Bula do Hyzaar 100/25 mg (Anti hipertensivo)

Hyzaar-100-mg-25-mgBula do HYZAAR® 100/25 mg:
(losartana potássica/hidroclorotiazida), MSD
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
HYZAAR® é apresentado em caixas com 15 ou 30 comprimidos revestidos de 50/12,5 mg e caixas
com 15 ou 30 comprimidos revestidos de 100/25 mg.
USO ADULTO
USO ORAL

Ingredientes ativos:
Cada comprimido revestido de 50/12,5 mg contém: 50 mg de losartana potássica e 12,5 mg de hidroclorotiazida
Cada comprimido revestido de 100/25 mg contém: 100 mg de losartana potássica e 25 mg de  hidroclorotiazida.

Ingredientes inativos:
Celulose microcristalina; lactose hidratada; amido pré-gelatinizado; estearato de magnésio;
hidroxipropilcelulose; hipromelose. HYZAAR® 100/25 também pode conter dióxido de titânio e laca de
alumínio D&C Nº10 (quinolina amarela).
HYZAAR® 50-12,5 contém 4,24mg (0,108 mEq) de potássio. HYZAAR® 100-25 contém 8,48 mg
(0,216 mEq) de potássio.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
COMO HYZAAR® FUNCIONA?
HYZAAR® é uma combinação de um antagonista dos receptores de angiotensina II (losartana) e um
diurético (hidroclorotiazida). A losartana e a hidroclorotiazida agem em conjunto para diminuir a
pressão alta.

POR QUE HYZAAR® FOI INDICADO?
Seu médico lhe receitou HYZAAR® para tratamento da hipertensão (pressão alta).
Informações ao paciente sobre a doença
O que é pressão arterial?
A pressão gerada pelo seu coração ao bombear o sangue para todas as partes do corpo é chamada de pressão
arterial. Sem a pressão arterial o sangue não circula pelo seu corpo. A pressão arterial normal faz parte da boa
saúde. Sua pressão arterial sofre alterações durante o transcorrer do dia dependendo da atividade, do estresse
e da excitação.
A leitura da pressão arterial é composta de dois números, por exemplo, 120/80 (cento e vinte por oitenta). O
número mais alto mede a força enquanto seu coração está bombeando sangue. O número mais baixo mede a
força em repouso, entre os batimentos cardíacos.

O que é pressão alta (ou hipertensão)?
Você tem pressão alta ou hipertensão quando a sua pressão arterial permanece alta mesmo quando você está
calmo (a) e relaxado (a). A pressão alta desenvolve-se quando os vasos sangüíneos se estreitam e dificultam o
fluxo do sangue.

Como saber se tenho pressão alta?
Em geral, a pressão alta não apresenta sintomas. A única maneira de saber se você tem hipertensão é medindo
sua pressão arterial. Por isso, você deve medir sua pressão arterial regularmente.
Por quê a pressão alta (ou hipertensão) deve ser tratada?
Se não for tratada, a pressão alta pode causar danos a órgãos essenciais para a vida, tais como o coração e os
rins. Você pode estar se sentindo bem e não apresentar sintomas, mas a hipertensão pode causar derrame
(acidente vascular cerebral), ataque cardíaco (infarto do miocárdio), insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou
cegueira.

Como a pressão alta deve ser tratada?
Ao diagnosticar a hipertensão (pressão alta), seu médico pode recomendar mudanças em seu estilo de vida e
também pode lhe receitar medicamentos para controlar a pressão arterial. A pressão alta pode ser tratada e
controlada com o uso de medicamentos, tal como o HYZAAR®.
Seu médico pode lhe dizer qual é a pressão arterial ideal para você. Memorize este valor e obedeça ao que o
médico lhe recomendou para atingir a pressão arterial ideal pra a sua saúde.

Como HYZAAR® trata a pressão alta?
O ingrediente losartana de HYZAAR® reduz a pressão arterial bloqueando especificamente uma substância
denominada angiotensina II. A angiotensina II normalmente estreita os vasos sangüíneos. O ingrediente
losartana de HYZAAR® faz com que os vasos relaxem. O ingrediente hidroclorotiazida de HYZAAR® age fazendo
com que os rins eliminem mais sal e água. Juntos, a losartana e a hidroclorotiazida reduzem a pressão alta.
Embora seu médico possa lhe dizer se o medicamento está agindo por meio da medida da sua pressão arterial,
provavelmente você não notará diferenças ao tomar HYZAAR®.

QUANDO NÃO DEVO TOMAR HYZAAR®?
CONTRA-INDICAÇÃO
Você não deve tomar HYZAAR® se:
• for alérgico a qualquer um de seus ingredientes (veja o item IDENTIFICAÇÃO DO
MEDICAMENTO).
• for alérgico a derivados das sulfonamidas (pergunte a seu médico o que são medicamentos
derivados das sulfonamidas).
• não estiver urinando.
Se você não estiver certo se deve ou não iniciar o tratamento com HYZAAR®, entre em contato com
seu médico.

ADVERTÊNCIAS
Uso na gravidez e amamentação
Este medicamento não deve ser utilizado no segundo e terceiro trimestre da gravidez.
O uso de HYZAAR® não é recomendado durante a amamentação.
Uso pediátrico
Não existe experiência com o uso de HYZAAR® em crianças. Portanto, HYZAAR® não deve ser
administrado a pacientes pediátricos.
Uso em idosos
Em geral, HYZAAR® age igualmente bem, e é igualmente bem tolerado pela maioria dos pacientes
adultos mais jovens e mais idosos. A maioria dos pacientes mais idosos requer a mesma dose que
os pacientes mais jovens. Os pacientes mais idosos devem iniciar o tratamento com HYZAAR®
50/12,5 mg.

