Bula do Olmetec HCT 40/25 mg (Anti hipertensivo)

Olmetec-HCT-40-mg-25-mgBula do Olmetec® HCT 40/25 mg:
olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida

PARTE I
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Nome comercial: Olmetec® HCT
Nome genérico: olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida
Forma farmacêutica: comprimidos revestidos
Via de administração: ORAL

Apresentações registradas:
Olmetec® HCT 20 mg/12,5 mg em embalagens contendo 30 comprimidos revestidos.
Olmetec® HCT 40 mg/12,5 mg em embalagens contendo 30 comprimidos revestidos.
Olmetec® HCT 40 mg/25 mg em embalagens contendo 30 comprimidos revestidos.
USO ADULTO

Composição:
Cada comprimido revestido de Olmetec® HCT 20 mg/12,5 mg contém 20 mg de
olmesartana medoxomila e 12,5 mg de hidroclorotiazida.
Cada comprimido revestido de Olmetec® HCT 40 mg/12,5 mg contém 40 mg de
olmesartana medoxomila e 12,5 mg de hidroclorotiazida.
Cada comprimido revestido de Olmetec® HCT 40 mg/25 mg contém 40 mg de olmesartana
medoxomila e 25 mg de hidroclorotiazida.
Excipientes: celulose microcristalina, hiprolose de baixa substituição, lactose monoidratada,
hiprolose, estearato de magnésio, dióxido de titânioa, talcoa, hipromelosea, óxido de ferro
amareloa, óxido de ferro vermelhoa.
a= mistura dos cinco componentes corresponde ao Opadry® 02A00352 (20/12,5 mg e
40/12,5 mg) e Opadry® 02A24576 (40/25 mg).

PARTE II

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO DO MEDICAMENTO
A associação de olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida, substâncias ativas do Olmetec®
HCT, provoca a diminuição da pressão arterial, que é a pressão com que o coração faz o
sangue circular por dentro das artérias. Geralmente, esta associação não é indicada para o
início do tratamento da pressão alta (hipertensão arterial), sendo preferível seu uso após a
tentativa de tratamento com seus componentes isolados.
A hidroclorotiazida, responsável pelo efeito diurético, tem a sua ação iniciada a partir de 2
horas e a olmesartana medoxomila, responsável pela redução da pressão arterial, em 1
semana.

INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
Olmetec® HCT (olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida) é indicado para o tratamento da
pressão arterial alta, ou seja, a pressão cujas medidas sejam acima de 90 mmHg (pressão
“baixa” ou diastólica) ou 140 mmHg (pressão “alta” ou sistólica).

RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-Indicações
Olmetec® HCT (olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida) não deve ser usado: por
pessoas alérgicas ou sensíveis a qualquer componente deste produto ou a outros
medicamentos derivados da sulfonamida (por haver semelhança entre essa substância e a
hidroclorotiazida); durante a gravidez; por pessoas com insuficiência renal grave ou com
diminuição da quantidade de urina (anúria).

Advertências
Gerais:
Os pacientes sob tratamento devem ser observados quanto aos sinais clínicos decorrentes
da possibilidade da diminuição ou aumento dos sais no sangue, especialmente com o
aumento da quantidade de urina, na presença de doença crônica do fígado ou após
tratamento prolongado. As falhas alimentares com menor ingestão de frutas, verduras,
legumes e de líquidos também podem contribuir para tal diminuição, que pode provocar
arritmia cardíaca (palpitações) e pode também sensibilizar ou alterar a resposta do coração
aos efeitos dos medicamentos digitálicos, como a digoxina.
Podem ser necessários exames de sangue periódicos para medir os sais (sódio, potássio,
cálcio, magnésio e cloreto) e se detectar possíveis desequilíbrios. Os sintomas desses
desequilíbrios podem ser boca seca, sede, fraqueza, lentidão dos movimentos, sonolência,
inquietação, confusão, convulsões, dores musculares ou cãibras, cansaço muscular, queda
repentina da pressão arterial, diminuição do volume de urina, palpitações, náuseas e
vômitos.

Durante o tratamento pode ocorrer aumento dos níveis de colesterol, triglicérides, ácido
úrico no sangue ou crises de gota e manifestação de diabetes. Neste caso, pode ser
necessário o ajuste de dose de insulina ou dos hipoglicemiantes orais.
Caso ocorra piora da função dos rins por qualquer causa, deve-se reavaliar com o médico a
continuidade do tratamento.
Em pessoas que irão fazer exames de sangue para medir os hormônios das glândulas
paratireóides, recomenda-se interromper o tratamento sob orientação do médico para não
interferir no exame nem piorar o controle da pressão.
Reações de hipersensibilidade à hidroclorotiazida podem ocorrer em pessoas com ou sem
histórico de alergia ou asma brônquica, mas são mais prováveis naquelas com tal histórico.
Queda repentina da pressão (e tonturas):
As pessoas que estiverem se tratando com Olmetec® HCT devem ficar atentas ao fato de
poderem sentir tontura, especialmente nos primeiros dias; se isso acontecer deve-se
informar ao médico. Caso ocorra desmaio, o uso do medicamento deve ser interrompido e
um médico consultado. A ingestão inadequada de líquidos, transpiração excessiva, diarréia
ou vômitos podem levar a uma queda excessiva na pressão arterial, com as mesmas
conseqüências da tontura e possível desmaio.
Neste caso, a pessoa deve ser colocada na posição deitada e, se necessário, deve-se
administrar soro fisiológico ou outro, sob supervisão médica estrita. Quando os
desequilíbrios de hidratação e sais tiverem sido corrigidos, o tratamento anti-hipertensivo
pode continuar normalmente. A diminuição transitória da pressão arterial não é uma contraindicação
ao tratamento posterior.

