Bula do Seretide Diskus (Antiasmático)

Seretide DiskusBula do Seretide® Diskus:
xinafoato de salmeterol
propionato de fluticasona

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
Seretide® Diskus é apresentado na forma de pó para aspiração, acondicionado em um dispositivo
plástico no formato de disco que contém um strip com 28 ou 60 doses.

 

Seretide® Diskus possui as seguintes apresentações:
Seretide® 50 mcg/100 mcg, com 28 ou 60 doses
Seretide® 50 mcg/250 mcg, com 28 ou 60 doses
Seretide® 50 mcg/500 mcg, com 28 ou 60 doses

 

COMPOSIÇÃO
Cada dose contém:
Seretide® Diskus 50 mcg/100 mcg
xinafoato de salmeterol …………………….. 72,5 mcg (equivalente a 50 mcg de salmeterol)
propionato de fluticasona ……………………100 mcg
excipiente: lactose q.s.p. ……………………. 1 dose

 

Seretide® Diskus 50 mcg/250 mcg
xinafoato de salmeterol ……………………… 72,5 mcg (equivalente a 50 mcg de salmeterol)
propionato de fluticasona …………………….250 mcg
excipiente: lactose q.s.p. ……………………. 1 dose

 

Seretide® Diskus 50 mcg/500 mcg
xinafoato de salmeterol ……………………….72,5 mcg (equivalente a 50 mcg de salmeterol)
propionato de fluticasona …………………….500 mcg
excipiente: lactose q.s.p. ……………………. 1 dose

 

USO ADULTO E PEDIÁTRICO (CRIANÇAS A PARTIR DE 4 ANOS DE IDADE).

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: Seretide® atua como broncodilatador de ação prolongada e como
antiinflamatório em doenças dos brônquios. Seretide® está indicado para tratamento de manutenção
das doenças obstrutivas reversíveis do trato respiratório, entre elas a asma, em adultos e crianças, e
para tratamento de manutenção da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), inclusive de
bronquite crônica e enfisema.

Cuidados de armazenamento: mantenha o medicamento na embalagem original, em temperatura
ambiente (entre 15ºC e 30ºC) e protegido da umidade.

 

Prazo de validade: o prazo de validade é de 18 meses. Não utilize medicamentos que estejam fora
do prazo de validade, pois o efeito desejado pode não ser obtido.

 

Gravidez e lactação: informe seu médico da ocorrência de gravidez ou se está amamentando, na
vigência do tratamento ou após o término.

 

Cuidados de administração: siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as
doses e a duração do tratamento.

 

Instruções de uso: antes de usar Seretide®, leia atentamente as instruções abaixo.
ATENÇÃO:
1) O APARELHO DISKUS NÃO EMITE SPRAY OU JATO DE AR.
2) O APARELHO DISKUS FUNCIONA POR ASPIRAÇÃO (“PUXAR O AR”). O PÓ PODE

 

NÃO TER GOSTO, E POR ISSO PODE SER QUE VOCÊ NÃO SINTA QUE USOU O
MEDICAMENTO.

Interrupção do tratamento: não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Reações adversas: informe seu médico do aparecimento de reações desagradáveis, como irritação
na garganta, candidíase (“sapinho”) na boca e na garganta e palpitações.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: informe seu médico sobre qualquer outro
medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

 

Contra-indicações: o uso de Seretide® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade
conhecida a qualquer componente da fórmula.
Habilidade de dirigir e operar máquinas: atualmente, não existem dados disponíveis que sugiram
que Seretide® influencie a capacidade para dirigir veículos ou operar máquinas.

 

NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO
PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

