Bula do Dipirona 500 mg (Analgésico)

Dipirona-500-mgBula do Dipirona 500 mg (Medley):
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
Comprimidos, embalagens com 30, 100 e 240 comprimidos.
USO ADULTO ACIMA DE 15 ANOS – USO ORAL

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
dipirona monoidratada ……………………………………………………………………………. 500 mg
excipiente q.s.p. ………………………………………………………………………….. 1 comprimido
(amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, povidona, talco).

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
• Ação esperada do medicamento: é utilizado no tratamento das manifestações dolorosas
e febre. Os efeitos analgésico e antipirético podem ser esperados em 30 a 60 minutos após
a administração e geralmente duram aproximadamente 4 horas.
• Cuidados de armazenamento: conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30 0C).
Proteger da luz e umidade.
• Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação, que pode ser verificado na
embalagem externa do produto. Não use o medicamento com o prazo de validade vencido.
Pode ser perigoso à sua saúde.
• Gravidez e lactação: informe seu médico a ocorrência de gravidez durante o tratamento
ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando. A dipirona monoidratada
não deve ser utilizada durante o primeiro e terceiro trimestres da gravidez e durante a lactação.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
• Cuidados de administração: o produto não deve ser administrado em altas doses, ou
por períodos prolongados, sem controle médico.
• Interrupção do tratamento: não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu
médico. O tratamento pode ser interrompido a qualquer instante sem provocar danos ao
paciente.
• Reações adversas: informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis,
tais como alergias na pele (coceira, placas vermelhas, ardor, inchaço), bem como quaisquer
outros sinais ou sintomas. Informe também caso você sinta dor ou qualquer anormalidade
na boca ou garganta.

 

“TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.”

 

• Ingestão concomitante com outras substâncias: deve-se ter cautela quando da
administração concomitante de dipirona monoidratada com ciclosporina.
• Contraindicações e Precauções: informe seu médico sobre qualquer medicamento que
esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento. Informe também, caso você tenha
asma ou outros problemas respiratórios. Durante o tratamento com dipirona monoidratada
pode-se observar uma coloração avermelhada na urina que desaparece com a descontinuação
do tratamento, devido à excreção do ácido rubazônico, não tendo, portanto, nenhum
significado toxicológico ou clínico.
O produto está contraindicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade aos
medicamentos que contenham dipirona monoidratada, propifenazona, fenazona,
fenilbutazona, oxifembutazona ou aos demais componentes da formulação.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou
durante o tratamento.

 

“NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO
PARA A SAÚDE.”

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

CARACTERÍSTICAS
Propriedades farmacodinâmicas:
A dipirona monoidratada é um derivado pirazolônico não-narcótico com efeitos analgésico
e antipirético.
O seu mecanismo de ação não se encontra completamente investigado. Alguns dados indicam
que a dipirona monoidratada e seu principal metabólito (4-N-metilaminoantipirina) possuem
mecanismo de ação central e periférico combinados.

 

Propriedades farmacocinéticas:
A farmacocinética da dipirona monoidratada e de seus metabólitos não está completamente
investigada, porém as seguintes informações podem ser fornecidas:
Após administração oral, a dipirona monoidratada é completamente hidrolisada em sua
porção ativa, 4-N-metilaminoantipirina (MAA). A biodisponibilidade absoluta do MAA é de
aproximadamente 90%, sendo um pouco maior após administração oral quando comparada
à administração intravenosa. A farmacocinética do MAA não é extensivamente alterada
quando a dipirona monoidratada é administrada concomitantemente a alimentos.
Principalmente o MAA, mas também o 4-aminoantipirina (AA), contribuem para o efeito
clínico. Os valores de AUC para AA constituem aproximadamente 25% do valor de AUC para
MAA. Os metabólitos 4-N-acetilaminoantipirina (AAA) e 4-N-formilaminoantipirina (FAA)
parecem não apresentar efeito clínico. São observadas farmacocinéticas não-lineares para
todos os metabólitos. São necessários estudos adicionais antes que se chegue a uma
conclusão sobre o significado clínico destes resultados. O acúmulo de metabólitos apresenta
pequena relevância clínica em tratamentos de curto prazo.
O grau de ligação às proteínas plasmáticas é de 58% para MAA, 48% para AA, 18% para
FAA, e 14% para AAA.
Após administração intravenosa, a meia-vida plasmática é de aproximadamente 14 minutos
para a dipirona monoidratada. Aproximadamente 96% e 6% da dose radiomarcada
administrada por via intravenosa foram excretadas na urina e fezes, respectivamente. Foram
identificados 85% dos metabólitos que são excretados na urina, quando da administração
oral de dose única, obtendo-se 3% ± 1% para MAA, 6% ± 3% para AA, 26% ± 8 % para
AAA e 23% ± 4% para FAA. Após administração oral de dose única de 1 g de dipirona
monoidratada, o clearance renal foi de 5 mL ± 2 mL/min para MAA, 38 mL ± 13 mL/min
para AA, 61 mL ± 8 mL/min para AAA, e 49 mL ± 5 mL/min para FAA. As meias-vidas
plasmáticas correspondentes foram de 2,7 ± 0,5 horas para MAA, 3,7 ± 1,3 horas para AA,
9,5 ± 1,5 horas para AAA, e 11,2 ± 1,5 horas para FAA.
Em idosos, a exposição (AUC) aumenta 2 a 3 vezes. Em pacientes com cirrose hepática, após
administração oral de dose única, a meia-vida de MAA e FAA aumentou 3 vezes (10 horas),
enquanto para AA e AAA este aumento não foi tão marcante.
Pacientes com insuficiência renal não foram extensivamente estudados até o momento. Os
dados disponíveis indicam que a eliminação de alguns metabólitos (AAA e FAA) é reduzida.

 

INDICAÇÕES
Analgésico e antipirético.

 

CONTRAINDICAÇÕES
A dipirona monoidratada não deve ser administrada a pacientes com:
– Hipersensibilidade a dipirona monoidratada ou a qualquer um dos componentes
da formulação ou a outras pirazolonas (ex.: fenazona, propifenazona) ou a
pirazolidinas (ex.: fenilbutazona, oxifembutazona) incluindo, por exemplo, caso
anterior de agranulocitose em reação a um destes medicamentos.
– Em certas doenças metabólicas tais como: porfiria hepática aguda intermitente
(risco de indução de crises de porfiria) e deficiência congênita da glicose-6-fosfatodesidrogenase
(risco de hemólise).
– Função da medula óssea insuficiente (ex.: após tratamento citostático) ou doenças
do sistema hematopoiético.
– Asma analgésica ou intolerância analgésica do tipo urticária-angioedema, ou seja,
em pacientes com desenvolvimento anterior de broncoespasmo ou outras reações
anafilactoides (ex.: urticária, rinite, angioedema) provocadas por salicilatos,
paracetamol ou outros analgésicos não-narcóticos (ex.: diclofenaco, ibuprofeno,
indometacina, naproxeno).

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Em casos de ocorrência de sinais sugestivos de agranulocitose ou trombopenia (ver
item REAÇÕES ADVERSAS), deve-se interromper o tratamento com dipirona
monoidratada imediatamente e realizar contagem de células sanguíneas (incluindo
contagem diferencial de leucócitos). A interrupção do tratamento com dipirona
monoidratada não deve ser adiada até que os resultados dos testes laboratoriais
estejam disponíveis.
Pacientes que apresentam reações anafilactoides à dipirona monoidratada podem
apresentar um risco especial para reações semelhantes a outros analgésicos nãonarcóticos.
Pacientes que apresentam reações anafiláticas ou outras imunologicamente-mediadas,
ou seja, reações alérgicas (ex.: agranulocitose) à dipirona monoidratada, podem
apresentar um risco especial para reações semelhantes a outras pirazolonas ou
pirazolidinas.
Os seguintes pacientes apresentam risco especial para reações anafilactoides graves
possivelmente relacionadas a dipirona monoidratada:
– Pacientes com asma analgésica ou intolerância analgésica do tipo urticáriaangioedema
(ver item CONTRAINDICAÇÕES);
– Pacientes com asma brônquica, particularmente aqueles com rinosinusite poliposa
concomitante;
– Pacientes com urticária crônica;
– Pacientes com intolerância ao álcool, ou seja, pacientes que reagem até mesmo a
pequenas quantidades de certas bebidas alcoólicas, apresentando sintomas como
espirros, lacrimejamento e rubor pronunciado da face. A intolerância ao álcool pode
ser um indício de síndrome de asma analgésica prévia não diagnosticada;
– Pacientes com intolerância a corantes (ex.: tartrazina) ou a conservantes (ex.: benzoatos).
A administração de dipirona monoidratada pode causar reações hipotensivas isoladas
(ver item REAÇÕES ADVERSAS). Essas reações são possivelmente dose-dependentes
e ocorrem com maior probabilidades após a administração parenteral. Além disso, o
risco de reações hipotensivas graves desse tipo é aumentado: em pacientes que
apresentam hipotensão preexistente; em pacientes com depleção volumétrica ou
desidratação, instabilidade circulatória ou insuficiência circulatória incipiente; bem
como em pacientes com febre excepcionalmente alta (hiperpirexia).
Nestes pacientes, a dipirona monoidratada deve ser indicada com extrema cautela e
a administração do produto em tais circunstâncias deve ser realizada sob supervisão
médica. Podem ser necessárias medidas preventivas (como estabilização da circulação)
para reduzir o risco de reação de hipotensão.
Em pacientes nos quais a diminuição da pressão sanguínea deve ser absolutamente
evitada, tais como em pacientes com coronariopatia grave ou estenose relevante
dos vasos sanguíneos que suprem o cérebro, a dipirona monoidratada deve ser
administrada somente sob monitoração hemodinâmica.
Em pacientes com insuficiência renal ou hepática, desaconselha-se o uso de altas
doses de dipirona monoidratada, visto que a taxa de eliminação é reduzida nestes
pacientes. Entretanto, para tratamento a curto prazo não é necessária redução da
dose. Não existe experiência com o uso de dipirona monoidratada a longo prazo em
pacientes com insuficiência renal ou hepática.
Em pacientes idosos e pacientes debilitados deve-se considerar a possibilidade de
desenvolvimento de insuficiência hepática e renal.

