Bula do Lotensin 5 mg (Anto hipertensivo)

Lotensin-5-mgBula do Lotensin® 5 mg:
cloridrato de benazepril

 

Forma farmacêutica, via de administração e apresentações
Comprimidos revestidos – via oral. Embalagens com 30 comprimidos de 5 mg.
Embalagens com 14 ou 30 comprimidos de 10 mg.
USO ADULTO

 

Composição
Cada comprimido revestido contém 5 ou 10 mg de cloridrato de benazepril.
Excipientes: dióxido de silício, óleo de rícino hidrogenado, lactose, crospovidona,
hipromelose, óxido de ferro amarelo, amido, macrogol, talco, celulose microcristalina e
dióxido de titânio.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Como este medicamento funciona?
LOTENSIN é um inibidor da enzima conversora de angiotensina (ECA) utilizado para
tratamento da hipertensão arterial (pressão alta), tratamento adjuvante da insuficiência
cardíaca congestiva e da insuficiência renal crônica progressiva.
Na maioria dos pacientes, a atividade anti-hipertensiva (contra pressão alta) se inicia
aproximadamente 1 hora após a administração de uma dose oral única e, a redução
máxima da pressão arterial é alcançada dentro de 2 a 4 horas. Os efeitos são mantidos
independentemente de raça, idade e não diferem muito em pacientes com dietas com
baixo ou alto teor de sódio.

 

Por que este medicamento foi indicado?
LOTENSIN é utilizado principalmente para o tratamento da pressão alta. A pressão
sangüínea elevada aumenta o trabalho do coração e artérias. Se isso persistir por muito
tempo, podem-se causar danos aos vasos sangüíneos do cérebro, coração e rins,
resultando em um derrame, insuficiência cardíaca ou renal. A pressão alta eleva o risco
de ataques do coração. Ao reduzir a sua pressão sangüínea aos níveis normais, o risco
dessas doenças ocorrerem diminui. LOTENSIN pode ajudar a relaxar os vasos
sangüíneos, diminuindo assim a pressão sangüínea.
LOTENSIN pode também ser utilizado em outras condições (por exemplo, doenças do
coração ou rins), conforme orientação do seu médico.

 

Quando não devo usar este medicamento?
Siga cuidadosamente as instruções do seu médico. Elas podem ser diferentes das
informações gerais contidas nesta bula.
NÃO TOME LOTENSIN:
• Se você é alérgico (hipersensível) ao LOTENSIN ou a qualquer outro componente de
LOTENSIN listado no início dessa bula.
• Se você tem reações não usuais ou alérgicas associadas aos inibidores da ECA.
• Se você tem ou teve anteriormente uma situação envolvendo rouquidão, inchaço no
rosto, nos lábios, nas mãos, ou pés, ou dificuldade repentina de respirar.
• Se você está ou pretende ficar grávida.
• Se qualquer uma dessas condições se aplicar a você, fale com o seu médico antes de
tomar LOTENSIN.

• Se você acha que pode ser alérgico, peça orientação ao seu médico.

 

TOME CUIDADOS ESPECIAIS COM LOTENSIN:
• Se você tem doença renal grave.
• Se você tem um distúrbio de valva do coração.
• Se você está próximo de ser operado (incluindo cirurgia dentária) ou tratamento de
emergência.
• Se você sofre de vômito e diarréia.
• Se você está próximo de receber tratamento com veneno de Hymenoptera (um veneno
usado para testar ou tratar alergia à picada de insetos).
• Se você está prestes a fazer, ou está fazendo, diálise.
Se qualquer uma das condições acima se aplicar a você, fale com o seu médico antes
de tomar LOTENSIN.

 

INFORMAÇÃO IMPORTANTE SOBRE OS EXCIPIENTES DE LOTENSIN
LOTENSIN contém lactose (açúcar do leite). Se você tem intolerância grave à lactose,
fale com seu médico antes de tomar LOTENSIN.

 

PACIENTES IDOSOS
LOTENSIN pode ser utilizado por pacientes com 65 anos ou mais.

 

CRIANÇAS
O uso em crianças não é recomendado.

 

MULHERES GRÁVIDAS
Não tome LOTENSIN se você está grávida. Os inibidores da ECA (incluindo o
LOTENSIN) quando tomados durante a gravidez podem causar danos sérios ao feto. É,
portanto, importante falar imediatamente com o seu médico se você acha que está
grávida.
Seu médico discutirá com você os riscos potenciais de tomar LOTENSIN durante a
gravidez.

 

MÃES AMAMENTANDO
LOTENSIN passa para o leite materno. Se você está amamentado, avise seu médico.

 

DIRIGINDO E/OU OPERANDO MÁQUINAS
Assim como outros medicamentos utilizados no tratamento da pressão alta, o LOTENSIN
pode causar tontura e afetar sua concentração. Então, antes de dirigir um veículo, operar
uma máquina, ou efetuar outras tarefas que exijam concentração, tenha certeza que você
sabe como reage aos efeitos do LOTENSIN.

 

TOMANDO OUTROS MEDICAMENTOS
Informe ao seu médico se você está tomando ou tomou recentemente qualquer outro
medicamento. Lembre-se também daqueles que não foram prescritos por um médico.
• medicamentos utilizados para diminuir a pressão sangüínea, especialmente diuréticos,
como espironolactona, por exemplo;
• lítio, um medicamento utilizado para tratar algumas condições psicológicas;
• medicamentos contendo potássio, suplementos de potássio ou substitutos do sal que
contenham potássio;
• indometacina, um agente antiinflamatório não-esteroidal, medicamento utilizado para
aliviar a dor e a inflamação;
• insulina ou antidiabéticos orais.;
• ouro para o tratamento da artrite reumatóide.
O uso, ao mesmo tempo, de LOTENSIN com outros fármacos anti-hipertensivos (contra
pressão alta), inclusive diuréticos, beta-bloqueadores e antagonistas do cálcio,
geralmente leva a uma redução adicional na pressão arterial.
Evite a ingestão de álcool até que você tenha discutido esse assunto com o seu médico.
O álcool pode diminuir mais a pressão e/ou aumentar a possibilidade de tontura ou
desmaios.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Este medicamento está contra-indicado para crianças.
Este medicamento é contra-indicado na faixa etária abaixo de 18 anos.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.

