Bula do Vascase Plus (Anti hipertensivo)

Vascase-PlusBula do Vascase® Plus:
cilazapril + hidroclorotiazida
Anti-hipertensivo, inibidor da enzima conversora
da angiotensina (ECA) e diuréticos

 

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Nome do produto: Vascase® Plus
Nome genérico: cilazapril + hidroclorotiazida

 

Forma farmacêutica, via de administração e apresentação
Comprimidos revestidos (ranhurados). Uso oral. Caixa com 28 comprimidos revestidos.

 

USO ADULTO

 

Composição
Princípios ativos: cada comprimido revestido contém 5 mg de cilazapril + 12,5 mg de
hidroclorotiazida.
Excipientes: lactose, amido de milho, hipromelose, talco, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio
e óxido de ferro vermelho.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações abaixo. Caso não esteja seguro a
respeito de determinado item, favor informar ao seu médico.

 

1. AÇÃO DO MEDICAMENTO
O Vascase® Plus contém em sua formulação duas substâncias: o cilazapril, um agente antihipertensivo
e a hidroclorotiazida, um diurético.

 

2. INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
É indicado para o tratamento da pressão alta.

 

3. RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
O Vascase® Plus só deve ser usado quando receitado pelo médico. Este medicamento é bem
tolerado pela maioria dos pacientes, porém, informe seu médico:
− Se estiver tomando outros medicamentos e quais são eles. Não use e não misture remédios por
conta própria;
− Caso ocorra gravidez durante o tratamento com Vascase® Plus, informe imediatamente a seu
médico;

 

Precauções e Advertências
Gerais: Vascase® Plus não deve ser utilizado em pacientes com estenose aórtica ou obstrução
de via de saída de ventrículo esquerdo.
Insuficiência hepática: Os inibidores da ECA tem sido associados a uma síndrome que se inicia
com icterícia colestática e progride para necrose hepática fulminante , e ocasionalmente a morte.
O mecanismo da síndrome é desconhecido. Pacientes em uso de inibidores de ECA que
desenvolverem icterícia ou elevação acentuada das enzimas hepáticas devem descontinuar a
medicação e receber acompanhamento médico adequado.
Neutropenia: Neutropenia e agranulocitose foram descritas com o uso de inibidores da ECA. A
monitorização periódica do leucograma de pacientes com doença vascular e renal como lupus
eritematoso sistêmico e escleroderma, ou em pacientes recebendo terapêutica imunossupressora
deve ser considerada particularmente naqueles com comprometimento da função renal.
Potássio Sérico: O efeito hipocalêmico da hidroclorotiazida é atenuado pelo efeito do cilazapril.
Em estudos clínicos, a hipercalemia foi raramente vista em pacientes em uso de Vascase ®Plus.
Os fatores de risco para o desenvolvimento de hipercalemia incluem insuficiência renal, diabetes
mellitus, e o uso de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio, e/ou substitutos
de sal contendo potássio, os quais devem ser utilizados com cautela se o paciente estiver em uso
de Vascase ®Plus. A monitorização freqüente do potássio sérico deve ser realizada se estes
fatores de risco estiverem presentes.
Efeitos Metabólicos e Endócrinos: As tiazidas reduzem a excreção urinária de cálcio e podem
causar elevação dos níveis séricos de cálcio de modo intermitente na ausência de outros
distúrbios do metabolismo do cálcio. Hipercalcemia acentuada pode desvendar a presença de um
hiperparatireoidismo oculto. Tiazidas devem ser interrompidas antes de serem realizados testes
para a função das paratireóides.
A hidroclorotiazida tem sido associada a ataques agudos de porfiria e deve ser evitada em
pacientes portadores de porfiria.
Hiperuricemia pode ocorrer e mesmo precipitar ataques de gota em pacientes em uso de tiazidas.
Diabetes: A administração de inibidores de ECA em pacientes com diabetes mellitus pode
potenciar o efeito hipoglicemiante dos hipoglicemiantes orais ou da insulina.
Hiperglicemia pode ocorrer com o uso de diuréticos tiazídicos em pacientes diabéticos. O ajuste
da dose de insulina ou do hipoglicemiante oral pode ser necessário. O diabetes mellitus latente
pode se tornar manifesto durante o uso de diuréticos tiazídicos.
Cirurgia, anestesia: O uso de inibidores da ECA em combinação com anestésicos em cirurgia
podem apresentar efeitos hipotensores e produzir hipotensão arterial. Se tal ocorrer, deve-se
proceder com infusão de volume intravenoso para expansão volumétrica e se a hipotensão for
resistente a tais medidas, a infusão de angiotensina II está indicada.
Hipersensibilidade/edema angioneurótico: Edema angioneurótico foi descrito em pacientes
tratados com inibidores da ECA incluindo o Vascase ®Plus.
As reações de hipersensibilidade podem ocorrer em pacientes com ou sem história prévia de
alergia ou asma brônquica com o uso de tiazídicos.
Hemodiálise/anafilaxia: Embora o mecanismo envolvido não esteja bem estabelecido, há
evidências clínicas que a hemodiálise com membranas de alto fluxo de poliacrilamida
metalilsulfato, hemofiltração ou aférese de LDL, se realizadas em pacientes em uso de inibidores
da ECA, incluindo o cilazapril, podem ocasionar uma reação de anafilaxia ou reação anafilactóide
incluindo choque, pondo em risco a vida do paciente. Nestes pacientes tais procedimentos devem
ser evitados.
As reações anafiláticas também podem ocorrer em pacientes em processo de dissensibilização
com veneno de cobra ou abelha que estiverem em uso de inibidores da ECA. Deste modo, o
cilazapril deve ser interrompido antes do processo de dissensibilização.
Pacientes com problemas hereditários de intolerância a galactose, a deficiência de Lapp lactase
ou má absorção glicose-galactose não devem tomar esta medicação.

Principais interações medicamentosas
Geralmente não se deve dar lítio com inibidores de ECA. Inibidores de ECA reduzem o clearance
renal do lítio e adicionam um disco de toxicidade do lítio.
Outras drogas que aumentaram a toxicidade foram relatadas quando administradas com tiazídicos
incluindo alopurinol a tetraciclina.
Um efeito aditivo pode ser observado quando Vascase® Plus for administrado em combinação
com outros agentes que diminuem a pressão arterial.
Assim como ocorre com os demais inibidores da ECA, o uso concomitante de Vascase® Plus e
um antiinflamatório não esteróide pode diminuir o efeito anti-hipertensivo de Vascase® Plus.

 

Gravidez e amamentação
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou
do cirurgião-dentista.
Mulheres grávidas devem ser informadas dos potencias riscos para o feto e não devem tomar
Vascase® Plus durante a gravidez.
Embora não haja nenhuma experiência com Vascase® Plus, o uso de inibidores da ECA na
gravidez humana tem sido associada com oligohidrâmino, restrição de crescimento intra-uterino,
hipotensão neonatal, anúria e displasia tubular renal. Ademais, a exposição fetal aos inibidores
de ECA durante o primeiro trimestre da gravidez tem sido associada com o aumento do risco de
malformações cardiovasculares (septo atrial e/ou ventricular, estenose pulmonar, ductus
arteriosus patente) e sistema nervoso central (microcefalia, spina bífida) e risco aumentado de
malformações renais.
Tiazidas atravessam a barreira placentária e podem ocasionar icterícia neonatal, trombocitopenia
e alterações eletrolíticas após o uso materno. A redução do volume sanguíneo materno pode
afetar a perfusão placentária.
Vascase® Plus não deve ser administrado a mulheres grávidas.
Mulheres que estejam amamentando devem informar o médico desta condição, antes de iniciar o
tratamento com Vascase® Plus.
Não é conhecido se o cilazaprilato passa para o leite materno, mas estudos em ratos indicam que
sim. A hidroclorotiazida passa para o leite materno. Vascase® Plus não deve ser usado em
mulheres que estiverem amamentando.

 

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
Como ocorre com outros inibidores ECA, não se espera um prejuízo de desempenho em
atividades que requeiram alerta mental completa (por exemplo, dirigir um veículo motorizado),
com a administração com Vascase® Plus. Entretanto, pode ocorrer tontura ocasionalmente (vide
Reações Adversas).
Este medicamento é contra-indicado na faixa etária pediátrica.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

 

4. MODO DE USO
Aspecto físico
Os comprimidos revestidos de Vascase® Plus possuem um formato oval cilíndrico e uma
coloração vermelha pálido.
Vascase® Plus deve ser administrado uma vez ao dia. Como a ingestão de alimentos não apresenta
uma influência clinicamente significativa em sua absorção, o Vascase® Plus pode ser administrado
antes ou após as refeições.
Os comprimidos devem ser tomados com um pouco de líquido, sempre às mesmas horas, todos os
dias.
Via de administração: uso oral.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.
Este medicamento não pode ser mastigado.

 

5. REAÇÕES ADVERSAS
Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.
Geralmente Vascase® Plus é bem aceito, mas, às vezes, podem surgir durante o tratamento
sintomas como: náuseas, dor de cabeça, vertigens, sensação de fraqueza, tosse, vermelhidão na
pele.
Pode ocorrer hiperglicemia em pacientes diabéticos, pela presença do componente diurético
hidroclorotiazida na formulação do produto. Caso isso ocorra, o médico deverá ajustar a dose de
insulina ou recomendar o uso de agentes hipoglicemiantes.
Queda da pressão arterial caracterizada por tontura ou escurecimento de vista pode surgir em
pacientes em tratamento com Vascase® Plus. Nesses casos, recomenda-se que o paciente fique
deitado e logo que possível entre em contato com o seu médico.

 

6. CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Não se dispõe de informações específicas sobre o tratamento de superdosagem com Vascase®
Plus. O tratamento deve ser interrompido e o paciente deve procurar auxílio médico/hospitalar.

 

7. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
Conservar em temperatura ambiente (entre 15º e 30ºC).
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades e efeitos
Vascase® Plus é uma combinação de cilazapril (um inibidor da enzima conversora da angiotensina)
e de hidroclorotiazida (um diurético tiazídico). Quando combinados, os efeitos anti-hipertensivos do
cilazapril e da hidroclorotiazida são aditivos, resultando em melhor resposta anti-hipertensiva do que a
dos dois componentes administrados isoladamente.
Vascase® Plus é altamente eficaz no tratamento da hipertensão e seu efeito se mantém durante 24
horas. O cilazapril é convertido em seu metabólito ativo, o cilazaprilato, um inibidor específico de
longa ação da enzima conversora da angiotensina (ECA) que suprime o sistema renina-angiotensinaaldosterona
e dessa forma a conversão da angiotensina I inativa para angiotensina II, o qual é um
potente vasoconstritor. A hidroclorotiazida é um diurético que aumenta a atividade da renina
plasmática e a secreção da aldosterona resultando na diminuição do potássio sérico. O cilazapril, por
bloqueio do eixo angiotensina/aldosterona, atenua a perda do potássio associada com o uso do
diurético.
O uso em associação de cilazapril com a hidroclorotiazida resulta em uma maior redução da pressão
arterial através de mecanismos complementares.
Farmacocinética
Após administração oral do Vascase® Plus, o cilazapril é absorvido e rapidamente convertido em sua
forma ativa, o cilazaprilato. A biodisponibilidade do cilazaprilato, baseada em dados obtidos em
exames de urina, é de aproximadamente 60%. Concentrações plasmáticas máximas são alcançadas
dentro de duas horas. O cilazaprilato é eliminado sob forma inalterada pelos rins com uma meia-vida
de nove horas.
A hidroclorotiazida é rapidamente absorvida após administração oral de Vascase® Plus.
Concentrações plasmáticas máximas são alcançadas duas horas após a administração. A
biodisponibilidade da hidroclorotiazida, após administração oral, baseada em dados obtidos em
exames de urina, é de aproximadamente 65%. A hidroclorotiazida é eliminada de forma inalterada
pelos rins, com uma meia-vida de 7 a 11 horas.
Os valores de AUC aumentam proporcionalmente para o cilazaprilato e a hidroclorotiazida à medida
em que se aumentam as doses de cilazapril e hidroclorotiazida. Os parâmetros farmacocinéticos do
cilazaprilato não são alterados quando se aumentam as doses da hidroclorotiazida. A administração
concomitante de cilazapril com a hidroclorotiazida não altera a biodisponibilidade do cilazaprilato, do
cilazapril ou da hidroclorotiazida. A ingestão de alimentos junto com a administração de cilazapril e
hidroclorotiazida retarda o tmáx do cilazaprilato em 1,5 horas, reduz a Cmáx em 24%, retarda o tmáx da
hidroclorotiazida em 1,4 horas, reduz a Cmáx em 14%, sem afetar a biodisponibilidade de ambas as
drogas como demonstrado pelo valor de AUC (0

Bula do Vascase 5 mg (Anti hipertensivo)

Vascase-5-mgBula do Vascase® 5 mg:
cilazapril
Anti-hipertensivo, inibidor da enzima conversora da angiotensina (ECA)

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Nome do produto: Vascase®
Nome genérico: cilazapril
Forma farmacêutica, via de administração e apresentações:
Uso oral.
– Comprimidos (ranhurados) 1 mg em caixas com 28 comprimidos revestidos.
– Comprimidos (ranhurados) 2,5 mg em caixas com 14 e 28 comprimidos revestidos.
– Comprimidos (ranhurados) 5,0 mg em caixas com 14 e 28 comprimidos revestidos.

USO ADULTO
Composição
Princípio ativo: cada comprimido de Vascase® contém 1, 044 mg ou 2,610 mg ou 5,220 mg de cilazapril na forma monoidratada, que corresponde respectivamente à 1 mg, 2,5 mg e 5,0 mg de cilazapril como base livre.
Excipientes:
– Comprimidos (ranhurados) 1 mg: lactose, amido, hipromelose, talco, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.
– Comprimidos (ranhurados) 2,5 mg: lactose, amido, hipromelose, talco, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho e óxido de ferro amarelo.
– Comprimidos (ranhurados) 5,0 mg: lactose, amido, hipromelose, talco, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações abaixo. Caso não esteja seguro a respeito de determinado item, favor informar ao seu médico.

1. AÇÃO DO MEDICAMENTO
O Vascase® contém em sua fórmula uma substância, o cilazapril, indicado para pessoas com pressão alta. Vascase® é eficaz em todos os graus de hipertensão essencial bem como na hipertensão renal.

É destinado ao tratamento de primeira linha. O efeito anti-hipertensivo de Vascase® manifesta-se, normalmente, uma hora após sua administração; seu efeito máximo é obtido entre três a sete horas após a administração. Vascase® está indicado também para o tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, usualmente em associação com digitálicos e/ou diuréticos.

2. INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
Vascase® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão arterial essencial e renal. Vascase® está indicado também para o tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, geralmente como terapia adjunta aos digitálicos e/ou diuréticos.

3. RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
Você não deverá tomar Vascase® se for alérgico a qualquer substância contida no comprimido. Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

Advertências
Como outros inibidores da ECA, Vascase® deve ser usado com cautela em pacientes com estenose aórtica ou obstrução ao fluxo.
A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser estritamente seguida em idosos com insuficiência cardíaca crônica em uso de altas doses de diuréticos.

Precauções
Gerais
Como outros inibidores de ECA devem ser usados com cautela em pacientes com estenose aórtica ou com obstrução de fluxo de saída.
Insuficiência Hepática: Raramente, os inibidores da ECA tem sido associados com a síndrome que se inicia com icterícia colestática e progride para necrose hepática e eventualmente morte.
O mecanismo desta síndrome não é conhecido. Pacientes em uso de inibidores da ECA que desenvolvem icterícia ou elevação de transaminases devem interomper a medicação e seguir acompanhamento clínico.
Neutropenia: Neutropenia e agranulocitose foram raramente descritas com o uso de inibidores da ECA. Monitorização periódica da contagem de leucócitos deve ser considerada em pacientes com doença vascular e renal como lupus eritematoso sistêmico, escleroderma ou em pacientes recebendo terapêutica imunossupressora especialmente aqueles que apresentam também comprometimento da função renal.
Hipotensão sintomática: Ocasionalmente, tem sido relatada hipotensão sintomática associada ao uso de inibidores da ECA, particularmente em pacientes com depressão de sódio ou volume em decorrência de vômitos, diarréia, pré-tratamento com diuréticos, dieta pobre em sódio ou após diálise.
A hipotensão deve ser tratada com o paciente em repouso na posição supina com a infusão de salina ou expansores de volume. O paciente deve ser reavaliado e se os sintomas persistirem a dose do inibidor da ECA deve ser diminuída ou a medicação deve ser interrompidfa.
Pacientes com insuficiência cardíaca podem apresentar queda de pressão acentuada com o uso de inibidores da ECA. Entretanto, não foi reportado, em estudos clínicos, nenhum caso de hipotensão sintomática com o uso de 0,5 mg de Cilazapril.
Potássio sérico: A administração concomitante de diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio, podem levar ao aumento do potássio sérico, particularmente em pacientes com comprometimento da função renal. Deste modo, se estes forem utilizados concomitantemente, a dose de cilazapril deve ser reduzida.
Principais interações medicamentosas
Geralmente não se deve dar lítio com inibidores de ECA. Inibidores de ECA reduzem o clearence renal do lítio e adicionam um risco de toxicidade do lítio.
Um efeito aditivo pode ser observado quando Vascase® for administrado em combinação com outros agentes que diminuem a pressão arterial.
Os diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio administrados junto com Vascase® podem levar a aumentos do potássio sérico, particularmente em pacientes com insuficiência renal.
Assim como ocorre com os demais inibidores da ECA, o uso concomitante de Vascase® e um anti-inflamatório não esteróide pode diminuir o efeito anti-hipertensivo de Vascase®. Isto parece não ocorrer em pacientes tratados com Vascase® antes da administração de anti-inflamatórios não esteróides.
Não houve aumento das concentrações plasmáticas de digoxina quando Vascase® foi administrado concomitantemente. Não foram observadas interações clinicamente significantes quando Vascase® foi administrado concomitantemente a nitratos, diuréticos tiazídicos, furosemida, bloqueadores de receptores H2 e anticoagulantes cumarínicos.

Gravidez e amamentação
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Apesar de não haver experiências específicas com Vascase®, o uso de inibidores da ECA durante a gravidez humana tem sido associado com oligohidrâminos, restrição de desenvolvimento intrauterino, hipotensão neonatal, anúria e displasia tubular renal.
Adicionalmente, exposição fetal a inibidores de ECA durante o primeiro trimestre de gravidez tem sido associada a aumento de risco de malformações do sistema nervoso central (microcefalia e spina bifida) e cardiovascular ( defeito no septo ventricular e atrial, estenose pulmonar, ducto arterioso patente) e também um aumento do risco de malformação do rim.
Pacientes grávidas devem ser informadas dos riscos potenciais para o feto e não devem tomar Vascase® durante a gravidez.
Desconhece-se o fato de Vascase® passar para o leite materno, mas tendo em vista que os dados disponíveis em animais mostram a presença do cilazaprilato no leite de rata, não se deve administração de Vascase® a mulheres no período de amamentação.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas, quando for o caso.
Assim como outros inibidores de ECA, queda da desempenho em atividades que requerem alerta mental completo (exemplo dirigir veículo a motor) não é esperado com Vascase®. No entanto, nota-se que tontura pode ocorrer ocasionalmente.
Este medicamento é contra-indicado em crianças (não há estudos a respeito). Na população geriátrica, a dose inicial é de 0,5 mg e o paciente deve ser acompanhado de perto, principalmente se estiver utilizando altas doses de diurético para tratar a insuficiência cardíaca.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

4. Posologia
Vascase® deve ser administrado uma vez ao dia. Como a ingestão de alimentos não exerce influência clinicamente significativa em sua absorção, o Vascase® pode ser administrado antes ou após a refeição. A dose deve ser sempre administrada no mesmo horário.

Instruções posológicas especiais
Hipertensão essencial: A dose inicial recomendada é de 1 a 1,25 mg uma vez ao dia. A posologia deverá ser ajustada individualmente de acordo com a resposta da pressão arterial. A dose geralmente varia de 2,5 a 5,0 mg uma vez ao dia. Se a pressão arterial não for adequadamente controlada com 5 mg de Vascase® uma vez ao dia, um diurético não poupador de potássio poderá ser administrado concomitantemente, em dose baixa, para aumentar o efeito anti-hipertensivo.
Hipertensão renal: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com dose de 0,5 mg ou menos, uma vez que os inibidores da ECA podem determinar, nesses pacientes, maior diminuição da pressão arterial do que nos pacientes com hipertensão essencial. A dose de manutenção deve ser ajustada individualmente.
Pacientes hipertensos em uso de diuréticos: O diurético deve ser suspenso 2 a 3 dias antes do início do tratamento com Vascase® para reduzir a possibilidade de hipotensão sintomática. Ele poderá ser reiniciado posteriormente caso seja necessário. A dose inicial recomendada de Vascase® nestes pacientes é de 0,5 mg uma vez ao dia.
Insuficiência cardíaca congestiva: Vascase® pode ser usado como tratamento adjunto ao digital e/ou diuréticos em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A dose inicial recomendada é de 0,5 mg uma vez ao dia, sob supervisão médica. A dose deverá ser aumentada para a menor dose de manutenção, 1 mg ao dia, dependendo da tolerabilidade e estado clínico. Novos ajustes de dose devem ser realizados até o alcançe da dose de manutenção entre 1 a 2,5 mg dia, de acordo com a tolerabilidade e a resposta clínica do paciente. A dose máxima em geral é de 5 mg uma vez ao dia.
Estudos clínicos mostraram que o clearance de cilaziprilato estava correlacionado com o clearance de creatinina em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A recomendação de dose especial deve, portanto ser seguida em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e com insuficiência na função .

Insuficiência renal: Doses reduzidas podem ser necessárias em pacientes com disfunção renal, dependendo do clearance de creatinina.
Tabela 1: Programa de dosagem recomendado para pacientes com insuficiência renal
Clearance de creatinina
Dose inicial de Vascase®
(cilazapril)
Dose máxima de Vascase®
(cilazapril)
> 40 ml/min
1 mg uma vez ao dia
5 mg uma vez ao dia
10-40 ml/min
0,5 mg uma vez ao dia
2,5 mg uma vez ao dia
< 10 ml/min
0,25 – 0,5 mg uma ou duas vezes por semana, de acordo com a pressão arterial
Cirrose hepática: Em casos incomuns de pacientes com cirrose hepática que requerem tratamento com cilazapril, este deve ser iniciado com cautela na dose máxima de 0,5 mg ao dia, devido ao risco de hipotensão.
Pacientes idosos com hipertensão: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com 0,5 a 1,25 mg uma vez ao dia. Em seguida, a dose de manutenção deve ser ajustada de acordo com a tolerância individual, estado e resposta clínica.
Pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica: A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser acompanhada com cautela em pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica que recebem altas doses de diuréticos.
Crianças: Segurança e eficácia em crianças não foram estabelecidas. Portanto, a administração de cilazapril não é recomendada em crianças.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

Este medicamento não pode ser mastigado.

5. REAÇÕES ADVERSAS
Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis. Vascase® é, em geral, bem tolerado. Na maioria dos casos os efeitos adversos são transitórios, em grau leve ou moderado, não sendo necessária a interrupção do tratamento. Cefaléia e vertigens foram as reações mais freqüentemente relatadas pelos pacientes em tratamento com Vascase®. Outras reações adversas que ocorreram em menos de 2% dos pacientes tratados foram fadiga, hipotensão, dispepsia, náuseas, eritema e tosse. Esses efeitos foram observados, no mesmo grau de incidência, durante tratamento com outros inibidores da ECA.

6. CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
A administração de Vascase® até 160 mg em doses únicas a voluntários sadios não demonstrou efeitos indesejáveis sobre a pressão arterial, sendo os dados relativos à superdosagem escassos em pacientes. As manifestações mais prováveis são hipotensão, a qual pode ser grave, hipercalemia, hiponatremia e insuficiência renal com acidose metabólica. O tratamento deve ser principalmente de suporte e sintomático. Se necessário, cilazaprilato, a forma ativa do Vascase® pode ser parcialmente eliminada do organismo através da hemodiálise. Terapia específica com angiotensinamida pode ser considerada se a terapia convencional não for efetiva.

7. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
Vascase® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C).
Prazo de validade:
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa).
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Vascase® é um inibidor específico da enzima conversora da angiotensina (ECA), de ação prolongada, que suprime a atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona e portanto a conversão da angiotensina I em angiotensina II, que é um potente vasoconstritor.1 Nas doses recomendadas, o efeito de Vascase® em pacientes hipertensos ou pacientes com insuficiência cardíaca crônica é mantido por mais de 24 horas.
Em pacientes com função renal normal, o potássio sérico geralmente permanece dentro do limite da normalidade durante o tratamento com Vascase®. Nos pacientes em uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio, o potássio sérico pode aumentar. 2

Farmacocinética
O cilazapril, após absorvido, é rapidamente convertido em sua forma ativa, o cilazaprilato. A ingestão de alimentos imediatamente antes da administração de Vascase® retarda e reduz ligeiramente sua absorção, porém, isto é clinicamente irrelevante. A biodisponibilidade do cilazaprilato oral , baseado em dados obtidos em exames de urina, é de aproximadamente 60%. Concentrações plasmáticas máximas são alcançadas dentro de duas horas após administração e estão diretamente relacionadas à dose. O cilazaprilato inalterado é eliminado pelos rins, sua meia-vida é de nove horas após uma única dose diária.
Farmacocinética em populações especiais
Insuficiência renal: Em pacientes com disfunção renal, as concentrações plasmáticas do cilazaprilato são mais elevadas do que nos pacientes com função renal normal, porque seu clearance diminui quando o clearance da creatinina é baixo. Não há eliminação em pacientes com insuficiência renal grave, mas hemodiálise reduz as concentrações de cilazapril e cilazaprilato até um certo limite.
Pacientes idosos: Em pacientes idosos, cujas funções renais forem normais para a idade, as concentrações de cilazaprilato no plasma podem ser até 40% mais altas e o clearance até 20% mais baixo em comparação com pacientes mais jovens.
Insuficiência hepática: Em pacientes com cirrose no fígado concentrações plasmáticas aumentadas e redução do clearence renal e plasmático foram observados, com um importante efeito no cilazapril em vez de seu metabólito ativo, cilazaprilato.
Insuficiência cardíaca crônica: Em pacientes com insuficiência cardíaca crônica, o clearance de cilazaprilato está correlacionado com o clearance de creatinina. Portanto, os ajustes de dose além dos recomendados para pacientes com insuficiência renal não são necessários.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Hipertensão
Vascase® induz a redução da pressão diastólica e sistólica tanto em posição supina como em pé, geralmente sem provocar hipotensão ortostática. Vascase® é eficaz em todos os graus de hipertensão essencial assim como na hipertensão renal. Seu efeito anti-hipertensivo manifesta-se, normalmente, uma hora após sua administração, com efeito máximo observado entre três a sete horas após sua administração. Em geral, o ritmo cardíaco mantém-se estável. Vascase® não ocasiona taquicardia reflexa, embora possam ocorrer pequenas alterações do ritmo cardíaco clinicamente insignificantes. Em alguns pacientes, a redução da pressão arterial pode se atenuar ao final do período de intervalo entre as dosagens. O efeito anti-hipertensivo de Vascase® é mantido estável mesmo durante tratamento a longo prazo. Não foi observada elevação rápida da pressão arterial após interrupção abrupta do medicamento3
Em pacientes hipertensos com disfunção renal moderada a grave, a taxa de filtração glomerular e o fluxo sangüíneo renal normalmente permanecem inalterados com Vascase®, apesar da diminuição, clinicamente significativa, da pressão arterial. 4
Como ocorre com outros inibidores da ECA, os efeitos redutores da pressão arterial determinados pelo Vascase® podem ser menos pronunciados em pacientes da raça negra do que em outras raças. Entretanto, estas diferentes respostas, em função da raça, não são evidentes quando o Vascase® é administrado em combinação com a hidroclorotiazida.

Insuficiência Cardíaca Crônica
Em pacientes com insuficiência cardíaca crônica, o sistema simpático e renina-angiotensina-aldosterona geralmente estão ativados, levando ao aumento da vasoconstrição sistêmica e retenção de sódio e água. Ao suprimir o sistema renina-angiotensina-aldosterona, Vascase® melhora a insuficiência cardíaca reduzindo a resistência vascular sistêmica (pós-carga) e a pressão do leito capilar pulmonar (pré-carga) em pacientes em uso de diuréticos e/ou digital. Além disso, a tolerância ao exercício destes pacientes aumenta significativamente, demonstrando melhora na qualidade de vida. Os efeitos hemodinâmicos e clínicos ocorrem imediatamente e são persistentes.6

Referências bibliográficas
1.Natoff IL, Nixon JS, Francis RJ, et al. Biological properties of the angiotensin-converting enzyme inhibitor cilazapril J Cardiovasc Pharmacol 1985;7:569-80
2. Deget F, Brogden RN Cilazapril: a review of its pharmacodynamic and pharmacokinetic properties, and therapeutic potential in cardiovascular disease Drugs 1991;41:799-820
3. Kleinbloesem CH Cilazapril clinical pharmacology summary Research Report B-113363, July 6, 1988
4. Bailey J, Kovacs JL, Marcus N, et al. Multicenter study evaluating the short-term and long-term efficacy and safety of cilazapril (Inhibace®) therapy in patients with severe hypertension Protocol N 3121 D/K 11416 Research Report M-130488, August 1988
5. Sánchez RA, Traballi CA, Marcó EJ, et al. Long-term evaluation of cilazapril in severe hypertension Am J Med 1989;87:56S-60S.
6. Doessegger L, Nielsen T, Preston C, Arabatzis N Heart failure therapy with cilazapril: an overview J Cardiovasc Pharmacol 1994;24(3):S38-S41

3. INDICAÇÕES
Vascase® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão arterial essencial e renal. Vascase® está indicado também para o tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, geralmente como terapia adjunta aos digitálicos e/ou diuréticos.

4. CONTRA INDICAÇÕES
Vascase® está contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao cilazapril ou a outros inibidores da ECA e em pacientes com história prévia de angioedema causado por inibidores da ECA.
Vascase®, como outros inibidores da ECA, é contra-indicado durante a gravidez e lactação.

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSEVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Vascase® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C).
Prazo de validade:
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa).

6. POSOLOGIA
Vascase® deve ser administrado uma vez ao dia. Como a ingestão de alimentos não exerce influência clinicamente significativa em sua absorção, o Vascase® pode ser administrado antes ou após a refeição. A dose deve ser sempre administrada no mesmo horário.
Instruções posológicas especiais
Hipertensão essencial: A dose inicial recomendada é de 1 a 1,25 mg uma vez ao dia. A posologia deverá ser ajustada individualmente de acordo com a resposta da pressão arterial. A dose geralmente varia de 2,5 a 5,0 mg uma vez ao dia. Se a pressão arterial não for adequadamente controlada com 5 mg de Vascase® uma vez ao dia, um diurético não poupador de potássio poderá ser administrado concomitantemente, em dose baixa, para aumentar o efeito anti-hipertensivo.
Hipertensão renal: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com dose de 0,5 mg ou menos, uma vez que os inibidores da ECA podem determinar, nesses pacientes, maior diminuição da pressão arterial do que nos pacientes com hipertensão essencial. A dose de manutenção deve ser ajustada individualmente.
Pacientes hipertensos em uso de diuréticos: O diurético deve ser suspenso 2 a 3 dias antes do início do tratamento com Vascase® para reduzir a possibilidade de hipotensão sintomática. Ele poderá ser reiniciado posteriormente caso seja necessário. A dose inicial recomendada de Vascase® nestes pacientes é de 0,5 mg uma vez ao dia.
Insuficiência cardíaca congestiva: Vascase® pode ser usado como tratamento adjunto ao digital e/ou diuréticos em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A dose inicial recomendada é de 0,5 mg uma vez ao dia, sob supervisão médica. A dose deverá ser aumentada para a menor dose de manutenção, 1 mg ao dia, dependendo da tolerabilidade e estado clínico. Ajustes de dose adicionais devem ser realizados de acordo com a tolerabilidade e a resposta clínica do paciente. A dose máxima em geral é de 5 mg uma vez ao dia.
Estudos clínicos mostraram que o clearance de cilaziprilato estava correlacionado com o clearance de creatinina em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A recomendação de dose especial deve, portanto ser seguida em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e com insuficiência na função renal.
Insuficiência renal: Doses reduzidas podem ser necessárias em pacientes com disfunção renal, dependendo do clearance de creatinina.

Tabela 1: Programa de dosagem recomendado para pacientes com insuficiência renal
Clearance de creatinina
Dose inicial de Vascase®
(cilazapril)
Dose máxima de Vascase®
(cilazapril)
> 40 ml/min
1 mg uma vez ao dia
5 mg uma vez ao dia
10-40 ml/min
0,5 mg uma vez ao dia
2,5 mg uma vez ao dia
< 10 ml/min
0,25 – 0,5 mg uma ou duas vezes por semana, de acordo com a pressão arterial
————-
Cirrose hepática: Em casos incomuns de pacientes com cirrose hepática que requerem tratamento com cilazapril, este deve ser iniciado com cautela na dose máxima de 0,5 mg ao dia, devido ao risco de hipotensão.
Pacientes idosos com hipertensão: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com 0,5 a 1,25 mg uma vez ao dia. Em seguida, a dose de manutenção deve ser ajustada de acordo com a tolerância individual, estado e resposta clínica.
Pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica: A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser acompanhada com cautela em pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica que recebem altas doses de diuréticos.
Crianças: Segurança e eficácia em crianças não foram estabelecidas. Portanto, a administração de cilazapril não é recomendada em crianças.

7. ADVERTÊNCIAS
Como outros inibidores da ECA, Vascase® deve ser usado com cautela em pacientes com estenose aórtica ou obstrução ao fluxo.
Insuficiência Hepática: Raramente, os inibidores da ECA tem sido associados com a síndrome que se inicia com icterícia colestática e progride para necrose hepática e eventualmente morte. O mecanismo desta síndrome não é conhecido. Pacientes em uso de inibidores da ECA que desenvolvem icterícia ou elevação de transaminases devem interomper a medicação e seguir acompanhamento clínico.

Neutropenia: Agranulocitose e neutropenia foram raramente reportados com inibidores da ECA. Monitoramento periódico da contagem de leucócitos deve ser considerado em pacientes com doença vascular de colágeno e doença renal como lupus eritromatoso sistêmico e escleroderma, ou em pacientes recebendo terapia imunosupressora, especialmente quando eles também possuem função renal comprometida.

Hipotensão sintomática: Ocasionalmente, tem sido relatada hipotensão sintomática associada ao uso de inibidores da ECA, particularmente em pacientes com depleção de sódio ou volume em decorrência de vômitos, diarréia, pré-tratamento com diuréticos, dieta pobre em sódio ou após diálise.

Hipotensão aguda deve ser tratada colocando-se o paciente em posição supina, podendo ser necessário infusão de solução salina ou expansores de volume. Após restauração do volume, o tratamento com Vascase® pode ser mantido. Entretanto, se os sintomas persistirem, a dose deve ser reduzida ou o tratamento descontinuado.

Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva podem apresentar diminuição acentuada na pressão arterial em resposta aos inibidores da ECA. Entretanto, não foi observada hipotensão sintomática em estudos clínicos de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva que iniciaram o tratamento com 0,5 mg de Vascase®.

Insuficiência renal: Em pacientes com insuficiência renal, pode ser necessária a redução da posologia em função do clearance de creatinina. Tratamento com inibidores da ECA pode levar ao aumento da uréia e/ou creatinina sérica. Apesar destas alterações serem normalmente reversíveis após descontinuação de Vascase® e/ou diuréticos, casos de disfunção renal grave e, raramente, insuficiência renal aguda têm sido relatados. Nestes pacientes, a função renal deve ser monitorada durante as primeiras semanas de tratamento.

Potássio sérico: A administração concomitante de diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio pode levar ao aumento de potássio sérico, principalmente em pacientes com insuficiência renal. Portanto, se o uso concomitante destes agentes estiver indicado, a dose deve ser reduzida quando Vascase® for iniciado, e o potássio sérico e a função renal devem ser monitorados cuidadosamente.

Cirurgia/anestesia: O uso de inibidores da ECA em combinação com drogas anestésicas que também têm efeitos na diminuição da pressão arterial, pode ocasionar hipotensão. Se isto ocorrer, está indicada expansão de volume por infusão intravenosa e, se essas medidas não forem suficientes, infusão de angiotensina II.

Hipersensibilidade / edema angioneurótico: edema angioneurótico foi relatado em pacientes sendo tratados com enzimas inibidoras de conversão de angiotensina.

Hemodiálise / anafilaxia: Embora seu mecanismo não esteja ainda estabelecido, existem evidências clínicas de que a hemodiálise ou hemofiltração com membranas de alto fluxo de poliacrilonitrato metalil sulfato ou LDL aferese, em pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo o Vascase®, pode causar anafilaxia ou reações anafilactóides incluindo choque. Portanto, estes procedimentos devem ser evitados nestes pacientes.

Reações anafilactóides podem ocorrer também em pacientes que se submetem à dissensibilização enquanto recebem inibidores da ECA. Cilazapril deve ser suspenso antes do início da dissensibilização. Além disso, cilazapril não deve ser substituído por um beta bloqueador nesta situação.
Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, a deficiência Lapp de lactose ou má absorção de galactose-glucose não devem tomar este medicamento.

Diabetes: A administração de inibidores da ECA em pacientes diabéticos pode potencializar o efeito de agentes hipoglicemiantes orais e insulina.

Gestação e lactação

Categoria de risco na gravidez: C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Apesar de não haver experiências específica com Vascase®, o uso de inibidores da ECA durante a gravidez humana tem sido associado com oligohidrâminos, restrição de desenvolvimento intrauterino, hipotensão neonatal, anúria e displasia tubular renal.
Adicionalmente, exposição fetal a inibidores de ECA durante o primeiro trimestre de gravidez tem sido associados a aumento do risco de malformações dos sistema nervosos central (microcefalia e spina bifida) e cardiovascular ( defeito no sépto ventricular e atrial, estenose pulmonar, persistência do ducto arterioso ) e também um aumento do risco de malformação do rim.
Pacientes grávidas devem ser informadas dos riscos potenciais para o feto e não devem tomar Vascase® durante a gravidez.
Desconhece-se o fato de Vascase® passar para o leite materno, mas tendo em vista que os dados disponíveis em animais mostram a presença do cilazaprilato no leite de rata, não se deve administração de Vascase® a mulheres no período de amamentação.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas, quando for o caso
Assim como outros inibidores de ECA, queda da performance em atividades que requerem alerta mental completo (exemplo dirigir veículo a motor) não é esperado com Vascase®. No entanto, nota-se que tontura pode ocorrer ocasionalmente.

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em idosos
A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser estritamente seguida em idosos com insuficiência cardíaca crônica em uso de altas doses de diuréticos.
Uso em pediatria
A segurança e a eficácia do Vascase® não foram ainda estabelecidas em crianças.
Há poucos estudos na literatura ainda sobre o uso de Vascase® na infância mas os estudos disponíveis demonstraram eficácia na insuficiência cardíaca congestiva.

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Geralmente não se deve dar lítio com inibidores de ECA. Inibidores de eca reduzem o clearance renal do lítio e adicionam um disco de toxicidade do lítio.
Um efeito aditivo pode ser observado quando Vascase® for administrado em combinação com outros agentes que diminuem a pressão arterial.
Os diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio administrados junto com Vascase® podem levar a aumentos do potássio sérico, particularmente em pacientes com insuficiência renal.
Assim como ocorre com os demais inibidores da ECA, o uso concomitante de Vascase® e um anti-inflamatório não esteróide pode diminuir o efeito anti-hipertensivo de Vascase®. Isto parece não ocorrer em pacientes tratados com Vascase® antes da administração de anti-inflamatórios não esteróides.
Não houve aumento das concentrações plasmáticas de digoxina quando Vascase® foi administrado concomitantemente. Não foram observadas interações clinicamente significantes quando Vascase® foi administrado concomitantemente a nitratos, diuréticos tiazídicos, furosemida, bloqueadores de receptores H2 e anticoagulantes cumarínicos.

