Bula do Zanidip 10 mg (Anti hipertensivo)

Zanidip-10-mgBula do Zanidip 10 mg:
cloridrato de lercanidipino

 

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÃO:
Comprimidos revestidos para uso oral de 10 mg: caixa com 20 ou 30.
Comprimidos revestidos para uso oral de 20 mg: caixa com 20.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO:
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) 10 mg: cada comprimido contém 10 mg de
cloridrato de lercanidipino (equivalente a 9,4 mg de lercanidipino) e excipientes q.s.p.
para 1 comprimido. Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina,
amidoglicolato de sódio, povidona, estearato de magnésio, hipromelose, talco, dióxido
de titânio, macrogol e óxido de ferro amarelo.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) 20 mg: cada comprimido contém 20 mg de
cloridrato de lercanidipino (equivalente a 18,8 mg de lercanidipino) e excipientes q.s.p.
para 1 comprimido. Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina,
amidoglicolato de sódio, povidona, estearato de magnésio, hipromelose, talco, dióxido
de titânio, macrogol e óxido de ferro vermelho.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. Como este medicamento funciona?
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é um medicamento que pertence à classe dos
antagonistas dos canais de cálcio. Sua substância ativa – lercanidipino – tem
propriedades anti-hipertensivas. Após sua ingestão oral, Zanidip
(cloridrato de
lercanidipino) apresenta ação anti-hipertensiva máxima entre 1,5 e 3 horas, persistindo
por 24 horas.

 

2. Por que este medicamento foi indicado?
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) foi prescrito a você pelo seu médico para o
tratamento da pressão sangüínea alta, também conhecida como hipertensão.

 

3. Quando não devo usar este medicamento?
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) não deve ser utilizado:
• Se você for sensível ou alérgico ao lercanidipino ou a qualquer ingrediente da
formulação, ou ainda tiver tido reações alérgicas a fármacos estritamente
relacionados ao Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) como anlodipino,
nicardipino, felodipino, isradipino, nifedipino ou lacidipino;

• Se você estiver grávida ou amamentando, ou caso você esteja desejando
engravidar e não estiver usando algum método contraceptivo.
• Se você estiver tomando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) e achar que pode
estar grávida, consulte seu médico.
• Se você estiver sofrendo de certas doenças cardíacas:
– Disfunção cardíaca descontrolada;
– Obstrução do fluxo sangüíneo que sai do coração;
– Angina instável (angina de repouso ou angina prévia progressiva);
– No período de um mês após a ocorrência de ataque cardíaco.
• Se você tiver problemas hepáticos ou renais graves.

 

Você não deve tomar Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) comprimidos:
– Se estiver tomando medicamentos que são inibidores da isoenzima
CYP3A4:
– Medicamentos antifúngicos (como cetoconazol ou itraconazol);
– Antibióticos macrolídeos (como eritromicina ou troleandomicina);
– Antivirais (como retronavir).
– Em conjunto com ciclosporina;
– Com grapefruit (toranja) ou suco de grapefruit.
Relatar ao seu médico se você apresenta alguma das condições listadas abaixo:
– Outras condições cardíacas específicas ou se você possui marcapasso;
– Problemas renais ou hepáticos, ou se você faz diálise;
– Se você tem intolerância à lactose, galactosemia ou síndrome de má
absorção de glicose/galactose, pois os comprimidos de Zanidip®
(cloridrato
de lercanidipino) 10 mg contêm 30 mg de lactose e os de Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) 20 mg, 60 mg.
O uso de Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) com outros medicamentos pode fazer
com que o efeito destes ou do Zanidip® (cloridrato de lercanidipino) aumente ou
diminua. Fale para seu médico, se você estiver tomando medicamentos que são
inibidores da isoenzima CYP3A4 (citados acima); beta-bloqueadores, diuréticos ou
inibidores da ECA (medicamentos para tratamento da hipertensão), apesar destes
poderem ser administrados seguramente com Zanidip® (cloridrato de lercanidipino);
cimetidina (mais de 800 mg, um medicamento para úlceras, indigestão ou pirose);
digoxina (um medicamento para o tratamento de problemas cardíacos); midazolam (um
medicamento que induz o sono); rifampicina (um medicamento para tratamento da
tuberculose); astemizol; terfenadina (um medicamento para alergias); amiodarona ou
quinidina (medicamento para tratamento do ritmo cardíaco acelerado); fenitoína ou
carbamazepina (medicamentos para epilepsia); medicamentos que diminuem a
resistência do organismo a doenças (como por exemplo, ciclosporina); informe também
se você estiver ingerindo grapefruit (toranja) ou suco de grapefruit.
A ingestão de bebidas alcoólicas durante o seu tratamento com Zanidip®
(cloridrato de
lercanidipino) comprimidos pode aumentar os efeitos deste medicamento; portanto,
você deve evitar ou reduzir estritamente o limite do seu consumo de bebidas alcoólicas.

