Bula do DDAVP (Antidiurético)

DDAVPBula do DDAVP®:
acetato de desmopressina
Apresentações e Formas Farmacêuticas:
DDAVP® Comprimidos: 0,1 mg ou 0,2 mg de acetato de desmopressina. Disponíveis em frascos com 30
comprimidos. (VIA ORAL)
USO ADULTO E PEDIÁTRICO

 

Composição:
Cada comprimido contém:
Ingredientes ativos:
acetato de desmopressina…………………………………………………………………………………….0,1 mg ou 0,2 mg
Ingredientes inativos:
lactose, estearato de magnésio, amido de batata e povidona.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Como este medicamento funciona?
DDAVP® é uma medicação antidiurética que reduz a eliminação de água do organismo.
Todas as apresentações de DDAVP® atuam sobre os rins suprindo a deficiência de vasopressina natural,
substância produzida por uma glândula do organismo chamada hipófise.

 

Por que este medicamento foi indicado?
O DDAVP® é prescrito para as seguintes indicações:
– Diabetes insipidus central (doença em que o paciente excreta grandes quantidades de urina muito
diluída, mesmo com a diminuição da ingestão de líquidos, pois, o rim é incapaz de concentrar a urina
devido a deficiência do hormônio antidiurético, que é a vasopressina, ou pela falta de sensibilidade dos
rins a este hormônio);
– Enurese noturna primária (perda involuntária da urina durante o sono, numa idade em que já deveria
estar presente o controle urinário, sem ter um período prolongado de interrupção) em crianças com cinco
anos ou mais com capacidade normal de concentrar a urina; e
– Noctúria (eliminação de volume normal de urina durante o sono, a produção de urina excede a
capacidade da bexiga) em adultos.

 

Quando não devo usar este medicamento?
Contra-indicações
Este medicamento não deve ser utilizado caso a resposta para algumas das perguntas a seguir for “SIM”:
– Você possui insuficiência cardíaca e outras condições que requerem tratamento com agentes
diuréticos?
– Você está com a quantidade de sódio no sangue abaixo do normal?
– Você possui insuficiência renal moderada a severa?
– Você possui síndrome de secreção inapropriada de HAD (hormônio antidiurético)?
– Você possui risco de aumento na pressão intracraniana?
– Você possui hipersensibilidade à desmopressina ou a qualquer componente da fórmula?
Advertências:
– O efeito na fertilidade humana não é conhecido. A segurança do uso de DDAVP® durante a gravidez
não foi estabelecida. No entanto, a droga tem sido utilizada durante a gravidez sem efeito adverso para a
mãe ou para o feto.
– Em doses terapêuticas, sabe-se que a desmopressina é transferida para o leite materno, porém
considera-se improvável qualquer risco à criança. – A dose de DDAVP® para crianças com diabetes insipidus deve ser cuidadosamente ajustada, de acordo
com as necessidades e tolerância do paciente. O uso de DDAVP® em recém-nascidos e crianças requer
cuidadosa restrição da ingestão de líquidos.
– DDAVP® não possui efeito na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas.

 

Precauções:
Precauções para prevenir o excesso de fluido devem ser tomadas nos seguintes casos:
– Pacientes muito jovens e idosos.
– Condições caracterizadas por desequilíbrio dos líquidos orgânicos.
– Pacientes com risco de aumento da pressão intracraniana.
– A quantidade diária de DDAVP® utilizada e a quantidade de água ingerida (seja na forma pura ou na
forma de refrigerantes, sucos ou mesmo alimentos que contenham grande quantidade de água) devem
ser rigorosamente controladas seguindo estritamente a orientação do médico. O controle inadequado
poderá resultar em conseqüências danosas para o organismo decorrentes do excesso ou da carência de
água. O médico deverá ser informado sempre que alterações neste equilíbrio estiverem ocorrendo. A
falta ou excesso de urina são sinais de que o equilíbrio está inadequado.
– Para o tratamento de enurese noturna primária, o consumo de líquidos deve ser limitado ao mínimo
possível durante o período de uma hora antes da administração até 8 horas após a administração.
– Cuidados especiais: Atenção especial deve ser dada ao risco de retenção de água. A ingestão de
líquido deve ser restrita à menor quantidade possível e o peso corpóreo deve ser observado
regularmente.

 

“INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE
REAÇÕES INDESEJÁVEIS”.

 

“INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO
USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO”.

 

“NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE”.

 

Como devo usar este medicamento?
Aspecto físico
DDAVP® comprimidos 0,1 mg: comprimidos branco, oval, convexo com um único sulco, com a
inscrição de “0,1”.
DDAVP® comprimidos 0,2 mg: comprimidos branco, redondo, convexo com um único sulco, com a
inscrição de “0,2”.
Características organolépticas
Vide Aspecto físico.
DDAVP® comprimidos deve ser administrado diariamente, no mesmo horário, como por exemplo, 1
(uma) hora após o jantar, pois o consumo de alimentos causa uma diminuição na absorção e portanto
pode influenciar o efeito da desmopressina.
Posologia:
– Diabetes insipidus central: A dose inicial para crianças e adultos é de 0,1 mg três vezes ao dia. A
dose pode ser ajustada pelo médico de acordo com a resposta do paciente.
– Enurese noturna primária: A dose adequada inicial é de 0,2 mg ao deitar-se. Caso necessário, o
médico pode aumentar a dose. A necessidade de continuidade do tratamento deve ser reavaliada após,
um período médio de pelo menos 1 semana sem tratamento com DDAVP®. A restrição de líquidos deve
ser observada. – Noctúria: Uma dose adequada inicial é de 0,1 mg ao deitar-se. Se esta não for suficientemente efetiva
após uma semana, a dose pode ser aumentada para até 0,2 mg, e subseqüentemente 0,4 mg em doses
progressivas semanais. A restrição de líquidos deve ser observada. O início do tratamento em pacientes
com mais de 65 anos de idade não é recomendado. Caso o médico decida iniciar o tratamento nestes
pacientes, então o nível de sódio sérico deve ser mensurado antes do início do tratamento e 3 dias após o
início ou acréscimo da dosagem e em outros momentos durante o tratamento quando o médico julgar
necessário.

 

“SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS
DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO”.
“NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO”.
“NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE
USAR OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO”.

 

Quais os males que este medicamento pode causar?
Uma pequena porcentagem de pacientes tratados podem apresentar dor de cabeça, fadiga, náusea e dor
de estômago.Tratamento sem a restrição concomitante da ingestão de líquidos pode levar à retenção de
água acompanhados de redução do sódio sérico, ganho de peso e, em casos mais sérios convulsões.
O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?
Em caso de o paciente tomar uma dose maior do que a recomendada pelo médico, entrar em contato
com o médico o mais rápido possível.
Os sintomas da superdosagem são: dor de cabeça, náusea, retenção de líquidos, hiponatremia, oligúria,
convulsões e edema pulmonar.

 

Onde e como devo guardar este medicamento?
Não tomar este medicamento após a data de validade escrita na embalagem.
DDAVP® comprimidos deve ser conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15ºC e 30°C),
quando mantido nestas condições permanece viável ao uso por 2 anos a partir da data de fabricação
expressa no cartucho.
DDAVP® comprimidos é sensível a umidade, desta forma, o frasco deve ser firmemente fechado e o dessecador deve ser mantido no seu interior.

 

“TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS”.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE

Características farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas:
O acetato de desmopressina é um análogo sintético do hormônio natural, a arginina vasopressina
(hormônio antidiurético). O acetato de desmopressina é quimicamente designado como monoacetato
triidratado de 1-(ácido 3-mercaptopropiônico)-8-D-arginina vasopressina.
DDAVP® é um hormônio antidiurético sintético. Um mililitro (0,1 mg) da solução de DDAVP® possui
uma atividade antidiurética de cerca de 400 U.I.
Um papel fisiológico importante da vasopressina é a manutenção da osmolalidade sérica dentro da
variação normal. A vasopressina aumenta a reabsorção de água pelos túbulos renais, acarretando um
aumento da osmolalidade urinária e diminuição do fluxo urinário. Em pacientes com diabetes insipidus
neuro-hipofisário, a desmopressina possui o mesmo efeito na reabsorção de água que a vasopressina,
mas exerce um efeito antidiurético maior. Doses terapêuticas de desmopressina não afetam diretamente
as concentrações séricas de sódio, potássio ou creatinina e a excreção urinária de sódio ou potássio. A modificação estrutural da vasopressina em desmopressina resulta na redução das propriedades vasopressoras e de contração da musculatura lisa, quando comparada à vasopressina e lipressina. Doses intranasais de 20 mcg de acetato de desmopressina não têm efeito na pressão sangüínea ou freqüência
cardíaca, mas a pressão arterial média pode elevar-se até 15 mmHg com doses iguais ou superiores a 40
mcg. Não há relatos de que a desmopressina estimule contrações uterinas.
A desmopressina, ao contrário da vasopressina, não estimula a liberação do hormônio
adrenocorticotrófico, nem aumenta as concentrações plasmáticas de cortisol. Em crianças, a
administração intranasal de desmopressina não altera as concentrações do hormônio de crescimento, da
prolactina ou do hormônio luteinizante.
A administração de desmopressina a pacientes com diabetes insipidus ocasiona redução da excreção
urinária com aumento da osmolalidade urinária e diminuição da osmolalidade plasmática.
A solução de acetato de desmopressina é inativada pelo trato gastrointestinal quando administrada por
via oral. Após administração intranasal, aproximadamente 10 a 20% da dose é absorvida pela mucosa
nasal; pacientes que apresentam congestão nasal podem necessitar de doses mais elevadas.

 

Propriedades farmacocinéticas:
A biodisponibilidade após a administração oral de desmopressina varia entre 0,08 e 0,16%. O uso
concomitante com alimento diminui a taxa de biodisponibilidade e a taxa de absorção em cerca de 40%.
A concentração plasmática máxima é atingida após 1 a 1 hora e meia. A concentração máxima e a ASC
(área sob a curva) não aumentam a proporção da dose administrada. O volume de distribuição é de 0,2 a
0,3 l/Kg.
A desmopressina não ultrapassa a barreira hemato-encefálica. A meia-vida de eliminação da
desmopressina é em torno de 2 a 3 horas.
A dosagem intravenosa de 2 a 4 mcg produz um efeito antidiurético durante 5 a 20 horas.
A distribuição da desmopressina não está totalmente elucidada. Após administração intravenosa de 2 a 3
mcg de acetato de desmopressina em pacientes com diabetes insipidus neuro-hipofisário, as
concentrações plasmáticas declinam de modo bifásico com meias-vidas médias de 7,8 e 75,5 minutos,
nas fases rápida e lenta respectivamente.
Após a administração intranasal de doses usuais de acetato de desmopressina em pacientes com diabetes
insipidus neuro-hipofisário, o efeito antidiurético ocorre em 1 hora, com pico em 1 a 5 horas, persistindo
por 8 a 20 horas, seguido de uma queda abrupta durante um período subseqüente de 60 a 90 minutos. A
duração de ação de uma dose específica é variável entre os indivíduos. A duração de ação relativamente
prolongada da desmopressina pode ocorrer pela inativação enzimática mais lenta da desmopressina em
relação à vasopressina, ou do seqüestro da desmopressina em determinado compartimento.
Uma dosagem entre 10 a 20 mcg produz um efeito antidiurético durante 8 a 12 horas.
O metabolismo da desmopressina é desconhecido; aparentemente, a desmopressina não é degradada por
aminopeptidases.
A desmopressina é principalmente excretada pela urina.

