Bula do Prinivil 20 mg (Anti hipertensivo)

Bula do PRINIVIL 20 mg:
LISINOPRIL

APRESENTAÇÃO:
5 mg – Cartucho com 3 blisters de 10 comprimidos
10 mg – Cartucho com 3 blisters de 10 comprimidos
20 mg – Cartucho com 3 blisters de 10 comprimidos

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO:
Cada comprimido contém 5 mg, 10 mg ou 20 mg de lisinopril.
Excipientes: Fosfato de cálcio dibásico, Manitol, Amido de milho, Estearato de magnésio, Óxido de ferro amarelo, Óxido de ferro vermelho e Água purificada.

INFORMAÇÕES PARA O PACIENTE
Mantenha o frasco bem fechado, em lugar fresco e protegido da luz. Não use este ou qualquer outro medicamento após a data de validade impressa na embalagem.
O início da ação de PRINIVIL (lisinopril) ocorre em poucas horas. Entretanto, o controle da pressão arterial pode demorar dias ou semanas. Não interrompa o uso, ou altere a posologia, sem orientação médica.
Em caso de gravidez durante o uso deste medicamento, o médico deve ser informado. O uso de PRINIVIL (lisinopril) durante a gestação não é recomendado.
PRINIVIL (lisinopril) é geralmente bem tolerado. Os efeitos colaterais mais frequentes são: tosse, tonturas, dor de cabeça e diarréia. Alergias ocorrem raramente; se forem observadas reações desagradáveis, o médico deve ser informado.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS.

O médico deve ser informado do uso concomitante de qualquer medicamento.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS (IPC-PNV-T-1094a)
PRINIVIL (lisinopril) (lisinopril, MSD), um derivado peptídico sintético, é um inibidor oral de ação prolongada da enzima conversora da angiotensina (ECA). PRINIVIL (lisinopril) inibe a ECA, resultando em diminuição da angiotensina II plasmática e redução da secreção de aldosterona; a consequência é a redução da pressão arterial em pacientes hipertensos e melhora dos sinais e sintomas de insuficiência cardíaca congestiva.
PRINIVIL (lisinopril) não se liga a proteínas plasmáticas que não a ECA, não é metabolizado no organismo e é totalmente excretado sob forma inalterada na urina.

INDICAÇÕES
PRINIVIL (lisinopril) é indicado no tratamento da hipertensão essencial e renovascular. Pode ser usado isoladamente ou associado a outras classes de agentes anti-hipertensivos.
PRINIVIL (lisinopril) é também indicado como adjuvante no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva com diuréticos não poupadores de potássio e onde apropriado com digitálicos.
PRINIVIL (lisinopril) é indicado para a terapêutica de pacientes hemodinamicamente estáveis que sofreram infarto agudo do miocárdio a 24 horas, na prevenção do desenvolvimento subseqüente da disfunção do ventriculo esquerdo ou insuficiência cardíaca e melhorar a sobrevivência. Os pacientes devem receber conforme apropriado, o tratamento padrão recomendado tais como trombolíticos, aspirina e beta-bloqueadores.

CONTRA – INDICAÇÕES
PRINIVIL (lisinopril) está contra-indicado em pacientes hipersensíveis a qualquer componente deste produto e em pacientes com história de edema angioneurótico relacionado a tratamento prévio com inibidor da enzima conversora da angiotensina.

PRECAUÇÕES
Neutropenia / agranulocitose
O captopril, outro inibidor da enzima conversora da angiotensina, tem mostrado causar agranulocitose e depressão da medula óssea, raramente em pacientes não complicados, porém com maior frequência em pacientes com prejuízo da função renal, especialmente se estes possuirem também uma desordem vascular do colágeno. A avaliação de dados clínicos experimentais com PRINIVIL (lisinopril) são insuficientes para demonstrar que este não cause agranulocitose em níveis semelhantes.
Experiência pós-lançamento do produto têm revelado raros casos de neutropenia e depressão da medula óssea na qual uma relação causal com o lisinopril não pode ser excluída. Em pacientes com distúrbios vascular do colágeno e renal, deve-se considerar a monitoração periódica da contagem de glóbulos brancos no sangue.