Deficiência do fígado:
Olmetec® HCT deve ser usado com cuidado em pessoas com mau funcionamento ou
doença progressiva do fígado, visto que pequenas alterações no equilíbrio da hidratação e
dos sais podem favorecer o desenvolvimento de coma hepático.
Mau funcionamento dos rins e do coração:
Pode haver alteração do funcionamento dos rins durante o tratamento. Em pessoas com
mau funcionamento do coração (insuficiência cardíaca congestiva grave), o tratamento da
hipertensão arterial pode provocar diminuição da quantidade de urina e/ou aumento
progressivo de algumas substâncias no sangue (uréia e creatinina), indicando mau
funcionamento dos rins, que pode ser grave ou muito grave (até mesmo fatal).
Em portadores de doença renal grave, pode haver piora do funcionamento dos rins e os
efeitos cumulativos do medicamento podem aparecer.
Carcinogênese, mutagênese, diminuição da fertilidade:
Não foram realizados estudos de carcinogenicidade e de diminuição da fertilidade com a
associação da olmesartana medoxomila e hidroclorotiazida.

Uso em Pacientes Pediátricos e Idosos
Não foram realizados estudos clínicos em menores de 18 anos e, portanto, não foram
estabelecidas a segurança e a eficácia em crianças.
Não foram identificadas diferenças quanto à eficácia e segurança com o uso do
medicamento entre idosos (com mais de 65 anos) e os mais jovens.

Uso durante a Gravidez e Lactação
Caso se detecte gravidez durante o tratamento, deve-se interromper imediatamente o uso
de Olmetec® HCT e procurar o médico assistente para a sua substituição. O seu uso
inadvertido no começo da gravidez parece não oferecer risco, mas, por cautela, deve ser
substituído imediatamente. Ele está contra-indicado durante toda a gravidez particularmente
pelo risco que representa a partir do 4º mês.
Como se sabe que o medicamento passa para o leite materno e não se conhecem seus
efeitos em crianças, não se deve usá-lo durante o aleitamento pelo risco de reações
adversas para os bebês.

Precauções
Vide “Advertências”.
Interações Medicamentosas
Olmetec® HCT pode ser tomado com ou sem alimentos, pois a sua presença ou ausência
no estômago não influencia a absorção e eficácia.
Pode haver interferência entre Olmetec® HCT e outros medicamentos como barbitúricos,
narcóticos e álcool, aumentando o risco de queda repentina de pressão quando se fica de
pé. Não se deve ingerir bebidas alcoólicas durante o tratamento.
Pode ser necessário ajuste de dose de medicamentos para tratamento de diabetes. Pode
haver menor efeito do medicamento quando tomado junto com algumas resinas
(colestiramina e colestipol); o uso de hormônios corticosteróides pode aumentar a perda de
sais, principalmente o potássio. Além disso, pode haver alteração da resposta a
medicamentos que são vasoconstritores (contidos em descongestionantes nasais, em
medicamentos para controle do apetite) e em relaxantes musculares. O uso associado ao
lítio pode ocasionar risco de efeitos tóxicos e, com antiinflamatórios não-esteróides, pode
diminuir o efeito diurético desejado.

Alterações em exames laboratoriais
Hemograma: observou-se reduções não significantes na hemoglobina e no hematócrito;
Testes de funcionamento do fígado: elevações das enzimas do fígado e/ou bilirrubina no
sangue foram observadas com pouca freqüência;
Creatinina e uréia: pequenos aumentos foram observados com baixa freqüência e nenhum
indivíduo precisou interromper o uso de Olmetec® HCT.

ATENÇÃO: ESSE MEDICAMENTO CONTÉM AÇÚCAR, PORTANTO, DEVE SER USADO
COM CAUTELA EM DIABÉTICOS.
ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM
ORIENTAÇÃO MÉDICA. INFORME IMEDIATAMENTE AO SEU MÉDICO EM CASO DE
SUSPEITA DE GRAVIDEZ.
ESTE MEDICAMENTO É CONTRA-INDICADO EM PACIENTES COM MENOS DE 18
ANOS.

INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE
REAÇÕES INDESEJÁVEIS.
INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO
DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.
NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

MODO DE USO
Olmetec® HCT (olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida) 20 mg/12,5 mg: comprimidos
circulares, revestidos por uma película e alaranjados. Olmetec® HCT 40 mg/12,5 mg:
comprimidos ovais, revestidos por uma película e alaranjados. Olmetec® HCT 40 mg/25
mg:comprimidos ovais, revestidos por uma película e rosados.
O comprimido deve ser engolido inteiro, com água potável, uma vez ao dia. Não é
recomendada a administração de mais que 1 comprimido ao dia.

POSOLOGIA
A dose deve ser individualizada e, dependendo da resposta da pressão arterial, pode ser
alterada em intervalos de 2-4 semanas.
A combinação dos dois medicamentos pode ser substituída por seus componentes isolados.
Pessoas com doença dos rins: o tratamento pode ser feito até um limite mínimo de
funcionamento dos rins. Em pessoas com deficiência renal mais grave, os diuréticos mais
potentes podem ser necessários, portanto não se recomenda o uso de Olmetec® HCT.
Pessoas com doença do fígado: não é necessário nenhum ajuste de dose em indivíduos
com deficiência hepática.

SIGA A ORIENTAÇÃO DO SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS
DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.
NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE
USAR, OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