Este medicamento deve ser administrado exclusivamente por via oral.
“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.”
“Este medicamento é contra-indicado na faixa etária abaixo de 18 anos”.
“Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações
indesejáveis”.
“Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum
outro medicamento”.
“Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para
a sua saúde”.

 

4. Como devo usar este medicamento?
O comprimido de Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) é revestido, circular, convexo e
liso nas duas faces. No entanto, o de 10 mg é amarelo claro e o de 20 mg, rosa.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser tomado de acordo com as instruções
fornecidas pelo seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Usualmente, a dose diária é de um comprimido revestido de Zanidip®
(cloridrato de
lercanidipino) 10 mg que deve ser tomado sempre no mesmo horário, preferencialmente
pela manhã pelo menos 15 minutos antes do café da manhã, porque refeições muito
gordurosas aumentam significantemente o nível sangüíneo do lercanidipino. Seu médico
deverá avisar você para aumentar a dose diária para um comprimido revestido de
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) 20 mg, quando for necessário.
Os comprimidos deverão ser engolidos preferencialmente com um pouco de água.
“Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento”.
“Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico”.
“Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o
aspecto do medicamento”.
“Este medicamento não pode ser partido ou mastigado”.

 

5. Quais os males que este medicamento pode causar?
Vários efeitos secundários podem ocasionalmente ocorrer. Você pode apresentar
vermelhidão, inchaço das pernas ou tornozelos, palpitações, dor de cabeça, tontura,
fraqueza. Algumas vezes, você pode ter distúrbios gastrintestinais (como azia, náusea,
vômitos, dor de estômago e diarréia), aumento do volume ou freqüência urinária,
erupção cutânea, fadiga, sonolência, dores musculares. Raramente, a pressão sangüínea
pode baixar (você pode sentir vertigens ou mesmo vir a desmaiar).
Aumentos reversíveis e isolados das enzimas hepáticas (transaminases) têm sido
relatados.
Tem sido relatado que os outros fármacos do grupo das diidropiridinas podem causar
inchaço das gengivas.
Em pacientes com angina, estes fármacos podem aumentar a freqüência e severidade da
angina. Se você apresentar algum destes problemas com Zanidip® (cloridrato de
lercanidipino), converse com seu médico imediatamente. Quando relatado algum efeito adverso, lembre de mencionar se você está tomando
algum outro medicamento, mesmo aqueles de uso ocasional.

 

6. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma
só vez?
Se você ingerir mais do que a dose prescrita pelo médico ou em caso de overdose,
procure ajuda médica imediatamente e, se possível, leve com você seus comprimidos ou
a embalagem do medicamento.
A dose correta excessiva pode fazer com que a pressão sangüínea torne-se muito baixa,
e o coração comece a bater irregularmente ou rapidamente. Isto pode levar também a
um estado de inconsciência.

 

7. Onde e como devo guardar este medicamento?
Como todo medicamento, Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser mantido na
sua embalagem original até sua total utilização e conservado em temperatura ambiente
(entre 15 e 30 °C), protegido da luz e umidade.
Prazo de validade: 24 meses após a data de fabricação impressa na embalagem do
produto. Ao adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade. NUNCA USE
MEDICAMENTO COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO, pois as substâncias
podem estar alteradas e causar prejuízo para a sua saúde.

