Bula do Spidufen (Anti inflamatório)

SpidufemBula do Spidufen®:

ibuprofeno arginina

Formas farmacêuticas, via de administração e apresentações comercializadas:

Granulado sabor damasco para solução oral 770 mg*

(*equivalente a 400 mg de ibuprofeno e 370 mg de arginina) – Embalagens com 6 ou 20 envelopes de 3 g.

Granulado sabor menta anis para solução oral 770 mg*

(*equivalente a 400 mg de ibuprofeno e 370 mg de arginina) – Embalagens com 10 envelopes de 3 g.

Granulado sabor damasco para solução oral 1155 mg**

(**equivalente a 600 mg de ibuprofeno e 555 mg de arginina) – Embalagens com 10 envelopes de 3 g.

Granulado sabor menta anis para solução oral 1155 mg** (**equivalente a 600 mg de ibuprofeno e 555 mg de arginina) – Embalagens com 10 envelopes de 3 g.

USO ORAL USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Granulado para solução oral 770 mg*

Cada envelope com 3 g de granulado contém:

ibuprofeno arginina……………………………………………………………………………………………770 mg*

(*equivalente a 400 mg de ibuprofeno e 370 mg de arginina)

Excipientes: bicarbonato de sódio, sacarina sódica, aspartame, sacarose e aroma de damasco…………………………………………………………………………………………………………q.s.p. 3 g

Granulado para solução oral 770 mg*

Cada envelope com 3 g de granulado contém:

ibuprofeno arginina……………………………………………………………………………………………770 mg*

(*equivalente a 400 mg de ibuprofeno e 370 mg de arginina)

Excipientes: bicarbonato de sódio, sacarina sódica, aspartame, sacarose, aroma de menta e aroma de anis ………………………………………………………………………………………………..q.s.p. 3 g

Granulado para solução oral 1155 mg**

Cada envelope com 3 g de granulado contém: ibuprofeno arginina………………………………………………………………………………………..1155 mg**

(**equivalente a 600 mg de ibuprofeno e 555 mg de arginina)

Excipientes: bicarbonato de sódio, sacarina sódica, aspartame, sacarose e aroma de damasco……………………………………………………………………………………………………….. q.s.p. 3 g

Granulado para solução oral 1155 mg**

Cada envelope com 3 g de granulado contém: ibuprofeno arginina………………………………………………………………………………………..1155 mg**

(**equivalente a 600 mg de ibuprofeno e 555 mg de arginina)

Excipientes: bicarbonato de sódio, sacarina sódica, aspartame, sacarose, aroma de menta e aroma de anis ………………………………………………………………………………………………. q.s.p. 3 g

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Spidufen® é um medicamento que age aliviando a dor, a inflamação e a febre. A atividade analgésica é do tipo não – narcótica, ou seja, inibindo substâncias que causam dor através da inflamação. Spidufen® tem em sua fórmula um aminoácido básico, a arginina, que o torna mais solúvel, garantindo uma ótima e rápida absorção do componente ativo, o ibuprofeno, após a administração oral. O pico da concentração no sangue é atingido entre 15 a 30 minutos. É uma vantagem do produto, especialmente nos casos de dor intensa, em que um efeito analgésico imediato é desejável.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

Spidufen® 400 é indicado para:

– Alívio da dor leve ou moderada: dores de cabeça, nevralgias, dismenorréia (cólica menstrual), pós-cirúrgico dental e dores dentárias, musculares, traumáticas e é coadjuvante no tratamento da dor da artrite reumatóide. Febre e tratamento sintomático da gripe. Spidufen® 600 é indicado para:

– Alívio da dor leve ou moderada: dores de cabeça, nevralgias, dismenorréia (cólica menstrual), pós-cirúrgico dental e dores dentárias, musculares e traumáticas. Spidufen® 600 também está indicado como coadjuvante no tratamento da dor da artrite reumatóide e da osteoartrite e em outras doenças musculares e ósseas que se manifestem com dor e inflamação.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Você não deve utilizar este medicamento se:

– for alérgico ao ibuprofeno, ao ácido acetilsalicílico e seus derivados ou a outros medicamentos do grupo dos antiinflamatórios não esteróides ou a qualquer um dos componentes do produto. Se ao ingerir este medicamento você apresentar reações tais como: urticária, coceira, inchaço da face, lábios ou língua, secreção nasal, dificuldade respiratória ou asma, você deve suspender o uso de Spidufen® e informar seu médico;

– possuir úlcera de estômago ou duodeno; – possuir doença grave do fígado ou dos rins;

-se já apresentou sangramento no estômago ou intestino, ou algum tipo de sangramento no momento;

– apresentar fezes pretas ou diarréia com sangue;

– apresentar transtornos hemorrágicos ou de coagulação sangüínea, ou se estiver tomando anticoagulantes. Caso haja necessidade da utilização concomitante com medicamentos anticoagulantes, recomenda-se realizar exames periódicos para coagulação sangüínea;

– apresentar colite ulcerosa ou doença de Crohn;

– em caso de gravidez deve-se suspender o uso de Spidufen® e informar seu médico.

Advertências e precauções

Tenha cuidado especial com o uso de Spidufen® se:

– Possuir problemas nos rins ou fígado; – Apresentar inchaços (retenção de líqüidos);

– Apresenta ou apresentou doença cardíaca ou pressão alta;

– Possuir asma ou qualquer doença respiratória que cause chiado no pulmão ou bronquite;

– Realiza tratamento devido a uma infecção, já que Spidufen® pode mascarar a febre, que é um sinal importante de infecção;

– Apresentar problemas relacionados ao coração, rins ou fígado, ter mais que 60 anos ou se precisar tomar o medicamento de forma prolongada (mais de 1 a 2 semanas), é possível que o seu médico solicite controles de forma regular. O seu médico indicará a freqüência destes controles.  Em caso de surgimento de distúrbios visuais, interromper o tratamento e realizar um exame oftalmológico. O uso de Spidufen® , como de qualquer medicamento antiinflamatório é desaconselhado às mulheres que pretendem ficar grávidas. A administração de Spidufen® deve ser suspensa nas mulheres com problemas de fertilidade ou que estão submetidas a investigações sobre a fertilidade.

“Atenção diabéticos: contém açúcar”.

“Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina”.

Gravidez

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Não é aconselhado o uso do produto durante a gestação, especialmente durante o terceiro trimestre de gravidez e durante a amamentação.

Amamentação

Ainda que somente passem pequenas quantidades do medicamento ao leite materno, recomenda-se não tomar Spidufen® 400 e 600 granulado para solução oral durante a amamentação.

Uso pediátrico

Não é aconselhável o uso do produto em pacientes menores de 12 anos de idade, uma vez que um envelope de granulado para solução oral contém uma dose de ibuprofeno arginina, equivalente a 400 mg ou 600 mg de ibuprofeno, sendo maior que a dose recomendada para uso pediátrico. Outros grupos de risco Spidufen® 400 e 600 granulado para solução oral deve ser administrado com cautela à pacientes idosos (acima de 65 anos) e aos pacientes com doença hepática, renal ou cardíaca.

Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver tomando Spidufen® ?

Se você sentir tonturas, vertigem, alterações da visão ou outros sintomas enquanto estiver tomando este medicamento, não deverá dirigir nem utilizar maquinaria perigosa. Se tomar somente uma dose de Spidufen® , ou o tomar durante um curto período, não será necessário adotar precauções especiais.

Interações medicamentosas

Spidufen® pode interferir com outros medicamentos. Os medicamentos mencionados a seguir não devem ser tomados concomitantes ao uso de Spidufen® :

– outros antiinflamatórios não esteróides (AINEs): O risco de efeitos adversos aumenta se for combinado Spidufen® oral com outros AINEs ou com ácido acetilsalicílico. Não obstante, em geral, permite-se o tratamento com uma única dose baixa diária de ácido acetilsalicílico (até 100 mg por dia);

– warfarina, ticlopidina ou outros medicamentos que forem utilizados para evitar o surgimento de coágulos: se tomar estes medicamentos, Spidufen® poderá diminuir ainda mais a capacidade de coagulação do sangue;

– lítio (medicamento utilizado para tratar a depressão): Spidufen® pode aumentar os níveis de lítio no sangue e potencializar os efeitos adversos deste medicamento. Caso haja necessidade de se tomar medicamentos que contenham lítio e Spidufen® concomitante, seu médico poderá reduzir a dose de lítio.

– metotrexato: se tomar metotrexato e Spidufen® ao mesmo tempo, em um intervalo de 24 horas, poderão aumentar os níveis no sangue de metotrexato e os efeitos adversos deste medicamento. O seu médico poderá lhe aconselhar não tomar ibuprofeno arginina se estiver recebendo tratamento com doses elevadas de metotrexato;

– hidantoínas, como a fenitoína (utilizada no tratamento da epilepsia); – sulfamidas, como o sulfametoxazol e o cotrimoxazol (utilizadas no tratamento de algumas infecções);

– corticóides (como dexametasona, prednisona, betametasona ou prednisolona); diuréticos; antimicóticos (fluconazol); pentoxifilina; probenecida; antibióticos do grupo das quinolonas (ex.: norfloxacina); sulfinpirazona; sulfaniluréias (como a tolbutamida); tacrolimus; zidovudina. Interações com exames laboratoriais Uma vez que o ibuprofeno pode potencializar o efeito dos anticoagulantes orais, o tempo de protrombina deve ser mantido cuidadosamente sob controle durante as primeiras semanas do tratamento combinado e neste caso a dosagem dos anticoagulantes pode necessitar de um ajuste.

Interações com alimentos

Recomenda-se tomar os envelopes de granulado de Spidufen® 400 e 600 juntamente com água ou outro líquido. Podem ser tomados sozinhos ou com alimentos. Em geral, recomenda-se tomá-lo durante as refeições ou imediatamente após ter ingerido algum alimento, para reduzir a possibilidade de ocorrências de distúrbios gástricos. Este medicamento é contra-indicado na faixa etária abaixo de 12 anos. Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para sua saúde.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Aspecto físico e características organolépticas do medicamento

O Granulado para solução oral de 400 mg e 600 mg é um pó branco com sabor levemente adocicado de damasco ou menta anis.

Posologia

Spidufen® 400

– Adultos: Dores leves ou moderadas; estados febris e gripe; dismenorréia (cólica menstrual): 1 envelope de 400 mg, 3 vezes ao dia.

– Coadjuvante no tratamento da dor da artrite crônica: No início do tratamento, aconselha-se uma dose diária de 1200 a 1600 mg divididas em 3 ou 4 administrações, podendo, se for necessário, aumentá-la gradualmente até 2400 mg (800 mg, ou 2 envelopes, 3 vezes ao dia).

– Crianças com mais de 12 anos de idade: A dose diária recomendada é de 20 mg/kg dividida em 3 administrações. Em casos de artrite reumatóide juvenil, a dose pode ser aumentada para 40 mg/kg/dia, dividida em 3 administrações. A dose máxima diária, para crianças pesando menos de 30 kg, é de 800 mg.

Spidufen® 600

– Adultos: Dores leves ou moderadas; estados febris e gripe; dismenorréia (cólica menstrual): 1 envelope de 600 mg, 2 vezes ao dia.

– Coadjuvante no tratamento da dor de processos artríticos crônicos: No início do tratamento, aconselha-se uma dose diária de 1200 a 1600 mg divididas em 3 ou 4 administrações, podendo, se necessário, ser aumentada gradualmente até 2400 mg diários, dose que não se aconselha ser ultrapassada.

– Crianças com mais de 12 anos de idade: A dose diária recomendada é de 20 mg/kg dividida em 3 administrações. Em casos de coadjuvante no tratamento de artrite reumatóide juvenil, a dose pode ser aumentada para 40 mg/kg/dia, dividida em 3 administrações. A dose máxima diária, para crianças pesando menos de 30 kg, é de 800 mg.

Como usar

Deve-se diluir o envelope do granulado de Spidufen® juntamente com água ou outro líquido. Pode ser tomado sozinho ou com alimentos. Em geral, recomenda-se tomá-lo durante as refeições ou imediatamente depois de comer, para reduzir a possibilidade de ocorrência de distúrbios gástricos. Com o auxílio de uma tesoura cortar o envelope, dissolver todo o conteúdo em meio copo de água e agitar vigorosamente com uma colher. Ingerir imediatamente a solução. O que fazer no caso de esquecer de tomar uma dose? Se você esqueceu de tomar a sua dose correspondente, tome-a assim que lembrar. Entretanto, se o horário da tomada seguinte estiver muito próximo, pule a dose que esqueceu e tome a dose seguinte, no horário habitual. Não tome uma dose dupla para compensar a dose esquecida. Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Spidufen® é bem tolerado, mas como qualquer outro medicamento pode apresentar reações adversas: queimação no estômago, diarréia ou prisão de ventre, náuseas ou vômitos, úlcera de estômago ou duodeno que provocam eliminação de sangue vivo, ou fezes como borra de café, zumbido no ouvido ou tontura, inchaço das pernas, aumento da pressão arterial, reações alérgicas tipo urticária e coceira. Em pacientes predispostos, o ibuprofeno pode desencadear uma crise de asma. As reações adversas causadas por medicamentos como o Spidufen® são mais comuns em pessoas com mais de 65 anos de idade. A incidência de reações adversas é menor em tratamentos curtos e se a dose diária estiver abaixo da dose recomendada. As reações adversas mais comuns estão relacionadas aos sistemas: gastrintestinal, nervoso central, cardiovasculares, órgãos do sentido, reações de hipersensibilidade, hematológicas, hepáticas e renais. Até esta data não foram comunicadas reações de hipersensibilidade grave com Spidufen® , mas não podem ser descartadas. As manifestações deste tipo de reações podem ser: febre, erupção na pele, dor abdominal, dor de cabeça intensa e persistente, náuseas, vômitos, inchaço da face, língua e garganta, dificuldade respiratória, asma, palpitações, hipotensão e choque. Se surgir alguma das reações adversas mencionadas a seguir, interrompa o tratamento e procure imediatamente o seu médico: -reações alérgicas, tais como urticária, inchaço da face, chiado no peito ou dificuldade respiratória; -vômitos de sangue, sangue nas fezes ou fezes com aspecto de borra de café, ou diarréia sanguinolenta; -dor intensa de estômago; -dor de cabeça intensa ou persistente; -coloração amarela da pele (icterícia); Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?

Em caso de superdosagem, informe imediatamente o seu médico. Não existe um antídoto específico para o ibuprofeno. A maioria dos casos de superdose é assintomática. Após ingestão de dose excessiva podem surgir, os seguintes sintomas: náuseas, dor estomacal, vômito (sangue) e diarréia (sangue), tontura, visão dupla, dor de cabeça e zumbido. Em caso de intoxicação grave pode ocorrer também: perda dos sentidos, hipotensão, convulsões e coma. O tratamento inicial indicado é a realização de lavagem estomacal nos 60 minutos após a ingestão, seguidos de cuidados médicos de urgência.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

O medicamento deve ser armazenado à temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC) e protegido da umidade. Observar o lote, a data de fabricação e o prazo de validade impressos na embalagem externa. Não utilizar o medicamento com prazo de validade vencido.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

O ibuprofeno é um medicamento analgésico e antiinflamatório com considerável atividade antipirética. Quimicamente é o precursor dos derivados fenilpropiônicos de atividade antiinflamatória. A atividade analgésica é do tipo não – narcótica. O ibuprofeno é um potente inibidor da síntese de prostaglandinas e exerce a sua atividade inibindo a sua síntese perifericamente. Spidufen®, com a presença de um aminoácido básico como a arginina, permite a solubilização do ibuprofeno e garante uma ótima e rápida absorção do componente ativo após a administração oral. Experiências com seres humanos demonstraram que Spidufen® permite, em comparação com as formas farmacêuticas tradicionais, uma absorção do fármaco mais rapidamente (o pico das concentrações é mais precoce) com uma biodisponibilidade plasmática significativamente mais elevada na primeira hora posterior à administração do fármaco. De fato, o pico da concentração plasmática é atingido aproximadamente em 15 a 30 minutos, e os níveis plasmáticos são evidenciados após 5 a 10 minutos da administração oral. Esse aspecto se apresenta vantajoso especialmente nas condições clínicas (ex.: dor intensa) nas quais é preferível um efeito analgésico particularmente imediato. Não ocorrem fenômenos de acúmulo do fármaco ou de seus metabólitos e a excreção é praticamente completa após 24 horas. As provas toxicológicas em diversas espécies animais, por diversas vias de administração, demonstraram que o ibuprofeno é bem tolerado e não demonstrou efeitos teratogênicos. Contudo, é notado que a administração de AINEs à ratas prenhas pode determinar restrição do duto arterial fetal.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

O extenso uso do ibuprofeno tem comprovado a sua eficácia analgésica, antiinflamatória e antipirética associada à boa tolerabilidade tanto em adultos como em crianças. A avaliação global dos trabalhos publicados indica que o ibuprofeno é um medicamento seguro e eficaz no tratamento de dor leve ou moderada, estados inflamatórios e febre em considerável porcentagem da população 1 . Spidufen® associa a eficácia e segurança do ibuprofeno a um melhor perfil farmacocinético, conseqüência de uma absorção mais rápida e de uma biodisponibilidade superior, 7 proporcionadas pela arginina. Desta associação resulta um início de ação analgésica, antipirética e antiinflamatória mais precoce e intensa 2 .

Eficácia analgésica

A eficácia analgésica do ibuprofeno arginina foi pesquisada e demonstrada em diversos estudos clínicos controlados e abertos em vários tipos de dor, tais como na dor pós-operatória dentária, dor aguda e pós-cirúrgica (ortopédica, ginecológica/obstétrica), na cefaléia, na dor osteoarticular, na dismenorréia e na dor de etiologia diversa.

Dor pós-cirúrgica

O modelo de dor pós-exodôntica, originalmente descrito por Cooper e Beaver, está bem estabelecido como de comprovada sensibilidade para a avaliação de analgésicos. Spidufen® foi bem avaliado dentro deste contexto em vários estudos clínicos duplo-cegos, randomizados e comparativos, demonstrando sempre boa atividade terapêutica 3,4,5,6,7,8,9,10 , com índices de eficácia de 83,7% na dose de 400 mg, enquanto que com o ibuprofeno sem arginina estes índices atingiram 63% (p<0,05). O ibuprofeno arginina determinou melhora da dor em um tempo mais rápido – 16 a 24 minutos, em relação ao ibuprofeno; a tolerabilidade foi similar para ambos os produtos. O ibuprofeno arginina foi avaliado comparativamente à dipirona e ao sulfato de morfina intramuscular, em pacientes submetidos à artroplastia 11,12 .

Cefaléia / Migrânea

A eficácia de Spidufen® no tratamento da cefaléia, foi demonstrada em estudos randomizados, controlados, comparativos e duplo cego em doses que variam de 200 a 600 mg 13,14. Os resultados sempre mostraram uma redução estatisticamente significante da intensidade da dor após 1, 2, 4 e 6 horas da administração da medicação 15-17 . Dismenorréia primária O racional do uso de antiinflamatórios não-esteróides no tratamento da dismenorréia primária se baseia no próprio mecanismo de ação deste grupo de fármacos. Foi relatado um melhor índice de risco/benefício com o ibuprofeno em uma metanálise com 2987 pacientes tratados com diversos AINEs 18. A eficácia e segurança do ibuprofeno arginina foram avaliadas em um estudo aberto com 1093 pacientes, utilizando uma dose inicial de 600 mg, seguida da mesma dose a cada 6 horas, até um total de 2400 mg/dia 19. Os resultados mostraram melhora significante na dor 15 minutos após o início da terapia em comparação com os valores basais (p<0,001). Aos 15 e 30 minutos o percentual de pacientes com redução acentuada da intensidade da dor foi de 82,2% e 97,6% respectivamente, demonstrando que o ibuprofeno arginina é eficaz, rápido e seguro no tratamento da dismenorréia primária. A melhora significante da dor foi obtida mais precocemente com ibuprofeno arginina 400 mg do que com qualquer das doses de ibuprofeno racêmico (32 a 36 min) 20-22 .

Dor articular

A atividade analgésica do ibuprofeno arginina granulado 400 mg foi comparada com a do ibuprofeno 400 mg comprimidos em 30 pacientes com artralgia, em estudo de dose única, duplo-cego, cruzado, junto com a avaliação farmacocinética 23. As médias das somas das diferenças dos escores de intensidade da dor (SPID) foram 4,87± 0,41 para o ibuprofeno arginina e 3,87 ± 0,28 para os comprimidos de ibuprofeno convencional demonstrando uma melhor atividade analgésica, estatisticamente significante (p<0,01), já aos 30 minutos após a administração. Em complemento, ficou comprovada uma relação entre a rapidez e a extensão da absorção de ibuprofeno arginina granulado com a precocidade e a intensidade dos efeitos analgésicos obtidos 24,25 . Resultados semelhantes foram reportados por Girola24 e por Marini25 em estudos comparativos com o ibuprofeno convencional ou com placebo. De um modo geral, 400 mg de ibuprofeno arginina exerceram uma ação analgésica significantemente superior tanto em termos de intensidade total como em termos de rapidez de início.

Dores de diversas etiologias

Estudo multicêntrico, duplo-cego, randomizado, comparado com placebo, envolvendo 316 pacientes, comprovou a eficácia analgésica de uma dose única do ibuprofeno arginina 400 mg nas dores de diversas etiologias, mostrou que no grupo do ibuprofeno arginina, o intervalo sem medicação foi o dobro do encontrado no grupo do placebo (421 ± 55 min e 217 8 ± 23 min, respectivamente), e que com ibuprofeno arginina utilizou-se menor quantidade de medicação de resgate (35 e 52%, respectivamente)26 .

Eficácia antitérmica

A eficácia antitérmica do ibuprofeno foi pesquisada e demonstrada em diversos estudos clínicos principalmente com crianças que apresentavam febre de etiologia variada, tendo sido considerada similar à do acetaminofeno (paracetamol) e à da aspirina. Em estudo comparativo com o acetaminofeno, os índices de redução foram de 68,8% e 35,5%, respectivamente27 .

INDICAÇÕES

Spidufen® 400 é indicado para: – Alívio da dor leve ou moderada: cefaléias, nevralgias, dismenorréia, pós-cirúrgico dental e dores dentárias, musculares, traumáticas e é coadjuvante no tratamento da dor da artrite reumatóide. Febre e tratamento sintomático da gripe. Spidufen® 600 é indicado para:

– Alívio da dor leve ou moderada: cefaléias, nevralgias, dismenorréia, pós-cirúrgico dental e dores dentárias, musculares e traumáticas. Spidufen® 600 também está indicado como coadjuvante no tratamento da dor da artrite reumatóide e da osteoartrite e em outras patologias musculares e ósseas que se manifestem com dor e inflamação.

CONTRA-INDICAÇÕES

Spidufen® não deverá ser utilizado se o paciente:

-apresentar hipersensibilidade ao ibuprofeno, a outros fármacos do grupo dos antiinflamatórios não esteróides ou a qualquer um dos componentes do medicamento;

– apresentar úlcera gástrica, duodenal ou esofágica;

– apresentar sinais de insuficiência hepática ou renal;

– apresentar história pregressa de hematêmese ou melena;

– apresentar distúrbios da coagulação sangüínea, ou se estiver tomando anticoagulantes. Caso haja necessidade da utilização concomitante com medicamentos anticoagulantes, recomenda-se realizar exames periódicos para coagulação sangüínea;

– apresentar colite ulcerativa, ou doença de Crohn; Spidufen® não deve ser utilizado durante a gravidez, especialmente durante o terceiro trimestre.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO

Spidufen® deve ser administrado somente por via oral. Com o auxílio de uma tesoura cortar o envelope, dissolver todo o conteúdo em meio copo de água e agitar vigorosamente com uma colher. Ingerir imediatamente a solução. O medicamento deve ser armazenado à temperatura ambiente (entre 15º C e 30º C) e protegido da umidade.

POSOLOGIA

Spidufen® 400

– Adultos: Dores leves ou moderadas; estados febris e gripe; dismenorréia: 1 envelope de 400 mg, 3 vezes ao dia. – Coadjuvante no tratamento da dor da artrite crônica: No início do tratamento, aconselha-se uma dose diária de 1200 a 1600 mg divididas em 3 ou 4 administrações, podendo, se for necessário, aumentá-la gradualmente até 2400 mg (800 mg, ou 2 envelopes), 3 vezes ao dia.

– Crianças com mais de 12 anos de idade: A dose diária recomendada é de 20 mg/kg dividida em 3 administrações. Em casos de artrite reumatóide juvenil, a dose pode ser aumentada para 40 mg/kg/dia, dividida em 3 administrações. A dose máxima diária, para crianças pesando menos de 30 kg, é de 800 mg. 9 Spidufen® 600

– Adultos: Dores leves ou moderadas; estados febris e gripe; dismenorréia: 1 envelope de 600 mg, 2 vezes ao dia.

– Coadjuvante no tratamento da dor de processos artríticos crônicos: No início do tratamento, aconselha-se uma dose diária de 1200 a 1600 mg divididas em 3 ou 4 administrações, podendo, se necessário, ser aumentada gradualmente até 2400 mg diários, dose que não se aconselha ser ultrapassada.

– Crianças com mais de 12 anos de idade: A dose diária recomendada é de 20 mg/kg dividida em 3 administrações. Em casos de coadjuvante no tratamento de artrite reumatóide juvenil, a dose pode ser aumentada para 40 mg/kg/dia, dividida em 3 administrações. A dose máxima diária, para crianças pesando menos de 30 kg, é de 800 mg.

ADVERTÊNCIAS

“Atenção diabéticos: contém açúcar”. “Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina”. Tenha cuidado especial com o uso de Spidufen® se:

– Apresentar edemas (retenção de líquidos); – Apresenta ou apresentou quadro de insuficiência cardíaca ou hipertensão arterial; – Possuir asma ou qualquer outro transtorno respiratório restritivo;

– Realizar tratamento devido a uma infecção, já que Spidufen® pode mascarar a febre, que é um sinal importante de infecção;

– Apresentar doenças cardíacas, renais ou hepáticas, tiver mais de 60 anos ou precisar tomar o medicamento de forma prolongada (mais de 1 a 2 semanas), é possível que o seu médico solicite controles de forma regular. O seu médico indicará a freqüência destes controles. Em caso de surgimento de distúrbios visuais, interromper o tratamento e realizar um exame oftalmológico. O uso de Spidufen® , como de qualquer fármaco inibidor da síntese de prostaglandinas e da ciclooxigenase é desaconselhado às mulheres que pretendem ficar grávidas. A administração de Spidufen® deve ser suspensa nas mulheres com problemas de fertilidade ou que estão submetidas a investigações sobre a fertilidade.

Gravidez

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista. Não é aconselhado o uso do produto durante a gestação, especialmente durante o terceiro trimestre e durante a lactação.

Lactação

Ainda que somente passem pequenas quantidades do medicamento ao leite materno, recomenda-se não tomar Spidufen® durante a lactação.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

Spidufen® 400 e 600 granulado para solução oral deve ser administrado com cautela à pacientes idosos (acima de 65 anos) e aos pacientes com doenças renais, hepáticas ou cardíacas. Não é aconselhável o uso do produto em pacientes menores de 12 anos. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Spidufen® pode interagir com outros medicamentos. Os medicamentos mencionados a seguir não devem ser tomados concomitantes ao uso de Spidufen® :

– outros antiinflamatórios não esteróides (AINEs): O risco de efeitos adversos aumenta se for combinado Spidufen® oral com outros AINEs ou com ácido acetilsalicílico. Não obstante, em 10 geral, permite-se o tratamento com uma única dose baixa diária de ácido acetilsalicílico (até 100 mg por dia). Spidufen® potencializa a ação dos seguintes medicamentos: warfarina, ticlopidina, lítio, metotrexato, hidantoínas, sulfamidas, corticosteróides sistêmicos, diuréticos, fluconazol, pentoxifilina, probenecida, quinolonas, sulfinpirazona, sulfoniluréias, tacrolimus e zidovudina.

