Bula do Zestril 5 mg (Anti hipertensivo)

Zestril-5-mgBula do Zestril 5 mg:

 

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
ZESTRIL
lisinopril
5 mg, 10 mg, 20 mg

 

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÕES COMERCIALIZADAS
Comprimidos de 5 mg, 10 mg ou 20 mg. Via oral. Embalagens com 30 comprimidos.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
lisinopril …………………………………….. 5 mg ou 10 mg ou 20 mg
Excipientes q.s.p. ………………………… 1 comprimido
Excipientes: manitol, estearato de magnésio, amido de milho, amido de milho pré-gelatinizado, fosfato de cálcio dibásico e óxido férrico.

 

II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O uso contínuo de ZESTRIL controla a pressão arterial; controla os problemas de fraqueza no coração (insuficiência cardíaca congestiva) quando utilizado com medicamentos que estimulam a eliminação da urina (diuréticos), diminuindo o risco de hospitalização e mortalidade; previne problemas no coração após o infarto; protege os rins e os olhos (retina) em pacientes diabéticos.
ZESTRIL é efetivo por 24 horas após dose oral única diária.

 

2. POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
ZESTRIL está indicado para o tratamento da pressão alta (hipertensão); para o controle dos problemas de fraqueza no coração (insuficiência cardíaca congestiva), como tratamento juntamente com medicamentos que estimulam a eliminação da urina (diuréticos) e digitálicos (medicamento utilizado para problemas do coração); para o tratamento de pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio nas últimas 24 horas; para reduzir a perda de proteína pela urina em pacientes diabéticos com pressão arterial normal e que precisam de insulina e pacientes diabéticos com pressão alta que não precisam de insulina e que perdem proteína pela urina.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contra-indicações
Você não deve utilizar ZESTRIL nas seguintes situações:
– Alergia ao lisinopril ou a qualquer um dos componentes da fórmula.
– Em pacientes com história de dificuldade para respirar ou engolir com ou sem inchaço na face, lábios, língua e/ou garganta, relacionado ao tratamento prévio com inibidor da enzima conversora da angiotensina (ECA).
– Em pacientes no segundo e terceiro trimestres de gravidez.
Advertências
ZESTRIL deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– Em pacientes com problemas cardiovasculares, com diarréia ou vômito, com problemas renais e que fazem diálise.
– Em pacientes que estão em dieta com restrição de sais e tomam suplementos de potássio ou substituto de sal de cozinha que contém potássio.
– Em pacientes que estão recebendo tratamento de dessensibilização para alguma alergia (ex.: picada de inseto).
– Em pacientes que têm pressão baixa pode-se notar fraqueza ou tontura.
– Em pacientes que apresentaram as seguintes reações alérgicas: inchaço das mãos, pés, tornozelos, face, lábios, garganta e/ou língua, com dificuldade de engolir ou respirar.
– Em pacientes negros o efeito pode ser menor quando comparado aos demais pacientes.
– Em pacientes diabéticos em uso de antidiabéticos, principalmente associado a insufuciência renal (mal funcionamento do rim) pode haver queda do açúcar no sangue.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
A experiência clínica em crianças é limitada. Deve ser utilizado nesta faixa etária somente a critério médico.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Precauções
Não se espera que ZESTRIL afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. Entretanto, alguns pacientes podem sentir tontura ou cansaço.
Interações medicamentosas
ZESTRIL deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
– Em pacientes que estão tomando os seguintes medicamentos: diuréticos, antidiabéticos, suplementos de potássio, diuréticos e substitutos do sal que retêm potássio, lítio (para transtornos psiquiátricos), sais de ouro (por ex.: aurotiomalato de sódio), outros anti-hipertensivos e indometacina ou antiinflamatórios não-esteroidais.

 

4. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Aspecto físico
ZESTRIL é apresentado da seguinte maneira:
– ZESTRIL 5 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.
– ZESTRIL 10 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.
– ZESTRIL 20 mg: comprimidos redondos e de cor rosa.

 

Características organolépticas
Ver aspecto físico.

 

Dosagem
A dose recomendada de ZESTRIL é de:
Pressão Alta (Hipertensão essencial): a dose inicial recomendada é de 10 mg por via oral, 1 vez ao dia. A dose usual de manutenção é de 20 mg administrados por via oral, 1 vez ao dia.
Pacientes Tratados com Diuréticos: os diuréticos devem ser descontinuados 2 a 3 dias antes de iniciar o uso de ZESTRIL. Em pacientes hipertensos (com pressão alta) nos quais os diuréticos não possam ser descontinuados, a terapia com ZESTRIL deve ser iniciada com a dose de 5 mg administrada por via oral.
Pacientes com Insuficiência Renal: a posologia em pacientes com problemas renais deve estar de acordo com as instruções do seu médico (baseada na depuração de creatinina).
Hipertensão Renovascular: recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg ou 5 mg, administrada por via oral.
Insuficiência Cardíaca Congestiva: a dose inicial é de 2,5 mg administrada por via oral 1 vez ao dia.
Infarto Agudo do Miocárdio: o tratamento com ZESTRIL pode ser iniciado dentro de 24 horas após o início dos sintomas. A primeira dose de ZESTRIL é de 5 mg administrados por via oral, seguido de 5 mg após 24 horas, 10 mg após 48 horas e então 10 mg, 1 vez ao dia.
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus: a dose diária de ZESTRIL é de 10 mg por via oral 1 vez ao dia.
Idosos: não há alteração da eficácia e segurança no paciente idoso. Entretanto, a idade avançada pode estar associada à diminuição da função renal e nestes casos pode ser necessário ajuste de dose. Consulte seu médico em relação a dose de ZESTRIL a ser administrada nestes casos.
ZESTRIL deve ser utilizado continuamente até que o médico defina quando deve ser interrompido o uso deste medicamento.
Caso você esqueça de tomar um dia o comprimido de ZESTRIL, não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.