 

“Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças”

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas:
O cloridrato de lercanidipino, princípio ativo deste medicamento, pertence ao grupo
farmacoterapêutico dos bloqueadores seletivos do canal de cálcio.
O lercanidipino é um antagonista do cálcio do grupo das diidropiridinas que inibe o
influxo transmembrana do íon cálcio no interior dos músculos cardíaco e liso vascular.
O mecanismo de ação anti-hipertensiva do lercanidipino deve-se ao seu efeito relaxante
direto na musculatura vascular lisa, reduzindo, desta maneira, a resistência periférica
total.
Apesar da sua curta meia-vida plasmática, o lercanidipino é dotado de prolongada ação
anti-hipertensiva, devido ao seu alto coeficiente de partição na membrana bi-lipídica das
células musculares dos vasos sanguíneos, e é destituído de efeito inotrópico negativo
devido a sua alta seletividade vascular.

 

Uma vez que a vasodilatação induzida pelo Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é
gradual no começo, hipotensão aguda com taquicardia reflexa foi raramente observada
em pacientes hipertensivos.
Assim como outras 1,4-diidropiridinas assimétricas, a ação anti-hipertensiva do
lercanidipino deve-se, principalmente, ao seu enantiômero (S).
Além disso, a análise dos estudos clínicos conduzidos para validar as indicações
terapêuticas demonstrou, num pequeno estudo não controlado, randomizado, realizado
com pacientes com hipertensão grave (média da pressão sangüínea diastólica de 114,5 ± 3,7 mmHg) mostrou que a pressão sangüínea foi normalizada em 40% dos 25 pacientes
que recebiam 20 mg/dia de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) e em 56% dos 25
pacientes que recebiam diariamente 10 mg duas vezes ao dia de Zanidip® (cloridrato de
lercanidipino). Num outro estudo, duplo-cego, randomizado, controlado versus placebo
em pacientes com hipertensão sistólica isolada, Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino)
foi eficaz em reduzir a pressão sangüínea sistólica de valores iniciais médios de 172,6 ±
5,6 mmHg para 140,2 ± 8,7 mmHg.

 

Propriedades Farmacocinéticas:
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) é completamente absorvido após administração
oral de 10-20 mg, e os picos plasmáticos são, respectivamente, 3,30 ng/ml ± 2,09 e 7,66
ng/ml ± 5,90, e ocorrem entre 1,5 a 3 horas após a administração.
Os dois enantiômeros de lercanidipino mostram um perfil similar de níveis plasmáticos:
o tempo para alcançar o pico da concentração plasmática é o mesmo, o pico da
concentração plasmática e área sob a curva (AUC) são, em média, 1,2 vezes mais alto
para o enantiômero (S) e a meia-vida de eliminação dos dois enantiômeros é
essencialmente a mesma. Nenhuma interconversão in vivo dos enantiômeros foi
observada.
Devido ao alto metabolismo de primeira passagem, a biodisponibilidade absoluta de
Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) administrado oralmente, após a alimentação, a
pacientes sadios, é cerca de 10%, entretanto ela é reduzida a 1/3 quando a administração
ocorre em jejum.
A disponibilidade por via oral do lercanidipino aumenta 4 vezes quando este é ingerido
em um período de até 2 horas após uma refeição com alto teor de gordura.
A distribuição plasmática para os tecidos e órgãos é ampla e rápida.
A taxa de ligação às proteínas plasmáticas do lercanidipino é superior a 98%. Como o
nível destas proteínas apresenta-se reduzido em pacientes com grave insuficiência renal
ou hepática, a fração livre de lercanidipino nestes pacientes pode estar aumentada.
O lercanidipino é amplamente metabolizado no fígado, pela CYP3A4. O fármaco
inalterado não é encontrado na urina ou nas fezes. O lercanidipino é,
predominantemente, convertido a metabólitos inativos, dos quais cerca de 50% são
excretados na urina.
Experimentos in vitro com microssomos hepáticos humanos demonstraram que
lercanidipino apresenta vários graus de inibição de CYP3A4 e CYP2D6, nas
concentrações de 160 e 40 vezes, respectivamente, mais altas que aquelas atingidas do
pico plasmático depois de doses de 20 mg.
Além disso, estudos de interação em humanos mostraram que lercanidipino não
modificou os níveis plasmáticos de midazolam, um substrato típico de CYP3A4, ou de
metoprolol, um substrato típico de CYP2D6. Entretanto, inibição da biotransformação
de fármacos metabolizados por CYP3A4 e CYP2D6 devido ao Zanidip®
(cloridrato de lercanidipino) não é esperada em doses terapêuticas.
A meia-vida de eliminação média final de 8-10 horas foi calculada e a atividade
terapêutica dura por 24 horas devido ao alto grau de ligação às membranas lipídicas.
Não se observou o acúmulo de lercanidipino após administrações repetidas.
A administração oral de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) leva a níveis plasmáticos
de lercanidipino indiretamente proporcionais à dose (cinética não linear). Após a administração de 10, 20 ou 40 mg de lercanidipino, os picos de concentração plasmática observadas foram na proporção de 1:3:8 e as áreas das curvas de concentração plasmática versus tempo, na proporção de 1:4:18, sugerindo uma progressiva saturação do metabolismo de primeira passagem. Conseqüentemente, a disponibilidade da droga aumenta com a elevação da dose.
Em pacientes idosos ou portadores de insuficiência renal ou hepática leve ou moderada,
o perfil farmacocinético do lercanidipino mostrou-se similar ao observado na população
geral de pacientes. Pacientes com insuficiência renal grave ou dependente de diálise
apresentaram níveis mais elevados do fármaco (cerca de 70%). Em pacientes com
insuficiência hepática moderada ou grave é provável que ocorra o aumento da
biodisponibilidade sistêmica de lercanidipino, pois este, em condições normais, é
extensivamente metabolizado pelo fígado.

