Bula do Vigadexa (Antibiótico)

VigadexaBula do Vigadexa:
moxifloxacino 0,5%
cloridrato
fosfato de dexametasona 0,1%
Solução Oftálmica Estéril

 

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÃO:
Frasco plástico conta-gotas contendo 5 ml de Solução Oftálmica Estéril.
PRODUTO DE USO EXCLUSIVO EM ADULTOS. O USO EM CRIANÇAS REPRESENTA RISCO
À SAÚDE.

 

COMPOSIÇÃO:
Cada ml (aproximadamente 30 gotas) de VIGADEXA Solução Oftálmica Estéril contém:
Cloridrato de moxifloxacino 5,45 mg (equivalente a 5,0 mg de moxifloxacino base)
Fosfato dissódico de dexametasona 1,10 mg (equivalente a 1,0 mg de fosfato de dexametasona
ou 0,83 mg de dexametasona)
Veículo constituído por edetato dissódico diidratado, ácido bórico, cloreto de sódio, sorbitol,
tiloxapol, hidróxido de sódio / ácido clorídrico e água purificada q.s.p. 1,0 ml.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE:
AÇÃO DO MEDICAMENTO:
VIGADEXA Solução Oftálmica Estéril contém o antibiótico cloridrato de moxifloxacino, que destrói
as bactérias suscetíveis causadoras da infecção ocular e o antiinflamatório fosfato de
dexametasona (esteróide).

 

INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO:
VIGADEXA Solução Oftálmica Estéril é indicado no tratamento das infecções oculares e na
prevenção da inflamação e infecção bacteriana que podem ocorrer após cirurgia ocular.

 

RISCOS DO MEDICAMENTO:
Contra-indicações:
Você não deve usar VIGADEXA Solução Oftálmica se tiver glaucoma e/ou doença ocular com
afinamento da córnea ou esclera, se for alérgico a qualquer componente do produto ou em caso
de inflamação nos olhos causada por vírus, fungos ou micobactérias.
Advertências
Se você tiver qualquer reação alérgica deve parar de usar este medicamento e consultar o seu
médico. Se você usar esteróides por muito tempo poderá desenvolver glaucoma com dano ao
nervo óptico, defeito na percepção visual e no campo visual, catarata, ou você poderá aumentar o
risco de desenvolver infecções oculares secundárias. Nas doenças que causam o afinamento da
córnea ou da esclera (a parte branca do olho), há casos de perfuração com o uso de esteróides
oculares. Em condições agudas do olho, os esteróides podem esconder a infecção ou aumentar
as infecções existentes.
Precauções
Se você usar medicamentos contendo esteróides e antibióticos por muito tempo, podem aparecer
infecções na córnea causadas por fungos e/ou microrganismos resistentes podem se desenvolver.
Se ocorrer uma superinfecção você deve procurar o seu oftalmologista para iniciar uma terapia
adequada. Se você for alérgico a outros antibióticos semelhantes ao moxifloxacino poderá ter
reações alérgicas com o uso de VIGADEXA. Neste caso, você deve parar de usar o medicamento
e procurar orientação médica para indicação da terapia adequada.
VIGADEXA não deve ser utilizado durante a gravidez e amamentação, exceto sob orientação
médica. Informe seu médico se ocorrer gravidez ou iniciar amamentação durante o uso deste
medicamento.
VIGADEXA não foi estudado em crianças.
Informe o médico sobre o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Interações medicamentosas:
Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com VIGADEXA Solução Oftálmica.

 

MODO DE USO:
VIGADEXA é uma solução incolor a amarelo esverdeado.
Para prevenir a inflamação e a infecção pós-cirúrgica, pingue 1 gota da solução, 4 vezes por dia,
no olho a ser operado, começando 1 dia antes da cirurgia até 15 dias depois da cirurgia. No
tratamento das infecções oculares causadas por microrganismos suscetíveis, pingue 1 gota, 4
vezes por dia por até 7 dias ou conforme indicação médica.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do
medicamento.

