Bula do Colchis (Antigotoso)

ColchisBula do Colchis:

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES:
Comprimidos de 0,5 mg – Caixas contendo 20 e 30 comprimidos.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO:
Cada comprimido contém: 0,5 mg
Colchicina base …………………… ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………0,5 mg
Excipientes* q.s.p. ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….1 comprimido
* Excipientes: Amido, Polivinilpirrolidona K30, Lactose, Croscarmelose sódica, Estearato de Magnésio, Corante amarelo FD&C 5.

 

INFORMAÇÃO AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: COLCHIS® contém colchicina. Seu modo de ação antigotoso é desconhecido. É um importante
medicamento para tratar ou prevenir as crises agudas de gota, de acordo com a indicação e supervisão médica. É também utilizada
nos casos de escleroderma, poliartrite da sarcoidose e psoríase ou febre familiar do Mediterrâneo.
Cuidados de armazenamento: Os comprimidos devem ser mantidos em sua embalagem original, na temperatura ambiente (entre
15 e 30˚C), ao abrigo da umidade e protegidos da luz.
Prazo de validade: Não utilize medicamento com a validade vencida. O prazo de validade de COLCHIS® está impresso na embalagem
e é de 24 meses após a data de fabricação.
Gravidez e lactação: Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar igualmente
se estiver amamentando. Nestes casos, somente o seu médico pode determinar se você deve continuar o tratamento com COLCHIS®.
Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Tome sempre um comprimido no horário previsto, caso esqueça uma dose, não tome dois comprimidos de uma só vez. Não aumente
as dosagens nem altere o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Reações adversas: Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. As reações mais freqüentes são diarréia e
náuseas e mais raramente vômitos e erupções cutâneas.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTINDO FORA DE ALCANCE DAS CRIANÇAS

 

Ingestão concomitante com outras substâncias: Há interação medicamentosa de Colchicina com as seguintes substâncias: medicamentos
neoplásicos rapidamente citolíticos, a bumetamida, diazóxido, diuréticos tiazídicos, furosemida, pirazinamida ou triantereno,
medicamentos da radioterapia ou que produzem discrasias sangüíneas, fenilbutazona, vitamina B12 e bebidas alcoólicas. Qualquer
medicamento só deve ser utilizado sob a supervisão e cuidado médico.
Contra-indicações e precauções: Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante
o tratamento. COLCHIS® não deve ser usado durante a gravidez e a lactação. COLCHIS® é contra-indicado em pacientes com
insuficiências renais, hepáticas ou cardíacas severas. Informe seu médico sobre doença renal, hepática ou cardíaca que esteja
sofrendo ou tenha apresentado anteriormente. Proceda todos os exames e controles que forem solicitados pelo médico. Observe
seus dentes e gengivas, mantendo completa higiene bucal.
Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma
brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao Ácido Acetilsalicílico.

 

Risco da auto-medicação:
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO; PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Modo de Ação:
A Colchicina é um alcalóide derivado do “colchicum autumnale”. O mecanismo exato da ação antigotosa é desconhecido. A Colchicina
aparentemente diminui a motilidade leucocitária, a fagocitose e a produção de ácido lático, diminuindo, deste modo, o depósito de
cristais de urato e a resposta inflamatória resultante.
Pode também interferir com a formação de quininas e de leucotrienos.
A Colchicina não corrige a hiperuricemia. O efeito antimitótico da Colchicina não está relacionado, provavelmente, com a sua
ação antigotosa.
Antiosteolítico: A Colchicina atua inibindo a mitose das células osteoprogenitoras e a atividade dos osteoclastos pré-existentes.
A Colchicina diminui a temperatura corporal, deprime o centro respiratório, contrai os vasos sangüíneos e causa hipertensão,
estimulando o centro vasomotor.

 

Farmacocinética:
A ligação às proteínas plasmáticas é baixa e o metabolismo é hepático. O início da ação após a primeira dose oral é de 12 horas
e o Tmáx é de 0,5 a 2 horas.
A concentração plasmática máxima (C máx) é de 2,2 nanogramas por ml, após administração oral de 2 mg.
O alívio da dor e da inflamação na artrite gotosa aguda ocorre em 24 a 48 horas após a primeira dose oral.
O alívio do edema pode ocorrer em 72 horas ou mais.
A eliminação é principalmente biliar e de 10 a 20% renal. A excreção renal pode estar aumentada em pacientes com problemas
hepáticos. Devido ao alto grau de captação pelos tecidos, a eliminação da Colchicina pode continuar por 10 dias ou mais, após
cessar a administração do produto.

 

INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS:
Antiinflamatório indicado no tratamento das crises agudas de gota e na prevenção das crises agudas nos doentes crônicos (artrite
gotosa aguda e crônica).
A colchicoterapia pode ser indicada em casos de escleroderma, poliartrite da sarcoidose e psoríase ou febre familiar do Mediterrâneo.

 

CONTRA-INDICAÇÕES:
Nas insuficiências renais, hepáticas ou cardíacas severas e durante a gravidez.

 

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS:
No tratamento de ataque:
Avaliar com atenção os casos de insuficiência renal ou hepatobiliar.
Proceder contagem sangüínea completa periodicamente, para detectar depressão da medula óssea.
Utilizar com moderadores do trânsito intestinal ou com antidiarréicos, caso ocorra diarréia ou colopatia evolutiva.
No tratamento a longo prazo, com doses de 0,5 mg a 1,0 mg, as complicações são muito raras.
Por precaução, avaliar as possíveis reações adversas apresentadas pelo paciente.
Reprodução / Gravidez
A Colchicina detém a divisão celular em animais e plantas e há relatos sobre a diminuição da espermatogênese em humanos.
A Colchicina pode ser teratogênica em humanos, de acordo com estudos realizados em animais. As pacientes devem ser orientadas
para não engravidar durante o tratamento e o médico deve avaliar o risco/benefício do uso da droga.