ESTE MEDICAMENTO NÃO PODE SER PARTIDO OU MASTIGADO.
REAÇÕES ADVERSAS
Os eventos adversos geralmente são leves, transitórios e não têm relação com a dose
usada de Olmetec® HCT (olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida). Em estudos clínicos
realizados (n=247), relatou-se: vertigem (9%), infecção do trato respiratório superior (7%),
aumento do ácido úrico (4%) e náusea (3%).
Dor de cabeça e infecção do trato urinário foram relatadas com freqüência maior que 2%,
atribuídas ou não ao tratamento. Outros eventos adversos foram relatados com incidência
maior que 1,0% e estão relacionados abaixo:
Sistema nervoso e psiquiátrico: tontura, inquietação e insônia;
Aparelho digestivo: dor na barriga, inflamação do pâncreas, icterícia (coloração amarela
intensa dos olhos com urina marrom e fezes brancas), inflamação nas glândulas salivares,
irritação no estômago, dificuldade de digestão, inflamação do estômago e dos intestinos,
diarréia, aumento de enzimas do fígado em exames de sangue – TGO (ou AST), gamaGT e
TGP (ou ALT);
Sentidos: visão embaçada transitória e visão amarela;
Aparelho cardiovascular: palpitações;
Hematológico: diminuição de todas as células do sangue e plaquetas, ou de apenas
algumas delas (anemia aplástica, agranulocitose, leucopenia, anemia hemolítica,
trombocitopenia, púrpura);
Músculo-esquelético: contração muscular inesperada (cãibras), dor nas costas, inflamação
em articulações, dor em articulações e músculos;
Sistema respiratório: sintomas semelhantes aos da gripe, faringite, tosse, rinite, sinusite,
bronquite, dificuldade respiratória inclusive pneumonite e edema pulmonar;
Sistema urinário: mau funcionamento dos rins, nefrite e aparecimento de sangue na urina;
Alergia: urticária, vasculite (angiite necrosante), febre e reações anafiláticas graves –
eritema multiforme (e síndrome de Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa (e necrólise
epidérmica tóxica); pode provocar o aumento ou ativação de lúpus eritematoso sistêmico
(doença reumática grave);
Metabólico e nutricional: aumento de açúcar no sangue, aumento da perda de açúcar na
urina, aumento da quantidade de ácido úrico no sangue, aumento de gorduras, de CPK e
hiperglicemia;
Distúrbios da pele e apêndices: coceira e inchaço da pele, queimaduras por sol,
vermelhidão na pele, inchaço no rosto;

Lugar não-específico: fraqueza, dor no tórax, cansaço, inchaço dos membros, dor,
ferimento auto-infligido.
ATENÇÃO: ESTE É UM MEDICAMENTO NOVO E, EMBORA AS PESQUISAS TENHAM
INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA ACEITÁVEIS PARA COMERCIALIZAÇÃO,
EFEITOS INDESEJÁVEIS E NÃO CONHECIDOS PODEM OCORRER. NESTE CASO,
INFORME AO SEU MÉDICO.

CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Em caso de superdose, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. Os dados
disponíveis com relação à superdose de Olmetec® HCT (olmesartana
medoxomila/hidroclorotiazida) em seres humanos ainda são limitados. As manifestações
mais prováveis devido à diminuição de sal e à desidratação resultante do excesso de urina
são redução da pressão arterial e palpitações. Se ocorrer tonturas ou perda dos sentidos, a
pessoa deve ser mantida deitada e deve-se chamar um médico imediatamente para que o
tratamento de suporte seja iniciado.
Se outros medicamentos (digitálicos, por exemplo a digoxina) também estiverem em uso,
podem ocorrer palpitações ou arritmias cardíacas que podem ser graves.

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO
Olmetec® HCT (olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida) deve ser conservado em
temperatura ambiente (entre 15 e 30°C).

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

PARTE III
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
PROPRIEDADES FARMACODINÂMICAS
Olmesartana medoxomila
É um pró-fármaco que, durante a absorção pelo trato gastrintestinal, ocorre a hidrólise do
éster, sendo convertido em olmesartana, o composto biologicamente ativo. É um bloqueador
seletivo do receptor de angiotensina II do subtipo AT1.
A angiotensina II é formada a partir da angiotensina I em uma reação catalisada pela enzima
conversora da angiotensina (ECA, cininase II). A angiotensina II é o principal agente
pressórico do sistema renina-angiotensina-aldosterona, com efeitos que incluem
vasoconstrição, estimulação da síntese e liberação de aldosterona, estimulação cardíaca e
reabsorção renal de sódio. A olmesartana liga-se de forma competitiva e seletiva ao receptor
AT1 e impede os efeitos vasoconstritores da angiotensina II, bloqueando seletivamente sua
ligação ao receptor AT1 no músculo liso vascular. Portanto, sua ação é independente das
vias para a síntese de angiotensina II.
Receptores AT2 também são encontrados em outros tecidos, mas se desconhece a
associação com a homeostasia cardiovascular. A olmesartana tem uma afinidade 12.500
vezes superior ao receptor AT1, comparada ao receptor AT2.
O bloqueio do receptor de angiotensina II inibe o feedback negativo regulador de
angiotensina II sobre a secreção de renina; entretanto, o aumento resultante na atividade de
renina plasmática e dos níveis de angiotensina II circulante não suprime o efeito da
olmesartana sobre a pressão arterial.
Pelo fato da olmesartana medoxomila não inibir a ECA (cininase II), a resposta à bradicinina
não é afetada.

Hidroclorotiazida
É um diurético tiazídico, que atua nos mecanismos de reabsorção de eletrólitos nos túbulos
renais, aumentando diretamente a excreção de sódio e cloreto em quantidades
aproximadamente equivalentes. Indiretamente, a ação diurética da hidroclorotiazida reduz o
volume do plasma, com conseqüente aumento na atividade da renina plasmática, na
secreção de aldosterona, na perda urinária de potássio e redução do potássio sérico. A
ativação do sistema renina-aldosterona é mediada pela angiotensina II e, portanto, a coadministração
de um antagonista do receptor de angiotensina II tende a reverter a perda de
potássio associada a estes diuréticos.
O mecanismo da ação anti-hipertensiva dos diuréticos tiazídicos não é totalmente
conhecido.

PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS
Absorção, Distribuição, Metabolismo e Excreção

Olmesartana medoxomila: é rápida e completamente bioativada por hidrólise do éster para
olmesartana durante a absorção pelo trato gastrintestinal. A olmesartana parece ser
eliminada de maneira bifásica, com meia-vida de eliminação de aproximadamente 13 horas.
A farmacocinética da olmesartana é linear após doses orais únicas de até 320 mg e doses
orais múltiplas de até 80 mg. Os níveis de olmesartana no estado de equilíbrio são atingidos
em 3 a 5 dias e não ocorre nenhum acúmulo no plasma com a administração única diária.
Após a administração, a biodisponibilidade absoluta da olmesartana é de aproximadamente
26%. A concentração plasmática máxima (Cmáx) da olmesartana após administração oral é
atingida após 1 a 2 horas. Os alimentos não afetam a biodisponibilidade.
Após a rápida e completa conversão de olmesartana medoxomila para olmesartana durante
a absorção, não há, aparentemente, nenhum metabolismo adicional da olmesartana. O
clearance plasmático total de olmesartana é de 1,3 L/h, com um clearance renal de 0,6 L/h.
Aproximadamente 35% a 50% da dose absorvida são recuperados na urina, enquanto o
restante é eliminado nas fezes, por intermédio da bile.
O volume de distribuição de olmesartana é de aproximadamente 17 litros. A olmesartana
possui alta ligação a proteínas plasmáticas (99%) e não penetra nas hemácias. A ligação
protéica é constante mesmo com concentrações plasmáticas de olmesartana muito acima
da faixa atingida com as doses recomendadas.
Em ratos, a olmesartana atravessou a barreira hematoencefálica em quantidade mínima;
atravessou a barreira placentária e foi distribuída para o feto, além de ter sido distribuída
para o leite materno em níveis baixos.
Hidroclorotiazida: quando os níveis plasmáticos de hidroclorotiazida foram acompanhados
por, no mínimo, 24 horas, a meia-vida variou entre 5,6 e 14,8 horas.
Não é metabolizada, mas é eliminada rapidamente pelo rim. No mínimo 61% da dose oral
são eliminados inalterados dentro de 24 horas.
Cruza a barreira placentária, mas não a barreira hematoencefálica e é excretada no leite
materno.

Populações Especiais
Uso em Crianças
A farmacocinética de olmesartana não foi investigada em menores de 18 anos.
Uso em Pacientes Idosos
A farmacocinética de olmesartana foi estudada em idosos com 65 anos ou mais. Em geral,
as concentrações plasmáticas máximas foram similares entre os adultos jovens e os idosos,
sendo que nestes foi observado um pequeno acúmulo com a administração de doses
repetidas (AUC foi 33% maior em pacientes idosos, correspondendo a aproximadamente
30% de redução no clearance renal).
Sexo
Foram observadas diferenças mínimas na farmacocinética da olmesartana nas mulheres em
comparação aos homens. A AUC e Cmáx foram 10-15% maiores em mulheres do que em
homens.

Uso em Pacientes com Insuficiência Renal
Em pacientes com insuficiência renal, as concentrações séricas de olmesartana foram
elevadas, quando comparadas a indivíduos com função renal normal. Em pacientes com
insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 20 L/min), a AUC foi aproximadamente
triplicada após doses repetidas. A farmacocinética da olmesartana em pacientes sob
hemodiálise ainda não foi estudada.

Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática
Aumentos na AUC e Cmáx foram observados em pacientes com insuficiência hepática
moderada, em comparação com os valores nos controles equivalentes, com um aumento na
AUC de cerca de 60%.

DADOS DE SEGURANÇA PRÉ-CLÍNICOS
Olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida: não foram realizados estudos de
carcinogenicidade com olmesartana medoxomila associada à hidroclorotiazida.
A associação de olmesartana medoxomila e hidroclorotiazida, na proporção de 20:12,5, foi
negativa no teste de mutação reversa de microssomo de mamífero/Salmonella-Escherichia
coli até a concentração de placa máxima recomendada para os ensaios-padrão. As
substâncias também foram testadas individualmente e em proporções de combinação de
40:12,5; 20:12,5 e 10:12,5, quanto à atividade clastogênica no ensaio de aberração
cromossômica em pulmão de hamster chinês in vitro. Foi observada uma resposta positiva
para cada componente e proporção de combinação. Entretanto, não foi detectado nenhum
sinergismo na atividade clastogênica entre ambos os medicamentos em qualquer proporção.
A combinação de olmesartana medoxomila e hidroclorotiazida (20:12,5), administrados por
via oral, tiveram teste negativo no ensaio de micronúcleo de eritrócito de medula espinhal de
camundongo in vivo, em doses administradas de até 3.144 mg/kg.
Não foram realizados estudos de redução da fertilidade com olmesartana medoxomila
combinada à hidroclorotiazida.
Olmesartana medoxomila: não apresentou carcinogenicidade quando administrada a ratos
por até 2 anos. A maior dose testada (2.000 mg/kg/dia) era, na base de mg/m²,
aproximadamente 480 vezes maior que a dose humana máxima recomendada (DHMR) de
40 mg/dia. Dois estudos de carcinogenicidade realizados em camundongos, um estudo de
gavagem de 6 meses no camundongo p53 knockout e um estudo de administração na dieta
de 6 meses no camundongo transgênico Hras2, a doses de até 1.000 mg/kg/dia (cerca de
120 vezes a DHMR) não apresentaram evidência de um efeito.
Tanto a olmesartana medoxomila quanto a olmesartana apresentaram teste negativo no
ensaio de transformação celular de embrião de hamster sírio in vitro e não apresentaram
evidência de toxicidade genética no teste Ames de mutagenicidade bacteriana. Entretanto,
se demonstrou que ambos induzem aberrações cromossômicas em células cultivadas in
vitro (pulmão de hamster chinês). Ambas também apresentaram teste positivo para
mutações de timidina cinase no ensaio de linfoma de camundongo in vitro. A olmesartana
medoxomila apresentou teste negativo in vivo para mutações no intestino e rim de
MutaMouse e quanto à clastogenicidade na medula espinhal de camundongo (teste de
micronúcleo) em doses orais de até 2.000 mg/kg (a olmesartana não foi testada).
A fertilidade dos ratos não foi afetada pela administração de olmesartana medoxomila em
doses até 1.000 mg/kg/dia (240 vezes a DHMR), em um estudo no qual a dosagem foi
iniciada 2 (fêmeas) ou 9 (machos) semanas antes do acasalamento.
Hidroclorotiazida: não houve evidências de potencial carcinogênico em estudos
conduzidos em camundongos fêmeas (em doses de até 600 mg/kg/dia) ou em ratos machos
e fêmeas (em doses de até 100 mg/kg/dia).
Não foi genotóxica in vitro no teste Ames de mutagenicidade das cepas de Salmonella
typhimurium TA 98, TA 100, TA 1535, TA 1537 e TA 1538, e no teste de ovário de hamster
chinês quanto a aberrações cromossômicas, ou in vivo em ensaios usando cromossomos
celulares germinativos de camundongos, cromossomos de medula espinhal de hamster
chinês e gene de traço letal recessivo ligado ao sexo da Drosophila.
Os resultados foram positivos apenas nos ensaios de troca de cromátide irmã in vitro
(clastogenicidade) e nos ensaios de célula de linfoma de camundongo (mutagenicidade),
utilizando-se concentrações de hidroclorotiazida de 43 a 1.300 μg/mL e no ensaio de nãodisjunção
de Aspergillus nidulans a uma concentração não especificada.
A hidroclorotiazida não apresentou efeitos adversos sobre a fertilidade de camundongos e
ratos de ambos os sexos em estudos nos quais as espécies foram expostas, pela dieta, a
doses de até 100 e 4 mg/kg, respectivamente, antes do acasalamento e durante toda a
gestação.