 

REAÇÕES ADVERSAS:
As reações adversas que podem ocorrer com uso de corticosteróides são: glaucoma com lesão no
nervo óptico, defeitos na acuidade visual e no campo visual, formação de catarata, infecções
oculares secundárias, após supressão da resposta do hospedeiro e perfuração do globo ocular.
Os eventos adversos oculares relatados com maior freqüência com o uso da solução oftálmica de
moxifloxacino 0,5% foram conjuntivite, diminuição da percepção visual, olho seco, inflamação da
córnea, desconforto ocular, vermelhidão ocular, dor ocular, coceira ocular, hemorragia
subconjuntival e lacrimejamento. Estes eventos ocorreram em aproximadamente 1 a 6% dos
pacientes. Nos procedimentos cirúrgicos, alguns desses eventos são conseqüências da própria
cirurgia ocular. Eventos adversos não oculares relatados em 1 a 4% dos pacientes tratados com
solução oftálmica de moxifloxacino 0,5% foram: febre, aumento de tosse, infecção, otite média,
faringite, erupção cutânea e rinite.

 

ATENÇÃO: Este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e
segurança aceitáveis para a comercialização, efeitos não conhecidos e indesejáveis podem
ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

 

CONDUTA NA SUPERDOSE:
Se você colocar uma grande quantidade de VIGADEXA Solução Oftálmica nos olhos de uma só
vez, lave os olhos com água morna. Não pingue mais o produto até o horário da próxima dose. Se
você tomar o medicamento acidentalmente, procure orientação médica.

 

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO:
Você deve conservar o medicamento em temperatura ambiente (15 a 30 ºC). Para evitar
contaminação não encoste a ponta do frasco nos olhos e nem em outra superfície qualquer.
Feche bem o frasco depois de usar.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE:

 

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
VIGADEXA é uma Solução Oftálmica isotônica e estéril que combina cloridrato de moxifloxacino e
fosfato dissódico de dexametasona.
Pacientes que podem se beneficiar da terapia combinada tópica com um agente antibacteriano e
um agente antiinflamatório são aqueles que se submeteram à cirurgia ocular, como extração de
catarata e cirurgia refrativa. A instilação de um esteróide e de um antibiótico em associação é
benéfica nestes pacientes nas seguintes maneiras: o esteróide suprime a inflamação, enquanto
que o antibiótico controla a proliferação de bactérias suscetíveis potencialmente patogênicas e
também funciona profilaticamente. Muitas espécies de bactérias implicadas na endoftalmite póscirúrgica
são as mesmas espécies geralmente presentes na flora periocular.
Farmacocinética:
As concentrações plasmáticas de moxifloxacino foram medidas em indivíduos adultos saudáveis
do sexo masculino e feminino que receberam doses oculares tópicas bilaterais de Solução
Oftálmica de moxifloxacino 0,5%, três vezes por dia. A concentração média máxima (Cmax) no
estado de equilíbrio (2,7ng/ml) e os valores estimados da área sob a curva (ASC) de exposição
diária (45 ng hr/ml) foram 1.600 e 1.000 vezes menores que a Cmax média e ASC obtidas após
doses terapêuticas orais de 400 mg de moxifloxacino. A meia vida plasmática do moxifloxacino foi
estimada em 13 horas.
O fosfato de dexametasona é convertido rapidamente para dexametasona em humanos. Após a
administração tópica de uma única gota de Solução Oftálmica de Dexametasona 0,1%, em
pacientes submetidos à cirurgia de catarata, os níveis de dexametasona no humor aquoso, 90 a
120 minutos após a dose, foram em média de 31 ± 3,9 ng/mL.
Farmacodinâmica:
O mecanismo de ação do moxifloxacino e de outras fluorquinolonas involve a inibição da
topoisomerase IV e da DNA girase, enzimas requeridas na replicação, transcrição, reparo e
recombinação do DNA bacteriano. As fluorquinolonas agem preferencialmente na DNA girase das
bactérias Gram-negativas ao passo que nas bactérias Gram-positivas agem preferencialmente na
topoisomerase IV.
O moxifloxacino tem se mostrado ativo contra a maior parte das cepas dos seguintes
microorganismos, tanto in vitro como em infecções clínicas:
Microorganismos Aeróbicos Gram-positivos:
Corynebacterium species*
Micrococcus luteus*
Staphylococcus aureus
Staphylococcus epidermidis
Staphylococcus haemolyticus
Staphylococcus hominis
Staphylococcus warneri*
Streptococcus pneumoniae
Grupo dos Streptococcus viridans
Microorganismos Aeróbicos Gram-negativos:
Acinetobacter Iwoffii*
Haemophilus influenzae
Haemophilus parainfluenzae*
* A eficácia para este microorganismo foi estudada em menos de 10 pacientes com infecção.
O efeito antiinflamatório de corticosteróides, como a dexametasona, ocorre através da diminuição
da liberação do ácido aracdônico, bem como pela supressão de moléculas de adesão de célula
endotelial vascular, da ciclooxigenase e da expressão de citocina. Esta ação resulta em uma
liberação reduzida de mediadores pró-inflamatórios e adesão reduzida de leucócitos circulantes
ao endotélio vascular, prevenindo a passagem destes para o tecido ocular inflamado.
Adicionalmente, a redução da expressão da ciclooxigenase resulta na diminuição da produção de
prostaglandinas inflamatórias, as quais são conhecidas por causar quebra da barreira hematoaquosa
e extravasamento de proteínas plasmáticas no tecido ocular.

