Bula do Minesse (Anticoncepcional)

MinesseBula do MINESSE®:
WYETH INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA. (LOGOTIPO)
Minesse®
gestodeno, etinilestradiol
Comprimidos revestidos

 

APRESENTAÇÕES
Cartucho contendo 1 blister com 24 comprimidos revestidos.

 

USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
gestodeno……………………………… 0,060 mg
etinilestradiol………………………….. 0,015 mg
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, estearato de magnésio, polacrilina potássica,
corante opadry amarelo, polietilenoglicol, cera E pharma e água purificada.

 

INFORMAÇÕES À PACIENTE
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) é indicado na prevenção da gravidez. Embora tendo
eficácia bem estabelecida, há casos de gravidez em mulheres utilizando contraceptivos
orais.
Conservar o medicamento em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30°C).
O prazo de validade de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) é de 24 meses contados a
partir da data de fabricação indicada na embalagem externa. Após esse período o
medicamento não deve ser utilizado. Nunca use medicamento com prazo de validade
vencido.
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou com
suspeita de gravidez, ou ainda por mulheres que estejam amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, a dose e a duração do
tratamento.

 

COMO TOMAR Minesse® (gestodeno, etinilestradiol)
O blister de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) contém 24 comprimidos. Iniciar tomando
um comprimido no primeiro dia do ciclo (primeiro dia de sangramento). Tomar o comprimido
marcado com o dia correspondente da semana. Por exemplo, se o seu ciclo começar numa
sexta-feira, tomar o comprimido marcado com “SEX”. Seguindo a direção das setas marcadas
no blister, tomar um comprimido por dia no mesmo horário até acabar todos os 24
comprimidos do blister. A embalagem seguinte deve ser iniciada após um intervalo de 4 dias
sem a ingestão de comprimidos, ou seja, no 5º dia após o término da embalagem anterior.

Após 2-3 dias do último comprimido de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) ter sido
tomado, inicia-se, em geral, hemorragia por supressão que pode não cessar antes do início
da embalagem seguinte.
Como começar a tomar Minesse® (gestodeno, etinilestradiol)
Sem uso anterior de contraceptivo hormonal (no mês anterior): o primeiro comprimido
deve ser tomado no 1o dia do ciclo natural (ou seja, o primeiro dia de sangramento
menstrual). Pode-se iniciar o tratamento entre o 2o e o 7o dia, mas recomenda-se a utilização
de método contraceptivo não-hormonal (como preservativo e espermicida) nos primeiros 7
dias de administração durante o primeiro ciclo.
Quando se passa a usar Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) no lugar de outro
contraceptivo oral: deve-se começar a tomar Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) de
preferência no dia seguinte ao último comprimido ativo do contraceptivo oral combinado
anterior ter sido ingerido ou, no máximo, no dia seguinte ao intervalo habitual sem
comprimidos ou com comprimido inerte do contraceptivo oral combinado anterior.
Quando se passa a usar Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) no lugar de outro
método com apenas progestagênio (mini-pílulas, injetável, implante): pode-se
interromper a mini-pílula em qualquer dia e deve-se começar a tomar Minesse® (gestodeno,
etinilestradiol) no dia seguinte. Deve-se tomar Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) no
dia da remoção do implante ou, no caso de utilização de contraceptivo injetável, deve-se
esperar o dia programado para a próxima injeção. Em todas essas situações, a paciente
deve ser orientada a utilizar outro método não-hormonal de contracepção durante os 7
primeiros dias de administração dos comprimidos.
Após aborto no primeiro trimestre: pode-se começar a tomar Minesse® (gestodeno,
etinilestradiol) imediatamente. Não são necessários outros métodos contraceptivos.
Após parto ou aborto no segundo trimestre: como o pós-parto imediato está associado a
aumento do risco de tromboembolismo, o tratamento com contraceptivos orais combinados
não deve começar antes do 28o dia após o parto em mães não-lactantes ou após aborto no
segundo trimestre. Deve-se orientar a paciente a utilizar outro método não-hormonal de
contracepção durante os 7 primeiros dias de administração dos comprimidos. Entretanto, se
já tiver ocorrido relação sexual, a possibilidade de gravidez antes do início da utilização do
contraceptivo oral combinado deve ser descartada ou deve-se esperar pelo primeiro período
menstrual espontâneo (ver Precauções e Advertências).

 

Conduta para quando a paciente esquecer de tomar o medicamento
A proteção contraceptiva pode ser reduzida se a paciente esquecer de tomar algum
comprimido de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) e, particularmente, se o
esquecimento aumentar o intervalo sem comprimidos. Recomenda-se consultar seu médico.
• Se a paciente esquecer de tomar um comprimido de Minesse® (gestodeno,
etinilestradiol) mas o atraso for menor que 12 horas, deve-se ingeri-lo tão logo se
lembre. Os comprimidos seguintes devem ser tomados no horário habitual.
• Se a paciente esquecer de tomar um comprimido de Minesse® (gestodeno,
etinilestradiol) e o atraso for maior que 12 horas ou se tiverem sido esquecidos mais de
um comprimido, a proteção contraceptiva pode ser menor. O último comprimido
esquecido deve ser tomado tão logo se lembre, mesmo que isso signifique tomar 2
comprimidos num único dia. Os comprimidos seguintes devem ser ingeridos no horário
habitual. Adicionalmente, um método contraceptivo não-hormonal deve ser usado nos
próximos 7 dias.