RESULTADOS DE EFICÁCIA
Em estudos clínicos realizados com mais de 2.750 pacientes, 1.230 pacientes foram
tratados com olmesartana medoxomila (2,5 mg a 40 mg) e hidroclorotiazida (12,5 a 25 mg).
Vinte e quatro horas após as doses únicas diárias das associações em dose fixa de
olmesartana medoxomila e hidroclorotiazida, respectivamente, 20 mg e 12,5 mg, 40 mg e
12,5 mg ou 40 mg e 25 mg produziram reduções na pressão arterial média (ajustada ao
placebo) de: PA diastólica de 8 a 17 mmHg e PA sistólica 14 a 24 mmHg.
A olmesartana medoxomila (10 mg ou 20 mg) associada a 25 mg de hidroclorotiazida foi
avaliada em um estudo comparativo à hidroclorotiazida (25 mg) no tratamento de portadores
de hipertensão primária moderada a grave, que não estavam adequadamente controlados
(PA diastólica sentado de 100 a 120 mmHg). A adição de olmesartana medoxomila
proporcionou um efeito redutor em 24 horas (PA diastólica/PA sistólica) de 17 a 20 mmHg.
Em um estudo de titulação de dose, a adição de 12,5 mg de hidroclorotiazida a 40 mg de
olmesartana medoxomila resultou em uma redução adicional da pressão arterial
(sistólica/diastólica) de 6 a 13 mmHg e com o aumento da dose para 25 mg resultou em
uma redução adicional de 5 a 9 mmHg.
Seis outros estudos com duração mínima de seis meses permitiram a adição de
hidroclorotiazida para pacientes que não eram adequadamente controlados na monoterapia
com olmesartana medoxomila. A adição de 12,5 mg de hidroclorotiazida e posterior titulação
para 25 mg reduziu ainda mais a pressão arterial sistólica e diastólica.

O aparecimento do efeito anti-hipertensivo ocorreu em 1 semana e foi máximo após 4
semanas. Após administração oral de hidroclorotiazida, o aumento de diurese ocorreu nas
primeiras 2 horas e foi máximo em aproximadamente 4 horas e duração de ação diurética
de 6 a 12 horas.
Em estudos a longo prazo por até 2 anos, o efeito redutor da pressão arterial da associação
foi mantido. O efeito anti-hipertensivo foi independente da idade ou sexo e a resposta global
à combinação foi semelhante para pacientes negros e não-negros. Não foram observadas
mudanças significativas na freqüência cardíaca com o tratamento em combinação no estudo
controlado por placebo.

INDICAÇÕES
Olmetec® HCT (olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida) é indicado para o tratamento da
hipertensão arterial. Esta associação em dose fixa não é indicada para o tratamento inicial.

CONTRA-INDICAÇÕES
Olmetec® HCT (olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida) é contra-indicado em pacientes
hipersensíveis aos componentes da fórmula ou a outros medicamentos derivados da
sulfonamida; durante a gestação; pacientes com insuficiência renal grave (depuração de
creatinina menor que 30 mL/min) ou em anúria.

MODO DE USAR
Olmetec® HCT (olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida) deve ser administrado por via
oral, devendo o comprimido ser engolido inteiro, com água, uma vez ao dia.

POSOLOGIA
Em pacientes cuja pressão arterial está inadequadamente controlada por olmesartana
medoxomila ou por hidroclorotiazida em monoterapia, pode-se substituir por Olmetec® HCT
(olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida) conforme a titulação de dose, de forma
individualizada.
O efeito anti-hipertensivo de Olmetec® HCT é crescente na seguinte ordem de
concentrações dos princípios ativos, respectivamente, olmesartana
medoxomila/hidroclorotiazida: 20 mg e 12,5 mg; 40 mg e 12,5 mg; 40 mg e 25 mg.
Dependendo da resposta da pressão arterial, a dose pode ser titulada a intervalos de 2 a 4
semanas.
Olmetec® HCT deve ser administrado uma vez ao dia, com ou sem alimentos e pode ser
associado a outros anti-hipertensivos, conforme a necessidade. Não se recomenda a
administração de mais de 1 comprimido ao dia.
Substituição: a associação pode ser substituída pelos seus princípios ativos isoladamente. A
dose diária máxima recomendada de olmesartana medoxomila é de 40 mg e de
hidroclorotiazida é de 50 mg.

Pacientes com insuficiência renal: as doses recomendadas podem ser seguidas, contanto
que o clearance de creatinina seja maior que 30 mL/min.
Pacientes com insuficiência hepática: não é necessário ajuste de dose.