PROPRIEDADES FARMACODINÂMICAS
Estudos clínicos com salmeterol
Asma
Um estudo clínico multicêntrico com salmeterol (SMART) realizado nos Estados Unidos comparou, no
que diz respeito à segurança, salmeterol com placebo, adicionados à terapia usual. Não houve
diferenças significativas no objetivo primário, ou seja, na combinação entre mortes relacionadas a
problemas respiratórios e eventos respiratórios com risco à vida. O estudo demonstrou um aumento
significativo do número de mortes relacionadas à asma em pacientes que recebiam salmeterol (13
mortes em 13.176 pacientes tratados por 28 semanas com salmeterol, versus 3 mortes em 13.179
pacientes tratados com placebo). O SMART não foi desenhado para avaliar o impacto do uso
concomitante de corticosteróides inalatórios. Entretanto, análises post-hoc mostraram não haver
diferença significativa entre os grupos de tratamento no que se refere a mortes relacionadas à asma
nos pacientes que usavam corticosteróides inalatórios desde o início (4/6.127 com salmeterol versus
3/6.138 com placebo). O número de mortes relacionadas à asma em grupos que não usavam
corticosteróides inalatórios foi de 9/7.049 com salmeterol, versus 0/7.041 com placebo. Outra
metanálise, de 42 estudos clínicos, que envolveu 8.030 pacientes tratados com Seretide® e 7.925
tratados com propionato de fluticasona, não demonstrou diferença estatística significativa entre
salmeterol combinado a propionato de fluticasona e propionato de fluticasona isolado com relação a
eventos respiratórios graves ou hospitalizações relacionadas à asma.

 

Estudos clínicos com salmeterol/propionato de fluticasona

Asma

Um estudo de grande porte, com duração de 12 meses (GOAL, de Gaining Optimal Asthma ControL,
ou Adquirindo o Controle Ideal da Asma), em 3.416 pacientes com asma comparou a eficácia e a
segurança de Seretide® com relação a um corticosteróide inalatório em monoterapia, na obtenção de
níveis predefinidos de controle da asma. A dose usada foi aumentada a cada 12 semanas até que o
**“controle total” (definido no estudo como remissão dos sintomas da asma durante pelo menos sete
das últimas oito semanas de tratamento) fosse alcançado ou até que a dose mais alta da medicação
do estudo fosse atingida. O estudo mostrou que:
• 71% dos pacientes tratados com Seretide® atingiram o status de asma *“bem controlada”, de
acordo com os critérios definidos pela Iniciativa Global pela Asma (GINA, de Global INitiative for
Asthma), em comparação a 59% dos tratados com corticosteróide inalatório em monoterapia;
• 41% dos pacientes tratados com Seretide® atingiram o **“controle total”, definido no estudo como
a remissão dos sintomas da asma, em comparação a 28% dos pacientes tratados com
corticosteróide inalatório em monoterapia.

Esses efeitos foram alcançados em um período de tempo mais curto com Seretide® em comparação
ao corticosteróide inalatório em monoterapia, da mesma forma que com uma dose mais baixa do
corticosteróide inalatório presente em Seretide® com relação à monoterapia.
O estudo GOAL também mostrou que:
• a taxa de exacerbações foi 29% mais baixa com Seretide® em comparação à monoterapia com
corticosteróide inalatório;
• a obtenção do status de asma “bem controlada” ou “totalmente controlada” melhorou a qualidade
de vida (QoL). No grupo estudado, 61% dos pacientes relataram deterioração mínima ou
nenhuma deterioração da QoL relacionada à asma, após o tratamento com Seretide®, conforme
medido por um questionário específico de qualidade de vida, em comparação a 8% na avaliação
inicial.
*Asma bem controlada: sintomas ocasionais, uso de β2-agonista de curta duração por dois dias ou
menos ou até quatro vezes por semana, pico de fluxo expiratório matinal menor que 80% do previsto
não-interrupção do sono à noite, ausência de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem
modificação no tratamento.
**Controle total da asma: ausência de sintomas, não-uso de β2-agonista de curta duração, pico de
fluxo expiratório matinal maior ou igual a 80% do previsto, não-interrupção do sono à noite, ausência
de exacerbações e de efeitos colaterais que motivem modificação no tratamento.
Dois outros estudos mostraram melhora da função pulmonar, percentual de dias sem sintomas e
redução do uso de medicação de resgate com dose 60% mais baixa do corticosteróide inalatório com
Seretide®, em comparação à monoterapia com corticosteróide inalatório, enquanto que o controle da
inflamação subjacente das vias aéreas, medida por biópsia brônquica e lavagem broncoalveolar, foi
mantido.
Estudos adicionais mostraram que o tratamento com Seretide® melhora significativamente os
sintomas da asma e a função pulmonar e reduz o uso de medicação de resgate, em comparação à
utilização dos componentes individuais em monoterapia e de placebo. Os resultados do estudo GOAL
mostram que as melhoras observadas com Seretide®, nesses objetivos finais de avaliação, são
mantidas durante pelo menos 12 meses.

