Bula do Presmin (Antiglaucomatoso)

PresminBula do Presmin Colírio:
Betaxolol 0,5% – Cloridrato
Antiglaucomatoso betabloqueador
Uso adulto
Composição por ml
Cloridrato de betaxolol (equivalente a 5 mg de betaxolol)…. 5,6 mg
Veículo …………………………q.s.p……………………………….. 1 ml
Conservante: cloreto de benzalcônio.

 

Informação técnica
O cloridrato de betaxolol é um agente bloqueador beta-adrenérgico cardiosseletivo, que não tem
não atividade estabilizadora da membrana significante (anestésico local) e é desprovido de ação
simpatomimética intrínseca. Quando instilado no olho, o cloridrato de betaxolol reduz tanto a
pressão intra-ocular elevada quanto a normal, se acompanhada ou não de glaucoma. A solução
oftálmica de cloridrato de betaxolol tem efeito mínimo sobre os parâmetros pulmonares e
cardiovasculares.
O início de ação pode ser geralmente notado dentro de 30 minutos e o efeito máximo pode
usualmente ser detectado 2 horas após a administração tópica. Uma dose única proporciona uma
redução de 12 horas na pressão intra-ocular.

 

Indicações:
Presmin (cloridrato de betaxolol) é eficaz na redução da pressão intra-ocular e está indicado para
o tratamento da hipertensão ocular e glaucoma crônico de ângulo aberto. Pode ser usado isolado
ou em combinação com outras drogas antiglaucomatosas.

 

Contra-indicações:
Hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Bradicardia sinusal, maior do que o bloqueio
atrioventricular de primeiro grau, choque cardiogênico ou pacientes com insuficiência cardíaca
comprovada.

 

Precauções e Advertências:
Gerais
Diabetes mellitus: Os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos devem ser administrados com
cautela em pacientes sujeitos a hipoglicemia espontânea ou pacientes diabéticos (especialmente
aqueles com diabetes lábil) que estejam recebendo insulina ou agentes hipoglicêmicos orais. Os
agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem mascarar os sinais e sintomas de uma
hipoglicemia aguda.
Tireotoxicose: Os agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem mascarar certos sinais clínicos
(por ex.: taquicardia) de hipertireoidismo. Os pacientes suspeitos de desenvolver tireotoxicose
devem ser cuidadosamente tratados para evitar a retirada repentina de agentes bloqueadores
beta-adrenérgicos que poderiam precipitar uma crise tireoidiana.
Fraqueza muscular: O bloqueio beta-adrenérgico tem sido relatado como capaz de potencializar a
fraqueza muscular relacionada a certos sintomas de miastenia (por ex.: diplopia, ptose e fraqueza
geral).
Cirurgia: Deve-se considerar a interrupção gradual dos agentes bloqueadores beta-adrenérgicos
antes da anestesia geral, devido à reduzida capacidade do coração de responder aos estímulos
reflexos do simpático mediado beta-adrenergicamente.
Pulmonar: Deve-se ter cautela no tratamento de pacientes glaucomatosos com excessiva
restrição da função pulmonar, pois não se exclui a possibilidade de ocorrerem efeitos pulmonares
adversos em pacientes sensíveis aos beta-bloqueadores.
Ocular: Em pacientes com glaucoma de ângulo fechado, o objetivo imediato do tratamento é
reabrir o ângulo por constrição da pupila com um agente miótico. O betaxolol possui pouco ou
nenhum efeito sobre a pupila. Quando Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica for
utilizado para reduzir a pressão intra-ocular elevada em glaucoma de ângulo fechado, o produto
deve ser usado em conjunto com um miótico e não isoladamente.
Carcinogênese, mutagênese, alteração da fertilidade: Estudos realizados não demonstraram
efeito carcinogênico ou mutagênico do cloridrato de betaxolol.

 

Uso na gravidez e lactação
Não há estudos adequados e bem controlados do cloridrato de betaxolol em mulheres grávidas,
bem como se desconhece que a droga seja excretada pelo leite materno. Presmin (cloridrato de
betaxolol) deve ser usado por mulheres grávidas ou no período de lactação somente quando os
benefícios excederem os riscos.

 

Uso em crianças
A segurança e eficácia do uso em crianças não foram determinadas.

