Bula do Cafilisador (Analgésico)

CafilisadorBula do CAFILisador (dipirona sódica + cafeína):

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
CAFILisador
dipirona sódica + cafeína

 

VIA DE ADMINISTRAÇÃO
Oral.

 

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
CAFILisador(dipirona sódica + cafeína) comprimidos – embalagem com 4, 16,
100 comprimidos.
USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém 500 mg de dipirona sódica e 65 mg de cafeína.
Excipientes: povidona, amido, estearato de magnésio, água purificada.

 

II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Como este medicamento funciona?
A dipirona é um analgésico com ação antipirética que tem a capacidade de aliviar a dor e a
febre; a cafeína tem a capacidade de potencializar a ação de alguns analgésicos, como a
dipirona, além de ter efeito estimulante no humor, no estado de alerta e na atenção. A cafeína
promove a constrição dos vasos sanguíneos do cérebro, o que pode contribuir para o alívio das
dores de cabeça. CAFILisador(dipirona sódica + cafeína) tem início de ação a partir de 15 a 30
minutos e seu efeito analgésico perdura de 4 a 6 horas após a administração.
Por que este medicamento foi indicado?
CAFILisador (dipirona sódica + cafeína) está indicado como analgésico, especialmente nos
casos de dor de cabeça e enxaqueca.
Quando não devo usar este medicamento?
Em caso de hipersensibilidade aos derivados pirazolônicos ou ao ácido acetilsalicílico,
particularmente, naqueles pacientes nos quais o ácido acetilsalicílico precipita crises de asma,
urticária ou rinite aguda; história de agranulocitose independente da origem; deficiência de G-
6-PD (risco de hemólise); porfiria. Pacientes com úlcera gastroduodenal. Durante a gestação e
aleitamento.
Este medicamento é contra-indicado na faixa etária pediátrica.
“Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações
indesejáveis.”
“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista”. “Informar ao médico se está amamentando.”
“Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum
outro medicamento.”

 

Como devo usar este medicamento?
Comprimidos: Tome 1 a 2 comprimidos até 4 vezes ao dia, com um pouco de água.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. CAFILisador (dipirona sódica + cafeína) não deve ser administrado em altas
doses, ou por períodos prolongados, sem controle médico.
Quais os males que este medicamento pode causar?
CAFILisador (dipirona sódica + cafeína) usualmente é bem tolerado, entretanto, pode provocar
reações em pessoas sensíveis. Algumas dessas reações podem ser graves e começam a se
manifestar por coceira e vermelhidão na pele, dor de garganta, inflamação na boca, dificuldade
de engolir, mal estar e calafrios. Se isso acontecer, o tratamento deve ser interrompido e seu
médico deve ser imediatamente informado. Muito raramente poderão ocorrer distúrbios da
visão. Pessoas com tendência a reações alérgicas (asma, urticária) devem consultar o médico
antes de tomar analgésicos.

 

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma vez
só?
A margem de segurança da dipirona é bem ampla. Entretanto, podem ocorrer sintomas tais
como: vômitos, vertigens e sonolência. Não existe antídoto específico para a dipirona e o
tratamento da superdosagem é, portanto, sintomático. Deve-se instituir a lavagem gástrica e
administração de carvão ativado bem como cuidados apropriados de suporte, caso necessário.
Doses elevadas de cafeína podem provocar aumento anormal dos batimentos cardíacos,
náuseas, vômitos, dor epigástrica, cefaléia, insônia, tremores e raramente, extrassístoles,
arritmias, úlcera gastroduodenal, convulsões, distúrbios visuais e abortamento.

 

Onde e como devo guardar este medicamento?
CAFILisador (dipirona sódica + cafeína) deve ser guardado em temperatura ambiente entre
15º e 30º C, protegido da luz e umidade. Deve ser conservado em sua embalagem original
mesmo depois de aberta. O prazo de validade está impresso na embalagem externa do
produto.

 

“Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.”