 

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA:
Em dois ensaios clínicos controlados, randomizados, duplos-cegos e multicêntricos, nos quais os
pacientes receberam 3 doses diárias durante 4 dias, a solução oftálmica de moxifloxacino 0,5%
produziu curas clínicas nos dias 5-6 em 66% a 69% dos pacientes em tratamento de conjuntivite
bacteriana. Os índices de sucesso microbiológico na erradicação dos patógenos básicos variaram
entre 84% a 94%. Deve ser observado que a erradicação microbiológica nem sempre está
correlacionada com os resultados clínicos de ensaios antiinfecciosos. Em dois estudos clínicos
duplos-cegos e randomizados, nos quais os pacientes foram tratados 4 vezes por dia com
VIGADEXA Solução Oftálmica Estéril, começando o tratamento no dia anterior à cirurgia e
continuando no dia da cirurgia e pelas 2 primeiras semanas após o período pós-operatório,
nenhum paciente desenvolveu infecção ocular.

 

INDICAÇÕES:
VIGADEXA Solução Oftálmica Estéril é indicado no tratamento de infecções oculares causadas
por microrganismos suscetíveis e na prevenção da inflamação e infecção bacteriana que podem
ocorrer após cirurgia ocular.

 

CONTRA-INDICAÇÕES:
Ceratite epitelial por herpes simples (ceratite dendrítica), vacínia, varicela e muitas outras doenças
virais da córnea e conjuntiva. Infecções oculares por micobactérias. Doenças micóticas oculares.
Hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou a outros derivados quinolônicos. Glaucoma
e/ou doenças com adelgaçamento da córnea e esclera.

 

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO.
Para evitar contaminação não tocar o conta-gotas. Conservar o produto em temperatura
ambiente.

 

POSOLOGIA:
Na prevenção da infecção e inflamação ocular pós-cirúrgica, instilar 1 gota, 4 vezes por dia, no
olho a ser operado, desde 1 dia antes da cirurgia até 15 dias depois da cirurgia. Nos pacientes
submetidos à cirurgia de catarata, no dia da cirurgia instilar a medicação imediatamente após a
cirurgia ocular. Nos pacientes submetidos à cirurgia refrativa pela técnica LASIK, no dia da cirurgia
instilar a medicação no mínimo 15 minutos após a cirurgia ocular.
Nas infecções oculares causadas por microrganismos suscetíveis, instilar 1 gota, 4 vezes por dia,
por até 7 dias ou conforme critério médico.

