Bula do Avalox (Antibiótico)

Avalox-BayerBula do AVALOX:
cloridrato de moxifloxacino

 

APRESENTAÇÕES
Avalox é apresentado sob a forma de comprimidos revestidos, na dosagem de 400 mg, em
embalagens com 1, 5, 7, 10, 49 e 50 comprimidos.

 

USO ADULTO

 

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém 436,8 mg de cloridrato de moxifloxacino, correspondente a
400 mg de moxifloxacino.
Excipientes: croscarmelose sódica, lactose, estearato de magnésio, celulose microcristalina,
hipromelose, macrogol, dióxido de titânio e óxido férrico.

 

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Avalox é um antibiótico de amplo espectro. Desde que adequadamente indicado, os sinais e os
sintomas da doença devem melhorar em um período mínimo de cinco dias de tratamento
correto. Avalox deve ser mantido na embalagem original, conservado em temperatura ambiente
(15° a 30°C) e protegido da umidade. Somente poderá ser utilizado até o vencimento do seu
prazo de validade, pois após essa data, perde sua eficácia. O prazo de validade está indicado
na embalagem do produto.
Avalox não deve ser administrado a mulheres grávidas ou que estejam amamentando. Informe
ao seu médico a ocorrência de gravidez, na vigência do tratamento ou após o seu término.

 

Informe também se estiver amamentando.

 

Os comprimidos devem ser tomados com água, independentemente das refeições. Siga a
orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. A interrupção do tratamento
antes do prazo recomendado pelo seu médico pode provocar a piora da doença.
Avalox pode provocar reações gastrintestinais (dor abdominal, náusea, vômito, diarréia,
alteração do paladar), dor de cabeça, vertigens, sensação de fraqueza, mal-estar, dores no
peito, nas costas ou nas pernas, palpitações, reações de pele, reações alérgicas ou de
hipersensibilidade, dores musculares e nas articulações, insônia, nervosismo, ansiedade,
depressão, sonolência e candidíase vaginal. Essas reações são incomuns, porém em qualquer
eventualidade, informe seu médico. Ao primeiro sinal de dor ou inflamação dos tendões, a
administração de Avalox deve ser suspensa, sendo necessário manter em repouso o membro
afetado e consultar um médico.

 

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

 

Quando da administração simultânea de Avalox e antiácidos, minerais e polivitamínicos
contendo ferro, magnésio ou alumínio, esses medicamentos devem ser ingeridos pelo menos
quatro horas antes ou duas horas após a ingestão de Avalox. Informe ao seu médico sobre
qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.
Avalox não deve ser tomado por pessoas alérgicas a qualquer componente de sua formulação
ou aos derivados quinolônicos, nos casos de insuficiência hepática grave, nem por crianças e
adolescentes em fase de crescimento.

 

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO
PARA A SAÚDE.

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica

 

Mecanismo de ação
O moxifloxacino é um agente antibacteriano fluoroquinolônico de amplo espectro e ação
bactericida com atividade in vitro frente a uma ampla gama de microrganismos Gram-positivos
e Gram-negativos, anaeróbios, bactérias resistentes a ácidos e atípicos, como Chlamydia spp,
Mycoplasma spp e Legionella spp.
A ação bactericida resulta da interferência nas topoisomerases II e IV. As topoisomerases são
enzimas essenciais que controlam a topologia do DNA e estão envolvidas na replicação,
reparação e transcrição do mesmo.

O moxifloxacino exibe ação bactericida dependente da concentração. As concentrações
bactericidas mínimas são geralmente similares às concentrações inibitórias mínimas.
O moxifloxacino é eficaz frente a bactérias resistentes aos antibióticos ß-lactâmicos e
macrolídeos. Estudos em animais infectados demonstraram alta atividade in vivo.

 

Resistência
Os mecanismos de resistência que inativam penicilinas, cefalosporinas, aminoglicosídeos,
macrolídeos e tetraciclinas não interferem na atividade antibacteriana do moxifloxacino. Não há
resistência cruzada entre o moxifloxacino e estes agentes. Até o momento, não se observou
resistência mediada por plasmídeos.
Parece que o grupamento C8-metoxi contribui para a atividade aumentada e a menor seleção
de mutantes resistentes de bactérias Gram-positivas comparado com o grupamento C8-H. A
presença do substituinte bicicloamina volumoso na posição C-7 impede o efluxo ativo, um
mecanismo da resistência a fluoroquinolonas.
Os estudos in vitro demonstraram que a resistência ao moxifloxacino se desenvolve
lentamente, por mutações de fases múltiplas. Demonstrou-se uma freqüência de resistência
muito baixa (10-7 a 10-10). A exposição seriada de microrganismos a concentrações abaixo da
concentração inibitória mínima (CIM) demonstrou apenas um pequeno aumento dos valores da
CIM.
Foi observada resistência cruzada entre quinolonas. Contudo, alguns microrganismos Grampositivos
e anaeróbios resistentes a outras quinolonas são sensíveis ao moxifloxacino.
Efeito na flora intestinal em humanos
Em dois estudos com voluntários foram observadas as seguintes alterações na flora intestinal
após a administração oral de moxifloxacino. E. coli, Bacilus sp., Bacteroides vulgatus,
enterococos e Klebsiella sp. foram reduzidos, bem como os anaeróbios Bifidobacterium,
Eubacterium e Peptostreptococcus. Estas alterações voltaram ao normal dentro de duas
semanas. A toxina de Clostridium difficile não foi encontrada.