 

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Pacientes com DPOC sintomáticos, em que se obteve mais de 10% de melhora do VEF1 após o uso
de β2-agonista de curta duração.
Estudos clínicos controlados com placebo, com duração de seis meses, demonstraram que o uso
regular de Seretide® 50 mcg/250 mcg e de Seretide® 50 mcg/500 mcg melhora rápida e
significativamente a função pulmonar e reduz significativamente a dificuldade de respirar e o uso de
medicação de resgate. Houve também melhora significativa nas condições de saúde.
Pacientes com DPOC sintomáticos, que demonstraram menos de 10% de melhora do VEF1 após o
uso de β2-agonista de curta duração.
Estudos clínicos controlados com placebo, com duração de 6 e 12 meses, demonstraram que o uso
regular de Seretide® 50 mcg/500 mcg melhora rápida e significativamente a função pulmonar e reduz
significativamente a dificuldade de respirar e o uso de medicação de resgate. Após um período de 12
meses, o risco de exacerbação da DPOC e a necessidade de tratamentos adicionais com
corticosteróides orais também foram reduzidos significativamente. Houve ainda melhora significativa
das condições de saúde.
Seretide® 50 mcg/500 mcg foi eficaz em melhorar a função pulmonar e as condições de saúde,
como também em reduzir o risco de exacerbações da DPOC, em fumantes e em ex-fumantes.

Mecanismo de ação
Seretide® é uma associação de salmeterol com propionato de fluticasona, os quais possuem
diferentes mecanismos de ação. O salmeterol protege dos sintomas e o propionato de fluticasona
melhora a função pulmonar e previne exacerbações. Seretide® oferece comodidade posológica a
pacientes em tratamento com β-agonistas e corticosteróides por via inalatória. O mecanismo de ação
de cada droga está descrito abaixo.

 

salmeterol
O salmeterol é um agonista seletivo de ação longa (12 horas) dos receptores β2-adrenérgicos;
apresenta uma longa cadeia lateral que se liga ao sítio externo do receptor. Essa propriedade
farmacológica de salmeterol proporciona uma proteção mais efetiva contra a broncoconstrição
induzida pela histamina, com relação à proteção obtida com o uso dos agonistas β2-adrenérgicos de
curta duração convencionais, e produz uma broncodilatação de duração mais longa (de pelo menos
12 horas).
Em testes in vitro, observou-se que salmeterol é um inibidor potente e de ação duradoura da
liberação de mediadores derivados do mastócito do pulmão humano, tais como histamina,
leucotrienos e prostaglandinas D2.
No ser humano, salmeterol inibe a resposta da fase imediata e tardia ao alérgeno inalado, sendo essa
última persistente por até 30 horas após dose única, quando o efeito broncodilatador não é mais
evidente. Uma dose única de salmeterol diminui a hiper-reatividade brônquica. Esses dados indicam
que salmeterol possui uma atividade adicional não-broncodilatadora cujo significado clínico não está
claro. Tal mecanismo difere da atividade antiinflamatória dos corticosteróides.

 

propionato de fluticasona
Quando inalado nas doses recomendadas, propionato de fluticasona apresenta potente ação
antiinflamatória pulmonar, que resulta na redução dos sintomas e da exacerbação da asma sem a
ocorrência dos efeitos adversos observados quando os corticosteróides são administrados por via
sistêmica.
Durante o tratamento crônico com propionato de fluticasona inalatório, a produção diária de
hormônios adrenocorticais geralmente se mantém dentro da faixa normal, inclusive quando se
administram as doses mais altas recomendadas para crianças e adultos. Após a transferência de
outros esteróides inalatórios, a produção diária melhora gradualmente, mesmo com o uso intermitente
de esteróides orais; isso demonstra o retorno da função adrenal ao normal com o uso de propionato
de fluticasona inalatório. A reserva adrenal também se mantém na normalidade durante o tratamento
crônico, como medido por aumento normal em um teste de estimulação. Entretanto, qualquer
comprometimento residual da reserva adrenal oriundo de tratamento prévio pode persistir por um
tempo considerável e deve ser levado em consideração (ver Precauções e advertências).

 

PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS
Não existem evidências de que a administração conjunta de salmeterol com propionato de
fluticasona, por via inalatória, altera a farmacocinética de cada droga. Portanto, para fins
farmacocinéticos, cada droga será considerada separadamente.
Em um estudo de interação medicamentosa controlado com placebo, cruzado, realizado em 15
indivíduos sadios, a co-administração de salmeterol (50 mcg duas vezes ao dia, inalado) com o
inibidor do CYP3A4 cetoconazol (400 mg uma vez por dia, via oral) durante sete dias resultou em
aumento significativo da concentração plasmática de salmeterol (1,4 vezes a Cmáx e 15 vezes a ASC).
Não houve aumento de acumulação de salmeterol durante a administração repetida. Em três sujeitos
de pesquisa foi retirada a co-administração de salmeterol com cetoconazol devido a prolongamento
do intervalo QTc ou palpitações com taquicardia sinusal. Nos 12 sujeitos de pesquisa restantes, a coadministração
de salmeterol com cetoconazol não resultou em efeito clinicamente significativo sobre
o ritmo cardíaco, os níveis séricos de potássio ou a duração do QTc (ver Precauções e Advertências
e Interações Medicamentosas).

 

salmeterol
O salmeterol atua localmente nos pulmões; por isso os níveis plasmáticos não contribuem para o
efeito terapêutico. Além disso, existem apenas dados limitados sobre a farmacocinética de
salmeterol, devido à dificuldade técnica de dosar a concentração plasmática – já que esta é muito
baixa em doses terapêuticas (aproximadamente 200 pg/mL ou menos) – encontrada após a inalação.
Após a inalação de doses regulares de xinafoato de salmeterol, o ácido hidroxinaftóico pode ser
detectado na circulação sistêmica, atingindo, no estado de equilíbrio, concentrações de
aproximadamente 100 ng/ml. Essas concentrações são até 1.000 vezes menores do que os níveis no
estado de equilíbrio observados em estudos de toxicidade. No tratamento regular de longa duração
(de mais de 12 meses) nenhum efeito maléfico foi observado em pacientes com obstrução das vias
aéreas.
Um estudo in vitro demonstrou que salmeterol é intensamente metabolizado ao α-hidroxissalmeterol
(oxidação alifática) pelo CYP3A4. Um estudo com salmeterol e eritromicina em voluntários sadios não
demonstrou alterações clínicas significativas nos efeitos farmacocinéticos de salmeterol com doses
de eritromicina de 500 mg três vezes ao dia.
No entanto, em um estudo de interação salmeterol-cetoconazol observou-se como resultado um
aumento significativo da concentração plasmática de salmeterol (ver Precauções e Advertências, e
Interações Medicamentosas).

 

propionato de fluticasona
A biodisponibilidade absoluta de propionato de fluticasona após a administração com cada um dos
inaladores disponíveis foi estimada com base nos estudos de dados farmacocinéticos inalatórios e
intravenosos e na comparação entre esses dados. Em indivíduos adultos e sadios a
biodisponibilidade absoluta do propionato de fluticasona Diskus foi estimada em 7,8% e do propionato
de fluticasona Spray em 10,9% e para o salmeterol-propionato de fluticasona Spray em 5,3% e para o
salmeterol-propionato de fluticasona Diskus em 5,5%. Em pacientes com asma ou DPOC, foi
observado um pequeno grau de exposição sistêmica a propionato de fluticasona.
A absorção sistêmica de propionato de fluticasona ocorre, principalmente, através dos pulmões,
sendo inicialmente rápida e depois prolongada.
O restante da dose inalada pode ser ingerido, mas sua contribuição para a exposição sistêmica é
mínima, devido à baixa solubilidade em água e ao metabolismo de primeira passagem, o que resulta
em disponibilidade oral menor que 1%. Existe um aumento linear na exposição sistêmica quando se
eleva a dose usada por via inalatória. A distribuição de propionato de fluticasona é caracterizada por
alto clearance plasmático (1.150 mL/min), alto volume de distribuição no estado de equilíbrio
(aproximadamente 300 L) e meia-vida terminal de aproximadamente 8 horas. A ligação às proteínas
plasmáticas é de 91%.
O propionato de fluticasona é removido rapidamente da circulação sistêmica, principalmente como
metabólito ácido carboxílico inativo, pela enzima CYP3A4, do citocromo P450.
O clearance renal de propionato de fluticasona é desprezível (<0,2%) e o de seu metabólito inativo,
de menos de 5%. Deve-se ter cuidado ao co-administrar inibidores do CYP3A4, uma vez que existe
um potencial de exposição sistêmica aumentada a propionato de fluticasona.

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS
Doença obstrutiva reversível das vias respiratórias
Seretide® é indicado para o tratamento regular das doenças obstrutivas reversíveis das vias
respiratórias, incluindo asma, em adultos e crianças, quando a combinação de broncodilatador com
corticosteróide por via inalatória for apropriada:
• Pacientes em tratamento de manutenção com β-agonistas de longa ação e corticosteróides por
via inalatória.
• Pacientes que permaneçam sintomáticos em monoterapia com corticosteróides por via inalatória.
• Pacientes em tratamento regular com broncodilatadores que requeiram o uso de corticosteróides
por via inalatória.

 

Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Seretide® é indicado para o tratamento de manutenção de DPOC, incluindo bronquite crônica e

enfisema, e foi demonstrado que reduz a mortalidade resultante de todas as causas.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
O uso de Seretide® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer
componente da fórmula.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
O controle das doenças obstrutivas reversíveis das vias respiratórias deve ser acompanhado por um
programa continuado e a resposta do paciente deve ser monitorada clinicamente pelos testes de
função pulmonar.
Seretide® não deve ser usado para alívio dos sintomas agudos. Nesta circunstância é necessário
utilizar um broncodilatador de curta duração (salbutamol, por exemplo). Os pacientes devem ser
avisados para manter sua medicação de alívio sempre disponível.
O aumento do uso de β2-agonista de curta duração indica a deterioração do controle da asma e o
paciente deve ser reavaliado pelo médico. A deterioração súbita e progressiva do controle da asma é
potencialmente perigosa. Quando a dose usual de Seretide® torna-se ineficaz no controle das
doenças obstrutivas reversíveis das vias respiratórias, o paciente deve ser reavaliado pelo médico.
Deve-se considerar o aumento da dose do corticosteróide inalado.
Para pacientes com asma ou DPOC, quando a exacerbação está associada a infecções deve-se
levar em consideração a administração de doses maiores de corticosteróides (p. ex., por via oral) e
de antibióticos.
O tratamento com Seretide® não deve ser suspenso abruptamente em pacientes asmáticos, devido
ao risco de exacerbação. A terapia deve ser reduzida sob supervisão médica. Para pacientes com
DPOC, o término do tratamento pode estar associado a descompensação sintomática e deve ser
supervisionado pelo médico.
Em estudos em pacientes com DPOC utilizando Seretide® houve relatos de pneumonia (ver Reações
Adversas). Os médicos devem estar alertas para a possibilidade de desenvolvimento de pneumonia
em pacientes com DPOC, visto que as características clínicas das pneumonias e das exacerbações
freqüentemente se sobrepõem.

Como toda e qualquer medicação que contenha corticosteróides, Seretide® deve ser administrado
com cautela a portadores de tuberculose pulmonar ou quiescente e também a portadores de
tireotoxicose.
Efeitos cardiovasculares, como o aumento da pressão sangüínea sistólica e da freqüência cardíaca,
podem ocasionalmente ser observados com todas as drogas simpatomiméticas, especialmente em
doses mais altas que a recomendada. Por esse motivo, Seretide® deve ser utilizado com cautela em
pacientes com doenças cardiovasculares preexistentes.
Pode ocorrer uma diminuição passageira do potássio sérico com drogas simpatomiméticas em doses
mais altas que a recomendada. Portanto, Seretide® deve ser usado com cautela em pacientes
predispostos a baixos níveis séricos de potássio.
Efeitos sistêmicos podem ocorrer com quaisquer corticosteróides inalatórios, especialmente quando
altas doses são prescritas por longos períodos. É menos provável que esses efeitos ocorram do que
com corticosteróides orais (ver Superdosagem). Alguns efeitos sistêmicos prováveis incluem
síndrome de Cushing, manifestações da síndrome de Cushing, supressão adrenal, retardo no
crescimento de crianças e de adolescentes, diminuição da densidade óssea, catarata e glaucoma.
Portanto, é importante que em pacientes com doença obstrutiva reversível das vias respiratórias seja
mantida a dose efetiva mais baixa de corticosteróides inalatórios.
É recomendável que a altura da criança que recebe tratamento prolongado com corticosteróides
inalatórios seja monitorada regularmente.
É necessário sempre ter em mente a possibilidade de deficiência da resposta adrenal em situações
clínicas eletivas e de emergência, que provavelmente produzirão estresse. Nessas situações, o
tratamento apropriado com corticosteróides deve ser considerado (ver Superdosagem).
Certos indivíduos podem apresentar maior susceptibilidade aos efeitos do corticosteróide inalatório
que a maioria dos pacientes.
Devido à possibilidade de redução da resposta adrenal, a transferência do tratamento com esteróides
orais para o tratamento com propionato de fluticasona inalatório exige cuidados especiais, e os
pacientes precisam ter a função adrenocortical monitorada regularmente.
Após a introdução do propionato de fluticasona inalatório, a retirada da terapia sistêmica deve ser
gradual e os pacientes devem ser incentivados a carregar um cartão de alerta indicando a
possibilidade de terapia adicional com esteróides em tempos de crise.
Houve relatos muito raros de aumento dos níveis sangüíneos de glicose (ver Reações Adversas);
assim, isso deve ser considerado na prescrição para pacientes com história de diabetes mellitus.
Houve relatos de interações clínicas significativas em pacientes sob uso de propionato de fluticasona
e ritonavir. Tais interações resultaram em efeitos corticóides sistêmicos, incluindo síndrome de
Cushing e supressão adrenal. Portanto, o uso concomitante de propionato de fluticasona e ritonavir
deve ser evitado, a menos que o beneficio ultrapasse o risco dos efeitos corticóides sistêmicos (ver
Interações Medicamentosas).
Um grande estudo clínico americano, o SMART, que comparou a segurança do xinafoato de
salmeterol isolado com a de placebo adicionado à terapia usual, mostrou um aumento significativo
das mortes relacionadas à asma entre os pacientes que receberam xinafoato de salmeterol. Dados
desse estudo sugeriram que afro-americanos podem apresentar um risco maior de eventos
respiratórios graves ou morte com o uso de xinafoato de salmeterol, em comparação a placebo. Não
se sabe se isso é devido a fatores farmacogenéticos ou a outros fatores. O estudo SMART não foi
planejado para determinar se o uso concomitante de corticosteróides inalados altera o risco de
mortes relacionadas à asma.
Foi observado em um estudo de interação medicamentosa que o uso concomitante de cetoconazol
sistêmico aumenta a exposição a salmeterol. Isso pode levar a um prolongamento do intervalo QTc. É
necessário ter cautela quando fortes inibidores do CYP3A4 (p. ex. cetoconazol) são co-administrados
com salmeterol (ver Interações Medicamentosas e Propriedades Farmacocinéticas).

 

Gravidez e lactação
Seretide® só deve ser usado durante a gravidez se o benefício para a mãe justificar o possível risco
para o feto.
Não existem estudos suficientes sobre o uso de xinafoato de salmeterol e de propionato de
fluticasona na gravidez e na lactação.
Estudos de reprodução animal têm demonstrado somente efeitos característicos da exposição
sistêmica a glicocorticóides e agonistas β2-adrenérgicos, tanto com as drogas administradas
individualmente quanto com as utilizadas em associação.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO
O uso concomitante de β-bloqueadores seletivos e não-seletivos deve ser evitado, a menos que
existam razões suficientes para associar esses medicamentos.
Sob circunstâncias normais, devido ao extenso metabolismo de primeira passagem e ao alto
clearance sistêmico mediado pelo CYP3A4 no intestino e no fígado, baixas concentrações
plasmáticas de propionato de fluticasona são atingidas após a inalação da dose. Desse modo,
interações medicamentosas clinicamente significativas mediadas por propionato de fluticasona são
improváveis.
Um estudo de interações medicamentosas em indivíduos sadios mostrou que ritonavir (um inibidor
altamente potente do CYP3A4) pode aumentar muito as concentrações plasmáticas de propionato de
fluticasona, o que resulta em reduções marcantes das concentrações séricas de cortisol. Durante o
uso pós-comercialização, houve relatos de interações medicamentosas clinicamente significativas em
pacientes em tratamento com propionato de fluticasona e ritonavir. Tais interações resultaram em
efeitos sistêmicos do corticosteróide, incluindo síndrome de Cushing e supressão adrenal. Portanto, o
uso concomitante de propionato de fluticasona e ritonavir deve ser evitado, a menos que o benefício
potencial para o paciente supere o risco de efeitos colaterais sistêmicos do corticosteróide.
Estudos demonstraram que outros inibidores do CYP3A4 produzem aumentos insignificantes
(eritromicina) e pequenos (cetoconazol) da exposição sistêmica a propionato de fluticasona, sem
reduções marcantes nas concentrações séricas de cortisol. Não obstante, aconselha-se cautela ao
co-administrar inibidores potentes do CYP3A4 (p. ex. cetoconazol), porque existe potencial de
aumento da exposição sistêmica a propionato de fluticasona.
A co-administração de cetoconazol com salmeterol resultou em aumento significativo da
concentração plasmática de salmeterol (1,4 vez a Cmáx e 15 vezes a ASC), o que pode levar a um
prolongamento do intervalo QTc (ver Precauções e Advertências e Propriedades Farmacocinéticas).