 

Como usar
ZESTRIL 5 mg e 10 mg devem ser ingeridos com água e podem ser partidos ao meio.
ZESTRIL 20 mg deve ser ingerido inteiro e com água.
Como a absorção de ZESTRIL não é afetada por alimentos, os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. Como ocorre com todas as medicações administradas 1 vez ao dia, ZESTRIL deve ser administrado aproximadamente no mesmo horário todos os dias.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

 

5. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Podem ocorrer as seguintes reações adversas:
– Comum: tontura, dor de cabeça, efeitos ortostáticos (incluindo queda da pressão arterial), tosse, diarréia, vômito e alterações da função dos rins.
– Incomum: aumento de potássio no sangue, alterações no humor, sensação de “formigamento”, vertigem, alterações do paladar e do sono, ataque cardíaco (infarto) e derrame cerebral, possivelmente devido à queda de pressão arterial em pacientes de alto risco, palpitações, batimentos acelerados do coração (taquicardia), rinite, enjôo, dor abdominal, indigestão, manchas e outras lesões avermelhadas na pele, coceira, impotência sexual, cansaço, fraqueza, aumento de uréia no sangue, aumento da creatinina no sangue e aumento nas enzimas hepáticas.
– Rara: diminuição anormal de sódio no sangue, confusão mental, boca seca, alergia/inchaço com vermelhidão intensa de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe, urticária, queda de cabelo, descamação e vermelhidão na pele (psoríase), queda súbita da função dos rins, aumento de uréia no sangue, diminuição da hemoglobina e hematócrito e aumento na bilirrubina sérica.
– Muito Rara: diminuição da produção de componentes do sangue (depressão da medula óssea), anemia, diminuição do número de plaquetas no sangue, diminuição do número de leucócitos no sangue, diminuição do número de glóbulos brancos do tipo granulócitos no sangue, anemia com destruição de glóbulos vermelhos no sangue, diminuição do açúcar no sangue, broncoespasmo (chiado no peito), sinusite, pancreatite, inchaço com vermelhidão intensa na parede do intestino (angioedema intestinal), lesões graves da pele como inflamação e aparecimento de bolhas na pele (diaforese, pênfigo, necrólise epidermal tóxica, síndrome de Stevens-Johson e eritema multiforme), diminuição/ausência de urina, inflamação do fígado (hepatite), pele amarelada (icterícia), mal funcionamento do fígado (insuficiência hepática) e lesões na pele semelhantes a linfoma (alterações dos gânglios linfáticos).
– Outras reações têm sido relatadas: febre, inflamação dos vasos, dor muscular, dor articular, inflamação de uma articulação, exame de anticorpos antinucleares (ANA) positivo, aumento da inflamação (exame VHS aumentado), aumento do número de eosinófilos no sangue, aumento do número de leucócitos no sangue, manchas vermelhas na pele, sensibilidade à luz e outras manifestações na pele.
No caso de uso de doses elevadas de ZESTRIL em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, pode ocorrer vertigem, um tipo de desmaio chamado de síncope, aumento anormal de cálcio no sangue e creatinina sérica aumentada.

 

6. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Tratamento: em caso de ingestão de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita pelo seu médico, você deve contatar imediatamente o médico.
Possíveis sintomas: redução importante da pressão arterial, distúrbio eletrolítico e alteração renal.

 

7. ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
ZESTRIL deve ser mantido em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

III) INFORMAÇÕES TÉCNICAS
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
O lisinopril é um inibidor da peptidil dipeptidase. Ele inibe a enzima conversora da angiotensina (ECA) que catalisa a conversão da angiotensina I ao peptídeo vasoconstritor, angiotensina II. A angiotensina II estimula também a secreção de aldosterona pelo córtex da adrenal. A inibição da ECA resulta em concentrações diminuídas de angiotensina II, as quais resultam em diminuição da atividade vasopressora e redução da secreção de aldosterona. A diminuição tardia da aldosterona pode resultar em um aumento da concentração sérica de potássio.
Acredita-se que o mecanismo pelo qual o lisinopril diminui a pressão arterial é principalmente a supressão do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Entretanto, o lisinopril é eficaz na redução da pressão arterial mesmo em pacientes hipertensos com baixa renina. A ECA é idêntica à cininase II, enzima que degrada a bradicinina. Ainda não está elucidado se níveis aumentados de bradicinina, um potente peptídeo vasodilatador, exercem papel importante sobre os efeitos terapêuticos do lisinopril.
É sabido que a ECA está presente no endotélio e que a atividade aumentada da ECA em pacientes diabéticos, que resulta na formação de angiotensina II e destruição de bradicinina, potencializa os danos ao endotélio causados por hiperglicemia. Os inibidores da ECA, incluindo lisinopril, inibem a formação de angiotensina II e a degradação da bradicinina, melhorando consequentemente a disfunção endotelial.
Os efeitos de lisinopril na taxa de excreção urinária de albumina e na progressão de retinopatia em pacientes diabéticos são mediados pela redução na pressão sanguínea, bem como pelo mecanismo direto nos tecidos retinal e renal.

 

Propriedades Farmacocinéticas
Absorção
Após administração oral de lisinopril, o pico de concentração sérica ocorre em cerca de 7 horas, apesar de haver uma tendência a um pequeno retardo no tempo para alcançar o pico de concentração sérica em pacientes com infarto agudo do miocárdio. Baseado na recuperação urinária, a extensão média de absorção de lisinopril é de aproximadamente 25%, com variações entre os pacientes (6-60%) em todas as doses testadas (5-80 mg). A biodisponibilidade absoluta é reduzida em aproximadamente 16% em pacientes com insuficiência cardíaca. A absorção de lisinopril não é afetada pela presença de alimentos.

 

Distribuição
O lisinopril parece não ligar-se às outras proteínas séricas, diferentemente da enzima conversora de angiotensina circulante (ECA). Estudos em ratos indicam que o lisinopril pouco atravessa a barreira hematoencefálica.