 

• Se esses 7 dias ultrapassarem o último comprimido na embalagem em uso, a próxima
embalagem deve ser iniciada tão logo a anterior tenha acabado; não deve haver
intervalo entre as embalagens. Isto previne um intervalo prolongado entre os
comprimidos ingeridos que pode aumentar o risco de ocorrer ovulação. É improvável que
ocorra hemorragia por supressão até o final da segunda embalagem, mas a paciente
pode apresentar spotting ou sangramento de escape nos dias em que estiver ingerindo
os comprimidos. Se a paciente não tiver hemorragia por supressão no término da
segunda embalagem, a possibilidade de gravidez deve ser descartada antes de iniciar a
próxima embalagem.

 

Orientação em caso de vômitos
No caso de vômito no período de 4 horas após a ingestão do comprimido, a absorção pode
não ser completa. Neste caso, os comprimidos seguintes devem ser ingeridos no horário
habitual. Adicionalmente, um método contraceptivo não-hormonal deve ser usado até o final
da embalagem.
Proteção Contraceptiva Adicional: Quando for necessária a utilização de proteção
contraceptiva adicional, utilize métodos contraceptivos de barreira (por exemplo: diafragma ou
preservativo masculino). Não utilize os métodos da tabelinha ou da temperatura como proteção
contraceptiva adicional, pois os contraceptivos orais modificam as alterações menstruais
cíclicas, tais como as variações de temperatura e do muco cervical.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: dor de cabeça;
inchaço; náuseas; vômitos; dores abdominais; alterações de peso (aumento ou diminuição);
depressão; nervosismo; tontura; alterações do interesse sexual; acne; vaginite; intolerância
a lentes de contato; alterações do fluxo menstrual; sensibilidade, aumento e secreção das
mamas.
Se as reações persistirem ou tornarem-se muito incômodas, a paciente deve consultar seu
médico.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

Alguns medicamentos podem reduzir a eficácia dos contraceptivos orais quando tomados ao
mesmo tempo.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou
durante o tratamento.
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) não deve ser utilizado por mulheres que apresentem
qualquer uma das seguintes condições: trombose venosa profunda (história anterior ou
atual), tromboembolismo (história anterior ou atual), doença vascular cerebral ou
coronariana arterial, valvulopatias trombogênicas, distúrbios trombogênicos, trombofilias
hereditárias ou adquiridas, cefaléia com sintomas neurológicos focais tais como aura,
diabetes com envolvimento vascular, hipertensão não-controlada, carcinoma da mama
conhecido ou suspeito ou outra neoplasia estrogênio-dependente conhecida ou suspeita,
adenomas ou carcinomas hepáticos, ou doença hepática ativa, desde que a função hepática
não tenha retornado ao normal, sangramento vaginal de etiologia a esclarecer, gravidez
confirmada ou suspeita, hipersensibilidade a qualquer um dos componentes de Minesse®
(gestodeno, etinilestradiol).
Fumar cigarros aumenta o risco de efeitos colaterais cardiovasculares sérios
decorrente do uso de contraceptivos orais combinados. Este risco aumenta com a
idade e com o consumo intenso (em estudos epidemiológicos, fumar 15 ou mais
cigarros por dia foi associado a risco significantemente maior) e é bastante acentuado
em mulheres com mais de 35 anos de idade. Mulheres que tomam contraceptivos
orais combinados devem ser firmemente aconselhadas a não fumar.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Descrição
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) é um contraceptivo oral que combina o componente
estrogênico etinilestradiol com o componente progestagênico gestodeno.

 

Farmacologia Clínica
Os contraceptivos orais combinados agem por supressão das gonadotrofinas. Embora o
mecanismo primário dessa ação seja a inibição da ovulação, outras alterações incluem
mudanças no muco cervical (que aumenta a dificuldade de entrada do esperma no útero) e
no endométrio (que reduz a probabilidade de implantação).
Quando corretamente e constantemente ingeridos, a taxa provável de falha dos
contraceptivos orais combinados é de 0,1% por ano, entretanto, a taxa de falha durante uso
típico é de 5% por ano para todos os tipos de contraceptivos orais. A eficácia da maioria dos
métodos de contracepção depende da precisão com que eles são usados. A falha do
método é mais comum se os contraceptivos orais combinados são esquecidos.
Os seguintes benefícios à saúde relacionados ao uso de contraceptivos orais combinados
são confirmados pelos estudos epidemiológicos com formulações de contraceptivos orais
combinados utilizando amplamente doses maiores que 35 μg de etinilestradiol ou 50 μg de
mestranol:
Efeitos sobre a menstruação: melhora da regularidade do ciclo menstrual; diminuição da
perda de sangue e da incidência de anemia ferropriva; diminuição da incidência de
dismenorréia.
Efeitos relacionados à inibição da ovulação: diminuição da incidência de cistos ovarianos
funcionais; diminuição da incidência de gravidez ectópica.
Outros benefícios não-contraceptivos: diminuição da incidência de fibroadenomas e de
doença fibrocística da mama; diminuição da incidência de doença inflamatória pélvica
aguda; diminuição da incidência de câncer endometrial; diminuição da incidência de câncer
de ovário; diminuição da gravidade de acne.

 

Farmacocinética
O gestodeno é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Não sofre
metabolização de primeira passagem e está quase que completamente biodisponível após
administração oral. No plasma, gestodeno liga-se amplamente às globulinas de ligação dos
hormônios sexuais (SHBG). Durante administrações repetidas, um acúmulo de gestodeno
pode ser visto no plasma, com a fase de equilíbrio observada durante a segunda metade de
um ciclo de tratamento. Entretanto, somente uma pequena fração (< 1%) do gestodeno total
está presente na forma livre.
O gestodeno é completamente metabolizado por redução do grupo 3-ceto e da dupla ligação
delta-4, e por inúmeras hidroxilações. Nenhum metabólito farmacologicamente ativo de
gestodeno é conhecido. Os metabólitos de gestodeno são excretados na urina (50%) e nas
fezes (33%) com uma meia-vida de eliminação de aproximadamente um dia.
O etinilestradiol é rápida e completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Sofre intensa
metabolização de primeira passagem. A biodisponibilidade média está em torno de 45%
com significante variação individual. O etinilestradiol liga-se fortemente a albumina e induz
um aumento na concentração plasmática de SHBG. Após repetida administração oral, a
concentração sanguínea de etinilestradiol aumenta em torno de 30-50%, atingindo a fase de
equilíbrio durante a segunda metade de cada ciclo de tratamento.
Após administração oral única, os níveis plasmáticos máximos de etinilestradiol são
alcançados dentro de 1-2 horas. A curva de disposição mostra duas fases com meias-vidas
de 1-3 horas e 10-14 horas aproximadamente.
O etinilestradiol é primariamente metabolizado por hidroxilação aromática, mas uma grande
variedade de metabólitos hidroxilados e metilados são formados, estando presentes como
metabólitos livres ou conjugados com glicuronídeos e sulfatos. Os metabólitos de
etinilestradiol não são farmacologicamente ativos. O etinilestradiol conjugado é excretado
pela bile e sujeito a recirculação êntero-hepática. A meia-vida de eliminação de
etinilestradiol é de aproximadamente 10 horas. Cerca de 40% da droga é excretada na urina
e 60% eliminada nas fezes.

 

INDICAÇÕES
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) está indicado como contraceptivo oral. Embora
tendo eficácia bem estabelecida, há casos de gravidez em mulheres utilizando
contraceptivos orais.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Os contraceptivos orais combinados não devem ser utilizados por mulheres que apresentem
qualquer uma das seguintes condições: trombose venosa profunda (história anterior ou
atual), tromboembolismo (história anterior ou atual), doença vascular cerebral ou
coronariana arterial, valvulopatias trombogênicas, distúrbios trombogênicos, trombofilias
hereditárias ou adquiridas, cefaléia com sintomas neurológicos focais tais como aura,
diabetes com envolvimento vascular, hipertensão não-controlada, carcinoma da mama
conhecido ou suspeito ou outra neoplasia estrogênio-dependente conhecida ou suspeita,
adenomas ou carcinomas hepáticos, ou doença hepática ativa, desde que a função hepática
não tenha retornado ao normal, sangramento vaginal de etiologia a esclarecer, gravidez
confirmada ou suspeita, hipersensibilidade a qualquer um dos componentes de Minesse®
(gestodeno, etinilestradiol).

PRECAUÇÕES
1. Exame físico e acompanhamento
Deve-se obter histórico médico completo, pessoal e familiar, e realizar exame físico antes do
início e periodicamente durante o uso de contraceptivos orais combinados. O exame físico
deve dedicar atenção especial a pressão arterial, mamas, abdômen e órgãos pélvicos,
incluindo citologia cervical e exames laboratoriais relevantes. Em caso de sangramento
vaginal persistente ou recorrente, sem diagnóstico, deve-se realizar exames diagnósticos
adequados para se descartar a possibilidade de neoplasia maligna. Mulheres com histórico
familiar importante de câncer da mama ou que possuam nódulos nas mamas devem ser
monitorizadas com cuidado especial.