 

Segurança pré-clínica:
Os estudos de segurança farmacológica em animais demonstraram que o lercanidipino
em doses terapêuticas não apresentou nenhum efeito sobre o sistema nervoso autônomo,
sistema nervoso central e nas funções gastrintestinais.
Os efeitos significativos observados em estudos de longo prazo em ratos e cachorros
estavam relacionados, direta ou indiretamente, aos efeitos conhecidos dos antagonistas
de cálcio em altas doses, refletindo predominantemente uma atividade farmacodinâmica
exagerada.
O lercanidipino não foi genotóxico e nem apresentou riscos carcinogênicos.
A fertilidade e o desempenho reprodutivo geral em ratos não foram afetados durante o
tratamento com lercanidipino.
Não há evidências de qualquer efeito teratogênico em ratos ou coelhos; porém, altas
doses de lercanidipino, em ratos, induziram perdas pré e pós-implantação e atraso no
desenvolvimento fetal.
O cloridrato de lercanidipino, quando administrado em doses altas (12 mg/Kg/dia)
durante o parto, provocou distocia.
A distribuição de lercanidipino e/ou seu metabolismo em animais em fase de gestação e
sua excreção junto ao leite materno não foram investigados.
Os metabólitos de lercanidipino não foram avaliados separadamente nos estudos de
toxicidade.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Vide CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS (Propriedades Farmacodinâmicas /
Propriedades Farmacocinéticas / Segurança pré-clínica)

 

INDICAÇÕES
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é indicado para o tratamento de hipertensão
essencial leve a moderada.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Zanidip (cloridrato de lercanidipino) é contra-indicado a pacientes com
conhecida hipersensibilidade a substância ativa, a qualquer diidropiridina
ou a qualquer componente da formulação. Não deve ser utilizado na gravidez e lactação, em mulheres em idade fértil, a não ser que estejam
utilizando algum método contraceptivo eficaz.
Também é contra-indicado em pacientes com obstrução das vias de saída do
ventrículo esquerdo, angina pectoris instável, grave insuficiência renal ou
hepática, insuficiência cardíaca congestiva não tratada ou até um mês após a
ocorrência de infarto do miocárdio.
A co-administração com inibidores fortes de CYP3A4, ciclosporina e suco de
toranja (grapefruit) também é contra-indicada.

 

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser administrado sempre no mesmo horário,
preferencialmente pela manhã pelo menos 15 minutos antes do café da manhã. Os
comprimidos deverão ser engolidos preferencialmente com um pouco de água.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser mantido na sua embalagem original até
sua total utilização e conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C), protegido
da luz e umidade.
O prazo de validade deste medicamento é de 24 meses após a data de fabricação
impressa na embalagem do produto.