PRECAUÇÕES
O que devo dizer ao meu médico antes de tomar HYZAAR®?
Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que esteja apresentando ou
tenha apresentado e sobre quaisquer tipos de alergias. Informe ao seu médico se tiver
apresentado recentemente episódios de vômito ou diarréia .
É muito importante que seu médico saiba se você tem doença do fígado ou dos rins, gota, diabetes,
lúpus eritematoso ou se está em tratamento com outros diuréticos. Nesses casos, seu médico pode
achar necessário ajustar a dose dos seus medicamentos.
Informe ao seu médico (ou dentista), antes de uma cirurgia e anestesia, que está em tratamento com
HYZAAR®, pois pode ocorrer queda repentina da pressão arterial associada à anestesia.

Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver tomando HYZAAR®?
Quase todos os pacientes podem realizar estas atividades porém, até saber como você reage ao
medicamento, você deve evitar atividades que exijam muita atenção (por exemplo, dirigir um
automóvel ou operar máquinas perigosas).

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Posso tomar HYZAAR® com outros medicamentos?
Em geral, HYZAAR® pode ser tomado com outros medicamentos. Você deve, no entanto, informar
seu médico sobre todos os medicamentos que esteja tomando ou pretenda tomar, incluindo os
obtidos sem prescrição médica (venda livre). É importante informar seu médico se está tomando
suplementos de potássio, agentes poupadores de potássio ou substitutos de sal contendo potássio,
outros medicamentos para reduzir a pressão alta, outros diuréticos, resinas que reduzem os níveis
altos de colesterol, medicamentos para tratar diabetes incluindo insulina, relaxantes musculares,
aminas pressoras como a adrenalina, esteróides, alguns analgésicos e medicamentos para artrite,
ou lítio (um medicamento utilizado para tratar um certo tipo de depressão). Sedativos, tranqüilizantes,
narcóticos, álcool e analgésicos podem aumentar o efeito redutor da pressão arterial de HYZAAR®,
portanto informe seu médico se estiver tomando qualquer um destes medicamentos.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso a sua saúde.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Esse medicamento não é recomendado para crianças (veja Uso pediátrico).

COMO DEVO USAR HYZAAR®?
ASPECTO FÍSICO:
50/12,5 mg: amarelo, oval, comprimido revestido com ‘717’ gravado em um lado e liso do outro.
100/25 mg: amarelo, oval, comprimido revestido com ‘747’ gravado de um lado e liso do outro.

CARACTERÍSTICA ORGANOLÉPTICA
Veja aspecto físico.

DOSE
Pressão Alta
A dose usual de HYZAAR® para a maioria dos pacientes com pressão alta é de 1 comprimido de
HYZAAR® 50/12,5 mg por dia para controlar a pressão arterial durante um período de 24 horas.

COMO USAR
HYZAAR® pode ser tomado com ou sem alimentos. Para maior comodidade e para que você se
lembre com mais facilidade, procure tomar HYZAAR® no mesmo horário, todos os dias.
O que devo fazer se esquecer de tomar uma dose?
Deve-se tomar HYZAAR® conforme a prescrição. Se você deixou de tomar uma dose, deverá tomar
a dose seguinte como de costume, isto é, na hora regular e sem duplicar a dose.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.
HYZAAR® não pode ser partido ou mastigado.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, denominados efeitos
adversos. Na maioria dos pacientes, HYZAAR® é bem tolerado. Os efeitos adversos podem incluir
tontura, urticária ou erupção cutânea. Seu médico possui uma lista mais completa dos efeitos
adversos. Informe ao seu médico imediatamente se você apresentar esses sintomas ou outros
sintomas incomuns.
Se apresentar uma reação alérgica com inchaço da face, dos lábios, da garganta e/ou da língua que
possa dificultar sua respiração ou capacidade de engolir, pare de tomar HYZAAR® e procure seu
médico imediatamente.

O QUE FAZER SE ALGUÉM TOMAR UMA GRANDE QUANTIDADE DE HYZAAR® DE
UMA SÓ VEZ?
Em caso de superdose, avise o médico imediatamente. Os sintomas de superdose de ocorrência
mais provável são queda da pressão arterial e batimentos cardíacos acelerados.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Armazene HYZAAR® em temperatura entre 15 e 30ºC.
Não tome este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AO PROFISSIONAL DE SAÚDE
FARMACOLOGIA CLÍNICA
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacocinética
Mecanismo de Ação
Losartana-Hidroclorotiazida
Os componentes de HYZAAR® apresentam efeito aditivo sobre a redução da pressão arterial,
reduzindo a pressão arterial a um grau maior do que qualquer um dos componentes
isoladamente. Acredita-se que este efeito seja resultado de ações complementares de ambos os
componentes. Além disso, como resultado de seu efeito diurético, a hidroclorotiazida aumenta a
atividade plasmática de renina, aumenta a secreção de aldosterona, diminui o potássio sérico, e
aumenta os níveis de angiotensina II. A administração de losartana bloqueia todas as ações
fisiologicamente relevantes da angiotensina II e por meio da inibição da aldosterona poderia
tender a atenuar a perda de potássio associada ao diurético.
A losartana apresenta efeito uricosúrico leve e transitório. A hidroclorotiazida causa aumentos
modestos do ácido úrico; a combinação da losartana e hidroclorotiazida tende a atenuar a
hiperuricemia induzida pelo diurético.

Losartana
A angiotensina II, um vasoconstritor potente, é o principal hormônio ativo do sistema reninaangiotensina,
e um importante determinante da fisiopatologia da hipertensão. A angiotensina II se
liga ao receptor AT1 encontrado em muitos tecidos (por exemplo, músculo liso vascular, glândula
adrenal, rins e coração) e desencadeia várias ações biológicas importantes, incluindo
vasoconstrição e a liberação de aldosterona. A angiotensina II também estimula a proliferação de
células musculares lisas. Um segundo receptor de angiotensina II foi identificado como receptor
de subtipo AT2, porém este não tem função conhecida na homeostase cardiovascular.
A losartana é um composto potente, sintético, ativo por via oral. Com base nos bioensaios de
ligação e farmacológicos, a angiotensina II se liga seletivamente ao receptor AT1. In vitro e in
vivo, tanto a losartana como seu metabólito de ácido carboxílico farmacologicamente ativo (E-
3174) bloqueiam todas as ações fisiologicamente relevantes da angiotensina II,
independentemente da sua origem ou via de síntese. Ao contrário de alguns antagonistas
peptídicos da angiotensina II, a losartana não apresenta efeitos agonistas.
A losartana se liga seletivamente ao receptor AT1 e não se liga ou bloqueia outros receptores
hormonais ou canais iônicos importantes na regulação cardiovascular. Além disso, a losartana
não inibe a ECA (quininase II), a enzima que degrada a bradicinina. Conseqüentemente, os
efeitos não relacionados diretamente ao bloqueio do receptor AT1, tais como a potencialização
dos efeitos mediados pela bradicinina ou a geração de edema (losartana 1,7%, placebo 1,9%),
não estão associados à losartana.