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Vascase® é, em geral, bem tolerado. Cefaléia e vertigens foram as reações mais freqüentemente relatadas pelos pacientes em tratamento com Vascase®.
Experiência pós comercialização
Vascase® é usualmente bem tolerado. Na maioria dos casos, efeitos colaterais são transitórios, de graus leve a moderado, e não requerem descontinuação da terapia. Os eventos adversos mais comuns incluem tosse seca, vermelhidão da pele, hipotensão, vertigem, fadiga, dor de cabeça, e náusea, dispepsia e outros distúrbios gastrintestinais.
Desordens do sistema linfático e sangue: Desordens do sangue foram reportadas com inibidores de ECA e incluem neutropenia e agranulocitose (especialmente em pacientes com deficiência renal e aqueles com desordens vasculares de colágeno como lupus eritromatoso sitêmico e escleroderma), trombocitopenia e anemia.
Desordens cardíacas: Hipotensão pronunciada pode ocorrer no início da terapia com inibidores de ECA, particularmente em pacientes com insuficiência cardíaca e em pacientes com volume ou sódio depletados. Infarto do miocárdio e derrame foram reportados e podem relacionar-se com quedas na pressão sanguínea em pacientes com doença cardíaca isquêmica ou doença cérebro vascular. Outro efeito cardiovascular que ocorreu inclui taquicardia, palpitação, e dor no peito.
Desordens gastrintestinais: Como outros inibidores da ECA, casos isolados de pancreatite, em alguns casos fatais, foram reportados em pacientes em uso de Vascase®.
Desordens hepatobiliares: Casos únicos de desordens da função do fígado, como testes da função do fígado aumentada (transaminases, bilirrubina, fosfatase alkalina, GT gama) e hepatite colestática com ou sem necrose, foram relatados.
Em estudos clínicos sobre insuficiência cardíaca crônica, tonteira e tosse foram os sintomas mais freqüentemente relatados em pacientes usando Vascase®.
Desordens do sistema imune: Assim como ocorre com outros inibidores da ECA, angioedema foi relatado, embora raramente, nos pacientes usando Vascase®. Uma vez que esta síndrome pode estar associada ao edema de laringe, o uso de Vascase® deve ser interrompido e imediatamente instituído tratamento apropriado, quando ocorrer envolvimento da face, lábios, língua, glote e/ou laringe.
Desordens dos tecidos subcutâneos e pele: Vermelhidão da pele (incluindo eritrema multiforme e necrose de toxidade epidérmica) podem ocorrer, fotosensibilidade, alopecia e outras reações de hipersensibilidade também foram reportadas.
Desordens urinárias e renais: Casos isolados de insuficiência renal aguda têm sido relatados em pacientes com insuficiência cardíaca grave, estenose de artéria renal ou distúrbios renais.
Achados laboratoriais:
Alterações clinicamente relevantes nos valores dos testes laboratoriais possíveis ou provavelmente relacionados ao tratamento com Vascase® raramente têm sido observadas. Aumentos insignificantes e na maioria dos casos reversíveis da uréia e creatinina têm sido observados nos pacientes usando Vascase®. Tais alterações são mais prováveis de ocorrer em pacientes com estenose da artéria renal ou insuficiência renal, mas elas também foram ocasionalmente observadas em pacientes com funções renais normais, particularmente naqueles que fazem uso concomitante de diuréticos.

11. SUPERDOSE
A administração de Vascase® até 160 mg em doses únicas a voluntários sadios não demonstrou efeitos indesejáveis sobre a pressão arterial, sendo os dados relativos à superdosagem escassos em pacientes. As manifestações mais prováveis são hipotensão, a qual pode ser grave, hipercalemia, hiponatremia e insuficiência renal com acidose metabólica. O tratamento deve ser principalmente de suporte e sintomático. Se necessário, cilazaprilato, a forma ativa do Vascase® pode ser parcialmente eliminada do organismo através da hemodiálise.Terapia específica com angiotensinamida pode ser considerada se a terapia convencional não for efetiva.

12. ARMAZENAGEM
Vascase® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C).
Prazo de validade
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa).

MS-1.0100.0181
Farm. Resp.: Guilherme N. Ferreira – CRF-RJ nº 4288
Fabricado por Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Est. dos Bandeirantes, 2020 CEP 22710-104 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.009.945/0023-39
Indústria Brasileira
Serviço Gratuito de Informações – 0800 7720 289 R
www.roche.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
NO do lote, data de fabricação, prazo de validade: vide cartucho.
CDS 2.0
Vascase (cilazapril)
Notif Alt Texto Bula/ 2.0
JAN/2008 F.REG.004.03

Bula do Vascase 2,5 mg (Anti hipertensivo)

Vascase-2,5-mgBula do Vascase® 2,5 mg:
cilazapril
Anti-hipertensivo, inibidor da enzima conversora da angiotensina (ECA)

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Nome do produto: Vascase®
Nome genérico: cilazapril
Forma farmacêutica, via de administração e apresentações:
Uso oral.
– Comprimidos (ranhurados) 1 mg em caixas com 28 comprimidos revestidos.
– Comprimidos (ranhurados) 2,5 mg em caixas com 14 e 28 comprimidos revestidos.
– Comprimidos (ranhurados) 5,0 mg em caixas com 14 e 28 comprimidos revestidos.

USO ADULTO
Composição
Princípio ativo: cada comprimido de Vascase® contém 1, 044 mg ou 2,610 mg ou 5,220 mg de cilazapril na forma monoidratada, que corresponde respectivamente à 1 mg, 2,5 mg e 5,0 mg de cilazapril como base livre.
Excipientes:
– Comprimidos (ranhurados) 1 mg: lactose, amido, hipromelose, talco, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.
– Comprimidos (ranhurados) 2,5 mg: lactose, amido, hipromelose, talco, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho e óxido de ferro amarelo.
– Comprimidos (ranhurados) 5,0 mg: lactose, amido, hipromelose, talco, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações abaixo. Caso não esteja seguro a respeito de determinado item, favor informar ao seu médico.

1. AÇÃO DO MEDICAMENTO
O Vascase® contém em sua fórmula uma substância, o cilazapril, indicado para pessoas com pressão alta. Vascase® é eficaz em todos os graus de hipertensão essencial bem como na hipertensão renal.

É destinado ao tratamento de primeira linha. O efeito anti-hipertensivo de Vascase® manifesta-se, normalmente, uma hora após sua administração; seu efeito máximo é obtido entre três a sete horas após a administração. Vascase® está indicado também para o tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, usualmente em associação com digitálicos e/ou diuréticos.

2. INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
Vascase® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão arterial essencial e renal. Vascase® está indicado também para o tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, geralmente como terapia adjunta aos digitálicos e/ou diuréticos.

3. RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
Você não deverá tomar Vascase® se for alérgico a qualquer substância contida no comprimido. Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

Advertências
Como outros inibidores da ECA, Vascase® deve ser usado com cautela em pacientes com estenose aórtica ou obstrução ao fluxo.
A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser estritamente seguida em idosos com insuficiência cardíaca crônica em uso de altas doses de diuréticos.

Precauções
Gerais
Como outros inibidores de ECA devem ser usados com cautela em pacientes com estenose aórtica ou com obstrução de fluxo de saída.
Insuficiência Hepática: Raramente, os inibidores da ECA tem sido associados com a síndrome que se inicia com icterícia colestática e progride para necrose hepática e eventualmente morte.
O mecanismo desta síndrome não é conhecido. Pacientes em uso de inibidores da ECA que desenvolvem icterícia ou elevação de transaminases devem interomper a medicação e seguir acompanhamento clínico.
Neutropenia: Neutropenia e agranulocitose foram raramente descritas com o uso de inibidores da ECA. Monitorização periódica da contagem de leucócitos deve ser considerada em pacientes com doença vascular e renal como lupus eritematoso sistêmico, escleroderma ou em pacientes recebendo terapêutica imunossupressora especialmente aqueles que apresentam também comprometimento da função renal.
Hipotensão sintomática: Ocasionalmente, tem sido relatada hipotensão sintomática associada ao uso de inibidores da ECA, particularmente em pacientes com depressão de sódio ou volume em decorrência de vômitos, diarréia, pré-tratamento com diuréticos, dieta pobre em sódio ou após diálise.
A hipotensão deve ser tratada com o paciente em repouso na posição supina com a infusão de salina ou expansores de volume. O paciente deve ser reavaliado e se os sintomas persistirem a dose do inibidor da ECA deve ser diminuída ou a medicação deve ser interrompidfa.
Pacientes com insuficiência cardíaca podem apresentar queda de pressão acentuada com o uso de inibidores da ECA. Entretanto, não foi reportado, em estudos clínicos, nenhum caso de hipotensão sintomática com o uso de 0,5 mg de Cilazapril.
Potássio sérico: A administração concomitante de diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio, podem levar ao aumento do potássio sérico, particularmente em pacientes com comprometimento da função renal. Deste modo, se estes forem utilizados concomitantemente, a dose de cilazapril deve ser reduzida.
Principais interações medicamentosas
Geralmente não se deve dar lítio com inibidores de ECA. Inibidores de ECA reduzem o clearence renal do lítio e adicionam um risco de toxicidade do lítio.
Um efeito aditivo pode ser observado quando Vascase® for administrado em combinação com outros agentes que diminuem a pressão arterial.
Os diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio administrados junto com Vascase® podem levar a aumentos do potássio sérico, particularmente em pacientes com insuficiência renal.
Assim como ocorre com os demais inibidores da ECA, o uso concomitante de Vascase® e um anti-inflamatório não esteróide pode diminuir o efeito anti-hipertensivo de Vascase®. Isto parece não ocorrer em pacientes tratados com Vascase® antes da administração de anti-inflamatórios não esteróides.
Não houve aumento das concentrações plasmáticas de digoxina quando Vascase® foi administrado concomitantemente. Não foram observadas interações clinicamente significantes quando Vascase® foi administrado concomitantemente a nitratos, diuréticos tiazídicos, furosemida, bloqueadores de receptores H2 e anticoagulantes cumarínicos.

Gravidez e amamentação
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Apesar de não haver experiências específicas com Vascase®, o uso de inibidores da ECA durante a gravidez humana tem sido associado com oligohidrâminos, restrição de desenvolvimento intrauterino, hipotensão neonatal, anúria e displasia tubular renal.
Adicionalmente, exposição fetal a inibidores de ECA durante o primeiro trimestre de gravidez tem sido associada a aumento de risco de malformações do sistema nervoso central (microcefalia e spina bifida) e cardiovascular ( defeito no septo ventricular e atrial, estenose pulmonar, ducto arterioso patente) e também um aumento do risco de malformação do rim.
Pacientes grávidas devem ser informadas dos riscos potenciais para o feto e não devem tomar Vascase® durante a gravidez.
Desconhece-se o fato de Vascase® passar para o leite materno, mas tendo em vista que os dados disponíveis em animais mostram a presença do cilazaprilato no leite de rata, não se deve administração de Vascase® a mulheres no período de amamentação.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas, quando for o caso.
Assim como outros inibidores de ECA, queda da desempenho em atividades que requerem alerta mental completo (exemplo dirigir veículo a motor) não é esperado com Vascase®. No entanto, nota-se que tontura pode ocorrer ocasionalmente.
Este medicamento é contra-indicado em crianças (não há estudos a respeito). Na população geriátrica, a dose inicial é de 0,5 mg e o paciente deve ser acompanhado de perto, principalmente se estiver utilizando altas doses de diurético para tratar a insuficiência cardíaca.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

4. Posologia
Vascase® deve ser administrado uma vez ao dia. Como a ingestão de alimentos não exerce influência clinicamente significativa em sua absorção, o Vascase® pode ser administrado antes ou após a refeição. A dose deve ser sempre administrada no mesmo horário.

Instruções posológicas especiais
Hipertensão essencial: A dose inicial recomendada é de 1 a 1,25 mg uma vez ao dia. A posologia deverá ser ajustada individualmente de acordo com a resposta da pressão arterial. A dose geralmente varia de 2,5 a 5,0 mg uma vez ao dia. Se a pressão arterial não for adequadamente controlada com 5 mg de Vascase® uma vez ao dia, um diurético não poupador de potássio poderá ser administrado concomitantemente, em dose baixa, para aumentar o efeito anti-hipertensivo.
Hipertensão renal: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com dose de 0,5 mg ou menos, uma vez que os inibidores da ECA podem determinar, nesses pacientes, maior diminuição da pressão arterial do que nos pacientes com hipertensão essencial. A dose de manutenção deve ser ajustada individualmente.
Pacientes hipertensos em uso de diuréticos: O diurético deve ser suspenso 2 a 3 dias antes do início do tratamento com Vascase® para reduzir a possibilidade de hipotensão sintomática. Ele poderá ser reiniciado posteriormente caso seja necessário. A dose inicial recomendada de Vascase® nestes pacientes é de 0,5 mg uma vez ao dia.
Insuficiência cardíaca congestiva: Vascase® pode ser usado como tratamento adjunto ao digital e/ou diuréticos em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A dose inicial recomendada é de 0,5 mg uma vez ao dia, sob supervisão médica. A dose deverá ser aumentada para a menor dose de manutenção, 1 mg ao dia, dependendo da tolerabilidade e estado clínico. Novos ajustes de dose devem ser realizados até o alcançe da dose de manutenção entre 1 a 2,5 mg dia, de acordo com a tolerabilidade e a resposta clínica do paciente. A dose máxima em geral é de 5 mg uma vez ao dia.
Estudos clínicos mostraram que o clearance de cilaziprilato estava correlacionado com o clearance de creatinina em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A recomendação de dose especial deve, portanto ser seguida em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e com insuficiência na função .

Insuficiência renal: Doses reduzidas podem ser necessárias em pacientes com disfunção renal, dependendo do clearance de creatinina.
Tabela 1: Programa de dosagem recomendado para pacientes com insuficiência renal
Clearance de creatinina
Dose inicial de Vascase®
(cilazapril)
Dose máxima de Vascase®
(cilazapril)
> 40 ml/min
1 mg uma vez ao dia
5 mg uma vez ao dia
10-40 ml/min
0,5 mg uma vez ao dia
2,5 mg uma vez ao dia
< 10 ml/min
0,25 – 0,5 mg uma ou duas vezes por semana, de acordo com a pressão arterial
Cirrose hepática: Em casos incomuns de pacientes com cirrose hepática que requerem tratamento com cilazapril, este deve ser iniciado com cautela na dose máxima de 0,5 mg ao dia, devido ao risco de hipotensão.
Pacientes idosos com hipertensão: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com 0,5 a 1,25 mg uma vez ao dia. Em seguida, a dose de manutenção deve ser ajustada de acordo com a tolerância individual, estado e resposta clínica.
Pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica: A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser acompanhada com cautela em pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica que recebem altas doses de diuréticos.
Crianças: Segurança e eficácia em crianças não foram estabelecidas. Portanto, a administração de cilazapril não é recomendada em crianças.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

Este medicamento não pode ser mastigado.

5. REAÇÕES ADVERSAS
Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis. Vascase® é, em geral, bem tolerado. Na maioria dos casos os efeitos adversos são transitórios, em grau leve ou moderado, não sendo necessária a interrupção do tratamento. Cefaléia e vertigens foram as reações mais freqüentemente relatadas pelos pacientes em tratamento com Vascase®. Outras reações adversas que ocorreram em menos de 2% dos pacientes tratados foram fadiga, hipotensão, dispepsia, náuseas, eritema e tosse. Esses efeitos foram observados, no mesmo grau de incidência, durante tratamento com outros inibidores da ECA.

6. CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
A administração de Vascase® até 160 mg em doses únicas a voluntários sadios não demonstrou efeitos indesejáveis sobre a pressão arterial, sendo os dados relativos à superdosagem escassos em pacientes. As manifestações mais prováveis são hipotensão, a qual pode ser grave, hipercalemia, hiponatremia e insuficiência renal com acidose metabólica. O tratamento deve ser principalmente de suporte e sintomático. Se necessário, cilazaprilato, a forma ativa do Vascase® pode ser parcialmente eliminada do organismo através da hemodiálise. Terapia específica com angiotensinamida pode ser considerada se a terapia convencional não for efetiva.

7. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
Vascase® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C).
Prazo de validade:
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa).
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Vascase® é um inibidor específico da enzima conversora da angiotensina (ECA), de ação prolongada, que suprime a atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona e portanto a conversão da angiotensina I em angiotensina II, que é um potente vasoconstritor.1 Nas doses recomendadas, o efeito de Vascase® em pacientes hipertensos ou pacientes com insuficiência cardíaca crônica é mantido por mais de 24 horas.
Em pacientes com função renal normal, o potássio sérico geralmente permanece dentro do limite da normalidade durante o tratamento com Vascase®. Nos pacientes em uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio, o potássio sérico pode aumentar. 2

Farmacocinética
O cilazapril, após absorvido, é rapidamente convertido em sua forma ativa, o cilazaprilato. A ingestão de alimentos imediatamente antes da administração de Vascase® retarda e reduz ligeiramente sua absorção, porém, isto é clinicamente irrelevante. A biodisponibilidade do cilazaprilato oral , baseado em dados obtidos em exames de urina, é de aproximadamente 60%. Concentrações plasmáticas máximas são alcançadas dentro de duas horas após administração e estão diretamente relacionadas à dose. O cilazaprilato inalterado é eliminado pelos rins, sua meia-vida é de nove horas após uma única dose diária.
Farmacocinética em populações especiais
Insuficiência renal: Em pacientes com disfunção renal, as concentrações plasmáticas do cilazaprilato são mais elevadas do que nos pacientes com função renal normal, porque seu clearance diminui quando o clearance da creatinina é baixo. Não há eliminação em pacientes com insuficiência renal grave, mas hemodiálise reduz as concentrações de cilazapril e cilazaprilato até um certo limite.
Pacientes idosos: Em pacientes idosos, cujas funções renais forem normais para a idade, as concentrações de cilazaprilato no plasma podem ser até 40% mais altas e o clearance até 20% mais baixo em comparação com pacientes mais jovens.
Insuficiência hepática: Em pacientes com cirrose no fígado concentrações plasmáticas aumentadas e redução do clearence renal e plasmático foram observados, com um importante efeito no cilazapril em vez de seu metabólito ativo, cilazaprilato.
Insuficiência cardíaca crônica: Em pacientes com insuficiência cardíaca crônica, o clearance de cilazaprilato está correlacionado com o clearance de creatinina. Portanto, os ajustes de dose além dos recomendados para pacientes com insuficiência renal não são necessários.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Hipertensão
Vascase® induz a redução da pressão diastólica e sistólica tanto em posição supina como em pé, geralmente sem provocar hipotensão ortostática. Vascase® é eficaz em todos os graus de hipertensão essencial assim como na hipertensão renal. Seu efeito anti-hipertensivo manifesta-se, normalmente, uma hora após sua administração, com efeito máximo observado entre três a sete horas após sua administração. Em geral, o ritmo cardíaco mantém-se estável. Vascase® não ocasiona taquicardia reflexa, embora possam ocorrer pequenas alterações do ritmo cardíaco clinicamente insignificantes. Em alguns pacientes, a redução da pressão arterial pode se atenuar ao final do período de intervalo entre as dosagens. O efeito anti-hipertensivo de Vascase® é mantido estável mesmo durante tratamento a longo prazo. Não foi observada elevação rápida da pressão arterial após interrupção abrupta do medicamento3
Em pacientes hipertensos com disfunção renal moderada a grave, a taxa de filtração glomerular e o fluxo sangüíneo renal normalmente permanecem inalterados com Vascase®, apesar da diminuição, clinicamente significativa, da pressão arterial. 4
Como ocorre com outros inibidores da ECA, os efeitos redutores da pressão arterial determinados pelo Vascase® podem ser menos pronunciados em pacientes da raça negra do que em outras raças. Entretanto, estas diferentes respostas, em função da raça, não são evidentes quando o Vascase® é administrado em combinação com a hidroclorotiazida.

Insuficiência Cardíaca Crônica
Em pacientes com insuficiência cardíaca crônica, o sistema simpático e renina-angiotensina-aldosterona geralmente estão ativados, levando ao aumento da vasoconstrição sistêmica e retenção de sódio e água. Ao suprimir o sistema renina-angiotensina-aldosterona, Vascase® melhora a insuficiência cardíaca reduzindo a resistência vascular sistêmica (pós-carga) e a pressão do leito capilar pulmonar (pré-carga) em pacientes em uso de diuréticos e/ou digital. Além disso, a tolerância ao exercício destes pacientes aumenta significativamente, demonstrando melhora na qualidade de vida. Os efeitos hemodinâmicos e clínicos ocorrem imediatamente e são persistentes.6

Referências bibliográficas
1.Natoff IL, Nixon JS, Francis RJ, et al. Biological properties of the angiotensin-converting enzyme inhibitor cilazapril J Cardiovasc Pharmacol 1985;7:569-80
2. Deget F, Brogden RN Cilazapril: a review of its pharmacodynamic and pharmacokinetic properties, and therapeutic potential in cardiovascular disease Drugs 1991;41:799-820
3. Kleinbloesem CH Cilazapril clinical pharmacology summary Research Report B-113363, July 6, 1988
4. Bailey J, Kovacs JL, Marcus N, et al. Multicenter study evaluating the short-term and long-term efficacy and safety of cilazapril (Inhibace®) therapy in patients with severe hypertension Protocol N 3121 D/K 11416 Research Report M-130488, August 1988
5. Sánchez RA, Traballi CA, Marcó EJ, et al. Long-term evaluation of cilazapril in severe hypertension Am J Med 1989;87:56S-60S.
6. Doessegger L, Nielsen T, Preston C, Arabatzis N Heart failure therapy with cilazapril: an overview J Cardiovasc Pharmacol 1994;24(3):S38-S41

3. INDICAÇÕES
Vascase® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão arterial essencial e renal. Vascase® está indicado também para o tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, geralmente como terapia adjunta aos digitálicos e/ou diuréticos.

4. CONTRA INDICAÇÕES
Vascase® está contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao cilazapril ou a outros inibidores da ECA e em pacientes com história prévia de angioedema causado por inibidores da ECA.
Vascase®, como outros inibidores da ECA, é contra-indicado durante a gravidez e lactação.

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSEVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Vascase® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C).
Prazo de validade:
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa).

6. POSOLOGIA
Vascase® deve ser administrado uma vez ao dia. Como a ingestão de alimentos não exerce influência clinicamente significativa em sua absorção, o Vascase® pode ser administrado antes ou após a refeição. A dose deve ser sempre administrada no mesmo horário.
Instruções posológicas especiais
Hipertensão essencial: A dose inicial recomendada é de 1 a 1,25 mg uma vez ao dia. A posologia deverá ser ajustada individualmente de acordo com a resposta da pressão arterial. A dose geralmente varia de 2,5 a 5,0 mg uma vez ao dia. Se a pressão arterial não for adequadamente controlada com 5 mg de Vascase® uma vez ao dia, um diurético não poupador de potássio poderá ser administrado concomitantemente, em dose baixa, para aumentar o efeito anti-hipertensivo.
Hipertensão renal: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com dose de 0,5 mg ou menos, uma vez que os inibidores da ECA podem determinar, nesses pacientes, maior diminuição da pressão arterial do que nos pacientes com hipertensão essencial. A dose de manutenção deve ser ajustada individualmente.
Pacientes hipertensos em uso de diuréticos: O diurético deve ser suspenso 2 a 3 dias antes do início do tratamento com Vascase® para reduzir a possibilidade de hipotensão sintomática. Ele poderá ser reiniciado posteriormente caso seja necessário. A dose inicial recomendada de Vascase® nestes pacientes é de 0,5 mg uma vez ao dia.
Insuficiência cardíaca congestiva: Vascase® pode ser usado como tratamento adjunto ao digital e/ou diuréticos em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A dose inicial recomendada é de 0,5 mg uma vez ao dia, sob supervisão médica. A dose deverá ser aumentada para a menor dose de manutenção, 1 mg ao dia, dependendo da tolerabilidade e estado clínico. Ajustes de dose adicionais devem ser realizados de acordo com a tolerabilidade e a resposta clínica do paciente. A dose máxima em geral é de 5 mg uma vez ao dia.
Estudos clínicos mostraram que o clearance de cilaziprilato estava correlacionado com o clearance de creatinina em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A recomendação de dose especial deve, portanto ser seguida em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e com insuficiência na função renal.
Insuficiência renal: Doses reduzidas podem ser necessárias em pacientes com disfunção renal, dependendo do clearance de creatinina.

Tabela 1: Programa de dosagem recomendado para pacientes com insuficiência renal
Clearance de creatinina
Dose inicial de Vascase®
(cilazapril)
Dose máxima de Vascase®
(cilazapril)
> 40 ml/min
1 mg uma vez ao dia
5 mg uma vez ao dia
10-40 ml/min
0,5 mg uma vez ao dia
2,5 mg uma vez ao dia
< 10 ml/min
0,25 – 0,5 mg uma ou duas vezes por semana, de acordo com a pressão arterial
————-
Cirrose hepática: Em casos incomuns de pacientes com cirrose hepática que requerem tratamento com cilazapril, este deve ser iniciado com cautela na dose máxima de 0,5 mg ao dia, devido ao risco de hipotensão.
Pacientes idosos com hipertensão: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com 0,5 a 1,25 mg uma vez ao dia. Em seguida, a dose de manutenção deve ser ajustada de acordo com a tolerância individual, estado e resposta clínica.
Pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica: A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser acompanhada com cautela em pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica que recebem altas doses de diuréticos.
Crianças: Segurança e eficácia em crianças não foram estabelecidas. Portanto, a administração de cilazapril não é recomendada em crianças.

7. ADVERTÊNCIAS
Como outros inibidores da ECA, Vascase® deve ser usado com cautela em pacientes com estenose aórtica ou obstrução ao fluxo.
Insuficiência Hepática: Raramente, os inibidores da ECA tem sido associados com a síndrome que se inicia com icterícia colestática e progride para necrose hepática e eventualmente morte. O mecanismo desta síndrome não é conhecido. Pacientes em uso de inibidores da ECA que desenvolvem icterícia ou elevação de transaminases devem interomper a medicação e seguir acompanhamento clínico.

Neutropenia: Agranulocitose e neutropenia foram raramente reportados com inibidores da ECA. Monitoramento periódico da contagem de leucócitos deve ser considerado em pacientes com doença vascular de colágeno e doença renal como lupus eritromatoso sistêmico e escleroderma, ou em pacientes recebendo terapia imunosupressora, especialmente quando eles também possuem função renal comprometida.

Hipotensão sintomática: Ocasionalmente, tem sido relatada hipotensão sintomática associada ao uso de inibidores da ECA, particularmente em pacientes com depleção de sódio ou volume em decorrência de vômitos, diarréia, pré-tratamento com diuréticos, dieta pobre em sódio ou após diálise.

Hipotensão aguda deve ser tratada colocando-se o paciente em posição supina, podendo ser necessário infusão de solução salina ou expansores de volume. Após restauração do volume, o tratamento com Vascase® pode ser mantido. Entretanto, se os sintomas persistirem, a dose deve ser reduzida ou o tratamento descontinuado.

Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva podem apresentar diminuição acentuada na pressão arterial em resposta aos inibidores da ECA. Entretanto, não foi observada hipotensão sintomática em estudos clínicos de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva que iniciaram o tratamento com 0,5 mg de Vascase®.

Insuficiência renal: Em pacientes com insuficiência renal, pode ser necessária a redução da posologia em função do clearance de creatinina. Tratamento com inibidores da ECA pode levar ao aumento da uréia e/ou creatinina sérica. Apesar destas alterações serem normalmente reversíveis após descontinuação de Vascase® e/ou diuréticos, casos de disfunção renal grave e, raramente, insuficiência renal aguda têm sido relatados. Nestes pacientes, a função renal deve ser monitorada durante as primeiras semanas de tratamento.

Potássio sérico: A administração concomitante de diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio pode levar ao aumento de potássio sérico, principalmente em pacientes com insuficiência renal. Portanto, se o uso concomitante destes agentes estiver indicado, a dose deve ser reduzida quando Vascase® for iniciado, e o potássio sérico e a função renal devem ser monitorados cuidadosamente.

Cirurgia/anestesia: O uso de inibidores da ECA em combinação com drogas anestésicas que também têm efeitos na diminuição da pressão arterial, pode ocasionar hipotensão. Se isto ocorrer, está indicada expansão de volume por infusão intravenosa e, se essas medidas não forem suficientes, infusão de angiotensina II.

Hipersensibilidade / edema angioneurótico: edema angioneurótico foi relatado em pacientes sendo tratados com enzimas inibidoras de conversão de angiotensina.

Hemodiálise / anafilaxia: Embora seu mecanismo não esteja ainda estabelecido, existem evidências clínicas de que a hemodiálise ou hemofiltração com membranas de alto fluxo de poliacrilonitrato metalil sulfato ou LDL aferese, em pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo o Vascase®, pode causar anafilaxia ou reações anafilactóides incluindo choque. Portanto, estes procedimentos devem ser evitados nestes pacientes.

Reações anafilactóides podem ocorrer também em pacientes que se submetem à dissensibilização enquanto recebem inibidores da ECA. Cilazapril deve ser suspenso antes do início da dissensibilização. Além disso, cilazapril não deve ser substituído por um beta bloqueador nesta situação.
Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, a deficiência Lapp de lactose ou má absorção de galactose-glucose não devem tomar este medicamento.

Diabetes: A administração de inibidores da ECA em pacientes diabéticos pode potencializar o efeito de agentes hipoglicemiantes orais e insulina.

Gestação e lactação

Categoria de risco na gravidez: C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Apesar de não haver experiências específica com Vascase®, o uso de inibidores da ECA durante a gravidez humana tem sido associado com oligohidrâminos, restrição de desenvolvimento intrauterino, hipotensão neonatal, anúria e displasia tubular renal.
Adicionalmente, exposição fetal a inibidores de ECA durante o primeiro trimestre de gravidez tem sido associados a aumento do risco de malformações dos sistema nervosos central (microcefalia e spina bifida) e cardiovascular ( defeito no sépto ventricular e atrial, estenose pulmonar, persistência do ducto arterioso ) e também um aumento do risco de malformação do rim.
Pacientes grávidas devem ser informadas dos riscos potenciais para o feto e não devem tomar Vascase® durante a gravidez.
Desconhece-se o fato de Vascase® passar para o leite materno, mas tendo em vista que os dados disponíveis em animais mostram a presença do cilazaprilato no leite de rata, não se deve administração de Vascase® a mulheres no período de amamentação.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas, quando for o caso
Assim como outros inibidores de ECA, queda da performance em atividades que requerem alerta mental completo (exemplo dirigir veículo a motor) não é esperado com Vascase®. No entanto, nota-se que tontura pode ocorrer ocasionalmente.

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em idosos
A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser estritamente seguida em idosos com insuficiência cardíaca crônica em uso de altas doses de diuréticos.
Uso em pediatria
A segurança e a eficácia do Vascase® não foram ainda estabelecidas em crianças.
Há poucos estudos na literatura ainda sobre o uso de Vascase® na infância mas os estudos disponíveis demonstraram eficácia na insuficiência cardíaca congestiva.

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Geralmente não se deve dar lítio com inibidores de ECA. Inibidores de eca reduzem o clearance renal do lítio e adicionam um disco de toxicidade do lítio.
Um efeito aditivo pode ser observado quando Vascase® for administrado em combinação com outros agentes que diminuem a pressão arterial.
Os diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio administrados junto com Vascase® podem levar a aumentos do potássio sérico, particularmente em pacientes com insuficiência renal.
Assim como ocorre com os demais inibidores da ECA, o uso concomitante de Vascase® e um anti-inflamatório não esteróide pode diminuir o efeito anti-hipertensivo de Vascase®. Isto parece não ocorrer em pacientes tratados com Vascase® antes da administração de anti-inflamatórios não esteróides.
Não houve aumento das concentrações plasmáticas de digoxina quando Vascase® foi administrado concomitantemente. Não foram observadas interações clinicamente significantes quando Vascase® foi administrado concomitantemente a nitratos, diuréticos tiazídicos, furosemida, bloqueadores de receptores H2 e anticoagulantes cumarínicos.

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Vascase® é, em geral, bem tolerado. Cefaléia e vertigens foram as reações mais freqüentemente relatadas pelos pacientes em tratamento com Vascase®.
Experiência pós comercialização
Vascase® é usualmente bem tolerado. Na maioria dos casos, efeitos colaterais são transitórios, de graus leve a moderado, e não requerem descontinuação da terapia. Os eventos adversos mais comuns incluem tosse seca, vermelhidão da pele, hipotensão, vertigem, fadiga, dor de cabeça, e náusea, dispepsia e outros distúrbios gastrintestinais.
Desordens do sistema linfático e sangue: Desordens do sangue foram reportadas com inibidores de ECA e incluem neutropenia e agranulocitose (especialmente em pacientes com deficiência renal e aqueles com desordens vasculares de colágeno como lupus eritromatoso sitêmico e escleroderma), trombocitopenia e anemia.
Desordens cardíacas: Hipotensão pronunciada pode ocorrer no início da terapia com inibidores de ECA, particularmente em pacientes com insuficiência cardíaca e em pacientes com volume ou sódio depletados. Infarto do miocárdio e derrame foram reportados e podem relacionar-se com quedas na pressão sanguínea em pacientes com doença cardíaca isquêmica ou doença cérebro vascular. Outro efeito cardiovascular que ocorreu inclui taquicardia, palpitação, e dor no peito.
Desordens gastrintestinais: Como outros inibidores da ECA, casos isolados de pancreatite, em alguns casos fatais, foram reportados em pacientes em uso de Vascase®.
Desordens hepatobiliares: Casos únicos de desordens da função do fígado, como testes da função do fígado aumentada (transaminases, bilirrubina, fosfatase alkalina, GT gama) e hepatite colestática com ou sem necrose, foram relatados.
Em estudos clínicos sobre insuficiência cardíaca crônica, tonteira e tosse foram os sintomas mais freqüentemente relatados em pacientes usando Vascase®.
Desordens do sistema imune: Assim como ocorre com outros inibidores da ECA, angioedema foi relatado, embora raramente, nos pacientes usando Vascase®. Uma vez que esta síndrome pode estar associada ao edema de laringe, o uso de Vascase® deve ser interrompido e imediatamente instituído tratamento apropriado, quando ocorrer envolvimento da face, lábios, língua, glote e/ou laringe.
Desordens dos tecidos subcutâneos e pele: Vermelhidão da pele (incluindo eritrema multiforme e necrose de toxidade epidérmica) podem ocorrer, fotosensibilidade, alopecia e outras reações de hipersensibilidade também foram reportadas.
Desordens urinárias e renais: Casos isolados de insuficiência renal aguda têm sido relatados em pacientes com insuficiência cardíaca grave, estenose de artéria renal ou distúrbios renais.
Achados laboratoriais:
Alterações clinicamente relevantes nos valores dos testes laboratoriais possíveis ou provavelmente relacionados ao tratamento com Vascase® raramente têm sido observadas. Aumentos insignificantes e na maioria dos casos reversíveis da uréia e creatinina têm sido observados nos pacientes usando Vascase®. Tais alterações são mais prováveis de ocorrer em pacientes com estenose da artéria renal ou insuficiência renal, mas elas também foram ocasionalmente observadas em pacientes com funções renais normais, particularmente naqueles que fazem uso concomitante de diuréticos.

11. SUPERDOSE
A administração de Vascase® até 160 mg em doses únicas a voluntários sadios não demonstrou efeitos indesejáveis sobre a pressão arterial, sendo os dados relativos à superdosagem escassos em pacientes. As manifestações mais prováveis são hipotensão, a qual pode ser grave, hipercalemia, hiponatremia e insuficiência renal com acidose metabólica. O tratamento deve ser principalmente de suporte e sintomático. Se necessário, cilazaprilato, a forma ativa do Vascase® pode ser parcialmente eliminada do organismo através da hemodiálise.Terapia específica com angiotensinamida pode ser considerada se a terapia convencional não for efetiva.

12. ARMAZENAGEM
Vascase® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C).
Prazo de validade
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa).

MS-1.0100.0181
Farm. Resp.: Guilherme N. Ferreira – CRF-RJ nº 4288
Fabricado por Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Est. dos Bandeirantes, 2020 CEP 22710-104 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.009.945/0023-39
Indústria Brasileira
Serviço Gratuito de Informações – 0800 7720 289 R
www.roche.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
NO do lote, data de fabricação, prazo de validade: vide cartucho.
CDS 2.0
Vascase (cilazapril)
Notif Alt Texto Bula/ 2.0
JAN/2008 F.REG.004.03

Bula do Vascase 1 mg (Anti hipertensivo)

Bula do Vascase® 1 mg:
cilazapril
Anti-hipertensivo, inibidor da enzima conversora da angiotensina (ECA)

 

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Nome do produto: Vascase®
Nome genérico: cilazapril
Forma farmacêutica, via de administração e apresentações:
Uso oral.
– Comprimidos (ranhurados) 1 mg em caixas com 28 comprimidos revestidos.
– Comprimidos (ranhurados) 2,5 mg em caixas com 14 e 28 comprimidos revestidos.
– Comprimidos (ranhurados) 5,0 mg em caixas com 14 e 28 comprimidos revestidos.

 

USO ADULTO
Composição
Princípio ativo: cada comprimido de Vascase® contém 1, 044 mg ou 2,610 mg ou 5,220 mg de cilazapril na forma monoidratada, que corresponde respectivamente à 1 mg, 2,5 mg e 5,0 mg de cilazapril como base livre.
Excipientes:
– Comprimidos (ranhurados) 1 mg: lactose, amido, hipromelose, talco, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.
– Comprimidos (ranhurados) 2,5 mg: lactose, amido, hipromelose, talco, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho e óxido de ferro amarelo.
– Comprimidos (ranhurados) 5,0 mg: lactose, amido, hipromelose, talco, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações abaixo. Caso não esteja seguro a respeito de determinado item, favor informar ao seu médico.

 

1. AÇÃO DO MEDICAMENTO
O Vascase® contém em sua fórmula uma substância, o cilazapril, indicado para pessoas com pressão alta. Vascase® é eficaz em todos os graus de hipertensão essencial bem como na hipertensão renal.

É destinado ao tratamento de primeira linha. O efeito anti-hipertensivo de Vascase® manifesta-se, normalmente, uma hora após sua administração; seu efeito máximo é obtido entre três a sete horas após a administração. Vascase® está indicado também para o tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, usualmente em associação com digitálicos e/ou diuréticos.

 

2. INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
Vascase® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão arterial essencial e renal. Vascase® está indicado também para o tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, geralmente como terapia adjunta aos digitálicos e/ou diuréticos.

 

3. RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
Você não deverá tomar Vascase® se for alérgico a qualquer substância contida no comprimido. Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

 

Advertências
Como outros inibidores da ECA, Vascase® deve ser usado com cautela em pacientes com estenose aórtica ou obstrução ao fluxo.
A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser estritamente seguida em idosos com insuficiência cardíaca crônica em uso de altas doses de diuréticos.

 

Precauções
Gerais
Como outros inibidores de ECA devem ser usados com cautela em pacientes com estenose aórtica ou com obstrução de fluxo de saída.
Insuficiência Hepática: Raramente, os inibidores da ECA tem sido associados com a síndrome que se inicia com icterícia colestática e progride para necrose hepática e eventualmente morte.
O mecanismo desta síndrome não é conhecido. Pacientes em uso de inibidores da ECA que desenvolvem icterícia ou elevação de transaminases devem interomper a medicação e seguir acompanhamento clínico.
Neutropenia: Neutropenia e agranulocitose foram raramente descritas com o uso de inibidores da ECA. Monitorização periódica da contagem de leucócitos deve ser considerada em pacientes com doença vascular e renal como lupus eritematoso sistêmico, escleroderma ou em pacientes recebendo terapêutica imunossupressora especialmente aqueles que apresentam também comprometimento da função renal.
Hipotensão sintomática: Ocasionalmente, tem sido relatada hipotensão sintomática associada ao uso de inibidores da ECA, particularmente em pacientes com depressão de sódio ou volume em decorrência de vômitos, diarréia, pré-tratamento com diuréticos, dieta pobre em sódio ou após diálise.
A hipotensão deve ser tratada com o paciente em repouso na posição supina com a infusão de salina ou expansores de volume. O paciente deve ser reavaliado e se os sintomas persistirem a dose do inibidor da ECA deve ser diminuída ou a medicação deve ser interrompidfa.
Pacientes com insuficiência cardíaca podem apresentar queda de pressão acentuada com o uso de inibidores da ECA. Entretanto, não foi reportado, em estudos clínicos, nenhum caso de hipotensão sintomática com o uso de 0,5 mg de Cilazapril.
Potássio sérico: A administração concomitante de diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio, podem levar ao aumento do potássio sérico, particularmente em pacientes com comprometimento da função renal. Deste modo, se estes forem utilizados concomitantemente, a dose de cilazapril deve ser reduzida.
Principais interações medicamentosas
Geralmente não se deve dar lítio com inibidores de ECA. Inibidores de ECA reduzem o clearence renal do lítio e adicionam um risco de toxicidade do lítio.
Um efeito aditivo pode ser observado quando Vascase® for administrado em combinação com outros agentes que diminuem a pressão arterial.
Os diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio administrados junto com Vascase® podem levar a aumentos do potássio sérico, particularmente em pacientes com insuficiência renal.
Assim como ocorre com os demais inibidores da ECA, o uso concomitante de Vascase® e um anti-inflamatório não esteróide pode diminuir o efeito anti-hipertensivo de Vascase®. Isto parece não ocorrer em pacientes tratados com Vascase® antes da administração de anti-inflamatórios não esteróides.
Não houve aumento das concentrações plasmáticas de digoxina quando Vascase® foi administrado concomitantemente. Não foram observadas interações clinicamente significantes quando Vascase® foi administrado concomitantemente a nitratos, diuréticos tiazídicos, furosemida, bloqueadores de receptores H2 e anticoagulantes cumarínicos.