 

III) INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
Características Farmacológicas
A Dipirona ou metamizol é um derivado pirazolônico com potente ação analgésica e
antipirética, cuja designação química é [(2,3-diidro-1,5-dimetil-3-oxo-2-fenil-1H-PIRAZOL-4-
IL)metilamina]metanosulfonato de sódio, monohidratado. A dipirona possui também
propriedades antiespasmódicas e antiinflamatórias. Seus efeitos antitérmico e analgésico são
devidos a ação periférica e central sendo seu efeito antiinflamatório relacionado à inibição da
COX-2. É rápida e quase completamente absorvida, sendo rapidamente transformada em um
metabólito ativo, a 4-metilamino antipirina, cuja meia-vida plasmática é de cerca de 3 horas.
Os efeitos terapêuticos iniciam-se cerca de 30 minutos após a administração e perduram por 4
a 6 horas. A concentração plasmática máxima ocorre em 60 a 90 minutos.
Seu metabolismo é hepático. Cerca de 70% da dipirona administrada por via oral são
excretados na urina como metabólitos, nas primeiras 24 horas. A dipirona e seus metabólitos
são também excretados no leite materno.
O efeito analgésico deste medicamento tem mecanismo central e periférico. Ao nível central
admite-se um local de ação subcortical, pois doses analgésicas de dipirona não causam
sedação, sonolência ou alterações em sensações que não sejam relacionadas à dor. Em nível
periférico, a dipirona inibe a síntese das prostaglandinas e reduz a suscetibilidade à atividade
nociceptiva de substâncias hiperalgésicas. A ação antiinflamatória parece ser periférica e
possivelmente relacionada a uma diminuição da permeabilidade capilar.

 

A Cafeína inibe competitivamente a fosfodiesterase, enzima que degrada o AMP – cíclico. O
aumento dos níveis intracelulares de AMP – cíclico é responsável por muitas das ações
farmacológicas da cafeína. É também usada como adjuvante de analgésicos sendo capaz de
aumentar em até 40% o efeito analgésico de substâncias associadas. Além disso, parece ter
efeito analgésico independente.
Sua absorção por via oral é rápida, mas irregular, atingindo nível plasmático de 1,5mcg/mL em
uma hora, após dose de 100 mg.
Doses de 2,5 mg/kg/dia proporcionam taxa plasmática de 7 a 19 mcg/mL.
Atravessa a barreira placentária e é encontrado no leite materno. Sua meia-vida no adulto é
de 4 horas. Sofre metabolização hepática sendo eliminada por via renal sob forma inalterada
(10%) e principalmente sob forma de metabólitos.
Com a associação dipirona sódica + cafeína (CAFILisador) obtém-se maior eficácia analgésica
utilizando-se duas substâncias comprovadamente eficazes e de elevado índice de segurança.

 

RESULTADOS DE EFICÁCIA
O uso da Dipirona na dor severa foi documentado em volumosa quantidade de estudos
clínicos, existindo consenso geral de que a Dipirona pode freqüentemente substituir a Morfina,
sendo às vezes, até mesmo superior aos opiáceos.
Sua eficácia analgésica vem sendo confirmada pelo seu amplo uso clínico por mais de 60 anos
no tratamento da dor de intensidade moderada ou severa, no pós-operatório,1
na cólica
renal,2
biliar 3
e no pós-parto.4

A cafeína, como adjuvante de analgésicos é capaz de aumentar em até 40% o efeito
analgésico de substâncias associadas.1
Estudo realizado com a cafeína e estudos de revisão da literatura concluíram que a adição de
65mg de cafeína a um comprimido de analgésico administrado em doses de dois comprimidos
resulta em maior efeito analgésico. Analgésicos contendo cafeína são uma importante opção
terapêutica para o tratamento de pacientes com dor.
Vários autores descreveram melhora das cefaléias tensionais ou aquelas secundárias à punção
dural ou à baixa pressão do fluxo cérebro-espinhal com uso da cafeína, provavelmente por
aumento do tônus cerebrovascular (vasoconstrição) e diminuição do fluxo cerebrovascular.
Em pacientes com cefaléia a cafeína produz um efeito positivo no humor. Em doses de 65 a
500mg, a cafeína melhora a performance psicomotora e o estado de alerta.