Hipotensão sintomática
Tem ocorrido raramente hipotensão sintomática em pacientes hipertensos sem complicações. Em pacientes hipertensos, que estejam recebendo PRINIVIL (lisinopril), há maior probabilidade de ocorrer hipotensão, se o paciente estiver depletado de volume, por exemplo devido a terapia diurética, restrição dietética de sal, diálise, diarréia ou vômitos (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS e EFEITOS ADVERSOS). Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, com ou sem insuficiência renal, tem sido observada hipotensão sintomática. É mais provável que isto ocorra em pacientes com grau mais severo de insuficiência cardíaca (refletida pelo uso de altas doses de diuréticos de alça, hiponatremia ou insuficiência renal). Nestes pacientes, a terapia deve ser iniciada sob supervisão médica e os pacientes devem ser observados atentamente quando a dose de PRINIVIL (lisinopril) e/ou diurético for ajustada.
Considerações semelhantes aplicam-se aos pacientes com cardiopatia isquêmica ou doença vascular cerebral, nos quais a redução excessiva da pressão arterial poderia resultar em infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral.
Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em posição supina e, se necessário, receber solução salina normal por via intravenosa. Hipotensão transitória não é contra-indicação ao tratamento, que pode ser continuado normalmente após elevação da pressão pós expansão de volume.
Em alguns pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, que tenham pressão arterial normal ou baixa, decréscimos adicionais da pressão arterial sistêmica podem ocorrer com PRINIVIL (lisinopril). Este efeito é previsto e geralmente não é razão para interrupção do tratamento. Se a hipotensão se tornar sintomática, pode ser necessária redução da dose ou suspensão de PRINIVIL (lisinopril).

Hipotensão em infarto agudo do miocárdio
O tratamento com Lisinopril não deve ser iniciado em pacientes que tenham sofrido infarto agudo do miocárdio e que estão sob o risco de disfunção hemodinâmica grave após tratamento com um vasodilatador.
Incluem-se, nesses casos pacientes com pressão sistólica igual ou inferior a 100 mmHg ou choque cardiogênico. Durante os 3 primeiros dias após o infarto, a dose deve ser reduzida se a pressão sistólica for igual ou inferior a 120 mmHg.
A posologia de manutenção deve ser reduzida para 5 mg ou temporariamente para 2,5 mg se a pressão sistólica for igual ou inferior a 100 mmHg. Se a hipotensão persistir (pressão sistólica menor do que 90 mmHg por mais de 1 hora) então PRINIVIL (lisinopril) deve ser suspenso.

Insuficiência renal
Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, a ocorrência de hipotensão consequente ao início do tratamento com inibidores da ECA pode agravar a insuficiência renal. Insuficiência renal aguda, usualmente reversível, tem sido relatada nesta situação.
Em alguns pacientes com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria do rim único, tratados com inibidores da enzima conversora de angiotensina, aumentos de uréia e creatinina séricas reversíveis após a descontinuação da terapia foram observados. Há maior probabilidade desta ocorrência em pacientes com insuficiência renal.
Alguns pacientes hipertensos com nenhuma patologia renal aparente pré-existente, tem apresentado aumentos da uréia e creatinina séricas, usualmentea leves e transitórios, especialmente quando PRINIVIL (lisinopril) foi administrado concomitantemente com um diurético. Isto tem maior probabilidade de ocorrer em pacientes com disfunção renal pré-existente. A redução posológica ou descontinuação do diurético e/ou do PRINIVIL (lisinopril) pode ser requerida.
No infarto agudo do miocárdio, o tratamento com LISINOPRIL não deve ser iniciado em pacientes com evidência de disfunção renal, definida como concentração de creatinina sérica excedendo 177 micromol /l e/ou proteinúria excedendo 500 mg / 24 horas. Se a disfunção renal desenvolver-se durante o tratamento com PRINIVIL (lisinopril) (a concentração da creatinina sérica exceder 265 micromol/l ou o dobro do valor do pré-tratamento) então o médico deve considerar a suspensão de PRINIVIL (lisinopril).