 

Gravidez e amamentação
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Apesar de não haver experiências específicas com Vascase®, o uso de inibidores da ECA durante a gravidez humana tem sido associado com oligohidrâminos, restrição de desenvolvimento intrauterino, hipotensão neonatal, anúria e displasia tubular renal.
Adicionalmente, exposição fetal a inibidores de ECA durante o primeiro trimestre de gravidez tem sido associada a aumento de risco de malformações do sistema nervoso central (microcefalia e spina bifida) e cardiovascular ( defeito no septo ventricular e atrial, estenose pulmonar, ducto arterioso patente) e também um aumento do risco de malformação do rim.
Pacientes grávidas devem ser informadas dos riscos potenciais para o feto e não devem tomar Vascase® durante a gravidez.
Desconhece-se o fato de Vascase® passar para o leite materno, mas tendo em vista que os dados disponíveis em animais mostram a presença do cilazaprilato no leite de rata, não se deve administração de Vascase® a mulheres no período de amamentação.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas, quando for o caso.
Assim como outros inibidores de ECA, queda da desempenho em atividades que requerem alerta mental completo (exemplo dirigir veículo a motor) não é esperado com Vascase®. No entanto, nota-se que tontura pode ocorrer ocasionalmente.
Este medicamento é contra-indicado em crianças (não há estudos a respeito). Na população geriátrica, a dose inicial é de 0,5 mg e o paciente deve ser acompanhado de perto, principalmente se estiver utilizando altas doses de diurético para tratar a insuficiência cardíaca.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

 

4. Posologia
Vascase® deve ser administrado uma vez ao dia. Como a ingestão de alimentos não exerce influência clinicamente significativa em sua absorção, o Vascase® pode ser administrado antes ou após a refeição. A dose deve ser sempre administrada no mesmo horário.

 

Instruções posológicas especiais
Hipertensão essencial: A dose inicial recomendada é de 1 a 1,25 mg uma vez ao dia. A posologia deverá ser ajustada individualmente de acordo com a resposta da pressão arterial. A dose geralmente varia de 2,5 a 5,0 mg uma vez ao dia. Se a pressão arterial não for adequadamente controlada com 5 mg de Vascase® uma vez ao dia, um diurético não poupador de potássio poderá ser administrado concomitantemente, em dose baixa, para aumentar o efeito anti-hipertensivo.
Hipertensão renal: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com dose de 0,5 mg ou menos, uma vez que os inibidores da ECA podem determinar, nesses pacientes, maior diminuição da pressão arterial do que nos pacientes com hipertensão essencial. A dose de manutenção deve ser ajustada individualmente.
Pacientes hipertensos em uso de diuréticos: O diurético deve ser suspenso 2 a 3 dias antes do início do tratamento com Vascase® para reduzir a possibilidade de hipotensão sintomática. Ele poderá ser reiniciado posteriormente caso seja necessário. A dose inicial recomendada de Vascase® nestes pacientes é de 0,5 mg uma vez ao dia.
Insuficiência cardíaca congestiva: Vascase® pode ser usado como tratamento adjunto ao digital e/ou diuréticos em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A dose inicial recomendada é de 0,5 mg uma vez ao dia, sob supervisão médica. A dose deverá ser aumentada para a menor dose de manutenção, 1 mg ao dia, dependendo da tolerabilidade e estado clínico. Novos ajustes de dose devem ser realizados até o alcançe da dose de manutenção entre 1 a 2,5 mg dia, de acordo com a tolerabilidade e a resposta clínica do paciente. A dose máxima em geral é de 5 mg uma vez ao dia.
Estudos clínicos mostraram que o clearance de cilaziprilato estava correlacionado com o clearance de creatinina em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A recomendação de dose especial deve, portanto ser seguida em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e com insuficiência na função .

 

Insuficiência renal: Doses reduzidas podem ser necessárias em pacientes com disfunção renal, dependendo do clearance de creatinina.
Tabela 1: Programa de dosagem recomendado para pacientes com insuficiência renal
Clearance de creatinina
Dose inicial de Vascase®
(cilazapril)
Dose máxima de Vascase®
(cilazapril)
> 40 ml/min
1 mg uma vez ao dia
5 mg uma vez ao dia
10-40 ml/min
0,5 mg uma vez ao dia
2,5 mg uma vez ao dia
< 10 ml/min
0,25 – 0,5 mg uma ou duas vezes por semana, de acordo com a pressão arterial
Cirrose hepática: Em casos incomuns de pacientes com cirrose hepática que requerem tratamento com cilazapril, este deve ser iniciado com cautela na dose máxima de 0,5 mg ao dia, devido ao risco de hipotensão.
Pacientes idosos com hipertensão: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com 0,5 a 1,25 mg uma vez ao dia. Em seguida, a dose de manutenção deve ser ajustada de acordo com a tolerância individual, estado e resposta clínica.
Pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica: A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser acompanhada com cautela em pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica que recebem altas doses de diuréticos.
Crianças: Segurança e eficácia em crianças não foram estabelecidas. Portanto, a administração de cilazapril não é recomendada em crianças.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

Este medicamento não pode ser mastigado.

 

5. REAÇÕES ADVERSAS
Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis. Vascase® é, em geral, bem tolerado. Na maioria dos casos os efeitos adversos são transitórios, em grau leve ou moderado, não sendo necessária a interrupção do tratamento. Cefaléia e vertigens foram as reações mais freqüentemente relatadas pelos pacientes em tratamento com Vascase®. Outras reações adversas que ocorreram em menos de 2% dos pacientes tratados foram fadiga, hipotensão, dispepsia, náuseas, eritema e tosse. Esses efeitos foram observados, no mesmo grau de incidência, durante tratamento com outros inibidores da ECA.

 

6. CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
A administração de Vascase® até 160 mg em doses únicas a voluntários sadios não demonstrou efeitos indesejáveis sobre a pressão arterial, sendo os dados relativos à superdosagem escassos em pacientes. As manifestações mais prováveis são hipotensão, a qual pode ser grave, hipercalemia, hiponatremia e insuficiência renal com acidose metabólica. O tratamento deve ser principalmente de suporte e sintomático. Se necessário, cilazaprilato, a forma ativa do Vascase® pode ser parcialmente eliminada do organismo através da hemodiálise. Terapia específica com angiotensinamida pode ser considerada se a terapia convencional não for efetiva.

 

7. CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
Vascase® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C).
Prazo de validade:
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa).
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Vascase® é um inibidor específico da enzima conversora da angiotensina (ECA), de ação prolongada, que suprime a atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona e portanto a conversão da angiotensina I em angiotensina II, que é um potente vasoconstritor.1 Nas doses recomendadas, o efeito de Vascase® em pacientes hipertensos ou pacientes com insuficiência cardíaca crônica é mantido por mais de 24 horas.
Em pacientes com função renal normal, o potássio sérico geralmente permanece dentro do limite da normalidade durante o tratamento com Vascase®. Nos pacientes em uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio, o potássio sérico pode aumentar. 2

 

Farmacocinética
O cilazapril, após absorvido, é rapidamente convertido em sua forma ativa, o cilazaprilato. A ingestão de alimentos imediatamente antes da administração de Vascase® retarda e reduz ligeiramente sua absorção, porém, isto é clinicamente irrelevante. A biodisponibilidade do cilazaprilato oral , baseado em dados obtidos em exames de urina, é de aproximadamente 60%. Concentrações plasmáticas máximas são alcançadas dentro de duas horas após administração e estão diretamente relacionadas à dose. O cilazaprilato inalterado é eliminado pelos rins, sua meia-vida é de nove horas após uma única dose diária.
Farmacocinética em populações especiais
Insuficiência renal: Em pacientes com disfunção renal, as concentrações plasmáticas do cilazaprilato são mais elevadas do que nos pacientes com função renal normal, porque seu clearance diminui quando o clearance da creatinina é baixo. Não há eliminação em pacientes com insuficiência renal grave, mas hemodiálise reduz as concentrações de cilazapril e cilazaprilato até um certo limite.
Pacientes idosos: Em pacientes idosos, cujas funções renais forem normais para a idade, as concentrações de cilazaprilato no plasma podem ser até 40% mais altas e o clearance até 20% mais baixo em comparação com pacientes mais jovens.
Insuficiência hepática: Em pacientes com cirrose no fígado concentrações plasmáticas aumentadas e redução do clearence renal e plasmático foram observados, com um importante efeito no cilazapril em vez de seu metabólito ativo, cilazaprilato.
Insuficiência cardíaca crônica: Em pacientes com insuficiência cardíaca crônica, o clearance de cilazaprilato está correlacionado com o clearance de creatinina. Portanto, os ajustes de dose além dos recomendados para pacientes com insuficiência renal não são necessários.

 

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Hipertensão
Vascase® induz a redução da pressão diastólica e sistólica tanto em posição supina como em pé, geralmente sem provocar hipotensão ortostática. Vascase® é eficaz em todos os graus de hipertensão essencial assim como na hipertensão renal. Seu efeito anti-hipertensivo manifesta-se, normalmente, uma hora após sua administração, com efeito máximo observado entre três a sete horas após sua administração. Em geral, o ritmo cardíaco mantém-se estável. Vascase® não ocasiona taquicardia reflexa, embora possam ocorrer pequenas alterações do ritmo cardíaco clinicamente insignificantes. Em alguns pacientes, a redução da pressão arterial pode se atenuar ao final do período de intervalo entre as dosagens. O efeito anti-hipertensivo de Vascase® é mantido estável mesmo durante tratamento a longo prazo. Não foi observada elevação rápida da pressão arterial após interrupção abrupta do medicamento3
Em pacientes hipertensos com disfunção renal moderada a grave, a taxa de filtração glomerular e o fluxo sangüíneo renal normalmente permanecem inalterados com Vascase®, apesar da diminuição, clinicamente significativa, da pressão arterial. 4
Como ocorre com outros inibidores da ECA, os efeitos redutores da pressão arterial determinados pelo Vascase® podem ser menos pronunciados em pacientes da raça negra do que em outras raças. Entretanto, estas diferentes respostas, em função da raça, não são evidentes quando o Vascase® é administrado em combinação com a hidroclorotiazida.

 

Insuficiência Cardíaca Crônica
Em pacientes com insuficiência cardíaca crônica, o sistema simpático e renina-angiotensina-aldosterona geralmente estão ativados, levando ao aumento da vasoconstrição sistêmica e retenção de sódio e água. Ao suprimir o sistema renina-angiotensina-aldosterona, Vascase® melhora a insuficiência cardíaca reduzindo a resistência vascular sistêmica (pós-carga) e a pressão do leito capilar pulmonar (pré-carga) em pacientes em uso de diuréticos e/ou digital. Além disso, a tolerância ao exercício destes pacientes aumenta significativamente, demonstrando melhora na qualidade de vida. Os efeitos hemodinâmicos e clínicos ocorrem imediatamente e são persistentes.6

Referências bibliográficas
1.Natoff IL, Nixon JS, Francis RJ, et al. Biological properties of the angiotensin-converting enzyme inhibitor cilazapril J Cardiovasc Pharmacol 1985;7:569-80
2. Deget F, Brogden RN Cilazapril: a review of its pharmacodynamic and pharmacokinetic properties, and therapeutic potential in cardiovascular disease Drugs 1991;41:799-820
3. Kleinbloesem CH Cilazapril clinical pharmacology summary Research Report B-113363, July 6, 1988
4. Bailey J, Kovacs JL, Marcus N, et al. Multicenter study evaluating the short-term and long-term efficacy and safety of cilazapril (Inhibace®) therapy in patients with severe hypertension Protocol N 3121 D/K 11416 Research Report M-130488, August 1988
5. Sánchez RA, Traballi CA, Marcó EJ, et al. Long-term evaluation of cilazapril in severe hypertension Am J Med 1989;87:56S-60S.
6. Doessegger L, Nielsen T, Preston C, Arabatzis N Heart failure therapy with cilazapril: an overview J Cardiovasc Pharmacol 1994;24(3):S38-S41

 

3. INDICAÇÕES
Vascase® é indicado para o tratamento de todos os graus de hipertensão arterial essencial e renal. Vascase® está indicado também para o tratamento de insuficiência cardíaca congestiva, geralmente como terapia adjunta aos digitálicos e/ou diuréticos.

 

4. CONTRA INDICAÇÕES
Vascase® está contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao cilazapril ou a outros inibidores da ECA e em pacientes com história prévia de angioedema causado por inibidores da ECA.
Vascase®, como outros inibidores da ECA, é contra-indicado durante a gravidez e lactação.

 

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSEVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Vascase® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C).
Prazo de validade:
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa).

 

6. POSOLOGIA
Vascase® deve ser administrado uma vez ao dia. Como a ingestão de alimentos não exerce influência clinicamente significativa em sua absorção, o Vascase® pode ser administrado antes ou após a refeição. A dose deve ser sempre administrada no mesmo horário.
Instruções posológicas especiais
Hipertensão essencial: A dose inicial recomendada é de 1 a 1,25 mg uma vez ao dia. A posologia deverá ser ajustada individualmente de acordo com a resposta da pressão arterial. A dose geralmente varia de 2,5 a 5,0 mg uma vez ao dia. Se a pressão arterial não for adequadamente controlada com 5 mg de Vascase® uma vez ao dia, um diurético não poupador de potássio poderá ser administrado concomitantemente, em dose baixa, para aumentar o efeito anti-hipertensivo.
Hipertensão renal: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com dose de 0,5 mg ou menos, uma vez que os inibidores da ECA podem determinar, nesses pacientes, maior diminuição da pressão arterial do que nos pacientes com hipertensão essencial. A dose de manutenção deve ser ajustada individualmente.
Pacientes hipertensos em uso de diuréticos: O diurético deve ser suspenso 2 a 3 dias antes do início do tratamento com Vascase® para reduzir a possibilidade de hipotensão sintomática. Ele poderá ser reiniciado posteriormente caso seja necessário. A dose inicial recomendada de Vascase® nestes pacientes é de 0,5 mg uma vez ao dia.
Insuficiência cardíaca congestiva: Vascase® pode ser usado como tratamento adjunto ao digital e/ou diuréticos em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A dose inicial recomendada é de 0,5 mg uma vez ao dia, sob supervisão médica. A dose deverá ser aumentada para a menor dose de manutenção, 1 mg ao dia, dependendo da tolerabilidade e estado clínico. Ajustes de dose adicionais devem ser realizados de acordo com a tolerabilidade e a resposta clínica do paciente. A dose máxima em geral é de 5 mg uma vez ao dia.
Estudos clínicos mostraram que o clearance de cilaziprilato estava correlacionado com o clearance de creatinina em pacientes com insuficiência cardíaca crônica. A recomendação de dose especial deve, portanto ser seguida em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e com insuficiência na função renal.
Insuficiência renal: Doses reduzidas podem ser necessárias em pacientes com disfunção renal, dependendo do clearance de creatinina.

Tabela 1: Programa de dosagem recomendado para pacientes com insuficiência renal
Clearance de creatinina
Dose inicial de Vascase®
(cilazapril)
Dose máxima de Vascase®
(cilazapril)
> 40 ml/min
1 mg uma vez ao dia
5 mg uma vez ao dia
10-40 ml/min
0,5 mg uma vez ao dia
2,5 mg uma vez ao dia
< 10 ml/min
0,25 – 0,5 mg uma ou duas vezes por semana, de acordo com a pressão arterial
————-
Cirrose hepática: Em casos incomuns de pacientes com cirrose hepática que requerem tratamento com cilazapril, este deve ser iniciado com cautela na dose máxima de 0,5 mg ao dia, devido ao risco de hipotensão.
Pacientes idosos com hipertensão: O tratamento com Vascase® deve ser iniciado com 0,5 a 1,25 mg uma vez ao dia. Em seguida, a dose de manutenção deve ser ajustada de acordo com a tolerância individual, estado e resposta clínica.
Pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica: A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser acompanhada com cautela em pacientes idosos com insuficiência cardíaca crônica que recebem altas doses de diuréticos.
Crianças: Segurança e eficácia em crianças não foram estabelecidas. Portanto, a administração de cilazapril não é recomendada em crianças.

 

7. ADVERTÊNCIAS
Como outros inibidores da ECA, Vascase® deve ser usado com cautela em pacientes com estenose aórtica ou obstrução ao fluxo.
Insuficiência Hepática: Raramente, os inibidores da ECA tem sido associados com a síndrome que se inicia com icterícia colestática e progride para necrose hepática e eventualmente morte. O mecanismo desta síndrome não é conhecido. Pacientes em uso de inibidores da ECA que desenvolvem icterícia ou elevação de transaminases devem interomper a medicação e seguir acompanhamento clínico.

 

Neutropenia: Agranulocitose e neutropenia foram raramente reportados com inibidores da ECA. Monitoramento periódico da contagem de leucócitos deve ser considerado em pacientes com doença vascular de colágeno e doença renal como lupus eritromatoso sistêmico e escleroderma, ou em pacientes recebendo terapia imunosupressora, especialmente quando eles também possuem função renal comprometida.

 

Hipotensão sintomática: Ocasionalmente, tem sido relatada hipotensão sintomática associada ao uso de inibidores da ECA, particularmente em pacientes com depleção de sódio ou volume em decorrência de vômitos, diarréia, pré-tratamento com diuréticos, dieta pobre em sódio ou após diálise.

 

Hipotensão aguda deve ser tratada colocando-se o paciente em posição supina, podendo ser necessário infusão de solução salina ou expansores de volume. Após restauração do volume, o tratamento com Vascase® pode ser mantido. Entretanto, se os sintomas persistirem, a dose deve ser reduzida ou o tratamento descontinuado.

 

Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva podem apresentar diminuição acentuada na pressão arterial em resposta aos inibidores da ECA. Entretanto, não foi observada hipotensão sintomática em estudos clínicos de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva que iniciaram o tratamento com 0,5 mg de Vascase®.

 

Insuficiência renal: Em pacientes com insuficiência renal, pode ser necessária a redução da posologia em função do clearance de creatinina. Tratamento com inibidores da ECA pode levar ao aumento da uréia e/ou creatinina sérica. Apesar destas alterações serem normalmente reversíveis após descontinuação de Vascase® e/ou diuréticos, casos de disfunção renal grave e, raramente, insuficiência renal aguda têm sido relatados. Nestes pacientes, a função renal deve ser monitorada durante as primeiras semanas de tratamento.

 

Potássio sérico: A administração concomitante de diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio pode levar ao aumento de potássio sérico, principalmente em pacientes com insuficiência renal. Portanto, se o uso concomitante destes agentes estiver indicado, a dose deve ser reduzida quando Vascase® for iniciado, e o potássio sérico e a função renal devem ser monitorados cuidadosamente.

 

Cirurgia/anestesia: O uso de inibidores da ECA em combinação com drogas anestésicas que também têm efeitos na diminuição da pressão arterial, pode ocasionar hipotensão. Se isto ocorrer, está indicada expansão de volume por infusão intravenosa e, se essas medidas não forem suficientes, infusão de angiotensina II.

 

Hipersensibilidade / edema angioneurótico: edema angioneurótico foi relatado em pacientes sendo tratados com enzimas inibidoras de conversão de angiotensina.

 

Hemodiálise / anafilaxia: Embora seu mecanismo não esteja ainda estabelecido, existem evidências clínicas de que a hemodiálise ou hemofiltração com membranas de alto fluxo de poliacrilonitrato metalil sulfato ou LDL aferese, em pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo o Vascase®, pode causar anafilaxia ou reações anafilactóides incluindo choque. Portanto, estes procedimentos devem ser evitados nestes pacientes.

 

Reações anafilactóides podem ocorrer também em pacientes que se submetem à dissensibilização enquanto recebem inibidores da ECA. Cilazapril deve ser suspenso antes do início da dissensibilização. Além disso, cilazapril não deve ser substituído por um beta bloqueador nesta situação.
Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, a deficiência Lapp de lactose ou má absorção de galactose-glucose não devem tomar este medicamento.

 

Diabetes: A administração de inibidores da ECA em pacientes diabéticos pode potencializar o efeito de agentes hipoglicemiantes orais e insulina.

 

Gestação e lactação

Categoria de risco na gravidez: C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Apesar de não haver experiências específica com Vascase®, o uso de inibidores da ECA durante a gravidez humana tem sido associado com oligohidrâminos, restrição de desenvolvimento intrauterino, hipotensão neonatal, anúria e displasia tubular renal.
Adicionalmente, exposição fetal a inibidores de ECA durante o primeiro trimestre de gravidez tem sido associados a aumento do risco de malformações dos sistema nervosos central (microcefalia e spina bifida) e cardiovascular ( defeito no sépto ventricular e atrial, estenose pulmonar, persistência do ducto arterioso ) e também um aumento do risco de malformação do rim.
Pacientes grávidas devem ser informadas dos riscos potenciais para o feto e não devem tomar Vascase® durante a gravidez.
Desconhece-se o fato de Vascase® passar para o leite materno, mas tendo em vista que os dados disponíveis em animais mostram a presença do cilazaprilato no leite de rata, não se deve administração de Vascase® a mulheres no período de amamentação.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas, quando for o caso
Assim como outros inibidores de ECA, queda da performance em atividades que requerem alerta mental completo (exemplo dirigir veículo a motor) não é esperado com Vascase®. No entanto, nota-se que tontura pode ocorrer ocasionalmente.

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em idosos
A dose inicial recomendada de 0,5 mg deve ser estritamente seguida em idosos com insuficiência cardíaca crônica em uso de altas doses de diuréticos.
Uso em pediatria
A segurança e a eficácia do Vascase® não foram ainda estabelecidas em crianças.
Há poucos estudos na literatura ainda sobre o uso de Vascase® na infância mas os estudos disponíveis demonstraram eficácia na insuficiência cardíaca congestiva.

 

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Geralmente não se deve dar lítio com inibidores de ECA. Inibidores de eca reduzem o clearance renal do lítio e adicionam um disco de toxicidade do lítio.
Um efeito aditivo pode ser observado quando Vascase® for administrado em combinação com outros agentes que diminuem a pressão arterial.
Os diuréticos poupadores de potássio ou suplementos de potássio administrados junto com Vascase® podem levar a aumentos do potássio sérico, particularmente em pacientes com insuficiência renal.
Assim como ocorre com os demais inibidores da ECA, o uso concomitante de Vascase® e um anti-inflamatório não esteróide pode diminuir o efeito anti-hipertensivo de Vascase®. Isto parece não ocorrer em pacientes tratados com Vascase® antes da administração de anti-inflamatórios não esteróides.
Não houve aumento das concentrações plasmáticas de digoxina quando Vascase® foi administrado concomitantemente. Não foram observadas interações clinicamente significantes quando Vascase® foi administrado concomitantemente a nitratos, diuréticos tiazídicos, furosemida, bloqueadores de receptores H2 e anticoagulantes cumarínicos.

 

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Vascase® é, em geral, bem tolerado. Cefaléia e vertigens foram as reações mais freqüentemente relatadas pelos pacientes em tratamento com Vascase®.
Experiência pós comercialização
Vascase® é usualmente bem tolerado. Na maioria dos casos, efeitos colaterais são transitórios, de graus leve a moderado, e não requerem descontinuação da terapia. Os eventos adversos mais comuns incluem tosse seca, vermelhidão da pele, hipotensão, vertigem, fadiga, dor de cabeça, e náusea, dispepsia e outros distúrbios gastrintestinais.
Desordens do sistema linfático e sangue: Desordens do sangue foram reportadas com inibidores de ECA e incluem neutropenia e agranulocitose (especialmente em pacientes com deficiência renal e aqueles com desordens vasculares de colágeno como lupus eritromatoso sitêmico e escleroderma), trombocitopenia e anemia.
Desordens cardíacas: Hipotensão pronunciada pode ocorrer no início da terapia com inibidores de ECA, particularmente em pacientes com insuficiência cardíaca e em pacientes com volume ou sódio depletados. Infarto do miocárdio e derrame foram reportados e podem relacionar-se com quedas na pressão sanguínea em pacientes com doença cardíaca isquêmica ou doença cérebro vascular. Outro efeito cardiovascular que ocorreu inclui taquicardia, palpitação, e dor no peito.
Desordens gastrintestinais: Como outros inibidores da ECA, casos isolados de pancreatite, em alguns casos fatais, foram reportados em pacientes em uso de Vascase®.
Desordens hepatobiliares: Casos únicos de desordens da função do fígado, como testes da função do fígado aumentada (transaminases, bilirrubina, fosfatase alkalina, GT gama) e hepatite colestática com ou sem necrose, foram relatados.
Em estudos clínicos sobre insuficiência cardíaca crônica, tonteira e tosse foram os sintomas mais freqüentemente relatados em pacientes usando Vascase®.
Desordens do sistema imune: Assim como ocorre com outros inibidores da ECA, angioedema foi relatado, embora raramente, nos pacientes usando Vascase®. Uma vez que esta síndrome pode estar associada ao edema de laringe, o uso de Vascase® deve ser interrompido e imediatamente instituído tratamento apropriado, quando ocorrer envolvimento da face, lábios, língua, glote e/ou laringe.
Desordens dos tecidos subcutâneos e pele: Vermelhidão da pele (incluindo eritrema multiforme e necrose de toxidade epidérmica) podem ocorrer, fotosensibilidade, alopecia e outras reações de hipersensibilidade também foram reportadas.
Desordens urinárias e renais: Casos isolados de insuficiência renal aguda têm sido relatados em pacientes com insuficiência cardíaca grave, estenose de artéria renal ou distúrbios renais.
Achados laboratoriais:
Alterações clinicamente relevantes nos valores dos testes laboratoriais possíveis ou provavelmente relacionados ao tratamento com Vascase® raramente têm sido observadas. Aumentos insignificantes e na maioria dos casos reversíveis da uréia e creatinina têm sido observados nos pacientes usando Vascase®. Tais alterações são mais prováveis de ocorrer em pacientes com estenose da artéria renal ou insuficiência renal, mas elas também foram ocasionalmente observadas em pacientes com funções renais normais, particularmente naqueles que fazem uso concomitante de diuréticos.

 

11. SUPERDOSE
A administração de Vascase® até 160 mg em doses únicas a voluntários sadios não demonstrou efeitos indesejáveis sobre a pressão arterial, sendo os dados relativos à superdosagem escassos em pacientes. As manifestações mais prováveis são hipotensão, a qual pode ser grave, hipercalemia, hiponatremia e insuficiência renal com acidose metabólica. O tratamento deve ser principalmente de suporte e sintomático. Se necessário, cilazaprilato, a forma ativa do Vascase® pode ser parcialmente eliminada do organismo através da hemodiálise.Terapia específica com angiotensinamida pode ser considerada se a terapia convencional não for efetiva.

 

12. ARMAZENAGEM
Vascase® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C).
Prazo de validade
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa).

 

MS-1.0100.0181
Farm. Resp.: Guilherme N. Ferreira – CRF-RJ nº 4288
Fabricado por Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Est. dos Bandeirantes, 2020 CEP 22710-104 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.009.945/0023-39
Indústria Brasileira
Serviço Gratuito de Informações – 0800 7720 289 R
www.roche.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
NO do lote, data de fabricação, prazo de validade: vide cartucho.
CDS 2.0
Vascase (cilazapril)
Notif Alt Texto Bula/ 2.0
JAN/2008 F.REG.004.03

Bula do Triatec 5 mg (Anti hipertensivo)

Triatec-5-mgBula do TRIATEC® 5 mg:
ramipril
Forma farmacêutica e apresentações
Triatec® 2,5 mg: comprimidos sulcados
Embalagens com 15 e 30 unidades
Triatec® 5,0 mg: comprimidos sulcados
Embalagens com 15 e 30 unidades

Via oral

USO ADULTO

Composição
TRIATEC® 2,5 mg
Cada comprimido sulcado contém:
ramipril………………………………………………………………………. 2,5 mg
excipientes q.s.p…………………………………………………………. 1 comprimido
(hipromelose, amido de milho pré-gelatinizado, celulose microcristalina 102, estearilfumarato
de sódio e óxido férrico amarelo).

TRIATEC® 5,0 mg
Cada comprimido sulcado contém:
ramipril ………………………………………………………………………..5 mg
excipientes q.s.p………………………………………………………….. 1 comprimido
(hipromelose, amido de milho pré-gelatinizado, celulose microcristalina 102, estearilfumarato
de sódio e óxido férrico vermelho).

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
TRIATEC® é um anti-hipertensivo que promove a queda dos níveis elevados da pressão
arterial e também promove outros efeitos protetores no sistema cardíaco e vascular. Os
efeitos de ramipril são atribuídos principalmente à inibição da enzima conversora de
angiotensina (ECA).
Na maioria dos pacientes, o início do efeito anti-hipertensivo torna-se aparente após 1 ou 2
horas da administração oral de dose única, sendo que o efeito máximo é alcançado 3 a 6
horas após essa administração. A duração do efeito anti-hipertensivo de uma dose única é
geralmente de 24 horas.
O efeito anti-hipertensivo máximo com a administração contínua de ramipril é geralmente
observado após 3 a 4 semanas. Foi demonstrado que o efeito anti-hipertensivo é sustentado
em tratamentos prolongados durante dois anos.
– 2 –

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
Este medicamento pode ser utilizado em casos de:
– hipertensão arterial;
– insuficiência cardíaca congestiva;
– redução da mortalidade em pacientes pós-infarto do miocárdio;
– tratamento de nefropatia glomerular manifesta e nefropatia incipiente, em pacientes
diabéticos ou não-diabéticos;
– prevenção de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia
cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de
revascularização, em pacientes com alto risco cardiovascular, como coronariopatia
manifesta (com ou sem antecedentes de infarto do miocárdio), caso anterior de acidente
vascular cerebral ou de doença vascular periférica;
– prevenção de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia
cardiovascular, em pacientes diabéticos;
– prevenção da progressão de microalbuminúria e nefropatia manifesta.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
TRIATEC® não deve ser utilizado:
– em pacientes com alergia ao ramipril, a qualquer outro inibidor da enzima conversora de
angiotensina (ECA) ou a qualquer um dos componentes da formulação;
– em pacientes com história de angioedema;
– em pacientes com obstrução na artéria renal hemodinamicamente relevante, bilateral ou
unilateral;
– em pacientes com quadro de pressão arterial baixa ou instável;
– durante a gravidez;
– durante a amamentação.
Deve-se evitar o uso concomitante de ramipril, ou outros inibidores da enzima conversora de
angiotensina (ECA), e tratamentos extracorpóreos que façam o sangue entrar em contato
com superfícies negativamente carregadas, pois pode causar reações anafilactóides graves.
Estes tratamentos extracorporais incluem diálises ou hemofiltração com certas membranas
de alto fluxo (por exemplo: poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteínas de baixa densidade
com sulfato de dextrano.
Este medicamento é contra-indicado na faixa etária inferior a 13 anos.

ADVERTÊNCIAS
– Angioedema de cabeça, pescoço ou extremidades
Caso ocorra o desenvolvimento de angioedema (que pode envolver a língua, glote ou
laringe) durante o tratamento com TRIATEC®, ou outros inibidores da enzima conversora de
angiotensina (ECA), o mesmo deve ser interrompido imediatamente.
Angioedema da face, extremidades, lábios, língua, glote ou laringe têm sido relatados em
pacientes tratados com inibidores da ECA. O tratamento emergencial de angioedema com
risco de vida inclui administração imediata de epinefrina (administração subcutânea ou
intravenosa lenta), acompanhado de monitorização do ECG e da pressão sangüínea.
Recomenda-se hospitalização e monitorização do paciente por no mínimo 12 a 24 horas e
alta hospitalar somente após o desaparecimento completo dos sintomas.
– Angioedema intestinal
Angioedema intestinal tem sido relatado em pacientes tratados com inibidores da ECA.
Esses pacientes se apresentaram com dor abdominal (com ou sem náusea ou vômito); em
alguns casos também ocorreram angioedema facial. Os sintomas de angioedema intestinal
foram resolvidos após a interrupção da administração de inibidores da ECA.
– 3 –
Não existem dados suficientes disponíveis sobre o uso de TRIATEC® em crianças,
pacientes com insuficiência grave dos rins (depuração de creatinina abaixo de 20
mL/min/1,73 m2 de área de superfície corpórea) e pacientes sob diálise.
Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na embalagem do produto e confira o
nome para não haver enganos. Não utilize TRIATEC® caso haja sinais de violação ou
danificações da embalagem.
– Dirigindo veículos ou realizando outras tarefas que requeiram atenção
Algumas reações adversas (por exemplo: alguns sintomas de redução da pressão
sangüínea como superficialização de consciência e vertigem) podem prejudicar a habilidade
de concentração e reação do paciente e, portanto, constituem um risco em situações em
que estas habilidades são importantes (por exemplo: dirigir veículos ou operar máquinas).
– Risco de uso por via de administração não recomendada
Não há estudos dos efeitos de TRIATEC® administrado por vias não recomendadas.
Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser
somente pela via oral.
O tratamento com TRIATEC® requer acompanhamento médico regular.
– Monitorização da função dos rins
Recomenda-se monitorização da função dos rins, principalmente nas primeiras semanas de
tratamento com um inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA). Uma
monitorização cuidadosa é particularmente necessária em pacientes com:
– insuficiência cardíaca;
– doença vascular dos rins, incluindo pacientes com obstrução unilateral de artéria renal
hemodinamicamente relevante. Neste grupo de pacientes, mesmo um pequeno aumento da
creatinina no sangue pode ser indicativo de perda unilateral da função dos rins;
– alteração da função dos rins e
– transplante dos rins.
– Monitorização eletrolítica
Recomenda-se monitorização regular dos níveis de potássio no sangue. Em pacientes com
alteração da função dos rins, é necessária monitorização mais freqüente dos níveis de
potássio no sangue.
– Monitorização hematológica
A contagem de leucócitos deve ser monitorizada para detectar uma possível leucopenia.
Avaliações mais freqüentes são recomendadas na fase inicial do tratamento, em pacientes
com alteração da função dos rins, naqueles com doença de colágeno (por exemplo: lúpus
eritematoso ou esclerodermia) concomitante ou naqueles tratados com outros
medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver item REAÇÕES
ADVERSAS).

Gravidez
TRIATEC® não deve ser administrado durante a gravidez (ver item “CONTRAINDICAÇÕES”).
Portanto, a possibilidade de gravidez deve ser excluída antes do início do
tratamento. A gravidez deve ser evitada nos casos em que o tratamento com inibidores da
enzima conversora de angiotensina (ECA) é indispensável.
O tratamento com TRIATEC® deve ser interrompido, por exemplo, com a substituição por
outra forma de tratamento em pacientes que pretendem engravidar.
Se a paciente engravidar durante o tratamento, TRIATEC® deve ser substituído assim que
possível por tratamento sem inibidores da ECA. Caso contrário existe risco de dano fetal.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Amamentação
Caso o tratamento com TRIATEC® seja necessário durante a amamentação, a paciente não
deve amamentar, evitando que a criança receba quantidades pequenas de ramipril por meio
do leite materno.

INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES
INDESEJÁVEIS.
INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO
DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.
NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

PRECAUÇÕES
Pacientes idosos
Alguns pacientes idosos podem ser especialmente responsivos ao tratamento com
inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA). Recomenda-se avaliação da
função dos rins no início do tratamento. Ver também o item DOSAGEM.
– Restrições a grupos de risco
Pacientes com sistema renina-angiotensina hiperestimulado
São recomendados cuidados especiais no tratamento de pacientes com o sistema reninaangiotensina
hiperestimulado (ver item DOSAGEM). Estes pacientes estão sob risco de uma
queda aguda pronunciada da pressão sangüínea e deterioração da função dos rins devido à
inibição da enzima conversora de angiotensina (ECA), especialmente quando um inibidor da
ECA ou um diurético concomitante é administrado pela primeira vez ou é administrado em
uma dose maior pela primeira vez. Em ambos os casos deve-se realizar monitorização
rigorosa da pressão sangüínea até que se exclua a possibilidade de queda aguda da
pressão sangüínea.
A ativação significante do sistema renina-angiotensina pode ser precipitada, por exemplo:
– em pacientes com aumento severo da pressão arterial (hipertensão severa) e,
principalmente, com hipertensão maligna. A fase inicial do tratamento requer supervisão
médica especial;
– em pacientes com insuficiência do coração, principalmente com insuficiência grave ou
tratados com outras substâncias que apresentam potencial anti-hipertensivo. Em caso de
insuficiência grave do coração, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica
especial;
– em pacientes com impedimento hemodinamicamente relevante do influxo ou do efluxo
ventricular esquerdo (por exemplo: obstrução da válvula aórtica ou da válvula mitral). A fase
inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
– em pacientes com obstrução da artéria renal hemodinamicamente relevante. A fase inicial
do tratamento requer supervisão médica especial. A interrupção do tratamento com
diuréticos pode ser necessária. Ver sub-item “Monitorização da função dos rins”;
– em pacientes pré-tratados com diuréticos, nos quais a interrupção do tratamento ou a
diminuição da dose de diurético não é possível, a fase inicial do tratamento requer
supervisão médica especial;
– em pacientes que apresentam ou podem desenvolver deficiência hídrica ou salina (como
resultado da ingestão insuficiente de sais ou líquidos, ou como resultado de diarréia, vômito
ou sudorese excessiva, nos casos em que a reposição de sal ou líquidos é inadequada).
– 5 –
Geralmente recomenda-se que, quadros de desidratação, perda significativa de fluidos
corpóreos (hipovolemia) ou deficiência de sal sejam corrigidos antes do início do tratamento
(em pacientes com insuficiência do coração, entretanto, isto deve ser cuidadosamente
avaliado em relação ao risco de sobrecarga de volume). Caso esta condição torne-se
clinicamente relevante, o tratamento com TRIATEC® deve ser iniciado ou continuado
somente se medidas apropriadas forem empregadas simultaneamente, prevenindo a queda
excessiva da pressão arterial e deterioração da função dos rins.

Pacientes com doenças do fígado
Em pacientes com alteração da função do fígado, a resposta ao tratamento com TRIATEC®
pode estar reduzida ou aumentada. Adicionalmente, em pacientes que apresentam cirrose
severa no fígado com presença de edema e/ou ascite, o sistema renina-angiotensina pode
estar significativamente ativado; portanto, estes pacientes devem ter cautela especial
durante o tratamento (ver item DOSAGEM).
Pacientes com risco especial de queda acentuada da pressão sangüínea
A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial em pacientes que
apresentam risco de queda acentuada indesejável da pressão sangüínea (ex. pacientes com
obstruções de artérias coronarianas ou artérias cerebrais hemodinamicamente relevantes).

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
– Associações contra-indicadas
Tratamentos extracorpóreos nos quais o sangue entra em contato com superfícies
carregadas negativamente, como diálise ou hemofiltração com certas membranas de alto
fluxo (por exemplo: membranas de poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteína de baixa
densidade com sulfato de dextrano: risco de reações anafilactóides graves.

– Associações não-recomendadas
Sais de potássio e diuréticos poupadores de potássio: o aumento da concentração de
potássio no sangue pode ser precipitado. O tratamento concomitante com sais de potássio
ou diuréticos poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona) requer monitorização
médica rigorosa do potássio no sangue.

– Associações que exigem precauções no uso
Agentes anti-hipertensivos (por exemplo: diuréticos) e outras substâncias com
potencial anti-hipertensivo (por exemplo: nitratos, antidepressivos tricíclicos e
anestésicos): a potencialização do efeito anti-hipertensivo pode ser precipitada (em relação
aos diuréticos: ver itens PRECAUÇÕES, REAÇÕES ADVERSAS e DOSAGEM).
Recomenda-se monitorização médica regular do sódio no sangue em pacientes recebendo
terapia concomitante com diuréticos.
Vasoconstritores simpatomiméticos: podem reduzir o efeito anti-hipertensivo de Triatec®.
Recomenda-se monitorização médica cuidadosa da pressão sangüínea.
Alopurinol, imunossupressores, corticosteróides, procainamida, citostáticos e outras
substâncias que podem alterar o perfil hematológico: aumento da probabilidade de
ocorrência de reações hematológicas (ver item ADVERTÊNCIAS).
Sais de lítio: a excreção de lítio pode ser reduzida pelos inibidores da enzima conversora
de angiotensina (ECA). Esta redução pode levar ao aumento dos níveis de lítio no sangue e
ao aumento da toxicidade relacionada ao lítio. Portanto, os níveis de lítio devem ser
monitorizados.
Agentes antidiabéticos (por exemplo: insulina e derivados de sulfoniluréia): os
inibidores da ECA podem reduzir a resistência à insulina. Em casos isolados, esta redução
pode causar reações hipoglicêmicas, ou seja, queda dos níveis de açúcar no sangue, em
pacientes tratados concomitantemente com antidiabéticos. Portanto, recomenda-se
– 6 –
monitorização cuidadosa dos níveis de açúcar no sangue durante a fase inicial da coadministração.
– Associações a serem consideradas
Antiinflamatórios não-esteroidais (por exemplo: indometacina) e ácido acetilsalicílico:
a atenuação do efeito anti-hipertensivo do Triatec® pode ser precipitada. Adicionalmente, o
tratamento concomitante dos inibidores da ECA e antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs)
pode promover aumento do risco de deterioração da função dos rins e elevação do potássio
no sangue.
Heparina: possível aumento da concentração de potássio no sangue.
Álcool: aumento da vasodilatação. Triatec® pode potencializar o efeito do álcool.
Sal: ingestão de sal aumentada pode atenuar o efeito anti-hipertensivo de Triatec®.
Terapia dessensibilizante: a possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas e
anafilactóides causadas por veneno de insetos estão aumentadas com a inibição da ECA.
Considera-se que este efeito também pode ocorrer com outros alérgenos.