Hidroclorotiazida
O mecanismo do efeito anti-hipertensivo das tiazidas é desconhecido. As tiazidas não afetam
usualmente a pressão arterial normal.
A hidroclorotiazida é um diurético e anti-hipertensivo. A hidroclorotiazida afeta o mecanismo
tubular renal distal de reabsorção de eletrólitos. A hidroclorotiazida aumenta a excreção de sódio
e de cloreto em quantidades aproximadamente equivalentes. A natriurese pode ser acompanhada
de alguma perda de potássio e bicarbonato.
O efeito diurético se inicia 2 horas após a administração oral, atinge o nível máximo em cerca de 4
horas e dura cerca de 6 a 12 horas.

Absorção
Losartana
Após a administração oral, a losartana é bem absorvida e sofre metabolismo de primeira
passagem, formando um metabólito ativo do ácido carboxílico e outros metabólitos inativos. A
biodisponibilidade sistêmica dos comprimidos de losartana é de aproximadamente 33%. As
médias das concentrações máximas de losartana e de seu metabólito ativo são atingidas em 1
hora e em 3-4 horas, respectivamente. Não houve efeito clinicamente significativo sobre o perfil
de concentração plasmática da losartana quando o fármaco foi administrado com uma refeição
padrão.

Hidroclorotiazida
A hidroclorotiazida é rapidamente absorvida pelo trato gastrointestinal, com biodisponibilidade oral de
aproximadamente 65% a 75%. As concentrações máximas de hidroclorotiazida foram atingidas
aproximadamente 2 horas após a administração.

Distribuição
Losartana
Tanto a losartana como seu metabólito ativo apresentam taxas de ligação a proteínas plasmáticas
≥ 99%, principalmente à albumina. O volume de distribuição da losartana é de 34 litros. Estudos
em ratos indicam que a losartana atravessa fracamente, quando atravessa, a barreira hematoencefálica.
Hidroclorotiazida
A hidroclorotiazida atravessa a barreira placentária, porém não a barreira hemato-encefálica, e é
excretada no leite humano.

Metabolismo
Losartana
Cerca de 14% de uma dose de losartana administrada por via intravenosa ou oral é convertida ao
seu metabólito ativo. Após administração oral e intravenosa de losartana potássica marcada com
14C, a radioatividade plasmática circulante é atribuída principalmente à losartana e ao seu
metabólito ativo. Observou-se conversão mínima da losartana a seu metabólito ativo em cerca de
1% dos indivíduos estudados.
Além do metabólito ativo, são formados metabólitos inativos, incluindo dois importantes
metabólitos formados por hidroxilação da cadeia lateral butílica e um metabólito menos
importante, um glicuronídeo tetrazol N-2.

Eliminação
Losartana
Os clearances plasmáticos da losartana e de seu metabólito ativo são de cerca de 600 mL/min e
50 mL/min, respectivamente. Os clearances renais da losartana e de seu metabólito ativo são de
cerca de 74 mL/min e 26 mL/min, respectivamente. Quando a losartana é administrada por via
oral, cerca de 4% da dose é excretada na forma inalterada na urina, e cerca de 6% da dose é
excretada na urina como metabólito ativo. A farmacocinética da losartana e de seu metabólito
ativo é linear, com doses orais de losartana potássica de até 200 mg.
Após a administração oral, as concentrações plasmáticas de losartana e de seu metabólito ativo
declinam poliexponencialmente, com meia-vida terminal de cerca de 2 horas e de 6-9 horas,
respectivamente. Durante a administração única diária de 100 mg, a losartana e seu metabólito
ativo não se acumulam de forma significativa no plasma.
Tanto a excreção biliar como a urinária contribuem para a eliminação da losartana e de seus
metabólitos. Após a administração de uma dose oral de losartana marcado com 14C a humanos,
cerca de 35% da radioatividade é recuperada na urina e 58% nas fezes. Após uma dose
intravenosa de losartana marcado com 14C a humanos, cerca de 43% da radioatividade é
recuperada na urina e 50% nas fezes.

Hidroclorotiazida
A hidroclorotiazida não é metabolizada, porém é eliminada rapidamente pelos rins. Quando os
níveis plasmáticos foram acompanhados durante pelo menos 24 horas, observou-se que a meiavida
plasmática variou de 5,6 e 14,8 horas. Pelo menos 61% da dose oral é eliminada na forma
inalterada em 24 horas.