 

ADVERTÊNCIAS:
Exclusivamente para uso externo. Não injetar.
VIGADEXA Solução não deve ser injetado sob a conjuntiva, nem introduzido diretamente na
câmara anterior do olho.
Em pacientes tratados com quinolonas por via sistêmica, inclusive moxifloxacino, foram relatadas
reações de hipersensibilidade (anafiláticas) sérias e ocasionalmente fatais, algumas após a
primeira dose. Algumas reações foram acompanhadas de colapso cardiovascular, perda da
consciência, angioedema (incluindo edema da laringe, faringe, ou facial), obstrução das vias
aéreas, dispnéia, urticária e coceira. Em caso de reação alérgica ao moxifloxacino interromper o
uso do produto. Reações sérias de hipersensibilidade aguda podem exigir tratamento de
emergência imediato. Oxigênio e cuidados com as vias aéreas devem ser introduzidos sempre
que clinicamente indicados.
O uso prolongado de esteróides pode resultar em hipertensão ocular e/ou glaucoma, com dano ao
nervo óptico, alteração na acuidade visual e campo visual e formação de catarata subcapsular
posterior. A pressão intra-ocular deve ser rotineiramente avaliada. O uso prolongado pode
aumentar o risco de infecções oculares secundárias. Nas doenças que causam o afinamento da
córnea ou da esclera são conhecidos casos de perfuração com o uso de esteróides tópicos. Em
condições purulentas agudas do olho, os esteróides podem mascarar a infecção ou exacerbar as
existentes.

 

PRECAUÇÕES:
Gerais: O uso prolongado de quaisquer antibióticos pode resultar no desenvolvimento de
microrganismos resistentes, inclusive fungos. No caso de superinfecção deve-se instituir a terapia
adequada. Sempre que se julgar clinicamente necessário, deve ser feito o exame de
biomicroscopia e, quando apropriado, o exame de coloração por fluoresceína. Deve-se considerar
a possibilidade de infecções micóticas da córnea após administração prolongada.
Carcinogênese, Mutagênese e Diminuição da Fertilidade: Não foram realizados estudos de
longo prazo em animais para determinar o potencial carcinogênico do fosfato dissódico de
dexametasona e do moxifloxacino. Entretanto, em um estudo acelerado com iniciadores e
promotores, o moxifloxacino não foi carcinogênico em ratos que receberam, por até 38 semanas,
doses orais de 500 mg/kg/dia (aproximadamente 21.700 vezes maior que a dose oftálmica total
diária recomendada para humanos, para uma pessoa de 50 kg, na proporção de mg/kg).
O moxifloxacino não foi mutagênico em quatro cepas de bactérias usadas no ensaio de Ames de
reversão em Salmonella. Assim como ocorre com outras quinolonas, a resposta positiva
observada com o moxifloxacino na cepa TA 102, usando o mesmo ensaio, pode ser decorrente da
inibição da DNA girase. O moxifloxacino não foi mutagênico no ensaio de mutação genética de
células de mamíferos CHO/HGPRT. Um resultado equivocado foi obtido no mesmo ensaio quando
células v79 foram usadas. O moxifloxacino foi clastogênico no ensaio de aberração cromossômica
v79, porém não induziu síntese de DNA não programada em cultura de hepatócitos de ratos. Não
houve evidência de genotoxidade in vivo no teste de micronúcleos ou no teste do letal dominante
em camundongos.
O moxifloxacino não afetou a fertilidade de ratos machos ou fêmeas em doses orais de até 500
mg/kg/dia, aproximadamente 21.700 vezes maior que a dose oftálmica total diária recomendada
para humanos. Na dose oral de 500 mg/kg, houve alguns efeitos leves na morfologia do esperma
(separação entre cabeça e cauda) em ratos e no ciclo estrual de ratas.
Gravidez Categoria C: Em estudos com animais descobriu-se que os corticosteróides são
teratogênicos. A administração ocular de dexametasona 0,1% resultou em incidências de 15,6% e
32,3% de anormalidades fetais, em dois grupos de coelhas prenhes. Foram observados retarde
no crescimento fetal e aumento nas taxas de mortalidade na terapia crônica com dexametasona
em ratas.
O moxifloxacino não teve efeito teratogênico quando administrado em ratas prenhes durante a
organogênese em doses orais de até 500 mg/kg/dia (aproximadamente 21.700 vezes maior que a
dose oftálmica total diária recomendada para humanos). Entretanto, foram observados diminuição
do peso corporal do feto e um leve atraso no desenvolvimento do esqueleto do feto. Não houve
evidência de teratogenicidade quando macacas Cynomolgus prenhes receberam doses orais de
até 100 mg/kg/dia (aproximadamente 4.300 vezes maior que a dose oftálmica total diária
recomendada para humanos). Foi observada uma maior incidência de fetos menores na dose de
100 mg/kg/dia. Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas.
VIGADEXA Solução Oftálmica não deve ser usado por mulheres grávidas, a menos que seu uso
seja indispensável e os benefícios superem os riscos potenciais para o feto.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO.