 

Eliminação
O lisinopril não é metabolizado e o fármaco absorvido é inteiramente excretado inalterado na urina. Em doses múltiplas, o lisinopril possui uma meia-vida efetiva de acúmulo de 12,6 horas. A depuração plasmática de lisinopril em pacientes sadios é de aproximadamente 50 ml/min. O declínio das concentrações séricas exibe uma fase terminal prolongada que não contribui para o acúmulo do fármaco. Essa fase terminal provavelmente representa ligações saturadas à ECA e não é proporcional à dose.

 

Insuficiência hepática
O comprometimendo da função hepática em pacientes com cirrose resultou na diminuição da absorção de lisinopril (cerca de 30% como determinado pela recuperação urinária) e um aumento na exposição (aproximadamente 50%) comparada a voluntários sadios devido à diminuição da depuração plasmática.

 

Insuficiência renal
O comprometimento da função renal diminui a eliminação de lisinopril, que é excretado via renal, mas essa diminuição torna-se clinicamente importante somente quando a taxa de filtração glomerular é menor que 30 ml/min.
Parâmetros farmacocinéticos de lisinopril para diferentes grupos de pacientes renais após administração de múltiplas doses de 5 mg

 

Função renal
avaliada pela depuração de creatinina
n
Cmáx
(ng/ml)
Tmáx
(h)
AUC
(0-24 h)
(ng/h/ml)
t1/2
(h)
> 80 ml/min
6
40,3
6
492 +/- 172
6,0 +/- 1,1
30-80 ml/min
6
36,6
8
555 +/- 364
11,8 +/- 1,9
5-30 ml/min
6
106,7
8
2228 +/- 938
19,5 +/- 5,2
Com uma depuração de creatinina de 30-80 ml/min, o valor da AUC média aumentou apenas 13%, enquanto que o valor médio da AUC aumentou 4-5 vezes com a depuração de creatinina de 5-30 ml/min.
O lisinopril pode ser removido por diálise. Durante 4 horas de hemodiálise, a concentração plasmática média de lisinopril diminuiu em 60%, com uma depuração da diálise entre 40 e 55 ml/min.

 

Insuficiência cardíaca
Pacientes com insuficiência cardíaca têm uma maior exposição de lisinopril comparado com voluntários sadios (um aumento da média AUC de 125%), mas baseado na recuperação urinária de lisinopril, há uma redução da absorção de aproximadamente 16% comparada com voluntários sadios.

 

Idosos
Pacientes idosos apresentam níveis sanguíneos mais elevados e valores da área sob a curva do tempo de concentração plasmática mais elevados (aumento de aproximadamente 60%) em comparação com pacientes mais jovens.
Dados de segurança pré-clínica
Tem sido obtida extensiva experiência clínica com ZESTRIL.

 

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Hipertensão
Em dois estudos de dose-resposta, 438 pacientes portadores de hipertensão leve a moderada receberam ZESTRIL uma vez ao dia. A pressão foi verificada após 24 horas. Apesar de já haver resposta com 5 mg/dia em alguns pacientes, a eficácia foi maior nas doses de 10, 20 e 80 mg/dia. Em estudos controlados, 20 a 80 mg de ZESTRIL foram comparados com 12,5 a 50 mg/dia de hidroclorotiazida e 50 a 200 mg/dia de atenolol em pacientes com hipertensão leve a moderada e com metoprolol 100 a 200 mg/dia em pacientes portadores de hipertensão, moderada a grave. ZESTRIL foi superior a hidroclorotiazida e semelhante ao atenolol e metoprolol na redução da pressão diastólica e foi superior às três medicações na redução da pressão sistólica (Herpin D, Conte D. J Hum Hypertens. 1989; 3: 11-15; Bethesda, Md: National Heart, Lung, and Blood Institute. NIH Publication 03-5233. May 2003).

 

Insuficiência Cardíaca Congestiva
O efeito de ZESTRIL na mortalidade e morbidade em insuficiência cardíaca congestiva foi estudado, comparando-se uma dose alta (32,5 mg ou 35 mg uma vez ao dia) com uma dose baixa (2,5 mg ou 5 mg uma vez ao dia). Em um estudo realizado com 3164 pacientes, durante período médio de 46 meses de acompanhamento, a dose alta de ZESTRIL produziu, no tempo final combinado, uma redução de 12% do risco de mortalidade e hospitalização de todas as possíveis causas (p = 0,002), e uma redução de 8% do risco de mortalidade de todas as possíveis causas e de hospitalização cardiovascular (p = 0,036) em comparação com a dose baixa. Foram observadas reduções no risco de mortalidade de todas as causas (8%; p = 0,128) e de mortalidade cardiovascular (10%; p = 0,073). Em uma análise post-hoc, o número de hospitalizações por insuficiência cardíaca foi reduzido em 24% (p = 0,002) em pacientes tratados com a dose alta de ZESTRIL em comparação com a dose baixa. Os benefícios sintomáticos foram similares em pacientes tratados com doses altas e baixas de ZESTRIL.
Os resultados do estudo mostraram que os perfis globais de eventos adversos para pacientes tratados com dose alta ou baixa de ZESTRIL foram similares quanto a natureza e número. Eventos previsíveis resultantes da inibição da ECA, tais como, hipotensão ou função renal alterada, foram controláveis e raramente levaram a descontinuação do tratamento. Tosse foi menos frequente em pacientes tratados com dose elevada de ZESTRIL em comparação com dose baixa.
(Packer M et al. Eur Heart J 1998; 19; 142 Abstract 905; Packer M et al. Circulation 1999; 100; 2312-2318)
Infarto Agudo do Miocárdio
No estudo GISSI-3, o qual foi usado um desenho fatorial 2 x 2 para comparar os efeitos de ZESTRIL e gliceril trinitrato usados sozinhos ou em combinação por 6 semanas comparados com controle em 19.394 pacientes onde foi adminstrado tratamento dentro de 24 horas após um infarto agudo do miocardio, ZESTRIL produziu uma redução estatísticamente significativa do risco da mortalidade de 11% versus controle (2p = 0,03). A redução do risco com uso de gliceril trinitrato não foi significativa, mas a combinação de ZESTRIL e gliceril trinitrato produziu uma significativa redução do risco de mortalidade de 17% versus controle (2p = 0,02). Em um sub-grupo de idosos (idade > 70 anos) e mulheres, pré-definidos como pacientes de alto risco de mortalidade, um benefício significativo foi observado para combinação dos desfechos de mortalidade e função cardíaca. A combinação dos desfechos para todos os pacientes, como também os sub-grupos de alto risco, também demonstrou benefício significativo para os tratamentos com ZESTRIL aos 6 meses ou ZESTRIL mais gliceril trinitrato por 6 semanas, indicando os efeitos preventivos para ZESTRIL. Como esperado para qualquer tratamento com vasodilatadores, o aumento das incidências de hipotensão e disfunção renal estão associados ao tratamento com ZESTRIL mas não estão associados a um aumento proporcional da mortalidade (Gissi-3 study Investigators. Lancet 1994; 343: 115-22; Gissi-3 study Investigators. Am J Coll Cardiol 1996; 27: 337-44).
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus
Pode-se prevenir praticamente todas as complicações do diabetes com os inibidores da ECA. Em pacientes portadores de diabetes do tipo I e microalbuminúria, que receberam lisinopril apresentaram um risco menor de progressão para macroalbuminúria e esse efeito se manteve quando ajustado para as variações na pressão arterial. Houve também a diminuição do risco para progressão em pacientes já com macroalbuminúria.