 

Dados de sensibilidade in vitro
Sensível Intermediário Resistente
Bactérias Gram-positivas
Streptococcus pneumoniae inclusive
cepas de Streptococcus pneumoniae
multirresistentes [MDRSP], incluindo
cepas conhecidas como PRSP (S.
pneumoniae penicilino-resistente) e cepas
resistentes a dois ou mais dos seguintes
antibióticos: penicilina (CIM ≥ 2 μg/mL),
cefalosporinas de 2ª geração (p.ex.
cefuroxima), macrolídeos, tetraciclinas e
trimetroprima/sulfametoxazol
Streptococcus pyogenes (grupo A)*
Streptococcus milleri
Streptococcus mitior
Streptococcus agalactiae
Streptococcus dysgalactiae
Streptococcus anginosus*
Streptococcus constellatus*
Staphylococcus aureus (inclusive cepas
sensíveis à meticilina)*
Staphylococcus aureus
(cepas resistentes a
meticilina/ofloxacino)+
Staphylococcus cohnii
Staphylococcus epidermidis (inclusive
cepas sensíveis à meticilina)
Staphylococcus
epidermidis (cepas
resistentes à meticilina/
ofloxacino)+
Staphylococcus haemolyticus
Staphylococcus hominis
Staphylococcus saprophyticus
Staphylococcus simulans
Corynebacterium diphtheriae
Enterococcus faecalis* (somente cepas
sensíveis à vancomicina/gentamicina)
*/** A eficácia clínica foi demonstrada para cepas sensíveis em indicações clínicas aprovadas.
+ O moxifloxacino apresentou atividade in vitro com valores de CIM na faixa sensível em
estafilococos meticilino-resistentes expressando somente o gene MecA. O uso de
moxifloxacino não é recomendado se estas cepas foram identificadas.
Sensível Intermediário Resistente
Bactérias Gram-negativas
Gardnerella vaginalis
Haemophilus influenzae (incluindo
cepas β-lactamase negativas e
positivas)*
Haemophilus parainfluenzae*
Moraxella catharralis (incluindo cepas β-
lactamase negativas e positivas)*
Bordetella pertussis
Escherichia coli*
Klebsiella pneumoniae*
Klebsiella oxytoca
Enterobacter aerogenes
Enterobacter agglomerans
Enterobacter cloacae*
Enterobacter intermedius
Enterobacter sakazaki
Pseudomonas aeruginosa
Pseudomonas fluorescens
Burkholderia cepacia
Stenotrophomonas
maltophilia
Proteus mirabilis*
Proteus vulgaris
Morganella morganii
Neisseria gonorrhoeae**
Providencia rettgeri
Providencia stuartii
*/** A eficácia clínica foi demonstrada para cepas sensíveis em indicações clínicas aprovadas.
Sensível Intermediário Resistente
Anaeróbios
Bacteroides distasonis
Bacteroides eggerthii
Bacteroides fragilis*
Bacteroides ovatus
Bacteroides thetaiotamicron*
Bacteroides uniformis
Fusobacterium spp
Peptostreptococcus spp*
Porphyromonas spp
Porphyromonas anaerobius
Porphyromonas asaccharolyticus
Porphyromonas magnus
Prevotella spp
Propionibacterium spp
Clostridium perfringens*
Clostridium ramosum
Sensível Intermediário Resistente
Atípicos
Chlamydia pneumoniae*
Chlamydia trachomatis**
Mycoplasma pneumoniae*
Mycoplasma hominis
Mycoplasma genitalium
Legionella pneumophila*
Coxiella burnettii
*/** A eficácia clínica foi demonstrada para cepas sensíveis em indicações clínicas aprovadas.
A freqüência de resistência adquirida pode variar geograficamente e com o tempo para certas
espécies. Contudo, para o moxifloxacino isto não foi observado até o momento. Informações
locais da área sobre a resistência de microrganismos são desejáveis, especialmente no
tratamento de infecções graves. A informação acima é fornecida como guia sobre a
probabilidade de um microrganismo ser sensível ao moxifloxacino.
Comparação dos parâmetros de farmacocinética/farmacodinâmica para administração
intravenosa e oral de uma dose única de 400 mg de moxifloxacino
Em pacientes necessitando hospitalização os parâmetros de AUC/CIM90 maiores que 125 e
Cmax/CIM90 de 8 – 10 permitem prever a cura clínica (Schentag). Em pacientes ambulatoriais
estes parâmetros indiretos geralmente são menores, ou seja, AUC/CIM90 maior que 30 – 40
(Dudley e Ambrose).
A tabela a seguir indica os respectivos parâmetros de farmacocinética/farmacodinâmica para
administração intravenosa e oral de 400 mg de moxifloxacino calculados a partir de dados de
dose única:

 

Modo de administração Intravenoso Oral
Parâmetro
(mediana)
AUIC [h] Cmax/CIM90
a) AUIC [h] Cmax/CIM90
CIM90 0,125 mg/L 313 32,5 279 23,6
CIM90 0,25 mg/L 156 16,2 140 11,8
CIM90 0,5 mg/L 78 8,1 70 5,9

 

a) infusão de 1 hora
Farmacocinética
Absorção e biodisponibilidade:
Após a administração oral o moxifloxacino é rapidamente e quase completamente absorvido. A
biodisponibilidade absoluta é de aproximadamente 91%.
A farmacocinética é linear em doses únicas na faixa de 50 – 1200 mg e até 600 mg
administrados uma vez ao dia durante10 dias. O estado de equilíbrio é alcançado dentro de 3
dias. Após uma dose oral de 400 mg são alcançadas concentrações máximas de 3,1 mg/L
dentro de 0,5 – 4 h após a administração. As concentrações plasmáticas máxima e mínima no
estado de equilíbrio (400 mg uma vez ao dia) foram de 3,2 e 0,6 mg/L, respectivamente.
A administração concomitante de moxifloxacino com alimentos prolonga ligeiramente o tempo
para alcançar as concentrações máximas em aproximadamente 2 horas e reduz ligeiramente
as concentrações máximas em aproximadamente 16%. A extensão da absorção permaneceu
inalterada. Como a AUC/CIM preve melhor a eficácia antimicrobiana de quinolonas, este efeito
não é clinicamente relevante. Portanto, moxifloxacino pode ser administrado
independentemente das refeições.
Após uma única infusão intravenosa de 400 mg de 1 hora foram alcançadas concentrações
plasmáticas máximas de 4,1 mg/l no final da infusão, o que corresponde a um aumento médio
de aprox. 26% com relação à administração oral. A exposição ao fármaco em termos de AUC
em um valor de aproximadamente 39 mg.h/l é somente um pouco maior comparado com a
exposição após administração oral (35 mg.h/l) de acordo com a biodisponibilidade absoluta de
aproximadamente 91%.
Após administração intravenosa múltipla (infusão de 1 h), as concentrações plasmáticas
máxima e mínima no estado de equilíbrio (400 mg uma vez ao dia) estavam entre 4,1 a 5,9 e
0,43 a 0,84 mg/l, respectivamente. No estado de equilíbrio a exposição ao fármaco dentro do
intervalo de administração é aproximadamente 30% maior do que após a primeira dose. Em
pacientes foram observadas concentrações médias no estado de equilíbrio de 4,4 mg/l no final
da infusão de 1 h.

 

Distribuição:
O moxifloxacino é distribuído muito rapidamente para o espaço extravascular. A exposição ao
fármaco em termos de AUC (AUCnorm = 6 kg.h/l) é elevada, com um volume de distribuição no
estado de equilíbrio (Vss) de aproximadamente 2 l/kg. Na saliva podem ser alcançadas
concentrações máximas maiores do que no plasma. Em experimentos in vitro e ex vivo foi
determinada uma ligação a proteínas de aproximadamente 45% numa faixa de 0,02 a 2 mg/l
independente da concentração do fármaco. O moxifloxacino se liga principalmente à albumina
sérica. Em decorrência deste valor baixo são observadas concentrações livres máximas > 10 x
CIM.
O moxifloxacino alcança concentrações elevadas em tecidos como pulmões (fluido epitelial,
macrófagos alveolares, tecido biótico), os seios (seio maxilar e etmóide, pólipos nasais) e
lesões inflamadas (fluido de vesículas por cantáridas), onde são obtidas concentrações totais
que ultrapassam as concentrações plasmáticas. Concentrações altas do fármaco livre são
medidas no líquido corporal intersticial (saliva, intramuscular, subcutânea). Além disto, foram
detectadas altas concentrações do fármaco nos tecidos e fluidos abdominais e no trato genital
feminino. As concentrações máximas e as razões de concentração local vs. plasmática para
vários tecidos-alvo forneceram resultados comparáveis para ambos os modos de
administração após uma dose única de 400 mg de moxifloxacino.

 

Metabolismo:
O moxifloxacino sofre biotransformação de Fase II e é excretado pelas vias renal e biliar/fecal
na forma de fármaco inalterado, bem como na forma de sulfo-composto (M1) e um glicuronídeo
(M2). M1 e M2 são os únicos metabólitos relevantes em humanos e ambos são
microbiologicamente inativos. Não foram observadas interações farmacocinéticas metabólicas
in vitro ou em estudos clínicos de Fase I com outros fármacos que sofrem biotransformação de
Fase I envolvendo as enzimas do citocromo P-450.
Independente da via de administração, os metabólitos M1 e M2 são encontrados no plasma em
concentrações mais baixas do que o composto-mãe. Pesquisas pré-clínicas estudaram
adequadamente ambos os metabólitos excluindo deste modo, potenciais implicações com
relação à segurança e tolerabilidade.

 

Eliminação:
O moxifloxacino é eliminado do plasma com uma meia-vida terminal de aproximadamente 12
horas. O clearance médio aparente do organismo todo após doses de 400 mg varia entre 179 e
246 mL/min. O clearance renal foi de 24 – 53 ml/min, sugerindo reabsorção tubular parcial do
fármaco nos rins. A administração concomitante de ranitidina e probenecida não alterou o
clearance renal do fármaco.
O balanço de massa do composto-mãe e dos metabólitos de Fase II de moxifloxacino forneceu
uma recuperação quase completa de 96 – 98%, independente da via de administração, com
nenhuma indicação de metabolismo oxidativo.

 

Idosos:
A farmacocinética do moxifloxacino não é afetada pela idade.

 

Sexo:
Houve uma diferença de 33% na farmacocinética (AUC, Cmax) do moxifloxacino entre homens e
mulheres. A absorção do fármaco não foi afetada pelo sexo. Estas diferenças na AUC e na
Cmax foram atribuídas mais a diferenças no peso corporal do que ao sexo. Elas não são
consideradas clinicamente relevantes.

 

Diferenças interétnicas:
Foram examinadas possíveis diferenças interétnicas em caucasianos, japoneses, negros e
outros grupos étnicos. Não puderam ser detectadas diferenças interétnicas clinicamente
relevantes no perfil farmacocinético.

 

Crianças:
A farmacocinética do moxifloxacino não foi estudada em pacientes pediátricos.
Insuficiência renal:
A farmacocinética do moxifloxacino não é alterada significativamente pela insuficiência renal
(inclusive clearance de creatinina < 30 ml/min/1,73 m2) e em pacientes em diálise crônica, ou
seja, hemodiálise e diálise peritoneal ambulatorial contínua.

Insuficiência hepática:
As concentrações plasmáticas de pacientes com insuficiência hepática leve a grave (Child-
Pugh A a C) não revelaram diferenças clinicamente relevantes comparado com voluntários
saudáveis ou pacientes com função hepática normal, respectivamente (veja também
Advertências e Precauções para uso em pacientes com Child-Pugh C).

 

INDICAÇÕES
Avalox é indicado para o tratamento de adultos (com idade igual ou acima de 18 anos) com:
· infecções das vias respiratórias superiores e inferiores
· exacerbações agudas de bronquite crônica
· pneumonia adquirida na comunidade (PAC) incluindo PAC causada por cepas
multirresistentes*.
· sinusite aguda
· infecções não complicadas de pele e tecidos moles
· doença inflamatória pélvica não complicada (isto é, doenças do trato genital superior
feminino, inclusive salpingite e endometrite)
· infecções complicadas de pele e anexos (incluindo infecções do pé diabético)
· infecções intra-abdominais complicadas, incluindo infecções polimicrobianas, como
abscessos
* Streptococcus pneumoniae multirresistentes, incluindo isolados conhecidos como S.
pneumoniae resistente a penicilina e cepas resistentes a dois ou mais dos seguintes
antibióticos: penicilina (CIM ≥ 2 μg/ml), cefalosporinas de 2ª geração (p.ex. cefuroxima),
macrolídeos, tetraciclinas e trimetoprima/sulfametoxazol.

 

CONTRA-INDICAÇÕES

Hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula ou a outras quinolonas.
Gravidez e lactação.
Crianças e adolescentes em fase de crescimento.

 