 

NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

 

Como devo usar este medicamento?
ASPECTO FÍSICO
Comprimido de 5 mg: Comprimido revestido, amarelo claro, oval.
Comprimido de 10 mg: Comprimido revestido, amarelo escuro, circular.

 

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS
Praticamente sem cheiro.

 

COMO USAR
Siga cuidadosamente as instruções do seu médico. Não exceda a dosagem
recomendada.
Pacientes que têm pressão sangüínea elevada geralmente não percebem sinais desse
problema. Alguns podem sentir-se normais.
Lembre-se que este medicamento não irá curar sua pressão alta, entretanto pode ajudar a
controlá-la. Você deve, então, continuar a tomá-lo continuamente se você quer diminuir e
manter a sua pressão baixa.
Os comprimidos de LOTENSIN não podem ser partidos ou mastigados. Você deve ingerilos
com um pouco de líquido.

 

QUANTO TOMAR
Normalmente, o tratamento é iniciado com as menores doses e a dosagem é, então,
aumentada gradualmente. Seu médico prescreverá a menor dose possível para as suas
necessidades, para ser tomada uma ou duas vezes ao dia.
Para o tratamento de doença do coração é aconselhável tomar o LOTENSIN sob
supervisão do seu médico. LOTENSIN é administrado como adjuvante ao tratamento
usual para insuficiência cardíaca (geralmente digitálicos e um diurético). O primeiro
comprimido deve ser tomado no consultório do seu médico, e, então, sua pressão
sangüínea deve ser medida pelo médico por pelo menos uma hora.
Seu médico falará exatamente quantos comprimidos de LOTENSIN tomar.
Dependendo da sua resposta ao tratamento, seu médico pode sugerir uma dose maior ou
menor.

 

QUANDO TOMAR LOTENSIN
É aconselhável tomar seu medicamento todos os dias no mesmo horário pela manhã.
LOTENSIN pode ser tomado antes, durante ou depois do café da manhã.

 

QUANTO TEMPO TOMAR LOTENSIN
Seu médico irá dizer exatamente quanto tempo você precisa tomar este medicamento.

 

SE VOCÊ ESQUECER DE TOMAR LOTENSIN
Se você esquecer de tomar uma dose desse medicamento, tome-o assim que você se
lembrar. Entretanto, se estiver quase no horário da próxima dose, não tome a dose
esquecida e tome a próxima dose no horário usual.

 

ADVERTÊNCIAS ADICIONAIS ENQUANTO TOMAR LOTENSIN
É importante seu médico checar seu progresso regularmente para ter certeza que esse
medicamento está funcionando apropriadamente.
Fale imediatamente com o seu médico se você tem desconforto estomacal,
especialmente náusea, vômito ou diarréia severas ou se as mesmas não desaparecerem.
Essas condições podem levar à perda de água e causar a diminuição da pressão.
Tontura (sensação de que vai desmaiar) ou desmaio pode ocorrer quando você se
exercitar ou se o clima estiver com temperatura elevada. O suor excessivo pode levar
você a perder muita água e a queda da pressão. Seja cuidadoso durante a prática de
exercícios e ao clima com temperatura elevada.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração
do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o
aspecto do medicamento.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.

 

Quais os males que este medicamento pode causar?
Assim como todo medicamento, LOTENSIN pode causar reações adversas, ainda que
nem todos as apresentem.
Algumas reações adversas podem ser graves
As reações adversas a seguir são raras ou muito raras (elas afetam 1 a 100 pacientes em
cada 10.000)
• inchaço da face, olhos, lábios ou língua, ou problemas para engolir ou respirar
(repentinamente);
• dores súbitas ou opressivas no peito, batimento irregular do coração (sinais de
distúrbios do coração);
• dor abdominal com náuseas, vômito, febre (sinais de inflamação do pâncreas);
• erupção da pele, pele avermelhada, bolhas nos lábios, olhos ou boca, descamação da
pele, febre;
• pele e olhos amarelados, náusea, perda de apetite, urina clara (sinais de distúrbios do
fígado);
• eliminação da urina gravemente reduzida (sinais de distúrbios dos rins);
• Pele pálida, cansaço, falta de ar, urina escura (sinais de níveis reduzidos de células
sangüíneas vermelhas);
• sangramento espontâneo ou hematomas (sinais de níveis reduzidos de plaquetas no
sangue).
Alguns pacientes apresentaram espasmos musculares, ritmo cardíaco anormal (sinais de
nível elevado de potássio no sangue); dor de garganta ou úlceras na boca devido a
infecções, febre ou calafrios, infecções mais freqüentes (sinais de distúrbios sangüíneos);
dor abdominal; reações alérgicas graves durante o tratamento com LOTENSIN.
Fale com o seu médico imediatamente se alguma delas ocorrerem.
Algumas reações adversas são comuns
As reações adversas a seguir podem afetar 1 a 10 pacientes em cada 100
Tontura ou desmaio ao se levantar; tosse (seca, não-produtiva, principalmente à noite,
contínua); faringite, dor de garganta, irritação da garganta (sinais de infecções do trato
respiratório superior); desconforto estomacal, batimento rápido do coração, vermelhidão,
dor de cabeça, aumento da freqüência urinária, coceira, aumento da sensibilidade da pele
ao sol.
Fale com o seu médico se alguma dessas reações ocorrerem com gravidade.
Algumas reações adversas são raras
As reações adversas a seguir podem afetar 1 a 10 pacientes em cada 10.000
Diarréia, constipação, vômito, náusea, nervosismo, problemas para dormir, dor nas juntas,
dor muscular, entorpecimento ou formigamento nas mãos, pés ou lábios, resultados
anormais nos testes de função renal.
Fale com o seu médico se alguma dessas reações ocorrerem com gravidade.
Algumas reações adversas são muito raras
As reações adversas a seguir podem afetar menos que 1 paciente em cada 10.000
Zumbido nos ouvidos, perda do paladar.
Fale com o seu médico se alguma dessas reações ocorrerem com gravidade.
Os seguintes eventos adversos de freqüência desconhecida foram relatados durante o
uso pós-comercialização de benazepril: angioedema do intestino delgado e pescoço,
reações anafilactóides, hiperpotassemia, agranulocitose, neutropenia
Informe ao seu médico se você notar quaisquer outras reações adversas não
mencionadas nessa bula.

