao primeiro comprimido). Siga a direção das setas e continue a tomar 1
comprimido por dia, durante 21 dias seguidos, até o término da cartela. Faça uma pausa
de 7 dias. Imediatamente após o sétimo dia, comece a tomar outra cartela de MINIAN,
mesmo que sua menstruação não tenha terminado. Observe que da segunda cartela em
diante, a primeira pílula sempre irá coincidir com o mesmo dia da semana em que você
iniciou o tratamento.
– Se você iniciar o tratamento após o dia recomendado ou no período pós-parto, tome as
precauções adicionais para evitar a gravidez durante os primeiros 7 dias de uso de
MINIAN (uso de camisinha, por exemplo).
– Se a menstruação já começou há mais de 5 dias, espere até a próxima menstruação
para iniciar o tratamento.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

 

CONTRA-INDICAÇÕES E PRECAUÇÕES
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou
durante o tratamento.
O uso de contraceptivos orais combinados pode diminuir a tolerância da glicose, portanto,
se você está usando insulina ou outros medicamentos antidiabéticos avise seu médico.
Os contraceptivos orais contendo estrogênio+progestogênio podem afetar a qualidade e
reduzir a quantidade do leite materno. Pequenas quantidades destas substâncias podem
ser eliminadas através do leite materno.
Você deve informar ao médico qualquer alteração desagradável durante o uso de
MINIAN, principalmente se essas alterações surgirem com o uso de outros
medicamentos.
O risco de ocorrência de um ataque cardíaco ou derrame aumenta com a idade. Este
risco também está aumentado entre usuárias fumantes. Pare o consumo de cigarros
durante o uso de contraceptivos orais, especialmente se tiver mais de 35 anos de
idade.
Este medicamento (como outros contraceptivos orais) é indicado para prevenção
da gravidez e não protege contra infecção por vírus HIV (AIDS) ou outras doenças
transmissíveis como clamídia, herpes genital, gonorréia, hepatite B, HPV e sífilis.

 

CONFIABILIDADE REDUZIDA
A confiabilidade de anticoncepcionais orais pode estar reduzida se:
− Os comprimidos não forem tomados de acordo com as instruções de uso;
− Ocorrerem problemas gastrintestinais como vômitos e/ou diarréia até 4 horas depois
de tomado o comprimido;
− Forem utilizados outros medicamentos em conjunto, tais como: antibióticos,
barbitúricos, anticonvulsivantes e, possivelmente, produtos fitoterápicos contendo
Hypericum perforatum (erva de São João ou St. John´s wort).

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Descrição
MINIAN é um contraceptivo oral monofásico que combina o desogestrel, componente
progestogênico, com o etinilestradiol, componente estrogênio. Suas fórmulas estruturais
são:
desogestrel etinilestradiol

 

FARMACODINÂMICA
Os estudos clínicos revelaram que os contraceptivos orais contendo etinilestradiol e
desogestrel não provocam efeitos metabólicos indesejáveis atribuídos à atividade
androgênica de alguns progestogênios utilizados em anticoncepcionais orais. Quando
administrado de acordo com esquema posológico recomendado, MINIAN suprime a
função gonadal hipofisária e, conseqüentemente, a ovulação. Além disso, MINIAN altera o
muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides e torna o endométrio pouco
receptivo para a implantação do ovo.
MINIAN induz um sangramento uterino regular com quantidade e duração semelhantes à
menstruação normal. Esse sangramento normalmente se inicia 2 ou 3 dias após a
ingestão do último comprimido. Ensaios clínicos realizados com etinilestradiol e
desogestrel demonstraram baixíssimo índice de gravidez, bom controle do ciclo, baixa
incidência de efeitos adversos e, como resultado, reduzido índice de descontinuidade.

 

FARMACOCINÉTICA
Absorção
O etinilestradiol administrado por via oral é rápida e completamente absorvido. Os níveis
séricos máximos de 80 pg/mL são alcançados em 1 a 2 horas. Durante a absorção e
metabolismo de primeira passagem, o etinilestradiol é metabolizado extensivamente,
resultando em uma biodisponibilidade oral média de aproximadamente 60%.
O desogestrel administrado por via oral é rápida e completamente absorvido e convertido
em etonogestrel. Os níveis séricos máximos de aproximadamente 2 ng/mL são
alcançados por volta de 1,5 horas após a ingestão. A biodisponibilidade é de 62-81%.

 

Distribuição
O etinilestradiol liga-se alta e inespecificamente à albumina sérica (aproximadamente
98,5%) e induz um aumento das concentrações séricas de globulina de ligação aos
hormônios sexuais (SHBG). Foi determinado um volume aparente de distribuição de cerca
de 5 L/kg.
O etonogestrel liga-se à albumina sérica e às SHBG (40-70% estão ligadas). Apenas 2 a
4% do fármaco se encontram na sua forma livre.

 

Metabolismo
O etinilestradiol está sujeito à conjugação pré-sistêmica tanto na mucosa do intestino
delgado como no fígado. É metabolizado primariamente por hidroxilação aromática, mas
com formação de diversos metabólitos hidroxilados e metilados que estão presentes nas
formas livre e conjugada com glicuronídios e sulfato. A taxa de depuração do
etinilestradiol é de cerca de 5 mL/min/kg.
O etonogestrel é completamente metabolizado pela via de metabolismo dos esteróides. O
clearance é aproximadamente 2mL/min/kg. Não foi observada interação com a coadministração
de etinilestradiol.

 

Excreção
Os níveis séricos de etinilestradiol diminuem em duas fases de disposição, a fase terminal
é caracterizada por uma meia-vida de 24 horas. O etinilestradiol não é eliminado na forma
inalterada; seus metabólitos são eliminados com meia-vida de aproximadamente um dia.
A proporção de excreção é de 40 (urina): 60 (bile).
Os níveis de etonogestrel diminuem em duas fases de disposição. A fase terminal é
caracterizada por uma meia-vida de 38±20 horas. O desogestrel e seus metabólitos são
excretados na urina (40%) e fezes (60%).

 

INDICAÇÕES
Contracepção oral.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
MINIAN não deve ser usado na presença das seguintes condições:
− Presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos (arteriais ou venosos)
como, por exemplo, trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto do
miocárdio, ou acidente vascular cerebral;
− Presença ou história de sintomas e/ou sinais prodrômicos de trombose (por exemplo,
ataque isquêmico transitório, angina pectoris);
− Hipertensão grave;
− História de enxaqueca com sintomas neurológicos focais;
− Diabetes mellitus com alterações vasculares;
− Presença de um fator de risco grave ou múltiplos fatores de risco para a trombose
arterial ou venosa também pode representar uma contra-indicação (veja item
“Advertências”);
− Presença ou história de pancreatite associada a hipertrigliceridemia grave;
− Presença ou história de doença hepática grave, enquanto os valores da função
hepática não retornarem ao normal;
− Insuficiência renal grave ou falência renal aguda;
− Presença ou história de tumores hepáticos benignos ou malignos;
− Diagnóstico ou suspeita de neoplasias dependentes de esteróides sexuais (por
exemplo, dos órgãos genitais ou das mamas);
− Síndrome de Dubin Johnson e de Rotor;
− Sangramento vaginal não-diagnosticado;
− Hiperplasia endometrial;
− Porfiria;
− Hiperlipoproteinemia, especialmente na presença de outros fatores de risco que
predisponham à doenças cardiovasculares;
− Histórico de prurido intenso ou herpes gestacional durante a gravidez, ou com uso
prévio de esteróides;
− Suspeita ou diagnóstico de gravidez;
− Hipersensibilidade a qualquer um dos componentes do medicamento.
Se qualquer uma das condições citadas anteriormente ocorrer pela primeira vez durante o
uso de contraceptivos orais combinados, a sua utilização deve ser descontinuada
imediatamente.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
As pacientes devem ser advertidas de que este medicamento não protege contra
infecção ao vírus HIV (AIDS) ou a outras doenças sexualmente transmissíveis.
O tabagismo aumenta o risco de sérios efeitos adversos cardiovasculares em uso
concomitante com contraceptivos orais. O risco aumenta com a idade e com a
quantidade de cigarros utilizada (15 ou mais cigarros/dia) e é bastante acentuado
em mulheres acima de 35 anos de idade. Mulheres que usam contraceptivos orais
devem ser seriamente advertidas a não fumarem.
Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco mencionados
a seguir, deve ser avaliado o risco/benefício da utilização dos contraceptivos orais
individualmente para cada paciente e discutidos com a mesma antes do início de sua
utilização. Em casos de agravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de
qualquer uma dessas condições ou fatores de risco, a paciente deve ser orientada a
contatar seu médico. Nesses casos, a continuação do uso do medicamento fica a critério
médico.

 

Distúrbios circulatórios
Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de contraceptivos orais e
um aumento do risco de distúrbios tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos,
como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, trombose venosa profunda e
embolia pulmonar. A ocorrência destes eventos é rara.
O uso de quaisquer contraceptivos orais combinados está associado com o aumento de
risco de tromboembolismo venoso (TEV) manifestado através de trombose venosa
profunda e/ou embolia pulmonar. O risco da ocorrência de tromboembolismo venoso é
mais elevado durante o primeiro ano de uso em usuárias de primeira vez de contraceptivo
oral combinado. A incidência aproximada de TEV em usuárias de contraceptivos orais
contendo estrogênio em baixa dose (menos que 50 mcg de etinilestradiol ) é de até 4 por
10.000 usuárias ao ano. Em não-usuárias de contraceptivos orais, esta incidência é de
0,5 – 3 por 10.000 mulheres ao ano. A incidência de TEV associada à gestação é de 6 por
10.000 gestantes ao ano.
Em casos extremamente raros, foi observada ocorrência de trombose em outros vasos
sangüíneos como, por exemplo, em veias e artérias hepáticas, mesentéricas, renais,
cerebrais ou retinianas em usuárias de contraceptivos orais combinados. Não há
consenso sobre a associação da ocorrência destes eventos e o uso de contraceptivos
orais.
Sintomas de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente
vascular cerebral, podem incluir: dor e/ou inchaço unilateral em membro inferior; dor
torácica aguda e intensa, com ou sem irradiação para o braço esquerdo; dispnéia aguda;
tosse de início abrupto; cefaléia não-habitual, intensa e prolongada; perda repentina da
visão, parcial ou total; diplopia; distorções na fala ou afasia; vertigem; colapso, com ou
sem convulsão focal; fraqueza, diminuição da sensibilidade ou da força motora afetando,
de forma repentina, um lado ou uma parte do corpo; distúrbios motores; abdômen agudo.
O risco de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou de acidente
vascular cerebral, aumenta com os seguintes fatores: idade; tabagismo (com consumo
elevado de cigarros e aumento da idade; e torna-se ainda maior em mulheres com idade
superior a 35 anos); história familiar positiva (isto é, tromboembolismo arterial ou venoso
detectado em um(a) irmão(ã) ou em um dos progenitores em idade relativamente jovem) –
se há suspeita de predisposição hereditária, a paciente deve ser encaminhada a um
especialista antes de decidir pelo uso de qualquer contraceptivo oral; obesidade (índice
de massa corpórea superior a 30 kg/m²); dislipidemia, dislipoproteinemia; hipertensão;
enxaqueca; valvopatia; fibrilação atrial; imobilização prolongada, cirurgia de grande porte,
qualquer intervenção cirúrgica em membros inferiores ou trauma extenso. Nestes casos, é
aconselhável descontinuar o uso do contraceptivo oral (em caso de cirurgia programada,
é aconselhável descontinuar o uso do contraceptivo oral com, pelo menos, quatro
semanas de antecedência) e não reiniciá-lo até, pelo menos, duas semanas após
restabelecimento.
Não há consenso quanto a possível influência de veias varicosas e de tromboflebite
superficial na gênese do tromboembolismo venoso.
Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo no puerpério (veja item
“Advertências – Gravidez e lactação”).
Outras condições clínicas que também foram associadas aos eventos adversos
circulatórios são: diabetes mellitus, lupus eritematoso sistêmico, síndrome hemolíticourêmica,
patologia intestinal inflamatória crônica (doença de Crohn ou colite ulcerativa) e
anemia falciforme.
Um aumento da freqüência ou da intensidade de enxaquecas durante o uso de
contraceptivos orais combinados pode ser motivo para a suspensão imediata do mesmo,
pela possibilidade deste quadro representar o início de um evento vascular cerebral.
Os fatores bioquímicos indicativos de predisposição hereditária ou adquirida para
trombose arterial ou venosa incluem: resistência à proteína C ativada (PCA), hiperhomocisteinemia,
deficiências de antitrombina III, de proteína C e de proteína S,
anticorpos antifosfolipídios (anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico).
Na avaliação da relação risco-benefício, o médico deve considerar que o tratamento
adequado de uma condição clínica pode reduzir o risco associado de trombose e que o
risco associado à gestação é mais elevado do que aquele associado ao uso de
contraceptivos orais combinados de baixa dose.

 

Tumores
Em alguns estudos epidemiológicos, foi relatado aumento do risco de câncer cervical em
usuárias de contraceptivos orais combinados por período prolongado. No entanto,
permanece controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos
efeitos do comportamento sexual e a outros fatores, tais como o papilomavírus humano
(HPV).
Uma meta-análise de 54 estudos epidemiológicos demonstrou que existe pequeno
aumento do risco relativo (RR = 1,24) para câncer de mama diagnosticado em mulheres
que estejam usando contraceptivos orais combinados.
Este aumento desaparece gradualmente em até 10 anos subseqüentes à suspensão do
uso do contraceptivo oral. Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com idade
inferior a 40 anos, o aumento no número de diagnósticos de câncer de mama em usuárias
atuais e recentes de contraceptivos orais combinados é pequeno, se comparado ao risco
total de câncer de mama. Esses estudos não fornecem evidências de causalidade. O
padrão observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico precoce de câncer
de mama em usuárias de contraceptivos orais combinados, aos efeitos biológicos dos
contraceptivos orais combinados ou à combinação de ambos. Os casos de câncer de
mama diagnosticados em usuárias de primeira vez de contraceptivos orais combinados
tendem a ser clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres que
nunca utilizaram contraceptivos orais combinados.
Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente,
malignos em usuárias de contraceptivos orais combinados. Em casos isolados, esses
tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco de vida para a paciente. A
possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no diagnóstico diferencial de
usuárias de contraceptivos orais combinados que apresentarem dor intensa em abdome
superior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de hemorragia intra-abdominal.

 

Outras condições
Mulheres com hipertrigliceridemia, ou com história familiar da mesma, podem apresentar
aumento no risco de desenvolvimento de pancreatite durante o uso de contraceptivo oral.
Embora tenham ocorrido relatos de aumentos discretos da pressão arterial em muitas
usuárias de contraceptivos orais combinados, os casos de relevância clínica são raros.
Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção de hipertensão clinicamente
significativa, é aconselhável que o médico interrompa o uso do medicamento e trate a
hipertensão. Se for considerado apropriado, o uso do contraceptivo oral pode ser
reiniciado, quando os níveis pressóricos normalizarem após terapia anti-hipertensiva.
Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto durante a
gestação quanto durante o uso de contraceptivo oral, no entanto, a evidência de uma
associação com o uso de contraceptivo oral é inconclusiva: icterícia e/ou prurido
relacionados à colestase; formação de cálculos biliares; porfiria; lupus eritematoso
sistêmico; síndrome hemolítico-urêmica; coréia de Sydenham; herpes gestacional; perda
da audição relacionada com a otosclerose. Os distúrbios agudos ou crônicos da função
hepática podem requerer a descontinuação do uso de contraceptivo oral, até que os
marcadores da função hepática retornem aos valores normais. A recorrência de icterícia
colestática que tenha ocorrido pela primeira vez durante a gestação, ou durante o uso
anterior de esteróides sexuais, requer a descontinuação do uso de contraceptivos orais
combinados.
Embora os contraceptivos orais combinados possam exercer efeito sobre a resistência
periférica à insulina e sobre a tolerância à glicose, não há qualquer evidência da
necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias de contraceptivos orais
combinados de baixa dose que sejam diabéticas. Entretanto, deve-se manter cuidadosa
vigilância enquanto estas pacientes estiverem utilizando contraceptivos orais combinados.
O uso de contraceptivos orais combinados tem sido associado à doença de Crohn e à
colite ulcerativa.
Ocasionalmente, pode ocorrer cloasma, sobretudo em usuárias com história de cloasma
gravídico. Mulheres predispostas ao desenvolvimento de cloasma devem evitar exposição
ao sol ou à radiação ultravioleta enquanto estiverem usando contraceptivos orais
combinados.
Durante o uso de contraceptivos contendo estrogênios, poderá, ocasionalmente, ocorrer
depressão. Caso isso se acompanhe de distúrbios no metabolismo do triptofano, a
administração de vitamina B6 poderá ter valor terapêutico. O medicamento deve ser
descontinuado no caso de recorrência de depressão severa.
As pacientes portadoras de qualquer das seguintes condições deverão ser monitoradas:
− Insuficiência cardíaca latente ou manifesta, disfunção renal, hipertensão, epilepsia ou
enxaqueca (ou antecedentes dessas condições), pois pode ocorrer agravamento ou
recorrência destas doenças ou, eventualmente, podem ser induzidas;
− Drepanocitose, pois sob certas circunstâncias como, por exemplo, durante infecção ou
anóxia, os medicamentos contendo estrogênios podem induzir processos
tromboembólicos em pacientes com essas condições;
Consultas/exames médicos
Antes de iniciar ou retomar o uso do contraceptivo oral, é necessário obter história clínica
detalhada e realizar exame clínico completo, considerando os itens descritos em “Contraindicações”
e “Advertências”; estes acompanhamentos devem ser repetidos
periodicamente durante o uso de contraceptivos orais. A avaliação médica periódica é
igualmente importante porque as contra-indicações (por exemplo, um ataque isquêmico
transitório, etc.) ou fatores de risco (por exemplo, história familiar de trombose arterial ou
venosa) podem aparecer pela primeira vez durante a utilização do contraceptivo oral. A
freqüência e a natureza destas avaliações devem basear-se nas condutas médicas
estabelecidas e serem adaptadas a cada usuária, mas, em geral, devem incluir atenção
especial à pressão arterial, mamas, abdômen e órgãos pélvicos, incluindo citologia
cervical e testes laboratoriais relevantes.
O uso de esteróides pode influenciar os resultados de determinados testes laboratoriais.
As usuárias devem ser informadas de que os contraceptivos orais não protegem contra
infecções causadas pelo HIV (AIDS) e outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Redução da eficácia
A eficácia dos contraceptivos orais pode ser reduzida nos casos de esquecimento de
tomada dos comprimidos, distúrbios gastrintestinais ou tratamento concomitante com
outros medicamentos (veja itens “Posologia” e “Interações medicamentosas”).
MINIAN, quando tomado de acordo com as instruções de uso, proporciona um meio
bastante seguro de prevenir a concepção e a probabilidade de ocorrência de gravidez é
mínima. No entanto, a confiabilidade dos contraceptivos orais pode ser reduzida quando:
− Os comprimidos não forem tomados de acordo com as instruções de uso, como por
exemplo, esquecimento da ingestão de um ou mais comprimidos;
− Ocorrerem distúrbios gastrintestinais como diarréia e/ou vômito dentro de até 4 horas
após a ingestão do comprimido;
− Administração concomitante de outros medicamentos (vide item interações
medicamentosas).
Se não ocorrer sangramento de privação e nenhuma das circunstâncias mencionadas
acima estiver presente, a gravidez será altamente improvável e o uso de anticoncepcional
oral pode ser continuado.
Se, no entanto, qualquer uma dessas eventualidades ocorrer, deve-se interromper a
ingestão dos comprimidos e excluir-se a presença de gravidez antes de retornar ao uso
do anticoncepcional oral.

 

Redução do controle do ciclo
Como ocorre com todos os contraceptivos orais, podem surgir sangramentos irregulares
(spotting ou sangramento de escape), especialmente durante os primeiros meses de uso.
Portanto, a avaliação de qualquer sangramento irregular somente será significativa após
um intervalo de adaptação de cerca de três ciclos.
Se os sangramentos irregulares persistirem ou ocorrerem após ciclos anteriormente
regulares, devem ser consideradas causas não-hormonais e, nestes casos, são indicados
procedimentos diagnósticos apropriados para exclusão de neoplasia ou gestação.
É possível que em algumas usuárias não se produza o sangramento por privação durante
o intervalo de pausa. Se a usuária ingeriu os comprimidos segundo as instruções
descritas no item “Posologia”, é pouco provável que esteja grávida.
Porém, se o contraceptivo oral não tiver sido ingerido corretamente no ciclo em que houve
ausência de sangramento por privação ou se não ocorrer sangramento por privação em
dois ciclos consecutivos, deve-se excluir a possibilidade de gestação antes de continuar a
utilização do contraceptivo oral.

 

Gravidez e lactação

 

Categoria de risco na gravidez: X
MINIAN é contra-indicado durante a gravidez. Caso a paciente engravide durante o uso
de MINIAN, deve-se descontinuar o seu uso. Entretanto, estudos epidemiológicos
abrangentes não revelaram risco aumentado de malformações congênitas em crianças
nascidas de pacientes que tenham utilizado contraceptivo oral antes da gestação.
Também não foram verificados efeitos teratogênicos decorrentes da ingestão acidental de
contraceptivos orais combinados no início da gestação.
Os contraceptivos orais combinados administrados no período pós-parto podem interferir
com a lactação, uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite
materno. Portanto, não é recomendável, em geral, o uso de contraceptivos orais
combinados até que a lactante tenha suspendido completamente a amamentação do seu
filho. Pequenas quantidades dos componentes ativos dos contraceptivos e/ou de seus
metabólitos podem ser excretados no leite materno.
Este medicamento não deve ser utilizado durante o período da gravidez ou
amamentação. Em caso de suspeita de gravidez e durante a amamentação informar
o médico.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Sangramento irregular e confiabilidade reduzida poderão ocorrer quando os
contraceptivos forem administrados concomitantemente com outros medicamentos como
os anticonvulsivantes, barbitúricos, antibióticos (por exemplo, tetraciclina, rifampicina, etc),
determinados laxantes e, possivelmente, produtos fitoterápicos contendo Hypericum
perforatum (erva de São João ou St. John´s wort). Em diabéticas, os contraceptivos orais
combinados podem diminuir a tolerância à glicose e aumentar as necessidades de
insulina ou outros medicamentos antidiabéticos. Os contraceptivos orais combinados
podem interferir no metabolismo oxidativo do diazepam e clordiazepóxido, provocando
acumulação plasmática dos mesmos. Os estrógenos podem provocar diminuição da
resposta a agentes antidepressivos tricíclicos e aumento na incidência de efeitos
secundários tóxicos desses medicamentos.
Metabolismo hepático: podem ocorrer interações com medicamentos que induzem as
enzimas microssomais que podem resultar no aumento do clearance dos hormônios
sexuais (por exemplo, a fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina,
rifabutina e possivelmente oxcarbazepina, topiramato, felbamato, ritonavir, griseofulvina e
produtos contendo Hypericum perforatum – erva de São João).
Interferem na circulação enteroepática: alguns estudos clínicos sugerem que a circulação
enteroepática de estrogênios pode ser reduzida com a administração de alguns
antibióticos (por exemplo, penicilinas e tetraciclinas).
Mulheres em tratamento com algum dos medicamentos indicados acima devem fazer uso
de método de barreira junto com o contraceptivo oral ou escolher outro método de
contracepção. O método de barreira deve ser utilizado durante o tratamento com
medicamentos indutores de enzimas microssomais e por mais 28 dias após o fim do
tratamento. Mulheres em tratamento com antibióticos (exceto rifampicina e griseofulvina)
devem usar o método de barreira por 7 dias depois do término do tratamento.
Os contraceptivos orais combinados podem interferir no metabolismo dos medicamentos
(por exemplo, ciclosporinas), nas concentrações plasmáticas e dos tecidos.

 

REAÇÕES ADVERSAS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATÓRIAIS
Exames laboratoriais
Alguns testes de função hepática e endócrina podem ser afetados pelos contraceptivos
orais:
– Aumento de protrombina e de fatores VII, VIII e IX;
– Aumento da TBG e redução da captação de T3 livre;
– Hormônios sexuais ligados às proteínas elevadas;
– HDL-C e triglicérides aumentados;
– Diminuição da tolerância à glicose;
– Níveis de folatos séricos diminuídos.
Reações adversas
Foram observadas as seguintes reações adversas em usuárias de contraceptivos orais
combinados, sem que a exata relação de causalidade tenha sido estabelecida:
− Distúrbios nos olhos: intolerância a lentes de contato;
− Distúrbios cardiovasculares: trombose e aumento da pressão arterial;
− Distúrbios gastrointestinais: náusea, vômito, dor abdominal, diarréia;
− Distúrbios no sistema imunológico: hipersensibilidade;
− Distúrbios metabólicos e nutricionais: retenção de líquido, redução da tolerância a
glicose, aumento ou diminuição de peso corporal;
− Distúrbios no sistema nervoso: cefaléia, enxaqueca, aumento ou diminuição da libido,
estados depressivos, alterações de humor;
− Distúrbios no sistema reprodutivo e nas mamas: hipersensibilidade, dor, hipertrofia ou
secreção nas mamas, secreção vaginal;
− Distúrbios cutâneos e nos tecidos subcutâneos: erupção cutânea, urticária, eritema
nodoso ou multiforme, cloasma.

 

POSOLOGIA
No primeiro ciclo, a paciente deve ingerir um comprimido por dia durante 21 dias
consecutivos, sempre no mesmo horário, iniciando no primeiro dia de sangramento. Nos
ciclos subseqüentes deverá ser observado um intervalo de 7 dias entre o último
comprimido do ciclo que termina e o primeiro comprimido do ciclo que se inicia. Se não
ocorrer o sangramento por privação neste intervalo, o tratamento não deverá ser
continuado até que seja excluída a possibilidade de gravidez.
MINIAN é eficaz a partir do 1º dia de tratamento, se os comprimidos forem tomados a
partir do 1º dia do ciclo, como descrito. Podem ocorrer em casos isolados, sangramento
de escape e spotting, principalmente durante o início da utilização de MINIAN que,
geralmente, cessa espontaneamente. A paciente deve, entretanto, continuar o tratamento
com MINIAN em caso de sangramento irregular. Caso o sangramento persista ou recorra,
faz-se necessário diagnóstico apropriado para excluir causas orgânicas. Os
sangramentos irregulares devem ser também investigados, quando ocorrerem em vários
ciclos consecutivos ou pela primeira vez após uso prolongado de MINIAN.
Na troca de outro contraceptivo oral para MINIAN o início do tratamento deve ser feito de
preferência no dia seguinte ao último comprimido ativo do contraceptivo oral combinado
anterior ter sido ingerido ou, no máximo, no dia seguinte ao intervalo habitual sem
comprimido ativo ou com comprimido inerte do contraceptivo oral combinado anterior. Se
a paciente estiver mudando de um método contraceptivo contendo somente
progestogênio (minipílula, injeção, implante ou sistema intra-uterino (SIU) com liberação
de progestogênio), poderá iniciar MINIAN em qualquer dia no caso da minipílula, ou no
dia da retirada do implante ou do SIU, ou no dia previsto para a próxima injeção. Nestes
três casos (uso anterior de minipílula, injeção, implante ou sistema intra-uterino com
liberação de progestogênio), recomenda-se usar adicionalmente um método de barreira
nos 7 primeiros dias de ingestão.
Se a paciente esquecer-se de tomar um comprimido no horário habitual, deve tomá-lo no
período de 12 horas subseqüentes. Se houver transcorrido menos de 12 horas do horário
habitual de ingestão, a proteção contraceptiva não será reduzida. A usuária deve ingerir
imediatamente o comprimido esquecido e continuar o restante da cartela no horário
habitual.
Se houver transcorrido mais de 12 horas. A usuária deve ingerir imediatamente o
comprimido esquecido, mesmo que isto signifique a ingestão simultânea de 2
comprimidos. Os comprimidos restantes devem ser tomados no horário habitual. Neste
caso, a proteção contraceptiva pode estar reduzida, devendo ser empregados,
adicionalmente, métodos contraceptivos de barreira (por ex.: diafragma associado a um
espermicida; ou preservativo masculino) por 7 dias. Não devem ser utilizados os métodos
de ritmo (tabelinha) e da temperatura.
MINIAN pode ser administrado imediatamente após abortamento de primeiro trimestre,
sem necessidade de adotar medidas contraceptivas adicionais. Após parto ou
abortamento de segundo trimestre, é recomendável iniciar MINIAN no período de 3 a 4
semanas após o procedimento. No caso de começar em período posterior, deve-se
aconselhar o uso adicional de um método de barreira nos 7 dias iniciais de ingestão. Se já
tiver ocorrido relação sexual, deve certificar-se de que a mulher não esteja grávida antes
de iniciar o uso de MINIAN ou, então, aguardar a primeira menstruação.
Devem-se observar as advertências com relação ao uso de contraceptivos orais
combinados durante a amamentação.
Deve-se considerar que a administração de contraceptivos orais combinados no período
imediatamente após o parto ou abortamento aumenta o risco de ocorrência de doenças
tromboembólicas.
Se ocorrerem vômitos ou diarréia dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de MINIAN, as
substâncias ativas podem não ter sido absorvidas adequadamente. Porém, deve-se
continuar o tratamento a fim de evitar sangramento prematuro por privação, e,
adicionalmente, usar um método contraceptivo de barreira (por ex.: diafragma associado a
um espermicida ou preservativo masculino) por 7 dias. Não se devem utilizar os métodos
de ritmo (tabelinha) e da temperatura. Se a disfunção gastrintestinal for prolongada, devese
considerar a mudança para outro método de contracepção.