ADVERTÊNCIAS
GERAIS
Hidroclorotiazida: todos os pacientes em tratamento com diuréticos tiazídicos devem ser
observados quanto aos sinais clínicos de desequilíbrio hidroeletrolítico como hiponatremia,
alcalose hipoclorêmica e hipocalemia, entre outros. Devem ser realizadas, em intervalos
adequados, determinações dos eletrólitos séricos para detectar qualquer desequilíbrio
possível. Essas determinações séricas (e também urinárias) podem ser necessárias quando
o paciente estiver vomitando ou com reposição volêmica parenteral.
Os sinais e sintomas de desequilíbrio hidroeletrolítico, independentemente da causa,
consistem em boca seca, sede, fraqueza, letargia, sonolência, inquietação, confusão,
convulsões, dores musculares ou cãibras, fadiga muscular, hipotensão, oligúria, taquicardia
e distúrbios gastrintestinais como náuseas e vômitos.
A hipocalemia pode ocorrer especialmente pela diurese intensa, na presença de cirrose ou
após tratamento prolongado.
A interferência na ingestão adequada de eletrólitos pode também contribuir para
hipocalemia, que pode provocar arritmias cardíacas e pode também sensibilizar ou
exacerbar a resposta do coração aos efeitos tóxicos produzidos pelos digitálicos (por
exemplo, irritabilidade ventricular aumentada).
Apesar de qualquer deficiência de cloreto ser geralmente imperceptível e não precisar de
tratamento específico, exceto sob circunstâncias extraordinárias (como em doença hepática
ou doença renal), a reposição pode ser necessária para o tratamento de alcalose
metabólica.
Pode ocorrer hiponatremia dilucional em pacientes edemaciados em clima quente; o
tratamento apropriado é a restrição de água, ao invés da administração de sódio, exceto em
casos raros nos quais a hiponatremia esteja provocando risco à vida. No caso de depleção
constatada de sódio, deve-se efetuar a sua reposição.
O tratamento com diuréticos tiazídicos pode precipitar a ocorrência de hiperuricemia ou
crises de gota em alguns pacientes.
Em diabéticos, pode ser necessário ajuste na dose de insulina ou dos hipoglicemiantes
orais. Pode ocorrer hiperglicemia com diuréticos tiazídicos. Dessa maneira, pode se
manifestar a diabetes melito latente durante o tratamento com a hidroclorotiazida.
Os efeitos anti-hipertensivos do medicamento podem ser maiores em pacientes submetidos
à simpatectomia.
Se ocorrer piora da função renal, o tratamento deve ser interrompido pelo risco de uso da
hidroclorotiazida nesses casos.

Demonstrou-se que os diuréticos tiazídicos aumentam a excreção urinária de magnésio,
resultando em hipomagnesemia, ou reduzem a excreção urinária de cálcio, além de
provocar elevação discreta e inconstante do cálcio sérico, sem alteração prévia da calcemia.
A hipercalcemia significativa pode ser evidência de hiperparatireoidismo. O uso de tiazídicos
deve ser interrompido antes da dosagem dos hormônios paratireóides.
Pode ocorrer aumento nos níveis de colesterol e triglicérides pelo tratamento com diuréticos
tiazídicos.
A hidroclorotiazida atravessa a barreira placentária e aparece no sangue do cordão
umbilical. Há risco de icterícia fetal ou neonatal, trombocitopenia e outras reações adversas
que ocorreram em adultos.
Olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida: em um estudo clínico duplo-cego de diversas
doses de olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida, a incidência de hipocalemia (potássio
sérico < 3,4 mEq/L) em hipertensos foi de 2,1%; a incidência de hipercalemia (potássio
sérico > 5,7 mEq/L) foi de 0,4%. Nenhum paciente interrompeu o tratamento devido aos
aumentos ou reduções no potássio sérico. Em geral, a associação de olmesartana
medoxomila/hidroclorotiazida não teve nenhum efeito sobre o potássio sérico.
Hipotensão sintomática: pacientes que estejam recebendo Olmetec® HCT devem ser
advertidos que podem sentir tontura, especialmente durante os primeiros dias de uso, e que
isto deve ser informado ao médico assistente. Caso ocorra uma síncope, interromper e
avaliar o tratamento.
Todos os pacientes devem ser advertidos que a ingestão insuficiente de líquidos, sudorese
excessiva, diarréia ou vômitos podem levar a uma queda excessiva na pressão arterial, com
as mesmas conseqüências da tontura e da síncope.
Hipotensão em pacientes com depleção de volume ou de sal: em pacientes com o sistema
renina-angiotensina-aldosterona ativado, tais como pacientes com depleção de volume e/ou
de sódio (por exemplo, aqueles sendo tratados com altas doses de diuréticos), pode ocorrer
hipotensão sintomática como com qualquer bloqueador do receptor de angiotensina. O
tratamento deve começar sob supervisão médica rígida. Se ocorrer hipotensão, o paciente
deve ser colocado na posição supina e, se necessário, deve ser feita reidratação com
infusão intravenosa de solução fisiológica. Quando os desequilíbrios hidroeletrolíticos
tiverem sido corrigidos, o tratamento pode ser continuado normalmente, sem dificuldades. A
resposta hipotensora transitória não é uma contra-indicação ao tratamento subseqüente
com Olmetec® HCT.
Insuficiência hepática: os diuréticos tiazídicos devem ser utilizados com cuidado em
pacientes com função hepática prejudicada ou doença hepática progressiva, visto que
pequenas alterações no equilíbrio hidroeletrolítico podem precipitar coma hepático.
Função renal diminuída: em conseqüência da inibição do sistema renina-angiotensinaaldosterona,
pode-se prever mudanças na função renal em indivíduos susceptíveis tratados
com olmesartana medoxomila. Em pacientes cuja função renal possa depender da atividade
desse sistema (por exemplo, ICC), o tratamento com inibidores da ECA e antagonistas dos
receptores de angiotensina tem sido associado com oligúria e/ou azotemia progressiva e,
raramente, com insuficiência renal aguda e/ou morte. O mesmo pode ocorrer com pacientes
tratados com olmesartana medoxomila.