 

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só
vez?
Se você sentir tontura e/ou desmaios, avise o seu médico assim que possível.
Se você tomou acidentalmente muitos comprimidos de LOTENSIN, fale com o seu
médico imediatamente. Você pode precisar de cuidados médicos

 

Onde e como devo guardar este medicamento?
Manter em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), protegido da umidade.
O prazo de validade está impresso no cartucho. Não utilize o produto após a data de
validade.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
Características farmacológicas
Farmacodinâmica
Classe terapêutica: inibidor da enzima conversora de angiotensina, código ATC: C09A A
07.
LOTENSIN (cloridrato de benazepril) é uma pró-droga que, após hidrólise para a
substância ativa benazeprilato, inibe a enzima conversora de angiotensina (ECA) e,
conseqüentemente, bloqueia a conversão de angiotensina I para angiotensina II. Assim
sendo, reduz todos os efeitos mediados pela angiotensina II – por exemplo,
vasoconstrição e produção de aldosterona, que promove a reabsorção de sódio e água
nos túbulos renais – e eleva o débito cardíaco. LOTENSIN diminui a freqüência cardíaca
aumentada induzida pelo reflexo simpático que ocorre em resposta à vasodilatação.
Hipertensão
Como outros inibidores da ECA, LOTENSIN também inibe a degradação do vasodilatador
bradicinina pela quininase. Essa inibição pode contribuir para o efeito anti-hipertensivo.
A administração de LOTENSIN a pacientes com qualquer grau de hipertensão resulta na
redução da pressão arterial nas posições sentada, supina ou em pé. Na maioria dos
pacientes, a atividade anti-hipertensiva se inicia aproximadamente 1 hora após a
administração de uma dose oral única e, a redução máxima de pressão arterial é
alcançada dentro de 2 a 4 horas. O efeito anti-hipertensivo persiste pelo menos 24 horas
após a administração. Durante a administração repetida, a redução máxima da pressão
arterial com cada dose é geralmente obtida após 1 semana e persiste durante o
tratamento a longo prazo. Os efeitos anti-hipertensivos são mantidos independentemente
de raça, idade ou atividade basal da renina plasmática. Os efeitos anti-hipertensivos de
LOTENSIN não diferem muito em pacientes com dietas com baixo ou alto teor de sódio.
Não foi observada elevação rápida da pressão arterial após retirada abrupta do
benazepril. Em estudo conduzido com voluntários sadios, doses únicas de LOTENSIN
produziram um aumento no fluxo sangüíneo renal e não afetaram a taxa de filtração
glomerular.
Os efeitos anti-hipertensivos de LOTENSIN e dos diuréticos tiazídicos são sinérgicos. O
uso concomitante de LOTENSIN e outros fármacos anti-hipertensivos, inclusive
betabloqueadores e antagonistas do cálcio, geralmente leva a uma redução adicional na
pressão arterial.
Insuficiência cardíaca congestiva (ICC)
A administração de benazepril em pacientes pré-tratados com digitálicos e diuréticos
resultou num aumento do débito cardíaco e da tolerância ao exercício, assim como numa
diminuição da pressão capilar pulmonar, na resistência vascular sistêmica e na pressão
arterial. A freqüência cardíaca foi levemente reduzida. O tratamento com LOTENSIN em
pacientes com insuficiência cardíaca congestiva resultou também em melhora da fadiga,
de estertores, edema e da classificação NYHA. Ensaios clínicos demonstraram que a
melhoria nas variáveis hemodinâmicas persiste por 24 horas com dose única diária.
Insuficiência renal crônica progressiva
Em um estudo multicêntrico, duplo-cego, controlado com placebo e com duração de três
anos, 583 pacientes com doença renal de várias etiologias e creatinina sérica variando
entre 1,5 a 4 mg/dL [clearance (depuração) de creatinina entre 30 e 60 mL/min], com ou
sem hipertensão, foram randomizados para placebo ou LOTENSIN 10 mg, uma vez ao
dia. Para se atingir o controle da pressão arterial foram administrados agentes antihipertensivos
adicionais, de acordo com a necessidade dos pacientes, em ambos os
grupos. O grupo tratado com LOTENSIN teve 53% de redução no risco relativo de atingir
o objetivo do estudo, definido como sendo a duplicação da creatinina sérica ou a
necessidade de diálise. Esses efeitos benéficos foram acompanhados pela redução da
pressão arterial e por uma pronunciada redução na proteinúria. Pacientes com doença
renal policística não apresentaram redução na perda da função renal quando tratados
com LOTENSIN; entretanto, o produto pode ainda ser utilizado no tratamento da
hipertensão em tais pacientes.

 

Farmacocinética
Absorção e concentrações plasmáticas
No mínimo 37% de uma dose oral de cloridrato de benazepril são absorvidos. A pró-droga
é então rapidamente convertida ao metabólito farmacologicamente ativo, o benazeprilato.
Após a administração do cloridrato de benazepril, com estômago vazio, os picos de
concentração plasmática do benazepril e do benazeprilato são alcançados,
respectivamente, após 30 e 60 a 90 minutos.
A biodisponibilidade absoluta do benazeprilato, após a administração oral do cloridrato de
benazepril, é de aproximadamente 28% da biodisponibilidade obtida após a administração
i.v. do metabólito isolado. A administração dos comprimidos após as refeições retarda a
absorção, mas não afeta a quantidade absorvida e convertida a benazeprilato. LOTENSIN
pode, portanto, ser ingerido com ou sem alimentos.
No intervalo de dose de 5 a 20 mg, a área sob a curva (AUC) e o pico das concentrações
plasmáticas de benazepril e benazeprilato são aproximadamente proporcionais à dose.
Desvios pequenos, mas estatisticamente significativos, da proporcionalidade da dose são
observados no intervalo de dose mais amplo, de 2 a 80 mg. Isso pode ser causado pela
ligação saturável do benazeprilato à enzima conversora de angiotensina.
A cinética não se altera durante doses múltiplas (5 a 20 mg uma vez ao dia). O benazepril
não se acumula. O benazeprilato se acumula apenas em extensão mínima, sendo a AUC
no steady-state (estado de equilíbrio) aproximadamente 20% mais elevada do que a
observada no primeiro intervalo de dose de 24 horas. A meia-vida efetiva de acumulação
do benazeprilato é de 10 a 11 horas. Os níveis de steady-state (estado de equilíbrio) são
alcançados após 2 a 3 dias.