O tratamento com inibidores da ECA está associado a menores níveis de fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) em pacientes portadores de retinopatia proliferativa diabética e estudos sugerem um forte potencial de uso dos inibidores da ECA no tratamento da retinopatia diabética. (Bell DSH Endocr Prac 2001; 7: 59-63; Chaturvedi-N et al. Lancet 1997; 351 (9095): 28-31; Hogeboom van Buggenum IM et al. Diabetologia 2002; 45: 203-209; Moravski C J et al. Am J Pathol. 2003; 162: 151-160).
Em um estudo clínico duplo-cego, randomizado, multicêntrico o qual comparou ZESTRIL com um bloqueador dos canais de cálcio em 335 pacientes hipertensos e com diabetes tipo 2 com nefropatia incipiente caracterizada pela microalbuminúria, ZESTRIL 10 a 20 mg administrado uma vez ao dia por 12 semanas, reduziu pressão sistólica/diastólica em 13/10 mmHg e valor de excreção urinária de albumina em 40%. Quando comparado com bloqueadores dos canais de cálcio, os quais produzem uma redução similar da pressão sanguínea, todos os pacientes tratados com ZESTRIL mostraram uma redução significativamente maior nos níveis de excreção urinária de albumina, demonstrando que a ação inibitória da ECA de ZESTRIL reduziu a microalbuminúria por um mecanismo direto nos tecidos renais além do seu efeito hipotensor (Agardh CD et al. J Hum Hypertens 1996; 10: 185-92).

 

3. INDICAÇÕES
Hipertensão: ZESTRIL é indicado para o tratamento da hipertensão essencial e renovascular. Pode ser usado como monoterapia ou associado a outras classes de agentes anti-hipertensivos.
Insuficiência Cardíaca Congestiva: ZESTRIL também é indicado para o controle da insuficiência cardíaca congestiva, como tratamento adjuvante com diuréticos e, quando apropriado, digitálicos. Doses elevadas reduzem o risco de mortalidade e hospitalização.
Infarto Agudo do Miocárdio: ZESTRIL é indicado para o tratamento de pacientes hemodinamicamente estáveis que sofreram infarto agudo do miocárdio nas últimas 24 horas, para prevenir o desenvolvimento subsequente de disfunção do ventrículo esquerdo ou insuficiência cardíaca, além de melhorar a sobrevida. Os pacientes devem receber, apropriadamente, o tratamento padrão recomendado tal como: trombolíticos, ácido acetilsalicílico e beta-bloqueadores.
Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus: ZESTRIL reduz a taxa de excreção urinária de albumina em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes e em pacientes diabéticos hipertensos não insulino-dependentes que apresentam nefropatia incipiente caracterizada por microalbuminúria. ZESTRIL reduz o risco de progressão de retinopatia em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes.

 

4. CONTRA-INDICAÇÕES
ZESTRIL é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade ao lisinopril ou aos outros componentes da fórmula, em pacientes com história de edema angioneurótico relacionado ao tratamento prévio com inibidor da ECA, e no segundo e terceiro trimestres de gestação (ver item Advertências).

 

5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Modo de usar
ZESTRIL 20 mg deve ser administrado inteiro. ZESTRIL 5 mg e 10 mg são comprimidos sulcados e podem ser divididos.
ZESTRIL deve ser administrado no mesmo horário todos os dias. A absorção dos comprimidos de ZESTRIL não é afetada por alimentos e os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. A dose pode ser ajustada de acordo com a resposta hipotensora.
Cuidados de conservação depois de aberto
Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.

 

6. POSOLOGIA
A dose recomendada de ZESTRIL é de uma dose única diária por via oral. A dose pode ser ajustada de acordo com resposta hipotensora.
Hipertensão Essencial
Em pacientes com hipertensão essencial, a dose inicial recomendada é de 10 mg uma vez ao dia. A dose usual de manutenção efetiva é de 20 mg administrados uma vez ao dia. Em geral, se o efeito terapêutico desejado não puder ser alcançado em um período de 2 a 4 semanas em um certo nível de dosagem, a dose pode ser aumentada. A dose máxima usada por longo prazo em estudos clínicos controlados foi de 80 mg por dia. Doses iniciais menores são necessárias na presença de comprometimento da função renal, em pacientes nos quais a terapêutica diurética não possa ser descontinuada, em pacientes depletados de volume e/ou sal e em pacientes com hipertensão renovascular.
Pacientes Tratados com Diuréticos
Pode ocorrer hipotensão sintomática após o início da terapia com ZESTRIL. Isto é mais provável em pacientes que estejam sendo tratados concomitantemente com diuréticos. Recomenda-se precaução, pois estes pacientes podem estar depletados de volume e/ou sal. A terapêutica diurética deve ser descontinuada dois a três dias antes de iniciar a administração de ZESTRIL. Em pacientes hipertensos nos quais os diuréticos não possam ser descontinuados, a terapia com ZESTRIL deve ser iniciada com a dose de 5 mg. A dose subsequente de ZESTRIL deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial. Se necessário, a terapêutica diurética pode recomeçar.