Farmacodinâmica
Losartana
A losartana inibe as respostas pressoras sistólica e diastólica a infusões de angiotensina II. No
pico, 100 mg de losartana potássica inibem estas respostas em aproximadamente 85%; 24 horas
após a administração de doses únicas e múltiplas, a inibição é de cerca de 26-39%.
Durante a administração de losartana, a remoção do feedback negativo da angiotensina II sobre a
secreção de renina aumenta a atividade de renina plasmática, o que resulta em aumento da
angiotensina II no plasma. Durante o tratamento crônico (6 semanas) de pacientes hipertensos
com 100 mg/dia de losartana, foram observados aumentos nos níveis plasmáticos de
angiotensina II de aproximadamente 2-3 vezes quando ocorreram concentrações plasmáticas
máximas do fármaco. Em alguns pacientes, foram observados aumentos maiores, particularmente
durante o tratamento de curto prazo (2 semanas). No entanto, a atividade anti-hipertensiva e a
supressão da concentração plasmática da aldosterona foram aparentes em 2 e 6 semanas,
indicando bloqueio efetivo do receptor de angiotensina II. Após a descontinuação da losartana, os
níveis de atividade de renina plasmática (ARP) e de angiotensina II declinaram aos níveis
anteriores ao tratamento em 3 dias. Os efeitos de HYZAAR® sobre os níveis de ARP e de
angiotensina II foram semelhantes aos observados com 50 mg de losartana.
Uma vez que a losartana é um antagonista específico do receptor de angiotensina II tipo AT1,
esse composto não inibe a ECA (cininase II), a enzima que degrada a bradicinina. Em um estudo
que comparou os efeitos de 20 mg e de 100 mg de losartana potássica e de um inibidor da ECA
nas respostas à angiotensina I, à angiotensina II e à bradicinina, a losartana demonstrou bloquear
as respostas à angiotensina I e à angiotensina II sem afetar as respostas à bradicinina. Esse
achado é compatível com o mecanismo de ação específico de losartana. Em contrapartida, o
inibidor da ECA demonstrou bloquear as respostas à angiotensina I e aumentar as respostas à
bradicinina sem alterar a resposta à angiotensina II, proporcionando assim uma diferenciação
farmacodinâmica entre a losartana e os inibidores da ECA.
As concentrações plasmáticas da losartana e de seu metabólito ativo e o efeito anti-hipertensivo
da losartana crescem com o aumento da dose. Como a losartana e seu metabólito ativo são
ambos antagonistas do receptor de angiotensina II, contribuem para o efeito anti-hipertensivo.
Em um estudo de dose única, conduzido em indivíduos do sexo masculino sadios, a
administração de 100 mg de losartana potássica, sob condições nutricionais com altos e baixos
teores de sal, não alterou a taxa de filtração glomerular, o fluxo plasmático renal efetivo ou a
fração de filtração. A losartana apresentou efeito natriurético que foi mais acentuado com uma
dieta pobre em sal e que pareceu não estar relacionado à inibição da reabsorção inicial proximal
de sódio. A losartana também aumentou de modo transitório a excreção urinária de ácido úrico.
Em pacientes hipertensos sem diabetes com proteinúria (≥2 g/24 horas) tratados durante 8
semanas, a administração de 50 mg de losartana potássica titulada para 100 mg reduziu
significativamente a proteinúria em 42%. A excreção fracionária de albumina e de IgG também foi
significativamente reduzida. Nesses pacientes, a losartana manteve a taxa de filtração glomerular
e reduziu a fração de filtração.
Em hipertensas pós-menopáusicas tratadas durante 4 semanas, a losartana potássica na dose de
50 mg não apresentou efeito sobre os níveis renais ou sistêmicos de prostaglandina.
A losartana não teve efeito sobre os reflexos autonômicos e não teve efeitos sustentados sobre a
norepinefrina plasmática.
A losartana potássica, administrada em doses únicas diárias de até 150 mg, não causou
alterações clinicamente importantes nos níveis de triglicérides, colesterol total ou HDL-colesterol
de pacientes hipertensos em jejum. As mesmas doses de losartana não apresentaram efeito
sobre os níveis de glicemia de jejum.
Em geral, a losartana reduziu os níveis séricos de ácido úrico (geralmente < 0,4 mg/dL), efeito
que persistiu com a terapia crônica. Nos estudos clínicos controlados em pacientes hipertensos,
nenhum paciente foi descontinuado em razão de elevações dos níveis séricos de creatinina ou de
potássio.
Em um estudo de 12 semanas, de desenho paralelo conduzido em pacientes com insuficiência
ventricular esquerda (Classe Funcional II-IV da New York Heart Association), cuja maioria estava
recebendo diuréticos e/ou digitálicos, a losartana potássica administrada em doses únicas diárias
de 2,5 mg, 10 mg, 25 mg e 50 mg foi comparada ao placebo. As doses de 25 mg e 50 mg
produziram efeitos hemodinâmicos e neuro-hormonais positivos, que foram mantidos durante todo o
estudo. As respostas hemodinâmicas foram caracterizadas por aumento do índice cardíaco e
reduções de: pressão capilar pulmonar, resistência vascular sistêmica, pressão arterial sistêmica
média e freqüência cardíaca. A ocorrência de hipotensão foi relacionada à dose nesses pacientes
com insuficiência cardíaca. Os resultados neuro-hormonais foram caracterizados por redução dos
níveis circulantes de aldosterona e norepinefrina.

Hidroclorotiazida
Após a administração oral, o início da ação diurética ocorre em 2 horas e os picos de ação em cerca
de 4 horas. A atividade diurética dura cerca de 6 a 12 horas.
Losartana-Hidroclorotiazida
Os componentes de HYZAAR® mostraram exercer efeito aditivo na pressão arterial, reduzindo-a em
maior grau do que qualquer um dos componentes em monoterapia.
O efeito anti-hipertensivo de HYZAAR® é mantido por um período de 24 horas. Nos estudos clínicos
com pelo menos um ano de duração, o efeito anti-hipertensivo foi mantido com o tratamento
contínuo. Apesar da redução significativa da pressão arterial, a administração de HYZAAR® não
exerceu efeito clinicamente significativo na freqüência cardíaca.

RESULTADOS DE EFICÁCIA
Estudos Clínicos
Losartana-Hidroclorotiazida
A losartana e a hidroclorotiazida quando utilizadas em combinação apresentam efeito aditivo
quanto a sua eficácia anti-hipertensiva. O efeito anti-hipertensivo de HYZAAR® é mantido por um
período de 24 horas. Nos estudos clínicos com pelo menos um ano de duração, o efeito antihipertensivo
foi mantido com a terapia continuada. Apesar da redução significativa da pressão
arterial, a administração de HYZAAR® não exerceu efeito clinicamente significativo na freqüência
cardíaca. Nos estudos clínicos, após 12 semanas de terapia com losartana 50
mg/hidroclorotiazida 12,5 mg, a pressão diastólica em posição sentada, no vale, foi reduzida em
até 13,2 mmHg, em média.
Em um estudo comparativo da combinação de losartana 50 mg/hidroclorotiazida 12,5 mg com a
combinação de captopril 50 mg/hidroclorotiazida 25 mg em pacientes hipertensos jovens (< 65
anos de idade) e idosos (≥ 65 anos de idade), as respostas anti-hipertensivas foram semelhantes
entre os dois tratamentos e por faixa etária. Em geral, do ponto de vista estatístico, ocorreram
significativamente menos efeitos adversos clínicos relacionados ao medicamento e
descontinuações por efeitos adversos clínicos com losartana 50 mg/hidroclorotiazida 12,5 mg do
que com captopril 50 mg/hidroclorotiazida 25 mg.
Um estudo conduzido com 131 pacientes com hipertensão grave demonstrou a utilidade de
HYZAAR® administrado como terapia inicial e em um esquema com outros agentes antihipertensivos
após 12 semanas de terapia.
HYZAAR® é eficaz na redução da pressão arterial em pacientes do sexo masculino e feminino,
de qualquer etnia, em pacientes jovens (< 65 anos de idade) e idosos (≥ 65 anos de idade) e é
eficaz em todos os graus de hipertensão.
Hipertensão Grave (Pressão Arterial Diastólica (PAD) na posição sentada ≥110 mmHg)
A segurança e a eficácia de HYZAAR® como terapia inicial para hipertensão grave (PAD média na
posição sentada no período basal ≥110 mmHg confirmada em 2 ocasiões distintas) foram
demonstradas em um estudo multicêntrico, duplo-cego, randômico, com seis semanas de
duração, que envolveu 585 pacientes com hipertensão grave. O desfecho primário foi a
comparação em 4 semanas de pacientes que atingiram a meta de pressão arterial diastólica
(PAD, na posição sentada, no vale <90 mmHg) com losartana/hidroclorotiazida 50/12,5 mg versus
pacientes tratados com losartana 50 mg titulados para 100 mg conforme necessário para atingir a
meta de pressão arterial diastólica. O desfecho secundário foi uma comparação em 6 semanas de
pacientes que atingiram a meta de pressão arterial diastólica com losartana/hidroclorotiazida
50/12,5 mg titulado conforme necessário para losartana/hidroclorotiazida 100/25 mg versus
pacientes que receberam losartana 50 mg titulados para 100 mg e depois para 150 mg. Em uma
análise post-hoc, os pacientes que atingiram a meta de pressão arterial sistólica (na posição
sentada, no vale, < 140 mmHg) foram comparados entre os 2 grupos de tratamento na 4ª e na 6ª
semanas.
Após 4 semanas de terapia, mais pacientes que receberam a terapia de combinação de
losartana/hidroclorotiazida 50/12,5 mg atingiram a meta de pressão arterial diastólica do que os
que receberam monoterapia com losartana 50 ou 100 mg (17,6% versus 9,4%, respectivamente;
p= 0,007). Da mesma forma, após 6 semanas de terapia, mais pacientes que receberam o regime
de combinação atingiram a meta de pressão arterial diastólica do que os que receberam o
esquema de monoterapia (29,8% versus 12,5%, respectivamente; p< 0,001). Além disso, mais
pacientes atingiram a meta de pressão arterial sistólica com a terapia de combinação versus a
monoterapia em cada ponto de tempo (4º semana: 24,5% versus 11,9%, respectivamente, p<
0,001; 6º Semana: 36,9% versus 14,1%, respectivamente, p< 0,001). A segurança e a
tolerabilidade de losartana/hidroclorotiazida para pacientes com hipertensão grave foram
comparáveis às da monoterapia com losartana por ocasião da primeira dose, na 4ª semana de
terapia e na 6ª semana de terapia.

Losartana
A eficácia anti-hipertensiva da losartana foi demonstrada em 11 estudos controlados que
envolveram 1.679 pacientes que receberam losartana, 471 pacientes que receberam placebo e
488 pacientes que receberam uma variedade de agentes comparativos. A administração única
diária de losartana a pacientes com hipertensão essencial leve a moderada produziu reduções
estatisticamente significativas nas pressões arteriais sistólica e diastólica; nos estudos clínicos de
até um ano de duração o efeito anti-hipertensivo foi mantido. A determinação da pressão arterial
no vale (24 horas pós-dose) em relação ao pico (5-6 horas pós-dose) demonstrou redução da
pressão arterial relativamente suave durante as 24 horas. O efeito anti-hipertensivo acompanhou
os ritmos diurnos naturais. A redução da pressão arterial ao final do intervalo posológico foi de
aproximadamente 70-80% do efeito observado 5-6 horas pós-dose. O efeito anti-hipertensivo
máximo foi atingido 3-6 semanas após o início da terapia. Apesar da redução significativa da
pressão arterial, a administração de losartana não exerceu efeito clinicamente significativo na
freqüência cardíaca. A descontinuação da losartana em pacientes hipertensos não resultou em
rebote abrupto da pressão arterial.
A administração única diária de 50-100 mg de losartana produziu efeito anti-hipertensivo
significativamente maior do que 50-100 mg de captopril administrado uma vez ao dia. O efeito
anti-hipertensivo da administração única diária de 50 mg de losartana foi semelhante ao obtido
com a administração única diária de 20 mg de enalapril. O efeito anti-hipertensivo da
administração única diária de 50-100 mg de losartana foi comparável ao obtido com a
administração única diária de 50-100 mg de atenolol. O efeito da administração única diária de 50-
100 mg de losartana também foi equivalente ao efeito de 5-10 mg de felodipina de liberação
prolongada em hipertensos idosos (≥ 65 anos de idade) após 12 semanas de terapia.
A losartana é igualmente eficaz em hipertensos do sexo masculino e feminino e jovens (< 65 anos
de idade) e idosos (≥ 65 anos de idade). Embora a losartana tenha apresentado efeito antihipertensivo
em todas as etnias estudadas, a exemplo de outros medicamentos que afetam o
sistema renina-angiotensina, em pacientes hipertensos negros a resposta média r à monoterapia
com losartana. foi menor.
Quando administrada com diuréticos tiazídicos, os efeitos redutores da pressão arterial da
losartana são aproximadamente aditivos.
Uma vez que a losartana bloqueia seletivamente o local do receptor AII, espera-se que pacientes
que recebem a losartana não desenvolvam tosse. Em um estudo controlado com 8 semanas de
duração, a incidência de tosse em pacientes hipertensos com histórico de tosse durante a terapia
com inibidor da ECA, a incidência de tosse relatada por pacientes recebendo losartana ou um
agente não associado à tosse induzida por um inibidor da ECA (hidroclorotiazida) foi semelhante
e significativamente mais baixa do que em pacientes expostos novamente a um inibidor da ECA.
Além disso, em uma análise global de 16 estudos clínicos duplo-cegos que envolveram 4.131
pacientes, a incidência de tosse relatada espontaneamente em pacientes que receberam
losartana foi semelhante (3,1%) à de pacientes que receberam placebo (2,6%) ou
hidroclorotiazida (4,1%), enquanto a incidência com os inibidores da ECA foi de 8,8%.