 

POSOLOGIA
A posologia recomendada é de 10 mg, uma vez ao dia, pelo menos 15 minutos antes das
refeições, podendo ser aumentada para 20 mg, dependendo da resposta individual do
paciente.
O ajuste na dose deve ser feito gradualmente, pois pode levar cerca de 2 semanas antes
que o efeito anti-hipertensivo máximo seja atingido.
Alguns indivíduos, que não foram adequadamente controlados com um único agente
anti-hipertensivo, podem ser beneficiados com a adição de Zanidip
(cloridrato de
lercanidipino) ao tratamento com uma droga beta-bloqueadora (atenolol), um diurético
(hidroclorotiazida) ou inibidores da enzima conversora de angiotensina (captopril ou
enalapril).
Uma vez que a curva dose-resposta tem uma inclinação acentuada com platô entre as
doses de 20 e 30 mg, é improvável que a eficácia do medicamento seja melhorada com
a utilização de doses maiores; ao passo que a probabilidade do aparecimento de efeitos
colaterais pode aumentar.
Uso em idosos: embora os dados farmacocinéticos e a experiência clínica sugiram que
não é necessário nenhum ajuste da dose diária, deve-se ter um cuidado especial ao
iniciar o tratamento em idosos.
Uso em crianças: como não existe experiência clínica em pacientes menores de 18
anos, o uso em crianças não é recomendado.
Uso em Pacientes com Insuficiência Renal ou Hepática: ver Advertências. ADVERTÊNCIAS
Deve-se ter cuidado especial quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é utilizado
em pacientes com síndrome do seio enfermo (se não houver um marcapasso in situ).
Embora estudos de controle hemodinâmico tenham revelado que lercanidipino não é
prejudicial às funções ventriculares, pacientes com disfunção do ventrículo esquerdo
requerem atenção especial. Foi sugerido que a utilização das diidropiridinas de curta
ação pode estar associada com o aumento do risco cardiovascular em pacientes com
doenças cardíacas isquêmicas. Apesar de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) possuir
ação de longa duração, é solicitado precaução nestes pacientes.
Algumas diidropiridinas podem raramente conduzir a dor precordial ou angina pectoris.
Muito raramente pacientes com angina pectoris pré-existente podem apresentar aumento
na freqüência, duração ou gravidade destes ataques. Casos isolados de infarto do
miocárdio podem ser observados.
Álcool deve ser evitado, pois pode potencializar os efeitos de fármacos anti-hipertensivo
vasodilatadores.
Indutores de CYP3A4 como os anticonvulsivantes (por exemplo, fenitoína,
carbamazepina) e rifampicina podem reduzir os níveis plasmáticos de lercanidipino e
portanto a eficácia deste pode ser menor do que esperado.
Cada comprimido de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) de 10 mg e 20 mg contém,
respectivamente, 30 mg e 60 mg de lactose e, portanto, não devem ser administrados em
pacientes com insuficiência de lactase LAPP, galactosemia ou síndrome da má absorção
de glicose/galactose.
“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.”