Alimentos
A absorção de Triatec® não é significativamente afetada por alimentos.

Exames de laboratório
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de ramipril em testes
laboratoriais.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
MODO DE USAR
TRIATEC® deve ser deglutido inteiro, sem mastigar e com uma quantidade suficiente de
líquido (aproximadamente, meio copo de água). TRIATEC® pode ser ingerido antes, durante
ou após as refeições, visto que a absorção de ramipril não é significativamente afetada por
alimentos.

DOSAGEM
A posologia é baseada no efeito desejado e na tolerabilidade dos pacientes ao
medicamento. O tratamento com TRIATEC® é geralmente a longo prazo. A duração do
tratamento é determinada pelo médico em cada caso.
Tratamento da hipertensão arterial (pressão arterial alta)
Recomenda-se que TRIATEC® seja administrado uma vez ao dia, iniciando-se com uma
dose de 2,5 mg e, se necessário e dependendo da resposta do paciente, a dose pode ser
aumentada para 5 mg em intervalos de 2 a 3 semanas.
A dose usual de manutenção é de 2,5 a 5 mg de TRIATEC® diariamente.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg.
Ao invés de se aumentar a dose de TRIATEC® acima de 5 mg por dia, pode-se considerar a
administração adicional de um diurético ou de um antagonista de cálcio.
– 7 –
Tratamento da insuficiência cardíaca congestiva
A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de TRIATEC®, uma vez ao dia. Dependendo da
resposta do paciente, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se
aumentada, seja dobrada em intervalos de 1 a 2 semanas. Se a dose diária de 2,5 mg ou
mais de TRIATEC® é necessária, esta pode ser administrada em tomada única ou dividida
em duas tomadas.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de TRIATEC®.
Tratamento após infarto agudo do miocárdio
A dose inicial recomendada é de 5 mg de TRIATEC® diariamente, dividida em duas
administrações de 2,5 mg: uma pela manhã e outra à noite. Se o paciente não tolerar esta
dose inicial, recomenda-se que a dose de 1,25 mg seja administrada duas vezes ao dia,
durante dois dias. Nos dois casos, dependendo da resposta do paciente, a dose poderá,
então, ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se aumentada, seja dobrada em
intervalos de 1 a 3 dias.
Numa fase posterior, a dose diária total, inicialmente dividida, poderá ser administrada como
tomada única diária.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de TRIATEC®.
A experiência no tratamento de pacientes com insuficiência grave do coração (NYHA IV)
imediatamente após infarto do miocárdio ainda é insuficiente. Se mesmo assim a decisão
tomada for tratar estes pacientes, recomenda-se que a terapia seja iniciada com a menor
dose diária possível, ou seja, 1,25 mg de TRIATEC®, uma vez ao dia, e que a dose seja
aumentada somente sob cuidados especiais.
Tratamento de nefropatia glomerular manifesta e nefropatia incipiente
A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de TRIATEC® uma vez ao dia. Dependendo da
resposta do paciente, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se
aumentada, seja dobrada em intervalos de 2 a 3 semanas.
A dose máxima permitida é de 5 mg ao dia.
Doses acima de 5 mg de TRIATEC® uma vez ao dia não foram avaliadas adequadamente
em estudos clínicos controlados.
Prevenção do infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) ou morte por
patologia cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos
de revascularização em pacientes com alto risco cardiovascular; prevenção de infarto
do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) ou morte por patologia
cardiovascular em pacientes diabéticos ou prevenção da progressão de
microalbuminúria e nefropatia manifesta.
Recomenda-se a administração de uma dose inicial de 2,5 mg de ramipril (TRIATEC® 2,5
mg) uma vez ao dia. A dose deve ser gradualmente aumentada, dependendo da
tolerabilidade do paciente. Após uma semana de tratamento, recomenda-se duplicar a dose
para 5 mg de ramipril (TRIATEC® 5 mg). Após outras três semanas, aumentar a dose para
10 mg de ramipril.
Dose usual de manutenção: 10 mg/dia de TRIATEC®.
Doses acima de 10 mg de TRIATEC® uma vez ao dia não foram adequadamente avaliadas
em estudos clínicos controlados.
Pacientes com insuficiência grave dos rins, definidos por uma depuração de creatinina < 0,6
mL/segundo, não foram adequadamente avaliados.
– Populações especiais
– 8 –
Em pacientes com alteração da função dos rins apresentando depuração de creatinina entre
50 e 20 mL/min/1,73 m² de área de superfície corpórea, a dose inicial é geralmente de 1,25
mg de TRIATEC®. A dose diária máxima permitida nesses pacientes é de 5 mg de
TRIATEC®.
Quando a deficiência de sal ou líquidos não for completamente corrigida, em pacientes com
pressão arterial alta grave, assim como em pacientes nos quais um quadro de pressão
arterial baixa constituiria um risco particular (por ex.: obstrução relevante de artérias
coronarianas ou cerebrais), uma dose inicial diária reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® deve
ser considerada.
Em pacientes tratados previamente com diuréticos, deve se descontinuar o diurético, no
mínimo, 2 a 3 dias ou mais (dependendo da duração da ação do diurético) antes de se
iniciar o tratamento com TRIATEC® ou que seja, pelo menos, reduzida gradativamente à
dose do diurético. Geralmente, a dose inicial em pacientes tratados previamente com um
diurético é de 1,25 mg de TRIATEC®.
Em pacientes com insuficiência do fígado, a resposta ao tratamento com TRIATEC® pode
estar tanto aumentada quanto diminuída. O tratamento com TRIATEC® em tais pacientes
deverá, portanto, ser iniciado somente sob rigorosa supervisão médica. A dose máxima
diária permitida nesses pacientes é de 2,5 mg de TRIATEC® .
Em pacientes idosos, uma dose diária inicial reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® deve ser
considerada.
Caso haja esquecimento de administração (dose omitida) consulte imediatamente seu
médico.

SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS
DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.
NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR
OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

ASPECTO FÍSICO
TRIATEC® 2,5 mg
Comprimidos sulcados amarelados.
TRIATEC® 5,0 mg
Comprimidos sulcados avermelhados.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS
Ver item ASPECTO FÍSICO.

QUAIS AS REAÇÕES ADVERSAS QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Informe seu médico o aparecimento de reações adversas como: ânsia de vômito, tontura,
dor de cabeça, bem como quaisquer outros sinais ou sintomas.
Como TRIATEC® é um anti-hipertensivo, muitas das reações adversas são efeitos
secundários à ação de redução da pressão sangüínea, que resulta na contra-regulação
adrenérgica ou hipoperfusão nos órgãos. Numerosos outros efeitos (por exemplo: efeitos
– 9 –
sobre o balanço eletrolítico, certas reações anafilactóides ou reações inflamatórias das
membranas mucosas) são causados pela inibição da enzima conversora de angiotensina
(ECA) ou por outras ações farmacológicas comuns a esta classe de fármacos.
Sistema cardiovascular e sistema nervoso
Excepcionalmente podem ocorrer sintomas e reações leves como: dor de cabeça,
alterações do equilíbrio, taquicardia, fraqueza, sonolência, superficialização de consciência
ou diminuição da capacidade de reação.
Sintomas leves e reações como edema periférico, rubor, vertigem, zumbidos, fadiga,
nervosismo, depressão, tremor, agitação, alterações visuais, alterações do sono, confusão,
ansiedade, impotência erétil transitória, palpitações, sudorese, alterações auditivas,
sonolência, regulação ortostática alterada, assim como reações graves como angina
pectoris, arritmias cardíacas e síncope são raros.
Pode ocorrer raramente queda grave da pressão arterial, assim como, em casos isolados,
isquemia cerebral ou miocárdica, infarto do miocárdio, ataque isquêmico transitório, acidente
vascular cerebral isquêmico, exacerbação das alterações de perfusão devido à obstrução
vascular, precipitação ou intensificação do fenômeno de Raynaud ou parestesia.
Rim e balanço eletrolítico
Excepcionalmente pode ocorrer aumento da uréia e creatinina no sangue (mais comum com
a adição de diuréticos) e alteração da função dos rins, em casos isolados progressão até
insuficiência aguda dos rins.
Raramente pode ocorrer aumento de potássio no sangue. Em casos isolados, pode-se
desenvolver diminuição do sódio no sangue, assim como deterioração de proteinúria préexistente
(embora inibidores da ECA geralmente reduzam a proteinúria) ou aumento da
excreção urinária (em associação a melhora da performance cardíaca).
Trato respiratório, reações anafiláticas/anafilactóides e cutâneas
Comumente ocorre tosse seca irritativa (não-produtiva). Esta tosse geralmente piora à noite
e durante períodos de descanso (por exemplo, quando a pessoa está deitada), sendo mais
freqüente em mulheres e não-fumantes.
Raramente pode ocorrer congestão nasal, sinusite, bronquite, broncoespasmo e dispnéia.
Excepcionalmente pode ocorrer angioedema leve farmacologicamente mediado (a
incidência de angioedema relacionado a inibidores da ECA parece ser maior em negros, por
exemplo, em afro-caribenhos, comparativamente a pacientes não-negros). Reações graves
deste tipo ou de outros, reações anafiláticas ou anafilactóides ao ramipril ou a qualquer um
dos outros componentes (não mediadas farmacologicamente) são raras.
Reações cutâneas e nas mucosas, como exantema, prurido ou urticária são pouco comuns.
Em casos isolados pode ocorrer o desenvolvimento de exantema maculopapular, pênfigo,
exarcebação psoriática, psoriasiforme, exantema e enantema penfigóide ou liquenóide,
eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrose epidérmica tóxica, alopecia,
onicólise ou fotossensibilidade.
A possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas e anafilactóides causadas por veneno
de insetos podem ser aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito
também possa ocorrer com outros alérgenos.
Trato digestivo e sistema hepático
Excepcionalmente pode ocorrer: náuseas, elevação do nível sangüíneo das enzimas do
fígado e/ou da bilirrubina, assim como icterícia colestática. Raramente pode ocorrer secura
da boca, glossite, reações inflamatórias da cavidade oral e do trato gastrintestinal,
desconforto abdominal, dor gástrica (incluindo dor semelhante à dor gástrica), alterações
digestivas, constipação, diarréia, vômito e aumento dos níveis das enzimas pancreáticas.
– 10 –
Em casos isolados pode ocorrer pancreatite e danos no fígado (incluindo insuficiência aguda
no fígado).
Reações hematológicas
Raramente pode ocorrer redução leve (em casos isolados, grave) da contagem de
hemácias, conteúdo de hemoglobina, contagem de leucócitos e plaquetas. Em casos
isolados, pode ocorrer agranulocitose, pancitopenia e depressão da medula óssea.
Reações hematológicas relacionadas aos inibidores da ECA são mais prováveis de
ocorrerem em pacientes com alteração da função dos rins, com doenças concomitantes do
colágeno (por exemplo: lúpus eritematoso ou esclerodermia), ou naqueles tratados com
outros medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico. (ver item INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS e ADVERTÊNCIAS).

Em casos isolados, pode ocorrer desenvolvimento de anemia hemolítica.

Outras reações adversas
Excepcionalmente pode ocorrer conjuntivite, assim como, raramente, cãibra muscular,
redução da libido, perda do apetite e alterações do paladar (por exemplo: gosto metálico) e
do olfato ou perda parcial ou algumas vezes completa do paladar.
Em casos isolados pode ocorrer vasculites, mialgia, artralgia, febre e eosinofilia, assim como
contagem elevada de anticorpos antinucleares.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE
MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Sintomas
Os sintomas que a superdose pode causar são: vasodilatação periférica excessiva (com
hipotensão acentuada e choque), bradicardia, alterações eletrolíticas e insuficiência dos rins.
Em caso de superdose acidental, sempre procure atendimento médico de emergência.
Enquanto aguarda socorro, permaneça deitado com as pernas elevadas.
Tratamento
Desintoxicação primária, por meio de lavagem gástrica, administração de adsorventes e
sulfato de sódio (se possível durante os primeiros 30 min.). Em caso de queda da pressão
arterial, a administração de agonistas alfa1-adrenérgicos (por exemplo: norepinefrina e
dopamina) ou angiotensina II (angiotensinamida), a qual está geralmente disponível
somente em escassos laboratórios de pesquisa, deve ser considerada em adição à
reposição hídrica e salina.
Não existem dados disponíveis sobre a eficácia de diurese forçada, alteração do pH urinário,
hemofiltração ou diálise no aumento da velocidade de eliminação do ramipril ou do
ramiprilato. Caso a diálise ou a hemofiltração sejam consideradas, ver item CONTRAINDICAÇÕES.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
TRIATEC® comprimidos deve ser mantido em sua embalagem original e em temperatura
ambiente (entre 15 e 30ºC).
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
– 11 –
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Modo de ação
O ramiprilato, metabólito ativo do pró-fármaco ramipril, inibe a enzima
dipeptidilcarboxipeptidase I (sinônimos: enzima conversora de angiotensina (ECA), cininase
II). No plasma e tecidos, esta enzima catalisa a conversão de angiotensina I em
angiotensina II, substância vasoconstritora ativa, assim como o esgotamento da bradicinina,
substância vasodilatadora ativa. A redução da formação de angiotensina II e a inibição do
esgotamento de bradicinina leva à vasodilatação.
Como a angiotensina II também estimula a secreção de aldosterona, o ramiprilato promove
redução da secreção de aldosterona. O aumento da atividade de bradicinina contribui,
provavelmente, para os efeitos cárdio-protetor e endotélio-protetor observados em estudos
com animais. Ainda não está estabelecida também, a relação destes efeitos, com certas
reações adversas (por exemplo: tosse irritativa).
Os inibidores da ECA são eficazes mesmo em pacientes com hipertensão de baixa renina. A
resposta média ao inibidor da ECA em monoterapia é menor em pacientes negros (afrocaribenhos)
e hipertensos (geralmente população hipertensa de baixa renina) do que em
pacientes não-negros.
Propriedades farmacodinâmicas
A administração de ramipril causa redução acentuada da resistência arterial periférica.
Geralmente, não ocorrem alterações significativas no fluxo plasmático renal e na taxa de
filtração glomerular.
A administração de ramipril em pacientes com hipertensão promove redução da pressão
sangüínea, tanto na posição supina quanto na posição ereta, sem causar aumento
compensatório na freqüência cardíaca.
Na maioria dos pacientes, o início do efeito anti-hipertensivo torna-se aparente após 1 ou 2
horas da administração oral de dose única, sendo que o efeito máximo é alcançado 3 a 6
horas após essa administração. A duração do efeito anti-hipertensivo de uma dose única é
geralmente de 24 horas.
O efeito anti-hipertensivo máximo com a administração contínua de ramipril é geralmente
observado após 3 a 4 semanas. Foi demonstrado que o efeito anti-hipertensivo é sustentado
em tratamentos prolongados durante dois anos.
A interrupção abrupta de ramipril não produz aumento rebote rápido e excessivo na pressão
sangüínea.
O estudo AIRE demonstrou que o ramipril reduz o risco de mortalidade em 27% quando
comparado ao placebo, em pacientes com evidência clínica de insuficiência cardíaca que
iniciaram o tratamento 3 a 10 dias após infarto agudo do miocárdio. Sub-análises revelaram
que os riscos de morte súbita e da progressão de insuficiência cardíaca severa/resistente
sofreram reduções adicionais (30% e 23%, respectivamente). Adicionalmente, a
probabilidade de hospitalização posterior devido à insuficiência cardíaca foi reduzida em
26%.
Em pacientes com nefropatia manifesta, diabéticos ou não-diabéticos, ramipril reduz a taxa
de progressão da insuficiência renal e do desenvolvimento do estágio final da insuficiência
renal, bem como a necessidade de diálise ou transplante renal. Em pacientes com
nefropatia incipiente, diabéticos ou não-diabéticos, ramipril reduz a taxa de excreção de
albumina.
No estudo controlado com placebo “Avaliação do efeito preventivo no coração” (HOPE), com
duração de cinco anos, conduzido em pacientes com 55 anos ou mais, apresentando risco
cardiovascular aumentado devido a doenças vasculares (doença cardíaca coronariana
manifesta, história de acidente vascular cerebral ou história de doença vascular periférica)
– 12 –
ou apresentando diabetes mellitus com no mínimo um fator de risco adicional
(microalbuminúria, hipertensão, níveis elevados de colesterol total, baixos níveis de HDLcolesterol,
tabagismo), ramipril foi administrado concomitante a uma terapia padrão em
4.645 pacientes com objetivo de prevenção.
Este estudo mostrou que ramipril reduz de maneira significativa a incidência de infarto do
miocárdio, acidente vascular cerebral ou mortes causadas por doenças cardiovasculares.
Além disso, ramipril reduz a mortalidade total, bem como a necessidade de
revascularizações, e atrasa o início e a progressão da insuficiência cardíaca congestiva. Na
população em geral e entre os diabéticos, ramipril reduz o risco de desenvolvimento de
nefropatia. Ramipril também reduz a ocorrência de microalbuminúria. Estes efeitos foram
observados tanto em pacientes hipertensos como em pacientes normotensos.
Propriedades farmacocinéticas
O pró-fármaco ramipril passa por um extenso metabolismo hepático pré-sistêmico, que é
essencial para a formação do ramiprilato, único metabólito ativo (por meio de hidrólise, que
ocorre predominantemente no fígado). Adicionalmente a esta ativação em ramiprilato, o
ramipril é glicuronizado e transformado em ramipril dicetopiperazina (éster). O ramiprilato
também é glicuronizado e transformado em ramiprilato de dicetopiperazina (ácido).
Como resultado dessa ativação/metabolização do pró-fármaco, a biodisponibilidade do
ramipril administrado por via oral é de aproximadamente 20%.
A biodisponibilidade do ramiprilato após administração oral de 2,5 e 5,0 mg de ramipril é de
aproximadamente 45% comparada a sua disponibilidade após a administração intravenosa
das mesmas doses.
Após a administração oral de 10 mg de ramipril radiomarcado, aproximadamente 40% da
radioatividade total é excretada nas fezes e aproximadamente 60% na urina. Após
administração intravenosa de ramipril, aproximadamente 50 a 60% da dose foi detectada na
urina (como ramipril e seus metabólitos); aproximadamente 50% foi eliminada
aparentemente por vias não-renais. Após a administração intravenosa de ramiprilato,
aproximadamente 70% da substância e seus metabólitos foi encontrado na urina – indicando
eliminação não-renal de ramiprilato de aproximadamente 30%. Após a administração oral de
5 mg de ramipril em pacientes com drenagem dos ductos biliares, aproximadamente a
mesma quantidade de ramipril e seus metabólitos foi excretada pela urina e pela bile nas
primeiras 24 horas.
Aproximadamente 80 a 90% dos metabólitos encontrados na urina e na bile foram
identificados como ramiprilato ou metabólitos do ramiprilato. Ramipril glicuronídeo e ramipril
dicetopiperazina representaram aproximadamente 10 a 20% da quantidade total de
metabólitos, enquanto que a quantidade de ramipril não metabolizado foi de
aproximadamente 2%.
Estudos realizados em animais durante a fase de amamentação demonstraram que o
ramipril passa para o leite materno.
O ramipril é rapidamente absorvido após a administração oral. Como foi determinado
através da recuperação da radioatividade na urina, que representa apenas uma das vias de
eliminação, a absorção de ramipril é de pelo menos 56%. A administração de ramipril
concomitante com alimentos não apresenta efeito relevante sobre a absorção.
As concentrações plasmáticas máximas são atingidas dentro de 1 hora após a
administração oral. A meia-vida de eliminação é de aproximadamente 1 hora. As
concentrações plasmáticas máximas de ramiprilato são atingidas em 2 a 4 horas após a
administração oral de ramipril.
A queda das concentrações plasmáticas do ramiprilato é polifásica. A meia-vida da
distribuição inicial e da fase de eliminação é de aproximadamente 3 horas. É seguida por
uma fase intermediária (meia-vida de aproximadamente 15 horas) e por uma fase terminal
– 13 –
com concentrações plasmáticas de ramiprilato muito baixas e com meia-vida de
aproximadamente 4 a 5 dias.
A fase terminal está relacionada à dissociação lenta do ramiprilato da sua ligação restrita,
mas saturável, à ECA.
Apesar da longa fase terminal, a dose única diária maior ou igual a 2,5 mg de ramipril
promove concentrações plasmáticas de ramiprilato no estado de equilíbrio após
aproximadamente 4 dias. A meia-vida “efetiva”, que é relevante para a determinação da
dose, é de 13 a 17 horas quando da administração de doses múltiplas.
Após administração intravenosa, o volume de distribuição sistêmica de ramipril é de
aproximadamente 90 L e o volume de distribuição sistêmica relativa do ramiprilato é de
aproximadamente 500 L.
Em estudos in vitro, o ramiprilato demonstrou constantes inibitórias gerais de 7 pmol/L e
meia-vida de dissociação da ECA de 10,7 horas, que são indicativos de alta potência.
As taxas de ligação à proteína do ramipril e do ramiprilato são de aproximadamente 73% e
56%, respectivamente.
Em voluntários saudáveis com idade entre 65 e 76 anos, os parâmetros farmacocinéticos do
ramipril e do ramiprilato são semelhantes aos de voluntários saudáveis jovens.
A excreção renal do ramiprilato é reduzida em pacientes com alterações da função renal e o
clearance renal do ramiprilato é proporcionalmente relacionado ao clearance da creatinina.
Isso resulta na elevação das concentrações plasmáticas de ramiprilato, que diminuem de
maneira mais lenta do que em pessoas com função renal normal.
A alteração da função hepática retarda a ativação de ramipril à ramiprilato quando são
administradas doses elevadas (10 mg) de ramipril, resultando na elevação do nível
plasmático de ramipril e na diminuição da eliminação de ramiprilato.
Assim como em pessoas saudáveis e pacientes com hipertensão, também não foi
observado acúmulo relevante de ramipril e ramiprilato após administração oral de 5 mg de
ramipril uma vez ao dia, durante 2 semanas, em pacientes com insuficiência cardíaca
congestiva.
– Dados de segurança pré-clínica
Toxicidade aguda
Com uma DL50 superior a 10.000 mg/Kg de peso corpóreo em camundongos e ratos e
superior a 1000 mg/Kg de peso corpóreo em cães da raça beagle, considerou-se que a
administração oral de ramipril não apresenta toxicidade aguda.
Toxicidade crônica
Estudos de toxicidade crônica foram conduzidos em ratos, cães e macacos. Em ratos, doses
diárias na ordem de 40 mg/Kg de peso corpóreo provocaram alterações nos eletrólitos
plasmáticos e anemia. Com doses diárias ≥ 3,2 mg/Kg de peso corpóreo, foram encontradas
algumas evidências de alterações na morfologia renal (atrofia do túbulo distal). Entretanto,
estes efeitos podem ser explicados farmacodinamicamente e são característicos desta
classe de substâncias. Doses diárias de 2 mg/Kg de peso corpóreo foram toleradas por
ratos sem que fossem observados efeitos tóxicos. A atrofia tubular foi observada em ratos,
mas não em cães e macacos.
Como uma expressão da atividade farmacodinâmica do ramipril (um sinal do aumento da
produção de renina como reação à redução da formação de angiotensina II), foi observada
hipertrofia pronunciada do aparelho justaglomerular em cães e macacos – especialmente
com doses diárias ≥ 250 mg/Kg de peso corpóreo. Também foram observadas, em cães e
– 14 –
macacos, alterações nos eletrólitos plasmáticos e no perfil sangüíneo. Cães e macacos
toleraram doses de 2,5 mg/Kg de peso corpóreo e 8 mg/Kg de peso corpóreo,
respectivamente, sem que fossem observados efeitos tóxicos.
Toxicidade reprodutiva
Estudos de toxicidade reprodutiva foram conduzidos em ratos, coelhos e macacos e não
evidenciaram nenhuma propriedade teratogênica.
A fertilidade não foi alterada tanto nas fêmeas quanto nos machos.
A administração de doses diárias de ramipril ≥ 50 mg/Kg de peso corpóreo em ratas durante
o período fetal e o período de amamentação produziu danos renais irreversíveis (dilatação
da pélvis renal) na prole.
Quando inibidores da ECA foram administrados em mulheres durante o segundo e terceiro
trimestres de gravidez, foram observados efeitos tóxicos nos fetos e recém-nascidos,
incluindo – às vezes em conjunto com oligoidrâmnios (provavelmente como resultado de
alteração da função renal fetal) – deformidades crânio-faciais, hipoplasias pulmonares,
contraturas nos membros fetais, hipotensão, anúria, insuficiência renal irreversível e
reversível, assim como óbito. Também foram relatados em humanos partos prematuros,
crescimento intra-uterino retardado e persistência do ducto de Botallo. Entretanto, não é
conhecido se estes fenômenos são uma conseqüência da exposição aos inibidores da ECA.
Toxicidade imunológica
Estudos toxicológicos demonstraram que o ramipril não possui nenhum efeito imunotóxico.
Mutagenicidade
Testes extensivos de mutagenicidade utilizando vários sistemas de testes demonstraram
que o ramipril não apresenta nenhuma propriedade mutagênica ou genotóxica.
Carcinogenicidade
Estudos prolongados em ratos e camundongos não demonstraram nenhuma indicação de
efeito tumorigênico.
Em ratos, túbulos renais com células oxifílicas e túbulos com hiperplasia celular oxifílica
foram considerados como uma resposta às alterações funcionais e morfológicas e não como
uma resposta neoplásica ou pré-neoplásica.

RESULTADOS DE EFICÁCIA
A eficácia de ramipril está comprava nos seguintes estudos: “Effects of an angiotensinconverting-
enzyme inhibitor, ramipril, on cardiovascular events in high-risk patients. The
Heart Outcomes Prevention Evaluation Study Investigators.” (YUSUF, S. 2000); “Study
Investigators. Effects of ramipril on cardiovascular and microvascular outcomes in people
with diabetes mellitus: results of the HOPE study and MICRO-HOPE substudy. Heart
Outcomes Prevention Evaluation Study Investigators.” (HOPE 2000); “ACE for whom?
Implications for clinical practice of post-infarct trials.” (WALSH, J. T. 1995).

INDICAÇÕES
– Hipertensão arterial.
– Insuficiência cardíaca congestiva.
– Redução da mortalidade em pacientes pós-infarto do miocárdio.
– Tratamento de nefropatia glomerular manifesta e nefropatia incipiente, em pacientes
diabéticos ou não-diabéticos.
– Prevenção de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia
cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de
revascularização, em pacientes com alto risco cardiovascular, como coronariopatia
manifesta (com ou sem antecedentes de infarto do miocárdio), caso anterior de acidente
vascular cerebral ou de doença vascular periférica.
– 15 –
– Prevenção de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia
cardiovascular, em pacientes diabéticos.
– Prevenção da progressão de microalbuminúria e nefropatia manifesta.

CONTRA-INDICAÇÕES
TRIATEC® não deve ser utilizado:
– em pacientes com hipersensibilidade ao ramipril, a qualquer outro inibidor da ECA ou a
qualquer um dos componentes da formulação;
– em pacientes com história de angioedema;
– em pacientes com estenose da artéria renal hemodinamicamente relevante, bilateral ou
unilateral;
– em pacientes com quadro hipotensivo ou hemodinamicamente instáveis;
– durante a gravidez e
– durante a amamentação.
Deve-se evitar o uso concomitante de inibidores da ECA e tratamentos extracorpóreos nos
quais o sangue entra em contato com superfícies carregadas negativamente, pois pode
causar reações anafilactóides graves. Estes tratamentos extracorpóreos incluem diálises ou
hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (por exemplo: poliacrilonitrila) e aferese
de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
TRIATEC® deve ser deglutido inteiro, sem mastigar e com uma quantidade suficiente de
líquido (aproximadamente, meio copo de água). TRIATEC® pode ser ingerido antes, durante
ou após as refeições, visto que a absorção de ramipril não é significativamente afetada por
alimentos.
Depois de aberto, o medicamento deve ser mantido em sua embalagem original e em
temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC).

POSOLOGIA
A posologia é baseada no efeito desejado e na tolerabilidade dos pacientes ao
medicamento. O tratamento com TRIATEC® é geralmente a longo prazo. A duração do
tratamento é determinada pelo médico em cada caso.
– Tratamento da hipertensão arterial
Recomenda-se que TRIATEC® seja administrado uma vez ao dia, iniciando-se com uma
dose de 2,5 mg e, se necessário e dependendo da resposta do paciente, a dose pode ser
aumentada para 5 mg em intervalos de 2 a 3 semanas.
A dose usual de manutenção é de 2,5 a 5 mg de TRIATEC® diariamente.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg.
Ao invés de se aumentar a dose de TRIATEC® acima de 5 mg por dia, pode-se considerar a
administração adicional de um diurético ou de um antagonista de cálcio.
– Tratamento da insuficiência cardíaca congestiva
A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de TRIATEC®, uma vez ao dia. Dependendo da
resposta do paciente, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se
aumentada, seja dobrada em intervalos de 1 a 2 semanas. Se a dose diária de 2,5 mg ou
mais de TRIATEC® é necessária, esta pode ser administrada em tomada única ou dividida
em duas tomadas.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de TRIATEC®.
– Tratamento após infarto agudo do miocárdio
A dose inicial recomendada é de 5 mg de TRIATEC® diariamente, dividida em duas
administrações de 2,5 mg: uma pela manhã e outra à noite. Se o paciente não tolerar esta
– 16 –
dose inicial, recomenda-se que a dose de 1,25 mg seja administrada duas vezes ao dia,
durante dois dias. Nos dois casos, dependendo da resposta do paciente, a dose poderá,
então, ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se aumentada, seja dobrada em
intervalos de 1 a 3 dias.
Numa fase posterior, a dose diária total, inicialmente dividida, poderá ser administrada como
tomada única diária.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de TRIATEC®.
A experiência no tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca grave (NYHA IV)
imediatamente após infarto do miocárdio ainda é insuficiente. Se mesmo assim a decisão
tomada for tratar estes pacientes, recomenda-se que a terapia seja iniciada com a menor
dose diária possível, ou seja, 1,25 mg de TRIATEC®, uma vez ao dia, e que a dose seja
aumentada somente sob cuidados especiais.
– Tratamento de nefropatia glomerular manifesta e nefropatia incipiente
A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de TRIATEC® uma vez ao dia. Dependendo da
resposta do paciente, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se
aumentada, seja dobrada em intervalos de 2 a 3 semanas.
A dose máxima permitida é de 5 mg ao dia.
Doses acima de 5 mg de TRIATEC® uma vez ao dia não foram avaliadas adequadamente
em estudos clínicos controlados.
– Prevenção do infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por
patologia cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos
de revascularização em pacientes com alto risco cardiovascular; prevenção de infarto
do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia cardiovascular em
pacientes diabéticos ou prevenção da progressão de microalbuminúria e nefropatia
manifesta
Recomenda-se a administração de uma dose inicial de 2,5 mg de ramipril (TRIATEC® 2,5
mg) uma vez ao dia. A dose deve ser gradualmente aumentada, dependendo da
tolerabilidade do paciente. Após uma semana de tratamento, recomenda-se duplicar a dose
para 5 mg de ramipril (TRIATEC® 5 mg). Após outras três semanas, aumentar a dose para
10 mg de ramipril.
Dose usual de manutenção: 10 mg/dia de TRIATEC®.
Doses acima de 10 mg de TRIATEC® uma vez ao dia não foram adequadamente avaliadas
em estudos clínicos controlados.
Pacientes com insuficiência renal grave, definidos por um clearance de creatinina < 0,6
mL/segundo, não foram adequadamente avaliados.
– Populações especiais
Em pacientes com alteração da função renal apresentando clearance de creatinina entre 50
e 20 mL/min/1,73 m² de área de superfície corpórea, a dose inicial é geralmente de 1,25 mg
de TRIATEC®. A dose diária máxima permitida nesses pacientes é de 5 mg de TRIATEC®.
Quando a deficiência de sal ou líquidos não for completamente corrigida, em pacientes com
hipertensão grave, assim como em pacientes nos quais um quadro de hipotensão
constituiria um risco particular (por ex.: estenose relevante de artérias coronarianas ou
cerebrais), uma dose inicial diária reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® deve ser considerada.
Em pacientes tratados previamente com diuréticos, deve se descontinuar o diurético, no
mínimo, 2 a 3 dias ou mais (dependendo da duração da ação do diurético) antes de se
– 17 –
iniciar o tratamento com TRIATEC® ou que seja, pelo menos, reduzida gradativamente a
dose do diurético. Geralmente, a dose inicial em pacientes tratados previamente com um
diurético é de 1,25 mg de TRIATEC®.
Em pacientes com insuficiência hepática, a resposta ao tratamento com TRIATEC® pode
estar tanto aumentada quanto diminuída. O tratamento com TRIATEC® em tais pacientes
deverá, portanto, ser iniciado somente sob rigorosa supervisão médica. A dose máxima
diária permitida nesses pacientes é de 2,5 mg de TRIATEC®.
Em pacientes idosos, uma dose diária inicial reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® deve ser
considerada.

ADVERTÊNCIAS
Angioedema de cabeça, pescoço ou extremidades
Caso ocorra o desenvolvimento de angioedema durante o tratamento com inibidores da
ECA, o mesmo deve ser interrompido imediatamente.
Angioedema da face, extremidades, lábios, língua, glote ou laringe têm sido relatados em
pacientes tratados com inibidores da ECA. O tratamento emergencial de angioedema com
risco de vida inclui administração imediata de epinefrina (administração subcutânea ou
intravenosa lenta), acompanhado de monitorização do ECG e da pressão sangüínea.
Recomenda-se hospitalização e monitorização do paciente por no mínimo 12 a 24 horas e
alta hospitalar somente após o desaparecimento completo dos sintomas.
Angioedema intestinal
Angioedema intestinal tem sido relatado em pacientes tratados com inibidores da ECA.
Esses pacientes se apresentaram com dor abdominal (com ou sem náusea ou vômito); em
alguns casos também ocorreram angioedema facial. Os sintomas de angioedema intestinal
foram resolvidos após a interrupção da administração de inibidores da ECA.
Dirigindo veículos ou realizando outras tarefas que requeiram atenção
Algumas reações adversas (por exemplo: alguns sintomas de redução da pressão
sangüínea, como superficialização de consciência e vertigem) podem prejudicar a habilidade
de concentração e reação do paciente e, portanto, constituem um risco em situações em
que estas habilidades são importantes (por exemplo: dirigir veículos ou operar máquinas).
Risco de uso por via de administração não recomendada.
Não há estudos dos efeitos de TRIATEC® administrado por vias não recomendadas.
Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser
somente pela via oral.

PRECAUÇÕES
O tratamento com TRIATEC® requer acompanhamento médico regular.
Monitorização da função renal
Recomenda-se monitorização da função renal, principalmente nas primeiras semanas de
tratamento com um inibidor da ECA. Uma monitorização cuidadosa é particularmente
necessária em pacientes com:
– insuficiência cardíaca;
– doença vascular renal, incluindo pacientes com estenose unilateral de artéria renal
hemodinamicamente relevante. Neste grupo de pacientes, mesmo um pequeno aumento da
creatinina sérica pode ser indicativo de perda unilateral da função renal;
– alteração da função renal e
– transplante renal.
– 18 –
Monitorização eletrolítica
Recomenda-se monitorização regular do potássio sérico. Em pacientes com alteração da
função renal, é necessária monitorização mais freqüente do potássio sérico.
Monitorização hematológica
A contagem de leucócitos deve ser monitorizada para detectar uma possível leucopenia.
Avaliações mais freqüentes são recomendadas na fase inicial do tratamento, em pacientes
com alteração da função renal, naqueles com doença de colágeno (por exemplo: lúpus
eritematoso ou esclerodermia) concomitante ou naqueles tratados com outros
medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver item “REAÇÕES

ADVERSAS A MEDICAMENTOS”).
Gravidez
TRIATEC® não deve ser administrado durante a gravidez (ver item “CONTRAINDICAÇÕES”).
Portanto, a possibilidade de gravidez deve ser excluída antes do início do
tratamento. A gravidez deve ser evitada nos casos em que o tratamento com inibidores da
ECA é indispensável.
O tratamento com TRIATEC® deve ser interrompido, por exemplo, com a substituição por
outra forma de tratamento em pacientes que pretendem engravidar.
Se a paciente engravidar durante o tratamento, TRIATEC® deve ser substituído assim que
possível por tratamento sem inibidores da ECA. Caso contrário existe risco de dano fetal.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Categoria de risco na gravidez: categoria D.
Lactação
Caso o tratamento com TRIATEC® seja necessário durante a lactação, a paciente não deve
amamentar, evitando que o lactente receba quantidades pequenas de ramipril por meio do
leite materno.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Pacientes idosos
Alguns pacientes idosos podem ser especialmente responsivos ao tratamento com
inibidores da ECA. Recomenda-se avaliação da função renal no início do tratamento. Ver
também o item “POSOLOGIA”.
Crianças
Não existem dados suficientes disponíveis sobre o uso de TRIATEC® em crianças.
Grupos de risco
Pacientes com sistema renina-angiotensina hiperestimulado
São recomendados cuidados especiais no tratamento de pacientes com o sistema reninaangiotensina
hiperestimulado (ver item “POSOLOGIA”). Estes pacientes estão sob risco de
uma queda aguda pronunciada da pressão sangüínea e deterioração da função renal devido
à inibição da ECA, especialmente quando um inibidor da ECA ou um diurético concomitante
é administrado pela primeira vez ou é administrado em uma dose maior pela primeira vez.
Em ambos os casos deve-se realizar monitorização rigorosa da pressão sangüínea até que
se exclua a possibilidade de queda aguda da pressão sangüínea.
A ativação significante do sistema renina-angiotensina pode ser precipitada, por exemplo:
– em pacientes com hipertensão severa e, principalmente, com hipertensão maligna. A fase
inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
– 19 –
– em pacientes com insuficiência cardíaca, principalmente com insuficiência grave ou
tratados com outras substâncias que apresentam potencial anti-hipertensivo. Em caso de
insuficiência cardíaca grave, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
– em pacientes com impedimento hemodinamicamente relevante do influxo ou do efluxo
ventricular esquerdo (por exemplo: estenose da válvula aórtica ou da válvula mitral). A fase
inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
– em pacientes com estenose da artéria renal hemodinamiamente relevante. A fase inicial do
tratamento requer supervisão médica especial. A interrupção do tratamento com diuréticos
pode ser necessária. Ver sub-item “Monitorização da função renal”, logo abaixo;
– em pacientes pré-tratados com diuréticos, nos quais a interrupção do tratamento ou a
diminuição da dose de diurético não é possível, a fase inicial do tratamento requer
supervisão médica especial;
– em pacientes que apresentam ou podem desenvolver deficiência hídrica ou salina (como
resultado da ingestão insuficiente de sais ou líquidos, ou como resultado de diarréia, vômito
ou sudorese excessiva, nos casos em que a reposição de sal ou líquidos é inadequada).
Geralmente recomenda-se que, quadros de desidratação, hipovolemia ou deficiência de sal
sejam corrigidos antes do início do tratamento (em pacientes com insuficiência cardíaca,
entretanto, isto deve ser cuidadosamente avaliado em relação ao risco de sobrecarga de
volume). Caso esta condição torne-se clinicamente relevante, o tratamento com TRIATEC®
deve ser iniciado ou continuado somente se medidas apropriadas forem empregadas
simultaneamente, prevenindo a queda excessiva da pressão arterial e deterioração da
função renal.
Pacientes com doenças hepáticas
Em pacientes com alteração da função hepática, a resposta ao tratamento com TRIATEC®
pode estar reduzida ou aumentada. Adicionalmente, em pacientes que apresentam cirrose
hepática severa com presença de edema e/ou ascite, o sistema renina-angiotensina pode
estar significativamente ativado; portanto, deve-se ter cautela especial no tratamento destes
pacientes (ver item “POSOLOGIA”).
Pacientes com risco especial de queda acentuada da pressão sangüínea
A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial em pacientes que
apresentam risco de queda acentuada indesejável da pressão sangüínea (ex. pacientes com
estenoses de artérias coronarianas ou artérias cerebrais hemodinamicamente relevantes).