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
O moxifloxacino tem mostrado prolongar o intervalo QT do eletrocardiograma de alguns
pacientes. Portanto, deve ser evitado em pacientes com conhecido prolongamento do intervalo
QT, pacientes com hipocalemia não tratada e naqueles em uso de substâncias antiarrítmicas
da classe IA (p.ex. quinidina, procainamida) ou da classe III (p.ex. amiodarona, sotalol), por
falta de experiência clínica com esse tipo de pacientes.
O uso concomitante de moxifloxacino e de substâncias que prolongam o intervalo QT, tais
como cisaprida, eritromicina, antipsicóticos e antidepressivos tricíclicos, deve ser efetuado com
cautela, uma vez que não se pode excluir o risco de potencialização.
O moxifloxacino deve ser usado com cautela nos pacientes em condições vigentes préarrítmicas,
como bradicardia clinicamente significativa ou isquemia miocárdica aguda.
Aumentando-se a concentração de moxifloxacino, o prolongamento do intervalo QT pode
aumentar a magnitude; portanto, a dose recomendada de 400 mg em infusão durante 60
minutos não deve ser excedida. Entretanto, em pacientes com pneumonia não foi observada
nenhuma correlação entre as concentrações plasmáticas de moxifloxacino e o prolongamento
do intervalo QT. O prolongamento do intervalo QT pode causar aumento do risco de arritmias
ventriculares, inclusive torsade des pointes. Nenhum caso de morbidade ou mortalidade
cardiovascular por prolongamento do intervalo QTc pôde ser atribuído ao tratamento com o
moxifloxacino em mais de 9.000 pacientes; entretanto, certas condições predisponentes podem
elevar o risco de arritmias ventriculares.
O tratamento com quinolonas pode provocar crises convulsivas. O moxifloxacino deve ser
utilizado com cautela em pacientes com transtornos conhecidos ou suspeitos do SNC que
possam predispor a convulsões ou reduzir o limiar convulsivo.
Como os dados clínicos são limitados, não se recomenda o uso de moxifloxacino nos pacientes
com insuficiência hepática grave (Child-Pugh C).
O tratamento com quinolonas, inclusive moxifloxacino, pode produzir inflamação e ruptura de
tendões, particularmente em pacientes idosos e nos pacientes tratados concomitantemente
com corticosteróides. Ao primeiro sinal de dor ou inflamação, os pacientes devem interromper o
tratamento e manter em repouso a(s) extremidade(s) afetada(s).
A ocorrência de colite pseudomembranosa foi registrada com o uso de antibióticos de amplo
espectro, incluindo moxifloxacino; portanto, é importante considerar esse diagnóstico em
pacientes com diarréia grave associada ao uso de moxifloxacino. Nessa situação clínica,
devem ser instaladas imediatamente as medidas terapêuticas adequadas.
Em alguns casos, podem ocorrer reações alérgicas ou de hipersensibilidade após a primeira
administração, e nesse caso o médico deve ser imediatamente contatado.
Em casos muito raros, reações anafiláticas podem progredir até o choque, potencialmente letal,
algumas vezes após a primeira administração. Nesses casos, o uso de moxifloxacino deve ser
interrompido e o tratamento médico instituído, por exemplo, para choque.
Não é recomendado o tratamento com comprimidos de 400 mg de moxifloxacino em pacientes
com doença inflamatória pélvica complicada (ex. associada com abscesso tubo-ovariano ou
pélvico), quando o tratamento intravenoso for considerado necessário.

 

Gravidez e lactação
Gravidez: o uso seguro de moxifloxacino em mulheres grávidas não foi estabelecido. Foram
descritas lesões articulares reversíveis em crianças tratadas com algumas quinolonas, mas
este efeito não foi observado entre fetos expostos. Estudos em animais demonstraram
toxicidade na reprodução. O risco potencial em humanos é desconhecido.
Conseqüentemente, o uso de moxifloxacino durante a gravidez é contra-indicado.
Lactação: assim como outras quinolonas, moxifloxacino demonstrou causar lesões na
cartilagem das articulações que suportam peso em animais imaturos. Dados pré-clínicos
indicam que pequenas quantidades de moxifloxacino podem ser secretadas no leite humano.
Não existem dados sobre lactantes. Portanto, o uso de moxifloxacino em lactantes é contraindicado.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir e o manejo de máquinas
A incidência de reações do SNC observada nos estudos clínicos foi baixa. Entretanto, os
pacientes devem estar atentos em verificar como reagem antes de dirigir ou operar máquinas.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E OUTRAS FORMAS DE INTERAÇÃO

 

Para as seguintes substâncias foi comprovada a ausência de interação clinicamente relevante
com moxifloxacino: atenolol, ranitidina, suplementos de cálcio, teofilina, contraceptivos orais,
glibenclamida, itraconazol, digoxina, morfina, probenecida. Não são necessários ajustes de
dose para estes compostos.
Antiácidos, minerais e multivitaminas – A ingestão concomitante de moxifloxacino com
antiácidos, minerais e multivitaminas pode diminuir a absorção do moxifloxacino após
administração oral devido à formação de complexos quelados com os cátions multivalentes
contidos nestes preparados. Isto pode levar a concentrações plasmáticas consideravelmente
mais baixas do que o desejado. Portanto, antiácidos, agentes anti-retrovirais (p.ex. didanosina)
e outros produtos contendo magnésio ou alumínio, sucralfato e agentes contendo ferro ou
zinco devem ser administrados pelo menos 4 horas antes ou 2 horas após a ingestão de uma
dose oral de moxifloxacino.
varfarina – Não se observou interação durante o tratamento concomitante com varfarina sobre a
farmacocinética, o tempo de protrombina e outros parâmetros da coagulação.
Alterações no INR (Razão Normativa Internacional): São descritos casos de aumento da
atividade anticoagulante em pacientes recebendo anticoagulantes concomitantemente com
antibióticos, incluindo moxifloxacino. A infecção (e o processo inflamatório que a acompanha),
a idade e o estado geral do paciente são fatores de risco. Embora os estudos clínicos não
tenham demonstrado nenhuma interação entre o moxifloxacino e a varfarina, deve-se monitorar
o INR e, se necessário, ajustar a dose do anticoagulante oral de modo apropriado.
digoxina – A farmacocinética da digoxina não é significativamente alterada por moxifloxacino (e
vice-versa). Após administração repetida a voluntários saudáveis, o moxifloxacino aumentou a
Cmax da digoxina em aproximadamente 30% no estado de equilíbrio sem afetar a AUC ou os
níveis mínimos.
carvão ativo – A administração concomitante de carvão ativo e 400 mg de moxifloxacino oral
reduziu a disponibilidade sistêmica do fármaco em mais de 80% impedindo a sua absorção in
vivo. A aplicação de carvão ativo na fase de absorção inicial impede aumentos adicionais da
exposição sistêmica em casos de superdose.
Após a administração intravenosa do fármaco, o carbono medicinal somente reduziu
ligeiramente a exposição sistêmica (aproximadamente 20%).
Alimentos e produtos lácteos – A absorção do moxifloxacino não foi alterada pela ingestão de
alimentos. Portanto, o moxifloxacino pode ser administrado independentemente da ingestão de
alimentos.