 

Pacientes com Insuficiência Renal
A posologia em pacientes com insuficiência renal deve ser baseada na depuração de creatinina.

 

Depuração de Creatinina (ml/min)
Dose inicial (mg/dia)
< 10 ml/min (incluindo pacientes em diálise)
2,5 mg/dia*
10 – 30 ml/min
2,5 – 5 mg/dia
31 – 80 ml/min
5 – 10 mg/dia
* A posologia e/ou a frequência de administração devem ser ajustadas de acordo com a resposta da pressão arterial.
A dose pode ser titulada gradativamente até que seja obtido controle da pressão arterial, com o máximo de 40 mg/dia.

 

Hipertensão Renovascular
Alguns pacientes com hipertensão renovascular, especialmente aqueles com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria renal em rim único, podem desenvolver resposta exagerada à primeira dose de ZESTRIL. Portanto, recomenda-se uma dose inicial de 2,5 mg ou 5 mg. A partir daí, a dose pode ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial.

 

Insuficiência Cardíaca Congestiva
Como tratamento adjuvante com diuréticos e, onde apropriado, com digitálicos, ZESTRIL pode ser iniciado com dose inicial de 2,5 mg uma vez ao dia. Para reduzir o risco de mortalidade e hospitalização, a dose de ZESTRIL deve ser aumentada por incrementos de no máximo 10 mg, em intervalos de no mínimo 2 semanas, para a dose mais alta tolerada pelo paciente, no máximo de 35 mg uma vez ao dia. O ajuste da dose deve ser baseado na resposta clínica individual do paciente.
Pacientes com alto risco de apresentar hipotensão sintomática como, por exemplo, pacientes com depleção de sal, com ou sem hiponatremia, pacientes com hipovolemia ou que tenham recebido rigorosa terapêutica diurética, devem ter estas condições corrigidas, se possível, antes de iniciar a terapia com ZESTRIL. O efeito da dose inicial de ZESTRIL sobre a pressão arterial deve ser monitorado cuidadosamente.

 

Infarto Agudo do Miocárdio
O tratamento com ZESTRIL pode ser iniciado dentro de 24 horas após o início dos sintomas. A primeira dose de ZESTRIL é de 5 mg administrados oralmente, seguido de 5 mg após 24 horas, 10 mg após 48 horas e então 10 mg uma vez ao dia.
Pacientes com baixa pressão sistólica (120 mmHg ou menos) devem receber uma dose menor – 2,5 mg oralmente – quando o tratamento é iniciado ou durante os 3 primeiros dias após o infarto. Se ocorrer hipotensão (pressão sistólica menor ou igual a 100 mmHg), uma dose diária de manutenção de 5 mg pode ser administrada com 11
reduções temporárias a 2,5 mg, se necessário. Se ocorrer hipotensão prolongada (pressão sistólica menor que 90 mmHg por mais de uma hora), ZESTRIL deve ser descontinuado.
A administração deve continuar por 6 semanas. Pacientes que desenvolverem sintomas de insuficiência cardíaca devem continuar com ZESTRIL (ver “Insuficiência Cardíaca Congestiva”).
ZESTRIL é compatível com trinitrato de gliceril transdérmico ou intravenoso.

 

Complicações Renais e Retinianas de Diabetes Mellitus
Em pacientes diabéticos normotensos insulino-dependentes, a dose diária de ZESTRIL é de 10 mg uma vez ao dia. Essa dose pode ser aumentada para 20 mg uma vez ao dia, se necessário, para atingir a pressão diastólica, na posição sentada, inferior a 75 mmHg.
Em pacientes diabéticos hipertensos não insulino-dependentes, a dose é a mesma descrita acima para atingir uma pressão diastólica, na posição sentada, inferior a 90 mmHg.
Se o paciente esquecer de tomar uma dose de ZESTRIL, não é necessário tomar a dose esquecida, deve-se apenas tomar a próxima dose, no horário habitual.
Crianças: a segurança e a eficácia de ZESTRIL em crianças não foram estabelecidas.
Idosos: os estudos clínicos não demonstraram alterações na eficácia ou perfil de segurança relacionados à idade. Entretanto, quando a idade avançada está associada à diminuição da função renal, devem ser utilizadas as orientações enunciadas no Quadro l para determinar a dose inicial de ZESTRIL. A partir daí, a posologia deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial.

 