 

Biotransformação
O benazepril é extensivamente metabolizado, sendo seu principal metabólito o
benazeprilato. Supõe-se que essa metabolização ocorra principalmente no fígado, por
hidrólise enzimática. Os outros dois metabólitos são os acilglicuronídeos conjugados do
benazepril e do benazeprilato.

 

Distribuição
Cerca de 95% do benazepril e do benazeprilato se ligam a proteínas plasmáticas
humanas (principalmente a albumina). A ligação não é afetada pela idade. O volume de
distribuição do benazeprilato no steady-state (estado de equilíbrio) é de cerca de 9 litros.

 

Eliminação
O benazepril é eliminado principalmente por clearance (depuração) metabólico. O
benazeprilato é eliminado por via renal e biliar, sendo a excreção renal a principal via em
pacientes com função renal normal. O clearance (depuração) metabólico do benazeprilato
disponível sistemicamente é de importância secundária. Na urina, o benazepril
corresponde a menos de 1% e o benazeprilato a cerca de 20% de uma dose oral. A
eliminação plasmática do benazepril é completa após 4 horas. A eliminação do
benazeprilato é bifásica, com uma meia-vida inicial de cerca de 3 horas e uma meia-vida
terminal de cerca de 22 horas. A fase de eliminação terminal (de 24 horas adiante) sugere
uma forte ligação do benazeprilato à enzima conversora de angiotensina.

 

Populações de pacientes especiais

Pacientes hipertensos

As concentrações plasmáticas de benazeprilato no steady-state (estado de equilíbrio) se
correlacionam com a dose diária.

 

Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva
A absorção do benazepril e sua conversão a benazeprilato não são afetadas. Porque a
eliminação é um pouco mais lenta, as concentrações plasmáticas do benazeprilato no
steady-state (estado de equilíbrio) tendem a ser maiores nesse grupo de pacientes,
quando comparado a voluntários sadios ou a pacientes hipertensos.
Idade, insuficiência renal leve a moderada, síndrome nefrótica e disfunção hepática.
As cinéticas do benazepril e do benazeprilato não são grandemente afetadas por idade,
insuficiência renal leve a moderada [clearance (depuração) de creatinina de 30 a 80
mL/min] ou por síndrome nefrótica. A cinética e a biodisponibilidade do benazeprilato não
são afetadas em pacientes com disfunção hepática causada por cirrose, não sendo
necessário o ajuste de dose em tais pacientes.

 

Insuficiência renal grave e doença renal em estágio final
A cinética do benazeprilato é substancialmente afetada pela insuficiência renal grave
[clearance (depuração) de creatinina < 30 mL/min], sendo necessária a redução da dose
como resultado da eliminação mais lenta e maior acúmulo. O benazepril e o benazeprilato
são eliminados do plasma mesmo em pacientes com doença renal em estágio final, sendo
a cinética similar àquela de pacientes com insuficiência renal grave. O clearance
(depuração) não-renal (ex., biliar ou metabólico) compensa parcialmente o clearance
(depuração) renal deficiente.

 

Hemodiálise
A hemodiálise regular, que se inicia ao menos duas horas após a administração do
cloridrato de benazepril, não afeta significativamente as concentrações plasmáticas de
benazepril e benazeprilato, o que significa não ser necessária a administração de dose
adicional após a hemodiálise. Apenas uma pequena quantidade do benazeprilato é
removida do organismo pela diálise.

 

Co-medicações
As propriedades farmacocinéticas do cloridrato de benazepril não são afetadas pelos
seguintes fármacos: hidroclorotiazida, furosemida, clortalidona, digoxina, propranolol,
atenolol, nifedipino, anlodipino, naproxeno, ácido acetil salicílico ou cimetidina. Do mesmo
modo, a administração do cloridrato de benazepril não afeta substancialmente a
farmacocinética dessas medicações (a cinética da cimetidina não foi estudada).

 

Dados de segurança pré-clínicos
Estudos de toxicidade na reprodução
Não foram observados efeitos adversos no perfil de reprodução em ratos machos e
fêmeas tratados com cloridrato de benazepril em doses de até 500 mg/kg/dia.
Não foram observados efeitos embriotóxicos, fetotóxicos ou teratogênicos diretos em
camundongos tratados com até 150 mg/kg/dia, em ratos tratados com até 500 mg/kg/dia e
em coelhos tratados com até 5 mg/kg/dia

 

Mutagenicidade
Em uma série de estudos in vitro e in vivo, não foi detectado potencial mutagênico.

 

Carcinogenicidade
Não foi observada evidência de efeito carcinogênico quando o cloridrato de benazepril foi
administrado a ratos em doses de até 150 mg/kg/dia (250 vezes a dose máxima
recomendada para humanos). Não foi observada evidência de carcinogenicidade quando
o cloridrato de benazepril foi administrado a camundongos por 104 semanas nas mesmas
doses.