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
– Associações contra-indicadas
Tratamentos extracorpóreos nos quais o sangue entra em contato com superfícies
carregadas negativamente, como diálise ou hemofiltração com certas membranas de alto
fluxo (por exemplo: membranas de poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteína de baixa
densidade com sulfato de dextrano: risco de reações anafilactóides graves (ver item
“CONTRA-INDICAÇÕES”).
– Associações não-recomendadas
Sais de potássio e diuréticos poupadores de potássio: o aumento da concentração de
potássio sérico pode ser precipitado. O tratamento concomitante com sais de potássio ou
diuréticos poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona) requer monitorização
rigorosa do potássio sérico.
– Associações que exigem precauções no uso
Agentes anti-hipertensivos (por exemplo: diuréticos) e outras substâncias com
potencial anti-hipertensivo (por exemplo: nitratos, antidepressivos tricíclicos e
anestésicos): a potencialização do efeito anti-hipertensivo pode ser precipitada (em relação
– 20 –
aos diuréticos: ver itens “Grupos de risco”, “REAÇÕES ADVERSAS” e “POSOLOGIA”).
Recomenda-se monitorização regular do sódio sérico em pacientes recebendo terapia
concomitante com diuréticos.
Vasoconstritores simpatomiméticos: podem reduzir o efeito anti-hipertensivo de
TRIATEC®. Recomenda-se monitorização cuidadosa da pressão sangüínea.
Alopurinol, imunossupressores, corticosteróides, procainamida, citostáticos e outras
substâncias que podem alterar o perfil hematológico: aumento da probabilidade de
ocorrência de reações hematológicas (ver item “ADVERTÊNCIAS”).
Sais de lítio: a excreção de lítio pode ser reduzida pelos inibidores da ECA. Esta redução
pode levar ao aumento dos níveis séricos de lítio e ao aumento da toxicidade relacionada ao
lítio. Portanto, os níveis de lítio devem ser monitorizados.
Agentes antidiabéticos (por exemplo: insulina e derivados de sulfoniluréia): os
inibidores da ECA podem reduzir a resistência à insulina. Em casos isolados, esta redução
pode causar reações hipoglicêmicas em pacientes tratados concomitantemente com
antidiabéticos. Portanto, recomenda-se monitorização cuidadosa da glicemia durante a fase
inicial da co-administração.
Associações a serem consideradas
Antiinflamatórios não-esteroidais (por exemplo: indometacina) e ácido acetilsalicílico:
a atenuação do efeito anti-hipertensivo do TRIATEC® pode ser precipitada. Adicionalmente,
o tratamento concomitante dos inibidores da ECA e AINEs (antiinflamatórios nãoesteroidais)
pode promover aumento do risco de deterioração da função renal e elevação do
potássio sérico.
Heparina: possível aumento da concentração de potássio sérico.
Álcool: aumento da vasodilatação. TRIATEC® pode potencializar o efeito do álcool.
Sal: ingestão de sal aumentada pode atenuar o efeito anti-hipertensivo de TRIATEC®.
Terapia dessensibilizante: a possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas e
anafilactóides causadas por veneno de insetos estão aumentadas com a inibição da ECA.
Considera-se que este efeito também pode ocorrer com outros alérgenos.
Alimentos
A absorção TRIATEC® não é significativamente afetada por alimentos.
Exames de laboratório
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de ramipril em testes
laboratoriais.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Como TRIATEC® é um anti-hipertensivo, muitas das reações adversas são efeitos
secundários à ação de redução da pressão sangüínea, que resulta na contra-regulação
adrenérgica ou hipoperfusão nos órgãos. Numerosos outros efeitos (por exemplo: efeitos
sobre o balanço eletrolítico, certas reações anafilactóides ou reações inflamatórias das
membranas mucosas) são causados pela inibição da ECA ou por outras ações
farmacológicas comuns a esta classe de fármacos.
Sistema cardiovascular e sistema nervoso
Excepcionalmente podem ocorrer sintomas e reações leves como: cefaléia, alterações do
equilíbrio, taquicardia, fraqueza, sonolência, superficialização de consciência ou diminuição
da capacidade de reação.
– 21 –
Sintomas leves e reações como edema periférico, rubor, vertigem, zumbidos, fadiga,
nervosismo, depressão, tremor, agitação, alterações visuais, alterações do sono, confusão,
ansiedade, impotência erétil transitória, palpitações, sudorese, alterações auditivas,
sonolência, regulação ortostática alterada, assim como reações graves como angina
pectoris, arritmias cardíacas e síncope são raros.
Pode ocorrer raramente hipotensão grave, assim como, em casos isolados, isquemia
cerebral ou miocárdica, infarto do miocárdio, ataque isquêmico transitório, acidente vascular
cerebral isquêmico, exacerbação das alterações de perfusão devido à estenose vascular,
precipitação ação ou intensificação do fenômeno de Raynaud ou parestesia.
Rim e balanço eletrolítico
Excepcionalmente pode ocorrer aumento da uréia e creatinina séricas (mais comum com a
adição de diuréticos) e alteração da função renal, em casos isolados progressão até
insuficiência renal aguda.
Raramente pode ocorrer aumento do potássio sérico. Em casos isolados, pode-se
desenvolver diminuição do sódio sérico, assim como deterioração de proteinúria préexistente
(embora inibidores da ECA geralmente reduzam a proteinúria) ou aumento da
excreção urinária (em associação a melhora da performance cardíaca).
Trato respiratório, reações anafiláticas/anafilactóides e cutâneas
Comumente ocorre tosse seca irritativa (não-produtiva). Esta tosse geralmente piora à noite
e durante períodos de descanso (por exemplo, quando a pessoa está deitada), sendo mais
freqüente em mulheres e não-fumantes.
Raramente pode ocorrer congestão nasal, sinusite, bronquite, broncoespasmo e dispnéia.
Excepcionalmente pode ocorrer angioedema leve farmacologicamente mediado (a
incidência de angioedema relacionado a inibidores da ECA parece ser maior em negros, por
exemplo, em afro-caribenhos, comparativamente a pacientes não-negros). Reações graves
deste tipo ou de outros, reações anafiláticas ou anafilactóides ao ramipril ou a qualquer um
dos outros componentes (não mediadas farmacologicamente) são raras.
Reações cutâneas e nas mucosas, como exantema, prurido ou urticária são pouco comuns.
Em casos isolados pode ocorrer o desenvolvimento de exantema maculopapular, pênfigo,
exarcebação psoriática, psoriasiforme,, exantema e enantema penfigóide ou liquenóide,
eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrose epidérmica tóxica, alopecia,
onicólise ou fotossensibilidade.
A possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas e anafilactóides causadas por veneno
de insetos podem ser aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito
também possa ocorrer com outros alérgenos.
Trato digestivo e sistema hepático
Excepcionalmente pode ocorrer: náuseas, elevação do nível sérico das enzimas hepáticas
e/ou da bilirrubina, assim como icterícia colestática. Raramente pode ocorrer secura da
boca, glossite, reações inflamatórias da cavidade oral e do trato gastrintestinal, desconforto
abdominal, dor gástrica (incluindo dor semelhante à dor gástrica), alterações digestivas,
constipação, diarréia, vômito e aumento dos níveis das enzimas pancreáticas. Em casos
isolados pode ocorrer pancreatite e danos hepáticos (incluindo insuficiência hepática
aguda).
Reações hematológicas
Raramente pode ocorrer redução leve (em casos isolados, grave) da contagem de
hemácias, conteúdo de hemoglobina, contagem de leucócitos e plaquetas. Em casos
isolados, pode ocorrer agranulocitose, pancitopenia e depressão da medula óssea.
– 22 –
Reações hematológicas relacionadas aos inibidores da ECA são mais prováveis de
ocorrerem em pacientes com alteração da função renal, com doenças concomitantes do
colágeno (por exemplo: lúpus eritematoso ou esclerodermia), ou naqueles tratados com
outros medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver item
“INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS” e “ADVERTÊNCIAS”).
Em casos isolados, pode ocorrer desenvolvimento de anemia hemolítica.
Outras reações adversas
Excepcionalmente pode ocorrer conjuntivite, assim como, raramente, cãibra muscular,
redução da libido, perda do apetite e alterações do paladar (por exemplo: gosto metálico) e
do olfato ou perda parcial ou algumas vezes completa do paladar.
Em casos isolados pode ocorrer vasculites, mialgia, artralgia, febre e eosinofilia, assim como
contagem elevada de anticorpos antinucleares.

SUPERDOSE
Sintomas
A superdose pode causar vasodilatação periférica excessiva (com hipotensão acentuada e
choque), bradicardia, alterações eletrolíticas e insuficiência renal.
Tratamento
Desintoxicação primária, por meio de lavagem gástrica, administração de adsorventes e
sulfato de sódio (se possível durante os primeiros 30 min.). Em caso de hipotensão, a
administração de agonistas alfa1-adrenérgicos (por exemplo: norepinefrina e dopamina) ou
angiotensina II (angiotensinamida), a qual está geralmente disponível somente em escassos
laboratórios de pesquisa, deve ser considerada em adição à reposição hídrica e salina.
Não existem dados disponíveis sobre a eficácia de diurese forçada, alteração do pH urinário,
hemofiltração ou diálise no aumento da velocidade de eliminação do ramipril ou do
ramiprilato. Caso a diálise ou a hemofiltração sejam consideradas, ver item “CONTRAINDICAÇÕES”.

ARMAZENAGEM
TRIATEC® comprimidos deve ser mantido em sua embalagem original e em temperatura
ambiente (entre 15 e 30ºC).

DIZERES LEGAIS

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o
medicamento.
MS: 1.1300.0150.011-6 / 1.1300.0150.019-11.1300.0150.020-5 / 1.1300.0150.010-8
Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira
CRF-SP no 5854
– 23 –
Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papais, 413
Suzano – São Paulo
CEP: 08613-010
C.N.P.J. 02.685.377/0008-23
Indústria Brasileira
® Marca Registrada
Segundo fórmula original do
Grupo AVENTIS
Frankfurt am Main – Alemanha
IB 071206
Atendimento ao Consumidor: 0800-7030-014
www.sanofi-aventis.com.br
C.N.P.J. 02.685.377/0001-57
Número do lote – Data de fabricação – Vencimento: vide cartucho.
Referência bibliográficas
S.YUSUF et al. Effects of an angiotensin-converting-enzyme inhibitor, ramipril, on
cardiovascular events in high-risk patients. The Heart Outcomes Prevention Evaluation
Study Investigators. N. Engl. J. Med2000, 342(3):145-53.
THE HOPE Study Investigators. Effects of ramipril on cardiovascular and microvascular
outcomes in people with diabetes mellitus: results of the HOPE study and MICRO-HOPE
substudy. Heart Outcomes Prevention Evaluation Study Investigators.
Lancet355(9200)2000:253-9,.
J. T. WALSH, et al. ACE for whom? Implications for clinical practice of post-infarct trials. Br.
Heart J.1995, 73(5):470-4.

Bula do Triatec 2,5 mg (Anti hipertensivo)

Triatec-2,5-mgBula do TRIATEC® 2,5 mg:
ramipril
Forma farmacêutica e apresentações
Triatec® 2,5 mg: comprimidos sulcados
Embalagens com 15 e 30 unidades
Triatec® 5,0 mg: comprimidos sulcados
Embalagens com 15 e 30 unidades

 

Via oral

USO ADULTO

 

Composição
TRIATEC® 2,5 mg
Cada comprimido sulcado contém:
ramipril………………………………………………………………………. 2,5 mg
excipientes q.s.p…………………………………………………………. 1 comprimido
(hipromelose, amido de milho pré-gelatinizado, celulose microcristalina 102, estearilfumarato
de sódio e óxido férrico amarelo).

 

TRIATEC® 5,0 mg
Cada comprimido sulcado contém:
ramipril ………………………………………………………………………..5 mg
excipientes q.s.p………………………………………………………….. 1 comprimido
(hipromelose, amido de milho pré-gelatinizado, celulose microcristalina 102, estearilfumarato
de sódio e óxido férrico vermelho).

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
TRIATEC® é um anti-hipertensivo que promove a queda dos níveis elevados da pressão
arterial e também promove outros efeitos protetores no sistema cardíaco e vascular. Os
efeitos de ramipril são atribuídos principalmente à inibição da enzima conversora de
angiotensina (ECA).
Na maioria dos pacientes, o início do efeito anti-hipertensivo torna-se aparente após 1 ou 2
horas da administração oral de dose única, sendo que o efeito máximo é alcançado 3 a 6
horas após essa administração. A duração do efeito anti-hipertensivo de uma dose única é
geralmente de 24 horas.
O efeito anti-hipertensivo máximo com a administração contínua de ramipril é geralmente
observado após 3 a 4 semanas. Foi demonstrado que o efeito anti-hipertensivo é sustentado
em tratamentos prolongados durante dois anos.
– 2 –

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
Este medicamento pode ser utilizado em casos de:
– hipertensão arterial;
– insuficiência cardíaca congestiva;
– redução da mortalidade em pacientes pós-infarto do miocárdio;
– tratamento de nefropatia glomerular manifesta e nefropatia incipiente, em pacientes
diabéticos ou não-diabéticos;
– prevenção de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia
cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de
revascularização, em pacientes com alto risco cardiovascular, como coronariopatia
manifesta (com ou sem antecedentes de infarto do miocárdio), caso anterior de acidente
vascular cerebral ou de doença vascular periférica;
– prevenção de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia
cardiovascular, em pacientes diabéticos;
– prevenção da progressão de microalbuminúria e nefropatia manifesta.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
TRIATEC® não deve ser utilizado:
– em pacientes com alergia ao ramipril, a qualquer outro inibidor da enzima conversora de
angiotensina (ECA) ou a qualquer um dos componentes da formulação;
– em pacientes com história de angioedema;
– em pacientes com obstrução na artéria renal hemodinamicamente relevante, bilateral ou
unilateral;
– em pacientes com quadro de pressão arterial baixa ou instável;
– durante a gravidez;
– durante a amamentação.
Deve-se evitar o uso concomitante de ramipril, ou outros inibidores da enzima conversora de
angiotensina (ECA), e tratamentos extracorpóreos que façam o sangue entrar em contato
com superfícies negativamente carregadas, pois pode causar reações anafilactóides graves.
Estes tratamentos extracorporais incluem diálises ou hemofiltração com certas membranas
de alto fluxo (por exemplo: poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteínas de baixa densidade
com sulfato de dextrano.
Este medicamento é contra-indicado na faixa etária inferior a 13 anos.

ADVERTÊNCIAS
– Angioedema de cabeça, pescoço ou extremidades
Caso ocorra o desenvolvimento de angioedema (que pode envolver a língua, glote ou
laringe) durante o tratamento com TRIATEC®, ou outros inibidores da enzima conversora de
angiotensina (ECA), o mesmo deve ser interrompido imediatamente.
Angioedema da face, extremidades, lábios, língua, glote ou laringe têm sido relatados em
pacientes tratados com inibidores da ECA. O tratamento emergencial de angioedema com
risco de vida inclui administração imediata de epinefrina (administração subcutânea ou
intravenosa lenta), acompanhado de monitorização do ECG e da pressão sangüínea.
Recomenda-se hospitalização e monitorização do paciente por no mínimo 12 a 24 horas e
alta hospitalar somente após o desaparecimento completo dos sintomas.
– Angioedema intestinal
Angioedema intestinal tem sido relatado em pacientes tratados com inibidores da ECA.
Esses pacientes se apresentaram com dor abdominal (com ou sem náusea ou vômito); em
alguns casos também ocorreram angioedema facial. Os sintomas de angioedema intestinal
foram resolvidos após a interrupção da administração de inibidores da ECA.
– 3 –
Não existem dados suficientes disponíveis sobre o uso de TRIATEC® em crianças,
pacientes com insuficiência grave dos rins (depuração de creatinina abaixo de 20
mL/min/1,73 m2 de área de superfície corpórea) e pacientes sob diálise.
Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na embalagem do produto e confira o
nome para não haver enganos. Não utilize TRIATEC® caso haja sinais de violação ou
danificações da embalagem.
– Dirigindo veículos ou realizando outras tarefas que requeiram atenção
Algumas reações adversas (por exemplo: alguns sintomas de redução da pressão
sangüínea como superficialização de consciência e vertigem) podem prejudicar a habilidade
de concentração e reação do paciente e, portanto, constituem um risco em situações em
que estas habilidades são importantes (por exemplo: dirigir veículos ou operar máquinas).
– Risco de uso por via de administração não recomendada
Não há estudos dos efeitos de TRIATEC® administrado por vias não recomendadas.
Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser
somente pela via oral.
O tratamento com TRIATEC® requer acompanhamento médico regular.
– Monitorização da função dos rins
Recomenda-se monitorização da função dos rins, principalmente nas primeiras semanas de
tratamento com um inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA). Uma
monitorização cuidadosa é particularmente necessária em pacientes com:
– insuficiência cardíaca;
– doença vascular dos rins, incluindo pacientes com obstrução unilateral de artéria renal
hemodinamicamente relevante. Neste grupo de pacientes, mesmo um pequeno aumento da
creatinina no sangue pode ser indicativo de perda unilateral da função dos rins;
– alteração da função dos rins e
– transplante dos rins.
– Monitorização eletrolítica
Recomenda-se monitorização regular dos níveis de potássio no sangue. Em pacientes com
alteração da função dos rins, é necessária monitorização mais freqüente dos níveis de
potássio no sangue.
– Monitorização hematológica
A contagem de leucócitos deve ser monitorizada para detectar uma possível leucopenia.
Avaliações mais freqüentes são recomendadas na fase inicial do tratamento, em pacientes
com alteração da função dos rins, naqueles com doença de colágeno (por exemplo: lúpus
eritematoso ou esclerodermia) concomitante ou naqueles tratados com outros
medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver item REAÇÕES
ADVERSAS).

Gravidez
TRIATEC® não deve ser administrado durante a gravidez (ver item “CONTRAINDICAÇÕES”).
Portanto, a possibilidade de gravidez deve ser excluída antes do início do
tratamento. A gravidez deve ser evitada nos casos em que o tratamento com inibidores da
enzima conversora de angiotensina (ECA) é indispensável.
O tratamento com TRIATEC® deve ser interrompido, por exemplo, com a substituição por
outra forma de tratamento em pacientes que pretendem engravidar.
Se a paciente engravidar durante o tratamento, TRIATEC® deve ser substituído assim que
possível por tratamento sem inibidores da ECA. Caso contrário existe risco de dano fetal.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Amamentação
Caso o tratamento com TRIATEC® seja necessário durante a amamentação, a paciente não
deve amamentar, evitando que a criança receba quantidades pequenas de ramipril por meio
do leite materno.

 

INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES
INDESEJÁVEIS.
INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO
DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.
NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

 

PRECAUÇÕES
Pacientes idosos
Alguns pacientes idosos podem ser especialmente responsivos ao tratamento com
inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA). Recomenda-se avaliação da
função dos rins no início do tratamento. Ver também o item DOSAGEM.
– Restrições a grupos de risco
Pacientes com sistema renina-angiotensina hiperestimulado
São recomendados cuidados especiais no tratamento de pacientes com o sistema reninaangiotensina
hiperestimulado (ver item DOSAGEM). Estes pacientes estão sob risco de uma
queda aguda pronunciada da pressão sangüínea e deterioração da função dos rins devido à
inibição da enzima conversora de angiotensina (ECA), especialmente quando um inibidor da
ECA ou um diurético concomitante é administrado pela primeira vez ou é administrado em
uma dose maior pela primeira vez. Em ambos os casos deve-se realizar monitorização
rigorosa da pressão sangüínea até que se exclua a possibilidade de queda aguda da
pressão sangüínea.
A ativação significante do sistema renina-angiotensina pode ser precipitada, por exemplo:
– em pacientes com aumento severo da pressão arterial (hipertensão severa) e,
principalmente, com hipertensão maligna. A fase inicial do tratamento requer supervisão
médica especial;
– em pacientes com insuficiência do coração, principalmente com insuficiência grave ou
tratados com outras substâncias que apresentam potencial anti-hipertensivo. Em caso de
insuficiência grave do coração, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica
especial;
– em pacientes com impedimento hemodinamicamente relevante do influxo ou do efluxo
ventricular esquerdo (por exemplo: obstrução da válvula aórtica ou da válvula mitral). A fase
inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
– em pacientes com obstrução da artéria renal hemodinamicamente relevante. A fase inicial
do tratamento requer supervisão médica especial. A interrupção do tratamento com
diuréticos pode ser necessária. Ver sub-item “Monitorização da função dos rins”;
– em pacientes pré-tratados com diuréticos, nos quais a interrupção do tratamento ou a
diminuição da dose de diurético não é possível, a fase inicial do tratamento requer
supervisão médica especial;
– em pacientes que apresentam ou podem desenvolver deficiência hídrica ou salina (como
resultado da ingestão insuficiente de sais ou líquidos, ou como resultado de diarréia, vômito
ou sudorese excessiva, nos casos em que a reposição de sal ou líquidos é inadequada).
– 5 –
Geralmente recomenda-se que, quadros de desidratação, perda significativa de fluidos
corpóreos (hipovolemia) ou deficiência de sal sejam corrigidos antes do início do tratamento
(em pacientes com insuficiência do coração, entretanto, isto deve ser cuidadosamente
avaliado em relação ao risco de sobrecarga de volume). Caso esta condição torne-se
clinicamente relevante, o tratamento com TRIATEC® deve ser iniciado ou continuado
somente se medidas apropriadas forem empregadas simultaneamente, prevenindo a queda
excessiva da pressão arterial e deterioração da função dos rins.

Pacientes com doenças do fígado
Em pacientes com alteração da função do fígado, a resposta ao tratamento com TRIATEC®
pode estar reduzida ou aumentada. Adicionalmente, em pacientes que apresentam cirrose
severa no fígado com presença de edema e/ou ascite, o sistema renina-angiotensina pode
estar significativamente ativado; portanto, estes pacientes devem ter cautela especial
durante o tratamento (ver item DOSAGEM).
Pacientes com risco especial de queda acentuada da pressão sangüínea
A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial em pacientes que
apresentam risco de queda acentuada indesejável da pressão sangüínea (ex. pacientes com
obstruções de artérias coronarianas ou artérias cerebrais hemodinamicamente relevantes).

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
– Associações contra-indicadas
Tratamentos extracorpóreos nos quais o sangue entra em contato com superfícies
carregadas negativamente, como diálise ou hemofiltração com certas membranas de alto
fluxo (por exemplo: membranas de poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteína de baixa
densidade com sulfato de dextrano: risco de reações anafilactóides graves.

– Associações não-recomendadas
Sais de potássio e diuréticos poupadores de potássio: o aumento da concentração de
potássio no sangue pode ser precipitado. O tratamento concomitante com sais de potássio
ou diuréticos poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona) requer monitorização
médica rigorosa do potássio no sangue.

– Associações que exigem precauções no uso
Agentes anti-hipertensivos (por exemplo: diuréticos) e outras substâncias com
potencial anti-hipertensivo (por exemplo: nitratos, antidepressivos tricíclicos e
anestésicos): a potencialização do efeito anti-hipertensivo pode ser precipitada (em relação
aos diuréticos: ver itens PRECAUÇÕES, REAÇÕES ADVERSAS e DOSAGEM).
Recomenda-se monitorização médica regular do sódio no sangue em pacientes recebendo
terapia concomitante com diuréticos.
Vasoconstritores simpatomiméticos: podem reduzir o efeito anti-hipertensivo de Triatec®.
Recomenda-se monitorização médica cuidadosa da pressão sangüínea.
Alopurinol, imunossupressores, corticosteróides, procainamida, citostáticos e outras
substâncias que podem alterar o perfil hematológico: aumento da probabilidade de
ocorrência de reações hematológicas (ver item ADVERTÊNCIAS).
Sais de lítio: a excreção de lítio pode ser reduzida pelos inibidores da enzima conversora
de angiotensina (ECA). Esta redução pode levar ao aumento dos níveis de lítio no sangue e
ao aumento da toxicidade relacionada ao lítio. Portanto, os níveis de lítio devem ser
monitorizados.
Agentes antidiabéticos (por exemplo: insulina e derivados de sulfoniluréia): os
inibidores da ECA podem reduzir a resistência à insulina. Em casos isolados, esta redução
pode causar reações hipoglicêmicas, ou seja, queda dos níveis de açúcar no sangue, em
pacientes tratados concomitantemente com antidiabéticos. Portanto, recomenda-se
– 6 –
monitorização cuidadosa dos níveis de açúcar no sangue durante a fase inicial da coadministração.
– Associações a serem consideradas
Antiinflamatórios não-esteroidais (por exemplo: indometacina) e ácido acetilsalicílico:
a atenuação do efeito anti-hipertensivo do Triatec® pode ser precipitada. Adicionalmente, o
tratamento concomitante dos inibidores da ECA e antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs)
pode promover aumento do risco de deterioração da função dos rins e elevação do potássio
no sangue.
Heparina: possível aumento da concentração de potássio no sangue.
Álcool: aumento da vasodilatação. Triatec® pode potencializar o efeito do álcool.
Sal: ingestão de sal aumentada pode atenuar o efeito anti-hipertensivo de Triatec®.
Terapia dessensibilizante: a possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas e
anafilactóides causadas por veneno de insetos estão aumentadas com a inibição da ECA.
Considera-se que este efeito também pode ocorrer com outros alérgenos.

 

Alimentos
A absorção de Triatec® não é significativamente afetada por alimentos.

 

Exames de laboratório
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de ramipril em testes
laboratoriais.

 

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
MODO DE USAR
TRIATEC® deve ser deglutido inteiro, sem mastigar e com uma quantidade suficiente de
líquido (aproximadamente, meio copo de água). TRIATEC® pode ser ingerido antes, durante
ou após as refeições, visto que a absorção de ramipril não é significativamente afetada por
alimentos.

 

DOSAGEM
A posologia é baseada no efeito desejado e na tolerabilidade dos pacientes ao
medicamento. O tratamento com TRIATEC® é geralmente a longo prazo. A duração do
tratamento é determinada pelo médico em cada caso.
Tratamento da hipertensão arterial (pressão arterial alta)
Recomenda-se que TRIATEC® seja administrado uma vez ao dia, iniciando-se com uma
dose de 2,5 mg e, se necessário e dependendo da resposta do paciente, a dose pode ser
aumentada para 5 mg em intervalos de 2 a 3 semanas.
A dose usual de manutenção é de 2,5 a 5 mg de TRIATEC® diariamente.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg.
Ao invés de se aumentar a dose de TRIATEC® acima de 5 mg por dia, pode-se considerar a
administração adicional de um diurético ou de um antagonista de cálcio.
– 7 –
Tratamento da insuficiência cardíaca congestiva
A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de TRIATEC®, uma vez ao dia. Dependendo da
resposta do paciente, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se
aumentada, seja dobrada em intervalos de 1 a 2 semanas. Se a dose diária de 2,5 mg ou
mais de TRIATEC® é necessária, esta pode ser administrada em tomada única ou dividida
em duas tomadas.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de TRIATEC®.
Tratamento após infarto agudo do miocárdio
A dose inicial recomendada é de 5 mg de TRIATEC® diariamente, dividida em duas
administrações de 2,5 mg: uma pela manhã e outra à noite. Se o paciente não tolerar esta
dose inicial, recomenda-se que a dose de 1,25 mg seja administrada duas vezes ao dia,
durante dois dias. Nos dois casos, dependendo da resposta do paciente, a dose poderá,
então, ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se aumentada, seja dobrada em
intervalos de 1 a 3 dias.
Numa fase posterior, a dose diária total, inicialmente dividida, poderá ser administrada como
tomada única diária.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de TRIATEC®.
A experiência no tratamento de pacientes com insuficiência grave do coração (NYHA IV)
imediatamente após infarto do miocárdio ainda é insuficiente. Se mesmo assim a decisão
tomada for tratar estes pacientes, recomenda-se que a terapia seja iniciada com a menor
dose diária possível, ou seja, 1,25 mg de TRIATEC®, uma vez ao dia, e que a dose seja
aumentada somente sob cuidados especiais.
Tratamento de nefropatia glomerular manifesta e nefropatia incipiente
A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de TRIATEC® uma vez ao dia. Dependendo da
resposta do paciente, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se
aumentada, seja dobrada em intervalos de 2 a 3 semanas.
A dose máxima permitida é de 5 mg ao dia.
Doses acima de 5 mg de TRIATEC® uma vez ao dia não foram avaliadas adequadamente
em estudos clínicos controlados.
Prevenção do infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) ou morte por
patologia cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos
de revascularização em pacientes com alto risco cardiovascular; prevenção de infarto
do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame) ou morte por patologia
cardiovascular em pacientes diabéticos ou prevenção da progressão de
microalbuminúria e nefropatia manifesta.
Recomenda-se a administração de uma dose inicial de 2,5 mg de ramipril (TRIATEC® 2,5
mg) uma vez ao dia. A dose deve ser gradualmente aumentada, dependendo da
tolerabilidade do paciente. Após uma semana de tratamento, recomenda-se duplicar a dose
para 5 mg de ramipril (TRIATEC® 5 mg). Após outras três semanas, aumentar a dose para
10 mg de ramipril.
Dose usual de manutenção: 10 mg/dia de TRIATEC®.
Doses acima de 10 mg de TRIATEC® uma vez ao dia não foram adequadamente avaliadas
em estudos clínicos controlados.
Pacientes com insuficiência grave dos rins, definidos por uma depuração de creatinina < 0,6
mL/segundo, não foram adequadamente avaliados.
– Populações especiais
– 8 –
Em pacientes com alteração da função dos rins apresentando depuração de creatinina entre
50 e 20 mL/min/1,73 m² de área de superfície corpórea, a dose inicial é geralmente de 1,25
mg de TRIATEC®. A dose diária máxima permitida nesses pacientes é de 5 mg de
TRIATEC®.
Quando a deficiência de sal ou líquidos não for completamente corrigida, em pacientes com
pressão arterial alta grave, assim como em pacientes nos quais um quadro de pressão
arterial baixa constituiria um risco particular (por ex.: obstrução relevante de artérias
coronarianas ou cerebrais), uma dose inicial diária reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® deve
ser considerada.
Em pacientes tratados previamente com diuréticos, deve se descontinuar o diurético, no
mínimo, 2 a 3 dias ou mais (dependendo da duração da ação do diurético) antes de se
iniciar o tratamento com TRIATEC® ou que seja, pelo menos, reduzida gradativamente à
dose do diurético. Geralmente, a dose inicial em pacientes tratados previamente com um
diurético é de 1,25 mg de TRIATEC®.
Em pacientes com insuficiência do fígado, a resposta ao tratamento com TRIATEC® pode
estar tanto aumentada quanto diminuída. O tratamento com TRIATEC® em tais pacientes
deverá, portanto, ser iniciado somente sob rigorosa supervisão médica. A dose máxima
diária permitida nesses pacientes é de 2,5 mg de TRIATEC® .
Em pacientes idosos, uma dose diária inicial reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® deve ser
considerada.
Caso haja esquecimento de administração (dose omitida) consulte imediatamente seu
médico.

 

SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS
DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.
NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR
OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

 

ASPECTO FÍSICO
TRIATEC® 2,5 mg
Comprimidos sulcados amarelados.
TRIATEC® 5,0 mg
Comprimidos sulcados avermelhados.

 

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS
Ver item ASPECTO FÍSICO.

 

QUAIS AS REAÇÕES ADVERSAS QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Informe seu médico o aparecimento de reações adversas como: ânsia de vômito, tontura,
dor de cabeça, bem como quaisquer outros sinais ou sintomas.
Como TRIATEC® é um anti-hipertensivo, muitas das reações adversas são efeitos
secundários à ação de redução da pressão sangüínea, que resulta na contra-regulação
adrenérgica ou hipoperfusão nos órgãos. Numerosos outros efeitos (por exemplo: efeitos
– 9 –
sobre o balanço eletrolítico, certas reações anafilactóides ou reações inflamatórias das
membranas mucosas) são causados pela inibição da enzima conversora de angiotensina
(ECA) ou por outras ações farmacológicas comuns a esta classe de fármacos.
Sistema cardiovascular e sistema nervoso
Excepcionalmente podem ocorrer sintomas e reações leves como: dor de cabeça,
alterações do equilíbrio, taquicardia, fraqueza, sonolência, superficialização de consciência
ou diminuição da capacidade de reação.
Sintomas leves e reações como edema periférico, rubor, vertigem, zumbidos, fadiga,
nervosismo, depressão, tremor, agitação, alterações visuais, alterações do sono, confusão,
ansiedade, impotência erétil transitória, palpitações, sudorese, alterações auditivas,
sonolência, regulação ortostática alterada, assim como reações graves como angina
pectoris, arritmias cardíacas e síncope são raros.
Pode ocorrer raramente queda grave da pressão arterial, assim como, em casos isolados,
isquemia cerebral ou miocárdica, infarto do miocárdio, ataque isquêmico transitório, acidente
vascular cerebral isquêmico, exacerbação das alterações de perfusão devido à obstrução
vascular, precipitação ou intensificação do fenômeno de Raynaud ou parestesia.
Rim e balanço eletrolítico
Excepcionalmente pode ocorrer aumento da uréia e creatinina no sangue (mais comum com
a adição de diuréticos) e alteração da função dos rins, em casos isolados progressão até
insuficiência aguda dos rins.
Raramente pode ocorrer aumento de potássio no sangue. Em casos isolados, pode-se
desenvolver diminuição do sódio no sangue, assim como deterioração de proteinúria préexistente
(embora inibidores da ECA geralmente reduzam a proteinúria) ou aumento da
excreção urinária (em associação a melhora da performance cardíaca).
Trato respiratório, reações anafiláticas/anafilactóides e cutâneas
Comumente ocorre tosse seca irritativa (não-produtiva). Esta tosse geralmente piora à noite
e durante períodos de descanso (por exemplo, quando a pessoa está deitada), sendo mais
freqüente em mulheres e não-fumantes.
Raramente pode ocorrer congestão nasal, sinusite, bronquite, broncoespasmo e dispnéia.
Excepcionalmente pode ocorrer angioedema leve farmacologicamente mediado (a
incidência de angioedema relacionado a inibidores da ECA parece ser maior em negros, por
exemplo, em afro-caribenhos, comparativamente a pacientes não-negros). Reações graves
deste tipo ou de outros, reações anafiláticas ou anafilactóides ao ramipril ou a qualquer um
dos outros componentes (não mediadas farmacologicamente) são raras.
Reações cutâneas e nas mucosas, como exantema, prurido ou urticária são pouco comuns.
Em casos isolados pode ocorrer o desenvolvimento de exantema maculopapular, pênfigo,
exarcebação psoriática, psoriasiforme, exantema e enantema penfigóide ou liquenóide,
eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrose epidérmica tóxica, alopecia,
onicólise ou fotossensibilidade.
A possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas e anafilactóides causadas por veneno
de insetos podem ser aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito
também possa ocorrer com outros alérgenos.
Trato digestivo e sistema hepático
Excepcionalmente pode ocorrer: náuseas, elevação do nível sangüíneo das enzimas do
fígado e/ou da bilirrubina, assim como icterícia colestática. Raramente pode ocorrer secura
da boca, glossite, reações inflamatórias da cavidade oral e do trato gastrintestinal,
desconforto abdominal, dor gástrica (incluindo dor semelhante à dor gástrica), alterações
digestivas, constipação, diarréia, vômito e aumento dos níveis das enzimas pancreáticas.
– 10 –
Em casos isolados pode ocorrer pancreatite e danos no fígado (incluindo insuficiência aguda
no fígado).
Reações hematológicas
Raramente pode ocorrer redução leve (em casos isolados, grave) da contagem de
hemácias, conteúdo de hemoglobina, contagem de leucócitos e plaquetas. Em casos
isolados, pode ocorrer agranulocitose, pancitopenia e depressão da medula óssea.
Reações hematológicas relacionadas aos inibidores da ECA são mais prováveis de
ocorrerem em pacientes com alteração da função dos rins, com doenças concomitantes do
colágeno (por exemplo: lúpus eritematoso ou esclerodermia), ou naqueles tratados com
outros medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico. (ver item INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS e ADVERTÊNCIAS).

Em casos isolados, pode ocorrer desenvolvimento de anemia hemolítica.

 

Outras reações adversas
Excepcionalmente pode ocorrer conjuntivite, assim como, raramente, cãibra muscular,
redução da libido, perda do apetite e alterações do paladar (por exemplo: gosto metálico) e
do olfato ou perda parcial ou algumas vezes completa do paladar.
Em casos isolados pode ocorrer vasculites, mialgia, artralgia, febre e eosinofilia, assim como
contagem elevada de anticorpos antinucleares.

 

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE
MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Sintomas
Os sintomas que a superdose pode causar são: vasodilatação periférica excessiva (com
hipotensão acentuada e choque), bradicardia, alterações eletrolíticas e insuficiência dos rins.
Em caso de superdose acidental, sempre procure atendimento médico de emergência.
Enquanto aguarda socorro, permaneça deitado com as pernas elevadas.
Tratamento
Desintoxicação primária, por meio de lavagem gástrica, administração de adsorventes e
sulfato de sódio (se possível durante os primeiros 30 min.). Em caso de queda da pressão
arterial, a administração de agonistas alfa1-adrenérgicos (por exemplo: norepinefrina e
dopamina) ou angiotensina II (angiotensinamida), a qual está geralmente disponível
somente em escassos laboratórios de pesquisa, deve ser considerada em adição à
reposição hídrica e salina.
Não existem dados disponíveis sobre a eficácia de diurese forçada, alteração do pH urinário,
hemofiltração ou diálise no aumento da velocidade de eliminação do ramipril ou do
ramiprilato. Caso a diálise ou a hemofiltração sejam consideradas, ver item CONTRAINDICAÇÕES.