Hipersensibilidade / Edema angioneurótico
Edema angioneurótico de face, extremidade, lábios, língua, glote e/ou laringe tem sido raramente relatado em pacientes tratados com inibidores da enzima conversora da angiotensina, incluindo PRINIVIL (lisinopril). Isto pode ocorrer a qualquer momento durante o tratamento. Em tais casos PRINIVIL (lisinopril) deve ser descontinuado imediatamente e deve ser instituída monitorização apropriada para assegurar completa resolução dos sintomas antes de dispensar o paciente. Aqueles casos em que o edema se restringiu à face e lábios geralmente se resolveram sem tratamento, embora anti-histamínicos tenham sido úteis para alívio dos sintomas.
O edema angioneurótico associado a edema de laringe pode ser fatal. Quando existe envolvimento de língua, glote ou laringe, que possa causar obstrução das vias aéreas, deve ser instituida imediatamente terapia apropriada como solução de epinefrina 1:1000 (0,3 a 0,5 ml) subcutânea.
Pacientes com história de angioedema não relacionado à terapia com inibidor da ECA podem estar sob maior risco de desenvolver angioedema enquanto estão recebendo um inibidor da ECA. (Vide Contra-indicações).

Reações anafilactóides durante a dessensibilização com himenoptera
Raramente pacientes recebendo inibidores da ECA durante a dessensibilização com veneno de himenoptera correram perigo de vida por reações anafilactóides. Estas reações foram evitadas por abstinência temporária da terapia com os inibidores da ECA antes de cada dessensibilização.

Pacientes em hemodiálise
Reações anafilactóides foram relatadas em pacientes dializados com membrana de alto fluxo (por exemplo AN69 ® ) e tratados concomitantemente com inibidores da ECA. Nestes pacientes deve-se considerar o uso de um tipo diferente de membrana de diálise ou uma classe diferente de agentes anti-hipertensivos.

Tosse
Tem sido relatada tosse com o emprego de inibidores da ECA. Caracteristicamente, a tosse é não produtiva, persistente e se resolve após descontinuação da terapia. A tosse induzida por inibidor da ECA deve ser considerada como parte integrante do diagnóstico diferencial da tosse.

Cirurgia / Anestesia
Em pacientes submetidos a cirurgias de grande porte, ou durante anestesia com agentes que produzem hipotensão, PRINIVIL (lisinopril) pode bloquear a formação de angiotensina II secundária à liberação compensatória de renina. Se ocorrer hipotensão e se esta for considerada como sendo devido a este mecanismo, ela poderá ser corrigida por expansão de volume.

Potássio sérico
Veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Uso em Idosos
Em estudos clínicos, não foi demonstrada alteração no perfil de eficácia e segurança relacionados à idade. Entretanto, quando a idade avançada está associada à diminuição da função renal, as orientações enunciadas no Quadro 1 (veja Posologia e Administração – Alterações de Posologia na Insuficiência Renal) devem ser utilizadas para determinar a dose inicial de PRINIVIL (lisinopril). A partir daí, a posologia deve ser ajustada de acordo com a resposta pressórica.