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em Idosos
Embora as informações sobre a farmacocinética e a experiência clínica sugiram que não
é necessário um ajuste da dose diária, deve-se tomar um cuidado especial ao iniciar o
tratamento em idosos.
Uso em Crianças
Não é recomendado que este medicamento seja administrado em pessoas com menos de
18 anos.
Uso em pacientes com insuficiência hepática ou renal
Cuidados especiais devem ser necessários quando o tratamento é iniciado em pacientes
com insuficiência renal leve ou moderada ou com insuficiência hepática. Entretanto, o
esquema de dosagem geralmente recomendado pode ser tolerado por estes subgrupos,
mas um aumento na dose para 20 mg diários deve ser introduzido com cuidado. O efeito
anti-hipertensivo pode ser intensificado em pacientes com insuficiência hepática e,
conseqüentemente, um ajuste na dose deve ser considerado.
Não é recomendado o uso de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) em pacientes com
insuficiência hepática grave ou com insuficiência renal grave (taxa de filtração
glomerular < 30 ml/min). Gravidez e lactação:
Estudos com lercanidipino não fornecem evidências dos efeitos teratogênicos em ratos e
coelhos e a performance reprodutiva em ratos não foi prejudicada. Contudo, uma vez
que não existe experiência clínica com lercanidipino na gravidez e lactação, e outros
compostos diidropiridínicos foram teratogênicos em animais, Zanidip
(cloridrato de
lercanidipino) não deve ser administrado durante a gravidez ou em mulheres férteis a
menos que seja empregado método adequado de contracepção. Devido à alta
lipofilicidade do lercanidipino, a passagem para o leite materno pode ser esperada. Por
esta razão, este medicamento não deve ser administrado em mães que estejam
amamentando.
Efeitos sobre a habilidade para dirigir veículos e/ou operar máquinas:
A prática clínica indica que é improvável que Zanidip
(cloridrato de lercanidipino)
prejudique a habilidade do paciente de dirigir veículos e/ou operar máquinas. Porém, os
pacientes que estejam fazendo uso de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) devem
tomar cuidado, pois podem apresentar vertigem, tontura, fraqueza, fadiga e, em raros
casos, sonolência.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Pelo fato de lercanidipino ser metabolizado pela enzima CYP3A4, a administração em
conjunto com inibidores e indutores de CYP3A4 pode fazer com que ocorra interação
com o metabolismo e eliminação do lercanidipino. A co-prescrição com inibidores de
CYP3A4 (por exemplo, cetoconazol, itraconazol, ritonavir, eritromicina,
troleandomicina) deve ser evitada. Um estudo de interações com cetoconazol mostrou
um aumento considerável dos níveis plasmáticos de lercanidipino (aumento de 15 vezes
da AUC e de 8 vezes de Cmáx para S-lercanidipino).
A co-administração de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) com indutores de
CYP3A4, como os anticonvulsivantes (por exemplo, fenitoína, carbamazepina) e
rifampicina, deve ser introduzida com cautela uma vez que os efeitos anti-hipertensivos
podem estar reduzidos e a pressão sangüínea deve ser monitorada mais freqüentemente
que o habitual.
Um estudo de interação com fluoxetina (um inibidor de CYP2D6 e CYP3A4),
conduzido em voluntários entre 58 e 72 anos, não mostrou nenhuma modificação clínica
significativa da farmacocinética de lercanidipino.
A ciclosporina e lercanidipino não devem ser administrados juntamente. Neste caso,
observa-se aumento dos níveis plasmáticos tanto da ciclosporina como de lercanidipino.
Um estudo com voluntários jovens e sadios mostrou que quando a ciclosporina foi
administrada 3 horas antes da administração de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino),
os níveis plasmáticos de lercanidipino não foram atingidos, enquanto que a AUC da
ciclosporina foi aumentada em 27%. Contudo, a co-administração de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) com ciclosporina causou um aumento de 3 vezes no nível
de lercanidipino e um aumento de 21% da AUC de ciclosporina.
O lercanidipino não deve ser ingerido com suco de toranja (grapefruit). Como ocorre
com outras diidropiridinas, o metabolismo de lercanidipino é sensível a este suco,
ocorre aumento de sua disponibilidade e do efeito hipotensivo. Quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) foi administrado na dose de 20 mg
juntamente com midazolam em idosos, a absorção de lercanidipino aumentou (em cerca
de 40%) e a taxa de absorção diminuiu (tmáx foi retardado de 1,75 para 3 horas). As
concentrações de midazolam não foram modificadas.
Deve-se ter precaução quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) é prescrito
juntamente com outros substratos de CYP3A4, como terfenadina, astemizol, fármacos
antiarrítmicos da classe III como amiodarona, quinidina.
Quando Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) foi administrado juntamente com
metoprolol, um beta-bloqueador eliminado principalmente pelo fígado, a
biodisponibilidade deste não foi alcançada enquanto que a de lercanidipino foi reduzida
em cerca de 50%. Este efeito deve ser devido a redução do fluxo sangüíneo causado
pelos beta-bloqueadores e deve conseqüentemente ocorrer com outras drogas desta
classe. Conseqüentemente, lercanidipino pode ser administrado com segurança com
drogas bloqueadoras beta-adrenoceptoras. Mas ajustes na dose podem ser necessários.
A administração concomitante de doses de 800 mg de cimetidina não causa
modificações significativas nos níveis plasmáticos de lercanidipino, mas é necessário
cuidado com altas doses uma vez que a biodisponibilidade e o efeito hipotensivo de
lercanidipino pode estar aumentado.
A co-administração de 20 mg de lercanidipino em pacientes cronicamente tratados com
beta-metildigoxina não mostrou evidência de interação farmacocinética. Voluntários
sadios tratados com digoxina seguido de 20 mg de lercanidipino tiveram um rápido
aumento médio de 33% no Cmáx de digoxina, enquanto que o clearance renal e AUC
não foram modificados. Pacientes em tratamentos concomitantes com digoxina devem
ser monitorados clinicamente e rigorosamente pelos sinais de toxicidade de digoxina.
Quando uma dose de 20 mg de Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) foi repetidamente
co-administrado com 40 mg de sinvastatina, o AUC de lercanidipino não foi
significantemente modificado, enquanto que o AUC de sinvastatina aumentou em cerca
de 56% e do seu metabólito ativo em cerca de 28%. É improvável que estas mudanças
sejam de importância clínica. Nenhuma interação é esperada quando lercanidipino é
administrado pela manhã e sinvastatina à noite, como indicado para cada fármaco.
A co-administração de 20 mg de lercanidipino em voluntários sadios em jejum não
altera a farmacocinética de varfarina.
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) tem sido administrado com segurança com
diuréticos e inibidores da enzima conversora de angiotensina.
O uso concomitante com álcool não é recomendado, pois pode ocorrer potencialização
dos efeitos de fármacos anti-hipertensivo vasodilatadores.

 

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Cerca de 1,8% dos pacientes tratados apresentaram reações adversas.
Os efeitos colaterais mais comumente observados foram dor de cabeça,
vertigem, edema periférico, taquicardia, palpitações, vermelhidão, com uma
freqüência menor de 1%.
De acordo com a classificação da incidência das Reações Adversas,
proposta pela OMS o paciente pode apresentar algumas das seguintes
reações: Raras (> 1/10.000 < 1/1.000)
– Pele e Anexos: rash
– Sistema Músculo-esquelético: mialgia
– Psiquiátricas: sonolência
– Gastrintestinal: náusea, dispepsia, diarréia, dor abdominal,
vômitos
– Miocárdio, endocárdio, pericárdio e válvula: angina pectoris
– Sistema urinário: poliúria
– Gerais: astenia e fadiga
Incomuns (> 1/1.000 < 1/100)
– Sistema nervoso central e periférico: dor de cabeça, vertigem
– Cardiovasculares (geral): edema periférico
– Freqüência cardíaca / Ritmo cardíaco: taquicardia, palpitações
– Vascular (extracardíaca): rubor

 

SUPERDOSE
Após a comercialização do medicamento, dois casos de superdose foram relatados (150
mg e 280 mg de lercanidipino, respectivamente, ingeridos numa tentativa de cometer
suicídio). O primeiro paciente apresentou sonolência e foi tratado através de lavagem
gástrica. O segundo paciente desenvolveu choque cardiogênico com isquemia grave do
miocárdio e insuficiência renal moderada e foi tratado com altas doses de
catecolaminas, furosemida, digitálicos e dilatadores parenterais de plasma. Ambos os
casos foram resolvidos sem seqüelas.
Como para outros compostos diidropiridínicos, pode ser que a superdose resulte em
excessiva vasodilatação periférica, com hipotensão acentuada e taquicardia reflexa. No
caso de hipotensão grave, bradicardia e inconsciência, suporte cardiovascular pode ser
necessário, com administração intravenosa de atropina para a bradicardia.
Em vista do prolongado efeito farmacológico de lercanidipino, é essencial que o estado
cardiovascular do paciente que tomou a superdose seja monitorado por pelo menos 24
horas. Não há informação sobre valores da diálise. Uma vez que o lercanidipino é
altamente lipofílico, é muito provável que os níveis plasmáticos não indiquem a duração
do período de risco e a diálise pode não ser efetiva.

 

ARMAZENAMENTO
Zanidip
(cloridrato de lercanidipino) deve ser mantido na sua embalagem original até
sua total utilização e conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C), protegido
da luz e umidade.

 

DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Data de fabricação, prazo de validade e nº do lote: Vide Cartucho.
Farm. Resp.: Dra. Clarice Mitie Sano Yui
CRF-SP nº 5.115
MS10 mg: 1.0181.0454
MS 20 mg: 1.0181.0513
Fabricado por:
MEDLEY S.A. Indústria Farmacêutica
Rua Macedo Costa, nº 55 – Campinas – SP
C.N.P.J. nº 50.929.710/0001-79
Indústria Brasileira
Sob licença de:
Recordati Industria Chimica e Farmaceutica S.p.A.
SIM – Serviço de Informações MEDLEY – 0800-729-8000
http://www.medley.com.br