7. ADVERTÊNCIAS
Neutropenia/agranulocitose: o captopril, outro inibidor da enzima conversora da angiotensina, tem mostrado causar agranulocitose e depressão da medula óssea, raramente em pacientes não complicados, porém com maior frequência em pacientes com prejuízo da função renal, especialmente se estes possuírem também uma desordem vascular do colágeno. A avaliação de dados clínicos experimentais com lisinopril são insuficientes para demonstrar que este não cause agranulocitose em níveis semelhantes.
Experiência pós-lançamento do produto tem revelado raros casos de neutropenia e depressão da medula óssea na qual uma relação causal com o lisinopril não pode ser excluída. Em pacientes com distúrbios vascular do colágeno e renal, deve-se considerar a monitoração periódica da contagem de glóbulos brancos no sangue.
Hipotensão sintomática: hipotensão sintomática tem ocorrido raramente em pacientes com hipertensão não-complicada. Em pacientes hipertensos que estejam recebendo ZESTRIL, há maior probabilidade de ocorrer hipotensão se o paciente estiver depletado de volume, por exemplo, devido à terapia diurética, restrição dietética de sal, diálise, diarréia ou vômitos. Foi observada hipotensão sintomática em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, com ou sem insuficiência renal associada. É mais provável que isto ocorra em pacientes com graus mais graves de insuficiência cardíaca (uso de altas doses de diuréticos de alça, hiponatremia ou comprometimento da função renal). Em pacientes com risco elevado de hipotensão sintomática, o início da terapia e o ajuste da dose de ZESTRIL e/ou diurético devem ser monitorados sob cuidadosa supervisão médica. Considerações semelhantes aplicam-se aos pacientes com cardiopatia isquêmica ou doença vascular cerebral, nos quais a redução excessiva da pressão arterial poderia resultar em infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, deve receber infusão intravenosa de soro fisiológico. Uma resposta hipotensiva transitória não é uma contra-indicação ao tratamento, que pode continuar normalmente, uma vez que a pressão arterial aumentou após a expansão de volume.
Assim como outros vasodilatadores, ZESTRIL deve ser administrado com cautela a pacientes com estenose aórtica ou com cardiomiopatia hipertrófica.
Com o uso de ZESTRIL podem ocorrer decréscimos adicionais da pressão arterial sistêmica em alguns pacientes com insuficiência cardíaca congestiva que tenham pressão arterial normal ou baixa. Este efeito é previsto e, geralmente, não é razão para a interrupção do tratamento. Se a hipotensão se tornar sintomática, pode ser necessária a redução da dose ou a suspensão de ZESTRIL.
Hipotensão em infarto agudo do miocárdio: tratamento com lisinopril não deve ser iniciado no infarto agudo do miocárdio em pacientes sob risco de grave deterioração hemodinâmica após tratamento com um vasodilatador. Isto é em pacientes com pressão sistólica menor ou igual a 100 mmHg ou choque cardiogênico. Durante os 3 primeiros dias após o infarto, a dose deve ser reduzida caso a pressão sistólica seja menor ou igual a 120 mmHg. Doses de manutenção devem ser reduzidas a 5 mg ou temporariamente a 2,5 mg caso a pressão sistólica seja menor ou igual a 100 mmHg. Se a hipotensão persistir (pressão sistólica inferior a 90 mmHg por mais de uma hora) então ZESTRIL deve ser descontinuado.
Comprometimento da função renal: em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, a hipotensão que segue após o início da terapia com inibidores da ECA pode levar a algum comprometimento da função renal. Insuficiência renal aguda, normalmente reversível, foi observada nessa situação.
Em alguns pacientes com estenose da artéria renal bilateral ou estenose da artéria de rim único, que foram tratados com inibidores da ECA, foram observados aumentos da uréia sanguínea e da creatinina sérica, geralmente reversíveis com a interrupção da terapia. Isto é especialmente provável em pacientes com insuficiência renal. Se hipertensão renovascular também estiver presente, há um risco maior de ocorrer hipotensão grave e insuficiência renal. Nestes pacientes, o tratamento deve ser iniciado sob cuidadosa supervisão médica, com baixas doses e com uma cuidadosa titulação de dose. Uma vez que o tratamento com diuréticos pode ser um fator contribuinte para o caso acima, o mesmo deve ser descontinuado e a função renal deve ser monitorada durante as primeiras semanas de tratamento com ZESTRIL.
Alguns pacientes hipertensos sem doença vascular renal preexistente aparente desenvolveram aumentos de uréia sanguínea e creatinina sérica, geralmente pequenos e transitórios, especialmente quando ZESTRIL foi administrado concomitantemente a um diurético. Esta ocorrência é mais provável em pacientes com disfunção renal preexistente. Pode ser necessária a redução da dose e/ou interrupção do diurético e/ou de ZESTRIL.
No infarto agudo do miocárdio, o tratamento com lisinopril não deve ser iniciado em pacientes com evidência de disfunção renal, definida como concentrações de creatinina sérica excedendo 177 micromol/l e/ou proteinúria excedendo 500 mg/24h. Se a disfunção renal se desenvolver durante o tratamento com ZESTRIL (concentrações de creatinina sérica excedendo 265 micromol/l ou o dobro do valor do pré-tratamento), então o médico deve considerar a descontinuação de ZESTRIL.
Pacientes em hemodiálise: reações anafilactóides foram relatadas em pacientes que sofreram certos procedimentos de hemodiálise (por exemplo: com a membrana de alto fluxo AN 69 e durante aférese de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) com sulfato de dextrana) e tratados concomitantemente com um inibidor da ECA. Nesses pacientes deve ser considerado o uso de uma membrana de diálise diferente ou uma diferente classe de agentes anti-hipertensivos.
Hipersensibilidade/edema angioneurótico: edemas angioneuróticos de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe foram raramente relatados em pacientes tratados com inibidores da ECA, inclusive ZESTRIL. Isto pode ocorrer a qualquer momento durante o tratamento. Nesses casos, ZESTRIL deve ser descontinuado imediatamente e tratamento e monitoração adequados devem ser instituídos para assegurar o completo desaparecimento dos sintomas antes de liberar o paciente. Até mesmo nos casos sem dispnéia respiratória, onde somente o inchaço da língua está presente, os pacientes podem necessitar de observação prolongada, uma vez que o tratamento com anti-histamínicos e corticosteróides pode não ser suficiente.
Muito raramente, foram relatadas fatalidades com edema angioneurótico associado a edema de laringe e da língua. Pacientes com comprometimento de língua, glote ou laringe, que podem apresentar obstrução das vias aéreas, especialmente aqueles com um histórico de cirurgia das vias aéreas. Nestes casos, deve-se administrar imediatamente terapia de emergência, que pode incluir administração de adrenalina e/ou manutenção das vias desobstruídas. O paciente deve estar sob constante supervisão médica até a completa resolução dos sintomas ocorridos.
Pacientes com história de edema angioneurótico não relacionado a tratamento com inibidores da ECA podem estar sob risco maior de desenvolver edema angioneurótico enquanto estiverem recebendo um inibidor da ECA.
Pacientes diabéticos: em pacientes diabéticos tratados com agentes antidiabéticos orais ou insulina, o controle da glicemia deve ser cuidadosamente monitorado durante o primeiro mês de tratamento com ZESTRIL (ver item Interações Medicamentosas).
Dessensibilização: pacientes recebendo inibidores da ECA durante tratamento de dessensibilização (por exemplo: veneno de hymenoptera) apresentaram reações anafilactóides. Nos mesmos pacientes, essas reações foram evitadas com a descontinuação temporária dos inibidores da ECA, mas reapareceram com o reinício inadvertido da terapia.
Raça: inibidores da ECA causam uma maior taxa de angioedema em pacientes negros do que nos demais pacientes.
Inibidores da ECA podem ter um menor efeito na pressão arterial em pacientes negros hipertensos que nos demais pacientes hipertensos.
Tosse: foi relatada tosse com o uso de inibidores da ECA. Caracteristicamente, a tosse é não produtiva, persistente e se resolve após a descontinuação do tratamento. Tosse induzida por inibidores da ECA deve ser considerada como parte do diagnóstico diferencial da tosse.
Cirurgia/anestesia: em pacientes submetidos a grandes cirurgias ou sob anestesia com agentes que produzem hipotensão, ZESTRIL pode bloquear a formação de angiotensina II secundária à liberação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão e for considerada como decorrente deste mecanismo, pode-se corrigí-la através de expansão de volume.
Para informações referentes a ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal, ver item Posologia.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: quando dirigir veículos ou operar máquinas, deve-se levar em consideração que pode ocorrer ocasionalmente tontura ou fadiga durante o tratamento de hipertensão.