INDICAÇÕES
Hipertensão
HYZAAR® é indicado para o tratamento da hipertensão quando a terapia combinada for apropriada.

CONTRA-INDICAÇÕES
HYZAAR® é contra-indicado para:
• pacientes hipersensíveis a quaisquer componentes desse produto;
• pacientes com anúria;
• pacientes hipersensíveis a outras medicações derivadas das sulfonamidas.

MODO DE USO E CUIDADOS APÓS ABERTURA
Mantenha o medicamento acondicionado na sua embalagem original, a temperaturas entre 15ºC e
30o C.

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
HYZAAR® pode ser administrado com outros agentes anti-hipertensivos.
HYZAAR® pode ser administrado com ou sem alimentos.
Hipertensão
A dose usual inicial e a dose de manutenção de HYZAAR® é de um comprimido de HYZAAR®
50/12,5 mg (losartana 50 mg/hidroclorotiazida 12,5 mg) uma vez ao dia. Para os pacientes que não
respondem adequadamente ao tratamento com HYZAAR® 50/12,5 mg, a dose pode ser aumentada
para 1 comprimido de HYZAAR® 100/25 mg (losartana 100 mg/hidroclorotiazida 25 mg) uma vez ao
dia ou 2 comprimidos de HYZAAR® 50/12,5 mg uma vez ao dia. A dose máxima é de 1 comprimido
de HYZAAR® 100/25 mg uma vez ao dia ou 2 comprimidos de HYZAAR® 50/12,5 mg uma vez ao dia.
Em geral, atinge-se o efeito anti-hipertensivo em três semanas após o início da terapia.
O tratamento com HYZAAR® não deve ser iniciado para pacientes que apresentem depleção de
volume intravascular (por exemplo, pacientes que estejam utilizando altas doses de diuréticos).
HYZAAR® não é recomendado para pacientes com insuficiência renal severa (depuração de
creatinina ≤ 30mL/min) ou para pacientes com insuficiência hepática.
Não é necessário ajuste posológico inicial de HYZAAR® 50-12,5 em pacientes idosos. HYZAAR®
100-25 não deve ser usado como tratamento inicial em pacientes idosos.

ADVERTÊNCIAS
Losartana-Hidroclorotiazida
Hipersensibilidade
Angioedema (veja REAÇÕES ADVERSAS).

Insuficiência renal e hepática
HYZAAR® não é recomendado para pacientes com insuficiência hepática ou com insuficiência renal
grave (depuração de creatinina < 30 mL/min) (veja POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO).

Losartana
Insuficiência renal
Como conseqüência da inibição do sistema renina-angiotensina, têm sido relatadas alterações na
função renal, incluindo insuficiência renal em indivíduos susceptíveis; essas alterações da função
renal podem ser reversíveis perante descontinuação da terapia.
Outros medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina podem aumentar os níveis séricos
de uréia e creatinina em pacientes com estenose da artéria renal bilateral ou estenose da artéria de
rim único. Efeitos semelhantes têm sido relatados com a losartana, as quais podem ser reversíveis
perante descontinuação da terapia.

Hidroclorotiazida
Desequilíbrio hidroeletrolítico e hipotensão
A exemplo de todas as terapias anti-hipertensivas, pode ocorrer hipotensão sintomática em
alguns pacientes. Os pacientes devem ser observados quanto aos sinais clínicos de desequilíbrio
hídrico ou eletrolítico, por exemplo, depleção de volume, hiponatremia, alcalose hipoclorêmica,
hipomagnesemia ou hipocalemia que pode ocorrer durante vômitos ou diarréias intercorrentes.
Nesses pacientes, deve ser feita determinação periódica dos eletrólitos séricos, em intervalos
apropriados.

Efeitos endócrinos e metabólicos
A terapia com tiazídicos pode diminuir a tolerância à glicose. Pode ser necessário ajuste posológico
de agentes antidiabéticos, incluindo a insulina (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).
As tiazidas podem reduzir a excreção urinária de cálcio e provocar elevação discreta e
intermitente do cálcio sérico. Hipercalcemia acentuada pode ser evidência de hiperparatireoidismo
oculto. O tratamento com tiazidas deve ser descontinuado antes de serem realizados testes para
avaliação da função das paratireóides.
Elevações nos níveis de colesterol e de triglicérides podem estar associadas com a terapia
diurética com tiazídicos. A terapia com tiazídicos pode precipitar hiperuricemia e/ou gota em certos
pacientes. Uma vez que a losartana reduz o ácido úrico, a losartana em combinação com a
hidroclorotiazida atenua a hiperuricemia induzida por diuréticos.
Outros
Em pacientes recebendo tiazidas, podem ocorrer reações de hipersensibilidade com ou sem
histórico de alergia ou asma brônquica. Foi relatada exacerbação ou ativação do lúpus eritematoso
sistêmico com o uso de tiazidas.