 

Lactação

O médico deve avaliar o risco/benefício do uso da Colchicina. Não se sabe se a droga é excretada no leite materno.
Pediatria
Não se tem dados sobre a segurança do uso em crianças.
Idosos
Os pacientes idosos podem ser mais sensíveis à toxicidade cumulativa da Colchicina.

 

Odontologia
A Colchicina pode produzir efeitos leucopênicos e trombocitopênicos, que podem provocar aumento da incidência de infecção
microbiana, retardo de cicatrização e hemorragia gengival. O paciente deve ser orientado para a limpeza adequada dos dentes e
o tratamento deve ser interrompido até o retorno da normalidade sangüínea.
Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma
brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao Ácido Acetilsalicílico.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
Os medicamentos neoplásicos rapidamente citolíticos, a bumetamida, diazóxido, diuréticos tiazídicos, furosemida, pirazinamida ou
triantereno, podem aumentar a concentração plasmática de ácido úrico e diminuir a eficácia do tratamento profilático da gota.
A Colchicina pode aumentar os efeitos depressores sobre a medula óssea dos medicamentos que produzem discrasias sangüíneas
ou da radioterapia.
O uso simultâneo com fenilbutazona pode aumentar o risco de leucopenia ou trombocitopenia, bem como de ulceração gastrintestinal.
A vitamina B12 pode ter absorção alterada, podendo ser necessário administrar doses adicionais da vitamina.
A ingestão de bebidas alcoólicas ou os pacientes alcoólatras podem ter aumentado o risco de toxicidade gastrintestinal. O álcool
aumenta as concentrações sangüíneas de ácido úrico, podendo diminuir a eficácia do tratamento profilático da gota.

 

REAÇÕES ADVERSAS:
Os distúrbios digestivos: diarréia, náuseas e, mais raramente, vômitos são os primeiros sinais de superdosagem e impõem a
redução das doses ou a interrupção do tratamento.
Raramente podem ocorrer problemas hematológicos como leucopenia ou neutropenia.
Excepcionalmente verifica-se a azoospermia que é reversível com a interrupção do tratamento.
Outras reações relatadas foram urticária e erupções cutâneas; debilidade muscular e urina sanguinolenta.

 

POSOLOGIA E MODO DE USAR
A Colchicina deve ser administrada ao primeiro sinal de ataque agudo de gota.
A dose deve ser reduzida se ocorrer debilidade muscular, náuseas, vômitos ou diarréia. O intervalo entre as doses deve ser aumentado
nos pacientes crônicos cuja taxa de filtração glomerular seja menos do que 10 ml/minuto.
Deve-se levar em consideração, ao administrar Colchicina, a sua estreita margem de segurança. A quantidade total de Colchicina
que se necessita para controlar a dor e a inflamação durante um ataque agudo de gota, oscila habitualmente entre 4 e 10 mg.

 

Adultos – Antigotoso.

Prevenção: 1 comprimido de 0,5 mg (500 mcg), uma a três vezes ao dia.
Os pacientes com gota submetidos à cirurgia, devem tomar 1 comprimido três vezes ao dia, durante 3 dias antes e 3 dias depois
da intervenção cirúrgica.
Tratamento: (Alívio do ataque agudo) – Oral, inicialmente 0,5 mg a 1,5 mg seguido de 1 comprimido a intervalos de 1 hora, ou de 2
horas, até que ocorra o alívio da dor ou apareçam náuseas, vômitos ou diarréia.
A dose máxima alcançada deve ser de 10 mg.
Os pacientes crônicos podem continuar o tratamento com 2 comprimidos ao dia por até 3 meses, à critério médico.

 

SUPERDOSAGEM
A dose tóxica é de aproximadamente 10 mg.
As doses que provocam reações capazes de levar à morte são ao redor de 40 mg.
Sinais
Clínicos: Latência de 1 a 8 horas, em média 3 horas.
Digestivos: Dores abdominais difusas, vômitos, diarréia abundante provocando desidratação, hipotensão e problemas circulatórios.
Hematológicos: Hiperleucocitose seguida de leucopenia e hipoplaquetose por ataque medular. Coagulação intravascular disseminada.
Outros: Polipnéia freqüente e alopécia no 10º dia. Evolução imprevisível. Pode ocorrer morte no 2º ou 3º dia por desequilíbrio hidroeletrolítico
ou choque séptico.

 

Tratamento
Não há antídoto específico para a Colchicina.
O paciente deve ser tratado em meio hospitalar.
A elimininação da droga pode ser tentada por lavagem gástrica seguida de aspiração duodenal.
O tratamento é sintomático: reequilíbrio hidro-eletrolítico e antibioticoterapia geral e digestiva.
Avaliação dos sinais vitais e do sistema cardiovascular.

 

PACIENTES IDOSOS
Os pacientes idosos podem ser mais sensíveis à toxicidade cumulativa da Colchicina. As doses e cuidados para pacientes idosos,
são as mesmas recomendadas para os adultos.

 

Venda sob prescrição médica
Nº do Lote; Data de Fabricação e Validade: vide Cartucho.
MS – 1.0118.0109
Farmacêutico Responsável:
Dr. Eduardo Sérgio Medeiros Magliano
CRF-SP nº 7179
19505/03
22067/03
VIII- 08
Colchis® 0,5 mg
colchicina

APSEN FARMACÊUTICA S/A
Rua La Paz, nº 37/67 – Santo Amaro
CEP 04755-020 – São Paulo – SP
CNPJ 62.462.015/0001-29
Indústria Brasileira

Medicamentos relacionados: