Bula do Depo Provera (Anticoncepcional)

Depo-ProveraBula do Depo® Provera®:

50 mg
acetato de medroxiprogesterona

 

PARTE I

 

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO
Nome: Depo® Provera® 50 mg
Nome genérico: acetato de medroxiprogesterona
Forma farmacêutica e apresentação:
Depo® Provera® suspensão injetável 50 mg/mL em embalagem contendo 1 frascoampola
com 1 mL.

 

USO ADULTO

 

USO INJETÁVEL POR VIA INTRAMUSCULAR
Composição:
Cada mL de Depo® Provera® suspensão injetável contém 50 mg de acetato de
medroxiprogesterona.
Excipientes: macrogol, polissorbato 80, cloreto de sódio, metilparabeno,
propilparabeno, hidróxido de sódioa, ácido clorídricoa e água para injetáveis.
a = para ajuste de pH.

PARTE II
INFORMAÇÃO À PACIENTE
Depo® Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 50 mg é indicado como
medicação progestacional e para endometriose.
Depo® Provera® 50 mg deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15
e 30°C), protegido da luz.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua
saúde.
Depo® Provera® 50 mg é contra-indicado a pacientes grávidas ou com suspeita
de gravidez.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou
após o seu término.
A perda da densidade mineral óssea (osteoporose) pode ocorrer em mulheres na
pré-menopausa que utilizam acetato de medroxiprogesterona injetável por
longo-prazo (vide “Advertências e Precauções Especiais”).
O acetato de medroxiprogesterona e seus metabólitos são excretados no leite
materno. Não há evidência sugerindo que esse fato determine qualquer dano ao
bebê.
Informe ao seu médico se estiver amamentando.
Depo® Provera® 50 mg deve ser administrado por via intramuscular.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Depo® Provera® 50 mg pode interagir com outros medicamentos, como a
aminoglutetimida.
É muito importante informar ao seu médico caso esteja usando outros
medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Depo® Provera® 50
mg.
Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante
o tratamento com Depo® Provera® 50 mg, tais como: reações de
hipersensibilidade (por ex., anafilaxia e reações anafilactóides, angioedema),
parada da ovulação por longo tempo, edema (inchaço) / retenção de líquidos,
alteração do peso, depressão, insônia, nervosismo, tontura, dor de cabeça,
sonolência, distúrbios de coagulação, náusea (enjôo), icterícia colestática
(coloração amarelada da pele devido à deposição de pigmento biliar), icterícia
(deposição de pigmentos biliares na pele dando uma cor amarela intensa), acne,
queda de cabelo, crescimento anormal de pêlos, prurido (coceira), rash (erupção
cutânea), urticária (erupção na pele, geralmente de origem alérgica, que causa
coceira), sangramento uterino anormal (irregular, aumentado, diminuído), parada
da menstruação, erosão próxima ao colo do útero, saída de leite pela mama, dor
nas mamas, cansaço, reações no local da injeção, pirexia (estado febril),
sensibilidade, alteração da secreção uterina, diminuição da tolerância à glicose.
Na experiência pós-comercialização, foram relatados casos raros de
osteoporose, incluindo fraturas por pacientes utilizando Depo® Provera®
intramuscular.
Depo® Provera® 50 mg é contra-indicado a pacientes grávidas ou com suspeita
de gravidez; a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao acetato de
medroxiprogesterona ou a qualquer componente da fórmula; a pacientes com
vasculopatias tromboembólicas ou não; a pacientes com disfunção hepática
grave; a pacientes com sangramento vaginal de causa não-diagnosticada e a
pacientes com suspeita ou comprovação de neoplasia da mama ou da genitália.
Se realizar exames laboratoriais, informe ao médico patologista que está em
tratamento com Depo® Provera® 50 mg.
Informe ao seu médico se você tem ou teve depressão.
Informe ao seu médico se você é diabético.
Procure seu médico se ocorrer perda completa ou parcial súbita de visão ou no
caso de instalação súbita de proptose (olhos saltados), visão dupla ou
enxaqueca.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam
ficar grávidas durante o tratamento.
Este medicamento pode interromper a menstruação por período prolongado
e/ou causar sangramentos intermenstruais severos.
Uma pequena quantidade da suspensão pode aderir à parede do frasco-ampola.
Por isso, cada frasco-ampola é preenchido com quantidade suficiente do
produto, levando-se em conta essa possibilidade, para fornecer o volume e a
potência corretos e declarados.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

 

NÃO TOME REMÉDIOS SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO; PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

PARTE III
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
O acetato de medroxiprogesterona (acetato de 17a-hidroxi-6a-metilprogesterona) é um
derivado da progesterona.
Mecanismo de Ação
O acetato de medroxiprogesterona é uma progestina sintética (estruturalmente
relacionado ao hormônio progesterona endógeno) que demonstrou possuir várias
ações farmacológicas sobre o sistema endócrino:
• Inibição das gonadotrofinas pituitárias (FSH e LH);
• Diminuição dos níveis sangüíneos de ACTH e de hidrocortisona;
• Diminuição da testosterona circulante;
• Diminuição dos níveis de estrogênio circulante (como resultado da inibição de FSH
e indução enzimática de redutase hepática, resultando em aumento do clearance
de testosterona e conseqüente redução de conversão de androgênios para
estrogênios).
Todas essas ações resultam em um número de efeitos farmacológicos descritos a
seguir.
Ginecologia
O acetato de medroxiprogesterona na dose recomendada, administrado por via oral ou
parenteral, a mulheres com estrogênio endógeno adequado, transforma o endométrio
proliferativo em secretório. Notaram-se efeitos androgênicos e anabólicos, mas o
fármaco é aparentemente livre de atividade estrogênica significativa. Quando o acetato
de medroxiprogesterona é administrado parenteralmente, ocorre inibição da produção
de gonadotrofina, que por sua vez previne a maturação folicular e ovulação; dados
disponíveis indicam que isto não ocorre quando a dose oral geralmente recomendada
é administrada em doses únicas diárias.
Estudos Clínicos
Estudos de Densidade Mineral Óssea
Alterações da Densidade Mineral Óssea em Mulheres Adultas
Em um estudo clínico controlado em mulheres adultas usando acetato de
medroxiprogesterona injetável (150 mg IM) por até 5 anos para contracepção, mostrou
uma diminuição média de 5-6% da densidade mineral óssea na coluna lombar e no
quadril, comparado à mudança não significativa da densidade mineral óssea no grupo
controle. A redução na densidade mineral óssea foi mais pronunciada durante os dois
primeiros anos de uso, com declínios menores nos anos subseqüentes. Foram
observadas alterações médias na densidade mineral óssea da coluna lombar de –
2,86%, -4,11%, -4,89%, -4,93% e -5,38% após 1, 2, 3, 4 e 5 anos, respectivamente. As
reduções médias na densidade mineral óssea do quadril total, colo femoral foram
semelhantes.
Após a interrupção do uso de acetato de medroxiprogesterona injetável (150 mg IM),
houve recuperação progressiva da densidade mineral óssea em relação aos valores
basais durante o período de 2 anos pós-tratamento. Após 2 anos sem tratamento, o
déficit da densidade mineral óssea caiu para aproximadamente 2,1% na coluna e
quadril. Um tratamento de maior duração foi associado a uma taxa mais lenta de
recuperação da densidade mineral óssea (vide “Advertências e Precauções Especiais
– Perda da Densidade Mineral Óssea”).
Alterações da Densidade Mineral Óssea em Meninas Adolescentes (12-18 anos de
idade)
Um estudo clínico aberto não randomizado em meninas adolescentes (12-18 anos)
usando acetato de medroxiprogesterona injetável (150 mg IM a cada 3 meses por até
240 semanas (4,6 anos)) para contracepção, também mostrou um declínio significativo
na densidade mineral óssea em relação ao basal. Entre os pacientes que receberam
>4 injeções por um período de 60 semanas, a diminuição média da densidade mineral
óssea na coluna lombar foi de -2,1% após 240 semanas, a diminuição média no
quadril total e colo femoral foi de -6,4% e -5,4%, respectivamente. O acompanhamento
pós-tratamento demonstrou que a densidade mineral óssea da coluna lombar
recuperou-se ao nível basal aproximadamente 1 ano após a descontinuação do
tratamento e a densidade mineral óssea do quadril recuperou-se ao nível basal
aproximadamente 3 anos após a descontinuação do tratamento. Em contrapartida,
pacientes não-tratados demonstraram aumento da densidade mineral óssea média
nas 240 semanas de 5,1%, 1,1% e 1,5% para coluna lombar, quadril total e colo
femoral, respectivamente (vide “Advertências e Precauções Especiais – Perda da
Densidade Mineral Óssea”).

 

Propriedades Farmacocinéticas
Absorção
Após administração intramuscular, o acetato de medroxiprogesterona é lentamente
liberado, resultando em um nível baixo, mas persistente na circulação. Imediatamente
após uma injeção intramuscular de 150 mg/mL de acetato de medroxiprogesterona, as
concentrações séricas foram de 1,7 ± 0,3 nmol/L. Duas semanas mais tarde, os níveis
foram de 6,8 ± 0,8 nmol/L. O tempo médio para o pico é de aproximadamente 4 a 20
dias após uma dose intramuscular. Os níveis séricos de acetato de
medroxiprogesterona são reduzidos gradualmente e permanecem relativamente
constante por volta de 1 ng/mL por 2-3 meses. Os níveis na circulação podem ser
detectados por 7 a 9 meses após uma injeção intramuscular.

 

Distribuição
Aproximadamente 90 a 95% do acetato de medroxiprogesterona estão ligados às
proteínas. O volume de distribuição relatado é de 20 ± 3 litros. O acetato de
medroxiprogesterona atravessa a barreira hematoencefálica e a barreira placentária
(vide “Advertências e Precauções – Uso durante a Gravidez e Uso durante a
Lactação”). Baixos níveis de acetato de medroxiprogesterona foram detectados no
leite de mulheres lactantes (vide “Advertências e Precauções – Uso durante a
Gravidez e Uso durante a Lactação”) que receberam 150 mg de acetato de
medroxiprogesterona por via intramuscular.

 

Metabolismo
O acetato de medroxiprogesterona é metabolizado no fígado.
Eliminação
A meia-vida de eliminação após uma injeção intramuscular única é de cerca de 6
semanas. O acetato de medroxiprogesterona é excretado principalmente nas fezes,
via secreção biliar. Aproximadamente 30% de uma dose intramuscular é excretado na
urina após 4 dias.
Dados de Segurança Pré-Clínicos
Carcinogênese, Mutagênese e Alterações da Fertilidade
Administração intramuscular a longo prazo de acetato de medroxiprogesterona
mostrou produzir tumores mamários em cães da raça beagle. Não há evidência de
efeitos carcinogênicos associados com a administração oral de acetato de
medroxiprogesterona em ratos e camundongos. O acetato de medroxiprogesterona
não foi mutagênico numa série de ensaios de toxicidade genética in vitro ou in vivo. O
acetato de medroxiprogesterona em altas doses é um fármaco anti-fertilidade e, em
caso de altas doses, pode-se esperar diminuição da fertilidade até que o tratamento
termine.

 

INDICAÇÕES
Depo® Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 50 mg é indicado como
medicação progestacional e para endometriose.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Depo® Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 50 mg é contra-indicado a
pacientes grávidas ou com suspeita de gravidez; a pacientes com
hipersensibilidade conhecida ao acetato de medroxiprogesterona ou a qualquer
componente da fórmula, vasculopatias tromboembólicas ou não, disfunção
hepática grave, a pacientes com sangramento vaginal de causa nãodiagnosticada
e a pacientes com suspeita ou comprovação de neoplasia
mamária ou da genitália.

 

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Gerais
No caso de perdas sangüíneas vaginais inesperadas durante o tratamento com Depo®
Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 50 mg, aconselha-se investigação
diagnóstica.
Depo® Provera® 50 mg pode causar algum grau de retenção hídrica, portanto, devese
ter cautela ao tratar pacientes com condições médicas pré-existentes que possam
ser agravadas pelo acúmulo de líquidos.
Pacientes com história de tratamento para depressão devem ser monitoradas
cuidadosamente durante o tratamento com Depo® Provera® 50 mg.
Algumas pacientes recebendo acetato de medroxiprogesterona podem apresentar
uma diminuição na tolerância à glicose. Portanto, pacientes diabéticas devem ser
cuidadosamente observadas durante terapia com Depo® Provera® 50 mg.
Havendo necessidade de exame histológico endometrial ou endocervical, o patologista
(ou laboratório) deve ser informado de que a paciente está sob tratamento com Depo®
Provera® 50 mg.
O médico/laboratório deve ser informado de que o uso de Depo® Provera® 50 mg
pode diminuir os níveis dos seguintes biomarcadores endócrinos:
• esteróides plasmáticos/urinários (cortisol, estrogênio, pregnanodiol,
progesterona, testosterona);
• gonadotrofinas plasmáticas/urinárias (LH e FSH);
• globulina ligada a hormônios sexuais.
Se ocorrer perda completa ou parcial súbita de visão ou no caso de instalação súbita
de proptose, diplopia ou enxaqueca, a medicação não deve ser re-administrada até
realização de exame. Se o exame revelar papiledema ou lesões vasculares retinianas,
a medicação não deve ser re-administrada.
O acetato de medroxiprogesterona não apresentou associação causal com a indução
de distúrbios trombóticos ou tromboembólicos (tromboflebite, embolia pulmonar,
alterações cerebrovasculares e trombose da retina), entretanto, Depo® Provera® 50
mg não é recomendado a pacientes com história de tromboembolismo venoso. A
descontinuação de medicamento é recomendada a pacientes que desenvolverem
tromboembolismo venoso durante o tratamento com Depo® Provera® 50 mg.
Uma pequena quantidade da suspensão pode aderir à parede do frasco-ampola. Por
isso, cada frasco-ampola é preenchido com quantidade suficiente do produto, levandose
em conta essa possibilidade, para fornecer o volume e a potência corretos e
declarados.
Advertências e Precauções Especiais
Perda da Densidade Mineral Óssea
O uso de acetato de medroxiprogesterona injetável reduz os níveis de estrógeno
sérico em mulheres na pré-menopausa e está associado à perda significativa da
densidade mineral óssea devido ao ajuste do metabolismo ósseo para um nível mais
baixo de estrógeno. Esta perda da densidade mineral óssea é particularmente
preocupante durante a adolescência e início da fase adulta, um período crítico do
crescimento ósseo. A perda óssea é maior com o aumento da duração do uso e pode
não ser completamente reversível. Não se sabe se o uso de acetato de
medroxiprogesterona injetável irá reduzir o pico de massa óssea em mulheres mais
jovens e aumentar o risco de fraturas osteoporóticas ao longo da vida. Tanto em
mulheres adultas e adolescentes, a redução da densidade mineral óssea durante o
tratamento parece ser substancialmente reversível após a descontinuação de injeções
de acetato de medroxiprogesterona e o aumento da produção de estrógeno ovariano
(vide “Propriedades Farmacodinâmicas – Estudos de Densidade Mineral Óssea”).
Um estudo de coorte retrospectivo para avaliar o efeito do acetato de
medroxiprogesterona injetável na incidência de fraturas ósseas foi conduzido com
312.395 mulheres que utilizam contraceptivos no Reino Unido. As taxas de incidência
de fraturas foram comparadas entre pacientes que utilizavam acetato de
medroxiprogesterona de depósito (DMPA) e pacientes que utilizam contraceptivos mas
que nunca haviam usado DMPA. A razão da taxa de incidência (RTI) para qualquer
fratura durante o período de acompanhamento (média = 5,5 anos) foi de 1,41 (IC 95%
1,35, 1,47). Entre a sub-coorte de dados antes e após o primeiro relato de tratamento
com contraceptivo (n = 166.367), comparações foram realizadas para o período de
acompanhamento e também para o período de 6 meses antes do primeiro relato de
tratamento com contraceptivo. Comparando as pacientes que utilizam DMPA com as
pacientes que não utilizam, a RTI para qualquer fratura pré-tratamento (RTI 1,28, IC
95% 1,07, 1,53) foi comparável ao RTI pós-tratamento (RTI 1,37, IC 95% 1,29, 1,45).
Os resultados gerais dão suporte à conclusão de que a alta incidência de fraturas
entre pacientes que utilizam DMPA neste estudo ocorre principalmente devido
aoresultado de outros fatores do que à exposição ao DMPA.
O acetato de medroxiprogesterona injetável deve ser utilizado como método
contraceptivo ou no tratamento para endometriose a longo-prazo (mais do que 2
anos), apenas se outros métodos contraceptivos ou tratamentos para a endometriose
forem inadequados. A densidade mineral óssea deve ser avaliada quando uma mulher
precisar continuar o uso do acetato de medroxiprogesterona injetável a longo-prazo.
Nas adolescentes, a interpretação dos resultados de densidade mineral óssea deve
ser feita levando em conta a idade da paciente e a maturidade esquelética.
Outro método contraceptivo ou tratamento para a endometriose deve ser considerado
na análise risco/benefício do uso de acetato de medroxiprogesterona injetável em
mulheres com fatores de risco para osteoporose tais como: .
• Uso crônico de álcool e/ou tabaco;
• Uso crônico de medicamentos que podem reduzir a massa óssea como
anticonvulsivantes ou corticosteróides;
• Baixo índice de massa corpórea e distúrbios alimentares, por exemplo,
anorexia nervosa e bulimia;
• Doença do metabolismo ósseo;
• História familiar importante de osteoporose.
É recomendado que todas as pacientes tenham uma ingestão adequada de cálcio e
vitamina D.
Anovulação prolongada com amenorréia e/ou padrões menstruais erráticos podem
ocorrer após a administração de dose única ou doses múltiplas de Depo® Provera® 50
mg.
Este medicamento pode interromper a menstruação por período prolongado
e/ou causar sangramentos intermenstruais severos.
Uso durante a Gravidez
Depo® Provera® 50 mg é contra-indicado a mulheres grávidas. Quando indicado em
fase de amenorréia, é aconselhável proceder, previamente, a testes imunológicos para
a gravidez.
Alguns relatos sugerem uma associação entre exposição intra-uterina e fármacos
progestacionais durante o primeiro trimestre da gravidez e anormalidades genitais em
fetos.
Crianças nascidas de mães com gravidez acidental um a dois meses após a injeção
de acetato de medroxiprogesterona suspensão injetável, podem estar sob risco
aumentado de baixo peso ao nascer que, por sua vez, está associado ao risco
aumentado de morte neonatal. O risco atribuível é baixo, uma vez que tais gestações
são incomuns (vide “Propriedades Farmacocinéticas”).
Se a paciente engravidar enquanto estiver utilizando o fármaco, ela deve ser
informada do risco potencial para o feto.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.
Depo® Provera® é um medicamento classificado na categoria X de risco de
gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres
grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