 

EFEITOS INDESEJÁVEIS:
Seguem abaixo as reações adversas ao medicamento baseadas em todos os estudos clínicos
com moxifloxacino 400 mg (oral e terapia seqüencial) classificadas por categoria de freqüência
CIOMS III (total de n = 12.984, incluindo n = 2.535 de estudos de terapia seqüencial; posição
de dez/2005). As reações adversas classificadas como “comuns“ foram observadas com
freqüência inferior a 3%, com exceção de náusea e diarréia.
As reações adversas baseadas em relatos pós-comercialização (posição: setembro/2006)
estão impressas em negrito e itálico.

 

Descrição
Clínica
Comum
>1% a <10%
Incomum
>0,1% a <1%
Rara
>0,01% a <0,1%
Muito Rara
<0,01%
Infecções e Infestações
Superinfecçõe
s induzidas por
antibiótico
Superinfecções
micóticas
Distúrbios do Sistema Linfático e Sangüíneo
Alterações na
contagem de
células
sangüíneas
Anemia
Leucopenia(s)
Neutropenia
Trombocitopenia
Trombocitemia
Alterações na
coagulação
Tempo de
protrombina
aumentado /
aumento de INR
Nível anormal de
tromboplastina
Nível de
protrombina
aumentado /
diminuição de INR
Anomalias no valor
de
protrombina/INR
Distúrbios do Sistema Imunológico
Reações
agudas de
hipersensibilid
ade
Reação alérgica
Prurido
Erupção cutânea
Urticária
Eosinofilia
sangüínea
Reação anafilática
/ anafilactóide
Edema alérgico /
angioedema (incl.
edema laríngeo,
com potencial risco
de vida)
Choque anafilático
/ anafilactóide (com
potencial risco de
vida)
Distúrbios Metabólicos e Nutricionais
Parâmetros
laboratoriais
alterados
Hiperlipidemia Hiperglicemia
Hiperuricemia
Distúrbios Psiquiátricos
Alterações
comportamentais
Reações de
ansiedade
Hiperatividade
psicomotora /
agitação
Labilidade
emocional
Depressão (em
casos muito raros
potencialmente
culminando em
comportamento
autodestrutivo)
Alucinações
Despersonalização
Reações psicóticas
(potencialmente
culminando em
comportamento
autodestrutivo)
9
Descrição
Clínica
Comum
>1% a <10%
Incomum
>0,1% a <1%
Rara
>0,01% a <0,1%
Muito Rara
<0,01%
Distúrbios do Sistema Nervoso
Alteração
inespecífica da
percepção
periférica
Parestesia e
disestesia
Hipoestesia Hiperestesia
Distúrbios do
olfato e do
paladar
Distúrbios do
paladar (incl.
ageusia em casos
muito raros)
Distúrbios do olfato
(incl. anosmia)
Hiperatividade
neurológica
Cefaléia
Tontura
Confusão e
desorientação
Distúrbios do sono
Tremor
Vertigens
Sonhos anormais
Coordenação
alterada (incl.
distúrbio da
marcha, espec.
devido à tontura ou
vertigem; em
casos muito raros
levando a queda
com ferimento,
espec. em idosos)
Convulsões com
diferentes
manifestações
clínicas (incl.
convulsões de
grande mal)
Hipoatividade
neurológica
Sonolência Atenção alterada
Distúrbios da fala
Amnésia
Distúrbios Oculares
Distúrbios
oculares
Distúrbios visuais
(especialmente
decorrentes de
reações do SNC)
Distúrbios do Ouvido e Labirinto
Distúrbios
auditivos
Zumbido
Descrição
Clínica
Comum
>1% a <10%
Incomum
>0,1% a <1%
Rara
>0,01% a <0,1%
Muito Rara
<0,01%
Distúrbios do Sistema Cardiovascular
Distúrbios da
repolarização
Prolongamento do
intervalo QT em
pacientes com
hipocalemia
Prolongamento do
intervalo QT
Arritmias
inespecíficas
Palpitações
Taquicardia
Arritmias
inespecíficas
Arritmias
ventriculares
Taquiarritmias
ventriculares
Torsade de
Pointes*
Parada cardíaca*
* (especialmente
nos pacientes
com condições
pré-arrítmicas
subjacentes tais
como: bradicardia
clinicamente
significativa,
isquemia
miocárdica
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aguda)
Sintomas
cardiovasculares
inespecíficos
Vasodilatação Síncope
Hipertensão
Hipotensão
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
Sintomas
respiratórios
inespecíficos
Dispnéia (incluindo
condições
asmáticas)
Distúrbios Gastrintestinais
Sintomas
Gastrintestinai
s
Náuseas
Vômitos
Dor gastrintestinal
e abdominal
Anorexia
Constipação
Dispepsia
Flatulência
Gastroenterite
(exceto
gastroenterite
erosiva)
Aumento da
amilase
Disfagia
Estomatite
Diarréias
induzidas por
antibiótico
Diarréia Colite associada a
antibiótico (em
casos muito raros
associada a
complicações com
risco de vida)
Descrição
Clínica
Comum
>1% a <10%
Incomum
>0,1% a <1%
Rara
>0,01% a <0,1%
Muito Rara
<0,01%
Distúrbios Hepatobiliares
Reações
hepáticas leves
a moderadas
Aumento de
transaminases
Comprometimento
hepático (incl.
aumento de LDH)
Aumento de
bilirrubina
Aumento da gamaglutamiltransferase
Aumento da
fosfatase alcalina
sérica
Reações
hepáticas
graves
Icterícia
Hepatite
(predominantemen
-te colestática)
Hepatite
fulminante
podendo levar a
insuficiência
hepática
potencialmente
fatal
Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo
Reações de
pele bolhosa
Reações de pele
bolhosa como
Síndrome de
Stevens-Johnson
ou Necrólise
Epidérmica
Tóxica (potencial
risco de vida)
Distúrbios Musculoesqueléticos, do Tecido Conjuntivo e dos Ossos
Distúrbios dos
tendões
Tendinite Ruptura do
tendão
Distúrbios
articulares e
musculares
Artralgia
Mialgia
Aumento do tônus
muscular e cãibras
Artrite
Distúrbio da
marcha (causado
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inespecíficos por sintomas
musculares, dos
tendões ou
articulares)
Distúrbios Renais e Urinários
Comprometimento
renal
Desidratação
(causada por
diarréia ou
ingestão reduzida
de líquidos)
Comprometimento
renal
Insuficiência renal
(devida à
desidratação
espec. em idosos
com problemas
renais préexistentes)
Descrição
Clínica
Comum
>1% a <10%
Incomum
>0,1% a <1%
Rara
>0,01% a <0,1%
Muito Rara
<0,01%
Distúrbios Gerais e Condições do Local de Administração
Sensação geral
de doença
Mal-estar
Dor inespecífica
Sudorese
Reações no
local da
infusão
Reações no local
da injeção e
infusão
(Trombo-)flebite no
local da infusão
Distúrbios
gerais
Edema
Os efeitos indesejáveis a seguir têm uma freqüência maior nos pacientes tratados
seqüencialmente por via I.V. e oral:
Comuns: aumento de gamaglutamiltransferase.
Incomuns: taquiarritmias ventriculares, hipotensão, vasodilatação, colite associada a
antibióticos (em casos muito raros associada a complicações com risco de
vida), convulsões com diferentes manifestações clínicas (incl. convulsões de
grande mal), alucinações, comprometimento renal (que em alguns casos pode
levar a insuficiência renal por motivo de desidratação, especialmente em idosos
com distúrbios renais pré-existentes).