 

Uso durante a gravidez e lactação
Categoria de risco na gravidez: D.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

 

Gravidez
ZESTRIL é contra-indicado no segundo e terceiro trimestres de gestação (ver item “Contra-Indicações”). O uso de lisinopril durante o primeiro trimestre de gravidez não é recomendado. Quando a gravidez é detectada, lisinopril deve ser descontinuado o mais rápido possível.
Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando administrados a gestantes durante o segundo e terceiro trimestres. O uso de inibidores da ECA durante esse período foi associado com dano fetal e neonatal, incluindo hipotensão, disfunção renal, hipercalemia e/ou hipoplasia do crânio no recém-nascido. Oligoidrâmnio materno, presumivelmente representando diminuição da função renal fetal, ocorreu e pode resultar em contratura dos membros, deformações craniofaciais e desenvolvimento de pulmão hipoplástico.
Se ocorrer a exposição de ZESTRIL durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez exames de ultra-sonografia consecutivos devem ser realizados para avaliar o ambiente intra-amniótico. Entretanto, as pacientes e os médicos devem estar cientes de que o oligoidrâmnio pode não aparecer até que o dano causado ao feto seja irreversível. Recém-nascidos cujas mães receberam lisinopril devem ser observados atentamente quanto a hipotensão, oligúria e hipercalemia. O lisinopril, que atravessa a barreira placentária, tem sido removido da circulação neonatal por diálise peritoneal com algum benefício clínico e teoricamente pode ser removido por exsanguíneo transfusão.
Estes efeitos adversos ao embrião e ao feto aparentemente não resultam da exposição intra-uterina ao inibidor da ECA limitada ao primeiro trimestre de gravidez. Um estudo epidemiológico retrospectivo sugere que a exposição materna ao inibidor da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez, pode levar a um aumento do risco de má-formações, particularmente cardiovascular e do SNC. Caso o lisinopril seja usado durante o primeiro trimestre de gravidez, a paciente deve ser informada sobre o risco potencial para o feto.

 

Lactação
Não se sabe se o lisinopril é excretado no leite humano. Como muitos medicamentos são excretados no leite, deve-se ter cuidado se ZESTRIL for prescrito a lactantes.

 

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Ver item Posologia.

 

9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Diuréticos: quando um diurético é acrescentado à terapia com ZESTRIL o efeito anti-hipertensivo é geralmente potencializado. Pacientes que já utilizam diuréticos e especialmente aqueles nos quais a terapia diurética tenha sido recentemente instituída podem ocasionalmente apresentar excessiva redução da pressão arterial quando ZESTRIL é acrescentado. A possibilidade de hipotensão sintomática com ZESTRIL pode ser minimizada com a interrupção do diurético antes da introdução do tratamento com ZESTRIL.

 

Antidiabéticos: estudos epidemiológicos têm sugerido que a administração concomitante de inibidores da ECA e medicamentos antidiabéticos (insulina, agentes hipoglicemiantes orais) podem causar um aumento do efeito hipoglicemiante com risco de hipoglicemia. Este fenômeno aparece com mais frequência durante as primeiras semanas de tratamento combinado e em pacientes com insuficiência renal.
Suplementos de potássio, agentes poupadores de potássio ou substitutos do sal de cozinha contendo potássio: embora estudos clínicos demonstrem que o potássio sérico geralmente se mantém dentro dos limites normais, hipercalemia ocorreu em alguns pacientes. Os fatores de risco para o desenvolvimento da hipercalemia incluem insuficiência renal, diabetes mellitus e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (por ex.: espironolactona, triantereno ou amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal de cozinha contendo potássio. O uso destes agentes, especialmente em pacientes com comprometimento da função renal, pode levar a um aumento significativo do potássio sérico.
Se o uso concomitante de ZESTRIL com qualquer um dos agentes acima mencionados é julgado apropriado, eles devem ser feitos com cautela, e com monitoração frequente do potássio sérico.
Se ZESTRIL é administrado com um diurético depletor de potássio a hipocalemia induzida pelo diurético pode ser amenizada.

 

Lítio: assim como ocorre com outros fármacos que eliminam sódio, a eliminação de lítio pode ser diminuída. Portanto, os níveis séricos de lítio devem ser cuidadosamente monitorados se sais de lítio são administrados.