 

Resultados de eficácia:
Estudos comprovam que:
– A eficácia e segurança de DDAVP® (acetato de desmopressina) no tratamento de diabetes insipidus
central é satisfatória devido a lenta absorção pela mucosa nasal o que proporciona persistência da droga
no plasma somado ao fato da molécula de desmopressina demorar para ser destruída o que leva a um
aumento de AMP cíclico na medula renal. São estas propriedades somadas ao fato da presença de
poucos ou nenhum efeito colateral que conferem ao DDAVP® o tratamento mais efetivo, seguro e
satisfatório para reposição hormonal que é onde se enquadra a diabetes insipidus central, uma vez que é
uma desordem poliúrica ocasionada pela deficiência de arginina-vasopressina.1,2,3
– A desmopressina tem sido utilizada para diagnosticar, por aproximadamente 10 anos, a habilidade dos
rins em concentrar a urina.
Após a administração da desmopressina avalia-se o pico da osmolalidade que é utilizado como teste em
diagnóstico diferencial de infecção do trato urinário em crianças e como teste de função renal em
adultos, após longo tratamento com lítio. É um teste superior aos outros de capacidade de concentração renal, pois é o mais sensível dos testes
funcionais da parte distal dos néfrons, e pelo fato de apresentar menos efeitos colaterais do que o teste
com a pitressina por exemplo.
– De acordo com os resultados encontrados, após 2 semanas de tratamento, todas as dosagens de
desmopressina por via oral, diminuem a quantidade de vezes em que ocorre a enurese noturna. A
desmopressina induz rapidamente a queda de enurese noturna, com efeitos adversos mínimos.5

– A desmopressina reduz a diurese noturna sendo uma forma eficaz para a terapia de noctúria.6
Referências bibliográficas:
1
Robinson A.G., DDAVP in the treatment of central diabetes insipidus. New England Journal of
Medicine, 1976.
2
Edwars C.R.W., et al. Vasopressin analogue DDAVP in diabetes insipidus: Clinic and Laboratorial
Studies. British Medical Journal, 1973.
3
Seif S.M., et al., DDAVP: (1-desamino-8-D-arginine-vasopressin) treatment of central diabetes
insipidus – mechanism of prolonged antidiuresis. Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism,
1978.
4
Harris A., Clinical experience with desmopressin: efficacy and safety in central diabetes insipidus and
other conditions. The Journal of Pediatrics, 1989.
5
Seth L. Schulamn; Arthur Stokes; Phyllis M. Salzman. The efficacy and safety of oral desmopressin in
children with primary nocturnal enuresis. The journal of urology, 2001.
6
A. Mattiasson; P. Abrams; P van Kerrebroeck; S. Walters; J. Weiss. Efficacy of desmopressin in the
treatment of nocturia: a double-blind placebo-controlled study in men. BJU International. 2002.

 

Indicações
O DDAVP® é indicado para o tratamento de:
– Diabetes insipidus central;
– Enurese noturna primária em crianças com cinco anos ou mais com capacidade normal de concentrar a
urina; e
– Noctúria em adultos.

 

Contra-indicações
Gerais:
DDAVP® não pode ser usado nos casos de:
– Polidipsia habitual e psicogênica;
– Insuficiência cardíaca e outras condições que requerem tratamento com agentes diuréticos;
– Insuficiência renal moderada a severa (“clearance” de creatinina inferior a 50 ml/min);
– Síndrome de secreção inapropriada de HAD (SSIHAD);
– Hiponatremia;
– Pacientes com risco de aumento na pressão intracraniana;e
– Hipersensibilidade a desmopressina ou a qualquer componente da fórmula.

 

Modo de usar
Deve ser administrado diariamente, no mesmo horário, como por exemplo, 1 (uma) hora após o jantar,
pois o consumo de alimentos causa uma diminuição na absorção e portanto pode influenciar o efeito da
desmopressina.

 

Posologia
– Diabetes insipidus central: A dose inicial para crianças e adultos é de 0,1 mg três vezes ao dia. A
dose pode ser ajustada pelo médico de acordo com a resposta do paciente.
– Enurese noturna primária: A dose adequada inicial é de 0,2 mg ao deitar-se. Caso necessário, o
médico pode aumentar a dose. A necessidade de continuidade do tratamento deve ser reavaliada após,
um período médio de pelo menos 1 semana sem tratamento com DDAVP®. A restrição de líquidos deve
ser observada. – Noctúria: Uma dose adequada inicial é de 0,1 mg ao deitar-se. Se esta não for suficientemente efetiva
após uma semana, a dose pode ser aumentada para até 0,2 mg, e subseqüentemente 0,4 mg em doses
progressivas semanais. A restrição fluídica deve ser observada. O início do tratamento em pacientes com
mais de 65 anos de idade não é recomendado. Caso o médico decida iniciar o tratamento nestes
pacientes, então o nível de sódio sérico deve ser mensurado antes do início do tratamento e 3 dias após o
início ou acréscimo da dosagem e em outros momentos durante o tratamento quando o médico julgar
necessário.