 

POSOLOGIA
Dose (adultos): A dose recomendada de moxifloxacino é de 400 mg (comprimidos ou solução
para infusão) uma vez por dia para as indicações mencionadas acima e não deve ser
ultrapassada.

 

Duração do tratamento: A duração do tratamento deve ser determinada pela gravidade da
indicação ou pela resposta clínica. As recomendações gerais para o tratamento de infecções
das vias respiratórias superiores e inferiores são as seguintes:

 

Comprimidos:
· Bronquite: exacerbação aguda da bronquite crônica, 5 dias
· Pneumonia: pneumonia adquirida na comunidade, 10 dias
· Sinusite: sinusite aguda, 7 dias
· Infecções não complicadas da pele e anexos: 7 dias
· Doença inflamatória pélvica: 14 dias
· Infecções complicadas da pele e anexos: duração total do tratamento para o tratamento
seqüencial (tratamento intravenoso seguido de tratamento oral): 7 – 21 dias
· Infecções intra-abdominais complicadas: duração total do tratamento para o tratamento
seqüencial (tratamento intravenoso seguido de tratamento oral): 5 – 14 dias
Avalox 400 mg comprimidos e Avalox 400 mg solução para infusão intravenosa foram
avaliados em estudos clínicos em esquema de até 21 dias de tratamento (em infecções
complicadas de pele e anexos)
Modo de administração: os comprimidos devem ser deglutidos inteiros, com um pouco de
água, independentemente das refeições.