 

2. Efeitos sobre os carboidratos e lipídios

Relatou-se intolerância à glicose em usuárias de contraceptivos orais combinados. Por isso,
pacientes com intolerância à glicose ou diabetes mellitus devem ser acompanhadas
criteriosamente enquanto estiverem recebendo contraceptivos orais combinados.
Uma pequena parcela das usuárias de contraceptivos orais combinados podem apresentar
alterações lipídicas adversas. Métodos contraceptivos não-hormonais devem ser
considerados em mulheres com deslipidemias não-controladas. Hipertrigliceridemia
persistente pode ocorrer em uma pequena parcela das usuárias de contraceptivos orais
combinados. Elevações de triglicérides plasmáticos podem resultar em pancreatite e outras
complicações.
Relatou-se aumento dos níveis séricos de lipoproteínas de alta densidade (HDL-colesterol)
com o uso de estrogênios, enquanto que com progestagênios relatou-se diminuição dos
níveis. Alguns progestagênios podem aumentar os níveis de lipoproteínas de baixa
densidade (LDL) e tornar o controle das hiperlipidemias mais difícil. O efeito resultante de
um contraceptivo oral combinado depende do equilíbrio atingido entre as doses de
estrogênio e progestagênio e da natureza e quantidade absoluta dos progestagênios
utilizados no contraceptivo. A dose dos dois hormônios deve ser levada em consideração na
escolha de um contraceptivo oral combinado.
Mulheres em tratamento para hiperlipidemias devem ser rigorosamente monitorizadas se
optarem pelo uso de contraceptivos orais combinados.

 

3. Função hepática
Pode haver necessidade de descontinuação do uso de contraceptivos orais combinados na
presença de disfunção hepática aguda ou crônica até que a função hepática volte ao
normal. Os hormônios esteroidais podem ser pouco metabolizados em pacientes com
comprometimento da função hepática.

 

4. Sangramento genital
Algumas mulheres podem não apresentar hemorragia por supressão durante o intervalo
sem comprimidos. Se o contraceptivo oral combinado não foi utilizado de acordo com as
orientações antes da ausência da primeira hemorragia por supressão ou se não ocorrerem
duas hemorragias por supressão consecutivas, deve-se interromper o uso e utilizar um
método não-hormonal de contracepção até que a possibilidade de gravidez seja excluída.
Pode ocorrer sangramento de escape e spotting em mulheres em tratamento com
contraceptivos orais combinados, sobretudo nos primeiros três meses de uso. O tipo e a
dose do progestagênio podem ser importantes. Se esse tipo de sangramento persistir ou
recorrer, as causas não-hormonais devem ser consideradas e podem ser indicadas
condutas diagnósticas adequadas para excluir a possibilidade de gravidez, infecção,
malignidades ou outras condições. Se essas condições forem excluídas, o uso contínuo de
contraceptivo oral combinado ou a alteração para outra formulação podem resolver o
problema.
Algumas mulheres podem apresentar amenorréia pós-pílula (possivelmente com
anovulação) ou oligomenorréia, particularmente quando essas condições são preexistentes.

 

5. Depressão
Mulheres utilizando contraceptivos orais combinados com história de depressão devem ser
observadas criteriosamente e o medicamento deve ser suspenso se a depressão reaparecer
em grau sério. As pacientes que ficarem significantemente deprimidas durante o tratamento
com contraceptivos orais combinados devem interromper o uso do medicamento e utilizar
um método contraceptivo alternativo, na tentativa de determinar se o sintoma está
relacionado ao medicamento.

 

6. Níveis de Folato
A terapia com contraceptivos orais combinados pode reduzir os níveis séricos de folato.
Essa redução pode ter importância clínica se a paciente engravidar logo após a interrupção
do uso de contraceptivos orais combinados.

 

7. Retenção de fluidos
Os contraceptivos orais combinados devem ser prescritos com cuidado em pacientes com
condições que possam ser agravadas pela retenção de fluidos.

 

8. Outras
As pacientes devem ser informadas que este produto não protege contra infecção por HIV
(AIDS) ou outras doenças sexualmente transmissíveis.
Diarréia e/ou vômitos podem reduzir a absorção do hormônio, resultando na diminuição das
concentrações séricas (ver Orientação em caso de vômitos e Interações
Medicamentosas).

 

Gravidez
Estudos epidemiológicos abrangentes não revelaram aumento do risco de defeitos
congênitos em crianças de mulheres que utilizaram contraceptivos orais combinados antes
da gravidez. Os estudos não sugerem efeito teratogênico, especialmente no que diz respeito
a anomalias cardíacas e defeitos de redução dos membros, quando os contraceptivos orais
combinados são tomados inadvertidamente durante o início da gravidez (ver Contra-
Indicações).

 

Lactação
Pequenas quantidades de contraceptivos esteroidais e/ou metabólitos foram identificados no
leite materno e poucos efeitos adversos foram relatados em lactentes, incluindo icterícia e
aumento das mamas. A lactação pode ser influenciada pelos contraceptivos orais
combinados, uma vez que podem reduzir a quantidade e alterar a composição do leite
materno. Em geral, não deve ser recomendado o uso de contraceptivos orais combinados
até que a lactante tenha deixado totalmente de amamentar a criança.
Fumar cigarros aumenta o risco de efeitos colaterais cardiovasculares sérios
decorrente do uso de contraceptivos orais combinados. Este risco aumenta com a
idade e com o consumo intenso (em estudos epidemiológicos, fumar 15 ou mais
cigarros por dia foi associado a risco significantemente maior) e é bastante acentuado
em mulheres com mais de 35 anos de idade. Mulheres que tomam contraceptivos
orais combinados devem ser firmemente aconselhadas a não fumar.
“Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.”
As informações contidas nesta bula baseiam-se, principalmente, em estudos realizados em
mulheres que utilizaram contraceptivos orais combinados com doses de estrogênios e
progestagênios maiores do que as dos contraceptivos orais combinados comumente
utilizados hoje em dia.

 

1. Tromboembolismo e trombose venosa e arterial
O uso de contraceptivos orais combinados está associado a aumento do risco de eventos
tromboembólicos e trombóticos venosos e arteriais.
A redução da exposição a estrogênios e progestagênios está em conformidade com os bons
princípios da terapêutica. Para qualquer combinação específica de estrogênio/
progestagênio, a posologia prescrita deve ser a que contenha a menor quantidade de
estrogênio e progestagênio compatível com um baixo índice de falhas e com as
necessidades individuais de cada paciente.
A introdução do tratamento com contraceptivos orais combinados em novas usuárias deve
ser feita com formulações com menos de 50 μg de estrogênio.

 

• Tromboembolismo e trombose venosos
O uso de contraceptivos orais combinados aumenta o risco de eventos tromboembólicos e
trombóticos venosos. Entre os eventos relatados estão trombose venosa profunda e embolia
pulmonar.
Usuárias de qualquer contraceptivo oral combinado apresentam risco aumentado de
eventos tromboembólicos e trombóticos venosos em comparação a não-usuárias. O
aumento do risco é maior durante o primeiro ano em que uma mulher usa um contraceptivo
oral combinado. Esse risco aumentado é menor do que o risco de eventos tromboembólicos
e trombóticos venosos associado a gravidez, estimado em 60 casos por 100.000 mulheresano.
O tromboembolismo venoso é fatal em 1 a 2% dos casos.
Em vários estudos epidemiológicos, observou-se que mulheres usuárias de contraceptivos
orais combinados com etinilestradiol, na maior parte das vezes na dose de 30 μg, e um
progestagênio, como gestodeno, apresentam aumento do risco de eventos tromboembólicos
e trombóticos venosos em comparação às que usam contraceptivos orais combinados
contendo menos de 50 μg de etinilestradiol e o progestagênio levonorgestrel. Os dados de
alguns estudos adicionais não demonstraram aumento do risco.
Para contraceptivos orais combinados contendo gestodeno e 15 μg de etinilestradiol, como
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol), não há dados sobre o risco comparativo de eventos
tromboembólicos e trombóticos venosos.
Para contraceptivos orais combinados contendo 30 μg de etinilestradiol combinado a
desogestrel ou gestodeno em comparação aos que contêm menos de 50 μg de
etinilestradiol e levonorgestrel, estimou-se que o risco relativo global de eventos
tromboembólicos e trombóticos venosos varia entre 1,5 e 2,0. A incidência de eventos
tromboembólicos e trombóticos venosos para contraceptivos orais combinados contendo
levonorgestrel com menos de 50 μg de etinilestradiol é de aproximadamente 20 casos por
100.000 mulheres-ano. Para contraceptivos orais combinados contendo 30 μg de
etinilestradiol combinado a desogestrel ou gestodeno, a incidência é de aproximadamente
30-40 casos por 100.000 mulheres-ano, ou seja, 10-20 casos adicionais por 100.000
mulheres-ano.
Todas essas informações devem ser levadas em consideração ao prescrever este
contraceptivo oral combinado e ao aconselhar uma paciente na escolha do(s) método(s)
contraceptivo(s).
O risco de eventos tromboembólicos e trombóticos venosos é ainda maior em mulheres com
condições predisponentes para tromboembolismo e trombose venosos. Deve-se ter cuidado
ao prescrever contraceptivos orais combinados nesses casos.
A seguir, exemplos de condições predisponentes para tromboembolismo e trombose
venosos:
− obesidade
− cirurgia ou trauma com maior risco de trombose
− parto recente ou aborto no segundo trimestre
− imobilização prolongada
− idade avançada
Outros fatores de risco, que representam contra-indicações para o uso de contraceptivos
orais combinados estão apresentados no item Contra-Indicações.
Relatou-se aumento de 2 a 4 vezes do risco relativo de complicações tromboembólicas pósoperatórias
com o uso de contraceptivos orais combinados. O risco relativo de trombose
venosa em mulheres predispostas é 2 vezes maior do que nas que não apresentam essas
condições. Se possível, os contraceptivos orais combinados devem ser descontinuados:
− nas 4 semanas anteriores e nas 2 semanas posteriores a cirurgia eletiva associada a
aumento do risco de trombose e
− durante imobilização prolongada.
Como o pós-parto imediato está associado a aumento do risco de tromboembolismo, o
tratamento com contraceptivos orais combinados não deve começar antes do 28o dia após o
parto ou aborto no segundo trimestre.