 

Advertências
– Não foram realizados estudos crônicos em animais para avaliar o potencial carcinogênico de
DDAVP®.
– O efeito na fertilidade humana não é conhecido. A segurança do uso de DDAVP® durante a gravidez
não foi estabelecida. Estudos com animais, não apresentaram evidências de prejuízo ao feto atribuídas
ao DDAVP®. Não há estudos adequados e bem controlados com DDAVP® em mulheres grávidas. No
entanto, a droga tem sido utilizada durante a gravidez sem efeito adverso para a mãe ou para o feto.
Embora, ao contrário das preparações contendo hormônios naturais não há relatos de ação uterotônica
com doses antidiuréticas usuais de DDAVP®, o médico deve ponderar o benefício terapêutico esperado
contra o risco potencial.
– Resultados obtidos pela análise do leite materno de mulheres que receberam altas doses de
desmopressina (300 mcg intranasal), indicam que a desmopressina é transferida para o leite materno,
porém a quantidade de desmopressina que pode ser transferida à criança é muito pequena e
provavelmente é inferior a quantidade necessária para influenciar na diurese, assim, em doses
terapêuticas, sabe-se que a desmopressina é transferida para o leite materno, porém considera-se
improvável qualquer risco a criança.
– A dose de DDAVP® para crianças com diabetes insipidus deve ser cuidadosamente ajustada, de acordo
com as necessidades e tolerâncias do paciente.
Em crianças muito novas, deve-se ter cuidado especial para evitar o risco de um decréscimo acentuado
da osmolalidade plasmática, que pode resultar em convulsões. O uso de DDAVP® em recém-nascidos e
crianças requer cuidadosa restrição da ingestão de líquidos, de modo a prevenir possível hiponatremia e
intoxicação hídrica.
– Pacientes idosos, pacientes com um baixo nível de sódio sangüíneo e pacientes com volume urinário
elevado em 24 horas (acima de 2,8 a 3 litros) possuem maior risco de hiponatremia.
– DDAVP® não possui efeito na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas.

 

Precauções
Precauções para prevenir o excesso de fluído devem ser tomadas no caso de:
– Pacientes muito jovens e idosos.
– Condições caracterizadas por desequilíbrio eletrolítico ou fluídico.
– Pacientes com risco de aumento da pressão intracraniana.
– Para o tratamento de enurese noturna primária, o consumo de líquidos deve ser limitado ao mínimo
possível durante o período de uma hora antes da administração até 8 horas após a administração.
– DDAVP® interfere no equilíbrio entre a água ingerida, a água existente no organismo e água
eliminada. Portanto, tanto a quantidade diária de DDAVP® utilizada, quanto a quantidade de água
ingerida (seja na forma pura ou na forma de refrigerantes, sucos ou mesmo alimentos que contenham
grande quantidade de água) devem ser rigorosamente controladas seguindo estritamente a orientação do
médico. O controle inadequado poderá resultar em conseqüências danosas para o organismo decorrentes
do excesso ou da carência de água. A falta ou excesso de urina são sinais de que o equilíbrio está
inadequado.
– Cuidados especiais: Atenção especial deve ser dada ao risco de retenção de água. A ingestão de
líquido deve ser restrita à menor quantidade possível e o peso corpóreo deve ser observado
regularmente. Se houver um aumento gradual de peso corpóreo, decréscimo de sódio sérico abaixo de
130 mmol/mL ou da osmolalidade plasmática abaixo de 270 mOsm/Kg de peso corpóreo, a ingestão
fluídica deve ser reduzida drasticamente e a administração de DDAVP® interrompida. – Substâncias conhecidas por liberar hormônio antidiurético, por ex.: antidepressivos tricíclicos,
inibidores seletivos de recaptação de serotonina, clorpromazina, carbamazepina e também no caso de
tratamento concomitante com AINE (antiinflamatório não-esteroidal) podem causar um efeito
antidiurético adicional e aumentar o risco de retenção aquosa.
Uso em idosos, crianças e mulheres grávidas
Cuidados especiais devem ser observados quanto aos pacientes idosos, principalmente quanto aos
cardíacos que façam uso de diuréticos.
DDAVP® deve ser usado com cautela no tratamento de crianças pequenas e idosos. O uso de DDAVP®
em mulheres grávidas possui resultados limitados, porém estudos em animais não indicam aumento na
incidência de prejuízos ao feto.

 

Interações medicamentosas
Antidepressivos tricíclicos, inibidores seletivos de recaptação de serotonina, clorpromazina e
carbamazepina podem causar um efeito antidiurético com um aumento do risco de retenção de fluidos,
pois são substâncias conhecidas como indutoras de distúrbios na secreção de hormônio antidiurético.
AINE podem induzir a retenção de água/hiponatremia.
Uso concomitante com cloridrato de loperamida pode resultar em um aumento na concentração
plasmática de desmopressina, podendo levar a um aumento do risco de retenção de água ou
hiponatremia.
Uso concomitante com dimeticona pode resultar em diminuição na absorção de desmopressina.
A indometacina pode aumentar a magnitude, mas não a duração da resposta à desmopressina.
DDAVP® deve ser administrado com cautela em pacientes recebendo lítio, doses elevadas de epinefrina,
heparina ou álcool, pois a resposta antidiurética de DDAVP® pode diminuir. Drogas como
clorpropamida, uréia, carbamazepina, clofibrato ou fludrocortisona podem potencializar e/ou prolongar
o efeito antidiurético da desmopressina.

 

Reações adversas
Uma pequena porcentagem de pacientes tratados podem apresentar cefaléia, fadiga, náusea e gastralgia.
Tratamento sem a restrição concomitante da ingestão de líquidos pode levar à retenção de água
acompanhados de sinais e sintomas (redução do sódio sérico, ganho de peso e, em casos mais sérios
convulsões).
– Comuns: cefaléia, náusea, gastralgia.
– Muito raras: hiponatremia, edemas, ganho de peso e transtornos emocionais como irritação e
pesadelos.
Em casos isolados reações alérgicas como urticária e reações anafiláticas.

Superdosagem
A superdosagem aumenta o risco de retenção de fluidos e hiponatremia. Embora o tratamento deva ser
individualizado, as seguintes recomendações gerais podem ser dadas:
Hiponatremia assintomática é tratada com a descontinuação do tratamento com desmopressina e
restrição de fluidos. Em casos sintomáticos, deve ser administrada infusão de solução isotônica ou
hipertônica de cloreto de sódio. Quando a retenção fluídica é severa (convulsões e inconsciência) deve
ser instituído tratamento com furosemida.
Os sintomas da superdosagem são: cefaléia, náusea, retenção de líquidos, hiponatremia, oligúria,
convulsões e edema pulmonar.

 

Armazenagem
DDAVP® comprimidos deve ser conservado em temperatura ambiente (temperatura entre 15ºC e 30°C),
quando mantido nestas condições permanece viável o uso por 2 anos a partir da sua data de fabricação
expressa no cartucho.
DDAVP® comprimidos é sensível a umidade, desta forma, o frasco deve ser firmemente fechado e o
dessecador deve ser mantido no seu interior. Lote, data de fabricação e validade: vide cartucho

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. M.S.: 1.2876.0015
Farmacêutico Responsável: Helena Satie Komatsu- CRF/SP: 19.714
Fabricado por: Ferring International Center SA – FICSA
Chemin de la Vergognausaz, 1162. St. Prex, Suíça.
Importado e distribuído por: Laboratórios Ferring Ltda.
Praça São Marcos, 624, São Paulo-SP
SAC: 0800-772 4656.
CNPJ: 74.232.034/0001-48