 

Resultados de eficácia
O benazepril em doses orais de 10 a 20 mg, uma ou duas vezes ao dia, tem sido efetivo
no tratamento da hipertensão leve a moderada, como evidenciam diversos estudos.
Aumentado-se a dose de benazepril para 40 ou 80 mg uma vez ao dia, não há melhora
significativa da hipertensão quando comparado a dose de 20 mg uma vez ao dia, ou seja,
os resultados de melhora da condição foram semelhantes aos das doses mais baixas.
Diversos estudos controlados comprovam que a combinação de benazepril com
hidroclorotiazida ou atenolol produz efeitos sinérgicos positivos em pacientes com
hipertensão de leve a moderada.
Treze pacientes hipertensos, não tratados previamente, participaram de um estudo aberto
de 18 meses para controle contínuo da pressão arterial. Nove pacientes foram mantidos
em monoterapia de 10 mg de benazepril e dois em 20 mg; dois outros necessitaram de
tratamento adicional com 25 mg clortalidona para controle da pressão arterial. A coleta de
dados incluiu medidas ambulatoriais de pressão, no início do tratamento e após 12 meses
e ecocardiografia Doopler no início, no 12º e no 18º mês. Após um ano, reduções médias
de 9% e 12% nas pressões sistólica/diastólica foram relatadas por monitoração de 24
horas. Sete de 13 pacientes apresentaram hipertrofia ventricular prévia ao início do
tratamento, no entanto, após 12 meses de tratamento, apenas um desses pacientes
persistiu com a hipertrofia; decréscimos médios de 18% e 10% da espessura da parede
septal e posterior, respectivamente, foram observadas. Nenhuma melhora adicional foi
verificada na continuação do tratamento até o 18º mês.
Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) aumentam a expectativa de
vida de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva. Esses agentes, como o
benazepril, previnem ou retardam o desenvolvimento de dilatação ventricular e
insuficiência cardíaca observável tanto em pacientes sintomáticos quanto assintomáticos
para disfunção do ventrículo esquerdo. Tratamento, por toda a vida, com inibidores de
ECA é sugerido a todos os pacientes sintomáticos com insuficiência cardíaca congestiva
classes II a IV da New York Heart Association (NYHA).
Doses de 2 a 10 mg diários de benazepril melhoraram os sintomas de 76% dos pacientes
com insuficiência cardíaca de classes III e IV (NYHA). De forma semelhante, doses
diárias de 20 mg administradas por 3 meses, resultaram em melhora de 58% de 29
pacientes de classe II (NYHA), não tendo sido registrado nenhum caso de piora clínica.
Todos esses pacientes haviam apresentado, 6 a 24 meses antes, ondas Q de infarto
anterior ou posterior, mas estavam estáveis e assintomáticos no repouso, sob o efeito de
nenhuma medicação.
O benazepril, 10 mg por dia, retarda o progresso da insuficiência renal em pacientes com
diversos tipos de neuropatia. Em uma pesquisa longitudinal de 3 anos, envolvendo 583
pacientes com insuficiência renal causadas por diferentes patologias, 300 pacientes
receberam benazepril e 283 receberam placebo. As patologias dos pacientes eram
glomerulopatias (n = 192), nefrite intersticial (n = 105), nefrosclerose (n = 97), rim
policístico (n = 64), nefropatia diabética (n = 21) e patologias mistas (n = 104). Avaliou-se
o clearance de creatinina de tais pacientes. Observou-se maior diminuição do risco de
insuficiência renal (71%), quando comparado ao placebo, em pacientes do sexo
masculino, com glomerulopatias, nefropatia diabética ou causas mistas de grau leve. O
benazepril só não foi eficaz em pacientes com rim policístico.
Outros estudos também enfatizam o retardo na progressão da insuficiência renal crônica,
medida pelo clearance de creatinina e diminuição da proteinúria em pacientes com
insuficiência renal crônica.

 

Indicações
– Tratamento da hipertensão arterial.
– Tratamento adjuvante da insuficiência cardíaca congestiva (pacientes classe II-IV da
NYHA).
– Insuficiência renal crônica progressiva [clearance (depuração) de creatinina entre 30 e
60 mL/min].

 

Contra-indicações
– Hipersensibilidade conhecida ao benazepril, às substâncias relacionadas ou a qualquer
componente da formulação.
– História de angioedema com ou sem tratamentos anteriores com inibidores da ECA.
– Crianças.
– Gravidez (veja “Advertências – Gravidez e lactação”).
– Paciente com histórico de angiodema não induzido por inibidores de ECA.
Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto
Os comprimidos revestidos de LOTENSIN não podem ser partidos ou mastigados e
devem ser ingeridos com um pouco de líquido. Depois de aberto manter os comprimidos
revestidos em temperatura ambiente ( entre 15° C e 30º C) e protegidos da umidade.

 

Posologia
Hipertensão
A dose inicial recomendada para pacientes que não estejam recebendo um diurético
tiazídico é de 10 mg, uma vez ao dia. A dose pode ser aumentada para 20 mg diários. A
dose deve ser ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial, geralmente a
intervalos de 1 a 2 semanas. Em alguns pacientes o efeito anti-hipertensivo pode diminuir
ao final do intervalo de dose. A dosagem total diária deve, nesses casos, ser dividida em
duas doses iguais. A dose diária máxima de LOTENSIN recomendada em pacientes
hipertensos é de 40 mg, administrados em dose única ou em duas doses.
Se LOTENSIN isoladamente não produzir uma redução suficiente da pressão arterial, um
outro anti-hipertensivo pode ser administrado concomitantemente, por ex., um diurético
tiazídico ou um antagonista de cálcio (inicialmente em baixa dose). Em caso de
tratamento diurético prévio, o mesmo deverá ser descontinuado por 2 a 3 dias antes de se
iniciar o tratamento com LOTENSIN e administrado subseqüentemente, se necessário. Se
não for possível descontinuar o diurético, a dose inicial de LOTENSIN deve ser reduzida
(5 mg ao invés de 10 mg) de modo a se evitar a hipotensão excessiva (veja
“Advertências”).
A dose usual de LOTENSIN é recomendada para pacientes com clearance (depuração)
de creatinina ≥ 30 mL/min.
Pacientes com clearance (depuração) de creatinina < 30 mL/min
A dose inicial é de 5 mg. A dose pode ser aumentada até 10 mg/dia. Para alguma
redução adicional na pressão arterial pode ser adicionado um diurético não-tiazídico ou
outro agente anti-hipertensivo.