Uso na Gravidez
Lisinopril não deve ser administrado durante a gravidez. Quando for detectada gravidez , PRINIVIL (lisinopril) deve ser descontinuado o quanto antes.
Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando administrados a mulheres grávidas durante o segundo e o terceiro trimestre. O uso dos inibidores da ECA durante este período foi associado a danos fetal e neonatal incluindo hipotensão, insuficiência renal, hipercalemia, e/ou hipoplasia craniana no recém-nascido. Oligihidrâmnio materno, presumivelmente representando a diminuição da função renal fetal, ocorreu e pode resultar em contratura dos membros, deformações cranio-faciais e desenvolvimento de hipoplasia pulmonar. Se PRINIVIL (lisinopril) for usado, a paciente deve ser avisada sobre os riscos potenciais de perigo para o feto.
Estas reações adversas para o embrião e o feto não parecem ter resultado da exposição intrauterina ao inibidor da ECA, limitada ao primeiro trimestre.
Em raros casos onde o uso do inibidor da ECA durante a gravidez for julgado essencial, exames de ultrassom seriados devem ser realizados para avaliar o meio intra-amniótico. Se for detectado oligihidrâmnio, PRINIVIL (lisinopril) deve ser descontinuado a menos que seja considerado vital para mãe.
Pacientes e médicos devem estar cientes, entretanto, que o oligihidrâmnio pode não aparecer mesmo após o feto ter sofrido danos irreversíveis.
Bebês, cujas mães tomaram PRINIVIL (lisinopril) devem ser cautelosamente observados para hipotensão, oligúria e hipercalemia. Lisinopril atravessa a placenta, e foi removido da circulação neonatal por diálise peritonial com alguns benefícios clínicos, e teoricamente pode ser removido por ex-sanguíneo transfusão.

Nutrizes
Não se sabe se PRINIVIL (lisinopril) é secretado no leite humano. Como muitos medicamentos são secretados no leite, deve-se ter cuidado se PRINIVIL (lisinopril) for prescrito a nutrizes.

Uso Pediátrico
A eficácia e a segurança de PRINIVIL (lisinopril) em crianças não foram estabelecidas.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Diuréticos
Quando um diurético é acrescentado ao tratamento de um paciente recebendo PRINIVIL (lisinopril) o efeito anti-hipertensivo é geralmente aditivo.
Pacientes que já estão sob ação de diuréticos e especialmente aqueles nos quais a terapia diurética tenha sido recentemente instituída, podem ocasionalmente apresentar excessiva redução da pressão arterial, quando PRINIVIL (lisinopril) for acrescentado. A possibilidade de hipotensão sintomática com PRINIVIL (lisinopril) pode ser minimizada, com a interrupção do diurético antes da introdução de PRINIVIL (lisinopril) (veja

PRECAUÇÕES E POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO).
Outros agentes
A indometacina pode diminuir a eficácia antihipertensiva de PRINIVIL (lisinopril) quando administrada concomitantemente.
PRINIVIL (lisinopril) tem sido usado concomitantemente com nitratos sem evidência de interações adversas clinicamente significativas. Assim como ocorre com outros medicamentos eliminadores de sódio, a eliminação de lítio pode ser diminuida. Portanto os níveis de lítio sérico devem ser cuidadosamente monitorizados, se sais de lítio forem administrados.
Potássio sérico
Embora estudos clínicos tenham demonstrado que o potássio sérico geralmente se mantém dentro de limites normais, hipercalemia ocorreu em alguns casos.
Os fatores de risco para o desenvolvimento da hipercalemia incluem insuficiência renal, diabete melito e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (p.ex: espironolactona, triantereno e amilorida), suplementos de potássio, ou substitutos do sal de cozinha que contenham potássio. O uso destes agentes, particularmente em pacientes com insuficiência renal pode levar a aumentos significativos do potássio sérico.
Se for necessário, o uso concomitante dos agentes acima mencionados com PRINIVIL (lisinopril) deve ser feito com cuidado e o potássio sérico monitorizado com frequência.
Se PRINIVIL (lisinopril) for administrado com um diurético espoliador de potássio, a hipocalemia induzida pelo diurético pode ser amenizada.