Em estudos clínicos com inibidores da ECA em pacientes com estenose unilateral ou
bilateral da artéria renal, foram relatados aumentos da creatinina e/ou da uréia séricas. Não
houve uso de longo prazo de olmesartana medoxomila em pacientes nessas condições,
mas pode-se esperar resultados semelhantes.
Os diuréticos tiazídicos devem ser usados com cuidado em doença renal grave. Em
pacientes com doença renal, pode-se precipitar a azotemia. Os efeitos cumulativos do
medicamento podem se manifestar em pacientes com função renal diminuída.
Morbidade e mortalidade fetal/neonatal: os medicamentos que agem diretamente sobre o
sistema renina-angiotensina-aldosterona podem causar morbidade e morte fetal e neonatal
quando administrados a gestantes, assim como os diuréticos tiazídicos. Quando a gravidez
é detectada, a administração de Olmetec® HCT deve ser interrompida o mais rapidamente
possível.
Como não há experiência clínica com o seu uso em gestantes, o medicamento é contraindicado
durante a gestação.
Não foram observados efeitos teratogênicos quando o Olmetec® HCT foi administrado a
camundongos prenhes em doses orais de até 1.625 mg/kg/dia (110 vezes a dose humana
recomendada máxima de olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida numa base em mg/m²)
ou ratas prenhes em doses orais de 1.625 mg/kg/dia (220 vezes numa base em mg/m²).
Uso durante a Gravidez: pacientes do sexo feminino em idade fértil devem ser informadas
sobre as conseqüências da exposição no segundo e terceiro trimestres de gravidez a
medicamentos que atuam sobre o sistema renina-angiotensina-aldosterona e devem ser
informadas também que estas conseqüências não parecem ser resultado da exposição
intra-uterina ao medicamento que tenha sido limitada ao primeiro trimestre.
Olmetec® HCT é um medicamento classificado na categoria de risco de gravidez C
(primeiro trimestre) e D (segundo e terceiro trimestres). Portanto, este medicamento
não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgiãodentista.
Uso durante a Lactação: a olmesartana é secretada em concentração baixa no leite de
ratas lactantes, mas não se sabe se é excretada no leite humano. Os diuréticos tiazídicos
aparecem no leite humano. Devido ao potencial para eventos adversos sobre o lactente,
deve-se tomar uma decisão sobre interromper a amamentação ou interromper o uso de
Olmetec® HCT, levando em conta a importância do medicamento para a mãe.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em Crianças e em Pacientes Idosos
Não foram estabelecidas a segurança e a eficácia em crianças.
Do número total de pacientes em todos os estudos clínicos de hipertensão com a
associação, 18,3% tinham 65 anos ou mais e não foram observadas diferenças na eficácia
ou segurança entre os idosos e os mais jovens. Porém, não pode ser descartada a maior
sensibilidade de alguns indivíduos mais idosos.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Olmesartana medoxomila: não foram relatadas interações medicamentosas significativas
em estudos nos quais a olmesartana medoxomila foi co-administrada com hidroclorotiazida,
digoxina ou varfarina em voluntários saudáveis. A biodisponibilidade da olmesartana não foi
significativamente alterada pela co-administração de antiácidos (hidróxido de alumínio e
hidróxido de magnésio). A olmesartana medoxomila não é metabolizada e nem interfere no
sistema do CYP450; portanto, não são esperadas interações com medicamentos que
inibem, induzem ou são metabolizados por essas enzimas.
Hidroclorotiazida: quando administrados simultaneamente, os fármacos abaixo podem
interagir com os diuréticos tiazídicos:
Álcool, barbituratos ou narcóticos: pode ocorrer potencialização da hipotensão ortostática;
Medicamentos antidiabéticos (agentes orais e insulina): pode ser necessário o ajuste de
dose do medicamento antidiabético;
Outros medicamentos anti-hipertensivos: efeito aditivo ou potencialização;
Resinas (colestiramina e colestipol): a absorção da hidroclorotiazida é prejudicada na
presença de resinas de troca aniônica. Doses únicas de colestiramina ou colestipol se ligam
à hidroclorotiazida e reduzem sua absorção pelo trato gastrintestinal em até 85 ou 43%,
respectivamente;
Corticosteróides, hormônio adrenocorticotrófico (ACTH): depleção de eletrólitos
intensificada, particularmente hipocalemia;
Aminas vasopressoras (por exemplo, norepinefrina): possível resposta diminuída a aminas
vasopressoras, mas não o suficiente para impedir seu uso;
Relaxantes de musculatura esquelética, não despolarizantes (por exemplo, tubocurarina):
possível resposta aumentada ao relaxante muscular.
Lítio: de maneira geral, não deve ser administrado com diuréticos pois estes reduzem a
depuração renal do lítio e provocam um alto risco de toxicidade por lítio.
Medicamentos antiinflamatórios não-esteróides: em alguns pacientes, a administração de
um agente antiinflamatório não-esteróide pode reduzir os efeitos diuréticos, natriuréticos e
anti-hipertensivos dos diuréticos de alça, poupadores de potássio e tiazídicos. Portanto,
quando do uso concomitante com Olmetec® HCT (olmesartana
medoxomila/hidroclorotiazida), deve-se observar com cuidado o efeito alcançado.
Alterações em exames laboratoriais
Em estudos clínicos controlados, mudanças clinicamente importantes nos parâmetros
laboratoriais raramente foram associadas à administração da combinação.
Hemoglobina e hematócrito: uma redução maior que 20% no hematócrito foi observada em
0,4% (apenas 1 paciente), dos pacientes de olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida, em
comparação com nenhum dos pacientes tratados com placebo. Nenhum paciente foi
excluído do estudo devido à anemia.