 

Insuficiência cardíaca congestiva (ICC)
A dose inicial recomendada é de 2,5 mg ao dia. Pelo risco de redução substancial da
pressão arterial, em resposta a primeira dose, pacientes recebendo LOTENSIN pela
primeira vez, devem ser mantidos sob rigorosa supervisão médica (veja “Advertências”). A
dose pode ser aumentada para 5 mg ao dia após 2 a 4 semanas, se os sintomas de
insuficiência cardíaca não tiverem sido adequadamente aliviados, desde que o paciente
não tenha desenvolvido hipotensão sintomática ou outras reações adversas inaceitáveis.
Dependendo da resposta clínica, a dose pode ser aumentada para 10 mg e
eventualmente para 20 mg ao dia, a intervalos de tempo apropriados.
A dose única diária é geralmente eficaz. Alguns pacientes podem responder melhor a um
regime de duas doses diárias. Ensaios clínicos controlados demonstram que pacientes
com insuficiência cardíaca mais grave (classe IV da NYHA), usualmente necessitam de
doses menores de LOTENSIN que pacientes com insuficiência cardíaca leve a moderada
(classes II e III da NYHA).
Em pacientes com ICC e clearance (depuração) de creatinina < 30 mL/min, a dose diária
pode ser aumentada para 10 mg, mas a menor dose inicial administrada (2,5 mg ao dia)
pode ser a dose ótima (veja “Farmacocinética”).

 

Pacientes hipertensos com insuficiência renal
Em pacientes hipertensos com insuficiência renal, a menor dose inicial (5 mg) é
recomendada (veja “Advertências” ).

 

Insuficiência renal crônica progressiva
A dose recomendada para diminuir a progressão da doença renal crônica com ou sem
hipertensão é 10 mg, uma vez ao dia. Outros anti-hipertensivos podem ser usados em
combinação com LOTENSIN se a terapia adicional for necessária para diminuir a pressão
sangüínea.

 

Crianças
A segurança e a eficácia de LOTENSIN em crianças não foram estabelecidas.
Pacientes idosos

 

A dose recomendada e os cuidados especiais para idosos são os mesmos de adultos
(veja “Farmacocinética”).

 

Advertências
Reações anafilactóides e relacionadas
Presumivelmente, pelo fato de os inibidores da ECA afetarem o metabolismo dos
eucosanóides e polipeptídeos, inclusive a bradicinina endógena, os pacientes tratados
com inibidores da ECA, incluindo-se LOTENSIN, podem experimentar uma variedade de
reações adversas, algumas delas graves.

 

Angioedema
Angioedema da face, lábios, língua, glote e laringe foi relatado em pacientes tratados com
inibidores da ECA, inclusive LOTENSIN. Em tais casos, LOTENSIN deve ser
imediatamente descontinuado e deve-se prover ao paciente a terapia adequada e
acompanhamento até a resolução completa e sustentável dos sinais e sintomas. Nos
casos em que o inchaço estiver limitado à face e aos lábios, a condição geralmente se
resolve tanto sem tratamento como com a administração de anti-histamínicos. O
angioedema com edema de laringe pode ser fatal. Nos casos em que a língua, a glote ou
a laringe estão envolvidas, a terapia adequada deve ser adotada imediatamente, ex.,
injeção subcutânea de adrenalina 1:1000 (0,3 – 0,5 mL) e/ou medidas para assegurar a
desobstrução das vias aéreas do paciente.
A incidência de angioedema durante o tratamento com inibidores da ECA tem sido
relatada como sendo maior em pacientes negros de origem africana do que em pacientes
não-negros.

 

Reações anafilactóides durante dessensibilização
Dois pacientes que passavam por tratamento de dessensibilização com veneno de
Hymenoptera, enquanto recebiam inibidores da ECA, sofreram reações anafilactóides
com risco de vida. Nesses mesmos pacientes, as reações foram evitadas quando a
administração do inibidor da ECA foi temporariamente interrompida, mas reapareceram
com nova exposição ao fármaco.

 

Reações anafilactóides durante a exposição a membranas
Têm sido relatadas reações anafiláticas em pacientes dialisados com membrana de
diálise de alto fluxo, sob tratamento com um inibidor da ECA. Foram também relatadas
reações anafilactóides em pacientes submetidos a aferese de lipoproteínas de baixa
densidade com absorção de sulfato de dextrano.

 

Hipotensão sintomática
Assim como com outros inibidores da ECA, a hipotensão sintomática foi observada em
casos raros, tipicamente em pacientes com depleção de sal ou de volume, como
resultado de terapia diurética prolongada, dieta com restrição de sal, diálise, diarréia ou
vômitos. A depleção de volume e/ou de sal deve ser corrigida antes do início do
tratamento com LOTENSIN. Se ocorrer hipotensão, o paciente deve ser colocado em
posição supina e, se necessário, receber solução salina fisiológica i.v. O tratamento com
LOTENSIN pode ser continuado assim que a pressão arterial e o volume tenham
retornado ao normal.
Em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave, a terapia com inibidores da
ECA pode causar hipotensão excessiva, que pode estar associada a oligúria e/ou
azotemia e, raramente, com insuficiência renal aguda. Em tais pacientes, a terapia deve
ser iniciada sob supervisão médica rigorosa, eles devem ser acompanhados durante as
duas primeiras semanas do tratamento e sempre que houver aumento da dose do
diurético ou do benazepril.

 

Agranulocitose e neutropenia
Outro inibidor da ECA, o captopril, tem demonstrado causar agranulocitose e depressão
da medula óssea. Tais efeitos ocorrem com maior freqüência em pacientes com
insuficiência renal, especialmente se apresentarem também doença vascular de
colágeno, tal como lúpus eritematoso sistêmico ou escleroderma. Não há dados
suficientes, a partir dos estudos clínicos com benazepril, para demonstrar se este causa
incidência semelhante de agranulocitose. O acompanhamento da contagem das células
brancas sangüíneas deve ser considerado em pacientes com doença vascular de
colágeno, especialmente se a doença estiver associada com função renal prejudicada.
Hepatite e insuficiência hepática
Há relatos raros de hepatite predominantemente colestática e casos isolados de
insuficiência hepática aguda, algumas delas fatais, em pacientes tratados com inibidores
da ECA. O mecanismo não está esclarecido. Pacientes em tratamento com inibidores da
ECA que desenvolverem icterícia ou elevação acentuada das enzimas hepáticas devem
interromper o uso do inibidor da ECA e receber acompanhamento médico apropriado.