 

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
TRIATEC® comprimidos deve ser mantido em sua embalagem original e em temperatura
ambiente (entre 15 e 30ºC).
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
– 11 –
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Modo de ação
O ramiprilato, metabólito ativo do pró-fármaco ramipril, inibe a enzima
dipeptidilcarboxipeptidase I (sinônimos: enzima conversora de angiotensina (ECA), cininase
II). No plasma e tecidos, esta enzima catalisa a conversão de angiotensina I em
angiotensina II, substância vasoconstritora ativa, assim como o esgotamento da bradicinina,
substância vasodilatadora ativa. A redução da formação de angiotensina II e a inibição do
esgotamento de bradicinina leva à vasodilatação.
Como a angiotensina II também estimula a secreção de aldosterona, o ramiprilato promove
redução da secreção de aldosterona. O aumento da atividade de bradicinina contribui,
provavelmente, para os efeitos cárdio-protetor e endotélio-protetor observados em estudos
com animais. Ainda não está estabelecida também, a relação destes efeitos, com certas
reações adversas (por exemplo: tosse irritativa).
Os inibidores da ECA são eficazes mesmo em pacientes com hipertensão de baixa renina. A
resposta média ao inibidor da ECA em monoterapia é menor em pacientes negros (afrocaribenhos)
e hipertensos (geralmente população hipertensa de baixa renina) do que em
pacientes não-negros.
Propriedades farmacodinâmicas
A administração de ramipril causa redução acentuada da resistência arterial periférica.
Geralmente, não ocorrem alterações significativas no fluxo plasmático renal e na taxa de
filtração glomerular.
A administração de ramipril em pacientes com hipertensão promove redução da pressão
sangüínea, tanto na posição supina quanto na posição ereta, sem causar aumento
compensatório na freqüência cardíaca.
Na maioria dos pacientes, o início do efeito anti-hipertensivo torna-se aparente após 1 ou 2
horas da administração oral de dose única, sendo que o efeito máximo é alcançado 3 a 6
horas após essa administração. A duração do efeito anti-hipertensivo de uma dose única é
geralmente de 24 horas.
O efeito anti-hipertensivo máximo com a administração contínua de ramipril é geralmente
observado após 3 a 4 semanas. Foi demonstrado que o efeito anti-hipertensivo é sustentado
em tratamentos prolongados durante dois anos.
A interrupção abrupta de ramipril não produz aumento rebote rápido e excessivo na pressão
sangüínea.
O estudo AIRE demonstrou que o ramipril reduz o risco de mortalidade em 27% quando
comparado ao placebo, em pacientes com evidência clínica de insuficiência cardíaca que
iniciaram o tratamento 3 a 10 dias após infarto agudo do miocárdio. Sub-análises revelaram
que os riscos de morte súbita e da progressão de insuficiência cardíaca severa/resistente
sofreram reduções adicionais (30% e 23%, respectivamente). Adicionalmente, a
probabilidade de hospitalização posterior devido à insuficiência cardíaca foi reduzida em
26%.
Em pacientes com nefropatia manifesta, diabéticos ou não-diabéticos, ramipril reduz a taxa
de progressão da insuficiência renal e do desenvolvimento do estágio final da insuficiência
renal, bem como a necessidade de diálise ou transplante renal. Em pacientes com
nefropatia incipiente, diabéticos ou não-diabéticos, ramipril reduz a taxa de excreção de
albumina.
No estudo controlado com placebo “Avaliação do efeito preventivo no coração” (HOPE), com
duração de cinco anos, conduzido em pacientes com 55 anos ou mais, apresentando risco
cardiovascular aumentado devido a doenças vasculares (doença cardíaca coronariana
manifesta, história de acidente vascular cerebral ou história de doença vascular periférica)
– 12 –
ou apresentando diabetes mellitus com no mínimo um fator de risco adicional
(microalbuminúria, hipertensão, níveis elevados de colesterol total, baixos níveis de HDLcolesterol,
tabagismo), ramipril foi administrado concomitante a uma terapia padrão em
4.645 pacientes com objetivo de prevenção.
Este estudo mostrou que ramipril reduz de maneira significativa a incidência de infarto do
miocárdio, acidente vascular cerebral ou mortes causadas por doenças cardiovasculares.
Além disso, ramipril reduz a mortalidade total, bem como a necessidade de
revascularizações, e atrasa o início e a progressão da insuficiência cardíaca congestiva. Na
população em geral e entre os diabéticos, ramipril reduz o risco de desenvolvimento de
nefropatia. Ramipril também reduz a ocorrência de microalbuminúria. Estes efeitos foram
observados tanto em pacientes hipertensos como em pacientes normotensos.
Propriedades farmacocinéticas
O pró-fármaco ramipril passa por um extenso metabolismo hepático pré-sistêmico, que é
essencial para a formação do ramiprilato, único metabólito ativo (por meio de hidrólise, que
ocorre predominantemente no fígado). Adicionalmente a esta ativação em ramiprilato, o
ramipril é glicuronizado e transformado em ramipril dicetopiperazina (éster). O ramiprilato
também é glicuronizado e transformado em ramiprilato de dicetopiperazina (ácido).
Como resultado dessa ativação/metabolização do pró-fármaco, a biodisponibilidade do
ramipril administrado por via oral é de aproximadamente 20%.
A biodisponibilidade do ramiprilato após administração oral de 2,5 e 5,0 mg de ramipril é de
aproximadamente 45% comparada a sua disponibilidade após a administração intravenosa
das mesmas doses.
Após a administração oral de 10 mg de ramipril radiomarcado, aproximadamente 40% da
radioatividade total é excretada nas fezes e aproximadamente 60% na urina. Após
administração intravenosa de ramipril, aproximadamente 50 a 60% da dose foi detectada na
urina (como ramipril e seus metabólitos); aproximadamente 50% foi eliminada
aparentemente por vias não-renais. Após a administração intravenosa de ramiprilato,
aproximadamente 70% da substância e seus metabólitos foi encontrado na urina – indicando
eliminação não-renal de ramiprilato de aproximadamente 30%. Após a administração oral de
5 mg de ramipril em pacientes com drenagem dos ductos biliares, aproximadamente a
mesma quantidade de ramipril e seus metabólitos foi excretada pela urina e pela bile nas
primeiras 24 horas.
Aproximadamente 80 a 90% dos metabólitos encontrados na urina e na bile foram
identificados como ramiprilato ou metabólitos do ramiprilato. Ramipril glicuronídeo e ramipril
dicetopiperazina representaram aproximadamente 10 a 20% da quantidade total de
metabólitos, enquanto que a quantidade de ramipril não metabolizado foi de
aproximadamente 2%.
Estudos realizados em animais durante a fase de amamentação demonstraram que o
ramipril passa para o leite materno.
O ramipril é rapidamente absorvido após a administração oral. Como foi determinado
através da recuperação da radioatividade na urina, que representa apenas uma das vias de
eliminação, a absorção de ramipril é de pelo menos 56%. A administração de ramipril
concomitante com alimentos não apresenta efeito relevante sobre a absorção.
As concentrações plasmáticas máximas são atingidas dentro de 1 hora após a
administração oral. A meia-vida de eliminação é de aproximadamente 1 hora. As
concentrações plasmáticas máximas de ramiprilato são atingidas em 2 a 4 horas após a
administração oral de ramipril.
A queda das concentrações plasmáticas do ramiprilato é polifásica. A meia-vida da
distribuição inicial e da fase de eliminação é de aproximadamente 3 horas. É seguida por
uma fase intermediária (meia-vida de aproximadamente 15 horas) e por uma fase terminal
– 13 –
com concentrações plasmáticas de ramiprilato muito baixas e com meia-vida de
aproximadamente 4 a 5 dias.
A fase terminal está relacionada à dissociação lenta do ramiprilato da sua ligação restrita,
mas saturável, à ECA.
Apesar da longa fase terminal, a dose única diária maior ou igual a 2,5 mg de ramipril
promove concentrações plasmáticas de ramiprilato no estado de equilíbrio após
aproximadamente 4 dias. A meia-vida “efetiva”, que é relevante para a determinação da
dose, é de 13 a 17 horas quando da administração de doses múltiplas.
Após administração intravenosa, o volume de distribuição sistêmica de ramipril é de
aproximadamente 90 L e o volume de distribuição sistêmica relativa do ramiprilato é de
aproximadamente 500 L.
Em estudos in vitro, o ramiprilato demonstrou constantes inibitórias gerais de 7 pmol/L e
meia-vida de dissociação da ECA de 10,7 horas, que são indicativos de alta potência.
As taxas de ligação à proteína do ramipril e do ramiprilato são de aproximadamente 73% e
56%, respectivamente.
Em voluntários saudáveis com idade entre 65 e 76 anos, os parâmetros farmacocinéticos do
ramipril e do ramiprilato são semelhantes aos de voluntários saudáveis jovens.
A excreção renal do ramiprilato é reduzida em pacientes com alterações da função renal e o
clearance renal do ramiprilato é proporcionalmente relacionado ao clearance da creatinina.
Isso resulta na elevação das concentrações plasmáticas de ramiprilato, que diminuem de
maneira mais lenta do que em pessoas com função renal normal.
A alteração da função hepática retarda a ativação de ramipril à ramiprilato quando são
administradas doses elevadas (10 mg) de ramipril, resultando na elevação do nível
plasmático de ramipril e na diminuição da eliminação de ramiprilato.
Assim como em pessoas saudáveis e pacientes com hipertensão, também não foi
observado acúmulo relevante de ramipril e ramiprilato após administração oral de 5 mg de
ramipril uma vez ao dia, durante 2 semanas, em pacientes com insuficiência cardíaca
congestiva.
– Dados de segurança pré-clínica
Toxicidade aguda
Com uma DL50 superior a 10.000 mg/Kg de peso corpóreo em camundongos e ratos e
superior a 1000 mg/Kg de peso corpóreo em cães da raça beagle, considerou-se que a
administração oral de ramipril não apresenta toxicidade aguda.
Toxicidade crônica
Estudos de toxicidade crônica foram conduzidos em ratos, cães e macacos. Em ratos, doses
diárias na ordem de 40 mg/Kg de peso corpóreo provocaram alterações nos eletrólitos
plasmáticos e anemia. Com doses diárias ≥ 3,2 mg/Kg de peso corpóreo, foram encontradas
algumas evidências de alterações na morfologia renal (atrofia do túbulo distal). Entretanto,
estes efeitos podem ser explicados farmacodinamicamente e são característicos desta
classe de substâncias. Doses diárias de 2 mg/Kg de peso corpóreo foram toleradas por
ratos sem que fossem observados efeitos tóxicos. A atrofia tubular foi observada em ratos,
mas não em cães e macacos.
Como uma expressão da atividade farmacodinâmica do ramipril (um sinal do aumento da
produção de renina como reação à redução da formação de angiotensina II), foi observada
hipertrofia pronunciada do aparelho justaglomerular em cães e macacos – especialmente
com doses diárias ≥ 250 mg/Kg de peso corpóreo. Também foram observadas, em cães e
– 14 –
macacos, alterações nos eletrólitos plasmáticos e no perfil sangüíneo. Cães e macacos
toleraram doses de 2,5 mg/Kg de peso corpóreo e 8 mg/Kg de peso corpóreo,
respectivamente, sem que fossem observados efeitos tóxicos.
Toxicidade reprodutiva
Estudos de toxicidade reprodutiva foram conduzidos em ratos, coelhos e macacos e não
evidenciaram nenhuma propriedade teratogênica.
A fertilidade não foi alterada tanto nas fêmeas quanto nos machos.
A administração de doses diárias de ramipril ≥ 50 mg/Kg de peso corpóreo em ratas durante
o período fetal e o período de amamentação produziu danos renais irreversíveis (dilatação
da pélvis renal) na prole.
Quando inibidores da ECA foram administrados em mulheres durante o segundo e terceiro
trimestres de gravidez, foram observados efeitos tóxicos nos fetos e recém-nascidos,
incluindo – às vezes em conjunto com oligoidrâmnios (provavelmente como resultado de
alteração da função renal fetal) – deformidades crânio-faciais, hipoplasias pulmonares,
contraturas nos membros fetais, hipotensão, anúria, insuficiência renal irreversível e
reversível, assim como óbito. Também foram relatados em humanos partos prematuros,
crescimento intra-uterino retardado e persistência do ducto de Botallo. Entretanto, não é
conhecido se estes fenômenos são uma conseqüência da exposição aos inibidores da ECA.
Toxicidade imunológica
Estudos toxicológicos demonstraram que o ramipril não possui nenhum efeito imunotóxico.
Mutagenicidade
Testes extensivos de mutagenicidade utilizando vários sistemas de testes demonstraram
que o ramipril não apresenta nenhuma propriedade mutagênica ou genotóxica.
Carcinogenicidade
Estudos prolongados em ratos e camundongos não demonstraram nenhuma indicação de
efeito tumorigênico.
Em ratos, túbulos renais com células oxifílicas e túbulos com hiperplasia celular oxifílica
foram considerados como uma resposta às alterações funcionais e morfológicas e não como
uma resposta neoplásica ou pré-neoplásica.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA
A eficácia de ramipril está comprava nos seguintes estudos: “Effects of an angiotensinconverting-
enzyme inhibitor, ramipril, on cardiovascular events in high-risk patients. The
Heart Outcomes Prevention Evaluation Study Investigators.” (YUSUF, S. 2000); “Study
Investigators. Effects of ramipril on cardiovascular and microvascular outcomes in people
with diabetes mellitus: results of the HOPE study and MICRO-HOPE substudy. Heart
Outcomes Prevention Evaluation Study Investigators.” (HOPE 2000); “ACE for whom?
Implications for clinical practice of post-infarct trials.” (WALSH, J. T. 1995).

 

INDICAÇÕES
– Hipertensão arterial.
– Insuficiência cardíaca congestiva.
– Redução da mortalidade em pacientes pós-infarto do miocárdio.
– Tratamento de nefropatia glomerular manifesta e nefropatia incipiente, em pacientes
diabéticos ou não-diabéticos.
– Prevenção de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia
cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de
revascularização, em pacientes com alto risco cardiovascular, como coronariopatia
manifesta (com ou sem antecedentes de infarto do miocárdio), caso anterior de acidente
vascular cerebral ou de doença vascular periférica.
– 15 –
– Prevenção de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia
cardiovascular, em pacientes diabéticos.
– Prevenção da progressão de microalbuminúria e nefropatia manifesta.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
TRIATEC® não deve ser utilizado:
– em pacientes com hipersensibilidade ao ramipril, a qualquer outro inibidor da ECA ou a
qualquer um dos componentes da formulação;
– em pacientes com história de angioedema;
– em pacientes com estenose da artéria renal hemodinamicamente relevante, bilateral ou
unilateral;
– em pacientes com quadro hipotensivo ou hemodinamicamente instáveis;
– durante a gravidez e
– durante a amamentação.
Deve-se evitar o uso concomitante de inibidores da ECA e tratamentos extracorpóreos nos
quais o sangue entra em contato com superfícies carregadas negativamente, pois pode
causar reações anafilactóides graves. Estes tratamentos extracorpóreos incluem diálises ou
hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (por exemplo: poliacrilonitrila) e aferese
de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano

 

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
TRIATEC® deve ser deglutido inteiro, sem mastigar e com uma quantidade suficiente de
líquido (aproximadamente, meio copo de água). TRIATEC® pode ser ingerido antes, durante
ou após as refeições, visto que a absorção de ramipril não é significativamente afetada por
alimentos.
Depois de aberto, o medicamento deve ser mantido em sua embalagem original e em
temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC).

 

POSOLOGIA
A posologia é baseada no efeito desejado e na tolerabilidade dos pacientes ao
medicamento. O tratamento com TRIATEC® é geralmente a longo prazo. A duração do
tratamento é determinada pelo médico em cada caso.
– Tratamento da hipertensão arterial
Recomenda-se que TRIATEC® seja administrado uma vez ao dia, iniciando-se com uma
dose de 2,5 mg e, se necessário e dependendo da resposta do paciente, a dose pode ser
aumentada para 5 mg em intervalos de 2 a 3 semanas.
A dose usual de manutenção é de 2,5 a 5 mg de TRIATEC® diariamente.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg.
Ao invés de se aumentar a dose de TRIATEC® acima de 5 mg por dia, pode-se considerar a
administração adicional de um diurético ou de um antagonista de cálcio.
– Tratamento da insuficiência cardíaca congestiva
A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de TRIATEC®, uma vez ao dia. Dependendo da
resposta do paciente, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se
aumentada, seja dobrada em intervalos de 1 a 2 semanas. Se a dose diária de 2,5 mg ou
mais de TRIATEC® é necessária, esta pode ser administrada em tomada única ou dividida
em duas tomadas.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de TRIATEC®.
– Tratamento após infarto agudo do miocárdio
A dose inicial recomendada é de 5 mg de TRIATEC® diariamente, dividida em duas
administrações de 2,5 mg: uma pela manhã e outra à noite. Se o paciente não tolerar esta
– 16 –
dose inicial, recomenda-se que a dose de 1,25 mg seja administrada duas vezes ao dia,
durante dois dias. Nos dois casos, dependendo da resposta do paciente, a dose poderá,
então, ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se aumentada, seja dobrada em
intervalos de 1 a 3 dias.
Numa fase posterior, a dose diária total, inicialmente dividida, poderá ser administrada como
tomada única diária.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de TRIATEC®.
A experiência no tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca grave (NYHA IV)
imediatamente após infarto do miocárdio ainda é insuficiente. Se mesmo assim a decisão
tomada for tratar estes pacientes, recomenda-se que a terapia seja iniciada com a menor
dose diária possível, ou seja, 1,25 mg de TRIATEC®, uma vez ao dia, e que a dose seja
aumentada somente sob cuidados especiais.
– Tratamento de nefropatia glomerular manifesta e nefropatia incipiente
A dose inicial recomendada é de 1,25 mg de TRIATEC® uma vez ao dia. Dependendo da
resposta do paciente, a dose pode ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se
aumentada, seja dobrada em intervalos de 2 a 3 semanas.
A dose máxima permitida é de 5 mg ao dia.
Doses acima de 5 mg de TRIATEC® uma vez ao dia não foram avaliadas adequadamente
em estudos clínicos controlados.
– Prevenção do infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por
patologia cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos
de revascularização em pacientes com alto risco cardiovascular; prevenção de infarto
do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte por patologia cardiovascular em
pacientes diabéticos ou prevenção da progressão de microalbuminúria e nefropatia
manifesta
Recomenda-se a administração de uma dose inicial de 2,5 mg de ramipril (TRIATEC® 2,5
mg) uma vez ao dia. A dose deve ser gradualmente aumentada, dependendo da
tolerabilidade do paciente. Após uma semana de tratamento, recomenda-se duplicar a dose
para 5 mg de ramipril (TRIATEC® 5 mg). Após outras três semanas, aumentar a dose para
10 mg de ramipril.
Dose usual de manutenção: 10 mg/dia de TRIATEC®.
Doses acima de 10 mg de TRIATEC® uma vez ao dia não foram adequadamente avaliadas
em estudos clínicos controlados.
Pacientes com insuficiência renal grave, definidos por um clearance de creatinina < 0,6
mL/segundo, não foram adequadamente avaliados.
– Populações especiais
Em pacientes com alteração da função renal apresentando clearance de creatinina entre 50
e 20 mL/min/1,73 m² de área de superfície corpórea, a dose inicial é geralmente de 1,25 mg
de TRIATEC®. A dose diária máxima permitida nesses pacientes é de 5 mg de TRIATEC®.
Quando a deficiência de sal ou líquidos não for completamente corrigida, em pacientes com
hipertensão grave, assim como em pacientes nos quais um quadro de hipotensão
constituiria um risco particular (por ex.: estenose relevante de artérias coronarianas ou
cerebrais), uma dose inicial diária reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® deve ser considerada.
Em pacientes tratados previamente com diuréticos, deve se descontinuar o diurético, no
mínimo, 2 a 3 dias ou mais (dependendo da duração da ação do diurético) antes de se
– 17 –
iniciar o tratamento com TRIATEC® ou que seja, pelo menos, reduzida gradativamente a
dose do diurético. Geralmente, a dose inicial em pacientes tratados previamente com um
diurético é de 1,25 mg de TRIATEC®.
Em pacientes com insuficiência hepática, a resposta ao tratamento com TRIATEC® pode
estar tanto aumentada quanto diminuída. O tratamento com TRIATEC® em tais pacientes
deverá, portanto, ser iniciado somente sob rigorosa supervisão médica. A dose máxima
diária permitida nesses pacientes é de 2,5 mg de TRIATEC®.
Em pacientes idosos, uma dose diária inicial reduzida de 1,25 mg de TRIATEC® deve ser
considerada.

 

ADVERTÊNCIAS
Angioedema de cabeça, pescoço ou extremidades
Caso ocorra o desenvolvimento de angioedema durante o tratamento com inibidores da
ECA, o mesmo deve ser interrompido imediatamente.
Angioedema da face, extremidades, lábios, língua, glote ou laringe têm sido relatados em
pacientes tratados com inibidores da ECA. O tratamento emergencial de angioedema com
risco de vida inclui administração imediata de epinefrina (administração subcutânea ou
intravenosa lenta), acompanhado de monitorização do ECG e da pressão sangüínea.
Recomenda-se hospitalização e monitorização do paciente por no mínimo 12 a 24 horas e
alta hospitalar somente após o desaparecimento completo dos sintomas.
Angioedema intestinal
Angioedema intestinal tem sido relatado em pacientes tratados com inibidores da ECA.
Esses pacientes se apresentaram com dor abdominal (com ou sem náusea ou vômito); em
alguns casos também ocorreram angioedema facial. Os sintomas de angioedema intestinal
foram resolvidos após a interrupção da administração de inibidores da ECA.
Dirigindo veículos ou realizando outras tarefas que requeiram atenção
Algumas reações adversas (por exemplo: alguns sintomas de redução da pressão
sangüínea, como superficialização de consciência e vertigem) podem prejudicar a habilidade
de concentração e reação do paciente e, portanto, constituem um risco em situações em
que estas habilidades são importantes (por exemplo: dirigir veículos ou operar máquinas).
Risco de uso por via de administração não recomendada.
Não há estudos dos efeitos de TRIATEC® administrado por vias não recomendadas.
Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser
somente pela via oral.

 

PRECAUÇÕES
O tratamento com TRIATEC® requer acompanhamento médico regular.
Monitorização da função renal
Recomenda-se monitorização da função renal, principalmente nas primeiras semanas de
tratamento com um inibidor da ECA. Uma monitorização cuidadosa é particularmente
necessária em pacientes com:
– insuficiência cardíaca;
– doença vascular renal, incluindo pacientes com estenose unilateral de artéria renal
hemodinamicamente relevante. Neste grupo de pacientes, mesmo um pequeno aumento da
creatinina sérica pode ser indicativo de perda unilateral da função renal;
– alteração da função renal e
– transplante renal.
– 18 –
Monitorização eletrolítica
Recomenda-se monitorização regular do potássio sérico. Em pacientes com alteração da
função renal, é necessária monitorização mais freqüente do potássio sérico.
Monitorização hematológica
A contagem de leucócitos deve ser monitorizada para detectar uma possível leucopenia.
Avaliações mais freqüentes são recomendadas na fase inicial do tratamento, em pacientes
com alteração da função renal, naqueles com doença de colágeno (por exemplo: lúpus
eritematoso ou esclerodermia) concomitante ou naqueles tratados com outros
medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver item “REAÇÕES

 

ADVERSAS A MEDICAMENTOS”).
Gravidez
TRIATEC® não deve ser administrado durante a gravidez (ver item “CONTRAINDICAÇÕES”).
Portanto, a possibilidade de gravidez deve ser excluída antes do início do
tratamento. A gravidez deve ser evitada nos casos em que o tratamento com inibidores da
ECA é indispensável.
O tratamento com TRIATEC® deve ser interrompido, por exemplo, com a substituição por
outra forma de tratamento em pacientes que pretendem engravidar.
Se a paciente engravidar durante o tratamento, TRIATEC® deve ser substituído assim que
possível por tratamento sem inibidores da ECA. Caso contrário existe risco de dano fetal.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Categoria de risco na gravidez: categoria D.
Lactação
Caso o tratamento com TRIATEC® seja necessário durante a lactação, a paciente não deve
amamentar, evitando que o lactente receba quantidades pequenas de ramipril por meio do
leite materno.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Pacientes idosos
Alguns pacientes idosos podem ser especialmente responsivos ao tratamento com
inibidores da ECA. Recomenda-se avaliação da função renal no início do tratamento. Ver
também o item “POSOLOGIA”.
Crianças
Não existem dados suficientes disponíveis sobre o uso de TRIATEC® em crianças.
Grupos de risco
Pacientes com sistema renina-angiotensina hiperestimulado
São recomendados cuidados especiais no tratamento de pacientes com o sistema reninaangiotensina
hiperestimulado (ver item “POSOLOGIA”). Estes pacientes estão sob risco de
uma queda aguda pronunciada da pressão sangüínea e deterioração da função renal devido
à inibição da ECA, especialmente quando um inibidor da ECA ou um diurético concomitante
é administrado pela primeira vez ou é administrado em uma dose maior pela primeira vez.
Em ambos os casos deve-se realizar monitorização rigorosa da pressão sangüínea até que
se exclua a possibilidade de queda aguda da pressão sangüínea.
A ativação significante do sistema renina-angiotensina pode ser precipitada, por exemplo:
– em pacientes com hipertensão severa e, principalmente, com hipertensão maligna. A fase
inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
– 19 –
– em pacientes com insuficiência cardíaca, principalmente com insuficiência grave ou
tratados com outras substâncias que apresentam potencial anti-hipertensivo. Em caso de
insuficiência cardíaca grave, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
– em pacientes com impedimento hemodinamicamente relevante do influxo ou do efluxo
ventricular esquerdo (por exemplo: estenose da válvula aórtica ou da válvula mitral). A fase
inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
– em pacientes com estenose da artéria renal hemodinamiamente relevante. A fase inicial do
tratamento requer supervisão médica especial. A interrupção do tratamento com diuréticos
pode ser necessária. Ver sub-item “Monitorização da função renal”, logo abaixo;
– em pacientes pré-tratados com diuréticos, nos quais a interrupção do tratamento ou a
diminuição da dose de diurético não é possível, a fase inicial do tratamento requer
supervisão médica especial;
– em pacientes que apresentam ou podem desenvolver deficiência hídrica ou salina (como
resultado da ingestão insuficiente de sais ou líquidos, ou como resultado de diarréia, vômito
ou sudorese excessiva, nos casos em que a reposição de sal ou líquidos é inadequada).
Geralmente recomenda-se que, quadros de desidratação, hipovolemia ou deficiência de sal
sejam corrigidos antes do início do tratamento (em pacientes com insuficiência cardíaca,
entretanto, isto deve ser cuidadosamente avaliado em relação ao risco de sobrecarga de
volume). Caso esta condição torne-se clinicamente relevante, o tratamento com TRIATEC®
deve ser iniciado ou continuado somente se medidas apropriadas forem empregadas
simultaneamente, prevenindo a queda excessiva da pressão arterial e deterioração da
função renal.
Pacientes com doenças hepáticas
Em pacientes com alteração da função hepática, a resposta ao tratamento com TRIATEC®
pode estar reduzida ou aumentada. Adicionalmente, em pacientes que apresentam cirrose
hepática severa com presença de edema e/ou ascite, o sistema renina-angiotensina pode
estar significativamente ativado; portanto, deve-se ter cautela especial no tratamento destes
pacientes (ver item “POSOLOGIA”).
Pacientes com risco especial de queda acentuada da pressão sangüínea
A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial em pacientes que
apresentam risco de queda acentuada indesejável da pressão sangüínea (ex. pacientes com
estenoses de artérias coronarianas ou artérias cerebrais hemodinamicamente relevantes).

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
– Associações contra-indicadas
Tratamentos extracorpóreos nos quais o sangue entra em contato com superfícies
carregadas negativamente, como diálise ou hemofiltração com certas membranas de alto
fluxo (por exemplo: membranas de poliacrilonitrila) e aferese de lipoproteína de baixa
densidade com sulfato de dextrano: risco de reações anafilactóides graves (ver item
“CONTRA-INDICAÇÕES”).
– Associações não-recomendadas
Sais de potássio e diuréticos poupadores de potássio: o aumento da concentração de
potássio sérico pode ser precipitado. O tratamento concomitante com sais de potássio ou
diuréticos poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona) requer monitorização
rigorosa do potássio sérico.
– Associações que exigem precauções no uso
Agentes anti-hipertensivos (por exemplo: diuréticos) e outras substâncias com
potencial anti-hipertensivo (por exemplo: nitratos, antidepressivos tricíclicos e
anestésicos): a potencialização do efeito anti-hipertensivo pode ser precipitada (em relação
– 20 –
aos diuréticos: ver itens “Grupos de risco”, “REAÇÕES ADVERSAS” e “POSOLOGIA”).
Recomenda-se monitorização regular do sódio sérico em pacientes recebendo terapia
concomitante com diuréticos.
Vasoconstritores simpatomiméticos: podem reduzir o efeito anti-hipertensivo de
TRIATEC®. Recomenda-se monitorização cuidadosa da pressão sangüínea.
Alopurinol, imunossupressores, corticosteróides, procainamida, citostáticos e outras
substâncias que podem alterar o perfil hematológico: aumento da probabilidade de
ocorrência de reações hematológicas (ver item “ADVERTÊNCIAS”).
Sais de lítio: a excreção de lítio pode ser reduzida pelos inibidores da ECA. Esta redução
pode levar ao aumento dos níveis séricos de lítio e ao aumento da toxicidade relacionada ao
lítio. Portanto, os níveis de lítio devem ser monitorizados.
Agentes antidiabéticos (por exemplo: insulina e derivados de sulfoniluréia): os
inibidores da ECA podem reduzir a resistência à insulina. Em casos isolados, esta redução
pode causar reações hipoglicêmicas em pacientes tratados concomitantemente com
antidiabéticos. Portanto, recomenda-se monitorização cuidadosa da glicemia durante a fase
inicial da co-administração.
Associações a serem consideradas
Antiinflamatórios não-esteroidais (por exemplo: indometacina) e ácido acetilsalicílico:
a atenuação do efeito anti-hipertensivo do TRIATEC® pode ser precipitada. Adicionalmente,
o tratamento concomitante dos inibidores da ECA e AINEs (antiinflamatórios nãoesteroidais)
pode promover aumento do risco de deterioração da função renal e elevação do
potássio sérico.
Heparina: possível aumento da concentração de potássio sérico.
Álcool: aumento da vasodilatação. TRIATEC® pode potencializar o efeito do álcool.
Sal: ingestão de sal aumentada pode atenuar o efeito anti-hipertensivo de TRIATEC®.
Terapia dessensibilizante: a possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas e
anafilactóides causadas por veneno de insetos estão aumentadas com a inibição da ECA.
Considera-se que este efeito também pode ocorrer com outros alérgenos.
Alimentos
A absorção TRIATEC® não é significativamente afetada por alimentos.
Exames de laboratório
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de ramipril em testes
laboratoriais.

 

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Como TRIATEC® é um anti-hipertensivo, muitas das reações adversas são efeitos
secundários à ação de redução da pressão sangüínea, que resulta na contra-regulação
adrenérgica ou hipoperfusão nos órgãos. Numerosos outros efeitos (por exemplo: efeitos
sobre o balanço eletrolítico, certas reações anafilactóides ou reações inflamatórias das
membranas mucosas) são causados pela inibição da ECA ou por outras ações
farmacológicas comuns a esta classe de fármacos.
Sistema cardiovascular e sistema nervoso
Excepcionalmente podem ocorrer sintomas e reações leves como: cefaléia, alterações do
equilíbrio, taquicardia, fraqueza, sonolência, superficialização de consciência ou diminuição
da capacidade de reação.
– 21 –
Sintomas leves e reações como edema periférico, rubor, vertigem, zumbidos, fadiga,
nervosismo, depressão, tremor, agitação, alterações visuais, alterações do sono, confusão,
ansiedade, impotência erétil transitória, palpitações, sudorese, alterações auditivas,
sonolência, regulação ortostática alterada, assim como reações graves como angina
pectoris, arritmias cardíacas e síncope são raros.
Pode ocorrer raramente hipotensão grave, assim como, em casos isolados, isquemia
cerebral ou miocárdica, infarto do miocárdio, ataque isquêmico transitório, acidente vascular
cerebral isquêmico, exacerbação das alterações de perfusão devido à estenose vascular,
precipitação ação ou intensificação do fenômeno de Raynaud ou parestesia.
Rim e balanço eletrolítico
Excepcionalmente pode ocorrer aumento da uréia e creatinina séricas (mais comum com a
adição de diuréticos) e alteração da função renal, em casos isolados progressão até
insuficiência renal aguda.
Raramente pode ocorrer aumento do potássio sérico. Em casos isolados, pode-se
desenvolver diminuição do sódio sérico, assim como deterioração de proteinúria préexistente
(embora inibidores da ECA geralmente reduzam a proteinúria) ou aumento da
excreção urinária (em associação a melhora da performance cardíaca).
Trato respiratório, reações anafiláticas/anafilactóides e cutâneas
Comumente ocorre tosse seca irritativa (não-produtiva). Esta tosse geralmente piora à noite
e durante períodos de descanso (por exemplo, quando a pessoa está deitada), sendo mais
freqüente em mulheres e não-fumantes.
Raramente pode ocorrer congestão nasal, sinusite, bronquite, broncoespasmo e dispnéia.
Excepcionalmente pode ocorrer angioedema leve farmacologicamente mediado (a
incidência de angioedema relacionado a inibidores da ECA parece ser maior em negros, por
exemplo, em afro-caribenhos, comparativamente a pacientes não-negros). Reações graves
deste tipo ou de outros, reações anafiláticas ou anafilactóides ao ramipril ou a qualquer um
dos outros componentes (não mediadas farmacologicamente) são raras.
Reações cutâneas e nas mucosas, como exantema, prurido ou urticária são pouco comuns.
Em casos isolados pode ocorrer o desenvolvimento de exantema maculopapular, pênfigo,
exarcebação psoriática, psoriasiforme,, exantema e enantema penfigóide ou liquenóide,
eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson, necrose epidérmica tóxica, alopecia,
onicólise ou fotossensibilidade.
A possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas e anafilactóides causadas por veneno
de insetos podem ser aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito
também possa ocorrer com outros alérgenos.
Trato digestivo e sistema hepático
Excepcionalmente pode ocorrer: náuseas, elevação do nível sérico das enzimas hepáticas
e/ou da bilirrubina, assim como icterícia colestática. Raramente pode ocorrer secura da
boca, glossite, reações inflamatórias da cavidade oral e do trato gastrintestinal, desconforto
abdominal, dor gástrica (incluindo dor semelhante à dor gástrica), alterações digestivas,
constipação, diarréia, vômito e aumento dos níveis das enzimas pancreáticas. Em casos
isolados pode ocorrer pancreatite e danos hepáticos (incluindo insuficiência hepática
aguda).
Reações hematológicas
Raramente pode ocorrer redução leve (em casos isolados, grave) da contagem de
hemácias, conteúdo de hemoglobina, contagem de leucócitos e plaquetas. Em casos
isolados, pode ocorrer agranulocitose, pancitopenia e depressão da medula óssea.
– 22 –
Reações hematológicas relacionadas aos inibidores da ECA são mais prováveis de
ocorrerem em pacientes com alteração da função renal, com doenças concomitantes do
colágeno (por exemplo: lúpus eritematoso ou esclerodermia), ou naqueles tratados com
outros medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver item
“INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS” e “ADVERTÊNCIAS”).
Em casos isolados, pode ocorrer desenvolvimento de anemia hemolítica.
Outras reações adversas
Excepcionalmente pode ocorrer conjuntivite, assim como, raramente, cãibra muscular,
redução da libido, perda do apetite e alterações do paladar (por exemplo: gosto metálico) e
do olfato ou perda parcial ou algumas vezes completa do paladar.
Em casos isolados pode ocorrer vasculites, mialgia, artralgia, febre e eosinofilia, assim como
contagem elevada de anticorpos antinucleares.

 

SUPERDOSE
Sintomas
A superdose pode causar vasodilatação periférica excessiva (com hipotensão acentuada e
choque), bradicardia, alterações eletrolíticas e insuficiência renal.
Tratamento
Desintoxicação primária, por meio de lavagem gástrica, administração de adsorventes e
sulfato de sódio (se possível durante os primeiros 30 min.). Em caso de hipotensão, a
administração de agonistas alfa1-adrenérgicos (por exemplo: norepinefrina e dopamina) ou
angiotensina II (angiotensinamida), a qual está geralmente disponível somente em escassos
laboratórios de pesquisa, deve ser considerada em adição à reposição hídrica e salina.
Não existem dados disponíveis sobre a eficácia de diurese forçada, alteração do pH urinário,
hemofiltração ou diálise no aumento da velocidade de eliminação do ramipril ou do
ramiprilato. Caso a diálise ou a hemofiltração sejam consideradas, ver item “CONTRAINDICAÇÕES”.

 

ARMAZENAGEM
TRIATEC® comprimidos deve ser mantido em sua embalagem original e em temperatura
ambiente (entre 15 e 30ºC).

 

DIZERES LEGAIS

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o
medicamento.
MS: 1.1300.0150.011-6 / 1.1300.0150.019-11.1300.0150.020-5 / 1.1300.0150.010-8
Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira
CRF-SP no 5854
– 23 –
Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papais, 413
Suzano – São Paulo
CEP: 08613-010
C.N.P.J. 02.685.377/0008-23
Indústria Brasileira
® Marca Registrada
Segundo fórmula original do
Grupo AVENTIS
Frankfurt am Main – Alemanha
IB 071206
Atendimento ao Consumidor: 0800-7030-014
www.sanofi-aventis.com.br
C.N.P.J. 02.685.377/0001-57
Número do lote – Data de fabricação – Vencimento: vide cartucho.
Referência bibliográficas
S.YUSUF et al. Effects of an angiotensin-converting-enzyme inhibitor, ramipril, on
cardiovascular events in high-risk patients. The Heart Outcomes Prevention Evaluation
Study Investigators. N. Engl. J. Med2000, 342(3):145-53.
THE HOPE Study Investigators. Effects of ramipril on cardiovascular and microvascular
outcomes in people with diabetes mellitus: results of the HOPE study and MICRO-HOPE
substudy. Heart Outcomes Prevention Evaluation Study Investigators.
Lancet355(9200)2000:253-9,.
J. T. WALSH, et al. ACE for whom? Implications for clinical practice of post-infarct trials. Br.
Heart J.1995, 73(5):470-4.

Bula do Torlós H (Anti hipertensivo)

Torlós-HBula do TORLÓS H®:
losartana potássica + hidroclorotiazida

 

I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
TORLÓS H®
losartana potássica + hidroclorotiazida

 

APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos 50 mg + 12,5 mg: embalagens com 14 e 30 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de TORLÓS H® contém:
losartana potássica…………………………………………………………………………. 50 mg
hidroclorotiazida…………………………………………………………………………. 12,5 mg
Excipientes: lactose monoidratada, amido, povidona, amidoglicolato de sódio, dióxido de silício
(coloidal), estearato de magnésio, TRC coat A e óxido de ferro vermelho.

 

II- INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Seu médico receitou TORLÓS H® para tratamento da hipertensão (pressão alta). Em pacientes
com pressão alta e espessamento das paredes do ventrículo esquerdo (hipertrofia do ventrículo
esquerdo), a losartana, frequentemente em combinação com a hidroclorotiazida, reduz o risco de
derrame (acidente vascular cerebral) e de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e ajuda os
pacientes a viverem mais (vide item QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO e
O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO, Uso em pacientes de raça
negra com pressão alta e aumento do ventrículo esquerdo).

 

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
TORLÓS H® é uma combinação de um antagonista dos receptores de angiotensina II (losartana)
e um diurético (hidroclorotiazida). A losartana e a hidroclorotiazida agem em conjunto para
diminuir a pressão alta. Se você tem pressão alta e apresenta espessamento das paredes do
ventrículo esquerdo, a principal câmara de bombeamento do coração, seu médico prescreveu
TORLÓS H® para ajudar a diminuir o risco de eventos cardiovasculares, como derrame
(acidente vascular cerebral).
Informações ao paciente sobre a doença
O que é pressão arterial?
A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do corpo é
chamada de pressão arterial. Sem a pressão arterial, o sangue não circularia pelo corpo. A
pressão arterial normal faz parte da boa saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o
transcorrer do dia, dependendo da atividade, do estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta de dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte
por oitenta). O número mais alto mede a força quando seu coração está bombeando sangue. O
número mais baixo mede a força em repouso, entre os batimentos cardíacos.
BU-01 2

 

O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta ou hipertensão quando sua pressão arterial permanece alta mesmo quando
você está calmo(a) e relaxado(a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos sanguíneos se
estreitam e dificultam o fluxo do sangue.

 

Como saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem
hipertensão é medindo sua pressão arterial. Por isso você deve medir sua pressão arterial
regularmente.

 

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, como o
coração e os rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a hipertensão
pode causar derrame (acidente vascular cerebral), ataque cardíaco (infarto do miocárdio),
insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou cegueira.

 

Como a pressão alta deve ser tratada?
Ao diagnosticar a hipertensão (pressão alta), seu médico pode recomendar mudanças em seu
estilo de vida e também pode lhe receitar medicamentos para controlar a pressão arterial. A
pressão alta pode ser tratada e controlada com o uso de medicamentos, como TORLÓS H®.
Seu médico pode lhe dizer qual é a pressão arterial ideal para você. Memorize este valor e siga a
recomendação médica para atingir a pressão arterial ideal para a sua saúde.

 

Como TORLÓS H® trata a pressão alta?
O ingrediente losartana de TORLÓS H® reduz a pressão arterial bloqueando especificamente
uma substância denominada angiotensina II. A angiotensina II normalmente estreita os vasos
sanguíneos. O ingrediente losartana de TORLÓS H® faz com que os vasos relaxem. O
ingrediente hidroclorotiazida de TORLÓS H® faz com que os rins eliminem mais sal e água.
Juntos, a losartana e a hidroclorotiazida reduzem a pressão alta. Embora seu médico possa lhe
dizer se o medicamento está agindo por meio da medida da sua pressão arterial, provavelmente
você não notará diferenças ao tomar TORLÓS H®.

 

O que causa espessamento das paredes do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia
ventricular esquerda)?
A pressão alta faz com que o coração trabalhe com mais esforço. Com o tempo, isso pode fazer
o coração ficar hipertrofiado.

 

Por que os pacientes com hipertrofia ventricular esquerda devem ser tratados?
A hipertrofia ventricular esquerda está associada a uma maior probabilidade de derrame
(acidente vascular cerebral). TORLÓS H® reduziu o risco de eventos cardiovasculares, como o
derrame, em pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo.

 

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve tomar TORLÓS H® se:
• for alérgico a qualquer um de seus ingredientes (vide item COMPOSIÇÃO);
• for alérgico a derivados das sulfonamidas (pergunte a seu médico o que são medicamentos
derivados das sulfonamidas);
• não estiver urinando;
• for diabético e está tomando um medicamento chamado alisquireno para reduzir a pressão
arterial.
Se você não estiver certo se deve ou não iniciar o tratamento com TORLÓS H®, entre em
contato com seu médico.

 

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que esteja apresentando ou tenha
apresentado e sobre quaisquer tipos de alergia. Informe ao seu médico se tiver apresentado
recentemente episódios de vômito ou diarreia.
É muito importante que seu médico saiba se você tem doença do fígado ou dos rins, gota,
diabetes, lúpus eritematoso ou se está em tratamento com outros diuréticos. Nesses casos, seu
médico pode achar necessário ajustar a dose dos seus medicamentos.
Antes de uma cirurgia e anestesia, informe ao seu médico (ou dentista) que está em tratamento
com TORLÓS H®, pois pode ocorrer queda repentina da pressão arterial associada à anestesia.
Gravidez e amamentação: o uso de TORLÓS H® não é recomendado enquanto você estiver
grávida ou amamentando. TORLÓS H® pode causar danos ou a morte do feto. Converse com
seu médico sobre outras maneiras para diminuir sua pressão sanguínea se você pretende
engravidar. Se você engravidar enquanto toma TORLÓS H® informe seu médico
imediatamente.
Este medicamento não deve ser utilizado no segundo e terceiro trimestres da gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso pediátrico: não existe experiência com o uso de TORLÓS H® em crianças, portanto
TORLÓS H® não deve ser administrado a pacientes pediátricos.
Uso em idosos: em geral, TORLÓS H® age igualmente bem e é igualmente bem tolerado pela
maioria dos pacientes adultos mais jovens e mais idosos. A maioria dos pacientes mais idosos
requer a mesma dose que os pacientes mais jovens. Os pacientes mais idosos devem iniciar o
tratamento com TORLÓS H® 50+12,5 mg.
Uso em pacientes de raça negra com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo: em
um estudo que envolveu pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo, a
losartana diminuiu o risco de derrame (acidente vascular cerebral) e infarto do miocárdio e
ajudou os pacientes a viverem mais. No entanto, esse estudo também mostrou que esses
benefícios, quando comparados aos benefícios de outro medicamento para hipertensão, o
atenolol, não se aplicam aos pacientes de raça negra.
Dirigir ou operar máquinas: quase todos os pacientes podem realizar essas atividades, porém,
até saber como você reage ao medicamento, você deve evitar atividades que exijam muita
atenção (por exemplo, dirigir um automóvel ou operar máquinas perigosas).
Este medicamento pode causar doping.
Interações medicamentosas: em geral, TORLÓS H® pode ser tomado com outros
medicamentos. Você deve, no entanto, informar ao seu médico sobre todos os medicamentos
que esteja tomando ou pretenda tomar, incluindo os obtidos sem prescrição médica (venda
livre). É importante informar ao seu médico se está tomando suplementos de potássio, agentes
poupadores de potássio ou substitutos de sal contendo potássio, outros medicamentos para
reduzir a pressão alta, outros diuréticos, resinas que reduzem os níveis altos de colesterol,
medicamentos para tratar diabetes incluindo insulina, relaxantes musculares, aminas pressoras
como a adrenalina, esteroides, alguns analgésicos e medicamentos para artrite ou lítio (um
medicamento utilizado para tratar um certo tipo de depressão). Sedativos, tranquilizantes,
narcóticos, álcool e analgésicos podem aumentar o efeito redutor da pressão arterial de
TORLÓS H®, portanto informe ao seu médico se estiver tomando qualquer um desses
medicamentos.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

 

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
Conservar em temperatura ambiente (15 a 30°C). Proteger da umidade.
TORLÓS H® 50 mg + 12,5 mg: comprimido revestido de coloração vermelho rosado a
avermelhado, redondo, biconvexo.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
TORLÓS H® pode ser tomado com ou sem alimentos. Para maior comodidade e para que você
se lembre com mais facilidade, procure tomar TORLÓS H® no mesmo horário todos os dias.