 

Gravidez
Recomenda-se não utilizar dipirona monoidratada durante os primeiros três meses
de gravidez. O uso de dipirona monoidratada durante o segundo trimestre da gravidez
só deve ocorrer após cuidadosa avaliação do potencial risco/benefício pelo médico.
A dipirona monoidratada, entretanto, não deve ser utilizada durante os 3 últimos
meses da gravidez, visto que, embora a dipirona monoidratada seja uma fraca inibidora
da síntese de prostaglandinas, a possibilidade de fechamento prematuro do ducto
arterial e de complicações perinatais devido ao prejuízo da agregação plaquetária
da mãe e do recém-nascido não pode ser excluída.

 

Lactação
A lactação deve ser evitada durante e até 48 horas após o uso de dipirona
monoidratada, devido à excreção dos metabólitos da dipirona monoidratada no leite
materno.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
A dipirona monoidratada pode causar redução dos níveis plasmáticos de ciclosporina.
Deve-se, portanto, realizar monitorização das concentrações de ciclosporina quando
da administração concomitante de dipirona monoidratada.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Reações anafiláticas/anafilactoides
Raramente a dipirona monoidratada pode causar reações anafiláticas/anafilactoides
que, em casos muito raros, podem se tornar graves e com risco de vida. Estas reações
podem ocorrer mesmo após o produto ter sido utilizado previamente em muitas
ocasiões sem complicações.
Tais reações medicamentosas podem desenvolver-se imediatamente após a
administração de dipirona monoidratada ou horas mais tarde; contudo, a tendência
normal é que estes eventos ocorram na primeira hora após a administração.
Tipicamente, reações anafiláticas/anafilactoides leves manifestam-se na forma de
sintomas cutâneos ou nas mucosas (tais como: prurido, ardor, rubor, urticária, inchaço),
dispneia e, menos frequentemente, sintomas gastrintestinais.
Estas reações leves podem progredir para formas graves com urticária generalizada,
angioedema grave (até mesmo envolvendo a laringe), broncoespasmo grave, arritmias
cardíacas, queda da pressão sanguínea (algumas vezes precedida por aumento da
pressão sanguínea) e choque circulatório.
Em pacientes com síndrome da asma analgésica, estas reações aparecem tipicamente
na forma de ataques asmáticos.

 

Outras reações cutâneas e de mucosas
Além das manifestações cutâneas e de mucosas de reações anafiláticas/anafilactoides
mencionadas acima, podem ocorrer ocasionalmente erupções fixadas por
medicamentos; raramente, exantema; e, em casos isolados, síndrome de Stevens-
Johnson ou síndrome de Lyell.

 

Reações hipotensivas isoladas
Podem ocorrer ocasionalmente após a administração, reações hipotensivas transitórias
isoladas (possivelmente por mediação farmacológica e não acompanhadas por outros
sinais de reações anafiláticas/anafilactoides); em casos raros, estas reações
apresentam-se sob a forma de queda crítica da pressão sanguínea.