Interações com exames laboratoriais

Uma vez que o ibuprofeno pode potencializar o efeito dos anticoagulantes orais, o tempo de protrombina deve ser mantido cuidadosamente sob controle durante as primeiras semanas do tratamento combinado e nesse caso a dosagem dos anticoagulantes pode necessitar de um ajuste.

Interações com alimentos

Recomenda-se tomar os envelopes de granulado de Spidufen® 400 e 600 juntamente com água ou outro líquido. Podem ser tomados sozinhos ou com alimentos. Em geral, recomenda-se tomá-lo durante as refeições ou imediatamente depois de comer, para reduzir a possibilidade de que ocorram distúrbios gástricos.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

Spidufen® é bem tolerado, mas como qualquer outro medicamento pode apresentar reações adversas. As reações adversas causadas por medicamentos como o Spidufen® são mais comuns em pessoas com mais de 65 anos de idade. A incidência de efeitos adversos é menor em tratamentos de curto prazo e se a dose diária estiver abaixo da dose recomendada. Os eventos adversos descritos abaixo são aqueles comuns à classe dos antiinflamatórios:

– Gastrintestinais: As reações adversas gastrintestinais são as mais freqüentes. Entre elas: anorexia, náusea, vômito, dispepsia, pirose gástrica, sensação de desconforto abdominal, diarréia, sangramento gastrintestinal e reativação de úlcera.

– Sistema nervoso central: Cefaléia, confusão, zumbido e sonolência são verificados com freqüência inferior em comparação com os efeitos gastrintestinais. Foram relatados casos de reação psicótica e depressão. Foram descritos casos únicos nos quais após o uso de ibuprofeno ocorreu cefaléia de intensidade elevada, náusea, vômito, febre, rigidez dos músculos do pescoço, obnubilação do sensório (sinais iniciais de meningite).

– Cardiovascular: Edema das extremidades ou retenção hídrica (mais provável em cardiopatas, hipertensos ou com certo grau de insuficiência renal), especialmente em pacientes idosos.

– Órgãos do sentido: Distúrbios visuais.

– Cutâneos/Reações de hipersensibilidade: “Rash” cutâneo, inclusive urticária, exantema e púrpura, acompanhados ou não por prurido, e síndrome de Stevens-Johnson. Reações generalizadas de hipersensibilidade são raras. Os sintomas podem compreender febre, dores abdominais, cefaléia, náusea e vômito, sinais de disfunção hepática e também meningismo e fenômenos anafiláticos. Em casos raros o ibuprofeno pode provocar broncoespasmo em pacientes predispostos.

– Hematológicos: Em doses diárias superiores a 1000 mg, o ibuprofeno pode prolongar o tempo de sangramento. Foram relatados casos de trombocitopenia, granulocitopenia, agranulocitose, anemia hemolítica e anemia aplásica.

– Hepáticos: Foram relatados casos de alteração das provas de função hepática (elevação dos níveis de transaminases) e de icterícia. 11 Reações hepatotóxicas podem ser verificadas quando das reações de hipersensibilidade generalizada.

– Renais: Retenção de sódio e de líquidos ou edema. Foram relatados casos de disúria e de nefrite aguda intersticial. Pode ser verificada insuficiência renal em vários níveis de gravidade, em particular pela administração prolongada de altas dosagens. A insuficiência renal aguda pode surgir no caso de reação de hipersensibilidade generalizada. Foram relatados ainda sinais de dano renal (necrose da papila). O paciente deve ser orientado para no caso de aparecimento de reações adversas, suspender o tratamento e consultar seu médico. As reações de hipersensibilidade mais comuns são: febre, erupção na pele, dor abdominal, dor de cabeça intensa e persistente, náuseas, vômitos, edema da face, língua e garganta, dificuldade respiratória, asma, taquicardia, hipotensão e choque. Se for observada qualquer outra reação não descrita nesta bula, informe seu médico.

SUPERDOSE

Não existe um antídoto específico para o ibuprofeno. A maioria dos casos de superdose é assintomática. Após ingestão de dose excessiva podem surgir, os seguintes sintomas: náuseas, dor epigástrica, vômito, hematêmese e diarréia com ou sem sangue, tontura, nistagmo e diplopia, cefaléia e zumbido. Em caso de intoxicação grave pode ocorrer também: ataxia, letargia, hipotermia, distúrbios da função renal, hipotensão, convulsões e coma. O tratamento inicial indicado é a realização de lavagem gástrica nos 60 minutos seguintes à ingestão e a correção dos eletrólitos. No caso de ingestão de grandes quantidades do medicamento, é sugerida a administração de carvão ativado.

ARMAZENAGEM

O medicamento deve ser armazenado, antes e após a abertura da embalagem, à temperatura ambiente (entre 15º C e 30º C) e, protegido da umidade. Nº. do lote, data de fabricação e validade: vide embalagem externa.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Registro MS-1.0084.0148 Farmacêutico Responsável: Dr. Helcio Garcia de Souza – CRF-SP 37.345 Fabricado e embalado por: Zambon Switzerland Ltd. Via Industria, 13, CH – 6814 Cadempino – Suíça Importado e distribuído por: ZAMBON LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS LTDA Rua Descampado, 63 – Vila Vera CEP: 04296-090 – São Paulo – SP CNPJ: nº. 61.100.004/0001-36 Indústria Brasileira

Bula do Scaflam (Anti inflamatório)

ScaflamBula do SCAFLAM®:

nimesulida

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES

Comprimidos – Cartucho com 12 comprimidos.

Granulado – Cartucho com 12 envelopes de 2 g.

Suspensão – Frasco com 60 ml. Gotas – Frasco com 15 ml.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO (acima de 12 anos) Antiinflamatório não-esteróide.

Composição

Cada comprimido de SCAFLAM contém 100 mg de nimesulida.

Componentes inativos: celulose microcristalina, docusato de sódio, amidoglicolato de sódio, hidroxipropilcelulose, lactose monoidratada, óleo vegetal hidrogenado e estearato de magnésio.

Cada envelope de SCAFLAM com granulado contém 100 mg de nimesulida.

Componentes inativos: éter cetílico polioxietileno-20, ácido cítrico, sacarose e aroma natural de laranja.

Cada 5 ml de SCAFLAM Suspensão contêm 50 mg de nimesulida.

Componentes inativos: ácido cítrico, citrato de sódio diidratado, goma xantana, laurilsulfato de sódio, metilparabeno, propilparabeno, sorbitol, sacarose, aroma artificial de morango e água.

Cada ml de SCAFLAM Gotas contém 50 mg de nimesulida.

Cada gota contém 2,5 mg de nimesulida e não contém açúcar.

Componentes inativos: aroma artificial de morango, ciclamato sódico, goma xantana, metilparabeno, propilenoglicol, sacarina sódica, sorbitol e água.

Cada ml do produto Scaflam gotas contém 20 gotas.

INFORMAÇÃO AO PACIENTE

SCAFLAM é um medicamento à base de nimesulida, que apresenta propriedades antiinflamatórias, analgésicas e antipiréticas. Scaflam deve ser conservado na embalagem original até sua total utilização. Conservar em temperatura ambiente (15° C a 30° C). O prazo de validade encontra-se gravado na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto. Características organolépticas Scaflam possui as seguintes características: SCAFLAM Comprimidos são redondos, levemente amarelados, com um sulco em uma das faces e com a gravação SCA na outra. Não apresentam características organolépticas específicas.

SCAFLAM Granulado, Suspensão e Gotas possuem coloração levemente amarelada e odor característico. Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando. A utilização de SCAFLAM nessas situações é contra-indicada. Este medicamento é contra-indicado em crianças menores de 12 anos.  Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. No caso de SCAFLAM Suspensão e SCAFLAM Gotas, agite antes de usar. Aconselha-se tomar os comprimidos com um pouco de água. No caso do granulado, misture o conteúdo de um envelope em um pouco de água e consuma imediatamente, não guarde o medicamento após sua reconstituição. Tanto os comprimidos quanto o granulado devem ser ingeridos preferencialmente após as refeições. Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis como enjôos, dores abdominais, reações alérgicas, dor de cabeça, sonolência e vertigem. Alguns destes efeitos geralmente são leves e passageiros e não levam à suspensão do tratamento, porém apenas o médico pode avaliar esta necessidade.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Não se aconselha ingestão conjunta de SCAFLAM com álcool ou outros medicamentos que provoquem irritação do estômago. Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento. Não deve ser usado durante a gravidez e a lactação. Pacientes idosos devem seguir o tratamento com SCAFLAM apenas sob estrito acompanhamento médico.

Atenção diabéticos: SCAFLAM Suspensão e Granulado contêm açúcar.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

INFORMAÇÃO TÉCNICA

Descrição

A nimesulida é um fármaco antiinflamatório não-esteróide, que pertence à classe das sulfonanilidas, com efeitos antiinflamatórios, antipiréticos e analgésicos.

Mecanismo de ação

A nimesulida possui um modo de ação singular, pois sua atividade antiinflamatória envolve vários mecanismos. A nimesulida é um inibidor seletivo da enzima que sintetiza as prostaglandinas, a ciclooxigenase. A nimesulida inibiu, in vitro e in vivo, preferencialmente a COX-2, que aparece durante a inflamação, com atividade mínima contra a COX-1, que age como proteção da mucosa gástrica. Além disso, a nimesulida demonstrou possuir muitas outras propriedades bioquímicas que são as principais responsáveis por suas propriedades terapêuticas. Estas incluem a inibição da fosfodiesterase (PDE) do tipo IV, redução da geração do ânion superóxido (O2), escavenging do ácido hipocloroso, inibição de proteinases (elastase, colagenase), prevenção da inativação do inibidor da α-1-proteinase, inibição da liberação de histamina dos basófilos e mastócitos humanos, inibição da atividade da histamina. Dados pré-clínicos Os dados pré-clínicos não demonstram riscos especiais para humanos baseados nos estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade de dose múltipla, genotoxicidade e potencial carcinogênico. A nimesulida mostrou toxicidade gastrintestinal, renal e hepática em estudos toxicológicos com doses repetidas. Não houve sinais de potencial teratogênico ou embriotóxico em ratos tratados com nimesulida nos estudos de toxicidade de reprodução até níveis tóxicos maternos. Em coelhos, aumentos leves de perda na pós-implantação e aumentos leves da incidência de dilatação do ventrículo cerebral foram observados em níveis de dose marginalmente tóxicos em fêmeas. Entretanto, nenhuma relação de dose-resposta entre o fármaco e o tipo individual de malformação foi observada. Poucos casos clínicos de superdose intencional foram relatados até agora sem sinais de intoxicação (vide Superdosagem).

Farmacocinética

A nimesulida é bem absorvida quando administrada oralmente. Com uma dose única de 100 mg de nimesulida em adultos, o pico plasmático de 3-4 mg/l é alcançado após 2-3 horas (AUC = 20-35 mg/l.h). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre estes dados e aqueles relatados após doses de 100 mg administradas 2 vezes ao dia durante 7 dias. Até 97,5% do fármaco liga-se às proteínas plasmáticas. Os parâmetros farmacocinéticos relatados para crianças podem ser comparados com aqueles observados após administração oral de 100 mg de nimesulida em adultos. Em crianças, os valores da Cmáx (3,46 mg/l ± 1,46) e o tmáx (1,93 h ± 0,83) foram similares aos valores correspondentes observados em adultos saudáveis após dose oral única de nimesulida 100 mg (Cmáx = 2,86 a 6,50 mg/l; tmáx = 1,22 a 2,75 h) e a AUC (18,43 mg/l.h), estava dentro da faixa de valores relatados para adultos (14,65 a 54,09 mg/l.h), enquanto que a depuração plasmática total sistêmica foi maior (138,50 ml/h/kg em crianças e 31,02 a 106,16 ml/h/kg em adultos) do que em adultos saudáveis. O volume de distribuição foi também levemente maior em crianças (0,41 l/kg) do que em adultos (0,18 a 0,39 l/kg). Os maiores valores de CL/F e Vd/F em crianças podem ter sido causados por um maior valor de fu da nimesulida, como resultado da menor concentração de albumina plasmática em crianças do que em adultos. A meia-vida de eliminação (t1/2β) da nimesulida foi de 2,36 horas em crianças e 1,80 a 4,73 horas em adultos. A nimesulida é extensamente metabolizada no fígado seguindo múltiplos caminhos, inclusive o das isoenzimas 2C9 do citocromo P450 (CYP). Devido a isso, um potencial de interação medicamentosa em caso de administração concomitante com drogas que também são metabolizadas por estas isoenzimas é considerável. Seu principal metabólito é um derivado para-hidróxido que é também farmacologicamente ativo. O intervalo antes do aparecimento deste metabólito na circulação é curto (cerca de 0,8 horas), mas sua formação não é alta e sua absorção é consideravelmente menor que a da nimesulida. A hidroxinimesulida é o único metabólito encontrado no plasma e é quase completamente conjugada. Sua meia-vida está entre 3,2 e 6 horas. A extensão da biotransformação da nimesulida para hidroxinimesulida (M1), em crianças, é similar àquela em adultos. Para M1, a Cmáx (1,34 mg/l) e a AUC (11,60 mg/l.h) em crianças estavam dentro da faixa observada para adultos (Cmáx 0,96 a 1,57 mg/l; AUC 10,90 a 17,96 mg/l.h). A meia-vida de eliminação (t1/2β) de M1 foi de 4,18 horas em crianças e 2,89 a 8,72 horas em adultos. A nimesulida é excretada principalmente na urina (aproximadamente 50% da dose administrada). Somente 1-3% é excretada na forma de composto não-modificado. A hidroxinimesulida é encontrada somente como um derivado glicuronado. Aproximadamente 29% da dose é excretada, após o metabolismo, nas fezes. O perfil cinético da nimesulida não é modificado em pacientes idosos após doses agudas e repetidas. Na insuficiência renal moderada (depuração de creatinina 30-80 ml/min), os picos plasmáticos de nimesulida e seu principal metabólito não foram maiores do que em voluntários sadios. A administração repetida não causou acúmulo. A nimesulida é contra-indicada em pacientes com insuficiência hepática em virtude do risco de acúmulo.

INDICAÇÕES

Processos inflamatórios dolorosos ou não dolorosos, acompanhados ou não por febre. SCAFLAM é indicado como analgésico, antitérmico e antiinflamatório no tratamento de processos inflamatórios dolorosos, estados febris e infecciosos das vias aéreas superiores como sinusites, faringoamigdalites, otites, laringotraqueítes, bronquites e estados gripais, sendo utilizado também após amigdalectomias e/ou adenoidectomias. SCAFLAM tem indicação em processos osteoarticulares, como mialgias, miosites, lombociatalgias e dores pós-operatórias. Em ginecologia é utilizado na dismenorréia. SCAFLAM pode ser usado em adultos para reduzir a febre ou aliviar os sintomas relacionados a gripes e resfriados.

CONTRA-INDICAÇÕES ƒ

Hipersensibilidade conhecida à nimesulida ou a qualquer excipiente do SCAFLAM; ƒ Histórico de reações de hipersensibilidade (exemplo: broncoespasmo, rinite, urticária e angioedema) em resposta ao ácido acetilsalicílico ou a outro antiinflamatório não-esteroidal; ƒ Histórico de reações hepáticas ao produto; ƒ Úlcera péptica em fase ativa, úlcera gástrica ou duodenal, histórico de ulcerações recorrentes com hemorragia gastrintestinal ou doença intestinal inflamatória ou outra desordem hemorrágica ativa; ƒ Distúrbios cerebrovasculares ou outros distúrbios hemorrágicos ativo; ƒ Pacientes com distúrbios graves de coagulação; ƒ Falência cardíaca grave; ƒ Insuficiência renal grave; ƒ Insuficiência hepática; ƒ Crianças menores de 12 anos; ƒ Gravidez e lactação.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

Os efeitos indesejáveis podem ser reduzidos com o uso da menor dose efetiva durante o menor período possível. Pacientes tratados por um longo período com nimesulida devem ser submetidos a exames laboratoriais para o monitoramento de efeitos adversos. Raramente, SCAFLAM tem sido associado com reações hepáticas sérias, incluindo raríssimos casos fatais. Pacientes que apresentarem sintomas associados à lesão hepática durante o tratamento com a nimesulida (ex. anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, fadiga, urina escura ou icterícia) deverão descontinuar o tratamento. Pacientes deverão ser advertidos a consultar um médico imediatamente caso apresentem falta de apetite, náusea, vômito, dor abdominal, fadiga, urina escura ou pele ou olhos amarelados. Pacientes que desenvolverem função hepática anormal deverão descontinuar o tratamento. Estes pacientes não deverão ser retratados com nimesulida. Dano hepático, reversível na maioria dos casos, foi verificado após curta exposição ao medicamento. Administração concomitante com drogas hepatotóxicas e abuso de álcool devem ser evitados durante o tratamento com nimesulida, pois podem aumentar o risco de reações hepáticas. Durante o tratamento com nimesulida, os pacientes deverão ser advertidos a evitar usar outros analgésicos. O uso simultâneo de um diferente antiinflamatório nãoesteroidal não é recomendado. Sangramento gastrintestinal ou ulcerações podem ocorrer em pacientes em tratamento com SCAFLAM. Assim como com outros antiinflamatórios nãoesteroidais (AINEs), estes eventos podem ocorrer a qualquer momento durante o tratamento, com ou sem sintomas ou histórico prévio de eventos gastrintestinais. Caso ocorra sangramento gastrintestinal ou ulceração, o tratamento deverá ser descontinuado. A nimesulida deverá ser utilizada com precaução em pacientes com distúrbios gastrintestinais, incluindo histórico de úlcera péptica, de hemorragia gastrintestinal, colite ulcerativa ou doença de Crohn. Deve-se ter cautela em pacientes com insuficiência renal ou com problemas cardíacos, pois o uso de AINEs pode levar à deterioração da função renal. A avaliação da função renal deve ocorrer antes do início da terapia e periodicamente após o início. No caso de ocorrer deterioração renal, o tratamento deve ser descontinuado. Como os AINEs podem interferir na agregação plaquetária, estes devem ser utilizados com cautela em pacientes com diátese hemorrágica. Contudo, SCAFLAM não é um substituto do ácido acetilsalicílico para profilaxia cardiovascular. Adolescentes não devem ser tratados com medicamentos que contenham nimesulida caso estejam presentes sintomas de infecção viral, pois a nimesulida pode estar associada com a Síndrome de Reye em alguns pacientes. Os pacientes idosos são particularmente suscetíveis aos efeitos adversos dos AINEs, incluindo hemorragia e perfuração gastrintestinal, insuficiência renal, cardíaca e hepática. Portanto, monitoração clínica apropriada é recomendada e seu uso prolongado não é recomendado. Quando for necessária uma terapia prolongada, o paciente deverá ser avaliado regularmente. SCAFLAM deve ser utilizado com cautela em pacientes com histórico de ulceração ou doença intestinal inflamatória. Como os AINEs podem interferir na função plaquetária, devem ser usados com cautela em pacientes com hemorragia intracranial e diátese hemorrágica. O tratamento deve ser revisado em intervalos regulares de tempo e, no caso de ausência de benefícios, este deve ser descontinuado. AINEs podem mascarar a febre relacionada à infecção bacteriana. O uso de SCAFLAM pode prejudicar a fertilidade feminina, não é recomendado a mulheres tentando engravidar. Em mulheres que têm dificuldades para engravidar ou que estão sob investigação de infertilidade, a retirada do medicamento deve ser considerada. Efeitos na habilidade de dirigir ou usar máquinas A nimesulida tem efeito insignificante ou nenhum, na habilidade de dirigir ou usar máquinas. Contudo, pacientes que apresentam vertigem ou sonolência após receber o medicamento não deverão dirigir ou operar máquinas.

Uso durante a gravidez e a lactação

O uso de SCAFLAM é contra-indicado durante a gravidez (vide Contra-Indicações). Como qualquer AINE, SCAFLAM não é recomendado em mulheres tentando engravidar (vide Precauções) e, conhecida sua inibição na síntese de prostaglandina, a nimesulida pode causar fechamento prematuro dos ductos arteriais, hipertensão pulmonar, oligúria, oligâmnio, aumento do risco de sangramento, inércia uterina e edema periférico. Foram relatados casos isolados de falência renal em recém-nascidos cujas mães se trataram com o medicamento no final da gravidez. Estudos em coelhos mostraram uma toxicidade atípica na reprodução e não há nenhum dado adequado de uso do medicamento em mulheres grávidas. Dessa forma, o risco potencial em humanos é desconhecido e a prescrição de SCAFLAM durante a gravidez é contra-indicada. Não está estabelecido se a nimesulida é excretada no leite humano. SCAFLAM é contra-indicado durante a lactação (vide Contra-Indicações). Atenção: SCAFLAM Suspensão e Granulado contém açúcar, portanto, devem ser usados com cautela em portadores de Diabetes.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

SCAFLAM não deve ser administrado concomitantemente com drogas potencialmente hepatotóxicas. A ingestão de alimentos não interfere na absorção e biodisponibilidade da droga. O uso da nimesulida deve ser evitado em pacientes que estão recebendo tratamento com outros medicamentos contendo ácido clavulânico ou que receberam esta medicação a menos de 2 meses. Durante o tratamento com SCAFLAM, os pacientes deverão ser advertidos a evitar usar outros analgésicos. O uso simultâneo de um diferente antiinflamatório não-esteroidal não é recomendado. A administração concomitante com anticoagulantes, inclusive o ácido acetilsalicílico, pode gerar efeitos aditivos. Por esta razão, essa combinação não é recomendada e é contra-indicada em pacientes com distúrbio severo de coagulação. Se essa combinação não puder ser evitada, a atividade anticoagulante deverá ser monitorada cuidadosamente. A nimesulida pode antagonizar os efeitos dos diuréticos e, em particular, bloquear o aumento da atividade da renina plasmática induzida pela furosemida. A análise farmacocinética da concentração de nimesulida em pacientes em tratamento concomitante com um diurético (furosemida) mostrou que há uma diferença pequena no volume de distribuição, porém não há evidência clínica disso. O tratamento concomitante da furosemida com SCAFLAM requer precaução em pacientes com susceptibilidade renal e cardíaca. Os antiinflamatórios não-esteroidais foram relatados como redutores da depuração do lítio, resultando em níveis plasmáticos elevados e toxicidade do lítio. Se a nimesulida for prescrita para um paciente em tratamento com lítio, seu nível no organismo deverá ser cuidadosamente monitorado. O potencial de interação com a glibenclamida, teofilina, varfarina, digoxina, cimetidina e uma preparação de antiácidos (em geral uma preparação de hidróxido de magnésio e hidróxido de alumínio) foi estudado também in vivo. Nenhuma alteração significativa foi observada. SCAFLAM inibe a CYP2C9. A concentração plasmática de drogas metabolizadas por esta enzima deve aumentar quando são administradas concomitantemente com nimesulida. É necessário cautela se SCAFLAM for utilizado antes ou após 24 horas de tratamento com metotrexato, pois o nível sérico do metotrexato pode aumentar, aumentando sua toxicidade. Devido aos efeitos nas prostaglandinas renais, os inibidores da prostaglandina sintetase, como SCAFLAM, devem aumentar a nefrotoxicidade das ciclosporinas. A administração concomitante da nimesulida com salicilatos, ácido valpróico ou tolbutamida pode afetar o seu nível sérico e, conseqüentemente, a resposta terapêutica. Estudos in vitro demonstraram que a tolbutamida, o ácido salicílico e o ácido valpróico podem deslocar a nimesulida de seus sítios de ligação. Porém, apesar de um possível efeito no nível plasmático, estas interações não demonstraram resultados clínicos significantes.

REAÇÕES ADVERSAS

Efeitos adversos reportados em testes clínicos controlados, com aproximadamente 7800 pacientes, incluem: Comuns (>1%, <10%) – Diarréia, náusea, vômito, aumento de enzimas hepáticas. Incomuns (>0,1%, <1%) – Vertigem, hipertensão, dispnéia, constipação, flatulência, gastrite, prurido, erupção cutânea, aumento de suor e edema. Raros (>0,001%, <0,01%) – Anemia, eosinofilia, hipersensibilidade, hipercalemia, ansiedade, nervoso, pesadelo, visão turva, taquicardia, hemorragia, flutuação da pressão arterial, onda de calor, eritema, dermatite, disúria, hematúria, retenção urinária, mal-estar, astenia. Muito raros (<0,0001%) – Trombocitopenia, púrpura, pancitopenia, anafilaxia, cefaléia, sonolência, encefalopatia (Síndrome de Reye), distúrbios visuais, vertigem, asma, broncoespasmo, dor abdominal, dispepsia, estomatite, melena, sangramento gastrintestinal, perfuração e úlcera duodenal, perfuração e úlcera gástrica, hepatite, hepatite fulminante (incluindo casos fatais), icterícia, colestasia, urticária, edema angioneurótico, edema facial, eritema multiforme, síndrome de Stevens Johnson, necrólise epidérmica tóxica, falência renal, oligúria, nefrite intersticial e hipotermia.

POSOLOGIA

Adultos e crianças acima de 12 anos

Comprimidos ou granulados – 100 mg duas vezes por dia, após as refeições. Gotas (pacientes com 40 Kg ou mais) – 100 mg (40 gotas) a cada 12 horas.

Suspensão (pacientes com 40 Kg ou mais) – 100 mg (10 ml ou 2 colheres de chá) duas vezes por dia. No caso do granulado, dissolver o conteúdo de um envelope em um pouco de água. Este medicamento não pode ser guardado após sua reconstituição, devendo ser imediatamente consumido. Tanto os comprimidos quanto o granulado devem ser ingeridos preferencialmente após as refeições. Em caso de insuficiência renal moderada, não há necessidade de redução da dose. A nimesulida não deve ser usada em caso de insuficiência renal ou insuficiência hepática severa (vide Contra-Indicações). A dose oral diária pode ser dividida em duas ou três administrações, baseando-se em idade, peso corporal e aderência do paciente. A duração do tratamento não é superior a 5 dias, dependendo da indicação. Geralmente não se deve exceder a 7 dias no tratamento da dor aguda e febre. Para o tratamento sintomático da osteoartrite, devem-se instituir ciclos recorrentes de tratamento durante os ataques dolorosos. Assim como em todos os AINEs, recomenda-se usar a menor dose possível durante o menor tempo possível.

SUPERDOSAGEM

Sintomas seguidos de superdosagem aguda de AINEs são normalmente limitados à letargia, sonolência, náusea, vômito e dor epigástrica, os quais são geralmente reversíveis com auxilio adequado. Pode ocorrer sangramento gastrintestinal. Hipertensão, falência renal aguda, depressão respiratória e coma podem ocorrer, mas são raros. Reações anafiláticas foram verificadas com ingestão de AINEs e podem acontecer seguidas de uma superdosagem. Poucos casos de superdose intencional foram relatados e não apresentaram sinais de intoxicação. Tratamento sintomático e de apoio deve ser iniciado em caso de superdose. Não há antídotos específicos, nem informação disponível a respeito da remoção da nimesulida por hemodiálise, mas baseado no seu alto grau de ligação protéica (até 97,5%), a diálise não é indicada em superdose. Êmese e/ou carvão ativado (60 a 100 g em adultos) e/ou osmose catártica podem ser indicadas em pacientes que ingeriram a droga em um período de até 4 horas. Diurese forçada, alcalinização da urina, hemodiálise ou hemoperfusão não devem ser utilizadas devido à alta ligação protéica. As funções renais e hepáticas devem ser monitoradas.