GRAVIDEZ
Categorias C (primeiro trimestre) e D (segundo e terceiro trimestres).
Quando utilizados durante o segundo e o terceiro trimestres da gravidez, os medicamentos
que atuam diretamente no sistema renina-angiotensina podem causar danos e até morte do
feto em desenvolvimento. Quando houver confirmação de gravidez, a terapia com HYZAAR®
deve ser descontinuada o mais rapidamente possível.
Embora não haja experiência com o uso de HYZAAR® em mulheres grávidas, estudos com losartana
potássica em animais demonstraram danos fetal e neofetal e morte, cujo mecanismo acredita-se que
seja farmacologicamente mediado pelos efeitos no sistema renina-angiotensina. Em seres humanos,
a perfusão renal fetal, que depende do desenvolvimento do sistema renina-angiotensina, começa no
segundo trimestre; assim, o risco para o feto aumenta se HYZAAR® for administrado durante o
segundo ou terceiro trimestres da gravidez.
As tiazidas cruzam a barreira placentária e aparecem no sangue do cordão umbilical. A utilização
rotineira de diuréticos em mulheres grávidas sadias não é recomendada e expõe a mãe e o feto a
riscos desnecessários, incluindo icterícia fetal ou neonatal, trombocitopenia e possivelmente outras
reações adversas que ocorreram em adultos. Os diuréticos não evitam o desenvolvimento de
toxemia da gravidez e não há evidência satisfatória de que sejam úteis para o tratamento da toxemia.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas durante o segundo e terceiro
trimestre da gravidez.
Nutrizes
Não se sabe se a losartana é excretada no leite materno. As tiazidas aparecem no leite materno. Em
razão do potencial de efeitos adversos para o lactente, deve-se decidir pela interrupção do
medicamento ou da amamentação, levando-se em consideração a importância do medicamento para
a mãe.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso Pediátrico
Ainda não foram estabelecidas a eficácia e a segurança em crianças.
Uso em Idosos
Em estudos clínicos, não houve diferenças clinicamente significativa nos perfis de eficácia e de
segurança de HYZAAR® em pacientes idosos (> 65 anos de idade) e em pacientes mais jovens (< 65
anos de idade).

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Losartana
Não foram identificadas interações medicamentosas de significado clínico com os seguintes
compostos avaliados nos estudos de farmacocinética clínica; hidroclorotiazida, digoxina, varfarina,
cimetidina, fenobarbital (veja: Hidroclorotiazida, álcool, barbituratos ou narcóticos, a seguir),
cetoconazol e eritromicina. Houve relatos de que a rifampina e o fluconazol reduzem os níveis do
metabólito ativo. As conseqüências clínicas dessas interações não foram avaliadas.
A exemplo de outros compostos que bloqueiam a angiotensina II ou seus efeitos, o uso concomitante
de diuréticos poupadores de potássio (por exemplo, espironolactona, triantereno, amilorida),
suplementos de potássio ou substitutos de sais contendo potássio podem aumentar o potássio
sérico.
A exemplo de outros fármacos que afetam a excreção de sódio, a excreção de lítio pode ser
reduzida. Portanto os níveis séricos de lítio devem ser monitorados cuidadosamente quando sais
de lítio forem administrados concomitantemente com antagonistas dos receptores de angiotensina
II.
Os antiinflamatórios não esteroidais (AINES) incluindo os inibidores seletivos da ciclooxigenase-2
(inibidores de COX-2) podem reduzir o efeito dos diuréticos e de outros medicamentos antihipertensivos.
Portanto, o efeito anti-hipertensivo dos antagonistas dos receptores de angiotensina II
podem ser atenuados pelos AINES incluindo os inibidores seletivos de COX-2.
Em alguns pacientes com função renal comprometida que estão sendo tratados com medicamentos
antiinflamatórios não esteroidais, incluindo os inibidores seletivos da ciclooxigenase-2, a coadministração
dos antagonistas dos receptores de angiotensina II pode resultar em aumento da
deterioração da função renal incluindo possível insuficiência renal aguda que em geral é reversível.

Hidroclorotiazida
Quando administrados concomitantemente, os seguintes medicamentos podem interagir com os
diuréticos tiazídicos:
Álcool, barbituratos ou narcóticos: pode ocorrer potencialização da hipotensão ortostática.
Medicamentos antidiabéticos (orais ou insulina): pode ser necessário ajuste posológico do
antidiabético.
Outras medicações anti-hipertensivas: efeito aditivo.
Colestiramina e resinas de colestipol: a absorção da hidroclorotiazida é prejudicada na presença
de resinas de troca aniônica. Doses únicas de colestiramina ou de resinas de colestipol ligam-se à
hidroclorotiazida e reduzem sua absorção no trato gastrintestinal em até 85 e 43%, respectivamente.
Corticosteróides, ACTH: intensificam a depleção eletrolítica, particularmente hipocalemia.
Aminas pressoras (por exemplo, adrenalina): possível redução das respostas às aminas
pressoras, mas não o suficiente para impedir o seu uso.
Relaxantes não despolarizantes do sistema musculoesquelético (exemplo, tubocurarina):
possível aumento da resposta ao relaxante muscular.
Lítio: agentes diuréticos reduzem a depuração renal de lítio e aumentam o risco de toxicidade por
lítio; o uso concomitante não é recomendado. Consulte as bulas das preparações de lítio antes de
utilizá-las.
Medicações antiinflamatórias não esteroidais incluindo inibidores da ciclooxigenase-2: em
alguns pacientes, a administração de agentes antiinflamatórios não esteroidais incluindo um inibidor
seletivo da ciclooxigenase-2 pode reduzir os efeitos diuréticos, natriuréticos e anti-hipertensivos dos
diuréticos.
Interações com exames laboratoriais: Em razão do seu efeito no metabolismo do cálcio, as
tiazidas podem interferir nos testes de função da paratireóide (veja ADVERTÊNCIAS).