 

SUPERDOSE
A superdose pode causar náuseas e vômitos e em algumas mulheres pode ocorrer
sangramento vaginal. Pode-se considerar que os procedimentos usuais de lavagem
gástrica e os tratamentos de suporte sejam adequados para os casos de superdose.
Não têm sido relatados efeitos graves na ingestão aguda de grandes doses orais por
crianças.

 

PACIENTES IDOSOS
A eficácia e segurança de MINIAN foram estabelecidas para mulheres em idade fértil.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
MS n°: 1.0033.0098
Farmacêutica Responsável:
Cíntia Delphino de Andrade – CRF-SP n° 25.125
LIBBS FARMACÊUTICA LTDA
Rua Raul Pompéia, 1071 – São Paulo – SP
CEP 05025-011
CNPJ: 61.230.314/0001-75
Página 12
UNIDADE EMBU: Rua Alberto Correia Francfort, 88.
Embu – SP CEP 06807-461
CNPJ: 61.230.314/0005-07
INDÚSTRIA BRASILEIRA
www.libbs.com.br
Lote, Fabricação e Validade: vide cartucho.

Bula do Minesse (Anticoncepcional)

MinesseBula do MINESSE®:
WYETH INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA. (LOGOTIPO)
Minesse®
gestodeno, etinilestradiol
Comprimidos revestidos

 

APRESENTAÇÕES
Cartucho contendo 1 blister com 24 comprimidos revestidos.

 

USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
gestodeno……………………………… 0,060 mg
etinilestradiol………………………….. 0,015 mg
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, estearato de magnésio, polacrilina potássica,
corante opadry amarelo, polietilenoglicol, cera E pharma e água purificada.

 

INFORMAÇÕES À PACIENTE
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) é indicado na prevenção da gravidez. Embora tendo
eficácia bem estabelecida, há casos de gravidez em mulheres utilizando contraceptivos
orais.
Conservar o medicamento em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30°C).
O prazo de validade de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) é de 24 meses contados a
partir da data de fabricação indicada na embalagem externa. Após esse período o
medicamento não deve ser utilizado. Nunca use medicamento com prazo de validade
vencido.
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou com
suspeita de gravidez, ou ainda por mulheres que estejam amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, a dose e a duração do
tratamento.

 

COMO TOMAR Minesse® (gestodeno, etinilestradiol)
O blister de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) contém 24 comprimidos. Iniciar tomando
um comprimido no primeiro dia do ciclo (primeiro dia de sangramento). Tomar o comprimido
marcado com o dia correspondente da semana. Por exemplo, se o seu ciclo começar numa
sexta-feira, tomar o comprimido marcado com “SEX”. Seguindo a direção das setas marcadas
no blister, tomar um comprimido por dia no mesmo horário até acabar todos os 24
comprimidos do blister. A embalagem seguinte deve ser iniciada após um intervalo de 4 dias
sem a ingestão de comprimidos, ou seja, no 5º dia após o término da embalagem anterior.

Após 2-3 dias do último comprimido de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) ter sido
tomado, inicia-se, em geral, hemorragia por supressão que pode não cessar antes do início
da embalagem seguinte.
Como começar a tomar Minesse® (gestodeno, etinilestradiol)
Sem uso anterior de contraceptivo hormonal (no mês anterior): o primeiro comprimido
deve ser tomado no 1o dia do ciclo natural (ou seja, o primeiro dia de sangramento
menstrual). Pode-se iniciar o tratamento entre o 2o e o 7o dia, mas recomenda-se a utilização
de método contraceptivo não-hormonal (como preservativo e espermicida) nos primeiros 7
dias de administração durante o primeiro ciclo.
Quando se passa a usar Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) no lugar de outro
contraceptivo oral: deve-se começar a tomar Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) de
preferência no dia seguinte ao último comprimido ativo do contraceptivo oral combinado
anterior ter sido ingerido ou, no máximo, no dia seguinte ao intervalo habitual sem
comprimidos ou com comprimido inerte do contraceptivo oral combinado anterior.
Quando se passa a usar Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) no lugar de outro
método com apenas progestagênio (mini-pílulas, injetável, implante): pode-se
interromper a mini-pílula em qualquer dia e deve-se começar a tomar Minesse® (gestodeno,
etinilestradiol) no dia seguinte. Deve-se tomar Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) no
dia da remoção do implante ou, no caso de utilização de contraceptivo injetável, deve-se
esperar o dia programado para a próxima injeção. Em todas essas situações, a paciente
deve ser orientada a utilizar outro método não-hormonal de contracepção durante os 7
primeiros dias de administração dos comprimidos.
Após aborto no primeiro trimestre: pode-se começar a tomar Minesse® (gestodeno,
etinilestradiol) imediatamente. Não são necessários outros métodos contraceptivos.
Após parto ou aborto no segundo trimestre: como o pós-parto imediato está associado a
aumento do risco de tromboembolismo, o tratamento com contraceptivos orais combinados
não deve começar antes do 28o dia após o parto em mães não-lactantes ou após aborto no
segundo trimestre. Deve-se orientar a paciente a utilizar outro método não-hormonal de
contracepção durante os 7 primeiros dias de administração dos comprimidos. Entretanto, se
já tiver ocorrido relação sexual, a possibilidade de gravidez antes do início da utilização do
contraceptivo oral combinado deve ser descartada ou deve-se esperar pelo primeiro período
menstrual espontâneo (ver Precauções e Advertências).

 

Conduta para quando a paciente esquecer de tomar o medicamento
A proteção contraceptiva pode ser reduzida se a paciente esquecer de tomar algum
comprimido de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) e, particularmente, se o
esquecimento aumentar o intervalo sem comprimidos. Recomenda-se consultar seu médico.
• Se a paciente esquecer de tomar um comprimido de Minesse® (gestodeno,
etinilestradiol) mas o atraso for menor que 12 horas, deve-se ingeri-lo tão logo se
lembre. Os comprimidos seguintes devem ser tomados no horário habitual.
• Se a paciente esquecer de tomar um comprimido de Minesse® (gestodeno,
etinilestradiol) e o atraso for maior que 12 horas ou se tiverem sido esquecidos mais de
um comprimido, a proteção contraceptiva pode ser menor. O último comprimido
esquecido deve ser tomado tão logo se lembre, mesmo que isso signifique tomar 2
comprimidos num único dia. Os comprimidos seguintes devem ser ingeridos no horário
habitual. Adicionalmente, um método contraceptivo não-hormonal deve ser usado nos
próximos 7 dias.

 

• Se esses 7 dias ultrapassarem o último comprimido na embalagem em uso, a próxima
embalagem deve ser iniciada tão logo a anterior tenha acabado; não deve haver
intervalo entre as embalagens. Isto previne um intervalo prolongado entre os
comprimidos ingeridos que pode aumentar o risco de ocorrer ovulação. É improvável que
ocorra hemorragia por supressão até o final da segunda embalagem, mas a paciente
pode apresentar spotting ou sangramento de escape nos dias em que estiver ingerindo
os comprimidos. Se a paciente não tiver hemorragia por supressão no término da
segunda embalagem, a possibilidade de gravidez deve ser descartada antes de iniciar a
próxima embalagem.

 

Orientação em caso de vômitos
No caso de vômito no período de 4 horas após a ingestão do comprimido, a absorção pode
não ser completa. Neste caso, os comprimidos seguintes devem ser ingeridos no horário
habitual. Adicionalmente, um método contraceptivo não-hormonal deve ser usado até o final
da embalagem.
Proteção Contraceptiva Adicional: Quando for necessária a utilização de proteção
contraceptiva adicional, utilize métodos contraceptivos de barreira (por exemplo: diafragma ou
preservativo masculino). Não utilize os métodos da tabelinha ou da temperatura como proteção
contraceptiva adicional, pois os contraceptivos orais modificam as alterações menstruais
cíclicas, tais como as variações de temperatura e do muco cervical.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: dor de cabeça;
inchaço; náuseas; vômitos; dores abdominais; alterações de peso (aumento ou diminuição);
depressão; nervosismo; tontura; alterações do interesse sexual; acne; vaginite; intolerância
a lentes de contato; alterações do fluxo menstrual; sensibilidade, aumento e secreção das
mamas.
Se as reações persistirem ou tornarem-se muito incômodas, a paciente deve consultar seu
médico.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

Alguns medicamentos podem reduzir a eficácia dos contraceptivos orais quando tomados ao
mesmo tempo.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou
durante o tratamento.
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) não deve ser utilizado por mulheres que apresentem
qualquer uma das seguintes condições: trombose venosa profunda (história anterior ou
atual), tromboembolismo (história anterior ou atual), doença vascular cerebral ou
coronariana arterial, valvulopatias trombogênicas, distúrbios trombogênicos, trombofilias
hereditárias ou adquiridas, cefaléia com sintomas neurológicos focais tais como aura,
diabetes com envolvimento vascular, hipertensão não-controlada, carcinoma da mama
conhecido ou suspeito ou outra neoplasia estrogênio-dependente conhecida ou suspeita,
adenomas ou carcinomas hepáticos, ou doença hepática ativa, desde que a função hepática
não tenha retornado ao normal, sangramento vaginal de etiologia a esclarecer, gravidez
confirmada ou suspeita, hipersensibilidade a qualquer um dos componentes de Minesse®
(gestodeno, etinilestradiol).
Fumar cigarros aumenta o risco de efeitos colaterais cardiovasculares sérios
decorrente do uso de contraceptivos orais combinados. Este risco aumenta com a
idade e com o consumo intenso (em estudos epidemiológicos, fumar 15 ou mais
cigarros por dia foi associado a risco significantemente maior) e é bastante acentuado
em mulheres com mais de 35 anos de idade. Mulheres que tomam contraceptivos
orais combinados devem ser firmemente aconselhadas a não fumar.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Descrição
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) é um contraceptivo oral que combina o componente
estrogênico etinilestradiol com o componente progestagênico gestodeno.

 

Farmacologia Clínica
Os contraceptivos orais combinados agem por supressão das gonadotrofinas. Embora o
mecanismo primário dessa ação seja a inibição da ovulação, outras alterações incluem
mudanças no muco cervical (que aumenta a dificuldade de entrada do esperma no útero) e
no endométrio (que reduz a probabilidade de implantação).
Quando corretamente e constantemente ingeridos, a taxa provável de falha dos
contraceptivos orais combinados é de 0,1% por ano, entretanto, a taxa de falha durante uso
típico é de 5% por ano para todos os tipos de contraceptivos orais. A eficácia da maioria dos
métodos de contracepção depende da precisão com que eles são usados. A falha do
método é mais comum se os contraceptivos orais combinados são esquecidos.
Os seguintes benefícios à saúde relacionados ao uso de contraceptivos orais combinados
são confirmados pelos estudos epidemiológicos com formulações de contraceptivos orais
combinados utilizando amplamente doses maiores que 35 μg de etinilestradiol ou 50 μg de
mestranol:
Efeitos sobre a menstruação: melhora da regularidade do ciclo menstrual; diminuição da
perda de sangue e da incidência de anemia ferropriva; diminuição da incidência de
dismenorréia.
Efeitos relacionados à inibição da ovulação: diminuição da incidência de cistos ovarianos
funcionais; diminuição da incidência de gravidez ectópica.
Outros benefícios não-contraceptivos: diminuição da incidência de fibroadenomas e de
doença fibrocística da mama; diminuição da incidência de doença inflamatória pélvica
aguda; diminuição da incidência de câncer endometrial; diminuição da incidência de câncer
de ovário; diminuição da gravidade de acne.

 

Farmacocinética
O gestodeno é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Não sofre
metabolização de primeira passagem e está quase que completamente biodisponível após
administração oral. No plasma, gestodeno liga-se amplamente às globulinas de ligação dos
hormônios sexuais (SHBG). Durante administrações repetidas, um acúmulo de gestodeno
pode ser visto no plasma, com a fase de equilíbrio observada durante a segunda metade de
um ciclo de tratamento. Entretanto, somente uma pequena fração (< 1%) do gestodeno total
está presente na forma livre.
O gestodeno é completamente metabolizado por redução do grupo 3-ceto e da dupla ligação
delta-4, e por inúmeras hidroxilações. Nenhum metabólito farmacologicamente ativo de
gestodeno é conhecido. Os metabólitos de gestodeno são excretados na urina (50%) e nas
fezes (33%) com uma meia-vida de eliminação de aproximadamente um dia.
O etinilestradiol é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Sofre intensa
metabolização de primeira passagem. A biodisponibilidade média está em torno de 45%
com significante variação individual. O etinilestradiol liga-se fortemente a albumina e induz
um aumento na concentração plasmática de SHBG. Após repetida administração oral, a
concentração sanguínea de etinilestradiol aumenta em torno de 30-50%, atingindo a fase de
equilíbrio durante a segunda metade de cada ciclo de tratamento.
Após administração oral única, os níveis plasmáticos máximos de etinilestradiol são
alcançados dentro de 1-2 horas. A curva de disposição mostra duas fases com meias-vidas
de 1-3 horas e 10-14 horas aproximadamente.
O etinilestradiol é primariamente metabolizado por hidroxilação aromática, mas uma grande
variedade de metabólitos hidroxilados e metilados são formados, estando presentes como
metabólitos livres ou conjugados com glicuronídeos e sulfatos. Os metabólitos de
etinilestradiol não são farmacologicamente ativos. O etinilestradiol conjugado é excretado
pela bile e sujeito a recirculação êntero-hepática. A meia-vida de eliminação de
etinilestradiol é de aproximadamente 10 horas. Cerca de 40% da droga é excretada na urina
e 60% eliminada nas fezes.

 

INDICAÇÕES
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) está indicado como contraceptivo oral. Embora
tendo eficácia bem estabelecida, há casos de gravidez em mulheres utilizando
contraceptivos orais.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Os contraceptivos orais combinados não devem ser utilizados por mulheres que apresentem
qualquer uma das seguintes condições: trombose venosa profunda (história anterior ou
atual), tromboembolismo (história anterior ou atual), doença vascular cerebral ou
coronariana arterial, valvulopatias trombogênicas, distúrbios trombogênicos, trombofilias
hereditárias ou adquiridas, cefaléia com sintomas neurológicos focais tais como aura,
diabetes com envolvimento vascular, hipertensão não-controlada, carcinoma da mama
conhecido ou suspeito ou outra neoplasia estrogênio-dependente conhecida ou suspeita,
adenomas ou carcinomas hepáticos, ou doença hepática ativa, desde que a função hepática
não tenha retornado ao normal, sangramento vaginal de etiologia a esclarecer, gravidez
confirmada ou suspeita, hipersensibilidade a qualquer um dos componentes de Minesse®
(gestodeno, etinilestradiol).

PRECAUÇÕES
1. Exame físico e acompanhamento
Deve-se obter histórico médico completo, pessoal e familiar, e realizar exame físico antes do
início e periodicamente durante o uso de contraceptivos orais combinados. O exame físico
deve dedicar atenção especial a pressão arterial, mamas, abdômen e órgãos pélvicos,
incluindo citologia cervical e exames laboratoriais relevantes. Em caso de sangramento
vaginal persistente ou recorrente, sem diagnóstico, deve-se realizar exames diagnósticos
adequados para se descartar a possibilidade de neoplasia maligna. Mulheres com histórico
familiar importante de câncer da mama ou que possuam nódulos nas mamas devem ser
monitorizadas com cuidado especial.

 

2. Efeitos sobre os carboidratos e lipídios

Relatou-se intolerância à glicose em usuárias de contraceptivos orais combinados. Por isso,
pacientes com intolerância à glicose ou diabetes mellitus devem ser acompanhadas
criteriosamente enquanto estiverem recebendo contraceptivos orais combinados.
Uma pequena parcela das usuárias de contraceptivos orais combinados podem apresentar
alterações lipídicas adversas. Métodos contraceptivos não-hormonais devem ser
considerados em mulheres com deslipidemias não-controladas. Hipertrigliceridemia
persistente pode ocorrer em uma pequena parcela das usuárias de contraceptivos orais
combinados. Elevações de triglicérides plasmáticos podem resultar em pancreatite e outras
complicações.
Relatou-se aumento dos níveis séricos de lipoproteínas de alta densidade (HDL-colesterol)
com o uso de estrogênios, enquanto que com progestagênios relatou-se diminuição dos
níveis. Alguns progestagênios podem aumentar os níveis de lipoproteínas de baixa
densidade (LDL) e tornar o controle das hiperlipidemias mais difícil. O efeito resultante de
um contraceptivo oral combinado depende do equilíbrio atingido entre as doses de
estrogênio e progestagênio e da natureza e quantidade absoluta dos progestagênios
utilizados no contraceptivo. A dose dos dois hormônios deve ser levada em consideração na
escolha de um contraceptivo oral combinado.
Mulheres em tratamento para hiperlipidemias devem ser rigorosamente monitorizadas se
optarem pelo uso de contraceptivos orais combinados.

 

3. Função hepática
Pode haver necessidade de descontinuação do uso de contraceptivos orais combinados na
presença de disfunção hepática aguda ou crônica até que a função hepática volte ao
normal. Os hormônios esteroidais podem ser pouco metabolizados em pacientes com
comprometimento da função hepática.

 

4. Sangramento genital
Algumas mulheres podem não apresentar hemorragia por supressão durante o intervalo
sem comprimidos. Se o contraceptivo oral combinado não foi utilizado de acordo com as
orientações antes da ausência da primeira hemorragia por supressão ou se não ocorrerem
duas hemorragias por supressão consecutivas, deve-se interromper o uso e utilizar um
método não-hormonal de contracepção até que a possibilidade de gravidez seja excluída.
Pode ocorrer sangramento de escape e spotting em mulheres em tratamento com
contraceptivos orais combinados, sobretudo nos primeiros três meses de uso. O tipo e a
dose do progestagênio podem ser importantes. Se esse tipo de sangramento persistir ou
recorrer, as causas não-hormonais devem ser consideradas e podem ser indicadas
condutas diagnósticas adequadas para excluir a possibilidade de gravidez, infecção,
malignidades ou outras condições. Se essas condições forem excluídas, o uso contínuo de
contraceptivo oral combinado ou a alteração para outra formulação podem resolver o
problema.
Algumas mulheres podem apresentar amenorréia pós-pílula (possivelmente com
anovulação) ou oligomenorréia, particularmente quando essas condições são preexistentes.

 

5. Depressão
Mulheres utilizando contraceptivos orais combinados com história de depressão devem ser
observadas criteriosamente e o medicamento deve ser suspenso se a depressão reaparecer
em grau sério. As pacientes que ficarem significantemente deprimidas durante o tratamento
com contraceptivos orais combinados devem interromper o uso do medicamento e utilizar
um método contraceptivo alternativo, na tentativa de determinar se o sintoma está
relacionado ao medicamento.

 

6. Níveis de Folato
A terapia com contraceptivos orais combinados pode reduzir os níveis séricos de folato.
Essa redução pode ter importância clínica se a paciente engravidar logo após a interrupção
do uso de contraceptivos orais combinados.

 

7. Retenção de fluidos
Os contraceptivos orais combinados devem ser prescritos com cuidado em pacientes com
condições que possam ser agravadas pela retenção de fluidos.

 

8. Outras
As pacientes devem ser informadas que este produto não protege contra infecção por HIV
(AIDS) ou outras doenças sexualmente transmissíveis.
Diarréia e/ou vômitos podem reduzir a absorção do hormônio, resultando na diminuição das
concentrações séricas (ver Orientação em caso de vômitos e Interações
Medicamentosas).

 

Gravidez
Estudos epidemiológicos abrangentes não revelaram aumento do risco de defeitos
congênitos em crianças de mulheres que utilizaram contraceptivos orais combinados antes
da gravidez. Os estudos não sugerem efeito teratogênico, especialmente no que diz respeito
a anomalias cardíacas e defeitos de redução dos membros, quando os contraceptivos orais
combinados são tomados inadvertidamente durante o início da gravidez (ver Contra-
Indicações).

 

Lactação
Pequenas quantidades de contraceptivos esteroidais e/ou metabólitos foram identificados no
leite materno e poucos efeitos adversos foram relatados em lactentes, incluindo icterícia e
aumento das mamas. A lactação pode ser influenciada pelos contraceptivos orais
combinados, uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite
materno. Em geral, não deve ser recomendado o uso de contraceptivos orais combinados
até que a lactante tenha deixado totalmente de amamentar a criança.
Fumar cigarros aumenta o risco de efeitos colaterais cardiovasculares sérios
decorrente do uso de contraceptivos orais combinados. Este risco aumenta com a
idade e com o consumo intenso (em estudos epidemiológicos, fumar 15 ou mais
cigarros por dia foi associado a risco significantemente maior) e é bastante acentuado
em mulheres com mais de 35 anos de idade. Mulheres que tomam contraceptivos
orais combinados devem ser firmemente aconselhadas a não fumar.
“Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.”
As informações contidas nesta bula baseiam-se, principalmente, em estudos realizados em
mulheres que utilizaram contraceptivos orais combinados com doses de estrogênios e
progestagênios maiores do que as dos contraceptivos orais combinados comumente
utilizados hoje em dia.

 

1. Tromboembolismo e trombose venosa e arterial
O uso de contraceptivos orais combinados está associado a aumento do risco de eventos
tromboembólicos e trombóticos venosos e arteriais.
A redução da exposição a estrogênios e progestagênios está em conformidade com os bons
princípios da terapêutica. Para qualquer combinação específica de estrogênio/
progestagênio, a posologia prescrita deve ser a que contenha a menor quantidade de
estrogênio e progestagênio compatível com um baixo índice de falhas e com as
necessidades individuais de cada paciente.
A introdução do tratamento com contraceptivos orais combinados em novas usuárias deve
ser feita com formulações com menos de 50 μg de estrogênio.

 

• Tromboembolismo e trombose venosos
O uso de contraceptivos orais combinados aumenta o risco de eventos tromboembólicos e
trombóticos venosos. Entre os eventos relatados estão trombose venosa profunda e embolia
pulmonar.
Usuárias de qualquer contraceptivo oral combinado apresentam risco aumentado de
eventos tromboembólicos e trombóticos venosos em comparação a não-usuárias. O
aumento do risco é maior durante o primeiro ano em que uma mulher usa um contraceptivo
oral combinado. Esse risco aumentado é menor do que o risco de eventos tromboembólicos
e trombóticos venosos associado a gravidez, estimado em 60 casos por 100.000 mulheresano.
O tromboembolismo venoso é fatal em 1 a 2% dos casos.
Em vários estudos epidemiológicos, observou-se que mulheres usuárias de contraceptivos
orais combinados com etinilestradiol, na maior parte das vezes na dose de 30 μg, e um
progestagênio, como gestodeno, apresentam aumento do risco de eventos tromboembólicos
e trombóticos venosos em comparação às que usam contraceptivos orais combinados
contendo menos de 50 μg de etinilestradiol e o progestagênio levonorgestrel. Os dados de
alguns estudos adicionais não demonstraram aumento do risco.
Para contraceptivos orais combinados contendo gestodeno e 15 μg de etinilestradiol, como
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol), não há dados sobre o risco comparativo de eventos
tromboembólicos e trombóticos venosos.
Para contraceptivos orais combinados contendo 30 μg de etinilestradiol combinado a
desogestrel ou gestodeno em comparação aos que contêm menos de 50 μg de
etinilestradiol e levonorgestrel, estimou-se que o risco relativo global de eventos
tromboembólicos e trombóticos venosos varia entre 1,5 e 2,0. A incidência de eventos
tromboembólicos e trombóticos venosos para contraceptivos orais combinados contendo
levonorgestrel com menos de 50 μg de etinilestradiol é de aproximadamente 20 casos por
100.000 mulheres-ano. Para contraceptivos orais combinados contendo 30 μg de
etinilestradiol combinado a desogestrel ou gestodeno, a incidência é de aproximadamente
30-40 casos por 100.000 mulheres-ano, ou seja, 10-20 casos adicionais por 100.000
mulheres-ano.
Todas essas informações devem ser levadas em consideração ao prescrever este
contraceptivo oral combinado e ao aconselhar uma paciente na escolha do(s) método(s)
contraceptivo(s).
O risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos é ainda maior em mulheres com
condições predisponentes para tromboembolismo e trombose venosos. Deve-se ter cuidado
ao prescrever contraceptivos orais combinados nesses casos.
A seguir, exemplos de condições predisponentes para tromboembolismo e trombose
venosos:
− obesidade
− cirurgia ou trauma com maior risco de trombose
− parto recente ou aborto no segundo trimestre
− imobilização prolongada
− idade avançada
Outros fatores de risco, que representam contra-indicações para o uso de contraceptivos
orais combinados estão apresentados no item Contra-Indicações.
Relatou-se aumento de 2 a 4 vezes do risco relativo de complicações tromboembólicas pósoperatórias
com o uso de contraceptivos orais combinados. O risco relativo de trombose
venosa em mulheres predispostas é 2 vezes maior do que nas que não apresentam essas
condições. Se possível, os contraceptivos orais combinados devem ser descontinuados:
− nas 4 semanas anteriores e nas 2 semanas posteriores a cirurgia eletiva associada a
aumento do risco de trombose e
− durante imobilização prolongada.
Como o pós-parto imediato está associado a aumento do risco de tromboembolismo, o
tratamento com contraceptivos orais combinados não deve começar antes do 28o dia após o
parto ou aborto no segundo trimestre.

 

• Tromboembolismo e trombose arteriais
O uso de contraceptivos orais combinados aumenta o risco de eventos tromboembólicos e
trombóticos arteriais. Entre os eventos relatados estão infarto do miocárdio e acidentes
vasculares cerebrais (AVC isquêmicos e hemorrágicos, ataque isquêmico transitório). Para
informações sobre trombose retiniana vascular ver item Lesões oculares.
O risco de eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais é ainda maior em mulheres com
fatores de risco subjacentes.
Deve-se ter cuidado ao prescrever contraceptivos orais combinados para mulheres com
fatores de risco para eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais.
A seguir, exemplos de fatores de risco para eventos tromboembólicos e trombóticos
arteriais: fumo, hipertensão, hiperlipidemias, obesidade, idade avançada.
O risco de acidente vascular cerebral pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral
combinado que sofrem de enxaqueca (particularmente enxaqueca com aura).