PACIENTES IDOSOS

Em pacientes com mais de 65 anos, não há necessidade de diminuição da dose normal, porém devem ser tratados com a menor dose efetiva (100 mg duas vezes por dia).

MS 1.0093.0174 Farm. Resp.: Lucia Lago Hammes CRF-RJ 2.804 MANTECORP INDÚSTRIA QUÍMICA E FARMACÊUTICA LTDA. Estrada dos Bandeirantes, 3.091 – Rio de Janeiro – RJ CNPJ: 33.060.740/0001-72 – Indústria Brasileira

Bula do Reparil Gel (Anti inflamatório)

Reparil-GelBula do REPARIL® GEL:

escina, salicilato de dietilamônio Forma farmacêutica, apresentações e via de administração Gel. Bisnagas com 30 g ou 100 g. Uso tópico.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição

Cada grama do gel contém:

Escina …………………………………………………………………………………………. 0,01 g

Salicilato de dietilamônio…………………………………………………………………… 0,05 g

Excipiente q.s.p. …………………………………………………………………………………. 1 g

Excipientes: edetato de sódio, carbômer, macrogol, trometamol, álcool isopropílico, óleos de lavanda e de flor de laranja amarga, água purificada.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Como este medicamento funciona? O trauma (por exemplo, contusões ou entorses) e as inflamações (por exemplo, nas juntas ou nos músculos) provocam dor, vermelhidão, inchaço e aumento do calor no local acometido. Estes sintomas são decorrentes do extravasamento de líquidos, células de defesa e substâncias que colaboram com a inflamação, no local acometido (articulação, músculo ou pele), e são uma forma do corpo se defender da agressão que sofreu. A escina, um dos componentes de Reparil® Gel, é uma substância de origem natural, extraída do Aesculus hippocastanum (Castanheira da Índia) que tem ação sobre a inflamação (antiinflamatória) e sobre o inchaço (antiedematosa). Esta ação se deve à capacidade da escina penetrar no tecido lesado através da pele e normalizar a permeabilidade dos vasos sangüíneos, diminuindo o extravasamento de líquidos, células e substâncias da inflamação. O salicilato de dietilamônio, outro componente de Reparil® Gel, penetra no tecido lesado e complementa a ação antiinflamatória reduzindo a dor e exercendo efeito analgésico local. Reparil® Gel estimula a circulação local, impedindo a formação de coágulos. Reparil® Gel tem tripla ação promovendo rápido alívio do inchaço, da dor e da inflamação.

Por que este medicamento foi indicado? O uso de Reparil® Gel está indicado para o alívio do edema (inchaço), vermelhidão (rubor) e dor localizados, causados pelo trauma e inflamação, em situações como: – Traumatismos leves oriundos da prática esportiva ou de atividades cotidianas, contusões, luxações e hematomas (manchas roxas); – Artrites (inflamação das articulações), tendinites (inflamação dos tendões), flebites superficiais (inflamação das veias superficiais);

– Dores musculares, dores nas costas (lombalgia), torcicolo.

Quando não devo usar este medicamento? Contra-indicações e precauções Reparil® Gel não deve ser usado por pessoas alérgicas aos componentes de sua fórmula. Reparil® Gel não deve ser aplicado na pele rachada, nas mucosas, como dos olhos, boca, nariz ou áreas de pele que tenham sido expostas à radioterapia. Se você tiver úlceras varicosas nas pernas e eczemas, aplique Reparil® Gel exclusivamente ao redor da lesão. Caso o uso do produto esteja sendo feito sob recomendação médica, siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não há relatos de inconveniência de uso de Reparil® Gel em relação a doenças associadas. Reparil® Gel pode ser usado mesmo se você tiver outras doençasReparil® Gel pode ser usado por crianças, adultos e idosos. Não há contra-indicação relativa às faixas etárias.

Gravidez e lactação

Este medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação, exceto sob orientação médica. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação durante o uso deste medicamento. O tratamento prolongado cobrindo grandes áreas deve ser evitado durante a gravidez, e o gel não deve ser aplicado na área dos seios durante a lactação.

Interações medicamentosas

Ingestão juntamente com outras substâncias Não existem relatos de que Reparil® Gel interfira com a ação de outros medicamentos. Porém, você deve consultar seu médico sobre a utilização de Reparil® Gel junto com outros medicamentos. Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Como devo usar este medicamento? Uso tópico local. Aplicar pequena quantidade sobre a região afetada, 2 ou 3 vezes ao dia. O prazo de validade está impresso na embalagem do produto. Informações para abertura do lacre Siga corretamente o modo de usar; não desaparecendo os sintomas, procure orientação médica. Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

Quais os males que este medicamento pode causar? Em casos raros, podem surgir manifestações alérgicas na pele. Procure orientação de um médico, caso você apresente reações desagradáveis com o uso do produto.

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez? Em caso de ingestão acidental do produto, poderão ocorrer sintomas como contração muscular, fraqueza, falta de coordenação, vômito e diarréia de grande intensidade. Nesses casos, procure imediata assistência médica. Não tome nenhuma medida sem antes consultar um médico. Informe ao médico o medicamento utilizado, dose e os sintomas que está apresentando.

Onde e como devo guardar este medicamento? Você deve guardar a bisnaga na embalagem original e à temperatura ambiente (15ºC a 30ºC).

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Características farmacológicas

O local de ação da escina é a parede vascular. Quando do aumento de permeabilidade resultante do processo inflamatório, a escina inibe a exsudação reduzindo o extravasamento de líquido nos espaços tissulares, e acelera a reabsorção do edema existente. O mecanismo de ação é baseado na alteração da permeabilidade dos capilares envolvidos. Além disso, a escina promove resistência capilar, inibe processos inflamatórios e melhora a microcirculação. O salicilato de dietilamônio (DEAS) tem um pronunciado efeito analgésico. Ele penetra livremente através da pele e exerce sua ação analgésica profundamente na área afetada. A ação antiflogística adicional do DEAS melhora o efeito antiinflamatório da escina e assim, combate os fatores etiológicos da doença. Em três estudos aleatórios, duplo-cego, controlados por placebo, de farmacologia humana usando o modelo de hematoma induzido experimentalmente (hematoma por injeção), foi possível demonstrar o efeito do Reparil® Gel com avaliação da sensibilidade e absorção do hematoma. Página 3 de 7 Durante as primeiras 24 horas de tratamento e também em um período de 19 dias, uma diminuição significativa da intensidade da sensibilidade foi observada em comparação com o placebo e também com as substâncias isoladas: escina e DEAS. O efeito de cada uma das duas substâncias isoladas estava, por sua vez, significativamente melhor que o do placebo. A comparação entre Reparil® Gel e diclofenaco revelou uma tendência para a superioridade. Propriedades toxicológicas As pesquisas de tolerância local e sistêmica foram realizadas em ratos, coelhos e porcos. Reparil® Gel foi aplicado em doses de 200 e 500 mg na pele dorsal tosquiada de ratos e coelhos durante um período de 4 semanas. O exame microscópico e histológico não revelou quaisquer lesões locais específicas da pele. Mudanças tais como uma acantose epidérmica de baixo grau ou infiltração celular inflamatória crônica no cório sub-epidérmico também foram observadas nos controles, após aplicação da base gel. Como mostrado por experiência, todas as descobertas foram totalmente reversíveis. Para pesquisar a tolerância local da mucosa, uma única dose de 100 mg de Reparil® Gel foi instilada no saco conjuntival dos olhos de coelhos. Foram produzidas alterações inflamatórias de baixo a alto grau na conjuntiva que, no entanto, retrocederam completamente dentro de 7 dias. A lavagem dos olhos dentro de 2 minutos após a aplicação levou a uma clara remissão da irritação. Em um estudo de longo prazo, o gel foi aplicado em uma dose diária de 300, 1500 ou 4000 mg/kg de peso corporal na pele dorsal de porcos acima de três meses. O exame macroscópico mostrou eritema em alguns dos animais no grupo de dose alta. O exame histológico não revelou quaisquer reações específicas, além de reações de pele não específicas tais como dermatite pustular supurativa, hiperplasia epidérmica e hiperceratose. Não foram observados efeitos sistêmicos atribuíveis à substância. Propriedades farmacocinéticas Para pesquisar sua absorção percutânea, foi aplicada 3 H-escina na pele dorsal ou ventral de camundongos, ratos, porquinhos da Índia e porcos. Foi usada uma bandagem oclusiva para cobrir o lugar de aplicação. A concentração de atividade total, atividade não volátil e atividade da escina (após cromatografia de camada fina), foi determinada em diversos tecidos e órgãos em diferentes horários após a aplicação. As excreções biliar e urinária foram medidas durante todo o teste. A taxa de absorção (estimada via excreção em 1 – 2 dias) foi baixa em todas as espécies; ela foi responsável por <2% da dose aplicada. No entanto, concentrações de escina relativamente altas foram encontradas abaixo do lugar de aplicação e mesmo nas camadas mais profundas do tecido muscular. Vinte e quatro horas após a aplicação percutânea, a concentração da atividade não volátil medida em porcos na subcútis e tecidos musculares abaixo da área de aplicação foi aproximadamente 5 vezes maior que aquela no sangue. Os níveis de atividade pico na pele e subcutâneo foram atingidos 6 horas após a aplicação. No curso da pesquisa, a atividade na pele e no subcutâneo diminuiu devido ao aumento da difusão. Nos tecidos musculares, no entanto, ela aumentou. A cromatografia de camada fina revelou que aproximadamente 50% desta atividade foi idêntica com escina. Os resultados demonstraram claramente que a escina é absorvida pela pele e também penetra nas camadas inferiores. As altas concentrações de escina desejáveis são, portanto, localmente obtidas no local da aplicação nos tecidos musculares subjacentes sem qualquer envolvimento sistêmico significativo.Com base neste comportamento farmacocinético, é seguro assumir que a escina é muito adequada para tratamento percutâneo. Para determinar a absorção percutânea dos componentes analgésicos no Reparil® Gel, foi aplicado 14Csalicitato de dietilamônio na pele dorsal de ratos Wistar machos. A taxa de absorção foi estimada das contagens da atividade do 14C excretada na bile e na urina. Medições adicionais incluíram as concentrações no plasma e em diversos órgãos e tecidos, junto com um estudo do metabolismo do 14C-salicilato de dietilamônio. O valor médio absorvido – medido em termos da quantidade excretada durante 48 horas – foi 14%. Altos níveis de radioatividade foram notados na área da pele que tinha sido tratada, enquanto que a contagem de 14C em órgãos e tecidos em diversos horários após a aplicação foi baixa. Uma pesquisa clínico-farmacológica foi realizada para determinar a absorção de escina após aplicação tópica. O ensaio foi realizado como um estudo aberto. A amostra consistiu de 20 pacientes com afecções proctológicas requerendo cirurgia. Foi aplicado um creme de escina a 2% nas áreas afetadas da pele por 7 dias antes da operação. A determinação da concentração de escina nas amostras de tecido, retiradas da área operada, revelaram, na pele e subcutâneo, concentrações de escina que diferiram significativamente de 0 (p # 0,001). Além disso, foi observada uma diferença significativa nas concentrações das amostras de tecido individual entre pele, subcutâneo e o tecido adiposo. Resultados de eficácia Em um estudo duplo-cego, controlado, randomizado, o Reparil® Gel foi comparado com os seus componentes isolados. Um total de 305 pacientes com lesões contusas em práticas esportivas foram tratados com 5 g de cada um dos produtos sob forma de gel, em 0, 4 e 8 horas após medição da dor no período basal. As medições da sensibilidade dolorosa à pressão foram realizadas em intervalos de 0, 1, 2, 3, 4, 6 e 24 horas. A área abaixo da curva da sensibilidade dolorosa foi escolhida como variável primária. Reparil® Gel foi significativamente superior relativamente às 2 substâncias isoladas no que respeita à diminuição da sensibilidade dolorosa. A escina isolada mostrou a mesma eficácia que o salicilato. Também a intensidade da dor, determinada usando uma escala visual analógica, decresceu mais rapidamente no grupo Reparil® Gel do que nos grupos controle. Uma vez mais, não foram observadas diferenças significativas entre escina e salicilato de dietilamônio.

– Bulitta M. A double-blind controlled clinical trial of Aescin 1 % and diethylammonium salicylate 5 % (Reparil® Gel) versus aescin 1 % gel and versus diethylammonium salicylate 5 % gel in the acute treatment of sports impact injuries (sprains, strains, contusions). – Hess, H., Groher, W., Lenhart, P., Thiel A., Bulitta M., Ley, F. Efficacy and safety of an aescin plus diethylamine salicylate combination gel in patients with sports impact injuries. A controlled, double-blind study. – Pabst H, Segesser B, Bulitta M, Wetzel D, Bertram S. Efficacy and tolerability of escin/diethylamine salicylate combination gels in patients with blunt injuries of the extremities. Int J Sports Med 2001; 22:430- 6. Página 5 de 7 Indicações Reparil® Gel é indicado em todos os casos de edema localizados, causados por transtornos de natureza inflamatória, tais como: – Afecções venosas: flebites superficiais, inflamações varicosas.

– Afecções reumáticas: artrites, artroses, periartrites, bursite. Quadros dolorosos da coluna vertebral, torcicolo.

– Traumatismos, contusões, luxações, hematomas, tendinite, tenossinovite.

– Lesões leves oriundas da prática esportiva, dores musculares pois inibe a formação do edema e combate os sintomas dele resultantes, como dores, sensações de peso, calor e rubor. Contra-indicações Hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Reparil® Gel não deve ser aplicado na pele rachada, membranas mucosas ou áreas de pele que tenham sido expostas à radioterapia. Modo de usar e cuidados de conservação Esse produto é de uso tópico local. Armazenar a bisnaga na embalagem original e à temperatura ambiente (15ºC a 30ºC). O prazo de validade está impresso na embalagem do produto.

Informações para abertura do lacre

Posologia

Uso tópico local. Aplicar pequena quantidade sobre a região afetada, 2 ou 3 vezes ao dia.

Advertências

De um modo geral, Reparil® Gel é muito bem tolerado; entretanto, nas úlceras varicosas e eczemas recomenda-se aplicar exclusivamente ao redor da lesão. Em função da sua ação tópica, sem efeito cumulativo, o tratamento pode ser suspenso a qualquer momento, quando necessário. Não há relatos da inconveniência de uso de Reparil® Gel em relação a doenças associadas.

Gravidez e lactação

Mesmo tendo uma mínima absorção sistêmica, Reparil® Gel deve ser usado com cuidado em lactantes e lactentes. O tratamento prolongado cobrindo grandes áreas deve ser evitado durante a gravidez, e o gel não deve ser aplicado na área dos seios durante a lactação.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Não existem recomendações especiais sobre o uso do produto por pacientes idosos.

Interações medicamentosas

Até o momento não foram relatados casos de interação medicamentosa com o uso do produto. Reações adversas a medicamentos Em casos raros, podem surgir manifestações alérgicas cutâneas. Superdose Em caso de ingestão acidental do produto, poderão ocorrer sintomas como contração muscular, fraqueza, falta de coordenação, vômito e diarréia de grande intensidade. Recomenda-se adotar as medidas habituais de controle das funções vitais. Armazenagem Você deve guardar a bisnaga na embalagem original e à temperatura ambiente (15ºC a 30ºC).

SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR;

NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA.

MS – 1.0639.0052 Farmacêutico Responsável: Wagner Moi – CRF-SP nº 14.828 N.º do lote, data da fabricação e data da validade: vide cartucho.

EM CASO DE DÚVIDAS LIGUE GRATUITAMENTE SAC: 0800-7710345

www.nycomed.com.br Fórmula original de Madaus GmbH Alemanha Nycomed Pharma Ltda. Rodovia SP 340 S/N, Km 133,5 Jaguariúna-SP CNPJ 60.397.775/0008-40 Indústria Brasileira

Bula do Profenid Protect (Anti inflamatório)

Profenid-ProtectBula do PROFENID® PROTECT: cetoprofeno + omeprazol

APRESENTAÇÃO Cápsula gelatinosa dura 200 mg / 20 mg: embalagem com 10.

USO ORAL.

USO ADULTO.

COMPOSIÇÃO PROFENID® PROTECT 200 mg / 20 mg:

Cada cápsula gelatinosa dura contém 200 mg de cetoprofeno (microgrânulos de liberação prolongada) e 20 mg de omeprazol (microgrânulos gastrorresistentes).

Excipientes: sacarose, amido de milho, hipromelose, dimeticona, polissorbato 80, manitol, monoglicerídeo diacetilado, talco, Eudragit L30D, Eudragit NE30D, Eudragit RS30D, Eudragit RL30D, trietilcitrato, Gelucire 50/13, dióxido de silício, dióxido de titânio, gelatina.

1. INDICAÇÕES

PROFENID PROTECT é indicado para o tratamento sintomático de artrite reumatoide e osteoartrite em pacientes com um histórico ou que possuem risco de desenvolvimento de úlcera gástrica, úlcera duodenal e erosões gastrintestinais relacionada ao uso de AINE, no qual a continuidade do tratamento com cetoprofeno é essencial. 2. RESULTADOS DE EFICÁCIA Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) + omeprazol Estudos controlados, randomizados, duplo cego e de grupos paralelos, avaliaram a eficácia e segurança do omeprazol no tratamento e prevenção de lesões gastrintestinais induzidas por anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), incluindo o cetoprofeno. Os pacientes incluídos nos estudos apresentavam, na grande maioria das vezes, como causa determinante do uso de AINE o diagnóstico de osteoartrite ou artrite reumatoide. Em um estudo controlado, duplo-cego, randomizado, multicêntrico, omeprazol 20 mg e 40 mg foi comparado com misoprostol 200 mcg, quatro vezes ao dia, em 921 pacientes com úlceras associadas ao uso de anti-inflamatórios não esteroidais (HAWKEY ET AL, 1998) – ao final de 8 semanas, 76% dos pacientes em uso de AINE e que apresentavam ulceras pépticas evoluíram com cicatrização da úlcera após a administração conjunta do AINE e 20 mg de omeprazol, 75% após a associação de 40 mg de omeprazol e 71% com misoprostol, não havendo diferença significativa entre os tratamentos, entretanto, os pacientes que receberam 20 mg de omeprazol apresentaram menor índice de recaída e melhor tolerabilidade do que os pacientes que receberam misoprostol; Em um estudo controlado, duplo-cego, multicêntrico, comparando ranitidina 150 mg, duas vezes ao dia versus omeprazol 20 mg e 40 mg, uma vez ao dia em 529 pacientes em tratamento de úlceras associadas à AINES (YEOMANS ET AL, 1998) – ao final de 8 semanas, 80% dos pacientes que receberam AINE e 20mg de omeprazol apresentaram cicatrização da úlcera, 79% entre os que receberam 40mg de omeprazol e 63% entre os que receberam ranitidina (p≤0, 001). Em um estudo duplo-cego, dois regimes de dose de omeprazol (omeprazol 20 mg ou 40 mg ao dia) foram estudados em 156 pacientes recebendo AINES com úlcera gastroduodenal (MASSIMO CLAAR ET AL, 1998) – ao final de 8 semanas, 88% dos pacientes que receberam AINE e 20 mg de omeprazol apresentaram cicatrização da úlcera e 96,2% apresentaram cicatrização entre os que receberam 40mg de omeprazol, sendo considerado que a diferença de dosagem (20 mg ou 40 mg) não determinou diferença estatística entre os grupos. Portanto, o índice de cura entre as duas diferentes dosagens foram consideradas semelhantes. Em um estudo de prevenção de lesões gastrintestinais induzidas por AINEs, incluindo 175 pacientes recebendo terapia contínua (3 meses) de anti-inflamatórios não esteroidais (EKSTROM ET AL, 1996),uma incidência significativamente menor de aparecimento de úlcera péptica e sintomas dispépticos (4,7%) foi observada em pacientes que receberam 20 mg de omeprazol comparado àqueles que receberam placebo (16,7%); – 2 – Em um estudo duplo-cego, placebo-controlado (BIANCHI ET AL, 1998), a incidência de úlcera gastroduodenal ao final de 3 semanas foi de 1,7% nos pacientes que receberam AINE e 20 mg de omeprazol em comparação a 14% nos pacientes que receberam placebo e AINE (p<0,05); Em um estudo primário de profilaxia para usuários de AINEs (CULLEN ET AL, 1998), a incidência de úlcera gástrica em pacientes que receberam AINE e 20 mg de omeprazol por 6 meses foi de 3,6% em comparação com 16,5% nos que receberam AINE e placebo (p<0,01);

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

PROFENID PROTECT inclui uma forma de liberação prolongada do cetoprofeno e uma forma de liberação gastrorresistente de omeprazol, ambos adequados para uma posologia terapêutica de uma vez ao dia. Os perfis farmacocinéticos dos componentes do cetoprofeno e omeprazol no PROFENID PROTECT são comparáveis àqueles dos componentes cetoprofeno e omeprazol administrados separadamente. Não há influência na farmacocinética do cetoprofeno quando administrado concomitantemente ao omeprazol, e vice-versa. O cetoprofeno é um anti-inflamatório não esteroidal, derivado do ácido arilcarboxílico, pertencente ao grupo do ácido propiônico dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). O cetoprofeno possui atividades anti-inflamatória, antipirética e apresenta atividade analgésica periférica e central. Inibe a síntese de prostaglandinas e a agregação plaquetária, no entanto, seu mecanismo de ação não está completamente elucidado. O omeprazol é um potente inibidor de H+ / K+ enzima ATPase (inibidores de bomba de prótons) é responsável pela secreção de ácido clorídrico pelas células gástricas parietais. O omeprazol foi bem estabelecido como um inibidor altamente efetivo da secreção ácida. O fármaco possui uma duração de ação prolongada. A secreção ácida remanescente é reduzida estatística e significativamente em 21 dias após a retirada do omeprazol 20 mg/dia por 4 semanas em pacientes com úlcera duodenal. O efeito do omeprazol na secreção gástrica ácida é dose-dependente.

ABSORÇÃO

– Cetoprofeno

Após a administração oral, o cetoprofeno é quase completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Após dose única de cetoprofeno (liberação prolongada), o Tmáx médio é de 5 horas e a concentração plasmática máxima foi atingida em cerca de 4,5 ug/mL. Seguido de doses múltiplas de cetoprofeno a cada 24 horas, o estado de equilíbrio de cetoprofeno foi alcançado dentro de 4 dias. Quando o cetoprofeno é administrado com alimento, a biodisponibilidade total não é alterada, no entanto, o Tmáx é às vezes retardado.

– Omeprazol

Omeprazol é um ácido lábil e é formulado como grânulos gastrorresistentes. A absorção ocorre no intestino delgado, com picos de concentrações plasmáticas que ocorrem dentro de 1,5 horas após a administração oral, embora exista variação marcada por pico de concentração individual. A biodisponibilidade relativa é de cerca de 40% após dose única e 65 % em estado de equilíbrio. Isto pode ser explicado pela diminuição do clearance hepático pela saturação da enzima CYP2C19. Alimentos não modificam a biodisponibilidade total do omeprazol, mas retarda a absorção e uma variabilidade muita alta interpacientes foi observada.

DISTRIBUIÇÃO

– Cetoprofeno

Cetoprofeno formulação de liberação prolongada fornece impregnação contínua e regular com cetoprofeno. Cetoprofeno liga-se 99% às proteínas plasmáticas. O volume de distribuição é de aproximadamente 0,1 L/Kg. Cetoprofeno difunde-se no líquido sinovial, nos tecidos intra-articulares, capsulares, sinoviais e tendinosos e atravessa a barreira placentária.

– Omeprazol

O volume de distribuição de omeprazol no organismo é relativamente pequeno (0,3 L / kg de peso corporal), e cerca de 95% se liga às proteínas.

METABOLISMO

– Cetoprofeno A biotransformação do cetoprofeno é caracterizada por dois principais processos: por hidroxilação e por conjugação com o ácido glucurônico, sendo esta a via principal no homem. Uma parte do ácido glucurônico pode ser convertida ao composto original. Não existem metabólitos ativos conhecidos de cetoprofeno

. – Omeprazol – O omeprazol é completa e rapidamente metabolizado, principalmente no fígado pela via do citocromo P450. A formação do metabólito primário, 5-hidroxi-omeprazol, é dependente da atividade da CYP2C19, enquanto que a formação de sulfona-omeprazol é dependente da isoforma CYP3A. Os metabólitos sulfona, sulfureto e hidroxi-omeprazol são encontrados no plasma, mas não têm efeito significativo sobre a secreção ácida. ELIMINAÇÃO – Cetoprofeno O clearance plasmático do cetoprofeno é de aproximadamente 0,08 L/Kg/h. A meia vida de eliminação do cetoprofeno é de cerca de 7 horas seguida de uma dose oral única de cetoprofeno. Aproximadamente 80-92% da dose administrada de cetoprofeno é excretada na urina, principalmente como um metabólito glucurônico dentro de 24 horas. Menos de 1% do cetoprofeno eliminado aparece sob a forma de substância inalterada. Apenas ≤ 8% da dose administrada é excretada nas fezes. – Omeprazol A meia-vida plasmática é de cerca de 1 hora. Em uma pequena porcentagem dos pacientes (metabolizadores lentos da CYP2C19) uma taxa de eliminação do omeprazol reduzida tem sido observada. Nestes casos, a meia-vida terminal de eliminação pode ser aproximadamente 3 vezes o valor normal, e a área sob a curva concentração-tempo (AUC) plasmática pode aumentar em até 10 vezes. Mais de 80% do fármaco é recuperado na urina como metabólito inativo.

Populações Especiais

– Cetoprofeno

• Idosos: existe um aumento da exposição em idosos e a eliminação é diminuída, no entanto, o acúmulo do fármaco ocorre durante a repetição da dose.

• Insuficiência hepática: não existe mudanças significativas no clearance plasmático e na meia-vida de eliminação, no entanto, a fração livre é aproximadamente duplicada. Uma alta variabilidade interindividual foi observada no perfil farmacocinético do cetoprofeno em pacientes com insuficiência hepática.

• Insuficiência Renal: Existe uma diminuição do clearance renal plasmático e um aumento da meia-vida de eliminação correlacionada com a severidade da insuficiência renal.

– Omeprazol

• Idosos: em pacientes idosos, o tempo de meia-vida de eliminação plasmática não difere significativamente do valor observados em indivíduos jovens.

• Insuficiência hepática: em pacientes com doença hepática crônica, a meia-vida de eliminação média é maior que em indivíduos saudáveis, mas isto não requer uma modificação da posologia recomendada.

• Insuficiência renal: a farmacocinética do omeprazol em pacientes com insuficiência renal crônica não difere significativamente dos indivíduos saudáveis.

4. CONTRAINDICAÇÕES PROFENID PROTECT é contraindicado nos casos abaixo:

• Pacientes com hipersensibilidade ao cetoprofeno, ao omeprazol ou a qualquer um dos excipientes;

• Pacientes com histórico de reações de hipersensibilidade como ataque asmático ou outras reações do tipo alérgica ao cetoprofeno, aspirina ou AINEs. Reações anafiláticas severas, raramente fatais, foram reportadas em tais pacientes.

• Histórico de sangramento vascular cerebral;

• Úlcera péptica ativa/hemorragia;

• Pacientes com insuficiência severa no fígado, rins ou coração.

