Bula do Cincordil (Antianginosos)

Cincordil-20-mgBula do CINCORDIL®:
Mononitrato de Isossorbida

 

USO ADULTO

 

APRESENTAÇÕES E COMPOSIÇÃO
Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) 20 mg: cartucho contendo 30 comprimidos.
Cada comprimido contém 20 mg de mononitrato de isossorbida.
Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) 40 mg: cartucho contendo 30 comprimidos.
Cada comprimido contém 40 mg de mononitrato de isossorbida.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Cincordil® (Cononitrato de Isossorbida) é um medicamento utilizado na prevenção de ataques de angina pectoris e como terapêutica adjuvante na insuficiência cardíaca congestiva que não responde adequadamente aos glicosídios cardioativos e/ou diuréticos. Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) não é indicado em crises agudas de angina.
Conservar o medicamento em temperatura ambiente (temperatura entre 150 e 30oC). Proteger da luz e umidade.
O prazo de validade deste produto é de 24 meses contados a partir da data de fabricação indicada na embalagem externa. Não use medicamentos com prazo de validade vencido,pois o efeito esperado poderá não ocorrer.
A utilização de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) durante a gravidez ou lactação somente deve ser feita quando necessário, segundo critério médico, avaliando-se a relação risco-benefício.

 

INFORMAR SEU MÉDICO CASO OCORRA GRAVIDEZ NA VIGÊNCIA DO TRATAMENTO OU APÓS SEU TÉRMINO.
Informar ao médico se está amamentando.
Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) só deve ser utilizado sob orientação médica. Para obter o máximo de eficácia, utilize a medicação na dosagem correta e pelo período de tratamento estipulados pelo seu médico.
Os comprimidos de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) devem ser ingeridos sem mastigar.
A interrupção do tratamento com esta droga somente deve ser efetuada sob orientação médica.
É importante informar ao médico o aparecimento de reações desagradáveis tais como: dor de cabeça intensa; vermelhidão na pele; pressão baixa; náuseas; vômitos; fraqueza; vertigem; cansaço; palidez; sudorese e quaisquer outras alterações que venham a ocorrer com o uso de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida).

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando antes do início, ou durante o tratamento.
Devido a interações medicamentosas, os pacientes que estiverem em tratamento com Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) não devem ingerir bebidas alcoólicas.
O álcool pode intensificar os efeitos do medicamento.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
O mononitrato de isossorbida, quimicamente designado 5-nitrato de 1,4:3,6-dianidro-D-glucitol, é um metabólito ativo do dinitrato de isossorbida, que também provoca o relaxamento da musculatura lisa dos vasos sanguíneos.
O exato mecanismo de ação dos nitratos para o tratamento da angina pectoris não está completamente elucidado. Estas drogas parecem aliviar a angina pectoris clássica por exercer um efeito vasodilatador na capacitância venosa periférica e, em menor grau, nas arteríolas. Essas ações combinadas causam uma diminuição da pré-carga e pós-carga cardíaca. A pressão e o volume diastólico final do ventrículo esquerdo diminuem, resultando em uma redução no tamanho ventricular e na tensão de suas paredes. Consequentemente, a demanda de oxigênio do miocárdio decresce. Os nitratos podem causar redistribuição do fluxo sanguíneo coronariano para áreas isquêmicas, através da dilatação seletiva de vasos coronarianos maiores, secundária a uma isquemia miocárdica.
Após a administração de doses terapêuticas de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida), a pressão arterial sistêmica geralmente diminui; a frequência cardíaca mantém-se inalterada ou sofre um discreto aumento compensatório. Na ausência de insuficiência cardíaca, o débito cardíaco eleva-se transitoriamente e depois diminui. A pressão e a resistência vascular pulmonar diminuem.
O início da ação de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) ocorre em 20 minutos e, dependendo da dose, é mantida por até 10 horas.
Além da musculatura vascular lisa, os nitratos relaxam a musculatura lisa brônquica, biliar, gastrintestinal, uretral e uterina. Os nitratos são antagonistas fisiológicos da norepinefrina, acetilcolina e histamina.
O mononitrato de isossorbida é bem absorvido pelo trato gastrintestinal após administração oral.
Ao contrário do dinitrato de isossorbida, o mononitrato de isossorbida não sofre significante efeito de primeira passagem (metabolização hepática), sendo completamente biodisponível. Consequentemente os níveis sanguíneos de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) são uniformes, resultando em repostas clínicas previsíveis.
O mononitrato de isossorbida é metabolizado por desnitrificação e glicuronização, formando dois metabólitos inativos. Menos de 5% da droga é excretada inalterada. A meia-vida plasmática de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) varia entre 4,0 a 4,9 horas e sua eliminação é mais lenta do que a do dinitrato de isossorbida.