Idosos – Não é necessário ajuste de dose em idosos.
Crianças – A eficácia e a segurança do moxifloxacino em crianças e adolescentes não foram
estabelecidas (veja também contra-indicações).
Diferenças interétnicas – Não é necessário ajuste de dose em grupos étnicos.
Insuficiência hepática – Não é necessário ajuste de dose em pacientes com a função hepática
comprometida (veja também Advertências e Precauções com relação ao uso em pacientes
Child-Pugh C).

 

Insuficiência renal – É desnecessário o ajuste de dose em pacientes com comprometimento
da função renal (inclusive clearance da creatinina ≤ 30 ml/min/1,73m²) e em pacientes em
diálise crônica, isto é, hemodiálise e diálise peritoneal contínua ambulatorial.

 

DADOS PRÉ-CLÍNICOS DE SEGURANÇA
Em um estudo de tolerabilidade local realizado em cães não foram observados sinais de
intolerância local quando moxifloxacino foi administrado intravenosamente. Após injeção intraarterial
foram observadas alterações envolvendo o tecido mole peri-arterial sugerindo que a
administração intra-arterial de moxifloxacino deve ser evitada.

 

Carcinogenicidade, mutagenicidade:
Apesar de estudos convencionais de longo prazo para determinar o potencial carcinogênico do
moxifloxacino não terem sido realizados, o fármaco foi submetido a vários testes genotóxicos in
vitro e in vivo. Além disto, foi realizado um bioensaio acelerado para carcinogênese humana
(ensaio de iniciação/promoção) em ratos. Foram obtidos resultados negativos em 4 linhagens
do teste de Ames, no ensaio de mutação HPRT em células de ovário de hamster chinês e no
ensaio UDS em hepatócitos primários de ratos. Como com outras quinolonas, o teste de Ames
com TA 102 foi positivo e o teste in vitro nas células v79 de hamster chinês apresentaram
anormalidades cromossômicas em altas concentrações (300 mcg/ml). Entretanto, no teste de
micronúcleos no camundongo foi negativo. Um ensaio in vivo adicional, o ensaio letal
dominante no camundongo, também foi negativo. Conclui-se que os resultados in vivo
negativos refletem adequadamente a situação in vivo em termos de genotoxicidade. Nenhuma
evidência de carcinogenicidade foi encontrada em um ensaio de iniciação/promoção em ratos.
ECG:
O moxifloxacino em concentrações elevadas inibe a corrente de potássio retificadora tardia do
coração e pode, conseqüentemente, prolongar o intervalo QT. Estudos toxicológicos realizados
em cães usando doses orais de ≥ 90 mg/kg levando a concentrações plasmáticas ≥ 16 mg/l
causaram prolongamentos do intervalo QT, mas não arritmias. Somente após administração
intravenosa cumulativa muito alta de mais de 50 vezes a dose humana (> 300 mg/kg), levando
a concentrações plasmáticas de ≥ 200 mg/l (mais de 30 vezes o nível terapêutico após
administração intravenosa), foram observadas arritmias reversíveis, não fatais.

 

Artrotoxicidade:
É conhecido que as quinolonas causam lesões na cartilagem das maiores articulações
diartrodiais em animais imaturos. A menor dose oral de moxifloxacino causando toxicidade
articular em cães jovens foi quatro vezes maior que a dose terapêutica máxima recomendada
(400 mg/pessoa de 50 kg) numa base de mg/kg, com concentrações plasmáticas duas a três
vezes maiores que aquelas na dose terapêutica recomendada.

 

Toxicidade reprodutiva:
Estudos reprodutivos realizados em ratos, coelhos e macacos indicam que ocorre transferência
placentária do moxifloxacino. Estudos em ratos (orais e IV) e macacos (oral) não apresentaram
evidências de teratogenicidade ou comprometimento da fertilidade após a administração de
moxifloxacino. Malformações esqueléticas foram observadas em coelhos que foram tratados
com uma dose intravenosa de 20 mg/kg. Este resultado de estudo é consistente com os efeitos
conhecidos das quinolonas sobre o desenvolvimento esquelético. Houve um aumento da
incidência de abortos em macacos e coelhos em concentrações terapêuticas humanas. Em
ratos, pesos fetais reduzidos, aumento de perda pré-natal, duração da gestação ligeiramente
aumentada e atividade espontânea aumentada de alguns filhotes machos e fêmeas foram
observados em doses que foram 63 vezes maiores que a dose máxima recomendada numa
base de mg/kg com concentrações plasmáticas na faixa da dose terapêutica humana.

 

SUPERDOSE
Os dados de superdose disponíveis são limitados. Doses únicas de até 1.200 mg e doses
múltiplas de 600 mg foram administradas durante 10 dias a voluntários sadios, sem que fossem
registrados efeitos adversos significativos. Em caso de superdose, recomenda-se tratamento
sintomático adequado incluindo medidas do ECG de acordo com a condição clínica do
paciente.
O emprego de carvão ativado precocemente durante a absorção após administração oral pode
ser de utilidade na prevenção de aumento excessivo de exposição sistêmica ao moxifloxacino.

 

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Lote, datas de fabricação e validade: vide embalagem.
CCDS 15