 

DOSAGEM
Pressão alta: a dose usual de TORLÓS H® para a maioria dos pacientes com pressão alta é de 1
comprimido de 50/12,5 mg por dia para controlar a pressão arterial durante um período de 24
horas.
Pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo: a dose inicial usual é de 50
mg de losartana uma vez por dia. Se a meta para a pressão arterial não for atingida com 50 mg
de losartana, seu médico poderá prescrever uma combinação de losartana e baixa dose de
hidroclorotiazida (12,5 mg). Seu médico poderá aumentar as quantidades de losartana e
hidroclorotiazida gradualmente até atingir a dose correta para você.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

 

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Deve-se tomar TORLÓS H® conforme a prescrição. Se você deixou de tomar uma dose, deverá
tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na hora regular e sem duplicar a dose.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgiãodentista.

 

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, denominados
efeitos adversos. Na maioria dos pacientes, TORLÓS H® é bem tolerado. Os efeitos adversos
podem incluir náusea, vômitos, cólicas, diarreia, constipação, dor de cabeça, fraqueza, tontura,
fadiga, urticária, erupção cutânea, alteração de paladar, visão turva momentânea ou aumento da
sensibilidade da pele ao sol. Outro efeito adverso pode ser a sensação de tontura ou
atordoamento devido a uma queda súbita na pressão sanguínea quando se levanta rapidamente.
Seu médico possui uma lista mais completa dos efeitos adversos. Informe ao seu médico
imediatamente se você apresentar esses sintomas ou outros sintomas incomuns.
Se apresentar uma reação alérgica com inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua
que possa dificultar sua respiração ou capacidade de engolir, pare de tomar TORLÓS H® e
procure seu médico imediatamente.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações
indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço
de atendimento.

 

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

Em caso de superdose, avise o médico imediatamente. Os sintomas mais prováveis de superdose
podem incluir pressão arterial baixa e batimentos cardíacos acelerados.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro
médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

 

III- DIZERES LEGAIS
MS – 1.0525.0004
Farmacêutica Responsável: Dra. Cintia M. Ito Sakaguti – CRF-SP nº 31.875
Importado por:
Torrent do Brasil Ltda.
Av. Tamboré, 1180 – Módulo A5
Barueri – SP
CNPJ 33.078.528/0001-32
Fabricado por:
Torrent Pharmaceuticals Ltd.
Indrad – Índia
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 08/11/2013.
SAC: 0800.7708818
BU-01

Bula do Torlós 100 mg (Anti=hipertensivo)

Bula do TORLÓS 100 mg:
losartana potássica
Comprimido revestido – 50 mg
Comprimido revestido – 100 mg
Indrad

BULA PARA PACIENTE
Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
TORLÓS®
losartana potássica

I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
TORLÓS®
losartana potássica

APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos 50 mg: embalagens com 14 e 30 comprimidos.
Comprimidos revestidos 100 mg: embalagens com 10 e 30 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de TORLÓS® 50 mg contém:
losartana potássica………………………………………………………………………………………………….50 mg
Excipientes: lactose monoidratada, amido, hiprolose, talco, estearato de magnésio, TRC Coat A e óxido de ferro vermelho.

Cada comprimido revestido de TORLÓS® 100 mg contém:
losartana potássica…………………………………………………………………………………………………100 mg
Excipientes: lactose, amido, estearato de magnésio, celulose microcristalina, talco, dióxido de silício (coloidal), hipromelose, hiprolose e dióxido de titânio.

II- INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Seu médico receitou TORLÓS® para tratar sua hipertensão (pressão alta) ou porque você tem
uma doença conhecida como insuficiência cardíaca (enfraquecimento do coração). Em pacientes
com pressão alta e hipertrofia ventricular esquerda, TORLÓS® reduziu o risco de derrame
(acidente vascular cerebral) e de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e ajudou esses pacientes
a viverem mais (vide item O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?). .
Seu médico também pode ter receitado TORLÓS® porque você tem diabetes tipo 2 e
proteinúria; nesse caso, TORLÓS® pode retardar a piora da doença renal.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
TORLÓS® age dilatando os vasos sanguíneos para ajudar o coração a bombear o sangue para
todo o corpo com mais facilidade. Essa ação ajuda a reduzir a pressão alta. Em muitos pacientes
com insuficiência cardíaca, TORLÓS® irá auxiliar no melhor funcionamento do coração.
TORLÓS® também diminui o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos, como
derrame (acidente vascular cerebral), em pacientes com pressão alta e espessamento das paredes
do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia ventricular esquerda). Além desses efeitos sobre
a pressão arterial, TORLÓS® também ajuda a proteger seus rins se você tiver diabetes tipo 2
(vide O que é diabetes tipo 2?) e proteinúria (perda de proteína na urina por comprometimento
dos rins).

Informações ao Paciente com Pressão Alta

O que é pressão arterial?

A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do corpo é
chamada de pressão arterial. Sem a pressão arterial, o sangue não circularia pelo corpo. A
pressão arterial normal faz parte da boa saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o
transcorrer do dia, dependendo da atividade, do estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta de dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte
por oitenta). O número mais alto mede a força quando seu coração está bombeando sangue. O
número mais baixo mede a força em repouso, entre os batimentos cardíacos.

O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta ou hipertensão quando sua pressão arterial permanece alta mesmo
quando você está calmo(a) e relaxado(a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos
sanguíneos se estreitam e dificultam o fluxo do sangue.

Como saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem
hipertensão é medindo sua pressão arterial. Por isso você deve medir sua pressão arterial
regularmente.

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, como o
coração e os rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a
hipertensão pode causar derrame (acidente vascular cerebral), ataque cardíaco (infarto do
miocárdio), insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou cegueira.

Como a pressão alta deve ser tratada?
Ao diagnosticar a hipertensão (pressão alta), seu médico pode recomendar mudanças em seu
estilo de vida e também pode lhe receitar medicamentos para controlar a pressão arterial. A
pressão alta pode ser tratada e controlada com o uso de medicamentos, como TORLÓS®.
Seu médico pode lhe dizer qual é a pressão arterial ideal para você. Memorize esse valor e siga
a recomendação médica para atingir a pressão arterial ideal para a sua saúde.

Como TORLÓS® trata a pressão alta?
TORLÓS® reduz a pressão arterial bloqueando especificamente uma substância denominada
angiotensina II. A angiotensina II normalmente estreita os vasos sanguíneos e o tratamento
com TORLÓS® faz com que eles relaxem. Embora seu médico possa lhe dizer se o
medicamento está agindo por meio da medição da sua pressão arterial, provavelmente você não
notará diferenças ao tomar TORLÓS®.

O que causa espessamento das paredes do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia
ventricular esquerda)?
A pressão alta faz o coração trabalhar com mais esforço. Com o tempo, isso pode hipertrofiar o
coração.

Por que os pacientes com hipertrofia ventricular esquerda devem ser tratados?
A hipertrofia ventricular esquerda está associada a um aumento na probabilidade de derrame
(acidente vascular cerebral). TORLÓS® reduziu o risco de eventos cardiovasculares, como
derrame, em pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo.
Informações ao Paciente com Insuficiência Cardíaca

O que é insuficiência cardíaca?
A insuficiência cardíaca é uma doença em que o músculo do coração não consegue bombear o
sangue tão forte como anteriormente.

Quais os sintomas da insuficiência cardíaca?
Os pacientes nos estágios iniciais da insuficiência cardíaca podem não apresentar sintomas.
Conforme a insuficiência cardíaca avança, os pacientes podem sentir falta de ar ou podem se
sentir facilmente cansados após leve atividade física, como caminhar. Os líquidos podem se
acumular em diferentes partes do corpo, frequentemente ao redor dos tornozelos e nos pés. A
insuficiência cardíaca pode restringir as atividades diárias. TORLÓS® é um dos medicamentos
disponíveis (em geral junto com um diurético) para tratar essa doença.

Informações ao Paciente com Diabetes Tipo 2 e Proteinúria
O que é diabetes tipo 2?
O diabetes tipo 2 é um distúrbio da capacidade do organismo de converter alimentos em
energia. Em pessoas com diabetes tipo 2, as células não respondem aos efeitos da insulina ou a
insulina é produzida em quantidades muito pequenas. Nesses casos, a glicose (açúcar) não
consegue entrar nas células e a quantidade de açúcar no sangue aumenta, situação conhecida
como hiperglicemia ou taxas elevadas de açúcar no sangue.

Por que os pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria devem ser tratados?
A deterioração que caracteriza a doença renal relacionada ao diabetes ocorre nas unidades
filtradoras de sangue do rim e nas áreas circundantes. A capacidade de filtração de sangue pelo
rim fica reduzida e as proteínas do sangue são perdidas na urina. A doença renal pode ser
medida por exame de presença de proteínas na urina. Conforme a doença avança, os rins
perdem a capacidade de remover do sangue resíduos como a creatinina e a ureia. A progressão
da doença renal é medida por exames para verificar a presença desses resíduos no sangue. Em
pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, TORLÓS® diminuiu a piora da doença renal e a
necessidade de diálise ou de transplante renal.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve tomar TORLÓS® se for alérgico a qualquer um de seus componentes (vide item
COMPOSIÇÃO).
Você não deve tomar TORLÓS® se você tem diabetes e está tomando um medicamento
chamado alisquireno para reduzir a pressão arterial.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que esteja apresentando ou tenha
apresentado e sobre quaisquer tipos de alergia. Informe ao seu médico se tiver apresentado
recentemente episódios de vômito ou diarreia excessivos. É muito importante informar
problemas dos rins ou do fígado.
Gravidez e Amamentação: o uso de TORLÓS® não é recomendado enquanto você estiver
grávida ou amamentando. TORLÓS® pode causar danos ou a morte do feto. Converse com seu
médico sobre outras maneiras para diminuir sua pressão sanguínea se você pretende engravidar.
Se você engravidar enquanto toma TORLÓS® informe seu médico imediatamente.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso Pediátrico: não existe experiência com o uso de TORLÓS® em crianças, portanto
TORLÓS® não deve ser administrado a crianças.
Idosos: TORLÓS® age igualmente bem e também é bem tolerado pela maioria dos pacientes
adultos mais jovens e mais idosos. A maioria dos pacientes mais idosos requer a mesma dose
que os pacientes mais jovens.
Uso em Pacientes de Raça Negra com Pressão Alta e Hipertrofia do Ventrículo Esquerdo:
em um estudo que envolveu pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo,
losartana potássica diminuiu o risco de derrame e ataque cardíaco e ajudou os pacientes a
viverem mais. No entanto, esse estudo também mostrou que esses benefícios, quando
comparados aos benefícios de outro medicamento para hipertensão denominado atenolol, não se
aplicam aos pacientes de raça negra.
Dirigir ou Operar Máquinas: quase todos os pacientes podem realizar essas atividades, porém
você deve evitar atividades que exijam muita atenção (por exemplo, dirigir ou operar máquinas
perigosas) até saber como você reage ao medicamento.
Interações Medicamentosas: em geral, TORLÓS® não interage com alimentos ou outros
medicamentos que você possa estar tomando. Entretanto, seu médico deve ser informado sobre
todos os medicamentos que você toma ou pretende tomar, incluindo os que são vendidos sem
receita. É importante informar ao seu médico se estiver tomando suplementos de potássio,
medicamentos poupadores de potássio ou substitutos do sal da dieta que contêm potássio.
Também informe ao seu médico se você estiver tomando certos medicamentos para dor e artrite,
outros medicamentos para pressão alta ou lítio (uma droga usada para o tratamento de certos
tipos de depressão).
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
Conservar em temperatura ambiente (15 a 30 °C). Proteger da umidade.
TORLÓS® 50 mg: comprimido revestido de coloração rosa, redondo, biconvexo e sulcado em
um dos lados.
TORLÓS® 100 mg: comprimido revestido de coloração branca, oval, biconvexo e sulcado em
ambos os lados.
Numero do lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
TORLÓS® pode ser tomado com ou sem alimentos. Para maior comodidade e para se lembrar
com mais facilidade, tente tomar TORLÓS® no mesmo horário todos os dias.
Tome TORLÓS® diariamente, exatamente conforme a orientação de seu médico. Seu médico irá
decidir a dose adequada de TORLÓS®, dependendo do seu estado de saúde e dos outros
medicamentos que você estiver tomando. É importante que continue tomando TORLÓS® pelo
tempo que o médico lhe receitar, para manter a pressão arterial controlada.
Dosagem
Pressão Alta: a dose usual de TORLÓS® para a maioria dos pacientes com pressão alta é de 50
mg uma vez ao dia para controlar a pressão durante um período de 24 horas.
A dose usual de TORLÓS® para pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo
é de 50 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Insuficiência Cardíaca: a dose inicial de losartana potássica para pacientes com insuficiência
cardíaca é de 12,5 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada gradualmente até que a
dose ideal seja atingida. A dose usual de TORLÓS® para tratamento prolongado é de 50 mg uma
vez ao dia.
Diabetes Tipo 2 e Proteinúria: a dose usual de TORLÓS® para a maioria dos pacientes é de 50
mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento pode ser partido.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Se você deixou de tomar uma dose, deverá tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na
hora habitual e sem duplicar a dose.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgiãodentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, denominados
efeitos adversos. Alguns pacientes podem apresentar tontura, fadiga, atordoamento, erupções
cutâneas, urticária, alteração de paladar, vômitos ou aumento da sensibilidade da pele ao sol.
Seu médico tem uma lista mais completa dos efeitos adversos. Informe ao seu médico
imediatamente se você apresentar esses sintomas ou outros sintomas incomuns.
Alguns pacientes, especialmente pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, também podem
apresentar aumento dos níveis de potássio no sangue. Informe ao seu médico se você apresentar
doença renal e diabetes tipo 2 e proteinúria e/ou estiver tomando suplementos de potássio,
medicamentos poupadores de potássio ou substitutos do sal da dieta que contenham potássio.
Se você apresentar reação alérgica com inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua
que possa dificultar sua respiração ou capacidade de engolir, pare de tomar TORLÓS® e procure
seu médico imediatamente.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações
indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço
de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Em caso de superdose, avise ao seu médico imediatamente para que ele possa prestar
atendimento de urgência. Os sintomas mais prováveis de superdose são pressão arterial baixa e
ritmo cardíaco acelerado, mas também podem ocorrer batimentos cardíacos mais lentos.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro
médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

III- DIZERES LEGAIS
MS – 1.0525.0005
Farmacêutica Responsável: Dra. Cintia M. Ito Sakaguti- CRF-SP n° 31.875
Fabricado por:
Torrent Pharmaceuticals Ltd.
Indrad – Índia
Importado por:
Torrent do Brasil Ltda.
Av. Tamboré, 1180 – Módulo A5
Barueri – SP
CNPJ 33.078.528/0001-32
SAC: 0800.7708818
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 08/11/2013.
BU-01
TORLÓS
losartana potássica
Comprimido revestido – 50 mg
Comprimido revestido – 100 mg
Baddi

BULA PARA PACIENTE
Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
TORLÓS®
losartana potássica

I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
TORLÓS®
losartana potássica

APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos 50 mg: embalagens com 14 e 30 comprimidos.
Comprimidos revestidos 100 mg: embalagens com 10 e 30 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de TORLÓS® 50 mg contém:
losartana potássica………………………………………………………………………………………………….50 mg
Excipientes: lactose monoidratada, amido, hiprolose, talco, estearato de magnésio, TRC Coat A
e óxido de ferro vermelho.
Cada comprimido revestido de TORLÓS® 100 mg contém:
losartana potássica…………………………………………………………………………………………………100 mg
Excipientes: lactose, amido, estearato de magnésio, celulose microcristalina, talco, dióxido de
silício (coloidal), hipromelose, hiprolose e dióxido de titânio.

II- INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Seu médico receitou TORLÓS® para tratar sua hipertensão (pressão alta) ou porque você tem
uma doença conhecida como insuficiência cardíaca (enfraquecimento do coração). Em pacientes
com pressão alta e hipertrofia ventricular esquerda, TORLÓS® reduziu o risco de derrame
(acidente vascular cerebral) e de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e ajudou esses pacientes
a viverem mais (vide item O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?). .
Seu médico também pode ter receitado TORLÓS® porque você tem diabetes tipo 2 e
proteinúria; nesse caso, TORLÓS® pode retardar a piora da doença renal.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
TORLÓS® age dilatando os vasos sanguíneos para ajudar o coração a bombear o sangue para
todo o corpo com mais facilidade. Essa ação ajuda a reduzir a pressão alta. Em muitos pacientes
com insuficiência cardíaca, TORLÓS® irá auxiliar no melhor funcionamento do coração.
TORLÓS® também diminui o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos, como
derrame (acidente vascular cerebral), em pacientes com pressão alta e espessamento das paredes
do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia ventricular esquerda). Além desses efeitos sobre
a pressão arterial, TORLÓS® também ajuda a proteger seus rins se você tiver diabetes tipo 2
(vide O que é diabetes tipo 2?) e proteinúria (perda de proteína na urina por comprometimento
dos rins).

Informações ao Paciente com Pressão Alta
O que é pressão arterial?
A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do corpo é
chamada de pressão arterial. Sem a pressão arterial, o sangue não circularia pelo corpo. A
pressão arterial normal faz parte da boa saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o
transcorrer do dia, dependendo da atividade, do estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta de dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte
por oitenta). O número mais alto mede a força quando seu coração está bombeando sangue. O
número mais baixo mede a força em repouso, entre os batimentos cardíacos.

O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta ou hipertensão quando sua pressão arterial permanece alta mesmo
quando você está calmo(a) e relaxado(a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos
sanguíneos se estreitam e dificultam o fluxo do sangue.

Como saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem
hipertensão é medindo sua pressão arterial. Por isso você deve medir sua pressão arterial
regularmente.

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, como o
coração e os rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a
hipertensão pode causar derrame (acidente vascular cerebral), ataque cardíaco (infarto do
miocárdio), insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou cegueira.

Como a pressão alta deve ser tratada?
Ao diagnosticar a hipertensão (pressão alta), seu médico pode recomendar mudanças em seu
estilo de vida e também pode lhe receitar medicamentos para controlar a pressão arterial. A
pressão alta pode ser tratada e controlada com o uso de medicamentos, como TORLÓS®.
Seu médico pode lhe dizer qual é a pressão arterial ideal para você. Memorize esse valor e siga
a recomendação médica para atingir a pressão arterial ideal para a sua saúde.

Como TORLÓS® trata a pressão alta?
TORLÓS® reduz a pressão arterial bloqueando especificamente uma substância denominada
angiotensina II. A angiotensina II normalmente estreita os vasos sanguíneos e o tratamento
com TORLÓS® faz com que eles relaxem. Embora seu médico possa lhe dizer se o
medicamento está agindo por meio da medição da sua pressão arterial, provavelmente você não
notará diferenças ao tomar TORLÓS®.
O que causa espessamento das paredes do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia
ventricular esquerda)?
A pressão alta faz o coração trabalhar com mais esforço. Com o tempo, isso pode hipertrofiar o
coração.

Por que os pacientes com hipertrofia ventricular esquerda devem ser tratados?
A hipertrofia ventricular esquerda está associada a um aumento na probabilidade de derrame
(acidente vascular cerebral). TORLÓS® reduziu o risco de eventos cardiovasculares, como
derrame, em pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo.

Informações ao Paciente com Insuficiência Cardíaca
O que é insuficiência cardíaca?
A insuficiência cardíaca é uma doença em que o músculo do coração não consegue bombear o
sangue tão forte como anteriormente.
Quais os sintomas da insuficiência cardíaca?
Os pacientes nos estágios iniciais da insuficiência cardíaca podem não apresentar sintomas.
Conforme a insuficiência cardíaca avança, os pacientes podem sentir falta de ar ou podem se
sentir facilmente cansados após leve atividade física, como caminhar. Os líquidos podem se
acumular em diferentes partes do corpo, frequentemente ao redor dos tornozelos e nos pés. A
insuficiência cardíaca pode restringir as atividades diárias. TORLÓS® é um dos medicamentos
disponíveis (em geral junto com um diurético) para tratar essa doença.

Informações ao Paciente com Diabetes Tipo 2 e Proteinúria
O que é diabetes tipo 2?
O diabetes tipo 2 é um distúrbio da capacidade do organismo de converter alimentos em
energia. Em pessoas com diabetes tipo 2, as células não respondem aos efeitos da insulina ou a
insulina é produzida em quantidades muito pequenas. Nesses casos, a glicose (açúcar) não
consegue entrar nas células e a quantidade de açúcar no sangue aumenta, situação conhecida
como hiperglicemia ou taxas elevadas de açúcar no sangue.

Por que os pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria devem ser tratados?
A deterioração que caracteriza a doença renal relacionada ao diabetes ocorre nas unidades
filtradoras de sangue do rim e nas áreas circundantes. A capacidade de filtração de sangue pelo
rim fica reduzida e as proteínas do sangue são perdidas na urina. A doença renal pode ser
medida por exame de presença de proteínas na urina. Conforme a doença avança, os rins
perdem a capacidade de remover do sangue resíduos como a creatinina e a ureia. A progressão
da doença renal é medida por exames para verificar a presença desses resíduos no sangue. Em
pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, TORLÓS® diminuiu a piora da doença renal e a
necessidade de diálise ou de transplante renal.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve tomar TORLÓS® se for alérgico a qualquer um de seus componentes (vide item
COMPOSIÇÃO).
Você não deve tomar TORLÓS® se você tem diabetes e está tomando um medicamento
chamado alisquireno para reduzir a pressão arterial.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que esteja apresentando ou tenha
apresentado e sobre quaisquer tipos de alergia. Informe ao seu médico se tiver apresentado
recentemente episódios de vômito ou diarreia excessivos. É muito importante informar
problemas dos rins ou do fígado.
Gravidez e Amamentação: o uso de TORLÓS® não é recomendado enquanto você estiver
grávida ou amamentando. TORLÓS® pode causar danos ou a morte do feto. Converse com seu
médico sobre outras maneiras para diminuir sua pressão sanguínea se você pretende engravidar.
Se você engravidar enquanto toma TORLÓS® informe seu médico imediatamente.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso Pediátrico: não existe experiência com o uso de TORLÓS® em crianças, portanto
TORLÓS® não deve ser administrado a crianças.
Idosos: TORLÓS® age igualmente bem e também é bem tolerado pela maioria dos pacientes
adultos mais jovens e mais idosos. A maioria dos pacientes mais idosos requer a mesma dose
que os pacientes mais jovens.
Uso em Pacientes de Raça Negra com Pressão Alta e Hipertrofia do Ventrículo Esquerdo:
em um estudo que envolveu pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo,
losartana potássica diminuiu o risco de derrame e ataque cardíaco e ajudou os pacientes a
viverem mais. No entanto, esse estudo também mostrou que esses benefícios, quando
comparados aos benefícios de outro medicamento para hipertensão denominado atenolol, não se
aplicam aos pacientes de raça negra.
Dirigir ou Operar Máquinas: quase todos os pacientes podem realizar essas atividades, porém
você deve evitar atividades que exijam muita atenção (por exemplo, dirigir ou operar máquinas
perigosas) até saber como você reage ao medicamento.
Interações Medicamentosas: em geral, TORLÓS® não interage com alimentos ou outros
medicamentos que você possa estar tomando. Entretanto, seu médico deve ser informado sobre
todos os medicamentos que você toma ou pretende tomar, incluindo os que são vendidos sem
receita. É importante informar ao seu médico se estiver tomando suplementos de potássio,
medicamentos poupadores de potássio ou substitutos do sal da dieta que contêm potássio.
Também informe ao seu médico se você estiver tomando certos medicamentos para dor e artrite,
outros medicamentos para pressão alta ou lítio (uma droga usada para o tratamento de certos
tipos de depressão).
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
Conservar em temperatura ambiente (15 a 30 °C). Proteger da umidade.
TORLÓS® 50 mg: comprimido revestido de coloração rosa, redondo, biconvexo e sulcado em
um dos lados.
TORLÓS® 100 mg: comprimido revestido de coloração branca, oval, biconvexo e sulcado em
ambos os lados.
Numero do lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
TORLÓS® pode ser tomado com ou sem alimentos. Para maior comodidade e para se lembrar
com mais facilidade, tente tomar TORLÓS® no mesmo horário todos os dias.
Tome TORLÓS® diariamente, exatamente conforme a orientação de seu médico. Seu médico irá
decidir a dose adequada de TORLÓS®, dependendo do seu estado de saúde e dos outros
medicamentos que você estiver tomando. É importante que continue tomando TORLÓS® pelo
tempo que o médico lhe receitar, para manter a pressão arterial controlada.

Dosagem
Pressão Alta: a dose usual de TORLÓS® para a maioria dos pacientes com pressão alta é de 50
mg uma vez ao dia para controlar a pressão durante um período de 24 horas.
A dose usual de TORLÓS® para pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo
é de 50 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Insuficiência Cardíaca: a dose inicial de losartana potássica para pacientes com insuficiência
cardíaca é de 12,5 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada gradualmente até que a
dose ideal seja atingida. A dose usual de TORLÓS® para tratamento prolongado é de 50 mg uma
vez ao dia.
Diabetes Tipo 2 e Proteinúria: a dose usual de TORLÓS® para a maioria dos pacientes é de 50
mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento pode ser partido.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Se você deixou de tomar uma dose, deverá tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na
hora habitual e sem duplicar a dose.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgiãodentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, denominados
efeitos adversos. Alguns pacientes podem apresentar tontura, fadiga, atordoamento, erupções
cutâneas, urticária, alteração de paladar, vômitos ou aumento da sensibilidade da pele ao sol.
Seu médico tem uma lista mais completa dos efeitos adversos. Informe ao seu médico
imediatamente se você apresentar esses sintomas ou outros sintomas incomuns.
Alguns pacientes, especialmente pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, também podem
apresentar aumento dos níveis de potássio no sangue. Informe ao seu médico se você apresentar
doença renal e diabetes tipo 2 e proteinúria e/ou estiver tomando suplementos de potássio,
medicamentos poupadores de potássio ou substitutos do sal da dieta que contenham potássio.
Se você apresentar reação alérgica com inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua
que possa dificultar sua respiração ou capacidade de engolir, pare de tomar TORLÓS® e procure
seu médico imediatamente.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações
indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço
de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Em caso de superdose, avise ao seu médico imediatamente para que ele possa prestar
atendimento de urgência. Os sintomas mais prováveis de superdose são pressão arterial baixa e
ritmo cardíaco acelerado, mas também podem ocorrer batimentos cardíacos mais lentos.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro
médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

III- DIZERES LEGAIS
MS – 1.0525.0005
Farmacêutica Responsável: Dra. Cintia M. Ito Sakaguti- CRF-SP n° 31.875
Fabricado por:
Torrent Pharmaceuticals Ltd.
Baddi – Índia
Importado por:
Torrent do Brasil Ltda.
Av. Tamboré, 1180 – Módulo A5
Barueri – SP
CNPJ 33.078.528/0001-32
SAC: 0800.7708818
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 08/11/2013.
BU-01

Bula do Torlós 50 mg (Anti hipertensivo)

Bula do TORLÓS 50 mg:
losartana potássica
Comprimido revestido – 50 mg
Comprimido revestido – 100 mg
Indrad

BULA PARA PACIENTE
Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
TORLÓS®
losartana potássica

 

I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
TORLÓS®
losartana potássica

 

APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos 50 mg: embalagens com 14 e 30 comprimidos.
Comprimidos revestidos 100 mg: embalagens com 10 e 30 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de TORLÓS® 50 mg contém:
losartana potássica………………………………………………………………………………………………….50 mg
Excipientes: lactose monoidratada, amido, hiprolose, talco, estearato de magnésio, TRC Coat A e óxido de ferro vermelho.

 

Cada comprimido revestido de TORLÓS® 100 mg contém:
losartana potássica…………………………………………………………………………………………………100 mg
Excipientes: lactose, amido, estearato de magnésio, celulose microcristalina, talco, dióxido de silício (coloidal), hipromelose, hiprolose e dióxido de titânio.

 

II- INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Seu médico receitou TORLÓS® para tratar sua hipertensão (pressão alta) ou porque você tem
uma doença conhecida como insuficiência cardíaca (enfraquecimento do coração). Em pacientes
com pressão alta e hipertrofia ventricular esquerda, TORLÓS® reduziu o risco de derrame
(acidente vascular cerebral) e de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e ajudou esses pacientes
a viverem mais (vide item O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?). .
Seu médico também pode ter receitado TORLÓS® porque você tem diabetes tipo 2 e
proteinúria; nesse caso, TORLÓS® pode retardar a piora da doença renal.

 

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
TORLÓS® age dilatando os vasos sanguíneos para ajudar o coração a bombear o sangue para
todo o corpo com mais facilidade. Essa ação ajuda a reduzir a pressão alta. Em muitos pacientes
com insuficiência cardíaca, TORLÓS® irá auxiliar no melhor funcionamento do coração.
TORLÓS® também diminui o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos, como
derrame (acidente vascular cerebral), em pacientes com pressão alta e espessamento das paredes
do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia ventricular esquerda). Além desses efeitos sobre
a pressão arterial, TORLÓS® também ajuda a proteger seus rins se você tiver diabetes tipo 2
(vide O que é diabetes tipo 2?) e proteinúria (perda de proteína na urina por comprometimento
dos rins).

 

Informações ao Paciente com Pressão Alta

O que é pressão arterial?

A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do corpo é
chamada de pressão arterial. Sem a pressão arterial, o sangue não circularia pelo corpo. A
pressão arterial normal faz parte da boa saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o
transcorrer do dia, dependendo da atividade, do estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta de dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte
por oitenta). O número mais alto mede a força quando seu coração está bombeando sangue. O
número mais baixo mede a força em repouso, entre os batimentos cardíacos.

 

O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta ou hipertensão quando sua pressão arterial permanece alta mesmo
quando você está calmo(a) e relaxado(a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos
sanguíneos se estreitam e dificultam o fluxo do sangue.

 

Como saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem
hipertensão é medindo sua pressão arterial. Por isso você deve medir sua pressão arterial
regularmente.

 

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, como o
coração e os rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a
hipertensão pode causar derrame (acidente vascular cerebral), ataque cardíaco (infarto do
miocárdio), insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou cegueira.

 

Como a pressão alta deve ser tratada?
Ao diagnosticar a hipertensão (pressão alta), seu médico pode recomendar mudanças em seu
estilo de vida e também pode lhe receitar medicamentos para controlar a pressão arterial. A
pressão alta pode ser tratada e controlada com o uso de medicamentos, como TORLÓS®.
Seu médico pode lhe dizer qual é a pressão arterial ideal para você. Memorize esse valor e siga
a recomendação médica para atingir a pressão arterial ideal para a sua saúde.

 

Como TORLÓS® trata a pressão alta?
TORLÓS® reduz a pressão arterial bloqueando especificamente uma substância denominada
angiotensina II. A angiotensina II normalmente estreita os vasos sanguíneos e o tratamento
com TORLÓS® faz com que eles relaxem. Embora seu médico possa lhe dizer se o
medicamento está agindo por meio da medição da sua pressão arterial, provavelmente você não
notará diferenças ao tomar TORLÓS®.

 

O que causa espessamento das paredes do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia
ventricular esquerda)?
A pressão alta faz o coração trabalhar com mais esforço. Com o tempo, isso pode hipertrofiar o
coração.

 

Por que os pacientes com hipertrofia ventricular esquerda devem ser tratados?
A hipertrofia ventricular esquerda está associada a um aumento na probabilidade de derrame
(acidente vascular cerebral). TORLÓS® reduziu o risco de eventos cardiovasculares, como
derrame, em pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo.
Informações ao Paciente com Insuficiência Cardíaca

 

O que é insuficiência cardíaca?
A insuficiência cardíaca é uma doença em que o músculo do coração não consegue bombear o
sangue tão forte como anteriormente.

 

Quais os sintomas da insuficiência cardíaca?
Os pacientes nos estágios iniciais da insuficiência cardíaca podem não apresentar sintomas.
Conforme a insuficiência cardíaca avança, os pacientes podem sentir falta de ar ou podem se
sentir facilmente cansados após leve atividade física, como caminhar. Os líquidos podem se
acumular em diferentes partes do corpo, frequentemente ao redor dos tornozelos e nos pés. A
insuficiência cardíaca pode restringir as atividades diárias. TORLÓS® é um dos medicamentos
disponíveis (em geral junto com um diurético) para tratar essa doença.

 

Informações ao Paciente com Diabetes Tipo 2 e Proteinúria
O que é diabetes tipo 2?
O diabetes tipo 2 é um distúrbio da capacidade do organismo de converter alimentos em
energia. Em pessoas com diabetes tipo 2, as células não respondem aos efeitos da insulina ou a
insulina é produzida em quantidades muito pequenas. Nesses casos, a glicose (açúcar) não
consegue entrar nas células e a quantidade de açúcar no sangue aumenta, situação conhecida
como hiperglicemia ou taxas elevadas de açúcar no sangue.

 

Por que os pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria devem ser tratados?
A deterioração que caracteriza a doença renal relacionada ao diabetes ocorre nas unidades
filtradoras de sangue do rim e nas áreas circundantes. A capacidade de filtração de sangue pelo
rim fica reduzida e as proteínas do sangue são perdidas na urina. A doença renal pode ser
medida por exame de presença de proteínas na urina. Conforme a doença avança, os rins
perdem a capacidade de remover do sangue resíduos como a creatinina e a ureia. A progressão
da doença renal é medida por exames para verificar a presença desses resíduos no sangue. Em
pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, TORLÓS® diminuiu a piora da doença renal e a
necessidade de diálise ou de transplante renal.

 

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve tomar TORLÓS® se for alérgico a qualquer um de seus componentes (vide item
COMPOSIÇÃO).
Você não deve tomar TORLÓS® se você tem diabetes e está tomando um medicamento
chamado alisquireno para reduzir a pressão arterial.

 

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que esteja apresentando ou tenha
apresentado e sobre quaisquer tipos de alergia. Informe ao seu médico se tiver apresentado
recentemente episódios de vômito ou diarreia excessivos. É muito importante informar
problemas dos rins ou do fígado.
Gravidez e Amamentação: o uso de TORLÓS® não é recomendado enquanto você estiver
grávida ou amamentando. TORLÓS® pode causar danos ou a morte do feto. Converse com seu
médico sobre outras maneiras para diminuir sua pressão sanguínea se você pretende engravidar.
Se você engravidar enquanto toma TORLÓS® informe seu médico imediatamente.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso Pediátrico: não existe experiência com o uso de TORLÓS® em crianças, portanto
TORLÓS® não deve ser administrado a crianças.
Idosos: TORLÓS® age igualmente bem e também é bem tolerado pela maioria dos pacientes
adultos mais jovens e mais idosos. A maioria dos pacientes mais idosos requer a mesma dose
que os pacientes mais jovens.
Uso em Pacientes de Raça Negra com Pressão Alta e Hipertrofia do Ventrículo Esquerdo:
em um estudo que envolveu pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo,
losartana potássica diminuiu o risco de derrame e ataque cardíaco e ajudou os pacientes a
viverem mais. No entanto, esse estudo também mostrou que esses benefícios, quando
comparados aos benefícios de outro medicamento para hipertensão denominado atenolol, não se
aplicam aos pacientes de raça negra.
Dirigir ou Operar Máquinas: quase todos os pacientes podem realizar essas atividades, porém
você deve evitar atividades que exijam muita atenção (por exemplo, dirigir ou operar máquinas
perigosas) até saber como você reage ao medicamento.
Interações Medicamentosas: em geral, TORLÓS® não interage com alimentos ou outros
medicamentos que você possa estar tomando. Entretanto, seu médico deve ser informado sobre
todos os medicamentos que você toma ou pretende tomar, incluindo os que são vendidos sem
receita. É importante informar ao seu médico se estiver tomando suplementos de potássio,
medicamentos poupadores de potássio ou substitutos do sal da dieta que contêm potássio.
Também informe ao seu médico se você estiver tomando certos medicamentos para dor e artrite,
outros medicamentos para pressão alta ou lítio (uma droga usada para o tratamento de certos
tipos de depressão).
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

 

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
Conservar em temperatura ambiente (15 a 30 °C). Proteger da umidade.
TORLÓS® 50 mg: comprimido revestido de coloração rosa, redondo, biconvexo e sulcado em
um dos lados.
TORLÓS® 100 mg: comprimido revestido de coloração branca, oval, biconvexo e sulcado em
ambos os lados.
Numero do lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
TORLÓS® pode ser tomado com ou sem alimentos. Para maior comodidade e para se lembrar
com mais facilidade, tente tomar TORLÓS® no mesmo horário todos os dias.
Tome TORLÓS® diariamente, exatamente conforme a orientação de seu médico. Seu médico irá
decidir a dose adequada de TORLÓS®, dependendo do seu estado de saúde e dos outros
medicamentos que você estiver tomando. É importante que continue tomando TORLÓS® pelo
tempo que o médico lhe receitar, para manter a pressão arterial controlada.
Dosagem
Pressão Alta: a dose usual de TORLÓS® para a maioria dos pacientes com pressão alta é de 50
mg uma vez ao dia para controlar a pressão durante um período de 24 horas.
A dose usual de TORLÓS® para pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo
é de 50 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Insuficiência Cardíaca: a dose inicial de losartana potássica para pacientes com insuficiência
cardíaca é de 12,5 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada gradualmente até que a
dose ideal seja atingida. A dose usual de TORLÓS® para tratamento prolongado é de 50 mg uma
vez ao dia.
Diabetes Tipo 2 e Proteinúria: a dose usual de TORLÓS® para a maioria dos pacientes é de 50
mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento pode ser partido.

 

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Se você deixou de tomar uma dose, deverá tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na
hora habitual e sem duplicar a dose.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgiãodentista.

 

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, denominados
efeitos adversos. Alguns pacientes podem apresentar tontura, fadiga, atordoamento, erupções
cutâneas, urticária, alteração de paladar, vômitos ou aumento da sensibilidade da pele ao sol.
Seu médico tem uma lista mais completa dos efeitos adversos. Informe ao seu médico
imediatamente se você apresentar esses sintomas ou outros sintomas incomuns.
Alguns pacientes, especialmente pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, também podem
apresentar aumento dos níveis de potássio no sangue. Informe ao seu médico se você apresentar
doença renal e diabetes tipo 2 e proteinúria e/ou estiver tomando suplementos de potássio,
medicamentos poupadores de potássio ou substitutos do sal da dieta que contenham potássio.
Se você apresentar reação alérgica com inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua
que possa dificultar sua respiração ou capacidade de engolir, pare de tomar TORLÓS® e procure
seu médico imediatamente.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações
indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço
de atendimento.

 

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Em caso de superdose, avise ao seu médico imediatamente para que ele possa prestar
atendimento de urgência. Os sintomas mais prováveis de superdose são pressão arterial baixa e
ritmo cardíaco acelerado, mas também podem ocorrer batimentos cardíacos mais lentos.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro
médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

III- DIZERES LEGAIS
MS – 1.0525.0005
Farmacêutica Responsável: Dra. Cintia M. Ito Sakaguti- CRF-SP n° 31.875
Fabricado por:
Torrent Pharmaceuticals Ltd.
Indrad – Índia
Importado por:
Torrent do Brasil Ltda.
Av. Tamboré, 1180 – Módulo A5
Barueri – SP
CNPJ 33.078.528/0001-32
SAC: 0800.7708818
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 08/11/2013.
BU-01
TORLÓS
losartana potássica
Comprimido revestido – 50 mg
Comprimido revestido – 100 mg
Baddi

BULA PARA PACIENTE
Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
TORLÓS®
losartana potássica

 

I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
TORLÓS®
losartana potássica

 

APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos 50 mg: embalagens com 14 e 30 comprimidos.
Comprimidos revestidos 100 mg: embalagens com 10 e 30 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de TORLÓS® 50 mg contém:
losartana potássica………………………………………………………………………………………………….50 mg
Excipientes: lactose monoidratada, amido, hiprolose, talco, estearato de magnésio, TRC Coat A
e óxido de ferro vermelho.
Cada comprimido revestido de TORLÓS® 100 mg contém:
losartana potássica…………………………………………………………………………………………………100 mg
Excipientes: lactose, amido, estearato de magnésio, celulose microcristalina, talco, dióxido de
silício (coloidal), hipromelose, hiprolose e dióxido de titânio.