 

Uso durante a Lactação
O acetato de medroxiprogesterona e seus metabólitos são excretados no leite
materno. Não há evidência sugerindo que esse fato determine qualquer dano ao
lactente (vide “Propriedades Farmacocinéticas”).
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
Os efeitos de Depo® Provera® 50 mg na habilidade de dirigir e operar máquinas não
foram sistematicamente avaliados.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
A administração concomitante de aminoglutetimida e altas doses de Depo® Provera®
(acetato de medroxiprogesterona) 50 mg, pode diminuir significativamente os níveis
séricos de acetato de medroxiprogesterona. As pacientes que utilizam altas doses de
Depo® Provera® 50 mg devem ser alertadas para a possibilidade de redução da
eficácia com o uso de aminoglutetimida.

 

REAÇÕES ADVERSAS
Classificação MedDRA Eventos
Sistema Imune reações de hipersensibilidade (por ex. anafilaxia e reações
anafilactóides, angioedema)
Endócrinos anovulação prolongada
Metabólicos e Nutricionais edema / retenção de líquidos, alteração do peso
Psiquiátricos depressão, insônia, nervosismo
Sistema Nervoso tontura, cefaléia, sonolência
Vasculares distúrbios tromboembólicos
Gastrintestinais náusea
Hepatobiliares icterícia colestática/ icterícia
Pele e Tecido Subcutâneos acne, alopecia, hisurtismo, prurido, rash, urticária
Sistema Reprodutivo e Seios sangramento uterino anormal (irregular, aumentado,
diminuído), amenorréia, erosão cervical, galactorréia,
mastodinia
Gerais e Condições no Local
da Aplicação
fadiga, reações no local da injeção, pirexia, sensibilidade
Laboratorial alteração da secreção cervical, diminuição da tolerância à
glicose
Eventos adicionais relatados durante experiência pós-comercialização
Na experiência pós-comercialização foram relatados casos raros de osteoporose,
incluindo fraturas osteoporóticas relatadas por pacientes utilizando Depo® Provera®
(acetato de medroxiprogesterona) IM.

 

POSOLOGIA
O frasco-ampola de Depo® Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 50 mg deve
ser vigorosamente agitado antes do uso, para homogeneizar a suspensão.
Doenças Ginecológicas
Tratamento da endometriose
50 mg por via intramuscular semanalmente ou 100 mg a cada 2 semanas por pelo
menos 6 meses.
Medicação Progestacional
Caberá ao médico avaliar quanto à dose, posologia e a conveniência do tratamento.

 

SUPERDOSAGEM
O tratamento de superdosagem deve ser sintomático e de suporte.

PARTE IV
MS – 1.0216.0213
Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann – CRF-SP nº 36144
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Número do lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Produto fabricado e embalado por:
Pfizer Manufacturing Belgium NV
Puurs – Bélgica
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 – Guarulhos – SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
Fale Pfizer: 0800-16-7575
www.pfizer.com.br
DEP5003