 

INDICAÇÕES
Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) está indicado para a profilaxia da angina pectoris e como terapêutica adjuvante na insuficiência cardíaca congestiva que não responde adequadamente aos glicosídeos cardioativos e/ou diuréticos.
Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) pode reduzir a frequência, duração e severidade dos ataques de angina; porém não está indicado para o tratamento de crises agudas de angina.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) está contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade aos nitratos e nitritos.

 

PRECAUÇÕES
Assim como outros vasodilatadores, Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) pode causar efeitos colaterais paradoxais em pacientes sensíveis, com aumento da isquemia que pode estender a lesão miocárdica e causar insuficiência cardíaca congestiva avançada. Caso o uso de nitratos orgânicos seja indicado em infarto recente, deve-se proceder monitorização hemodinâmica e avaliações clínicas frequentes devido aos potenciais efeitos deletérios da hipotensão.
Mesmo com pequenas doses de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) pode ocorrer resposta hipotensora severa, particularmente com o paciente na posição ortostática. A hipotensão induzida por nitratos pode vir acompanhada de bradicardia paradoxal e aumento da angina pectoris.
A droga deve ser usada com cautela em pacientes que apresentam redução do volume sanguíneo devido ao tratamento com diuréticos, ou naqueles pacientes com pressão sistólica baixa (abaixo de 90 mmHg).
No tratamento da insuficiência cardíaca aguda ou crônica, a pressão capilar pulmonar não deve cair abaixo de 15 mmHg e a pressão arterial sistólica não deve ficar abaixo da faixa fisiológica em pacientes com pressão arterial normal ou hipertensos. A pressão sistólica deve ser mantida na faixa de 90-100 mmHg em pacientes com hipotensão pré-existente.
Hipotensão ortostática sintomática severa tem sido relatada quando bloqueadores dos canais de cálcio e nitratos orgânicos são usados em combinação. O ajuste de dosagem destas drogas pode ser necessário.
O tratamento com Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) pode agravar a angina causada por cardiomiopatia hipertrófica.
É possível a ocorrência de tolerância ao Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) e tolerância cruzada com outros nitratos e nitritos. A importância da tolerância com o uso desta droga no controle de pacientes com angina pectoris ainda não foi determinada.
Estudos clínicos em pacientes com angina relatam crises agudas de angina e rebote nos efeitos hemodinâmicos, mais facilmente provocados após a suspensão do uso de nitratos. Portanto, parece prudente que a interrupção do tratamento com Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) seja efetuada de maneira lenta e gradual.
Sildenafil pode aumentar o efeito vasodilatador dos nitratos tais como Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) e pode resultar em hipotensão severa. A interação destas drogas não foi estudada em relação ao período de tratamento e em relação a dependência da dose utilizada. Medidas de suporte apropriadas não foram estudadas, porém o tratamento como uma superdosagem por nitratos parece ser adequado, com elevação das extremidades e com expansão do volume sanguíneo.
Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade: Não foram realizados estudos de longa duração em animais, para avaliar o potencial carcinogênico dessa droga.
Uso durante a gravidez: Inexistem estudos adequados e bem controlados com Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) em mulheres grávidas. Uma vez que sua segurança não foi estabelecida, Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) não deve ser usado durante a gravidez, a menos que os benefícios esperados para a paciente superem os riscos potenciais para o feto, segundo critério médico.

 

Uso durante a lactação: A excreção do mononitrato de isossorbida no leite materno não foi estudada. Como muitas drogas são excretadas por essa via, a decisão entre interromper a amamentação ou o tratamento com Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) deve ser feita levando-se em consideração a importância do medicamento para a mãe e o risco potencial para a criança.
Uso pediátrico: A eficácia e segurança de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) em crianças não foram estabelecidas.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Os nitratos podem causar hipotensão como resultado de vasodilatação periférica. O álcool pode intensificar esse efeito. Os pacientes que estão recebendo tratamento com Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) devem ser devidamente orientados a este respeito.
Pacientes que estiverem recebendo tratamento com drogas anti-hipertensivas, bloqueadores beta-adrenérgicos ou fenotiazínicos simultaneamente com Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) devem ser cuidadosamente observados devido a possíveis efeitos hipotensores cumulativos.
Hipotensão ortostática sintomática severa foi relatada com o uso concomitante de nitratos orgânicos e bloqueadores dos canais de cálcio (VIDE PRECAUÇÕES).

 

Sildenafil – ver Precauções.

 

INTERAÇÃO COM TESTES LABORATORIAIS
Os nitratos e nitritos podem interferir com a reação Zlatis-Zak, causando resultados falsos na dosagem dos níveis séricos de colesterol.

 

REAÇÕES ADVERSAS
1. Com o uso do Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) pode ocorrer vasodilatação cutânea com eritema.
2. Cefaléia vascular é comum e pode, eventualmente, tornar-se intensa e persistente. A cefaléia é geralmente aliviada pelo uso de analgésicos ou através da redução temporária da dosagem. Este sintoma tende a desaparecer após as duas primeiras semanas de uso do medicamento.
3. Ocasionalmente podem ocorrer episódios passageiros de vertigem e fraqueza, assim como outros sinais de isquemia cerebral, associados a hipotensão postural. Alguns indivíduos podem apresentar sensibilidade acentuada aos efeitos hipotensores dos nitratos, mesmo com a dose terapêutica usual. Reações intensas com náuseas, vômitos, fraqueza, cansaço, palidez, sudorese e colapso podem ocorrer.
O álcool pode intensificar esse efeito. Medidas que facilitem o retorno venoso (por exemplo, cabeça baixa ou posição de Tredelenburg, respiração profunda, movimento das extremidades) geralmente revertem esses sintomas.
4. Erupção cutânea e/ou dermatite esfoliativa podem ocasionalmente ocorrer.
5. Náuseas e vômitos são pouco comuns.

 

POSOLOGIA
A dosagem recomendada de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) é de 20 a 120 mg diários em doses divididas em duas ou três tomadas. A maioria dos pacientes requer uma dosagem na faixa de 40 a 60 mg por dia. Recomenda-se inicialmente 10 a 20 mg diários de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) para os pacientes que nunca receberam terapia profilática prévia com nitratos.
Pacientes que faziam uso prévio de dinitrato de isossorbida como medicação profilática, podem receber diretamente a dosagem habitualmente terapêutica de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida).

 

CONDUTA NA SUPERDOSAGEM
Os sintomas de superdosagem com nitratos são: queda imediata da pressão arterial, cefaléia persistente e latejante, vertigem, palpitação, distúrbios visuais, eritema e sudorese (em seguida a pele torna-se fria e cianótica), náuseas e vômitos (possivelmente com cólicas e mesmo diarréia sanguinolenta), síncope (especialmente na posição ereta), metemoglobinemia com cianose e anoxia, hiperpnéia inicial, dispnéia e bradipnéia, pulso lento (dicrótico e intermitente), aumento da pressão intracraniana com sintomas de confusão e febre, paralisia e coma seguidos por convulsões clônicas e óbito possivelmente devido a colapso circulatório.
A dose de Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) que está associada aos sinais e sintomas de superdosagem ou que ameaça a vida não é conhecida.
Sugere-se o seguinte tratamento na superdosagem: Rápida remoção do material ingerido através de lavagem gástrica (em casos de ingestão recente e com o paciente consciente). Mantenha o paciente deitado na posição de choque e confortavelmente aquecido. Movimentos passivos das extremidades podem auxiliar no retorno venoso. Caso necessário, deve-se administrar oxigênio e proceder respiração artificial. Na ocorrência de metemoglobinemia administrar 1 a 2 mg/kg de azul de metileno a 1% por via intravenosa.
A epinefrina é ineficaz na reversão dos eventos de hipotensão severa associada à superdosagem. Portanto, a epinefrina e os compostos relacionados a ela são contra-indicados nesta situação. Não se sabe se o fármaco é dialisável.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Farm. Resp.: Dra. Maria Geisa de Lima e Silva
CRF-SP nº 8.082
Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) 20 mg – Registro MS – 1.2110.0036
Cincordil® (Mononitrato de Isossorbida) 40 mg – Registro MS – 1.2110.0059
Produto comercializado sob licença do Laboratório Wyeth-Whitehall Ltda.
NOVAQUÍMICA – SIGMA PHARMA
Nature’s Plus Farmacêutica Ltda.
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