EFEITOS ADVERSOS
PRINIVIL (lisinopril) demonstrou em estudos clínicos controlados ser geralmente bem tolerado. Na maioria dos casos, as reações adversas foram leves e transitórias.
Os efeitos clínicos adversos mais frequentes de PRINIVIL (lisinopril) em estudos clínicos controlados foram: tonturas, cefaléia, diarréia, fadiga, tosse e náuseas. Outras reações adversas menos frequentes incluíram: efeitos ortostáticos (incluindo hipotensão), exantema e astenia.
Hipersensibilidade / Edema Angioneurótico
Edema angioneurótico de face, extremidade, lábios, língua, glote e/ou laringe tem sido raramente relatado (veja PRECAUÇÕES).
Efeitos colaterais que ocorreram raramente, durante estudos clínicos controlados ou após a droga ser comercializada, incluem:

Cardiovasculares
Infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral, possivelmente secundários a hipotensão excessiva em pacientes de alto risco (veja PRECAUÇÕES). Palpitações. Taquicardia.
Digestivos
Dor abdominal. Boca seca. Pancreatite. Hepatite-hepatocelular ou colestática. Icterícia.
Sistema Nervoso
Alterações do humor. Confusão mental. Parestesia
Respiratório
Broncoespasmo
Dermatológico Urticaria . Prurido. Diaforese. Alopecia.
Urogenital
Uremia. Oligúria/anúria. Disfunção renal. Insuficiência renal aguda. Impotência.
Outros
Tem sido relatado um complexo de sintomas que pode incluir febre, vasculite, mialgia, artralgia/artrite, FAN positivo, hemossedimentação elevada, eosinofilia e leucocitose. Exantema, fotosensibilidade ou outras manifestações dermatológicas podem ocorrer.

ACHADOS LABORATORIAIS
Alterações clinicamente importantes dos parâmetros laboratoriais padrões raramente foram associados à administração de PRINIVIL (lisinopril). Aumentos de uréia e creatinina séricas, enzimas hepáticas e bilirrubinas séricas, geralmente reversíveis após a interrupção de PRINIVIL (lisinopril) tem sido observados.
Tem ocorrido ligeiros decréscimos na hemoglobina e hematócrito, raramente de importância clínica, a menos que uma outra causa de anemia coexista. Hipercalemia e hiponatremia tem ocorrido.
Trombocitopenia e leucopenia foram reportadas; a relação casual da terapia com PRINIVIL (lisinopril) não pode ser excluída.

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
Como a absorção de PRINIVIL (lisinopril) não é afetada por alimentos, os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. PRINIVIL (lisinopril) deve ser administrado em dose única diária.

HIPERTENSÃO ESSENCIAL

Em pacientes com hipertensão essencial a dose inicial usual recomendada é 10 mg uma vez ao dia. A dose de manutenção eficaz usual é de 20 mg administrados uma vez ao dia. A posologia deve ser ajustada de acordo com a resposta pressórica. A dose máxima usada em estudos clínicos controlados de longa duração foi 80 mg por dia. A dose máxima recomendada é de 40 mg por dia.
Doses iniciais menores são necessárias na presença de insuficiência renal, em pacientes nos quais a terapia diurética não possa ser descontinuada, em pacientes depletados de volume e/ou sal depletados por qualquer motivo e em pacientes com hipertensão renovascular.

PACIENTES TRATADOS COM DIURÉTICOS
Hipotensão sintomática pode ocorrer após o início da terapia com PRINIVIL (lisinopril) ; isto é mais provável em pacientes que estejam sendo tratados com diuréticos. Recomenda-se precaução, pois estes pacientes podem estar depletados de volume e/ou sal. O diurético deve ser descontinuado dois a três dias antes de iniciar a terapia com PRINIVIL (lisinopril) (veja PRECAUÇÕES). Em pacientes hipertensos, nos quais os diuréticos não possam ser descontinuados, a terapia com PRINIVIL (lisinopril) deve ser iniciada na dose de 5 mg. A posologia subsequente de PRINIVIL (lisinopril) deverá ser ajustada de acordo com a resposta pressórica. Se necessário, a terapêutica diurética pode ser re-instituída.

AJUSTES POSOLÓGICOS NA INSUFICIÊNCIA RENAL
A posologia para pacientes com insuficiência renal deve ser baseada na depuração de creatinina (Quadro 1).
Quadro 1
Depuração de creatinina (ml/min)
dose inicial ( mg/dia)
31-70 ml/min
5 – 10 mg
10-30 ml/min
2,5 – 5 mg
-10 ml/min(incluindo pacientes em diálise) **
2,5 mg *
* Posologia e/ou frequência de administração devem ser ajustadas de acordo com a resposta pressórica
** Ver PRECAUÇÕES – Pacientes hemodiálise
A posologia pode ser aumentada gradativamente até que seja obtido controle pressórico, ou até o máximo de 40 mg / dia.