 

Gravidez e lactação
LOTENSIN enquadra-se na categoria D de risco na gravidez.
LOTENSIN é contra-indicado durante a gravidez (veja “Contra-indicações”).
Os inibidores da ECA podem causar morbidade e mortalidade fetal e neonatal quando
administrados a mulheres grávidas. Há vários relatos na literatura mundial.
A utilização de inibidores da ECA durante o segundo e o terceiro trimestres de gravidez
tem sido associada com dano fetal e neonatal, incluindo-se hipotensão, hipoplasia
neonatal do crânio, anúria, insuficiência renal reversível ou irreversível e morte.
Oligoidrâmnio, presumivelmente pela insuficiência da função renal fetal, foi também
relatado. O oligoidrâmnio nesses casos tem sido associado a contratura fetal dos
membros, deformação craniofacial e desenvolvimento de pulmão hipoplástico.
Prematuridade, retardo no crescimento intra-uterino e ductus arteriosus persistente foram
também relatados, entretanto não está clara a correlação com exposição a inibidores da
ECA. Além disso, a utilização dos inibidores da ECA durante o primeiro trimestre de
gravidez foi associada ao risco potencialmente aumentado de defeitos de nascimento.
Quando for constatada a gravidez, o inibidor da ECA deve ser descontinuado o quanto
antes e se deve monitorar regularmente o desenvolvimento fetal. Os inibidores da ECA
(incluindo o LOTENSIN) não deve ser utilizado em mulheres que planejam engravidar.
Mulheres em idade fértil devem ser alertadas quanto ao risco potencial e se deve apenas
adminitrar os inibidores da ECA (incluindo o LOTENSIN) após aconselhamento médico e
de se considerar os riscos e benefícios individuais.
O benazepril e o benazeprilato são excretados no leite materno, mas as concentrações
máximas obtidas corresponderam a apenas 0,3% das concentrações encontradas no
plasma. A fração de benazeprilato que atinge a circulação sistêmica da criança pode ser
negligenciável. Entretanto, embora qualquer efeito adverso na criança seja pouco
provável, não é recomendada a utilização de LOTENSIN pelas mães durante o período de
amamentação.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

 

Função renal reduzida
Podem ocorrer alterações da função renal em pacientes susceptíveis. Em pacientes com
insuficiência cardíaca grave, em que a função renal depende da atividade do sistema
renina-angiotensina-aldosterona, o tratamento com inibidor da ECA pode-se associar a
oligúria e/ou azotemia progressiva e, raramente, na insuficiência renal aguda. Em um
pequeno estudo de pacientes hipertensos com estenose da artéria renal unilateral ou
bilateral, o tratamento com LOTENSIN esteve associado com aumento do nitrogênio
uréico sangüíneo e creatinina sérica e tais incrementos foram revertidos com a
descontinuação de LOTENSIN, da terapia diurética ou de ambos. Se tais pacientes são
tratados com inibidores da ECA, a função renal deve ser monitorada durante as primeiras
semanas da terapia. Alguns pacientes hipertensos, com doença vascular renal
preexistente não-aparente, desenvolveram aumento do nitrogênio uréico sangüíneo e dos
níveis de creatinina sérica (usualmente leve ou passageira), especialmente quando
LOTENSIN foi administrado com um diurético. Essa ocorrência é mais provável em
pacientes que tenham insuficiência renal preexistente. Pode ser necessária a redução da
dose de LOTENSIN e/ou a descontinuação do diurético. A avaliação do paciente
hipertenso deve sempre incluir a verificação da função renal (veja “Posologia”).

Tosse
A tosse persistente não-produtiva tem sido relacionada à utilização de inibidores da ECA,
presumivelmente pela inibição da degradação de bradicinina endógena. Essa tosse
desaparece com a interrupção da terapia. A tosse induzida por inibidores da ECA deve
ser considerada no diagnóstico diferencial de tosse.

 

Cirurgia e anestesia
Antes de cirurgias, o anestesista deve ser informado se o paciente está utilizando um
inibidor da ECA. Durante a anestesia com agentes que induzam a hipotensão, os
inibidores da ECA podem bloquear a formação da angiotensina II secundária à liberação
compensatória de renina. A hipotensão decorrente desse mecanismo pode ser corrigida
por expansão de volume.

 

Hiperpotassemia
Durante o tratamento com inibidores da ECA pode-se observar, em raras ocasiões, a
elevação do potássio sérico. Não foram relatadas interrupções do uso de LOTENSIN, em
ensaios clínicos em hipertensão, pela ocorrência de hiperpotassemia. Os fatores de risco
para o desenvolvimento de hiperpotassemia podem incluir insuficiência renal, diabetes
mellitus e o uso concomitante de agentes para tratamento de hipopotassemia (veja
“Interações medicamentosas”). Em um estudo que envolvia pacientes com doença renal
crônica progressiva, alguns pacientes descontinuaram o tratamento em função da
hiperpotassemia. Em pacientes com doença renal crônica progressiva, o potássio sérico
deve ser monitorizado.

 

Estenose mitral ou aórtica
Assim como com todos os outros vasodilatadores, indica-se cuidado especial em
pacientes que sofram de estenose mitral ou aórtica.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas.
Assim como com outros medicamentos anti-hipertensivos, recomenda-se cautela ao dirigir
veículos e/ou operar máquinas.

 

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Pacientes idosos: não há restrições de uso deste medicamento a pacientes idosos. Veja
item “Posologia” para pacientes idosos.
Crianças: este produto é contra-indicado para crianças. Veja item “Posologia” para
crianças.
Este medicamento deverá ser utilizado somente por adultos com idade superior a
18 anos.