 

II- INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Seu médico receitou TORLÓS® para tratar sua hipertensão (pressão alta) ou porque você tem
uma doença conhecida como insuficiência cardíaca (enfraquecimento do coração). Em pacientes
com pressão alta e hipertrofia ventricular esquerda, TORLÓS® reduziu o risco de derrame
(acidente vascular cerebral) e de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) e ajudou esses pacientes
a viverem mais (vide item O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?). .
Seu médico também pode ter receitado TORLÓS® porque você tem diabetes tipo 2 e
proteinúria; nesse caso, TORLÓS® pode retardar a piora da doença renal.

 

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
TORLÓS® age dilatando os vasos sanguíneos para ajudar o coração a bombear o sangue para
todo o corpo com mais facilidade. Essa ação ajuda a reduzir a pressão alta. Em muitos pacientes
com insuficiência cardíaca, TORLÓS® irá auxiliar no melhor funcionamento do coração.
TORLÓS® também diminui o risco de doenças do coração e dos vasos sanguíneos, como
derrame (acidente vascular cerebral), em pacientes com pressão alta e espessamento das paredes
do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia ventricular esquerda). Além desses efeitos sobre
a pressão arterial, TORLÓS® também ajuda a proteger seus rins se você tiver diabetes tipo 2
(vide O que é diabetes tipo 2?) e proteinúria (perda de proteína na urina por comprometimento
dos rins).

 

Informações ao Paciente com Pressão Alta
O que é pressão arterial?
A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do corpo é
chamada de pressão arterial. Sem a pressão arterial, o sangue não circularia pelo corpo. A
pressão arterial normal faz parte da boa saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o
transcorrer do dia, dependendo da atividade, do estresse e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta de dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte
por oitenta). O número mais alto mede a força quando seu coração está bombeando sangue. O
número mais baixo mede a força em repouso, entre os batimentos cardíacos.

 

O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta ou hipertensão quando sua pressão arterial permanece alta mesmo
quando você está calmo(a) e relaxado(a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos
sanguíneos se estreitam e dificultam o fluxo do sangue.

 

Como saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem
hipertensão é medindo sua pressão arterial. Por isso você deve medir sua pressão arterial
regularmente.

 

Por que a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, como o
coração e os rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a
hipertensão pode causar derrame (acidente vascular cerebral), ataque cardíaco (infarto do
miocárdio), insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou cegueira.

 

Como a pressão alta deve ser tratada?
Ao diagnosticar a hipertensão (pressão alta), seu médico pode recomendar mudanças em seu
estilo de vida e também pode lhe receitar medicamentos para controlar a pressão arterial. A
pressão alta pode ser tratada e controlada com o uso de medicamentos, como TORLÓS®.
Seu médico pode lhe dizer qual é a pressão arterial ideal para você. Memorize esse valor e siga
a recomendação médica para atingir a pressão arterial ideal para a sua saúde.

 

Como TORLÓS® trata a pressão alta?
TORLÓS® reduz a pressão arterial bloqueando especificamente uma substância denominada
angiotensina II. A angiotensina II normalmente estreita os vasos sanguíneos e o tratamento
com TORLÓS® faz com que eles relaxem. Embora seu médico possa lhe dizer se o
medicamento está agindo por meio da medição da sua pressão arterial, provavelmente você não
notará diferenças ao tomar TORLÓS®.
O que causa espessamento das paredes do ventrículo esquerdo do coração (hipertrofia
ventricular esquerda)?
A pressão alta faz o coração trabalhar com mais esforço. Com o tempo, isso pode hipertrofiar o
coração.

 

Por que os pacientes com hipertrofia ventricular esquerda devem ser tratados?
A hipertrofia ventricular esquerda está associada a um aumento na probabilidade de derrame
(acidente vascular cerebral). TORLÓS® reduziu o risco de eventos cardiovasculares, como
derrame, em pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo.

 

Informações ao Paciente com Insuficiência Cardíaca
O que é insuficiência cardíaca?
A insuficiência cardíaca é uma doença em que o músculo do coração não consegue bombear o
sangue tão forte como anteriormente.
Quais os sintomas da insuficiência cardíaca?
Os pacientes nos estágios iniciais da insuficiência cardíaca podem não apresentar sintomas.
Conforme a insuficiência cardíaca avança, os pacientes podem sentir falta de ar ou podem se
sentir facilmente cansados após leve atividade física, como caminhar. Os líquidos podem se
acumular em diferentes partes do corpo, frequentemente ao redor dos tornozelos e nos pés. A
insuficiência cardíaca pode restringir as atividades diárias. TORLÓS® é um dos medicamentos
disponíveis (em geral junto com um diurético) para tratar essa doença.

 

Informações ao Paciente com Diabetes Tipo 2 e Proteinúria
O que é diabetes tipo 2?
O diabetes tipo 2 é um distúrbio da capacidade do organismo de converter alimentos em
energia. Em pessoas com diabetes tipo 2, as células não respondem aos efeitos da insulina ou a
insulina é produzida em quantidades muito pequenas. Nesses casos, a glicose (açúcar) não
consegue entrar nas células e a quantidade de açúcar no sangue aumenta, situação conhecida
como hiperglicemia ou taxas elevadas de açúcar no sangue.

 

Por que os pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria devem ser tratados?
A deterioração que caracteriza a doença renal relacionada ao diabetes ocorre nas unidades
filtradoras de sangue do rim e nas áreas circundantes. A capacidade de filtração de sangue pelo
rim fica reduzida e as proteínas do sangue são perdidas na urina. A doença renal pode ser
medida por exame de presença de proteínas na urina. Conforme a doença avança, os rins
perdem a capacidade de remover do sangue resíduos como a creatinina e a ureia. A progressão
da doença renal é medida por exames para verificar a presença desses resíduos no sangue. Em
pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, TORLÓS® diminuiu a piora da doença renal e a
necessidade de diálise ou de transplante renal.

 

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve tomar TORLÓS® se for alérgico a qualquer um de seus componentes (vide item
COMPOSIÇÃO).
Você não deve tomar TORLÓS® se você tem diabetes e está tomando um medicamento
chamado alisquireno para reduzir a pressão arterial.

 

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que esteja apresentando ou tenha
apresentado e sobre quaisquer tipos de alergia. Informe ao seu médico se tiver apresentado
recentemente episódios de vômito ou diarreia excessivos. É muito importante informar
problemas dos rins ou do fígado.
Gravidez e Amamentação: o uso de TORLÓS® não é recomendado enquanto você estiver
grávida ou amamentando. TORLÓS® pode causar danos ou a morte do feto. Converse com seu
médico sobre outras maneiras para diminuir sua pressão sanguínea se você pretende engravidar.
Se você engravidar enquanto toma TORLÓS® informe seu médico imediatamente.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso Pediátrico: não existe experiência com o uso de TORLÓS® em crianças, portanto
TORLÓS® não deve ser administrado a crianças.
Idosos: TORLÓS® age igualmente bem e também é bem tolerado pela maioria dos pacientes
adultos mais jovens e mais idosos. A maioria dos pacientes mais idosos requer a mesma dose
que os pacientes mais jovens.
Uso em Pacientes de Raça Negra com Pressão Alta e Hipertrofia do Ventrículo Esquerdo:
em um estudo que envolveu pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo,
losartana potássica diminuiu o risco de derrame e ataque cardíaco e ajudou os pacientes a
viverem mais. No entanto, esse estudo também mostrou que esses benefícios, quando
comparados aos benefícios de outro medicamento para hipertensão denominado atenolol, não se
aplicam aos pacientes de raça negra.
Dirigir ou Operar Máquinas: quase todos os pacientes podem realizar essas atividades, porém
você deve evitar atividades que exijam muita atenção (por exemplo, dirigir ou operar máquinas
perigosas) até saber como você reage ao medicamento.
Interações Medicamentosas: em geral, TORLÓS® não interage com alimentos ou outros
medicamentos que você possa estar tomando. Entretanto, seu médico deve ser informado sobre
todos os medicamentos que você toma ou pretende tomar, incluindo os que são vendidos sem
receita. É importante informar ao seu médico se estiver tomando suplementos de potássio,
medicamentos poupadores de potássio ou substitutos do sal da dieta que contêm potássio.
Também informe ao seu médico se você estiver tomando certos medicamentos para dor e artrite,
outros medicamentos para pressão alta ou lítio (uma droga usada para o tratamento de certos
tipos de depressão).
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

 

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
Conservar em temperatura ambiente (15 a 30 °C). Proteger da umidade.
TORLÓS® 50 mg: comprimido revestido de coloração rosa, redondo, biconvexo e sulcado em
um dos lados.
TORLÓS® 100 mg: comprimido revestido de coloração branca, oval, biconvexo e sulcado em
ambos os lados.
Numero do lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
TORLÓS® pode ser tomado com ou sem alimentos. Para maior comodidade e para se lembrar
com mais facilidade, tente tomar TORLÓS® no mesmo horário todos os dias.
Tome TORLÓS® diariamente, exatamente conforme a orientação de seu médico. Seu médico irá
decidir a dose adequada de TORLÓS®, dependendo do seu estado de saúde e dos outros
medicamentos que você estiver tomando. É importante que continue tomando TORLÓS® pelo
tempo que o médico lhe receitar, para manter a pressão arterial controlada.

 

Dosagem
Pressão Alta: a dose usual de TORLÓS® para a maioria dos pacientes com pressão alta é de 50
mg uma vez ao dia para controlar a pressão durante um período de 24 horas.
A dose usual de TORLÓS® para pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo
é de 50 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Insuficiência Cardíaca: a dose inicial de losartana potássica para pacientes com insuficiência
cardíaca é de 12,5 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada gradualmente até que a
dose ideal seja atingida. A dose usual de TORLÓS® para tratamento prolongado é de 50 mg uma
vez ao dia.
Diabetes Tipo 2 e Proteinúria: a dose usual de TORLÓS® para a maioria dos pacientes é de 50
mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento pode ser partido.

 

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Se você deixou de tomar uma dose, deverá tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na
hora habitual e sem duplicar a dose.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgiãodentista.

 

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, denominados
efeitos adversos. Alguns pacientes podem apresentar tontura, fadiga, atordoamento, erupções
cutâneas, urticária, alteração de paladar, vômitos ou aumento da sensibilidade da pele ao sol.
Seu médico tem uma lista mais completa dos efeitos adversos. Informe ao seu médico
imediatamente se você apresentar esses sintomas ou outros sintomas incomuns.
Alguns pacientes, especialmente pacientes com diabetes tipo 2 e proteinúria, também podem
apresentar aumento dos níveis de potássio no sangue. Informe ao seu médico se você apresentar
doença renal e diabetes tipo 2 e proteinúria e/ou estiver tomando suplementos de potássio,
medicamentos poupadores de potássio ou substitutos do sal da dieta que contenham potássio.
Se você apresentar reação alérgica com inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua
que possa dificultar sua respiração ou capacidade de engolir, pare de tomar TORLÓS® e procure
seu médico imediatamente.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações
indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço
de atendimento.

 

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Em caso de superdose, avise ao seu médico imediatamente para que ele possa prestar
atendimento de urgência. Os sintomas mais prováveis de superdose são pressão arterial baixa e
ritmo cardíaco acelerado, mas também podem ocorrer batimentos cardíacos mais lentos.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro
médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

III- DIZERES LEGAIS
MS – 1.0525.0005
Farmacêutica Responsável: Dra. Cintia M. Ito Sakaguti- CRF-SP n° 31.875
Fabricado por:
Torrent Pharmaceuticals Ltd.
Baddi – Índia
Importado por:
Torrent do Brasil Ltda.
Av. Tamboré, 1180 – Módulo A5
Barueri – SP
CNPJ 33.078.528/0001-32
SAC: 0800.7708818
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 08/11/2013.
BU-01

Bula do Tenoretic 100/25 mg (Anti hipertensivo)

Tenoretic-100-mg-25-mgBula do Tenoretic 100/25mg:

 

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
TENORETIC ®
atenolol + clortalidona
50/12,5 mg e 100/25 mg

 

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÕES COMERCIALIZADAS
Comprimidos de 50/12,5 mg ou de 100/25 mg. Via oral. Embalagens com 28 comprimidos.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
atenolol ……………………….…………………. 50 mg ou 100 mg
clortalidona ……………………………………… 12,5 mg ou 25 mg
Excipientes q.s.p. ……………………………. 1 comprimido
Excipientes: laurilsulfato de sódio, estearato de magnésio, amido de milho, carbonato de magnésio pesado e gelatina.

 

II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
TENORETIC contém 2 ingredientes ativos, que reduzem a pressão arterial quando usados continuamente: o atenolol produz efeitos no seu coração e circulação e a clortalidona aumenta a quantidade de urina produzida pelos rins.
O efeito de TENORETIC é mantido por no mínimo 24 horas após dose oral única diária.

 

2. POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
TENORETIC está indicado para o controle da pressão alta.

 

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contra-indicações
Você não deve utilizar TENORETIC nas seguintes situações:
– Alergia ao atenolol, à clortalidona ou a qualquer um dos componentes da fórmula.
– Batimentos lentos do coração (bradicardia).
– Comprometimento importante da função do coração em bombear sangue aos tecidos (choque cardiogênico).
– Pressão arterial baixa ou muito baixa (hipotensão).
– Alteração metabólica onde o pH do sangue é baixo (acidose metabóica).
– Problemas graves de circulação arterial periférica (nas extremidades).
– Bloqueio cardíaco de segundo ou terceiro grau (tipo de arritmia que causa bloqueio de impulsos elétricos para o coração).
– Síndrome do nodo sinusal (doença no local de origem dos impulsos elétricos do coração).
– Portadores de feocromocitoma (tumor benigno da glândula adrenal ou supra-renal) não tratado.
– Insuficiência cardíaca descompensada.
– Durante a gravidez ou amamentação.

 

Advertências
TENORETIC deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– Em pacientes com insuficiência cardíaca controlada (compensada).
– Em pacientes que sofrem de um tipo particular de dor no peito (angina), chamada de angina de Prinzmetal.
– Em pacientes com problemas na circulação arterial periférica (nas extremidades).
– Em pacientes com bloqueio cardíaco de primeiro grau (tipo de arritmia que causa bloqueio de impulsos elétricos para o coração).
– Em pacientes portadores de diabete, pois o TENORETIC pode modificar a taquicardia (frequência cardíaca) da hipoglicemia (baixos níveis de glicose no sangue), pode mascarar os sinais de tireotoxicose (problemas na tireóide) e diminuir a tolerância à glicose (relacionada à clortalidona).
– Em pacientes que sofrem de doença do coração isquêmica (exemplos: angina e infarto), TENORETIC não deve ser descontinuado abruptamente.
– TENORETIC pode causar uma reação mais grave a uma variedade de alérgenos quando administrado a pacientes com história de reação anafilática a tais alérgenos.
– Em pacientes com problemas pulmonares, como asma ou falta de ar.
– Em pacientes idosos, que estejam recebendo digitálicos, em dieta especial (com baixo teor de potássio) ou que apresentem problemas gastrintestinais, pois TENORETIC pode ocasionar hipocalemia (redução dos níveis de potássio no sangue).
Precauções
Não se espera que TENORETIC afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. Entretanto, alguns pacientes podem, ocasionalmente, apresentar tontura ou cansaço.

 

Interações medicamentosas
TENORETIC deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– Em pacientes que estão tomando os seguintes medicamentos: verapamil, diltiazem, diidropirinas (como nifedipino), glicosídeos digitálicos, clonidina, disopiramida, amiodarona, agentes simpatomiméticos (como adrenalina), inibidores da prostaglandina sintetase (como ibuprofeno ou indometacina), lítio e anestésicos. O resultado do tratamento poderá ser alterado se TENORETIC for tomado ao mesmo tempo que estes medicamentos.
Podem ocorrer alterações nos resultados de exames laboratoriais referentes aos níveis de transaminases (avaliação da função do fígado) e, muito raramente, alteração nos exames imunológicos (anticorpos antinucleares – ANA).
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando.
Não há experiência clínica em crianças, por esta razão, não é recomendado o uso de TENORETIC em crianças.

Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

 

4. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Aspecto físico
TENORETIC é apresentado da seguinte maneira:
– TENORETIC 50 mg: comprimidos redondos, de cor branca ou quase branca.
– TENORETIC 100 mg: comprimidos redondos, sulcados, de cor branca ou quase branca.
Características organolépticas
Ver aspecto físico.

Dosagem
A dose recomendada de TENORETIC 50 mg ou de TENORETIC 100 mg é de 1 comprimido ao dia, por via oral, de preferência no mesmo horário todos os dias.
A maioria dos pacientes com pressão alta apresentará uma resposta satisfatória com a dose diária de 1 comprimido de TENORETIC 100 mg por via oral. Há pouca ou nenhuma queda adicional na pressão arterial com o aumento de dose.
Pacientes idosos e pacientes com alterações nos rins, devem seguir orientação médica adequada.
TENORETIC deve ser utilizado continuamente, a interrupção do tratamento deve ser feita gradualmente, conforme orientação do seu médico.
Caso você esqueça de tomar uma dose de TENORETIC, deve tomá-lo assim que lembrar, mas não tome 2 doses ao mesmo tempo.

Como usar
TENORETIC 50 mg deve ser ingerido inteiro e com água.
TENORETIC 100 mg deve ser ingerido com água e pode ser partido ao meio.
TENORETIC deve ser administrado por via oral, com água e de preferência no mesmo horário todos os dias.
Você não deve utilizar TENORETIC se estiver em jejum por tempo prolongado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.
5. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Podem ocorrer as seguintes reações adversas:

Comum: batimentos lentos do coração, mãos e pés frios, alterações gastrointestinais (incluindo náusea relacionada à clortalidona) e cansaço. Relacionadas à clortalidona: hiperuricemia (aumento da concentração do ácido úrico no sangue), hiponatremia, hipocalemia (redução dos níveis de sódio e potássio no sangue respectivamente) e comprometimento da tolerância à glicose.

Incomun: distúrbios do sono, elevação de enzimas que avaliam a função do fígado no sangue (transaminases).
Raro: púrpura (tipo de doença no sangue), diminuição das células de coagulação no sangue (trombocitopenia) e leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos do sangue) (relacionadas à clortalidona), alterações de humor, pesadelos, confusão, psicoses, alucinações, tontura, dor de cabeça, parestesia (sensação de queimação/dormência na pele), olhos secos, distúrbios na visão, piora da insuficiência cardíaca, início de alteração do rítmo dos batimentos do coração (precipitação de bloqueio cardíaco), em pacientes suscetíveis ao fenômeno de Raynaud: queda da pressão por mudança de posição (que pode estar associada a desmaio) e aumento da claudicação intermitente, se esta já estiver presente, chiado no peito (broncoespasmo) em pacientes com asma brônquica ou história de queixas/complicações asmáticas, boca seca, alterações da função do fígado (incluindo colestase intra-hepática e inflamação do pâncreas (pancreatite) – relacionadas à clortalidona), queda de cabelo, reações na pele semelhantes à psoríase, exacerbação da psoríase, erupções na pele, impotência sexual.
Muito raro: aumento de um tipo de fator imunológico no sangue (anticorpos antinucleares – ANA).
A descontinuação de TENORETIC deve ser considerada se, de acordo com critério médico, o bem-estar do paciente estiver sendo adversamente afetado por qualquer uma das reações descritas acima.

 

6. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Tratamento: em caso de ingestão de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita pelo seu médico, você deve contatar imediatamente o médico.
Sintomas: batimento lento do coração (bradicardia), pressão baixa, insuficiência cardíaca aguda e chiado no peito (broncoespasmo).

 

7. ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
TENORETIC deve ser mantido em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC).
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

III) INFORMAÇÕES TÉCNICAS
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
TENORETIC combina a atividade anti-hipertensiva de dois agentes, um betabloqueador (atenolol) e um diurético (clortalidona).
O atenolol é um bloqueador beta-1 seletivo (isto é, age preferencialmente sobre os receptores adrenérgicos beta-1 do coração). A seletividade diminui com o aumento da dose.
O atenolol não possui atividade simpatomimética intrínseca nem atividade estabilizadora de membrana. Assim como outros betabloqueadores, o atenolol possui efeitos inotrópicos negativos (portanto, é contra-indicado em insuficiência cardíaca descompensada).
Como ocorre com outros agentes betabloqueadores, o mecanismo de ação do atenolol no tratamento da hipertensão não está completamente elucidado.
É improvável que quaisquer propriedades adicionais do S(-) atenolol, em comparação com a mistura racêmica, originem efeitos terapêuticos diferentes.
A clortalidona, um diurético tiazídico, aumenta a excreção de sódio e cloreto. A natriurese é acompanhada por certa perda de potássio. O mecanismo pelo qual a clortalidona reduz a pressão arterial não é totalmente conhecido, mas pode estar relacionado à excreção e redistribuição de sódio corporal.
O atenolol é efetivo e bem tolerado na maioria das populações étnicas. Pacientes negros respondem melhor à combinação de atenolol e clortalidona do que à monoterapia com atenolol.
A combinação de atenolol com diuréticos tiazídicos demonstrou ser compatível e geralmente mais eficaz do que cada uma das substâncias usadas isoladamente.

 

Propriedades Farmacocinéticas
A absorção do atenolol após administração oral é consistente, mas incompleta (aproximadamente 40-50%) com picos de concentração plasmática ocorrendo de 2 a 4 horas após a administração da dose. Os níveis sanguíneos do atenolol são consistentes e sujeitos a pequena variabilidade. Não há metabolismo hepático significativo do atenolol e mais de 90% da quantidade absorvida alcança a circulação sistêmica na forma inalterada. A meia-vida plasmática é de aproximadamente 6 horas, mas pode se elevar na presença de insuficiência renal grave, uma vez que os rins são a principal via de eliminação. O atenolol penetra muito pouco nos tecidos devido à sua baixa solubilidade lipídica e sua concentração no tecido cerebral é baixa. Sua taxa de ligação às proteínas plasmáticas é baixa (aproximadamente 3%).
A absorção da clortalidona após dose oral é consistente, mas incompleta (aproximadamente 60%) com picos de concentração plasmática ocorrendo aproximadamente 12 horas após a dose. Os níveis sanguíneos da clortalidona são consistentes e sujeitos a pequena variabilidade. A meia-vida plasmática é de aproximadamente 50 horas e os rins são a principal via de eliminação. Sua taxa de ligação às proteínas plasmáticas é alta (aproximadamente 75%).
A co-administração de clortalidona e atenolol possui pequeno efeito na farmacocinética de ambos.
TENORETIC é efetivo por pelo menos 24 horas após dose oral única diária. Essa simplicidade de dose facilita a adesão do paciente ao tratamento.

 

Dados de segurança pré-clínica
O atenolol e a clortalidona são substâncias as quais adquiriu-se extensa experiência clínica.

 

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
TENORETIC é indicado para o tratamento de hipertensão onde a monoterapia com betabloqueador ou diuréticos, usados isoladamente prova ser inadequada.
Monoterapia tanto com betabloqueador ou com diurético efetivamente controla a pressão arterial em 60-70% em pacientes hipertensos leves a moderados (Buhler FR et al. (1973) Am J Cardiol, 32, 511-22; Gillam PMS e Pritchard BNC (1976) Postgrad Med J, 52, (Suppl 4), 70-5; Finnerty FA (1979) Brit J Clin Pharmacol, 1 Suppl 2, 185-187S). Níveis ótimos de efeitos, em termos de redução da pressão arterial com o mínimo de distúrbio metabólico, são encontrados em doses de 100 mg de atenolol e 25 mg de clortalidona (Healy JJ et al. (1970) Brit Med J, I, 716-719; Wilkinson PR et al. (1975) Lancet, I, 759-762; Zacharias FJ (1978) Mod Med, 23 (5), 8; Materson BJ et al. (1978) Clin Pharmacol Ther, 24 (2), 192-8).
Alguns pacientes hipertensos podem estar controlados em um nível sub-ótimo com um dos agentes usados de maneira isolada. Tanto o atenolol quanto a clortalidona exibem curvas dose-resposta relativamente horizontais, aumentando a dosagem de um ou outro combinadamente não deve resultar em um efeito antihipertensivo maior, mas deve aumentar a incidência de efeitos colaterais (Cranston WI et al. (1963) Lancet, II, 966-70; Myers MG (1976) Clin Pharmacol & Ther, 19 (5), Part 1, 502-7; Jeffers TA et al. (1977) Brit J Clin Pharmacol, 4, 523-7; Tweeddale MG (1977) Clin Pharmacol & Therap, 22 (5), Part 1, 519-27).
A co-administração de atenolol (100 mg) e clortalidona (25 mg) resulta em uma redução significativamente maior na pressão arterial média na posição supina comparado com o que ocorre em resposta a ambos os agentes dados isoladamente. Isso tem sido demonstrado em estudos randomizados, duplo-cego do tipo crossover (Sheriff MHR et al. (1978) Acta Therap, 4, 51-62; Bateman DN et al. (1979) Brit J Clin Pharmac, 7, 357-63) assim como em estudos multicêntricos, duplo-cego, do tipo crossover (Asbury MJ et al. (1980) Practitioner, 224, (1350), 1306-9) em pacientes não tratados previamente e tratados subjetivamente.
Em adição a um maior grau de redução da pressão arterial, a taxa de resposta é melhorada pela co-administração de atenolol e clortalidona. O controle da pressão arterial (pressão arterial diastólica < 95 mmHg) tem sido demonstrada em 18 de 21 pacientes com a terapia de combinação livre, quando comparado com 15 de 21 com atenolol e 6 de 21 com clortalidona, administradas isoladamente. O grau de resposta satisfatório foi mantido com a combinação fixa (TENORETIC) por 4 meses (Sheriff MHR et al. (1978) Acta Therap, 4, 51-62). Um outro estudo duplo-cego randomizado mostrou resposta ao TENORETIC em 19 de 23 pacientes (Nissinen A e Tuomilehto J (1980) Pharmatherapeutica, 2 (7), 462-8). Um estudo piloto de duração de 8 semanas mostrou que a terapia com TENORETIC produziu uma resposta antihipertensiva em 16 de 19 pacientes (Gotzen R e Hiemstra S (1981) J Int Med Res, 9, 292-4).
Um estudo multicêntrico demonstrou controle da pressão arterial em 76% dos 261 pacientes hipertensos previamente não tratados, que receberam combinação livre de atenolol (100 mg) com clortalidona (25 mg). Pacientes que haviam recebido tratamento antihipertensivo prévio também responderam às combinações livres ou fixas dos agentes, 66% dos 134 pacientes foram controlados (Asbury MJ et al. (1980) Practitioner, 224, (1350), 1306-9).
Em um estudo adicional, onde a maioria dos pacientes recebeu cada fármaco nas apresentações existentes em TENORETIC (mas onde alguns pacientes receberam mais de 300 mg de atenolol e 75 mg de clortalidona) 80% de 15 pacientes apresentaram uma resposta satisfatória (Azzolini A et al. (1981) Curr Ther Res, 30 (512), 691-7). Em um estudo em pacientes hipertensos graves previamente tratados (De Divitiis O et al. (1981) Curr Therap Res, 29 (2), 235-48), 12 de 16 pacientes com pressão arterial pré-tratamento de 198/127 mmHg não atingiram controle satisfatório com TENORETIC, embora houvesse redução da pressão em 23/14 mmHg comparado com o placebo.
O início do efeito anti-hipertensivo da combinação não foi extensivamente estudado nos resultados dos ensaios clínicos publicados. No entanto a redução da pressão arterial na posição supina duas semanas após o início da terapia foi equivalente às reduções máximas alcançadas após períodos mais longos de tratamento (Sheriff MHR et al. (1978) Acta Therap, 4, 51-62; Nissinen A e Tuomilehto J (1980) Pharmatherapeutica, 2 (7), 462-8).

 

3. INDICAÇÕES
Controle da hipertensão.

4. CONTRA-INDICAÇÕES
TENORETIC não deve ser usado em pacientes nas seguintes situações:
– Conhecida hipersensibilidade ao atenolol, à clortalidona ou a qualquer outro componente da fórmula;
– Bradicardia;
– Choque cardiogênico;
– Hipotensão;
– Acidose metabólica;
– Distúrbios graves da circulação arterial periférica;
– Bloqueio cardíaco de segundo ou terceiro grau;
– Síndrome do nodo-sinusal;
– Feocromocitoma não tratado;
– Insuficiência cardíaca descompensada.
TENORETIC não deve ser administrado durante a gravidez ou a lactação.

 

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Modo de usar
TENORETIC 50 mg deve ser administrado inteiro.
TENORETIC 100 mg é um comprimido sulcado e pode ser dividido.
TENORETIC deve ser administrado por via oral, com água, de preferência no mesmo horário todos os dias.
O paciente não deve utilizar TENORETIC se estiver em jejum por tempo prolongado.
Cuidados de conservação depois de aberto
Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.

 

6. POSOLOGIA
Adultos
A dose recomendada de TENORETIC 50 mg ou de TENORETIC 100 mg é de 1 comprimido ao dia, de preferência no mesmo horário todos os dias.
A maioria dos pacientes com hipertensão apresentará uma resposta satisfatória com a dose diária de 1 comprimido de TENORETIC 100 mg. Há pouca ou nenhuma queda adicional na pressão arterial com o aumento de dose mas, quando necessário, pode-se adicionar outro medicamento anti-hipertensivo, como um vasodilatador.
Crianças: não há experiência pediátrica com TENORETIC e, por esta razão, não é recomendado para uso em crianças.
Idosos: pacientes idosos geralmente respondem a doses menores.
Pacientes idosos com hipertensão, que não respondem ao tratamento de baixas doses com único agente ou em casos em que as doses de ambos podem ser consideradas inapropriadas, devem apresentar uma resposta satisfatória com 1 comprimido ao dia de TENORETIC 50 mg. Nos casos em que o controle da hipertensão não é alcançado, a adição de uma pequena dose de um terceiro agente, por exemplo, um vasodilatador, pode ser adequada.
Insuficiência Renal: é necessária cautela na administração em pacientes com insuficiência renal grave, podendo ser necessária uma redução na dose diária ou na frequência de administração das doses.
Se o paciente esquecer de tomar uma dose de TENORETIC, deve tomá-la assim que lembrar, mas o paciente não deve tomar duas doses ao mesmo tempo.

 

7. ADVERTÊNCIAS
As seguintes precauções e advertências devem ser consideradas devido ao betabloqueador atenolol:
Embora contra-indicado em insuficiência cardíaca descompensada, TENORETIC pode ser usado em pacientes cujos sinais de insuficiência cardíaca tenham sido controlados. Deve-se tomar cuidado em pacientes cuja reserva cardíaca esteja diminuída.
TENORETIC pode aumentar o número e a duração dos ataques de angina em pacientes com angina de Prinzmetal, devido à vasoconstrição da artéria coronária mediada por receptores alfa sem oposição. O atenolol é um bloqueador beta-1 seletivo; consequentemente, o uso do TENORETIC pode ser considerado, embora deve-se ter o máximo de cautela.
Embora contra-indicado em distúrbios graves da circulação arterial periférica, TENORETIC também pode agravar distúrbios menos graves da circulação arterial periférica.
TENORETIC deve ser administrado com cautela em pacientes com bloqueio cardíaco de primeiro grau, devido ao seu efeito negativo sobre o tempo de condução.
TENORETIC pode modificar a taquicardia da hipoglicemia e pode mascarar os sinais de tireotoxicose.
Como resultado da ação farmacológica dos betabloqueadores, TENORETIC reduzirá a frequência cardíaca. Nos raros casos em que um paciente tratado desenvolver sintomas que possam ser atribuíveis a uma baixa frequência cardíaca, a dose pode ser reduzida.
TENORETIC não deve ser descontinuado abruptamente em pacientes que sofrem de doença cardíaca isquêmica.
TENORETIC pode causar uma reação mais grave a uma variedade de alérgenos quando administrado a pacientes com história de reação anafilática a tais alérgenos. Estes pacientes podem não responder às doses usuais de adrenalina utilizadas no tratamento de reações alérgicas.
TENORETIC pode, ocasionalmente, causar um aumento na resistência das vias aéreas em pacientes asmáticos. O atenolol é um bloqueador beta-1 seletivo; consequentemente, o uso de TENORETIC pode ser considerado, embora se deve ter o máximo de cautela. Se ocorrer aumento da resistência das vias aéreas, TENORETIC deve ser descontinuado e, se necessário, deve ser administrada terapia broncodilatadora (por exemplo: salbutamol).
As seguintes precauções e advertências devem ser consideradas devido à clortalidona:
Pode ocorrer hipocalemia. Avaliação dos níveis de potássio é apropriada, especialmente em pacientes idosos, que estejam recebendo digitálicos para insuficiência cardíaca, pacientes em dieta especial (com baixo teor de potássio) ou que apresentem distúrbios gastrointestinais. A hipocalemia pode levar a arritmias em pacientes que estejam recebendo digitálicos.
Deve-se ter cautela em pacientes com insuficiência renal grave.
A clortalidona pode diminuir a tolerância à glicose. É necessário tomar cuidado ao se administrar TENORETIC a pacientes com conhecida predisposição a diabetes mellitus.
A clortalidona pode causar hiperuricemia. TENORETIC está geralmente associado a pequenos aumentos no ácido úrico sérico. Nos casos de elevação prolongada, o uso concomitante de agente uricosúrico reverterá a hiperuricemia.
Para informações referentes a ajuste de dose para pacientes idosos e pacientes com insuficiência renal, ver item Posologia.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: é improvável que o uso de TENORETIC resulte em qualquer comprometimento da capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Entretanto, deve ser levado em consideração que, ocasionalmente, pode ocorrer tontura ou fadiga.
Uso durante a gravidez e lactação
TENORETIC não deve ser utilizado durante a gravidez e lactação.
Categoria de risco na gravidez: D.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

 

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Ver item Posologia.

 

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O uso combinado de betabloqueadores e bloqueadores do canal de cálcio com efeitos inotrópicos negativos, como por exemplo, verapamil e diltiazem, pode levar a um aumento desses efeitos, particularmente em pacientes com função ventricular comprometida e/ou anormalidades de condução sino-atrial ou atrioventricular. Isto pode resultar em hipotensão grave, bradicardia e insuficiência cardíaca. Nenhuma destas substâncias devem ser administradas intravenosamente antes da descontinuação da outra por 48 horas.
A terapia concomitante com diidropiridinas, por exemplo, nifedipino, pode aumentar o risco de hipotensão e pode ocorrer falência cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca latente.
A associação de glicosídeos digitálicos com betabloqueadores pode aumentar o tempo de condução atrioventricular.
A depleção de potássio pode ser perigosa em pacientes que estejam em tratamento com digitálicos.
Os betabloqueadores podem exacerbar a hipertensão de rebote, que pode ocorrer após a retirada da clonidina. Se estas substâncias forem co-administradas, o betabloqueador deve ser descontinuado vários dias antes da retirada da clonidina. Se for necessário substituir o tratamento de clonidina por betabloqueador, a introdução de betabloqueador deve ser feita vários dias após a interrupção da administração da clonidina.
Antiarrítmicos Classe I (por exemplo, disopiramida) e amiodarona podem potencializar o efeito no tempo de condução atrial e induzir efeito inotrópico negativo.
O uso concomitante de agentes simpatomiméticos, por exemplo, adrenalina, pode neutralizar os efeitos dos betabloqueadores.
O uso concomitante de inibidores da prostaglandina sintetase (por exemplo: ibuprofeno, indometacina) pode diminuir os efeitos hipotensores dos betabloqueadores.
As preparações contendo lítio, geralmente não devem ser administradas com diuréticos, uma vez que podem reduzir a sua depuração renal.
Deve-se ter cautela ao administrar agentes anestésicos com TENORETIC. O anestesista deve ser informado e a escolha do anestésico deve recair sobre um agente com a menor atividade inotrópica negativa possível. O uso de betabloqueadores com substâncias anestésicas pode resultar em atenuação da taquicardia de reflexo e aumento do risco de hipotensão. Agentes anestésicos que causam depressão miocárdica devem ser evitados.

 

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
TENORETIC é bem tolerado. Em estudos clínicos, as possíveis reações adversas relatadas são geralmente atribuíveis às ações farmacológicas dos seus componentes.
Os eventos adversos descritos a seguir, listados por sistema corpóreo, foram relatados com TENORETIC, com as seguintes definições de frequência: muito comum (≥10%), comum (1-9,9%), incomum (0,1-0,9%), raro (0,01-0,09%) e muito raro (<0,01%).
Distúrbios do sangue e sistema linfático
Raro: púrpura, trombocitopenia e leucopenia (relacionada à clortalidona).
Distúrbios psiquiátricos
Incomun: distúrbios do sono do tipo observado com outros betabloqueadores.
Raro: alterações de humor, pesadelos, confusão, psicoses e alucinações.
Distúrbios do sistema nervoso
Raro: tontura, cefaléia, parestesia.
Distúrbios oculares
Raro: olhos secos, distúrbios visuais.
Distúrbios cardíacos
Comum: bradicardia.
Raro: piora da insuficiência cardíaca, precipitação de bloqueio cardíaco.
Distúrbios vasculares
Comum: extremidades frias.
Raro: hipotensão postural, que pode estar associada à síncope, aumento da claudicação intermitente, se esta já estiver presente, em pacientes suscetíveis ao fenômeno de Raynaud.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino
Raro: pode ocorrer broncoespasmo em pacientes com asma brônquica ou história de queixas/complicações asmáticas.
Distúrbioss gastrintestinais
Comum: distúrbios gastrintestinais (incluindo náusea relacionada à clortalidona).
Raro: boca seca.
Distúrbios hepatobiliares
Raro: toxicidade hepática, incluindo colestase intra-hepática, pancreatite (relacionada à clortalidona).
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo
Raro: alopecia, reações cutâneas psoriasiformes, exacerbação da psoríase, exantema.
Distúrbios do sistema reprodutivo e mamas
Raro: impotência.
Distúrbios gerais
Comum: fadiga.
Avaliações laboratoriais
Comum: relacionadas à clortalidona: hiperuricemia, hiponatremia, hipocalemia, comprometimento da tolerância à glicose.
Incomun: elevações dos níveis das transaminases.
Muito raro: foi observado um aumento dos anticorpos antinucleares (ANA), entretanto, a relevância clínica deste evento não está elucidada.
A descontinuação de TENORETIC deve ser considerada se, de acordo com critério médico, o bem-estar do paciente estiver sendo adversamente afetado por qualquer uma das reações descritas acima.

 

11. SUPERDOSE
Os sintomas de superdosagem podem incluir bradicardia, hipotensão, insuficiência cardíaca aguda e broncoespasmo.
O tratamento geral deve incluir: monitorização cuidadosa, tratamento em unidade de terapia intensiva, uso de lavagem gástrica, carvão ativado e laxante para prevenir a absorção de qualquer substância ainda presente no trato gastrointestinal, o uso de plasma ou substitutos do plasma para tratar hipotensão e choque. Hemodiálise ou hemoperfusão também podem ser consideradas.
Bradicardia excessiva pode ser controlada com 1-2 mg de atropina por via intravenosa e/ou com marcapasso cardíaco. Se necessário, em seguida pode-se administrar uma dose em bolus de 10 mg de glucagon por via intravenosa. Se necessário, esse procedimento pode ser repetido ou seguido por uma infusão intravenosa de 1-10 mg/hora de glucagon, dependendo da resposta obtida. Se não houver resposta ao glucagon, ou se o mesmo não estiver disponível, pode-se administrar um estimulante beta-adrenérgico, como a dobutamina (2,5 a10 mcg/kg/min) por infusão intravenosa. A dobutamina, devido ao seu efeito inotrópico positivo, também poderia ser usada para tratar hipotensão e insuficiência cardíaca aguda. Dependendo da quantidade da superdose ingerida, é provável que as doses indicadas sejam inadequadas para reverter os efeitos cardíacos dos betabloqueadores. Portanto, se necessário, a dose de dobutamina deve ser aumentada para alcançar a resposta desejada de acordo com as condições clínicas do paciente.
Há possibilidade de ocorrência de hipotensão após o uso de agonistas beta-adrenérgicos, mas pode-se reduzí-la pelo uso da dobutamina que é um agente mais seletivo.
O broncoespasmo pode geralmente ser revertido pelo uso de broncodilatadores.
A diurese excessiva deve ser controlada através da manutenção de equilíbrio hidroeletrolítico normal.

 

12. ARMAZENAGEM
Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).

 

IV) DIZERES LEGAIS
TENORETIC 50/12,5 mg c/ 28 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0027.007-3
TENORETIC 100/25 mg c/ 28 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0027.004-9
Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho – CRF-SP nº 19.097
Fabricado por: AstraZeneca do Brasil Ltda. CDS 05/07 – Agosto/08 11
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP – CEP 06707-000
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Indústria Brasileira
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Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca.
TEN001
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CDS 05/07 – Agosto/08 12