 

INDICAÇÕES
CAFILisador (dipirona sódica + cafeína) está indicado como analgésico, especialmente nos
casos de dor de cabeça e enxaqueca.

 

CONTRA-INDICAÇÕES
A dipirona sódica está contra-indicada em indivíduos sabidamente alérgicos aos derivados
pirazolônicos ou com determinadas doenças metabólicas, tais como porfiria hepática e
deficiência congênita de glicose-6-fosfato-desidrogenase. Como os demais analgésicos, a
dipirona não deve ser administrada em altas doses ou por tempo prolongado, sem controle
médico. Está igualmente contra-indicada durante a gestação (ver precauções e advertências –
Gravidez e lactação).
Nos tratamentos prolongados é obrigatório o acompanhamento do paciente através de
hemogramas, devido à possibilidade de ocorrência de agranulocitose. O uso de dipirona em
casos de amigdalite ou qualquer outra afecção buço-faríngea deve merecer cuidado especial,
pois esta afecção preexistente pode mascarar os primeiros sintomas de agranulocitose (angina
agranulocítica), ocorrência rara, mas possível, quando se faz uso de produto que contenha
dipirona. Em indivíduos com deficiência de protrombina, a dipirona pode agravar a tendência
ao sangramento. Pacientes com asma ou infecções respiratórias crônicas, bem como pacientes
com hipersensibilidade a qualquer tipo de substância, podem desenvolver choque. O uso de
CAFILisador (dipirona sódica + cafeína) é recomendado para indivíduos acima de 15 anos de
idade.
Em pacientes com distúrbios hematopoéticos, a dipirona somente deve ser administrada sob
controle médico. Durante o tratamento com dipirona sódica pode se observar uma coloração
avermelhada na urina, devido à excreção do metabólito rubazônico, porém, isto não tem
significado toxicológico ou clínico.
A contra-indicação principal da cafeína é a presença de úlcera gastroduodenal.

 

POSOLOGIA
Comprimidos: (adultos) 1 a 2 comprimidos até 4 vezes ao dia.

 

ADVERTÊNCIAS
A dipirona pode induzir desenvolvimento de agranulocitose ou choque anafilático com evolução
potencialmente fatal.
Agranulocitose: a agranulocitose induzida pela dipirona é um acidente de origem
imunoalérgica, com duração de no mínimo uma semana. Esta reação é muito rara, mas pode
ser fatal. A agranulocitose não é dose dependente e pode ocorrer a qualquer momento durante
o tratamento.
Os pacientes devem ser alertados para suspender a medicação e consultar imediatamente seu
médico caso apareça algum dos seguintes sinais ou sintomas que podem estar relacionados
com a neutropenia: febre, calafrio, inflamação da garganta, ulcerações na cavidade oral. No
caso de neutropenia (< 1500 neutrófilos/mm3) o tratamento deve ser descontinuado e o
hemograma realizado prontamente, para controlar e monitorar o quadro até o retorno à
normalidade.
Choque anafilático: esta reação ocorre principalmente em indivíduos sensíveis. Portanto, a
dipirona deve ser prescrita com cuidado a pacientes asmáticos ou atópicos.
Em pacientes com insuficiência renal grave, a posologia deve ser diminuída.
A administração de dipirona nos casos de amigdalite ou outras afecções do bucofaringe merece
cuidado especial, pois as alterações preexistentes podem mascarar os sintomas iniciais da
angina agranulocítica.
Utilizar a dipirona com cuidado em hipotensos ou pacientes com instabilidade circulatória.
Pacientes com distúrbios hematopoéticos preexistentes devem fazer uso da dipirona sob
supervisão médica e monitoração laboratorial.