 

Interações medicamentosas
Diuréticos
Os pacientes sob tratamento com diuréticos (como espironolactona, por exemplo) ou os
que apresentam perdas de líquido podem, ocasionalmente, sentir uma redução excessiva
da pressão arterial após o início da terapia com inibidores da ECA. A possibilidade de
efeitos hipotensivos em tais pacientes pode ser minimizada ao se descontinuar a terapia
com o diurético por 2-3 dias antes de se iniciar o tratamento com LOTENSIN (veja
“Posologia” e “Advertências”).
Diuréticos poupadores de potássio
O uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (ex.: espironolactona,
triantereno e amilorida), suplementos de potássio ou substitutos do sal que contenham
potássio, não são recomendados para pacientes tratados com inibidores da ECA, uma
vez que podem conduzir a aumentos significativos no potássio sérico. Entretanto, se a comedicação
for considerada necessária, aconselha-se o acompanhamento freqüente do
potássio sérico.

 

Lítio
Foram relatados níveis séricos de lítio aumentados e efeitos de toxicidade do lítio em
pacientes que utilizavam inibidores da ECA, inclusive o benazepril, durante tratamento
com lítio. Esses fármacos devem ser administrados com cautela quando utilizados
simultaneamente e recomenda-se a monitorização freqüente dos níveis séricos de lítio.
Se for também utilizado um diurético, o risco de toxicidade do lítio pode igualmente ser
aumentado.

 

Indometacina
Foi também demonstrado que o efeito hipotensivo dos inibidores da ECA pode ser
reduzido quando esses são administrados concomitantemente com a indometacina. Em
um estudo clínico controlado, a indometacina não interferiu com o efeito anti-hipertensivo
de LOTENSIN.

 

Insulina ou antidiabéticos orais
Pacientes diabéticos recebendo um inibidor da ECA, inclusive o benazepril,
concomitantemente com insulina ou antidiabéticos orais, podem, em raros casos,
desenvolver hipoglicemia. Portanto, tais pacientes devem ser advertidos sobre a
possibilidade de reações hipoglicêmicas, além de receberem monitoração adequada.

 

Ouro
Foram relatadas raramente reações nitritóides (os sintomas incluem vermelhidão facial,
náusea, vômitos e hipotensão) em pacientes em terapia concomitante com ouro injetável
(aurotiomalato de sódio) e inibidores da ECA.

 

Reações adversas a medicamentos
LOTENSIN é um produto bem tolerado. As reações adversas associadas a LOTENSIN e
a outros inibidores da ECA estão indicadas a seguir.
As reações adversas estão listadas de acordo com a freqüência, sendo que o mais
freqüente está relacionado primeiro, utilizando-se a seguinte convenção: muito comum (≥
1/10); comum (≥ 1/100, < 1/10); incomum (≥ 1/1.000, < 1/100); rara (≥ 1/10.000, <
1/1.000); muito rara (< 1/10.000), incluindo relatos isolados. Dentro de cada grupo de
freqüência, as reações adversas estão listadas em ordem decrescente de gravidade.
Sangue e distúrbios do sistema linfático
Muito raras: anemia hemolítica, trombocitopenia (veja “Advertências: agranulocitose e
neutropenia”).
– Distúrbios do sistema imunológico
Raras: angioedema, edema dos lábios; edema da face (veja “Advertências: reações
anafilactóides e relacionadas”).
– Distúrbios psiquiátricos
Raras: insônia, nervosismo e parestesia.
– Distúrbios do sistema nervoso
Comuns: cefaléia, vertigem. Rara: sonolência. Muito rara: disgeusia
– Distúrbios do labirinto e dos ouvidos
Muito rara: zumbido
– Distúrbios cardíacos
Comuns: palpitações, sintomas ortostáticos. Raras: hipotensão ortostática, dores no peito,
angina pectoris, arritmias. Muito rara: infarto do miocárdio.
– Distúrbios vasculares
Comum: vermelhidão
– Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino
Comuns: tosse, sintomas de infecção do trato respiratório superior
– Distúrbios gastrintestinais
Comum: distúrbios gastrintestinais. Raras: diarréia, constipação, náusea, vômito, dores
abdominais. Muito rara: pancreatite.
– Distúrbios hepatobiliares
Raras: hepatite (predominantemente colestática), icterícia colestática (veja “Advertências:
insuficiência hepática”).
– Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo
Comuns: rash (erupção cutânea), prurido, reação de fotossensibilidade. Rara: pênfigo.
Muito rara: síndrome de Stevens-Johnson.
– Distúrbios músculo-esquelético e do tecido conectivo
Raras: artralgia, artrite e mialgia.
– Distúrbios urinários e renais
Comum: polaciúria. Raras: aumento do nitrogênio uréico sangüíneo, aumento da
creatinina sérica. Muito rara: enfraquecimento renal (veja “Advertências”).
– Distúrbios gerais e condições do local de administração
Comum: fadiga
Os seguintes eventos adversos de freqüência desconhecida foram relatados durante o
uso pós-comercialização de benazepril: angioedema do intestino delgado e pescoço,
reações anafilactóides, hiperpotassemia, agranulocitose, neutropenia (veja
“Advertências“).

 

Achados laboratoriais
Assim como com outros inibidores da ECA, uma pequena elevação da uréia (BUN) e da
creatinina sérica, reversível com a descontinuação da terapia, foi observada em menos de
0,1% dos pacientes com hipertensão essencial tratados com LOTENSIN em monoterapia.
A probabilidade de ocorrência é maior nos pacientes tratados concomitantemente com
diuréticos ou naqueles com estenose arterial renal (veja “Advertências”).
Superdose
Sinais e sintomas
Embora não haja relatos de superdose com LOTENSIN, o principal sinal esperado é uma
acentuada hipotensão.

 

Tratamento
Se a ingestão for recente, deve-se induzir o vômito. Embora o metabólito ativo,
benazeprilato, seja pouco dialisável, a hemodiálise deve ser considerada em pacientes
com superdose e insuficiência renal agravada, de modo a manter-se a eliminação normal
(veja “Advertências”). Em caso de hipotensão pronunciada, administrar solução salina
normal intravenosa.

 

Armazenazem
Manter a temperatura ambiente (entre 15°C e 30ºC) e proteger da umidade.
O prazo de validade está impresso no cartucho. Não utilize o produto após a data de
validade.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS – 1.0068.0028
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho.
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça.
Fabricado por: Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 518 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ: 56.994.502/0098-62 – Indústria Brasileira
MS 12.03.08 + BPI 19.03.09
2009-PSB/GLC-0183-s