 

Idosos: Não é necessária a alteração da posologia quando o produto é administrado em
pacientes idosos.
Crianças: A eficácia e segurança de VIGADEXA em pacientes pediátricos não foram
estabelecidas.
Lactantes: Corticosteróides administrados por via sistêmica aparecem no leite humano e podem
suprimir o crescimento, interferir na produção endógena de corticosteróides ou causar outros
efeitos adversos. Não se sabe se a administração tópica de corticosteróides pode resultar em
absorção sistêmica suficiente para produzir quantidades detectáveis no leite humano. Como
muitas drogas são excretadas no leite humano, recomenda-se ter cuidado quando VIGADEXA
Solução Oftálmica for administrado a mulheres lactantes.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS.
Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com VIGADEXA Solução Oftálmica.
Estudos in vitro indicam que o moxifloxacino não inibe as isoenzimas CYP3A4, CYP2D6,
CYP2C9, CYP2C19 ou CYP1A2, indicando que é improvável que o moxifloxacino altere a
farmacocinética das drogas metabolizadas por estas isoenzimas do citocromo P450.
Com base em estudos de administração sistêmica, os corticosteróides podem potencializar a
atividade dos barbituratos e antidepressivos tricíclicos e diminuir a atividade de
anticolinesterásicos, salicilatos e anticoagulantes. A relevância específica destas observações em
relação à administração oftálmica não foi estudada.

 

REAÇÕES ADVERSAS:
As reações adversas que podem ocorrer com uso de corticosteróides são: glaucoma com lesão no
nervo óptico, defeitos na acuidade e no campo visual, formação de catarata, infecções oculares
secundárias após supressão da resposta do hospedeiro e perfuração do globo ocular.
Os eventos adversos oculares relatados com maior freqüência com o uso da solução oftálmica de
moxifloxacino 0,5% foram conjuntivite, diminuição da acuidade visual, olho seco, ceratite,
desconforto ocular, hiperemia ocular, dor ocular, prurido ocular, hemorragia subconjuntival e
lacrimejamento. Estes eventos ocorreram em aproximadamente 1 a 6% dos pacientes. Nos
procedimentos cirúrgicos, alguns desses eventos são uma conseqüência da própria cirurgia
ocular. Eventos adversos não oculares relatados em 1 a 4% dos pacientes tratados com solução
oftálmica de moxifloxacino 0,5% foram: febre aumento de tosse, infecção, otite média, faringite,
erupção cutânea e rinite.

 

SUPERDOSE:
Em caso de superdose, lavar os olhos com água morna. Não instilar mais o produto até o horário
da próxima dose.

 

ARMAZENAGEM:
Conserve o produto em temperatura ambiente (15 a 30 ºC).

 

Lote, fabricação e validade: vide cartucho.

MS-1.0023.0268.001-4
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