 

• Tromboembolismo e trombose arteriais
O uso de contraceptivos orais combinados aumenta o risco de eventos tromboembólicos e
trombóticos arteriais. Entre os eventos relatados estão infarto do miocárdio e acidentes
vasculares cerebrais (AVC isquêmicos e hemorrágicos, ataque isquêmico transitório). Para
informações sobre trombose retiniana vascular ver item Lesões oculares.
O risco de eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais é ainda maior em mulheres com
fatores de risco subjacentes.
Deve-se ter cuidado ao prescrever contraceptivos orais combinados para mulheres com
fatores de risco para eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais.
A seguir, exemplos de fatores de risco para eventos tromboembólicos e trombóticos
arteriais: fumo, hipertensão, hiperlipidemias, obesidade, idade avançada.
O risco de acidente vascular cerebral pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral
combinado que sofrem de enxaqueca (particularmente enxaqueca com aura).

 

2. Lesões oculares
Houve relatos de casos de trombose retiniana vascular com o uso de contraceptivos orais
combinados, que podem resultar em perda total ou parcial da visão. Se houver sinais ou
sintomas de alterações visuais, início de proptose ou diplopia, papiledema ou lesões
vasculares retinianas, deve-se interromper o uso dos contraceptivos orais combinados e
avaliar imediatamente a causa.

 

3. Pressão arterial

Relatou-se aumento da pressão arterial em mulheres em tratamento com contraceptivos

orais combinados.
Em pacientes com hipertensão, histórico de hipertensão ou doenças relacionadas à
hipertensão (incluindo algumas doenças renais), pode ser preferível utilizar outro método
contraceptivo. Se pacientes hipertensas escolherem o tratamento com contraceptivos orais
combinados, devem ser monitorizadas rigorosamente e, se ocorrer aumento significativo da
pressão arterial, deve-se interromper o uso do contraceptivo oral combinado.
Na maioria das pacientes, a pressão arterial volta ao valor basal com a interrupção da
administração do contraceptivo oral combinado e, aparentemente, não há diferença na
ocorrência de hipertensão entre mulheres que já usaram e as que nunca tomaram
contraceptivos orais combinados.
O uso de contraceptivo oral combinado é contra-indicado em mulheres com hipertensão
não-controlada (ver Contra-Indicações).

 

4. Carcinoma dos órgãos reprodutores
Alguns estudos sugerem que o uso de contraceptivo oral combinado pode estar associado a
aumento do risco de neoplasia cervical intra-epitelial ou câncer cervical invasivo em algumas
populações de mulheres. No entanto, ainda há controvérsia sobre o grau em que essas
descobertas podem estar relacionadas a diferenças de comportamento sexual e outros
fatores. Nos casos de sangramento genital anormal não-diagnosticado, estão indicadas
medidas diagnósticas adequadas.
Uma metanálise de 54 estudos epidemiológicos relatou que o risco relativo (RR = 1,24) de
diagnóstico de câncer de mama é ligeiramente maior em mulheres que utilizam
contraceptivos orais combinados do que nas que nunca utilizaram. O aumento do risco
desaparece gradualmente no transcorrer de 10 anos após a interrupção do uso de
contraceptivos orais combinados. Esses estudos não fornecem evidências de relação
causal. O padrão observado de aumento do risco de diagnóstico de câncer de mama pode
ser consequência da detecção mais precoce desse câncer em usuárias de contraceptivos
orais combinados, dos efeitos biológicos dos contraceptivos orais combinados ou da
combinação de ambos. Como o câncer de mama é raro em mulheres com menos de 40
anos, o número excedente de diagnósticos de câncer de mama em usuárias de
contraceptivos orais combinados atuais e recentes é pequeno em relação ao risco de câncer
de mama ao longo da vida. O câncer de mama diagnosticado em mulheres que já utilizaram
contraceptivos orais combinados tende a ser menos avançado clinicamente que o
diagnosticado em mulheres que nunca os utilizaram.

 

5. Neoplasia hepática/doença hepática
Os adenomas hepáticos, em casos muito raros, e o carcinoma hepatocelular, em casos
extremamente raros, estão associados ao uso de contraceptivo oral combinado.
Aparentemente, o risco aumenta com o tempo de uso do contraceptivo oral combinado. A
ruptura desses adenomas pode causar morte por hemorragia intra-abdominal. Mulheres
com história de colestase relacionada ao contraceptivo oral combinado ou as com colestase
durante a gravidez são mais propensas a apresentar essa condição com o uso de
contraceptivo oral combinado. Se essas pacientes receberem um contraceptivo oral
combinado, devem ser rigorosamente monitorizadas e, se a condição reaparecer, o
tratamento com contraceptivo oral combinado deve ser interrompido.

 

6. Enxaqueca/Cefaléia
Início ou exacerbação de enxaqueca ou desenvolvimento de cefaléia com padrão novo que
seja recorrente, persistente ou grave exige a descontinuação do contraceptivo oral
combinado e a avaliação da causa.
O risco de acidente vascular cerebral pode ser maior em usuárias de contraceptivo oral
combinado que sofrem de enxaqueca (particularmente enxaqueca com aura).

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Interações entre etinilestradiol e outras substâncias podem diminuir ou aumentar as
concentrações séricas de etinilestradiol, respectivamente.
Concentrações séricas mais baixas de etinilestradiol podem causar maior incidência de
sangramento de escape e irregularidades menstruais e, possivelmente, podem reduzir a
eficácia do contraceptivo oral combinado.
Durante o uso concomitante de produtos com etinilestradiol e substâncias que podem
diminuir as concentrações séricas de etinilestradiol, recomenda-se que um método
anticoncepcional não-hormonal (como preservativos e espemicida) seja utilizado além da
ingestão regular de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol). No caso de uso prolongado
dessas substâncias, os contraceptivos orais combinados não devem ser considerados os
contraceptivos primários.
Após a descontinuação das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de
etinilestradiol, recomenda-se o uso de um método anticoncepcional não-hormonal por, no
mínimo, 7 dias. Aconselha-se o uso prolongado do método alternativo após a
descontinuação das substâncias que resultaram na indução das enzimas microssomais
hepáticas, levando a uma diminuição das concentrações séricas de etinilestradiol. Às vezes,
pode levar várias semanas até a indução enzimática desaparecer completamente,
dependendo da dose, duração do uso e taxa de eliminação da substância indutora.
A seguir, alguns exemplos das substâncias que podem diminuir as concentrações séricas de
etinilestradiol:
− Qualquer substância que reduza o tempo do trânsito gastrintestinal e, portanto, a
absorção do etinilestradiol.
− Substâncias indutoras das enzimas microssomais hepáticas, como rifampicina,
rifabutina, barbitúricos, primidona, fenilbutazona, fenitoína, dexametasona, griseofulvina,
topiramato, alguns inibidores de protease, modafinil.
− Hypericum perforatum, também conhecido como erva de São João, e ritonavir*
(possivelmente por indução das enzimas microssomais hepáticas).
− Alguns antibióticos (por exemplo, ampicilina e outras penicilinas, tetraciclinas), por
diminuição da circulação êntero-hepática de estrogênios.
A seguir, alguns exemplos de substâncias que podem aumentar as concentrações séricas
de etinilestradiol:
− atorvastatina
− Inibidores competitivos de sulfatações na parede gastrintestinal, como o ácido ascórbico
(vitamina C) e o paracetamol (acetaminofeno).
− Fármacos que inibem as isoenzimas 3A4 do citocromo P450, como indinavir, fluconazol
e troleandomicina*.
A troleandomicina pode aumentar o risco de colestase intra-hepática durante a
administração concomitante com contraceptivos orais combinados.
O etinilestradiol pode interferir no metabolismo de outros fármacos por inibição das enzimas
microssomais hepáticas ou indução da conjugação hepática do fármaco, sobretudo a
glicuronização. Consequentemente, as concentrações plasmáticas e teciduais podem
aumentar (p. ex., ciclosporina, teofilina, corticosteróides) ou diminuir (p. ex., lamotrigina).
Em pacientes tratados com a flunarizina, relatou-se que o uso de contraceptivos orais
aumenta o risco de galactorréia.
As bulas dos medicamentos concomitantes devem ser consultadas para identificar possíveis
interações.
*Embora o ritonavir seja um inibidor da isoenzima 3A4 do citocromo P450, demonstrou-se
que esse tratamento diminui as concentrações séricas de etinilestradiol (vide acima).

 

POSSÍVEIS ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS NO RESULTADO DE EXAMES
LABORATORIAIS

 

O uso de contraceptivos orais combinados pode causar algumas alterações fisiológicas as
quais podem refletir nos resultados de alguns exames laboratoriais, incluindo:
• parâmetros bioquímicos da função hepática (incluindo a diminuição da bilirrubina e da
fosfatase alcalina), função tireoidiana (aumento dos níveis totais de T3 e T4 devido ao
aumento da TBG (globulina de ligação ao hormônio tireoidiano), diminuição da captação
de T3 livre), função adrenal (aumento do cortisol plasmático, aumento da globulina de
ligação a cortisol, diminuição do sulfato de desidroepiandrosterona (DHEAS) e função
renal (aumento da creatinina plasmática e depuração de creatinina
• níveis plasmáticos de proteínas (carreadoras), como globulina de ligação a
corticosteróide e frações lipídicas/lipoprotéicas
• parâmetros do metabolismo de carboidratos
• parâmetros de coagulação e fibrinólise
• diminuição dos níveis séricos de folato

 

REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas estão relacionadas na tabela de acordo com a frequência do CIOMS:
Muito Comum: > 10%
Comum: > 1% e < 10%
Incomum: > 0,1% e < 1%
Rara: > 0,01% e < 0,1%
Muito Rara: < 0,01%
O uso de contraceptivos orais combinados tem sido associado a:
− maior risco de eventos tromboembólicos e trombóticos arteriais e venosos, incluindo
infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, ataque isquêmico transitório, trombose
venosa e embolia pulmonar.
− maior risco de neoplasia cervical intra-epitelial e câncer cervical
− maior risco de câncer de mama
Ver também Precauções e Advertências.