 

2. Lesões oculares
Houve relatos de casos de trombose retiniana vascular com o uso de contraceptivos orais
combinados, que podem resultar em perda total ou parcial da visão. Se houver sinais ou
sintomas de alterações visuais, início de proptose ou diplopia, papiledema ou lesões
vasculares retinianas, deve-se interromper o uso dos contraceptivos orais combinados e
avaliar imediatamente a causa.

 

3. Pressão arterial

Relatou-se aumento da pressão arterial em mulheres em tratamento com contraceptivos

orais combinados.
Em pacientes com hipertensão, histórico de hipertensão ou doenças relacionadas à
hipertensão (incluindo algumas doenças renais), pode ser preferível utilizar outro método
contraceptivo. Se pacientes hipertensas escolherem o tratamento com contraceptivos orais
combinados, devem ser monitorizadas rigorosamente e, se ocorrer aumento significativo da
pressão arterial, deve-se interromper o uso do contraceptivo oral combinado.
Na maioria das pacientes, a pressão arterial volta ao valor basal com a interrupção da
administração do contraceptivo oral combinado e, aparentemente, não há diferença na
ocorrência de hipertensão entre mulheres que já usaram e as que nunca tomaram
contraceptivos orais combinados.
O uso de contraceptivo oral combinado é contra-indicado em mulheres com hipertensão
não-controlada (ver Contra-Indicações).

 

4. Carcinoma dos órgãos reprodutores
Alguns estudos sugerem que o uso de contraceptivo oral combinado pode estar associado a
aumento do risco de neoplasia cervical intra-epitelial ou câncer cervical invasivo em algumas
populações de mulheres. No entanto, ainda há controvérsia sobre o grau em que essas
descobertas podem estar relacionadas a diferenças de comportamento sexual e outros
fatores. Nos casos de sangramento genital anormal não-diagnosticado, estão indicadas
medidas diagnósticas adequadas.
Uma metanálise de 54 estudos epidemiológicos relatou que o risco relativo (RR = 1,24) de
diagnóstico de câncer de mama é ligeiramente maior em mulheres que utilizam
contraceptivos orais combinados do que nas que nunca utilizaram. O aumento do risco
desaparece gradualmente no transcorrer de 10 anos após a interrupção do uso de
contraceptivos orais combinados. Esses estudos não fornecem evidências de relação
causal. O padrão observado de aumento do risco de diagnóstico de câncer de mama pode
ser consequência da detecção mais precoce desse câncer em usuárias de contraceptivos
orais combinados, dos efeitos biológicos dos contraceptivos orais combinados ou da
combinação de ambos. Como o câncer de mama é raro em mulheres com menos de 40
anos, o número excedente de diagnósticos de câncer de mama em usuárias de
contraceptivos orais combinados atuais e recentes é pequeno em relação ao risco de câncer
de mama ao longo da vida. O câncer de mama diagnosticado em mulheres que já utilizaram
contraceptivos orais combinados tende a ser menos avançado clinicamente que o
diagnosticado em mulheres que nunca os utilizaram.

 

5. Neoplasia hepática/doença hepática
Os adenomas hepáticos, em casos muito raros, e o carcinoma hepatocelular, em casos
extremamente raros, estão associados ao uso de contraceptivo oral combinado.
Aparentemente, o risco aumenta com o tempo de uso do contraceptivo oral combinado. A
ruptura desses adenomas pode causar morte por hemorragia intra-abdominal. Mulheres
com história de colestase relacionada ao contraceptivo oral combinado ou as com colestase
durante a gravidez são mais propensas a apresentar essa condição com o uso de
contraceptivo oral combinado. Se essas pacientes receberem um contraceptivo oral
combinado, devem ser rigorosamente monitorizadas e, se a condição reaparecer, o
tratamento com contraceptivo oral combinado deve ser interrompido.

 

6. Enxaqueca/Cefaléia
Início ou exacerbação de enxaqueca ou desenvolvimento de cefaléia com padrão novo que
seja recorrente, persistente ou grave exige a descontinuação do contraceptivo oral
combinado e a avaliação da causa.
O risco de acidente vascular cerebral pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral
combinado que sofrem de enxaqueca (particularmente enxaqueca com aura).

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Interações entre etinilestradiol e outras substâncias podem diminuir ou aumentar as
concentrações séricas de etinilestradiol, respectivamente.
Concentrações séricas mais baixas de etinilestradiol podem causar maior incidência de
sangramento de escape e irregularidades menstruais e, possivelmente, podem reduzir a
eficácia do contraceptivo oral combinado.
Durante o uso concomitante de produtos com etinilestradiol e substâncias que podem
diminuir as concentrações séricas de etinilestradiol, recomenda-se que um método
anticoncepcional não-hormonal (como preservativos e espemicida) seja utilizado além da
ingestão regular de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol). No caso de uso prolongado
dessas substâncias, os contraceptivos orais combinados não devem ser considerados os
contraceptivos primários.
Após a descontinuação das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de
etinilestradiol, recomenda-se o uso de um método anticoncepcional não-hormonal por, no
mínimo, 7 dias. Aconselha-se o uso prolongado do método alternativo após a
descontinuação das substâncias que resultaram na indução das enzimas microssomais
hepáticas, levando a uma diminuição das concentrações séricas de etinilestradiol. Às vezes,
pode levar várias semanas até a indução enzimática desaparecer completamente,
dependendo da dose, duração do uso e taxa de eliminação da substância indutora.
A seguir, alguns exemplos das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de
etinilestradiol:
− Qualquer substância que reduza o tempo do trânsito gastrintestinal e, portanto, a
absorção do etinilestradiol.
− Substâncias indutoras das enzimas microssomais hepáticas, como rifampicina,
rifabutina, barbitúricos, primidona, fenilbutazona, fenitoína, dexametasona, griseofulvina,
topiramato, alguns inibidores de protease, modafinil.
− Hypericum perforatum, também conhecido como erva de São João, e ritonavir*
(possivelmente por indução das enzimas microssomais hepáticas).
− Alguns antibióticos (por exemplo, ampicilina e outras penicilinas, tetraciclinas), por
diminuição da circulação êntero-hepática de estrogênios.
A seguir, alguns exemplos de substâncias que podem aumentar as concentrações séricas
de etinilestradiol:
− atorvastatina
− Inibidores competitivos de sulfatações na parede gastrintestinal, como o ácido ascórbico
(vitamina C) e o paracetamol (acetaminofeno).
− Fármacos que inibem as isoenzimas 3A4 do citocromo P450, como indinavir, fluconazol
e troleandomicina*.
A troleandomicina pode aumentar o risco de colestase intra-hepática durante a
administração concomitante com contraceptivos orais combinados.
O etinilestradiol pode interferir no metabolismo de outros fármacos por inibição das enzimas
microssomais hepáticas ou indução da conjugação hepática do fármaco, sobretudo a
glicuronização. Consequentemente, as concentrações plasmáticas e teciduais podem
aumentar (p. ex., ciclosporina, teofilina, corticosteróides) ou diminuir (p. ex., lamotrigina).
Em pacientes tratados com a flunarizina, relatou-se que o uso de contraceptivos orais
aumenta o risco de galactorréia.
As bulas dos medicamentos concomitantes devem ser consultadas para identificar possíveis
interações.
*Embora o ritonavir seja um inibidor da isoenzima 3A4 do citocromo P450, demonstrou-se
que esse tratamento diminui as concentrações séricas de etinilestradiol (vide acima).

 

POSSÍVEIS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS NO RESULTADO DE EXAMES
LABORATORIAIS

 

O uso de contraceptivos orais combinados pode causar algumas alterações fisiológicas as
quais podem refletir nos resultados de alguns exames laboratoriais, incluindo:
• parâmetros bioquímicos da função hepática (incluindo a diminuição da bilirrubina e da
fosfatase alcalina), função tireoidiana (aumento dos níveis totais de T3 e T4 devido ao
aumento da TBG (globulina de ligação ao hormônio tireoidiano), diminuição da captação
de T3 livre), função adrenal (aumento do cortisol plasmático, aumento da globulina de
ligação a cortisol, diminuição do sulfato de desidroepiandrosterona (DHEAS) e função
renal (aumento da creatinina plasmática e depuração de creatinina
• níveis plasmáticos de proteínas (carreadoras), como globulina de ligação a
corticosteróide e frações lipídicas/lipoprotéicas
• parâmetros do metabolismo de carboidratos
• parâmetros de coagulação e fibrinólise
• diminuição dos níveis séricos de folato

 

REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas estão relacionadas na tabela de acordo com a frequência do CIOMS:
Muito Comum: > 10%
Comum: > 1% e < 10%
Incomum: > 0,1% e < 1%
Rara: > 0,01% e < 0,1%
Muito Rara: < 0,01%
O uso de contraceptivos orais combinados tem sido associado a:
− maior risco de eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, incluindo
infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, ataque isquêmico transitório, trombose
venosa e embolia pulmonar.
− maior risco de neoplasia cervical intra-epitelial e câncer cervical
− maior risco de câncer de mama
Ver também Precauções e Advertências.

 

Sistema Corporal – Reação Adversa
Infecções e Infestações – Comum : vaginite, incluindo candidíase.
Neoplasias benignas, malignas e inespecíficas – Muito Raro: adenomas hepáticos,
carcinomas hepatocelulares.
Imunológico – Raro: reações anafiláticas, incluindo casos muito raros de urticária,
angioedema e reações graves com sintomas respiratórios e circulatórios. Muito Raro:
exacerbação do lúpus eritematoso sistêmico.
Outras reações de possível origem imunológica podem estar listadas em outro Sistema
Corporal.
Metabólico/Nutricional – Incomum: alterações de apetite (aumento ou diminuição). Raro:
intolerância à glicose. Muito Raro: exacerbação da porfiria.
Psiquiátrico – Comum: alterações de humor, incluindo depressão; alterações de libido.
Nervoso – Muito Comum: cefaléia, incluindo enxaqueca. Comum: nervosismo; tontura. Muito
Raro: exacerbação da coréia.
Ocular – Raro: intolerância a lentes de contato. Muito Raro: neurite óptica*; trombose vascular
retiniana.
Vascular – Muito Raro: piora das veias varicosas.
Gastrintestinal – Comum: náuseas, vômitos, dor abdominal. Incomum: cólicas abdominais,
distensão. Muito Raro: pancreatite.
Hepato-biliar – Raro: icterícia colestática. Muito Raro: doença biliar, incluindo cálculos
biliares**.
Cutâneo e subcutâneo – Comum: acne. Incomum: erupções cutâneas, cloasma (melasma),
que pode persistir; hirsutismo; alopecia. Raro: eritema nodoso. Muito Raro: eritema multiforme.
Renal e urinário – Muito Raro: síndrome urêmica hemolítica.
Reprodutor e mamas – Muito Comum: sangramento de escape/spotting. Comum: dor,
sensibilidade, aumento, secreção das mamas; dismenorréia; alteração do fluxo menstrual,
alteração da secreção e ectrópio cervical; amenorréia.
Geral e local da administração – Comum: retenção hídrica/edema.
Investigações – Comum: alterações de peso (ganho ou perda). Incomum: aumento da
pressão arterial; alterações nos níveis séricos de lipídios, incluindo hipertrigliceridemia. Raro:
diminuição dos níveis séricos de folato***.
* A neurite óptica pode resultar em perda parcial ou total da visão.
** Os contraceptivos orais combinados podem piorar doenças biliares preexistentes e podem
acelerar o desenvolvimento dessa doença em mulheres anteriormente assintomáticas.
*** Pode haver diminuição dos níveis séricos de folato com o tratamento com contraceptivo oral
combinado. Isso pode ser clinicamente significativo se a mulher engravidar logo após descontinuar os
contraceptivos orais combinados.

 

POSOLOGIA
O blister de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) contém 24 comprimidos. Iniciar tomando
um comprimido no primeiro dia do ciclo (primeiro dia de sangramento). Tomar o comprimido
marcado com o dia correspondente da semana. Por exemplo, se o seu ciclo começar numa
sexta-feira, tomar o comprimido marcado com “SEX”. Seguindo a direção das setas marcadas
no blister, tomar um comprimido por dia no mesmo horário até acabar todos os 24
comprimidos do blister. A embalagem seguinte deve ser iniciada após um intervalo de 4 dias
sem a ingestão de comprimidos, ou seja, no 5º dia após o término da embalagem anterior.
Após 2-3 dias do último comprimido de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) ter sido
tomado, inicia-se, em geral, hemorragia por supressão que pode não cessar antes do início
da embalagem seguinte.

 

SUPERDOSAGEM
Os sintomas da superdosagem com contraceptivos orais em adultos e crianças podem
incluir náusea, vômito, sensibilidade nas mamas, tontura, dor abdominal, sonolência/fadiga;
hemorragia por supressão pode ocorrer em mulheres. Não há antídoto específico e, se
necessário, a superdosagem é tratada sintomaticamente.

 

PACIENTES IDOSAS
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) não é indicado para pacientes idosas.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Fabricado por:
Wyeth Medica Ireland
Newbridge – County Kildare – Irlanda
Importado, embalado e distribuído por:
Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.
Rodovia Castelo Branco, km 32,5
Itapevi – São Paulo – Brasil
CNPJ nº 61.072.393/0039-06
Farm. Resp.: Edina S. M. Nakamura
CRF-SP nº 9258
Registro MS – 1.2110.0125
Logotipo do Serviço de Atendimento ao Consumidor
Data de fabricação, número de lote e validade: vide cartucho.

Bula do Microdiol (Anticoncepcional)

MicrodiolBula do Microdiol®:
desogestrel
etinilestradiol
Forma farmacêutica e apresentação
Embalagens com 21 comprimidos.

 

USO ADULTO

 

Composição
Cada comprimido contém:
desogestrel………………………………………………………….. 150 mcg
etinilestradiol………………………………………………………….. 30 mcg
Excipientes (amido, povidona, ácido esteárico, dióxido de silício, racealfatocoferol, estearato de
magnésio, lactose) q.s.p. …………………..1 comprimido

 

INFORMAÇÕES PARA A PACIENTE
Microdiol é uma “pílula anticoncepcional” para uso oral que apresenta baixa dosagem de
princípios ativos. São eles o DESOGESTREL e o ETINILESTRADIOL.Toda pílula
anticoncepcional só deverá ser utilizada com orientação contínua do médico, por isso, antes de
iniciar o tratamento, a paciente deve ser submetida a exames ginecológicos e principalmente
excluída a existência de gravidez. A cartela do Microdiol contém 21 comprimidos e nessa
cartela está marcado o dia da semana correspondente a cada comprimido. Nº de Lote, data de
Fabricação (F) e a data de Validade (V) estão indicados na embalagem externa do produto.
Não use medicamento com prazo de validade vencido, pois o seu efeito pode não ser o
desejado. Microdiol deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C),
protegido da luz e da umidade.

 

Cuidados de administração
Para usar Microdiol e obter o máximo de eficácia, ler atentamente as instruções indicadas a
seguir:
– Tomar 1 comprimido (inteiro) por dia, durante 21 dias seguidos – seguir as setas indicadas na
cartela – sempre no mesmo horário, por exemplo, na hora do café ou na hora do jantar.
– Se esquecer de tomar 1 comprimido, o mesmo deve ser tomado na mesma hora que
perceber o esquecimento, desde que não tenha ultrapassado 12 horas do horário escolhido
para fazer o tratamento. Se esse período for maior do que 12 horas, esperar até a hora habitual
e tomar os 2 comprimidos juntos (o “esquecido” e o do dia normal) – nesse caso, tomar
precauções adicionais para evitar a gravidez durante 7 dias seguidos ou até ocorrer a próxima
menstruação.
– Se ocorrer gravidez durante o tratamento, avisar ao médico imediatamente.
Cuidados na interrupção do tratamento – Suspendendo o uso de Microdiol, a função dos
ovários é recuperada e consequentemente existe risco de engravidar.

 

“TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.”

 

Como usar o Microdiol
– Se durante o ciclo anterior não usou nenhuma pílula anticoncepcional ou se usou e quer
trocar por Microdiol: esperar o início da menstruação. No primeiro dia da menstruação tomar o
primeiro comprimido de Microdiol (ver marca na cartela do dia da semana correspondente ao
primeiro comprimido). Seguir a direção das setas e continuar a tomar 1 comprimido por dia,
durante 21 dias seguidos, até a cartela ficar vazia. Fazer pausa de 7 dias. Imediatamente após
o sétimo dia, começar outra cartela de Microdiol, mesmo que a menstruação não tenha
terminado. Observar que da segunda cartela em diante, sempre a primeira pílula vai coincidir
com o mesmo dia da semana em que se iniciou o tratamento.
– Se iniciar o tratamento entre o 2º e o 5º dia do ciclo ou no período pós-parto, tomar
precauções adicionais para evitar a gravidez durante os primeiros 7 dias de uso de Microdiol
(uso de camisinha, por exemplo).
– Se a menstruação já começou há mais de 5 dias, esperar até a próxima menstruação para
iniciar o tratamento.

 

Precauções e advertências
– O uso de anticoncepcionais orais pode diminuir a tolerância à glicose, portanto avisar ao
médico o uso de insulina ou outros medicamentos antidiabéticos.
– Os anticoncepcionais orais contendo estrogênio/progestagênio podem afetar a qualidade e
reduzir a quantidade de leite materno. Pequenas quantidades dessas substâncias podem ser
eliminadas através do leite materno.
– O uso de cigarros aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Esse risco aumenta com a
idade e a quantidade de cigarros/dia, portanto as pacientes que utilizam anticoncepcionais
orais devem ser orientadas a parar de fumar.
– A paciente deve informar ao médico qualquer alteração desagradável durante o uso de
Microdiol, principalmente se essas alterações surgirem com o uso de outros medicamentos.

 

Confiabilidade reduzida
A confiabilidade de anticoncepcionais orais pode ser reduzida quando:
– os comprimidos não forem tomados de acordo com as instruções de uso;
– ocorrerem problemas gastrintestinais como vômitos e/ou diarréia até 4 horas depois de
tomado o comprimido;
– forem utilizados outros medicamentos em conjunto, tais como: antibióticos, barbitúricos,
anticonvulsivantes e, possivelmente, produtos fitoterápicos contendo Hypericum perforatum
(erva de São João ou St. John’s wort).

 

“NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.”

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Características
Microdiol é um anticoncepcional oral combinado que contém, como substâncias ativas, o
estrogênio etinilestradiol e o progestagênio desogestrel. Os estudos clínicos revelaram que os
anticoncepcionais orais contendo etinilestradiol e desogestrel não provocam efeitos
metabólicos considerados como de atividade androgênica, existentes em alguns outros
progestagênicos utilizados em anticoncepcionais para uso oral. Quando administrado de
acordo com o esquema posológico recomendado, Microdiol suprime a função gonodal
hipofisária e, consequentemente, a ovulação. Além disso, Microdiol induz um sangramento
uterino regular com quantidade e duração semelhantes à menstruação normal. Esse
sangramento é indolor e normalmente inicia 2 ou 3 dias após a ingestão do último comprimido.
Nos estudos clínicos, Microdiol demonstrou índice de gravidez bastante reduzido, bom
controle do ciclo, baixa incidência de efeitos colaterais e, como resultado, reduzido índice de
descontinuidade.

 

Indicação
Como anticoncepcional oral.
Contra-indicações
– Microdiol é contra-indicado durante a gravidez.
– Distúrbios cardiovasculares ou cerebrovasculares, por exemplo: tromboflebites, processos
tromboembólicos, ou antecedentes dessas condições.
– Hipertensão grave.
– Distúrbios hepáticos importantes ou antecedentes dessas condições, caso os resultados dos
testes de função hepática não tenham retornado ao normal; icterícia colestática; antecedentes
de icterícia na gravidez ou durante o uso de esteróides.
– Síndromes de Rotor e de Dubin-Johnson.
– Presença ou suspeita de tumores estrogênio-dependentes.
– Hiperplasia endometrial.
– Sangramento vaginal sem diagnóstico.
– Porfiria.
– Hiperlipoproteinemia, especialmente em presença de outros fatores de risco que
predisponham a doenças cardiovasculares.
– Um histórico de prurido intenso ou herpes gestacional durante a gravidez, ou com uso prévio
de esteróides.

 

Precauções e advertências
– Os anticoncepcionais orais contendo estrogênio/progestagênio podem afetar a qualidade e
reduzir a quantidade do leite materno. Uma pequena quantidade das substâncias ativas pode
ser excretada através do leite materno.
– Se ocorrerem quaisquer sinais de processos tromboembólicos, o tratamento deverá ser
interrompido imediatamente.
– O tabagismo aumenta o risco de doenças vasculares e esse risco é acentuado com a idade.
Além disso, esse risco é provavelmente um pouco maior nas usuárias de anticoncepcionais
orais contendo estrogênios em relação às não usuárias.
Sendo assim, as mulheres com idade acima de 35 anos devem ser orientadas a parar de
fumar, caso queiram utilizar esses produtos.
– Nas pacientes fazendo uso de medicamentos contendo estrogênios, o risco de trombose
venosa profunda pode aumentar temporariamente ao serem submetidas à cirurgia de grande
porte ou imobilização prolongada.
– Na presença de veias varicosas importantes, os benefícios dos medicamentos com
estrogênios deverão ser avaliados contra os possíveis riscos.
– O tratamento deverá ser interrompido caso os resultados dos testes de função hepática se
tornem anormais.
– Muito raramente têm sido descritos adenomas de células hepáticas em usuárias de
anticoncepcionais orais. O adenoma pode se apresentar como uma massa abdominal e/ou
com sinais e sintomas de dor abdominal aguda. Caso a paciente apresente dor abdominal ou
sinais de sangramento intra-abdominal, deve-se considerar a presença de adenoma celular
hepático hemorrágico.
– Ocasionalmente, verifica-se cloasma durante o uso de medicamentos contendo estrogênio
e/ou progestagênio, especialmente em mulheres com antecedentes de cloasma gravídico. As
mulheres com tendência a cloasma devem evitar exposição ao sol durante o tratamento com
esses medicamentos.
– Durante o uso de anticoncepcionais contendo estrogênios, poderá, ocasionalmente, ocorrer
depressão. Caso isso se acompanhe de distúrbio no metabolismo do triptofano, a
administração de vitamina B6 poderá ter valor terapêutico.
– O uso de esteróides pode influenciar os resultados de determinados testes laboratoriais.
– Recomenda-se exames médicos periódicos durante o tratamento prolongado com
medicamentos contendo estrogênios e/ou progestagênios.
– As pacientes portadoras de qualquer das seguintes condições deverão ser monitoradas:
. Insuficiência cardíaca latente ou manifesta, disfunção renal, hipertensão, epilepsia ou
enxaqueca (ou antecedentes dessas condições), pois pode ocorrer agravamento ou
recorrência dessas doenças, ou eventualmente podem ser induzidas.
. Drepanocitose, pois sob certas circunstâncias como, por exemplo, durante infecção ou
anóxia, os medicamentos contendo estrogênios podem induzir processos tromboembólicos em
pacientes com essas condições.
. Doenças ginecológicas sensíveis à ação estrogênica como por exemplo, fibromiomas uterinos
– que podem aumentar de tamanho, e endometriose – que pode se agravar durante o
tratamento com estrogênio.

 

Confiabilidade reduzida
Quando Microdiol é tomado de acordo com as instruções de uso, a ocorrência de gravidez é
altamente improvável. No entanto, a confiabilidade dos anticoncepcionais orais pode ser
reduzida quando:
– os comprimidos não são tomados de acordo com as instruções de uso como, por exemplo,
esquecimento da ingestão de um ou mais comprimidos;
– ocorrer distúrbios gastrintestinais com diarréia e/ou vômito dentro de 4 horas após a ingestão
do comprimido;
– administração concomitante de outros medicamentos (vide item interações medicamentosas).
Se não ocorrer sangramento de privação e nenhuma das circunstâncias mencionadas acima
estiver presente, a gravidez será altamente improvável e o uso de anticoncepcional oral pode
ser continuado.
Se, no entanto, qualquer uma dessas eventualidades ocorrer, deve-se interromper a ingestão
dos comprimidos e excluir-se a presença de gravidez antes de retornar ao uso de
anticoncepcional oral.

 

Interações medicamentosas
Sangramento irregular e confiabilidade reduzida poderão ocorrer quando os anticoncepcionais
forem administrados concomitantemente com outros medicamentos como os
anticonvulsivantes, barbitúricos, antibióticos (por exemplo, tetraciclina, rifampicina, etc.),
determinados laxantes e, possivelmente, produtos fitoterápicos contendo Hypericum
perforatum (erva de São João ou St. John’s wort). Em diabéticas, os anticoncepcionais orais
podem diminuir a tolerância à glicose e aumentar as necessidades de insulina ou outros
medicamentos antidiabéticos.

 

Reações adversas
Foram associadas ao tratamento com estrogênio e/ou progestagênio as seguintes reações:
– Trato geniturinário: sangramento intermenstrual, amenorréia pós-medicação, alterações na
secreção cervical, aumento no tamanho dos fibromiomas uterinos, agravamento de
endometriose, certas infecções vaginais, como a candidíase.
– Mamas: sensibilidade, dor, aumento, secreção.
– Sistema gastrintestinal: náusea, vômito, colelitíase, icterícia colestática.
– Sistema cardiovascular: trombose, aumento da pressão arterial.
– Pele: cloasma, eritema nodoso, erupção.
– Olhos: desconforto da córnea quando em uso de lentes de contato.
– SNC: cefaléia, enxaqueca, alterações do humor.
– Diversos: retenção de líquido, redução da tolerância à glicose, alteração do peso corporal.

 

Posologia e modo de usar
O primeiro comprimido da primeira cartela deverá ser iniciado no primeiro dia da menstruação.
Isso também é aplicável quando houver troca de um outro anticoncepcional oral. Um
comprimido é tomado diariamente no mesmo horário, sem interrupção durante 21 dias,
seguindo-se de uma pausa de 7 dias. Cada cartela seguinte será iniciada após o término dessa
pausa de 7 dias. A administração de Microdiol pode ser iniciada entre o 2º e o 5º dia do ciclo,
segundo critério médico, porém medidas anticonceptivas adicionais deverão ser utilizadas
durante os primeiros 7 dias do tratamento. A administração após o parto deverá ser iniciada no
primeiro dia da primeira menstruação espontânea. Caso seja necessário iniciar antes, por
exemplo, imediatamente após o parto, serão necessárias precauções anticoncepcionais
adicionais durante os primeiros 7 dias de uso dos comprimidos. Após aborto espontâneo ou
provocado, a administração deverá ser iniciada imediatamente. Sendo assim, não serão
necessárias medidas anticoncepcionais adicionais.
Superdosagem
A toxicidade tanto do desogestrel como do etinilestradiol é muito baixa. Sendo assim, não se
espera a ocorrência de sintomas tóxicos com Microdiol quando, por exemplo, uma criança
venha a ingerir diversos comprimidos simultaneamente. Os sintomas que podem ocorrer nesse
caso incluem: náusea, vômito e, em meninas, leve sangramento vaginal. Provavelmente não
será necessário tratamento específico e, caso seja adequado, pode-se administrar tratamento
de apoio, a critério médico.

 

Reg. MS-1.0171.0049
Farm. Resp.: José Luis Moretti Farah – CRF-SP nº 16.509
ORGANON DO BRASIL Indústria e Comércio Ltda.
Rua João Alfredo, 353 – São Paulo – SP
CNPJ 03.560.974/0001-18 – Indústria Brasileira
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
RU-M0101.041

Bula do Mesigyna (Anticoncepcional)

MesigynaBula do Mesigyna®:
enantato de noretisterona
valerato de estradiol

Informação importante! Leia com atenção!

 

Forma farmacêutica:
Solução injetável

 

Apresentações:
Cartucho contendo 1 ampola de vidro com 1 ml
Cartucho contendo 1 ampola de vidro com 1 ml + seringa
Cartucho contendo 1 seringa pré-carregada com 1 ml + agulha

 

Uso Adulto

 

Composição:
Cada ml de Mesigyna® contém 50 mg de enantato de noretisterona e 5 mg de
valerato de estradiol.
Excipientes: óleo de rícino e benzoato de benzila

 

Informações à paciente:
Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações
contidas na bula, verificar o prazo de validade e a integridade da embalagem.
Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer consulta que se
faça necessária.
Leia com atenção o “Informativo Mesigyna® e a contracepção” (no verso da
bula) antes de usar o produto, pois o mesmo contém informações sobre os
benefícios e os riscos associados ao uso de contraceptivos hormonais.
Você também encontrará informações sobre o uso adequado do
medicamento e sobre a necessidade de consultar o seu médico
regularmente. Converse com o seu médico para obter maiores
esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização.

 

Cuidados de armazenamento:
O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30 oC).
Proteger da luz.
Prazo de validade:
Ao adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade indicado na
embalagem externa.
Nunca use medicamento com prazo de validade vencido.
Informações técnicas:

 

Propriedades:
 Farmacodinâmica
Mesigyna® previne a gravidez primeiramente inibindo a ovulação e alterando o
muco cervical. O efeito produzido no endométrio é similar ao observado com o uso
de contraceptivos orais combinados (COCs). Um padrão de sangramento
semelhante à menstruação normal é obtido com o uso de Mesigyna®.
A eficácia contraceptiva das injeções mensais de Mesigyna® compara-se
favoravelmente à eficácia de métodos que utilizam progestógenos isolados e à
eficácia dos contraceptivos orais.
Como Mesigyna® contém um estrogênio e um progestógeno, as precauções
relacionadas a seu uso são similares àquelas dos COCs. O componente
estrogênico presente em Mesigyna® é um estrogênio natural e seus níveis
sangüíneos alcançam os picos da fase pré-ovulatória do ciclo menstrual normal. O
componente progestogênico, o enantato de noretisterona, exerce efeitos
progestogênicos típicos em mulheres, tais como efeitos antigonadotrópicos,
transformação secretória do endométrio e espessamento do muco cervical.
Mesigyna® apresenta efeitos favoráveis no metabolismo lipídico.
Os contraceptivos injetáveis combinados como Mesigyna® demonstraram ter efeito
mínimo na função hepática em usuárias saudáveis e não apresentam efeito de
primeira passagem hepática. Entretanto, uma vez que os hormônios esteróides
contidos em contraceptivos injetáveis combinados são metabolizados no fígado,
eles poderiam, teoricamente, provocar efeitos adversos em mulheres cuja função
hepática já estivesse comprometida.

 

 Farmacocinética
Os componentes farmacologicamente ativos, noretisterona e estradiol, encontramse
totalmente biodisponíveis após injeção intramuscular de enantato de
noretisterona e valerato de estradiol. Após injeção intramuscular de 50 mg de
enantato de noretisterona em combinação com 5 mg de valerato de estradiol, a
concentração plasmática máxima de estradiol (média entre 852 e 1570 pmol/L) é
atingida em aproximadamente 2 dias e a concentração plasmática máxima de
noretisterona de 4,7 a 10,1 nmol/L em aproximadamente 4,1 a 4,8 dias após a
injeção intramuscular. Uma vez que a meia-vida terminal de estradiol é
consideravelmente mais curta que a de noretisterona (a qual, por sua vez, é
decorrente das diferentes taxas de liberação dos ésteres a partir do depósito), a
segunda parte do período após a administração é dominada pelo componente
progestogênico.
Ambos os componentes são completamente metabolizados. Uma pequena parte
da noretisterona é transformada, in vivo, em etinilestradiol. A partir da
administração de 1 mg de noretisterona ou de acetato de noretisterona por via
oral, o etinilestradiol formado em humanos é equivalente a uma dose oral de cerca
de 4 mcg ou 6 mcg, respectivamente.
Considerando que a estrogenicidade da noretisterona já é conhecida e vivenciada
na prática clínica, a descoberta de suas características metabólicas não altera as
recomendações de uso preexistentes.
A biotransformação do estradiol segue a mesma via do hormônio endógeno.
Os metabólitos da noretisterona são excretados com a urina e fezes em
proporções semelhantes. A excreção dos metabólitos do estradiol ocorre
predominantemente por via renal. Cerca de 85% da dose de ambas as
substâncias são excretadas dentro do intervalo de 28 dias após a injeção.
A administração repetida de Mesigyna® em intervalos de 28 dias provoca um leve
acúmulo de enantato de noretisterona, alcançando-se um estado de equilíbrio logo
após a terceira administração.
Com relação à farmacocinética e biotransformação dos fármacos, não se espera
uma interação entre o enantato de noretisterona e o valerato de estradiol, já que é
pouco provável que ocorra uma sobrecarga do metabolismo, devido às taxas de
liberação lentas a partir do depósito intramuscular e às conseqüentes baixas
concentrações séricas dos princípios ativos.

 

 Dados de segurança pré-clínica
Não foram observados efeitos que indicassem risco inesperado a humanos
durante estudos de tolerância sistêmica após administração de doses repetidas.
Estudos de longa duração em animais não indicaram potencial tumorigênico no
caso de uso terapêutico de Mesigyna® em humanos.
O teste de Ames foi realizado com estradiol, noretisterona, enantato de
noretisterona e acetato de noretisterona; a noretisterona também foi investigada
no teste UDS. Estes estudos não indicaram potencial mutagênico ou genotóxico
dos componentes.
Estudos sobre a embriotoxicidade e teratogenicidade do valerato de estradiol não
indicaram risco de reações adversas em humanos após o uso inadvertido durante
a gravidez.
Em geral, não foi observada atividade teratogênica após a administração de
enantato de noretisterona em ratos, coelhos e macacos; por outro lado, a
administração de doses elevadas de enantato de noretisterona ou acetato de
noretisterona durante o período de desenvolvimento dos órgãos genitais externos
do feto provocou sinais de virilização em fetos do sexo feminino (em ratas e
macacas).
A avaliação da tolerância local da base oleosa de Mesigyna® (óleo de rícino e
benzoato de benzila) em coelhos indicou um leve potencial de irritação.

 

Indicação:
Mesigyna® é indicado para contracepção hormonal.

 

Contra-indicações:
Como Mesigyna® contém uma combinação de estrogênio e progestógeno, as
precauções relacionadas ao seu uso são similares às de contraceptivos
orais combinados (COCs).
Mesigyna® não deve ser usado em presença de qualquer uma das condições
listadas abaixo.
– presença ou história de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais
ou venosos, como por exemplo: trombose venosa profunda, embolia
pulmonar, infarto do miocárdio; ou de um acidente vascular cerebral;
– presença ou história de sintomas e/ou sinais prodrômicos de trombose
(por exemplo: episódio isquêmico transitório, angina pectoris);
– história de enxaqueca com sintomas neurológicos focais;
– diabetes melitus com alterações vasculares;
– a presença de um fator de risco grave ou múltiplos fatores de risco para a
trombose venosa ou arterial também pode representar uma contra-indicação
(veja item “Precauções e advertências”);
– presença ou história de doença hepática grave, enquanto os valores da
função hepática não retornarem ao normal;
– presença ou história de tumores hepáticos (benignos ou malignos);
– diagnóstico ou suspeita de neoplasias dependentes de esteróides sexuais
(por exemplo, dos órgãos genitais ou das mamas);
– sangramento vaginal não-diagnosticado;
– diagnóstico ou suspeita de gravidez;
– hipersensibilidade às substâncias ativas ou a qualquer um dos
componentes de Mesigyna®.
Se qualquer uma das condições citadas anteriormente ocorrer pela primeira
vez durante o uso de Mesigyna®, a sua utilização deve ser descontinuada.

 

Precauções e advertências:
Não há estudos epidemiológicos com contraceptivos injetáveis combinados
(CIC) que avaliem fatores de risco. De modo geral, a experiência com o uso
de COCs, relativa às precauções e advertências, deve ser considerada como
base para a utilização de CICs.
Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco
mencionados a seguir, os benefícios da utilização dos contraceptivos
combinados devem ser avaliados frente aos possíveis riscos para cada
usuária individualmente e discutidos com a mesma antes de optar pelo início
de sua utilização. Em casos de agravamento, exacerbação ou aparecimento
pela primeira vez de qualquer uma dessas condições ou fatores de risco, a
usuária deve entrar em contato com seu médico. Nesses casos, a
continuação do uso do produto deve ficar a critério médico.

 

 Distúrbios circulatórios
Estudos epidemiológicos sugerem associação entre a utilização de COCs e
um aumento do risco de distúrbios tromboembólicos e trombóticos arteriais
e venosos, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, trombose
venosa profunda e embolia pulmonar. A ocorrência destes eventos é rara.
Durante o emprego de quaisquer COCs, pode ocorrer tromboembolismo
venoso (TEV) que se manifesta como trombose venosa profunda e/ou
embolia pulmonar. O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso é
mais elevado durante o primeiro ano de uso em usuárias de primeira vez de
contraceptivo combinado. A incidência aproximada de TEV em usuárias de
contraceptivos orais contendo estrogênio em baixa dose (< 0,05 mg de
etinilestradiol) é de até 4 por 10.000 mulheres ao ano. Em não-usuárias de
COCs, esta incidência é de 0,5 a 3 por 10.000 mulheres ao ano. A incidência
de TEV associada à gestação é de 6 por 10.000 gestantes ao ano.
Em casos extremamente raros, tem sido observada a ocorrência de
trombose em outros vasos sangüíneos como, por exemplo, em veias e
artérias hepáticas, mesentéricas, renais, cerebrais ou retinianas em usuárias
de COCs. Não há consenso sobre a associação da ocorrência destes
eventos e o uso de COCs.
Sintomas de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos,
ou de acidente vascular cerebral, podem incluir: dor e/ou inchaço unilateral
em membro inferior; dor torácica aguda e intensa, com ou sem irradiação
para o braço esquerdo; dispnéia aguda; tosse de início abrupto; cefaléia
não-habitual, intensa e prolongada; perda repentina da visão, parcial ou
total; diplopia, distorções na fala ou afasia; vertigem; colapso, com o ou sem
convulsão focal; fraqueza, diminuição da sensibilidade ou da força motora
afetando, de forma repentina, um lado ou uma parte do corpo; distúrbios
motores; abdome agudo.
O risco de processos trombóticos/tromboembólicos arteriais ou venosos, ou
de acidente vascular cerebral, aumenta com os seguintes fatores:
– idade;
– tabagismo (com consumo elevado de cigarros e aumento da idade, o risco
torna-se ainda maior, especialmente em mulheres com idade superior a 35
anos);
– história familiar positiva (isto é, tromboembolismo venoso ou arterial
detectado em um(a) irmão(ã) ou em um dos progenitores em idade
relativamente jovem) – se há suspeita de predisposição hereditária, a usuária
deve ser encaminhada a um especialista antes de decidir pelo uso de
qualquer contraceptivo hormonal combinado;
– obesidade (índice de massa corpórea superior a 30 Kg/m2);
– dislipoproteinemia;
– hipertensão;
– enxaqueca;
– valvopatia;
– fibrilação atrial;
– imobilização prolongada, cirurgia de grande porte, qualquer intervenção
cirúrgica em membros inferiores ou trauma extenso. Nestes casos, é
aconselhável descontinuar o uso do contraceptivo injetável combinado (CIC)
– em casos de cirurgia programada a última injeção deve ter sido aplicada
pelo menos com oito semanas de antecedência – e não reiniciá-lo até, pelo
menos, duas semanas após o total restabelecimento.
Não há consenso quanto à possível influência de veias varicosas e de
tromboflebite superficial na gênese do tromboembolismo venoso.
Deve-se considerar o aumento do risco de tromboembolismo no puerpério.
(veja item “Gravidez e lactação”).
Outras condições clínicas que também foram associadas aos eventos
adversos circulatórios em usuárias de contraceptivos orais combinados
incluem: diabetes melitus, lupus eritematoso sistêmico, síndrome
hemolítico-urêmica, patologia intestinal inflamatória crônica (doença de
Crohn ou colite ulcerativa). Não existem dados disponíveis sobre o uso de
CICs em usuárias que apresentam anemia falciforme, entretanto, usuárias
que apresentam anemia falciforme homozigota podem ter um risco
aumentado de trombose.
Um aumento da freqüência ou da intensidade de enxaquecas durante o uso
de CICs pode ser motivo para a suspensão imediata do mesmo, dada a
possibilidade deste quadro representar o início de um evento vascular
cerebral.
Os fatores bioquímicos que podem indicar predisposição hereditária ou
adquirida para trombose venosa ou arterial incluem: resistência à proteína C
ativada (PCA), hiper-homocisteinemia, deficiências de antitrombina III, de
proteína C e de proteína S, anticorpos antifosfolipídios (anticorpos
anticardiolipina, anticoagulante lúpico).
Na avaliação da relação risco/benefício, o médico deve considerar que o
tratamento adequado de uma condição clínica pode reduzir o risco
associado de trombose e que o risco associado à gestação é mais elevado
do que aquele associado ao uso de contraceptivos hormonais.

 

 Tumores
Há pouca evidência empírica a respeito dos efeitos de contraceptivos
injetáveis combinados (CICs) e o risco de neoplasia. De modo geral, podese
tomar como base a experiência observada com o uso de COCs.
– Câncer cervical
Em um estudo epidemiológico em mulheres da América Latina, não foi
observada qualquer associação entre o uso de contraceptivos injetáveis
mensais (contendo dihidroxiprogesterona e um éster de estradiol) e o risco
de câncer cervical. Não foi observado um aumento no risco de
desenvolvimento de lesões cervicais de células escamosas intraepiteliais
em usuárias de contraceptivos injetáveis nos EUA.
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção
persistente por HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos
epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado pode
contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo controvérsia
sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos efeitos
concorrentes, por exemplo, da realização de citologia cervical e do
comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira.
– Câncer de mama / Câncer de ovário
O efeito do estrogênio e do progestógeno contidos em Mesigyna® sobre o
risco de desenvolvimento de câncer de mama e de câncer de ovário não foi
avaliado.
Para mulheres que utilizam COCs, a avaliação do risco de câncer de mama
está baseada em uma meta-análise de 54 estudos epidemiológicos, que
relatou haver um pequeno aumento no risco relativo (RR = 1,24) para o
diagnóstico de câncer de mama. Este aumento desaparece gradualmente
nos 10 anos subseqüentes à suspensão do uso do COC. Uma vez que o
câncer de mama é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o aumento
no número de diagnósticos de câncer de mama em usuárias atuais e
recentes de COCs é pequeno, se comparado ao risco total de câncer de
mama. Estes estudos não fornecem evidências de causalidade. O padrão
observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico precoce de
câncer de mama em usuárias de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou
à combinação de ambos. Os casos de câncer de mama diagnosticados em
usuárias de primeira vez de COCs tendem a ser clinicamente menos
avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram
COCs.
– Tumores hepáticos
Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais
raramente, malignos em usuárias de COCs. Em casos isolados, esses
tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco para a vida da
paciente . A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no
diagnóstico diferencial em usuárias de Mesigyna® que apresentarem dor
intensa em abdome superior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de
hemorragia intra-abdominal.


Outras condições
Embora tenham sido relatados discretos aumentos da pressão arterial em
muitas usuárias de COCs, os casos de relevância clínica são raros.
Entretanto, no caso de desenvolvimento e manutenção de hipertensão
clinicamente significativa, é prudente que o médico descontinue o uso do
produto e trate a hipertensão. Se for considerado apropriado, o uso de
Mesigyna® pode ser reiniciado, caso os níveis pressóricos se normalizem
com o uso de terapia anti-hipertensiva.
Foi descrita a ocorrência ou agravamento das seguintes condições, tanto
durante a gestação quanto durante o uso de contraceptivo oral, e podem
ocorrer em usuárias de CICs, no entanto, a evidência de uma associação é
inconclusiva: icterícia e/ou prurido relacionados à colestase; formação de
cálculos biliares; porfiria; lupus eritematoso sistêmico; síndrome
hemolítico-urêmica; coréia de Sydenham; herpes gestacional; perda da
audição relacionada com a otosclerose.
Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem
induzir ou exacerbar os sintomas de angioedema.
Como os hormônios esteroidais contidos nos contraceptivos injetáveis
combinados (CICs) são metabolizados no fígado, eles poderiam,
teoricamente, ocasionar efeitos adversos em mulheres cuja função hepática
esteja comprometida. Os distúrbios agudos ou crônicos da função hepática
podem requerer a descontinuação do uso de Mesigyna®, até que os
marcadores da função hepática retornem aos valores normais. A recorrência
de icterícia colestática que tenha ocorrido pela primeira vez durante a
gestação, ou durante o uso anterior de esteróides sexuais, requer a
descontinuação do uso de Mesigyna®.
Embora os CICs possam exercer efeito sobre a resistência periférica à
insulina e sobre a tolerância à glicose, não há qualquer evidência da
necessidade de alteração do regime terapêutico em usuárias diabéticas.
Entretanto, deve-se manter cuidadosa vigilância enquanto estas pacientes
estiverem utilizando CICs.
As seguintes condições foram associadas com o uso de COCs e podem
estar presentes em usuárias de CICs: doença de Crohn e colite ulcerativa,
cloasma, especialmente em mulheres com história de cloasma gravídico.
Mulheres predispostas ao desenvolvimento de cloasma devem evitar a
exposição ao sol ou à radiação ultravioleta enquanto estiverem usando
contraceptivo hormonal.


Consultas/exames médicos
Antes de iniciar ou retomar o uso de Mesigyna®, é necessário obter história
clínica detalhada e realizar exame clínico completo, considerando os itens
descritos em “Contra-indicações” e “Precauções e advertências”; estes
acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente. A avaliação médica
periódica é igualmente importante porque as contra-indicações (por
exemplo, episódio isquêmico transitório) ou fatores de risco (por exemplo,
história familiar de trombose arterial ou venosa) podem aparecer pela
primeira vez durante a utilização de CICs. A freqüência e a natureza dessas
avaliações devem ser baseadas nas condutas médicas estabelecidas e ser
adaptadas a cada usuária, mas devem, em geral, incluir atenção especial à
pressão arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos, incluindo citologia
cervical.
As usuárias devem ser informadas de que os CICs não protegem contra
infecções causadas pelo HIV (AIDS) e outras doenças sexualmente
transmissíveis.


Redução da eficácia
A eficácia de Mesigyna® pode ficar reduzida no caso de, por exemplo,
prolongamento do intervalo recomendado entre as injeções (veja o item
“Posologia”) ou por uso concomitante de outros medicamentos (veja o item
“Interações medicamentosas”).


Redução do controle do ciclo
Como ocorre com todos os contraceptivos hormonais, podem surgir
sangramentos irregulares (gotejamento ou sangramento de escape),
especialmente durante os primeiros meses de uso. Portanto, a avaliação de
qualquer sangramento irregular somente será significativa após um intervalo
de adaptação de cerca de três ciclos.
Com Mesigyna®, foi observada baixa freqüência de sangramentos irregulares
(<8%) e amenorréia (<3%) e baixa taxa de descontinuação devido a
sangramentos irregulares (5,1%). Após a primeira injeção de Mesigyna®,
observa-se uma redução na duração do ciclo (11 – 15 dias).
Uma ou duas semanas após a primeira injeção, ocorrerá sangramento
semelhante ao menstrual. Isto é normal e, com a continuação do uso de
Mesigyna®, os sangramentos ocorrerão geralmente em intervalos de 30 dias.
Normalmente, o dia da injeção mensal estará dentro do intervalo livre de
sangramento.
Se os sangramentos irregulares persistirem ou ocorrerem após ciclos
anteriormente regulares, devem ser consideradas causas não-hormonais e,
nesses casos, são indicados procedimentos diagnósticos apropriados para
exclusão de neoplasia ou gestação. Estas medidas podem incluir a
realização de curetagem.
É possível que em algumas usuárias não ocorra o sangramento dentro de 30
dias após a injeção. Nestes casos, a possibilidade de gravidez deve ser
excluída, utilizando-se testes adequados. Entretanto, se Mesigyna® foi
aplicada de acordo com as instruções descritas no item “Posologia e modo
de usar”, é pouco provável que a usuária esteja grávida.
 Retorno da fertilidade
Nenhum efeito inibitório prolongado do eixo pituitária-ovário foi observado
em mulheres que usaram Mesigyna® por 2 a 3 anos. Após a interrupção do
uso de Mesigyna®, 19% das mulheres ovularam no primeiro ciclo e 67% no
segundo ciclo após o tratamento.


Gravidez e lactação
Mesigyna® é contra-indicada durante a gravidez. Caso a usuária engravide
durante o uso de Mesigyna®, as aplicações posteriores devem ser
descontinuadas. Entretanto, estudos epidemiológicos abrangentes não
revelaram risco aumentado de malformações congênitas em crianças
nascidas de mulheres que utilizaram contraceptivos hormonais antes da
gestação. Também não foram verificados efeitos teratogênicos decorrentes
do uso inadvertido de contraceptivos hormonais no início da gestação.
Os contraceptivos hormonais podem afetar a lactação, uma vez que podem
reduzir a quantidade e alterar a composição do leite materno.
Não existem dados suficientes sobre os efeitos dos CICs na quantidade e
qualidade do leite materno ou na duração da lactação. Para Mesigyna®, não
há evidência de influência sobre a prolactina ou sobre a produção do leite.
Entretanto, o uso de CICs não é recomendado, geralmente, até seis meses
após o parto ou até que a lactante tenha suspendido completamente a
amamentação do seu filho. Pequenas quantidades dos esteróides
contraceptivos e/ou de seus metabólitos podem ser excretadas com o leite,
embora não existam evidências de que haja prejuízo para a saúde da
criança.

 

Interações medicamentosas:
As interações medicamentosas entre CICs e outros fármacos podem
produzir sangramento de escape e/ou diminuição da eficácia do
contraceptivo. Para contraceptivos orais combinados as seguintes
interações foram relatadas na literatura e também podem ser relevantes para
CICs.
 Metabolismo hepático: interações podem ocorrer com fármacos que
induzem as enzimas microssomais, o que pode resultar em aumento da
depuração dos hormônios sexuais como, por exemplo, com fenitoínas,
barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e também,
possivelmente, com oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e
produtos contendo Erva de São João.
Além disso, foi relatado que inibidores de protease (por exemplo: ritonavir) e
inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa (por exemplo:
nevirapina), assim como combinações dos mesmos, utilizados para
tratamento de infecção por HIV, interferem potencialmente no metabolismo
hepático.
 Interação com a circulação êntero-hepática: alguns relatos clínicos
sugerem que a circulação êntero-hepática de estrogênios pode diminuir
quando certos antibióticos como as penicilinas e tetraciclinas são
administrados concomitantemente.
Usuárias sob tratamento com qualquer uma das substâncias acima citadas
devem utilizar temporária e adicionalmente um método contraceptivo de
barreira ou escolher um outro método contraceptivo. Durante o período em
que estiver fazendo uso de algum medicamento indutor das enzimas
microssomais, o método de barreira deve ser usado concomitantemente,
assim como nos 28 dias posteriores à sua descontinuação. As usuárias
tratadas com antibióticos devem utilizar método de barreira durante o
tratamento com os mesmos e ainda por 7 dias após a descontinuação da
antibioticoterapia, exceto com rifampicina e griseofulvina, que são indutores
de enzimas microssomais, para os quais se deve manter o uso de método de
barreira por 28 dias após descontinuação dos mesmos.
Os contraceptivos hormonais podem interferir no metabolismo de outros
fármacos. Conseqüentemente, as concentrações plasmática e tecidual
destes fármacos podem ser afetadas (por exemplo, ciclosporina).
Deve-se avaliar também as informações contidas na bula do medicamento
utilizado concomitantemente a fim de identificar interações em potencial.

 

Reações adversas:
Para informações mais detalhadas sobre reações adversas graves
associadas ao uso de contraceptivos hormonais combinados, consultar o
item “Precauções e advertências”.
Foram observadas as seguintes reações adversas em usuárias de
contraceptivos hormonais, sem que a exata relação de causalidade tenha
sido estabelecida*:
Classificação por
sistema corpóreo
Freqüente
(≥ 1/100)
Pouco
freqüente
(≥ 1/1.000 a <
1/100)
Raro
(< 1/1.000)
Distúrbios no
sistema imunológico
reações de
hipersensibilidade
Distúrbios
metabólicos e
nutricionais
retenção de
líquido
Distúrbios
psiquiátricos
estados
depressivos,
alterações de
humor
diminuição da
libido
aumento da libido
Distúrbios no
sistema nervoso
cefaléia enxaqueca
Distúrbios nos olhos intolerância a
lentes de contato
Distúrbios
gastrintestinais
náuseas, dor
abdominal
vômitos,
diarréia
Distúrbios cutâneos
e nos tecidos
subcutâneos
erupção
cutânea,
urticária
eritema nodoso,
eritema multiforme
Distúrbios no
sistema reprodutivo
e nas mamas
dor e
hipersensibilidade
nas mamas
aumento do
tamanho das
mamas
secreção vaginal,
secreção das
mamas
Distúrbios gerais e reações no local
18
condições no local
da administração
da injeção
Investigações aumento de peso
corporal
diminuição de
peso corporal

 

Foi utilizado o termo MedDRA mais apropriado para descrever uma
determinada reação, seus sinônimos e condições relacionadas.
– Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastínicos
A experiência mostra que as reações de curta duração (ímpeto de tossir,
tosse paroxística, dispnéia), que podem ocorrer em casos isolados durante
ou imediatamente após a injeção intramuscular de soluções oleosas, podem
ser evitadas administrando-se a injeção de forma extremamente lenta.
– Distúrbios congênitos, familiares e genéticos
Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem
induzir ou exacerbar os sintomas de angioedema.

 

Alterações em exames laboratoriais:
O uso de esteróides contraceptivos pode influenciar os resultados de certos
exames laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos das funções
hepática, tiroidiana, adrenal e renal; níveis plasmáticos de proteínas
(transportadoras), por exemplo, globulina de ligação à corticosteróides e
frações lipídicas/lipoprotéicas; parâmetros do metabolismo de carboidratos
e parâmetros da coagulação e fibrinólise. As alterações geralmente
permanecem dentro do intervalo laboratorial considerado normal.

 

Posologia e modo de usar:
Quando usado corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano.
O índice de falha pode aumentar quando os intervalos entre as injeções são
prolongados.
Mesigyna® deve ser sempre administrado por via intramuscular profunda (de
preferência na região glútea e, como alternativa, no braço). As injeções devem ser
administradas de forma extremamente lenta (veja o item “Reações adversas”). É
recomendável ocluir o local onde se aplicou a injeção para evitar qualquer refluxo
da solução.
 Início do uso de Mesigyna®
– Quando nenhum outro método contraceptivo hormonal está sendo usado
A primeira injeção deve ser administrada no primeiro dia do ciclo menstrual
(primeiro dia de sangramento).
– Mudando de um contraceptivo hormonal combinado (contraceptivo oral
combinado/COC), anel vaginal ou adesivo transdérmico para Mesigyna®
Preferivelmente, a mulher deve iniciar o uso de Mesigyna® imediatamente após a
ingestão de comprimidos ativos do COC por pelo menos 7 dias ou após a ingestão
do último comprimido ativo da cartela em uso. Se estiver mudando de anel vaginal
ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da retirada ou,
no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação.
– Mudando da minipílula, implante ou injeção (apenas progestógeno) ou SIU
(Sistema Intra-Uterino) com progestógeno para Mesigyna®
A troca do método contraceptivo pode ser feita em qualquer dia no caso da
minipílula (ou no dia da retirada do implante ou SIU ou da aplicação do
contraceptivo injetável usado anteriormente), mas, em todos estes casos deve ser
recomendado o uso adicional de um método contraceptivo de barreira durante os
primeiros 7 dias após a injeção.
 Abortamento de primeiro trimestre
Neste caso, pode-se iniciar o uso a qualquer momento dentro da primeira semana
após o abortamento, sem necessidade de utilizar medidas contraceptivas
adicionais.