• Terceiro trimestre da gravidez;

• Uso concomitante com nelfinavir, bem como outros inibidores de bomba de prótons; Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com insuficiência cardíaca, hepática e renal severas. Categoria de risco de gravidez (3º trimestre gestacional): D – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Cetoprofeno

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados pelo uso da dose mínima efetiva, pelo menor tempo necessário para o controle dos sintomas. Embora os anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) possam ser requeridos para o alívio das complicações reumáticas que ocorrem devido ao lupus eritematoso sistêmico (LES), recomenda-se extrema cautela na sua utilização, uma vez que pacientes com LES podem apresentar predisposição à toxicidade por AINEs no sistema nervoso central e/ou nos rins. Deve-se ter cautela com o uso de medicações concomitantes as quais podem aumentar o risco de ulceração ou sangramento, como os corticosteroides orais, anticoagulantes como a varfarina, inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou agentes antiplaquetários como a aspirina. A associação com omeprazol diminui a toxicidade gastrintestinal do cetoprofeno. Entretanto, hemorragias, úlceras ou perfurações gastrintestinais, que podem ser fatais, foram reportadas com todos os AINEs durante qualquer período do tratamento, com ou sem sintoma ou histórico prévio de eventos gastrintestinais graves. O tratamento com PROFENID PROTECT deve ser descontinuado caso ocorra sangramento gastrintestinal ou epigastralgia relacionado ao uso do medicamento. A frequência das reações adversas aos AINEs é maior em idosos, especialmente sangramento gastrintestinal e perfuração, que podem ser fatais. Reações cutâneas graves, algumas fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, foram relatadas raramente com o uso de AINEs. Existe um risco maior da ocorrência de reações adversas no início do tratamento, na maioria dos casos ocorrendo no primeiro mês. PROFENID PROTECT deve ser descontinuado ao primeiro aparecimento de cutâneo, lesões na mucosa ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade. A ingestão de álcool pode aumentar o risco de toxicidade do fígado e sangramento gastrintestinal, portanto não se recomenda a ingestão de bebidas alcoólicas durante a administração de cetoprofeno e outros anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs).

Lítio: Risco de aumento dos níveis plasmáticos de lítio, que pode atingir níveis tóxicos devido à diminuição da excreção renal do lítio. Sempre que necessário, os níveis plasmáticos de lítio devem ser cuidadosamente monitorados e os níveis de dosagem de lítio ajustado durante e após a terapia com AINEs. Pacientes com história prévia de fotossensibilidade ou fototoxicidade devem ser cuidadosamente monitorados. Os AINEs devem ser administrados com cautela à pacientes com histórico de doença gastrintestinal (colite ulcerativa, doença de Crohn), pois sua condição pode ser exacerbada. Deve-se ter cautela na administração de cetoprofeno em pacientes com histórico de hipertensão e/ou insuficiência cardíaca congestiva leve a moderada, pois retenção de líquidos e edema foram reportados após a administração de AINEs. Assim como para os demais anti-inflamatórios não esteroidais, deve-se ter cautela na administração de cetoprofeno em pacientes com hipertensão não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença isquêmica do coração, doença arterial periférica e/ou doença cerebrovascular, bem como antes de iniciar um tratamento de longa duração em pacientes com fatores de risco para doenças cardiovasculares (ex. hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus e em fumantes). Assim como para os demais anti-inflamatórios não esteroidais, na presença de doença infecciosa, deve-se notar que as propriedades anti-inflamatória, analgésica e antitérmica do cetoprofeno podem mascarar os sinais habituais de progressão da infecção, como por exemplo, febre. Se ocorrerem distúrbios visuais, tal como visão embaçada, o tratamento com cetoprofeno deve ser descontinuado. A função renal e hepática devem ser cuidadosamente monitorizados pelo médico de acordo com o paciente:

• No início do tratamento, a função renal deve ser cuidadosamente monitorado em pacientes com insuficiência cardíaca, cirrose e nefrose, naqueles que usam diuréticos, em pacientes com insuficiência renal crônica, principalmente se estes pacientes são idosos. Nestes pacientes, a administração do cetoprofeno pode induzir a redução no fluxo sanguíneo renal causado pela inibição da prostaglandina e levar à descompensação renal.

• Em pacientes que apresentam exames de função hepática anormais ou com história de doenças hepáticas, recomenda-se uma avaliação periódica pelo médico dos níveis de transaminases, principalmente durante tratamentos prolongados. Raros casos de icterícia e hepatite foram descritos com o uso de cetoprofeno. Omeprazol A redução da acidez gástrica aumenta a contagem de bactérias gástricas normalmente presentes no trato gastrintestinal. O tratamento com medicamentos que reduzem a acidez gástrica ocasiona um leve aumento do risco de infecções gastrintestinais por, Salmonella e Campylobacter, por exemplo. Deve-se ter cautela na administração concomitante de outros medicamentos com omeprazol, uma vez que podem ocorrer interações medicamentosas. Este cuidado é especialmente importante quando se tratam de medicamentos de baixo índice terapêutico, como a varfarina e a fenitoína. Devem-se medir os níveis desses compostos uma vez que pode ser necessária uma redução da dose. Os níveis de ciclosporina podem ser aumentados e, portanto, os níveis plasmáticos devem ser monitorados. Cegueira e surdez foram relatados com a utilização de omeprazol injetável. Apesar de estes eventos não serem conhecidos para a forma farmacêutica oral, recomenda-se o monitoramento visual e auditivo de pacientes gravemente debilitados. A administração concomitante de atazanavir com inibidores de bomba de prótons não é recomendada.

• Gravidez e amamentação Cetoprofeno O uso de AINEs pode prejudicar a fertilidade feminina e não é recomendado em mulheres que estão tentando engravidar. Em mulheres com dificuldade de engravidar ou que estejam sob investigação de infertilidade, deve ser considerada a descontinuação do tratamento com AINEs. Não existe evidência de malformação fetal ou toxicidade ao embrião durante o primeiro e segundo trimestres da gestação em camundongos e ratos. Em coelhos foram relatados leves efeitos de toxicidade ao embrião provavelmente relacionados à toxicidade materna. Durante o primeiro e segundo trimestres da gestação: não existe evidência de teratogenicidade ou embriotoxicidade em camundongos e ratos. Em coelhos foram relatados leves efeitos de embriotoxicidade provavelmente relacionados à toxicidade materna. Como a segurança do cetoprofeno em mulheres grávidas não foi avaliada, seu uso deve ser evitado durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez. Durante o terceiro trimestre da gestação: todos os inibidores da síntese de prostaglandinas, inclusive o cetoprofeno, podem induzir toxicidade cardiopulmonar e renal no feto. No final da gravidez, pode ocorrer aumento do tempo de sangramento da mãe e do feto. Portanto, cetoprofeno é contraindicado durante o último trimestre da gravidez.

Omeprazol

Visto que os anti-inflamatórios não esteroidais e o omeprazol são excretados no leite materno, PROFENID® PROTECT não é recomendado em mulheres em período de lactação. Categoria de risco na gravidez (1º e 2º trimestre gestacional): C – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. População Especial

• Pacientes idosos, pacientes com insuficiência renal leve a moderada, insuficiência hepática ou insuficiência cardíaca congestiva é necessário uma dose inicial reduzida (100 mg de cetoprofeno associada com 20 mg de omeprazol).

• Pacientes com insuficiência renal deve ser cuidadosamente monitorado e deve-se manter a menor dose eficaz diária.

• O aumento de dose deve ser feito somente sob orientação médica.

• A segurança e eficácia do uso de PROFENID PROTECT em pacientes pediátricos, não foram estabelecidas. Alterações na capacidade de dirigir e operar máquinas Os pacientes devem ser advertidos sobre o risco de ocorrência de sonolência, tontura, convulsão ou distúrbios visuais durante o tratamento com cetoprofeno e omeprazol e orientados a não dirigir, operar máquinas ou participar de atividades nas quais estes sintomas possam representar risco para ele próprio e para outros, caso estes sintomas apareçam. Atenção diabéticos: contém açúcar (104,7 mg de sacarose)

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

• Associações contraindicadas: Com Omeprazol – Nelfinavir: a administração concomitante de omeprazol com nelfinavir é contraindicada. A administração concomitante de omeprazol (40 mg uma vez ao dia) reduziu a exposição média do nelfinavir por cerca de 40% e a exposição média do metabólito farmacologicamente ativo M8 foi reduzido por cerca de 75-90%. A interação pode também envolver inibição do CYP2C19.

• Associações não recomendadas:

Com Cetoprofeno – Outros anti-inflamatórios não esteroidais (incluindo inibidores seletivos da ciclo-oxigenase 2) e altas dosagens de salicilatos: aumento do risco de ulceração e sangramento gastrintestinais.

– Anticoagulantes (heparina e varfarina) e inibidores de agregação plaquetária (exemplo: ticlopidina, clopidogrel): aumento do risco de sangramento. Se a administração concomitante for inevitável, os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados.

– Lítio: risco de aumento dos níveis plasmáticos de lítio, pela diminuição da sua excreção renal, podendo atingir níveis tóxicos. Deve-se realizar, se necessário, um cuidadoso monitoramento dos níveis de lítio no plasma e ajuste posológico do mesmo durante e após tratamento com anti-inflamatórios não esteroidais.

– Metotrexato em doses maiores do que 15 mg/semana: aumento da toxicidade hematológica do metotrexato, especialmente quando administrado em altas doses (> 15 mg/semana), possivelmente relacionado ao deslocamento do metotrexato ligado à proteína e à diminuição do seu clearance renal.

– Álcool: risco de efeitos adversos gastrintestinais, incluindo ulceração ou hemorragia; pode aumentar o risco de toxicidade hepática. – Outros medicamentos fotossensibilizantes: pode causar efeitos fotossensibilizantes adicionais.

– Colchicina: aumenta o risco de ulceração ou hemorragia gastrintestinal. A inibição da agregação plaquetária promovida por AINEs adicionada aos efeitos da colchicina nos mecanismos de coagulação sanguínea (a colchicina pode causar trombocitopenia em uso crônica e defeitos na coagulação, incluindo coagulação intravascular disseminada em superdose), pode aumentar o risco de sangramento em outros locais que não seja o trato gastrintestinal.

• Associações que requerem precaução:

Com Cetoprofeno

– Corticosteroides: aumento do risco de sangramento ou ulceração gastrintestinal. – Diuréticos: pacientes utilizando diuréticos, particularmente desidratados, apresentam maior risco de desenvolvimento de insuficiência renal devido à diminuição do fluxo sanguíneo renal causada pela inibição de prostaglandina. Além disso, o efeito anti-hipertensivo do diurético é reduzido. Estes pacientes devem ser reidratados antes de se iniciar tratamento concomitante e a função renal dos mesmos deve ser monitorada quando o tratamento for iniciado.

– Inibidores da ECA (enzima conversora da angiotensina) e antagonistas da angiotensina II: em pacientes com comprometimento da função renal (ex. pacientes desidratados ou pacientes idosos), a co-administração de um inibidor da ECA / antagonista da angiotensina II e de um agente que inibe a ciclo-oxigenase pode promover a deterioração da função renal, incluindo possibilidade de insuficiência renal aguda.

– Metotrexato em doses menores do que 15 mg/semana: durante as primeiras semanas de tratamento em associação, deve-se monitorizar o hemograma semanalmente. Se houver qualquer alteração da função renal ou se o paciente é idoso, o monitoramento deve ser realizado com maior frequência.

– Pentoxifilina: aumento do risco hemorrágico. Reforçar a vigilância clínica e monitorar o tempo de sangramento com maior frequência. Com Omeprazol – Atazanavir: redução na exposição dos níveis de atazanavir: a administração concomitante de atazanavir com inibidores de bomba de prótons não é recomendada. Se a combinação de atazanavir com um inibidor de bomba de prótons é julgada inevitável, um monitoramento clínico cuidadoso (exemplo resistência viral) é recomendado em combinação com um aumento da dose de atazanavir para 400 mg com 100 mg de ritonavir;a dose de omeprazol 20 mg não deve ser excedida.

– Medicamentos metabolizados pelo citocromo P-450: o omeprazol é metabolizado no fígado pelas isoformas do citocromo P-450 (principalmente CYP2C19, S-mefenitoína hidroxilase) e inibe as enzimas da subfamília CYP2C (CYP2C19 e CYP2C9) e pode retardar a eliminação de outras substâncias metabolizadas por estas enzimas. Este fato foi observado com medicamentos como a fenitoína, varfarina e benzodiazepínicos, como o diazepam, triazolam e flurazepam. Recomenda-se o monitoramento periódico de pacientes que recebem varfarina ou fenitoína e uma redução na dose destes medicamentos pode ser necessária. Outras substâncias ativas que podem ser afetadas são: hexabarbital, citalopram, imipramina e clomipramina. Omeprazol pode inibir o metabolismo hepático do dissulfiram,foram relatados alguns casos isolados de rigidez muscular possivelmente relacionados.

– Clopidogrel: o uso concomitante de clopidogrel e inibidores fortes ou moderados do CYP2C19 (exemplo omeprazol) não é recomendado. O clopidogrel é metabolizado a seu metabólito ativo parcialmente pelo CYP2C19, o uso concomitante de drogas que inibem a atividade desta enzima deve ser considerado como resultado na redução nos níveis do metabólito ativo do clopidogrel.

– Ciclosporina: os níveis plasmáticos de ciclosporina devem ser monitorados em pacientes tratados com omeprazol, uma vez que pode ocorrer aumento dos níveis desta substância.

– Digoxina: o tratamento concomitante com omeprazol e digoxina em indivíduos saudáveis conduz a um aumento de 10% na biodisponibilidade da digoxina como consequência do aumento do pH gástrico.

• Associações a serem consideradas: Com Cetoprofeno

– Agentes anti-hipertensivos (beta-bloqueadores, inibidores da ECA, diuréticos): risco de redução do efeito antihipertensivo por inibição das prostaglandinas vasodilatadoras pelos anti-inflamatórios não-esteroidais.

– Trombolíticos: aumento do risco de sangramento.

– Probenecida: a administração concomitante com probenecida pode reduzir acentuadamente o clearance plasmático do cetoprofeno.

– Inibidores seletivos da recaptação de serotonina: aumento do risco de sangramento gastrintestinal. Com Omeprazol – Cetoconazol e itraconazol: devido à acidez intragástrica diminuída, a absorção do cetoconazol ou itraconazol poderá ser reduzida durante o tratamento com omeprazol.

– Vitamina B12: o omeprazol pode reduzir a absorção oral da vitamina B12. Este fato deve ser levado em consideração em pacientes com níveis basais baixos, que são submetidos a tratamento de longa duração com omeprazol.

– Inibidores da CYP2C19 e/ou CYP3A4: visto que o omeprazol é metabolizado pela CYP2C19 e CYP3A4, substâncias ativas conhecidas que inibem a CYP2C19 ou CYP3A4 (como claritromicina e voriconazol) podem levar a um aumento nos níveis séricos do omeprazol pela diminuição do índice do metabolismo do omeprazol. O tratamento concomitante de voriconazol resultou em mais do que o dobro da exposição do omeprazol. Como altas doses de omeprazol foi bem tolerado, o ajuste da dose de omeprazol geralmente não é requerido. No entanto, o ajuste de dose deve ser considerado em pacientes com disfunção hepática severa e se o tratamento a longo prazo é indicado.

– Indutores do CYP2C19 e/ou CYP3A4: substâncias ativas conhecidas para induzir o CYP2C19 ou a CYP3A4 (como rifampicina ou erva de São João) podem levar à diminuição dos níveis séricos do omeprazol pelo aumento do índice do metabolismo do omeprazol.

• Associação com alimentos: Com Cetoprofeno A administração concomitante de cetoprofeno com alimentos retarda a absorção do cetoprofeno, entretanto não interfere na biodisponibilidade final do cetoprofeno. Com Omeprazol A administração concomitante de omeprazol com alimento retarda a absorção do omeprazol, com menor pico de concentração, mas sem afetar a sua biodisponibilidade.

• Interações com exames de laboratório: Com Cetoprofeno O uso de cetoprofeno pode interferir na determinação de albumina urinária, sais biliares, 17-cetosteróides e 17- hidroxicorticosteróides que se baseiam na precipitação ácida ou em reação colorimétrica dos grupos carbonil. Certas substâncias ou classes terapêuticas possuem potencial de contribuírem para a ocorrência de hipercalemia: sais de potássio, diuréticos poupadores de potássio, inibidores da enzima conversora da angiotensina, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), heparinas (de baixo peso molecular), ciclosporinas e tacrolimo, e trimetoprima. A ocorrência de hipercalemia pode estar sujeito à existência de uma combinação de fatores. O risco é aumentado pela combinação das substâncias descritas acima. Com Omeprazol Menos de 1% dos pacientes em uso de omeprazol apresentaram pancitopenia, trombocitopenia, neutropenia, anemia, leucopenia e anemia hemolítica. Elevação da creatinina sérica foi observada de forma isolada. Menos de 1% dos pacientes apresentaram alterações das provas de função hepática.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

PROFENID PROTECT deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), proteger da umidade. Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Características físicas e organolépticas Cápsula dura, de coloração branca opaca contendo microgrânulos. – 8 – Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR Para uso oral. A cápsula deve ser engolida inteira nas refeições uma vez ao dia, com um copo de água. A dose diária recomendada é de uma cápsula de 200 mg/20 mg. A dose máxima diária é de 200 mg/20 mg. O equilíbrio entre os riscos e benefícios deve ser cuidadosamente considerado antes de iniciar o tratamento com 200 mg/20 mg ao dia, e doses mais elevadas não são recomendadas. Este medicamento é composto por grânulos de omeprazol gastrorresistente a fim de que o mesmo não sofra ação da degradação no estômago, sendo gradualmente absorvido durante a passagem dos microgrânulos do estômago para o intestino. Seu pico plasmático é atingido 5 horas após administração de uma dose única.

Populações Especiais

• Pacientes idosos, pacientes com insuficiência renal leve a moderada, insuficiência hepática ou insuficiência cardíaca congestiva é necessário uma dose inicial reduzida (100 mg de cetoprofeno associada com 20 mg de omeprazol).

• Pacientes com insuficiência renal deve ser cuidadosamente monitorado e deve-se manter a menor dose eficaz diária.

• O aumento de dose deve ser feito somente sob orientação médica.

• A segurança e eficácia do uso de PROFENID PROTECT em pacientes pediátricos não foram estabelecidas. Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

9. REAÇÕES ADVERSAS Reação muito comum (≥ 1/10). Reação comum (≥ 1/100 e < 1/10). Reação incomum (≥ 1/1.000 e < 1/100). Reação rara (≥ 1/10.000 e < 1/1.000). Reação muito rara (< 1/10.000). Desconhecido: não pode ser estimado.

Relacionados ao CETOPROFENO

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático: Raro: anemia hemorrágica. Desconhecido: agranulocitose, trombocitopenia, aplasia medular. Distúrbios do sistema imune: Desconhecido: reações anafiláticas, incluindo choque.

Distúrbios psiquiátricos: Desconhecido: distúrbio de humor. Distúrbios do sistema nervoso: Incomum: cefaleia, tontura, sonolência. Raro: parestesia. Desconhecido: convulsão, disgeusia. Distúrbios oculares: Raro: visão embaçada.

Distúrbios da audição e labirinto: Raro: tinido. Distúrbios cardíacos: Desconhecido: exacerbação da insuficiência cardíaca.

Distúrbios vasculares: Desconhecido: hipertensão, vasodilatação. – 9 – Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: Raro: asma. Desconhecido: broncoespasmo, particularmente em pacientes com alergia conhecida ao ácido acetilsalicílico e outros AINES.

Distúrbios gastrintestinais: Comum: dispepsia, náusea, dor abdominal, vômito. Incomum: constipação, diarreia, flatulência, gastrite. Raro: estomatite, úlcera péptica. Desconhecido: exacerbação da colite e doença de Crohn, hemorragia e perfuração gastrintestinal.

Distúrbios hepatobiliares: Raro: hepatite, aumento dos níveis das transaminases.

Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos: Incomum: rash, prurido. Desconhecido: reações de fotossensibilidade, alopecia, urticária, angioedema, erupções bolhosas incluindo síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.

Distúrbios renais e urinários: Desconhecido: insuficiência renal aguda, nefrite túbulo-intersticial, síndrome nefrótica, anormalidade nos testes de função renal.

Distúrbios gerais: Incomum: edema. Pesquisas: Raro: aumento do peso.

Relacionados ao OMEPRAZOL

Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático: Raro: leucopenia, trombocitopenia. Muito raro: pancitopenia, agranulocitose.

Distúrbios do sistema imune: Raro: reações de hipersensibilidade como febre, angioedema e reação anafilática/choque.

Distúrbios do metabolismo e nutrição: Raro: hiponatremia. Muito raro: hipomagnesemia.

Distúrbios psiquiátricos: Incomum: insônia. Raro: agitação, confusão, depressão. Muito raro: agressão, alucinações.

Distúrbios do sistema nervoso: Comum: cefaleia. Incomum: tontura, parestesia, sonolência. Raro: transtornos do paladar.

Distúrbios oculares: Raro: visão borrada. Distúrbios da audição e labirinto: Incomum: vertigem.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Raro: broncoespasmo.

Distúrbios gastrintestinais: Comum: dor abdominal, diarreia, constipação, flatulência, náusea, vômito. Raro: boca seca, estomatite, candidíase gastrintestinal. Distúrbios hepatobiliares: Incomum: aumento das enzimas hepáticas. Raro: hepatite com ou sem icterícia. Muito raro: insuficiência hepática, encefalopatia (disfunção do sistema nervoso) em pacientes com doença no fígado pré- existente.

Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos: Incomum: prurido, dermatite, rash, urticária. Raro: alopecia, fotossensibilidade. Muito raro: eritema multiforme, Síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica (NET). Distúrbios músculo-esquelético e do tecido conjuntivo: Raro: mialgia, artralgia. Muito raro: fraqueza muscular.

Distúrbios renais e urinários: Raro: nefrite intersticial Distúrbios do sistema reprodutivo e mama: Muito raro: ginecomastia. Distúrbios gerais: Incomum: mal-estar, edema periférico. Raro: aumento da sudorese.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. SUPERDOSE Cetoprofeno Casos de superdose foram relatados com doses de até 2,5 g de cetoprofeno. A grande maioria dos sintomas observados foram benignos e limitados à letargia, sonolência, náusea, vômito e dor epigástrica. Não existe nenhum antídoto específico para superdosagem ao cetoprofeno. Em caso de suspeita de superdosagem elevada, recomenda-se lavagem gástrica, devendo-se instituir tratamento sintomático e de suporte visando compensar a desidratação, monitorizar a excreção urinária e corrigir a acidose, caso necessário. Se ocorrer insuficiência dos rins, hemodiálise pode ser útil para remover o fármaco circulante. Omeprazol Raros casos de superdosagem foram relatados com o uso de omeprazol em doses únicas diárias de até 2.400 mg. Sintomas incluindo náusea, vômito, tontura, dor abdominal, diarreia, cefaleia, apatia, depressão e confusão foram relatados. Entretanto, estes sintomas foram transientes e sem sérias consequências e não é necessário tratamento específico. Os sintomas devem ser tratados, caso necessário. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

MS 1.1300.1131 – 11 – Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira CRF-SP n° 5.854

Registrado por: Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Av. Mj. Sylvio de M. Padilha, 5200 – São Paulo – SP CNPJ 02.685.377/0001-57 Indústria Brasileira Fabricado por: Ethypharm Route de Brezolles, Zone Industrielle de Saint-Arnoult, 28170 Chateauneuf-En-Thymerais – França Importado e embalado por: Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Rua Conde Domingos Papaiz, 413 – Suzano – SP CNPJ 02.685.377/0008-23 ® Marca Registrada

Bula do Profenid Gel (Anti inflamatório)

Profenid-GelBula do PROFENID® Gel:

cetoprofeno

Forma farmacêutica e apresentação Gel Bisnaga com 30 g

Uso tópico

USO ADULTO

Composição

Cada grama de gel contém:

cetoprofeno……………………………………………….25 mg

excipientes q.s.p…………………………………………1 g

(carbômer, trolamina, essência de lavanda, álcool etílico 96º GL, água purificada).

INFORMAÇÕES AO PACIENTE COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

PROFENID® Gel (cetoprofeno) tem como princípio ativo o cetoprofeno, de natureza nãoesteroidal, com propriedades analgésica, antipirética e antiinflamatória, sendo indicado no tratamento tópico de inflamações e dores em geral. O cetoprofeno inibe a agregação plaquetária e a síntese das prostaglandinas. Seu exato mecanismo de ação para o efeito antiinflamatório não é conhecido. Devido à sua formulação, PROFENID® Gel (cetoprofeno) é transparente, não gorduroso, que se espalha com facilidade na pele, permitindo uma rápida absorção do cetoprofeno.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

PROFENID® Gel (cetoprofeno) é indicado em traumatologia, em particular a despostura como entorses, tendinites, contusões e dor pós-traumática.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

PROFENID® Gel (cetoprofeno) não deve ser utilizado por pacientes alérgicos ao cetoprofeno ou aos demais componentes da fórmula. Como outros agentes antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs), cetoprofeno é contra-indicado em pacientes nos quais crises de asma, urticária ou rinite aguda são causadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos com atividade inibidora da prostaglandina-sintetase (ex. paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, indometacina, naproxeno). O gel também não deve ser utilizado em casos de alterações cutâneas patológicas, como eczema ou acne; ou em pele infeccionada ou feridas expostas. O uso de cetoprofeno é contra-indicado durante o terceiro trimestre da gravidez. Este medicamento é contra-indicado na faixa etária pediátrica.

ADVERTÊNCIAS

O gel não pode ser utilizado em curativos oclusivos, assim como não deve entrar em contato com as membranas mucosas dos olhos. O tratamento deverá ser interrompido em casos de aparecimento de exantema cutâneo Deve-se evitar exposição direta à luz solar durante o período de tratamento e duas semanas após o seu término. Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na embalagem e confira o nome para não haver enganos. Não utilize PROFENID® Gel (cetoprofeno) caso haja sinais de violação ou danificações da embalagem.

• Risco de uso por via de administração não recomendada. Não há estudos dos efeitos de PROFENID® Gel (cetoprofeno) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via tópica (local).

Gravidez

Na ausência de experiência clínica com a forma farmacêutica gel, assim toma-se como referência as formas sistêmicas (comprimidos, cápsulas e injetáveis). Durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez: como a segurança do cetoprofeno em gestantes não foi avaliada, seu uso deve ser evitado. Durante o terceiro trimestre da gravidez: todo inibidor da síntese de prostaglandinas, inclusive o cetoprofeno, pode induzir toxicidade cardiopulmonar e renal no feto. No final da gravidez pode ocorrer aumento do tempo de sangramento das mães e dos fetos. Portanto, cetoprofeno é contra-indicado durante os últimos três meses da gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

O uso de cetoprofeno não é recomendado para mulheres que estão amamentando, pois não existem dados disponíveis sobre a excreção de cetoprofeno no leite materno.

INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS.

INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.

PRECAUÇÕES Pacientes idosos Em idosos, a absorção do cetoprofeno não é modificada; há aumento da meia-vida (3 horas) e diminuição da depuração plasmática e dos rins.

Crianças

A segurança e eficácia de PROFENID® Gel (cetoprofeno) em crianças ainda não foram estabelecidas.