 

Ouro (por ex.: aurotiomalato de sódio): reações nitritóides (sintomas de vasodilatação incluindo rubor, náuseas, tontura e hipotensão que podem ser muito graves) foram relatadas com maior frequência em pacientes tratados com inibidores da ECA após aplicações de injeções de ouro (por exemplo, aurotiomalato de sódio).

 

Agentes anti-hipertensivos: quando combinado com outros agentes anti-hipertensivos, podem ocorrer quedas aditivas da pressão arterial.

 

Outros agentes: a indometacina pode diminuir a eficácia anti-hipertensiva de ZESTRIL quando administrados concomitantemente. Em alguns pacientes com comprometimento da função renal, que estão sendo tratados com antiinflamatórios não-esteroidais, a co-administração de lisinopril pode resultar em uma deterioração adicional da função renal.
ZESTRIL foi usado concomitantemente com nitratos sem evidências de interações adversas clinicamente significativas.

 

10. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Estudos clínicos
Em estudos clínicos controlados, ZESTRIL demonstrou ser geralmente bem tolerado. Na maioria dos casos, as reações adversas foram leves e transitórias.
As reações adversas clínicas mais frequentes observados com ZESTRIL em estudos clínicos controlados foram: tonturas, cefaléia, diarréia, fadiga, tosse e náuseas. Outras reações adversas menos frequentes incluem efeitos ortostáticos, inclusive hipotensão, erupções cutâneas e astenia. Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, doses elevadas de ZESTRIL podem predispor a sintomas relacionados à hipotensão (vertigem, síncope) e a alterações bioquímicas relacionadas à função renal comprometida (hipercalemia e creatinina sérica aumentada) como seria esperado com terapia com inibidor da ECA.
Pós comercialização
As seguintes definições de frequência são usadas: comum (≥ 1- < 10 %), incomum (≥ 0,1-< 1%), rara (≥ 0,01-< 0,1%) e muito rara (< 0,01%), incluindo relatos isolados.
Alterações do sistema linfático e sangue
Muito rara: depressão da medula óssea, anemia, trombocitopenia, leucopenia, agranulocitose e anemia hemolítica
Alterações do Metabolismo e nutrição
Incomum: hipercalemia
Rara: hiponatremia
Muito rara: hipoglicemia
Alterações psiquiátricas e do sistema nervoso
Comum: tontura e cefaléia
Incomum: alterações do humor, parestesia, vertigem, distúrbios do paladar e distúrbios do sono
Rara: confusão mental
Alterações cardíacas e vasculares
Comum: efeitos ortostáticos (incluindo hipotensão)
Incomum: infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral, possivelmente secundária à hipotensão grave em pacientes de alto risco, palpitações e taquicardia
Alterações repiratórias, torácicas e do mediastino
Comum: tosse
Incomum: rinite
Muito rara: broncoespasmo e sinusite
Alterações gastrointesinais
Comum: diarréia e vômito
Incomum: náusea, dor abdominal e indigestão
Rara: boca seca
Muito rara: pancreatite e angioedema intestinal
Alterações hepato-biliares
Muito rara: hepatite (colestática ou hepatocelular), icterícia e insuficiência hepática. Muito raramente, foram relatados que em alguns pacientes o desenvolvimento indesejável de hepatites tem progredido para insuficiência hepática. Pacientes recebendo ZESTRIL que desenvolveram icterícia ou elevação acentuada das enzimas hepáticas devem descontinuar o tratamento com ZESTRIL e receber acompanhamento médico apropriado.
Alterações da pele e tecido subcutâneo
Incomum: erupção cutânea, prurido
Rara: hipersensibilidade/edema angioneurótico (edema angioneurótico da face, extremidades, lábios, língua, glote, e/ou laringe), urticária, alopécia e psoríase
Muito rara: diaforese, pênfigo, necrólise epidermal tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme e pseudolinfoma cutâneo.
Um complexo de sintomas tem sido relatado os quais podem incluir um ou mais dos sintomas a seguir: febre, vasculite, mialgia, artralgia/artrites, um exame positivo para anticorpos antinucleares (ANA), aumento da velocidade de hemossedimentação (VHS), eosinofilia, leucocitose, erupções cutâneas, fotossensibilidade e outras manifestações dermatológicas.
Alterações renais e urinárias
Comum: disfunção renal
Rara: uremia e insuficiência renal aguda
Muito rara: oligúria/anúria
Alterações do sistema reprodutivo e mamas
Incomum: impotência
Alterações gerais e condições do local de aplicação
Incomum: fadiga e astenia

 

Avaliações laboratoriais
Incomum: aumento de uréia no sangue, aumento de creatinina sérica e aumento das enzimas hepáticas
Rara: diminuição de hemoglobina, diminuição de hematócrito e aumento de bilirrubina sérica

 

11. SUPERDOSE
Os sintomas de superdosagem podem incluir hipotensão grave, distúrbio eletrolítico e insuficiência renal. Depois da ingestão de uma superdosagem, o paciente deve ser cuidadosamente supervisionado. As medidas terapêuticas dependem da natureza e da gravidade dos sintomas. Medidas para prevenir a absorção e métodos para acelerar a eliminação devem ser empregados. Se ocorrer hipotensão grave, o paciente deve ser colocado em posição de choque e uma infusão intravenosa salina normal deve ser administrada rapidamente. O tratamento com angiotensina II (se disponível) pode ser considerado.
Os inibidores da ECA podem ser removidos da circulação por hemodiálise. O uso de membranas de diálise de poliacrilonitrila de alto fluxo deve ser evitado. Os eletrólitos séricos e a creatinina devem ser monitorados frequentemente.

 

12. ARMAZENAGEM
Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30°C).

 

IV) DIZERES LEGAIS
ZESTRIL 5 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.032-0
ZESTRIL 10 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.036-3
ZESTRIL 20 mg com 30 comprimidos: ANVISA/MS – 1.1618.0041.040-1
Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho – CRF-SP nº 19.097
Fabricado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 – Cotia – SP – CEP 06707-000
CNPJ 60.318.797/0001-00
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Indústria Brasileira
N° do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca.
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CDS 12.06
Julho/07 19