 

REAÇÕES ADVERSAS
Como Seretide® contém propionato de fluticasona e salmeterol, o tipo e a intensidade das reações
adversas relacionadas a cada fármaco, individualmente, devem ser levados em consideração e estão
abaixo relacionados. Não existem evidências de reações adversas adicionais relacionadas à
associação dos dois fármacos.
Como em outras terapias inalatórias, pode ocorrer broncoespasmo paradoxal após a dose, com
conseqüente aumento imediato da dificuldade de respirar. Esse quadro deve ser tratado
imediatamente com a administração de um broncodilatador de ação curta e início rápido por via
inalatória. Nesses casos, o uso de Seretide® deve ser imediatamente interrompido, o paciente
avaliado e, caso necessário, uma terapia alternativa deve ser instituída. Os eventos adversos
associados a salmeterol ou a propionato de fluticasona estão relacionados abaixo.

 

salmeterol
Foram relatadas reações adversas relacionadas ao tratamento com β2-agonistas, como tremor, dor
de cabeça e palpitações subjetivas. Esses efeitos tendem a ser transitórios e se reduzem ao longo do
tratamento.
Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial, taquicardia supraventricular e extra-sístole, podem ocorrer,
normalmente em pacientes suscetíveis.
Houve relatos de irritação orofaríngea.
Foram comuns os relatos de cãibra, incomuns os de rash e muito raramente observou-se artralgia,
hiperglicemia, reações de hipersensibilidade (incluindo reações anafiláticas como edema e
angioedema), broncoespasmo e choque anafilático.

 

propionato de fluticasona
Em alguns pacientes podem ocorrer rouquidão e candidíase na boca e na garganta. O desconforto
ocasionado pode ser evitado com a lavagem da boca com água após o uso de Seretide®. A
candidíase sintomática pode ser tratada com terapia antifúngica tópica, sem que haja necessidade de
descontinuar o uso de Seretide®.
Houve relatos pouco freqüentes de reações de hipersensibilidade cutânea. Ocorreram ainda raros
relatos de reações de hipersensibilidade manifestando-se como angioedema (principalmente edema
facial e edema orofaríngeo) e sintomas respiratórios (dispnéia e/ou broncoespasmo); observaram-se
muito raramente reações anafiláticas.
Possíveis efeitos sistêmicos incluem síndrome de Cushing, manifestações da síndrome de Cushing,
supressão adrenal, retardo do crescimento em crianças e adolescentes, diminuição da densidade
óssea, catarata e glaucoma (ver Precauções e Advertências).
Houve relatos muito raros de hiperglicemia, ansiedade, desordens do sono e alterações de
comportamento, que incluem hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças).
Estudos clínicos com salmeterol e propionato de fluticasona em associação
Foram incomuns os relatos de contusão.
As seguintes reações adversas foram relatadas nos ensaios clínicos: rouquidão/disfonia, irritação na
garganta, dor de cabeça, candidíase na boca e na garganta, palpitações e pneumonia (em pacientes
com DPOC).

 

salmeterol/propionato de fluticasona pós-comercialização
Houve relatos pouco freqüentes de reações cutâneas de hipersensibilidade. Ocorreram ainda raros
relatos de reações de hipersensibilidade manifestando-se como angioedema (principalmente edema
facial e edema orofaríngeo) e sintomas respiratórios (dispnéia e/ou broncoespasmo); observaram-se,
muito raramente, reações anafiláticas.
Houve relatos muito raros de hiperglicemia, ansiedade, desordens do sono e alterações no
comportamento, que incluem hiperatividade e irritabilidade (predominantemente em crianças).

