Bula do Losartion (Anti hipertensivo)

Bula do Losartion®:
losartana potássica

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
Comprimido revestido – embalagens contendo 30 comprimidos revestidos.
USO ORAL – ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
losartana potássica …………………………………………………………………………….. 50 mg
Excipientes: celulose microcristalina; lactose; amido; estearato de magnésio;
dióxido de silício; opadry azul.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
LOSARTION® é um medicamento que reduz a pressão arterial.
O seu efeito anti-hipertensivo máximo é obtido 3 a 6 semanas após o início da
terapia.
Conservar em temperatura ambiente (entre 15oC e 30oC). Proteger da luz e
umidade.
O prazo de validade do produto encontra-se impresso no cartucho. Ao adquirir o
medicamento, confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem do
produto. Nunca use medicamento com prazo de validade vencido.
Informe ao médico a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após o seu
término.
Informe ao médico se está amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
LOSARTION® tem sido geralmente bem tolerado em estudos clínicos controlados
de hipertensão e insuficiência cardíaca. Informe ao médico sobre o aparecimento
de reações desagradáveis, tais como tontura e hipotensão.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

 

Informe ao médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do
início, ou durante o tratamento.
Informe ao seu cirurgião dentista do uso do medicamento.
LOSARTION® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade a qualquer
componente do produto.
Não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação.

 

NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE
SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
LOSARTION®, membro de uma nova classe de agentes para o tratamento da
hipertensão e da insuficiência cardíaca, é um antagonista do receptor (tipo AT1)
da angiotensina II.

 

Mecanismo de ação
A angiotensina II, um potente vasoconstritor, é o principal hormônio ativo do
sistema renina-angiotensina e o maior determinante da fisiopatologia da
hipertensão. A angiotensina II liga-se ao receptor AT1 encontrado em muitos
tecidos (por exemplo, músculo vascular liso, glândulas adrenais, rins e coração) e
desencadeia várias ações biológicas importantes, incluindo vasoconstrição e
liberação de aldosterona. A angiotensina II também estimula a proliferação de
células da musculatura lisa. Um segundo receptor da angiotensina II foi
identificado como subtipo AT2, mas sua função na homeostase cardiovascular é
desconhecida.
A losartana é um composto sintético potente, ativo por via oral. Em bioensaios de
ligação e farmacológicos, liga-se seletivamente ao receptor AT1. In vitro e in vivo,
tanto a losartana quanto seu metabólito ácido carboxílico farmacologicamente
ativo (E-3174) bloqueiam todas as ações fisiologicamente relevantes da
angiotensina II, sem levar em consideração sua fonte ou via de síntese.
Diferentemente de alguns antagonistas peptídicos da angiotensina II, a losartana
não tem efeitos agonistas.
A losartana liga-se seletivamente ao receptor AT1 e não se liga ou bloqueia outros
receptores de hormônios ou canais iônicos importantes na regulação
cardiovascular. Além disso, a losartana não inibe a ECA (cininase II), a enzima
que degrada a bradicinina. Conseqüentemente, os efeitos não-relacionados
diretamente ao bloqueio do receptor AT1, como a potencialização dos efeitos
mediados pela bradicinina ou o desenvolvimento de edema (losartana: 1,7%;
placebo: 1,9%), não estão associados à losartana.

 

Absorção
Após a administração oral, a losartana é bem absorvida e sofre metabolismo de
primeira passagem, formando um metabólito ativo do ácido carboxílico e outros
metabólitos inativos. A biodisponibilidade sistêmica dos comprimidos de losartana
é de aproximadamente 33%. As concentrações máximas médias de losartana e de
seu metabólito ativo são alcançadas em 1 hora e em 3 a 4 horas,
respectivamente. Não houve efeito clinicamente significativo no perfil da
concentração plasmática de losartana quando a droga foi administrada com uma
refeição padronizada.

 

Distribuição
Tanto a losartana quanto seu metabólito ativo têm uma ligação > 99% com as
proteínas plasmáticas, principalmente a albumina. O volume de distribuição de
losartan é de 34 litros. Estudos em ratos indicam que a losartana praticamente não
atravessa a barreira hemato-encefálica.

 

Metabolismo
Aproximadamente 14% da dose de losartana administrada por via intravenosa ou
oral são convertidos ao seu metabólito ativo. Após a administração intravenosa ou
oral de losartana potássica marcado com C14, a radioatividade plasmática
circulante é fundamentalmente atribuída a losartana e ao seu metabólito ativo. A
conversão mínima de losartana ao seu metabólito ativo foi observada em
aproximadamente 1% dos indivíduos estudados.
Em adição ao metabólito ativo, metabólitos inativos são formados, incluindo dois
principais metabólitos formados por hidroxilação da cadeia lateral butílica e um
metabólito secundário, um glucuronídeo N-2 tetrazol.

 

Eliminação
O clearance plasmático de losartana e de seu metabólito ativo é de
aproximadamente 600 ml/min e 50 ml/min, respectivamente. O clearance renal de
losartana e de seu metabólito ativo é de aproximadamente 74 ml/min e de 26
ml/min, respectivamente. Quando o losartana é administrada por via oral,
aproximadamente 4% da dose são excretados inalterados na urina, e 6% são
excretados na urina na forma de metabólito ativo. A farmacocinética de losartana e
de seu metabólito ativo é linear com doses de losartana potássica de até 200 mg.
Após a administração oral, as concentrações plasmáticas de losartana e de seu
metabólito ativo diminuem poli-exponencialmente com a meia-vida final de
aproximadamente 2 horas e 6-9 horas, respectivamente. Durante a administração
da dose diária de 100 mg, nem a losartana, nem o seu metabólito ativo se
acumulam significativamente no plasma.
Tanto a excreção biliar quanto a urinária contribuem para a eliminação de
losartana e seus metabólitos. Após uma dose oral de losartana potássica marcado
com C14 em seres humanos, aproximadamente 35% da radioatividade são
recuperados na urina e 58%, nas fezes. Após uma dose intravenosa de losartana
potássica marcado com C14 em seres humanos, aproximadamente 43% da
radioatividade são recuperados na urina e 50%, nas fezes.

 

Indicações
LOSARTION® é indicado para o tratamento da hipertensão.
LOSARTION® é indicado para o tratamento da insuficiência cardíaca, geralmente
em combinação com diuréticos e digitálicos.
LOSARTION® tem demonstrado efeito benéfico na sobrevida desses pacientes
(veja PRECAUÇÕES).

 

Contra-indicações
LOSARTION® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade a
qualquer componente do produto.

 

Precauções
Hipotensão e desequilíbrio hidro/eletrolítico
Em pacientes que apresentam depleção de volume intravascular (por
exemplo, aqueles tratados com altas doses de diuréticos), pode ocorrer
hipotensão sintomática. Essas condições devem ser corrigidas antes da
administração de LOSARTION®, ou deve-se utilizar uma dose inicial mais
baixa (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO).

 

Disfunção hepática
Com base em dados de farmacocinética que demonstram aumentos
significativos das concentrações plasmáticas de losartana em pacientes
cirróticos, deve-se considerar doses mais baixas em pacientes com histórico
de disfunção hepática (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO).

 

Disfunção renal
Como conseqüência da inibição do sistema renina-angiotensina, foram
relatadas alterações na função renal, incluindo insuficiência renal, em
indivíduos susceptíveis; essas alterações da função renal podem ser
reversíveis com a descontinuação da terapia.
Outras drogas que afetam o sistema renina-angiotensina podem aumentar as
taxas de uréia e creatinina séricas em pacientes com estenose da artéria
renal bilateral ou estenose da artéria de rim único. Foram relatados efeitos
similares com LOSARTION®; essas alterações da função renal podem ser
reversíveis com a descontinuação da terapia.
Pacientes com insuficiência cardíaca
A substituição de um inibidor da ECA por LOSARTION® em pacientes com
insuficiência cardíaca estável não foi adequadamente estudada. O uso
concomitante de LOSARTION® e inibidores da ECA não foi adequadamente
estudado.

 

Gravidez
Quando utilizadas durante o segundo e o terceiro trimestres da gravidez, as
drogas que atuam diretamente no sistema renina-angiotensina podem
causar danos e até morte do feto em desenvolvimento. Quando houver
confirmação de gravidez, o tratamento com LOSARTION® deve ser
suspenso o mais rapidamente possível.
Embora não haja experiência com a utilização de LOSARTION® em mulheres
grávidas, estudos realizados com losartana potássica em animais
demonstraram danos e morte do feto e do recém-nascido; acredita-se que
esse mecanismo seja farmacologicamente mediado pelos efeitos no sistema
renina-angiotensina. Em humanos, a perfusão renal fetal, que depende do
desenvolvimento do sistema renina-angiotensina, começa no segundo
trimestre; assim, o risco para o feto aumenta se LOSARTION® for
administrado durante o segundo ou o terceiro trimestres da gravidez.

 

Nutrizes
Não se sabe se losartana é excretada no leite humano. Uma vez que muitas
drogas são excretadas no leite humano e devido ao potencial de efeitos
adversos no lactente, deve-se optar por suspender a amamentação ou o
tratamento com LOSARTION®, levando-se em consideração a importância
da droga para a mãe.

 

Uso pediátrico
A segurança e a eficácia em crianças ainda não foram estabelecidas.

 

Uso em idosos
Nos estudos clínicos, não houve diferença no perfil de eficácia e segurança
de losartana, relacionada à idade.

 

Interações medicamentosas
Não foram identificadas interações medicamentosas de significado clínico.
Os compostos que foram avaliados nos estudos clínicos de farmacocinética
incluem hidroclorotiazida, digoxina, varfarina, cimetidina, fenobarbital e
cetoconazol.

 

Reações adversas
LOSARTION® tem se mostrado em geral bem tolerado em estudos clínicos
controlados de hipertensão; os efeitos colaterais têm sido em geral de
natureza leve e transitória e não têm requerido a descontinuação da terapia.
A incidência global de efeitos colaterais relatados com LOSARTION® foi
comparável à do placebo.
Em estudos clínicos controlados de hipertensão essencial, tontura foi o
único efeito colateral relatado como relacionado à droga, que ocorreu com
incidência superior à do placebo em 1% ou mais dos pacientes tratados com
LOSARTION®. Além disso, efeitos ortostáticos relacionados à dose foram
observados em menos de 1% dos pacientes. Raramente foi relatado
exantema, embora a incidência em estudos clínicos controlados tenha sido
menor do que a do placebo.
LOSARTION® tem sido geralmente bem tolerado em estudos clínicos
controlados de insuficiência cardíaca. Os efeitos adversos mais comuns
relacionados à droga foram tontura e hipotensão.
Foram relatados os seguintes efeitos adversos após a comercialização do
produto:
Hipersensibilidade: angioedema (envolvendo edema de face, lábios, faringe
e/ou língua) foi raramente relatado em pacientes tratados com losartana.
Gastrintestinais: diarréia, anormalidades da função hepática. Músculoesqueléticos:
mialgia. Sistemas nervoso e psiquiátrico: enxaqueca. Pele:
urticária, prurido.
Em estudos clínicos controlados de hipertensão essencial, alterações
clinicamente importantes em parâmetros laboratoriais padrão foram
raramente associadas com a administração de LOSARTION®. Hipercalemia
(potássio sérico > 5,5 mEq/l) ocorreu em 1,5% dos pacientes. Elevações nos
valores de ALT ocorreram raramente e voltaram aos valores iniciais com a
descontinuação da terapia.

 

Posologia e administração

Hipertensão
A dose inicial usual e de manutenção da terapia é de 50 mg uma vez ao dia, para
a maioria dos pacientes. O efeito anti-hipertensivo máximo é obtido 3-6 semanas
após o início da terapia. Alguns pacientes podem obter benefício adicional se a
dose for aumentada para 100 mg uma vez ao dia.
Para pacientes com depleção de volume intravascular (por exemplo, pacientes
tratados com altas doses de diuréticos), deve ser considerada uma dose inicial de
25 mg uma vez ao dia (veja PRECAUÇÕES).
Não há necessidade de ajuste posológico inicial para pacientes idosos ou para
pacientes com disfunção renal, incluindo pacientes sob diálise. Deve ser
considerada a utilização de uma dose mais baixa para pacientes com história de
disfunção hepática (veja PRECAUÇÕES).
LOSARTION® pode ser administrado com outros agentes anti-hipertensivos.
LOSARTION® pode ser administrado com ou sem alimentos.

 

Insuficiência cardíaca
A dose inicial de LOSARTION® para pacientes com insuficiência cardíaca é de
12,5 mg uma vez ao dia. Geralmente, a dose deve ser titulada em intervalos
semanais (isto é, 12,5 mg, 25 mg, 50 mg diariamente) até a dose usual de
manutenção de 50 mg uma vez ao dia, de acordo com a tolerabilidade do
paciente.
LOSARTION® pode ser administrado com e sem alimentos.

 

Superdose
Os dados disponíveis relativos à superdose em seres humanos são limitados. As
manifestações mais prováveis de superdose seriam hipotensão e taquicardia;
bradicardia poderia ocorrer por estimulação parassimpática (vagal). Se ocorrer
hipotensão sintomática, deve-se instituir tratamento de suporte.
Nem losartana, nem o seu metabólito ativo podem ser removidos da circulação por
hemodiálise.
A observação a seguir refere-se a dispositivo legal (Portaria 11/81 da DIMED),
aplicável a todo e qualquer novo medicamento durante os primeiros cinco anos de
comercialização.
Em caso de suspeita de reação adversa, o médico responsável deve ser
notificado.

 

– VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
– No do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide embalagem externa.
M.S. 1.0089.0323
Farm. Resp.: Marcos A. Silveira Jr. – CRF-RJ n.º 6403
MERCK S.A.
CNPJ 33.069.212/0001-84
Estrada dos Bandeirantes, 1099
Rio de Janeiro – RJ – CEP 22710-571
Indústria Brasileira
033735B/A
PHARMACODE: 1863