Restrições a grupos de risco

Pacientes com comprometimentos do coração, fígado ou rins devem utilizar PROFENID® Gel (cetoprofeno) com cautela, pois foram relatados casos isolados de reações adversas sistêmicas, principalmente nos rins.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Considera-se que as concentrações plasmáticas são baixas após aplicação tópica do cetoprofeno, portanto, é improvável que ocorra interação de PROFENID® Gel (cetoprofeno) com outros medicamentos. • Exames de laboratório Não há relato até o momento de interferência de PROFENID® Gel (cetoprofeno) em exames laboratoriais.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

De uso tópico, PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser aplicado sobre o local dolorido ou inflamado, 2 a 3 vezes ao dia, massageando levemente por alguns minutos.

POSOLOGIA

A quantidade de gel deve ser ajustada para que possa cobrir a área afetada, não excedendo 15 g por dia (7,5 gramas de cetoprofeno correspondem a aproximadamente 14 cm de gel). O tratamento deve ser mantido até o desaparecimento dos sintomas, não devendo exceder uma semana.

• Conduta necessária caso haja esquecimento de administração. Caso o paciente esqueça de uma aplicação, ele deve fazê-la assim que possível, respeitando sempre o intervalo determinado pela posologia. Nunca devem ser aplicadas duas doses ao mesmo tempo.

SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR.

NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA OU DE SEU CIRURGIÃO-DENTISTA.

NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

ASPECTO FÍSICO

Gel homogêneo incolor e transparente.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS

Odor característico de lavanda.

QUAIS AS REAÇÕES ADVERSAS QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Foram relatadas reações cutâneas localizadas que podem ultrapassar o local de aplicação secundariamente. Reações do tipo eritema, prurido e de fotossensibilidade também foram relatadas. Reações menos freqüentemente (1/100 – 1/1000) relatadas: eritema, coceira, prurido e eczema. Reações raramente (< 1/1000) relatadas: reações de fotossensibilidade, erupções bolhosas e urticária. Reações muito raramente relatadas: casos de agravamento de insuficiência renal pré-existente.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?

A ocorrência de superdose pela via de administração tópica é improvável. Em caso de ingestão acidental, o gel pode causar reações adversas sistêmicas, dependendo da quantidade ingerida. Entretanto, se ocorrerem reações adversas sistêmicas, o tratamento deve ser sintomático e de suporte de acordo com o tratamento para superdose com formas orais de antiinflamatórios. Em caso de superdose acidental, procure imediatamente atendimento médico de emergência.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser mantido em sua embalagem original em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e ao abrigo da luz.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

DIZERES LEGAIS

MS 1.1300.0271 Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira CRF-SP no 5854 Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Rua Conde Domingos Papais, 413 Suzano – São Paulo CEP: 08613-010 C.N.P.J.:02.685.377/0008-23 Indústria Brasileira IB170700C Atendimento ao Consumidor: 0800-703-0014 www.sanofi-aventis.com.br Número do lote – Data de fabricação – Prazo de validade: vide cartucho.

PROFENID® Gel cetoprofeno Forma farmacêutica e apresentação Gel Bisnaga com 30 g Uso tópico USO ADULTO

Composição

Cada grama de gel contém:

cetoprofeno……………………………………………….25 mg

excipientes q.s.p…………………………………………1 g

(carbômer, trolamina, essência de lavanda, álcool etílico 96º GL, água purificada).

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Propriedades farmacodinâmicas O cetoprofeno, princípio ativo do PROFENID® Gel (cetoprofeno), é um derivado do ácido fenilpropiônico de natureza não-esteroidal com propriedades analgésica e antiinflamatória. O exato mecanismo de ação para o efeito antiinflamatório não é conhecido. O cetoprofeno inibe a síntese das prostaglandinas e a agregação plaquetária.

Propriedades farmacocinéticas

Os níveis plasmáticos e teciduais de cetoprofeno foram medidos em 24 pacientes submetidos à cirurgia de joelho. Após administrações transdérmicas repetidas de PROFENID® Gel (cetoprofeno), os níveis plasmáticos foram aproximadamente 60 vezes menores (9-39 ng/g) em relação àqueles obtidos após administração oral de dose única de cetoprofeno (490-3.300 ng/g). Os níveis teciduais na área efetiva estavam dentro do mesmo intervalo de concentração, tanto para o gel como para o tratamento oral, embora o gel tenha apresentado uma variabilidade interindividual consideravelmente maior. A biodisponibilidade do cetoprofeno após administração tópica foi estimada em aproximadamente 5% daquela obtida após a administração de uma dose por via oral com base em dados de excreção urinária. A ligação do cetoprofeno às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 99%. O cetoprofeno é excretado pelos rins principalmente como conjugado do ácido glicurônico.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

A eficácia de cetoprofeno está demonstrada nos seguintes estudos: “Le Bi-Profénid 150mg dans les pathologies rachidiennes et periarticulaires efficacité et securité d’emploi en pratique quotidienne.” (TAMISIER, J. N. 1990); “Étude comparative à double insu du Bi-Profénid comprimés et du Profénid gélules dans les rhumatismes inflammatoires.” (CAMUS, J. P. 1983); “Étude à long terme du Bi-Profénid 150mg chez les patients suivis dans le service de rhumatologie de l’Hôspital Cochin”. (AMOR, B. 1983) ; “Preemptive, randomised, double-blind study with Ketoprofen in gynaecological surgery following the Breivik/Stubhaug design.” (LIKAR, – 5 – R. 1998); “Emergency treatment of renal colic with intravenous ketoprofen.” (EL-BAZ, M. A. 1995); “Ketoprofen for pain after hip and knee arthroplasty.” (HOMMERIL, J. L. 1994); “A double blind crossover study of ketoprofen enteric and non-enteric-coated tablets in rheumatoid arthritis.” (WILLANS M.J. 1982); “Estudo aberto, não comparativo, para avaliar a eficácia e segurança do cetoprofeno entérico, 200 mg/dia, por via oral, durante sete dias, no tratamento da lombociatalgia aguda.” (BRITO JR. C.A. 1993); “Double–blind comparison between ketoprofen capsules four times daily and enteric-coated tablets twice daily un patients with osteoarthritis.” (RUSSEL A.S. 1985); “Parenteral ketoprofen for pain management after adenoidectomy: comparison of intravenous and intramuscular routes of administration.“ (TUOMILEHTO H. 2002); “Ketoprofen: The European Experience.” (AVOUAC B. 1988). INDICAÇÕES Traumatologia, em particular a despostura: entorses, tendinites, contusões e dor póstraumática. CONTRA-INDICAÇÕES Devido às reações cruzadas, o gel não deve ser utilizado por pacientes com histórico de reações de hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da formulação. Como outros agentes antiinflamatórios não-esteroidais, cetoprofeno é contra-indicado em pacientes nos quais crises de asma, urticária ou rinite aguda são causadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos com atividade inibidora da prostaglandina-sintetase. O gel também não deve ser utilizado em casos de alterações cutâneas patológicas, como eczema ou acne; ou em pele infeccionada ou feridas expostas. O uso de cetoprofeno é contra-indicado durante o terceiro trimestre da gravidez.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO

PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser aplicado sobre a área afetada, massageando levemente por alguns minutos. Depois de aberto, o medicamento deve ser mantido em sua embalagem original e em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e ao abrigo da luz.

POSOLOGIA

Uso tópico

PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser aplicado sobre o local dolorido ou inflamado, 2 a 3 vezes ao dia, massageando levemente por alguns minutos. A quantidade de gel deve ser ajustada para que possa cobrir a área afetada, não excedendo 15 g por dia (7,5 gramas de cetoprofeno correspondem a aproximadamente 14 cm de gel). O tratamento deve ser mantido até o desaparecimento dos sintomas, não devendo exceder uma semana.

• Conduta necessária caso haja esquecimento de administração

Caso o paciente esqueça de uma aplicação, ele deve fazê-la assim que possível, respeitando sempre o intervalo determinado pela posologia.

ADVERTÊNCIAS

O gel não pode ser utilizado em curativos oclusivos, assim como não deve entrar em contato com as membranas mucosas dos olhos. O tratamento deverá ser interrompido em casos de aparecimento de exantema cutâneo. – 6 – Deve-se evitar exposição direta à luz solar durante o período de tratamento e duas semanas após o seu término.

• Risco de uso por via de administração não recomendada

Não há estudos dos efeitos de PROFENID® Gel (cetoprofeno) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via tópica.

Gravidez

Na ausência de experiência clínica com a forma farmacêutica gel e tomando-se como referência as formas sistêmicas. Durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez: como a segurança do cetoprofeno em gestantes não foi avaliada, seu uso deve ser evitado. Durante o terceiro trimestre da gravidez: todo inibidor da síntese de prostaglandinas, inclusive o cetoprofeno, pode induzir toxicidade cardiopulmonar e renal no feto. No final da gravidez pode ocorrer aumento do tempo de sangramento das mães e dos fetos. Portanto, cetoprofeno é contra-indicado durante os últimos três meses da gravidez. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Categoria de risco na gravidez: categoria B Lactação

Não existem dados disponíveis sobre a excreção de cetoprofeno no leite materno. O uso de cetoprofeno não é recomendado em lactantes.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO

Idosos Em idosos, a absorção do cetoprofeno não é modificada; há aumento da meia-vida (3 horas) e diminuição do clearance plasmático e renal.

Crianças

A segurança e eficácia de PROFENID® Gel (cetoprofeno) em crianças ainda não foram estabelecidas. Grupos de risco PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser utilizado com cautela em pacientes com comprometimentos cardíaco, hepático ou renal. Foram relatados casos isolados de reações adversas sistêmicas, principalmente renais.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Considera-se que as concentrações plasmáticas são baixas após aplicação tópica do cetoprofeno, portanto, é improvável que ocorra interação de PROFENID® Gel (cetoprofeno) com outros medicamentos.

• Interferência em exames de laboratório Não há relato até o momento de interferência em exames laboratoriais.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

Foram relatadas reações cutâneas localizadas que podem ultrapassar o local de aplicação secundariamente. Reações do tipo eritema, prurido e de fotossensibilidade também foram relatadas. Reações menos freqüentemente (1/100 – 1/1000) relatadas: eritema, coceira, prurido e eczema. Reações raramente (< 1/1000) relatadas: reações de fotossensibilidade, erupções bolhosas e urticária. Reações muito raramente relatadas: casos de agravamento de insuficiência renal pré-existente.

SUPERDOSE

A ocorrência de superdose pela via de administração tópica é improvável. Em caso de ingestão acidental, o gel pode causar reações adversas sistêmicas, dependendo da quantidade ingerida. Entretanto, se ocorrerem reações adversas sistêmicas, o tratamento deve ser sintomático e de suporte de acordo com o tratamento para superdose com formas orais de antiinflamatórios.

ARMAZENAGEM

PROFENID® Gel (cetoprofeno) deve ser armazenado em sua embalagem original em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e ao abrigo da luz.

DIZERES LEGAIS MS 1.1300.0271 Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira CRF-SP no 5854 Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Rua Conde Domingos Papais, 413 Suzano – São Paulo CEP: 08613-010 C.N.P.J.:02.685.377/0008-23 Indústria Brasileira

Bula do Profenid 100 mg (Anti inflamatório)

Profenid-100-mgBula do Profenid:

cetoprofeno

Forma farmacêutica e apresentação Solução injetável.

Caixas com 2 e 6 ampolas de 2 mL, contendo 100 mg de cetoprofeno.

Via intramuscular

USO ADULTO

Composição:

Cada ampola contém:

cetoprofeno ………………………………………………………………………………..100 mg

veículo q.s.p……………………………………………………………………………………2 mL

(arginina, álcool benzílico, ácido cítrico anidro e água para injeção).

INFORMAÇÕES AO PACIENTE COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

PROFENID® injetável (cetoprofeno) tem como princípio ativo o cetoprofeno, de natureza não-esteroidal, que possui propriedades antiinflamatória, antitérmica e analgésica. O cetoprofeno inibe a agregação plaquetária e a síntese das prostaglandinas. Seu exato mecanismo de ação para o efeito antiinflamatório não é conhecido.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

PROFENID® injetável (cetoprofeno) é um medicamento antiinflamatório, analgésico e antitérmico, sendo indicado no tratamento de inflamações e dores decorrentes de processos reumáticos e traumatismos, e de dores em geral. Desta forma, pode ser utilizado nos casos abaixo: – Processos reumáticos: artrite reumatóide, espondilite anquilosante, gota, condrocalcinose, reumatismo psoriático, síndrome de Reiter, pseudo-artrite rizomélica, lupus eritematoso sistêmico, esclerodermia, periarterite nodosa, ósteo-artrites, periartrite escápulo-umeral, bursites, capsulites, sinovites, tenossinovites, tendinites, epicondondilites. – Lesões traumáticas como contusões e esmagamentos, fraturas, entorses, luxações. – Algias diversas como nevralgias cérvico-braquial, cervicalgia, lombalgia, ciática.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

PROFENID® injetável (cetoprofeno) é contra-indicado nos casos abaixo. – Pacientes com história de reações alérgicas ao cetoprofeno, como crises asmáticas ou outros tipos de reações alérgicas ao cetoprofeno, ao ácido acetilsalicílico ou a outros antiinflamatórios não-esteroidais. Nestes pacientes foram relatados raros casos de reações anafiláticas severas, raramente fatais. – Úlcera péptica ativa. – Insuficiência severa do fígado. – Insuficiência severa dos rins. – Terceiro trimestre da gravidez. Como outros agentes antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs), cetoprofeno é contraindicado em pacientes nos quais crises de asma, urticária ou rinite aguda são causadas pelo – 1 – ácido acetilsalicílico ou por outros AINEs como paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno, indometacina, naproxeno. Este medicamento é contra-indicado na faixa etária pediátrica.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Embora os antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs) possam ser requeridos para o alívio das complicações reumáticas que ocorrem lupus eritematoso sistêmico (LES), recomendase extrema cautela na sua utilização, uma vez que pacientes com LES podem apresentar predisposição à toxicidade por AINEs no sistema nervoso central (SNC) e/ou nos rins. Devido à possibilidade de lesões gastrintestinais severas, o paciente deve empregar atenção especial a qualquer alteração digestiva e especialmente em casos de hemorragia gastrintestinal. Este risco é particularmente elevado em pacientes que continuam recebendo terapia com anticoagulante. Pacientes com história de úlcera péptica devem ter cautela ao utilizarem PROFENID® injetável (cetoprofeno). Assim como para os demais antiinflamatórios não-esteroidais, na presença de doença infecciosa, deve-se notar que as propriedades antiinflamatória, analgésica e antitérmica do cetoprofeno podem mascarar os sinais habituais de progressão da infecção, como por exemplo febre. Se ocorrerem distúrbios visuais, tal como visão embaçada, o tratamento com cetoprofeno deve ser descontinuado. Os pacientes devem ser advertidos sobre o risco de ocorrência de sonolência, tontura ou convulsão durante o tratamento com cetoprofeno e orientados a não dirigir veículos ou operar máquinas caso estes sintomas apareçam. A ingestão de álcool pode aumentar o risco de toxicidade do fígado e sangramento gastrintestinal, portanto, não se recomenda a ingestão de bebidas alcoólicas durante a administração de cetoprofeno e outros antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs). Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na embalagem e confira o nome para não haver enganos. Não utilize PROFENID® injetável (cetoprofeno) caso haja sinais de violação ou danificações da embalagem. • Risco de uso por via de administração não recomendada. Não há estudos dos efeitos de PROFENID® injetável (cetoprofeno) administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via intramuscular.

Gravidez

Não existe evidência de malformação fetal ou toxicidade ao embrião durante o primeiro e segundo trimestres da gestação em camundongos e ratos. Em coelhos foram relatados leves efeitos de toxicidade ao embrião provavelmente relacionados à toxicidade materna. O uso de PROFENID® injetável (cetoprofeno) deve ser evitado durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez, pois a segurança do cetoprofeno em gestantes não foi avaliada. Cetoprofeno é contra-indicado durante os últimos três meses da gravidez. Durante o terceiro trimestre da gravidez, todo inibidor da síntese de prostaglandinas, inclusive o cetoprofeno, pode induzir toxicidade cardiopulmonar e renal no feto. No final da gravidez, pode ocorrer aumento do tempo de sangramento das mães e dos fetos. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação

Não existem dados disponíveis sobre a excreção de cetoprofeno no leite materno. O uso de cetoprofeno não é recomendado em mulheres que estão amamentando.

INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS.

INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO. NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

Pacientes idosos

É aconselhável reduzir a dose inicial e manter o tratamento na dose mínima efetiva. Um ajuste posológico individual pode ser considerado somente após o desenvolvimento de boa tolerância individual.

Crianças

A segurança e eficácia do uso de cetoprofeno em crianças ainda não foram estabelecidas. Restrições a grupos de risco No início do tratamento, a função dos rins deve ser cuidadosamente monitorizada pelo médico em pacientes com insuficiência do coração, cirrose e patologia nos rins, naqueles que fazem uso de diuréticos, em pacientes com insuficiência crônica dos rins, principalmente se estes pacientes são idosos. Nesses pacientes, a administração do cetoprofeno pode induzir a redução no fluxo sangüíneo dos rins causada pela inibição da prostaglandina e levar à descompensação dos rins. Em pacientes que apresentam testes da função do fígado alterados ou com história de doenças do fígado, é recomendada a avaliação periódica pelo médico dos níveis das transaminases desses pacientes, particularmente durante tratamentos prolongados. Raros casos de icterícia e hepatite foram descritos com o uso de cetoprofeno.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

ASSOCIAÇÕES DESACONSELHADAS – Outros antiinflamatórios não-esteroidais, inclusive altas dosagens de salicilatos: aumento do risco de ulceração e sangramento gastrintestinais. – Álcool: risco de efeitos adversos gastrintestinais, incluindo ulceração ou hemorragia; pode aumentar o risco de toxicidade do fígado. – Anticoagulantes orais, heparina por via parenteral e ticlodipina: aumento do risco de sangramento por inibição da agregação plaquetária. Se o tratamento concomitante não puder ser evitado, deve-se realizar cuidadosa monitorização (testes laboratoriais, como tempo de sangramento). – Colchicina: aumenta o risco de ulceração ou hemorragia gastrintestinal. A inibição da agregação plaquetária promovida por antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs) adicionada aos efeitos da colchicina nos mecanismos de coagulação sangüínea (a colchicina pode causar trombocitopenia em uso crônico e defeitos na coagulação, incluindo coagulação intravascular disseminada – em superdose), pode aumentar o risco de sangramento em outros locais que não sejam o trato gastrintestinal. – Lítio: risco de aumento dos níveis plasmáticos de lítio, pela diminuição da sua excreção renal, podendo atingir níveis tóxicos. Realizar, se necessário, uma cuidadosa monitorização – 3 – dos níveis de lítio e ajuste posológico do mesmo durante e após tratamento com antiinflamatórios não-esteroidais. – Outros medicamentos fotossensibilizantes: pode causar efeitos fotossensibilizantes adicionais; – Metotrexato em doses maiores do que 15 mg/semana: aumento da toxicidade hematológica do metotrexato, especialmente quando administrado em altas doses (> 15 mg/semana), possivelmente relacionado ao deslocamento do metotrexato ligado à proteína e à diminuição do seu clearance renal. Em caso de tratamento anterior com cetoprofeno, o uso do mesmo deve ser interrompido pelo menos 12 horas antes da administração de metotrexato e o cetoprofeno não deve ser administrado pelo menos antes de 12 horas após o tratamento com metotrexato.

ASSOCIAÇÕES QUE REQUEREM PRECAUÇÕES

– Diuréticos: pacientes (particularmente desidratados) utilizando diuréticos apresentam maior risco de desenvolvimento de insuficiência renal secundária à diminuição do fluxo sangüíneo renal causada pela inibição de prostaglandina. Estes pacientes devem ser reidratados antes de se iniciar tratamento concomitante e a função renal dos mesmos deve ser monitorizada quando o tratamento for iniciado. – Metotrexato em doses menores do que 15 mg/semana: durante as primeiras semanas de tratamento em associação, deve-se monitorizar o hemograma semanalmente. Se houver qualquer alteração da função renal ou se o paciente é idoso, a monitorização deve ser realizada com maior freqüência. – Pentoxifilina: aumento do risco hemorrágico. Reforçar a vigilância clínica e monitorizar o tempo de sangramento com maior freqüência.

ASSOCIAÇÕES A SEREM CONSIDERADAS.

– Agentes anti-hipertensivos (beta-bloqueadores, inibidores da enzima conversora de angiotensina, diuréticos): risco de redução do efeito anti-hipertensivo por inibição das prostaglandinas vasodilatadoras pelos antiinflamatórios não-esteroidais. – Trombolíticos: aumento do risco de sangramento. – Probenecida: a administração concomitante com probenecida pode reduzir acentuadamente o clearance plasmático do cetoprofeno. – Gemeprost: a eficácia de Gemeprost pode ser reduzida. – Dispositivos intra-uterinos (DIU): possibilidade de diminuição da eficácia contraceptiva do DIU resultando em gravidez. • Alimentos Não foram observadas interações clinicamente significativas na administração concomitante entre alimentos e cetoprofeno. • Exames de laboratório O uso de cetoprofeno pode interferir na determinação de albumina urinária, sais biliares, 17- cetosteróides e 17-hidroxicorticosteróides que se baseiam na precipitação ácida ou em reação colorimétrica dos grupos carbonil.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

PROFENID® injetável (cetoprofeno) deve ser aplicado lentamente e não deve ser misturado com outros medicamentos na mesma seringa. Não deve ser administrado em altas doses, ou por períodos prolongados, sem controle médico.

POSOLOGIA

Administração de 1 ampola por via intramuscular, 2 ou 3 vezes ao dia, a critério médico.

• Posologia em casos especiais A segurança e eficácia do uso de cetoprofeno em crianças ainda não foram estabelecidas. Pacientes com insuficiência dos rins: é aconselhável reduzir a dose inicial e manter estes pacientes na dose mínima efetiva. Um ajuste posológico individual deve ser considerado somente após se ter apurado boa tolerância individual. Pacientes com insuficiência do fígado: estes pacientes devem ser cuidadosamente monitorizados e deve-se manter a dose mínima efetiva diária.

• Conduta necessária caso haja esquecimento de administração Baseando-se nos sintomas, reintroduzir a medicação respeitando sempre os horários e intervalos recomendados. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.

SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.

NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.

ANTES DE USAR OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

ASPECTO FÍSICO Solução límpida, incolor, isenta de partículas.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS

Ver item ASPECTO FÍSICO.

QUAIS AS REAÇÕES ADVERSAS QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Embora sejam pouco freqüentes, algumas reações desagradáveis podem ocorrer durante o tratamento com PROFENID® injetável (cetoprofeno). – Efeitos gastrintestinais: gastralgia, dor abdominal, náusea, vômito, diarréia, constipação, gastrite, estomatite e mais raramente colite, úlcera péptica, hemorragia gastrintestinal e excepcionalmente perfuração. – Reações alérgicas: – Dermatológicas: erupção cutânea, prurido, urticária e angioedema. – Respiratórias: crise asmática, broncoespasmo (principalmente em pacientes com alergia conhecida ao ácido acetilsalicílico ou outros antiinflamatórios não-esteroidais). – Anafiláticas (incluindo choque). – Reações cutâneas: fotossensibilidade, alopecia, excepcionalmente podem ocorrer erupções bolhosas incluindo síndrome de Stevens-Johnson e síndrome de Lyell. – Sistema nervoso central e periférico: vertigem, parestesia, convulsões. – Alterações psicóticas : sonolência, alterações do humor. – Alterações visuais: visão embaçada. – Alterações auditivas: zumbidos. – Sistema renal: anormalidade nos testes de função renal, insuficiência renal aguda, nefrite intersticial e síndrome nefrótica. – Sistema hepático: elevação dos níveis de transaminase, raros casos de hepatite. – Sistema hematológico: trombocitopenia, anemia normalmente devido à hemorragia crônica, agranulocitose, aplasia medular. – Sistema cardiovascular: hipertensão, vasodilatação. – Outras: cefaléia, edema, ganho de peso, alteração do paladar.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?

Casos de superdose foram relatados com doses de até 2,5 g de cetoprofeno. A grande maioria dos sintomas observados foram benignos e limitados à letargia, sonolência, náusea, vômito e dor epigástrica. – 5 – Em caso de superdose acidental, procure imediatamente atendimento médico de emergência. Não existe nenhum antídoto específico para superdose ao cetoprofeno. Em caso suspeito de superdose elevada, recomenda-se lavagem gástrica, devendo-se instituir tratamento sintomático e de suporte visando compensar a desidratação, monitorizar a excreção urinária e corrigir a acidose, caso necessário. Se ocorrer insuficiência dos rins, hemodiálise pode ser útil para remover o fármaco circulante.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

PROFENID® injetável (cetoprofeno) deve ser armazenado dentro da embalagem original, em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e ao abrigo da luz. Depois de aberto, PROFENID® injetável (cetoprofeno) deve ser utilizado imediatamente. Se houver solução remanescente após o uso, descartar.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

DIZERES LEGAIS

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA MS 1.1300.0271 Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira CRF-SP no 5854 Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda. Rua Conde Domingos Papais, 413 Suzano – São Paulo CEP: 08613-010 C.N.P.J.:02.685.377/0008-23 Indústria Brasileira

Bula do Prelone (Anti inflamatório)

PreloneBula do PRELONE®:

prednisolona Comprimidos – 5 mg e 20 mg

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

USO ORAL

APRESENTAÇÕES: Comprimidos 5 mg: cartucho contendo 20 comprimidos Comprimidos 20 mg: cartucho contendo 10 comprimidos

COMPOSIÇÃO: Cada comprimido contém: Comprimidos 5 mg Comprimidos 20 mg prednisolona 5 mg 20 mg

Excipientes: celulose microcristalina, dióxido de silício, estearato de magnésio, amidoglicolato de sódio, lactose monoidratada, óleo vegetal hidrogenado e talco.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE:

PRELONE® deve ser utilizado somente sob orientação médica. –

O que é e para que serve PRELONE®?

PRELONE® é um medicamento à base de prednisolona com propriedades predominantes dos glicocorticóides.

– Como PRELONE® deve ser guardado? Como todo medicamento, PRELONE® deve ser guardado em sua embalagem original até sua total utilização e conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), ao abrigo da luz e umidade.

Prazo de validade: 24 meses após a data de fabricação impressa na embalagem. Ao adquirir um medicamento, confira sempre o prazo de validade na embalagem do produto.

NUNCA USE MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.

As substâncias podem estar alteradas e causar prejuízo para a sua saúde. Verifique se o produto está lacrado e em boas condições de armazenamento. – PRELONE® pode ser utilizado durante a gravidez e lactação? A utilização de PRELONE® durante a gravidez e lactação deve ser feita sob acompanhamento médico. Você deve comunicar ao seu médico se estiver grávida, com intenção de engravidar ou amamentando.

– Como PRELONE® deve ser utilizado? PRELONE® deve ser tomado de acordo com as instruções fornecidas pelo seu médico, respeitando as doses, os horários e a duração do tratamento.

– Quando e como deve ser suspenso o tratamento com PRELONE®? Você deverá estar sempre em contato com seu médico, para que ele acompanhe a evolução do tratamento e decida como e quando este deverá ser interrompido. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

– Quais são as possíveis reações adversas com PRELONE®? Caso apresente febre, ou qualquer outro sintoma de infecção ou efeitos desagradáveis, procure imediatamente assistência médica e não deixe de informar ao médico que está em tratamento com PRELONE®.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

– Que cuidados devem ser tomados ao utilizar PRELONE®? É muito importante que você informe seu médico dos problemas de saúde que você tenha e todos os medicamentos que estiver utilizando. Durante a terapia com PRELONE®, evite qualquer contato com pacientes portadores de varicela ou sarampo. Caso ocorra, procure imediatamente seu médico. Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

– Quando PRELONE® não deve ser utilizado? PRELONE® não deve ser utilizado por pacientes apresentando:

• alergia à prednisolona e a qualquer outro componente da fórmula;

• infecções fúngicas sistêmicas.