Enzimas hepáticas: elevações das enzimas hepáticas e/ou bilirrubina sérica foram
observadas com pouca freqüência.
Três pacientes foram retirados dos estudos clínicos por uma elevação de enzimas
hepáticas; nestes pacientes, já havia elevação antes do tratamento.
Creatinina e uréia séricas: pequenos aumentos da uréia e da creatinina séricas foram
observados infreqüentemente. Nenhum paciente teve a administração interrompida devido a
isso.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida: avaliou-se a segurança em 1.243
hipertensos; o tratamento foi bem tolerado, com incidência de eventos adversos semelhante
a do placebo. Os eventos geralmente foram leves, transitórios e não relacionados com as
doses, tal como sua freqüência.
A análise do sexo, idade e grupos raciais não demonstrou diferenças entre os pacientes
tratados com olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida e os tratados com placebo. Os
índices de desistência dos pacientes hipertensos tratados com a associação por causa de
eventos adversos em todos os estudos foram de 2,0% (25/1.243) comparado aos 2,0%
(7/342) dos pacientes dos grupos tratados com placebo.
Em um estudo clínico controlado por placebo, os eventos adversos com olmesartana
medoxomila/hidroclorotiazida que ocorreram em freqüência maior que 2%, e mais
freqüentemente na combinação do que no placebo, independentemente da relação do
medicamento, estão descritos, respectivamente, para os grupos OM-HCT (n=247) / placebo
(n=42) / OM (n=125) / HCT (n=88): vertigem (% = 9/2/1/8), infecção do trato respiratório
superior (% = 7/0/6/7), hiperuricemia (% = 4/2/0/2) e náusea (% = 3/0/2/1).
Relatou-se, ainda, cefaléia e infecção do trato urinário com freqüência maior que 2%, igual
ou menor ao grupo placebo.
Outros eventos adversos relatados com incidência maior que 1,0%, atribuídos ou não ao
tratamento:
Sistema nervoso/psiquiátrico: vertigem, insônia;
Digestivo: dor abdominal, dispepsia, gastrenterite, diarréia; aumento de AST, ALT e gama-
GT;
Músculo-esquelético: artrite, artralgia, mialgia;
Sistema respiratório: faringite, tosse, rinite, sinusite, bronquite;
Sistema urinário: urina anormal, hematúria;
Metabólico e nutricional: hiperlipidemia, aumento de CPK, hiperglicemia;
Pele: exantema;
olh02c(140)com
30/01/08
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Inespecífico: dor no tórax, fadiga, sintomas de gripe, dor nas costas, edema periférico, dor,
ferimento auto-infligido.
Foi relatado edema facial em 2 de 1.243 pacientes recebendo o medicamento. Não se
relatou angioedema com o uso de olmesartana medoxomila ou olmesartana
medoxomila/hidroclorotiazida, como foi o caso de outros antagonistas dos receptores de
angiotensina II.
Olmesartana medoxomila: em mais de 0,5% (dentre 3.100 hipertensos), relatou-se
taquicardia e hipercolesterolemia, relacionadas ou não ao tratamento ativo em monoterapia.
Hidroclorotiazida: abaixo estão outros eventos adversos relatados com a hidroclorotiazida,
sem relação de causalidade:
Sistema nervoso/psiquiátrico: inquietação;
Sentidos: visão embaçada (transitória), xantopsia;
Digestivo: pancreatite, icterícia (icterícia colestática intra-hepática), sialadenite, cãibras,
irritação gástrica;
Músculo-esquelético: espasmo muscular;
Hematológico: anemia aplástica, agranulocitose, leucopenia, anemia hemolítica,
trombocitopenia;
Sistema urinário: insuficiência renal, disfunção renal, nefrite intersticial;
Hipersensibilidade: púrpura, fotossensibilidade, urticária, angiite necrosante (vasculite e
vasculite cutânea), febre, dificuldade respiratória inclusive pneumonite e edema pulmonar,
reações anafiláticas. Reações de hipersensibilidade à hidroclorotiazida podem ocorrer em
pacientes com ou sem histórico de alergia ou asma brônquica, mas são mais prováveis em
pacientes asmáticos. Os diuréticos tiazídicos provocam exacerbação ou ativação de lúpus
eritematoso sistêmico;
Metabólico e nutricional: hiperglicemia, glicosúria, hiperuricemia;
Pele: eritema multiforme (inclusive síndrome de Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa
(inclusive necrólise epidérmica tóxica);
Inespecífico: fraqueza.

ATENÇÃO: ESTE É UM MEDICAMENTO NOVO E, EMBORA AS PESQUISAS TENHAM
INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA ACEITÁVEIS PARA COMERCIALIZAÇÃO,
EFEITOS INDESEJÁVEIS E NÃO CONHECIDOS PODEM OCORRER.

SUPERDOSE
Olmesartana medoxomila: os dados disponíveis com relação à superdose em seres
humanos são limitados. As manifestações mais prováveis de superdose são hipotensão e
taquicardia; pode ocorrer bradicardia se houver estimulação parassimpática (vagal). No caso
de hipotensão sintomática, o tratamento de suporte deve ser iniciado. Não se sabe ainda se
a olmesartana é passível de remoção por diálise.
Hidroclorotiazida: os sinais e sintomas mais comuns de superdose observados em
humanos são aqueles causados pela depleção de eletrólitos (hipocalemia, hipocloremia,
hiponatremia) e desidratação resultante da diurese excessiva. A hipocalemia pode acentuar
o risco de arritmias cardíacas no caso de uso concomitante de digitálicos. Não se sabe o
grau de remoção de hidroclorotiazida por hemodiálise.

ARMAZENAGEM
Olmetec® HCT (olmesartana medoxomila/hidroclorotiazida) deve ser conservado em
temperatura ambiente (entre 15 e 30°C).

PARTE IV
DIZERES LEGAIS
MS – 1.0216.0169
Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann – CRF-SP nº 36144
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Número do lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Produto fabricado por:
Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda.
Barueri – SP
Embalado por:
Boehringer Ingelheim do Brasil Química e Farmacêutica Ltda.
Itapecerica da Serra – SP
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 – Guarulhos – SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria brasileira.
Fale Pfizer 0800-167575
www.pfizer.com.br
Marca registrada sob licença de Daiichi Sankyo Co. – Tóquio – Japão