HIPERTENSÃO RENOVASCULAR
Alguns pacientes com hipertensão renovascular, especialmente aqueles com estenose bilateral da artéria renal, ou estenose da artéria renal em rim único, podem desenvolver resposta exagerada à primeira dose de PRINIVIL (lisinopril). Portanto, recomenda-se dose inicial mais baixa de 2,5 mg ou 5 mg. A partir daí a posologia pode ser ajustada, de acordo com a resposta pressórica.

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA
A dose inicial de PRINIVIL (lisinopril) em pacientes com insuficiência cardíaca é 2,5 mg administrado uma vez ao dia. A faixa posológica eficaz usual é de 5 a 20 mg ao dia, administrados em dose única diária. PRINIVIL (lisinopril) pode ser usado no tratamento de insuficiência cardíaca como tratamento adjuvante com diuréticos e quando apropriado, com digitálicos.
Pacientes com alto risco de apresentar hipotensão sintomática, por ex. pacientes depletados de sal, com ou sem hiponatremia, pacientes com hipovolemia ou pacientes que tenham recebido vigorosa terapia diurética, deverão ter estas condições corrigidas, se possível, antes de iniciar terapia com PRINIVIL (lisinopril). O efeito da dose inicial de PRINIVIL (lisinopril) sobre a pressão arterial deverá ser monitorizado cuidadosamente.

INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO
O tratamento com PRINIVIL (lisinopril) pode ser iniciado dentro de 24 horas após o início dos sintomas. A 1ª dose de PRINIVIL (lisinopril) é de 5 mg por via oral seguida de 5 mg após 24 horas, 10 mg após 48 horas e então 10 mg uma vez ao dia.
Em pacientes com pressão sistólica baixa (120 mmHg ou menos) quando o tratamento é iniciado ou durante os 3 primeiros dias após o infarto deve ser administrada uma dose mais baixa – 2,5 mg por via oral ( ver PRECAUÇÕES) . Se ocorrer hipotensão (pressão sistólica inferior ou igual a 100 mmHg ), a dose diária de manutenção de 5 mg pode ser administrada, com redução temporária para 2,5 mg se for necessário. Se ocorrer hipotensão prolongada (pressão sistólica menor que 90 mmHg por mais de uma hora), PRINIVIL (lisinopril) deve ser suspenso. A posologia para pacientes com infarto agudo do miocárdio deve ser mantida por 6 semanas. Para pacientes que desenvolverem sintomas de insuficiência cardíaca, ver POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO – Insuficiência cardíaca congestiva.
PRINIVIL (lisinopril) é compatível com trinitrato de gliceril por via intravenosa ou trans-dérmica.

SUPERDOSAGEM
Não existem dado sobre superdosagem em humanos. A manifestação mais provável de superdosagem seria a hipotensão, para a qual o tratamento usual seria infusão intravenosa de solução salina normal. Lisinopril pode ser removido da circulação por hemodiálise.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Número de lote, data de fabricação, data de validade: Vide cartucho.
Reg. MS – 1065.0198
Farm. Resp.: Luiz Fernando Barrella CRF-SP nº 5040
Fabricado e Distribuído por:
PRODOME QUÍMICA E FARMACÊUTICA LTDA
Rua Treze de Maio, 1161, Sousas, Campinas – SP
C.G.C. nº 48.382.873/0001-32
Indústria Brasileira
Sob licença de Merck & Co., Inc.
* Marca registrada, usada sob licença de Merck & Co., Inc, Whitehouse Station, NJ, EUA
(Texto de bula com a nova indicação terapêutica “Infarto Agudo do Miocárdio” – SETEMBRO/95)