 

Sistema Corporal – Reação Adversa
Infecções e Infestações – Comum : vaginite, incluindo candidíase.
Neoplasias benignas, malignas e inespecíficas – Muito Raro: adenomas hepáticos,
carcinomas hepatocelulares.
Imunológico – Raro: reações anafiláticas, incluindo casos muito raros de urticária,
angioedema e reações graves com sintomas respiratórios e circulatórios. Muito Raro:
exacerbação do lúpus eritematoso sistêmico.
Outras reações de possível origem imunológica podem estar listadas em outro Sistema
Corporal.
Metabólico/Nutricional – Incomum: alterações de apetite (aumento ou diminuição). Raro:
intolerância à glicose. Muito Raro: exacerbação da porfiria.
Psiquiátrico – Comum: alterações de humor, incluindo depressão; alterações de libido.
Nervoso – Muito Comum: cefaléia, incluindo enxaqueca. Comum: nervosismo; tontura. Muito
Raro: exacerbação da coréia.
Ocular – Raro: intolerância a lentes de contato. Muito Raro: neurite óptica*; trombose vascular
retiniana.
Vascular – Muito Raro: piora das veias varicosas.
Gastrintestinal – Comum: náuseas, vômitos, dor abdominal. Incomum: cólicas abdominais,
distensão. Muito Raro: pancreatite.
Hepato-biliar – Raro: icterícia colestática. Muito Raro: doença biliar, incluindo cálculos
biliares**.
Cutâneo e subcutâneo – Comum: acne. Incomum: erupções cutâneas, cloasma (melasma),
que pode persistir; hirsutismo; alopecia. Raro: eritema nodoso. Muito Raro: eritema multiforme.
Renal e urinário – Muito Raro: síndrome urêmica hemolítica.
Reprodutor e mamas – Muito Comum: sangramento de escape/spotting. Comum: dor,
sensibilidade, aumento, secreção das mamas; dismenorréia; alteração do fluxo menstrual,
alteração da secreção e ectrópio cervical; amenorréia.
Geral e local da administração – Comum: retenção hídrica/edema.
Investigações – Comum: alterações de peso (ganho ou perda). Incomum: aumento da
pressão arterial; alterações nos níveis séricos de lipídios, incluindo hipertrigliceridemia. Raro:
diminuição dos níveis séricos de folato***.
* A neurite óptica pode resultar em perda parcial ou total da visão.
** Os contraceptivos orais combinados podem piorar doenças biliares preexistentes e podem
acelerar o desenvolvimento dessa doença em mulheres anteriormente assintomáticas.
*** Pode haver diminuição dos níveis séricos de folato com o tratamento com contraceptivo oral
combinado. Isso pode ser clinicamente significativo se a mulher engravidar logo após descontinuar os
contraceptivos orais combinados.

 

POSOLOGIA
O blister de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) contém 24 comprimidos. Iniciar tomando
um comprimido no primeiro dia do ciclo (primeiro dia de sangramento). Tomar o comprimido
marcado com o dia correspondente da semana. Por exemplo, se o seu ciclo começar numa
sexta-feira, tomar o comprimido marcado com “SEX”. Seguindo a direção das setas marcadas
no blister, tomar um comprimido por dia no mesmo horário até acabar todos os 24
comprimidos do blister. A embalagem seguinte deve ser iniciada após um intervalo de 4 dias
sem a ingestão de comprimidos, ou seja, no 5º dia após o término da embalagem anterior.
Após 2-3 dias do último comprimido de Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) ter sido
tomado, inicia-se, em geral, hemorragia por supressão que pode não cessar antes do início
da embalagem seguinte.

 

SUPERDOSAGEM
Os sintomas da superdosagem com contraceptivos orais em adultos e crianças podem
incluir náusea, vômito, sensibilidade nas mamas, tontura, dor abdominal, sonolência/fadiga;
hemorragia por supressão pode ocorrer em mulheres. Não há antídoto específico e, se
necessário, a superdosagem é tratada sintomaticamente.

 

PACIENTES IDOSAS
Minesse® (gestodeno, etinilestradiol) não é indicado para pacientes idosas.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Fabricado por:
Wyeth Medica Ireland
Newbridge – County Kildare – Irlanda
Importado, embalado e distribuído por:
Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.
Rodovia Castelo Branco, km 32,5
Itapevi – São Paulo – Brasil
CNPJ nº 61.072.393/0039-06
Farm. Resp.: Edina S. M. Nakamura
CRF-SP nº 9258
Registro MS – 1.2110.0125
Logotipo do Serviço de Atendimento ao Consumidor
Data de fabricação, número de lote e validade: vide cartucho.