 

POSOLOGIA
Seretide® só deve ser administrado por via inalatória.
Os pacientes devem ser alertados sobre a natureza profilática da terapia com Seretide® e sobre o
fato de que ele deve ser utilizado regularmente mesmo quando estejam assintomáticos. Os pacientes
devem ser reavaliados regularmente pelo médico, a fim de manter a concentração de Seretide®
administrada na faixa ótima e de que ela só seja alterada sob supervisão médica.

 

Doença obstrutiva reversível das vias respiratórias
A dose deve ser ajustada à mínima efetiva até que se mantenha o controle dos sintomas. Quando o
controle dos sintomas for mantido com Seretide® duas vezes ao dia, a redução da dose para a efetiva
mais baixa pode ser feita com Seretide® uma vez ao dia.
Os pacientes devem ser orientados quanto ao fato de que a dose prescrita é a ideal para seu
tratamento e que só deve ser modificada pelo médico.
A dose prescrita de propionato de fluticasona, presente em Seretide®, dependerá da gravidade da
doença.
Se um paciente for inadequadamente controlado com a monoterapia com corticosteróides inalatórios,
a substituição por Seretide® em uma dose de corticosteróide terapeuticamente equivalente pode
resultar em melhora do controle da asma. Para pacientes nos quais o controle da asma é aceitável
com a monoterapia com corticosteróides inalatórios, a substituição por Seretide® pode permitir a
redução da dose de corticosteróide e, ao mesmo tempo, a manutenção do controle da asma.

 

Doses recomendadas
Adultos e adolescentes a partir de 12 anos
Uma dose de Seretide® 50 mcg/100 mcg, Seretide® 50 mcg/250 mcg ou Seretide® 50 mcg/500
mcg, duas vezes ao dia.

 

Adultos a partir de 18 anos
A duplicação da dose de Seretide®, em qualquer das concentrações, em adultos, por até 14 dias, tem
segurança e tolerabilidade comparáveis às da administração da dose usual e pode ser considerada
quando os pacientes necessitam de tratamento adicional de curta duração (até 14 dias) com
corticosteróides inalatórios, conforme descrito nas instruções para o tratamento da asma.

 

Crianças a partir de 4 anos
Uma dose de Seretide® 50 mcg/100 mcg duas vezes ao dia.
Não existem dados disponíveis sobre o uso de Seretide® em crianças menores de 4 anos.
Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Para pacientes adultos, a dose máxima recomendada é de uma inalação de Seretide® 50 mcg/250
mcg ou Seretide® 50 mcg/500 mcg duas vezes ao dia. Na dose 50 mcg/500 mcg duas vezes ao dia,
foi demonstrado que Seretide® reduz a mortalidade resultante de todas as causas.

 

Grupos especiais de pacientes
Não há necessidade de ajustar a dose para pacientes idosos ou aqueles com disfunção renal ou
hepática.

 

DEPRESSÃO
Modo de usar
Um aparelho Diskus novo contém 28 ou 60 doses, cuidadosamente medidas, na forma de pó,
higienicamente protegidas. Não requer manutenção nem troca de refil.
O corpo do aparelho tem dois tons de lilás. A parte fixa é mais escura que a móvel. O indicador de
doses localizado na parte superior do aparelho inicia a numeração marcando 60 ou 28 doses. Toda
vez que a alavanca for acionada, uma dose será preparada e a numeração será automaticamente
reduzida. Do 5 ao 1, a coloração dos números é vermelha para alertar sobre o término do produto.

Figura 1A – Aparelho fechado
Figura 1B – Aparelho aberto
BOCAL
ALAVANCA
Lilás escuro
Lilás claro

1. Para abrir seu aparelho Diskus, segure-o pela parte mais escura com uma das mãos e ponha
o polegar da outra mão na depressão existente na parte clara, móvel, conforme indicado na
Figura 2. Gire a peça clara móvel com o polegar até o final do Diskus (você ouvirá um clique),
de forma que o bocal fique totalmente visível.
2. Segure o Diskus com o bocal de frente para você. Pressione a alavanca identificada na
Figura 1B até o fim (você ouvirá outro clique), na direção indicada pela Figura 2. O Diskus
está pronto para ser usado. Toda vez que essa alavanca for pressionada, uma nova dose
será liberada para aspiração e o marcador indicará uma dose a menos. Não empurre a
alavanca mais de uma vez para que outras doses não sejam desperdiçadas.
3. Atenção: mantenha o Diskus distante da boca. Antes de aspirar a dose, SOPRE (ou seja,
jogue o ar para fora dos pulmões) o máximo que você puder.