 

Reações hematológicas
Podem desenvolver-se raramente leucopenia e, em casos muito raros, agranulocitose
ou trombocitopenia. Estas reações são consideradas imunológicas e podem ocorrer
mesmo após a dipirona monoidratada ter sido utilizada previamente em muitas
ocasiões, sem complicações. Agranulocitose pode representar risco de vida.
Sinais típicos de agranulocitose incluem lesões inflamatórias na mucosa (ex.:
orofaríngea, anorretal, genital), inflamação na garganta, febre (mesmo inesperadamente
persistente ou recorrente). Entretanto, em pacientes recebendo antibioticoterapia,
os sinais típicos de agranulocitose podem ser mínimos. A taxa de
sedimentação eritrocitária é extensivamente aumentada, enquanto que o aumento
de nódulos linfáticos é tipicamente leve ou ausente.
Sinais típicos de trombopenia incluem uma maior tendência para sangramento e
aparecimento de petéquias na pele e membranas mucosas.

 

Outras reações adversas
Em casos muito raros, especialmente em pacientes com história de doença renal,
pode ocorrer piora aguda da função renal (insuficiência renal aguda), em alguns
casos com oligúria, anúria ou proteinúria. Em casos isolados, pode ocorrer nefrite
intersticial aguda.

 

POSOLOGIA E MODO DE USAR
Adultos acima de 15 anos – 1 a 2 comprimidos até 4 vezes ao dia.
Doses maiores, somente a critério médico.

 

Administração
A princípio, a dose e a via de administração escolhidas dependem do efeito analgésico
desejado e das condições do paciente. Em muitos casos, a administração oral ou retal é
suficiente para obter analgesia satisfatória.
Quando for necessário um efeito analgésico de início rápido ou quando a administração por
via oral ou retal é contraindicada, recomenda-se a administração por via intravenosa ou
intramuscular.
Para todas as formas farmacêuticas, os efeitos analgésico e antipirético são alcançados 30
a 60 minutos após a administração e geralmente duram aproximadamente 4 horas.
Em pacientes com insuficiência renal ou hepática, desaconselha-se o uso de altas doses de
dipirona monoidratada, visto que a taxa de eliminação é reduzida nestes pacientes. Entretanto,
para tratamento a curto prazo não é necessária redução da dose. Não existe experiência
com o uso de dipirona monoidratada a longo prazo em pacientes com insuficiência renal ou
hepática.
Em pacientes idosos e pacientes debilitados deve-se considerar a possibilidade de
desenvolvimento de insuficiência hepática ou renal.

 

SUPERDOSE
Sintomas
Após superdose aguda foram registradas reações como: náusea, vômito, dor abdominal,
deficiência da função renal/insuficiência renal aguda (ex.: devido à nefrite intersticial) e,
mais raramente, sintomas do sistema nervoso central (vertigem, sonolência, coma, convulsões)
e queda da pressão sanguínea (algumas vezes progredindo para choque) bem como arritmias
cardíacas (taquicardia). Após a administração de doses muito elevadas, a excreção de um
metabólito inofensivo (ácido rubazônico) pode provocar coloração avermelhada na urina.

 

Tratamento
Não existe antídoto específico conhecido para dipirona monoidratada. Em caso de
administração recente, deve-se limitar a absorção sistêmica adicional do princípio ativo por
meio de procedimentos primários de desintoxicação, como lavagem gástrica ou aqueles que
reduzem a absorção (ex.: carvão vegetal ativado). O principal metabólito da dipirona
monoidratada (4-N-metilaminoantipirina) pode ser eliminado por hemodiálise, hemofiltração,
hemoperfusão ou filtração plasmática.

 

PACIENTES IDOSOS
Em pacientes idosos e pacientes debilitados deve-se considerar a possibilidade de
desenvolvimento de insuficiência hepática e renal.
“SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR, NÃO DESAPARECENDO OS
SINTOMAS PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA.”
Data de fabricação, prazo de validade e nº do lote: vide cartucho.
Farm. Resp.: Dra. Miriam Onoda Fujisawa – CRF-SP nº 10.640
MS – 1.0181.0416
Fabricado por: Medley Indústria Farmacêutica Ltda.
Rua Macedo Costa, 55 – Campinas – SP
CNPJ 50.929.710/0001-79 – Indústria Brasileira
Embalado por: Medley Indústria Farmacêutica Ltda.
Rua Macedo Costa, 55 – Campinas – SP
Rua São Policarpo, 100 – Sumaré – SP
000207744
000207744b.p65 2 29/08/11, 09:32