 

Gravidez e Lactação
A segurança da dipirona em mulheres grávidas não está estabelecida. Assim, o produto não
deve ser utilizado durante a gravidez. A dipirona é excretada no leite materno e, portanto, seu
uso não é recomendado durante a lactação.

 

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Em pacientes idosos e pacientes debilitados deve-se considerar a possibilidade de
desenvolvimento de insuficiência hepática e renal com o uso de dipirona sódica.
As concentrações de cafeína são similares em adultos jovens e idosos

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
A dipirona e o álcool podem potencializar reciprocamente os seus efeitos. A dipirona pode
provocar redução dos níveis plasmáticos da ciclosporina. A dipirona não deve ser associada à
clorpromazina, pois há risco de hipotermia grave. A cafeína apresenta efeitos facilitadores
significativos sobre a analgesia produzida pelos AINEs.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Reações alérgicas (raras): choque anafilático.
Reações cutâneas: urticária ou erupções. Foram observados raríssimos casos de necrólise
epidérmica tóxica.
Asma: têm sido reportados casos de crise asmática, particularmente em pacientes com
intolerância ao ácido acetilsalicílico.
Reações hematológicas: agranulocitose (ver “Advertências”); Anemia e trombocitopenia
(muito raras).
Raríssimos casos de efeitos colaterais renais: insuficiência renal aguda, nefropatia.
Reações gástricas: náuseas, vômitos, diarréia.
Distúrbios visuais: muito raramente a cafeína poderá provocar escotomas cintilantes,
acúfenos e cefaléia.
Outras: algumas vezes a urina com pH ácido pode apresentar coloração avermelhada. Este
fato pode ser decorrente da presença do ácido rubazônico, metabólito presente em baixa
concentração.

 

SUPERDOSAGEM
A margem de segurança da dipirona é bem ampla. Podem ocorrer sintomas tais como:
vômitos, vertigens e sonolência. Não existe antídoto específico para a dipirona e o tratamento
da superdosagem é, portanto, sintomático. Deve-se instituir a lavagem gástrica e
administração de carvão ativado bem como cuidados apropriados de suporte, caso necessário.
Doses elevadas de cafeína podem provocar taquicardia sinusal, náuseas, vômitos, dor
epigástrica, cefaléia, insônia, tremores e raramente, extrassístoles, arritmias, úlcera
gastroduodenal, convulsões, distúrbios visuais e abortamento.

 

ARMAZENAGEM
CAFILisador (dipirona sódica + cafeína) deve ser guardado em sua embalagem original.
Conservar em temperatura ambiente (temperatura entre 15º e 30º C), proteger da luz e
umidade.
Lote, fabricação e validade: VIDE FRASCO, BLISTER E/OU CARTUCHO.
M.S. 1.0394.0537
Farm. Resp.: J. G. Rocha – CRF-SP nº 4067
Farmasa – Laboratório Americano de Farmacoterapia S.A.
Rua Nova York, 245 – São Paulo – S.P.
CNPJ-61.150.819/0001-20
SAC: 0800 0114033
BIBLIOGRAFIA
1- Lal, A e cols.: Dipyrone for treatment of postoperative pain. Anaesthesia 1973;28:43.
2- Simons, E.: Zur spamolyse und analgesie in der urologie. Méd Welt 1964;2553.
3- Demling, L.: Therapie der cholecystitis und cholelithiasis. Med Klin 1959;54:1543.
4- König, NA e col.: Dipirona magnesiana no trabalho de parto. Rev Bras Clin Ter 1972;1:809.
5- Laska,EM e cols.:Caffeine as an analgesic adjuvant. JAMA 1984;251(13): 1711-8.
6- Sawynok J. and Yaksh L.: Caffeine as an analgesic adjuvant: a review of pharmacology and
mechanisms of action. The American Siciety for Pharmacology and Experimental Therapeutics.
1993; Vol.45, No1:43-85.