REAÇÕES ADVERSAS
Nos estudos clínicos com losartana potássica/hidroclorotiazida, não foram observados efeitos
adversos peculiares a esta combinação. Os efeitos adversos foram limitados àqueles anteriormente
relatados para losartana potássica e/ou hidroclorotiazida. A incidência global de efeitos adversos
relatados com esta combinação foi comparável a observada com o placebo. A porcentagem de
descontinuações da terapia também foi comparável à do placebo.
Em geral, o tratamento com losartana potássica/hidroclorotiazida foi bem tolerado. Na maioria dos
casos, os efeitos adversos foram leves e de natureza transitória e não exigiram a descontinuação da
terapia.
Em estudos clínicos controlados em hipertensão essencial, tontura foi o únicio efeito adverso
relatado como relacionada ao medicamento e que ocorreu a uma incidência maior do que a
observada com o placebo em 1% ou mais dos pacientes que receberam losartana
potássica/hidroclorotiazida.

Reações Pós-comercialização
As seguintes reações adversas foram relatadas após a comercialização:
Hipersensibilidade: reações anafiláticas, angioedema, incluindo edema de laringe e glote com
obstrução das vias aéreas e/ou edema de face, lábios, faringe e/ou língua em pacientes que
receberam losartana; alguns destes pacientes apresentaram anteriormente angioedema com outros
medicamentos, inclusive com inibidores da ECA. Raramente foi relatada vasculite, inclusive púrpura
de Henoch-Schoenlein, com a losartana.
Gastrintestinal: hepatite foi raramente relatada em pacientes que receberam losartana, diarréia.
Respiratório: foi relatada tosse com uso de losartana.
Pele: foram relatadas urticária e eritrodermia com losartana.
Outras reações adversas que foram observadas com um dos componentes individuais e que
podem ser reações adversas potenciais de HYZAAR®:

Losartana
Erupção cutânea, efeitos ortostáticos, dor abdominal, astenia/fadiga, dor torácica, edema/inchaço,
palpitação, taquicardia, dispepsia, náuseas, lombalgia, cãibras, cefaléia, insônia, tosse, congestão
nasal, faringite, distúrbio sinusal, infecção respiratória do trato superior, enxaqueca,
anormalidades da função hepática, anemia, mialgia, artralgia, prurido, disgeusia, vômito.

Hidroclorotiazida
Anorexia, irritação gástrica, náuseas, vômitos, cãibras, diarréia, constipação, icterícia (ictericia
colestática intra-hepática), pancreatite, sialoadenite, vertigem, parestesias, cefaléia, xantópsia,
leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia, anemia aplásica, anemia hemolítica, púrpura,
fotossensibilidade, febre, angeíte necrotizante (vasculite) (vasculite cutânea), desconforto
respiratório (incluindo pneumonite e edema pulmonar), necrólise epidérmica tóxica, hiperglicemia,
glicosúria, hiperuricemia, desequilíbrio eletrolítico, incluindo hiponatremia e hipocalemia, disfunção
renal, nefrite intersticial, insuficiência renal, espasmo muscular, fraqueza, inquietação, visão turva
transitória.

Achados de Testes Laboratoriais
Em estudos clínicos controlados, alterações clínicas importantes nos parâmetros laboratoriais padrão
foram raramente associadas à administração de HYZAAR®. Hipercalemia (potássio sérico > 5,5
mEq/L) ocorreu em 0,7% dos pacientes; mas nesses estudos, não foi necessária a descontinuação
de HYZAAR® em razão da hipercalemia. Raramente ocorreram elevações de ALT, em geral
solucionadas com a descontinuação da terapia.

SUPERDOSE
Não há informações específicas disponíveis sobre o tratamento da superdose com HYZAAR®. O
tratamento é sintomático e de suporte. A terapia com HYZAAR® deve ser descontinuada e o paciente
deve ser cuidadosamente observado. As medidas sugeridas incluem indução de êmese se a
ingestão for recente e correção da desidratação, do desequilíbrio eletrolítico, do coma hepático e da
hipotensão, por meio dos procedimentos de rotina.

Losartana
Há pouca informação disponível com relação à superdose em seres humanos. As manifestações
mais prováveis de superdose seriam hipotensão e taquicardia; poderia ocorrer bradicardia com a
estimulação parassimpática (vagal). Se ocorrer hipotensão sintomática, tratamento de suporte
deverá ser instituído.
Nem a losartana nem o seu metabólito ativo podem ser removidos por hemodiálise.

Hidroclorotiazida
Os sinais e sintomas mais comumente observados são aqueles causados pela depleção eletrolítica
(hipocalemia, hipocloremia, hiponatremia) e pela desidratação resultante de diurese excessiva. Se
também for administrado um digitálico, a hipocalemia pode acentuar arritmias cardíacas.
Não foi estabelecido o grau de remoção da hidroclorotiazida por hemodiálise.

ARMAZENAGEM
Mantenha o medicamento acondicionado em temperatura entre 15ºC e 30oC.
Não tome este medicamento após a expiração da data de validade impressa na embalagem.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
DIZERES LEGAIS
Número de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.

Registro MS – 1.0029.0013
Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos – CRF-SP nº 16.243
Produzido por:
HYZAAR® 50/12,5 mg:
Merck Sharp & Dohme de México S.A. de C.V.
Av. División del Norte 3377 – Colonia Xotepingo, México, D.F.
HYZAAR® 100/25 mg:
Merck Sharp & Dohme – Shotton Lane – Cramlington
Northumberland NE23 3JU – United Kingdom
Embalado por:
Merck Sharp & Dohme de México S.A. de C.V.
Av. División del Norte 3377 – Colonia Xotepingo, México, D.F.
Importado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815 – Sousas, Campinas/SP
CNPJ: 45.987.013/ 0001-34 – Brasil
® Marca registrada de E.I. du Pont de Nemours e Company, Wilmington, Delaware, EUA.
WPC 042006
MSD On Line 0800-0122232
E-mail: [email protected]
www.msdonline.com.br
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.