Após parto ou abortamento de segundo trimestre

Para amamentação, veja o item “Gravidez e lactação”.
A injeção de Mesigyna® deve ser administrada no período entre o 21° e o 2 8° dia
após o procedimento ou na primeira menstruação do pós-parto. Quando o uso for
iniciado mais tarde, deve-se aconselhar o uso adicional de um método de barreira
durante os primeiros 7 dias após a injeção de Mesigyna®. Entretanto, se já tiver
ocorrido relação sexual, a possibilidade de gravidez deve ser excluída antes do
início do uso de Mesigyna® ou deve-se aguardar a primeira menstruação.

 

 Manutenção das injeções posteriores
A segunda injeção, assim como as injeções posteriores devem ser administradas,
independentemente do padrão do ciclo, em intervalos de 30 ± 3 dias, isto é, no
mínimo 27 e no máximo 33 dias.
Transcorrendo intervalo de injeção superior a 33 dias, não se pode contar, a partir
desta data, com o grau necessário de segurança contraceptiva, e a usuária deverá
utilizar um método contraceptivo adicional.
Se dentro dos 30 dias posteriores à administração de Mesigyna® não ocorrer
sangramento por privação hormonal, deve-se descartar a possibilidade de
gravidez por meio de teste adequado.


Instrução para preparo da seringa

– Seringa com êmbolo já acoplado
– segure firmemente o protetor da agulha com uma mão; com a outra, segure o
cilindro de plástico localizado no encaixe da agulha e gire, a fim de quebrar o
lacre de proteção (Figura 1);
– remova o cilindro de plástico, expondo o encaixe da agulha (Figura 2);
– com a seringa em posição vertical (êmbolo para baixo), retire o protetor de
borracha;
– encaixe a agulha na seringa (Figura 3);
– retire o protetor da agulha e expulse o ar.
A esterilidade do produto só é garantida se a embalagem não tiver sofrido prévia
abertura.

 

Superdose:
A apresentação do produto em seringa pré-carregada pronta para uso, assim
como sua administração por pessoa treinada, minimiza o risco de superdose. Não
há relatos de efeitos deletérios graves decorrentes de superdose de
contraceptivos combinados.
Venda sob prescrição médica
Lote, data de fabricação e validade: vide cartucho.
VE 0408-0307
Informativo Mesigyna® e a contracepção
(Informações à paciente)

 

MESIGYNA® É UM PRODUTO DE PRESCRIÇÃO MÉDICA. PORTANTO,
SOMENTE UM MÉDICO PODERÁ INDICAR SE ESTE CONTRACEPTIVO É O
MELHOR PARA VOCÊ. NÃO UTILIZE O PRODUTO POR CONTA PRÓPRIA.

 

O que é Mesigyna®?
Mesigyna® é um contraceptivo hormonal combinado formulado como uma
preparação de depósito. Dentro do corpo, os ingredientes ativos de Mesigyna®
são liberados muito lentamente, de modo que a aplicação de uma injeção mensal
é suficiente. Mesigyna® contém uma combinação de dois hormônios femininos: o
enantato de noretisterona (um progestógeno) e o valerato de estradiol (um
estrogênio).

 

Por que usar Mesigyna®?
Mesigyna® é indicado para prevenir a gravidez.
Os contraceptivos hormonais injetáveis são um método muito eficaz de controle de
natalidade. Quando utilizados corretamente (sem atraso ou esquecimento das
injeções), a possibilidade de ocorrência de gravidez é muito baixa.
Quando não se deve usar Mesigyna®?
Como Mesigyna® contém uma combinação de estrogênio e progestógeno, as
precauções relacionadas ao seu uso são similares às de pílulas (contraceptivos
orais combinados).

Mesigyna® não deve ser utilizada na presença das condições descritas a seguir.
Se você apresentar qualquer uma destas condições, informe ao seu médico antes
de iniciar o uso de Mesigyna®. Seu médico pode lhe recomendar o uso de outro
contraceptivo hormonal ou de outro método contraceptivo (não-hormonal).
– história atual ou anterior de problemas circulatórios, especialmente os
relacionados com trombose. A trombose é a formação de um coágulo (de
sangue) que pode ocorrer nos vasos sangüíneos das pernas (trombose
venosa profunda), nos pulmões (embolia pulmonar), no coração (ataque
cardíaco) ou em outras partes do corpo (veja o item “Contraceptivos e a
trombose”);
– história atual ou anterior de derrame cerebral, que é causado por um coágulo
(de sangue) ou o rompimento de um vaso sangüíneo no cérebro;
– história atual ou anterior de sinais indicativos de ataque cardíaco (como
angina ou dor no peito) ou de um derrame (como um episódio isquêmico
transitório ou um pequeno derrame reversível);
– história de enxaqueca acompanhada, por exemplo, de sintomas visuais,
dificuldades para falar, fraqueza ou adormecimento em qualquer parte do
corpo;
– diabetes melitus com lesão de vasos sangüíneos;
– icterícia (pele amarelada) ou doença grave do fígado;
– presença ou antecedente de tumor no fígado (benigno ou maligno);
– história atual ou anterior de câncer que pode se desenvolver sob a influência
de hormônios sexuais (por exemplo, câncer de mama ou dos órgãos
genitais);
– presença de sangramento vaginal sem explicação;
– ocorrência ou suspeita de gravidez;
– hipersensibilidade (alergia) ao enantato de noretisterona, valerato de
estradiol ou a qualquer um dos componentes de Mesigyna®.
Se qualquer um destes casos ocorrer pela primeira vez enquanto estiver usando
Mesigyna®, informe seu médico, pois pode ser necessário descontinuar o uso de
Mesigyna® e, neste caso, adotar medidas contraceptivas não-hormonais (veja item
“O que você deve saber antes de usar Mesigyna®?”)

 

O que você deve saber antes de usar Mesigyna®?
Neste informativo estão descritas várias situações em que o uso de Mesigyna®
deve ser descontinuado ou em que pode haver diminuição da sua eficácia. Nestas
situações, deve-se evitar relação sexual ou, então, utilizar adicionalmente métodos
contraceptivos não-hormonais como, por exemplo, preservativo ou outro método
de barreira. Não utilize os métodos da tabelinha (do ritmo ou Ogino-Knaus) ou da
temperatura. Estes métodos podem falhar, pois Mesigyna® modifica as variações
de temperatura e do muco cervical que ocorrem durante o ciclo menstrual normal.
Mesigyna®, como todos os demais contraceptivos hormonais, não protege
contra infecções causadas pelo HIV (AIDS), nem contra qualquer outra
doença sexualmente transmissível.

 

Antes de iniciar o uso de Mesigyna®:
O uso de Mesigyna® requer cuidadosa supervisão médica na presença das
condições descritas abaixo. Essas condições devem ser comunicadas ao médico
antes do início do uso de Mesigyna®:
– fumo;
– diabetes;
– excesso de peso;
– pressão alta;
– alteração na válvula cardíaca ou alteração do batimento cardíaco;
– nflamação das veias (flebite superficial);
– veias varicosas;
– qualquer familiar direto que já teve trombose, ataque cardíaco ou derrame;
– enxaqueca;
– epilepsia;
– você ou algum familiar direto tem ou já apresentou níveis altos de colesterol
ou triglicérides (um tipo de gordura) no sangue;
– algum familiar direto que já teve câncer de mama;
– doença do fígado ou da vesícula biliar;
– doença de Crohn ou colite ulcerativa (doença inflamatória crônica do
intestino);
– lupus eritematoso sistêmico (uma doença que afeta a pele do corpo inteiro);
– síndrome hemolítico-urêmica (uma alteração da coagulação sangüínea que
causa insuficiência renal);
– anemia falciforme;
– condição que tenha ocorrido pela primeira vez, ou piorado, durante a gravidez
ou uso prévio de hormônios sexuais como, por exemplo, perda de audição,
porfiria (doença metabólica), herpes gestacional (doença de pele) e coréia de
Sydenham (doença neurológica);
– tem ou já apresentou cloasma (pigmentação marrom-amarelada da pele,
especialmente a do rosto). Neste caso, evite a exposição excessiva ao sol ou
à radiação ultravioleta;
– angioedema hereditário (estrogênios exógenos podem induzir ou exacerbar os
seus sintomas). Consulte seu médico imediatamente se você apresentar
sintomas de angioedema, tais como: inchaço do rosto, língua e/ou garganta,
dificuldade para engolir ou urticária junto com dificuldade para respirar.
Se algum desses casos ocorrer pela primeira vez, reaparecer ou agravar-se
enquanto estiver usando Mesigyna®, consulte seu médico.
 Contraceptivos hormonais combinados e a trombose
A trombose é a formação de um coágulo (de sangue) que pode interromper a
passagem do sangue pelos vasos. Algumas vezes, a trombose ocorre nas veias
profundas das pernas (trombose venosa profunda). Se este coágulo desprenderse
das veias onde foi formado, ele pode se deslocar para as artérias pulmonares,
causando a embolia pulmonar. A ocorrência de trombose venosa profunda é rara.
O risco de ocorrência de tromboembolismo venoso é mais elevado durante o
primeiro ano de uso em usuárias de primeira vez de contraceptivo combinado.
O tromboembolismo venoso pode ocorrer tanto entre usuárias como entre nãousuárias
de contraceptivos hormonais combinados. Também pode ocorrer durante
a gravidez. O risco de ocorrência é maior entre as gestantes, sendo seguido pelas
usuárias e, posteriormente, pelas não-usuárias de contraceptivos.
Os coágulos sangüíneos também podem ocorrer, ainda que muito raramente, nos
vasos sangüíneos do coração (causando ataque cardíaco) ou do cérebro
(causando derrame). Em casos extremamente raros, os coágulos sangüíneos
também podem ocorrer no fígado, intestino, rins ou olhos.
Muito ocasionalmente, a trombose pode causar incapacidade grave permanente,
podendo inclusive ser fatal.
O risco de ocorrência de um ataque cardíaco ou derrame aumenta com a idade.
Esse risco também está aumentado entre usuárias fumantes. Descontinue o
consumo de cigarros durante o uso de Mesigyna®, especialmente se tem
mais de 35 anos de idade.
Caso ocorra aumento da pressão arterial enquanto estiver utilizando Mesigyna®, é
possível que o médico lhe peça para descontinuar o seu uso.
O risco de ocorrência de trombose venosa profunda fica aumentado
temporariamente no caso de cirurgia ou durante imobilização prolongada (por
exemplo, quando a perna é imobilizada por gesso ou tala). Em usuárias de
contraceptivo hormonal combinado, esse risco pode ser ainda maior. Em caso de
internação ou cirurgia programada, informe seu médico sobre o uso de Mesigyna®.
Pode ser que ele lhe recomende a descontinuação do seu uso por várias semanas
antes da cirurgia ou durante o período da imobilização. Somente reinicie o uso de
Mesigyna® após o consentimento do seu médico.
Se forem verificados possíveis sinais de trombose consulte seu médico
imediatamente (veja também o item “Quando devo consultar o médico?”).
 Contraceptivos hormonais combinados e o câncer
O efeito do estrogênio e do progestógeno contidos em Mesigyna® sobre o risco de
desenvolvimento de câncer de mama e de ovário não foi avaliado.
O câncer de mama é diagnosticado com freqüência um pouco maior entre as
usuárias dos contraceptivos orais combinados (pílula) do que entre mulheres de
mesma idade que não utilizam este método. Este pequeno aumento no número de
diagnósticos de câncer de mama desaparece gradualmente nos dez anos
seguintes à descontinuação do uso do contraceptivo hormonal combinado. No
entanto, não se sabe se esta diferença é causada pelo contraceptivo. Pode ser
que esta diferença esteja associada à maior freqüência com que as usuárias de
contraceptivos orais consultam seus médicos. Desta forma, a detecção da doença
é feita mais cedo.
Em casos raros, foram observados tumores benignos de fígado e, mais raramente,
tumores malignos de fígado nas usuárias de contraceptivos hormonais
combinados. Esses tumores podem causar hemorragias internas. Em caso de dor
abdominal intensa, consulte o seu médico imediatamente.
Não foi observada associação entre a utilização mensal de contraceptivos
injetáveis e o risco de câncer cervical em um estudo com mulheres na América
Latina. Não foi observado um aumento no risco de desenvolvimento de lesões
cervicais pré-cancerosas em usuárias de contraceptivos injetáveis nos EUA.
O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente
pelo HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos indicaram que o uso
prolongado de contraceptivos orais pode contribuir para este risco aumentado,
mas continua existindo controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência
possa ser atribuída aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de
exame cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de
contraceptivos de barreira.

 

 Mesigyna®, a gravidez e a amamentação
“Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o
seu término.”
“Informe ao médico se está amamentando.”
Mesigyna® não deve ser usada quando há suspeita de gravidez ou durante a
gestação. Se suspeitar da possibilidade de gravidez durante o uso de Mesigyna®,
consulte seu médico o mais rápido possível. O uso de Mesigyna® durante a
amamentação não é recomendado. Se desejar usar Mesigyna® enquanto estiver
amamentando, converse primeiramente com seu médico.


Mesigyna® e outros medicamentos
”Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do
início, ou durante o uso de Mesigyna®.”
Baseado no conhecimento obtido com COCs, assume-se que o efeito
contraceptivo de Mesigyna® pode ser prejudicado pelo uso concomitante de outros
medicamentos. Estes incluem medicamentos usados para o tratamento da
epilepsia (por exemplo, primidona, fenitoína, barbitúricos, carbamazepina,
oxcarbazepina, topiramato, felbamato); tuberculose (por exemplo, rifampicina) e
infecções por HIV (por exemplo, ritonavir, nevirapina); antibióticos (por exemplo,
penicilinas, tetraciclinas, griseofulvina) para outras doenças infecciosas; e
produtos contendo Erva de São João (usada principalmente para o tratamento de
estados depressivos). Alguns medicamentos (por exemplo, cetoconazol,
eritromicina, ciclosporina) podem inibir o metabolismo de Mesigyna®.
Contraceptivos hormonais combinados podem também interferir no mecanismo de
outros medicamentos. Informe seu médico se você está utilizando ou utilizou
recentemente qualquer medicamento, inclusive medicamentos sem prescrição
médica ou plantas medicinais. Também informe que está tomando MesigynaÒ a
qualquer outro médico ou dentista que venha a lhe prescrever outro medicamento.
Pode ser necessário o uso adicional de um outro método contraceptivo e, neste
caso, seu médico lhe dirá por quanto tempo deverá usá-lo.

 

Quando devo consultar o médico?
É recomendável consultar o médico regularmente para que ele possa realizar os
exames clínico geral e ginecológico de rotina e confirmar se o uso de Mesigyna®
pode ser continuado.
Consulte seu médico assim que possível quando:
– perceber qualquer alteração na própria saúde, especialmente quando
envolver qualquer um dos itens mencionados neste informativo (veja itens
“Quando não se deve usar Mesigyna®?” e “O que você deve saber antes de
usar Mesigyna®?”, não se esqueça dos dados relacionados aos seus
familiares diretos);
– sentir caroço na mama;
– usar outros medicamentos concomitantemente (veja item: “Mesigyna® e
outros medicamentos”);
– ficar imobilizada ou sofrer uma cirurgia (consulte seu médico com
antecedência de, pelo menos, 8 semanas);
– tiver sangramento vaginal intenso e fora do habitual;
– esquecer/atrasar uma aplicação e tiver tido relação sexual no período de 7
dias antes da data prevista para a aplicação da injeção;
– não tiver sangramento dentro dos 30 dias após uma injeção ou suspeitar de
gravidez (informe seu médico antes da próxima aplicação).
Procure seu médico imediatamente se apresentar possíveis sinais de trombose,
infarto do miocárdio ou derrame cerebral; nestes casos, não aplicar mais nenhuma
injeção de Mesigyna®:
– tosse de origem desconhecida;
– dor intensa no peito que se irradia para o braço esquerdo;
– falta de ar;
– dor de cabeça mais forte, prolongada e fora do habitual ou enxaqueca;
– perda parcial ou completa da visão, ou visão dupla;
– dificuldade ou impossibilidade de falar;
– mudança repentina dos sentidos: audição, olfato ou paladar;
– tontura ou desmaio;
– fraqueza ou adormecimento em qualquer parte do corpo;
– dor intensa no abdome;
– inchaço ou dor intensa nas pernas.
As situações e os sintomas acima são descritos e explicados em mais detalhes
nos tópicos anteriores deste informativo.
Que reações desagradáveis podem aparecer ao usar Mesigyna®?
”Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis.”
Como ocorre com todo medicamento, podem surgir reações desagradáveis com o
uso de Mesigyna®. Informe seu médico sobre o aparecimento de reações
desagradáveis, especialmente se forem graves ou persistentes, ou se houver uma
mudança no seu estado de saúde que possa estar relacionada com o uso de
Mesigyna®.


Reações graves
As reações graves associadas ao uso de Mesigyna®, assim como os sintomas
relacionados, estão descritos nos itens “Contraceptivos hormonais combinados e a
trombose” e “Contraceptivos hormonais combinados e o câncer”. Leia estes itens
com atenção e não deixe de conversar com o seu médico em caso de dúvidas, ou
imediatamente quando achar apropriado.

 

 Outras possíveis reações
As seguintes reações têm sido observadas em usuárias de contraceptivos
hormonais combinados sem, contudo, terem sua relação de causalidade com o
produto confirmada ou não. Estas reações adversas podem surgir nos primeiros
meses de uso de Mesigyna® e normalmente diminuem com o tempo de uso:
Classificação por
sistema corpóreo
Freqüente
(≥ 1/100)
Pouco
freqüente
(≥ 1/1.000 a <
1/100)
Raro (< 1/1.000)
Distúrbios no sistema
imunológico
reações de
hipersensibilidade
Distúrbios metabólicos
e nutricionais
retenção de
líquido
Distúrbios
psiquiátricos
estados
depressivos,
alterações de humor
diminuição do
desejo sexual
(libido)
aumento do desejo
sexual (libido)
Distúrbios no sistema
nervoso
dor de cabeça enxaqueca
Distúrbios nos olhos intolerância a lentes
de contato
Distúrbios
gastrintestinais
náuseas, dor
abdominal
vômitos, diarréia
Distúrbios cutâneos e
nos tecidos
subcutâneos
erupção
cutânea,
urticária
eritema nodoso,
eritema multiforme
Distúrbios no sistema
reprodutivo e nas
mamas
dor e
hipersensibilidade
nas mamas
aumento do
tamanho das
mamas
secreção vaginal,
secreção das
mamas
Distúrbios gerais e
condições no local da
reações no local da
injeção
32
administração
Investigações aumento de peso
corporal
diminuição de peso
corporal
A experiência mostra que as reações de curta duração (desejo de tossir, acessos
de tosse, falta de ar), que podem ocorrer em casos isolados durante ou
imediatamente após a injeção intramuscular de soluções oleosas, podem ser
evitadas, administrando-se a injeção de forma extremamente lenta.
Se você tem angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou
exacerbar os sintomas de angioedema (veja o item “O que você deve saber antes
de usar Mesigyna®?”).
Se você notar qualquer um dos efeitos descritos, consulte seu médico.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SAÚDE.

 

Quando e como se toma Mesigyna®?
Quando usado corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano
(uma gestação a cada 100 mulheres por ano de uso). O índice de falha pode
aumentar quando os intervalos entre as injeções são prolongados.
Siga rigorosamente o procedimento indicado, pois o não-cumprimento pode
ocasionar falhas na obtenção dos resultados.
”Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração da utilização do produto.”
Mesigyna® deve ser sempre administrado por via intramuscular profunda (de
preferência na região glútea e, como alternativa, no braço). As injeções devem ser
administradas de forma extremamente lenta (veja o item “Que reações
desagradáveis podem aparecer ao usar Mesigyna®?”).


Início do uso de Mesigyna®
– Quando nenhum outro contraceptivo hormonal foi usado no mês anterior
A primeira injeção deve ser administrada no primeiro dia do ciclo menstrual
(primeiro dia de sangramento).
– Mudando de um contraceptivo oral combinado (pílula), anel vaginal ou
adesivo transdérmico para Mesigyna®
Preferivelmente, inicie o uso de Mesigyna® imediatamente após a ingestão de
comprimidos ativos do COC por pelo menos 7 dias ou após a ingestão do último
comprimido ativo da cartela em uso (alguns anticoncepcionais contêm
comprimidos inativos, ou seja, sem princípio ativo, caso você não saiba diferenciar
os comprimidos ativos dos inativos, consulte seu médico). Se estiver mudando de
anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da
retirada ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação.
– Mudando da minipílula, implante ou injeção (apenas progestógeno) ou SIU
(Sistema Intra-Uterino) para Mesigyna®
A troca do método contraceptivo pode ser feita em qualquer dia no caso da
minipílula (ou no dia da retirada do implante ou SIU ou da aplicação do
contraceptivo injetável usado anteriormente), mas em todos estes casos deve ser
recomendado o uso adicional de um método contraceptivo de barreira durante os
primeiros 7 dias após a injeção.

 

 Aborto de primeiro trimestre
Mesigyna® pode ser administrada a qualquer momento dentro da primeira semana
após um aborto. Dessa maneira, um método contraceptivo adicional não é
necessário.

 

 Pós-parto ou aborto de segundo trimestre
Se você está amamentando veja o item “Mesigyna®, a gravidez e a
amamentação”.
O uso de Mesigyna® pode ser iniciado de 21 a 28 dias após o parto ou aborto de
segundo trimestre, ou ainda, na primeira menstruação depois do parto. Se o uso
for iniciado depois dessa data, um método contraceptivo de barreira deverá ser
utilizado adicionalmente durante os primeiros 7 dias após a injeção de Mesigyna®.
Entretanto, caso tenha tido relação sexual, a possibilidade de gravidez deve ser
excluída antes do início do uso de Mesigyna®, ou deverá aguardar o primeiro
período menstrual.


 

Próximas aplicações
Uma ou duas semanas após a primeira injeção, ocorrerá sangramento semelhante
ao menstrual. Isto é normal e, com a continuação do uso de Mesigyna® os
sangramentos ocorrerão geralmente em intervalos de 30 dias. Normalmente, o dia
da injeção mensal estará dentro do intervalo livre de sangramento.
As injeções seguintes devem ser administradas, independentemente do padrão de
ciclo menstrual, em intervalos de 30 ± 3 dias, isto é, entre no mínimo 27 e no
máximo 33 dias após a última aplicação.
Se ocorrer um intervalo entre as aplicações maior que 33 dias, não se pode
contar, a partir desta data, com o grau necessário de segurança contraceptiva, e
um método contraceptivo adicional deverá ser utilizado. Consulte seu médico para
saber como proceder.
Se dentro dos 30 dias posteriores à administração de Mesigyna® não ocorrer
sangramento por privação hormonal, deve-se afastar a possibilidade de gravidez
por meio de teste adequado. Neste caso, consulte seu médico.
Como ocorre com todos os contraceptivos hormonais, podem surgir sangramentos
irregulares (gotejamento ou sangramento de escape), especialmente durante os
primeiros meses de uso. Entretanto, isso geralmente ocorre apenas durante um
intervalo de adaptação de cerca de três ciclos. Se o sangramento irregular
continuar, tornar-se mais intenso ou recomeçar após ter cessado, informe seu
médico. Foi observado com Mesigyna® uma baixa freqüência de sangramentos
irregulares.
Após a descontinuação do uso de Mesigyna®, nenhum efeito na capacidade de
engravidar foi observado em mulheres que utilizaram o produto por 2 a 3 anos.

 

 Instrução para preparo da seringa
Veja item “Posologia e Modo de Usar” em “Informações Técnicas”.

 

O que fazer se não ocorrer sangramento?
Em algumas mulheres pode não ocorrer o sangramento dentro de 30 dias após a
injeção. Neste caso, consulte seu médico, pois é necessário descartar a
possibilidade de gravidez por meio de teste adequado. A próxima injeção não
deverá ser utilizada até que seu médico exclua a possibilidade de gravidez.
Se Mesigyna® foi utilizada da forma correta e você não utilizou outros
medicamentos que reduzem a eficácia contraceptiva (veja item “Mesigyna® e
outros medicamentos”), é pouco provável que esteja grávida.
O que fazer se esquecer de usar Mesigyna®?
Se você esquecer a próxima injeção de Mesigyna®, não se pode contar com o
grau necessário de segurança contraceptiva a partir da data do esquecimento.
Você deverá usar um método contraceptivo adicional. Consulte seu médico.
 Efeitos após descontinuação do uso de Mesigyna®
Após descontinuação do uso de Mesigyna®, não foram observados efeitos de
longa duração sobre a capacidade de engravidar em mulheres que utilizaram
Mesigyna® por 2 a 3 anos.

“Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.”

 

Como proceder no caso de superdose acidental de Mesigyna®?
A apresentação do produto em seringa pré-carregada pronta para uso, assim
como sua administração por pessoa treinada, minimiza o risco de superdose. Não
há relatos de efeitos deletérios graves decorrentes de superdose de
contraceptivos combinados.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

Bula do Mercilon (Anticoncepcional)

MercilonBula do Mercilon®:
desogestrel
etinilestradiol
Forma farmacêutica e apresentação
Embalagens com 10 cartelas com 21 comprimidos.

 

USO ADULTO

 

Composição
Cada comprimido contém:
desogestrel……………………………………………………………….. 150 mcg
etinilestradiol……………………………………………………………….. 20 mcg
Excipiente (amido, povidona, ácido esteárico, estearato de magnésio, dióxido de silício,
racealfatocoferol, lactose) q.s.p. ………….. 1 comprimido

 

INFORMAÇÕES PARA A PACIENTE
Ação esperada do medicamento
Anticoncepcional.
Cuidados de armazenamento e data de validade
Conservar Mercilon em temperatura ambiente (entre 15 – 30 °C), protegi do da luz e da
umidade. Nº do Lote, data de Fabricação (F) e a data de Validade (V) estão indicados na
embalagem externa do produto. Não use medicamento com prazo de validade vencido, pois o
seu efeito pode não ser o desejado. A cartela de Mercilon contém 21 comprimidos e nessa
cartela está marcado o dia da semana correspondente a cada comprimido. Mercilon
comprimidos é uma moderna “pílula anticoncepcional”, para uso oral, que apresenta baixa
dosagem de princípios ativos. São eles o DESOGESTREL e o ETINILESTRADIOL.
Toda pílula anticoncepcional só deverá ser utilizada com orientação contínua do médico, por
isso, antes de iniciar o tratamento, a paciente deve ser submetida a exames ginecológicos e
principalmente excluída a existência de gravidez.
Cuidados de administração
Para usar Mercilon e obter o máximo de eficácia, ler atentamente as instruções indicadas a
seguir:
– O primeiro dia do ciclo corresponde ao primeiro dia de menstruação.
– Tomar 1 comprimido (inteiro) por dia, durante 21 dias seguidos – seguir as setas indicadas na
cartela – sempre no mesmo horário, por exemplo, na hora do café ou na hora do jantar.
– Se esquecer de tomar 1 comprimido, o mesmo deve ser tomado na mesma hora que
perceber o esquecimento, desde que não tenha ultrapassado 12 horas do horário escolhido
para fazer o tratamento. Se esse período for maior do que 12 horas, esperar até a hora habitual
e tomar os 2 comprimidos juntos (o “esquecido” e o do dia normal) – nesse caso, tomar
precauções adicionais para evitar a gravidez durante 7 dias seguidos ou até ocorrer a próxima
menstruação.
– Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Cuidados na interrupção do tratamento
Suspendendo o uso de Mercilon, a função dos ovários é recuperada e conseqüentemente
existe risco de engravidar.
“TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.”

 

Como usar Mercilon
– Se durante o ciclo anterior não usou nenhuma pílula anticoncepcional ou se usou e quer
trocar por Mercilon: esperar o início da menstruação. No primeiro dia da menstruação, tomar o
primeiro comprimido de Mercilon (ver marca na cartela do dia da semana correspondente ao
primeiro comprimido). Seguir a direção das setas e continuar a tomar 1 comprimido por dia,
durante 21 dias seguidos, até a cartela ficar vazia. Fazer pausa de 7 dias. Imediatamente após
o sétimo dia, começar outra cartela de Mercilon, mesmo que a menstruação não tenha
terminado. Observar que da segunda cartela em diante, sempre a primeira pílula vai coincidir
com o mesmo dia da semana em que se iniciou o tratamento.
– Se iniciar o tratamento após o dia recomendado ou no período pós-parto, tomar precauções
adicionais para evitar a gravidez durante os primeiros 7 dias de uso de Mercilon (uso de
camisinha, por exemplo).
– Se a menstruação já começou há mais de 5 dias, esperar até a próxima menstruação para
iniciar o tratamento.

 

Precauções e advertências
– O uso de anticoncepcionais orais pode diminuir a tolerância da glicose, portanto, se você está
usando insulina ou outros medicamentos antidiabéticos avise seu médico.
– Os anticoncepcionais orais contendo estrogênio/progestagênio podem afetar a qualidade e
reduzir a quantidade de leite materno. Pequenas quantidades dessas substâncias podem ser
eliminadas através do leite materno.
– O uso de cigarros aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Esse risco aumenta com a
idade e a quantidade de cigarros/dia, portanto as pacientes que utilizam anticoncepcionais
orais devem ser orientadas a parar de fumar.
– A paciente deve informar ao médico qualquer alteração desagradável durante o uso de
Mercilon, principalmente se essas alterações surgirem com o uso de outros medicamentos.

 

Confiabilidade reduzida
A confiabilidade de anticoncepcionais orais pode ser reduzida quando:
– os comprimidos não forem tomados de acordo com as instruções de uso;
– ocorrerem problemas gastrintestinais como vômitos e/ou diarréia até 4 horas depois de
tomado o comprimido;
– forem utilizados outros medicamentos em conjunto, tais como: antibióticos, barbitúricos,
anticonvulsivantes e, possivelmente, produtos fitoterápicos contendo Hypericum perforatum
(erva de São João ou St. John’s wort).

 

“NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.”

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Características
Mercilon é um anticoncepcional oral combinado que contém, como substâncias ativas, o
estrogênio etinilestradiol e o progestagênio desogestrel. Os estudos clínicos revelam que os
anticoncepcionais orais contendo etinilestradiol e desogestrel não provocam efeitos
metabólicos indesejáveis atribuídos à atividade androgênica de alguns progestagênios
utilizados em anticoncepcionais orais. Quando administrado de acordo com esquema
posológico recomendado, Mercilon suprime a função gonodal hipofisária e,
conseqüentemente, a ovulação. Além disso, Mercilon induz um sangramento uterino regular
com quantidade e duração semelhantes à menstruação normal. Esse sangramento é indolor e
normalmente inicia 2 ou 3 dias após a ingestão do último comprimido. Ensaios clínicos
realizados com Mercilon demonstraram baixíssimo índice de gravidez, bom controle do ciclo,
baixa incidência de efeitos colaterais e, como resultado, reduzido índice de descontinuidade.
Indicação
Como anticoncepcional oral.

 

Contra-indicações
– Mercilon é contra-indicado durante a gravidez.
– Distúrbios cardiovasculares ou cerebrovasculares, por exemplo: tromboflebites, processos
tromboembólicos, ou antecedentes dessas condições.
– Hipertensão grave.
– Distúrbios hepáticos importantes ou antecedentes dessas condições, caso os resultados dos
testes de função hepática não tenham retornado ao normal; icterícia colestática; antecedentes
de icterícia na gravidez ou durante o uso de esteróides.
– Síndromes de Rotor e de Dubin-Johnson.
– Presença ou suspeita de tumores estrogênio-dependentes.
– Hiperplasia endometrial.
– Sangramento vaginal sem diagnóstico.
– Porfiria.
– Hiperlipoproteinemia, especialmente em presença de outros fatores de risco que
predisponham a doenças cardiovasculares.
– Um histórico de prurido intenso ou herpes gestacional durante a gravidez, ou com uso prévio
de esteróides.

 

Precauções e advertências
– Os anticoncepcionais orais contendo estrogênio/progestagênio podem afetar a qualidade e
reduzir a quantidade de leite materno. Uma pequena quantidade das substâncias ativas pode
ser excretada através do leite materno.
– Se ocorrerem quaisquer sinais de processos tromboembólicos, o tratamento deverá ser
interrompido imediatamente.
– O tabagismo aumenta o risco de doenças vasculares e esse risco é acentuado com a idade.
Além disso, é provavelmente um pouco maior nas usuárias de anticoncepcionais orais
contendo estrogênios em relação às não-usuárias. Sendo assim, as mulheres com idades
acima de 35 anos devem ser orientadas a parar de fumar, caso queiram utilizar esses
produtos.
– Nas pacientes fazendo uso de medicamentos contendo estrogênios, o risco de trombose
venosa profunda pode aumentar temporariamente ao serem submetidas à cirurgia de grande
porte ou imobilização prolongada.
– Na presença de veias varicosas importantes, os benefícios dos medicamentos com
estrogênios deverão ser avaliados contra os possíveis riscos.
– O tratamento deverá ser interrompido caso os resultados dos testes de função hepática se
tornem anormais.
– Muito raramente têm sido descritos adenomas de células hepáticas em usuárias de
anticoncepcionais orais. O adenoma pode se apresentar como uma massa abdominal e/ou
com sinais e sintomas de dor abdominal aguda. Caso a paciente apresente dor abdominal ou
sinais de sangramento intra-abdominal, deve-se considerar a presença de adenoma celular
hepático hemorrágico.
– Ocasionalmente, verifica-se cloasma durante o uso de medicamentos contendo estrogênio
e/ou progestagênio, especialmente em mulheres com antecedentes de cloasma gravídico. As
mulheres com tendência a cloasma devem evitar exposição ao sol durante o tratamento com
esses medicamentos
– Durante o uso de anticoncepcionais contendo estrogênios, poderá, ocasionalmente, ocorrer
depressão. Caso isso se acompanhe de distúrbios no metabolismo do triptofano, a
administração de vitamina B6 poderá ter valor terapêutico.
– O uso de esteróides pode influenciar os resultados de determinados testes laboratoriais.
– Recomenda-se exames médicos periódicos durante o tratamento prolongado com
medicamentos contendo estrogênios e/ou progestagênios.
– As pacientes portadoras de qualquer das seguintes condições deverão ser monitoradas:
. Insuficiência cardíaca latente ou manifesta, disfunção renal, hipertensão, epilepsia ou
enxaqueca (ou antecedentes dessas condições), pois pode ocorrer agravamento ou
recorrência dessas doenças ou, eventualmente, podem ser induzidas.
. Drepanocitose, pois sob certas circunstâncias como, por exemplo, durante infecção ou
anóxia, os medicamentos contendo estrogênios podem induzir processos tromboembólicos em
pacientes com essas condições.
. Doenças ginecológicas sensíveis à ação estrogênica como, por exemplo, fibromiomas
uterinos – que podem aumentar de tamanho, e endometriose – que pode se agravar durante o
tratamento com estrogênio.

 

Confiabilidade reduzida
Quando Mercilon é tomado de acordo com as instruções de uso, a ocorrência de gravidez é
altamente improvável. No entanto, a confiabilidade dos anticoncepcionais orais pode ser
reduzida quando:
– os comprimidos não são tomados de acordo com as instruções de uso como, por exemplo,
esquecimento da ingestão de um ou mais comprimidos;
– ocorrer distúrbios gastrintestinais como diarréia e/ou vômito dentro de até 4 horas após a
ingestão do comprimido;
– administração concomitante de outros medicamentos (vide item interações medicamentosas).
Se não ocorrer sangramento de privação e nenhuma das circunstâncias mencionadas acima
estiver presente, a gravidez será altamente improvável e o uso de anticoncepcional oral pode
ser continuado.
Se, no entanto, qualquer uma dessas eventualidades ocorrer, deve-se interromper a ingestão
dos comprimidos e excluir-se a presença de gravidez antes de retornar ao uso do
anticoncepcional oral.

 

Interações medicamentosas
Sangramento irregular e confiabilidade reduzida poderão ocorrer quando os anticoncepcionais
forem administrados concomitantemente com outros medicamentos como os
anticonvulsivantes, barbitúricos, antibióticos (por exemplo, tetraciclina, rifampicina, etc.),
determinados laxantes e, possivelmente, produtos fitoterápicos contendo Hypericum
perforatum (erva de São João ou St. John’s wort). Em diabéticas, os anticoncepcionais orais
podem diminuir a tolerância à glicose e aumentar as necessidades de insulina ou outros
medicamentos antidiabéticos. Os anticoncepcionais orais podem interferir no metabolismo
oxidativo do Diazepam e Clordiazepóxido, provocando acumulação plasmática dos mesmos.
Os estrógenos podem provocar diminuição da resposta a agentes antidepressivos tricíclicos e
aumento na incidência de efeitos secundários tóxicos desses medicamentos.

 

Reações adversas
Foram associadas ao tratamento com estrogênio e/ou progestagênio as seguintes reações:
– Trato geniturinário : Sangramento intermenstrual, amenorréia pós-medicação, alterações na
secreção cervical, aumento no tamanho dos fibromiomas uterinos, agravamento de
endometriose, certas infecções vaginais, como a candidíase.
– Mamas: Sensibilidade, dor, aumento, secreção.
– Sistema gastrintestinal: Náusea, vômito, colelitíase, icterícia colestática.
– Sistema cardiovascular: Tromboses, aumento da pressão arterial.
– Pele: Cloasma, eritema nodoso, erupção.
– Olhos: Desconforto da córnea quando em uso de lentes de contato.
– SNC: Cefaléia, enxaqueca, alterações do humor.
– Diversos: Retenção de líquidos, redução da tolerância à glicose, alteração do peso corporal.

 

Posologia e modo de usar
O primeiro comprimido da primeira cartela deverá ser iniciado no primeiro dia da menstruação.
Isso também é aplicável quando houver troca de um outro anticoncepcional oral. Um
comprimido é tomado diariamente no mesmo horário, sem interrupção durante 21 dias,
seguindo-se de uma pausa de 7 dias. Cada cartela seguinte será iniciada após o término dessa
pausa de 7 dias. A administração após o parto deverá ser iniciada no primeiro dia da primeira
menstruação espontânea. Caso seja necessário iniciar antes, por exemplo, imediatamente
após o parto, serão necessárias medidas anticoncepcionais adicionais durante os primeiros 7
dias de uso dos comprimidos. A administração após aborto deverá ser iniciada imediatamente.
Nesse caso, não serão necessárias medidas anticoncepcionais adicionais.

 

Superdosagem
A toxicidade tanto do desogestrel como do etinilestradiol é muito baixa. Sendo assim, não se
espera a ocorrência de sintomas tóxicos com Mercilon quando, por exemplo, uma criança
venha a ingerir diversos comprimidos simultaneamente. Os sintomas que podem ocorrer nesse
caso, incluem: náusea, vômito e, em meninas, leve sangramento vaginal. Provavelmente não
será necessário tratamento específico e, caso seja adequado, pode-se administrar tratamento
de apoio, a critério médico.

 

Reg. MS-1.0171.0068
Farm. Resp.: José Luis Moretti Farah – CRF-SP nº 16.509
ORGANON DO BRASIL Indústria e Comércio Ltda.
Rua João Alfredo, 353 – São Paulo – SP
CNPJ 03.560.974/0001-18 – Indústria Brasileira
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
RU-M0111.041

Bula do Lizzy (Anticoncepcional)

Bula do Lizzy:

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Lizzy
gestodeno + etinilestradiol

 

APRESENTAÇÕES
Lizzy 60 mcg + 15 mcg. Embalagem contendo 24, 48, 72 ou 144 comprimidos revestidos.

 

USO ORAL
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
gestodeno…………………………………………….. 60 mcg
etinilestradiol……………………………………….. 15 mcg
excipientes q.s.p. …………….. 1 comprimido revestido
(lactose monoidratada, amido, povidona, estearato de magnésio, opadry, dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo).

 

II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Lizzy é indicado na prevenção da gravidez. Embora tendo eficácia bem estabelecida, há casos de gravidez em
mulheres utilizando contraceptivos orais.

 

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Lizzy é um contraceptivo oral que combina 2 hormônios, o etinilestradiol e o gestodeno.
Os contraceptivos orais combinados, que possuem 2 hormônios em sua composição, agem por supressão das
gonadotropinas, ou seja, pela inibição dos estímulos hormonais que levam à ovulação. Embora o resultado primário
dessa ação seja a inibição da ovulação, outras alterações incluem mudanças no muco cervical (que aumenta a
dificuldade de entrada do espermatozóide no útero) e no endométrio (que reduz a probabilidade de implantação no
endométrio).

 

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Lizzy não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez, ou ainda por mulheres que estejam
amamentando.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o
tratamento
Lizzy não deve ser utilizado por mulheres com hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes de Lizzy.
Lizzy não deve ser utilizado por mulheres que apresentem qualquer uma das seguintes condições: história anterior ou
atual de trombose venosa profunda (obstrução de uma veia), história anterior ou atual de tromboembolismo
(eliminação de coágulos dos vasos sanguíneos para os pulmões), doença vascular cerebral (derrame) ou coronariana
arterial (infarto do coração), valvulopatias trombogênicas (doença do coração que predispõe à formação de coágulos),
distúrbios trombogênicos (distúrbios da coagulação com formação de coágulos), trombofilias hereditárias ou
adquiridas (alterações da coagulação), cefaleia (dor de cabeça) com sintomas neurológicos focais tais como aura
(sensações ou mal estar que antecedem crises de enxaqueca), diabetes com envolvimento vascular (com
comprometimento da circulação), hipertensão (pressão alta), carcinoma da mama (câncer da mama) conhecido ou
suspeito ou outra neoplasia estrogênio-dependente (dependente do hormônio estrogênio) conhecida ou suspeita,
adenomas ou carcinomas hepáticos (tumores do fígado), ou doença hepática (do fígado) ativa, até a função hepática
não retornar ao normal, sangramento vaginal de etiologia a esclarecer, história anterior ou atual de pancreatite
associada à hipertrigliceridemia severa (inflamação do pâncreas associada ao aumento dos triglicerídeos).

 

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO? PRECAUÇÕES
O uso de contraceptivos orais combinados deve ser feito com acompanhamento médico.
Algumas pacientes usando pílula anticoncepcional apresentaram aumento dos níveis sanguíneos de glicose (açúcar no
sangue) e aumento das taxas de colesterol no sangue. Por isso, mulheres que já tenham diabetes ou intolerância à
glicose (aumento do açúcar no sangue), assim como aumento de colesterol devem ter acompanhamento médico
durante o uso do anticoncepcional.
Uma pequena parcela das mulheres usando anticoncepcional pode apresentar aumento do nível de triglicerídeos no
sangue, de forma persistente, o que pode levar à pancreatite (inflamação do pâncreas) e outras complicações.
Pode haver necessidade de descontinuação (interrupção) do uso de contraceptivos orais combinados na presença de
disfunção hepática (do fígado) aguda ou crônica até que a função hepática volte ao normal. Os hormônios esteroidais
podem ser pouco metabolizados em pacientes com comprometimento da função hepática.
Algumas mulheres podem não menstruar durante o intervalo sem comprimidos. Se houve falha no uso da pílula
anticoncepcional ou se a mulher não menstruar por dois ciclos seguidos, deve interromper o uso do anticoncepcional
até que a possibilidade de gravidez seja excluída.
Pode ocorrer sangramento de escape (perda de pequena quantidade de sangue) em mulheres em tratamento com pílula
anticoncepcional, principalmente nos primeiros três meses de uso. Se esse tipo de sangramento persistir ou recorrer, o
médico deve ser informado.
Mulheres utilizando contraceptivos orais combinados com história de depressão devem ter observação médica
rigorosa e o medicamento deve ser suspenso se a depressão reaparecer em grau severo. As pacientes que ficarem
significantemente deprimidas durante o tratamento com anticoncepcional devem interromper o uso do medicamento e
utilizar outro método anticoncepcional, até que o médico determine se o sintoma está relacionado ao medicamento.
A terapia com contraceptivos orais combinados pode reduzir os níveis séricos de folato. Essa redução pode ter
importância clínica se a paciente engravidar logo após a interrupção do uso de contraceptivos orais combinados.
Os contraceptivos orais combinados devem ser prescritos com cuidado em pacientes com condições que possam ser
agravadas pela retenção de fluidos.
Este produto não protege contra infecção por HIV (AIDS) ou outras doenças sexualmente transmissíveis.
Diarreia e/ou vômitos podem reduzir a absorção do hormônio, resultando na diminuição das concentrações séricas
(ver Orientação em caso de vômitos e/ ou diarreia e Interações Medicamentosas).
Gravidez
Se ocorrer gravidez durante o tratamento com contraceptivo oral combinado, as próximas administrações devem ser
interrompidas. Não há evidências conclusivas de que o estrogênio e o progestagênio contidos no contraceptivo oral
combinado prejudicarão o desenvolvimento do bebê se houver concepção acidental durante seu uso. (ver “QUANDO
NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?”).

 

Lactação
Não é recomendado o uso de anticoncepcional combinado durante a amamentação.

 

ADVERTÊNCIAS
Fumar aumenta o risco de efeitos colaterais cardiovasculares sérios (trombose, derrame, infarto do coração)
decorrentes do uso de contraceptivos orais combinados. Mulheres que tomam contraceptivos orais combinados
devem ser firmemente aconselhadas a não fumar.
As informações contidas nesta bula baseiam-se, principalmente, em estudos realizados em mulheres que utilizaram
contraceptivos orais combinados com doses de estrogênios e progestagênios maiores do que as dos contraceptivos
orais combinados comumente utilizados hoje em dia.
1. Tromboembolismo e trombose venosa e arterial O uso de contraceptivos orais combinados está associado a aumento do risco de eventos tromboembólicos (formação e  eliminação de coágulos nos vasos sanguíneos) e trombóticos (obstrução de algum tipo de veia ou artéria). Entre os eventos relatados estão infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (“derrame”), ataque isquêmico transitório
(paciente apresenta sintomas de derrame que duram menos de 24 horas- diminuição de força, dificuldade de falar,
alteração de coordenação, diminuição de sensibilidade).
O risco para tais eventos é ainda maior em mulheres com condições predisponentes para tromboembolismo e
trombose venosos. O médico deve ter cuidado ao prescrever contraceptivos orais combinados nesses casos.
A seguir, exemplos de condições predisponentes para tromboembolismo e trombose venosa e arterial:
 obesidade
 cirurgia ou trauma com maior risco de trombose
 parto recente ou aborto no segundo trimestre
 imobilização prolongada
 idade avançada
 fumo
 hipertensão (pressão alta)
 hiperlipidemias (aumento do colesterol no sangue)
O risco de acidente vascular cerebral (“derrame”) pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral combinado que
sofrem de enxaqueca (particularmente enxaqueca com aura, sensações ou mal estar que antecedem crises de
enxaqueca).

 

2. Lesões oculares
Houve relatos de casos de trombose vascular retiniana (obstrução de um vaso do olho) com o uso de contraceptivos
orais combinados, que podem resultar em perda total ou parcial da visão. Se houver sinais ou sintomas de alterações
visuais, início de proptose (olho saltado para fora) ou diplopia (visão dupla), papiledema (edema, inchaço, do nervo do
olho) ou lesões vasculares retinianas (dos vasos da retina), deve-se interromper o uso dos contraceptivos orais
combinados e avaliar imediatamente a causa.

 

3. Pressão arterial
Relatou-se hipertensão (aumento da pressão arterial) em mulheres em tratamento com contraceptivos orais
combinados.
Na maioria das pacientes, a pressão arterial volta ao valor basal (normal) com a interrupção da administração do
contraceptivo oral combinado e, aparentemente, não há diferença na ocorrência de hipertensão entre mulheres que já
usaram e as que nunca tomaram contraceptivos orais combinados.
Em mulheres com hipertensão, histórico de hipertensão ou doenças relacionadas à hipertensão (incluindo algumas
doenças renais), pode ser preferível utilizar outro método de controle da natalidade. Se pacientes hipertensas
escolherem o tratamento com contraceptivos orais combinados, devem ser monitoradas rigorosamente e, se ocorrer
aumento significativo da pressão arterial, deve-se interromper o uso do contraceptivo oral combinado.
O uso de contraceptivo oral combinado é contraindicado em mulheres com hipertensão não-controlada.

 

4. Câncer dos órgãos reprodutores
Câncer de colo de útero
Alguns estudos sugerem que o uso de contraceptivo oral combinado pode estar associado a aumento do risco de
câncer de colo do útero em algumas populações de mulheres. No entanto, ainda há controvérsia sobre o grau em que
essas descobertas podem estar relacionadas a diferenças de comportamento sexual e outros fatores. Nos casos de
sangramento genital anormal não-diagnosticado, estão indicadas medidas diagnósticas adequadas.

 

Câncer de mama
Os fatores de risco estabelecidos para o desenvolvimento do câncer de mama incluem aumento da idade, histórico
familiar, obesidade, mulheres que nunca tiveram filhos e idade tardia para a primeira gravidez.

 

5. Neoplasia hepática/doença hepática
Os adenomas hepáticos (tumor de fígado), em casos muito raros, e os carcinomas hepatocelulares (câncer de fígado),
em casos extremamente raros, podem estar associados ao uso de contraceptivo oral combinado.
Aparentemente, o risco aumenta com o tempo de uso do contraceptivo oral combinado. A ruptura dos adenomas
hepáticos pode causar morte por hemorragia intra-abdominal. Mulheres com história de colestase (parada ou
dificuldade da eliminação da bile) relacionada ao contraceptivo oral combinado e as que desenvolveram colestase durante a gravidez são mais propensas a apresentar colestase com o uso de contraceptivo oral combinado. Essas
pacientes que usam contraceptivo oral combinado devem ser rigorosamente monitoradas, e o uso de contraceptivo oral
combinado deve ser interrompido se colestase recorrer.
Foi relatada lesão hepatocelular (lesão das células do fígado) com o uso de contraceptivos orais combinados. A
identificação precoce da lesão hepatocelular associada ao uso de contraceptivo oral combinado pode reduzir a
gravidade da hepatotoxicidade (toxicidade do fígado) quando o contraceptivo oral combinado é descontinuado.
Se a lesão hepatocelular for diagnosticada, a paciente deve interromper o uso do contraceptivo oral combinado,
utilizar um método de controle da natalidade não-hormonal e consultar seu médico.

 

6. Enxaqueca/Cefaleia
Início ou exacerbação (piora) de enxaqueca ou desenvolvimento de cefaleia (dor de cabeça) com padrão novo que seja
recorrente, persistente ou grave exige a descontinuação do contraceptivo oral combinado após avaliação médica
adequada.
O risco de acidente vascular cerebral (“derrame”) pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral combinado que
sofrem de enxaqueca (particularmente enxaqueca com aura, sensações ou mal estar que antecedem crises de
enxaqueca).

 

7. Imune
Angioedema
Os estrogênios exógenos podem induzir ou exacerbar os sintomas de angioedema (inchaço em todas as partes do
corpo, podendo incluir as vias aéreas), particularmente em mulheres com angioedema hereditário.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Alguns medicamentos podem reduzir a eficácia dos contraceptivos orais quando tomados ao mesmo tempo.
Interações entre etinilestradiol (um dos hormônios presentes no Lizzy) e outras substâncias podem diminuir ou
aumentar as concentrações séricas (no sangue) de etinilestradiol.
Concentrações séricas mais baixas de etinilestradiol podem causar maior incidência de sangramento de escape e
irregularidades menstruais e, possivelmente, podem reduzir a eficácia do contraceptivo oral combinado.
Durante o uso concomitante de produtos com etinilestradiol e substâncias que podem diminuir as concentrações
séricas de etinilestradiol, recomenda-se que um método anticoncepcional não-hormonal (como preservativos e
espermaticidas) seja utilizado além da ingestão regular de Lizzy. No caso de uso prolongado dessas substâncias, os
contraceptivos orais combinados não devem ser considerados os contraceptivos primários (principal).
Após a descontinuação das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de etinilestradiol, recomenda-se
o uso de um método anticoncepcional não-hormonal por, no mínimo, 7 dias.
A seguir, alguns exemplos das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de etinilestradiol:
 substâncias que alteram as enzimas hepáticas, como rifampicina (medicamento usado para tratamento de
tuberculose), rifabutina, barbitúricos (medicamentos utilizados em anestesias), fenilbutazona, fenitoína,
(antiepiléptico), dexametasona, griseofulvina (medicamento antifúngico, para tratamento de micoses),
topiramato (antiepiléptico) , alguns inibidores de protease, modafinil.
 Hypericum perforatum, também conhecido como erva de São João, e ritonavir (possivelmente por alteração
das enzimas hepáticas).
 alguns antibióticos, por exemplo, ampicilina, outras penicilinas e tetraciclinas.
A seguir, alguns exemplos de substâncias que podem aumentar as concentrações séricas de etinilestradiol:
 atorvastatina. (medicamento para o colesterol)
 ácido ascórbico (vitamina C) e o paracetamol (acetaminofeno).
 indinavir (medicamento para pacientes HIV+), fluconazol (antifúngico) e troleandomicina (antibiótico).
A troleandomicina pode aumentar o risco de colestase intra-hepática (parada ou dificuldade da eliminação da bile)
durante a administração concomitante com contraceptivos orais combinados. O etinilestradiol (substância ativa do Lizzy) pode interferir no metabolismo de outras drogas podendo aumentar as
concentrações plasmáticas e teciduais (p. ex., ciclosporina, teofilina, corticosteroides) ou diminuir (p. ex.,
lamotrigina).
Em pacientes tratados com a flunarizina (medicamento para vertigem), relatou-se que o uso de contraceptivos orais
aumenta o risco de galactorreia (surgimento de leite nas mamas fora do período de amamentação).
As bulas dos medicamentos concomitantes devem ser consultadas para identificar possíveis interações.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

 

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Lizzy deve ser conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15° e 30°C).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Lizzy se apresenta como comprimidos revestidos redondos, de cor amarelo pálido.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Como tomar Lizzy
O blister de Lizzy contém 24 comprimidos ativos. Os comprimidos devem ser tomados seguindo a direção das setas
marcadas no blister todos os dias e aproximadamente no mesmo horário. Tomar um comprimido por dia por 24 dias
consecutivos, seguido de um intervalo de 4 dias sem a ingestão de comprimidos. A embalagem seguinte deve ser
iniciada após o intervalo de 4 dias sem a ingestão de comprimidos. Após 2-3 dias do último comprimido ter sido
tomado, inicia-se, em geral, a menstruação que pode não cessar antes do início da embalagem seguinte.
Não iniciar ou continuar a o tratamento com Lizzy caso haja suspeita ou conhecimento de gravidez.

 

Como começar a tomar Lizzy
Sem uso anterior de contraceptivo hormonal (no mês anterior): o primeiro comprimido deve ser tomado no 1º dia do
ciclo natural (ou seja, o primeiro dia da menstruação). Pode-se iniciar o tratamento com Lizzy entre o 2º e o 7º dia do
ciclo menstrual, mas recomenda-se a utilização de método contraceptivo não-hormonal (como preservativo e
espermaticida) nos primeiros 7 dias de administração de Lizzy.
Quando passa a usar Lizzy no lugar de outro contraceptivo oral: preferencialmente, deve-se começar a tomar Lizzy
no dia seguinte ao último comprimido ativo do contraceptivo oral combinado (com 2 hormônios) anterior ter sido
ingerido mas não mais tarde do que no dia após o intervalo sem comprimidos ou após a ingestão do último
comprimido inerte (sem efeito) do contraceptivo oral combinado anterior.
Quando passa a usar Lizzy no lugar de outro método contraceptivo com apenas progestagênio (minipílulas,
implante, dispositivos intrauterinos [DIU], injetáveis): pode-se interromper o uso da mini-pílula em qualquer dia e
deve-se começar a tomar Lizzy no dia seguinte. Deve-se iniciar o uso de Lizzy no mesmo dia da remoção do implante
de progestagênio ou remoção do DIU. O uso de Lizzy deve ser iniciado na data em que a próxima injeção está
programada.
Em cada uma dessas situações, a paciente deve ser orientada a utilizar outro método não-hormonal de contracepção
durante os 7 primeiros dias de administração de Lizzy.
Após aborto no primeiro trimestre: pode-se começar a tomar Lizzy imediatamente. Não são necessários outros
métodos contraceptivos.
Pós-parto: como o pós-parto imediato está associado a aumento do risco de tromboembolismo (eliminação de
coágulos dos vasos sanguíneos para os pulmões), o tratamento com Lizzy não deve começar antes do 28º dia após o
parto em mulheres não-lactantes (que não estão amamentando) ou após aborto no segundo trimestre. Deve-se orientar a paciente a utilizar outro método não-hormonal de contracepção durante os 7 primeiros dias de
administração de Lizzy. Entretanto, se já tiver ocorrido relação sexual, a possibilidade de gravidez antes do início da
utilização de Lizzy deve ser descartada ou deve-se esperar pelo primeiro período menstrual espontâneo. (ver O QUE
DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?).

 

Orientação em caso de vômitos e/ou diarreia
No caso de vômito e/ou diarreia no período de 4 horas após a ingestão do comprimido, a absorção dos comprimidos
pode ser incompleta. Neste caso, as informações contidas no item O QUE DEVO QUANDO EU ME ESQUECER
DE TOMAR ESTE MEDICAMENTO? são aplicáveis.
A paciente deve tomar um comprimido ativo adicional obtido de uma nova embalagem.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

 

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
A proteção contraceptiva pode ser reduzida se a paciente esquecer-se de tomar algum comprimido de Lizzy e,
particularmente, se o esquecimento ultrapassar o intervalo livre sem comprimidos. Recomenda-se consultar seu
médico.
 Se a paciente esquecer-se de tomar um comprimido de Lizzy e lembrar dentro de até 12 horas da dose usual,
deve-se ingeri-lo tão logo se lembre. Os comprimidos seguintes devem ser tomados no horário habitual.
 Se a paciente esquecer-se de tomar um comprimido de Lizzy e lembrar mais de 12 horas após a dose usual ou
se tiverem sido esquecidos dois ou mais comprimidos, a proteção contraceptiva pode estar reduzida. O último
comprimido esquecido deve ser tomado tão logo se lembre, o que pode resultar na tomada de dois
comprimidos de uma única vez. Os comprimidos seguintes devem ser ingeridos no horário habitual. Um
método contraceptivo não-hormonal deve ser usado nos próximos 7 dias.
 Se a paciente tomar o último comprimido ativo antes do fim do intervalo de 7 dias durante o qual o uso de um
método contraceptivo não-hormonal não é necessário, a próxima embalagem deve ser iniciada
imediatamente; não deve haver intervalo sem comprimidos entre as embalagens. Isto previne um intervalo
prolongado entre os comprimidos, reduzindo, portanto, o risco de uma ovulação de escape. É improvável que
ocorra menstruação até que todos os comprimidos da nova embalagem sejam tomados, embora a paciente
possa apresentar spotting ou sangramento de escape nos dias em que estiver ingerindo os comprimidos. Se a
paciente não tiver menstruação após a ingestão de todos os comprimidos da nova embalagem, a possibilidade
de gravidez deve ser descartada antes de se retomar a ingestão dos comprimidos.

 

Proteção contraceptiva adicional
Quando for necessária a utilização de proteção contraceptiva adicional, utilize métodos contraceptivos de barreira (por
exemplo: diafragma ou preservativo masculino). Não utilize os métodos da tabelinha ou da temperatura como
proteção contraceptiva adicional, pois os contraceptivos orais modificam o ciclo menstrual, tais como as variações de
temperatura e do muco cervical.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

 

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
O uso de contraceptivos orais combinados tem sido associado a aumento dos seguintes riscos:
 Eventos tromboembólicos (formação e eliminação de coágulos nos vasos sanguíneos) e trombóticos
(obstrução) arteriais e venosos, incluindo infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (“derrame”),
ataque isquêmico transitório (sintomas do derrame, porém com regressão em 24horas), trombose venosa
(obstrução de uma veia) e embolia pulmonar (eliminação de coágulos dos vasos sanguíneos para os
pulmões);
 Câncer de colo de útero;
 Câncer de mama;
 Tumores hepáticos (do fígado) benignos (p. ex., hiperplasia nodular focal, adenoma hepático).
As reações adversas estão relacionadas de acordo com sua frequência:
Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): cefaleia (dor de cabeça),
incluindo enxaqueca, sangramento de escape/spotting.Reação comum (ocorre ente 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): vaginite (inflamação na
vagina), incluindo candidíase (infecção causada pelo fungo Cândida); alterações de humor, incluindo depressão,
alterações de libido, nervosismo, tontura, náuseas (enjôo), vômitos, dor abdominal, acne, mastalgia (dor ou aumento
da sensibilidade nas mamas), aumento do volume mamário, secreção das mamas, dismenorreia (cólica menstrual),
alteração do fluxo menstrual, alteração da secreção e ectrópio cervical (alteração do epitélio do colo do útero),
amenorreia (falta da menstruação), retenção hídrica/edema (inchaço), alterações de peso (ganho ou perda).
Reação incomum (ocorre ente 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): alterações de apetite
(aumento ou diminuição), cólicas abdominais, distensão (aumento do volume abdominal), erupções cutâneas (lesão na
pele), cloasma /melasma (manchas escuras na pele do rosto) que pode persistir; hirsutismo (aumento dos pelos),
alopecia (perda de cabelo), aumento da pressão arterial, alterações nos níveis séricos de lipídios, incluindo
hipertrigliceridemia (aumento dos triglicerídeos).

 

Reação rara (ocorre ente 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): reações
anafiláticas/anafilactoides (reações alérgicas graves), incluindo casos muito raros de urticária (alergia da pele),
angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele ou da mucosa, geralmente de origem alérgica) e reações
graves com sintomas respiratórios e circulatórios, intolerância à glicose (aumento nos níveis de açúcar no sangue),
intolerância a lentes de contato, icterícia colestática (coloração amarelada da pele e mucosas por acúmulo de
pigmentos biliares, devido à obstrução), eritema nodoso (nódulos (protuberâncias) subcutâneos vermelhos e
dolorosos), diminuição dos níveis séricos de folato***.
Reação muito rara (ocorre com menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): carcinomas
hepatocelulares (câncer de fígado), exacerbação do lúpus eritematoso sistêmico, exacerbação da porfiria, exacerbação
da coreia, neurite óptica* (inflamação do nervo do olho), trombose vascular retiniana (obstrução de um vaso da
retina), piora das varizes, pancreatite (inflamação no pâncreas), colite isquêmica (inflamação do intestino grosso ou
cólon por falta de oxigenação), doença biliar, incluindo cálculos biliares** (cálculo na vesícula biliar), eritema
multiforme (manchas vermelhas, bolhas e/ou ulcerações pelo corpo), síndrome urêmica hemolítica (síndrome
caracterizada por anemia, diminuição do número de plaquetas e prejuízo na função renal entre outras alterações).

 

Reações adversas cuja frequência é desconhecida: doença inflamatória intestinal (Doença de Crohn, colite ulcerativa),
lesão hepatocelular (p. ex., hepatite, função anormal do fígado).
* A neurite óptica (inflamação de um nervo do olho pode resultar em perda parcial ou total da visão).
** Os contraceptivos orais combinados podem piorar doenças biliares preexistentes e podem acelerar o
desenvolvimento dessa doença em mulheres que anteriormente não tinham estes sintomas.
*** Pode haver diminuição dos níveis séricos de folato com o tratamento com contraceptivo oral combinado. Isso
pode ser clinicamente significativo se a mulher engravidar logo após descontinuar os contraceptivos orais
combinados.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: dor de cabeça, inchaço, náuseas (enjôo),
vômitos, dores abdominais, alterações de peso (aumento ou diminuição), alterações de humor incluindo depressão,
nervosismo; tontura, alterações do interesse sexual, acne, intolerância a lentes de contato, vaginite, alterações do fluxo
menstrual, dor e sensibilidade, aumento ou secreção das mamas.
Se as reações desagradáveis persistirem ou tornarem-se muito incômodas, a paciente deve consultar seu
médico.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

 

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
Os sintomas da superdosagem com contraceptivos orais em adultos e crianças podem incluir náusea, vômito,
sensibilidade nas mamas, tontura, dor abdominal, sonolência/fadiga; hemorragia por supressão pode ocorrer em
mulheres. Não há antídoto específico e, se necessário, a superdosagem é tratada sintomaticamente.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.

 

III) DIZERES LEGAIS

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
M.S.: 1.0047. 0478
Farm. Resp.: Luciana A. Perez Bonilha
CRF-PR nº 16.006
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 12/04/2013
Fabricado e Registrado por:
Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda.
Rod. Celso Garcia Cid (PR-445), Km 87
Cambé-PR
CNPJ: 61.286.647/0001-16
Indústria Brasileira
Embalado por:
Blisfarma Indústria Farmacêutica Ltda.
Diadema – SP
Comercializado por:
União Química Farmacêutica Nacional S/A
Divisão Genom Unidade Brasília
Trecho 01 Conjunto 11 Lote 6 a 12 – Pólo de Desenvolvimento JK
Santa Maria – Brasília – DF – CEP: 72549‐-555

Bula do Levordiol (Anticoncepcional)

LevordiolBula do LEVORDIOL®:
Levonorgestrel, Etinilestradiol, Vitamina B6

 

APRESENTAÇÃO
Caixa contendo uma cartela com 28 comprimidos. Acompanha porta-cartela e folheto de orientação à paciente.

 

USO ADULTO
Cada cartela de LEVORDIOL® contém 28 comprimidos, sendo 6 comprimidos rosa, 5 comprimido amarelos, 10 comprimidos brancos e 7 comprimidos salmão.

 

COMPOSIÇÃO
A composição dos comprimidos é a seguinte:
Comprimido Rosa
Levonorgestrel ………………………………………………………………………………………………………. 0,050 mg
Etinilestradiol ……………………………………………………………………………………………………….. 0,030 mg
Vitamina B6 …………………………………………………………………………………………………………… 10,0 mg
Excipiente q.s.p. (*) ………………………………………………………………………………………… 1 comprimido
Comprimido Amarelo
Levonorgestrel …………………………………………………………………………………………………….. 0,075 mg
Etinilestradiol ………………………………………………………………………………………………………. 0,040 mg
Vitamina B6 ………………………………………………………………………………………………………….. 10,0 mg
Excipiente q.s.p. (*) ……………………………………………………………………………………….. 1 comprimido
Comprimido Branco
Levonorgestrel ……………………………………………………………………………………………………. 0,125 mg
Etinilestradiol ………………………………………………………………………………………………………. 0,030 mg
Vitamina B6 ………………………………………………………………………………………………………….. 10,0 mg
Excipiente q.s.p. (*) ……………………………………………………………………………………….. 1 comprimido
Comprimido Salmão
Vitamina B6 …………………………………………………………………………………………………………. 10,0 mg
Excipiente q.s.p. (*) ………………………………………………………………………………………. 1 comprimido
* (polivinilpirrolidona, talco, lactose, óleo vegetal hidrogenado, óleo de rícino, polímero catiônico de ácido metacrílico, estearato de magnésio, dióxido de titânio, polietilenoglicol, amido, álcool extra neutro)

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Proteger o produto da luz, do calor e da umidade.
Não utilize o medicamento fora do prazo de validade indicado.
Para sua segurança, mantenha a embalagem até uso total do medicamento.
O número do lote e as datas de fabricação e validade estão carimbados no cartucho do produto.
Este medicamento não pode ser utilizado na gravidez comprovada ou suspeita.

 

INFORMAR AO MÉDICO A OCORRÊNCIA DE GRAVIDEZ ANTES OU DURANTE O TRATAMENTO COM ESTE MEDICAMENTO.
Não utilizar este medicamento durante o período de amamentação.
Informar ao médico, caso ocorram, reações desagradáveis durante o tratamento com LEVORDIOL®.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

COMO TOMAR LEVORDIOL®
Tomar um comprimido ao dia, sempre no mesmo horário, de preferência após o jantar ou ao deitar, com auxilio de água ou leite.

 

PRIMEIRA CARTELA
1- Inicie o tratamento no 5º dia do ciclo menstrual, independente do sangramento haver terminado ou não, começando pelo comprimido rosa que está assinalado com o número 1 na frente da cartela. Observando que o 1º dia do ciclo corresponde ao 1º dia de sangramento menstrual.
2- Nos dias seguintes, tome um comprimido ao dia, seguindo a seqüência numérica indicada na frente da cartela (do número 1 ao 28). A ordem indicada pelos números deve ser rigorosamente seguida.
3- Durante os primeiros 14 dias do primeiro ciclo de tratamento a paciente deve tomar medidas anticoncepcionais adicionais, não-hormonais, tipo barreira mecânica (camisinha, diafragma).
4- Continue tomando os comprimidos ininterruptamente, inclusive durante a menstruação.

 

CARTELAS SEGUINTES
Imediatamente após o término da cartela em uso, inicie a cartela seguinte.
LEVORDIOL® deve ser tomado diariamente e sem interrupção entre uma cartela e outra.
Mesmo não ocorrendo menstruação no final da primeira cartela, comece a seguinte normalmente. Se não houver menstruação novamente no ciclo seguinte, consulte seu médico antes de começar uma nova cartela. Ainda quando houver sangramentos entre as menstruações nos primeiros ciclos, o qual pode ocorrer em algumas pacientes, não interrompa a medicação.
É muito importante seguir a ordem indicada ao tomar os comprimidos, por eles serem formulados com diferentes concentrações de hormônios, de acordo com as necessidades biológicas, para evitar a ovulação durante as etapas do ciclo menstrual.

 

QUANDO ESQUECER DE TOMAR LEVORDIOL®
Se a paciente esquecer de tomar 1 (UM) comprimido, tome-o assim que se lembrar. Caso tenha esquecido de tomar 2 (DOIS) comprimidos seguidos, tome-os conjuntamente assim que se lembrar.
O comprimido seguinte após o(s) comprimido(s) esquecido(s) deverá ser tomado no horário habitual até a próxima menstruação.
Um método anticoncepcional não-hormonal adicional tipo barreira mecânica (camisinha, diafragma), deverá ser utilizado concomitantemente, até o final da cartela.
Se esquecer de tomar 3 (TRÊS) ou MAIS comprimidos consecutivos, interrompa o tratamento e utilize um método anticoncepcional não-hormonal tipo barreira mecânica (camisinha, diafragma) até a próxima menstruação. No 5º dia da menstruação comece nova cartela de LEVORDIOL® . Caso os comprimidos esquecidos sejam da cor salmão, tome-os conjuntamente assim que se lembrar e continue na seqüência normal. Esses comprimidos não contêm hormônio, apenas vitamina B6.
Esquecendo de tomar UM ou DOIS comprimidos durante um ciclo e não ocorrendo menstruação, consulte imediatamente seu médico para verificar se ocorreu gravidez, antes de iniciar nova cartela de LEVORDIOL®.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Os componentes levonorgestrel e etinilestradiol agem inibindo a ovulação pela supressão da liberação de gonadotrofinas. Outras alterações que podem contribuir para a eficácia contraceptiva de LEVORDIOL® são as alterações do muco cervical, aumentando a dificuldade de penetração dos espermatozóides; e mudanças no endométrio, as quais reduzem a probabilidade da implantação do óvulo. Etinilestradiol apresenta metabolização inicial com biodisponibilidade média de 40% a 45%. Levonorgestrel é totalmente biodisponível, pois não sofre metabolização inicial.
Com a administração oral a concentração máxima à nível plasmático de cada substância ocorre de 1 a 4 horas. As meias vidas de eliminação de etinilestradiol e do levonorgestrel são de aproximadamente 25 e 24 horas, respectivamente.
Foi observado que o uso contínuo de estrogênios, particularmente em doses acima de 50 mcg/dia, causa depleção da vitamina B6, acarretando anormalidades no metabolismo do triptofano.
LEVORDIOL® suplementa a vitamina B6, pois contém 10 mg desta vitamina em todos os seus comprimidos.

 

INDICAÇÕES
Como contraceptivo, no controle de irregularidades menstruais e na supressão da ovulação.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Está contra-indicado para mulheres que apresentam pelo menos uma das seguintes condições:
gravidez suspeita ou confirmada, doenças vasculares cerebrais ou coronarianas, distúrbios graves da função hepática, histórico de icterícia com uso anterior de contraceptivo hormonal ou de icterícia colestática da gravidez, síndrome de Dubin-Johnson ou Rotor, tromboflebites ou doenças tromboembólicas, diabetes acelerado, anemia falciforme, carcinoma de mama ou, dos genitais, suspeito ou confirmado, neoplasia estrógeno-dependente, suspeita ou confirmada, sangramento genital anormal, herpes gravídico. É contra-indicado a utilização deste produto durante o período de amamentação.

 

PRECAUÇÕES
1- Aconselha-se antes de prescrever contraceptivos hormonais, a realizar exame físico e histórico clínico completos, repetindo-se este cuidado periodicamente durante o seu uso. Atenção especial deve ser dedicada à pressão arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos, incluindo esfregaços de Papanicolau.
2- Sangramentos intermenstruais podem ocorrer eventualmente em usuárias de contraceptivos orais, especialmente durante os três primeiros meses de uso. Causas não-hormonais devem ser consideradas e medidas diagnósticas adequadas devem ser feitas para verificar malignidade, tanto nos casos de sangramentos intermenstruais como em qualquer sangramento vaginal irregular.
Se a patologia for excluída, observar por algum tempo e descontinuar a medicação se necessário.
Em caso de amenorréia, pesquisar gravidez.
3- Uma vez que levonorgestrel e etinilestradiol podem causar certo grau de retenção líquida, condições que possam ser influenciadas por esse fator como epilepsia, enxaqueca , asma, disfunção cardíaca ou renal, requerem cuidadosa observação.
4- Em pacientes com histórico de depressão psíquica, recomenda-se acompanhamento cuidadoso. Caso a depressão volte a se manifestar de maneira significativa, descontinuar a medicação.
5- Foi observada uma diminuição da tolerância à glicose em uma percentagem significante de pacientes com o uso de anovulatórios. Portanto, pacientes diabéticas devem ser constantemente monitoradas durante o uso de LEVORDIOL®.
6- Leiomiomas uterinos podem aumentar de tamanho devido ao uso de associações estrógeno-progestogênicas.
7- Descontinuar o uso de LEVORDIOL® nos casos em que ocorram icterícia colestática. Por esta razão, pacientes com história de icterícia colestática da gravidez deverão ser cuidadosamente monitoradas durante o uso de anovulatórios.
8- O uso de anovulatórios poderá afetar testes de função hepática e avaliações endócrinas. Quando estes testes estiverem normais na paciente, descontinuar o uso de LEVORDIOL®. Repetir os testes dois meses após a interrupção do tratamento.
9- Os anovulatórios podem diminuir os níveis séricos dos folatos. Pacientes que interrompem a medicação e que engravidam pouco tempo depois, poderão desenvolver deficiência de folatos e complicações decorrentes.
10- Recomenda-se que as mulheres que interromperem o uso de anovulatórios com a intenção de engravidar utilizem uma forma alternativa não-esteróide de proteção contra a gravidez por algum tempo antes de tentar engravidar.

 

CUIDADOS ESPECIAIS
1- O clínico deverá avaliar criteriosamente as primeiras manifestações de trombose (tromboflebites, perturbações cerebrovasculares, embolia pulmonar e trombose retiniana). O tratamento com LEVORDIOL® deverá ser imediatamente interrompido caso estas manifestações sejam observadas ou suspeitas.
2- Em caso de perda súbita, parcial ou total da visão; ou quando se verifique princípio de exoftalmia, diplopia ou enxaqueca deve-se interromper imediatamente o tratamento. Igualmente cessar o tratamento se o exame constatar edema papilar ou lesões retinianas vasculares.

 

ADVERTÊNCIAS
1- O uso de cigarros aumenta o risco de efeitos colaterais cardiovasculares sérios dos anovulatórios. Este risco está aumentando com a idade e com o fumo intenso (15 ou mais cigarros por dia) e é bastante importante em mulheres acima de 35 anos de idade.
Mulheres que utilizam anovulatórios devem ser aconselhadas a não fumar.
2- Existe risco aumentado de infarto do miocárdio ligado ao uso de anovulatórios.
3- Foram relatados raros casos de tumores hepáticos, ocasionalmente fatais, em usuárias de anovulatórios a curto e longo prazo.
Tais lesões podem se apresentar como uma massa abdominal ou sinais e sintomas de abdômen agudo. Estas lesões devem ser consideradas caso a paciente apresente dor abdominal espontânea ou mediante à palpação, ou evidências de sangramento intra-abdominal.
4- A administração de anovulatórios no período pós-parto pode interferir com a lactação. Poderá haver uma diminuição na quantidade e qualidade do leite materno. Não foi determinado se pequenas quantidades das substâncias hormonais presentes no leite materno, provenientes do anovulatório, exercem algum efeito sobre a criança amamentada.
5- Foi verificado que há maior risco de moléstias da vesícula biliar em que pacientes que fazem uso de anovulatórios e de estrógenos.
6- Foi constatado que há aumento da pressão arterial em pacientes que fazem uso de anovulatórios. Em alguns casos a hipertensão poderá ocorrer alguns meses após o início da medicação. A incidência de hipertensão é maior após o primeiro ano de uso. A idade também influi no aparecimento de hipertensão. Pacientes que já acusaram hipertensão durante a gravidez podem ser mais propensas a ter aumento de pressão arterial ao usarem anovulatórios. Descontinuar a medicação caso a pressão aumente acentuadamente. A hipertensão surgida com o uso de anovulatórios, em geral, volta ao normal após a interrupção do uso do produto.
7- Face ao risco muito aumentado de complicações tromboembólicas pós-cirúrgicas em usuárias de anovulatórios, aconselha-se a descontinuar o tratamento, pelo menos, 4 semanas antes de uma cirurgia associada a este risco.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Entre os efeitos colaterais possíveis de associações progestógeno-estrogênicas podem ser citados dor de cabeça, náuseas, vômitos, discretas alterações de peso corpóreo, tensão nos seios, modificações do fluxo menstrual, alterações da libido, humor deprimido, manchas na pele, sangramentos intermenstruais.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O efeito contraceptivo pode ser reduzido e o índice de sangramentos intermenstruais aumentado quando há administração concomitante e regular de drogas como: ampicilina, rifampicina, fenilbutazona, hidantoína e barbitúricos.
Há relatos de alterações entre estrógenos e antidepressivos tricíclicos, provocando sintomas de toxicidade em pacientes.

 

POSOLOGIA

A paciente deve ser instruída a tomar um comprimido ao dia, sempre no mesmo horário, principalmente após o jantar ou ao deitar, com pequena quantidade de líquido, sem mastigar.
Iniciar o tratamento no 5º dia do ciclo menstrual, independente do sangramento haver terminado ou não, ingerindo um comprimido ao dia, seguindo a ordem numérica indicada na frente da cartela.
Durante os primeiros 14 dias do primeiro ciclo de tratamento é necessário tomar medidas anticoncepcionais não-hormonais adicionais, tipo barreira mecânica (camisinha, diafragma).
LEVORDIOL® deve ser administrado ininterruptamente; ao terminar uma cartela a paciente deverá iniciar outra, imediatamente no dia seguinte.
Caso ocorra sangramento intermenstrual transitório a paciente deverá ser instruída a não interromper o tratamento. Se a hemorragia for persistente e prolongada o médico deverá ser informado.

 

OMISSÃO DE COMPRIMIDOS
Caso a paciente esqueça de tomar UM ou DOIS comprimidos de LEVORDIOL®, deverá tomá-los tão logo se lembre.
O comprimido imediatamente posterior ao(s) esquecido(s) deverá ser ingerido no horário programado e um método contraceptivo não-hormonal adicional, como barreira mecânica, deverá ser utilizado até a menstruação seguinte.
Caso a paciente tenha esquecido de tomar TRÊS ou MAIS comprimidos consecutivos recomenda-se interromper o tratamento e utilizar outro método contraceptivo, como barreira mecânica até a próxima menstruação quando no 5º dia, deverá ser iniciado novo blíster de LEVORDIOL® .
Se os comprimidos omitidos forem da cor salmão, recomenda-se que sejam ingeridos tão logo a paciente se lembre e que o tratamento seja então continuado na seqüência normal pois tais comprimidos são isentos de hormônios, contendo apenas vitamina B6 como componente ativo.
Se no esquecimento de UM ou MAIS comprimidos não ocorrer menstruação no ciclo posterior, recomenda-se interrupção imediata da medicação e verificação da possibilidade de gravidez.

 

CONDUTA NA SUPERDOSAGEM
A superdosagem parece apresentar sintomas imediatos e os sintomas a longo prazo não foram firmemente estabelecidos.
Quando ocorrer superdosagem, pode ser feita lavagem gástrica se a ingestão for recente. Medidas gerais de observação e controle dos sintomas devem ser tomadas. Testes de função hepática podem ser feitos, principalmente verificação dos níveis de transaminases, até 3 semanas após a ocorrência da superdosagem.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Farm. Resp.: Dra. Maria Geisa P. de Lima e Silva – CRF-SP nº 8.082
Registro MS nº 1.0191.0132
NOVAQUÍMICA – SIGMA PHARMA
Divisão de Nature’s Plus Farmacêutica Ltda.
Rod. SP-101, km 08  Hortolândia  SP  CEP 13186-481
C.G.C. 45.992.062/0003-27  Indústria Brasileira

Bula do Level (Anticoncepcional)

LevelBula do Level®:
levonorgestrel + etinilestradiol

 

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO
• Forma farmacêutica e apresentações:
Comprimido revestido. Caixa com 21, 63 e 1050 comprimidos revestidos.
• Uso adulto.

 

• Composição:
Comprimido Revestido
Cada comprimido revestido contém:
levonorgestrel …………………………………….. 0,100 mg
etinilestradiol ………………………………………. 0,020 mg
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, amido, laurilsulfato de sódio,
talco, hipromelose, macrogol e dióxido de titânio.

 

INFORMAÇÕES À PACIENTE
• Level® é um contraceptivo oral, também conhecido como “pílula
anticoncepcional”. Age basicamente através da inibição da ovulação, sendo,
por isso, altamente eficaz na prevenção da gravidez indesejada, controle das
irregularidades menstruais e no tratamento da síndrome da tensão prémenstrual.
Desde que tomado corretamente, a ação de Level® permanece
durante todo o tempo de sua utilização. Os contraceptivos orais são altamente
eficazes quando utilizados conforme determina a posologia ou a prescrição
médica: uso diário do medicamento, preferencialmente no mesmo horário e
sem esquecimentos. Mesmo assim, há raros relatos de gravidez em mulheres
utilizando contraceptivos orais.

 

• Mantenha Level® em temperatura ambiente (15 a 30ºC) e protegido da
umidade.

 

• Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação. Não utilize
medicamentos com a validade vencida.

 

• Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que
possam ficar grávidas durante o tratamento. Este medicamento causa
malformação ao bebê durante a gravidez. Informe seu médico a ocorrência de
gravidez na vigência do tratamento com Level® ou após o seu término. Informe
ao médico se está amamentando. Nestes casos, interrompa imediatamente o
uso de Level®.

 

• Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses
e a duração do tratamento. Level® deve ser tomado todos os dias, sempre na
mesma hora do dia (a cada 24 horas), preferencialmente após o jantar ou antes
de deitar. É importante a paciente estabelecer uma rotina na tomada da pílula
diminuindo, assim, a possibilidade de esquecimento. Siga rigorosamente a
posologia indicada na bula ou prescrita por seu médico. O não cumprimento
pode causar falhas na ação de Level®, possibilitando a ocorrência de gravidez.