 

Advertência
O cloridrato de betaxolol pode ser absorvido sistemicamente. As mesmas reações adversas
encontradas com a administração sistêmica de agentes bloqueadores beta-adrenérgicos podem
ocorrer com a administração tópica. O cloridrato de betaxolol sob a forma de colírio tem
demonstrado pouco efeito sobre a freqüência cardíaca e pressão arterial em estudos clínicos, não
obstante se deva ter cautela no tratamento de pacientes com história de insuficiência ou bloqueio
cardíaco. O tratamento com Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica deve ser
interrompido nos primeiros sinais de insuficiência cardíaca.

 

Interações medicamentosas:
Os pacientes que estejam em tratamento com agentes bloqueadores beta-adrenérgicos por via
oral e Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica devem ser observados quando ao
potencial efeito aditivo, tanto na pressão intra-ocular como nos efeitos sistêmicos comuns aos
betabloqueadores. Recomenda-se cuidadosa observação do paciente quando se administra um
betabloqueador a pacientes em tratamento com drogas depletoras de catecolamina, tais como a
reserpina, por causa de possíveis efeitos aditivos e drogas psicotrópicas adrenérgicas. Os
pacientes com uma história de atopia ou de reação anafilática grave a uma variedade de
alérgenos, e que estejam sob tratamento com betabloqueadores, podem não responder às doses
usuais de epinefrina usadas no tratamento de tais reações.

 

Reações adversas:
Oculares: Desconforto de curta duração e lacrimejamento ocasional têm sido relatados. Embora
raramente, têm sido relatados diminuição da sensibilidade corneana, eritema, prurido, puntacta
corneana, ceratite, anisocoria, edema e fotofobia. Outras reações adversas foram relatadas com
outras formulações de betaxolol: visão borrada, sensação de corpo estranho, secura dos olhos,
inflamação, secreção, dor ocular, diminuição de acuidade visual e escamas nos cílios.
Sistêmicas: Raramente se relatam reações sistêmicas após a administração tópica do cloridrato
de betaxolol, tais como:
Cardiovasculares: Bradicardia, bloqueio cardíaco e insuficiência cardíaca congestiva.
Pulmonares: Dispnéia, broncoespasmo, secreções brônquicas, asma e insuficiência respiratória.
Sistema nervoso central: Insônia, tontura, vertigem, dor de cabeça, depressão e letargia e
aumento nos sinais e sintomas de miastenia grave.
Outras: Urticária, necrólise epidérmica tóxica, queda de cabelo e glossite.

 

Posologia:
A dose recomendada é uma ou duas gotas de Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica
no(s) olho(s) afetado(s) duas vezes por dia. Em alguns pacientes, a resposta de redução da
pressão intra-ocular a Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica pode requerer algumas
semanas para estabilizar-se. Como acontece ao se administrar uma medicação nova, recomendase
o acompanhamento cuidadoso dos pacientes.
Se a pressão intra-ocular do paciente não estiver adequadamente controlada com este
tratamento, pode-se instituir terapêutica concomitante com pilocarpina, outros mióticos, epinefrina
ou inibidores da anidrase carbônica.

 

Superdosagem:
Os sintomas que podem ocorrer de uma superdosagem de agentes bloqueadores do receptor
beta-1-adrenérgico, administrados por via sistêmica, são bradicardia, hipotensão e insuficiência
cardíaca aguda. Na ocorrência de uma superdosagem tópica de Presmin (cloridrato de betaxolol)
solução oftálmica lavar os olhos com água corrente morna.

 

Uso Geriátrico:
Presmin (cloridrato de betaxolol) solução oftálmica pode ser usado por pessoas acima de 65 anos
de idade, desde que observadas as precauções comuns ao produto.

 

Apresentação:
Solução oftálmica estéril – Frasco plástico conta-gotas contendo 5 ml
“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”
Presmin (Betaxolol 0,5% – Cloridrato): Reg. MS n° 1.1725.0032.001-1
Responsável Técnico: Dr. Morio Sato – CRF-SP: nº 0381
N° de lote, data da fabricação e validade: vide cartucho
Fabricado por:
LATINOFARMA INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS LTDA.
R. Dr. Tomás Sepe, 489 – Cotia – SP
C.N.P.J. n° 60.084.456/0001-09 – Indústria Brasileira
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