– Pacientes diabéticos podem fazer uso de PRELONE®? PRELONE® comprimidos não contém açúcar, podendo ser utilizado por diabéticos, desde que sob estrita supervisão médica devido ao efeito dos corticóides nestes pacientes.

– Em caso de ingestão excessiva que providências tomar? Entre imediatamente em contato com seu médico, ou procure um pronto-socorro, informando a quantidade exata ingerida do produto, horário da ingestão e os sintomas que estiver apresentando.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS: A prednisolona é um análogo sintético adrenocorticosteróide; é um esteróide sob a forma de álcool livre ou esterificado, com propriedades predominantes dos glicocorticóides. Pode reproduzir alguns efeitos dos glicocorticóides endógenos, mas após a administração de altas doses terapêuticas podem surgir efeitos que necessariamente não se assemelham aos dos hormônios adrenocorticais. A prednisolona pode causar alguns efeitos metabólicos baseados em sua propriedade glicocorticóide: estímulo da gliconeogênese; aumento do depósito de glicogênio no fígado; inibição da utilização da glicose; diminuição da tolerância a carboidratos; atividade antiinsulínica; aumento do catabolismo protéico; aumento da lipólise; estímulo da síntese e armazenamento de gordura; aumento da taxa de filtração glomerular (aumento na excreção urinária de urato sem altera- ção na excreção de creatinina); excreção aumentada de cálcio. A produção de eosinófilos e linfócitos é diminuída e há estímulo da eritropoiese e da produção de leucócitos polimorfonucleares. Há inibição dos processos inflamatórios (edema, deposição de fibrina, dilatação capilar, migração de leucócitos e fagocitose), e de estágios tardios da cicatrização (proliferação capilar, deposição de colágeno e cicatrização). Com o uso de prednisolona, a corticotrofina tem a sua produção inibida e isso leva à supressão da produção de corticosteróides andrógenos. Pode haver alguma atividade mineralocorticóide, ocorrendo estímulo da perda de potássio intracelular e entrada de sódio nas células. Esse efeito é evidente nos rins, e pode levar ao aumento da retenção de sódio e à hipertensão.

FARMACOCINÉTICA: A prednisolona é rapidamente absorvida pelo trato gastrintestinal quando administrada oralmente. A ligação da prednisolona às proteínas plasmáticas é de 70 a 90% e sua meia-vida é de 2 a 4 horas. A metabolização é hepática e é excretada na urina como conjugados de sulfato e glicuronídeos.

INDICAÇÕES:

PRELONE® é indicado nas seguintes condições:

1 – Distúrbios Endócrinos: insuficiência adrenocortical primária ou secundária (sendo que corticosteróides naturais como cortisona ou hidrocortisona são de primeira escolha). Análogos sintéticos podem ser utilizados em conjunto com mineralocorticóides, quando necessário (na infância, a suplementação de mineralocorticóides é especialmente importante); hiperplasia adrenal congênita; tireoidite não-supurativa; hipercalcemia associada ao câncer.

2 – Distúrbios Reumáticos: como terapia adjuvante para administração a curto prazo (para reverter paciente em episódio agudo ou exacerbado) em: artrite psoriática, artrite reumatóide, incluindo artrite reumatóide juvenil (em casos particulares serão utilizadas terapias de manutenção de baixas doses); espondilite anquilosante; bursite aguda e subaguda; tenossinovite aguda inespecífica; artrite gotosa aguda; osteoartrite pós-traumática; sinovites osteoartríticas; epicondilites.

3 – Colagenoses: durante exacerbação ou como terapia de manutenção em casos particulares de lúpus eritematoso sistêmico, cardite reumática aguda.

4 – Doenças Dermatológicas: pênfigo; dermatite herpetiforme bolhosa; eritema multiforme grave (Síndrome de Stevens-Johnson); dermatite esfoliativa; micoses fungóides; psoríase grave; dermatite seborréica grave.

5 – Estados Alérgicos: controle de condições alérgicas graves ou incapacitantes refratárias aos meios adequados de tratamentos convencionais; rinite alérgica perene ou sazonal; asma brônquica; dermatite de contato; dermatite atópica; doenças do soro; reações de hipersensibilidade a drogas.

6 – Doenças Oftálmicas: processos inflamatórios e alérgicos agudos e crônicos graves: envolvendo o olho e seus anexos como úlceras marginais alérgicas da córnea; herpes zoster oftálmico; inflamação do segmento anterior; coroidite e uveíte posterior difusa; oftalmia simpática; conjuntivite alérgica; ceratite; coriorretinite; neurite óptica; irites e iridociclites.

7 – Doenças Respiratórias: sarcoidose sintomática; Síndrome de Löefler nãotratável por outros meios; beriliose; tuberculose pulmonar fulminante ou disseminada quando usado concomitantemente à quimioterapia antituberculose apropriada; pneumonite por aspiração.

8 – Distúrbios Hematológicos: Púrpura trombocitopênica idiopática em adultos; trombocitopenia secundária em adultos; anemia hemolítica adquirida (auto-imune); eritroblastopenia (anemia eritrocítica); anemia hipoplásica congênita (eritróide).

9 – Doenças Neoplásicas: para o tratamento paliativo de leucemia e linfomas em adultos; leucemia aguda infantil.

10 – Estados Edematosos: para indução de diurese ou remissão da proteinúria na síndrome nefrótica idiopática ou devida ao lúpus eritematoso, sem uremia.

11 – Doenças Gastrintestinais: manutenção do paciente após um período crítico da doença em colite ulcerativa e enterite regional.

12 – Doenças Neurológicas: exacerbações agudas da esclerose múltipla. 13 – Outros: meningite tuberculosa com bloqueio subaracnóide ou bloqueio iminente, quando utilizado concomitantemente a quimioterápicos antituberculosos apropriados. Triquinose com envolvimento neurológico ou do miocárdio. Em adição às indicações citadas, PRELONE® é indicado também para dermatomiosite sistêmica (polimiosite).

CONTRA-INDICAÇÕES:

INFECÇÕES FÚNGICAS SISTÊMICAS; HIPERSENSIBILIDADE À PREDNISOLONA E A QUALQUER OUTRO COMPONENTE DA FÓRMULA.

ADVERTÊNCIAS: Em pacientes sob terapia com corticosteróides submetidos a situações incomuns de estresse (trauma, cirurgia, etc.), recomenda-se que a dosagem de corticosteróides seja aumentada rapidamente, antes, durante e após a situação estressante. Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais de infecção e novas infecções podem aparecer durante o tratamento. Durante o uso de corticosteróides pode haver diminuição da resistência e dificuldade na localização de infecções. O uso prolongado de corticosteróides pode produzir catarata subcapsular posterior, glaucoma com possível lesão dos nervos ópticos e pode aumentar a ocorrência de infecções secundárias oculares devido a fungos e viroses. Doses médias e elevadas de hidrocortisona e cortisona podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sódio e água e aumento da excreção de potássio. Esses efeitos ocorrem menos freqüentemente com os derivados sintéticos, a não ser quando utilizados em altas doses. Pode ser necessária a restrição dietética de sal e a suplementação de potássio. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio. Quando em terapia com corticosteróides, os pacientes não devem ser vacinados contra varíola. Outras imunizações não devem ser feitas em pacientes sob corticoterapia, especialmente em altas doses, devido aos possíveis riscos de complicações neurológicas e a ausência de resposta imune. Crianças e adultos sob terapia imunossupressora são mais sensíveis a infecções do que indivíduos saudáveis. Varicela e sarampo, por exemplo, podem ter um curso mais grave e até fatal em crianças e adultos nãoimunes sob corticoterapia. Em crianças e adultos que não tiveram infecções causadas por esses agentes, deve-se ter o cuidado especial de evitar a exposição aos mesmos. Desconhece-se como a dose, via e duração de administração de corticosteróides podem afetar o risco de desenvolvimento de infecção disseminada. A contribuição da causa da doença e/ou tratamento prévio com corticosteróides a este risco também é desconhecida. Se o paciente for exposto à varicela, pode ser indicada a profilaxia com imunoglobulina específica para varicela. Se o paciente for exposto ao sarampo, pode ser indicada a profilaxia com pool de imunoglobulinas intramuscular. Caso ocorra o desenvolvimento da varicela, devese considerar o tratamento com agentes antivirais. Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento. O uso de prednisolona em tuberculose ativa deve ser restrito a casos de tuberculose fulminante ou disseminada, nas quais o corticosteróide é usado para o controle da doença associado a um regime antituberculoso apropriado. Quando os corticosteróides forem indicados a pacientes com tuberculose latente ou com reatividade à tuberculina é necessária rigorosa observação, pois pode haver reativação da doença. Durante corticoterapia prolongada, estes pacientes devem receber quimioprofilaxia.

Uso na gravidez e lactação: Como estudos adequados de reprodução humana não foram feitos com corticosteróides, o uso de prednisolona na gravidez, lactação ou em mulheres com potencial de engravidar, requer que os possíveis benefícios da droga justifiquem o risco potencial para a mãe, embrião ou feto.

Lactação: a prednisolona é excretada no leite materno em baixos níveis (menos de 1% da dose administrada). Medidas de cautela devem ser tomadas quando a prednisolona é administrada a lactantes. Crianças nascidas de mães que receberam corticosteróides durante a gravidez, devem ser cuidadosamente observadas quanto ao surgimento de hipoadrenalismo.

PRECAUÇÕES:

Em casos de insuficiência adrenocortical induzida por prednisolona, podese minimizar o quadro por redução gradual da dosagem. Devido à possibilidade de persistência desse quadro após a interrupção do tratamento por algum tempo, pode ser necessário reiniciar a corticoterapia em situações de estresse. Como a secreção de mineralocorticóide pode estar reduzida, devese administrar concomitantemente sais ou mineralocorticóides. Em pacientes portadores de hipotireoidismo ou com cirrose, existe aumento do efeito do corticosteróide. Pacientes portadores de herpes simples ocular devem utilizar corticosteróides com cautela pois pode haver possível perfuração de córnea. A menor dose possível de corticosteróide deve ser utilizada a fim de se controlar as condições sob tratamento. Quando a redução da dosagem for possível, esta deve ser feita gradualmente. Podem aparecer distúrbios psíquicos quando do uso de corticosteróides, variando desde euforia, insônia, alteração do humor, alteração de personalidade, depressão grave até manifestações de psicose ou instabilidade emocional. Tendências psicóticas preexistentes podem ser agravadas pelos corticosteróides. Em hipoprotrombinemia, o ácido acetilsalicílico deve ser utilizado com cautela quando associado à corticoterapia. Deve haver cuidado na utilização de esteróides em casos de colite ulcerativa não-específica, caso haja possibilidade de perfuração iminente, abscesso ou outras infecções piogênicas; diverticulite; anastomoses de intestino; úlcera péptica ativa ou latente; insuficiência renal; hipertensão; osteoporose e miastenia gravis. O crescimento e desenvolvimento de crianças sob corticoterapia prolongada devem ser observados cuidadosamente. Embora estudos clínicos controlados tenham demonstrado a efetividade dos corticosteróides em aumentar a rapidez da resolução do problema das exacerbações agudas da esclerose múltipla, eles não demonstraram que os corticosteróides afetam o resultado final do histórico natural da doença. Os estudos mostram que doses relativamente maiores de corticosteróides são necessárias para alcançar um efeito significativo. Pressão arterial, peso corporal, dados rotineiros de laboratório, incluindo glicose pós-prandial de 2 horas e potássio sérico, raio-X de tórax e partes superiores devem ser obtidos a intervalos regulares.

REAÇÕES ADVERSAS:

• Neurológicas: convulsões, aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral), usualmente após tratamento; cefaléia; vertigem.

• Musculoesqueléticas: fraqueza muscular, miopatia esteróide, perda de massa muscular, osteoporose, fratura vertebral por compressão, necrose asséptica da cabeça umeral e femoral, fratura patológica de ossos longos.

• Gastrintestinais: úlcera péptica com possível perfuração e hemorragia; pancreatite; distensão abdominal; esofagite ulcerativa.

• Dermatológicas: retardo da cicatrização; atrofia cutânea (pele fina e frágil); petéquias e equimoses; eritema facial; sudorese aumentada; pode ocorrer supressão a reações de alguns testes cutâneos.

• Endócrinas: irregularidades menstruais; desenvolvimento de estado cushingóide; retardo do crescimento em crianças; ausência de resposta secundária adrenocortical e hipofisária, especialmente em situações de estresse, como trauma, cirurgia ou doença. Diminuição da tolerância a carboidratos, manifestação de diabetes mellitus latente; aumento das necessidades de insulina ou hipoglicemiantes orais em diabéticos.

• Oftálmicas: catarata subcapsular posterior; aumento da pressão intraocular; glaucoma; exoftalmia.

• Hidroeletrolíticas: retenção de sódio; retenção de líquido; insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis, perda de potássio, alcalose hipocalêmica; hipertensão arterial.

• Metabólicas: balanço negativo de nitrogênio devido ao catabolismo protéico.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Álcool ou drogas antiinflamatórias não-esteroidais: risco de ulceração gastrintestinal ou hemorragia pode ser aumentado quando estas substâncias são utilizadas concomitantemente com glicocorticóides, entretanto o uso concomitante de antiinflamatórios não-esteroidais no tratamento de artrite deve promover benefício terapêutico aditivo e permitir redução de dosagem de glicocorticóide. Anticolinérgicos, especialmente atropina e compostos relacionados:o uso concomitante a longo prazo com glicocorticóides pode aumentar a pressão intra-ocular. Anticoagulantes, derivados cumarínicos ou indandionas, heparina, estreptoquinase ou uroquinase: os efeitos dos derivados cumarínicos ou da indandiona geralmente diminuem (mas podem aumentar em alguns pacientes), quando estes medicamentos são utilizados concomitantemente com glicocorticóides. Ajustes de dose baseados na determinação do tempo de protrombina podem ser necessários durante e após a terapia com glicocorticóide. O potencial de ocorrência de ulceração gastrintestinal ou hemorragia durante terapia com glicocorticóide e os efeitos dos glicocorticóides na integridade vascular, podem apresentar-se aumentados em pacientes que recebem terapia com anticoagulante ou trombolítico. Agentes antidiabéticos, sulfoniluréia ou insulina: os glicocorticóides podem aumentar as concentrações de glicose no sangue. Ajuste de dose de um ou ambos agentes pode ser necessário quando a terapia com glicocorticóide é descontinuada. Agentes antitireoideanos ou hormônios da tireóide: alterações na condição da tireóide do paciente podem ocorrer como um resultado de administração, alteração na dosagem ou descontinuação de hormônios da tireóide ou agentes antitireoideanos, podendo necessitar de ajuste de dosagem de corticosteróide, uma vez que a depuração metabólica de corticosteróides diminui em pacientes com hipotireoidismo e aumenta em pacientes com hipertireoidismo. Os ajustes de dose devem ser baseados em resultados de testes de função da tireóide. Estrogênios ou contraceptivos orais contendo estrogênios: estrogênios podem alterar o metabolismo, levando à diminuição da depuração, aumentando a meia-vida de eliminação e aumentando os efeitos terapêuticos e toxicidade dos glicocorticóides. O ajuste de dose dos glicocorticóides pode ser requerido durante e após o uso concomitante. Glicosídios digitálicos: o uso concomitante de glicocorticóides pode aumentar a possibilidade de arritmias ou toxicidade digitálica associada com hipocalemia. Diuréticos: efeitos de natriuréticos e diuréticos podem diminuir as ações de retenção de sódio e fluidos de corticosteróides e vice-versa. O uso concomitante de diuréticos depletores de potássio com corticosteróides pode resultar em hipocalemia. A monitoração da concentração de potássio sérico e função cardíaca é recomendada. Efeito de diuréticos no potássio excessivo e/ou corticosteróide nas concentrações de potássio sérico pode ser diminuído durante uso concomitante. A monitoração das concentrações de potássio sérico é recomendada. Isoniazida: glicocorticóides, especialmente prednisolona, podem aumentar o metabolismo hepático e/ou excreção de isoniazida, levando à diminuição das concentrações plasmáticas e eficácia da isoniazida, especialmente em pacientes que sofrem acetilação rápida. O ajuste de dose de isoniazida pode ser necessário durante e após o uso concomitante. Somatropina: inibição da resposta ao crescimento à somatrem ou somatropina pode ocorrer com uso terapêutico crônico de doses diárias (por m2 de superfície corporal) que excedam 2,5 – 3,75 mg de prednisolona oral ou 1,25 – 1,88 mg de prednisolona parenteral. É recomendado que estas doses não sejam excedidas durante a terapia com somatrem ou somatropina. Se doses maiores forem necessárias, a administração de somatrem ou somatropina deve ser postergada. Barbituratos e drogas indutoras enzimáticas: drogas que induzem a atividade das enzimas metabólicas hepáticas da fração microssomal podem aumentar o metabolismo da prednisolona, requerendo, em terapias concomitantes, o aumento da dosagem de prednisolona.

POSOLOGIA: A dosagem inicial de PRELONE® pode variar de 5 a 60 mg por dia, dependendo da doença específica que está sendo tratada. As doses de PRELONE® requeridas são variáveis e devem ser individualizadas de acordo com a doença em tratamento e a resposta do paciente. Para bebês e crianças, a dosagem recomendada deve ser controlada pela resposta clínica e não pela adesão estrita ao valor indicado pelos fatores idade e peso corporal. A dosagem deve ser reduzida ou descontinuada gradualmente quando a droga for administrada por mais do que alguns dias. Em situações de menor gravidade, doses mais baixas, geralmente, são suficientes, enquanto que para alguns pacientes, altas doses iniciais podem ser necessárias. A dose inicial deve ser mantida ou ajustada até que a resposta satisfatória seja notada. Depois disso deve-se determinar a dose de manutenção por pequenos decréscimos da dose inicial a intervalos de tempo determinados, até que se alcance a dose mais baixa para se obter uma resposta clínica adequada. Deve-se ter em mente que é necessária uma constante observação em relação à dosagem de PRELONE®. Se por um período razoável de tempo não ocorrer resposta clínica satisfatória, o tratamento com PRELONE® deve ser interrompido e o paciente transferido para outra terapia apropriada. Incluem-se as situações nas quais pode ser necessário ajuste na dose: mudança no estado clínico secundário por remissão ou exacerbação no processo da doença, a suscetibilidade individual do paciente à droga e o efeito da exposição do paciente a situações estressantes não-diretamente relacionadas à doença em tratamento; se for necessário que o tratamento seja interrompido, é recomendado que a retirada seja gradual e nunca abrupta.

SUPERDOSAGEM: Não há relatos da ingestão acidental de grandes quantidades de prednisolona em período de tempo curto. O tratamento da superdosagem aguda é por lavagem gástrica imediata ou indução de vômito. O uso prolongado de corticosteróides pode produzir sintomas psíquicos; face de lua cheia; depósitos anormais de gordura; retenção de líquido; aumento do apetite; ganho de peso; hipertricose; acne; estrias; equimoses; sudorese aumentada; pigmentação; pele seca e descamativa; perda de cabelo; aumento da pressão arterial; taquicardia; tromboflebite; resistência diminuída às infecções; balanço negativo de nitrogênio com retardo da cicatrização; cefaléia; fraqueza; distúrbios menstruais; sintomas acentuados da menopausa; neuropatias; distúrbios psíquicos; fraturas; osteoporose; úlcera péptica; tolerância diminuída à glicose; hipocalemia e insuficiência adrenal. Em crianças observou-se hepatomegalia e distensão abdominal. Nos casos de superdosagem crônica em pacientes portadores de doença grave que necessitem de corticoterapia contínua, deve-se reduzir a dose de prednisolona, por um período de tempo, ou deve-se introduzir o tratamento em dias alternados.

MS – 1.0573.0330

Farmacêutico Responsável: Dr. Wilson R. Farias CRF-SP nº 9555 Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. Via Dutra, km 222,2 – Guarulhos – SP CNPJ 60.659.463/0001-91 Indústria Brasileira Número de lote, data de fabricação e prazo de validade: vide embalagem externa. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Bula do Predsim 3mg/ml (Anti inflamatório)

Predsim-3-mg-mlBula do PREDSIM:

prednisolona

FORMAS FARMACÊUTICAS/APRESENTAÇÃO

PREDSIM Solução Oral 3 mg/ml – Frasco contendo 60 ml e 100 ml de solução oral + pipeta dosadora.

PREDSIM Comprimidos 5 mg – Embalagem com 10 comprimidos. PREDSIM Comprimidos 20 mg – Embalagem com 20 comprimidos.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Predsim Solução Oral 3 mg/ml – Cada 5 ml contêm 20,1 mg de fosfato sódico de prednisolona, equivalente a 15 mg de prednisolona básica. Componentes inativos: fosfato de sódio dibásico anidro, fosfato de sódio monobásico monoidratado, edetato dissódico, propilenoglicol, sorbitol, benzoato de sódio, ciclamato de sódio, sacarina sódica, aroma de frutas vermelhas e água. Predsim Comprimidos 5 mg – Cada comprimido contém 5 mg prednisolona micronizada. Componentes inativos: lactose monoidratada, amido, povidona e estearato de magnésio. Predsim Comprimidos 20 mg – Cada comprimido contém 20 mg prednisolona micronizada. Componentes inativos: lactose monoidratada, amido, povidona e estearato de magnésio.

INFORMAÇÃO AO PACIENTE

PREDSIM possui potente ação antiinflamatória, anti-reumática e antialérgica no tratamento de distúrbios que respondem aos corticosteróides. PREDSIM Comprimidos deverá ser conservado em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC), protegido da luz e umidade e PREDSIM Solução Oral deverá ser conservado em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC), protegido da luz. O prazo de validade de PREDSIM encontra-se gravado na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto. Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após seu término. Informar ao médico se está amamentando. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. Os pacientes devem ser advertidos dos efeitos colaterais dos corticosteróides a longo prazo. Todas as precauções relativas a corticóides também se referem a este produto.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento. Pode haver necessidade de aumentar a dose em situações de estresse ou infecções que ocorram durante o tratamento. Procure seu médico caso apareça alguma infecção. Os pacientes em regime de diminuição da dose devem ser prevenidos dos sintomas como tontura, fraqueza e vômitos. Os pacientes em doses imunossupressoras de corticosteróides devem ser advertidos para evitarem a exposição à varicela (catapora) ou ao sarampo e, caso forem expostos, de procurarem auxílio médico.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO.

PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

A prednisolona é um fármaco esteróide adrenocortical sintético com propriedades predominantemente glicocorticóides. Algumas destas propriedades reproduzem as ações fisiológicas dos glicocorticóides endógenos, porém outras refletem as funções normais dos hormônios adrenais e são encontradas apenas após a administração de altas doses terapêuticas do medicamento. Os efeitos farmacológicos da prednisolona em razão de suas propriedades glicocorticóides incluem: estímulo da gliconeogênese; aumento do depósito de glicogênio no fígado; inibição da utilização da glicose; atividade antiinsulínica; aumento do catabolismo protéico; aumento da lipólise; estímulo da síntese e armazenamento de gordura; aumento da taxa de filtração glomerular com um aumento conseqüente da excreção urinária de urato (a excreção de creatinina permanece inalterada); e excreção aumentada de cálcio. A produção de eosinófilos e linfócitos é diminuída, porém a eritropoiese e a produção de leucócitos polimorfonucleares são estimuladas. Os processos inflamatórios (edema, deposição de fibrina, dilatação capilar, migração de leucócitos e fagocitose), assim como os estágios tardios de cicatrização (proliferação capilar, deposição de colágeno e a cicatrização) são inibidos. A prednisolona possui leve atividade mineralocorticóide pela qual estimula a entrada de sódio para dentro das células e a saída de potássio intracelular. Este efeito é particularmente evidente em nível renal, onde a troca de íons pode levar à retenção de sódio e hipertensão arterial. A prednisolona tem absorção rápida e eficiente no trato gastrintestinal após administração por via oral. Setenta porcento a 90% da prednisolona é ligada a proteínas plasmáticas e é eliminada do plasma com meia-vida de 2 a 4 horas. A prednisolona é metabolizada principalmente no fígado e excretada na urina como conjugados de sulfato e glicuronídeos.

INDICAÇÕES

PREDSIM é indicado para o tratamento de doenças endócrinas, osteoarticulares e osteomusculares, reumáticas, do colágeno, dermatológicas, alérgicas, oftálmicas, respiratórias, hematológicas, neoplásicas, e outras, que respondam à terapia com corticosteróides. A terapia corticosteróide hormonal é complementar à terapia convencional. Distúrbios alérgicos – Controle de condições alérgicas graves ou incapacitantes, não tratáveis com terapia convencional, como rinite alérgica sazonal ou perene; pólipo nasal; asma brônquica (incluindo estado de mal asmático); bronquite; dermatite de contato; dermatite atópica (neurodermatite); reações medicamentosas ou por soro. Distúrbios respiratórios – Sarcoidose sintomática; síndrome de Loeffler, sem resposta aos tratamentos convencionais; beriliose; tuberculose pulmonar disseminada ou fulminante, quando utilizado concomitantemente à quimioterapia antituberculosa apropriada; pneumonite por aspiração. 3 Distúrbios reumáticos e osteomusculares – Como terapia complementar para administração a curto prazo (para reverter pacientes em episódio agudo ou exacerbado) em: artrite psoriática; artrite reumatóide, incluindo artrite reumatóide juvenil (em casos particulares serão utilizadas terapias de manutenção em doses baixas); espondilite anquilosante; bursite aguda e subaguda; tenossinovite aguda inespecífica; artrite gotosa aguda; osteoartrite pós-traumática; sinovite osteoartrítica; epicondilite; fibrosite; miosite. Distúrbios dermatológicos – Pênfigo; dermatite herpetiforme bolhosa; eritema multiforme grave (síndrome de Stevens-Johnson); dermatite esfoliativa; micose fungóide; psoríase grave; dermatite seborréica grave. Distúrbios hematológicos – Púrpura trombocitopênica idiopática em adultos; trombocitopenia secundária em adultos; anemia hemolítica adquirida (auto-imune); eritroblastopenia (anemia eritrocítica); anemia hipoplásica congênita (eritróide). Distúrbios neoplásicos – Como medicação paliativa de leucemias e linfomas em adultos; leucemia aguda em crianças. Distúrbios nefrológicos – Para induzir diurese ou remissão de proteinúria na síndrome nefrótica do tipo idiopático ou devida a lúpus eritematoso, mas somente na ausência de uremia. Distúrbios endócrinos – Insuficiência adrenocortical primária ou secundária (sendo que corticosteróides naturais como cortisona ou hidrocortisona são os de primeira escolha; análogos sintéticos podem ser utilizados em conjunto com mineralocorticóides, se necessário; na infância a suplementação de mineralocorticóides é especialmente importante); hiperplasia adrenal congênita; tireoidite não supurativa; hipercalcemia associada a câncer. Doenças do colágeno – Durante exacerbação ou como terapia de manutenção em casos selecionados de lúpus eritematoso sistêmico; cardite reumática aguda; dermatomiosite sistêmica (polimiosite). Distúrbios gastrintestinais – Manutenção do paciente após um período crítico da doença em colite ulcerativa e enterite regional. Distúrbios neurológicos – Exacerbações agudas da esclerose múltipla. Distúrbios oftálmicos – Processos inflamatórios e alérgicos, agudos e crônicos graves, envolvendo os olhos e seus anexos, como conjuntivite alérgica, ceratite; úlcera alérgica marginal da córnea; herpes zoster oftálmico; irite e iridociclite; corioretinite; inflamação do segmento anterior; uveíte posterior difusa e coroidite; neurite ótica; oftalmia do simpático. Outros distúrbios – Meningite tuberculosa com (ou iminência de) bloqueio subaracnóide, quando utilizado concomitantemente à terapêutica antituberculosa apropriada. Triquinose com envolvimento neurológico ou do miocárdio.