 

• Não interrompa o tratamento com Level® sem o conhecimento do seu
médico. A interrupção faz com que os órgãos de reprodução recuperem a
atividade ovulatória e a paciente pode voltar a engravidar.

 

• Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como:
náuseas, vômitos, dores de cabeça, sensação de aumento e tensão mamária,
alteração do desejo sexual, corrimento vaginal, sangramento no meio do ciclo,
alterações do peso corporal, estados depressivos, nervosismo, insônia,
cansaço, inchaços, varizes, desconforto com o uso de lentes de contato e
vermelhidão pelo corpo.
Estas reações tendem a desaparecer ou diminuir após dois a três ciclos de
tratamento.

 

• Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

• Level® pode ser ingerido com outros alimentos. Caso esteja tomando
regularmente outros medicamentos, avise o médico, pois alguns podem reduzir
o efeito de Level® (veja Interações medicamentosas).

 

• Contra-indicações: Level® não deve ser usado por pacientes com
hipersensibilidade aos componentes da fórmula, nos casos de gravidez
comprovada ou suspeita; tromboflebites ou doenças tromboembólicas; história
anterior de tromboflebite venosa profunda ou alterações trombo-embólicas;
doenças cerebrovasculares ou das artérias coronarianas; tumor no fígado;
tumor no endométrio, tumor nas mamas ou outra neoplasia estrógenodependente
suspeita ou confirmada; sangramento genital de causa
desconhecida; icterícia (amarelamento da pele).

 

Precauções: antes de iniciar o tratamento com Level®, a paciente deve
submeter-se a um exame geral, um minucioso exame ginecológico (inclusive
Papanicolaou) e das mamas, além de ser excluída qualquer possibilidade de
estar grávida.
– Durante o tratamento prolongado com Level® é importante submeter-se a
cada 6 meses a exames de controle.
– A paciente deve interromper imediatamente o uso de Level® e comunicar
ao médico caso apareça algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça tipo
enxaqueca que a paciente nunca havia tido anteriormente; dores de cabeça
freqüentes e fortes; perturbações da visão, audição ou de outros sentidos;
inflamação ou dores nos braços ou pernas que não costumavam acontecer;
sensação de dor e aperto no peito; dificuldade de respiração; amarelamento
da pele; coceira no corpo; aumento dos ataques epiléticos; aumento na
pressão sangüínea; depressão grave; dores ou inchaço na barriga e
gravidez.
– O tratamento deve ser suspenso nos casos de cirurgia programada (com 6
semanas de antecedência) ou imobilização forçada.
– Laxantes suaves não diminuem a segurança contraceptiva de Level®. No
entanto, se ocorrerem fortes vômitos e diarréias, não se pode ter certeza de
que os componentes ativos foram absorvidos e exerceram sua ação, sendo
assim duvidosa a segurança contraceptiva durante o ciclo em curso. Nestes
casos, recomenda-se outros métodos contraceptivos adicionais como os de
barreira (diafragma juntamente com espermicida ou, então, camisinha), sem
deixar de continuar tomando Level®. Não use o método da tabelinha
(Ogino Knaus) ou da temperatura basal, uma vez que os contraceptivos
orais aumentam as possibilidades de falhas destes métodos.
– Após tratamento prolongado com contraceptivos orais, pode aparecer, em
pacientes predispostas, manchas no rosto que ficam mais visíveis ao tomar
sol. Por isso, recomenda-se a mulheres predispostas que não fiquem muito
tempo expostas ao sol.
– O médico deve exercer cuidadosa supervisão nos casos em que a paciente
apresente diabetes, varizes, pressão alta, epilepsia e antecedentes de
flebite. (Veja item Precauções nas Informações Técnicas).

 

• Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes
do início, ou durante o tratamento com Level®.

 

• Não tome remédio sem o conhecimento do seu médico. Pode ser
perigoso para a saúde.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
• Características: Level® é um medicamento contraceptivo oral resultante
da combinação de levonorgestrel, um progestágeno totalmente sintético com o
etinilestradiol, um estrógeno. Age através da supressão das gonadotrofinas.
Embora o mecanismo primário desta ação seja a inibição da ovulação, outras
alterações incluem as modificações no muco cervical (aumentando a
dificuldade de penetração dos espermatozóides no útero) e também no
endométrio (reduzindo a probabilidade de implantação).
O levonorgestrel é rápida e completamente absorvido após administração oral
(praticamente 100% biodisponível) e não sofre metabolização de primeira
passagem. O etinilestradiol também é rápida e quase totalmente absorvido pelo
trato gastrointestinal, mas devido à metabolização de primeira passagem na
mucosa intestinal e fígado, a biodisponibilidade do etinilestradiol está entre 38 e
48%. Após dose única, a concentração sangüínea máxima de levonorgestrel é
alcançada entre 1 a 2,5 horas e o “steady-state” é atingido após 19 dias de uso
contínuo. As concentrações de levonorgestrel aumentam a partir do 1º dia
(dose única) até o 6º e o 21º dias (múltiplas doses), de 34% e 96%
respectivamente. A cinética do levonorgestrel total não é linear devido a um
aumento da ligação dele às globulinas fixadoras dos hormônios sexuais
(SHBG) e menos à albumina.
Após dose única, a concentração máxima de etinilestradiol no soro é alcançada
entre 1 a 2 horas, e o “steady-state” após 6 dias de uso ininterrupto. As
concentrações do etinilestradiol não aumentam entre o 1º dia e o 6º dia, mas
crescem 19% entre o 1º e o 21º dias. O etinilestradiol se liga fortemente à
albumina, induzindo um aumento na concentração de SHBG. No
levonorgestrel, a mais importante metabolização ocorre por redução do grupo
delta-4-3-oxo e hidroxilação nas posições 2-alfa, 1- beta e 16-beta, seguida de
conjugação. A maioria dos metabólitos circulantes no sangue são sulfatos de 3-
alfa, 5-beta-tetrahidro-levonorgestrel, enquanto que a excreção ocorre
predominantemente na forma de glicuronídeos. Alguns derivados de
levonorgestrel circulam sob a forma de 17-beta sulfatos. No etinilestradiol, as
enzimas citocromo P450 (CYP3A4) localizadas no fígado, são responsáveis
pela 2-hidroxilação que é a principal reação oxidativa. Os metabólitos 2-hidroxi
são complementarmente transformados por metilação e glicuronidação antes
de serem excretados por via urinária e fecal. O etinilestradiol é excretado na
urina e nas fezes nas formas conjugadas de glicuronídeo e sulfato, estando
sujeito a recirculação êntero-hepática. A meia-vida de eliminação plasmática do
levonorgestrel com etinilestradiol é de 8 a 13 horas. O levonorgestrel e seus
metabólitos inativos são excretados na urina. O etinilestradiol é excretado na
urina (22 a 58%), nas fezes (30 a 53%) e sais biliares (26 a 43%).

 

• Indicações: na prevenção da gravidez e tratamento de distúrbios
menstruais.

 

• Contra-indicações: os contraceptivos orais não devem ser utilizados
por mulheres nas seguintes condições: gravidez suspeita ou
comprovada; tromboflebites ou doenças tromboembólicas; história
anterior de tromboflebite venosa profunda ou alterações
tromboembólicas; doenças cerebrovasculares ou das artérias
coronarianas; carcinoma das mamas comprovado ou suspeito; carcinoma
do endométrio ou qualquer outra neoplasia estrógeno-dependente
suspeita ou comprovada; hemorragia genital anormal e não
diagnosticada; icterícia colestática da gravidez ou icterícia anterior ao uso
do contraceptivo; adenomas ou carcinomas hepáticos e
hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

• Precauções e advertências: Gerais – o fumo aumenta o risco de efeitos
cardiovasculares graves, o que é acentuado com a idade e a maior quantidade
de cigarros fumados. Mulheres que utilizam contraceptivos orais devem ser
firmemente aconselhadas a não fumar.
– O uso de contraceptivos orais está associado com o aumento nos riscos de
uma série de situações graves que incluem: infarto do miocárdio, outros
tromboembolismos, apoplexia, neoplasia hepática, colecistopatias, e
hipertensão arterial. Estes riscos são muito pequenos em mulheres saudáveis
e sem história anterior de fatores de risco. O risco de morbidade aumenta
significativamente na presença de fatores como hipertensão arterial,
hiperlipidemias, obesidade e diabetes.
– Deve-se realizar exame físico completo (pressão arterial, mamas, abdômen,
órgãos pélvicos, citologia cervical e testes laboratoriais), além de se verificar a
história familiar.
– Contraceptivos orais podem causar graus variados de retenção hídrica.
Assim, eles devem ser prescritos com cautela e sob monitoramento pacientes
que podem ter suas condições agravadas pela retenção de fluidos (asma,
distúrbios convulsivos, enxaqueca, disfunção cardíaca ou renal).
– Pacientes que têm seu quadro de humor deprimido aumentado enquanto
utilizam contraceptivos orais, devem suspender a medicação e usar métodos
alternativos de contracepção. Mulheres com história anterior de depressão
devem ser cuidadosamente acompanhadas e a medicação suspensa caso a
depressão atinja um grau severo.
– Usuárias de lentes de contato que desenvolvam alterações visuais ou
intolerância às lentes devem ser assistidas por um médico oftalmologista.
– O uso de contraceptivos orais pode provocar diminuição nos níveis séricos de
ácido fólico. Mulheres que engravidam logo após o uso de contraceptivos
hormonais apresentam maior risco de desenvolver deficiência de folatos e suas
complicações.
– Pacientes que utilizam contraceptivos orais podem apresentar alterações no
metabolismo do triptofano, resultando em carência relativa de piridoxina.
– Em mulheres predispostas, o uso de contraceptivos orais pode ocasionar
cloasma, manifesto pela exposição ao sol. Mulheres com tal predisposição
devem evitar exposição prolongada ao sol.
– Caso ocorram vômitos e/ou diarréias após a ingestão de anticoncepcionais
orais, a confiabilidade contraceptiva pode ser reduzida, pela incerteza de
Biolab Sanus D – Level® – Ago/08 – 7
absorção dos hormônios. Recomenda-se nestes casos, o uso concomitante de
métodos não hormonais de contracepção (com exceção da tabelinha e do
método de temperatura basal) até o término do ciclo.
– Mulheres em tratamento prolongado com indutores de enzima hepática ou
antibióticos de amplo espectro devem utilizar concomitantemente um método
contraceptivo não hormonal.
– Deve-se estabelecer rigorosa vigilância caso a paciente apresente: diabetes,
hipertensão arterial, varizes, otosclerose múltipla, epilepsia, porfiria, tetania,
coréia minor e antecedentes de flebite.
– Os seguintes sintomas ou condições levam à interrupção do tratamento e
imediata comunicação ao médico: gravidez; sinais precursores de
tromboflebites ou tromboembolias (por exemplo: dor incomum nas pernas ou
edemas não habituais nos braços e pernas, dores do tipo pontada ao respirar
ou tosse sem motivo aparente); súbita e severa enxaqueca em pacientes que
nunca apresentaram este sintoma ou aumento na freqüência de dores de
cabeça com intensidade fora do habitual; distúrbios da visão, da fala, vômitos,
tontura ou desmaio, adormecimento dos braços e pernas (indicando uma
possível apoplexia); icterícia ou amarelamento da pele e dos olhos
acompanhado freqüentemente por febre, fadiga, perda do apetite, urina de cor
escura ou fezes de cor clara (indicando possíveis problemas hepáticos);
dificuldade para dormir, fraqueza, perda de energia ou mudança no humor
(possibilidade de grave depressão); dor intensa na parte superior do abdômen
ou aumento de volume do fígado; aumento das crises epiléticas; dor toráxica,
um aperto ou sensação de peso no peito (indicando um possível ataque
cardíaco); cirurgias programadas (6 semanas antes da data prevista) ou
imobilizações forçadas decorrentes de acidentes ou cirurgias; prurido
generalizado; acentuada elevação da pressão arterial; nódulo nos seios
(indicando um possível câncer de mama ou doença fibrocística).
– Hemorragias: ocorrência de hemorragias durante as 3 semanas de uso do
produto não é motivo para interromper o tratamento. Uma hemorragia leve
pode desaparecer por si só. Em hemorragias persistentes ou recorrentes,
indica-se a realização de diagnóstico preciso para afastar a possibilidade de
gravidez ou outra causa orgânica. Excluídas estas possibilidades, a
continuidade no uso de contraceptivo oral ou a mudança para outro produto
poderá resolver o problema. Se o sangramento tiver a intensidade semelhante
à da menstruação normal, o médico deve ser informado.
– Ausência de “menstruação”: se excepcionalmente não ocorrer sangramento
durante os 7 dias de descanso, o tratamento não deve ser continuado até que
seja afastada a possibilidade de gravidez. Após a interrupção do uso de
contraceptivos orais, algumas mulheres podem apresentar amenorréia ou
oligomenorréia, principalmente se estas condições já existiam antes do início
do tratamento. As pacientes devem ser informadas a respeito desta
possibilidade.
– Exames laboratoriais: deve-se realizar Papanicolaou antes da prescrição de
contraceptivos orais, bem como periodicamente durante a administração.
Determinações de glicemia devem ser realizadas em pacientes predispostas ao
diabetes melito.
– Risco de carcinoma: não existem evidências definitivas que confirmem a
existência de maior risco de câncer de mama, genital ou hepático associado ao
uso de contraceptivos orais. Provavelmente, maior exposição ao contágio pelo
Papilomavirus em função da precocidade do início da vida sexual e a
multiplicidade de parceiros, sejam os fatores mais importantes no
desenvolvimento do carcinoma cervical e seus precursores. É importante
manter constante vigilância clínica em mulheres que utilizam contraceptivos
orais. No caso de surgir hemorragia genital anormal persistente ou recorrente
de causa indeterminada, deve-se realizar diagnóstico acurado a fim de
descartar a possibilidade de afecção malígna. De igual maneira, avaliação
cuidadosa deve ser realizada em mulheres com antecedentes familiares de
carcinoma mamário ou que apresentem nódulos mamários, doença fibrocística,
ou anormalidades à mamografia.
– Tumores hepáticos: alguns tumores hepáticos (adenoma hepático benigno)
têm sido associados ao uso de contraceptivos orais. No entanto, ainda não
ficou estabelecido se este fato tem ou não relação causal. Apesar da raridade
dos tumores hepáticos, sua ocorrência deve ser considerada no diagnóstico
diferencial de queixas abdominais intensas, hepatomegalia ou sinais de
hemorragia intra-abdominal aguda em usuárias de contraceptivos orais.
– Distúrbios tromboembólicos: o uso de agentes inibidores da ovulação está
associado a uma maior incidência de fenômenos tromboembólicos venosos e
arteriais, principalmente trombose retiniana, tromboflebite, embolia pulmonar,
infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Assim, o médico deve estar
vigilante para reconhecer adequadamente tais manifestações ou suspeita e o
uso do medicamento deve ser imediatamente descontinuado. Se possível, o
contraceptivo oral deve ser descontinuado pelo menos 6 semanas antes de
uma cirurgia associada a risco aumentado de tromboembolismo.
– Infarto do miocárdio e doença arterial coronariana: o uso de contraceptivos
orais tem sido associado a um maior risco de ocorrência de infarto do
miocárdio. Estudos mostram que quanto maior o número de fatores de risco
para doença coronariana, como o hábito de fumar, idade avançada,
hipertensão arterial, hipercolesterolemia, obesidade, diabetes, e antecedentes
de pré-eclâmpsia, maior também será o risco de infarto do miocárdio,
independente do uso de contraceptivos orais.
– Pressão arterial: os valores da pressão arterial podem elevar-se após o uso
de contraceptivos orais. Idade e antecedentes de hipertensão arterial no
período de gravidez são fatores predisponentes. Caso ocorra elevação
acentuada da pressão arterial, deve-se interromper o uso do contraceptivo. A
hipertensão que se desenvolve como decorrência da utilização de
contraceptivos orais, usualmente retoma à normalidade após a interrupção da
droga.
– Metabolismo de carboidratos lípides: observou-se a redução na tolerância à
glicose em usuárias de contraceptivos hormonais. Estas alterações são
normalmente reversíveis com a interrupção do uso. Pacientes diabéticas e prédiabéticas
devem ser rigorosamente avaliadas durante o uso deste
medicamento. Os hormônios inibidores da ovulação são contra-indicados em
pacientes com diabetes intenso que já provocou alterações vasculares.
Os hormônios contraceptivos orais elevam os níveis séricos de triglicérides,
colesterol e lipoproteínas. Recomenda-se a não prescrição de contraceptivos
orais a mulheres com distúrbios congênitos ou adquiridos do metabolismo
lipídico.
Gravidez – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou
que possam ficar grávidas durante o tratamento. Este medicamento causa
malformação ao bebê durante a gravidez. Extensivos estudos epidemiológicos
não demonstraram aumento de riscos de malformações, em recém-nascidos
de mulheres que usavam contraceptivos orais antes da gravidez. Outros
estudos também não sugeriram efeitos teratogênicos, principalmente
anomalias cardíacas e redução dos membros, em pacientes que utilizaram
inadvertidamente contraceptivos orais durante o início da gravidez. Os
contraceptivos orais não devem ser usados durante a gravidez para tratamento
de ameaça ou aborto comum. A hipótese de gravidez deve ser descartada
antes da prescrição de contraceptivos orais. Recomenda-se para mulheres que
querem engravidar, uma interrupção do contraceptivo oral 3 meses antes,
utilizando neste período algum método não hormonal de contracepção. Os
contraceptivos orais devem ser imediatamente descontinuados caso haja
confirmação da gravidez.
Lactação – Pequenas quantidades de esteróides utilizados em contraceptivos
orais foram identificados no leite de mães que estavam amamentando. Poucas
reações adversas foram reportadas nas crianças, como icterícia e aumento das
mamas. Além disso, contraceptivos orais dados no período pós-parto podem
interferir com a lactação por diminuir a quantidade e a qualidade do leite
secretado. Mães que estão amamentando devem ser avisadas para não utilizar
contraceptivos orais, mas sim outras formas de contracepção não hormonal até
que a criança tenha sido desmamada.

 

Adolescente – Não há relatos de problemas específicos relacionados à idade,
porém existe um alerta: o uso de contraceptivos orais não livra o indivíduo do
risco de ocorrerem doenças sexualmente transmissíveis.

 

Pediatria – A segurança e a eficácia do uso de contraceptivos em crianças
ainda não foram estabelecidas.

 

Geriatria (idosos) – A segurança e a eficácia do uso de Level® foram
estabelecidas em mulheres em idade reprodutiva. Não existem informações
específicas do uso de Level® por pacientes idosas.

 

Insuficiência renal – A retenção renal dos fluidos pode ser causada por alguns
progestágenos, especialmente quando administrado em altas doses,
agravando a insuficiência renal.

 

Insuficiência hepática – O metabolismo do progestágeno, especialmente
progestágeno androgênico, pode prejudicar ou contribuir com a disfunção
hepática.

 

• Interações medicamentosas: uso de barbitúricos, carbamazepina,
hidantoína, fenilbutazona, sulfonamidas, clorpromazina, penicilinas, rifampicina,
neomicina, nitrofurantoína, ampicilina, tetraciclina, cloranfenicol, fenacetina e
pirazolona juntamente com contraceptivos orais pode provocar menor eficácia
contraceptiva deste último, assim como a maior incidência de hemorragia
intermenstrual e amenorréia.
– Os contraceptivos orais podem interferir no metabolismo oxidativo do
diazepam e clordiazepóxido, provocando acúmulo dos mesmos no plasma.
Pacientes em tratamento prolongado com benzodiazepínicos devem ser
observadas com relação a intensificação dos efeitos sedantes.
– Como resultado da menor tolerância à glicose, as doses de agentes
antidiabéticos e insulina podem alterar-se.
– Os contraceptivos orais podem antagonizar os efeitos terapêuticos dos antihipertensivos,
anticonvulsivantes, anticoagulantes orais e hipoglicemiantes.
As pacientes devem ser cuidadosamente monitoradas quanto à diminuição
das respostas a estas drogas.
– Os contraceptivos orais podem estimular os efeitos farmacológicos ou
diminuir o clearance da teofilina, cafeína, fenotiazinas, corticosteróides,
antagonistas beta-adrenérgicos, antidepressivos tricíclicos e ciclosporina.
• Interferência em exames laboratoriais: compostos contendo estrógenos
podem interferir nos resultados de alguns testes de laboratório, como:
– Aumento nos valores de protrombina e dos fatores VII, VIII, IX e X.
Diminuição da antitrombina III. Aumento da agregabilidade plaquetária
induzida pela noradrenalina.
– Aumento das globulinas de ligação dos hormônios tireoidianos (TGB),
causando aumento no hormônio tireoidiano circulante total. Diminuição da
captação de T3-livre. A concentração de T4-livre mantém-se inalterada.
– Redução da resposta ao teste da metirapona (utilizado para testar a
capacidade da hipófise em responder a concentrações decrescentes de
cortisol plasmático).
– Diminuição da excreção de pregnanediol.
– Retenção aumentada de sulfobromoftaleína.
– Os contraceptivos hormonais podem produzir resultados falso-positivos
quando o teste de atividade da fosfatase alcalina for utilizado para o
diagnóstico precoce da gravidez.
– Avaliações endócrinas e da função hepática podem ser alteradas pelo uso
de contraceptivos orais. Os resultados obtidos nestas provas não devem ser
considerados como definitivos até que se tenha suspenso o emprego de
contraceptivos hormonais por 2 meses. Os testes com resultados anormais
devem ser repetidos.
• Reações adversas: foram associadas ao tratamento com estrógeno
e/ou progestágeno as seguintes reações: náuseas, vômitos, sangramento
intermenstrual, dismenorréia, tensão mamária, cefaléia, enxaqueca,
nervosismo, depressão, alterações da libido, edemas e moléstias
varicosas.
Muito raramente foram relatados: cloasma, gastrite, alopécia, secreção
vaginal, aumento do apetite, erupção cutânea, sintomas androgênicos,
amenorréia, galactorréia, mastopatia, insônia, cansaço, intolerância a
lente de contato, alterações de secreção cervical, coréia, hirsutismo e
porfíria foram relatadas, porém carecem de confirmação.
Hemorragias intermenstruais podem ocorrer com maior probabilidade
durante os primeiros ciclos de uso.
Em todos os casos de sangramento genital irregular, causas não
funcionais devem ser descartadas.
• Posologia: Para se alcançar o máximo efeito contraceptivo, Level® deve
ser utilizado exatamente como está descrito, e em intervalos que não excedam
24 horas. Recomenda-se que Level® seja sempre tomado à mesma hora,
todos os dias, como por exemplo após o jantar ou antes de deitar. Isto para
criar-se o hábito de tomar Level®, e assim evitar esquecimento e garantir a
eficácia anticoncepcional.
– Primeiro ciclo: o uso de Level® deve iniciar-se no 1º dia do ciclo menstrual,
isto é, no 1º dia da menstruação (primeiro dia de sangramento). Assim,
diariamente, durante 21 dias consecutivos, deve-se tomar 1 comprimido de
Level®.
Após o término dos 21 comprimidos de Level®, faz-se um intervalo de 7 dias
sem uso da medicação, quando então deverá ocorrer o fluxo menstrual.
Durante o primeiro ciclo, a segurança contraceptiva só é alcançada com
Level® após o uso dos comprimidos por 7 dias consecutivos. As possibilidades
de ovulação e concepção devem ser consideradas antes de iniciar o
tratamento.
Ciclos seguintes: a administração de Level® deverá reiniciar com um novo
blíster após passada esta pausa de 7 dias, ou seja, no 8º dia após ter usado o
último comprimido de Level®, mesmo que a menstruação (perda de sangue)
esteja em curso, e assim, sucessivamente durante todo o período que se
deseja a contracepção.
Se a paciente reiniciar algum ciclo após o dia correto ou no período pós-parto,
ela deverá recorrer adicionalmente a um outro método contraceptivo de
barreira (diafragma, camisinha), até que tenha utilizado Level® durante 14 dias
seguidos.
Mudança de outro contraceptivo oral para Level®: a paciente deve ser
orientada para iniciar o tratamento com Level® no mesmo dia em que iniciaria
Biolab Sanus D – Level® – Ago/08 – 13
o próximo ciclo do outro contraceptivo oral que vinha utilizando. Assim, se a
paciente vier de um regime de 21 dias de comprimidos, ela deverá aguardar 7
dias após o último comprimido do contraceptivo anterior, e então, no 8º dia
iniciar com Level®. Nesta semana de interrupção, ela experimentará perda
menstrual. A paciente deve estar segura de que o intervalo não passará de 7
dias.
Neste primeiro ciclo de tratamento com Level®, deve-se utilizar adicionalmente
um método mecânico (de barreira: camisinha, diafragma) de contracepção até
que tenha utilizado Level® durante 14 dias seguidos.
Caso ocorra sangramento intermenstrual transitório, a paciente deve continuar
a medicação, uma vez que tal sangramento geralmente não tem importância
médica. Se a hemorragia for repetida, persistente ou prolongada, o médico
deve ser informado.
Casos de esquecimento: Quando a paciente esquecer de ingerir 1
comprimido de Level®, deverá tomá-lo assim que se lembre, administrando o
seguinte no mesmo horário que vinha habitualmente fazendo. Desta forma a
paciente deverá tomar 2 comprimidos de Level® em um único dia.
– No caso da paciente esquecer de tomar 2 comprimidos seguidos de Level®
dentro da primeira ou segunda semanas, deverá ingerir 2 comprimidos de
Level® assim que se lembre, e mais 2 comprimidos no dia seguinte no mesmo
horário que habitualmente vinha procedendo. Daí em diante, deverá tomar 1
comprimido de Level® por dia como estava utilizando, até terminar o blíster.
Neste caso deve-se recorrer a um método adicional mecânico (de barreira:
camisinha, diafragma, espermicida) de contracepção, até que tenha
administrado Level® durante 7 dias seguidos.
– Caso a paciente esqueça de administrar 3 comprimidos seguidos de Level®
ou de 2 comprimidos seguidos de Level® na terceira semana, deve-se
interromper o tratamento e descartar os comprimidos restantes. Novo
tratamento deverá ser reiniciado no 8º dia após ter administrado o último
comprimido. Deve-se utilizar método mecânico (de barreira) de contracepção
até que se tenha administrado 14 comprimidos seguidos de Level®.
No caso de não ocorrer hemorragia por supressão (após os 21 dias seguidos)
e os comprimidos terem sido administrados corretamente, é pouco provável
que tenha havido concepção, mesmo assim Level® não deverá ser reiniciado
até que se excluam por métodos diagnósticos as possibilidades de gravidez.
Caso a paciente não tenha utilizado corretamente Level® (esquecimento,
início de tratamento após o dia recomendado), a possibilidade de gravidez
deve ser considerada antes de reiniciar o tratamento.

 

• Superdosagem:
A toxicidade do levonorgestrel e etinilestradiol é baixa, não devendo ocorrer
efeitos graves após ingestão de grandes doses de contraceptivos. Os sintomas
neste caso incluem náuseas, vômitos e sangramento por supressão.
Procedimentos como lavagem gástrica e tratamento geral de suporte devem
ser utilizados para controlar a sintomatologia. Testes de função hepática
(determinação dos níveis de transaminases) podem ser executados até 3
semanas após a ingestão.

 

• Pacientes idosos: Veja o item “geriatria” em “Precauções e advertências”.
Venda sob prescrição médica

 

Registro MS – 1.0974. 0115
Farm. Resp.: Dr. Dante Alario Junior – CRF-SP nº 5143
Número do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho/rótulo.
BIOLAB SANUS Farmacêutica Ltda.
Av. Paulo Ayres, 280 – Taboão da Serra – SP
CEP 06767-220 SAC 0800 724 6522
CNPJ 49.475.833/0001-06
Indústria Brasileira