CONTRA-INDICAÇÕES

PREDSIM é contra-indicado em pacientes com infecções não controladas, infecções sistêmicas por fungos, hipersensibilidade à prednisolona ou a outros corticosteróides ou a qualquer componente de sua fórmula.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

Poderão ser necessários ajustes posológicos durante remissões ou exacerbações da doença em tratamento, resposta individual ao tratamento e exposição do paciente a situações de estresse emocional ou físico, tais como infecção grave, cirurgia ou traumatismo. Poderá ser necessário monitoramento por período de até um ano após o término de tratamento prolongado ou com doses altas de corticosteróides. Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais de infecção, e novas infecções podem surgir durante sua administração. Quando os corticosteróides são usados, pode ocorrer baixa na resistência ou dificuldade em localizar a infecção. Insuficiência secundária do córtex supra-renal, induzida por medicamento, pode ser resultante de retirada rápida do corticosteróide, podendo ser evitada mediante redução gradativa da dose. Tal insuficiência relativa pode persistir meses após a descontinuação da terapia; por essa razão, se ocorrer estresse durante este período, a corticoterapia deverá ser reinstituída. Se o paciente já estiver fazendo uso de corticosteróide, a dose poderá ser aumentada, uma vez que a secreção mineralocorticóide pode estar diminuída; sal e/ou mineralocorticóide deve ser administrado concomitantemente. O efeito dos corticosteróides é aumentado em pacientes com hipotireoidismo e cirrose. Recomenda-se uso cauteloso em pacientes com herpes simples oftálmico pelo risco de perfuração da córnea. Os corticosteróides podem agravar condições preexistentes de instabilidade emocional ou tendências psicóticas. Transtornos psíquicos podem ocorrer durante a terapia com corticosteróides. É aconselhável cautela em relação a: colite ulcerativa inespecífica, quando houver possibilidade de perfuração; abscesso ou outra infecção piogênica; diverticulite; anastomose intestinal recente; úlcera péptica; insuficiência renal; hipertensão; osteoporose; miastenia gravis. Como as complicações provenientes do tratamento com corticosteróides são relacionadas à dose e duração do tratamento, deve-se fazer uma avaliação risco/benefício para cada paciente. O uso prolongado de corticosteróides pode produzir catarata subcapsular posterior glaucoma com risco de lesão do nervo ótico, aumento do risco de infecções oculares secundárias por fungos ou vírus. Altas doses de corticosteróides, bem como doses habituais, podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água e aumento da excreção de potássio. Estes efeitos ocorrem menos com os derivados sintéticos, exceto quando em altas doses. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio. Considerar a possibilidade de dieta hipossódica e suplementação de potássio, quando os corticosteróides forem utilizados. Os pacientes não deverão ser vacinados contra varíola durante terapia com corticosteróides. Outras imunizações também deverão ser evitadas, principalmente nos pacientes que estão recebendo altas doses de corticosteróides, pelos possíveis riscos de complicações neurológicas e ausência de resposta de anticorpos. Entretanto, imunizações podem ser realizadas nos pacientes que estejam 5 fazendo uso de corticosteróides como terapia substitutiva, como, por exemplo, para a doença de Addison. Pacientes que estejam fazendo uso de doses imunossupressoras de corticosteróides devem evitar exposição à varicela ou ao sarampo e, se expostos, devem receber atendimento médico, principalmente nos casos com crianças. O tratamento com corticosteróides na tuberculose ativa deve estar restrito aos casos de tuberculose fulminante ou disseminada, nos quais o corticosteróide é usado associadamente ao esquema antituberculoso adequado. Caso haja indicação de corticosteróide em tuberculose latente ou reatividade à tuberculina, torna-se necessária avaliação continuada. Durante terapia prolongada, esses pacientes devem receber quimioprofilaxia. Se a rifampicina é utilizada em um programa quimioprofilático, seu efeito intensificador do metabolismo hepático dos corticosteróides deve ser considerado; ajustando-se a dose, se necessário. A menor dose possível de corticosteróides deve ser usada no controle da condição sob tratamento. Quando é possível, a redução da dose deve ser gradual. O crescimento e desenvolvimento de recém-nascidos e crianças sob corticoterapia prolongada deve ser cuidadosamente acompanhado uma vez que este tipo de tratamento pode alterar o crescimento e inibir a produção endógena de corticosteróides. A corticoterapia pode alterar a motilidade e o número de espermatozóides.

Uso durante a gravidez e lactação- Uma vez que não existem estudos adequados sobre reprodução humana e corticosteróides, o uso de PREDSIM em gestantes, mulheres no período de amamentação ou com suspeita de gravidez requer que os possíveis benefícios sejam avaliados em relação aos riscos potenciais para a mãe, o embrião, o feto ou o recém-nascido. Recém-nascidos de mães que receberam doses altas de corticosteróides durante a gravidez devem ser observados quanto a sinais de hipoadrenalismo. PREDSIM não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista. O fármaco é excretado no leite materno; portanto, a administração a lactantes não é recomendada.

Idosos – É recomendada cautela em pacientes idosos, pois eles são mais suscetíveis às reações adversas.

Crianças – As crianças que utilizam esteróides em longo prazo devem ser cuidadosamente observadas em relação ao aparecimento de reações adversas graves potenciais, como: obesidade, retardo no crescimento, osteoporose e supressão adrenal. As crianças tratadas com medicamentos imunossupressores são mais suscetíveis a infecções do que as crianças saudáveis. Varicela e sarampo, por exemplo, podem apresentar conseqüências mais graves ou até mesmo fatais em crianças recebendo tratamento com corticosteróides imunossupressores. Nestas crianças, ou em adultos que não tenham contraído estas doenças, devese ter cautela especial para evitar tal exposição. Se ocorrer exposição, pode-se usar terapia com imunoglobulina anti-varicela-zoster (VZIG) ou “pool” de imunoglobulina intravenosa (IVIG), quando apropriado. Em caso de desenvolvimento de varicela, pode ser considerado o tratamento com agentes antivirais.

Grupos de risco – Nos pacientes com insuficiência hepática, pode ser necessária uma redução da dose. No tratamento de doenças hepáticas crônicas ativas com prednisolona, as principais reações adversas, como fratura vertebral, diabete, hipertensão, catarata e síndrome de Cushing, ocorreram em cerca de 30% dos pacientes. Nos pacientes com hipotireoidismo e naqueles com cirrose existe efeito acentuado dos corticosteróides. 6 Pacientes com tuberculose ativa ou quiescente duvidosa, não devem utilizar PREDSIM, exceto como adjuvante ao tratamento com fármacos tuberculostáticos, pois pode ocorrer recidiva da doença. A quimioprofilaxia é indicada durante o tratamento prolongado com corticosteróide. Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina ou efedrina pode aumentar o metabolismo dos corticosteróides, reduzindo seus efeitos terapêuticos. Pacientes em tratamento com corticosteróides e estrógenos devem ser observados em relação à exacerbação dos efeitos do corticosteróide. O uso concomitante de corticosteróides com diuréticos depletores de potássio pode intensificar a hipocalemia. O uso dos corticosteróides com glicósidos cardíacos pode aumentar a possibilidade de arritmias ou intoxicação digitálica associada à hipocalemia. Os corticosteróides podem potencializar a depleção de potássio causada pela anfotericina B. Deve-se acompanhar com exames laboratoriais (dosagem principalmente de potássio) todos os pacientes em tratamento com associação desses medicamentos. O uso de corticosteróides com anticoagulantes cumarínicos pode aumentar ou diminuir os efeitos anticoagulantes, podendo haver necessidade de ajustes posológicos. Os efeitos dos antiinflamatórios não-esteróides ou do álcool, somados aos dos glicocorticóides podem resultar em aumento da incidência ou gravidade de úlceras gastrintestinais. Os corticosteróides podem reduzir as concentrações plasmáticas de salicilato. Nas hipoprotrombinemias, o ácido acetilsalicílico deve ser usado com precaução quando associado aos corticosteróides. Quando os corticosteróides são indicados em diabéticos, pode ser necessário ajuste no hipoglicemiante oral ou na insulina. Tratamento com glicocorticóides pode inibir a resposta à somatotropina.

REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas a PREDSIM têm sido do mesmo tipo das relatadas para outros corticosteróides e normalmente podem ser revertidas ou minimizadas com a redução da dose, sendo isto preferível à interrupção do tratamento com o fármaco. Estas incluem: Alterações hidroeletrolíticas – Retenção de sódio e água, insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis, perda de potássio, alcalose hipocalêmica, hipertensão. Alterações osteoarticulares e osteomusculares – fraqueza muscular, miopatia, perda de massa muscular, agravamento dos sintomas da miastenia gravis, osteoporose, necrose assética da cabeça do fêmur e do úmero, fratura patológica de ossos longos e vértebras, ruptura do tendão. Alterações gastrintestinais – Úlcera péptica com possível perfuração e hemorragia, pancreatite, distensão abdominal, esofagite ulcerativa. 7 Alterações dermatológicas – Petéquias e equimoses, eritema facial, retardo na cicatrização, atrofia cutânea, sudorese excessiva, supressão da reação a testes cutâneos, urticária, edema angioneurótico, dermatite alérgica. Alterações neurológicas – Convulsões, aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral) geralmente após tratamento; vertigem, cefaléia. Alterações endócrinas – Irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado Cushingóide, insuficiência adrenal ou hipofisária secundária, principalmente em casos de estresse (cirurgias, trauma ou doença), redução da tolerância aos carboidratos, manifestação de diabetes mellitus latente, aumento da necessidade de insulina ou hipoglicemiantes orais em pacientes diabéticos, supressão do crescimento fetal ou infantil. Alterações oftálmicas – Catarata subcapsular posterior, aumento da pressão intra-ocular, glaucoma, exoftalmia. Alterações metabólicas – Balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo protéico. Alterações psiquiátricas – Euforia, depressão grave com manifestações psicóticas, alterações da personalidade, hiperirritabilidade, insônia, alterações do humor. Alterações em exames laboratoriais – Os corticosteróides podem alterar o teste de “Nitroblue tetrazolium” para infecções bacterianas e produzir resultados falso-negativos. Os corticóides podem suprimir as reações de testes cutâneos.

POSOLOGIA

As necessidades posológicas são variáveis e devem ser individualizadas tendo por base a gravidade da doença e a resposta do paciente ao tratamento.

Adultos

A dose inicial de PREDSIM para adultos pode variar de 5 a 60 mg diários, dependendo da doença em tratamento. Em situações de menor gravidade, doses mais baixas deverão ser suficientes, enquanto que determinados pacientes necessitam de doses iniciais elevadas. A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que se observe resposta clínica favorável. Se, após um período de tratamento, não ocorrer resposta clínica satisfatória, PREDSIM deve ser descontinuado e outra terapia apropriada deve ser instituída.

Crianças

A dose pediátrica inicial pode variar de 0,14 a 2 mg/kg de peso por dia, ou de 4 a 60 mg por metro quadrado de superfície corporal por dia, administrados de 1 a 4 vezes por dia. Posologias para recém-nascidos e crianças devem ser orientadas segundo as mesmas considerações feitas para adultos, ao invés de se adotar rigidez estrita aos índices para idade ou peso corporal. Após observação de resposta favorável, deve-se determinar a dose adequada de manutenção, mediante diminuição da dose inicial, realizada por pequenos decréscimos a intervalos de tempo apropriados, até que a menor dose para manter uma resposta clínica adequada seja obtida. PREDSIM pode ser administrado em um regime de dias alternados a pacientes que necessitem de terapia prolongada, de acordo com o julgamento do médico. Caso ocorra um período de remissão espontânea em uma afecção crônica, o tratamento deverá ser descontinuado. A exposição do paciente a situações de estresse não relacionadas à doença básica sob tratamento pode necessitar de aumento da dose de PREDSIM. Em caso de descontinuação do medicamento após tratamento prolongado, deve-se reduzir a dose gradualmente.

MODO DE USAR

Instruções de uso da pipeta dosadora e adaptador do frasco:

1. Abrir o frasco do medicamento e desembalar a pipeta dosadora e o adaptador de frasco.

2. Colocar o adaptador no bocal do frasco com firmeza. (fig. 1).

3. Adaptar a pipeta dosadora no adaptador de frasco (fig. 2).

4. Virar o frasco e aspirar a medida desejada. Puxar cuidadosamente o êmbolo, medindo a quantidade exata em ml, conforme a posologia recomendada pelo seu médico.

5. Retirar a pipeta dosadora.

6. Esvaziar a pipeta lentamente na boca, com a cabeça inclinada para trás.

7. Tampar o frasco sem retirar o adaptador.

8. Lavar bem a pipeta dosadora com água corrente. Observações: O adaptador e a pipeta dosadora são de uso exclusivo para administração de Predsim por via oral. O manuseio da pipeta dosadora deve ser feito somente por adultos.

SUPERDOSAGEM

Superdose aguda com glicocorticóides, incluindo prednisolona, não deve levar a situações de risco de morte. Exceto em doses extremas, poucos dias em regime de alta dose com glicocorticóides é improvável que produzam resultados nocivos, na ausência de contra-indicações específicas, como em pacientes com diabetes mellitus, glaucoma ou úlcera péptica ativa, ou em pacientes que estejam fazendo uso de medicações como digitálicos, anticoagulantes cumarínicos ou diuréticos depletores de potássio. O seu tratamento inclui a indução de êmese ou através de lavagem gástrica. As possíveis complicações associadas devem ser tratadas especificamente.

PACIENTES IDOSOS É recomendada cautela em pacientes idosos, pois eles são mais suscetíveis às reações adversas.

MS 1.0093.0207 Farm. Resp.: Lucia Lagos Hammes – CRF-RJ 2.804

MANTECORP INDÚSTRIA QUÍMICA E FARMACÊUTICA LTDA. Estrada dos Bandeirantes, 3.091 – Rio de Janeiro – RJ CNPJ: 33.060.740/0001-72 — Indústria Brasileira *Marca de Fábrica VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Central de Atendimento 08000117788 – Cx. Postal 18388 – CEP 04626-970 O número de lote, a data de fabricação e o término do prazo de validade estão gravados na embalagem externa deste produto. pre6/jul/06

Bula do Predsim 20mg (Anti inflamatório)

Predsim-20mgBula do PREDSIM:

prednisolona

FORMAS FARMACÊUTICAS/APRESENTAÇÃO

PREDSIM Solução Oral 3 mg/ml – Frasco contendo 60 ml e 100 ml de solução oral + pipeta dosadora. PREDSIM Comprimidos 5 mg – Embalagem com 10 comprimidos. PREDSIM Comprimidos 20 mg – Embalagem com 20 comprimidos.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Predsim Solução Oral 3 mg/ml – Cada 5 ml contêm 20,1 mg de fosfato sódico de prednisolona, equivalente a 15 mg de prednisolona básica. Componentes inativos: fosfato de sódio dibásico anidro, fosfato de sódio monobásico monoidratado, edetato dissódico, propilenoglicol, sorbitol, benzoato de sódio, ciclamato de sódio, sacarina sódica, aroma de frutas vermelhas e água. Predsim Comprimidos 5 mg – Cada comprimido contém 5 mg prednisolona micronizada. Componentes inativos: lactose monoidratada, amido, povidona e estearato de magnésio. Predsim Comprimidos 20 mg – Cada comprimido contém 20 mg prednisolona micronizada. Componentes inativos: lactose monoidratada, amido, povidona e estearato de magnésio.

INFORMAÇÃO AO PACIENTE

PREDSIM possui potente ação antiinflamatória, anti-reumática e antialérgica no tratamento de distúrbios que respondem aos corticosteróides. PREDSIM Comprimidos deverá ser conservado em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC), protegido da luz e umidade e PREDSIM Solução Oral deverá ser conservado em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC), protegido da luz. O prazo de validade de PREDSIM encontra-se gravado na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto. Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após seu término. Informar ao médico se está amamentando. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. Os pacientes devem ser advertidos dos efeitos colaterais dos corticosteróides a longo prazo. Todas as precauções relativas a corticóides também se referem a este produto.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento. Pode haver necessidade de aumentar a dose em situações de estresse ou infecções que ocorram durante o tratamento. Procure seu médico caso apareça alguma infecção. Os pacientes em regime de diminuição da dose devem ser prevenidos dos sintomas como tontura, fraqueza e vômitos. Os pacientes em doses imunossupressoras de corticosteróides devem ser advertidos para evitarem a exposição à varicela (catapora) ou ao sarampo e, caso forem expostos, de procurarem auxílio médico.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO.

PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

A prednisolona é um fármaco esteróide adrenocortical sintético com propriedades predominantemente glicocorticóides. Algumas destas propriedades reproduzem as ações fisiológicas dos glicocorticóides endógenos, porém outras refletem as funções normais dos hormônios adrenais e são encontradas apenas após a administração de altas doses terapêuticas do medicamento. Os efeitos farmacológicos da prednisolona em razão de suas propriedades glicocorticóides incluem: estímulo da gliconeogênese; aumento do depósito de glicogênio no fígado; inibição da utilização da glicose; atividade antiinsulínica; aumento do catabolismo protéico; aumento da lipólise; estímulo da síntese e armazenamento de gordura; aumento da taxa de filtração glomerular com um aumento conseqüente da excreção urinária de urato (a excreção de creatinina permanece inalterada); e excreção aumentada de cálcio. A produção de eosinófilos e linfócitos é diminuída, porém a eritropoiese e a produção de leucócitos polimorfonucleares são estimuladas. Os processos inflamatórios (edema, deposição de fibrina, dilatação capilar, migração de leucócitos e fagocitose), assim como os estágios tardios de cicatrização (proliferação capilar, deposição de colágeno e a cicatrização) são inibidos. A prednisolona possui leve atividade mineralocorticóide pela qual estimula a entrada de sódio para dentro das células e a saída de potássio intracelular. Este efeito é particularmente evidente em nível renal, onde a troca de íons pode levar à retenção de sódio e hipertensão arterial. A prednisolona tem absorção rápida e eficiente no trato gastrintestinal após administração por via oral. Setenta porcento a 90% da prednisolona é ligada a proteínas plasmáticas e é eliminada do plasma com meia-vida de 2 a 4 horas. A prednisolona é metabolizada principalmente no fígado e excretada na urina como conjugados de sulfato e glicuronídeos.

INDICAÇÕES

PREDSIM é indicado para o tratamento de doenças endócrinas, osteoarticulares e osteomusculares, reumáticas, do colágeno, dermatológicas, alérgicas, oftálmicas, respiratórias, hematológicas, neoplásicas, e outras, que respondam à terapia com corticosteróides. A terapia corticosteróide hormonal é complementar à terapia convencional. Distúrbios alérgicos – Controle de condições alérgicas graves ou incapacitantes, não tratáveis com terapia convencional, como rinite alérgica sazonal ou perene; pólipo nasal; asma brônquica (incluindo estado de mal asmático); bronquite; dermatite de contato; dermatite atópica (neurodermatite); reações medicamentosas ou por soro. Distúrbios respiratórios – Sarcoidose sintomática; síndrome de Loeffler, sem resposta aos tratamentos convencionais; beriliose; tuberculose pulmonar disseminada ou fulminante, quando utilizado concomitantemente à quimioterapia antituberculosa apropriada; pneumonite por aspiração.Distúrbios reumáticos e osteomusculares – Como terapia complementar para administração a curto prazo (para reverter pacientes em episódio agudo ou exacerbado) em: artrite psoriática; artrite reumatóide, incluindo artrite reumatóide juvenil (em casos particulares serão utilizadas terapias de manutenção em doses baixas); espondilite anquilosante; bursite aguda e subaguda; tenossinovite aguda inespecífica; artrite gotosa aguda; osteoartrite pós-traumática; sinovite osteoartrítica; epicondilite; fibrosite; miosite. Distúrbios dermatológicos – Pênfigo; dermatite herpetiforme bolhosa; eritema multiforme grave (síndrome de Stevens-Johnson); dermatite esfoliativa; micose fungóide; psoríase grave; dermatite seborréica grave. Distúrbios hematológicos – Púrpura trombocitopênica idiopática em adultos; trombocitopenia secundária em adultos; anemia hemolítica adquirida (auto-imune); eritroblastopenia (anemia eritrocítica); anemia hipoplásica congênita (eritróide). Distúrbios neoplásicos – Como medicação paliativa de leucemias e linfomas em adultos; leucemia aguda em crianças. Distúrbios nefrológicos – Para induzir diurese ou remissão de proteinúria na síndrome nefrótica do tipo idiopático ou devida a lúpus eritematoso, mas somente na ausência de uremia. Distúrbios endócrinos – Insuficiência adrenocortical primária ou secundária (sendo que corticosteróides naturais como cortisona ou hidrocortisona são os de primeira escolha; análogos sintéticos podem ser utilizados em conjunto com mineralocorticóides, se necessário; na infância a suplementação de mineralocorticóides é especialmente importante); hiperplasia adrenal congênita; tireoidite não supurativa; hipercalcemia associada a câncer. Doenças do colágeno – Durante exacerbação ou como terapia de manutenção em casos selecionados de lúpus eritematoso sistêmico; cardite reumática aguda; dermatomiosite sistêmica (polimiosite). Distúrbios gastrintestinais – Manutenção do paciente após um período crítico da doença em colite ulcerativa e enterite regional. Distúrbios neurológicos – Exacerbações agudas da esclerose múltipla. Distúrbios oftálmicos – Processos inflamatórios e alérgicos, agudos e crônicos graves, envolvendo os olhos e seus anexos, como conjuntivite alérgica, ceratite; úlcera alérgica marginal da córnea; herpes zoster oftálmico; irite e iridociclite; corioretinite; inflamação do segmento anterior; uveíte posterior difusa e coroidite; neurite ótica; oftalmia do simpático. Outros distúrbios – Meningite tuberculosa com (ou iminência de) bloqueio subaracnóide, quando utilizado concomitantemente à terapêutica antituberculosa apropriada. Triquinose com envolvimento neurológico ou do miocárdio.

CONTRA-INDICAÇÕES

PREDSIM é contra-indicado em pacientes com infecções não controladas, infecções sistêmicas por fungos, hipersensibilidade à prednisolona ou a outros corticosteróides ou a qualquer componente de sua fórmula.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

Poderão ser necessários ajustes posológicos durante remissões ou exacerbações da doença em tratamento, resposta individual ao tratamento e exposição do paciente a situações de estresse emocional ou físico, tais como infecção grave, cirurgia ou traumatismo. Poderá ser necessário monitoramento por período de até um ano após o término de tratamento prolongado ou com doses altas de corticosteróides. Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais de infecção, e novas infecções podem surgir durante sua administração. Quando os corticosteróides são usados, pode ocorrer baixa na resistência ou dificuldade em localizar a infecção. Insuficiência secundária do córtex supra-renal, induzida por medicamento, pode ser resultante de retirada rápida do corticosteróide, podendo ser evitada mediante redução gradativa da dose. Tal insuficiência relativa pode persistir meses após a descontinuação da terapia; por essa razão, se ocorrer estresse durante este período, a corticoterapia deverá ser reinstituída. Se o paciente já estiver fazendo uso de corticosteróide, a dose poderá ser aumentada, uma vez que a secreção mineralocorticóide pode estar diminuída; sal e/ou mineralocorticóide deve ser administrado concomitantemente. O efeito dos corticosteróides é aumentado em pacientes com hipotireoidismo e cirrose. Recomenda-se uso cauteloso em pacientes com herpes simples oftálmico pelo risco de perfuração da córnea. Os corticosteróides podem agravar condições preexistentes de instabilidade emocional ou tendências psicóticas. Transtornos psíquicos podem ocorrer durante a terapia com corticosteróides. É aconselhável cautela em relação a: colite ulcerativa inespecífica, quando houver possibilidade de perfuração; abscesso ou outra infecção piogênica; diverticulite; anastomose intestinal recente; úlcera péptica; insuficiência renal; hipertensão; osteoporose; miastenia gravis. Como as complicações provenientes do tratamento com corticosteróides são relacionadas à dose e duração do tratamento, deve-se fazer uma avaliação risco/benefício para cada paciente. O uso prolongado de corticosteróides pode produzir catarata subcapsular posterior glaucoma com risco de lesão do nervo ótico, aumento do risco de infecções oculares secundárias por fungos ou vírus. Altas doses de corticosteróides, bem como doses habituais, podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água e aumento da excreção de potássio. Estes efeitos ocorrem menos com os derivados sintéticos, exceto quando em altas doses. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio. Considerar a possibilidade de dieta hipossódica e suplementação de potássio, quando os corticosteróides forem utilizados. Os pacientes não deverão ser vacinados contra varíola durante terapia com corticosteróides. Outras imunizações também deverão ser evitadas, principalmente nos pacientes que estão recebendo altas doses de corticosteróides, pelos possíveis riscos de complicações neurológicas e ausência de resposta de anticorpos. Entretanto, imunizações podem ser realizadas nos pacientes que estejam fazendo uso de corticosteróides como terapia substitutiva, como, por exemplo, para a doença de Addison. Pacientes que estejam fazendo uso de doses imunossupressoras de corticosteróides devem evitar exposição à varicela ou ao sarampo e, se expostos, devem receber atendimento médico, principalmente nos casos com crianças. O tratamento com corticosteróides na tuberculose ativa deve estar restrito aos casos de tuberculose fulminante ou disseminada, nos quais o corticosteróide é usado associadamente ao esquema antituberculoso adequado. Caso haja indicação de corticosteróide em tuberculose latente ou reatividade à tuberculina, torna-se necessária avaliação continuada. Durante terapia prolongada, esses pacientes devem receber quimioprofilaxia. Se a rifampicina é utilizada em um programa quimioprofilático, seu efeito intensificador do metabolismo hepático dos corticosteróides deve ser considerado; ajustando-se a dose, se necessário. A menor dose possível de corticosteróides deve ser usada no controle da condição sob tratamento. Quando é possível, a redução da dose deve ser gradual. O crescimento e desenvolvimento de recém-nascidos e crianças sob corticoterapia prolongada deve ser cuidadosamente acompanhado uma vez que este tipo de tratamento pode alterar o crescimento e inibir a produção endógena de corticosteróides. A corticoterapia pode alterar a motilidade e o número de espermatozóides. Uso durante a gravidez e lactação- Uma vez que não existem estudos adequados sobre reprodução humana e corticosteróides, o uso de PREDSIM em gestantes, mulheres no período de amamentação ou com suspeita de gravidez requer que os possíveis benefícios sejam avaliados em relação aos riscos potenciais para a mãe, o embrião, o feto ou o recém-nascido. Recém-nascidos de mães que receberam doses altas de corticosteróides durante a gravidez devem ser observados quanto a sinais de hipoadrenalismo. PREDSIM não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista. O fármaco é excretado no leite materno; portanto, a administração a lactantes não é recomendada. Idosos – É recomendada cautela em pacientes idosos, pois eles são mais suscetíveis às reações adversas. Crianças – As crianças que utilizam esteróides em longo prazo devem ser cuidadosamente observadas em relação ao aparecimento de reações adversas graves potenciais, como: obesidade, retardo no crescimento, osteoporose e supressão adrenal. As crianças tratadas com medicamentos imunossupressores são mais suscetíveis a infecções do que as crianças saudáveis. Varicela e sarampo, por exemplo, podem apresentar conseqüências mais graves ou até mesmo fatais em crianças recebendo tratamento com corticosteróides imunossupressores. Nestas crianças, ou em adultos que não tenham contraído estas doenças, devese ter cautela especial para evitar tal exposição. Se ocorrer exposição, pode-se usar terapia com imunoglobulina anti-varicela-zoster (VZIG) ou “pool” de imunoglobulina intravenosa (IVIG), quando apropriado. Em caso de desenvolvimento de varicela, pode ser considerado o tratamento com agentes antivirais. Grupos de risco – Nos pacientes com insuficiência hepática, pode ser necessária uma redução da dose. No tratamento de doenças hepáticas crônicas ativas com prednisolona, as principais reações adversas, como fratura vertebral, diabete, hipertensão, catarata e síndrome de Cushing, ocorreram em cerca de 30% dos pacientes. Nos pacientes com hipotireoidismo e naqueles com cirrose existe efeito acentuado dos corticosteróides. 6 Pacientes com tuberculose ativa ou quiescente duvidosa, não devem utilizar PREDSIM, exceto como adjuvante ao tratamento com fármacos tuberculostáticos, pois pode ocorrer recidiva da doença. A quimioprofilaxia é indicada durante o tratamento prolongado com corticosteróide. Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina ou efedrina pode aumentar o metabolismo dos corticosteróides, reduzindo seus efeitos terapêuticos. Pacientes em tratamento com corticosteróides e estrógenos devem ser observados em relação à exacerbação dos efeitos do corticosteróide. O uso concomitante de corticosteróides com diuréticos depletores de potássio pode intensificar a hipocalemia. O uso dos corticosteróides com glicósidos cardíacos pode aumentar a possibilidade de arritmias ou intoxicação digitálica associada à hipocalemia. Os corticosteróides podem potencializar a depleção de potássio causada pela anfotericina B. Deve-se acompanhar com exames laboratoriais (dosagem principalmente de potássio) todos os pacientes em tratamento com associação desses medicamentos. O uso de corticosteróides com anticoagulantes cumarínicos pode aumentar ou diminuir os efeitos anticoagulantes, podendo haver necessidade de ajustes posológicos. Os efeitos dos antiinflamatórios não-esteróides ou do álcool, somados aos dos glicocorticóides podem resultar em aumento da incidência ou gravidade de úlceras gastrintestinais. Os corticosteróides podem reduzir as concentrações plasmáticas de salicilato. Nas hipoprotrombinemias, o ácido acetilsalicílico deve ser usado com precaução quando associado aos corticosteróides. Quando os corticosteróides são indicados em diabéticos, pode ser necessário ajuste no hipoglicemiante oral ou na insulina. Tratamento com glicocorticóides pode inibir a resposta à somatotropina.

REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas a PREDSIM têm sido do mesmo tipo das relatadas para outros corticosteróides e normalmente podem ser revertidas ou minimizadas com a redução da dose, sendo isto preferível à interrupção do tratamento com o fármaco. Estas incluem: Alterações hidroeletrolíticas – Retenção de sódio e água, insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis, perda de potássio, alcalose hipocalêmica, hipertensão. Alterações osteoarticulares e osteomusculares – fraqueza muscular, miopatia, perda de massa muscular, agravamento dos sintomas da miastenia gravis, osteoporose, necrose assética da cabeça do fêmur e do úmero, fratura patológica de ossos longos e vértebras, ruptura do tendão. Alterações gastrintestinais – Úlcera péptica com possível perfuração e hemorragia, pancreatite, distensão abdominal, esofagite ulcerativa. 7 Alterações dermatológicas – Petéquias e equimoses, eritema facial, retardo na cicatrização, atrofia cutânea, sudorese excessiva, supressão da reação a testes cutâneos, urticária, edema angioneurótico, dermatite alérgica. Alterações neurológicas – Convulsões, aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral) geralmente após tratamento; vertigem, cefaléia. Alterações endócrinas – Irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado Cushingóide, insuficiência adrenal ou hipofisária secundária, principalmente em casos de estresse (cirurgias, trauma ou doença), redução da tolerância aos carboidratos, manifestação de diabetes mellitus latente, aumento da necessidade de insulina ou hipoglicemiantes orais em pacientes diabéticos, supressão do crescimento fetal ou infantil. Alterações oftálmicas – Catarata subcapsular posterior, aumento da pressão intra-ocular, glaucoma, exoftalmia. Alterações metabólicas – Balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo protéico. Alterações psiquiátricas – Euforia, depressão grave com manifestações psicóticas, alterações da personalidade, hiperirritabilidade, insônia, alterações do humor. Alterações em exames laboratoriais – Os corticosteróides podem alterar o teste de “Nitroblue tetrazolium” para infecções bacterianas e produzir resultados falso-negativos. Os corticóides podem suprimir as reações de testes cutâneos.

POSOLOGIA

As necessidades posológicas são variáveis e devem ser individualizadas tendo por base a gravidade da doença e a resposta do paciente ao tratamento.

Adultos

A dose inicial de PREDSIM para adultos pode variar de 5 a 60 mg diários, dependendo da doença em tratamento. Em situações de menor gravidade, doses mais baixas deverão ser suficientes, enquanto que determinados pacientes necessitam de doses iniciais elevadas. A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que se observe resposta clínica favorável. Se, após um período de tratamento, não ocorrer resposta clínica satisfatória, PREDSIM deve ser descontinuado e outra terapia apropriada deve ser instituída.

Crianças

A dose pediátrica inicial pode variar de 0,14 a 2 mg/kg de peso por dia, ou de 4 a 60 mg por metro quadrado de superfície corporal por dia, administrados de 1 a 4 vezes por dia. Posologias para recém-nascidos e crianças devem ser orientadas segundo as mesmas considerações feitas para adultos, ao invés de se adotar rigidez estrita aos índices para idade ou peso corporal. Após observação de resposta favorável, deve-se determinar a dose adequada de manutenção, mediante diminuição da dose inicial, realizada por pequenos decréscimos a intervalos de tempo apropriados, até que a menor dose para manter uma resposta clínica adequada seja obtida. PREDSIM pode ser administrado em um regime de dias alternados a pacientes que necessitem de terapia prolongada, de acordo com o julgamento do médico. Caso ocorra um período de remissão espontânea em uma afecção crônica, o tratamento deverá ser descontinuado. A exposição do paciente a situações de estresse não relacionadas à doença básica sob tratamento pode necessitar de aumento da dose de PREDSIM. Em caso de descontinuação do medicamento após tratamento prolongado, deve-se reduzir a dose gradualmente.

MODO DE USAR

Instruções de uso da pipeta dosadora e adaptador do frasco:

1. Abrir o frasco do medicamento e desembalar a pipeta dosadora e o adaptador de frasco.

2. Colocar o adaptador no bocal do frasco com firmeza.

3. Adaptar a pipeta dosadora no adaptador de frasco .

4. Virar o frasco e aspirar a medida desejada. Puxar cuidadosamente o êmbolo, medindo a quantidade exata em ml, conforme a posologia recomendada pelo seu médico.

5. Retirar a pipeta dosadora.

6. Esvaziar a pipeta lentamente na boca, com a cabeça inclinada para trás.

7. Tampar o frasco sem retirar o adaptador.

8. Lavar bem a pipeta dosadora com água corrente. Observações: O adaptador e a pipeta dosadora são de uso exclusivo para administração de Predsim por via oral. O manuseio da pipeta dosadora deve ser feito somente por adultos.

SUPERDOSAGEM Superdose aguda com glicocorticóides, incluindo prednisolona, não deve levar a situações de risco de morte. Exceto em doses extremas, poucos dias em regime de alta dose com glicocorticóides é improvável que produzam resultados nocivos, na ausência de contra-indicações específicas, como em pacientes com diabetes mellitus, glaucoma ou úlcera péptica ativa, ou em pacientes que estejam fazendo uso de medicações como digitálicos, anticoagulantes cumarínicos ou diuréticos depletores de potássio. O seu tratamento inclui a indução de êmese ou através de lavagem gástrica. As possíveis complicações associadas devem ser tratadas especificamente.

PACIENTES IDOSOS

É recomendada cautela em pacientes idosos, pois eles são mais suscetíveis às reações adversas.

MS 1.0093.0207 Farm. Resp.: Lucia Lagos Hammes – CRF-RJ 2.804

MANTECORP INDÚSTRIA QUÍMICA E FARMACÊUTICA LTDA. Estrada dos Bandeirantes, 3.091 – Rio de Janeiro – RJ CNPJ: 33.060.740/0001-72 — Indústria Brasileira *Marca de Fábrica VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Central de Atendimento 08000117788 – Cx. Postal 18388 – CEP 04626-970 O número de lote, a data de fabricação e o término do prazo de validade estão gravados na embalagem externa deste produto. pre6/jul/06

Bula do Predsim 11mg/ml (Anti inflamatório)

PredsimBula do PREDSIM:

fosfato sódico de prednisolona

Gotas

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES

PREDSIM Gotas 11 mg/ml é indicado para uso oral.

PREDSIM Gotas 11 mg/ml apresenta-se em frascos conta-gotas com 20ml (cada ml contém 20 gotas).

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

PREDSIM Gotas 11 mg/ml – Cada 1 ml contém 14,74 mg de fosfato sódico de prednisolona, equivalente a 11 mg de prednisolona base.

Componentes inativos: álcool etílico, aroma de frutas roxas, benzoato de sódio, ciclamato de sódio, mentol, edetato dissódico, fosfato de sódio dibásico anidro, fosfato de sódio monobásico monohidratado, sacarina sódica, sorbitol, sucralose e água.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

PREDSIM possui potente ação contra processos inflamatórios, incluindo processos inflamatórios das articulações e processos alérgicos, sendo utilizado no tratamento de distúrbios que respondem aos hormônios corticosteróides. O tempo estimado para o início de ação deste medicamento é de 1 hora.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

PREDSIM é indicado para o tratamento de doenças endócrinas (das glândulas), osteoarticulares e osteomusculares (dos ossos, articulações e músculos), reumáticas, do colágeno, dermatológicas (de pele), alérgicas, oftálmicas (dos olhos), respiratórias, hematológicas (do sangue), neoplásicas, nefrológicas (dos rins), gastrintestinais (do estômago e intestino), neurológicas e outras, que respondam à terapia com corticosteróides. A terapia corticosteróide hormonal é complementar à terapia convencional.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Contra-indicações

PREDSIM é contra-indicado em pacientes com infecções não controladas, infecções sistêmicas por fungos, hipersensibilidade à prednisolona ou a outros corticosteróides ou a qualquer componente de sua fórmula.

Não utilize PREDSIM Gotas se você já teve qualquer alergia ou alguma reação incomum a qualquer um dos componentes da fórmula do produto. Advertências Poderão ser necessários ajustes posológicos durante remissões ou piora da doença em tratamento; resposta individual ao tratamento; e exposição do paciente a situações de estresse emocional ou físico, tais como: infecção grave, cirurgia ou traumatismo. 2 Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais de infecção, e novas infecções podem surgir durante sua administração. Quando os corticosteróides são usados, pode ocorrer diminuição na resistência ou dificuldade em localizar a infecção. O efeito dos corticosteróides é aumentado em pacientes com hipotireoidismo (doença da tireóide) e cirrose (doença do fígado). Os corticosteróides podem agravar condições preexistentes de instabilidade emocional ou tendências psicóticas. Transtornos psíquicos podem ocorrer durante a terapia com corticosteróides. É aconselhável cautela em relação a: colite ulcerativa inespecífica (inflamação do intestino), quando houver possibilidade de perfuração; abscesso ou outra infecção piogênica (infecção por microorganismo); diverticulite; anastomose intestinal (cirurgia do intestino) recente; úlcera péptica; insuficiência renal; hipertensão; osteoporose; e miastenia gravis (fraqueza dos músculos). Como as complicações provenientes do tratamento com corticosteróides são relacionadas à dose e duração do tratamento, deve-se fazer uma avaliação risco/benefício para cada paciente. O uso prolongado de corticosteróides pode produzir catarata (cegueira) subcapsular posterior, glaucoma com risco de lesão do nervo ótico e aumento do risco de infecções oculares secundárias por fungos ou vírus. Altas doses de corticosteróides, bem como doses habituais, podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água e aumento da excreção de potássio. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio. Considerar a possibilidade de dieta hipossódica (sem sódio) e suplementação de potássio, quando os corticosteróides forem utilizados. O tratamento com corticosteróides na tuberculose ativa deve estar restrito aos casos de tuberculose fulminante ou disseminada, nos quais o corticosteróide é usado associadamente ao esquema antituberculoso adequado. Caso haja indicação de corticosteróide em tuberculose latente ou reatividade à tuberculina, torna-se necessário acompanhamento contínuo do seu médico. Durante terapia prolongada, esses pacientes devem receber quimioprofilaxia. Se a rifampicina for utilizada em um programa quimioprofilático, seu efeito intensificador do metabolismo hepático dos corticosteróides deve ser considerado; ajustando-se a dose, se necessário. A menor dose possível de corticosteróides deve ser usada no controle da condição sob tratamento. Quando é possível, a redução da dose deve ser gradual. A corticoterapia pode alterar a motilidade e o número de espermatozóides. Uso Durante a Gravidez e Amamentação Uma vez que não existem estudos adequados sobre reprodução humana e corticosteróides, o uso de PREDSIM em gestantes, mulheres no período de amamentação ou com suspeita de gravidez, requer que o médico avalie os possíveis benefícios em relação aos riscos potenciais para a mãe, o embrião, o feto ou o recém-nascido. Recém-nascidos de mães que receberam doses altas de corticosteróides, durante a gravidez, devem ser observados quanto a sinais de hipoadrenalismo. PREDSIM não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista. O fármaco é excretado no leite materno; portanto, a administração a lactantes não é recomendada. 3 Uso em Crianças As crianças que utilizam esteróides, em longo prazo, devem ser cuidadosamente observadas em relação ao aparecimento de reações adversas graves potenciais, como: obesidade, retardo no crescimento, osteoporose e supressão adrenal. As crianças tratadas com medicamentos imunossupressores são mais suscetíveis a infecções do que as crianças saudáveis. Varicela e sarampo, por exemplo, podem apresentar conseqüências mais graves ou até mesmo fatais em crianças recebendo tratamento com corticosteróides imunossupressores. Nestas crianças, ou em adultos que não tenham contraído estas doenças, deve-se ter cautela especial para evitar tal exposição. Se ocorrer exposição, procure imediatamente o seu médico para iniciar o tratamento adequado. Pode-se usar terapia com imunoglobulina antivaricela-zoster (VZIG) ou “pool” de imunoglobulina intravenosa (IVIG), quando apropriado. Em caso de desenvolvimento de varicela, pode ser considerado o tratamento com agentes antivirais. Uso em Idosos É recomendada cautela em pacientes idosos, pois eles são mais suscetíveis às reações adversas. Grupos de Risco Nos pacientes com insuficiência hepática (doença do fígado), pode ser necessária uma redução da dose. No tratamento de doenças hepáticas crônicas ativas com prednisolona, as principais reações adversas, como: fratura vertebral, diabete, hipertensão, catarata e síndrome de Cushing, ocorreram em cerca de 30% dos pacientes. Nos pacientes com hipotireoidismo e naqueles com cirrose, existe efeito acentuado dos corticosteróides. Pacientes com tuberculose ativa ou sem sintomas não devem utilizar PREDSIM, exceto como adjuvante ao tratamento com fármacos que tratam a tuberculose, pois pode ocorrer recidiva da doença. A quimioprofilaxia é indicada durante o tratamento prolongado com corticosteróide. Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento. Não contém açúcar. Precauções Poderá ser necessário monitoramento por período de até um ano após o término de tratamento prolongado ou com doses altas de corticosteróides. Insuficiência da glândula supra-renal, induzida por medicamento, pode ser resultante de retirada rápida do corticosteróide, podendo ser evitada mediante redução gradativa da dose. Tal insuficiência relativa pode persistir meses após a descontinuação da terapia; por essa razão, se ocorrer estresse durante este período, a corticoterapia deverá ser reiniciada. Se o paciente já estiver fazendo uso de corticosteróide, a dose poderá ser aumentada, uma vez que a secreção do hormônio mineralocorticóide (hormônio que regula o metabolismo do sal e que também é produzido pela glândula supra-renal) pode estar diminuída; sal e/ou hormônio mineralocorticóide deve ser administrado concomitantemente. Recomenda-se uso cauteloso em pacientes com herpes simples oftálmico pelo risco de perfuração da córnea. Outras imunizações também deverão ser evitadas, principalmente nos pacientes que estão recebendo altas doses de corticosteróides, pelos possíveis riscos de complicações neurológicas e ausência de resposta de anticorpos. Entretanto, imunizações podem ser realizadas nos pacientes que estejam fazendo uso de corticosteróides como terapia substitutiva, como, por exemplo, para a doença de Addison. 4 Pacientes que estejam fazendo uso de doses imunossupressoras de corticosteróides devem evitar exposição à varicela ou ao sarampo e, se expostos, devem receber atendimento médico, principalmente nos casos com crianças. O crescimento e desenvolvimento de recém-nascidos e crianças sob corticoterapia prolongada devem ser cuidadosamente acompanhados uma vez que este tipo de tratamento pode alterar o crescimento e inibir a produção endógena de corticosteróides. Interações medicamentosas O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina ou efedrina pode aumentar o metabolismo dos corticosteróides, reduzindo seus efeitos terapêuticos. Pacientes em tratamento com corticosteróides e estrógenos devem ser observados em relação à exacerbação dos efeitos do corticosteróide. O uso concomitante de corticosteróides com diuréticos depletores de potássio pode intensificar a hipocalemia. O uso dos corticosteróides com glicósidos cardíacos pode aumentar a possibilidade de arritmias ou intoxicação digitálica associada à hipocalemia. Os corticosteróides podem potencializar a depleção de potássio causada pela anfotericina B. Deve-se acompanhar com exames laboratoriais (dosagem principalmente de potássio) todos os pacientes em tratamento com associação desses medicamentos. O uso de corticosteróides com anticoagulantes cumarínicos pode aumentar ou diminuir os efeitos anticoagulantes, podendo haver necessidade de ajustes posológicos. Os efeitos dos antiinflamatórios não-esteróides ou do álcool, somados aos dos glicocorticóides, podem resultar em aumento da incidência ou gravidade de úlceras gastrintestinais. Os corticosteróides podem reduzir as concentrações plasmáticas de salicilato. Nas hipoprotrombinemias, o ácido acetilsalicílico deve ser usado com precaução quando associado aos corticosteróides. Quando os corticosteróides são indicados em diabéticos, pode ser necessário ajuste no hipoglicemiante oral ou na insulina. Tratamento com glicocorticóides pode inibir a resposta à somatotropina. Converse com seu médico sobre outros medicamentos que esteja tomando ou pretende tomar, pois poderá interferir na ação de PREDSIM. Deve-se evitar a ingestão de alimentos contendo sódio devido à ação retentora de sódio dos corticosteróides. Alterações em Exames Laboratoriais Os corticosteróides podem alterar o teste de “Nitroblue tetrazolium” para infecções bacterianas e produzir resultados falso-negativos. Os corticóides podem suprimir as reações de testes cutâneos. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Não há contra-indicação relativa a faixas etárias. Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Aspecto físico Verifique se o medicamento que você adquiriu possui as seguintes características: PREDSIM Gotas é uma solução oral límpida a amarelada. Características organolépticas PREDSIM Gotas apresenta aroma artificial de frutas roxas.

Dosagem

As necessidades posológicas são variáveis e devem ser individualizadas, tendo por base a gravidade da doença e a resposta do paciente ao tratamento.

Adultos

A dose inicial de PREDSIM para adultos pode variar de 5 a 60 mg diários, dependendo da doença em tratamento. Em situações de menor gravidade, doses mais baixas deverão ser suficientes, enquanto que determinados pacientes necessitam de doses iniciais elevadas. A dose inicial deverá ser mantida ou ajustada até que se observe resposta clínica favorável. Se, após um período de tratamento, não ocorrer resposta clínica satisfatória, PREDSIM deve ser descontinuado e outra terapia apropriada deve ser instituída.

Crianças

A dose pediátrica inicial pode variar de 0,14 a 2 mg/kg de peso por dia, ou de 4 a 60 mg por metro quadrado de superfície corporal por dia, administrada de 1 a 4 vezes por dia. Posologias para recém-nascidos e crianças devem ser orientadas segundo as mesmas considerações feitas para adultos, ao invés de se adotar rigidez estrita aos índices para idade ou peso corporal. Após observação de resposta favorável, deve-se determinar a dose adequada de manutenção, mediante diminuição da dose inicial, realizada por pequenos decréscimos a intervalos de tempo apropriados, até que a menor dose para manter uma resposta clínica adequada seja obtida. PREDSIM pode ser administrado em um regime de dias alternados a pacientes que necessitem de terapia prolongada, de acordo com o julgamento do médico. Caso ocorra um período de remissão espontânea em uma afecção crônica, o tratamento deverá ser descontinuado. A exposição do paciente a situações de estresse, não relacionadas à doença básica sob tratamento, pode resultar em necessidade de aumento da dose de PREDSIM. Em caso de descontinuação do medicamento, após tratamento prolongado, deve-se reduzir a dose gradualmente. A dose média inicial de prednisolona para crianças é de 1 mg/kg/dia, o que corresponde a 2 gotas/kg/dia, podendo ser tomada em dose única ou ser dividida em até 4 doses. PREDSIM Gotas é indicado para uso oral e deve ser utilizado de acordo com as instruções do item “Dosagem”. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

As reações adversas a PREDSIM têm sido do mesmo tipo das relatadas para outros corticosteróides e normalmente podem ser revertidas ou minimizadas com a redução da dose, sendo isto preferível à interrupção do tratamento com o fármaco. Ocorrem efeitos tóxicos com todas as preparações de corticosteróides e sua incidência elevase se a dose aumenta muito acima de 8 mg/dia de prednisolona ou seu equivalente: Freqüência de incidência de reações pós-comercialização: (> 5%) Alterações gastrintestinais – Aumento de apetite e indigestão. Alterações neurológicas – Nervosismo, cansaço e insônia. (1-5%) Alterações dermatológicas – Reações alérgicas locais. Alterações gastrintestinais – Úlcera péptica (ulceração do estômago e/ou duodeno) com possível perfuração e hemorragia (sangramento), pancreatite (inflação do pâncreas) e esofagite ulcerativa (ulceração no esôfago). Alterações oftálmicas – Catarata, glaucoma (aumento da pressão intra-ocular) e exoftalmia (projeção do globo ocular para frente). O estabelecimento de infecções secundárias por fungos ou vírus dos olhos pode também ser intensificado. Alterações endócrinas – Redução da tolerância aos carboidratos, manifestação de diabetes mellitus latente e aumento da necessidade de insulina ou hipoglicemiantes orais (medicamentos que diminuem a glicose no sangue) em pacientes diabéticos. O tratamento com doses elevadas de corticosteróides pode induzir o aumento acentuado dostriglicérides no sangue, com plasma leitoso. (< 1%) Alterações dermatológicas – Eritema facial (face avermelhada), retardo na cicatrização, atrofia cutânea, sudorese excessiva (aumento do suor), urticária, edema angioneurótico e dermatite alérgica. Facilidade em ter hematoma, barba, acne na face, peito e costas e estrias avermelhadas nas coxas, nádegas e ombros. Alterações neurológicas – Convulsões, aumento da pressão intracraniana com papiledema (pseudotumor cerebral) geralmente após tratamento; vertigem (tontura), cefaléia (dor de cabeça), atividade motora aumentada, alterações isquêmicas de nervos, alterações no eletroencefalograma e crises. Alterações psiquiátricas – Euforia, depressão grave com manifestações psicóticas, alterações da personalidade, hiperirritabilidade, insônia e alterações do humor. Alterações endócrinas – Irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado Cushingóide, insuficiência adrenal ou hipofisária secundária, principalmente em casos de estresse (cirurgias, trauma ou doença) e supressão do crescimento fetal ou infantil.

Em alguns homens, o uso de corticosteróides resultou em aumento ou diminuição da motilidade e do número de espermatozóides. Alterações gastrintestinais – Náusea, vômitos, perda do apetite (que pode resultar em perda de peso), diarréia ou prisão de ventre, distensão abdominal e irritação do estômago. Alterações hidroeletrolíticas – Retenção de sódio (sal) e água, insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis, alcalose hipocalêmica (perda de potássio) e hipertensão. Alterações osteoarticulares e osteomusculares – Miopatia (fraqueza muscular), perda de massa muscular, agravamento dos sintomas da miastenia gravis, osteoporose, necrose assética (morte das células) da cabeça do fêmur e do úmero, fratura patológica de ossos longos e vértebras e ruptura do tendão. Alterações metabólicas – Balanço nitrogenado negativo devido ao catabolismo protéico. Junto com os efeitos necessários para seu tratamento, os medicamentos podem causar efeitos não desejados. Apesar de nem todos estes efeitos colaterais ocorrerem, você deve procurar atendimento médico caso algum deles ocorra.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?

Sintomas Não foram relatados os efeitos de ingestão acidental de grandes quantidades de prednisolona em um curto período de tempo. O que fazer antes de procurar socorro médico? Devem-se evitar a provocação de vômitos e a ingestão de alimentos ou bebidas. O mais indicado é procurar um serviço médico, tendo em mãos a embalagem do produto e, de preferência, sabendo-se a quantidade exata de medicamento ingerida. Pode-se, alternativamente, solicitar auxílio ao Centro de Assistência Toxicológica da região, o qual deve fornecer as orientações para a superdose em questão. Superdose aguda com glicocorticóides, incluindo prednisolona, não deve levar a situações de risco de morte. Exceto em doses extremas, poucos dias em regime de alta dose com glicocorticóides torna improvável a produção de resultados nocivos, na ausência de contraindicações específicas, como em pacientes com diabetes mellitus (diabete), glaucoma ou úlcera péptica ativa, ou em pacientes que estejam fazendo uso de medicações, como: digitálicos, anticoagulantes cumarínicos (medicamento para o coração) ou diuréticos depletores de potássio. O seu tratamento inclui a indução de emese (vômito) ou através de lavagem gástrica. As possíveis complicações associadas devem ser tratadas especificamente. Este medicamento deve ser usado somente na dose recomendada. Se você utilizar grande quantidade deste medicamento, procure imediatamente socorro médico, levando a bula do produto.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

PREDSIM Gotas deve ser guardado em sua embalagem original, em local com temperatura entre 15ºC e 30ºC, protegido da luz. O prazo de validade de PREDSIM Gotas encontra-se gravado na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

DIZERES LEGAIS MS 1.0093.0257

Farm. Resp.: Lucia Lago Hammes – CRF-RJ 2.804 MANTECORP INDÚSTRIA QUÍMICA E FARMACÊUTICA LTDA.

Estrada dos Bandeirantes, 3.091 – Rio de Janeiro – RJ CNPJ: 33.060.740/0001-72 – Indústria Brasileira * Marca de Fábrica VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA (logo)

Central de Atendimento 08000 117788 O número do lote, a data de fabricação e o término do prazo de validade estão gravados na embalagem externa deste produto.